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<p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 1</p><p>O que é arte?; Como interpretar uma obra de arte; Definições</p><p>importantes; Arte e sociedade (política, mercado e crítica); Função</p><p>social da arte.</p><p>Prof.ª Celina Gil</p><p>ENEM</p><p>Exasiu</p><p>2023</p><p>Exasi</p><p>u</p><p>EXTENSIVO</p><p>Aula 00 – Conceitos Básicos.</p><p>vestibulares.estrategia.com</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 2</p><p>SUMÁRIO</p><p>APRESENTAÇÃO 3</p><p>Quem sou eu 3</p><p>1 – COMO INTERPRETAR IMAGENS 4</p><p>2- O QUE É ARTE? 4</p><p>3 – DEFINIÇÕES IMPORTANTES 7</p><p>Elementos formais 7</p><p>Conceitos 11</p><p>Técnicas 17</p><p>Gêneros 21</p><p>4 - ARTE E SOCIEDADE 26</p><p>Intercâmbio entre culturas 28</p><p>Arte e mercado 33</p><p>Relação entre artistas e poder constituído 35</p><p>5- ARTE E REALIDADE 37</p><p>Obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica 39</p><p>Indústria cultural 41</p><p>6 - EXERCÍCIOS 42</p><p>6.1 – Já caiu no ENEM 42</p><p>6.2 – Outras instituições 53</p><p>6.3 – Gabarito 89</p><p>6.4 – Questões comentadas 90</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS 148</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 3</p><p>Apresentação</p><p>Olá!</p><p>Seja muito bem-vindo a nosso curso de Artes! Espero que possamos juntos trabalhar pela sua</p><p>aprovação!</p><p>Sabemos que Artes é um tema um pouco mais complicado, principalmente porque não é um</p><p>assunto que vemos com profundidade na escola. Porém, muitos vestibulares irão cobrar conhecimentos,</p><p>não só de movimentos artísticos, como de análise da imagem. Estamos aqui para ajudar, tanto em artes</p><p>plásticas quanto artes da cena, cinema, arte contemporânea e demais expressões artísticas.</p><p>Antes de começar nossa primeira aula, é importante que você tenha algumas informações:</p><p>• Quem sou eu.</p><p>• Qual a nossa metodologia no Estratégia Vestibulares.</p><p>• Como encontrar nosso cronograma de aulas.</p><p>Vamos lá?</p><p>Quem sou eu</p><p>Meu nome é Celina Gil e fui a responsável por esse material que você está vendo. Ingressei na USP</p><p>em 2009, no curso de Letras, onde me formei em Português e Latim. Hoje em dia, faço doutorado em</p><p>História do Teatro também pela USP. Ou seja, pode contar comigo tanto para gramática e redação quanto</p><p>para literatura.</p><p>Também sou formada em Cinema, pela FAAP. Por isso, muitas vezes ao longo dos meus materiais</p><p>você pode encontrar dicas de filmes, games e séries ajudar deixar o estudo mais divertido.</p><p>Já dei aula para crianças, mas me especializei em trabalhar com jovens e adolescentes,</p><p>principalmente em cursos preparatórios para provas e vestibulares.</p><p>Montei esse curso de modo que você possa ter contato com a teoria e sua aplicação prática. A</p><p>maioria dos exercícios que você encontra aqui veio das provas do vestibular a que esse curso se dedica e</p><p>de outros grandes vestibulares semelhantes.</p><p>Espero que ajude você a passar por esse momento tão importante.</p><p>Vamos lá?</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 4</p><p>1 – Como interpretar imagens</p><p>Na hora da prova, os alunos costumam se confundir com imagens por duas razões: não saber como</p><p>interpretar um texto não verbal e não possuir repertório para interpretar. A parte de ensinar a</p><p>interpretar a imagem, eu garanto! O repertório, porém, depende de nós dois. Nessa aula, eu vou indicar</p><p>alguns assuntos e conhecimentos que podem ajudar na hora da prova, mas é muito importante que você</p><p>tenha a mente aberta para as imagens!</p><p>O método mais simples que encontramos até hoje para ensinar como interpretar imagens consiste</p><p>em:</p><p>A partir dessa metodologia, o trabalho de interpretar uma imagem fica muito mais simples.</p><p>Mas não se esqueça que numa prova de vestibular, o enunciado da questão é tão importante quanto!</p><p>Você sempre deve ler a imagem à luz do que a questão está perguntando!</p><p>Vamos começar a pensar agora sobre alguns conceitos acerca do que é arte!</p><p>2- O que é arte?</p><p>Um dos principais questionamentos quando o assunto é arte parece ser como defini-la. Vamos</p><p>buscar algumas definições para adentrarmos nesse tema.</p><p>“O que é ainda mais importante, prova-nos que aquilo a que chamamos "obras de arte" não</p><p>é fruto de uma atividade misteriosa, mas são objetos feitos por seres humanos para seres</p><p>humanos. (...) Lembremos que cada uma de suas características é o resultado de uma</p><p>decisão pessoal do artista; que este pode ter meditado sobre elas e decidido alterá-las</p><p>repetidas vezes(...), pois a maioria das pinturas e esculturas que hoje se alinham ao longo</p><p>1- Identificar:</p><p>- Qual é o tipo de</p><p>imagem que estamos</p><p>vendo? (publicidade,</p><p>quadro, charge etc.?)</p><p>- Quais as técnicas</p><p>empregadas nessa</p><p>imagem?(fotografia,</p><p>pintura, escultura etc?)</p><p>- Observar cores, traços,</p><p>formas etc.</p><p>2 - Analisar:</p><p>- O que compõe essa</p><p>imagem?</p><p>- Há textos que</p><p>complementam a</p><p>imagem?</p><p>- Observar quais são os</p><p>elementos mais</p><p>destacados e se há</p><p>detalhes menos óbvios.</p><p>3 - Contextualizar:</p><p>- Qual foi o momento</p><p>histórico da procução</p><p>dessa imagem?</p><p>- Com que objetivo essa</p><p>imagem foi criada e</p><p>onde ela foi veiculada ou</p><p>exposta?</p><p>- Buscar informações nas</p><p>legendas!</p><p>Signos presentes na imagem em si. Signos externos.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 5</p><p>das paredes dos nossos museus e galerias não se destinava a ser exibida como Arte. Foram</p><p>feitas para uma ocasião definida e um propósito determinado, que estavam na mente do</p><p>artista quando meteu mãos à obra.” (Ernest Gombrich)</p><p>Antes de mais nada, portanto, a arte é uma atividade humana, ou seja, seres humanos são capazes</p><p>de produzir arte. São manifestações de ordem estética: trabalha-se ou ressignifica-se alguma matéria de</p><p>modo a despertar a percepção do outro e provocar algo nele.</p><p>As definições antigas do que é arte não servem para definir a arte no século XXI. No</p><p>contemporâneo, já vimos diversas expressões artísticas que não se enquadram nos limites tradicionais.</p><p>Quando Marcel Duchamp colocou um mictório assinado em exposição no museu, não havia</p><p>nenhuma técnica manual envolvida na produção do objeto. Ele deixou de ser arte por isso?</p><p>Quando vemos um vaso num museu, que foi feito para ser uma urna funerária e não um objeto</p><p>artístico, ele deixa de ser arte por não ter sido criado com essa intenção?</p><p>A resposta para todas essas perguntas é não. A arte não pode mais ser definida a partir do que</p><p>pensávamos antes. Então como podemos pensar arte hoje em dia? A partir de alguns parâmetros não</p><p>sobre o que ela é, mas sobre o que a arte pode ser:</p><p>• A arte pode ser um conjunto de obras de algum período histórico, povo ou movimento;</p><p>• Pode ser a habilidade de executar uma obra a partir do uso de uma técnica ou da ressignificação</p><p>de um objeto;</p><p>• Pode ser um reflexo dos seres humanos de seu tempo, dando pistas acerca do que eles pensavam</p><p>e sentiam sobre seu tempo;</p><p>• Pode ser um objeto criado para a fruição estética, sem uma utilidade prática cotidiana, como</p><p>outros objetos de design. A arte tem função de transcender o material, não de servir ao mundo da</p><p>praticidade e do utilitarismo;</p><p>• Pode ser uma atividade humana realizada por artistas, conjugando percepções e ideias em um</p><p>objeto para a apreciação do outro – e atualmente para a participação do outro também;</p><p>• Ou pode ser, com afirma Gombrich, nada além de um fenômeno cultural, uma vez que regras</p><p>sobre a arte não são perenes, mas sim mutáveis no tempo e contexto.</p><p>Uma das questões exploradas por Gombrich no texto “Introdução - Sobre Artes e Artistas”, no livro</p><p>A História da Arte, é justamente o que define arte, o que esperamos da arte e o que é preciso para se</p><p>deixar tocar por uma obra de arte.</p><p>Antes de adentrar nos estudos de arte, é fundamental pensar sobre esses pontos para que você</p><p>chegue com a mente aberta:</p><p>“Uma coisa que realmente não existe é aquilo a que se dá o nome de Arte. Existem somente</p><p>artistas.”</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>do cavalete, das tintas e dos pincéis, o computador. A tecnologia se incorpora cada vez</p><p>mais à arte, embora as tradicionais técnicas artísticas continuem tendo espaço. Esse processo,</p><p>contudo, não é novo —começou há décadas. Primeiro foi a fotografia, depois o cinema, o vídeo.</p><p>Esses recursos analógicos foram a tônica da primeira metade do século 20. Porém, quando os</p><p>computadores adquiriram a capacidade de manipular imagens, os artistas começaram a explorar</p><p>um novo recurso: a linguagem digital.</p><p>A arte tecnológica ainda não foi assimilada totalmente pelo grande público. Surgem polêmicas</p><p>sobre o valor desse tipo de manifestação artística e questionamentos sobre se as pessoas que</p><p>desenvolvem trabalhos nesse sentido merecem a denominação de artistas. Até aspectos como</p><p>autoria são colocados em questão com o surgimento de experiências artísticas na internet que</p><p>permitem a intervenção dos internautas.</p><p>Apesar das controvérsias, um número cada vez maior de herdeiros dos movimentos de</p><p>vanguarda, artistas de bagagem tradicional e da nova geração investem na exploração de recursos</p><p>tecnológicos. No Brasil, nomes de destaque das artes plásticas já se aventuraram por esse campo</p><p>como Antônio Dias, Cildo Meireles, Décio Pignatari, Raimundo Collares e Eduardo Kac.</p><p>Disponível em: <https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Midia-e-Redes-Sociais/Tecnologia-e-arte/12/5460> Acesso em</p><p>10ago. 2021</p><p>Acerca da relação entre arte e tecnologia, a partir do texto, é correto afirmar que:</p><p>a) é um processo recente na história das artes.</p><p>b) surge com o aumento da capacidade dos computadores.</p><p>c) ainda não é tão popular entre o público comum.</p><p>d) sempre permite intervenção dos internautas na feitura.</p><p>e) não se realiza, pois a tecnologia mina os aspectos artísticos.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 41</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está INCORRETA, pois o texto aponta que, desde o surgimento da tecnologia –</p><p>portanto, no fim do século XIX – temos ligação com a tecnologia.</p><p>A alternativa B está INCORRETA, pois, segundo o texto, essa relação começa a realizar-se já com o</p><p>surgimento da fotografia. O que surge com a melhoria das tecnologias de computação são as</p><p>expressões de arte digital.</p><p>A alternativa C está CORRETA, pois o texto indica que o grande público ainda questiona o valor</p><p>artístico das obras, por vezes pondo em xeque a ideia de que seriam obras de arte verdadeiramente.</p><p>A alternativa D está INCORRETA, pois, ainda que isso possa ocorrer por vezes, não se pode afirmar</p><p>que seja um processo que ocorre sempre.</p><p>A alternativa E está INCORRETA, pois em nenhum momento do texto defende-se que essa é uma</p><p>relação impossível de ocorrer.</p><p>Gabarito: C</p><p>Indústria cultural</p><p>O termo Indústria Cultural foi popularizado enquanto conceito pela Escola de Frankfurt,</p><p>principalmente pelos sociólogos Theodor Adorno (1903 – 1969) e Max Horkheimer (1895 – 1973). A</p><p>Indústria Cultural seria uma das responsáveis pela formação do pensamento das sociedades mediadas</p><p>pelo consumo e pela massificação.</p><p>A Indústria Cultural é como uma fábrica, que produz bens culturais padronizados e</p><p>homogeneizados. Esses produtos alienam quem os consomem, pois não incentivam a reflexão ou o</p><p>questionamento das estruturas. São apenas entretenimento,</p><p>com o objetivo de domesticar as pessoas.</p><p>Nos habituamos sempre aos mesmo produtos, o que faz</p><p>com que propostas mais inovadoras causem estranhamento e,</p><p>por isso mesmo, nem sempre sejam capazes de atrair muito</p><p>público. Por gerarem menos lucro, essas produções são vistas</p><p>como inúteis, ou seja, colocamos na possibilidade de</p><p>monetarização o valor da arte.</p><p>Outro conceito importante para esse assunto é a ideia de cultura de massa. Chama-se de cultura</p><p>de massa os produtos da indústria cultural, ou seja, as expressões da cultura produzidas com o intuito de</p><p>serem vendidas e gerar lucro. Seu objetivo é atingir o grande público. Uma de suas principais</p><p>características é ser capaz de absorver aquilo que se opõe a ela: sabe aquele programa que passa na</p><p>televisão e fala mal de televisão? É isso!</p><p>As principais influências da cultura de massa na literatura partem do cinema e da televisão. Hoje</p><p>em dia, é possível ouvir falar também em cultura pop. São expressões, portanto, intimamente ligadas à</p><p>ideia de consumo.</p><p>Nem tudo é maligno na Indústria Cultural e na produção de arte e cultura no sistema capitalista.</p><p>Para outro pensador da Escola de Frankfurt, Walter Benjamin (1892-1940), a maior difusão da arte através</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 42</p><p>dos meios de comunicação pode ser uma via de democratização da arte, pois a cultura alcança um</p><p>número maior de pessoas. Outra vantagem é que incentiva trabalhos não comerciais, já que incentiva o</p><p>acesso às ferramentas de produção cultural.</p><p>No nosso contexto contemporâneo, que lida com a internet, podemos pensar essa tensão entre</p><p>alienação e tomada dos meios de produção cultural de maneira mais ampla. Podemos pensar desde as</p><p>novas profissões da internet – como youtubers – até a facilidade de criação e disseminação de notícias</p><p>falsas no contemporâneo (ambos temas importantes para a realidade brasileira).</p><p>Mas e a arte nesse contexto todo?</p><p>Não se pode, obviamente pensar na arte de maneira descolada do contexto social em que se</p><p>insere. Então a pergunta que cabe ser feita é: como fica a arte num momento em que as produções</p><p>artístico-culturais parecem estar a serviço do sistema.</p><p>Se ao longo do tempo foi dito que o papel da arte estava não só em expressar a sensibilidade do</p><p>artista como também causar incômodo e contestar as estruturas dadas, com a consolidação da Indústria</p><p>Cultural tudo fica um pouco mais difícil. A arte passou a ser uma mercadoria de um modo novo: não se</p><p>compra uma obra para fins contemplativos, mas sim como um objeto como qualquer outro, obedecendo</p><p>leis de oferta e procura como nunca. A sociedade de consume, que transforma tudo em mercadoria,</p><p>estaria apagando da arte o seu traço crítico?</p><p>Stencil Kissing Coppers de Banksy. Fonte: Unsplash</p><p>6 - Exercícios</p><p>6.1 – Já caiu no ENEM</p><p>1. (ENEM – 2018 – 1ª aplicação)</p><p>TEXTO I</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 43</p><p>BRACCO, A; LOSCHI, M. Quando rotas se tornam arte. Retratos: a revista do IBGE. Rio de Janeiro, n. 3, set. 2017</p><p>(adaptado).</p><p>TEXTO II</p><p>Stephen Lund, artista canadense, morador em Victoria, capital da Colúmbia Britânica</p><p>(Canadá), transformou-se em fenômeno mundial produzindo obras de arte virtuais</p><p>pedalando sua bike. Seguindo rotas traçadas com o auxílio de um dispositivo de GPS, ele</p><p>calcula ter percorrido mais de 10 mil quilômetros.</p><p>Disponível em: www.booooooom.com. Acesso em: 9 dez. 2017 (adaptado)</p><p>Os textos destacam a inovação artística proposta por Stephen Lund a partir do(a)</p><p>A) deslocamento das tecnologias de suas funções habituais.</p><p>B) perspectiva de funcionamento do dispositivo de GPS.</p><p>C) ato de guiar sua bicicleta pelas ruas da cidade.</p><p>D) análise dos problemas de mobilidade urbana.</p><p>E) foco na promoção cultural da sua cidade.</p><p>2. (ENEM – 2018 – 2ª aplicação)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 44</p><p>Uma das funções da obra de arte é representar o contexto sociocultural ao qual ela</p><p>pertence. Produzida na primeira metade do século XX, a Estrada de Ferro Central do Brasil</p><p>evidencia o processo de modernização pela</p><p>A) verticalização do espaço.</p><p>B) desconstrução da forma.</p><p>C) sobreposição de elementos.</p><p>D) valorização da natureza.</p><p>E) abstração do tema.</p><p>3. (ENEM – 2018 – 2ª aplicação)</p><p>TEXTO I</p><p>MUYBRIDGE, E. Cavalo em movimento. Fotografia. Universidade do Texas, Austin, cerca de 1886. Disponível em:</p><p>www.utexasaustin.edu. Acesso em: 31 ago. 2016 (adaptado).</p><p>TEXTO II</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA</p><p>00 – CONCEITOS BÁSICOS 45</p><p>GÉRICAULT, T. Corrida de cavalos ou O Derby de 1821 em Epson. Óleo sobre tela, 92 x 123 cm. Museu do Louvre,</p><p>Paris. Disponível em: www.louvre.fr. Acesso em: 31 ago. 2016.</p><p>TEXTO III</p><p>A arte pode estar, às vezes, muito mais preparada do que a ciência para captar o devir e a</p><p>fluidez do mundo, pois o artista não quer manipular, mas sim “habitar” as coisas. O famoso</p><p>artista francês Rodin, no seu livro L’Art (A Arte, 1911), comenta que a técnica de fotografia</p><p>em série, mostrando todos os momentos do galope de um cavalo em diversos quadros,</p><p>apesar de seu grande realismo, não é capaz de capturar o movimento. O corpo do animal é</p><p>fotografado em diferentes posições, mas ele não parece estar galopando: “na imagem</p><p>científica [fotográfica], o tempo é suspenso bruscamente”. Para Rodin, um pintor é capaz,</p><p>em única cena, de nos transmitir a experiência de ver um cavalo de corrida, e isso porque</p><p>ele representa o animal em um movimento ambíguo, em que os membros traseiros e</p><p>dianteiros parecem estar em instantes diferentes. Rodin diz que essa exposição talvez seja</p><p>logicamente inconcebível, mas é paradoxalmente muito mais adequada à maneira como o</p><p>movimento se dá: “o artista é verdadeiro e a fotografia mentirosa, pois na realidade o tempo</p><p>não para”.</p><p>FEITOSA, C. Explicando a filosofia com arte. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.</p><p>Observando-se as imagens (Textos I e II), o paradoxo apontado por Rodin (Texto III) procede</p><p>e cria uma maneira original de perceber a relação entre a arte e a técnica, porque o(a)</p><p>A) fotografia é realista na captação da sensação do movimento.</p><p>B) pintura explora os sentimentos do artista e não tem um caráter científico.</p><p>C) fotógrafo faz um estudo sobre os movimentos e consegue captar a essência da sua</p><p>representação.</p><p>D) pintor representa de forma equivocada as patas dos cavalos, confundindo nossa noção</p><p>de realidade.</p><p>E) pintura inverte a lógica comumente aceita de que a fotografia faz um registro objetivo e</p><p>fidedigno da realidade.</p><p>4. (ENEM – 2017 – Libras)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 46</p><p>E a sujeira virou arte</p><p>Dia após dia, a poluição invisível dos canos de descarga vai grudando nos muros junto à</p><p>fuligem de fogueiras acesas por moradores de rua, até que não seja mais possível distinguir</p><p>o limpo original do sujo acumulado. É nesse momento que surge o artista visual Drin Cortes,</p><p>27. Com um pano úmido, um pincel e uma garrafa de água — e nada além —, ele tem</p><p>transformado a paisagem da capital mineira ao usar a técnica do grafite reverso, que</p><p>consiste em apagar a sujeira para criar desenhos que dialogam com a problemática da</p><p>cidade. O trabalho [atual] consiste em desenhar rostos de pessoas desaparecidas, que</p><p>tenham em sua história alguma relação com as drogas. “Esse lugar respira o problema da</p><p>droga. O usuário de crack muitas vezes é tratado de forma hostil. Essa é uma forma de as</p><p>pessoas passarem por aqui e olharem duas vezes para aquilo que a sujeira esconde. E que,</p><p>na verdade, elas não veem porque não querem”, diz.</p><p>SIMÕES, L. Disponível em: www.otempo.com.br. Acesso em: 3 fev. 2015 (adaptado).</p><p>A arte pode representar padrões de beleza ou ter o propósito de questioná-los, permitindo</p><p>que a sociedade reveja valores e preconceitos.</p><p>O artista Drin Cortes utiliza da técnica do grafite reverso com o objetivo de</p><p>a) ressaltar o descaso do poder público com a limpeza.</p><p>b) evidenciar a humanidade dos usuários de drogas.</p><p>c) apresentar a estética da paisagem urbana.</p><p>d) destacar a poética dos espaços públicos.</p><p>e) debater o perigo da poluição.</p><p>5. (ENEM – 2017 – 2ª APLICAÇÃO)</p><p>Ao longo dos anos 1980, um canal esportivo de televisão fracassou em implantar o basquete</p><p>como esporte mundial, e uma empresa de materiais esportivos teve de lidar, fora do seu</p><p>programa, com um esporte que lhe era estranho. Correndo atrás do prejuízo, ambas</p><p>corrigiram a rota e vieram a fazer da incorporação do futebol a seu programa um objetivo</p><p>estratégico alcançado com sucesso. O ajuste do interesse econômico à realidade cultural,</p><p>no entanto, não deixa de dizer algo sobre ela: é significativo que o mais mundial dos esportes</p><p>não faça sentido para os Estados Unidos, e que os esportes que fazem mais sentido para os</p><p>Estados Unidos estejam longe de fazer sentido para o mundo. O futebol ofereceu uma</p><p>curiosa e nada desprezível contraparte simbólica à hegemonia do imaginário norte-</p><p>americano.</p><p>WISNIK, J. M. Veneno remédio: o futebol e o Brasil. São Paulo: Cia. das Letras, 2008 (adaptado).</p><p>De acordo com o texto, em décadas passadas, a dificuldade das empresas norte-americanas</p><p>indica a influência de um viés cultural e econômico na</p><p>A) popularização do futebol no país frente à concorrência com o basquete.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 47</p><p>B) conquista da alta lucratividade por meio do futebol no cenário norte-americano.</p><p>C) implantação do basquete como esporte mundial frente à força cultural do futebol.</p><p>D) importância dada por empresas esportivas ao futebol, similar àquela dada ao basquete.</p><p>E) tentativa de fazer com que o futebol transmitido pela TV seja consumido por sua</p><p>população.</p><p>6. (ENEM – 2016 – 2ª APLICAÇÃO)</p><p>A técnica da décollage, utilizada pelo artista Mimmo Rotella em sua obra Marilyn, é um</p><p>procedimento artístico representativo da década de 1960 por</p><p>A) visar a conservação das representações e dos registros visuais.</p><p>B) basear-se na reciclagem de material gráfico, contribuindo para a sustentabilidade.</p><p>C) encobrir o passado, abrindo caminho para novas formas plásticas, pela releitura.</p><p>D) fazer conviver campos de expressão diferentes e integrar novos significados.</p><p>E) abolir o trabalho manual do artista na confecção das imagens recontextualizadas.</p><p>7. (ENEM – 2015 – 1ª aplicação)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 48</p><p>A obra do artista plástico Leonilson (1953-1993) marca presença no panorama da arte</p><p>brasileira e internacional. Nessa obra, ele utilizou a habilidade técnica do bordado manual</p><p>para</p><p>A) obtenção das linhas retas paralelas.</p><p>B) valorização do tracejado retilíneo.</p><p>C) exploração de diferentes texturas.</p><p>D) obtenção do equilíbrio assimétrico.</p><p>E) inscrição homogênea das formas e palavras.</p><p>8. (ENEM – 2015 – 1ª aplicação)</p><p>Em 1866, tendo encerrado seus estudos na Escola de Belas Artes, em Paris, Pedro Américo</p><p>ofereceu a tela A Carioca ao imperador Pedro II, em reconhecimento ao seu mecenas. O nu</p><p>feminino obedecia aos cânones da grande arte e pretendia ser uma alegoria feminina da</p><p>nacionalidade. A tela, entretanto, foi recusada por imoral e licenciosa: mesmo não fugindo</p><p>à regra oitocentista relativa à nudez na obra de arte, A Carioca não pôde, portanto, ser</p><p>absorvida de imediato. A sensualidade tangível da figura feminina, próxima do orientalismo</p><p>tão em voga na Europa, confrontou-se não somente com os limites morais, mas também</p><p>com a orientação estética e cultural do Império. O que chocara mais: a nudez frontal ou um</p><p>nu tão descolado do que se desejava como nudez nacional aceitável, por exemplo, aquela</p><p>das românticas figuras indígenas? A Carioca oferecia um corpo simultaneamente ideal e</p><p>obsceno: o alto – uma beleza imaterial – e o baixo – uma carnalidade excessiva. Sugeria uma</p><p>mistura de estilos que, sem romper com a regra do decoro artístico, insinuava na tela algo</p><p>inadequado ao repertório simbólico oficial. A exótica morena, que não é índia – nem mulata</p><p>ou negra – poderia representar uma visualidade feminina brasileira e desfrutar de um lugar</p><p>de destaque no imaginário da nossa “monarquia tropical”?</p><p>OLIVEIRA, C. Disponível em: http://anpuh.org.br. Acesso em: 20 maio 2015.</p><p>O texto revela que a aceitação da representação do belo na obra de arte está condicionada</p><p>à</p><p>A) incorporação de grandes correntes teóricas de uma época, conferindo legitimidade ao</p><p>trabalho do artista.</p><p>B) atemporalidade do tema abordado pelo artista, garantindo perenidade ao objeto de arte</p><p>então elaborado.</p><p>C) inserção da produção artística em um projeto estético e ideológico determinado por</p><p>fatores externos.</p><p>D) apropriação que o pintor faz dos grandes temas universais já recorrentes em uma</p><p>vertente artística.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 49</p><p>E) assimilação de técnicas e recursos já utilizados por movimentos anteriores que trataram</p><p>da temática.</p><p>9. (ENEM – 2013 – 1ª aplicação)</p><p>KUCZYNSKIEGO, P. Ilustração, 2008. Disponível em: http://capu.pl. Acesso em 3 ago. 2012. (Foto: Reprodução)</p><p>O artista gráfico polonês Pawla Kuczynskiego nasceu em 1976 e recebeu diversos prêmios</p><p>por suas ilustrações.</p><p>Nessa obra, ao abordar o trabalho infantil, Kuczynskiego usa sua arte para</p><p>A) difundir a origem de marcantes diferenças sociais.</p><p>B) estabelecer uma postura proativa da sociedade.</p><p>C) provocar a reflexão sobre essa realidade.</p><p>D) propor alternativas para solucionar esse problema.</p><p>E) retratar como a questão é enfrentada em vários países do mundo.</p><p>10. (ENEM – 2013 – 2ª aplicação)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 50</p><p>Nas últimas décadas, a ruptura, o efêmero, o descartável incorporam-se cada vez mais ao</p><p>fazer artístico, em consonância com a pós-modernidade. No detalhe da obra Bastidores,</p><p>percebe-se a</p><p>A) utilização de objetos do cotidiano como tecido, bastidores, agulha, linha e fotocópia, que</p><p>tornam a obra de abrangência regional.</p><p>B) ruptura com meios e suportes tradicionais por utilizar objetos do cotidiano, dando-lhes</p><p>novo sentido condizente.</p><p>C) apropriação de materiais e objetos do cotidiano, que conferem à obra um resultado</p><p>inacabado.</p><p>D) apropriação de objetos de uso cotidiano das mulheres, o que confere à obra um caráter</p><p>feminista.</p><p>E) aplicação de materiais populares, o que a caracteriza como obra de arte utilitária.</p><p>11. (ENEM - 2012)</p><p>Sem formação acadêmica específica em artes visuais, Heitor dos Prazeres, que também é</p><p>compositor e instrumentista, é reconhecido artista popular do Rio de Janeiro. Suas pinturas</p><p>de perspectivas imprecisas e com traços bem demarcados são figurativas e sugerem</p><p>movimento. Essa obra retrata</p><p>a) a confraternização de uma população socialmente marginalizada.</p><p>b) o inconformismo da população de baixa renda da capital.</p><p>c) o cotidiano da burguesia contemporânea da capital.</p><p>d) a instabilidade de uma realidade rural do Brasil.</p><p>e) a solidariedade da população nordestina.</p><p>12. (ENEM – 2009 – Cancelado)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 51</p><p>O artesanato traz as marcas de cada cultura e, desse modo, atesta a ligação do homem com</p><p>o meio social em que vive. Os artefatos são produzidos manualmente e costumam revelar</p><p>uma integração entre homem e meio ambiente, identificável no tipo de matéria-prima</p><p>utilizada.</p><p>Pela matéria-prima (o barro) utilizada e pelos tipos humanos representados, em qual região</p><p>do Brasil o artefato acima foi produzido?</p><p>A) Sul.</p><p>B) Norte.</p><p>C) Sudeste.</p><p>D) Nordeste.</p><p>E) Centro-Oeste.</p><p>13. (ENEM – 2009 – Cancelado)</p><p>TEXTO A</p><p>TEXTO B</p><p>Metaesquema I</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 52</p><p>Alguns artistas remobilizam as linguagens geométricas no sentido de permitir que o</p><p>apreciador participe da obra de forma mais efetiva. Nesta obra, como o próprio nome</p><p>define: meta — dimensão virtual de movimento, tempo e espaço; esquema — estruturas,</p><p>os Metaesquemas são estruturas que parecem movimentar-se no espaço. Esse trabalho</p><p>mostra o deslocamento de figuras geométricas simples dentro de um campo limitado: a</p><p>superfície do papel. A isso podemos somar a observação da precisão na divisão e no</p><p>espaçamento entre as figuras, mostrando que, além de transgressor e muito radical, Oiticica</p><p>também era um artista extremamente rigoroso com a técnica.</p><p>Disponível em: http://www.mac.usp.br. Acesso em: 02 maio 2009 (adaptado).</p><p>Alguns artistas remobilizam as linguagens geométricas no sentido de permitir que o</p><p>apreciador participe da obra de forma mais efetiva. Levando-se em consideração o texto e</p><p>a obra Metaesquema I, reproduzidos acima, verifica-se que</p><p>A) a obra confirma a visão do texto quanto à ideia de estruturas que parecem se</p><p>movimentar, no campo limitado do papel, procurando envolver de maneira mais efetiva o</p><p>olhar do observador.</p><p>B) a falta de exatidão no espaçamento entre as figuras (retângulos) mostra a falta de rigor</p><p>da técnica empregada, dando à obra um estilo apenas decorativo.</p><p>C) Metaesquema I é uma obra criada pelo artista para alegrar o dia a dia, ou seja, de caráter</p><p>utilitário.</p><p>D) a obra representa a realidade visível, ou seja, espelha o mundo de forma concreta.</p><p>E) a visão da representação das figuras geométricas é rígida, propondo uma arte figurativa.</p><p>14. (ENEM - 2002)</p><p>A leitura do poema "Descrição da guerra" em Guernica traz à lembrança o famoso quadro</p><p>de Picasso.</p><p>Entra pela janela</p><p>o anjo camponês;</p><p>com a terceira luz na mão;</p><p>minucioso, habituado</p><p>aos interiores de cereal,</p><p>aos utensílios que dormem na fuligem;</p><p>os seus olhos rurais</p><p>não compreendem bem os símbolos</p><p>desta colheita: hélices,</p><p>motores furiosos;</p><p>e estende mais o braço; planta</p><p>no ar, como uma árvore</p><p>a chama do candeeiro.(...)</p><p>(Carlos de Oliveira in ANDRADE, Eugénio. Antologia Pessoal da Poesia Portuguesa. Porto: Campo das Letras, 1999.)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 53</p><p>Uma análise cuidadosa do quadro permite que se identifiquem as cenas referidas nos</p><p>trechos do poema.</p><p>Podem ser relacionadas ao texto lido as partes:</p><p>a) a1, a2, a3</p><p>b) f1, e1, d1</p><p>c) e1, d1, c1</p><p>d) c1, c2, c3</p><p>e) e1, e2, e3</p><p>6.2 – Outras instituições</p><p>15. (UNESP – 2020)</p><p>Perspectiva. Técnica de representação, numa superfície plana, do espaço tridimensional,</p><p>baseado no uso de certos fenômenos ópticos, como a diminuição aparente no tamanho dos</p><p>objetos e a convergência das linhas paralelas à medida que se distanciam do observador.</p><p>(Ian Chilvers (org.). Dicionário Oxford de arte, 2007.)</p><p>Verificam-se distorções e ambiguidades em relação à técnica da perspectiva na seguinte</p><p>obra:</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 54</p><p>16. (UNESP – 2018)</p><p>Expressionismo: Termo aplicado pela crítica e pela história da arte a toda arte em que</p><p>as ideias tradicionais de naturalismo são abandonadas em favor de distorções ou</p><p>exageros de forma e cor que expressam, de modo premente, a emoção do artista. Neste</p><p>sentido mais geral, o termo pode ser aplicado à arte de qualquer período ou lugar que</p><p>conceda às reações subjetivas um lugar de maior importância que à observação do</p><p>mundo exterior.</p><p>(Ian Chilvers (org.). Dicionário Oxford de arte, 2007.)</p><p>De acordo com essa definição, pode ser considerada expressionista a obra:</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 55</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>17. (UNESP – 2018)</p><p>Na Europa, os artistas continuam a explorar caminhos traçados pelos primeiros pintores</p><p>abstratos. Mas a abstração desses artistas não é geométrica: sua pintura não representa</p><p>nenhuma realidade, tampouco procura reproduzir formas precisas. Cada artista inventa sua</p><p>própria linguagem. Cores, formas e luz são exploradas, desenvolvidas e invadem as telas.</p><p>Traços vivos e dinâmicos... Para cada um, uma abstração, um lirismo.</p><p>(Christian Demilly. Arte em movimentos e outras correntes do século XX, 2016. Adaptado.)</p><p>O comentário do historiador Christian Demilly aplica-se à obra reproduzida em:</p><p>a)</p><p>b)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 56</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>18. (UNESP – 2017)</p><p>O quadro não se presta a uma leitura convencional, no sentido de esmiuçar os detalhes da</p><p>composição em busca de nuances visuais. Na tela, há apenas formas brutas, essenciais, as</p><p>quais remetem ao estado natural, primitivo. Os contornos inchados das plantas, os pés</p><p>agigantados das figuras, o seio que atende ao inexorável apelo da gravidade: tudo é raiz.</p><p>O embasamento que vem do fundo, do passado, daquilo que vegeta no substrato do ser.</p><p>As cabecinhas, sem faces, servem apenas de contraponto. Estes não são seres pensantes,</p><p>produtos da cultura e do refinamento. Tampouco são construídos; antes nascem, brotam</p><p>como plantas, sorvendo a energia vital do sol de limão. À palheta nacionalista de verde</p><p>planta, amarelo sol e azul e branco céu, a pintora acrescenta o ocre avermelhado de uma</p><p>pele que mais parece argila. A mensagem é clara: essa é nossa essência brasileira – sol, terra,</p><p>vegetação. É isto que somos, em cores vivas e sem a intervenção erudita das fórmulas</p><p>pictóricas tradicionais. (Rafael Cardoso. A arte brasileira em 25 quadros, 2008. Adaptado.)</p><p>Tal comentário aplica-se à seguinte obra de Tarsila do Amaral (1886-1973):</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 57</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>19. (UNESP – 2017)</p><p>A partir do início do século XX, na França, alguns artistas vão subverter a concepção que se</p><p>tinha da pintura. Em vez de simplesmente representar o que era visto, eles decidem</p><p>representar aquilo que não podia ser visto. Os rostos de perfil têm dois olhos, a natureza se</p><p>decompõe em formas geométricas... a realidade se revela em todas as suas facetas, como</p><p>um cubo achatado.</p><p>(Christian Demilly. Arte em movimentos e outras correntes do século XX, 2016. Adaptado.)</p><p>Uma obra representativa da estética à qual o texto se refere está reproduzida em:</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 58</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>20. (UNESP – 2016)</p><p>Essa nova sensibilidade artística, apesar de heterogênea, pode ser resumida através da</p><p>atenção à forma e ao tema, assim como ao processo. A forma inclui cores saturadas, formas</p><p>simples, contornos relativamente nítidos e supressão do espaço profundo. O tema deriva de</p><p>fontes preexistentes e manufaturadas para consumo de massa.</p><p>(David McCarthy. Movimentos da arte moderna, 2002. Adaptado.)</p><p>O comentário do historiador David McCarthy aplica-se à obra reproduzida em:</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 59</p><p>a)</p><p>(Andy Warhol. Elvis I, 1962.)</p><p>b)</p><p>(Pablo Picasso. As senhoritas de Avignon,</p><p>1907.)</p><p>c)</p><p>(Jackson Pollock. Convergência, 1952.)</p><p>d)</p><p>(Henri Matisse. Interior, jarra com peixes</p><p>vermelhos, 1914.)</p><p>e)</p><p>(Kasemir Malevitch. Cruz Negra, 1923.)</p><p>21. (Uel - 2019)</p><p>Relacione as imagens às manifestações artísticas a seguir.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 60</p><p>(A) Representa a natureza e o cotidiano, bem como a visão do homem na captação de</p><p>formas simples.</p><p>(B) Ocupa espaços públicos, por meio de intervenções e performances artísticas,</p><p>estabelecendo a relação entre arte e cidade.</p><p>(C) Utiliza a pintura para causar efeitos ilusórios por meio da perspectiva arquitetônica das</p><p>cenas.</p><p>(D) Expressa o poder, respeitando as convenções, como a frontalidade e a indicação do lugar</p><p>das personagens na composição.</p><p>Assinale a alternativa que contém a associação correta.</p><p>a) I-B, II-D, III-A, IV-C.</p><p>b) I-C, II-A, III-D, IV-B.</p><p>c) I-C, II-B, III-A, IV-D.</p><p>d) I-D, II-A, III-C, IV-B.</p><p>e) I-D, II-C, III-A, IV-B.</p><p>22. (Uem - 2018)</p><p>Em relação às Artes Visuais, assinale o que for correto.</p><p>01) Artes visuais são as manifestações artísticas que abrangem o sentido da visão. Dentre</p><p>elas temos a Pintura, a Escultura, o Desenho e a Fotografia.</p><p>02) São elementos visuais básicos: ponto, linha, forma e cor.</p><p>04) As dimensões tradicionais do espaço são: altura, largura e lateralidade.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 61</p><p>08) A Pintura, o Desenho e a Fotografia são artes consideradas bidimensionais, pois são</p><p>compostas apenas por duas dimensões.</p><p>16) Das manifestações visuais tridimensionais conhecidas da pré-história, as mais antigas</p><p>são as esculturas feitas em barro ou em argila.</p><p>23. (Uepg - 2018)</p><p>Sobre os elementos formais que caracterizam as linguagens artísticas, assinale o que for</p><p>correto.</p><p>01) Nas Artes Visuais, o volume pode ser percebido tanto pelo tato quanto pela visão e utiliza</p><p>aspectos bidimensionais como altura e largura.</p><p>02) Na música, a Melodia se define pelo conjunto de sons dispostos em ordem sucessiva.</p><p>04) O círculo cromático é um dos instrumentos que possibilita compreender a estrutura da</p><p>cor e nele podem ser visualizadas as cores primárias e as cores secundárias.</p><p>08) O ponto é o sinal convencional das artes visuais e o elemento de base do sistema pelo</p><p>qual são impressas as imagens: a retícula tipográfica.</p><p>24. (Estratégia Vestibulares – 2020 – Prof. Celina Gil)</p><p>A videodança é um produto híbrido realizado com a mistura entre o audiovisual e a dança e</p><p>tem como principal elemento o movimento. É diferente do mero registro documental de um</p><p>espetáculo porque pressupõe uma adaptação do que é captado do palco para a linguagem</p><p>televisiva ou a criação de danças concebidas especialmente para a projeção na tela. Isso</p><p>significa que os movimentos da câmera – travellings, panorâmicas, zoom in, zoom out –,</p><p>assim como a escolha dos planos, a montagem e a edição das cenas são tão importantes</p><p>para o resultado final quanto os movimentos capturados pelas lentes. Com isso, o vídeo</p><p>deixa de ser apenas meio para se transformar em um “sistema de expressão”, conforme</p><p>descreve o pesquisador Arlindo Machado (1949). Apesar de adotar o termo “vídeo” em sua</p><p>nomenclatura, a videodança pode ser produzida tanto no meio eletrônico e digital quanto</p><p>em película cinematográfica.</p><p>VIDEODANÇA . In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível</p><p>em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo14324/videodanca>. Acesso em: 31 de Ago. 2020. Verbete da</p><p>Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7</p><p>Segundo o texto, a videodança</p><p>a) é um registro documental de um espetáculo, que se torna popular a partir do século XX,</p><p>em diálogo com o cinema.</p><p>b) demanda um pensamento tanto na coreografia quanto nos movimentos de câmera e</p><p>edição para compor a obra.</p><p>c) é um termo para um tipo de filmagem que leva em consideração os movimentos de</p><p>câmera dinâmicos.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 62</p><p>d) consiste em um sistema de expressão contemporâneo do audiovisual, ligado ao cinema</p><p>digital e em vídeo.</p><p>e) é um gênero de cinema contemporâneo que consiste em retratar narrativas ligadas ao</p><p>mundo da dança.</p><p>25. (Estratégia Vestibulares – 2020 – Prof. Celina Gil)</p><p>A rua deve ser espaço democrático e o teatro que nele é feito tem potência muito maior no</p><p>que diz respeito a afetar maior número de pessoas de todas as classes e gostos. Interessado</p><p>ou não no espetáculo, com foco direcionado a isto ou não, alguma percepção e reflexão é</p><p>possível a partir da relação estabelecida naquele momento. Não há desigualdades ou</p><p>distinções – todos são iguais sobre aquele chão de onde floresce a apresentação e a</p><p>participação de cada um. A cidade é o ambiente do espetáculo na sociedade pós-moderna.</p><p>O lugar do real e da fantasia, das catarses íntimas eclodirem a partir do público. (...) Assim,</p><p>entende-se que a própria cidade pode ser palco aberto, onde</p><p>pretende-se discutir, dialogar</p><p>e entreter o público. A cidade como espaço de apropriação e de pertencimento,</p><p>transformando e reinventando.</p><p>(Disponível em <http://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/ricultsociedade/article/view/10492> Acesso</p><p>em 20 nov. 2020)</p><p>A partir da descrição no texto, apreende-se que o teatro de rua</p><p>a) dialoga de maneira política com a sociedade em que se encontra, pois ocupa o espaço</p><p>público de maneira sincrética.</p><p>b) obriga o espectador a olhar a produção artística, o que nem sempre gera uma boa</p><p>recepção por parte do público.</p><p>c) cria uma maior preservação da arte, já que não cobra ingressos para a entrada do público</p><p>nos locais de apresentação.</p><p>d) elabora questões irreais, criando elementos para os espetáculos próximos da fantasia e</p><p>do realismo fantástico.</p><p>e) transforma a cidade de maneira permanente, já que precisa reelaborar locais de</p><p>passagem para que sejam cenários.</p><p>26. (Estratégia Vestibulares – 2020 – Prof. Celina Gil)</p><p>Desde que o projeto Graphic MSP foi lançado em 2012 temos visto os personagens de</p><p>Mauricio de Sousa se aventurando cada vez mais em temas que dificilmente seriam</p><p>explorados com tanta seriedade nos quadrinhos normais da Turma da Mônica, como</p><p>bullying por exemplo. E esse mês chegou às bancas uma nova história desse projeto que fala</p><p>sobre um dos temas mais importantes de se debater atualmente na sociedade: racismo.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 63</p><p>Jeremias – Pele é obra do roteirista Rafael Calça e do desenhista Jefferson Costa, nessa</p><p>história conhecemos um pouco mais sobre a vida de Jeremias na escola e com seus pais e</p><p>como ele tem uma vida feliz e normal para um menino da sua idade, até que ele é</p><p>confrontado com a realidade do racismo. O quadrinho acompanha Jeremias tentando</p><p>entender por que alguém se acha no direito de o tratar de forma diferente por causa da cor</p><p>de sua pele e como os pais dele tem a difícil missão de explicar para ele o que é racismo e</p><p>como isso infelizmente ainda faz parte da nossa sociedade em todos os níveis.</p><p>O tema é abordado pelos autores de forma realista e educativa, tratando do tema de</p><p>modo que o público infantil consiga entender o quão cruel e errado o preconceito racial é.</p><p>Como um bônus o quadrinho ainda traz um texto do rapper Emicida.</p><p>Jeremias – Pele é a 18ª graphic novel lançada pela MSP e a primeira a ter um</p><p>protagonista negro.</p><p>(Disponível em <https://nerdivinas.com.br/jeremias-pele-nova-graphic-novel-da-msp-tem-racismo-como-tema></p><p>Acesso em 20 nov. 2020)</p><p>A importância da publicação da tirinha, no contexto da trajetória das histórias em</p><p>quadrinhos no tempo, é de</p><p>a) tratar de maneira lúdica sobre a história de uma personagem pouco conhecida pela</p><p>maioria dos leitores do universo.</p><p>b) colocar no centro da história uma personagem de uma minoria sub-representada no</p><p>protagonismo das HQs.</p><p>c) abordar de maneira realista um problema tipicamente brasileiro que é a desigualdade</p><p>social entre brancos e negros.</p><p>d) acompanhar a evolução de uma personagem de maneira inédita da trajetória dos</p><p>quadrinhos da companhia.</p><p>e) retratar pessoas de diferentes etnias numa mesma história, mostrando pessoas que</p><p>convivem de maneira pacífica.</p><p>27. (Estratégia Vestibulares – 2020 – Celina Gil)</p><p>Uma exposição em cartaz no Museu de Artes e Indústrias de Hamburgo, na Alemanha,</p><p>inova ao abordar tatuagens como obras de arte.</p><p>“Nossa pele é uma dádiva, é um tipo especial de tela”, afirma Susanna Kumschick,</p><p>antropóloga suíça que fez a curadoria da mostra. Ela conta que foi motivada a realizar a</p><p>exibição pela necessidade de olhar para corpos pintados de um novo ângulo.</p><p>“Na antropologia, a tatuagem é um grande assunto, porque é observada em tantas</p><p>culturas e tradições. Mas comecei a pesquisar e percebi que ela nunca tinha sido abordada</p><p>em museus de arte ou design, apenas em museus de história e civilização”, conta.</p><p>Segundo Kumschick, a volta do interesse do público e das organizações culturais pelas</p><p>tatuagens é em parte explicada pela arte que explora a imagem corporal. A autora destaca</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 64</p><p>a obra da artista performática austríaca Valie Export: “Em 1970, ela tatuou uma cinta-liga</p><p>em sua perna, ao ar livre, durante uma performance. Foi uma das primeiras mulheres a</p><p>criticar a maneira como as pessoas olham para o corpo feminino”, explica a curadora.</p><p>(Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/03/150324_vert_cul_exposicao_tatuagens_ml></p><p>Acesso em 16 jun. 2020)</p><p>Segundo o texto, a tatuagem e a arte corporal de modo geral podem ser compreendidas a</p><p>partir de</p><p>a) um olhar europeu, que olha para outras sociedades a partir de uma perspectiva da</p><p>colonização ou exotização.</p><p>b) uma perspectiva histórica e etnográfica, olhando para as diversas expressões que usam o</p><p>corpo como suporte.</p><p>c) uma ideia de que o trabalho usando o corpo como suporte é sempre ligado ao processo</p><p>de feitura da obra, não só o resultado final.</p><p>d) uma noção de que não se pode compreender as tatuagens ou demais modos de pintura</p><p>corporal como passíveis de exposição.</p><p>e) um ideal feminista de arte, que coloca a mulher no centro da produção artística e cultural</p><p>no campo da arte corporal.</p><p>28. (Estratégia Vestibulares – 2021)</p><p>Texto I:</p><p>(Disponível em: https://www.culturagenial.com/fotos-sebastiao-salgado/ Acesso em 22 de julho de 2021)</p><p>Texto II:</p><p>Esse é dos poucos registros com apenas um personagem da série de fotografias dos</p><p>trabalhadores das minas. O homem, numa posição de esforço, carrega um saco de terra nas</p><p>costas distribuindo o peso com a ajuda da cabeça.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 65</p><p>Em primeiro plano vemos uma mão, de outro colega, um ângulo que estimula o espectador</p><p>a pensar em múltiplas possíveis leituras: iria o colega ajudá-lo? Seria um sinal de que o</p><p>colega já havia passado por essa situação e, por isso, logo o pesadelo teria fim?</p><p>A exposição Gold − Mina de Ouro Serra Pelada foi inaugurada em São Paulo com curadoria</p><p>da esposa do fotógrafo - Lélia Wanick Salgado. Foram expostas 56 fotografias (31 inéditas,</p><p>as outras já haviam sido divulgadas em uma publicação da Taschen).</p><p>A mostra também passou por outros destinos, como Estocolmo, Londres, Fuenlabrada e</p><p>Tallin. A série, que virou livro, traz a interessante provocação do fotógrafo que traduz o que</p><p>o motivou a realizar o trabalho:</p><p>"O que tem esse metal amarelo e opaco que leva os homens a abandonar os seus lugares,</p><p>vender os seus pertences e cruzar um continente para arriscar a sua vida, os seus ossos e a</p><p>sua sanidade por um sonho?" Sebastião Salgado</p><p>(Disponível em: https://www.culturagenial.com/fotos-sebastiao-salgado/ Acesso em 22 de julho de 2021)</p><p>Na leitura dos dois textos, há um teor crítico à condição sub-humana enfrentada pelos</p><p>trabalhadores em minas. Percebe-se, com isso, o papel da arte em</p><p>a) evidenciar a trajetória humana em busca da construção de sua subjetividade.</p><p>b) elaborar a visão do homem como aquele que empreende e transforma o mundo.</p><p>c) denunciar a falta de humanidade a que alguns são submetidos para conseguirem</p><p>sobreviver no atual sistema políticoeconômico.</p><p>d) colaborar para a harmonia entre culturas diversas.</p><p>e) estabelecer a leitura de mundo por meio da qual cada indivíduo enxerga sua realidade.</p><p>29. (Estratégia Vestibulares – 2021)</p><p>No decorrer da sua história secular, as lógicas produtivas do sistema mudaram. Não estamos</p><p>mais no tempo em que produção industrial e cultura remetiam a universos separados,</p><p>radicalmente inconciliáveis; estamos no momento em que os sistemas de produção, de</p><p>distribuição e de consumo são impregnados, penetrados, remodelados por operações de</p><p>natureza fundamentalmente estética. O estilo, a beleza, a mobilização dos gostos e das</p><p>sensibilidades se impõem cada dia mais como imperativos</p><p>estratégicos das marcas: é um</p><p>modo de produção estético que define o capitalismo de hiperconsumo.</p><p>Nas indústrias de consumo, o design, a moda, a publicidade, a decoração, o cinema, o show</p><p>business criam em massa produtos carregados de sedução, veiculam afetos e sensibilidade,</p><p>moldando um universo estético proliferante e heterogêneo pelo ecletismo dos estilos que</p><p>nele se desenvolvem. Com a estetização da economia, vivemos num mundo marcado pela</p><p>abundância de estilos, de design, de imagens, de narrativas, de paisagismo, de espetáculos,</p><p>de músicas, de produtos cosméticos, de lugares turísticos, de museus e de exposições.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 66</p><p>LIPOVETSKY, Gilles e SERROY, Jean. A estetização do mundo – viver na era do capitalismo artista. São Paulo:</p><p>Companhia das Letras, 2013.</p><p>Os autores abordam no texto uma característica do mercado envolvendo a arte e a cultura</p><p>na sociedade contemporânea. Essa característica pode ser entendida como uma:</p><p>a) elevação da propaganda e dos bens de consumo cotidianos aos status de arte, podendo</p><p>ser expostos.</p><p>b) contaminação das formas artísticas com a estética e linguagem da propaganda e dos bens</p><p>de consumo.</p><p>c) hierarquização entre arte e artesanato que persiste nos museus e galerias, influenciando</p><p>o consumo.</p><p>d) mudança na forma como comerciais são feitos, hoje contando, por exemplo, com equipes</p><p>cinematográficas.</p><p>e) penetração da estética nos bens de consumo, tensionando a separação entre arte, cultura</p><p>e mercado.</p><p>30. (Estratégia Vestibulares – 2021)</p><p>O termo instalação é incorporado ao vocabulário das artes visuais na década de 1960,</p><p>designando assemblage ou ambiente construído em espaços de galerias e museus. As</p><p>dificuldades de definir os contornos específicos de uma instalação datam de seu início e</p><p>talvez permaneçam até hoje. Quais os limites que permitem distinguir com clareza a arte</p><p>ambiental, a assemblage, certos trabalhos minimalistas e a instalações? As ambiguidades</p><p>que apresentam desde a origem não podem ser esquecidas, tampouco devem afastar o</p><p>esforço de pensar as particularidades dessa modalidade de produção artística que lança a</p><p>obra no espaço, com o auxílio de materiais muito variados, na tentativa de construir um</p><p>certo ambiente ou cena, cujo movimento é dado pela relação entre objetos, construções, o</p><p>ponto de vista e o corpo do observador. Para a apreensão da obra é preciso percorrê-la,</p><p>passar entre suas dobras e aberturas, ou simplesmente caminhar pelas veredas e trilhas que</p><p>ela constrói por meio da disposição das peças, cores e objetos.</p><p>(Disponível em <https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo3648/instalacao> Acesso em 14 dez. 2020)</p><p>Segundo o texto, a instalação pressupõe a existência de:</p><p>a) repertório erudito em artes.</p><p>b) espaços públicos de exposição.</p><p>c) equipe semelhante às teatrais.</p><p>d) interação do público com a obra.</p><p>e) uma pequena gama de materiais.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 67</p><p>31. (Estratégia Vestibulares – 2021)</p><p>O termo se refere a um procedimento nas artes plásticas, principalmente nas artes moderna</p><p>e contemporânea, em que o artista faz uso de imagens já consagradas na história da arte,</p><p>como referência na composição de seu próprio trabalho. Essa citação, que pode ser implícita</p><p>ou explícita, acaba por evocar um diálogo entre artistas e obras, de diferentes períodos e</p><p>estilos, criando novos contextos para uma mesma imagem.</p><p>CITACIONISMO . In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: . Acesso</p><p>em: 24 de Jul. 2020.</p><p>Pode-se dizer que a imagem que se enquadra nesse tipo de procedimento é</p><p>a)</p><p>b)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 68</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 69</p><p>32. (Estratégia Vestibulares – 2021)</p><p>A expressão indica um gênero pictórico -caracterizado pela representação de personagens</p><p>e cenas da mitologia greco-romanas -que tem um longo trajeto na história da arte. Nasce na</p><p>Grécia e em Roma, como pintura religiosa, e se desenvolve no Ocidente, sobretudo no</p><p>Renascimento e no neoclassicismo, ora como exaltação da antiguidade, ora com sentido</p><p>alegórico (por exemplo, Vênus como representação da beleza; Minerva, da sabedoria; Marte</p><p>como personificação da guerra e assim por diante).</p><p>(Verbete de “Pintura Mitológica”, Enciclopédia Itaú Cultural. Disponível em</p><p><https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo3822/pintura-mitologica> Acesso em 15 mai. 2020)</p><p>Verifica-se uma pintura que se enquadra na categoria de pintura mitológica na seguinte</p><p>obra:</p><p>a)</p><p>b)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 70</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 71</p><p>33. (Estratégia Vestibulares – 2021)</p><p>A MODA NÃO É UNIVERSAL. Não é um fenômeno que exista em toda parte e em todos os</p><p>tempos. Suas raízes não estão nem na natureza humana nem em mecanismos de grupo em</p><p>geral. Mas desde que surgiu pela primeira vez em uma sociedade, levou um número cada</p><p>vez maior de outras sociedades e áreas sociais a seguirem sua lógica.</p><p>Afirma-se em geral que a moda no vestuário teve suas origens no fim do período medieval,</p><p>possivelmente no início do Renascimento, talvez em conexão com a expansão do</p><p>capitalismo mercantil. Costuma-se dizer que não podemos falar de moda na Antiguidade</p><p>grega e romana no sentido em que o fazemos hoje, porque não havia autonomia estética</p><p>individual na escolha das roupas – ainda que houvesse certas possibilidades de variação. O</p><p>vestuário europeu tinha mudado relativamente pouco da era romana até o século XIV.</p><p>Embora tivesse havido, é claro, variações nos materiais e nos detalhes das roupas, para</p><p>todos os efeitos sua forma permaneceu inalterada. Em geral, ricos e pobres usavam roupas</p><p>com formas semelhantes, embora os ricos mandassem fazer as suas de materiais mais caros</p><p>e usassem ornamentos. O impulso para se enfeitar não é em absoluto um fenômeno recente</p><p>na história humana, mas as coisas com que as pessoas se enfeitavam no mundo pré-</p><p>moderno nada tinham a ver com moda. Os vikings, por exemplo, mostravam grande</p><p>preocupação com a aparência, e costumavam usar, entre outras coisas, um pente</p><p>pendurado no cinto, ao lado de símbolos de posição social – mas não existiram modas</p><p>vikings. As sociedades pré-modernas são conservadoras. Nelas, as pessoas podem usar</p><p>ornamentos simples ou sofisticados e podem ter extremo interesse em fenômenos</p><p>estéticos, mas é uma característica recorrente que coisas como penteados, roupas e joias</p><p>permaneçam mais ou menos inalterados ao longo de gerações. Os romanos da Antiguidade</p><p>eram vaidosos, homens e mulheres usando maquiagem e perfume, o cabelo tingido e</p><p>anelado, quando não usavam peruca. Mas esses estilos eram também muito duradouros.</p><p>Ocasionalmente, o estilo de um país podia se tornar apreciado em outro, levando a uma</p><p>súbita mudança – como quando os gregos começaram a raspar suas barbas para se</p><p>parecerem com Alexandre Magno. Uma mudança de estilo como essa, entretanto, não pode</p><p>ser propriamente qualificada de moda, porque dali em diante os gregos mantiveram suas</p><p>faces e queixos escanhoados. O que aconteceu foi a substituição de uma norma estética</p><p>duradoura por outra, sem que mudanças subsequentes pareçam ter sido desejadas ou</p><p>mesmo consideradas. Para que possamos falar de “moda”, não basta que ocorra uma</p><p>mudança de raro em raro. A moda só se configura quando a mudança é buscada por si</p><p>mesma, e ocorre de maneira relativamente frequente.</p><p>(SVENDSEN, Lars. Moda: uma filosofia. Companhia das Letras. São Paulo: Companhia das Letras, 2013)</p><p>A partir do texto, julgue os itens:</p><p>- Objetos de uso pessoal, como pentes, joias e adereços</p><p>de modo geral são considerados,</p><p>após a passagem do tempo, como peças de museu de valor expográfico, ainda que não</p><p>tenham sido criados originalmente com a intenção de serem obras de arte.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 72</p><p>C) Certo.</p><p>E) Errado.</p><p>- A apreciação do estilo de um povo por outro não é necessariamente um processo de</p><p>apropriação -cultural, porque esse intercâmbio não se passa de maneira obrigatória por</p><p>questões de opressão ou dominação, mas pela possibilidade de troca mútua entre culturas.</p><p>- Certo.</p><p>- Errado.</p><p>34. (Estratégia Vestibulares – 2021)</p><p>Leia o texto de Graça Proença para responder à questão</p><p>Muitos dos objetos expostos em museus ou que fazem parte da nossa vida diária têm uma</p><p>utilidade evidente: basta vê-los para logo sabermos para que servem; outros, por serem</p><p>mais complexos, exigem que alguém mais informado nos explique seu funcionamento e sua</p><p>finalidade. Contudo, o ser humano também produz coisas que, apesar de não terem uma</p><p>utilidade imediata, sempre estiveram presentes em sua vida. É a respeito delas que nos</p><p>perguntamos por que para que foram feitas.</p><p>A resposta a essa pergunta nos mostra que o homem cria objetos não apenas para se servir</p><p>utilitariamente deles, mas também para expressar seus sentimentos diante da vida e, mais</p><p>ainda, para expressar sua visão do momento histórico em que vive. Essas criações</p><p>constituem as obras de arte e também contam – talvez de forma muito mais fiel - a história</p><p>dos homens ao longo dos séculos. Segundo Ruskin, crítico de arte inglês, "as grandes nações</p><p>escrevem sua autobiografia em três volumes: o livro de suas ações, o livro de suas palavras</p><p>e o livro de sua arte". E acrescenta: "nenhum desses três livros pode ser compreendido sem</p><p>que se tenham lido os outros dois, mas desses três, o único em que se pode confiar é o</p><p>último".</p><p>(História da arte, 2007)</p><p>Segundo o conceito de arte exposto no texto,</p><p>a) tudo aquilo que é exposto em um museu adquire o status de arte na medida em que</p><p>informam sobre seu funcionamento da época.</p><p>b) não é necessariamente uma criação humana, uma vez que pode ser uma produção natural</p><p>do período em que foi encontrada.</p><p>c) uma obra de arte não tem funcionalidade prática, ainda que seja capaz de expressar</p><p>sentimentos e visões de mundo.</p><p>d) os livros podem ser considerados obras de arte na medida em que representem ações e</p><p>palavras, bem como obras.</p><p>e) o registro menos fiel de um tempo são suas produções artísticas, entendendo que podem</p><p>ser permeadas por subjetividades.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 73</p><p>35. (Estratégia Vestibulares – 2020)</p><p>Um tema frequente para a pintura ocidental são as cenas históricas. São obras que</p><p>representam fatos históricos de modo geral. Costumam ser obras de grandes dimensões e</p><p>eram frequentemente realizadas sob encomenda. São empregadas também em momentos</p><p>em que se deseja reforçar as ideias de nação e constituição de um povo.</p><p>Tendo em vista a definição acima, a obra que apresenta como tema uma cena histórica é</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 74</p><p>d)</p><p>e)</p><p>36. (Estratégia Vestibulsres – 2020)</p><p>A apropriação cultural acontece quando elementos de uma cultura são adotados por</p><p>indivíduos que não pertencem a esta cultura. Isso inclui o uso de acessórios e roupas, a</p><p>exploração de símbolos religiosos, o sequestro de tradições e de manifestações artísticas. A</p><p>apropriação cultural é especialmente terrível quando se trata de elementos de uma cultura</p><p>historicamente marginalizada e explorada.</p><p>A linha entre apropriação cultural e intercâmbio cultural é tênue. Intercâmbio cultural é um</p><p>fenômeno natural e bem frequente. Mas a apropriação cultural é um processo bem</p><p>problemático que precisa ser mais bem compreendido, pois dá uma margem enorme para</p><p>que elementos de uma cultura sejam banalizados, trivializados e estereotipados. Um grande</p><p>problema de sequestrar elementos de culturas não dominantes e adotá-los de maneira</p><p>descontextualizada, é que as pessoas que fazem a apropriação se beneficiam dos aspectos</p><p>que julgam “interessantes” de uma cultura, ignorando os significados reais desses</p><p>elementos, enquanto os membros dessa cultura tem que lidar com opressão diariamente.</p><p>(Disponível em <https://www.ceert.org.br/noticias/historia-cultura-arte/14591/apropriacao-cultural> Acesso em 15</p><p>jul. 2020)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 75</p><p>Sobre o texto, é correto afirmar que a apropriação cultural</p><p>a) reforça relações de dominação no âmbito cultural.</p><p>b) é intrínseca às situações de intercâmbio cultural.</p><p>c) decorre do espólio material das culturas não dominantes.</p><p>d) ressignifica elementos marginalizados pela cultura de origem.</p><p>e) resulta do interesse genuíno sobre a cultura do Outro.</p><p>37. (Estratégia Vestibulares – 2020)</p><p>A ressignificação nas artes ocorre quando um artista cria uma obra a partir de um objeto</p><p>que não era originalmente artístico ou trabalhado artisticamente. Significa literalmente dar</p><p>novo significado a algo que já existe. No contemporâneo, muitas obras de arte partem desse</p><p>procedimento.</p><p>Tendo em vista a definição acima, a obra criada a partir da noção de ressignificação é</p><p>a)</p><p>b)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 76</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>38. (Estratégia Vestibulares – 2020)</p><p>A metalinguagem, uma das funções da linguagem, muitas vezes tem sido usada como um</p><p>recurso artístico. Como função, ocorre sempre que a linguagem se volta para o seu próprio</p><p>código – por exemplo, quando perguntamos a alguém o significado de uma palavra</p><p>desconhecida. Na literatura, é um recurso capaz de criar distanciamento entre o leitor e a</p><p>obra. Daí o fato de ter sido largamente usada pelos autores modernistas, que tinham como</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 77</p><p>parte de seu projeto estético a intenção de despertar no leitor a consciência de que a arte é</p><p>um "fazer artístico".</p><p>Thaís Nicoleti de Camargo. Artigo: Metalinguagem é objeto de questão da Fuvest. Disponível em:</p><p><https://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u14483.shtml>. Acesso em: 01 maio 2020.</p><p>Das obras reproduzidas, aquela em que se observa o uso da metalinguagem é:</p><p>a)</p><p>Autorretrato com a Orelha Cortada, por Vincent Van Gogh.</p><p>b)</p><p>A Leitora, por Jean-Honoré Fragonard</p><p>c)</p><p>Autorretrato mole com bacon frito, por Salvador Dalí.</p><p>d)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 78</p><p>Desenhando mãos, por M.C. Escher.</p><p>e)</p><p>Ilustração de Moda para o Diário Espanhol ABC, por Cecilio Pla.</p><p>39. (Fuvest – 2018)</p><p>Uma obra de arte é um desafio; não a explicamos, ajustamo-nos a ela. Ao interpretá-la,</p><p>fazemos uso dos nossos próprios objetivos e esforços, dotamo-la de um significado que tem</p><p>sua origem nos nossos próprios modos de viver e de pensar. Numa palavra, qualquer gênero</p><p>de arte que, de fato, nos afete, torna-se, deste modo, arte moderna.</p><p>As obras de arte, porém, são como altitudes inacessíveis. Não nos dirigimos a elas</p><p>diretamente, mas contornamo-las. Cada geração as vê sob um ângulo diferente e sob uma</p><p>nova visão; nem se deve supor que um ponto de vista mais recente é mais eficiente do que</p><p>um anterior. Cada aspecto surge na sua altura própria, que não pode ser antecipada nem</p><p>prolongada; e, todavia, o seu significado não está perdido porque o significado que uma</p><p>obra assume para uma geração posterior é o resultado de uma série completa de</p><p>interpretações anteriores.</p><p>Arnold Hauser, Teorias da arte. Adaptado.</p><p>De acordo com o texto, a compreensão do significado de uma obra de arte pressupõe</p><p>a) o reconhecimento de seu significado intrínseco.</p><p>b) a exclusividade do ponto de vista mais</p><p>recente..</p><p>c) a consideração de seu caráter imutável.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 79</p><p>d) o acúmulo de interpretações anteriores.</p><p>e) a explicação definitiva de seu sentido.</p><p>40. (Uel - 2019)</p><p>Na contemporaneidade, vivemos o predomínio das imagens visuais, conforme sugere a</p><p>figura. Nesse aspecto, percebê-las como portadoras de conceitos e sentidos leva teóricos a</p><p>discutirem sobre a necessidade da alfabetização visual. Tanto a imagem quanto a sua leitura</p><p>produzem conceitos e transformam a percepção da realidade e seu contexto cultural.</p><p>Com base nas concepções de leitura de imagem e cultura visual, atribua V (verdadeiro) ou F</p><p>(falso) às afirmativas a seguir.</p><p>( ) Ao ler a imagem, cruzamos informações do objeto, suas características formais,</p><p>cromáticas, com informações do leitor, seu conhecimento, suas deduções, imaginação.</p><p>Dessa forma, a leitura implica o que vemos e o que conhecemos.</p><p>( ) Ao ler a imagem, percebemos que não existem receptores nem leitores, mas</p><p>construtores de significados que leem a partir de suas referências culturais.</p><p>( ) Ao ler a imagem, consideramos que os objetos de estudo e a produção envolvem os</p><p>modos de ver, sentir e imaginar, e que a percepção é uma interpretação, significação dada</p><p>pelo espectador/observador.</p><p>( ) Ao ler a imagem, compreendemos que ela constitui um modo de linguagem na</p><p>composição e envolve a compreensão das mensagens em diversos níveis, considerando os</p><p>seus elementos estruturais.</p><p>( ) Ao ler a imagem, identificamos um sinal com significado único, os símbolos visuais são</p><p>dispostos a fim de representar as imagens de modo sistemático e baseado nas regras da</p><p>linguagem articulada.</p><p>Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.</p><p>a) V, V, V, V, F.</p><p>b) V, V, V, F. F.</p><p>c) F, V, F, V, F.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 80</p><p>d) F, V, V, F, V.</p><p>e) F, F, F, V, V.</p><p>41. (UNIOESTE – 2016)</p><p>O ensaio “Indústria Cultural: o esclarecimento como mistificação das massas”, de Theodor</p><p>W. Adorno e Max Horkheimer, publicado originalmente em 1947, é considerado um dos</p><p>textos essenciais do século XX que explicam o fenômeno da cultura de massa e da indústria</p><p>do entretenimento. É uma das várias contribuições para o pensamento contemporâneo do</p><p>Instituto de Pesquisa Social fundado na década de 1920, em Frankfurt, na Alemanha. Um</p><p>ponto decisivo para a compreensão do conceito de “Indústria Cultural” é a questão da</p><p>autonomia do artista em relação ao mercado.</p><p>Assim, sobre o conceito de “Indústria Cultural” é CORRETO afirmar.</p><p>A) A arte não se confunde com mercadoria, e não necessita da mídia e nem de campanhas</p><p>publicitárias para ser divulgada para o público.</p><p>B) Não há uniformização artística, pois, toda cultura de massa se caracteriza por criações</p><p>complexas e diversidade cultural.</p><p>C) A cultura é independente em relação aos mecanismos de reprodução material da</p><p>sociedade.</p><p>D) A obra de arte se identifica com a lógica de reprodução cultural e econômica da socied</p><p>ade.</p><p>E) Um pressuposto básico é que a arte nunca se transforma em artigo de consumo.</p><p>42. (FGV – 2015)</p><p>Marco Cianfanelli, Release (Soltura), 2012, África do Sul, aço pintado e cortado a laser,</p><p>profundidade 20,8 m, altura 9,48 m e largura 5,19 m.</p><p>As imagens apresentam, de diversos ângulos, a escultura de Marco Cianfanelli em</p><p>homenagem ao 50º aniversário da captura e prisão de Nelson Mandela, em 1962. A obra é</p><p>composta por hastes de aço de altura variável, cortadas a laser e inseridas na paisagem, na</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 81</p><p>província de KwaZulu-Natal, onde Mandela foi detido pelo regime do apartheid. Ao</p><p>comentar a sua obra, o artista afirmou: "As 50 colunas representam os 50 anos que se</p><p>passaram desde a sua captura, mas também sugerem a ideia de que muitos compõem um</p><p>conjunto; referem-se à solidariedade. Indicam a ironia de que o encarceramento de</p><p>Mandela o transformou em um ícone de luta, alimentando a resistência que levou o país à</p><p>democracia".</p><p>As afirmações abaixo constituem aspectos da proposta política e estética do artista, EXCETO:</p><p>A) De perto, a escultura parece um punhado de barras de aço negro de formato irregular,</p><p>apontando para o céu e reproduzindo a sensação de estar entre grades.</p><p>B) À medida que o observador se afasta da floresta de colunas pelo caminho, elas</p><p>gradualmente se alinham, formando a imagem focada e tornando reconhecível o líder</p><p>político da luta contra o apartheid.</p><p>C) A cor preta das hastes permite destacá-las da paisagem, mas também se refere à atuação</p><p>do Presidente Mandela, que construiu uma África do Sul para os negros sul-africanos,</p><p>perseguindo a minoria branca.</p><p>D) De lado, visualiza-se um agrupamento disperso de hastes, que, frontalmente, transforma-</p><p>se em uma imagem coerente e solidária, evocando a ação coletiva que levou à derrubada</p><p>do apartheid.</p><p>E) A escultura impacta a paisagem por sua monumentalidade e a ressignifica, transformando</p><p>o lugar da detenção de Mandela em memorial do combate à segregação racial e da</p><p>conquista dos direitos civis na África do Sul.</p><p>43. (FGV – 2018)</p><p>Observe as imagens a seguir. A primeira reproduz o quadro Auto-retrato (Manteau Rouge),</p><p>de Tarsila do Amaral (1923); a segunda, a campanha para o lançamento do perfume Rouge,</p><p>d’O Boticário (2006).</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 82</p><p>O uso das artes visuais no campo publicitário é uma tendência na linguagem do marketing</p><p>da sociedade pós-industrial. As afirmações a seguir caracterizam corretamente relações</p><p>entre comunicação publicitária e artes visuais, à exceção de uma. Assinale-a.</p><p>A) Uma empresa apropriou-se da obra de Tarsila para associar seu nome e um de seus</p><p>produtos ao trabalho e ao nome de uma artista conhecida por retratar a brasilidade em suas</p><p>obras.</p><p>B) O olhar e o gesto do retrato são usados para destacar os aspectos funcionais e as</p><p>características técnicas do produto, elementos concretos que determinam a escolha do</p><p>consumidor na sociedade pós-industrial.</p><p>C) O jogo intertextual promovido pela releitura da imagem explora a memória cultural para</p><p>veicular a mensagem publicitária e persuadir os consumidores da excelência e originalidade</p><p>do produto.</p><p>D) A referência ao quadro de Tarsila no anúncio fornece valor agregado ao produto ao</p><p>identificá-lo com uma artista modernista que representou as vanguardas no Brasil,</p><p>particularmente em São Paulo, na década de 1920.</p><p>E) A arte é utilizada no processo de construção da imagem da marca por comunicar</p><p>significado e subjetividade, características importantes em um contexto global, no qual os</p><p>produtos são cada vez mais padronizados.</p><p>44. (Estratégia Vestibulares - 2021)</p><p>(Babushka)</p><p>Yulia Brodskaya começou a trabalhar como designer e ilustradora em 2006, mas</p><p>rapidamente abandonou os programas de computador para se dedicar à arte com papel: “O</p><p>papel sempre exerceu um fascínio sobre mim. Eu tentei vários métodos e técnicas diferentes</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 83</p><p>para trabalhar com o papel, até eu encontrar a minha forma particular: agora eu desenho</p><p>com o papel ao invés de desenhar sobre ele“.</p><p>A técnica utilizada é chamada de quilling e envolve o uso de tiras de papel que podem</p><p>ser enroladas, torcidas ou espichadas, conforme o desenho a se criar. Essas tiras são coladas</p><p>em um fundo de papel e compõem imagens impressionantes. Foi com essas ilustrações em</p><p>papel inovadoras que Brodskaya ganhou reputação internacional.</p><p>O material parece atuar sobre as percepções e ideias de maneira singular, de modo que</p><p>a observação se torna uma parte importante da mensagem. Sendo um objeto</p><p>tridimensional, a obra de Brodskaya oferece múltiplas visões. Dependendo</p><p>do ângulo de</p><p>observação, da intensidade e da direção da iluminação a mensagem emocional emitida pela</p><p>obra a e a experiência visual do observador mudam significativamente.</p><p>Disponível em: < http://artenarede.com.br/blog/index.php/a-arte-com-papel-de-yulia-brodskaya/> Acesso em 10 ago.</p><p>2021</p><p>De acordo com o texto, a grande particularidade da artista Yulia Brodskaya está em seu uso</p><p>singular do papel como matéria-prima artística, criando</p><p>a) obras que tencionam os limites da ilustração, criando obras que parecem ter volume físico</p><p>verdadeiramente.</p><p>b) uma nova relação entre papel e digital, em que a artista não mais desenha sobre papel,</p><p>mas com papel.</p><p>c) um trabalho que lembra a colagem devido a sobreposição de elementos de texturas</p><p>diversas de modo não figurativo.</p><p>d) obras que mudam de acordo com a interpretação do espectador, que vê significados</p><p>diferentes.</p><p>e) uma obra tridimensional com um material tradicionalmente usado para criações</p><p>bidimensionais.</p><p>45. (Estratégia Vestibulares - 2021)</p><p>A maior coleção de arte iorubá fora da África está prestes a chegar ao Brasil</p><p>A maior coleção de arte iorubá fora da África está prestes a chegar ao Rio de Janeiro.</p><p>Centenas de peças devem chegar ao Brasil em agosto para uma exposição na Casa de</p><p>Herança Oduduwa, local inaugurado no ano passado por Adeyeye Enitan Babatunde</p><p>Ogunwusi Ojaja II, rei da cidade de Ifé e soberano do povo iorubá.</p><p>A proposta do espaço é aproximar cada vez mais o elo de comunicação e intercâmbio entre</p><p>o Brasil e o povo iorubá que, originariamente, habitava o Reino de Ketu e o Império do Oyó,</p><p>áreas atualmente do Benin e da Nigéria. Há ainda um grande número de iorubás vivendo no</p><p>Togo e em Serra Leoa, além de, fora da África, em Cuba, na República Dominicana e no Brasil.</p><p>Grande parte dos escravos trazidos para a então colônia brasileira eram de origem iorubá –</p><p>também chamados de nagôs. A mitologia que originou o candomblé, a umbanda e outras</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 84</p><p>religiões afro-brasileiras tem muita influência nagô, bem como o samba, nascido nas casas</p><p>de senhoras do século XIX que mantiveram os cantos e os batuques de seus antepassados.</p><p>Disponível em: < https://almapreta.com/sessao/cultura/a-maior-colecao-de-arte-ioruba-fora-da-africa-esta-prestes-a-</p><p>chegar-ao-brasil> Acesso em 10 ago. 2021</p><p>De acordo com o autor, a exposição tem como objetivo principal</p><p>a) valorizar a maior coleção de arte africana fora da África.</p><p>b) explorar a diversidade cultural do continente africano.</p><p>c) compreender as origens da mitologia que origina o candomblé.</p><p>d) expor obras realizadas no Brasil sob influência africana.</p><p>e) promover uma aproximação entre o Brasil e o povo iorubá.</p><p>46. (Estratégia Vestibulares - 2021)</p><p>A gente foi feliz aqui é um projeto de intervenções urbanas, através de colagens, que procura</p><p>reverberar e perpetuar a memória coletiva do bairro Pinheiro. Localizado em Maceio/AL, o</p><p>Pinheiro foi um dos quatro bairros acometidos pela tragédia socioambiental do processo de</p><p>subsidência do solo, causado pela extração das jazidas de sal-gema a partir da metade do</p><p>século XX . Desde o ano de 2018, a migração forçada de milhares de vidas culminou no</p><p>esmorecimento das dinâmicas socioespaciais do bairro e, consequentemente, no</p><p>tolhimento das redes relacionais-afetivas comunitárias, construídas ao longo de décadas.</p><p>Disponível em: < https://www.domestika.org/pt/projects/1137274-a-gente-foi-feliz-aqui> Acesso em 10 ago. 2021</p><p>Na obra em questão, há um uso de colagens e intervenção urbana para uma reconfiguração</p><p>da memória de um espaço físico e tem como objetivo principal</p><p>a) não deixar sumirem as histórias das pessoas que vivam na região, cujas vidas sofreram</p><p>uma drástica mudança.</p><p>b) a reconfiguração do espaço público para impedir que as casas sejam desocupadas por</p><p>questões financeiras.</p><p>c) chamar a atenção para as questões de sustentabilidade e meio ambiente que acometeram</p><p>a região do bairro Pinheiro.</p><p>d) criar espaços para a convivência comunitária, já que estas pessoas perderam seus espaços</p><p>de lazer.</p><p>e) a vontade de criar um espaço acolhedor para pessoas que vivem em uma situação ruim</p><p>nas jazidas.</p><p>47. (Estratégia Vestibulares - 2021)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 85</p><p>Disponível em: <https://schulzmuseum.org/peanuts-abbey-road-crosswalk/> Acesso em 10 ago. 2021</p><p>Uma versão da famosa capa do disco dos Beatles, Abbey Road, foi produzida no Snoopy’s</p><p>Home Ice, um espaço dentro do museu do personagem Charlie Brown, criado por Charles</p><p>M. Schulz. No local há um aviso, dizendo o ponto exato onde se colocar para fotografar a</p><p>calçada, mantendo a ilusão de volume das personagens.</p><p>Essa intervenção urbana conjuga elementos das artes plásticas tradicionais ao brincar com</p><p>elementos como</p><p>a) harmonia, criando uma obra cujos elementos se relacionam a partir de qualquer ponto,</p><p>sem distorção.</p><p>b) perspectiva, usando a noção de ponto de observação do espectador para garantir o efeito</p><p>da obra.</p><p>c) equilíbrio, pois as figuras estão distribuídas de maneira igual pela faixa, sem distorção de</p><p>perspectiva.</p><p>d) ritmo, já que o caminhar das personagens sobre a faixa garante ilusão de movimento e</p><p>de musicalidade.</p><p>e) simetria, deixando evidente a distribuição das imagens a partir do olhar de um ponto</p><p>específico.</p><p>48. (Estratégia Vestibulares - 2021)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 86</p><p>(Vinie Graffiti)</p><p>Obras como a da artista francesa Vinie convidam o espectador a pensar sobre a</p><p>a) presença da natureza nas grandes cidades.</p><p>b) relação entre obra de arte e a cidade.</p><p>c) sustentabilidade nos dias de hoje.</p><p>d) diferença entre grafite e pichação.</p><p>e) necessidade de ressignificar cores.</p><p>49. (Estratégia Vestibulares - 2021 - Inédita - Prof.ª Celina Gil)</p><p>Instalação interativa para crianças: 'The Obliteration Room' / Yayoi Kusama</p><p>De dezembro de 2011 e até março de 2012, uma instalação surpreendentemente</p><p>simples da artistas Yayoi Kusama foi realizada na Queensland Gallery of Modern Art, na</p><p>Austrália.</p><p>O espaço reconstruiu um entorno doméstico, com diversos móveis e objetos, e em</p><p>seguida foi todo pintado de branco brilhante. Embora isso possa sugerir uma topografia</p><p>cotidiana, esvaziada de toda a cor e a especificidade, ao mesmo tempo funciona como uma</p><p>tela branca a ser energizada – ou, no vocabulário de Kusuma, ‘desvainecida’- através da</p><p>aplicação, em todas as superfícies disponíveis, de etiquetas de cores brilhantes com a forma</p><p>de pontos.</p><p>No decorrer de duas semanas, os jovens visitantes do museu receberam milhares de</p><p>stickers coloridos e foram convidados a colaborar na transformação do espaço, convertendo</p><p>a casa em uma vibrante explosão de manchas de cor.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 87</p><p>(Fonte: Wikimedia Commons)</p><p>(Fonte: Flickr)</p><p>Disponível em: <https://www.archdaily.com.br/br/01-38560/instalacao-interativa-para-criancas-the-obliteration-</p><p>room-yayoi-kusama> Acesso em 10 ago. 2021</p><p>No texto e nas imagens, a concepção de interatividade está relacionada à prática de</p><p>a) construção de uma ideia bastante simples com a qual as pessoas se relacionam.</p><p>b) alteração do espaço físico por parte da intervenção dos espectadores.</p><p>c) reconstrução de um ambiente doméstico que acessa as memórias pessoais.</p><p>d) preenchimento do espaço com composições artísticas do público expostas.</p><p>e) contrastar o branco e o colorido a partir das mensagens diferentes que passam.</p><p>50. (Estratégia Vestibulares - 2021 - Inédita - Prof.ª Celina Gil)</p><p>Tamman Azzam nasceu em Damasco, na Síria, em 1980. Após um treinamento artístico na</p><p>Faculdade de Belas Artes da Universidade de Damasco, e quando iniciou a revolta na Síria</p><p>ele voltou-se para a mídia digital e arte gráfica para criar</p><p>composições visuais do conflito,</p><p>com grande repercussão internacional.</p><p>Superposição da obra “O beijo”, de Gustav Klimt em prédio devastado pela guerra, na Siria. Por Tamman Azzam.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 88</p><p>Uma das criações mais famosas de Azzam é a superposição da icônica obra “O beijo“, de</p><p>Gustav Klimt, em paredes de um prédio devastado pela guerra em sua terra natal, o que</p><p>provoca sentimentos contraditórios, oscilando do horror à contemplação, e vice-versa…</p><p>Disponível em: < http://artenarede.com.br/blog/index.php/guerra-e-arte/> Acesso em 10 ago. 2021</p><p>A originalidade do grafite com a imagem de uma obra famosa parte da</p><p>a) disposição de um tema amoroso em um espaço urbano de guerra.</p><p>b) integração entre diferentes estilos artísticos e arquitetônicos.</p><p>c) manutenção de um estilo artístico clássico mesmo num prédio atual.</p><p>d) liberdade de criação de modificar a imagem que escolheu reproduzir.</p><p>e) reprodução de uma obra famosa em um prédio histórico.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 89</p><p>6.3 – Gabarito</p><p>1. A</p><p>2. C</p><p>3. E</p><p>4. B</p><p>5. C</p><p>6. D</p><p>7. D</p><p>8. C</p><p>9. C</p><p>10. B</p><p>11. A</p><p>12. D</p><p>13. A</p><p>14. C</p><p>15. B</p><p>16. E</p><p>17. D</p><p>18. A</p><p>19. C</p><p>20. A</p><p>21. B</p><p>22. 11</p><p>23. 14</p><p>24. B</p><p>25. A</p><p>26. B</p><p>27. B</p><p>28. C</p><p>29. E</p><p>30. D</p><p>31. C</p><p>32. C</p><p>33. C – C</p><p>34. C</p><p>35. D</p><p>36. A</p><p>37. C</p><p>38. D</p><p>39. D</p><p>40. A</p><p>41. D</p><p>42. C</p><p>43. B</p><p>44. E</p><p>45. E</p><p>46. A</p><p>47. B</p><p>48. B</p><p>49. B</p><p>50. A</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 90</p><p>6.4 – Questões comentadas</p><p>1. (ENEM – 2018 – 1ª aplicação)</p><p>TEXTO I</p><p>BRACCO, A; LOSCHI, M. Quando rotas se tornam arte. Retratos: a revista do IBGE. Rio de Janeiro, n. 3, set. 2017</p><p>(adaptado).</p><p>TEXTO II</p><p>Stephen Lund, artista canadense, morador em Victoria, capital da Colúmbia Britânica</p><p>(Canadá), transformou-se em fenômeno mundial produzindo obras de arte virtuais</p><p>pedalando sua bike. Seguindo rotas traçadas com o auxílio de um dispositivo de GPS, ele</p><p>calcula ter percorrido mais de 10 mil quilômetros.</p><p>Disponível em: www.booooooom.com. Acesso em: 9 dez. 2017 (adaptado)</p><p>Os textos destacam a inovação artística proposta por Stephen Lund a partir do(a)</p><p>A) deslocamento das tecnologias de suas funções habituais.</p><p>B) perspectiva de funcionamento do dispositivo de GPS.</p><p>C) ato de guiar sua bicicleta pelas ruas da cidade.</p><p>D) análise dos problemas de mobilidade urbana.</p><p>E) foco na promoção cultural da sua cidade.</p><p>Comentários:</p><p>- A alternativa A é a resposta, afinal o autor faz uso de um GPS, objeto de uso cotidiano, para a produção</p><p>de uma obra artística.</p><p>- A alternativa B está incorreta, pois não se busca explicar o funcionamento do aparelho GPS, mas se</p><p>apropriar de sua função para constituir uma obra de arte.</p><p>- A alternativa C está incorreta, pois a originalidade da obra não consiste no uso da bicicleta, algo visto</p><p>em diversas outras composições, mas sim a utilização do GPS para produzir algo inovador.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 91</p><p>- A alternativa D está incorreta, pois a obra não faz referência aos problemas de mobilidade urbana no</p><p>Rio de Janeiro. Assim sendo, não é possível considerá-la um trabalho crítico.</p><p>- A alternativa E está incorreta, pois a partir das informações do texto é possível constatar que se trata</p><p>de um artista canadense representando um elemento cultural que é o cartão-postal do Rio de Janeiro e</p><p>do Brasil.</p><p>Gabarito: A</p><p>2. (ENEM – 2018 – 2ª aplicação)</p><p>Uma das funções da obra de arte é representar o contexto sociocultural ao qual ela</p><p>pertence. Produzida na primeira metade do século XX, a Estrada de Ferro Central do Brasil</p><p>evidencia o processo de modernização pela</p><p>A) verticalização do espaço.</p><p>B) desconstrução da forma.</p><p>C) sobreposição de elementos.</p><p>D) valorização da natureza.</p><p>E) abstração do tema.</p><p>Comentários:</p><p>- A alternativa A está incorreta, afinal não são representados edifícios vertiginosos na tela.</p><p>A alternativa B está incorreta, pois os elementos representados pela tela são facilmente identificáveis.</p><p>Com isso, trata-se de uma arte figurativa.</p><p>- A alternativa C é a resposta. A tela de Tarsila do Amaral representa os avanços técnicos vivenciados no</p><p>contexto de produção por meio da sobreposição de elementos, colocando a frente símbolos da</p><p>modernidade, como postes, carros, pontes e trilhos de trem, enquanto se veem ao fundo elementos</p><p>que podem ser associados à paisagem rural, como casas baixas e uma igreja.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 92</p><p>- A alternativa D está incorreta, afinal na imagem prevalecem elementos produzidos pelo homem, como</p><p>casas, carros e postes telegráficos.</p><p>- A alternativa E está incorreta, afinal trata-se de um exemplar de arte figurativa, que deixa clara a</p><p>intenção da autora de representar uma paisagem em processo de transformação pelas inovações</p><p>técnicas.</p><p>Gabarito: C</p><p>3. (ENEM – 2018 – 2ª aplicação)</p><p>TEXTO I</p><p>MUYBRIDGE, E. Cavalo em movimento. Fotografia. Universidade do Texas, Austin, cerca de 1886. Disponível em:</p><p>www.utexasaustin.edu. Acesso em: 31 ago. 2016 (adaptado).</p><p>TEXTO II</p><p>GÉRICAULT, T. Corrida de cavalos ou O Derby de 1821 em Epson. Óleo sobre tela, 92 x 123 cm. Museu do Louvre,</p><p>Paris. Disponível em: www.louvre.fr. Acesso em: 31 ago. 2016.</p><p>TEXTO III</p><p>A arte pode estar, às vezes, muito mais preparada do que a ciência para captar o devir e a</p><p>fluidez do mundo, pois o artista não quer manipular, mas sim “habitar” as coisas. O famoso</p><p>artista francês Rodin, no seu livro L’Art (A Arte, 1911), comenta que a técnica de fotografia</p><p>em série, mostrando todos os momentos do galope de um cavalo em diversos quadros,</p><p>apesar de seu grande realismo, não é capaz de capturar o movimento. O corpo do animal é</p><p>fotografado em diferentes posições, mas ele não parece estar galopando: “na imagem</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 93</p><p>científica [fotográfica], o tempo é suspenso bruscamente”. Para Rodin, um pintor é capaz,</p><p>em única cena, de nos transmitir a experiência de ver um cavalo de corrida, e isso porque</p><p>ele representa o animal em um movimento ambíguo, em que os membros traseiros e</p><p>dianteiros parecem estar em instantes diferentes. Rodin diz que essa exposição talvez seja</p><p>logicamente inconcebível, mas é paradoxalmente muito mais adequada à maneira como o</p><p>movimento se dá: “o artista é verdadeiro e a fotografia mentirosa, pois na realidade o tempo</p><p>não para”.</p><p>FEITOSA, C. Explicando a filosofia com arte. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.</p><p>Observando-se as imagens (Textos I e II), o paradoxo apontado por Rodin (Texto III) procede</p><p>e cria uma maneira original de perceber a relação entre a arte e a técnica, porque o(a)</p><p>A) fotografia é realista na captação da sensação do movimento.</p><p>B) pintura explora os sentimentos do artista e não tem um caráter científico.</p><p>C) fotógrafo faz um estudo sobre os movimentos e consegue captar a essência da sua</p><p>representação.</p><p>D) pintor representa de forma equivocada as patas dos cavalos, confundindo nossa noção</p><p>de realidade.</p><p>E) pintura inverte a lógica comumente aceita de que a fotografia faz um registro objetivo e</p><p>fidedigno da realidade.</p><p>Comentários:</p><p>Essa é uma questão de intepretação de texto. Vejamos as alternativas:</p><p>- A alternativa A está incorreta, afinal o Texto III questiona a capacidade da fotografia de captar o</p><p>efêmero de maneira verossímil, ao menos como realmente se julga ser possível.</p><p>- A alternativa B está incorreta, pois a obra nem sempre busca expressar os sentimentos do artista. No</p><p>caso dos Texto I e II, vê-se a preocupação dos autores de representar o movimento</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 6</p><p>“Na verdade, Arte com A maiúsculo passou a ser algo de um bicho-papão e de um fetiche.”</p><p>“Muitas pessoas gostam de ver em quadros o que também lhes agradaria ver na realidade.</p><p>Isso é uma preferência muito natural. Todos gostamos de beleza na natureza e somos</p><p>gratos aos artistas que a preservaram em suas obras.”</p><p>“Mas essa propensão para admirar o tema bonito e atraente é passível de se converter num</p><p>obstáculo se nos levar a rejeitar obras que representam um tema menos atraente.”</p><p>“De fato, não tardaremos em descobrir que a beleza de um quadro não reside realmente na</p><p>beleza de seu tema.”</p><p>“Assim como alguns preferem pessoas que usam poucas palavras e gestos, deixando algo</p><p>para ser adivinhado, também há os que gostam de pinturas ou esculturas que deixem</p><p>alguma coisa sobre que se possa conjeturar e meditar.”</p><p>“Existem duas coisas, portanto, que nos devemos perguntar sempre se acharmos falhas na</p><p>exatidão de um quadro. Uma é se o artista não teria suas razões para mudar a aparência</p><p>daquilo que viu. (...) A outra é que nunca deveríamos condenar uma obra por estar</p><p>incorretamente desenhada, a menos que tenhamos a profunda convicção de estarmos</p><p>certos e o pintor errado.”</p><p>“Não existe maior obstáculo à fruição de grandes obras de arte do que a nossa relutância</p><p>em descartar hábitos e preconceitos.”</p><p>(Estratégia Vestibulares – 2020)</p><p>A arte não é, como vemos, algo isolado das demais atividades humanas. Ela está presente nos</p><p>inúmeros artefatos que fazem parte do nosso dia-a-dia. Muitas coisas que hoje observamos nos</p><p>museus, ontem faziam parte do cotidiano do homem. Da mesma forma, muitas construções que</p><p>atualmente são monumentos tombados como patrimônio histórico de um povo, antigamente eram</p><p>locais de moradia e, neles, famílias viveram momentos de tranquilidade, de apreensão, de medo e</p><p>de alegria. Assim, as construções em que moramos hoje, bem como os utensílios que agora fazem</p><p>parte da nossa vida diária, futuramente poderão estar nos museus, atestando os nossos hábitos, os</p><p>nossos valores e o nosso modo de vida.</p><p>(Adaptado de História da Arte, Graça Proença. 2004)</p><p>Sobre o texto, é correto afirmar que a as obras artísticas</p><p>a) se encontram desvinculadas da noção de utilidade.</p><p>b) são artefatos que atendem a uma determinada coletividade</p><p>c) são essencialmente objetos cotidianos e históricos.</p><p>d) são criações de caráter individual e subjetivo.</p><p>e) podem refletir as práticas e concepções de um povo.</p><p>Comentários:</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 7</p><p>As alternativas A e B estão incorretas, pois nem todas as obras artísticas são utensílios, moradias e</p><p>outros objetos difundidos na coletividade.</p><p>A alternativa C está incorreta, pois nem toda obra artística é um artefato histórico.</p><p>A alternativa D está incorreta, pois a construção de moradias e a fabricação de utensílios que se</p><p>tornam artefatos históricos nem sempre envolve a externalização da individualidade do autor.</p><p>A alternativa E é a resposta. A produção artística se encontra profundamente integrada à cultura e</p><p>aos sentimentos de um povo, por vezes externalizando elementos cotidianos do passado, as crenças</p><p>e as práticas de seus membros.</p><p>Gabarito: E</p><p>3 – Definições importantes</p><p>Para que você não encontre dificuldades ao longo do material, separamos algumas definições</p><p>importantes quando o assunto é arte. Utilize esse material como um glossário sempre que for preciso.</p><p>Muitas questões do seu vestibular podem ser resolvidas a partir dessas definições.</p><p>Veremos então quatro grupos de definições técnicas, elementos formais, conceitos e gêneros.</p><p>Elementos formais</p><p>Cor</p><p>É uma percepção visual a partir da luz. A cor de um objeto é definida a partir da frequência de onda que</p><p>ele reflete, ou seja, os comprimentos de onda que ele não consegue absorver.</p><p>As cores podem ser primárias – amarelo, azul e vermelho;</p><p>secundárias – verde (união de azul e amarelo), laranja</p><p>(união de amarelo e vermelho) e roxo ou violeta (união de</p><p>vermelho e azul); ou terciárias – vermelho-arroxeado (união</p><p>de vermelho e roxo) e vermelho-alaranjado (união de</p><p>vermelho e laranja); amarelo-esverdeado (união de</p><p>amarelo e verde) e amarelo-alaranjado (união de amarelo e</p><p>laranja); azul-arroxeado (união de azul e roxo) e azul-</p><p>esverdeado (união de azul e verde).</p><p>Forma</p><p>O modo como identificamos os elementos. Uma forma pode ser figurativa, quando representa um</p><p>elemento de maneira definida; abstrata, quando se constitui de formas indefinidas, como manchas;</p><p>geométricas, quando é formada a partir de um conjunto de pontos com determinada propriedade (ex.:</p><p>um conjunto de pontos equidistantes de uma origem, forma um círculo), plana ou espacial.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 8</p><p>Linha</p><p>Um dos elementos essenciais nas artes. A linha é obtida a partir de uma série de</p><p>pontos, um depois do outro. É obtida quando se arrasta o instrumento sobe a</p><p>superfície, deixando um rastro. Dependendo do modo como é organizada na</p><p>superfície, pode denotar diferentes expressividades, como fluidez, dinamismo,</p><p>direção, movimento, tensão, ilusões de ótica, texturas etc.</p><p>Pode ser reta, curva, ondulada, vertical, horizontal, inclinada, convergente,</p><p>divergente, paralela, perpendicular, entre outros. Cada um desses usos gera uma</p><p>expressividade diferente.</p><p>Luz</p><p>A luz, aliada à sombra, é o que faz com que vejamos um objeto no espaço – seja ele tridimensional ou</p><p>bidimensional. Ela pode ser natural ou artificial, trazendo diferentes expressividades cada uma delas.</p><p>A luz projetada também cria sombra própria e sombra projetada. Em diversas escolas de arte, a luz será</p><p>essencial para a criação de verossimilhança ou imitação do real. É um dos primeiros elementos a serem</p><p>explorados e aprimorados quando se desenha utilizando técnicas como lápis e grafite.</p><p>Matiz</p><p>Característica que define e distingue uma cor de outra. Verde e amarelo, por exemplo, são matizes. O</p><p>brilho das cores é dado pela intensidade do matiz, que pode ser forte (saturada) ou fraca (dessaturada).</p><p>Ponto</p><p>Graficamente, é um “pingo” feito sobre uma superfície. É a menor unidade possível em um desenho ou</p><p>traçado sobre superfície. É um dos elementos essenciais nas artes.</p><p>Pode servir para delinear uma imagem, formando o pontilhado ( ); para sombrear uma imagem</p><p>e gerar volume (a partir do agrupamento de muitos pontos, gerando claro e escuro); ou mesmo criar</p><p>desenhos completos a partir da alteração de cor e concentração. Essa última ideia será a base para o</p><p>Pontilhismo ou para as imagens a partir de pixels, na criação de retícula tipográfica.</p><p>Superfície</p><p>Espaço em que se executa uma técnica de modo a criar uma obra de</p><p>arte.</p><p>Pode ser uma tela, um muro, uma parede, um tecido etc.</p><p>Textura</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 9</p><p>A textura é o aspecto de uma superfície. Ela pode ser lisa, ondulada, áspera,</p><p>rugosa etc.</p><p>Pode não ter necessariamente um volume, ou seja, pode não ser táctil, mas</p><p>sim provocar uma sensação visual, quando realizadas a partir da intervenção</p><p>de instrumentos manipulados sobre superfícies: diversos riscos, de</p><p>diferentes cores, sobre um papel, por exemplo.</p><p>Tom</p><p>Refere-se à quantidade de luz presente em uma cor. Escalas tonais mais escuras são aquelas em que</p><p>houve acréscimo de preto ao matiz. Escalas tonais mais claras são aquelas em que houve acréscimo de</p><p>branco ao matiz.</p><p>Volume</p><p>É aquilo que determina a tridimensionalidade de uma obra de arte, seja</p><p>essa tridimensionalidade real, ou seja, em um objeto físico; ou criada a</p><p>partir de um jogo de luz e sombra, para criar a ilusão de</p><p>tridimensionalidade numa produção bidimensional.</p><p>Se refere tanto ao modo como o objeto se coloca no espaço quanto ao</p><p>modo como a luz incide sobre esse objeto, dando-lhe contornos.</p><p>(Estratégia Vestibulares</p><p>dos cavalos em</p><p>corrida.</p><p>- A alternativa C está incorreta, afinal o Texto III se indaga sobre os limites da fotografia de captar o</p><p>mundo. Cabe destacar que ele discute a fotografia enquanto técnica, o que não a impede de ser</p><p>contemplada como uma expressão artística.</p><p>- A alternativa D está incorreta, afinal o texto não considera a representação de Roudin como</p><p>equivocada, mas ambígua diante do descompasso entre o movimento projetado pelas patas traseiras e</p><p>dianteiras dos cavalos representados. Com isso, não se busca estabelecer o movimento tal como ele</p><p>realmente é, mas sim explorar suas possibilidades.</p><p>- A alternativa E é a resposta. De acordo com o texto III, a fotografia não é uma representação fidedigna</p><p>da realidade, na medida em que não consegue explorar as múltiplas possibilidades do movimento em</p><p>um mesmo plano, diferente do que se vê nas telas reproduzidas nos textos I e II.</p><p>Obs: É importante que o aluno não compreenda a fotografia não como uma</p><p>representação fidedigna do real, mas fruto de escolhas e concepções do artista, que</p><p>seleciona alguns elementos em seu enquadramento, em detrimento de outros.</p><p>Gabarito: E</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 94</p><p>4. (ENEM – 2017 – Libras)</p><p>E a sujeira virou arte</p><p>Dia após dia, a poluição invisível dos canos de descarga vai grudando nos muros junto à</p><p>fuligem de fogueiras acesas por moradores de rua, até que não seja mais possível distinguir</p><p>o limpo original do sujo acumulado. É nesse momento que surge o artista visual Drin Cortes,</p><p>27. Com um pano úmido, um pincel e uma garrafa de água — e nada além —, ele tem</p><p>transformado a paisagem da capital mineira ao usar a técnica do grafite reverso, que</p><p>consiste em apagar a sujeira para criar desenhos que dialogam com a problemática da</p><p>cidade. O trabalho [atual] consiste em desenhar rostos de pessoas desaparecidas, que</p><p>tenham em sua história alguma relação com as drogas. “Esse lugar respira o problema da</p><p>droga. O usuário de crack muitas vezes é tratado de forma hostil. Essa é uma forma de as</p><p>pessoas passarem por aqui e olharem duas vezes para aquilo que a sujeira esconde. E que,</p><p>na verdade, elas não veem porque não querem”, diz.</p><p>SIMÕES, L. Disponível em: www.otempo.com.br. Acesso em: 3 fev. 2015 (adaptado).</p><p>A arte pode representar padrões de beleza ou ter o propósito de questioná-los, permitindo</p><p>que a sociedade reveja valores e preconceitos.</p><p>O artista Drin Cortes utiliza da técnica do grafite reverso com o objetivo de</p><p>a) ressaltar o descaso do poder público com a limpeza.</p><p>b) evidenciar a humanidade dos usuários de drogas.</p><p>c) apresentar a estética da paisagem urbana.</p><p>d) destacar a poética dos espaços públicos.</p><p>e) debater o perigo da poluição.</p><p>Comentários:</p><p>- A alternativa A está incorreta, pois a poluição urbana é utilizada como matéria-prima para abordar um</p><p>outro tema: a situação dos dependentes químicos na capital mineira.</p><p>- A alternativa B é a resposta. Ao representar rostos de usuários de crack, o autor busca chamar atenção</p><p>para uma população hostilizada e invisibilizada nos espaços urbanos.</p><p>- As alternativas C e D estão incorretas, pois o enfoque do autor não é a paisagem urbana ou os espaços</p><p>públicos, mas sim a população invisibilizada nestes espaços.</p><p>- A alternativa E está incorreta, pois a poluição é utilizada para criar novos desenhos, técnica chamada</p><p>pelo texto de grafite reverso.</p><p>Gabarito: B</p><p>5. (ENEM – 2017 – 2ª APLICAÇÃO)</p><p>Ao longo dos anos 1980, um canal esportivo de televisão fracassou em implantar o basquete</p><p>como esporte mundial, e uma empresa de materiais esportivos teve de lidar, fora do seu</p><p>programa, com um esporte que lhe era estranho. Correndo atrás do prejuízo, ambas</p><p>corrigiram a rota e vieram a fazer da incorporação do futebol a seu programa um objetivo</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 95</p><p>estratégico alcançado com sucesso. O ajuste do interesse econômico à realidade cultural,</p><p>no entanto, não deixa de dizer algo sobre ela: é significativo que o mais mundial dos esportes</p><p>não faça sentido para os Estados Unidos, e que os esportes que fazem mais sentido para os</p><p>Estados Unidos estejam longe de fazer sentido para o mundo. O futebol ofereceu uma</p><p>curiosa e nada desprezível contraparte simbólica à hegemonia do imaginário norte-</p><p>americano.</p><p>WISNIK, J. M. Veneno remédio: o futebol e o Brasil. São Paulo: Cia. das Letras, 2008 (adaptado).</p><p>De acordo com o texto, em décadas passadas, a dificuldade das empresas norte-americanas</p><p>indica a influência de um viés cultural e econômico na</p><p>A) popularização do futebol no país frente à concorrência com o basquete.</p><p>B) conquista da alta lucratividade por meio do futebol no cenário norte-americano.</p><p>C) implantação do basquete como esporte mundial frente à força cultural do futebol.</p><p>D) importância dada por empresas esportivas ao futebol, similar àquela dada ao basquete.</p><p>E) tentativa de fazer com que o futebol transmitido pela TV seja consumido por sua</p><p>população.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta, pois o país não estava diante de um quadro de popularização maior do</p><p>que o basquete nos EUA segundo o texto.</p><p>A alternativa B está incorreta, pois o que o texto aponta é que o futebol teve e ser incorporado nos</p><p>programas estratégicos, mas não que era algo que tinha maior lucratividade, frente a outros esportes</p><p>mais típicos dos Estados Unidos.</p><p>A alternativa C está correta, pois o texto aponta que houve uma tentativa de implantar o basquete,</p><p>esporte tipicamente americano, para fazer frente ao futebol, um dos esportes mais conhecidos e</p><p>adorados do mundo.</p><p>A alternativa D está incorreta, pois o basquete era tratado ao longo do tempo como mais importante</p><p>que o futebol nos EUA.</p><p>A alternativa E está incorreta, pois o texto aponta que os canais tiveram que lidar de última hora com</p><p>um esporte pouco comum aos americanos.</p><p>Gabarito: C</p><p>6. (ENEM – 2016 – 2ª APLICAÇÃO)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 96</p><p>A técnica da décollage, utilizada pelo artista Mimmo Rotella em sua obra Marilyn, é um</p><p>procedimento artístico representativo da década de 1960 por</p><p>A) visar a conservação das representações e dos registros visuais.</p><p>B) basear-se na reciclagem de material gráfico, contribuindo para a sustentabilidade.</p><p>C) encobrir o passado, abrindo caminho para novas formas plásticas, pela releitura.</p><p>D) fazer conviver campos de expressão diferentes e integrar novos significados.</p><p>E) abolir o trabalho manual do artista na confecção das imagens recontextualizadas.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta, pois a colagem não promove conservação, mas ressignificação, recriação</p><p>de elementos na criação de uma nova obra.</p><p>A alternativa B está incorreta, pois a colagem não se envolve necessariamente com a sustentabilidade,</p><p>ainda que reaproveite elementos.</p><p>A alternativa C está incorreta, pois a colagem não é um movimento artístico que se proponha a apagar o</p><p>passado, mas criar uma ressignificação das imagens envolvidas.</p><p>A alternativa D está correta, pois a base da técnica da colagem é a mistura de elementos de diferentes</p><p>naturezas, criando novos significados quando integrados.</p><p>A alternativa E está incorreta, pois independentemente se é uma técnica criada de maneira digital ou</p><p>manual, não há a abolição do trabalho artesanal.</p><p>Gabarito: D</p><p>7. (ENEM – 2015 – 1ª aplicação)</p><p>A obra do artista plástico Leonilson (1953-1993) marca presença no panorama da arte</p><p>brasileira e internacional. Nessa obra, ele utilizou a habilidade técnica do bordado manual</p><p>para</p><p>A) obtenção das linhas retas paralelas.</p><p>B) valorização do tracejado retilíneo.</p><p>C) exploração de diferentes texturas.</p><p>D) obtenção do equilíbrio assimétrico.</p><p>E) inscrição homogênea das formas e palavras.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 97</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa</p><p>A está incorreta, pois não há apenas o uso de linhas paralelas nessa obra.</p><p>A alternativa B está incorreta, pois esse tracejado não tem o maior destaque da obra.</p><p>A alternativa C está incorreta, pois há apenas o uso da textura do bordado livre aqui.</p><p>A alternativa D está correta, pois ainda que haja equilíbrio na distribuição de elementos sobre o tecido,</p><p>eles são diferentes entre si, não promovendo uma simetria completa.</p><p>A alternativa E está incorreta, pois não há aqui uma homogeneidade na produção, ainda que haja</p><p>distribuição equilibrada.</p><p>Gabarito: D</p><p>8. (ENEM – 2015 – 1ª aplicação)</p><p>Em 1866, tendo encerrado seus estudos na Escola de Belas Artes, em Paris, Pedro Américo</p><p>ofereceu a tela A Carioca ao imperador Pedro II, em reconhecimento ao seu mecenas. O nu</p><p>feminino obedecia aos cânones da grande arte e pretendia ser uma alegoria feminina da</p><p>nacionalidade. A tela, entretanto, foi recusada por imoral e licenciosa: mesmo não fugindo</p><p>à regra oitocentista relativa à nudez na obra de arte, A Carioca não pôde, portanto, ser</p><p>absorvida de imediato. A sensualidade tangível da figura feminina, próxima do orientalismo</p><p>tão em voga na Europa, confrontou-se não somente com os limites morais, mas também</p><p>com a orientação estética e cultural do Império. O que chocara mais: a nudez frontal ou um</p><p>nu tão descolado do que se desejava como nudez nacional aceitável, por exemplo, aquela</p><p>das românticas figuras indígenas? A Carioca oferecia um corpo simultaneamente ideal e</p><p>obsceno: o alto – uma beleza imaterial – e o baixo – uma carnalidade excessiva. Sugeria uma</p><p>mistura de estilos que, sem romper com a regra do decoro artístico, insinuava na tela algo</p><p>inadequado ao repertório simbólico oficial. A exótica morena, que não é índia – nem mulata</p><p>ou negra – poderia representar uma visualidade feminina brasileira e desfrutar de um lugar</p><p>de destaque no imaginário da nossa “monarquia tropical”?</p><p>OLIVEIRA, C. Disponível em: http://anpuh.org.br. Acesso em: 20 maio 2015.</p><p>O texto revela que a aceitação da representação do belo na obra de arte está condicionada</p><p>à</p><p>A) incorporação de grandes correntes teóricas de uma época, conferindo legitimidade ao</p><p>trabalho do artista.</p><p>B) atemporalidade do tema abordado pelo artista, garantindo perenidade ao objeto de arte</p><p>então elaborado.</p><p>C) inserção da produção artística em um projeto estético e ideológico determinado por</p><p>fatores externos.</p><p>D) apropriação que o pintor faz dos grandes temas universais já recorrentes em uma</p><p>vertente artística.</p><p>E) assimilação de técnicas e recursos já utilizados por movimentos anteriores que trataram</p><p>da temática.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 98</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta, pois não se trata de uma incorporação a alguma corrente teórica</p><p>específica, mas de um contexto social como um todo. Não necessariamente algo que pertence a uma</p><p>corrente teórica específica foi considerado belo.</p><p>A alternativa B está incorreta, pois o belo é uma questão de contexto, não de perenidade, deixando uma</p><p>obra datada muitas vezes.</p><p>A alternativa C está correta, pois o Belo na arte não é necessariamente atrelado à ideia de beleza da sua</p><p>época. O belo aparece na capacidade de uma obra de tocar o espectador, fundamentando-se em</p><p>ideologias e questões sociais da época. Não há nada essencialmente belo, pois essa ideia é condicionada</p><p>por um contexto.</p><p>A alternativa D está incorreta, pois o texto indica que a apropriação do pintor sobre o ideal de beleza em</p><p>alguns momentos não corresponde ao conceito de belo dos receptores.</p><p>A alternativa E está incorreta, pois o pintor apontado no texto utilizou técnicas e recursos já conhecidos</p><p>na sua época e ainda assim a obra não foi considerada bela por não estar alinhada a um projeto</p><p>ideológico contemporâneo a ela.</p><p>Gabarito: C</p><p>9. (ENEM – 2013 – 1ª aplicação)</p><p>KUCZYNSKIEGO, P. Ilustração, 2008. Disponível em: http://capu.pl. Acesso em 3 ago. 2012. (Foto: Reprodução)</p><p>O artista gráfico polonês Pawla Kuczynskiego nasceu em 1976 e recebeu diversos prêmios</p><p>por suas ilustrações.</p><p>Nessa obra, ao abordar o trabalho infantil, Kuczynskiego usa sua arte para</p><p>A) difundir a origem de marcantes diferenças sociais.</p><p>B) estabelecer uma postura proativa da sociedade.</p><p>C) provocar a reflexão sobre essa realidade.</p><p>D) propor alternativas para solucionar esse problema.</p><p>E) retratar como a questão é enfrentada em vários países do mundo.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta, pois o texto não explora as origens do problema, apenas expõe os</p><p>contrastes na sociedade.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 99</p><p>A alternativa B está incorreta, pois o artista critica o contraste e entre a condição de vida das duas</p><p>crianças, não estabelece um incentivo à ação da sociedade sobre o problema.</p><p>A alternativa C está correta, pois o artista promove uma crítica à exploração do trabalho infantil ao</p><p>comparar duas crianças: uma brincando com um trem de brinquedo e outra puxando um vagão de</p><p>verdade.</p><p>A alternativa D está incorreta, pois a obra não propõe alternativas, apenas expõe o problema.</p><p>A alternativa E está incorreta, pois o texto não localiza no espaço onde se passa o problema social</p><p>descrito.</p><p>Gabarito: C</p><p>10. (ENEM – 2013 – 2ª aplicação)</p><p>Nas últimas décadas, a ruptura, o efêmero, o descartável incorporam-se cada vez mais ao</p><p>fazer artístico, em consonância com a pós-modernidade. No detalhe da obra Bastidores,</p><p>percebe-se a</p><p>A) utilização de objetos do cotidiano como tecido, bastidores, agulha, linha e fotocópia, que</p><p>tornam a obra de abrangência regional.</p><p>B) ruptura com meios e suportes tradicionais por utilizar objetos do cotidiano, dando-lhes</p><p>novo sentido condizente.</p><p>C) apropriação de materiais e objetos do cotidiano, que conferem à obra um resultado</p><p>inacabado.</p><p>D) apropriação de objetos de uso cotidiano das mulheres, o que confere à obra um caráter</p><p>feminista.</p><p>E) aplicação de materiais populares, o que a caracteriza como obra de arte utilitária.</p><p>Comentários:</p><p>- A alternativa A está incorreta, pois os elementos empregados na confecção da obra são amplamente</p><p>utilizados em território nacional.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 100</p><p>- A alternativa B é a resposta, afinal Rosângela Paulino se apropria de elementos tradicionais e</p><p>cotidianos – os instrumentos de costura – para a realização de sua obra, ao qual é atribuído sentido</p><p>artístico.</p><p>- A alternativa C está incorreta, pois a obra não apresenta indícios de que não foi concluída.</p><p>- A alternativa D está incorreta, afinal a autora se apropria de elementos da costura para representar</p><p>uma mulher negra com a boca costurada, como se fosse silenciada, mas não se coloca como uma arte</p><p>feminista. Além disso, a costura não é um elemento exclusivo do cotidiano feminino.</p><p>- A alternativa E está incorreta, afinal a obra não possui caráter utilitário, afinal é voltada para a</p><p>contemplação.</p><p>Gabarito: B</p><p>11. (ENEM - 2012)</p><p>Sem formação acadêmica específica em artes visuais, Heitor dos Prazeres, que também é</p><p>compositor e instrumentista, é reconhecido artista popular do Rio de Janeiro. Suas pinturas</p><p>de perspectivas imprecisas e com traços bem demarcados são figurativas e sugerem</p><p>movimento. Essa obra retrata</p><p>a) a confraternização de uma população socialmente marginalizada.</p><p>b) o inconformismo da população de baixa renda da capital.</p><p>c) o cotidiano da burguesia contemporânea da capital.</p><p>d) a instabilidade de uma realidade rural do Brasil.</p><p>e) a solidariedade da população nordestina.</p><p>Comentários</p><p>- A alternativa A é a resposta. Heitor dos Prazeres foi um sambista e pintor no Rio de Janeiro,</p><p>destacando-se como um personagem marcante da Praça Onze, um dos pontos de efervescência da</p><p>cultura afro-brasileira. Como pintor, suas telas retrataram comunidades, crianças, bares, festas e outros</p><p>elementos do cotidiano das camadas</p><p>populares da capital.</p><p>- A alternativa B está incorreta, pois o quadro de Heitor dos Prazeres não sugere uma reação da</p><p>população de baixa renda quanto a uma situação de injustiça social ou cenário político, mas um</p><p>momento de festejo.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 101</p><p>- A alternativa C está incorreta, pois o autor retratou uma cena de celebração entre pessoas das</p><p>camadas populares.</p><p>- A alternativa D está incorreta, afinal a cena representada pelo artista sugere um momento de</p><p>descontração entre quatro pessoas, não sendo possível, portanto, concluir que se trata de uma</p><p>representação de uma situação instável.</p><p>- A alternativa E está incorreta, afinal não há elementos que sugiram que a cena retratada pelo autor se</p><p>passa na região Nordeste ou represente a população Nordestina.</p><p>Gabarito: A</p><p>12. (ENEM – 2009 – Cancelado)</p><p>O artesanato traz as marcas de cada cultura e, desse modo, atesta a ligação do homem com</p><p>o meio social em que vive. Os artefatos são produzidos manualmente e costumam revelar</p><p>uma integração entre homem e meio ambiente, identificável no tipo de matéria-prima</p><p>utilizada.</p><p>Pela matéria-prima (o barro) utilizada e pelos tipos humanos representados, em qual região</p><p>do Brasil o artefato acima foi produzido?</p><p>A) Sul.</p><p>B) Norte.</p><p>C) Sudeste.</p><p>D) Nordeste.</p><p>E) Centro-Oeste.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta, pois ainda que no sul gaja artesanato de argila, são mais objetos utilitários</p><p>do que estátuas.</p><p>A alternativa B está incorreta, pois na região norte há uma quantidade maior de artesanato em cerâmica</p><p>marajoara, argila e cestaria.</p><p>A alternativa C está incorreta, pois na região sudeste há uma quantidade mais frequente de peças de</p><p>tecido e renda.</p><p>A alternativa D está correta, pois o artesanatos mais típicos da região nordeste são os trabalhos em</p><p>barro, madeira, areia e em cerâmica, principalmente criando carrancas e personagens do dia a dia ou do</p><p>imaginário popular, como figuras do cangaço, por exemplo.</p><p>A alternativa E está incorreta, pois os temas mais frequentes do artesanato do centro-oeste lembram</p><p>cenas de caça, lendas, danças e demais situações folclóricas.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 102</p><p>Gabarito: D</p><p>13. (ENEM – 2009 – Cancelado)</p><p>TEXTO A</p><p>TEXTO B</p><p>Metaesquema I</p><p>Alguns artistas remobilizam as linguagens geométricas no sentido de permitir que o</p><p>apreciador participe da obra de forma mais efetiva. Nesta obra, como o próprio nome</p><p>define: meta — dimensão virtual de movimento, tempo e espaço; esquema — estruturas,</p><p>os Metaesquemas são estruturas que parecem movimentar-se no espaço. Esse trabalho</p><p>mostra o deslocamento de figuras geométricas simples dentro de um campo limitado: a</p><p>superfície do papel. A isso podemos somar a observação da precisão na divisão e no</p><p>espaçamento entre as figuras, mostrando que, além de transgressor e muito radical, Oiticica</p><p>também era um artista extremamente rigoroso com a técnica.</p><p>Disponível em: http://www.mac.usp.br. Acesso em: 02 maio 2009 (adaptado).</p><p>Alguns artistas remobilizam as linguagens geométricas no sentido de permitir que o</p><p>apreciador participe da obra de forma mais efetiva. Levando-se em consideração o texto e</p><p>a obra Metaesquema I, reproduzidos acima, verifica-se que</p><p>A) a obra confirma a visão do texto quanto à ideia de estruturas que parecem se</p><p>movimentar, no campo limitado do papel, procurando envolver de maneira mais efetiva o</p><p>olhar do observador.</p><p>B) a falta de exatidão no espaçamento entre as figuras (retângulos) mostra a falta de rigor</p><p>da técnica empregada, dando à obra um estilo apenas decorativo.</p><p>C) Metaesquema I é uma obra criada pelo artista para alegrar o dia a dia, ou seja, de caráter</p><p>utilitário.</p><p>D) a obra representa a realidade visível, ou seja, espelha o mundo de forma concreta.</p><p>E) a visão da representação das figuras geométricas é rígida, propondo uma arte figurativa.</p><p>Comentários:</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 103</p><p>A alternativa A está correta, pois por não serem completamente alinhadas as formas dão a impressão de</p><p>movimento mesmo na bidimensionalidade do papel.</p><p>A alternativa B está incorreta, pois o texto afirma que “além de transgressor e muito radical, Oiticica</p><p>também era um artista extremamente rigoroso com a técnica”.</p><p>A alternativa C está incorreta, pois a obra é descrita como de caráter participativo, não contemplativo.</p><p>A alternativa D está incorreta, pois a obra não busca mimetizar o real. É uma imagem abstrata.</p><p>A alternativa E está incorreta, pois a arte aqui é abstrata, não figurativa.</p><p>Gabarito: A</p><p>14. (ENEM - 2002)</p><p>A leitura do poema "Descrição da guerra" em Guernica traz à lembrança o famoso quadro</p><p>de Picasso.</p><p>Entra pela janela</p><p>o anjo camponês;</p><p>com a terceira luz na mão;</p><p>minucioso, habituado</p><p>aos interiores de cereal,</p><p>aos utensílios que dormem na fuligem;</p><p>os seus olhos rurais</p><p>não compreendem bem os símbolos</p><p>desta colheita: hélices,</p><p>motores furiosos;</p><p>e estende mais o braço; planta</p><p>no ar, como uma árvore</p><p>a chama do candeeiro.(...)</p><p>(Carlos de Oliveira in ANDRADE, Eugénio. Antologia Pessoal da Poesia Portuguesa. Porto: Campo das Letras, 1999.)</p><p>Uma análise cuidadosa do quadro permite que se identifiquem as cenas referidas nos</p><p>trechos do poema.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 104</p><p>Podem ser relacionadas ao texto lido as partes:</p><p>a) a1, a2, a3</p><p>b) f1, e1, d1</p><p>c) e1, d1, c1</p><p>d) c1, c2, c3</p><p>e) e1, e2, e3</p><p>Comentários</p><p>Essa é uma questão de interpretação da imagem. Na sessão e1 é possível ver o “anjo camponês”</p><p>entrando pela janela; ao passo que na sessão d1, vê-se um braço segurando um candeeiro (lampião),</p><p>disposto na sessão c1. Feitas essas considerações, a alternativa C é a resposta.</p><p>Gabarito: C</p><p>15. (UNESP – 2020)</p><p>Perspectiva. Técnica de representação, numa superfície plana, do espaço tridimensional,</p><p>baseado no uso de certos fenômenos ópticos, como a diminuição aparente no tamanho dos</p><p>objetos e a convergência das linhas paralelas à medida que se distanciam do observador.</p><p>(Ian Chilvers (org.). Dicionário Oxford de arte, 2007.)</p><p>Verificam-se distorções e ambiguidades em relação à técnica da perspectiva na seguinte</p><p>obra:</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 105</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta, pois a obra “A clarividência” não faz nenhuma subversão da perspectiva;</p><p>pelo contrário, ela é marcada por figurativismo.</p><p>A alternativa B está correta, pois percebe-se que não há mudança no tamanho dos elementos a</p><p>depender da distância em que se encontram. As pessoas do quadro também são do mesmo tamanho,</p><p>independentemente de onde estão. Outro modo de responder à questão seria identificar que o pintor é</p><p>Escher, artista que tem como uma de suas principais características a subversão da perspectiva.</p><p>A alternativa C está incorreta, pois há um uso da perspectiva como descrito no verbete que compõe o</p><p>enunciado, principalmente na diminuição dos tamanhos.</p><p>A alternativa D está incorreta, pois vê-se diferença de tamanho nas personagens, indicando que há uso</p><p>da perspectiva.</p><p>A alternativa E está incorreta, pois há um aprofundamento da paisagem, que por estar mais distante se</p><p>encontra menor.</p><p>Gabarito: B</p><p>16. (UNESP – 2018)</p><p>Expressionismo: Termo aplicado pela crítica e pela história da arte a toda arte em que</p><p>as ideias tradicionais de naturalismo são abandonadas em favor de distorções ou</p><p>exageros de forma e cor que expressam, de modo premente, a emoção do artista. Neste</p><p>sentido mais geral, o termo pode ser aplicado à arte de qualquer período ou lugar que</p><p>conceda às reações subjetivas um lugar de maior importância que à observação do</p><p>mundo exterior.</p><p>(Ian Chilvers (org.). Dicionário</p><p>Oxford de arte, 2007.)</p><p>De acordo com essa definição, pode ser considerada expressionista a obra:</p><p>a)</p><p>b)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 106</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>Comentários: O expressionismo é descrito como “ toda arte em que as ideias tradicionais de</p><p>naturalismo são abandonadas em favor de distorções ou exageros de forma e cor que expressam,</p><p>de modo premente, a emoção do artista” e o autor afirma que o termo pode ser aplicado à arte de</p><p>qualquer período ou lugar que conceda às reações subjetivas um lugar de maior importância que à</p><p>observação do mundo exterior”. Assim, a obra de arte expressionista aqui é aquela que não busca a</p><p>representação real/fiel do mundo, mas sim representa-o de acordo com as emoções do artista.</p><p>A única obra que representa o mundo dessa maneira aqui é A igreja de Auvers-Sur-Oise, de Van Gogh –</p><p>artista notadamente expressionista. Isso se comprova pela distorção das formas do prédio e pelos traços</p><p>bem marcados dos caminhos e grama.</p><p>Todas as outras obras buscam representar fielmente a realidade, ainda que possuam estilos diferentes.</p><p>Gabarito: E</p><p>17. (UNESP – 2018)</p><p>Na Europa, os artistas continuam a explorar caminhos traçados pelos primeiros pintores</p><p>abstratos. Mas a abstração desses artistas não é geométrica: sua pintura não representa</p><p>nenhuma realidade, tampouco procura reproduzir formas precisas. Cada artista inventa sua</p><p>própria linguagem. Cores, formas e luz são exploradas, desenvolvidas e invadem as telas.</p><p>Traços vivos e dinâmicos... Para cada um, uma abstração, um lirismo.</p><p>(Christian Demilly. Arte em movimentos e outras correntes do século XX, 2016. Adaptado.)</p><p>O comentário do historiador Christian Demilly aplica-se à obra reproduzida em:</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 107</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>Comentários: A obra descrita no enunciado possui características como “abstração não geométrica”,</p><p>“pintura que não representa nenhuma realidade”, “não reproduz formas precisas”, “cor, forma e luz</p><p>exploradas”, “traços vivos e dinâmicos”. Analisando-se uma a uma as alternativas percebe-se, que:</p><p>A alternativa A está incorreta, pois busca representar uma realidade.</p><p>A alternativa B está incorreta, pois também busca representar uma realidade.</p><p>A alternativa C está incorreta, pois apresenta uma abstração geométrica.</p><p>A alternativa E está incorreta, pois reproduz formas precisas.</p><p>Assim, a única alternativa que possui todas as características elencadas no enunciado é alternativa D,</p><p>Azul II, de João Miró.</p><p>Gabarito: D</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 108</p><p>18. (UNESP – 2017)</p><p>O quadro não se presta a uma leitura convencional, no sentido de esmiuçar os detalhes da</p><p>composição em busca de nuances visuais. Na tela, há apenas formas brutas, essenciais, as</p><p>quais remetem ao estado natural, primitivo. Os contornos inchados das plantas, os pés</p><p>agigantados das figuras, o seio que atende ao inexorável apelo da gravidade: tudo é raiz.</p><p>O embasamento que vem do fundo, do passado, daquilo que vegeta no substrato do ser.</p><p>As cabecinhas, sem faces, servem apenas de contraponto. Estes não são seres pensantes,</p><p>produtos da cultura e do refinamento. Tampouco são construídos; antes nascem, brotam</p><p>como plantas, sorvendo a energia vital do sol de limão. À palheta nacionalista de verde</p><p>planta, amarelo sol e azul e branco céu, a pintora acrescenta o ocre avermelhado de uma</p><p>pele que mais parece argila. A mensagem é clara: essa é nossa essência brasileira – sol, terra,</p><p>vegetação. É isto que somos, em cores vivas e sem a intervenção erudita das fórmulas</p><p>pictóricas tradicionais. (Rafael Cardoso. A arte brasileira em 25 quadros, 2008. Adaptado.)</p><p>Tal comentário aplica-se à seguinte obra de Tarsila do Amaral (1886-1973):</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 109</p><p>Comentários: O quadro a que o enunciado se refere possui as seguintes características:</p><p>➢ formas brutas, essenciais, remetendo ao estado natural, primitivo;</p><p>➢ plantas de contornos inchados;</p><p>➢ pés agigantados e seio caído (apelo da gravidade);</p><p>➢ cabecinhas sem faces;</p><p>➢ seres não construídos, mas sim naturais; e</p><p>➢ palheta de cores em verde, amarelo, azul e branco, além de um ocre avermelhado na pele.</p><p>O único quadro que se adequa a essa descrição é o Antropofagia. A pintura mostra duas figuras de</p><p>cabeças pequenas e pés gigantes, além de uma figura com o seio grande e caído. Além disso, há grandes</p><p>plantas atrás das personagens, obedecendo os tons de cores descritos do enunciado como brasileiros,</p><p>nacionais (o verde, o amarelo, o azul e o branco). O tom da pele das personagens obedece ao ocre do</p><p>enunciado. Assim a alternativa correta é alternativa A.</p><p>Gabarito: A</p><p>19. (UNESP – 2017)</p><p>A partir do início do século XX, na França, alguns artistas vão subverter a concepção que se</p><p>tinha da pintura. Em vez de simplesmente representar o que era visto, eles decidem</p><p>representar aquilo que não podia ser visto. Os rostos de perfil têm dois olhos, a natureza se</p><p>decompõe em formas geométricas... a realidade se revela em todas as suas facetas, como</p><p>um cubo achatado.</p><p>(Christian Demilly. Arte em movimentos e outras correntes do século XX, 2016. Adaptado.)</p><p>Uma obra representativa da estética à qual o texto se refere está reproduzida em:</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 110</p><p>e)</p><p>Comentários: O enunciado apresenta as seguintes características como específicas da obra citada:</p><p>➢ Feita no século XX, na França</p><p>➢ Não representar o que era visto, mas o que não podia ser visto.</p><p>➢ Os rostos de perfil têm dois olhos.</p><p>➢ A natureza se decompõe em formas geométricas.</p><p>Além da frase “a realidade se revela em todas as suas facetas, como um cubo achatado”.</p><p>A única obra que se encaixa nessas características é Mulher sentada, de Pablo Picasso. O próprio nome</p><p>do artista já poderia ser um indício para responder, pois Picasso é um dos maiores artistas cubistas.</p><p>Analisando-se a imagem, porém, é perceptível a composição envolvendo o nariz e boca de perfil</p><p>juntamente com os dois olhos aparecendo. Isso é exatamente o modo como essa pintura é descrita no</p><p>enunciado. A mulher também é construída com formas geométricas.</p><p>Portanto, a alternativa correta é alternativa C.</p><p>Gabarito: C</p><p>20. (UNESP – 2016)</p><p>Essa nova sensibilidade artística, apesar de heterogênea, pode ser resumida através da</p><p>atenção à forma e ao tema, assim como ao processo. A forma inclui cores saturadas, formas</p><p>simples, contornos relativamente nítidos e supressão do espaço profundo. O tema deriva de</p><p>fontes preexistentes e manufaturadas para consumo de massa.</p><p>(David McCarthy. Movimentos da arte moderna, 2002. Adaptado.)</p><p>O comentário do historiador David McCarthy aplica-se à obra reproduzida em:</p><p>a)</p><p>(Andy Warhol. Elvis I, 1962.)</p><p>b)</p><p>(Pablo Picasso. As senhoritas de Avignon, 1907.)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 111</p><p>c)</p><p>(Jackson Pollock. Convergência, 1952.)</p><p>d)</p><p>(Henri Matisse. Interior, jarra com peixes</p><p>vermelhos, 1914.)</p><p>e)</p><p>(Kasemir Malevitch. Cruz Negra, 1923.)</p><p>Comentários: A obra descrita no enunciado conta com as seguintes características:</p><p>➢ Atenção à forma e ao tema, assim como ao processo.</p><p>➢ Cores saturadas, formas simples, contornos relativamente nítidos e supressão do espaço</p><p>profundo.</p><p>➢ Tema derivado de fontes preexistentes e manufaturadas para consumo de massa.</p><p>A chave para responder a essa questão estaria na expressão consumo de massa. Essa expressão se liga à</p><p>ideia de indústria cultural e cultura</p><p>de massa. Chama-se de cultura de massa os produtos da indústria</p><p>cultural, ou seja, as expressões da cultura produzidas com o intuito de serem vendidas e gerar lucro.</p><p>Seu objetivo é atingir o grande público. Por vezes, algumas figuras podem simbolizar bastante esses</p><p>ideias. Pessoas como Marilyn Monroe e Elvis Presley se tornam ao longo do tempo muito conhecidas,</p><p>fazendo com que suas imagens sejam recriadas frequentemente em diferentes obras de arte. A Pop Art</p><p>é o movimento artístico que mais se apropria desses referenciais.</p><p>Assim, a obra que melhor representa essas características é Elvis I, de Andy Warhol, um dos principais</p><p>representantes da cultura pop.</p><p>Gabarito: A</p><p>21. (Uel - 2019)</p><p>Relacione as imagens às manifestações artísticas a seguir.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 112</p><p>(A) Representa a natureza e o cotidiano, bem como a visão do homem na captação de</p><p>formas simples.</p><p>(B) Ocupa espaços públicos, por meio de intervenções e performances artísticas,</p><p>estabelecendo a relação entre arte e cidade.</p><p>(C) Utiliza a pintura para causar efeitos ilusórios por meio da perspectiva arquitetônica das</p><p>cenas.</p><p>(D) Expressa o poder, respeitando as convenções, como a frontalidade e a indicação do lugar</p><p>das personagens na composição.</p><p>Assinale a alternativa que contém a associação correta.</p><p>a) I-B, II-D, III-A, IV-C.</p><p>b) I-C, II-A, III-D, IV-B.</p><p>c) I-C, II-B, III-A, IV-D.</p><p>d) I-D, II-A, III-C, IV-B.</p><p>e) I-D, II-C, III-A, IV-B.</p><p>Comentários:</p><p>A imagem I se refere à manifestação em C. Os afrescos romanos na parede são criados de tal modo que</p><p>possam criar ilusão de perspectiva e volume.</p><p>A imagem II se refere à manifestação em A. As pinturas pré-históricas em paredes imitam elementos</p><p>cotidianos e da natureza.</p><p>A imagem III se refere à manifestação em D. As imagens vistas aqui são mosaicos bizantinos, que</p><p>respeitam regras de frontalidade, sem se apegar a noções de perspectiva.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 113</p><p>A imagem IV se refere à manifestação em B. o grafite está numa superfície pública, um muro,</p><p>estabelecendo relação com a cidade.</p><p>Gabarito: B</p><p>22. (Uem - 2018)</p><p>Em relação às Artes Visuais, assinale o que for correto.</p><p>01) Artes visuais são as manifestações artísticas que abrangem o sentido da visão. Dentre</p><p>elas temos a Pintura, a Escultura, o Desenho e a Fotografia.</p><p>02) São elementos visuais básicos: ponto, linha, forma e cor.</p><p>04) As dimensões tradicionais do espaço são: altura, largura e lateralidade.</p><p>08) A Pintura, o Desenho e a Fotografia são artes consideradas bidimensionais, pois são</p><p>compostas apenas por duas dimensões.</p><p>16) Das manifestações visuais tridimensionais conhecidas da pré-história, as mais antigas</p><p>são as esculturas feitas em barro ou em argila.</p><p>Comentários:</p><p>O item 01 está correto, pois de fato as artes visuais, como o nome já aponta, são aquelas que podem ser</p><p>compreendidas e apreciadas a partir do sentido da visão.</p><p>O item 02 está correto, pois todos os elementos citados são considerados conceitos básicos para a</p><p>composição de obras visuais.</p><p>O item 04 está incorreto, pois as dimensões do espaço são altura, largura e profundidade.</p><p>O item 08 está correto, pois todas as linguagens citadas são realizadas em suportes bidimensionais.</p><p>O item 16 está incorreto, pois durante a pré-história se produziam objetos a partir de lascas de pedra e</p><p>ossos. Apenas posteriormente, com o advento do fogo, se criam os artefatos em argila.</p><p>Gabarito: 01 + 02 + 08 = 11.</p><p>23. (Uepg - 2018)</p><p>Sobre os elementos formais que caracterizam as linguagens artísticas, assinale o que for</p><p>correto.</p><p>01) Nas Artes Visuais, o volume pode ser percebido tanto pelo tato quanto pela visão e utiliza</p><p>aspectos bidimensionais como altura e largura.</p><p>02) Na música, a Melodia se define pelo conjunto de sons dispostos em ordem sucessiva.</p><p>04) O círculo cromático é um dos instrumentos que possibilita compreender a estrutura da</p><p>cor e nele podem ser visualizadas as cores primárias e as cores secundárias.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 114</p><p>08) O ponto é o sinal convencional das artes visuais e o elemento de base do sistema pelo</p><p>qual são impressas as imagens: a retícula tipográfica.</p><p>Comentários:</p><p>O item 01 está incorreto, pois obras bidimensionais não podem ser percebidas pelo tato.</p><p>O item 02 está correto, pois a definição de melodia é a sequência de notas e sons, harmonizados formando</p><p>uma linha melódica.</p><p>O item 04 está correto, pois a partir do círculo cromático é possível compreender as relações entre cores</p><p>primárias e secundárias, compreendendo sua formação.</p><p>O item 08 está correto, poisas imagens são impressas a partir de uma sucessão de pontos sobrepostos</p><p>em diferentes cores, à semelhança do que se fazia no pontilhismo.</p><p>Gabarito: 02 + 04 + 08 = 14.</p><p>24. (Estratégia Vestibulares – 2020 – Prof. Celina Gil)</p><p>A videodança é um produto híbrido realizado com a mistura entre o audiovisual e a dança e</p><p>tem como principal elemento o movimento. É diferente do mero registro documental de um</p><p>espetáculo porque pressupõe uma adaptação do que é captado do palco para a linguagem</p><p>televisiva ou a criação de danças concebidas especialmente para a projeção na tela. Isso</p><p>significa que os movimentos da câmera – travellings, panorâmicas, zoom in, zoom out –,</p><p>assim como a escolha dos planos, a montagem e a edição das cenas são tão importantes</p><p>para o resultado final quanto os movimentos capturados pelas lentes. Com isso, o vídeo</p><p>deixa de ser apenas meio para se transformar em um “sistema de expressão”, conforme</p><p>descreve o pesquisador Arlindo Machado (1949). Apesar de adotar o termo “vídeo” em sua</p><p>nomenclatura, a videodança pode ser produzida tanto no meio eletrônico e digital quanto</p><p>em película cinematográfica.</p><p>VIDEODANÇA . In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível</p><p>em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo14324/videodanca>. Acesso em: 31 de Ago. 2020. Verbete da</p><p>Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7</p><p>Segundo o texto, a videodança</p><p>a) é um registro documental de um espetáculo, que se torna popular a partir do século XX,</p><p>em diálogo com o cinema.</p><p>b) demanda um pensamento tanto na coreografia quanto nos movimentos de câmera e</p><p>edição para compor a obra.</p><p>c) é um termo para um tipo de filmagem que leva em consideração os movimentos de</p><p>câmera dinâmicos.</p><p>d) consiste em um sistema de expressão contemporâneo do audiovisual, ligado ao cinema</p><p>digital e em vídeo.</p><p>e) é um gênero de cinema contemporâneo que consiste em retratar narrativas ligadas ao</p><p>mundo da dança.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 115</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta, pois o texto aponta que a videodança não é um simples registro. Os</p><p>movimentos de câmera são pensados para dialogar narrativamente com a coreografia.</p><p>A alternativa B está correta, pois o texto aponta que “É diferente do mero registro documental de um</p><p>espetáculo porque pressupõe uma adaptação do que é captado do palco para a linguagem televisiva ou</p><p>a criação de danças concebidas especialmente para a projeção na tela”.</p><p>A alternativa C está incorreta, pois videodança são obras que contam com uma coreografia executada</p><p>fisicamente e uma filmagem cujos movimentos de câmera acompanham a movimentação do performer.</p><p>A alternativa D está incorreta, pois o texto deixa claro que o registro cinematográfico em película</p><p>também é possível, não sendo exclusivamente ligada ao vídeo e ao digital.</p><p>A alternativa E está incorreta, pois não há nada no texto que indique que isso seria um gênero</p><p>cinematográfico, mas uma expressão artística.</p><p>Gabarito: B</p><p>25. (Estratégia Vestibulares – 2020 – Prof. Celina Gil)</p><p>A rua deve ser espaço democrático</p><p>e o teatro que nele é feito tem potência muito maior no</p><p>que diz respeito a afetar maior número de pessoas de todas as classes e gostos. Interessado</p><p>ou não no espetáculo, com foco direcionado a isto ou não, alguma percepção e reflexão é</p><p>possível a partir da relação estabelecida naquele momento. Não há desigualdades ou</p><p>distinções – todos são iguais sobre aquele chão de onde floresce a apresentação e a</p><p>participação de cada um. A cidade é o ambiente do espetáculo na sociedade pós-moderna.</p><p>O lugar do real e da fantasia, das catarses íntimas eclodirem a partir do público. (...) Assim,</p><p>entende-se que a própria cidade pode ser palco aberto, onde pretende-se discutir, dialogar</p><p>e entreter o público. A cidade como espaço de apropriação e de pertencimento,</p><p>transformando e reinventando.</p><p>(Disponível em <http://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/ricultsociedade/article/view/10492> Acesso</p><p>em 20 nov. 2020)</p><p>A partir da descrição no texto, apreende-se que o teatro de rua</p><p>a) dialoga de maneira política com a sociedade em que se encontra, pois ocupa o espaço</p><p>público de maneira sincrética.</p><p>b) obriga o espectador a olhar a produção artística, o que nem sempre gera uma boa</p><p>recepção por parte do público.</p><p>c) cria uma maior preservação da arte, já que não cobra ingressos para a entrada do público</p><p>nos locais de apresentação.</p><p>d) elabora questões irreais, criando elementos para os espetáculos próximos da fantasia e</p><p>do realismo fantástico.</p><p>e) transforma a cidade de maneira permanente, já que precisa reelaborar locais de</p><p>passagem para que sejam cenários.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está correta, pois o texto afirma que ninguém fica imune ao teatro de rua, já que ele</p><p>ocupa todos os espaços, se abrindo para o olhar do público de maneira indiscriminada. . Se pensamos</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 116</p><p>em política como algo que diz respeito à relação do cidadão com o espaço público, o entendimento de</p><p>que a rua pode ser um espaço de ocupação artística, não só de passagem, é um ato modificador.</p><p>A alternativa B está incorreta, pois não há nada no texto que indique que o público não recebe bem,</p><p>mas que ele não fica nunca imune ao que ocorre.</p><p>A alternativa C está incorreta, pois a rua não exige o pagamento de ingressos. Além disso, o texto</p><p>aponta para uma democratização da arte, não maior preservação.</p><p>A alternativa D está incorreta, pois a ideia de fantasia aqui não é necessariamente de gênero literário,</p><p>mas de criação de outro mundo, como proporcionado pelas artes cênicas.</p><p>A alternativa E está incorreta, pois o espetáculo é perene, não permanente. Assim, não há uma</p><p>modificação para sempre.</p><p>Gabarito: A</p><p>26. (Estratégia Vestibulares – 2020 – Prof. Celina Gil)</p><p>Desde que o projeto Graphic MSP foi lançado em 2012 temos visto os personagens de</p><p>Mauricio de Sousa se aventurando cada vez mais em temas que dificilmente seriam</p><p>explorados com tanta seriedade nos quadrinhos normais da Turma da Mônica, como</p><p>bullying por exemplo. E esse mês chegou às bancas uma nova história desse projeto que fala</p><p>sobre um dos temas mais importantes de se debater atualmente na sociedade: racismo.</p><p>Jeremias – Pele é obra do roteirista Rafael Calça e do desenhista Jefferson Costa, nessa</p><p>história conhecemos um pouco mais sobre a vida de Jeremias na escola e com seus pais e</p><p>como ele tem uma vida feliz e normal para um menino da sua idade, até que ele é</p><p>confrontado com a realidade do racismo. O quadrinho acompanha Jeremias tentando</p><p>entender por que alguém se acha no direito de o tratar de forma diferente por causa da cor</p><p>de sua pele e como os pais dele tem a difícil missão de explicar para ele o que é racismo e</p><p>como isso infelizmente ainda faz parte da nossa sociedade em todos os níveis.</p><p>O tema é abordado pelos autores de forma realista e educativa, tratando do tema de</p><p>modo que o público infantil consiga entender o quão cruel e errado o preconceito racial é.</p><p>Como um bônus o quadrinho ainda traz um texto do rapper Emicida.</p><p>Jeremias – Pele é a 18ª graphic novel lançada pela MSP e a primeira a ter um</p><p>protagonista negro.</p><p>(Disponível em <https://nerdivinas.com.br/jeremias-pele-nova-graphic-novel-da-msp-tem-racismo-como-tema></p><p>Acesso em 20 nov. 2020)</p><p>A importância da publicação da tirinha, no contexto da trajetória das histórias em</p><p>quadrinhos no tempo, é de</p><p>a) tratar de maneira lúdica sobre a história de uma personagem pouco conhecida pela</p><p>maioria dos leitores do universo.</p><p>b) colocar no centro da história uma personagem de uma minoria sub-representada no</p><p>protagonismo das HQs.</p><p>c) abordar de maneira realista um problema tipicamente brasileiro que é a desigualdade</p><p>social entre brancos e negros.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 117</p><p>d) acompanhar a evolução de uma personagem de maneira inédita da trajetória dos</p><p>quadrinhos da companhia.</p><p>e) retratar pessoas de diferentes etnias numa mesma história, mostrando pessoas que</p><p>convivem de maneira pacífica.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta, pois a importância está em abordar a vivência do racismo e do bullying</p><p>contra negros, não no pouco destaque da personagem.</p><p>A alternativa B está correta, pois há poucos exemplos ao longo da história das HQs de protagonistas</p><p>negros. No próprio contexto expresso, fica claro o ineditismo da personagem principal ser negra.</p><p>A alternativa C está incorreta, pois esse não é um problema tipicamente brasileiro. A desigualdade racial</p><p>e o racismo não podem ser considerados apenas problemas do Brasil.</p><p>A alternativa D está incorreta, pois o mais importante é retratar o racismo e colocar uma personagem</p><p>negra como protagonista, não necessariamente a evolução interna da personagem.</p><p>A alternativa E está incorreta, pois o HQ é descrito como uma história sobre preconceito, indicando que</p><p>não há uma convivência pacífica.</p><p>Gabarito: B</p><p>27. (Estratégia Vestibulares – 2020 – Celina Gil)</p><p>Uma exposição em cartaz no Museu de Artes e Indústrias de Hamburgo, na Alemanha,</p><p>inova ao abordar tatuagens como obras de arte.</p><p>“Nossa pele é uma dádiva, é um tipo especial de tela”, afirma Susanna Kumschick,</p><p>antropóloga suíça que fez a curadoria da mostra. Ela conta que foi motivada a realizar a</p><p>exibição pela necessidade de olhar para corpos pintados de um novo ângulo.</p><p>“Na antropologia, a tatuagem é um grande assunto, porque é observada em tantas</p><p>culturas e tradições. Mas comecei a pesquisar e percebi que ela nunca tinha sido abordada</p><p>em museus de arte ou design, apenas em museus de história e civilização”, conta.</p><p>Segundo Kumschick, a volta do interesse do público e das organizações culturais pelas</p><p>tatuagens é em parte explicada pela arte que explora a imagem corporal. A autora destaca</p><p>a obra da artista performática austríaca Valie Export: “Em 1970, ela tatuou uma cinta-liga</p><p>em sua perna, ao ar livre, durante uma performance. Foi uma das primeiras mulheres a</p><p>criticar a maneira como as pessoas olham para o corpo feminino”, explica a curadora.</p><p>(Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/03/150324_vert_cul_exposicao_tatuagens_ml></p><p>Acesso em 16 jun. 2020)</p><p>Segundo o texto, a tatuagem e a arte corporal de modo geral podem ser compreendidas a</p><p>partir de</p><p>a) um olhar europeu, que olha para outras sociedades a partir de uma perspectiva da</p><p>colonização ou exotização.</p><p>b) uma perspectiva histórica e etnográfica, olhando para as diversas expressões que usam o</p><p>corpo como suporte.</p><p>c) uma ideia de que o trabalho usando o corpo como suporte é sempre ligado ao processo</p><p>de feitura da obra, não só o resultado final.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 118</p><p>d) uma noção de que não se pode compreender as tatuagens ou demais modos de pintura</p><p>corporal como passíveis de exposição.</p><p>e) um ideal feminista de arte, que coloca a mulher no centro da produção artística e cultural</p><p>no campo da arte corporal.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta, pois não se pode apontar a partir do texto que haja uma ideia de tratar o</p><p>outro de maneira exótica, mas sim de valorizar diferentes expressões artísticas.</p><p>A alternativa B está correta, pois o texto aponta para os usos da tatuagem por diversas civilizações e em</p><p>diferentes contextos, ainda que tenham sido pouco exploradas. Os “corpos pintados” citados, por</p><p>exemplo, remetem não só a tatuagens como a pinturas corporais, por exemplo. No contemporâneo,</p><p>pode-se observar diálogos com a performance, como no caso da performance dos anos 1970.</p><p>A alternativa C está incorreta, pois não há nada no texto que aponte apenas para uma valorização do</p><p>processo de feitura das artes corporais, ainda que se mencione uma performance que o processo de</p><p>fazer a tatuagem fosse a própria ação artística.</p><p>A alternativa D está incorreta, pois o texto aponta o contrário: que há espaço para a exposição de</p><p>diferentes tipos de obras de arte, inclusive a própria tatuagem e as artes corporais.</p><p>A alternativa E está incorreta, pois a artista que discute questões de gênero é apenas um exemplo de</p><p>uso da tatuagem como arte. Não quer dizer que as artes corporais sejam necessariamente ligadas a</p><p>gênero.</p><p>Gabarito: B</p><p>28. (Estratégia Vestibulares – 2021)</p><p>Texto I:</p><p>(Disponível em: https://www.culturagenial.com/fotos-sebastiao-salgado/ Acesso em 22 de julho de 2021)</p><p>Texto II:</p><p>Esse é dos poucos registros com apenas um personagem da série de fotografias dos</p><p>trabalhadores das minas. O homem, numa posição de esforço, carrega um saco de terra nas</p><p>costas distribuindo o peso com a ajuda da cabeça.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 119</p><p>Em primeiro plano vemos uma mão, de outro colega, um ângulo que estimula o espectador</p><p>a pensar em múltiplas possíveis leituras: iria o colega ajudá-lo? Seria um sinal de que o</p><p>colega já havia passado por essa situação e, por isso, logo o pesadelo teria fim?</p><p>A exposição Gold − Mina de Ouro Serra Pelada foi inaugurada em São Paulo com curadoria</p><p>da esposa do fotógrafo - Lélia Wanick Salgado. Foram expostas 56 fotografias (31 inéditas,</p><p>as outras já haviam sido divulgadas em uma publicação da Taschen).</p><p>A mostra também passou por outros destinos, como Estocolmo, Londres, Fuenlabrada e</p><p>Tallin. A série, que virou livro, traz a interessante provocação do fotógrafo que traduz o que</p><p>o motivou a realizar o trabalho:</p><p>"O que tem esse metal amarelo e opaco que leva os homens a abandonar os seus lugares,</p><p>vender os seus pertences e cruzar um continente para arriscar a sua vida, os seus ossos e a</p><p>sua sanidade por um sonho?" Sebastião Salgado</p><p>(Disponível em: https://www.culturagenial.com/fotos-sebastiao-salgado/ Acesso em 22 de julho de 2021)</p><p>Na leitura dos dois textos, há um teor crítico à condição sub-humana enfrentada pelos</p><p>trabalhadores em minas. Percebe-se, com isso, o papel da arte em</p><p>a) evidenciar a trajetória humana em busca da construção de sua subjetividade.</p><p>b) elaborar a visão do homem como aquele que empreende e transforma o mundo.</p><p>c) denunciar a falta de humanidade a que alguns são submetidos para conseguirem</p><p>sobreviver no atual sistema políticoeconômico.</p><p>d) colaborar para a harmonia entre culturas diversas.</p><p>e) estabelecer a leitura de mundo por meio da qual cada indivíduo enxerga sua realidade.</p><p>Comentários:</p><p>A letra A está incorreta pois os textos exploram a crítica ao trabalho como algo que pode desumanizar</p><p>os indivíduos.</p><p>A letra B está incorreta pois a visão é negativa em relação às empreitadas humanas.</p><p>A letra C está correta pois a série busca a reflexão sobre o comportamento humano de gana, o que traz</p><p>grande risco para a vida dos indivíduos.</p><p>A letra D está incorreta pois não há menção à harmonia, mas sim à exploração do problema em diversos</p><p>locais, demonstrando sua relevância.</p><p>A letra E está incorreta pois trata-se de textos com críticas específicas à realidade objetiva dos</p><p>indivíduos.</p><p>Gabarito: C</p><p>29. (Estratégia Vestibulares – 2021)</p><p>No decorrer da sua história secular, as lógicas produtivas do sistema mudaram. Não estamos</p><p>mais no tempo em que produção industrial e cultura remetiam a universos separados,</p><p>radicalmente inconciliáveis; estamos no momento em que os sistemas de produção, de</p><p>distribuição e de consumo são impregnados, penetrados, remodelados por operações de</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 120</p><p>natureza fundamentalmente estética. O estilo, a beleza, a mobilização dos gostos e das</p><p>sensibilidades se impõem cada dia mais como imperativos estratégicos das marcas: é um</p><p>modo de produção estético que define o capitalismo de hiperconsumo.</p><p>Nas indústrias de consumo, o design, a moda, a publicidade, a decoração, o cinema, o show</p><p>business criam em massa produtos carregados de sedução, veiculam afetos e sensibilidade,</p><p>moldando um universo estético proliferante e heterogêneo pelo ecletismo dos estilos que</p><p>nele se desenvolvem. Com a estetização da economia, vivemos num mundo marcado pela</p><p>abundância de estilos, de design, de imagens, de narrativas, de paisagismo, de espetáculos,</p><p>de músicas, de produtos cosméticos, de lugares turísticos, de museus e de exposições.</p><p>LIPOVETSKY, Gilles e SERROY, Jean. A estetização do mundo – viver na era do capitalismo artista. São Paulo:</p><p>Companhia das Letras, 2013.</p><p>Os autores abordam no texto uma característica do mercado envolvendo a arte e a cultura</p><p>na sociedade contemporânea. Essa característica pode ser entendida como uma:</p><p>a) elevação da propaganda e dos bens de consumo cotidianos aos status de arte, podendo</p><p>ser expostos.</p><p>b) contaminação das formas artísticas com a estética e linguagem da propaganda e dos bens</p><p>de consumo.</p><p>c) hierarquização entre arte e artesanato que persiste nos museus e galerias, influenciando</p><p>o consumo.</p><p>d) mudança na forma como comerciais são feitos, hoje contando, por exemplo, com equipes</p><p>cinematográficas.</p><p>e) penetração da estética nos bens de consumo, tensionando a separação entre arte, cultura</p><p>e mercado.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta, pois isso não está no texto. O texto apenas aponta uma contaminação</p><p>estética, não necessariamente uma elevação da propaganda.</p><p>A alternativa B está incorreta, pois o texto fala o contrário: sobre a arte influenciando esteticamente</p><p>bens de consumo.</p><p>A alternativa C está incorreta, pois o texto não aborda a questão da arte e do artesanato.</p><p>A alternativa D está incorreta, pois em nenhum momento do texto é falado sobre as equipes, apenas</p><p>sobre a nova estética estabelecida.</p><p>A alternativa E está incorreta, pois o que o texto aponta é que hoje os bens de consumo se aproveitam</p><p>da estética e de conceitos antes reservados ao campo da arte da cultura.</p><p>Gabarito: E</p><p>30. (Estratégia Vestibulares – 2021)</p><p>O termo instalação é incorporado ao vocabulário das artes visuais na década de 1960,</p><p>designando assemblage ou ambiente construído em espaços de galerias e museus. As</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 121</p><p>dificuldades de definir os contornos específicos de uma instalação datam de seu início e</p><p>talvez permaneçam até hoje. Quais os limites que permitem distinguir com clareza a arte</p><p>ambiental, a assemblage, certos trabalhos minimalistas e a instalações? As ambiguidades</p><p>que apresentam desde a origem não podem ser esquecidas, tampouco devem afastar o</p><p>esforço de pensar as particularidades dessa modalidade de produção artística que lança a</p><p>obra no espaço, com o auxílio de materiais muito variados, na tentativa de construir um</p><p>certo ambiente ou cena, cujo movimento é dado pela relação entre objetos, construções, o</p><p>ponto de vista e o corpo do observador. Para a apreensão da obra é preciso percorrê-la,</p><p>passar entre suas dobras e aberturas, ou simplesmente caminhar pelas veredas e trilhas que</p><p>ela constrói por meio da disposição das peças, cores e objetos.</p><p>(Disponível em <https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo3648/instalacao></p><p>Acesso em 14 dez. 2020)</p><p>Segundo o texto, a instalação pressupõe a existência de:</p><p>a) repertório erudito em artes.</p><p>b) espaços públicos de exposição.</p><p>c) equipe semelhante às teatrais.</p><p>d) interação do público com a obra.</p><p>e) uma pequena gama de materiais.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta, pois em nenhum momento se afirma que seria preciso um repertório</p><p>elevado.</p><p>A alternativa B está incorreta, pois o texto também fala em galerias e museus como possíveis espaços</p><p>para instalações.</p><p>A alternativa C está incorreta, pois não se fala da divisão de equipes do teatro no texto.</p><p>A alternativa D está correta, pois o texto afirma que “Para a apreensão da obra é preciso percorrê-la,</p><p>passar entre suas dobras e aberturas, ou simplesmente caminhar pelas veredas e trilhas que ela constrói</p><p>por meio da disposição das peças, cores e objetos”.</p><p>A alternativa E está incorreta, pois o texto fala que é possível usar uma grande diversidade de materiais.</p><p>Gabarito: D</p><p>31. (Estratégia Vestibulares – 2021)</p><p>O termo se refere a um procedimento nas artes plásticas, principalmente nas artes moderna</p><p>e contemporânea, em que o artista faz uso de imagens já consagradas na história da arte,</p><p>como referência na composição de seu próprio trabalho. Essa citação, que pode ser implícita</p><p>ou explícita, acaba por evocar um diálogo entre artistas e obras, de diferentes períodos e</p><p>estilos, criando novos contextos para uma mesma imagem.</p><p>CITACIONISMO . In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: . Acesso</p><p>em: 24 de Jul. 2020.</p><p>Pode-se dizer que a imagem que se enquadra nesse tipo de procedimento é</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 122</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 123</p><p>d)</p><p>e)</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta, pois aqui o artista fez uso de um bem de consumo e o ressignificou em</p><p>arte, não reelaborou uma obra de arte existente.</p><p>A alternativa B está incorreta, pois aqui o artista fez uso de um objeto cotidiano e o ressignificou em</p><p>arte, não reelaborou uma obra de arte existente.</p><p>A alternativa C está correta, pois aqui há uma obra conhecida reelaborada a partir da adição de um</p><p>bigode.</p><p>A alternativa D está incorreta, pois aqui há um objeto do cotidiano que se torna uma peça de museu cm</p><p>valor de arte a partir de nosso olhar contemporâneo, não há a ressignificação de uma obra de arte.</p><p>A alternativa E está incorreta, pois aqui há uma tapeçaria que, independentemente de ser uma técnica</p><p>têxtil, não deixa de ser uma obra de arte.</p><p>Gabarito: C</p><p>32. (Estratégia Vestibulares – 2021)</p><p>A expressão indica um gênero pictórico -caracterizado pela representação de personagens</p><p>e cenas da mitologia greco-romanas -que tem um longo trajeto na história da arte. Nasce na</p><p>Grécia e em Roma, como pintura religiosa, e se desenvolve no Ocidente, sobretudo no</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 124</p><p>Renascimento e no neoclassicismo, ora como exaltação da antiguidade, ora com sentido</p><p>alegórico (por exemplo, Vênus como representação da beleza; Minerva, da sabedoria; Marte</p><p>como personificação da guerra e assim por diante).</p><p>(Verbete de “Pintura Mitológica”, Enciclopédia Itaú Cultural. Disponível em</p><p><https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo3822/pintura-mitologica> Acesso em 15 mai. 2020)</p><p>Verifica-se uma pintura que se enquadra na categoria de pintura mitológica na seguinte</p><p>obra:</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 125</p><p>d)</p><p>e)</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está INCORRETA, pois esse quadro apresenta uma imagem religiosa cristã, ou seja, não</p><p>se enquadra na necessidade de referência à mitologia grega.</p><p>A alternativa B está INCORRETA, pois essa é uma imagem secular, ou seja, não faz referência a religiões,</p><p>representando uma mulher comum na água.</p><p>A alternativa C está CORRETA, pois ainda que haja a presença de um imaginário cristão na figura de</p><p>cupido próxima à iconografia de um anjo, essa é uma imagem clássica da mitologia greco-romana:</p><p>Vênus e Cupido, os nomes latinos de Afrodite e Eros.</p><p>A alternativa D está INCORRETA, pois esse quadro apresenta uma imagem religiosa cristã, ou seja, não</p><p>se enquadra na necessidade de referência à mitologia grega.</p><p>A alternativa E está INCORRETA, pois essa é uma imagem secular, ou seja, não faz referência a religiões,</p><p>representando uma mulher comum na água.</p><p>Gabarito: C</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 126</p><p>33. (Estratégia Vestibulares – 2021)</p><p>A MODA NÃO É UNIVERSAL. Não é um fenômeno que exista em toda parte e em todos os</p><p>tempos. Suas raízes não estão nem na natureza humana nem em mecanismos de grupo em</p><p>geral. Mas desde que surgiu pela primeira vez em uma sociedade, levou um número cada</p><p>vez maior de outras sociedades e áreas sociais a seguirem sua lógica.</p><p>Afirma-se em geral que a moda no vestuário teve suas origens no fim do período medieval,</p><p>possivelmente no início do Renascimento, talvez em conexão com a expansão do</p><p>capitalismo mercantil. Costuma-se dizer que não podemos falar de moda na Antiguidade</p><p>grega e romana no sentido em que o fazemos hoje, porque não havia autonomia estética</p><p>individual na escolha das roupas – ainda que houvesse certas possibilidades de variação. O</p><p>vestuário europeu tinha mudado relativamente pouco da era romana até o século XIV.</p><p>Embora tivesse havido, é claro, variações nos materiais e nos detalhes das roupas, para</p><p>todos os efeitos sua forma permaneceu inalterada. Em geral, ricos e pobres usavam roupas</p><p>com formas semelhantes, embora os ricos mandassem fazer as suas de materiais mais caros</p><p>e usassem ornamentos. O impulso para se enfeitar não é em absoluto um fenômeno recente</p><p>na história humana, mas as coisas com que as pessoas se enfeitavam no mundo pré-</p><p>moderno nada tinham a ver com moda. Os vikings, por exemplo, mostravam grande</p><p>preocupação com a aparência, e costumavam usar, entre outras coisas, um pente</p><p>pendurado no cinto, ao lado de símbolos de posição social – mas não existiram modas</p><p>vikings. As sociedades pré-modernas são conservadoras. Nelas, as pessoas podem usar</p><p>ornamentos simples ou sofisticados e podem ter extremo interesse em fenômenos</p><p>estéticos, mas é uma característica recorrente que coisas como penteados, roupas e joias</p><p>permaneçam mais ou menos inalterados ao longo de gerações. Os romanos da Antiguidade</p><p>eram vaidosos, homens e mulheres usando maquiagem e perfume, o cabelo tingido e</p><p>anelado, quando não usavam peruca. Mas esses estilos eram também muito duradouros.</p><p>Ocasionalmente, o estilo de um país podia se tornar apreciado em outro, levando a uma</p><p>súbita mudança – como quando os gregos começaram a raspar suas barbas para se</p><p>parecerem com Alexandre Magno. Uma mudança de estilo como essa, entretanto, não pode</p><p>ser propriamente qualificada de moda, porque dali em diante os gregos mantiveram suas</p><p>faces e queixos escanhoados. O que aconteceu foi a substituição de uma norma estética</p><p>duradoura por outra, sem que mudanças subsequentes pareçam ter sido desejadas ou</p><p>mesmo consideradas. Para que possamos falar de “moda”, não basta que ocorra uma</p><p>mudança de raro em raro. A moda só se configura quando a mudança é buscada por si</p><p>mesma, e ocorre de maneira relativamente frequente.</p><p>(SVENDSEN, Lars. Moda: uma filosofia. Companhia das Letras. São Paulo: Companhia das Letras, 2013)</p><p>A partir do texto, julgue os itens:</p><p>- Objetos de uso pessoal, como pentes, joias e adereços de modo geral são considerados,</p><p>após a passagem do tempo, como peças de museu de valor expográfico, ainda que não</p><p>tenham sido criados originalmente com a intenção de serem obras de arte.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 127</p><p>C) Certo.</p><p>E) Errado.</p><p>- A apreciação</p><p>do estilo de um povo por outro não é necessariamente um processo de</p><p>apropriação -cultural, porque esse intercâmbio não se passa de maneira obrigatória por</p><p>questões de opressão ou dominação, mas pela possibilidade de troca mútua entre culturas.</p><p>- Certo.</p><p>- Errado.</p><p>Comentários:</p><p>- CERTO</p><p>Muitos objetos expostos no museu, desde adereços pessoais até objetos de uso cotidiano, não foram</p><p>pensados como obras de arte. Ainda assim, por serem registros de civilizações anteriores, possuem valor</p><p>de exposição para museus.</p><p>- CERTO</p><p>Há uma diferença entre apropriação e intercâmbio cultural. A apropriação é fruto de um processo de</p><p>dominação e opressão, em que o opressor assume para si elementos de culturas hierarquicamente</p><p>menos valorizadas. O intercâmbio cultural é a troca mútua entre referenciais. Nem todo encontro</p><p>cultural, portanto, é intercâmbio nem apropriação. As circunstâncias variam.</p><p>Gabarito: C - C</p><p>34. (Estratégia Vestibulares – 2021)</p><p>Leia o texto de Graça Proença para responder à questão</p><p>Muitos dos objetos expostos em museus ou que fazem parte da nossa vida diária têm uma</p><p>utilidade evidente: basta vê-los para logo sabermos para que servem; outros, por serem</p><p>mais complexos, exigem que alguém mais informado nos explique seu funcionamento e sua</p><p>finalidade. Contudo, o ser humano também produz coisas que, apesar de não terem uma</p><p>utilidade imediata, sempre estiveram presentes em sua vida. É a respeito delas que nos</p><p>perguntamos por que para que foram feitas.</p><p>A resposta a essa pergunta nos mostra que o homem cria objetos não apenas para se servir</p><p>utilitariamente deles, mas também para expressar seus sentimentos diante da vida e, mais</p><p>ainda, para expressar sua visão do momento histórico em que vive. Essas criações</p><p>constituem as obras de arte e também contam – talvez de forma muito mais fiel - a história</p><p>dos homens ao longo dos séculos. Segundo Ruskin, crítico de arte inglês, "as grandes nações</p><p>escrevem sua autobiografia em três volumes: o livro de suas ações, o livro de suas palavras</p><p>e o livro de sua arte". E acrescenta: "nenhum desses três livros pode ser compreendido sem</p><p>que se tenham lido os outros dois, mas desses três, o único em que se pode confiar é o</p><p>último".</p><p>(História da arte, 2007)</p><p>Segundo o conceito de arte exposto no texto,</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 128</p><p>a) tudo aquilo que é exposto em um museu adquire o status de arte na medida em que</p><p>informam sobre seu funcionamento da época.</p><p>b) não é necessariamente uma criação humana, uma vez que pode ser uma produção natural</p><p>do período em que foi encontrada.</p><p>c) uma obra de arte não tem funcionalidade prática, ainda que seja capaz de expressar</p><p>sentimentos e visões de mundo.</p><p>d) os livros podem ser considerados obras de arte na medida em que representem ações e</p><p>palavras, bem como obras.</p><p>e) o registro menos fiel de um tempo são suas produções artísticas, entendendo que podem</p><p>ser permeadas por subjetividades.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta, pois o texto aponta que os instrumentos feitos para o dia a dia não são</p><p>objetos artísticos, mesmo que nos informem sobre o período em que foram criados.</p><p>A alternativa B está incorreta, pois, segundo o texto, obras de arte são criações, não elementos naturais</p><p>ou coletados na natureza.</p><p>A alternativa C está correta, pois o texto aponta que “o homem cria objetos não apenas para se servir</p><p>utilitariamente deles, mas também para expressar seus sentimentos diante da vida e, mais ainda, para</p><p>expressar sua visão do momento histórico em que vive”. Não são objetos criados para ter utilidade</p><p>prática, mas sim para serem fruídos de maneira estética.</p><p>A alternativa D está incorreta, pois os livros aqui são apenas uma metáfora para a construção social e</p><p>cultural das sociedades.</p><p>A alternativa E está incorreta, pois, segundo o texto, a arte é mais confiável que os relatos, porque</p><p>expressa verdadeiramente o espírito de seu tempo.</p><p>Gabarito: C</p><p>35. (Estratégia Vestibulares – 2020)</p><p>Um tema frequente para a pintura ocidental são as cenas históricas. São obras que</p><p>representam fatos históricos de modo geral. Costumam ser obras de grandes dimensões e</p><p>eram frequentemente realizadas sob encomenda. São empregadas também em momentos</p><p>em que se deseja reforçar as ideias de nação e constituição de um povo.</p><p>Tendo em vista a definição acima, a obra que apresenta como tema uma cena histórica é</p><p>a)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 129</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 130</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta, pois essa imagem é um retrato, não representa uma cena histórica.</p><p>A alternativa B está incorreta, pois essa imagem é um retrato, não representa uma cena histórica.</p><p>A alternativa C está incorreta, pois essa imagem é uma cena mitológica, não representa uma cena</p><p>histórica.</p><p>A alternativa D está correta, pois essa imagem mostra uma cena histórica, demonstrando uma das</p><p>maiores vitórias de Napoleão Bonaparte.</p><p>A alternativa E está incorreta, pois essa imagem é uma cena religiosa, não representa uma cena</p><p>histórica.</p><p>Gabarito: D</p><p>36. (Estratégia Vestibulsres – 2020)</p><p>A apropriação cultural acontece quando elementos de uma cultura são adotados por</p><p>indivíduos que não pertencem a esta cultura. Isso inclui o uso de acessórios e roupas, a</p><p>exploração de símbolos religiosos, o sequestro de tradições e de manifestações artísticas. A</p><p>apropriação cultural é especialmente terrível quando se trata de elementos de uma cultura</p><p>historicamente marginalizada e explorada.</p><p>A linha entre apropriação cultural e intercâmbio cultural é tênue. Intercâmbio cultural é um</p><p>fenômeno natural e bem frequente. Mas a apropriação cultural é um processo bem</p><p>problemático que precisa ser mais bem compreendido, pois dá uma margem enorme para</p><p>que elementos de uma cultura sejam banalizados, trivializados e estereotipados. Um grande</p><p>problema de sequestrar elementos de culturas não dominantes e adotá-los de maneira</p><p>descontextualizada, é que as pessoas que fazem a apropriação se beneficiam dos aspectos</p><p>que julgam “interessantes” de uma cultura, ignorando os significados reais desses</p><p>elementos, enquanto os membros dessa cultura tem que lidar com opressão diariamente.</p><p>(Disponível em <https://www.ceert.org.br/noticias/historia-cultura-arte/14591/apropriacao-cultural> Acesso em 15</p><p>jul. 2020)</p><p>Sobre o texto, é correto afirmar que a apropriação cultural</p><p>a) reforça relações de dominação no âmbito cultural.</p><p>b) é intrínseca às situações de intercâmbio cultural.</p><p>c) decorre do espólio material das culturas não dominantes.</p><p>d) ressignifica elementos marginalizados pela cultura de origem.</p><p>e) resulta do interesse genuíno sobre a cultura do Outro.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A é a resposta. Conforme destaca o texto, a apropriação cultural ocorre quando elementos</p><p>de uma cultura não dominante são apropriados por agentes que não pertencem àquela comunidade</p><p>cultural, com o intuito de conferir-lhes alguma vantagem. Na prática, isso reforça a marginalização dos</p><p>elementos identitários de grupos historicamente estigmatizados, afinal eles só dispõem de algum valor</p><p>quando associados aos grupos dominantes.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 131</p><p>A alternativa B está incorreta. De acordo com o próprio texto, nem todas as situações de intercâmbio</p><p>cultural implicam em apropriação.</p><p>A alternativa C está incorreta, pois essa apropriação não se dá por meio do roubo em sentido literal de</p><p>bens culturais, mas da incorporação não consentida de elementos culturais imateriais.</p><p>A alternativa D está incorreta, pois não há nada no texto que corrobore para ideia de que são</p><p>incorporados somente elementos desconsiderados pela sua comunidade cultural de origem.</p><p>A alternativa E está incorreta, pois essa incorporação é feita de maneira descontextualizada,</p><p>sem</p><p>considerar seus significados reais.</p><p>Gabarito: A</p><p>37. (Estratégia Vestibulares – 2020)</p><p>A ressignificação nas artes ocorre quando um artista cria uma obra a partir de um objeto</p><p>que não era originalmente artístico ou trabalhado artisticamente. Significa literalmente dar</p><p>novo significado a algo que já existe. No contemporâneo, muitas obras de arte partem desse</p><p>procedimento.</p><p>Tendo em vista a definição acima, a obra criada a partir da noção de ressignificação é</p><p>a)</p><p>b)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 132</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta, pois essa taça apresenta um trabalho artístico que indica que ela não foi</p><p>pensada apenas como objeto do cotidiano, mas como peça artística –ainda que não necessariamente</p><p>expositiva.</p><p>A alternativa B está incorreta, pois o sarcófago era pensado também como uma peça de trabalho</p><p>artístico além de ritual.</p><p>A alternativa C está correta, pois essa obra de Marcel Duchamp transformou um mictório em uma obra</p><p>de arte assinada. O objeto original foi modificado na medida em que era um objeto do cotidiano que</p><p>ganhou status de obra de arte ao ser colocado em exposição e assinado.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 133</p><p>A alternativa D está incorreta, pois o jarro tem um trabalho artístico envolvido. Além disso, ele não está</p><p>apresentado como uma obra diferente daquilo para que foi criado.</p><p>A alternativa E está incorreta, pois as iluminuras apresentavam trabalho artístico e eram consideradas</p><p>obras de arte, ainda que não fossem decorativas.</p><p>Gabarito: C</p><p>38. (Estratégia Vestibulares – 2020)</p><p>A metalinguagem, uma das funções da linguagem, muitas vezes tem sido usada como um</p><p>recurso artístico. Como função, ocorre sempre que a linguagem se volta para o seu próprio</p><p>código – por exemplo, quando perguntamos a alguém o significado de uma palavra</p><p>desconhecida. Na literatura, é um recurso capaz de criar distanciamento entre o leitor e a</p><p>obra. Daí o fato de ter sido largamente usada pelos autores modernistas, que tinham como</p><p>parte de seu projeto estético a intenção de despertar no leitor a consciência de que a arte é</p><p>um "fazer artístico".</p><p>Thaís Nicoleti de Camargo. Artigo: Metalinguagem é objeto de questão da Fuvest. Disponível em:</p><p><https://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u14483.shtml>. Acesso em: 01 maio 2020.</p><p>Das obras reproduzidas, aquela em que se observa o uso da metalinguagem é:</p><p>a)</p><p>Autorretrato com a Orelha Cortada, por Vincent Van Gogh.</p><p>b)</p><p>A Leitora, por Jean-Honoré Fragonard</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 134</p><p>c)</p><p>Autorretrato mole com bacon frito, por Salvador Dalí.</p><p>d)</p><p>Desenhando mãos, por M.C. Escher.</p><p>e)</p><p>Ilustração de Moda para o Diário Espanhol ABC, por Cecilio Pla.</p><p>Comentários</p><p>As alternativas A e C estão incorretas, pois se tratam de autorretratos nos quais não se observa</p><p>referência à linguagem utilizada pelos seus autores (pintura).</p><p>As alternativas B e E estão incorretas, pois se tratam de uma obras apenas se utilizam de outras</p><p>linguagens –a literatura e as artes visuais –como temas, não como recursos. Dessa forma, não são obras</p><p>metalinguísticas.</p><p>A alternativa D é a resposta, afinal Escher representa em seu desenho uma mão representando o</p><p>próprio ato de desenhar. Dessa maneira, trata-se de uma obra metalinguística</p><p>Gabarito: D</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 135</p><p>39. (Fuvest – 2018)</p><p>Uma obra de arte é um desafio; não a explicamos, ajustamo-nos a ela. Ao interpretá-la,</p><p>fazemos uso dos nossos próprios objetivos e esforços, dotamo-la de um significado que tem</p><p>sua origem nos nossos próprios modos de viver e de pensar. Numa palavra, qualquer gênero</p><p>de arte que, de fato, nos afete, torna-se, deste modo, arte moderna.</p><p>As obras de arte, porém, são como altitudes inacessíveis. Não nos dirigimos a elas</p><p>diretamente, mas contornamo-las. Cada geração as vê sob um ângulo diferente e sob uma</p><p>nova visão; nem se deve supor que um ponto de vista mais recente é mais eficiente do que</p><p>um anterior. Cada aspecto surge na sua altura própria, que não pode ser antecipada nem</p><p>prolongada; e, todavia, o seu significado não está perdido porque o significado que uma</p><p>obra assume para uma geração posterior é o resultado de uma série completa de</p><p>interpretações anteriores.</p><p>Arnold Hauser, Teorias da arte. Adaptado.</p><p>De acordo com o texto, a compreensão do significado de uma obra de arte pressupõe</p><p>a) o reconhecimento de seu significado intrínseco.</p><p>b) a exclusividade do ponto de vista mais recente..</p><p>c) a consideração de seu caráter imutável.</p><p>d) o acúmulo de interpretações anteriores.</p><p>e) a explicação definitiva de seu sentido.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta, pois o texto afirma que uma obra pode ser reinterpretada de maneiras</p><p>diferentes dependendo do momento histórico. Assim, não há significado intrínseco, pois ela pode ser</p><p>vista de diferentes modos.</p><p>A alternativa B está incorreta, pois o texto assume que a interpretação mais recente é herdeira das</p><p>anteriores. Não se deve supor uma hierarquia entre elas.</p><p>A alternativa C está incorreta, pois assume-se que a obra de arte é mutável, ou seja, sua interpretação e</p><p>significado pode variar de acordo com o momento histórico.</p><p>A alternativa D está correta. No trecho “Cada geração as vê sob um ângulo diferente e sob uma nova</p><p>visão; nem se deve supor que um ponto de vista mais recente é mais eficiente do que um anterior. Cada</p><p>aspecto surge na sua altura própria, que não pode ser antecipada nem prolongada; e, todavia, o seu</p><p>significado não está perdido porque o significado que uma obra assume para uma geração posterior é o</p><p>resultado de uma série completa de interpretações anteriores” fica claro que o autor presume que a</p><p>obra de arte é resultado de uma sequência de interpretações ao longo do tempo, nenhuma superior à</p><p>outra.</p><p>A alternativa E está incorreta, pois se há a possibilidade de novas interpretações para uma obra de arte,</p><p>então não é possível dizer que há explicação definitiva de sentido.</p><p>Gabarito: D</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 136</p><p>40. (Uel - 2019)</p><p>Na contemporaneidade, vivemos o predomínio das imagens visuais, conforme sugere a</p><p>figura. Nesse aspecto, percebê-las como portadoras de conceitos e sentidos leva teóricos a</p><p>discutirem sobre a necessidade da alfabetização visual. Tanto a imagem quanto a sua leitura</p><p>produzem conceitos e transformam a percepção da realidade e seu contexto cultural.</p><p>Com base nas concepções de leitura de imagem e cultura visual, atribua V (verdadeiro) ou F</p><p>(falso) às afirmativas a seguir.</p><p>( ) Ao ler a imagem, cruzamos informações do objeto, suas características formais,</p><p>cromáticas, com informações do leitor, seu conhecimento, suas deduções, imaginação.</p><p>Dessa forma, a leitura implica o que vemos e o que conhecemos.</p><p>( ) Ao ler a imagem, percebemos que não existem receptores nem leitores, mas</p><p>construtores de significados que leem a partir de suas referências culturais.</p><p>( ) Ao ler a imagem, consideramos que os objetos de estudo e a produção envolvem os</p><p>modos de ver, sentir e imaginar, e que a percepção é uma interpretação, significação dada</p><p>pelo espectador/observador.</p><p>( ) Ao ler a imagem, compreendemos que ela constitui um modo de linguagem na</p><p>composição e envolve a compreensão das mensagens em diversos níveis, considerando os</p><p>seus elementos estruturais.</p><p>( ) Ao ler a imagem, identificamos um sinal com significado único, os símbolos visuais são</p><p>dispostos a fim de representar as imagens de modo sistemático e baseado nas regras da</p><p>linguagem articulada.</p><p>Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.</p><p>a) V, V, V, V, F.</p><p>b) V, V, V, F. F.</p><p>c) F, V, F, V, F.</p><p>– 2020)</p><p>O volume é aquilo que determina a tridimensionalidade de uma obra de arte, seja essa</p><p>tridimensionalidade real, ou seja, em um objeto físico; ou criada a partir de um jogo de luz e sombra,</p><p>para criar a ilusão de tridimensionalidade numa produção bidimensional. Se refere tanto ao modo</p><p>como o objeto se coloca no espaço quanto ao modo como a luz incide sobre esse objeto, dando-lhe</p><p>contornos.</p><p>Tendo em vista a definição acima, a obra que busca criar ilusão de tridimensionalidade a partir de</p><p>um jogo de luz e sombra é</p><p>a)</p><p>b)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 10</p><p>c)</p><p>d)</p><p>e)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 11</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta, pois essa obra não busca dar ilusão de tridimensionalidade. As figuras</p><p>são chapadas. A profundidade vem principalmente dos tamanhos das pessoas, não da luz e sombra.</p><p>A alternativa B está correta, pois aqui as sombras projetadas contra a parede e o modo como a luz</p><p>da vela incide sobre os rostos das personagens é responsável pelo volume das formas.</p><p>A alternativa C está incorreta, pois aqui a única sombra que vemos é a do cavalo no chão. Não se</p><p>pode dizer que o contraste entre luz e sombra seja responsável pelo volume.</p><p>A alternativa D está incorreta, pois aqui não há tentativa de variação de luz no quadro. A variação</p><p>se dá por um leve sombreado, sem uso de luz e sombra.</p><p>A alternativa E está incorreta, pois esse quadro não se preocupa com a construção de volume pela</p><p>luz e sombra, mas pela variação de tamanhos.</p><p>Gabarito: B</p><p>Conceitos</p><p>Abstrato</p><p>Fazer artístico que não representa objetos ou elementos na maneira como eles se apresentam no</p><p>mundo, na realidade à nossa volta, mas sim a partir de formas que não remetem necessariamente à</p><p>realidade. Pode aparecer em composições com formas geométricas, respingos de tinta etc., em maior</p><p>ou menos grau. Foca muitas vezes no mundo interior e na subjetividade dos artistas.</p><p>Bidimensional</p><p>Característica daquilo que possui apenas duas dimensões: altura e largura. Técnicas como o desenho, a</p><p>pintura e a gravura utilizam de suportes bidimensionais.</p><p>O desafio que muitas vezes se colocou foi como criar ilusão de tridimensionalidade num suporte</p><p>bidimensional. Muitas escolas artísticas utilizaram de técnicas como as de luz e sombra para criar essa</p><p>ilusão. Perspectiva, distorção e simetria são outras estratégias para criar a ilusão de</p><p>tridimensionalidade.</p><p>Outras escolas não se preocuparão com isso, assumindo a visualidade bidimensional sem se preocupar</p><p>com artifícios para criar volume em superfícies planas.</p><p>Contraste e semelhança</p><p>O contraste é fundamentalmente a distinção entre elementos que compõe uma composição. Assim,</p><p>elementos opostos com, consequentemente, significados opostos, formarão entre si uma relação de</p><p>contraste.</p><p>Quando pensamos em uma aspectos visuais, essa distinção pode ocorrer a partir de muitos elementos.</p><p>Contrastes de cor, por exemplo, entre cores frias e quentes, podem trazer uma série de significados.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 12</p><p>Já a semelhança ocorre quando os elementos, cores, formas etc. encontram-se harmônicos, não</p><p>gerando tensões entre si.</p><p>La Berceuse (Woman Rocking a Cradle; Augustine-Alix Pellicot Roulin, 1851–1930) 1889, Vincent van Gogh, Metropolitan</p><p>Museum of Art, Nova York.</p><p>Distorção (deformação)</p><p>Mudança nas formas ou proporções com a intenção de transmitir alguma ideia.</p><p>Foi muito utilizada a partir do século XIX, quando os artistas passam a se</p><p>dedicar menos a uma mimese do real e mais a expressões carregadas de</p><p>subjetividade.</p><p>Self-Portrait (1911), Egon Schiele, Metropolitan Museum of Art, Nova York.</p><p>Estilização</p><p>Ocorre quando se retira de uma forma o máximo de elementos possíveis, deixando o mínimo de</p><p>informação possível para que ela possa ser compreendida.</p><p>Um bom exemplo são os ícones das placas, como os das portas dos banheiros. São convenções</p><p>compreendidas por todos.</p><p>Equilíbrio</p><p>Modo como se organizam as formas em uma obra de acordo com suas dimensões. Colocar muitas</p><p>formas em um canto de uma tela, por exemplo, seria um sinal de desequilíbrio na composição. Alguns</p><p>atributos como ritmo, unidade, proporção e contraste serão determinantes para definir o equilíbrio de</p><p>uma obra.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 13</p><p>Figura e fundo</p><p>A ideia de figura e fundo está ligada à noção de profundidade.</p><p>Por muito tempo, a arte representou as figuras de modo plano. A partir do século XVII principalmente</p><p>começam a surgir composições que criam efeitos de profundidade nas telas, ou seja, que diferenciam</p><p>o objeto do espaço atrás dele.</p><p>Figurativo</p><p>Qualidade das obras pautadas na representação de objetos, espaços e seres em suas formas</p><p>reconhecíveis, ou seja, em consonância com aquilo que vemos no mundo real.</p><p>Foi soberana por muito tempo nas artes, só perdendo parte de seu espaço com o surgimento da arte</p><p>abstrata no século XX.</p><p>Harmonia</p><p>Uma obra harmônica é aquela que parece “correta” para nossos padrões</p><p>de belo. Uma obra harmônica é bem distribuída, tendo os elementos</p><p>colocados na superfície de modo a direcionar o olhar do observador,</p><p>respeitando proporções.</p><p>Saint Rosalie Interceding for the Plague-stricken of Palermo (1624), Anthony van Dyck,</p><p>Metropolitan Museum of Art, Nova York.</p><p>Movimento</p><p>Uma obra é dotada de movimento quando ela é capaz de fazer o olhar do observador passar de um</p><p>ponto a outro sobre a superfície, ou seja, quando não ficamos olhando apenas para um ponto da obra.</p><p>Esse movimento não é aleatório. Depende da composição do artista, que direciona a atenção do</p><p>observador para onde deseja.</p><p>Perspectiva</p><p>Técnica de representação de um objeto ou espaço tridimensional em um suporte bidimensional. Está</p><p>especialmente ligada à profundidade espacial.</p><p>Elementos mais próximos do olhar do observador devem parecer maiores do que aqueles que se</p><p>encontram distantes do observador. Se aproxima dos conhecimentos científico-matemáticos,</p><p>principalmente a partir do renascimento. Outras áreas, como a geometria e ótica, também influenciam</p><p>na construção da perspectiva.</p><p>Proporção</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 14</p><p>Relação entre as partes de uma obra ou elemento, conjugando seus</p><p>tamanhos e formas de modo a alcançar a harmonia.</p><p>Se relaciona diretamente com os padrões clássicos de beleza.</p><p>A figura humana, por exemplo, possui uma proporção específica nas</p><p>definições de beleza clássica. A imagem ao lado mostra o Homem</p><p>Vitruviano, de Leonardo Da Vinci, obra representativa da proporção do</p><p>corpo humano.</p><p>Ressignificação</p><p>Quando um artista cria uma obra a partir de um objeto que não era originalmente artístico.</p><p>Significa literalmente dar novo significado a algo que já existe. No contemporâneo, muitas obras de arte</p><p>partem desse procedimento.</p><p>Ritmo</p><p>O ritmo é definido pela sucessão de elementos, formas etc. que se repetem</p><p>constantemente em uma obra.</p><p>Essa repetição pode ser constante, crescente, decrescente e outras categorias.</p><p>Simetria</p><p>A simetria ocorre quando podemos dividir uma imagem em seções iguais.</p><p>Quando colocamos a mesma quantidade e qualidade de elementos nos dois lados de um quadro, por</p><p>exemplo, temos uma imagem simétrica.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 15</p><p>Tridimensional</p><p>O mundo é tridimensional, ou seja, as coisas do mundo são dotadas de altura,</p><p>largura e profundidade.</p><p>Tradicionalmente, arquitetura, escultura, modelagem etc. são obras de arte</p><p>tridimensionais, mas a pintura muitas vezes tenta mimetizar a</p><p>tridimensionalidade através de artifícios como luz e sombra.</p><p>Figure from a Reliquary Ensemble: Seated Female (19th–early 20th century),</p><p>d) F, V, V, F, V.</p><p>e) F, F, F, V, V.</p><p>Comentários:</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 137</p><p>A afirmativa I é verdadeira, pois a imagem é interpretada tanto a partir daquilo que o objeto traz como</p><p>das referências do próprio espectador, que significa a obra a partir de suas vivências.</p><p>A afirmativa II é verdadeira, pois a imagem é compreendida a partir de contextos culturais específicos,</p><p>tanto da existência da imagem quanto das pessoas que leem a obra.</p><p>A afirmativa III é verdadeira, pois que dá significado à obra é o receptor, a partir de suas vivências de</p><p>mundo e bagagem cultural.</p><p>A afirmativa IV é verdadeira, pois as imagens possuem muitos níveis de compreensão. Para além dos</p><p>elementos visuais, há também o modo como os espectadores compreendem cada um desses elementos.</p><p>A leitura de imagens não é feita do mesmo modo que de um texto verbal.</p><p>A afirmativa V é falsa, pois a linguagem articulada, ou seja, próximas às expressões verbais, não se aplica</p><p>a imagens. Uma imagem é entendida de diferentes maneiras, considerando conhecimentos e vivências,</p><p>além de contextos culturais.</p><p>Gabarito: A</p><p>41. (UNIOESTE – 2016)</p><p>O ensaio “Indústria Cultural: o esclarecimento como mistificação das massas”, de Theodor</p><p>W. Adorno e Max Horkheimer, publicado originalmente em 1947, é considerado um dos</p><p>textos essenciais do século XX que explicam o fenômeno da cultura de massa e da indústria</p><p>do entretenimento. É uma das várias contribuições para o pensamento contemporâneo do</p><p>Instituto de Pesquisa Social fundado na década de 1920, em Frankfurt, na Alemanha. Um</p><p>ponto decisivo para a compreensão do conceito de “Indústria Cultural” é a questão da</p><p>autonomia do artista em relação ao mercado.</p><p>Assim, sobre o conceito de “Indústria Cultural” é CORRETO afirmar.</p><p>A) A arte não se confunde com mercadoria, e não necessita da mídia e nem de campanhas</p><p>publicitárias para ser divulgada para o público.</p><p>B) Não há uniformização artística, pois, toda cultura de massa se caracteriza por criações</p><p>complexas e diversidade cultural.</p><p>C) A cultura é independente em relação aos mecanismos de reprodução material da</p><p>sociedade.</p><p>D) A obra de arte se identifica com a lógica de reprodução cultural e econômica da socied</p><p>ade.</p><p>E) Um pressuposto básico é que a arte nunca se transforma em artigo de consumo.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta, pois segundo a teoria da Indústria Cultural ocorre uma fusão entre arte e</p><p>mercadoria, fazendo com que a primeira seja encarada apenas como a segunda. Há também a presença</p><p>de campanhas publicitárias para sua divulgação, fazendo com que alcance o público.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 138</p><p>A alternativa B está incorreta, pois a grande característica dá cultura de massa é justamente a</p><p>uniformização artística.</p><p>A alternativa C está incorreta, pois não há autonomia entre os bens culturais e a possibilidade de</p><p>reprodução deles na sociedade.</p><p>A alternativa D está correta, pois a reprodutibilidade das obras de arte para de massa, pois as obras se</p><p>tornam bens de consumo que precisam se adequar a uma lógica industrial e, portanto, de reprodução e</p><p>lucro.</p><p>A alternativa E está incorreta, pois o que ocorre com a cultura de massa é o contrário, a arte se</p><p>transforma em artigo de consumo esvaziado.</p><p>Gabarito: D</p><p>42. (FGV – 2015)</p><p>Marco Cianfanelli, Release (Soltura), 2012, África do Sul, aço pintado e cortado a laser,</p><p>profundidade 20,8 m, altura 9,48 m e largura 5,19 m.</p><p>As imagens apresentam, de diversos ângulos, a escultura de Marco Cianfanelli em</p><p>homenagem ao 50º aniversário da captura e prisão de Nelson Mandela, em 1962. A obra é</p><p>composta por hastes de aço de altura variável, cortadas a laser e inseridas na paisagem, na</p><p>província de KwaZulu-Natal, onde Mandela foi detido pelo regime do apartheid. Ao</p><p>comentar a sua obra, o artista afirmou: "As 50 colunas representam os 50 anos que se</p><p>passaram desde a sua captura, mas também sugerem a ideia de que muitos compõem um</p><p>conjunto; referem-se à solidariedade. Indicam a ironia de que o encarceramento de</p><p>Mandela o transformou em um ícone de luta, alimentando a resistência que levou o país à</p><p>democracia".</p><p>As afirmações abaixo constituem aspectos da proposta política e estética do artista, EXCETO:</p><p>A) De perto, a escultura parece um punhado de barras de aço negro de formato irregular,</p><p>apontando para o céu e reproduzindo a sensação de estar entre grades.</p><p>B) À medida que o observador se afasta da floresta de colunas pelo caminho, elas</p><p>gradualmente se alinham, formando a imagem focada e tornando reconhecível o líder</p><p>político da luta contra o apartheid.</p><p>C) A cor preta das hastes permite destacá-las da paisagem, mas também se refere à atuação</p><p>do Presidente Mandela, que construiu uma África do Sul para os negros sul-africanos,</p><p>perseguindo a minoria branca.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 139</p><p>D) De lado, visualiza-se um agrupamento disperso de hastes, que, frontalmente, transforma-</p><p>se em uma imagem coerente e solidária, evocando a ação coletiva que levou à derrubada</p><p>do apartheid.</p><p>E) A escultura impacta a paisagem por sua monumentalidade e a ressignifica, transformando</p><p>o lugar da detenção de Mandela em memorial do combate à segregação racial e da</p><p>conquista dos direitos civis na África do Sul.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está correta, pois ao se observar de perto a obra de arte percebe-se que ela busca</p><p>reproduzir a visualidade de uma grade de prisão.</p><p>A alternativa B está correta, pois o desenho proposto pelo artista se torna identificável apenas à</p><p>distância pelo observador.</p><p>A alternativa C está incorreta, pois não há associação entre as cores das barras de ferro e o tom de pele</p><p>de Nelson Mandela as cores dos materiais apenas ajudam a formar o rosto do presidente</p><p>A alternativa D está correta, pois ao construir uma obra que é preciso observar todo conjunto para que</p><p>ela faça sentido o artista faz referência à necessidade de uniao coletiva para o processo revolucionário</p><p>A alternativa E está correta, pois o tamanho da obra traz um aspecto monumental a ela e a escolha do</p><p>local onde ela assim instala para as novo significado para o ambiente em que inicialmente Mandela for a</p><p>preso</p><p>Gabarito: C</p><p>43. (FGV – 2018)</p><p>Observe as imagens a seguir. A primeira reproduz o quadro Auto-retrato (Manteau Rouge),</p><p>de Tarsila do Amaral (1923); a segunda, a campanha para o lançamento do perfume Rouge,</p><p>d’O Boticário (2006).</p><p>O uso das artes visuais no campo publicitário é uma tendência na linguagem do marketing</p><p>da sociedade pós-industrial. As afirmações a seguir caracterizam corretamente relações</p><p>entre comunicação publicitária e artes visuais, à exceção de uma. Assinale-a.</p><p>A) Uma empresa apropriou-se da obra de Tarsila para associar seu nome e um de seus</p><p>produtos ao trabalho e ao nome de uma artista conhecida por retratar a brasilidade em suas</p><p>obras.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 140</p><p>B) O olhar e o gesto do retrato são usados para destacar os aspectos funcionais e as</p><p>características técnicas do produto, elementos concretos que determinam a escolha do</p><p>consumidor na sociedade pós-industrial.</p><p>C) O jogo intertextual promovido pela releitura da imagem explora a memória cultural para</p><p>veicular a mensagem publicitária e persuadir os consumidores da excelência e originalidade</p><p>do produto.</p><p>D) A referência ao quadro de Tarsila no anúncio fornece valor agregado ao produto ao</p><p>identificá-lo com uma artista modernista que representou as vanguardas no Brasil,</p><p>particularmente em São Paulo, na década de 1920.</p><p>E) A arte é utilizada no processo de construção da imagem da marca por comunicar</p><p>significado e subjetividade, características importantes em um contexto global, no qual os</p><p>produtos são cada vez mais padronizados.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está</p><p>correta, pois AO uso do nome da artista como parte da construção visual do</p><p>produto.</p><p>A alternativa B está incorreta, pois não há aqui características concretas do produto, apenas uma</p><p>associação visual com a artista modernista</p><p>A alternativa C está correta, pois considerando-se que Tarsila do Amaral é uma artista modernista, de</p><p>vanguarda, pode-se afirmar que há uma associação da sua imagem com a ideia de originalidade</p><p>pretendida pelo produto.</p><p>A alternativa D está correta, pois há um valor embutido no objeto ao se colocar uma artista do</p><p>modernismo brasileiro ao produto, indicando que o produto seria tao moderno quanto a artista.</p><p>A alternativa E está correta, pois a associação com a artista modernista ajuda a diferenciar o produto</p><p>dentro de uma perspectiva massificada atual.</p><p>Gabarito: B</p><p>44. (Estratégia Vestibulares - 2021)</p><p>Yulia Brodskaya começou a trabalhar como designer e ilustradora em 2006, mas</p><p>rapidamente abandonou os programas de computador para se dedicar à arte com papel: “O</p><p>papel sempre exerceu um fascínio sobre mim. Eu tentei vários métodos e técnicas diferentes</p><p>para trabalhar com o papel, até eu encontrar a minha forma particular: agora eu desenho</p><p>com o papel ao invés de desenhar sobre ele“.</p><p>A técnica utilizada é chamada de quilling e envolve o uso de tiras de papel que podem ser</p><p>enroladas, torcidas ou espichadas, conforme o desenho a se criar. Essas tiras são coladas em</p><p>um fundo de papel e compõem imagens impressionantes. Foi com essas ilustrações em</p><p>papel inovadoras que Brodskaya ganhou reputação internacional.</p><p>O material parece atuar sobre as percepções e ideias de maneira singular, de modo que a</p><p>observação se torna uma parte importante da mensagem. Sendo um objeto tridimensional,</p><p>a obra de Brodskaya oferece múltiplas visões. Dependendo do ângulo de observação, da</p><p>intensidade e da direção da iluminação a mensagem emocional emitida pela obra a e a</p><p>experiência visual do observador mudam significativamente.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 141</p><p>(Babushka)</p><p>Disponível em: < http://artenarede.com.br/blog/index.php/a-arte-com-papel-de-yulia-brodskaya/> Acesso em 10 ago.</p><p>2021</p><p>De acordo com o texto, a grande particularidade da artista Yulia Brodskaya está em seu uso</p><p>singular do papel como matéria-prima artística, criando</p><p>a) obras que tencionam os limites da ilustração, criando obras que parecem ter volume físico</p><p>verdadeiramente.</p><p>b) uma nova relação entre papel e digital, em que a artista não mais desenha sobre papel,</p><p>mas com papel.</p><p>c) um trabalho que lembra a colagem devido a sobreposição de elementos de texturas</p><p>diversas de modo não figurativo.</p><p>d) obras que mudam de acordo com a interpretação do espectador, que vê significados</p><p>diferentes.</p><p>e) uma obra tridimensional com um material tradicionalmente usado para criações</p><p>bidimensionais.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta, pois as obras de fato têm algum volume por conta do modo como o papel</p><p>é organizado para formar o desenho.</p><p>A alternativa B está incorreta, pois ainda que isso seja parte verdade, não se fala aqui em arte digital.</p><p>A alternativa C está incorreta, pois a imagem aqui é uma representação figurativa.</p><p>A alternativa D está incorreta, pois o texto fala que as obras mudam de acordo com posição da luz e</p><p>distância, não necessariamente interpretação do espectador.</p><p>A alternativa E está correta, poiso uso do papel nas obras da artista transforma as obras em objetos</p><p>artísticos tridimensionais, mesmo feitos com esse elemento que normalmente é a base para ilustrações</p><p>e gravuras, ou seja, obras bidimensionais.</p><p>Gabarito: E</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 142</p><p>45. (Estratégia Vestibulares - 2021)</p><p>A maior coleção de arte iorubá fora da África está prestes a chegar ao Brasil</p><p>A maior coleção de arte iorubá fora da África está prestes a chegar ao Rio de Janeiro.</p><p>Centenas de peças devem chegar ao Brasil em agosto para uma exposição na Casa de</p><p>Herança Oduduwa, local inaugurado no ano passado por Adeyeye Enitan Babatunde</p><p>Ogunwusi Ojaja II, rei da cidade de Ifé e soberano do povo iorubá.</p><p>A proposta do espaço é aproximar cada vez mais o elo de comunicação e intercâmbio entre</p><p>o Brasil e o povo iorubá que, originariamente, habitava o Reino de Ketu e o Império do Oyó,</p><p>áreas atualmente do Benin e da Nigéria. Há ainda um grande número de iorubás vivendo no</p><p>Togo e em Serra Leoa, além de, fora da África, em Cuba, na República Dominicana e no Brasil.</p><p>Grande parte dos escravos trazidos para a então colônia brasileira eram de origem iorubá –</p><p>também chamados de nagôs. A mitologia que originou o candomblé, a umbanda e outras</p><p>religiões afro-brasileiras tem muita influência nagô, bem como o samba, nascido nas casas</p><p>de senhoras do século XIX que mantiveram os cantos e os batuques de seus antepassados.</p><p>Disponível em: < https://almapreta.com/sessao/cultura/a-maior-colecao-de-arte-ioruba-fora-da-africa-esta-prestes-a-</p><p>chegar-ao-brasil> Acesso em 10 ago. 2021</p><p>De acordo com o autor, a exposição tem como objetivo principal</p><p>a) valorizar a maior coleção de arte africana fora da África.</p><p>b) explorar a diversidade cultural do continente africano.</p><p>c) compreender as origens da mitologia que origina o candomblé.</p><p>d) expor obras realizadas no Brasil sob influência africana.</p><p>e) promover uma aproximação entre o Brasil e o povo iorubá.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta, pois ainda que possamos entender que a exposição denota uma visão</p><p>valorizada dessa arte, não se fala especificamente obre a valorização dessas obras.</p><p>A alternativa B está incorreta, pois as obras são de um grupo específico, não da África como um todo.</p><p>A alternativa C está incorreta, pois a mitologia é apenas mencionada, não há indício de que isso seja o</p><p>foco da exposição.</p><p>A alternativa D está incorreta, pois as obras expostas são produzidas no continente africano.</p><p>A alternativa E está correta, pois o texto indica que o espaço tem como proposta “aproximar cada vez</p><p>mais o elo de comunicação e intercâmbio entre o Brasil e o povo iorubá que, originariamente, habitava o</p><p>Reino de Ketu e o Império do Oyó”.</p><p>Gabarito: E</p><p>46. (Estratégia Vestibulares - 2021)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 143</p><p>A gente foi feliz aqui é um projeto de intervenções urbanas, através de colagens, que procura</p><p>reverberar e perpetuar a memória coletiva do bairro Pinheiro. Localizado em Maceio/AL, o</p><p>Pinheiro foi um dos quatro bairros acometidos pela tragédia socioambiental do processo de</p><p>subsidência do solo, causado pela extração das jazidas de sal-gema a partir da metade do</p><p>século XX . Desde o ano de 2018, a migração forçada de milhares de vidas culminou no</p><p>esmorecimento das dinâmicas socioespaciais do bairro e, consequentemente, no</p><p>tolhimento das redes relacionais-afetivas comunitárias, construídas ao longo de décadas.</p><p>Disponível em: < https://www.domestika.org/pt/projects/1137274-a-gente-foi-feliz-aqui> Acesso em 10 ago. 2021</p><p>Na obra em questão, há um uso de colagens e intervenção urbana para uma reconfiguração</p><p>da memória de um espaço físico e tem como objetivo principal</p><p>a) não deixar sumirem as histórias das pessoas que vivam na região, cujas vidas sofreram</p><p>uma drástica mudança.</p><p>b) a reconfiguração do espaço público para impedir que as casas sejam desocupadas por</p><p>questões financeiras.</p><p>c) chamar a atenção para as questões de sustentabilidade e meio ambiente que acometeram</p><p>a região do bairro Pinheiro.</p><p>d) criar espaços para a convivência comunitária, já que estas pessoas perderam seus espaços</p><p>de lazer.</p><p>e) a vontade de criar um espaço acolhedor para pessoas que vivem em uma situação ruim</p><p>nas jazidas.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está correta, pois o projeto busca resgatar a historias das pessoas que viviam nas casas</p><p>hoje abandonadas.</p><p>A alternativa B está incorreta, pois a obra foi</p><p>feita já após a desocupação, não para impedi-la.</p><p>A alternativa C está incorreta, pois a obra chama a atenção para questões socioambientais, não apenas</p><p>de sustentabilidade.</p><p>A alternativa D está incorreta, pois a ideia é fazer uma espécie de homenagem, um memorial para a</p><p>história das pessoas que viveram ali.</p><p>A alternativa E está incorreta, pois o espaço nao é pensado para pessoas que vieram lá terem um espço</p><p>para serem felizes nos momentos ruins.</p><p>Gabarito: A</p><p>47. (Estratégia Vestibulares - 2021)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 144</p><p>Disponível em: <https://schulzmuseum.org/peanuts-abbey-road-crosswalk/> Acesso em 10 ago. 2021</p><p>Uma versão da famosa capa do disco dos Beatles, Abbey Road, foi produzida no Snoopy’s</p><p>Home Ice, um espaço dentro do museu do personagem Charlie Brown, criado por Charles</p><p>M. Schulz. No local há um aviso, dizendo o ponto exato onde se colocar para fotografar a</p><p>calçada, mantendo a ilusão de volume das personagens.</p><p>Essa intervenção urbana conjuga elementos das artes plásticas tradicionais ao brincar com</p><p>elementos como</p><p>a) harmonia, criando uma obra cujos elementos se relacionam a partir de qualquer ponto,</p><p>sem distorção.</p><p>b) perspectiva, usando a noção de ponto de observação do espectador para garantir o efeito</p><p>da obra.</p><p>c) equilíbrio, pois as figuras estão distribuídas de maneira igual pela faixa, sem distorção de</p><p>perspectiva.</p><p>d) ritmo, já que o caminhar das personagens sobre a faixa garante ilusão de movimento e</p><p>de musicalidade.</p><p>e) simetria, deixando evidente a distribuição das imagens a partir do olhar de um ponto</p><p>específico.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta, pois o que o texto indica é justamente o contrário: que há um ponto</p><p>específico de observação da obra.</p><p>A alternativa B está correta, pois o fato de que é preciso olhar para a obra a partir de um ponto específico</p><p>indica que foi feito o uso das ideias de perspectiva para a construção da obra.</p><p>A alternativa C está incorreta, pois o texto indica que as figuras de distorcem a depender do local de onde</p><p>se olha.</p><p>A alternativa D está incorreta, pois ritmo em artes visuais indica repetição rítmica de estruturas visuais, o</p><p>que não ocorre aqui.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 145</p><p>A alternativa E está incorreta, pois ainda que a descrição da obra esteja correta, a simetria não é sobre</p><p>isso. Simetria é sobre distribuição igual das figuras.</p><p>Gabarito: B</p><p>48. (Estratégia Vestibulares - 2021)</p><p>(Vinie Graffiti)</p><p>Obras como a da artista francesa Vinie convidam o espectador a pensar sobre a</p><p>a) presença da natureza nas grandes cidades.</p><p>b) relação entre obra de arte e a cidade.</p><p>c) sustentabilidade nos dias de hoje.</p><p>d) diferença entre grafite e pichação.</p><p>e) necessidade de ressignificar cores.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta, pois ainda que faça uso de elementos naturais, essa obra não discute as</p><p>questões ligadas a essa temática.</p><p>A alternativa B está correta, pois a obra se realiza a partir da interação entre a paisagem local e o grafite,</p><p>criando uma relação visual entre eles em que a cidade em si completa o desenho.</p><p>A alternativa C está incorreta, pois, assim como em A, ainda que faça uso de elementos naturais, essa</p><p>obra não discute as questões ligadas a essa temática.</p><p>A alternativa D está incorreta, pois não se levanta a discussão da pichação nessa obra. É apenas um grafite</p><p>cujo propósito é dialogar com o espaço urbano.</p><p>A alternativa E está incorreta, pois não se pode afirmar que as cores estejam pensadas em campos tão</p><p>distantes de seu entendimento mais comum.</p><p>Gabarito: B</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 146</p><p>49. (Estratégia Vestibulares - 2021 - Inédita - Prof.ª Celina Gil)</p><p>Instalação interativa para crianças: 'The Obliteration Room' / Yayoi Kusama</p><p>De dezembro de 2011 e até março de 2012, uma instalação surpreendentemente simples</p><p>da artistas Yayoi Kusama foi realizada na Queensland Gallery of Modern Art, na Austrália.</p><p>O espaço reconstruiu um entorno doméstico, com diversos móveis e objetos, e em seguida</p><p>foi todo pintado de branco brilhante. Embora isso possa sugerir uma topografia cotidiana,</p><p>esvaziada de toda a cor e a especificidade, ao mesmo tempo funciona como uma tela branca</p><p>a ser energizada – ou, no vocabulário de Kusuma, ‘desvainecida’- através da aplicação, em</p><p>todas as superfícies disponíveis, de etiquetas de cores brilhantes com a forma de pontos.</p><p>No decorrer de duas semanas, os jovens visitantes do museu receberam milhares de stickers</p><p>coloridos e foram convidados a colaborar na transformação do espaço, convertendo a casa</p><p>em uma vibrante explosão de manchas de cor.</p><p>(Fonte: Wikimedia Commons)</p><p>(Fonte: Flickr)</p><p>Disponível em: <https://www.archdaily.com.br/br/01-38560/instalacao-interativa-para-criancas-the-obliteration-</p><p>room-yayoi-kusama> Acesso em 10 ago. 2021</p><p>No texto e nas imagens, a concepção de interatividade está relacionada à prática de</p><p>a) construção de uma ideia bastante simples com a qual as pessoas se relacionam.</p><p>b) alteração do espaço físico por parte da intervenção dos espectadores.</p><p>c) reconstrução de um ambiente doméstico que acessa as memórias pessoais.</p><p>d) preenchimento do espaço com composições artísticas do público expostas.</p><p>e) contrastar o branco e o colorido a partir das mensagens diferentes que passam.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta, pois a simplicidade faz com que a instalação funcione, porém não traz</p><p>necessariamente a interatividade.</p><p>A alternativa B está correta, pois o que caracteriza a interatividade é a possibilidade de que o público</p><p>possa interagir com a obra, se tornando ele mesmo parte atuante em sua criação. Ao modificar o espaço</p><p>físico, o espectador se torna parte criador também.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 147</p><p>A alternativa C está incorreta, pois o ainda que o ambiente doméstico traga memórias, isso não indica</p><p>necessariamente uma interação.</p><p>A alternativa D está incorreta, pois não há exposição de obras do público. Há uma intervenção do público</p><p>sobre uma obra existente, modificando-a.</p><p>A alternativa E está incorreta, pois o contraste é fruto da intervenção e da interatividade, mas seus</p><p>múltiplos significados não influenciam interação.</p><p>Gabarito: B</p><p>50. (Estratégia Vestibulares - 2021 - Inédita - Prof.ª Celina Gil)</p><p>Tamman Azzam nasceu em Damasco, na Síria, em 1980. Após um treinamento artístico na</p><p>Faculdade de Belas Artes da Universidade de Damasco, e quando iniciou a revolta na Síria</p><p>ele voltou-se para a mídia digital e arte gráfica para criar composições visuais do conflito,</p><p>com grande repercussão internacional.</p><p>Superposição da obra “O beijo”, de Gustav Klimt em prédio devastado pela guerra, na Siria. Por Tamman Azzam.</p><p>Uma das criações mais famosas de Azzam é a superposição da icônica obra “O beijo“, de</p><p>Gustav Klimt, em paredes de um prédio devastado pela guerra em sua terra natal, o que</p><p>provoca sentimentos contraditórios, oscilando do horror à contemplação, e vice-versa…</p><p>Disponível em: < http://artenarede.com.br/blog/index.php/guerra-e-arte/> Acesso em 10 ago. 2021</p><p>A originalidade do grafite com a imagem de uma obra famosa parte da</p><p>a) disposição de um tema amoroso em um espaço urbano de guerra.</p><p>b) integração entre diferentes estilos artísticos e arquitetônicos.</p><p>c) manutenção de um estilo artístico clássico mesmo num prédio atual.</p><p>d) liberdade de criação de modificar a imagem que escolheu reproduzir.</p><p>e) reprodução de uma obra famosa em um prédio histórico.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está correta, pois a originalidade não está exatamente na ilustração, mas na colocação na</p><p>parede de um prédio destruído.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 148</p><p>A alternativa B</p><p>está incorreta, pois o estilo arquitetônico original pouco importa aqui. O que importa é a</p><p>colocação de uma figura de amor num prédio acabado pela guerra.</p><p>A alternativa C está incorreta, pois a originalidade está no prédio ser destruído, independentemente de</p><p>ser atual.</p><p>A alternativa D está incorreta, pois há uma reprodução, logo, não há bem uma liberdade criativa.</p><p>A alternativa E está incorreta, pois não se pode afirmar que o prédio seja histórico apenas pela imagem</p><p>ou pelo texto.</p><p>Gabarito: A</p><p>Considerações finais</p><p>A partir da próxima aula, iremos começar a nos dedicar a movimentos artísticos em si! Até lá,</p><p>pratique bastante com os exercícios desta aula, para chegar sem dúvidas na próxima aula! Qualquer</p><p>dúvida estou à disposição no fórum ou redes sociais!</p><p>Prof.ª Celina Gil</p><p>/professora.celina.gil Professora Celina Gil @professoracelinagil</p><p>Versão Data Modificações</p><p>1 26/11/2021 Primeira versão do texto.</p><p>Fang peoples,</p><p>Okak group, Metropolitan Museum of Art, Nova York.</p><p>Unidade</p><p>Um fenômeno que ocorre quando todos os elementos de uma obra trabalham juntos e fazem sentido</p><p>no todo.</p><p>(Estratégia Vestibulares – 2020)</p><p>Abstrato</p><p>Fazer artístico que não representa objetos ou elementos na maneira como eles se apresentam no</p><p>mundo, na realidade à nossa volta, mas sim a partir de formas que não remetem necessariamente</p><p>à realidade. Dentre as obras abaixo, a que apresenta maior grau de abstração é a pintura:</p><p>a)</p><p>(Steamboats in the Port of Rouen, 1896, Camille Pissarro)</p><p>b)</p><p>(View of the Seacoast near Wargemont in Normandy, 1880, Auguste Renoir)</p><p>c)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 16</p><p>(View of the Domaine Saint-Joseph, 1880s, Paul Cézanne)</p><p>d)</p><p>(The Ballet from “Robert le Diable”, 1971, Edgard Degas)</p><p>e)</p><p>(Untitled, 1945, Jackson Pollock)</p><p>Comentários:</p><p>Apesar de todas as obras apresentadas apresentarem algum grau de abstração, seja pela escolha</p><p>de cores, seja pela menor nitidez de formas e contornos, a alternativa E é a que apresenta desenho</p><p>com maior abstração, sendo praticamente impossível encontrar grandes referenciais na realidade.</p><p>Exceto por algumas imagens, poucos elementos são identificáveis. A obra é mais fortemente</p><p>fundada nas imagens abstratas.</p><p>Gabarito: E</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 17</p><p>Técnicas</p><p>Arquitetura</p><p>Toda construção ou modificação do ambiente físico, num</p><p>processo que inclui tanto o projeto quanto a execução em si.</p><p>Também pode aparecer aliado a uma época ou região</p><p>específica para denotar um estilo (ex.: Arquitetura gótica).</p><p>Envolve conhecimentos nas áreas da matemática, artes,</p><p>ciências sociais, política, entre outros.</p><p>Colagem</p><p>Composição feita a partir de materiais de texturas diferentes, tanto</p><p>sobrepostas quanto lado a lado. Consiste na criação de uma nova imagem a</p><p>partir da junção de outras. Passa a ser vista como possibilidade artística</p><p>principalmente a partir do século XX, com a influência do cubismo, que</p><p>utilizava muito dessa técnica.</p><p>Pode ser tanto manual quanto digital.</p><p>Desenho</p><p>Nome genérico para traço linear, de forma pictórica, realizado</p><p>em diversos suportes e a partir de diversas ferramentas, para</p><p>expressar alguma ideia, podendo ser técnica ou estética.</p><p>Deve levar em consideração a escolha das cores e texturas da</p><p>superfície e a forma do desenho em si, que pode ser por</p><p>contorno/linear, com volumes ou não, fazendo uso de luz e</p><p>sombra.</p><p>Escultura</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 18</p><p>Criação artística que consiste na manipulação de matérias de diversas naturezas para a criação de uma</p><p>obra tridimensional.</p><p>Diversas técnicas podem ser empregadas em sua criação, como</p><p>esculpir ou talhar – ambas envolvendo a retirada de matéria de</p><p>um bloco uno –, modelar – que envolve a adição de materiais</p><p>para criar uma forma – ou fundir – quando se esculpe em metais.</p><p>Fotografia</p><p>Técnica de criar imagens a partir da exposição à luz de uma</p><p>superfície sensível. Foi utilizada inicialmente mais para fins de</p><p>registro e científicos do que artísticos, a fotografia logo se torna</p><p>uma nova possibilidade nas artes. Pode ser tanto analógica</p><p>quanto digital, colorida ou preto e branca. Depende de um</p><p>equipamento fotográfico para ocorrer.</p><p>Gravura</p><p>Geralmente produzida com objeto cortante que cria motivo em uma</p><p>superfície, chamada de matriz, que pode ser madeira, metal, pedra ou tecido.</p><p>Tem a imagem invertida da que será vista na gravura, obra em papel que será</p><p>gerada pelo processo de gravação.</p><p>Os tipos mais comuns de gravura são xilogravura – gravação em superfície de</p><p>madeira – litogravura – prensa que pode sobrepor camadas de cor – e</p><p>serigrafia – tela criada em tecido fino.</p><p>História em Quadrinhos</p><p>Arte de narrar histórias por meio produções que envolvem textos</p><p>verbais e não verbais. Possuem os elementos básicos das</p><p>narrativas.</p><p>Uso de recursos gráficos, como balões e molduras, para indicar</p><p>diferentes intenções.</p><p>Foi inspiração para produções da Pop Art.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 19</p><p>Instalação</p><p>Termo incorporado nos anos 1960 para designar obras que</p><p>utilizam o espaço como potência, ativando o espaço como parte</p><p>da obra de arte.</p><p>Possibilita a participação do espectador, que pode entrar ou</p><p>interagir com a obra, tendo papel mais ativo sobre ela. Pode</p><p>combinar diversas linguagens e técnicas na sua construção.</p><p>Modelagem</p><p>Técnica que consiste em moldar materiais, transformando-os de</p><p>maleáveis a objetos tridimensionais. É uma técnica que permanece</p><p>sendo muito artesanal.</p><p>É uma das técnicas mais antigas utilizadas pelo homem, acessada</p><p>principalmente na construção de elementos de uso cotidiano.</p><p>Mosaico</p><p>Arte ornamental cujo principal aparecimento está nos</p><p>revestimentos de pisos, paredes e tetos. Causa efeito suntuoso,</p><p>podendo representar padrões ou formas figurativas.</p><p>Deve-se levar em conta o local em que foi aplicado, em relação com</p><p>a arquitetura, e as técnicas de elaboração – tipo de fragmento,</p><p>tamanho etc.</p><p>Ourivesaria e Prataria</p><p>Produções que usam metais como suporte, tanto na fabricação</p><p>de objetos cotidianos como na criação de obras de arte.</p><p>Incluem elementos figurativos e ornamentos, além de dialogar</p><p>com a arquitetura.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 20</p><p>Performance</p><p>Nome genérico para designar apresentações de canto,</p><p>dança, mímica, teatro, entre outros.</p><p>Na segunda metade do século XX, surge um novo gênero</p><p>artístico chamado simplesmente “performance”, ligado aos</p><p>movimentos de vanguarda, que consiste em ações pensadas</p><p>de intervenção e atuação no espaço.</p><p>Também envolve as práticas de body art.</p><p>Pintura</p><p>Nome genérico para técnica de aplicar pigmento –</p><p>principalmente líquido – sobre uma superfície. É uma técnica</p><p>bidimensional em que se atribuem cores, tons, textura etc.,</p><p>criando uma imagem.</p><p>Pode aparecer em diferentes técnicas, como aquarela, pintura a</p><p>óleo, acrílica ou guache.</p><p>Vitral</p><p>Trabalho com vidro, considerado por muito tempo uma arte aplicada.</p><p>Seu desenvolvimento é muito marcante principalmente durante a Baixa Idade</p><p>Média, nas catedrais góticas, em que causam um efeito sensorial místico</p><p>intenso.</p><p>Também se torna popular no fim do século XIX, por conta da Art Nouveau,</p><p>movimento que revisita o vitral com uma nova estética.</p><p>(Estratégia Vestibulares – 2021)</p><p>Invenção da Cor, Penetrável Magic Square #5, De Luxe (1977) foi construída postumamente, a partir</p><p>das instruções deixadas por Hélio Oiticica em textos, plantas, maquetes e amostras. O uso do termo</p><p>square, que traduzido para português pode significar tanto “praça” quanto “quadrado”, revela</p><p>elementos fundamentais para o pensamento do artista: o interesse pelo espaço público como lugar</p><p>de encontro e a herança da tradição geométrica em sua formação.</p><p>Aqui, a cor –outro elemento fundamental na produção de Oiticica –atinge a escala ambiental, na</p><p>articulação de nove paredes em alvenaria, tinta acrílica, tela de arame e vidro. A presença da luz</p><p>natural com as mudanças que sofre ao longo dos dias completa a obra, modificada a cada instante.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 21</p><p>Hélio Oiticica, Invenção da cor, Penetrável Magic Square #5, De Luxe, 1977, [detalhe]. Foto: Brendon Campos</p><p>(Disponível em <https://www.inhotim.org.br/item-do-acervo/invencao-da-cor-penetravel-magic-square-5-de-luxe/> Aceso em</p><p>08jul. 2021)</p><p>As formas usadas na composição da instalação denotam preocupações do artista quanto ao/à</p><p>a) reprodução de formas abstratas para a criação de obras de paisagismo e urbanismo.</p><p>b) escolha de cores, ligada diretamente ao movimento concretista brasileiro.</p><p>c) percepção da natureza</p><p>como espaço mais criativo que o urbano, lembrando a land art.</p><p>d) uso do espaço público, aproveitando-se da ambiguidade gerada pelo termo em inglês.</p><p>e) preferência pelo uso de materiais do cotidiano, que podem ser facilmente encontrados.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A é INCORRETA, pois o que se cria aqui é uma instalação artística, não uma obra de</p><p>paisagismo e urbanismo.</p><p>A alternativa B é INCORRETA, pois as cores não impactam na escolha da forma nesse caso.</p><p>A alternativa C é INCORRETA, pois não se pode afirmar que o projeto fosse necessariamente para o</p><p>meio da natureza. Isso ocorre devido à configuração do museu.</p><p>A alternativa D é CORRETA, pois o texto aponta que o projeto elaborado pelo artista levava em</p><p>consideração seu interesse sobre o espaço público. Nessa obra, cria-se uma praça com formas</p><p>geométricas quadradas, incentivando o aproveitamento do espaço público.</p><p>A alternativa E é INCORRETA, pois os materiais não impactam na escolha da forma aqui.</p><p>Gabarito: D</p><p>Gêneros</p><p>Cenas do cotidiano</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 22</p><p>Se refere a obras que fazem referência ou tratam situações da</p><p>vida cotidiana. Ao longo do tempo, quão mais afastada da</p><p>religiosidade a arte se tornava – ou seja, conforme se</p><p>secularizava – mais crescia o interesse em retratar cenas do</p><p>dia a dia. Além de espaços públicos e domésticos, o mundo do</p><p>trabalho será um objeto de interesse da arte. Festas</p><p>comunitárias, no campo e na cidade, também serão retratadas</p><p>aqui. Costumam ser imagens com grande riqueza de detalhes</p><p>e que apresentam personagens “anônimos”.</p><p>Scena in a Courtyard (1660), Ludolf de Johgh, Metropolitan Museum of Art,</p><p>Nova York.</p><p>Cenas históricas</p><p>Se refere a obras que representam fatos históricos de modo geral.</p><p>Alguns teóricos apontarão que as cenas mitológicas e religiosa tambpem</p><p>seriam históricas, mas estritamente falando, são obras que registram</p><p>eventos políticos e históricos, como guerras, batalhas, feitos notáveis e</p><p>personagens notáveis. Costumam ser obras de grandes dimensões e</p><p>eram frequentemente realizadas sob encomenda. São empregadas</p><p>também em momentos em que se deseja reforçar as ideias de nação e</p><p>constituição de um povo.</p><p>The Battle of Vercellae (1725), Giovanni Battista Tiepolo, Metropolitan Museum of</p><p>Art, Nova York.</p><p>Cenas mitológicas</p><p>Representações de personagens ou cenas mitológicas greco-</p><p>romanas. As cenas mitológicas fazem parte de uma longa tradição</p><p>na história da arte. Grosso modo, chama-se mitologia grega todo</p><p>um conjunto de narrativas sobre deuses e heróis. São mitos</p><p>fundadores do pensamento religioso – e até mesmo filosófico –</p><p>grego, sendo base para muito da cultura ocidental.</p><p>Venus e Adonis (1630), Peter Paul Rubens, Metropolitan Museum of Art, Nova</p><p>York.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 23</p><p>Cenas religiosas</p><p>Também chamadas de cenas sacras, são aquelas que representam</p><p>assuntos ou personagens da religião cristã. Grande parte da arte que</p><p>costuma ser abordada em provas é a Ocidental e, por muitos séculos,</p><p>quem fomentou a arte foi a Igreja Católica. Assim, as representações de</p><p>cenas da mitologia cristã se tornaram muito frequentes. Entre alguns</p><p>tópicos frequentes estão passagens do Velho Testamento, a Virgem Maria</p><p>com menino Jesus, a Santa Ceia e a Crucifixão de Cristo.</p><p>The Flight to Egypt (?), Luca Giordano, Metropolitan Museum of Art, Nova York.</p><p>Natureza morta</p><p>Representações de objetos inanimados. Ainda que tenham</p><p>sido frequentes na pintura ao longo do tempo, é só no século</p><p>XVI que deixam a posição de cenário ou detalhe para se</p><p>tornarem temas centrais de quadros. Costumam ser</p><p>representados alimentos, flores, livros, instrumentos</p><p>musicais etc. A ideia é que se possa representar as coisas tal</p><p>como são vistas por nossos olhos.</p><p>Apples (1878), Paul Cézanne, Metropolitan Museum of Art, Nova York.</p><p>Paisagem</p><p>Obras, principalmente pinturas, que retratam</p><p>espaços naturais ou ao ar livre. Pressupõe uma</p><p>maior presença da natureza do que de</p><p>construções humanas. Se populariza</p><p>sobremaneira a partir do século XVIII e terá seu</p><p>apogeu no século XIX, também por conta de</p><p>inovações tecnológicas: a invenção da bisnaga de</p><p>tinta, que permitia a pintura ao ar livre, fazendo</p><p>com que artistas pudessem ir para a natureza</p><p>pintar, não ficando restritos aos estúdios.</p><p>Mewport Rock (1872), John Frederick Kensett,</p><p>Metropolitan Museum of Art, Nova York.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 24</p><p>Retrato</p><p>Representações de um indivíduo ou grupo de indivíduos, elaboradas na</p><p>maior parte das vezes a partir de modelos vivos. Mais recentemente,</p><p>utilizaram-se também fotografias como base para a criação de retratos.</p><p>Era muito ligado à ideia de mimesis, imitação: era importante ser capaz</p><p>de reproduzir perfeitamente o modelo num momento em que não</p><p>existiam fotografias – o que tornou o gênero popular nas academias e</p><p>escolas de artes. Apesar de já serem existentes no século XIV, é com a</p><p>ascensão da burguesia no século XV que o gênero se populariza. Os</p><p>autorretratos, pinturas de si próprios feitas pelos artistas, também</p><p>serão muito populares.</p><p>Portrait of a Man (1650), Velázquez, Metropolitan Museum of Art, Nova York.</p><p>(Estratégia Vestibulares – 2020)</p><p>Um dos temas mais comuns à pintura ocidental são as cenas religiosas. Também chamadas de cenas</p><p>sacras, são aquelas que representam assuntos ou personagens da religião cristã. Grande parte da</p><p>arte que costuma ser abordada em provas é a Ocidental e, por muitos séculos, quem fomentou a</p><p>arte foi a Igreja Católica.</p><p>Tendo em vista a definição, a obra que apresenta temática de uma cena religiosa é</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 25</p><p>d)</p><p>e)</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta, pois ainda que o nome remeta à mitologia cristã, não se pode dizer</p><p>que a cena representada seja religiosa ou que represente passagens da religiosidade cristã.</p><p>A alternativa B está incorreta, pois essa pintura mostra o interior de uma igreja, mas não uma cena</p><p>religiosa.</p><p>A alternativa C está correta, pois nessa cena vemos uma passagem da mitologia cristã representada:</p><p>o momento em que a Virgem Maria sabe que irá ascender aos céus.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 26</p><p>A alternativa D está incorreta, pois não se observa elementos que remetam à religiosidade da época</p><p>na tela.</p><p>A alternativa E está incorreta, pois essa cena é da mitologia grega, ou seja, não se enquadra como</p><p>religiosa, mas como mitológica.</p><p>Gabarito: C</p><p>4 - Arte e Sociedade</p><p>A relação entre arte e política deve ser observada sempre a partir de algumas ideias que temos</p><p>sobre arte. Qual o papel atribuímos às obras de arte que norteariam essa relação? Mais à frente</p><p>discutiremos o papel social da arte, mas por ora, vamos pensar juntos sobre alguns modos de fazer arte.</p><p>A arte pode ser provocativa. Pode, por exemplo, criticar</p><p>movimentos da sociedade contemporânea a ela ou produzir críticas</p><p>contra uma pessoa ou governo em especial. A imagem ao lado, por</p><p>exemplo, mostra um homem cercado de tecnologia. Ele está com as</p><p>mãos amarradas e o corpo atado por fios, segurando um celular. No</p><p>rosto, ele tem um aparelho de assistir à realidade virtual. Isso pode ser</p><p>lido como uma crítica à sociedade que vivemos, que deposita</p><p>expectativas demais na tecnologia e acaba ficando presa a ela, sem ser</p><p>capaz de olhar para o real.</p><p>Uma obra que busque despertar o senso crítico tem como</p><p>objetivo ampliar os horizontes de pensamento, fazendo com que, muitas</p><p>vezes, nos questionemos acerca do mundo como ele é. Por isso, diversos</p><p>governos autoritários ao longo da história promoveram censura às artes.</p><p>Ao longo da história, obras de arte foram censuradas por diversas razões,</p><p>mas principalmente dois conteúdos</p><p>provocavam maior número de</p><p>proibições: questões morais ou críticas diretas ao governo/governante</p><p>da época.</p><p>Algumas obras que tratamos como clássicas sofreram oposição</p><p>em sua época. A Capela Sistina de Michelangelo, por exemplo, foi considerada imoral por muitos por</p><p>apresentar pessoas peladas na parede que representava o Juízo Final. Um pupilo de Michelangelo chegou</p><p>a pintar panos sobre as personagens do afresco para cobrir seus órgãos genitais. No século XIX, Gustave</p><p>Courbet teve sua obra “A origem do mundo”, que representava um órgão sexual feminino proibida de ser</p><p>exposta e só foi parar nas paredes dos museus em 1995. Hoje em dia, obras de conteúdo “potencialmente</p><p>ofensivas” são retiradas das redes sociais o tempo todo.</p><p>A discussão sobre a censura às artes no contemporâneo é fundamental para os</p><p>vestibulares e você pode acabar encontrando-a, por exemplo, em uma proposta de</p><p>redação.</p><p>Fonte: Unsplash. Disponível em</p><p><https://unsplash.com/photos/uydt8hNz3hE></p><p>Acesso em 04/05/20.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 27</p><p>Durante o século XX, houve uma larga produção de obras de arte que se posicionaram contrárias</p><p>a governos autoritários ao redor do mundo. Principalmente regimes totalitários na América Latina, África</p><p>e Oriente Médio foram alvo de oposição dos artistas – muitos dos quais acabaram exilados ou perseguidos</p><p>por suas produções. No Brasil, a censura às obras incidiu principalmente sobre a música, fazendo com que</p><p>alguns artistas populares até hoje – como Caetano Veloso, Chico Buarque e Gilberto Gil – fossem</p><p>obrigados a deixar o país. A arte produzida por opositores de regimes políticos é frequentemente referida</p><p>como arte engajada, quando se propõe a produzir conteúdos subversivos ou até mesmo revolucionários</p><p>para os padrões de sua época.</p><p>Pussy Riot</p><p>Um exemplo contemporâneo de artistas que se opõe frontalmente a governos ou lideranças</p><p>políticas de maneira sistemática é o grupo Pussy Riot, de origem russa. O grupo formado</p><p>apenas por mulheres faz shows e performances contra as políticas discriminatórias do</p><p>governo russo e o presidente Vladimir Putin. O grupo ficou muito conhecido pelo uso das</p><p>balaclavas – espécie de gorro de lã que deixa só os olhos de fora – coloridas.</p><p>A arte também já serviu de propaganda e instrumento político de legitimação de governos ao</p><p>longo da história. A sustentação de um governo depende não só de suas ações como também de apoio</p><p>popular. Esse apoio pode ser construído através da arte e da cultura, usando das bens culturais como</p><p>propaganda do governo. Essa mistura entre arte e política foi muito profícua na primeira metade do</p><p>século XX, principalmente durante o período das Primeira e Segunda Guerras Mundiais. Veja dois</p><p>exemplos abaixo:</p><p>Arte Nazista</p><p>Baseada em suas</p><p>interpretações de mundo</p><p>centradas na eugenia e na</p><p>superioridade da raça ariana, a</p><p>arte nazista vendia um mundo</p><p>idílico e clássico. Representava a</p><p>Alemanha como uma nação</p><p>forte.</p><p>Diferente da arte de</p><p>vanguarda do período, a arte nazista fugia das</p><p>abstrações e representavam o mundo de maneira</p><p>mais naturalista.</p><p>Arte Soviética</p><p>Após a Revolução</p><p>Russa, em 1917, havia uma</p><p>necessidade de garantir</p><p>que a população apoiasse</p><p>uma mudança tão brusca</p><p>de governo. A cultura e as</p><p>artes serviram pra por um</p><p>lado reforçar os ideias da</p><p>revolução e por outro criar</p><p>um novo movo de fazer arte, com referenciais</p><p>diferentes dos anteriores.</p><p>Havia o incentivo à formação de grupos como</p><p>o Proletkult (em português Cultura Proletária),</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 28</p><p>A escola de arte Bauhaus foi perseguida pelo</p><p>regime por se opor ao ideal de arte do regime. Era</p><p>parte do que eles chamavam de arte degenerada.</p><p>com o objetivo de incentivar uma literatura de</p><p>cunho social acessível ao povo.</p><p>O cinema do início do século XX foi fundamental para a produção de arte ligada aos governos.</p><p>Veja aqui alguns filmes fundamentais:</p><p>O encouraçado Potemkin (1925)</p><p>Dir.: Sergei M. Eisenstein</p><p>Filme do principal cineasta</p><p>soviético que retrata a história de</p><p>uma rebelião ocorrida em um</p><p>navio de guerra, em 1905. Os</p><p>oficiais se rebelaram por conta das</p><p>más condições de trabalho.</p><p>O objetivo do filme é mostrar, pela</p><p>comparação, que o governo</p><p>soviético garantia melhores</p><p>condições para os trabalhadores.</p><p>O triunfo da vontade (1935)</p><p>Dir.: Leni Riefenstahl</p><p>Filme dirigido pela principal</p><p>cineasta alemã. Documentário,</p><p>o filme influenciou a linguagem</p><p>da publicidade no futuro.</p><p>Intercala cenas cotidianas dos</p><p>membros do partido e soldados</p><p>com discursos do próprio</p><p>Hitler.</p><p>O objetivo do filme é mostrar a</p><p>lealdade do povo alemão para</p><p>com o partido nazista.</p><p>O Grande Ditador (1940)</p><p>Dir.: Charles Chaplin</p><p>Na mesma época, o cinema</p><p>americano produz filmes que</p><p>se opõe ao regime nazista,</p><p>garantindo o apoio popular à</p><p>guerra travada na época –</p><p>prática usada até hoje em</p><p>momentos de embate político.</p><p>Em “O Grande Ditador”,</p><p>Chaplin faz uma sátira à figura</p><p>de Hitler, como um líder</p><p>atrapalhado.</p><p>Intercâmbio entre culturas</p><p>Quando se pensa em contato entre culturas diferentes, há algumas questões envolvidas, principalmente</p><p>a ideia de Apropriação cultural. Apropriação Cultural acontece quando uma pessoa de uma cultura</p><p>hegemônica adota aspectos de uma cultura que não é a sua, usando esses elementos sem a devida</p><p>referência. Ela também se caracteriza pelo uso de elementos que eram originalmente fonte de opressão</p><p>de um grupo por um outro dominante. Isso pode ocorrer principalmente em contextos de colonização.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 29</p><p>Muitas vezes, os grupos colonizadores se apropriam de elementos sem compreender seu verdadeiro</p><p>significado cultural. Dentre os elementos mais comuns a terem seus usos questionado, encontramos</p><p>acessórios e trajes, símbolos, culinária e expressões artísticas. 1</p><p>PANTERA NEGRA</p><p>O filme “Pantera Negra” faz uma discussão importante sobre o assunto, abordando</p><p>principalmente uma questão muito contemporânea: a devolução ou não de objetos de</p><p>museus para seus países de origem.</p><p>Fonte: Instagram Um filme me disse</p><p>Muitos dos grandes museus do mundo têm parte de seu acervo fruto de saques. O espólio</p><p>das colonizações são entendidas hoje como parte da violência colonialista e países como</p><p>França e Holanda têm promovido ações de devolução de obras para seus países de origem. O</p><p>desafio desses países hoje é garantir condições de manutenção, exposição e restauro das</p><p>obras que retornarem, já que um dos argumentos usados pelas instituições que resistem às</p><p>devoluções é justamente o risco de deterioração das peças. Esse assunto não é apenas do</p><p>passado: na Síria, desde o início da guerra, houve uma grande quantidade de tráfico ilícito de</p><p>antiguidades.</p><p>Mas qual a problemática envolvida?</p><p>1 A partir do texto disponível em < https://www.megacurioso.com.br/polemica/98787-20-fatos-para-voce-entender-o-que-e-</p><p>apropriacao-cultural.htm > Acesso em 22 dez. 2020.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 30</p><p>O problema não é você individualmente usar algo que acha bonito, mas quando um elemento de</p><p>um grupo minoritário é "sequestrado" e passa a ser associado a outro grupo. Quando isso acontece, esse</p><p>novo grupo é considerado inovador ou criativo, enquanto o grupo que usava originalmente pode ter sido</p><p>marginalizado pelo mesmo elemento. Nos anos 50 nos EUA, por exemplo, o jazz era considerado música</p><p>de negros e visto de maneira negativa. Quando músicos brancos começaram a gravar nesse ritmo, o jazz</p><p>acabou se tornando uma música considerada refinada. A apropriação cultural, então, é um modo de</p><p>reforçar o desequilíbrio social entre pessoas de grupos dominantes e minoritários.</p><p>Fonte: Pixabay</p><p>(Estratégia Vestibulares – 2021)</p><p>Na última semana, a grife</p><p>Alexander McQueen se envolveu em uma polêmica com internautas</p><p>brasileiros que acusaram a marca de apropriação cultural. Tudo aconteceu após o lançamento da</p><p>coleção Pre-Fall 2021, que traz uma peça com estampa que lembra a xilogravura de cordel, técnica</p><p>artística tradicional de alguns estados da região Nordeste. (...)</p><p>Muitos compararam a estampa com o trabalho do famoso gravador pernambucano J.Borges.</p><p>Contudo, em comunicado enviado ao jornal Diário do Nordeste, o filho do artista e membro do</p><p>Memorial J.Borges, Pablo, disse que o caso não se trata de um plágio do trabalho de seu pai. “Eu dei</p><p>uma olhada bem detalhada e vi que não tem nada dele. Ainda arrisco em dizer que é a mesma</p><p>técnica da xilogravura, porém não é da gente”, esclareceu.</p><p>A grife descreve a técnica usada para criar os desenhos como "parpercut", que utiliza de recortes</p><p>em papel para produzir as impressões no tecido. Os ícones presentes na estampa, como o pássaro</p><p>e o coração, são símbolosque já foram explorados anteriormente pela marca em outras coleções,</p><p>assim como o método de estamparia. Até o momento, a Alexander McQueen e sua diretora criativa,</p><p>Sarah Burton, não comentaram o caso.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 31</p><p>(Disponível em <https://revistaglamour.globo.com/Moda/noticia/2021/05/internautas-brasileiros-acusam-grife-</p><p>alexander-mcqueen-de-apropriacao-cultural.html>. Acesso em:09 jun. 2021)</p><p>Sobre apropriação cultural e as técnicas mencionadas no texto, há</p><p>a) um equívoco teórico, pois, visualmente falando, não há dúvidas de que a técnica empregada na</p><p>feitura do vestido seja algo que não “parpercut”.</p><p>b) uma imitação da obra do artista brasileiro J. Borges, que se tornou muito famoso no exterior</p><p>devido ao Movimento Armorial nos anos 1970.</p><p>c) um erro de atribuição, já que as obras dos trajes são oriundas do acervo de J. Borges, mas a marca</p><p>não realizou a atribuição correta das referências.</p><p>d) uma dubiedade, pois não fica claro se houve apropriação de um elemento artístico brasileiro ou</p><p>se a técnica do “parpercut” produziu um efeito semelhante.</p><p>e) uma coincidência, já que a família afirma que não conhece a marca e a marca aponta que o uso</p><p>da mesma técnica que o artista não caracteriza plágio.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está INCORRETA, pois as técnicas são semelhantes em resultado, o que torna dúbia</p><p>a interpretação do que seria a inspiração para a criação da estampa.</p><p>A alternativa B está INCORRETA, pois, ainda que possamos enquadrar a valorização da xilogravura</p><p>no Movimento Armorial, não se pode dizer que seja um movimento de projeção internacional, mas</p><p>nacional.</p><p>A alternativa C está INCORRETA, pois, segundo o texto, não podemos afirmar com certeza que seja</p><p>uma referência a J. Borges, ainda que a semelhança visual seja muito grande.</p><p>A alternativa D está CORRETA, pois, ainda que haja muita semelhança visual, não se pode afirmar</p><p>com certeza se foi uma apropriação das obras de J. Borges —o que parece mais provável —ou se o</p><p>efeito produzido pela técnica escolhida é muito semelhante à xilogravura do artista brasileiro.</p><p>A alternativa E está INCORRETA, pois não se usa a mesma técnica: J. Borges faz xilogravuras e a</p><p>marca trabalhou com uma técnica chamada "parpercut".</p><p>Gabarito: D</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 32</p><p>Essencialmente, você deve aprender a diferença entre apropriação, intercâmbio e assimilação</p><p>cultural:</p><p>(Estratégia Vestibulares – 2021)</p><p>O blackface é uma prática que tem pelo menos 200 anos. Acredita-se que ela tenha se iniciado por</p><p>volta de 1830 em Nova York. Mas não se trata apenas de pintar a pele de cor diferente. Era uma</p><p>prática na qual pessoas negras eram ridicularizadas para o entretenimento de brancos. Estereótipos</p><p>negativos vinham associados às piadas, principalmente nos Estados Unidos e na Europa. No século</p><p>19, atores brancos usavam tinta para pintar os rostos de preto em espetáculos humorísticos, se</p><p>comportando de forma exagerada para ilustrar comportamentos que os brancos associavam aos</p><p>negros. Também ridicularizavam os sotaques dos personagens que incorporavam nas peças. Isso</p><p>surgiu numa época em que os negros nem eram autorizados a subir nos palcos e atuar, por causa</p><p>da cor da pele. Mesmo no século 20, era muito raro atores negros receberem posição de destaque.</p><p>Papéis que exigiam uma aparência africana ou asiática eram frequentemente desempenhados por</p><p>atores brancos usando blackface, ou seja, com a pele tingida. (...) Conforme movimentos</p><p>antirracistas foram crescendo, o blackface foi sendo eliminado do entretenimento e, atualmente, é</p><p>algo visto como vergonhoso e lamentável.</p><p>(Disponível em <https://www.bbc.com/portuguese/geral-49769321> Aceso em 08jul. 2021)</p><p>De acordo com o texto, pode-se dizer que a prática do blackface é considerada hoje ofensiva, pois</p><p>a) remete a um período em que os atores se comportavam de maneira exagerada em cena.</p><p>b) produz uma caracterização de atores negros que não condiz com seu tom real de pele.</p><p>c) ridiculariza pessoas negras, frequentemente reproduzindo estereótipos de personagens.</p><p>d) reproduz uma prática específica do século XIX de não contratar atores negros para os papéis.</p><p>e) exclui personagens de diferentes tons de pele nas criações teatrais ou audiovisuais.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está INCORRETA, pois há uma falta de detalhamento na alternativa. Não era</p><p>qualquer ator que se comportava de maneira exagerada, mas os brancos interpretando negros em</p><p>papéis estereotipados.</p><p>A alternativa B está INCORRETA, pois esse termo se refere a atores brancos interpretando negros,</p><p>não a atores negros em cena.</p><p>A alternativa C está CORRETA, pois, segundo o texto, a prática do blackface reproduz estereótipos</p><p>no teatro e no audiovisual, colocando pessoas brancas como intérpretes de pessoas negras em</p><p>papéis ofensivos. Além disso, remete a uma época em que pessoas negras sequer podiam participar</p><p>dessas produções.</p><p>Apropriação Cultural é</p><p>necessariamente uma</p><p>relação de dominação,</p><p>opressão.</p><p>Intercâmbio Cultural ocorre</p><p>quando diferentes culturas</p><p>promovem trocas mútuas.</p><p>Assimilação Cultural ocorre</p><p>quando há uma</p><p>obrigatoriedade por parte</p><p>de povos oprimidos de</p><p>performar a cultura de seu</p><p>opressor.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 33</p><p>A alternativa D está INCORRETA, pois o texto aponta que essa prática persistiu até o século XX.</p><p>A alternativa E está INCORRETA, pois há personagens de diferentes tons de pele. O que não há são</p><p>atores com tom de pele correspondente.</p><p>Gabarito: C</p><p>Arte e mercado</p><p>Uma das questões sobre as quais os alunos mais se questionam é o que define o preço de uma</p><p>obra de arte. Antes de mais nada, é importante que você saiba que o valor de uma ora não está em</p><p>questões puramente estéticas ou de gosto. Um obra de arte pode ser valorada a partir de diferentes</p><p>critérios, tanto objetivos quanto subjetivos.</p><p>Critérios Objetivos</p><p>• Materiais e ferramentas (tinta, tela, papel etc);</p><p>• Ateliê ou estúdio;</p><p>• Despesas de marketing e divulgação; e</p><p>• Comissões das galerias de arte ou merchands.</p><p>Critérios Subjetivos</p><p>• Valor da mão de obra, ou seja, valor da hora do artista;</p><p>• A importância do artista no cenário cultural;</p><p>• A notoriedade do tema ou técnica;</p><p>• Estado de conservação da obra;</p><p>• Assinatura e comprovação de veracidade; e</p><p>• Exclusividade ou ineditismo.</p><p>Há outros fatores que podem influenciar no valor de uma obra de arte. Dados mais</p><p>específicos de cada realidade, como a fase de trabalho de algum artista, se a obra tem</p><p>histórico de participação em exposições importantes, quem foram os donos anteriores e</p><p>até mesmo a realidade econômica do país na época da venda.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 34</p><p>Outra diferenciação que pode impactar na valoração de uma obra é se ela é uma obra de</p><p>vanguarda ou acadêmica. A depender do momento ou do que se passa com o país no momento, uma ou</p><p>outra pode ser mais valorizada. A diferença entre elas, porém, é essencial:</p><p>Há, por fim, outras definições importantes quando o assunto é o valor de uma obra de arte. Essas</p><p>definições são importantes também para compreender os limites entre arte e artesanato, que</p><p>pensaremos ao longo de nosso curso.</p><p>Arte acadêmica</p><p>Produções ditadas por uma escola ou</p><p>academia mais focada em reprodução</p><p>da técnica do que na criação de algo</p><p>novo ou de estilo pessoal.</p><p>Arte de vanguarda</p><p>Arte que busca ruptura com os</p><p>sistemas estabelecidos. Pode ser uma</p><p>produção individual ou de um grupo.</p><p>São artistas eu costumam estar “à</p><p>frente de seu tempo”.</p><p>“Arte erudita” X “Arte popular” X “Arte de Massa”</p><p>Essa é uma oposição reproduzida com frequência pelo senso comum, como se um tipo</p><p>de arte fosse “superior” a outro. A contraposição se baseia em diversos fatores. Vamos entender os</p><p>significados de cada uma dessas expressões.</p><p>Arte erudita é aquela produzida por e para uma elite, seja ela econômica ou intelectual. É um</p><p>tipo de produção que frequentemente demanda conhecimentos em diferentes áreas para ser</p><p>melhor compreendida. É mais facilmente encontradas em galerias e museus, além de contar com a</p><p>apreciação da crítica.</p><p>Arte popular é a que possui interfaces com o folclore e demais representações da cultura</p><p>popular. Costuma manter sua ligação com tradições locais e com ancestralidades. É produzida pelo</p><p>povo para o povo, dialogando com elementos do cotidiano. Muitas vezes representa motivos</p><p>místicos ou sagrados e cenas cotidianas.</p><p>O importante aqui é que você não deve hierarquizar essas produções. A arte erudita não é</p><p>“melhor” que a popular”. Hoje em dia, o estudo das artes contempla todas essas expressões.</p><p>Arte de massa é aquela produzida para alcançar o grande público. Convenciona-se chamar</p><p>como arte de massa aquela produzida no século XX, seguindo as análises da Escola de Frankfurt. Seu</p><p>principal objetivo é ser compreendida imediatamente, ou seja, não é uma produção que incentiva a</p><p>reflexão. Por isso, é frequentemente associada a indústria cultural. É produzida por pessoas com</p><p>domínio dos meios de produção para o povo, por isso, muitas vezes se aproxima do conceito de</p><p>alienação e às produções contemporâneas audiovisuais, como televisão e cinema.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 35</p><p>(Estratégia Vestibulares – 2021)</p><p>O artesanato é uma parte da técnica da arte, a mais desprezada infelizmente, mas a técnica da arte</p><p>não se resume no artesanato. O artesanato é a parte da técnica que se pode ensinar mas há uma</p><p>parte da técnica de arte que é por assim dizer, a objetivação, a concretização de uma verdade</p><p>interior do artista. Esta parte da técnica obedece segredos, caprichos imperativos do ser subjetivo,</p><p>em tudo o que ele é, como indivíduo e como ser social. Isto não se ensina e reproduzir é imitação.</p><p>Isto é o que chamamos a técnica de Rembrant, e Fra Angelico ou de Renoir, que divergem os três</p><p>profundamente não apenas na concepção do quadro, mas consequentemente na técnica do fazer.</p><p>(Disponível em <https://www.eba.ufmg.br/alunos/kurtnavigator/arteartesanato/filos-03-artesao.html> Acesso em 21 abr. 2021)</p><p>Sobre a distinção entre arte e artesanato, segundo o texto, é correto afirmar que:</p><p>a) arte e artesanato diferenciam-se principalmente por serem campos de produção estética que</p><p>fazem uso de técnicas diferentes.</p><p>b) há um componente criativo individual característico da arte que transcende a execução exímia</p><p>da técnica de que o artesanato se vale.</p><p>c) o artesanato transforma materialmente realidades subjetivas dos artistas, criando a partir de suas</p><p>experiências técnicas específicas.</p><p>d) há uma noção hierárquica que diferencia as duas expressões artísticas, levando-se em</p><p>consideração a beleza da execução técnica.</p><p>e) a arte concretiza uma verdade interior do artista, enquanto o artesanato apenas é capaz de</p><p>reproduzir e imitar expressões subjetivas.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta, pois o texto indica que frequentemente as técnicas são as mesmas.</p><p>A alternativa B está correta, pois, segundo o texto, a arte tem um traço da subjetividade do autor</p><p>para além da execução da técnica, característica frequentemente associada ao artesanato.</p><p>A alternativa C está incorreta, pois o texto indica que quem faz isso é a arte.</p><p>A alternativa D está incorreta, pois a diferença não é exatamente pela beleza da execução técnica,</p><p>mas pela expressão subjetiva envolvida.</p><p>A alternativa E está incorreta, pois ainda que se afirme que a arte materializa uma verdade interior</p><p>do artista, o texto não aponta que o artesanato produza cópias. Apenas que o artesanato está no</p><p>campo da técnica.</p><p>Gabarito: B</p><p>Relação entre artistas e poder constituído</p><p>Um dos modos de relacionar-se com o poder, para além das críticas sociais ou questionamento de</p><p>sistemas é através da cooperação. Uma das principais relações entre artistas e Estado está nas políticas</p><p>de apoio às artes. Veja um breve histórico dos aportes financeiros do Estado para artes no Brasil.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 36</p><p>Século 19 – A vinda da Corte Real portuguesa para o país deu origem à criação de mecanismos</p><p>culturais. Bibliotecas, teatros e casas de ópera começaram a integrar o cenário da colônia, como</p><p>acontecia na Europa.</p><p>Década de 1930 – governo Getúlio Vargas passou a ver o investimento como forma de propaganda.</p><p>Nos 20 anos seguintes, a atuação com caráter privado começou a se consolidar.</p><p>Ano de 1986 – Período de redemocratização, criação da Lei Sarney. Considerada pioneira, instituía</p><p>mecanismos de incentivo fiscal para atividades artísticas. Foi revogada em 1990, mas substituída</p><p>em 1991 pela Lei Federal de Incentivo à Cultura ou apenas Lei Rouanet.</p><p>O meio mais utilizado para fomentar o mercado cultural é o mecenato. As pessoas físicas e jurídicas</p><p>oferecem recursos que são usados como patrocínio para as realizações. Em troca, é comum que</p><p>recebam contrapartidas, como o incentivo fiscal dado pelo governo e outras vantagens.</p><p>O fomento cultural também pode surgir por meio de apoio ou parceria, mas nesses casos, não há a</p><p>política de incentivo fiscal.</p><p>(Disponível em <https://arteemcurso.com/blog/qual-e-a-realidade-do-incentivo-a-cultura-no-brasil/>)</p><p>A relação entre arte e Estado, porém, sempre suscita uma série de discussões. Elencamos aqui</p><p>algumas das principais questões que podem aparecer na sua prova ou até mesmo na sua redação.</p><p>O que é crítica de arte?</p><p>Em sentido estrito, a noção de crítica de arte diz respeito a análises e juízos de valor emitidos</p><p>sobre as obras de arte que, no limite, reconhecem e definem os produtos artísticos como tais.</p><p>Envolve interpretação, julgamento, avaliação e gosto.</p><p>O Estado deveria</p><p>financiar a cultura e</p><p>a arte?</p><p>A formação de</p><p>público no Brasil é</p><p>de responsabilidade</p><p>de quem?</p><p>Quais as</p><p>consequências da</p><p>dependência de</p><p>editais?</p><p>Quem consome arte</p><p>no Brasil?</p><p>Como preservamos a</p><p>Cultura e a Arte no</p><p>Brasil?</p><p>Arte e cultura são</p><p>equivalentes?</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 37</p><p>A crítica de arte nesse sentido específico surge no século XVIII, num ambiente caracterizado</p><p>pelos salões literários e artísticos, acompanhando as exposições periódicas, o surgimento de</p><p>um público e o desenvolvimento da imprensa.</p><p>Nesse momento, observam-se as primeiras tentativas de distinguir mais nitidamente crítica</p><p>de arte e história da arte, que aparecem como domínios distintos: o historiador voltado para</p><p>a arte do passado e o crítico comprometido com a análise da produção do seu tempo.</p><p>A despeito desse esforço em marcar diferenças, as dificuldades em estabelecer limites claros</p><p>entre os dois campos se mantêm até hoje.</p><p>Embora distintos, os campos</p><p>da história e da crítica de arte encontram-se imbricados; afinal o</p><p>juízo crítico é sempre histórico, na medida em que dialoga com o tempo, e a reconstituição</p><p>histórica, inseparável dos pontos de vista que impõem escolhas e princípios. As meditações</p><p>sobre o belo, no domínio da estética, alimentam as formulações da crítica e da história da</p><p>arte.</p><p>Disponível em <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo3178/critica-de-arte></p><p>5- Arte e Realidade</p><p>Uma das antigas teorias relacionadas à arte é a ideia de arte como imitação do real. Essa ideia</p><p>pareceu inquestionável por muitos anos. A arte era considerada uma espécie de espelho, capaz de refletir</p><p>e fixar o mundo da maneira mais fiel possível. Isso se liga diretamente à ideia de mimesis:</p><p>Mímesis</p><p>A arte como imitação (mimesis) é a teoria criada para definir as obras produzidas pelo</p><p>Homem em que são imitadas perspectivas da Natureza e a ação do Homem.</p><p>A palavra mimesis é grega e é traduzida por imitação.</p><p>A teoria da arte como imitação tem dois objetivos: reproduzir algo fielmente; compreender</p><p>que tanto melhor é uma obra que mais fielmente reproduza aquilo que imita.</p><p>Ao longo do tempo, porém, fica claro que a função social da arte não é apenas imitar a realidade.</p><p>A arte tem muitas possibilidades de atuação e de criação frente ao real. Elencamos aqui algumas das</p><p>principais funções sociais da arte:</p><p>Fruição estética, ou seja,</p><p>ser bela.</p><p>Utilitária, ou seja, não</p><p>como um fim em si</p><p>mesmo, mas um meio</p><p>para alcançar alguma</p><p>finalidade.</p><p>Remeter à realidade, tanto</p><p>a partir da cópia quanto</p><p>da ressignificação,</p><p>buscando reavaliar</p><p>criticamente o mundo.</p><p>Ritual, como forma de</p><p>ligação com o metafísico,</p><p>por exemplo.</p><p>Educar, ensinando algo</p><p>para aqueles que a</p><p>apreciam.</p><p>Memória, nos permitindo</p><p>resguardar do</p><p>esquecimento acerca de</p><p>algo que gostamos.</p><p>Conserva e documenta.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 38</p><p>(Estratégia Vestibulares – 2021)</p><p>Enciclopédia Negra: personalidades invisibilizadas na história do Brasil</p><p>Pela primeira vez, a exposição torna pública as 103 obras realizadas por artistas contemporâneos</p><p>para um livro homônimo de autoria dos pesquisadores Flávio Gomes e Lilia M. Schwarcz e do artista</p><p>Jaime Lauriano.</p><p>A Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São</p><p>Paulo, reitera o compromisso com a visibilidade e a pluralidade de histórias e movimentos que se</p><p>propõe a contar por meio da arte e inaugura Enciclopédia negra.</p><p>Pela primeira vez, a exposição torna pública as 103 obras realizadas por artistas contemporâneos</p><p>para um livro homônimo de autoria dos pesquisadores Flávio Gomes e Lilia M. Schwarcz e do artista</p><p>Jaime Lauriano, publicado em março de 2021 pela Companhia das Letras.</p><p>A mostra é um desdobramento da publicação e também se conecta com a nova apresentação da</p><p>coleção do museu que se apoia em questionamentos contemporâneos e reverbera narrativas mais</p><p>inclusivas e diversas.</p><p>No livro, estão reunidas as biografias de mais de 550 personalidades negras, em 416 verbetes</p><p>individuais e coletivos. Muitos desses personagens tiveram as suas imagens e histórias de vida</p><p>apagadas ou nunca registradas.</p><p>Para interromper essa invisibilidade, 36 artistas contemporâneos foram convidados a produzir</p><p>retratos dos biografados.</p><p>Zumbi (PE-AL) pelo artista Arjan Martins. Crédito da imagem: reprodução de Filipe Bernd</p><p>(Disponível em < https://arteref.com/galerias-e-eventos/exposicao-enciclopedianegra-pinacoteca/> Aceso em 25 jun. 2021)</p><p>A função social da exposição é, através da obra de arte,</p><p>a) ressignificar imagens famosas de pessoas cujas histórias foram menos relevantes.</p><p>b) divulgar uma obra de autores contemporâneos, como parte do lançamento.</p><p>c) fazer o público conhecer a verdadeira história de personalidades populares.</p><p>d) mostrar a relevância da arte contemporânea na construção da história.</p><p>e) resgatar uma memória de pessoas que não tiveram suas histórias registradas.</p><p>Comentários:</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 39</p><p>A alternativa A está incorreta, pois não há aqui nem a ideia de ressignificar imagens nem a de que</p><p>essas pessoas sejam menos relevantes.</p><p>A alternativa B está incorreta, pois a exposição parte das informações levantadas em um livro, mas</p><p>não tem o foco de divulgá-la.</p><p>A alternativa C está incorreta, pois não há nada que indique que essas pessoas seriam tão populares.</p><p>São pessoas cujas vidas não foram registradas adequadamente.</p><p>A alternativa D está incorreta, pois há a informação de que a exposição faz parte de uma</p><p>apresentação da coleção contemporânea do museu, mas isso não é a função social da exposição,</p><p>cujo foco é a ressignificação de memórias.</p><p>A alternativa E está correta, pois aqui a reportagem afirma que são criadas obras que reverberam</p><p>narrativas de pessoas negras que tiveram suas vidas apagadas ou que não foram registradas</p><p>Gabarito: E</p><p>Obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica</p><p>Esse é o título de um dos textos mais famosos do pensador Walter Benjamin. Esse texto é</p><p>fundamental para compreender muitas das questões em torno da produção de arte do século XX,</p><p>principalmente após a Segunda Guerra. O texto foi publicado em 1955.</p><p>É importante pontuar que sempre foi possível reproduzir uma obra.</p><p>Segundo Benjamin:</p><p>Em sua essência, a obra de arte sempre foi reprodutível. O que os</p><p>homens faziam sempre podia ser imitado por outros homens. Essa imitação</p><p>era praticada por discípulos, em seus exercícios, pelos mestres, para a difusão</p><p>das obras, e finalmente por terceiros, meramente interessados no lucro. Em</p><p>contraste, a reprodução técnica da obra de arte representa um processo novo,</p><p>que se vem desenvolvendo na história intermitentemente, através de saltos</p><p>separados por longos intervalos, mas com intensidade crescente.</p><p>O que Benjamin aponta nesse ensaio é que após a possibilidade de</p><p>reproduzir uma obra de maneira idêntica, principalmente a partir do advento</p><p>da fotografia e, posteriormente do cinema, há um impacto na própria concepção do que seria arte.</p><p>Primeiro porque a arte deixa de depender da mão do artista e pode depender apenas de seu olho: criar</p><p>um enquadramento para uma fotografia não demanda a mesma habilidade manual que pintar um quadro,</p><p>por exemplo.</p><p>O que ele aponta é que “a reprodução técnica atingiu tal padrão de qualidade que ela não</p><p>somente podia transformar em seus objetos a totalidade das obras de arte tradicionais, submetendo-</p><p>as a transformações profundas, como conquistar para si um lugar próprio entre os procedimentos</p><p>artísticos”. Ou seja, a partir de técnicas como a fotografia, qualquer objeto pode se tornar arte – se</p><p>fotografado de determinada maneira.</p><p>ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Conceitos Básicos</p><p>AULA 00 – CONCEITOS BÁSICOS 40</p><p>Benjamin aponta que, inicialmente, as obras de arte eram produzidas a serviço da “magia”, ou</p><p>seja, a arte era ritual e, depois, religiosa – basta lembrar do que vimos desde pintura rupestre até o</p><p>renascimento. Assim, imagens possuíam aquilo que ele chamava de valor de culto. Quando passamos a</p><p>ser capazes de produzir e difundir de maneira industrial as obras de arte, estas perderam aquilo que ele</p><p>chama de aura.</p><p>Segundo o autor a aura é definida por ser uma “figura singular,</p><p>composta de elementos espaciais e temporais: a aparição única de uma</p><p>coisa distante, por mais perto que ela esteja”. A aura só seria possível numa</p><p>obra única, que não pudesse ser produzida de maneira industrial. É o que a</p><p>liga ao seu aspecto ritual, mágico.</p><p>Após as possibilidades de reprodutibilidade técnica, a arte passa a ter</p><p>valor de exposição, ou seja, quanto ela pode ser vista e apreciada. Assim,</p><p>obras que possam ser mais reproduzidas atendem a essa necessidade de</p><p>disponibilidade. A arte, portanto, para Walter Benjamin, ganha uma nova</p><p>função.</p><p>(Estratégia Vestibulares – 2021)</p><p>No lugar</p>

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