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Simulado Enem 3 - Questões LCHT

Simulado Enem 3 (COC) — caderno de questões do 1º dia: instruções de aplicação, 90 questões e proposta de redação; questões 01–45 são de Linguagens (01–05 língua estrangeira, opção inglês/espanhol) e há exemplos de itens em inglês.

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Prévia do material em texto

<p>EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO</p><p>PROVA DE LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS E REDAÇÃO</p><p>PROVA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>1º DIA</p><p>Simulado 3 COC-ENEM-2024, primeiro dia.</p><p>ATENÇÃO: transcreva, no espaço apropriado de seu CARTÃO-RESPOSTA,</p><p>com sua caligrafia usual, considerando as letras maiúsculas e minúsculas, a seguinte frase:</p><p>2024</p><p>LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES SEGUINTES:</p><p>Você já conhece o Aprova – Estudo Personalizado?</p><p>O Aprova considera que cada estudante é único e precisa de uma trilha personalizada de estudos para a�ngir seus obje�vos.</p><p>Após par�cipar dos dois dias do Simulado Enem, você pode ter acesso a uma lista de exercícios elaborada</p><p>exclusivamente para você, com foco em suas oportunidades de desenvolvimento.</p><p>Acesse nosso Portal e dê mais um passo em sua jornada rumo à universidade.</p><p>1. Este CADERNO DE QUESTÕES contém 90 questões numeradas de 01 a 90 e a Proposta de Redação, dispostas da seguinte maneira:</p><p>a) questões de número 01 a 45, rela�vas à área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias;</p><p>b) Proposta de Redação;</p><p>c) questões de número 46 a 90, rela�vas à área de Ciências Humanas e suas Tecnologias.</p><p>ATENÇÃO: as questões de 01 a 05 são rela�vas à língua estrangeira. Você deverá responder apenas às questões relacionadas à língua estran-</p><p>geira (inglês ou espanhol) escolhida no ato de sua inscrição.</p><p>2. Confira se a quan�dade e a ordem das questões do seu CADERNO DE QUESTÕES estão de acordo com as instruções anteriores.</p><p>Caso o caderno esteja incompleto, tenha defeito ou apresente qualquer divergência, comunique ao aplicador da sala para que ele</p><p>tome as providências cabíveis.</p><p>3. Para cada uma das questões obje�vas, são apresentadas 5 opções. Apenas uma responde corretamente à questão.</p><p>4. O tempo disponível para estas provas é de cinco horas e trinta minutos.</p><p>5. Reserve tempo suficiente para preencher o CARTÃO-RESPOSTA e a FOLHA DE REDAÇÃO.</p><p>6. Os rascunhos e as marcações assinaladas no CADERNO DE QUESTÕES não serão considerados na avaliação.</p><p>7. Somente serão corrigidas as redações transcritas na FOLHA DE REDAÇÃO.</p><p>8. Quando terminar as provas, acene para chamar o aplicador e entregue este CADERNO DE QUESTÕES e o CARTÃO-RESPOSTA/FOLHA DE REDAÇÃO.</p><p>9. Você poderá deixar o local de prova somente após decorridas duas horas do início da aplicação e poderá levar seu CADERNO DE QUESTÕES ao</p><p>deixar em defini�vo a sala de prova nos 30 minutos que antecedem o término das provas.</p><p>10. Verifique, no CARTÃO-RESPOSTA, se seus dados estão registrados corretamente. Caso haja alguma divergência, comunique-a imediata-</p><p>mente ao aplicador da sala.</p><p>ATENÇÃO: após a conferência, escreva e assine seu nome nos espaços próprios do CARTÃO-RESPOSTA com caneta esferográfica de �nta preta e</p><p>corpo transparente.</p><p>Esta é uma prova elaborada pelo Sistema COC de Ensino que simula os itens e as condições do Enem.</p><p>CCP24AV46372603</p><p>*CCP24AV46372603*</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 1CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 1 01/04/2024 14:04:1601/04/2024 14:04:16</p><p>Simulado Enem 3 – Página 2</p><p>LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>Questões 01 a 45</p><p>Questões 01 a 05 (opção inglês)</p><p>QUESTÃO 01</p><p>— Good and evil, right and wrong? Are these concepts</p><p>that you believe in?</p><p>— Yes, I do.</p><p>— Binary thinking could hamstring you when it comes to</p><p>a critical assessment of our subjects. We need to understand</p><p>the gray areas.</p><p>— The world is complex, I get that. I can check my</p><p>judgment at the door.</p><p>Trecho de diálogo da série Mindhunter entre a psicóloga Wendy Carr e o agente Gregg</p><p>Smith. Disponível em: <https://www.springfieldspringfield.co.uk>.</p><p>Acesso em: 7 nov. 2017.</p><p>Considerando o contexto do diálogo, pode-se inferir que, com</p><p>o uso da expressão “gray areas”, a personagem quis dizer que</p><p>A o pensamento binário pode levar a uma avaliação crítica</p><p>das coisas.</p><p>B as nuances que existem entre os extremos devem ser</p><p>consideradas.</p><p>C o mundo é complexo e, para entendê-lo, é preciso ter</p><p>uma postura binária.</p><p>D o lado perverso que existe em todas as pessoas precisa</p><p>ser compreendido.</p><p>E a avaliação crítica tolhe as áreas cinzas, levando a um</p><p>pensamento simplista.</p><p>QUESTÃO 02</p><p>“Here’s to the crazy ones. The misfits. The rebels. The</p><p>troublemakers. The round pegs in the square holes. The</p><p>ones who see things differently. They’re not fond of rules.</p><p>And they have no respect for the status quo. You can quote</p><p>them, disagree with them, glorify or vilify them. About the</p><p>only thing you can’t do is ignore them. Because they change</p><p>things. They push the human race forward. And while some</p><p>may see them as the crazy ones, we see genius. Because</p><p>the people who are crazy enough to think they can change</p><p>the world, are the ones who do.”</p><p>JOBS, Steve. Disponível em: https://www.goodreads.com/quotes/924-here-s-to-the-crazy-</p><p>ones-the-misfits-the-rebels-the. Acesso em: 22 fev. 2024.</p><p>Nessa citação de Steve Jobs, as palavras “misfits”, “rebels”</p><p>e “troublemakers” ressaltam</p><p>A diversidade cultural.</p><p>B mudanças de atitude.</p><p>C estereótipos equivocados.</p><p>D descumprimento de regras.</p><p>E propagação de complicações.</p><p>QUESTÃO 03</p><p>The instructor said,</p><p>Go home and write</p><p>a page tonight.</p><p>And let that page come out of you –</p><p>Then, it will be true.</p><p>I wonder if it’s that simple?</p><p>I am twenty-two, colored, born in Winston-Salem.</p><p>[…]</p><p>I guess being colored doesn’t make me not like</p><p>the same things other folks like who are other races.</p><p>So will my page be colored that I write?</p><p>Being me, it will not be white.</p><p>But it will be</p><p>a part of you, instructor.</p><p>You are white –</p><p>yet a part of me, as I am a part of you.</p><p>That’s American.</p><p>Sometimes perhaps you don’t want to be a part of me.</p><p>Nor do I often want to be a part of you.</p><p>But we are, that’s true!</p><p>As I learn from you,</p><p>I guess you learn from me –</p><p>although you’re older – and white –</p><p>and somewhat more free.</p><p>This is my page for English B.</p><p>HUGHES, Langston. Theme for English B. Disponível em: https://poets.org/</p><p>poem/theme-english-b. Acesso em: 22 fev. 2024.</p><p>Nesse poema de Langston Hughes, o eu lírico destaca o(a)</p><p>A disputa de poder.</p><p>B arrogância do instrutor.</p><p>C liberdade de expressão.</p><p>D simplicidade da proposta.</p><p>E existência de diferenças raciais.</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 2CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 2 28/03/2024 11:12:3828/03/2024 11:12:38</p><p>https://www.goodreads.com/quotes/924-here-s-to-the-crazy-ones-the-misfits-the-rebels-the</p><p>https://www.goodreads.com/quotes/924-here-s-to-the-crazy-ones-the-misfits-the-rebels-the</p><p>https://poets.org/</p><p>1º dia – 2024 – Página 3</p><p>QUESTÃO 04</p><p>Did you know that 347,222 Instagram users scroll through</p><p>their feeds every minute? What does this imply for your</p><p>company? First, you need to post more material on Instagram</p><p>to get your audience’s attention. Otherwise, your content</p><p>can get buried in a sea of posts, and you won’t be able to</p><p>reach your intended audience. Remember that Instagram</p><p>now displays posts based on interests, relationships, and</p><p>timelines. Suppose your audience is interested in the topic</p><p>or has already connected with your business. In that case,</p><p>they will see your posts.</p><p>You must upload material more regularly and strategically</p><p>to attain Instagram growth. First, you should figure out when</p><p>your target audience is most likely to be online and then</p><p>schedule the Instagram posts in and around that time. Various</p><p>studies have also attempted to determine the optimal time for</p><p>businesses to post on Instagram. The optimum times to post,</p><p>according to CoSchedule, varied depending on the industry.</p><p>Disponível em: https://www.nfi.edu/instagram-growth/. Acesso em: 23 set. 2023.</p><p>O texto aborda estratégias de postagens no Instagram.</p><p>A sugestão para as empresas é que</p><p>A façam postagens continuamente durante todo o dia.</p><p>B subam material aos poucos, em pequenas “doses”.</p><p>C sigam o horário padrão de postagens no Instagram.</p><p>D publiquem materiais preferidos de seu público-alvo.</p><p>E comentem as postagens de todos que interagirem.</p><p>anteriores de alerta, que estão</p><p>defasadas.</p><p>C promover ações que incluem a população no acesso</p><p>às informações.</p><p>D identificar problemas sociais e suas causas, prevendo</p><p>as melhores soluções.</p><p>E realizar ações no trânsito das grandes cidades nos</p><p>chamados horários de pico.</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 18CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 18 28/03/2024 11:22:4128/03/2024 11:22:41</p><p>http://tvbrasil.ebc.com.br</p><p>https://oglobo.globo.com</p><p>1º dia – 2024 – Página 19</p><p>INSTRUÇÕES PARA A REDAÇÃO</p><p>1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.</p><p>2.	 O	texto	definitivo	deve	ser	escrito	à	tinta	preta,	na	folha	própria,	em	até	30	(trinta)	linhas.</p><p>3.	 A	redação	que	apresentar	cópia	dos	textos	da	Proposta	de	Redação	ou	do	Caderno	de	Questões	terá	o	número	de</p><p>linhas	copiadas	desconsiderado	para	a	contagem	de	linhas.</p><p>4. Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:</p><p>4.1.	tiver	até	7	(sete)	linhas	escritas,	sendo	considerada	“texto	insuficiente”;</p><p>4.2.	fugir	ao	tema	ou	não	atender	ao	tipo	dissertativo-argumentativo;</p><p>4.3.	apresentar	parte	do	texto	deliberadamente	desconectada	do	tema	proposto;</p><p>4.4.	apresentar	nome,	assinatura,	rubrica	ou	outras	formas	de	identificação	no	espaço	destinado	ao	texto.</p><p>TEXTO I</p><p>O	número	de	alunos	com	deficiência	matriculados	em</p><p>escolas	 públicas	 e	 privadas	 têm	 crescido	 no	Brasil.	 De</p><p>acordo	com	o	último	Censo	Escolar	da	Educação	Básica,</p><p>em	2022	eram	quase	1,3	milhão	de	estudantes,	e	a	maior</p><p>parte	tem	deficiência	intelectual,	seguida	de	pessoas	com</p><p>autismo	e	deficiência	física.	Professores,	especialistas,	e</p><p>responsáveis	ainda	encontram	desafios	para	se	chegar	a	uma</p><p>verdadeira	 inclusão.	Entre	os	problemas	apontados	estão,</p><p>principalmente,	a	recusa	de	matrícula	em	razão	da	deficiência.</p><p>Disponível	em:	https://agenciabrasil.ebc.com.br.	Acesso	em:	10	fev.	2024	(adaptado).</p><p>TEXTO II</p><p>A	Lei	Brasileira	de	Inclusão	da	Pessoa	com	Deficiência</p><p>(LBI)	estabelece	que	a	recusa	da	matrícula	é	considerada</p><p>crime	de	discriminação.	A	LBI	também	prevê	que	“recusar,</p><p>cobrar	valores	adicionais,	suspender,	procrastinar,	cancelar</p><p>ou	fazer	cessar	inscrição	de	aluno	em	estabelecimento	de</p><p>ensino	de	qualquer	curso	ou	grau,	público	ou	privado,	em</p><p>razão	de	sua	deficiência”	constitui	crime	de	discriminação,</p><p>punível	com	“reclusão	de	2	(dois)	a	5	(cinco)	anos	e	multa,</p><p>e	se	for	praticado	contra	pessoa	com	deficiência	menor	de</p><p>18	anos,	a	pena	é	agravada	em	1/3”.	[...]</p><p>Disponível	em:	https://diariopcd.com.br.	Acesso	em:	10	fev.	2024	(adaptado).</p><p>TEXTO III</p><p>0</p><p>65,7</p><p>26,3</p><p>Sem instrução e</p><p>fundamental</p><p>incompleto</p><p>Fundamental</p><p>completo e</p><p>médio incompleto</p><p>Médio completo</p><p>e superior</p><p>incompleto</p><p>Superior</p><p>completo</p><p>15</p><p>30</p><p>45</p><p>60</p><p>75</p><p>90</p><p>Nível da ocupação de pessoas de 25 anos ou mais - Brasil</p><p>Por nível de instrução (%)</p><p>Pessoa com de�ciência Pessoa sem de�ciência Total com de�ciência Total sem de�ciência</p><p>51,2</p><p>80,8</p><p>42,4</p><p>71,6</p><p>33,6</p><p>64,1</p><p>17,5</p><p>48,7</p><p>TEXTO IV</p><p>PROPOSTA DE REDAÇÃO</p><p>A	partir	da	leitura	dos	textos	motivadores	e	com	base	nos	conhecimentos	construídos	ao	longo	de	sua	formação,	redija	um</p><p>texto	dissertativo-argumentativo	em	modalidade	escrita	formal	da	língua	portuguesa	sobre	o	tema	“Caminhos	para	garantir</p><p>a	inclusão	de	autistas	na	sociedade	brasileira”,	apresentando	proposta	de	intervenção	que	respeite	os	direitos	humanos.</p><p>Selecione,	organize	e	relacione,	de	forma	coerente	e	coesa,	argumentos	e	fatos	para	defesa	de	seu	ponto	de	vista.</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 19CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 19 01/04/2024 14:17:0101/04/2024 14:17:01</p><p>https://agenciabrasil.ebc.com.br</p><p>https://diariopcd.com.br</p><p>Simulado Enem 3 – Página 20</p><p>CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>Questões 46 a 90</p><p>QUESTÃO 46</p><p>Com o intuito de transportar os pontos constantes no</p><p>elipsoide de revolução para um plano, foi criado um sistema</p><p>o qual, com alguns ajustes, transporta, do modo mais fiel</p><p>possível, os pontos notáveis da superfície da Terra para os</p><p>mapas. As projeções cartográficas, apoiadas em funções</p><p>matemáticas definidas, realizam este transporte de pontos</p><p>utilizando diferentes figuras geométricas como superfícies</p><p>de projeção.</p><p>FITZ, P. R. Cartografia básica. 3. ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2008. p. 43. (adaptado)</p><p>O mecanismo descrito no texto tem como prioridade</p><p>minimizar a</p><p>A geração de deformações gráficas.</p><p>B exportação de escalas imprecisas.</p><p>C reprodução de formas unidimensionais.</p><p>D imposição de convenções cartográficas.</p><p>E criação de representações geopolíticas.</p><p>QUESTÃO 47</p><p>Esse contexto geral remete ao período internacional de</p><p>revoltas, motins e greves que varreu o mundo todo na segunda</p><p>parte do ano de 1917, particularmente crítico por causa da</p><p>estagnação do conflito mundial. No caso específico brasileiro</p><p>e particularmente paulistano, o movimento foi a reação a um</p><p>período de intensificação do horário de trabalho, de subida</p><p>repentina dos preços e estagnação dos salários: ou seja, de uma</p><p>fortíssima piora do poder de compra e das condições de trabalho.</p><p>Disponível: https://atlas.fgv.br. Acesso em: 17 jan. 2020 (adaptado).</p><p>Um processo histórico brasileiro decorrente da situação</p><p>mencionada no texto foi a</p><p>A organização dos trabalhadores em prol de direitos sociais.</p><p>B adesão às formas de manifestação por meio de mídias</p><p>audiovisuais.</p><p>C politização de espaços fabris a fim de estagnar direitos civis.</p><p>D aparição de personalidades políticas defensoras do</p><p>capitalismo.</p><p>E ampliação do acúmulo de capitais por entidades grevistas.</p><p>QUESTÃO 48</p><p>A Quarta Revolução Industrial é algo que considero</p><p>diferente de tudo aquilo que já foi experimentado pela</p><p>humanidade. Imagine a assombrosa profusão de novidades</p><p>que abrangem numerosas áreas: inteligência artificial (IA),</p><p>robótica. Muitas dessas inovações estão apenas no início,</p><p>mas já estão chegando a um ponto de inflexão de seu</p><p>desenvolvimento, pois elas se constroem e amplificam-se</p><p>umas às outras, fundindo as tecnologias dos mundos físico,</p><p>digital e biológico.</p><p>SCHWAB, Klaus Martin. A Quarta Revolução Industrial. São Paulo: Edipro, 2016. (adaptado)</p><p>O texto aponta que uma das características do processo</p><p>revolucionário mencionado é o(a)</p><p>A isolamento de pessoas na sociedade atual.</p><p>B distribuição de rendas de produção industriais.</p><p>C geração do problema do desemprego conjuntural.</p><p>D complexidade da integração dos meios tecnológicos.</p><p>E possibilidade de frenagem de avanços científicos.</p><p>QUESTÃO 49</p><p>“Você carrega macaxeira e, quando chega ao destino,</p><p>descarrega aipim” e, “por aqui, abóbora não vira carruagem.</p><p>Vira é jerimum, dependendo do lugar” são algumas das</p><p>especificidades regionais brasileiras destacadas no novo</p><p>comercial “Brasis”.</p><p>Disponível em: https://www.clubedecriacao.com.br. Acesso em: 9 out. 2019.</p><p>O regionalismo abordado no texto evidencia</p><p>A o modelo excludente de expressões bairristas.</p><p>B a produção escalar de produtos personalizados.</p><p>C a diversidade cultural de dinâmicas socioespaciais.</p><p>D a influência imperialista de países desenvolvidos.</p><p>E a engajamento específico de grupos marginalizados.</p><p>QUESTÃO 50</p><p>É, pois, manifesto que a ciência a adquirir é a das causas</p><p>primeiras (pois dizemos que conhecemos cada coisa</p><p>somente quando julgamos conhecer a sua primeira</p><p>causa); ora, causa diz-se em quatro sentidos: no primeiro,</p><p>entendemos por causa a substância e a essência</p><p>(o “porquê” reconduz-se, pois, à noção última, e o primeiro</p><p>“porquê” é causa e princípio); a segunda causa é a matéria e</p><p>o sujeito; a terceira é a de onde vem o início do movimento;</p><p>a quarta causa, que se opõe à precedente, é o “fim para</p><p>quê” e o bem (porque este é, com efeito, o fim de toda</p><p>geração e movimento).</p><p>ARISTÓTELES. Metafísica. São Paulo: Abril Cultural, 1984. (adaptado)</p><p>No tratado de Aristóteles, a terceira e a quarta causas do</p><p>movimento de transformação das coisas são opostas porque</p><p>A definem a essência com base na matéria dos seres.</p><p>B associam-se às</p><p>extremidades da causalidade.</p><p>C referem-se a origem de um objeto.</p><p>D independem entre si na formação de um ser.</p><p>E relacionam-se à substância que forma algo.</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 20CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 20 01/04/2024 11:01:4801/04/2024 11:01:48</p><p>https://atlas.fgv.br</p><p>https://www.clubedecriacao.com.br</p><p>1º dia – 2024 – Página 21</p><p>QUESTÃO 51</p><p>Numa economia e numa cultura cada vez mais</p><p>desterritorializadas, a resposta contra os seus malefícios seria</p><p>a redescoberta do sentido de lugar, o que implica a redescoberta</p><p>ou a invenção de atividades produtivas de proximidade. A este</p><p>conjunto de respostas contra a globalização hegemônica,</p><p>Boaventura de Sousa Santos dá-lhe o nome de localismo,</p><p>entendendo-o como um conjunto de iniciativas que visa criar e</p><p>manter espaços de sociabilidade de pequena escala, orientados</p><p>por lógicas participativas e cooperativas.</p><p>MATTOS, Alexandre Pereira de. As implicações do “localismo globalizado” sobre a</p><p>concepção de “pessoa”. Comunicação & Informação, v. 13, n. 1,</p><p>p. 25-34, 16 jul. 2012. p. 26. (adaptado)</p><p>A resposta às consequências da globalização econômica,</p><p>conforme foi destacado no texto, refere-se à</p><p>A regulação de medidas isolacionistas.</p><p>B potencialização da eficiência produtiva.</p><p>C incorporação de interações comunitárias.</p><p>D promoção da naturalização de desigualdades.</p><p>E hegemonização de essencialismos regionais.</p><p>QUESTÃO 52</p><p>No início de julho, em comemoração ao aniversário de</p><p>70 anos da Volkswagen, uma campanha utilizou a inteligência</p><p>artificial para recriar a imagem da cantora Elis Regina, falecida</p><p>em 1982. No vídeo promocional, a imagem de Elis Regina é</p><p>recriada por inteligência artificial (IA) e aparece em um dueto</p><p>com a sua filha Maria Rita, para ilustrar o relançamento da</p><p>perua Kombi. Juntas, elas interpretam a música “Como</p><p>nossos pais”, escrita por Belchior. Após a ampla repercussão</p><p>da campanha, o Conselho Nacional de Autorregulamentação</p><p>Publicitária (Conar), uma entidade não governamental,</p><p>recebeu várias reclamações de consumidores e decidiu abrir</p><p>um processo ético. Essas queixas levantam questionamentos</p><p>sobre a ética no uso de imagem por IA para “dar vida” a uma</p><p>pessoa falecida.</p><p>Elis Regina recriada por IA motiva projeto para uso de imagem de pessoas mortas.</p><p>Agência Senado, 20 jul. 2023. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/</p><p>materias/2023/07/20/elis-regina-recriada-por-ia-motiva-projeto-para-uso-de-imagem-</p><p>de-pessoas-mortas. Acesso: 26 jan. 2024. Adaptado.</p><p>O tipo de uso da IA descrito pelo texto, quando pensado a</p><p>partir de uma perspectiva ética</p><p>A prejudica a produção de arte se for aplicada com</p><p>moderação.</p><p>B necessita ser utilizada de forma controlada na arte para</p><p>preservar a imagem e a obra de pessoas, cujo resultado</p><p>não é validado pelo artista.</p><p>C desconsidera o trabalho e as características da obra</p><p>dos artistas usados na produção de novas obras.</p><p>D impacta produção de arte porque impede o surgimento</p><p>de novas correntes artísticas.</p><p>E confunde as pessoas sobre a autoria por recriar obras</p><p>de arte a partir de obras já existentes.</p><p>QUESTÃO 53</p><p>Esse é o sistema econômico no qual os meios de produção</p><p>são de propriedade pública e a atividade econômica é</p><p>controlada por uma autoridade central que atribui metas</p><p>quantitativas de produção e distribui matérias-primas para</p><p>empresas produtivas. Esse sistema foi característico de alguns</p><p>países do bloco Oriental durante a Segunda Guerra Mundial.</p><p>Disponível em: https://www.britannica.com. Acesso em: 24 abr. 2020.</p><p>As características apresentadas no texto definem uma postura</p><p>A fordista, centrada na produção de bens de consumo.</p><p>B liberal, pautada pelos acordos que regem os trâmites</p><p>mercadológicos.</p><p>C planificada, baseada no planejamento racional dos</p><p>bens comuns.</p><p>D taylorista, formulada para o aperfeiçoamento dos</p><p>modelos de produção.</p><p>E toyotista, fundamentada na demanda como fator para</p><p>a oferta de trabalho.</p><p>QUESTÃO 54</p><p>Por meio da arte nos são dados olhos e mãos e, sobretudo,</p><p>boa consciência, para poder fazer de nós mesmos um tal</p><p>fenômeno. Ocasionalmente, precisamos descansar de nós</p><p>mesmos, olhando-nos de cima e de longe e rindo de nós ou</p><p>chorando por nós. Precisamos descobrir o herói e também o</p><p>tolo que há em nossa paixão pelo conhecimento, precisamos</p><p>nos alegrar com a nossa estupidez de vez em quando, para</p><p>poder continuar nos alegrando com a nossa sabedoria.</p><p>NIETZSCHE, Friedrich. A gaia ciência. São Paulo:</p><p>Companhia das Letras, 2001. p. 133.</p><p>A contemplação apresentada por Nietzche</p><p>A fundamenta uma distração que atrasa o progresso.</p><p>B menospreza as ilusões criadas pelos seres humanos.</p><p>C estimula a liberdade criativa do intelecto dos indivíduos.</p><p>D promove o ócio criativo com a finalidade de favorecer</p><p>a ciência.</p><p>E segue uma estrutura lógica semelhante à dos métodos</p><p>científicos.</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 21CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 21 01/04/2024 14:18:4801/04/2024 14:18:48</p><p>https://www.britannica.com</p><p>https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2023/07/20/elis-regina-recriada-por-ia-motiva-projeto-para-uso-de-imagem-de-pessoas-mortas</p><p>https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2023/07/20/elis-regina-recriada-por-ia-motiva-projeto-para-uso-de-imagem-de-pessoas-mortas</p><p>https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2023/07/20/elis-regina-recriada-por-ia-motiva-projeto-para-uso-de-imagem-de-pessoas-mortas</p><p>Simulado Enem 3 – Página 22</p><p>QUESTÃO 55</p><p>50° O</p><p>Equador 0°</p><p>Trópico de Capricórnio</p><p>OCEANO</p><p>ATLÂNTICO</p><p>OCEANO</p><p>PACÍFICO</p><p>Limiar IA: 0,20 (região Árida)</p><p>Limiar IA: 0,50 (região Semiárida)</p><p>Limiar IA: 0,65 (região Subúmida Seca)</p><p>Menos de 0,3</p><p>0,3 - 0,4</p><p>0,4 - 0,5</p><p>0,5 - 0,6</p><p>0,6 - 0,8</p><p>0,8 - 1,0</p><p>1,0 - 1,2</p><p>1,2 - 1,4</p><p>1,4 - 1,6</p><p>Mais de 1,6</p><p>IA (ETo/Prec)</p><p>0 319 km</p><p>INPE</p><p>Pela primeira vez em nossa história, foi identificado o</p><p>clima árido no Brasil, por pesquisadores do Instituto Nacional</p><p>de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Centro Nacional de</p><p>Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).</p><p>Em todos os registros anteriores, os locais mais secos</p><p>do Brasil estavam classificados como clima semiárido, mas</p><p>nunca classificados como árido. A determinação de clima</p><p>árido em relação ao semiárido, como era classificado, se dá</p><p>por causa do índice de aridez, sendo: 0.2 (árido), entre 0.2 e</p><p>0.5 (semiárido) e 0.5 e 065 (subúmido seco).</p><p>Figueiredo. A.L. Clima árido é identificado pela primeira vez no Brasil. Olhar Digital.</p><p>Disponível em: https://olhardigital.com.br/2024/01/21/ciencia-e-espaco/clima-</p><p>arido-e-identificado-pela-primeira-vez-no-brasil. Acesso em: 10 fev. 2024.</p><p>Neste sentido, o clima árido pode ser caracterizado</p><p>A pela baixa umidade e baixa pluviosidade.</p><p>B pela temperatura reduzida e baixa umidade.</p><p>C por apresentar uma precipitação inferior à taxa de</p><p>evaporação.</p><p>D por apresentar longos períodos de estiagem, e elevada</p><p>temperatura.</p><p>E pela semelhança com o clima semiárido, porém,</p><p>apresentando precipitação concentrada no verão.</p><p>QUESTÃO 56</p><p>A charge expressa uma rivalidade política do Período</p><p>Imperial que indica o(a)</p><p>A diminuição das questões terrenas em relação aos</p><p>dogmas sagrados.</p><p>B respeito papal diante da decisão monárquica pela</p><p>laicidade.</p><p>C entendimento xenófobo sobre a alimentação brasileira.</p><p>D acirramento da questão religiosa no Segundo Reinado.</p><p>E valorização da aproximação entre a Igreja e o Estado.</p><p>QUESTÃO 57</p><p>0,0%</p><p>1,0%</p><p>2,0%</p><p>Economias</p><p>desenvolvidas</p><p>Crescimento do PIB Crescimento do comércio mundial*</p><p>Economias em</p><p>desenvolvimento</p><p>Mundo</p><p>3,0%</p><p>4,0%</p><p>5,0%</p><p>6,0%</p><p>Crescimento da economia e do comércio mundial - 2019</p><p>2,0%</p><p>3,5%</p><p>4,5% 4,8%</p><p>3,5%</p><p>4,0%</p><p>*Dados para economias desenvolvidas e em desenvolvimento de importação.</p><p>Entre as economias em desenvolvimento, a Asean –</p><p>associação formada por Indonésia, Tailândia, Vietnã,</p><p>Singapura, Filipinas, Malásia, Myanmar, Camboja, Laos e</p><p>Brunei – deve crescer 5,1%, e a economia indiana foi a líder</p><p>delas,</p><p>a qual apresentou um crescimento de 7,5%. Além</p><p>disso, a China deverá registrar um crescimento de 6,2% ao</p><p>longo do período de 2019.</p><p>VEJA as tendências para a economia mundial em 3 gráficos. Fiern. 31 jan. 2019.</p><p>Disponível em: https://www.fiern.org.br. Acesso em: 3 jan. 2020.</p><p>O referido valor da projeção do PIB das economias em</p><p>desenvolvimento em relação aos demais países deve-se ao</p><p>crescimento do grupo de nações</p><p>A asiáticas, com destaque para a Índia.</p><p>B sul-americanas, a exemplo da Argentina.</p><p>C africanas, vinculadas à exportação mineral.</p><p>D ocidentais, ligadas à produção de petróleo.</p><p>E europeias, concentradas nas ex-colônias soviéticas.</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 22CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 22 28/03/2024 11:12:4228/03/2024 11:12:42</p><p>https://olhardigital.com.br/2024/01/21/</p><p>https://www.fiern.org.br</p><p>1º dia – 2024 – Página 23</p><p>QUESTÃO 58</p><p>Vivendo sob um clima de tensões sociais há vários meses,</p><p>a República Islâmica comemora 40 anos de revolução; um</p><p>evento histórico que transformou profundamente o país.</p><p>Apesar de a revolução ter ocorrido de forma relativamente</p><p>rápida, sua origem é um conjunto de fatores complexos e</p><p>fruto de três décadas de um profundo descontentamento</p><p>político, social e econômico. Uma das origens dessa</p><p>frustração coletiva foi a série de reformas lançadas pelo xá</p><p>Mohammad Reza Pahlavi, que visavam modernizar o país.</p><p>Disponível em: https://g1.globo.com. Acesso em: 11 fev. 2020 (adaptado).</p><p>O texto evidencia que as tensões que envolveram a</p><p>revolução no Irã foram impulsionadas pela</p><p>A perda da liberdade religiosa e de direitos femininos.</p><p>B insatisfação islâmica com o avanço do cristianismo.</p><p>C disputa de poder entre povos hindus e muçulmanos.</p><p>D pressão israelense contra o regime ditatorial iraniano.</p><p>E inserção de mudanças associadas à política ocidental.</p><p>QUESTÃO 59</p><p>O VOTO SECRETO – Agora você vai ver. eu vou reformar essa foça toda</p><p>O VOTO FEMININO – Eu não deixo. Eu vou atrapalhar. Eu conto tudo</p><p>O Malho, 2 jan. 1928. Disponível em: https://bibliotecadigital.tse.jus.br.</p><p>Acesso em: 10 mar. 2020.</p><p>Com base na mensagem veiculada pela charge, percebe-se</p><p>que uma consequência direta do processo histórico ocorrido</p><p>na década de 1930 foi</p><p>A a adesão da sociedade civil às demandas sufragistas.</p><p>B a ampliação da condição de cidadania das mulheres.</p><p>C o acesso às políticas públicas de planejamento familiar.</p><p>D a reiteração do direito legislativo ao divórcio feminino.</p><p>E a garantia de divisão equitativa de tarefas domésticas.</p><p>QUESTÃO 60</p><p>Deve-se compreender que um príncipe, e sobretudo</p><p>um príncipe novo, não pode praticar todas aquelas coisas</p><p>pelas quais os homens são considerados bons, uma vez</p><p>que, frequentemente, é obrigado, para manter o Estado, a</p><p>agir contra a fé, contra a caridade, contra a humanidade,</p><p>contra a religião.</p><p>MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. São Paulo: Lafonte, 2012.</p><p>No trecho de O Príncipe, nota-se uma reflexão sobre a</p><p>conduta do estadista, em que as decisões deveriam ser</p><p>norteadas pela</p><p>A adoção de uma ética própria para a manutenção política.</p><p>B relação de clemência do déspota para com seus súditos.</p><p>C validação da corrupção como fator contrário à posição</p><p>administrativa.</p><p>D utilização de uma moral religiosa como diretriz para as</p><p>ações da realeza.</p><p>E promoção da satisfação individual do rei por meio do</p><p>comando absolutista.</p><p>QUESTÃO 61</p><p>Depois do golpe de Estado no Níger em julho passado,</p><p>veio o golpe de Estado no Gabão em agosto, que marca o</p><p>fim do domínio da família Bongo sobre este país francófono</p><p>da África Central desde 1967, com Omar Bongo e o seu</p><p>filho Ali. Se somarmos os golpes de Estado na Guiné, no</p><p>Mali e em Burkina Faso, cinco países desta parte da África</p><p>sofreram uma mudança de regime nos últimos dois anos. Isto</p><p>expressa um questionamento da política francesa em relação</p><p>às suas ex-colônias, a rejeição da Françafrique (Françáfrica,</p><p>uma forma de relação neocolonial da França com as suas</p><p>ex-colônias) pela juventude dos países francófonos e a</p><p>perspectiva de renovação do pan-africanismo.</p><p>Françafrique ou como acabar com a lógica neocolonial Disponível em:</p><p>https://www.ige.unicamp.br/lehg/francafrique-ou-como-acabar-</p><p>com-a-logica-neocolonial. Acesso em: 30 jan. 2023.</p><p>Com base no texto, a Françafrique pode ser definida como um</p><p>A conceito que ilustra as práticas coloniais na França com</p><p>suas ex-colônias na África.</p><p>B conceito territorial e político do contexto da Guerra Fria,</p><p>através da complexa relação entre a França e suas</p><p>colônias na África.</p><p>C acordo político e econômico entre as antigas colônias</p><p>francesas no continente africano, formada para negociar</p><p>em conjunto com a França.</p><p>D conceito que ilustra a divisão internacional do comércio</p><p>entre Europa e África, através da exportação de Urânio</p><p>pelo Níger, e a importação de produtos industrializados</p><p>franceses.</p><p>E conceito que mostra o aumento da importância política</p><p>e econômica dos países africanos em detrimento dos</p><p>países europeus, ilustrado pela dependência francesa</p><p>em relação aos recursos naturais.</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 23CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 23 01/04/2024 14:23:2401/04/2024 14:23:24</p><p>https://g1.globo.com</p><p>https://bibliotecadigital.tse.jus.br</p><p>https://www.ige.unicamp.br/lehg/francafrique-ou-como-com-a-logica-neocolonial</p><p>Simulado Enem 3 – Página 24</p><p>QUESTÃO 62</p><p>Donald Trump apresentou na Casa Branca o acordo</p><p>com o Canadá e o México para refundar seu grande tratado</p><p>comercial. A reforma do chamado Nafta, sigla, em inglês, do</p><p>acordo que os une desde 1994, foi uma de suas grandes</p><p>promessas eleitorais. O novo marco já não se chama Nafta</p><p>e TLC, e sim USMCA de “United States, México, Canadá”,</p><p>uma ordem de iniciais nada inocente.</p><p>Disponível em: https://brasil.elpais.com. Acesso em: 7 fev. 2020.</p><p>Uma das características da referida atualização do acordo</p><p>trilateral é a</p><p>A ampliação dos benefícios concedidos à parte estadunidense.</p><p>B liberação de fluxos de pessoas entre os países integrantes</p><p>do bloco.</p><p>C união de ordem política para assuntos extraeconômicos.</p><p>D integração da economia com base na unificação monetária.</p><p>E criação da tarifa externa comum para proteção alfandegária.</p><p>QUESTÃO 63</p><p>O secretário-geral da ONU, António Guterres, falou sobre</p><p>este cenário e insistiu na urgência de conter a aceleração</p><p>das mudanças climáticas. Guterres salientou que as</p><p>consequências das temperaturas recorde são claras e</p><p>trágicas, e têm impacto na saúde das pessoas, no ambiente</p><p>e nas economias. “A única surpresa é a velocidade das</p><p>mudanças climáticas, que já estavam aqui. É assustador e</p><p>é apenas o início. A era do aquecimento global acabou.</p><p>A era da ebulição global chegou”, afirmou.</p><p>Aquecimento global: o que é a era da ebulição? Disponível em: https://www.</p><p>nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2023/07/aquecimento-</p><p>global-o-que-e-a-era-da-ebulicao. Acesso em: 30 jan. 2023.</p><p>O fenômeno climático apresentado tem como característica</p><p>principal</p><p>A a irreversibilidade da mudança climática.</p><p>B o aumento das temperaturas médias do planeta.</p><p>C a velocidade e a intensificação das mudanças climáticas.</p><p>D o compartilhamento espacial do aquecimento, tornando-se</p><p>global.</p><p>E a modificação do agente causador do aquecimento global,</p><p>sendo exclusivamente antrópico.</p><p>QUESTÃO 64</p><p>Todos devem submeter suas vontades à vontade do</p><p>representante e suas decisões à sua decisão. Isso é mais do</p><p>que um consentimento ou concórdia, pois se resume em uma</p><p>verdadeira unidade de todos eles numa só e mesma pessoa.</p><p>HOBBES, Thomas. Leviatã ou matéria, forma e poder de um Estado</p><p>eclesiástico e civil. São Paulo: Martin Claret, 2004. p. 130-131.</p><p>A referenciada formulação hobbesiana defende que o modelo</p><p>de Estado mais adequado é a</p><p>A República presidencialista.</p><p>B República parlamentarista.</p><p>C Monarquia constitucional.</p><p>D Monarquia absolutista.</p><p>E Democracia direta.</p><p>QUESTÃO 65</p><p>A capital oferecia ainda aos recém-chegados</p><p>um</p><p>espetáculo magnífico. Vivia-se dos restos daqueles</p><p>deslumbramento e agitação, epopeia de ouro da cidade e do</p><p>mundo, porque a impressão total é que o mundo inteiro era</p><p>assim mesmo. Certo, não lhe esqueceste a grande quadra</p><p>das empresas e companhias de toda espécie. Cascatas de</p><p>ideias, de invenções, de concessões rolavam todos os dias,</p><p>sonoras e vistosas para se fazerem contos de réis. Todos</p><p>os papéis, aliás ações, saíam frescos e eternos do prelo.</p><p>ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994 (adaptado).</p><p>O texto evoca o clima que se instaurou na cidade do Rio de</p><p>Janeiro com um processo ocorrido na Primeira República.</p><p>Esse processo teve como uma de suas consequências a</p><p>A ampliação da especulação financeira.</p><p>B atração de investimentos estrangeiros.</p><p>C solução de problemas socioeconômicos.</p><p>D consolidação da industrialização brasileira.</p><p>E distribuição de rendas socialmente produzidas.</p><p>QUESTÃO 66</p><p>Quando hoje se considera que Tales de Mileto responde à</p><p>pergunta “De que é constituída a matéria?”, afirmando ser “a água</p><p>a causa material de todas as coisas”, pode parecer-nos absurdo.</p><p>No entanto, essa resposta representa uma drástica mudança de</p><p>atitude com relação à natureza (Physis), de grande importância</p><p>para a evolução deste tipo de Filosofia. Ela pressupõe,</p><p>inicialmente, a ideia de causa: a matéria tem uma causa, e a</p><p>explicação causal da natureza deve se contrapor aos mitos.</p><p>CARUSO, Francisco; OGURI, Vitor. A eterna busca do indivisível: do átomo filosófico</p><p>aos quarks e léptons. Disponível em: http://www.scielo.br.</p><p>Acesso em: 25 abr. 2020 (adaptado).</p><p>A perspectiva apresentada no texto indica o princípio para</p><p>a apreensão do conhecimento</p><p>A altruísta.</p><p>B estético.</p><p>C fatalista.</p><p>D racional.</p><p>E pluralista.</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 24CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 24 28/03/2024 11:12:4328/03/2024 11:12:43</p><p>https://brasil.elpais.com</p><p>https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2023/07/aquecimento-global-o-que-e-a-era-da-ebulicao</p><p>https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2023/07/aquecimento-global-o-que-e-a-era-da-ebulicao</p><p>https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2023/07/aquecimento-global-o-que-e-a-era-da-ebulicao</p><p>http://www.scielo.br</p><p>1º dia – 2024 – Página 25</p><p>QUESTÃO 67</p><p>ALLM</p><p>APS</p><p>Jacarta</p><p>Xi’an</p><p>Dalian</p><p>Beijing</p><p>Fuzhou</p><p>VIETNÃ</p><p>IRÃ</p><p>Atenas</p><p>Canal</p><p>do Suez</p><p>PAQUISTÃO</p><p>CASAQUISTÃO</p><p>QUÊNIA</p><p>Istambul</p><p>Moscou</p><p>TURQUIA</p><p>DJIBUTI</p><p>Veneza</p><p>HOLANDA</p><p>ALEMANHA</p><p>ITÁLIA</p><p>Roterdã</p><p>CHINA</p><p>Hanói</p><p>Colcata</p><p>Colombo CINGAPURA</p><p>I N D O N É S I A</p><p>Gwadar</p><p>Lamu</p><p>Rota da Seda (via terrestre)</p><p>Rota da Seda (via marítima)</p><p>OCEANO</p><p>PACÍFICO</p><p>OCEANO</p><p>ATLÂNTICO</p><p>OCEANO</p><p>ÍNDICO0 1485 km</p><p>Trópico de Câncer</p><p>Equador</p><p>0°</p><p>0°</p><p>A primeira imagem ilustra a Antiga Rota da Seda, estabelecida há milênios, que conectava o Oriente Médio com o</p><p>Oriente, e a segunda ilustra a Nova Rota da Seda, iniciada no século XXI, que busca reavivar antigas rotas comerciais</p><p>e promover a infraestrutura conectando a Ásia à Europa e à África.</p><p>Considerando a importância e as semelhanças entre as Rotas, a Nova Rota da Seda tem como objetivo principal</p><p>A reutilizar a antiga rota criada pelos próprios chineses para facilitar e desenvolver o comércio com o ocidente.</p><p>B consolidar a afirmação cultural, moral e política da China na geopolítica mundial.</p><p>C promover uma série de investimentos em infraestrutura e redes de transporte, ampliando o comércio internacional.</p><p>D desenvolver novas rotas terrestres de comércio e influência em toda a Asia.</p><p>E promover conectividade e a troca de cultura entre as regiões, que foi interrompido por quase mil anos durante a</p><p>chamada Idade das Trevas.</p><p>QUESTÃO 68</p><p>A posição do homem que, pelos gestos da homenagem, tornou-se “moço” (vassalus) de um “ancião” (senior) é semelhante</p><p>à do filho perante o pai: deve “servir”; mas, em troca, é remunerado: o afeto corresponde ao respeito, o “benefício”, ao “serviço”.</p><p>Em tudo, os dois homens devem retribuir igualmente.</p><p>DUBY, Georges. As três ordens ou o imaginário do feudalismo.</p><p>Lisboa: Editorial Estampa, 1982.</p><p>O texto revela que as relações sociais no feudalismo eram marcadas por</p><p>A ignorância e reciprocidade.</p><p>B hierarquia e mutualidade.</p><p>C dominação e indiferença.</p><p>D soberania e igualdade.</p><p>E honra e bravura.</p><p>C</p><p>H</p><p>IN</p><p>ATU</p><p>R</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 25CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 25 01/04/2024 10:07:4901/04/2024 10:07:49</p><p>Simulado Enem 3 – Página 26</p><p>QUESTÃO 69</p><p>Esse movimento, de largas e profundas projeções,</p><p>se processou lentamente, com a orientação segura e</p><p>consciente, podendo dizer-se que foi mais uma evolução</p><p>natural das aspirações do país do que uma revolução no</p><p>sentido menos complexo dessa palavra. O atual regime,</p><p>criado pela vontade soberana do povo, é o da nação</p><p>consolidada na lei e firmemente deliberada a progredir</p><p>dentro da ordem.</p><p>Discurso pronunciado por Getúlio Vargas no banquete oferecido aos</p><p>representantes diplomáticos estrangeiros em 5 de julho de 1931.</p><p>Disponível em: http://funag.gov.br. Acesso em: 11 jun. 2020.</p><p>O discurso proferido por Vargas expressa a construção de</p><p>determinada memória acerca da Revolução de 1930 ao</p><p>tentar evidenciar o(a)</p><p>A resgate dos valores monárquicos no arranjo federativo.</p><p>B apoio popular ao governo recém-instituído.</p><p>C manutenção da lógica de sucessão política anterior.</p><p>D ascensão das camadas populares ao poder.</p><p>E restrição ao positivismo na política brasileira.</p><p>QUESTÃO 70</p><p>A Europa que baixa as suas fronteiras e se mostra acolhedora</p><p>em face de determinadas pessoas e interesses econômicos faz</p><p>precisamente o inverso quando se depara com mobilidades</p><p>constituídas por cidadãos pobres e/ou pertencentes a minorias</p><p>étnicas, quase sempre imaginados como uma ameaça à sua</p><p>harmonia socioeconômica e segurança interna.</p><p>SACRAMENTO, Octávio. A Europa, as migrações e o cosmopolitismo.</p><p>Pensamiento Americano, v. 9, n. 17, p. 19-31, 2016.</p><p>A crítica presente no texto acerca das migrações contemporâneas</p><p>no contexto europeu é direcionada à</p><p>A ausência de experiência histórica similar.</p><p>B falência dos serviços públicos e do trabalho.</p><p>C adesão unânime das nações à livre circulação.</p><p>D postura seletiva baseada na origem dos fluxos.</p><p>E chegada de imigrantes de países desenvolvidos.</p><p>QUESTÃO 71</p><p>Pode-se dizer que o consumismo remonta à época</p><p>da Revolução Industrial no início do século XIX, quando</p><p>a quantidade total de bens materiais em produção aumentou</p><p>vertiginosamente, e preços mais baixos possibilitaram a</p><p>muitos grupos sociais iniciarem o seu consumo. Ao longo dos</p><p>séculos XIX e XX, o notável consumo se disseminou para</p><p>muitos outros grupos sociais e, em meados do século XX,</p><p>o consumismo como modo de vida passou a caracterizar as</p><p>economias desenvolvidas.</p><p>GIDDENS, Anthony; SUTTON, Philip W. Conceitos essenciais</p><p>de Sociologia. São Paulo: Unesp, 2017 (adaptado).</p><p>De acordo com o texto, o consumismo surgiu como resultado</p><p>de um processo que ocorreu no século XIX. Esse processo</p><p>foi marcado pela</p><p>A redução de maquinário na indústria de bens de consumo.</p><p>B adoção da terceirização na contratação do trabalhador.</p><p>C retomada do artesanato na personalização do produto.</p><p>D introdução de tecnologia na produção em larga escala.</p><p>E utilização da informática na regulação dos estoques.</p><p>QUESTÃO 72</p><p>Ao procurar pelos princípios originários, os filósofos</p><p>optaram claramente por dar um peso fundamental à</p><p>evidência dos sentidos, razão pela qual seus elementos</p><p>foram exemplificados por meio de substâncias materiais cuja</p><p>presença era comum. Não parece ser coincidência o fato</p><p>de os estados ordinários de agregação da matéria (sólido,</p><p>líquido, gasoso) apresentarem nítido paralelismo com as</p><p>substâncias elementares terra, água e ar.</p><p>POLITO, A.; FILHO, O. A filosofia da natureza dos pré-socráticos. Caderno</p><p>Brasileiro de Ensino de Física. n. 2, ago. 2013 (adaptado).</p><p>De acordo com o texto, a proposta desenvolvida</p><p>pelos</p><p>filósofos pré-socráticos para explicar a origem do cosmos</p><p>tem como base a</p><p>A busca das origens e causas primordiais.</p><p>B análise dos fatos por meio de evidências.</p><p>C formulação do mito sobre o mundo das ideias.</p><p>D procura de explicações suprassensíveis do real.</p><p>E investigação das relações místicas e sobrenaturais.</p><p>QUESTÃO 73</p><p>Vale ressaltar a existência de dois paradigmas: a mensuração</p><p>e a velocidade, que deram origem a dita economia digital,</p><p>caracterizada não só pelo curto ciclo de vida dos produtos e</p><p>serviços, como também pelo impacto das tecnologias avançadas</p><p>de informação na redefinição da cadeia de valor e da cadeia de</p><p>operações dos negócios. Com o avanço da cibernética, as</p><p>inovações tecnológicas e a informação possibilitaram a redução</p><p>de mão de obra em processos produtivos promovendo uma</p><p>condição de desemprego estrutural.</p><p>MNEMOSYNE, Tennessy et al. Globalização e sociedade da informação: perspectivas ético</p><p>políticas. Rede Cooperativa de Pesquisa e Intervenção sobre (In) formação, Currículo e</p><p>Trabalho (ICI/FACED) da Universidade Federal da Bahia, 2005 (adaptado).</p><p>As características da economia digital, mencionadas no</p><p>texto, afetam o mundo do trabalho por terem como objetivo</p><p>promover o(a)</p><p>A diminuição da terceirização.</p><p>B incremento da produtividade.</p><p>C encarecimento da mercadoria.</p><p>D aumento dos custos produtivos.</p><p>E absorção do trabalhador desqualificado.</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 26CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 26 28/03/2024 11:12:4328/03/2024 11:12:43</p><p>http://funag.gov.br</p><p>1º dia – 2024 – Página 27</p><p>QUESTÃO 74</p><p>Em 1930, Gandhi começou uma enorme campanha</p><p>contra uma lei britânica que forçava os indianos a comprarem</p><p>sal britânico em vez de produzir localmente. Gandhi</p><p>organizou uma passeata de 387 km até a costa oeste de</p><p>Guzerate, onde coletaram sal das margens do Mar Arábico.</p><p>Em resposta, os britânicos prenderam mais de 60 mil</p><p>manifestantes pacíficos e inadvertidamente geraram ainda</p><p>mais apoio para um governo nacional.</p><p>BLAKEMORE, E. Disponível em: www.nationalgeographicbrasil.com.</p><p>Acesso em: 10 out. 2023 (adaptado).</p><p>O movimento analisado no texto se diferenciou de outros</p><p>movimentos separatistas da segunda metade do século XX</p><p>por adotar como método a</p><p>A luta partidária.</p><p>B ação terrorista.</p><p>C guerrilha armada.</p><p>D desobediência civil.</p><p>E revolução socialista.</p><p>QUESTÃO 75</p><p>Igualmente se conclui que, reunindo a lei a universalidade</p><p>da vontade com a da finalidade, aquilo que um homem, seja</p><p>ele quem for, ordene apenas por si, não é uma lei: o que o</p><p>próprio soberano determina quanto a um objectivo particular,</p><p>também não é uma lei, mas um decreto; não um ato de</p><p>soberania, mas de magistratura.</p><p>Designo assim por República todo o Estado regido por</p><p>leis, seja qual for a sua forma de administração, porque só</p><p>assim pode governar o interesse público e a coisa pública</p><p>representar alguma coisa.</p><p>ROUSSEAU, J.J. Do Contrato Social. São Paulo: Abril Cultural. 1978 (adaptado).</p><p>Rousseau, propõe que a legislação seja fundamentada</p><p>A na vontade geral.</p><p>B na força do soberano.</p><p>C no interesse particular.</p><p>D na ação dos indivíduos.</p><p>E na liderança dos magistrados.</p><p>QUESTÃO 76</p><p>Incapaz de deter o crescimento da ocupação das áreas</p><p>de mangue, recentemente a Prefeitura de Santos apresentou</p><p>um “projeto-piloto”: o “Parque Palafitas”. A proposta pretende</p><p>reorganizar o território pela substituição das moradias</p><p>construídas sobre o mangue por casas com estrutura pré-</p><p>fabricada. Ainda segundo a proposta, serão removidas apenas</p><p>as habitações mais vulneráveis junto à água que dariam</p><p>espaço para a regeneração do mangue e para espaços</p><p>de lazer.</p><p>CARRIÇO, J. M.; MAZIVIERO, M. C. Disponível em: www.cartacapital.com.br.</p><p>Acesso em: 29 jul. 2023 (adaptado).</p><p>Em relação ao processo de ocupação da cidade de Santos,</p><p>no estado de São Paulo, o projeto descrito no texto poderá</p><p>favorecer o(a)</p><p>A combate à poluição dos mananciais.</p><p>B redução do rebaixamento das marés.</p><p>C prevenção de deslizamentos de terra.</p><p>D atenuação de movimentos tectônicos.</p><p>E preservação da vegetação do mangue.</p><p>QUESTÃO 77</p><p>Em vários países do mundo o aumento da expectativa</p><p>de (sobre)vida e o envelhecimento populacional tem levado</p><p>a mudanças nas regras de aposentadoria quase sempre</p><p>com a lógica de que o fato de as pessoas estarem vivendo</p><p>mais implica que deveriam trabalhar mais. O aumento</p><p>da expectativa de vida, que ocorre para todas as idades,</p><p>deveria ser acompanhado de um aumento da poupança</p><p>dos indivíduos e da coletividade da sociedade para garantir</p><p>proteção a população idosa.</p><p>BRASIL, Ministério da Fazenda. Envelhecimento da população e</p><p>seguridade social. Brasília: MF; SPREV, 2018 (adaptado).</p><p>A reforma previdenciária adotada pelos países que passam</p><p>pela etapa de transição populacional descrita no texto ocorre</p><p>por causa da</p><p>A redução na oferta de mão de obra qualificada.</p><p>B menor proporção de indivíduos em idade produtiva.</p><p>C necessidade de controle da natalidade populacional.</p><p>D ocorrência da chamada janela ou bônus demográfico.</p><p>E elevação da carga tributária com reformas econômicas.</p><p>QUESTÃO 78</p><p>As grandes corporações transnacionais, que concentravam</p><p>em suas unidades fabris todas as etapas do processo produtivo</p><p>passam a desconcentrar esse processo em pequenas unidades</p><p>enxutas, responsáveis, cada qual de forma especializada, por</p><p>diferentes etapas do processo produtivo, espalhadas pelo</p><p>mundo. Tal processo de desterritorialização da produção gerou</p><p>redes, cadeias globais de produção de bens ou serviços,</p><p>incrementados pelas possibilidades abertas pela inserção das</p><p>tecnologias da informação, comunicação e robótica.</p><p>GARCIA, Ivan Simões. As Novas Tecnologias no Capitalismo Global: Impactos da</p><p>“uberização” no território urbano. Revista de Direito</p><p>da Cidade, n. 2, 2019 (adaptado).</p><p>De acordo com o texto, a organização das corporações</p><p>transnacionais resultou em um processo de desterritorialização</p><p>possível por causa da</p><p>A criação de novos territórios e novos países.</p><p>B redução da interdependência econômico-financeira.</p><p>C perda de relevância dos maiores centros econômicos.</p><p>D integração das áreas de pesquisa, tecnologia e produção.</p><p>E centralização do setor produtivo nos países desenvolvidos</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 27CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 27 28/03/2024 11:12:4428/03/2024 11:12:44</p><p>http://www.nationalgeographicbrasil.com</p><p>http://www.cartacapital.com.br</p><p>Simulado Enem 3 – Página 28</p><p>QUESTÃO 79</p><p>TEXTO I</p><p>Logo, desde o nascimento, tanto os homens como os</p><p>animais têm o poder de captar as impressões que atingem</p><p>a alma por intermédio do corpo. Naquelas impressões, por</p><p>conseguinte, não é que reside o conhecimento, mas no</p><p>raciocínio a seu respeito; é o único caminho, ao que parece,</p><p>para atingir a essência e a verdade.</p><p>PLATÃO. Teeteto. Belém: UFPA, 1973 (adaptado).</p><p>TEXTO II</p><p>Todos os homens, por natureza, desejam conhecer. Sinal</p><p>disso é o prazer que nos proporcionam os nossos sentidos.</p><p>Por outro lado, não identificamos nenhum dos sentidos</p><p>com a sabedoria, se bem que eles nos proporcionem o</p><p>conhecimento mais fidedigno do particular.</p><p>ARISTÓTELES. Metafísica. Porto Alegre: Globo, 1969 (adaptado).</p><p>Os textos destacam os posicionamentos de Platão e</p><p>Aristóteles acerca</p><p>A da ética do cidadão.</p><p>B da imortalidade da alma.</p><p>C do método da maiêutica.</p><p>D do princípio da metafísica.</p><p>E da origem do conhecimento.</p><p>QUESTÃO 80</p><p>TEXTO I</p><p>O governo brasileiro anunciou o retorno do Brasil à União</p><p>de Nações Sul-Americanas (Unasul). De acordo com o seu</p><p>tratado de criação, a Unasul tem como objetivos criar um</p><p>espaço de “integração e união no âmbito cultural, social,</p><p>econômico e político” entre seus países-membros, “com</p><p>vistas a eliminar a desigualdade socioeconômica” existente</p><p>na região.</p><p>Disponível em: g1.globo.com. Acesso em: 25 jul. 2023 (adaptado).</p><p>TEXTO II</p><p>Dois anos após deixar a Comunidade dos Estados</p><p>Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), o Brasil voltará</p><p>a integrar o bloco</p><p>regional, composto por outros 32 países.</p><p>Desde sua criação, a Celac tem promovido reuniões sobre os</p><p>diversos temas de interesse das nações latino-americanas e</p><p>caribenhas, como educação, desenvolvimento social, cultura,</p><p>transportes, infraestrutura e energia.</p><p>RODRIGUES, A. Disponível em: agenciabrasil.ebc.com.br.</p><p>Acesso em: 25 jul. 2023 (adaptado).</p><p>Ao comparar o significado histórico-geográfico das organizações</p><p>políticas e socioeconômicas representadas nos textos I e II,</p><p>entende-se que a postura do Brasil favorece para que ocorra,</p><p>na região, a(o)</p><p>A unificação das constituições nacionais.</p><p>B regulação do sistema financeiro global.</p><p>C consolidação de uma zona de livre-comércio.</p><p>D fortalecimento da integração econômico-cultural.</p><p>E expansão da influência dos blocos em nível global.</p><p>QUESTÃO 81</p><p>Muitos historiadores interpretaram o mundo medieval</p><p>como uma época em que a humanidade regrediu [...]. Uma</p><p>espécie de “idade das trevas” para o conhecimento ou “noite</p><p>dos mil anos”. Essa imagem do período histórico europeu,</p><p>compreendido entre os séculos V e XV, foi construída por</p><p>estudiosos do século XVI que consideravam a Idade Média</p><p>uma fase menos importante da História da Humanidade,</p><p>quando o progresso científico e intelectual teria sido quase</p><p>nulo.[...] Essa visão preconceituosa atravessou vários</p><p>séculos e durou até bem pouco tempo (final do século XX)</p><p>quando historiadores, analisando novas fontes históricas e</p><p>usando novas metodologias, realizaram estudos do período</p><p>e mostraram uma outra visão da história medieval.</p><p>[...] A História não é um conhecimento pronto e acabado.</p><p>RIBEIRO, Vanise; ANASTASIA, Carla. Encontros com a História.</p><p>6ª série. Curitiba: Editora Positivo, 2006.</p><p>De acordo com o texto a Idade Média pode ser considerado</p><p>um período de desenvolvimento e intercâmbio cultural entre</p><p>os países porque</p><p>A foi um período de expressivo desenvolvimento de</p><p>comércio entre os países europeus.</p><p>B o comércio com as colônias na América representa</p><p>uma acumulação primitiva de capital que financiou a</p><p>Revolução Industrial.</p><p>C foi durante a Idade Média que foram criadas as</p><p>Universidades mais antigas do mundo, assim como a</p><p>chamada Revolução Científica.</p><p>D as condições precárias da Europa ocidental não se</p><p>replicaram em outras partes do mundo, como no caso</p><p>da prosperidade do Império Bizantino no período.</p><p>E o tráfico de escravizados africanos representava um</p><p>excedente que financiava as grandes feiras medievais</p><p>e a evolução do artesanato.</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 28CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 28 28/03/2024 11:12:4428/03/2024 11:12:44</p><p>http://g1.globo.com</p><p>http://agenciabrasil.ebc.com.br</p><p>1º dia – 2024 – Página 29</p><p>QUESTÃO 82</p><p>O Sistema ONU no Brasil externa profunda preocupação</p><p>com a situação do povo yanomami, que vem sofrendo com</p><p>reiterados casos de violência e abusos. As denúncias</p><p>feitas nos últimos meses sobre mortes e desaparecimento</p><p>de pessoas ianomâmis demandam urgente averiguação</p><p>por parte das autoridades, para que seja garantida</p><p>a proteção da população que ocupa a maior terra indígena</p><p>do país, entre os estados de Roraima e Amazonas.</p><p>ONU Brasil pede maior proteção para o povo yanomami Disponível em: https://brasil.un.</p><p>org/pt-br/180755-onu-brasil-pede-maior-prote%C3%A7%C3%A3o-para-</p><p>o-povo-yanomami. Acesso em: 30 jan. 2023.</p><p>O texto retrata o processo contínuo de violência e violação</p><p>de direitos humanos do povo yanomani Este processo que</p><p>fere o direito constitucional de autodeterminação dos povos</p><p>é causado</p><p>A pela invasão de outros povos indígenas na região, e</p><p>as consequências são a perda de áreas protegidas</p><p>e garantidas pela Constituição Federal de 1988, e a</p><p>constante mudança do seu território.</p><p>B pelo acesso irrestrito a terras demarcadas que promovem</p><p>atividades sustentáveis para a região.</p><p>C por mudanças culturais, como um processo de</p><p>homogeneização da diversidade cultural indígena e</p><p>perda de identidade.</p><p>D pela expansão da fronteira agrícola e dos grileiros na</p><p>região, e as consequências são o efeito da monocultura</p><p>na região, que modificou todo o modo de produção e</p><p>consumo na região, representando empobrecimento</p><p>e fome no campo</p><p>E pela inação do Estado brasileiro em relação a este</p><p>grupo populacional, que deixou de enviar recursos para</p><p>a região, e as consequências são: empobrecimento,</p><p>fome, proliferação de doenças em razão da falta de</p><p>acesso a vacinas, aumento da mortalidade infantil etc.</p><p>QUESTÃO 83</p><p>As mulheres enfrentam mais dificuldades no acesso</p><p>ao mundo do trabalho do que se pensava anteriormente,</p><p>e a diferença de salários e condições permaneceu quase</p><p>inalterada nas duas últimas décadas…. Os novos dados</p><p>mostram que as mulheres continuam tendo muito mais</p><p>dificuldades para encontrar trabalho do que os homens.</p><p>De acordo com o relatório, as responsabilidades pessoais e</p><p>familiares, incluindo o trabalho de cuidado não remunerado,</p><p>afetam desproporcionalmente as mulheres. Esse tipo</p><p>de atividade impede as mulheres de trabalhar, procurar</p><p>emprego ativamente ou estar disponíveis com pouca</p><p>antecedência.</p><p>Desigualdade de gênero no mercado de trabalho é maior do que se pensava, afirma OIT</p><p>Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/03/desigualdade-de</p><p>-genero-no-mercado-de-trabalho-e-maior-do-que-se-pensava-afirma-oit.shtml.</p><p>Acesso em: 30 jan. 2023.</p><p>A partir da leitura do texto, a desigualdade de gênero no</p><p>mercado de trabalho pode ser exemplificada pela</p><p>A maior demanda e valorização do serviço dos cuidadores</p><p>no Brasil.</p><p>B falta de reconhecimento do trabalho doméstico e dos</p><p>cuidadores.</p><p>C meritocracia na equiparação salarial entre homens e</p><p>mulheres.</p><p>D valorização e remuneração do trabalho de reprodução</p><p>social.</p><p>E ocorrência restrita à países em desenvolvimento.</p><p>QUESTÃO 84</p><p>Pais, educadores e profissionais de saúde nunca</p><p>estiveram tão preocupados com as consequências do uso</p><p>excessivo de dispositivos digitais. [...] crianças e adolescentes</p><p>têm passado cada vez mais horas frente a esses aparelhos,</p><p>o que aumenta o isolamento social e o sedentarismo, entre</p><p>outros problemas apontados por especialistas.</p><p>Muito tempo em frente às telas está significantemente</p><p>associado ao mau desempenho em testes que avaliam o</p><p>desenvolvimento cognitivo. [...] e problemas de saúde como</p><p>obesidade e sintomas de depressão em crianças e jovens.</p><p>VARELLA, Mariana. Crianças, adolescentes e o excesso de tela. Disponível em: <https://</p><p>drauziovarella.uol.com.br/coluna-2/criancas-adolescentes-e-o-excesso-de-</p><p>telas-coluna/>. Acesso em: 5 de março de 2024.</p><p>A preocupação com a mudança de comportamento geracional</p><p>descrito pelo texto está relacionada à</p><p>A benefícios a saúde, sem a necessidade de supervisão.</p><p>B uma sobrecarga cognitiva, resultando em uma confusão</p><p>sobre a realidade e gerando estresse.</p><p>C uma tentativa de fuga, tal como livros de ficção e jogos</p><p>de RPG que simulam uma realidade virtual.</p><p>D riscos na realidade virtual e nas redes sociais dos jovens,</p><p>mas sendo indiferente à própria realidade.</p><p>E consequências para a saúde mental de jovens, adultos</p><p>e idosos, funcionando como uma estratégia para lidar</p><p>com o estresse.</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 29CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 29 28/03/2024 11:12:4428/03/2024 11:12:44</p><p>https://brasil.un.org/pt-br/180755-onu-brasil-pede-maior-prote%C3%A7%C3%A3o-para-o-povo-yanomami</p><p>https://brasil.un.org/pt-br/180755-onu-brasil-pede-maior-prote%C3%A7%C3%A3o-para-o-povo-yanomami</p><p>https://brasil.un.org/pt-br/180755-onu-brasil-pede-maior-prote%C3%A7%C3%A3o-para-o-povo-yanomami</p><p>https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/03/desigualdade-de-genero-no-mercado-de-trabalho-e-maior-do-que-se-pensava-afirma-oit.shtml</p><p>https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/03/desigualdade-de-genero-no-mercado-de-trabalho-e-maior-do-que-se-pensava-afirma-oit.shtml</p><p>Simulado Enem 3 – Página 30</p><p>QUESTÃO 85</p><p>O Relatório Mundial da Desigualdade de 2022 revela</p><p>os efeitos brutais da economia</p><p>global e apresenta um</p><p>mapeamento da iniquidade: os 10% mais ricos detêm 76%</p><p>da riqueza e 52% da renda, enquanto metade da população</p><p>mundial fica com apenas 2% da riqueza e 8,5% da renda. [...]</p><p>Tais regimes são caracterizados por um conjunto de</p><p>discursos e dispositivos institucionais que visam justificar e</p><p>estruturar as desigualdades econômicas, sociais e políticas</p><p>de uma determinada sociedade.</p><p>MENEZES, Roberto e Elza, KRAYCHETE. Desigualdade global e desenvolvimento.</p><p>Caderno CRH, Salvador, vol. 35, p. 1-7, 2022. (adaptado)</p><p>Os dispositivos institucionais citados no texto representam</p><p>A os organismos internacionais, que buscam formas de</p><p>combater as desigualdades sociais a nível global.</p><p>B as organizações da sociedade civil, que vêm buscando</p><p>influenciar cada vez mais políticas públicas no combate</p><p>às desigualdades ao redor do mundo.</p><p>C o aparato do Estado, que garante que a concentração</p><p>renda se mantenha, justificando, em parte, o crescimento</p><p>de um discurso conservador e fascista em todo o mundo.</p><p>D os discursos proferidos pela classe de políticos, que</p><p>buscam defender os interesses de seus representados,</p><p>incentivando o aumento da polarização do mundo.</p><p>E as empresas transnacionais, que vêm concentrando</p><p>cada vez mais renda e, consequentemente, poder,</p><p>influenciando políticas de Estado a favor de seus</p><p>interesses.</p><p>QUESTÃO 86</p><p>Todo brasileiro que abre caminhos novos é, hoje, um</p><p>bandeirante. [...] Ontem eram bandeirantes só os que partiam</p><p>do Planalto e dos seus subfocos de irradiação; hoje são</p><p>todos quantos tomam parte na nova marcha destinada a</p><p>preencher os vazios demográficos das regiões que pedem</p><p>“novos bandeirantes equipados de nova técnica” para o seu</p><p>melhor aproveitamento econômico e social. [...] No menor</p><p>ato brasileiro, haverá sempre o “sentido bandeirante”.</p><p>É uma condição para que a terra possua o homem e este</p><p>a possua. Na grandeza que aí está – quase nove milhões</p><p>de quilômetros quadrados – o papel da bandeira é, ainda,</p><p>uma imposição da vida a que o brasileiro não poderá fugir,</p><p>para se realizar. [...] Enquanto se puder, no Brasil, abrir uma</p><p>estrada ou fundar uma cidade.</p><p>DUARTE E SILVA, S. A natureza contra o progresso: mitos e narrativas do “destino</p><p>bandeirante” na expansão desenvolvimentista. T.E.X.T.O.S DE H.I.S.T.Ó.R.I.A.</p><p>Revista do Programa de pós-graduação em História da UnB., 17(1), 85–106, 2010.</p><p>Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/textos/article/view/28054.</p><p>Acesso em: 21 mar. 2024.</p><p>O texto sobre a ocupação do oeste brasileiro retrata a</p><p>imagem de que os bandeirantes</p><p>A representavam um espírito conquistador, abrindo</p><p>caminho pela natureza e pelas populações que lá</p><p>viviam, impactando a relação com a natureza e a cultura</p><p>dessas populações.</p><p>B foram responsáveis por conquistar locais de difícil</p><p>acesso, desenvolvendo as regiões que ocupavam e</p><p>respeitando as populações locais, o que influenciou</p><p>na preservação da natureza desses locais.</p><p>C foram desbravadores que se instalaram nas fazendas,</p><p>buscando organizar e conter o trabalho dos escravizados,</p><p>tornando-se os primeiros capitães do mato.</p><p>D foram responsáveis por ocupar as terras do litoral, formando</p><p>as primeiras cidades da colônia e consolidando-se como</p><p>lideranças políticas que permanecem até os dias atuais.</p><p>E tinham uma orientação religiosa, que foi usada pelos</p><p>colonizadores na intermediação com as populações</p><p>locais, influenciando na relação entre política e religião.</p><p>QUESTÃO 87</p><p>O acordo final da COP 28, a 28a conferência do clima da</p><p>Organização das Nações Unidas (ONU), foi considerado um</p><p>avanço ao prever a redução gradual do uso de combustíveis</p><p>fósseis (petróleo, carvão e gás natural) para diminuir a</p><p>emissão de gases de efeito estufa, responsáveis pelas</p><p>mudanças climáticas que têm impactado o planeta.</p><p>Por outro lado, o texto não especifica como será feita essa</p><p>transição energética nem quais recursos financeiros serão</p><p>utilizados e, principalmente, não fala em eliminar totalmente</p><p>os combustíveis fósseis. Além disso, não foi estabelecida</p><p>nenhuma meta ou ano para que isso aconteça.</p><p>O documento reconhece a necessidade de reduções</p><p>profundas, rápidas e sustentadas da emissão de carbono</p><p>caso a humanidade queira limitar o aumento da temperatura</p><p>global em 1,5 ºC.</p><p>A cúpula, encerrada nesta quarta-feira (13), reuniu</p><p>representantes de 195 nações, tendo como anfitrião</p><p>os Emirados Árabes Unidos, um dos principais países</p><p>petrolíferos do mundo. Na visão de entidades, houve avanços</p><p>importantes, embora insuficientes.</p><p>G1. COP 28: veja por que acordo histórico tem lado positivo, mas saldo ainda é</p><p>negativo na luta contra crise do clima. 13 dez. 2023. Disponível em: https://g1.</p><p>globo.com/meio-ambiente/noticia/2023/12/13/cop-28-entenda-os-principais-</p><p>pontos-do-acordo-final.ghtml. Acesso em: 05 fev. 2024 (adaptado).</p><p>No texto apresentado, especialistas apontam falhas no</p><p>documento do acordo final da COP 28, cuja(s) principal(ais)</p><p>crítica(s) foi/foram a</p><p>A ausência de representantes de países-chave na</p><p>conferência.</p><p>B incapacidade de limitar o aumento da temperatura</p><p>global em 1,5 ºC.</p><p>C ausência de qualquer menção sobre a importância da</p><p>preservação dos oceanos.</p><p>D falta de especificidade sobre a transição energética e</p><p>a utilização de recursos financeiros.</p><p>E falta de reconhecimento da necessidade de reduções</p><p>profundas nas emissões de carbono.</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 30CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 30 01/04/2024 14:26:0201/04/2024 14:26:02</p><p>https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2023/12/13/cop-28-entenda-os-principais-pontos-do-acordo-final.ghtml</p><p>https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2023/12/13/cop-28-entenda-os-principais-pontos-do-acordo-final.ghtml</p><p>https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2023/12/13/cop-28-entenda-os-principais-pontos-do-acordo-final.ghtml</p><p>1º dia – 2024 – Página 31</p><p>QUESTÃO 88</p><p>O Dia da Bastilha celebra a tomada do poder do regime</p><p>tirânico pelo povo.</p><p>Altos impostos e um verão de fome levaram os cidadãos</p><p>franceses a invadirem o castelo da Bastilha em 14 de</p><p>julho de 1789, uma fortaleza militar e prisão. A apreensão</p><p>representou a resistência contra os Bourbons, a tirânica</p><p>monarquia francesa.</p><p>A Bastilha foi um dos principais eventos que incitaram a</p><p>Revolução Francesa.</p><p>Hoje, é comemorado com fogos de artifício e desfiles.</p><p>Mas o dia da Bastilha é muito mais do que um feriado</p><p>nacional – ele promoveu uma cultura de desobediência</p><p>civil na França que inspirou incontáveis revoltas, levantes e</p><p>manifestações durante séculos.</p><p>PRIOR, Ryan; DAVIS, Erin. O que é a Bastilha na Revolução Francesa? CNN 14 jul.</p><p>2023. Disponível em: <https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/o-que-e-a-bastilha-</p><p>na-revolucao-francesa/>. Acesso em 05 fev. 2024 (adaptado).</p><p>Com base no contexto da Revolução Francesa, o evento</p><p>histórico celebrado no Dia da Bastilha refere-se à</p><p>A criação da Comuna de Paris.</p><p>B fundação da República Francesa.</p><p>C assinatura do Tratado de Versalhes.</p><p>D tomada do poder pelo povo francês.</p><p>E coroação de Luís XVI como rei da França.</p><p>QUESTÃO 89</p><p>No Brasil, a discussão sobre desigualdade social</p><p>e a função redistributiva do Estado ganhou destaque</p><p>nas últimas décadas. O sistema tributário desempenha</p><p>papel fundamental, uma vez que a forma como os</p><p>impostos são arrecadados e distribuídos pode influenciar,</p><p>significativamente, a equidade da sociedade. A pesquisa</p><p>revela que os tributos diretos têm um efeito progressivo</p><p>limitado, enquanto os tributos indiretos têm um impacto</p><p>regressivo, resultando em uma carga tributária maior para</p><p>os mais pobres em comparação com os mais ricos.</p><p>IPEA. Estudos revelam impacto da redistribuição de renda no Brasil. Comunicação,</p><p>8 ago de 2023. Disponível em: https://www.ipea.gov.br/portal/categorias/</p><p>45-todas-as-noticias/noticias/13909-estudos-revelam-impacto-da-</p><p>redistribuicao-de-renda-no-brasil. Acesso em: mar. 2024.</p><p>Glossário</p><p>Tributos diretos: incidem sobre a renda, como salário e</p><p>propriedades.</p><p>Tributos</p><p>indiretos: incidem sobre produtos e serviços,</p><p>sendo repassados para o consumidor na venda, em cadeia.</p><p>Sobre o papel da carga tributária na manutenção da</p><p>desigualdade social no Brasil, os tributos</p><p>A diretos e indiretos, ambos impactam na renda dos mais</p><p>pobres, porque igualam ricos e pobres na cobrança</p><p>de tributos.</p><p>B indiretos são aqueles que mais impactam na renda</p><p>dos mais pobres, porque os excluem do consumo de</p><p>produtos e serviços.</p><p>C indiretos são aqueles que mais impactam na renda da</p><p>maioria dos brasileiros, porque não diferenciam ricos e</p><p>pobres; todos aqueles que consomem aquele produto</p><p>ou serviço pagam a mesma carga tributária.</p><p>D diretos são aqueles que mais impactam na renda dos</p><p>mais pobres, porque são cobrados diretamente na</p><p>fonte, ou seja, quando o consumidor recebe o salário</p><p>ou compra alguma propriedade.</p><p>E tributos diretos são aqueles que mais impactam na</p><p>renda dos mais pobres, já que os impostos indiretos</p><p>são cobrados igualmente de todos os consumidores,</p><p>sendo uma taxação igual para todos eles.</p><p>QUESTÃO 90</p><p>No Segundo Reinado, o Brasil tomou uma medida</p><p>que seria determinante para a sua histórica concentração</p><p>fundiária. Em 18 de setembro de 1850, o imperador dom</p><p>Pedro II assinou a Lei de Terras, por meio da qual o país</p><p>oficialmente optou por ter a zona rural dividida em latifúndios,</p><p>e não em pequenas propriedades.</p><p>Documentos da época, hoje guardados no Arquivo do</p><p>Senado, em Brasília, revelam como a composição do campo</p><p>brasileiro foi planejada. Os próprios senadores e deputados</p><p>eram, em grande parte, senhores de terras. O senador Costa</p><p>Ferreira (MA), por exemplo, discursou:</p><p>— Isso de repartir terras em pequenos bocados não é</p><p>exequível. Só quem nunca foi lavrador é que pode julgar o</p><p>contrário. São utopias. Ninguém vai para lá [o interior do</p><p>país]. Ninguém se quer arriscar.</p><p>O argumento dele era que os pequenos camponeses não</p><p>tinham força para expulsar os indígenas e que, por isso, era</p><p>natural que a terra fosse para os grandes senhores.</p><p>WESTIN, R. Há 170 anos, Lei de Terras oficializou opção do Brasil pelos latifúndios. Agência</p><p>Senado, 14 set. 2020. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/</p><p>arquivo-s/ha-170-anos-lei-de-terras-desprezou-camponeses-e-oficializou-apoio-do-</p><p>brasil-aos-latifundios#:~:text=No%20Segundo%20Reinado%2C%20o%20Brasil,e</p><p>%20n%C3%A3o%20em%20pequenas%20propriedades. Acesso em: 8 fev. 2024.</p><p>Segundo o texto, uma das consequências da Lei de Terras</p><p>foi que ela</p><p>A contribuiu para a concentração de terras, impedindo</p><p>que os pequenos proprietários tivessem suas terras.</p><p>B foi uma reedição das capitanias hereditárias, cedendo</p><p>grandes quantidades de terras para nobres portugueses</p><p>dispostos a desenvolver e garantir a segurança de</p><p>suas propriedades.</p><p>C encerrou a questão da reforma agrária no Brasil, com</p><p>a formação dos latifúndios monocultores e instaurando</p><p>o desenvolvimento agropecuário no país.</p><p>D foi responsável pela reforma agrária no Brasil, fazendo</p><p>a distribuição de terra para a população que tinha sido</p><p>expulsa da terra pelas sesmarias</p><p>E concedeu terras para colonos, especialmente os</p><p>europeus, promovendo o embranquecimento do Brasil,</p><p>com o fim da escravidão.</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 31CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 31 01/04/2024 14:26:0201/04/2024 14:26:02</p><p>https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/o-que-e-a-bastilha-na-revolucao-francesa/</p><p>https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/o-que-e-a-bastilha-na-revolucao-francesa/</p><p>https://www.ipea.gov.br/portal/categorias/45-todas-as-noticias/noticias/13909-estudos-revelam-impacto-da-redistribuicao-de-renda-no-brasil</p><p>https://www.ipea.gov.br/portal/categorias/45-todas-as-noticias/noticias/13909-estudos-revelam-impacto-da-redistribuicao-de-renda-no-brasil</p><p>https://www.ipea.gov.br/portal/categorias/45-todas-as-noticias/noticias/13909-estudos-revelam-impacto-da-redistribuicao-de-renda-no-brasil</p><p>https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/ha-170-anos-lei-de-terras-desprezou-camponeses-e-oficializou-apoio-do-brasil-aos-latifundios#:~:text=No%20Segundo%20Reinado%2C%20o%20Brasil,e%20n%C3%A3o%20em%20pequenas%20propriedades</p><p>https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/ha-170-anos-lei-de-terras-desprezou-camponeses-e-oficializou-apoio-do-brasil-aos-latifundios#:~:text=No%20Segundo%20Reinado%2C%20o%20Brasil,e%20n%C3%A3o%20em%20pequenas%20propriedades</p><p>https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/ha-170-anos-lei-de-terras-desprezou-camponeses-e-oficializou-apoio-do-brasil-aos-latifundios#:~:text=No%20Segundo%20Reinado%2C%20o%20Brasil,e%20n%C3%A3o%20em%20pequenas%20propriedades</p><p>RASCUNHO DA REDAÇÃO</p><p>SIMULADO 3 – ENEM – 2024</p><p>Folha de Redação</p><p>Nome:</p><p>N0 de inscrição: Cód. Aluno:Turma:</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>5</p><p>6</p><p>7</p><p>8</p><p>9</p><p>10</p><p>11</p><p>12</p><p>13</p><p>14</p><p>15</p><p>16</p><p>17</p><p>18</p><p>19</p><p>20</p><p>21</p><p>22</p><p>23</p><p>24</p><p>25</p><p>26</p><p>27</p><p>28</p><p>29</p><p>30</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 32CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 32 28/03/2024 11:12:4428/03/2024 11:12:44</p><p>QUESTÃO 05</p><p>It’s autumn, and we’re getting rid</p><p>of books, getting ready to retire,</p><p>to move some place smaller, more</p><p>manageable. We’re living in reverse,</p><p>age-proofing the new house, nothing</p><p>on the floors to trip over, no hindrances</p><p>to the slowed mechanisms of our bodies,</p><p>a small table for two. Our world is</p><p>shrinking, our closets mostly empty,</p><p>gone the tight skirts and dancing shoes,</p><p>the bells and whistles. Now, when</p><p>someone comes to visit and admires</p><p>our complete works of Shakespeare,</p><p>the hawk feather in the open dictionary,</p><p>the iron angel on a shelf, we say</p><p>take them. This is the most important</p><p>time of all, the age of divestment,</p><p>knowing what we leave behind is</p><p>like the fragrance of blossoming trees</p><p>that grows stronger after</p><p>you’ve passed them, breathing</p><p>them in for a moment before</p><p>breathing them out. An ordinary</p><p>Tuesday when one of you says</p><p>I dare you, and the other one</p><p>just laughs.</p><p>LAUX, Dorianne. I dare you. Disponível em: https://poets.org/</p><p>poem/i-dare-you. Acesso em: 22 fev. 2024.</p><p>Ao retratar o envelhecimento, o poema cita “viver em reverso”</p><p>para destacar o(a)</p><p>A medo da morte.</p><p>B receio de maus-tratos.</p><p>C desapego e a simplificação.</p><p>D mudança de estação do ano.</p><p>E busca por mudanças radicais.</p><p>Questões 01 a 05 (opção espanhol)</p><p>QUESTÃO 01</p><p>La confluencia de dos titanes, las plataformas digitales</p><p>y la industria cosmética, parece estar propiciando el</p><p>nacimiento de un nuevo epígrafe en la relación de posibles</p><p>trastornos de salud mental relacionados con la vida digital</p><p>de los adolescentes. La cosmeticorexia define la obsesión</p><p>temprana por emular hábitos de cuidados faciales y,</p><p>sobre todo, hábitos de compra de productos de belleza</p><p>recomendados por sus influencers que, tradicionalmente,</p><p>resultaban más apropiados para mujeres más edad y con</p><p>mayor poder adquisitivo.</p><p>Este proceso de rejuvenecimiento de la consumidora</p><p>de cremas y pinturas está dejando huella en las escenas</p><p>de la vida cotidiana. TikTok acumula más de 64 millones de</p><p>tutoriales en vídeo sobre maquillaje para todas las edades,</p><p>con protagonistas como la joven Kassie, de seis años, que,</p><p>bajo la mirada de su orgullosa madre, Shab, demuestra a sus</p><p>cuatro millones y medio de seguidores, brocha en mano, cómo</p><p>una mocosa convenientemente aleccionada puede “dominar</p><p>el maquillaje mejor que lwa mayoría de las mujeres adultas”.</p><p>RÌOS, Carmela. Las jóvenes esclavas de la belleza. EL PAÍS, 25 jan. 2024.</p><p>Disponível em: https://elpais.com/opinion/2024-01-25/las-jovenes-</p><p>esclavas-de-la-belleza.html. Acesso em: 25 jan. 2024.</p><p>De acordo com a reportagem, a “cosmeticorexia” seria</p><p>A uma condição médica relacionada à obsessão por</p><p>produtos cosméticos.</p><p>B a prática de emular hábitos de cuidados faciais e de</p><p>comprar produtos de beleza recomendados por influencers.</p><p>C o acúmulo de tutoriais de maquiagem em redes sociais,</p><p>especialmente por parte de crianças.</p><p>D uma nova categoria de transtorno de saúde mental</p><p>relacionada à vida digital dos adolescentes.</p><p>E o processo de rejuvenescimento da consumidora de</p><p>produtos de beleza.</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 3CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 3 28/03/2024 11:12:3828/03/2024 11:12:38</p><p>https://www.nfi.edu/instagram-growth/</p><p>https://poets.org/</p><p>https://elpais.com/opinion/2024-01-25/las-jovenes-</p><p>Simulado Enem 3 – Página 4</p><p>QUESTÃO 02</p><p>La ministra de Política Territorial y portavoz del Gobierno</p><p>de España en funciones, Isabel Rodríguez, ha defendido “un</p><p>uso normalizado de las lenguas” y que puedan utilizarse en</p><p>cualquier espacio “sabiendo de las dificultades que después</p><p>tiene su aplicación práctica” al resultar su puesta en marcha</p><p>“algo más complejo por intendencia”.</p><p>Rodríguez, que ha acudido al Congreso para presentar</p><p>sus credenciales como diputada, ha insistido en declaraciones</p><p>a los medios en que el Gobierno español “ha avanzado” en</p><p>esta legislatura “en el uso de los idiomas cooficiales”, sin</p><p>pronunciarse directamente sobre la propuesta de la líder del</p><p>Movimeinto Sumar, Yolanda Díaz, de reformar el Reglamento</p><p>del Congreso para que los diputados y las diputadas puedan</p><p>expresarse en sus respectivos euskera, catalán o gallego.</p><p>Lo que sí ha dejado claro es que las lenguas “nunca</p><p>pueden ser un elemento de batalla” como hacen el PP y Vox</p><p>en las comunidades con lengua propia donde gobiernan.</p><p>EITB MEDIA. Disponível em: https://www.eitb.eus/es/noticias/politica/detalle/9279332/el-</p><p>gobierno-de-espana-apoya-un-uso-normalizado-de-lenguas-cooficiales-</p><p>pero-ve-compleja-su-aplicacion/. Acesso em: 14 set. 2023.</p><p>A questão das múltiplas línguas que convivem no território</p><p>espanhol não é recente. Nesse texto, a ministra Isabel</p><p>Rodríguez argumenta que o</p><p>A governo espanhol avançará em relação ao uso das</p><p>línguas cooficiais.</p><p>B posicionamento do PP e Vox é plausível nas comunidades</p><p>autônomas.</p><p>C idioma das comunidades autônomas não deve ser um</p><p>elemento de conflito.</p><p>D uso das línguas cooficiais é algo simples e de fácil</p><p>aplicação prática.</p><p>E regulamento deve ser aplicado nas comunidades</p><p>autônomas.</p><p>QUESTÃO 03</p><p>Echar de menos es una soledad acompañada.</p><p>Es cuando el amor no se ha ido pero el amado sí.</p><p>Echar de menos es amar un pasado que no pasó,</p><p>es recusar un presente que nos duele,</p><p>es no ver el futuro que nos invita.</p><p>Echar de menos es sentir que existe lo que no existe más.</p><p>Echar de menos es el infierno de los que perdieron,</p><p>es el dolor de los que se quedaron atrás,</p><p>es el gusto de la muerte en la boca de los que se</p><p>[quedaron....</p><p>Solo una persona desea echar de menos: Aquella que</p><p>[nunca amó.</p><p>Y ese es el mayor de los sufrimientos: No tener a quien</p><p>[echar de menos pasar por la vida y no vivir.</p><p>¡El mayor sufrimiento es nunca haber sufrido!</p><p>NERUDA, Pablo. Echar de menos. Disponível em: https://www.casadelivro.com.br/2022/03/</p><p>echar-de-menos-poema-de-pablo-neruda.html?m=0. Acesso em: 14 set. 2023.</p><p>No poema, a expressão “echar de menos” pode ser</p><p>entendida como uma</p><p>A negligência com o futuro.</p><p>B transcendência de quem nunca amou.</p><p>C vivência de perder alguma coisa.</p><p>D incidência do gosto pelo amor.</p><p>E experiência de lembrar o que faz falta.</p><p>QUESTÃO 04</p><p>Tres meses después del inicio del ciclo lectivo 2023, unos</p><p>6500 cargos docentes en la provincia de Buenos Aires se</p><p>hallaban todavía vacantes.</p><p>El programa “Maestros itinerantes” busca brindar</p><p>cobertura temporal por dos, tres o cuatro días en distintos</p><p>distritos escolares porteños hasta tanto se cubran los cargos.</p><p>Desde hace tres años, a través de un sitio web, el ministerio</p><p>porteño ofrece diariamente cargos para reemplazo en casos</p><p>de pedidos de más de 48 horas de licencia, pero cientos</p><p>quedan sin cubrir dado que la demanda supera ampliamente</p><p>a la oferta.</p><p>A pesar de los buenos niveles de empleabilidad, la</p><p>crisis vocacional, la caída en el prestigio y un nivel salarial</p><p>desmotivante condujeron a que los ingresantes en el</p><p>sistema de formación docente no sean numéricamente los</p><p>necesarios. Entre los múltiples y numerosos desafíos que hoy</p><p>nos plantea el sistema educativo, este aparece como uno de</p><p>los más apremiantes por cuanto compromete seriamente no</p><p>solo el presente sino también el futuro de cualquier política</p><p>en la materia. No será con medidas demagógicas que no</p><p>puedan luego sostenerse en el tiempo como podremos</p><p>resolver tamaña encrucijada.</p><p>La Nación, 17 set. 2023. Disponível em: https://www.lanacion.com.ar/editoriales/</p><p>docentes-una-perentoria-crisis-nid17092023/. Acesso em: 15 set. 2023.</p><p>Texto adaptado para fins didáticos.</p><p>No artigo de opinião, o autor tenta nos convencer de seu</p><p>ponto de vista. No texto, o recurso argumentativo usado</p><p>para comprovar o ponto de vista sobre a falta de docentes</p><p>na província de Buenos Aires é a</p><p>A menção à falta de professores logo no início do ano letivo.</p><p>B ênfase nos bons níveis de empregabilidade.</p><p>C sugestão de que medidas demagógicas são ineficazes.</p><p>D descrição dos efeitos do programa Maestros itinerantes.</p><p>E crítica à falta de prestígio da profissão.</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 4CO</p><p>PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 4 01/04/2024 14:16:4901/04/2024 14:16:49</p><p>https://www.eitb.eus/es/noticias/politica/detalle/9279332/el-gobierno-de-espana-apoya-un-uso-normalizado-de-lenguas-cooficiales-pero-ve-compleja-su-aplicacion/</p><p>https://www.eitb.eus/es/noticias/politica/detalle/9279332/el-gobierno-de-espana-apoya-un-uso-normalizado-de-lenguas-cooficiales-pero-ve-compleja-su-aplicacion/</p><p>https://www.casadelivro.com.br/2022/03/echar-de-menos-poema-de-pablo-neruda.html?m=0</p><p>https://www.casadelivro.com.br/2022/03/echar-de-menos-poema-de-pablo-neruda.html?m=0</p><p>https://www.lanacion.com.ar/editoriales/docentes-una-perentoria-crisis-nid17092023/</p><p>https://www.lanacion.com.ar/editoriales/docentes-una-perentoria-crisis-nid17092023/</p><p>1º dia – 2024 – Página 5</p><p>QUESTÃO 05</p><p>Porque nuestra razón eres tú, el Plan aprobado por el</p><p>Gobierno establece medidas para facilitarte el acceso a una</p><p>vivienda. Tanto con ayudas directas como incrementando las</p><p>viviendas sociales a precios asequibles, para que así puedas</p><p>cumplir por fin tu deseo de emanciparte… y el de tus padres.</p><p>SOLICITA EL BONO JOVEN 250€/MES</p><p>Como ayuda al acceso a la vivienda el Mitma ha dotado</p><p>una cartera con 200 millones de euros anuales, para el año</p><p>2022 y el año 2023.</p><p>MINISTERIO de Transportes, Movilidad y Agenda Urbana (MITMA). Disponível em: https://</p><p>www.mitma.gob.es/vivienda/bono-alquiler-joven-2023. Acesso em: 15 set. 2023.</p><p>Com base na leitura do texto, compreende-se que seu</p><p>objetivo comunicativo é</p><p>A apresentar argumentos sobre o portfólio do Programa</p><p>com 200 milhões de euros por ano.</p><p>B promover, entre os jovens, a ideia de que é importante</p><p>economizar dinheiro.</p><p>C destacar as medidas do governo para facilitar o acesso</p><p>à habitação para jovens.</p><p>D incentivar os jovens a adquirir uma propriedade</p><p>imediatamente.</p><p>E enfatizar o plano aprovado pelo governo espanhol.</p><p>LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>Questões de 06 a 45</p><p>QUESTÃO 06</p><p>No anúncio publicitário, o público-alvo compreende a</p><p>necessidade de se aliar aos agentes de saúde no combate</p><p>à dengue. Para isso, a estratégia argumentativa que se</p><p>destaca é a</p><p>A interlocução direta e incisiva com o público-alvo.</p><p>B escolha de palavras rebuscadas para concordar com</p><p>o público-alvo.</p><p>C identificação do público com a agente de endemias</p><p>representada na imagem.</p><p>D relação condicional entre a disseminação da dengue e</p><p>a ação dos agentes de saúde.</p><p>E oposição entre os dois tipos de visita mencionados no</p><p>cartaz: a do agente e a da dengue.</p><p>QUESTÃO 07</p><p>Eu ia dizer que falhei. E na verdade falhei sim, falhei feio,</p><p>falhei rude. Mas não sei se esta é a melhor palavra. Falhar é</p><p>verbo transitivo, porque quem falha, falha sempre em alguma</p><p>coisa (ou com alguém). Mas às vezes não, às vezes falhar é</p><p>a coisa, o ato em si, sem precisar de complemento algum. [...]</p><p>Mas pensando bem, há um outro verbo, uma palavra</p><p>angolana melhor que “falhar”: desconseguir.</p><p>Desconseguir carrega bem menos culpa, porque em</p><p>algum momento você realmente conseguiu, mas depois</p><p>isso escapou das suas mãos. Alguns dicionários traduzem</p><p>o desconseguir como sinônimo de “não conseguir”, mas é</p><p>muito diferente.</p><p>Quando você desconsegue, geralmente foi por um fator</p><p>externo, em que você não teve possibilidades ou poder de</p><p>alteração. Desconseguir é um quase, é um conseguido</p><p>desfeito, um plug desconectado, mas que em algum</p><p>momento já esteve lá, gerando luz.</p><p>Mas não há vergonha porque a gente desconsegue</p><p>o tempo todo, especialmente em um mundo onde o que</p><p>independe da nossa vontade tem tanta força. Mulheres</p><p>desconseguem muito, ainda que a gente tente agarrar o</p><p>conseguido com todas as forças. Eu, pelo menos, tento.</p><p>LISBOA, A. P. Disponível em: https://www.geledes.org.br.</p><p>Acesso em: 25 jan. 2024 (adaptado).</p><p>A palavra “desconseguir” não está dicionarizada em língua</p><p>portuguesa, o que significa que ainda não é compreendida</p><p>formalmente como parte de seu léxico. A autora, no texto,</p><p>A discute o significado poético da palavra “desconseguir”,</p><p>que tem menos juízo de valor que “falhar”.</p><p>B reconhece a superioridade cultural e linguística de Angola</p><p>ao comparar “desconseguir” com “não conseguir”.</p><p>C mostra conhecimento sobre a formação de palavras na</p><p>língua angolana, cujos modos de ver a vida se refletem</p><p>na língua.</p><p>D aproveita-se do significado da palavra angolana para</p><p>propor um neologismo que represente outro modo de</p><p>compreender o cotidiano.</p><p>E critica a tradução tradicional dos dicionários sobre a</p><p>palavra angolana, sugerindo uma forma mais adequada</p><p>de traduzi-la para o português.</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 5CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 5 28/03/2024 11:12:3928/03/2024 11:12:39</p><p>https://www.mitma.gob.es/vivienda/bono-alquiler-joven-2023</p><p>https://www.mitma.gob.es/vivienda/bono-alquiler-joven-2023</p><p>https://www.geledes.org.br</p><p>Simulado Enem 3 – Página 6</p><p>QUESTÃO 08</p><p>TEXTO I</p><p>Sabe, meus filhos...</p><p>Nós somos marginais das famílias</p><p>Somos marginais das cidades</p><p>Marginais das palhoças...</p><p>E da história?</p><p>Não somos daqui</p><p>Nem de acolá...</p><p>Estamos sempre ENTRE</p><p>Entre este ou aquele</p><p>Entre isto ou aquilo!</p><p>Até onde aguentaremos, meus filhos?...</p><p>POTIGUARA, E. Metade cara, metade máscara. Rio de Janeiro: Grumin Edições, 2018.</p><p>TEXTO II</p><p>A exemplo de quase todos os grupos indígenas do</p><p>Nordeste brasileiro, a história Pankararu remete a políticas</p><p>públicas e ação missionária implementadas desde o início</p><p>da colonização portuguesa, que incluíam deslocamentos e</p><p>aldeamentos forçados, impondo a convivência e a posterior</p><p>indiferenciação de etnias diversas na região. Seus direitos</p><p>fundiários não foram respeitados no reconhecimento oficial</p><p>da Terra Indígena Pankararu. Apenas em 1999, depois de</p><p>anos de reivindicação, o processo de ampliação dessa terra</p><p>foi iniciado, mas ainda não está concluído. Assim como os</p><p>outros povos do Nordeste, o principal emblema da cultura</p><p>Pankararu consiste no sistema ritual do Toré e no culto aos</p><p>Encantados a ele associado.</p><p>Disponível em: https://pib.socioambiental.org. Acesso em: 26 jan. 2024.</p><p>O texto II pode ajudar a compreender o texto I porque</p><p>A denuncia a indiferença da sociedade sobre os direitos</p><p>indígenas.</p><p>B sensibiliza o leitor a defender a reivindicação por terras</p><p>indígenas.</p><p>C explica o esgotamento do eu lírico pela falta de</p><p>pertencimento a algum lugar.</p><p>D indica compreender como a identidade dos Pankararu</p><p>foi dissolvida pela colonização.</p><p>E apresenta a colonização como motivo de indígenas</p><p>Pankararu estarem marginalizados.</p><p>QUESTÃO 09</p><p>Criado pela bailarina e coreógrafa Gabriela Moriondo</p><p>e pelo artista multimídia Glauber Vianna, o espetáculo</p><p>“Inconstante” une o trabalho de dança contemporânea</p><p>à pesquisa em arte-tecnologia em torno do conceito de</p><p>espacialização do inconsciente e de fragmentação de</p><p>memórias, por meio da programação sincronizada de luz,</p><p>sombra, som e corpo. [...]</p><p>No espetáculo, como em um flashback que precede a</p><p>morte, três bailarinas de diferentes gerações, separadas por</p><p>cerca de 50 anos, tocam lembranças de forma imersiva e</p><p>subjetiva a cada cena, a fim de provocar nos espectadores</p><p>uma profunda reflexão sobre a vida.</p><p>Disponível em: https://www.es.gov.br. Acesso em: 29 jan. 2024 (adaptado).</p><p>A partir do texto, vê-se que o espetáculo “Inconstante”</p><p>A representa o trabalho do inconsciente sobre a rememoração</p><p>da vida pelo jogo de cenas e luzes.</p><p>B ironiza a passagem do tempo com a estética contemporânea</p><p>em paralelo com as idades das bailarinas.</p><p>C inova ao explorar o tema da morte e da passagem do</p><p>tempo em contraposição à tecnologia utilizada no palco.</p><p>D apresenta a temática do tempo de maneira objetiva com</p><p>a escolha de bailarinas de gerações distintas.</p><p>E rompe com a tradição da dança por se organizar como um</p><p>flashback de memórias, ou seja, sem ordem cronológica.</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 6CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 6 28/03/2024 11:12:3928/03/2024 11:12:39</p><p>https://pib.socioambiental.org</p><p>https://www.es.gov.br</p><p>1º dia – 2024 – Página 7</p><p>QUESTÃO 10</p><p>TEXTO I</p><p>AMÉRICO, P. Independência ou morte. Óleo sobre tela, 415 x 760 cm.</p><p>Museu Paulista da USP, São Paulo, 1888.</p><p>TEXTO II</p><p>Rodolfo Capler – Em seu mais recente livro O sequestro</p><p>da Independência, você defende a tese de que a data do</p><p>7 de setembro é um mito construído. A quem mais interessa</p><p>a conservação deste mito?</p><p>Lilia Schwarcz – [...] no contexto de 1822, ninguém</p><p>falava em 7 de setembro e no brado do Ipiranga. A data que</p><p>era mencionada era 10 de outubro, dia da aclamação e da</p><p>coroação de D. Pedro I no Rio de Janeiro. Isso, pois, em</p><p>primeiro lugar, o Rio era a capital do Império e fazia todo</p><p>o sentido que o local daquela data magna, da separação</p><p>com a metrópole, fosse o Rio de Janeiro. Em segundo</p><p>lugar, a coroação é uma cerimônia coletiva. Sobretudo nas</p><p>monarquias constitucionais – como era o caso do Brasil, que</p><p>experimentava uma pressão para que o monarca jurasse a</p><p>constituição de Cádis – a aclamação era um contrato do povo</p><p>para com o seu rei ou imperador. Já a versão que foi ficando</p><p>vitoriosa a partir de 1828 e que foi sedimentada no Segundo</p><p>Reinado é uma versão do protagonismo de D. Pedro.</p><p>Disponível em: https://veja.abril.com.br. Acesso em: 4 fev. 2024 (adaptado).</p><p>A obra de Pedro Américo, em relação à análise crítica da</p><p>pesquisadora Lilia Schwarcz,</p><p>A representa os fatos sobre o processo de Independência</p><p>do Brasil.</p><p>B exalta o dia da Proclamação da Independência como</p><p>cerimônia coletiva.</p><p>C reproduz o imaginário heroico da Independência do</p><p>Brasil criticado no texto.</p><p>D dissolve de D. Pedro I a exclusividade de seu protagonismo</p><p>sobre a Independência do país.</p><p>E apresenta a realidade da Proclamação da Independência</p><p>na contramão do revisionismo histórico do texto.</p><p>QUESTÃO 11</p><p>TEXTO I</p><p>Mulher eleitora</p><p>Mietta Santiago</p><p>loura poeta bacharel</p><p>Conquista, por sentença de Juiz</p><p>direito de votar e ser votada</p><p>para vereador, deputado, senador, e até Presidente da</p><p>[República,</p><p>Mulher votando?</p><p>Mulher, quem sabe, Chefe da Nação?</p><p>O escândalo abafa a Mantiqueira,</p><p>faz tremerem os trilhos da Central</p><p>e acende no Bairro dos Funcionários,</p><p>melhor: na cidade inteira funcionária,</p><p>a suspeita de que Minas endoidece,</p><p>já endoideceu: o mundo acaba.</p><p>DRUMMOND, C. Boitempo: esquecer para lembrar. Rio de Janeiro: Record, 2006.</p><p>TEXTO II</p><p>Apesar de não ter sido a primeira mulher a votar no Brasil,</p><p>a escritora e advogada mineira Mietta Santiago (pseudônimo</p><p>de Maria Ernestina Carneiro Santiago Manso Pereira) teve</p><p>um papel fundamental para que o direito ao voto chegasse</p><p>a todas as mulheres.</p><p>Com apenas 25 anos, Mietta desafiou a justiça no Brasil</p><p>impetrando um Mandado de Segurança em que alegava</p><p>que o veto ao voto das mulheres contrariava o artigo 70 da</p><p>Constituição Brasileira de 24 de fevereiro 1891, então em vigor.</p><p>O fato, inédito no Brasil, permitiu que Mietta se tornasse</p><p>não só eleitora, mas também candidata, e votasse em si</p><p>mesma para um mandato de deputada federal. Embora ela</p><p>não tenha conseguido se eleger, foi a primeira a exercer,</p><p>plenamente, os seus direitos políticos.</p><p>Disponível em: https://observatorio3setor.org.br. Acesso em: 01 fev. 2024 (adaptado).</p><p>O poema de Carlos Drummond de Andrade</p><p>A tematiza a incorporação do movimento sufragista</p><p>no Brasil.</p><p>B satiriza o conflito histórico entre Mietta e a sociedade</p><p>mineira.</p><p>C ridiculariza o embate de Mietta sobre a conquista de</p><p>direitos políticos femininos.</p><p>D ironiza a reação conservadora da sociedade sobre a</p><p>postura desafiadora de Mietta.</p><p>E expõe os valores sociais sobre o direito ao voto vigentes</p><p>a partir da Constituição de 1891.</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 7CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 7 28/03/2024 11:12:3928/03/2024 11:12:39</p><p>https://veja.abril.com.br</p><p>https://observatorio3setor.org.br</p><p>Simulado Enem 3 – Página 8</p><p>QUESTÃO 12</p><p>Escrever é um ofício sórdido. É uma espécie de autofagia</p><p>e eu talvez dissesse coisa pior, se ficasse bem a uma senhora</p><p>escrever palavras feias. Digamos mais brandamente que</p><p>escrever é girar em torno de si próprio, do próprio umbigo,</p><p>da própria alminha, do próprio mundinho interior. O músico, o</p><p>artista, o bailarino, apenas interpretam, traduzem, transmitem</p><p>aos outros o sentimento de um terceiro; o escritor, é o seu</p><p>próprio coração que ele atira aos cachorros, na rua. Ponho</p><p>minha alma, meus sonhos, meus afetos numa folha de papel</p><p>que será vendida a quinhentos réis – e isso porque subiu</p><p>o preço dos jornais. Já vendi muito retalho da minha alma</p><p>apenas por um tostão.</p><p>QUEIROZ, R. Não escrevam. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/</p><p>cronicas/8857/nao-escrevam. Acesso em: 22 fev. 2024.</p><p>A escritora Raquel de Queiroz, sobre o ato de escrever,</p><p>apresenta uma visão</p><p>A pessimista, pois associa a escrita a um trabalho com</p><p>pouco retorno financeiro.</p><p>B rígida, pois acredita que o ofício só é bem exercido</p><p>quando associado aos afetos do escritor.</p><p>C realista, pois descreve com frieza e de forma escancarada</p><p>os problemas do ofício de um escritor.</p><p>D irônica, pois expõe que o escritor fala muito sobre si</p><p>próprio sem obter sucesso ou valorização.</p><p>E reducionista, pois menciona apenas o lado confessional</p><p>da escrita, ignorando outras possibilidades de estilo e</p><p>de estética.</p><p>QUESTÃO 13</p><p>Angusu em kimbundo – língua de origem angolana</p><p>presente até hoje na comunidade – significa “resistência”,</p><p>palavra que define toda a história do Quilombo Cafundó.</p><p>Localizado na área rural do município de Salto de Pirapora, a</p><p>12 quilômetros do centro da cidade, ele é um dos quilombos</p><p>mais antigos do estado de São Paulo. Oficialmente, o</p><p>Cafundó existe desde 1888, quando o casal Joaquim e</p><p>Ricarda Congo recebeu a alforria e herdou as terras do</p><p>“senhor”. Hoje o território possui 218 hectares, onde vivem</p><p>120 quilombolas que permanecem sendo angusu. [...]</p><p>Cafundó, em kimbundo, quer dizer “lugar distante de</p><p>difícil acesso”. Batizado por seus moradores, o quilombo</p><p>permaneceu, durante muito tempo, “escondido” da</p><p>sociedade. Apesar disso, a comunidade sempre esteve e</p><p>está aberta a todas as pessoas que se interessam pela</p><p>história e que querem recuperar as origens tiradas pelos</p><p>colonizadores. Cafundó é lugar de luta e resistência.</p><p>Disponível em: https://outraspalavras.net. Acesso em: 3 fev. 2023 (adaptado).</p><p>No fragmento, retirado de uma reportagem sobre o</p><p>Quilombo Cafundó, predomina a função denotativa da</p><p>linguagem, porque</p><p>A contam-se referências geográficas sobre a origem</p><p>do grupo.</p><p>B expõe-se como o quilombo se constituiu com o passar</p><p>dos anos.</p><p>C busca-se interagir com o leitor para explicar sobre o</p><p>léxico da língua.</p><p>D denuncia-se a marginalização dos quilombolas em</p><p>relação a centros urbanos.</p><p>E julga-se a realidade do Quilombo de difícil acesso e</p><p>distanciamento dos centros urbanos.</p><p>QUESTÃO 14</p><p>Pelos índices relevantes, a temática acerca da violência</p><p>contra mulheres com deficiência tem ganhado espaço nos</p><p>últimos anos. De acordo com a assistente social, mestre em</p><p>Saúde Coletiva, doutora em Serviço Social e integrante da</p><p>Rede Feminista de Saúde e da Rede Nacional de Educação</p><p>Popular em Saúde, Estela Márcia Rondina Scandola, “as</p><p>mulheres com deficiência estão cada vez mais com autonomia</p><p>para falar sobre a sua organização e para falar por si mesmas”.</p><p>“Muitas mulheres com deficiência começaram a participar</p><p>dos movimentos feministas, então, isso ganha destaque.</p><p>A coleta de dados das mulheres com todas as deficiências</p><p>é muito frágil, ainda. Mas, eu acho que tem um dado que é</p><p>importante: primeiro que a gente fala da deficiência e não fala</p><p>das deficiências. Então, a gente tem um leque de deficiência</p><p>de mulheres que precisam de cuidados específicos, não</p><p>porque são frágeis, mas porque a sua condição necessita de</p><p>cuidados específicos, e a gente não as vê como diferentes,</p><p>como o caso das mulheres surdas, das mulheres cegas,</p><p>das mulheres cadeirantes, das mulheres com rebaixamento</p><p>cognitivo, das mulheres autistas, das mulheres com Down.</p><p>Elas são totalmente</p><p>diferentes. Então, isso cria, ainda, uma</p><p>situação bastante complexa, que não é vista por todas as</p><p>políticas públicas”, explicou.</p><p>Disponível em: https://www.diariodigital.com.br. Acesso em: 09 fev. 2024 (adaptado).</p><p>Quanto ao gênero textual, o fragmento lido é um(a)</p><p>A notícia, por apresentar a fala de uma especialista</p><p>referente a um fato recente.</p><p>B artigo de opinião, por discorrer uma tese com</p><p>posicionamento subjetivo.</p><p>C ensaio, por trazer reflexões desprendidas de um ponto</p><p>de vista único.</p><p>D reportagem, por trazer uma voz distinta sobre um fato</p><p>investigado.</p><p>E editorial, por prevalecer a argumentação sobre um tema.</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 8CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 8 28/03/2024 11:12:3928/03/2024 11:12:39</p><p>https://cronicabrasileira.org.br/</p><p>https://outraspalavras.net</p><p>https://www.diariodigital.com.br</p><p>1º dia – 2024 – Página 9</p><p>QUESTÃO 15</p><p>Na deixa da virada do milênio, anuncia-se um revolucionário</p><p>conceito de tecnologia de informação, chamado de Local de</p><p>Informações Variadas, Reutilizáveis e Ordenadas - L.I.V.R.O.</p><p>L.I.V.R.O. representa um avanço fantástico na tecnologia.</p><p>Não tem fios, circuitos elétricos, pilhas. Não necessita ser</p><p>conectado a nada nem ligado. É tão fácil de usar que até</p><p>uma criança pode operá-lo. Basta abri-lo!</p><p>Cada L.I.V.R.O. é formado por uma sequência de páginas</p><p>numeradas, feitas de papel reciclável e capazes de conter</p><p>milhares de informações. As páginas são unidas por um</p><p>sistema chamado lombada, que as mantêm automaticamente</p><p>em sua sequência correta.</p><p>Através do uso intensivo do recurso TPA – Tecnologia do</p><p>Papel Opaco – permite-se que os fabricantes usem as duas</p><p>faces da folha de papel. Isso possibilita duplicar a quantidade</p><p>de dados inseridos e reduzir os seus custos pela metade!</p><p>FERNANDES, M. Um novo e revolucionário conceito de tecnologia de informação.</p><p>Disponível em: https://www.ime.usp.br (adaptado).</p><p>Este texto de Millôr Fernandes foi escrito em 2002, quando</p><p>o acesso à Internet e aos computadores passava a ser cada</p><p>vez mais introduzido no Brasil. No texto, o autor vale-se da</p><p>A problematização do esquecimento dos livros enquanto</p><p>fonte de dados devido ao uso excessivo de tecnologias.</p><p>B constatação do valor dos livros para o desenvolvimento</p><p>da tecnologia em relação ao período do texto.</p><p>C crítica irônica sobre a própria preferência pela tecnologia</p><p>em vez de se usar livros para acesso a informações.</p><p>D comparação implícita entre tecnologia e livros para</p><p>destacar a importância dos materiais analógicos.</p><p>E rememoração das características dos livros que os</p><p>tornam referência enquanto fonte de informações.</p><p>QUESTÃO 16</p><p>TEXTO I</p><p>TEXTO II</p><p>Fazendo uma síntese da poesia figurativa do século XX</p><p>somada ao processo de composição do ideograma Chinês,</p><p>a poesia concreta vem decretar a superação do verso por</p><p>uma sintaxe espacial e não-verbal. Sempre excessivamente</p><p>racionais, os poetas concretos buscaram uma comunicação</p><p>dinâmica e direta, trabalhando com o espaço gráfico da folha</p><p>e com uma coisificação/substantivação da linguagem.</p><p>Xavier, H. P. Significação: Revista De Cultura Audiovisual, n. 29, 2002.</p><p>De acordo com o texto II, o poema de Arnaldo Antunes</p><p>(texto I) segue o estilo concretista por</p><p>A expressar criatividade de forma objetiva.</p><p>B propor nova forma de diagramação da escrita.</p><p>C quebrar a influência oriental na escrita poética.</p><p>D criar sentidos pela linguagem e pela forma.</p><p>E tornar o advérbio “não” um substantivo.</p><p>QUESTÃO 17</p><p>O poema digital</p><p>primeiro o poema nasce</p><p>como esse está nascendo agora.</p><p>não.</p><p>primeiro o poeta nasce.</p><p>e com ele a linguagem.</p><p>então, o poema nasce.</p><p>aqui nessa tela agora.</p><p>o poeta o articula</p><p>sai um barulho</p><p>ele harmoniza</p><p>abre uma janela:</p><p>entra um colibri</p><p>aí o músico, ai,</p><p>refaz o barulho</p><p>enfia uns bemóis</p><p>então vem a musa</p><p>num clic faz um clip.</p><p>onde tudo se funde</p><p>o ritmo no barulho</p><p>a cor na imagem</p><p>primeiro nasce o poema.</p><p>CHACAL. Mundurum. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.</p><p>O poema de Chacal tem predomínio da função da linguagem</p><p>A poética, porque descreve imparcialmente o fazer poético.</p><p>B conativa, pois apresenta como é a experiência da</p><p>escrita poética.</p><p>C referencial, visto que o ofício do poeta é descrito de</p><p>modo objetivo.</p><p>D metalinguística, pois há uma reflexão sobre a elaboração</p><p>de um poema.</p><p>E emotiva, já que o trabalho do poeta consiste em sua</p><p>própria expressão subjetiva.</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 9CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 9 28/03/2024 11:12:4028/03/2024 11:12:40</p><p>https://www.ime.usp.br</p><p>Simulado Enem 3 – Página 10</p><p>QUESTÃO 18</p><p>MATISSE, H. A tristeza do rei. Guache e papel sobre tela, 292x386.</p><p>Centro Georges Pompidou, França, 1952.</p><p>O quadro de Henri Matisse, classificado como pertencente ao</p><p>movimento artístico expressionista, representa uma cena de</p><p>um rei (à esquerda) que assiste a uma apresentação musical.</p><p>Embora o título aluda à sua tristeza, o rei não é central na</p><p>obra, pois os outros elementos estão em destaque pela</p><p>posição no quadro.</p><p>Tal manifestação denota</p><p>A representação objetiva de sentimentos.</p><p>B intenção emotiva sobre uma situação cotidiana.</p><p>C desvalorização da arte pela nobreza.</p><p>D elevação da arte como expressão criativa da realidade.</p><p>E ressignificação da realidade por interesses estéticos.</p><p>QUESTÃO 19</p><p>O Arnesto nos convidou pr’um samba, ele mora no Brás</p><p>Nós fumos, não encontremos ninguém</p><p>Nós vortemos com uma baita de uma reiva</p><p>Da outra vez, nós num vai mais</p><p>No outro dia encontremo com o Arnesto</p><p>Que pediu desculpas, mas nós não aceitemos</p><p>Isso não se faz, Arnesto, nós não se importa</p><p>Mas você devia ter ponhado um recado na porta</p><p>BARBOSA, A. Disponível em: https://www.letras.mus.br.</p><p>Acesso em: 17 out. 2022 (fragmento).</p><p>A variante da língua abordada na música é de caráter</p><p>A social, pois é adotada por um grupo específico.</p><p>B circunstancial, pois se insere em situação formal.</p><p>C regional, pois evidencia um dialeto exclusivo do Brás.</p><p>D histórica, pois apresenta construções sintáticas arcaicas.</p><p>E padrão, pois é a linguagem esperada do público-alvo</p><p>da música.</p><p>QUESTÃO 20</p><p>Ah! mulher! mulher! que tão cedo esqueceste o homem</p><p>que te votou o amor mais ardente de sua alma! Esse homem</p><p>a quem juraste vir aqui todas as tardes escutar o suspiro</p><p>saudoso, que ele te havia de enviar nas asas da viração!...</p><p>Ah! mulher! mulher! que tão depressa esqueceste um</p><p>homem que te ama, para ouvires os galanteios doutro que te</p><p>cobiça!... Deixas adormecida em teu peito a imagem daquele</p><p>por quem teu coração novel bateu as primeiras pulsações, ao</p><p>mesmo tempo tímidas e suaves, e não te lembras que esse</p><p>homem virá um dia, implacável como o destino, terrível como o</p><p>raio, pedir-te o cumprimento das juras que lhe fizeste; exigir-te</p><p>contas do seu amor, que tu escarneceste; das suas crenças,</p><p>em que tu cuspiste; da sua alma, que tu assassinaste!...</p><p>Não te lembras que os lábios ardentes doutro homem</p><p>roçaram as tuas faces?</p><p>Oh! para o futuro, nas horas mortas da noite, sentirás o</p><p>pungir desse remorso!</p><p>ABREU, C. de. Obras de Casimiro de Abreu. Rio de Janeiro:</p><p>Ministério da Educação e Cultura - MEC, 1955 (fragmento).</p><p>O texto de Casimiro de Abreu apresenta características do</p><p>Romantismo brasileiro, porque</p><p>A idealiza amorosamente a figura da mulher.</p><p>B posiciona o amor como ideal da burguesia.</p><p>C expressa forte sentimentalismo de tom pessimista.</p><p>D tematiza a morte como fuga das angústias pessoais.</p><p>E rompe com o formalismo em prol de uma estética</p><p>nacional.</p><p>QUESTÃO 21</p><p>Th</p><p>av</p><p>es</p><p>Na tira, o efeito de humor é atingido, principalmente, em virtude</p><p>do(a)</p><p>A expressão facial das personagens, que revela surpresa.</p><p>B quebra de expectativa em relação à sequência narrativa.</p><p>C ambiguidade relacionada à expressão “cabeças vão rolar”.</p><p>D uso do provérbio “cabeças vão rolar” em tom crítico e</p><p>de denúncia.</p><p>E fato de o anúncio fazer uma recomendação de conduta</p><p>aos clientes.</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 10CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd</p><p>10 28/03/2024 11:12:4028/03/2024 11:12:40</p><p>https://www.letras.mus.br</p><p>1º dia – 2024 – Página 11</p><p>QUESTÃO 22</p><p>Quando o testamento foi aberto, Rubião quase caiu para</p><p>trás. Adivinhais por quê. Era nomeado herdeiro universal do</p><p>testador. Não cinco, nem dez, nem vinte contos, mas tudo, o</p><p>capital inteiro, especificados os bens, casas na Corte, uma em</p><p>Barbacena, escravos, apólices, ações do Banco do Brasil e</p><p>de outras instituições, joias, dinheiro amoedado, livros, – tudo</p><p>finalmente passava às mãos do Rubião, sem desvios, sem</p><p>deixas a nenhuma pessoa, nem esmolas, nem dívidas. Uma só</p><p>condição havia no testamento, a de guardar o herdeiro consigo</p><p>o seu pobre cachorro Quincas Borba, nome que lhe deu por</p><p>motivo da grande afeição que lhe tinha. Exigia do dito Rubião que</p><p>o tratasse como se fosse a ele próprio testador, nada poupando</p><p>em seu benefício, resguardando-o de moléstias, de fugas, de</p><p>roubo ou de morte que lhe quisessem dar por maldade; cuidar</p><p>finalmente como se cão não fosse, mas pessoa humana.</p><p>ASSIS, Machado de. Quincas Borba. São Paulo: Ática, 2000.</p><p>No texto, o narrador descreve uma relação incomum entre</p><p>um homem e seu cão, a qual acabou servindo de condição</p><p>para um testamento.</p><p>A partir disso, fica evidente que uma característica do</p><p>Realismo era a exploração da</p><p>A conjunção de amor entre as almas, motivo pelo qual o</p><p>dono considerava o cachorro uma pessoa.</p><p>B mesquinhez da alta sociedade, que se comportava de</p><p>maneira hipócrita para com os animais.</p><p>C psicologia das personagens, que pode demonstrar jogos</p><p>de interesses entre diferentes partes.</p><p>D banalidade do dinheiro, pois todas as personagens</p><p>desprezavam a riqueza e a opulência.</p><p>E emoção vivida intensamente, o que fazia as personagens</p><p>tomarem decisões inusitadas.</p><p>QUESTÃO 23</p><p>O respeito à diferença não concerne apenas aos falantes</p><p>brasileiros de outras línguas, mas também aos falantes</p><p>de variedades do português brasileiro tradicionalmente</p><p>estigmatizados por causa das regras características de seu</p><p>modo de falar. Como se sabe, o preconceito lançado sobre</p><p>essas variedades é, essencialmente, a transferência, para o</p><p>plano linguístico, de preconceitos que são, no fundo, sociais.</p><p>Se uma pessoa é pobre, se tem origem rural, se não tem</p><p>educação formal, se provém de uma região considerada</p><p>atrasada, sua maneira de falar a língua será considerada</p><p>(como suposta decorrência “natural” desses fatos) “pobre”,</p><p>“tosca”, “inculta”, “atrasada” etc. Ora, um dos princípios</p><p>norteadores de toda a ciência linguística moderna é o de que</p><p>todas as línguas e todas as variedades de língua se equivalem</p><p>no que diz respeito a suas complexidades estruturais e a</p><p>seus recursos expressivos, não existindo, portanto, línguas/</p><p>variedades “primitivas”, nem línguas/variedades “inferiores” a</p><p>outras, supostamente mais “desenvolvidas”.</p><p>BAGNO, Marcos.; RANGEL, Egon de Oliveira. Tarefas da educação linguística no Brasil.</p><p>Rev. Bras. Linguíst. Apl., Belo Horizonte, v. 5, n. 1, p. 63-81, 2005.</p><p>Disponível em: http://www.scielo.br. Acesso em: 25 set. 2019.</p><p>Ao tratar da organização social da língua, o texto indica que as</p><p>formas de preconceito linguístico mais difundidas são fruto do(a)</p><p>A falta de ensino de gramática em certos locais.</p><p>B discriminação social a determinadas populações.</p><p>C primitivismo da língua falada em algumas regiões.</p><p>D estrutura precária das escolas de educação básica.</p><p>E desigualdade natural de condições entre os seres humanos.</p><p>QUESTÃO 24</p><p>TEXTO I</p><p>Quando nasci, um anjo torto,</p><p>Desses que vivem na sombra,</p><p>Disse: Vai, Carlos! Ser gauche na vida.</p><p>[…]</p><p>ANDRADE, Carlos Drummond de. Poema de sete faces.</p><p>In: ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. 1930.</p><p>TEXTO II</p><p>Quando nasci, um anjo esbelto,</p><p>desses que tocam trombeta, anunciou:</p><p>vai carregar bandeira.</p><p>[…]</p><p>PRADO, Adélia. Com licença poética. In: PRADO, Adélia. Bagagem. 1976.</p><p>Admitindo a relação intertextual entre os poemas, o diálogo</p><p>entre eles ocorre, principalmente, porque ambos</p><p>A empregam um vocabulário erudito.</p><p>B usam métrica fixa e um vocabulário similar.</p><p>C utilizam uma mesma temática e estrutura.</p><p>D apresentam um registro coloquial da língua.</p><p>E indicam desigualdade no tratamento entre gêneros.</p><p>QUESTÃO 25</p><p>Com açúcar, com afeto</p><p>Fiz seu doce predileto</p><p>Pra você parar em casa</p><p>Qual o quê!</p><p>Com seu terno mais bonito</p><p>Você sai, não acredito</p><p>Quando diz que não se atrasa</p><p>Você diz que é um operário</p><p>Sai em busca do salário</p><p>Pra poder me sustentar</p><p>Qual o quê!</p><p>No caminho da oficina</p><p>Existe um bar em cada esquina</p><p>Pra você comemorar</p><p>Sei lá o quê! [...]</p><p>“Com açúcar, com afeto”, de Chico Buarque.</p><p>As seleções linguísticas feitas pelo eu lírico incorporam ao texto</p><p>A função apelativa, típica de uma súplica amorosa.</p><p>B austeridade, pelo uso de uma linguagem que abdica</p><p>de tom poético.</p><p>C tom de diálogo, pela recorrência de expressões toponímicas.</p><p>D cunho político, pois retratam o cotidiano do proletariado.</p><p>E espontaneidade, pelo uso de uma linguagem coloquial.</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 11CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 11 28/03/2024 11:12:4028/03/2024 11:12:40</p><p>http://www.scielo.br</p><p>Simulado Enem 3 – Página 12</p><p>QUESTÃO 26</p><p>TEXTO I</p><p>Fotografia da série “Roupa de domingo na praia”, de Victor Dragonetti.</p><p>TEXTO II</p><p>[...] Criada a partir do reflexo da luz que incide sobre</p><p>determinado objeto e penetra no dispositivo ótico, à</p><p>imagem fotográfica é conferida verossimilhança em relação</p><p>ao referente. [...] Importa salientar que outros aspectos</p><p>permitem considerar a fotografia não como duplicação</p><p>do real, mas como transformação do real, produzida pelo</p><p>ato fotográfico. Nessa perspectiva, torna-se fundamental</p><p>o olhar do autor, o fotógrafo, e suas múltiplas escolhas</p><p>ao efetuar um recorte na realidade a ser perenizado num</p><p>determinado instante. Por esse viés, as vistas urbanas</p><p>constituem fragmentos que recortam o espaço da cidade</p><p>de acordo com o quadro delimitado na imagem fotográfica,</p><p>do qual são excluídos diversos elementos que fizeram</p><p>parte da realidade apenas naquele momento em que se</p><p>apertou o botão.</p><p>POSSAMAI, Zita Rosane. Fotografia e cidade. Artcultura,</p><p>Uberlândia, v. 10, n. 16, p.67-77, jan./jun. 2008.</p><p>A relação entre fotografia e realidade urbana, de que trata o</p><p>texto II, é percebida no trabalho de Victor Dragonetti como</p><p>A registro verossimilhante da realidade de uma praia como</p><p>forma de construir um cartão-postal atrativo para turistas.</p><p>B busca por construir um acervo memorialístico acrítico</p><p>dos locais que reconhecidamente compõem uma</p><p>identidade urbana.</p><p>C crítica à convivência da beleza natural, representada pelo</p><p>ambiente litorâneo, com a austeridade das construções</p><p>da cidade, identificada pelos prédios ao fundo.</p><p>D questionamento da desigualdade social, já naturalizada</p><p>no cotidiano da cidade e ressaltada, no retrato, tanto</p><p>pela organização dos elementos que o compõem, como</p><p>pelo título dado à série fotográfica.</p><p>E possibilidade de explorar técnicas de composição</p><p>fotográfica e, assim, construir paradigmas que tornem</p><p>possíveis novos olhares sobre a cidade enquanto espaço</p><p>de contemplação de diversas manifestações de beleza.</p><p>QUESTÃO 27</p><p>[...] um texto é feito de escritas múltiplas, saídas de várias</p><p>culturas e que entram umas com as outras em diálogo, em</p><p>paródia, em contestação; mas há um lugar em que essa</p><p>multiplicidade se reúne e esse lugar não é o autor, como se</p><p>tem dito até aqui, é o leitor: o leitor é o espaço exato em que</p><p>se inscrevem, sem que nenhuma se perca, todas as citações</p><p>de que uma escrita é feita; a unidade de um texto não está na</p><p>sua origem, mas no seu destino, mas este destino já não pode</p><p>ser pessoal: o leitor é um homem sem história, sem biografia,</p><p>sem psicologia; é apenas esse alguém que tem reunidos num</p><p>mesmo campo todos os traços que constituem o escrito. É por</p><p>isso que é irrisório ouvir condenar a nova escrita em nome de</p><p>um humanismo que se faz hipocritamente passar por campeio</p><p>dos direitos do leitor. O leitor, a crítica clássica nunca dele se</p><p>ocupou; para ela, não há</p><p>na literatura qualquer outro homem</p><p>para além daquele que escreve.</p><p>BARTHES, Roland. A morte do autor. In: ______. O rumor da língua.</p><p>São Paulo: Martins Fontes, 2004.</p><p>Ao estabelecer o leitor como espaço em que se inscreve a</p><p>multiplicidade de escritas que compõem um texto literário,</p><p>o fragmento</p><p>A questiona a crítica literária tradicional e a importância</p><p>dada à figura do autor para um texto literário.</p><p>B livra o leitor da responsabilidade de contribuição na</p><p>interpretação do texto literário.</p><p>C apoia a visão da crítica literária de que o autor é um</p><p>elemento importante na análise de uma obra literária.</p><p>D considera que a interpretação de um texto literário deve</p><p>partir do conhecimento da história de vida de seu autor.</p><p>E atribui o significado do texto literário à harmonia entre a</p><p>interpretação do leitor, a intenção do autor e a análise</p><p>da crítica literária.</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 12CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 12 28/03/2024 11:12:4028/03/2024 11:12:40</p><p>1º dia – 2024 – Página 13</p><p>QUESTÃO 28</p><p>Os livros são objetos transcendentes</p><p>Mas podemos amá-los do amor táctil</p><p>Que votamos aos maços de cigarro</p><p>Domá-los, cultivá-los em aquários,</p><p>Em estantes, gaiolas, em fogueiras</p><p>Ou lançá-los pra fora das janelas</p><p>(Talvez isso nos livre de lançarmo-nos)</p><p>Ou – o que é muito pior – por odiarmo-los</p><p>Podemos simplesmente escrever um:</p><p>Encher de vãs palavras muitas páginas</p><p>E de mais confusão as prateleiras.</p><p>[...]</p><p>“Livros”, de Caetano Veloso.</p><p>No excerto anterior, os livros são caracterizados por uma</p><p>relação entre</p><p>A criação e crítica.</p><p>B assunto e recepção.</p><p>C conteúdo e atemporalidade.</p><p>D transcendência e materialidade.</p><p>E intencionalidade e interpretação.</p><p>QUESTÃO 29</p><p>D</p><p>iv</p><p>ul</p><p>ga</p><p>çã</p><p>o</p><p>SECO: Latas ÚMIDO: Restos de comida</p><p>Papéis Cascas e ossos</p><p>Plástico Pó de café e chá</p><p>Vidro Galhos e podas</p><p>No cartaz, a combinação entre os elementos verbais e não</p><p>verbais visa</p><p>A demonstrar que as latinhas são as principais responsáveis</p><p>pela poluição ambiental.</p><p>B convencer o leitor a fazer doações financeiras às</p><p>empresas da área da reciclagem.</p><p>C atentar para a importância da relação entre reciclagem</p><p>e sustentabilidade.</p><p>D incentivar o leitor a tornar-se um profissional da área</p><p>do meio ambiente.</p><p>E dissociar a ideia da coleta seletiva do processo de</p><p>reciclagem.</p><p>QUESTÃO 30</p><p>O pescador tem dois amor</p><p>Um bem na terra, um bem no mar</p><p>O bem de terra é aquela que fica</p><p>Na beira da praia quando a gente sai</p><p>O bem de terra é aquela que chora</p><p>Mas faz que não chora quando a gente sai</p><p>O bem do mar é o mar, é o mar</p><p>Que carrega com a gente</p><p>Pra gente pescar</p><p>“O bem do mar”, Dorival Caymmi.</p><p>Na canção, exploram-se diversos recursos estilísticos e</p><p>musicalidade da língua portuguesa por meio da utilização</p><p>de marcas de oralidade na passagem</p><p>A “O bem de terra é aquela que chora”.</p><p>B “Um bem na terra, um bem no mar”.</p><p>C “O bem de terra é aquela que fica”.</p><p>D “O pescador tem dois amor”.</p><p>E “O bem do mar é o mar”.</p><p>QUESTÃO 31</p><p>No choque da arte com a ciência e a tecnologia, dois</p><p>outros aspectos podem ser ressaltados. O primeiro referente</p><p>ao fato de os artistas se haverem bandeado para o outro</p><p>lado da barricada, ou, melhor, passaram a combater em</p><p>duas frentes, simultaneamente: a de sua própria criação e</p><p>a da teoria doutrinária. [...]</p><p>Um exemplo típico e histórico dessa nova atitude dos</p><p>artistas, investindo-se nas funções de críticos e teóricos, é</p><p>o dos escritos e manifestos do grupo reunido em torno da</p><p>revista De Stijl, na Holanda, porta-voz do Neoplasticismo e</p><p>cujo fundador e principal animador foi Theo van Doesburg.</p><p>PIGNARTARI, Décio. Semiótica da arte e da arquitetura. 4. ed. Cotia: Ateliê, 2004. p. 65-66.</p><p>Discutir a função do artista é uma das características que</p><p>distingue a arte dos dois últimos séculos.</p><p>Nesse sentido, de acordo com o texto, existe uma alteração</p><p>na função da arte justificada</p><p>A pela ruptura do artista com a crítica especializada.</p><p>B por um acréscimo de funções na figura do artista.</p><p>C ao se analisar uma queda no número de críticos.</p><p>D pela produção artística holandesa, particularmente.</p><p>E em virtude de uma geração considerada antiquada.</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 13CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 13 01/04/2024 10:48:0801/04/2024 10:48:08</p><p>Simulado Enem 3 – Página 14</p><p>QUESTÃO 32</p><p>DJANIRA. Orfeu da Conceição. 1938. Original de arte, óleo e guache sobre cartão,</p><p>76 cm x 56 cm. Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro).</p><p>Reprodução fotográfica: Ricardo Bhering.</p><p>A obra anterior ilustrou o cartaz da peça Orfeu da Conceição,</p><p>de Vinicius de Moraes, com a participação de Tom Jobim,</p><p>que deu, pela primeira vez, lugar de destaque para os negros</p><p>na dramaturgia brasileira.</p><p>Os elementos desse cartaz expressam uma ideia de</p><p>A perplexidade diante do urbano.</p><p>B zoomorfização típica naturalista.</p><p>C movimento e integração cultural.</p><p>D exploração dos prazeres diurnos.</p><p>E luta contra a opressão escravista.</p><p>QUESTÃO 33</p><p>Quando Ismália enlouqueceu,</p><p>Pôs-se na torre a sonhar…</p><p>Viu uma lua no céu,</p><p>Viu outra lua no mar.</p><p>No sonho em que se perdeu,</p><p>Banhou-se toda em luar…</p><p>Queria subir ao céu,</p><p>Queria descer ao mar…</p><p>E, no desvario seu,</p><p>Na torre pôs-se a cantar…</p><p>Estava perto do céu,</p><p>Estava longe do mar…</p><p>[...]</p><p>GUIMARAENS, Alphonsus de. Ismália. 2. ed. São Paulo: Cosac Naify, 2014.</p><p>O trecho do poema de Alphonsus de Guimaraens deixa</p><p>transparecer as características do movimento simbolista ao</p><p>A propor a fuga do espiritual, céu, para o real, mar.</p><p>B ressaltar a musicalidade e os recursos melódicos.</p><p>C explorar o cientificismo presente no final do século XIX.</p><p>D descrever com atenção aspectos objetivos de Ismália.</p><p>E valorizar elementos outrora trabalhados pelos naturalistas.</p><p>QUESTÃO 34</p><p>La</p><p>er</p><p>te</p><p>No cartum, ao utilizar-se da metalinguagem, a cartunista</p><p>Laerte estabelece com a obra de Quino uma relação que</p><p>se caracteriza pela</p><p>A influência, pois atribui à personagem de Quino um papel</p><p>determinante na construção de sua personalidade artística.</p><p>B concorrência, pois dirige uma crítica a uma das</p><p>principais criações do cartunista Quino como forma</p><p>de ridicularizá-la.</p><p>C imitação, uma vez que utiliza os mesmos traços</p><p>de composição de Quino e toma para si uma das</p><p>personagens criadas por ele.</p><p>D discordância, já que utiliza outros traços estilísticos ao</p><p>redesenhar uma personagem de Quino, a fim de sugerir</p><p>uma atualização da obra deste.</p><p>E censura, uma vez que coloca a personagem de Quino</p><p>no papel de ré, como uma forma de se contrapor à</p><p>postura crítica característica dela.</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 14CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 14 28/03/2024 11:12:4028/03/2024 11:12:40</p><p>1º dia – 2024 – Página 15</p><p>QUESTÃO 35</p><p>[...] As danças de origem africana geralmente são feitas</p><p>em círculos ou em fileiras. Os participantes comumente</p><p>dançam descalços mantendo a tradição de respeito à terra,</p><p>pois, na visão do homem africano, pertencemos à terra</p><p>assim como nossos ancestrais. Poucas vezes se dança</p><p>sozinho, há grande preferência pelas danças de pares. Os</p><p>dançarinos batem palmas, cantam, improvisam, desafiam,</p><p>mostram suas habilidades sonoro-corporais. Assim como a</p><p>música ou o teatro, a dança é uma forma de contar histórias.</p><p>Conforme a teoria musical, o ritmo é a organização do</p><p>tempo do som, e as músicas e danças de origem africanas</p><p>são fundamentalmente rítmicas. O ritmo é uma maneira</p><p>de transmitir o movimento da vida, como as batidas do</p><p>coração. O som, cujo tempo se ordena no ritmo, no sistema</p><p>yorubá é considerado um condutor de axé (força vital) por</p><p>excelência. [...]</p><p>GUERRA, D. Danças brasileiras de matriz africana: “Quem dança, seus males espanta!”.</p><p>Revista África e africanidades, Rio de Janeiro, ano I, n. 4, fev. 2019. Disponível em:</p><p>http:// www.africaeafricanidades.com.br. Acesso em: 18 set. 2018.</p><p>O texto apresenta algumas características das danças</p><p>africanas. As informações presentes permitem identificar</p><p>o(a)</p><p>A conceito de teoria musical para o povo africano.</p><p>B ideia de gosto musical presente entre os africanos.</p><p>C inspiração dos africanos para compor músicas e</p><p>coreografias.</p><p>D maneira como se dá especial ênfase à estética nessas</p><p>danças.</p><p>E significado dos movimentos e as formas de organização</p><p>das danças.</p><p>QUESTÃO 36</p><p>Carrega-me contigo, Pássaro-Poesia</p><p>Quando cruzares o Amanhã, a luz, o impossível</p><p>Porque de barro e palha tem sido esta viagem</p><p>Que faço a sós comigo. Isenta de traçado</p><p>Ou de complicada geografia, sem nenhuma bagagem</p><p>Hei de levar apenas a vertigem e a fé:</p><p>Para teu corpo de luz, dois fardos breves.</p><p>Deixarei palavras e cantigas. E movediças</p><p>Embaçadas vias de Ilusão.</p><p>Não cantei cotidianos. Só cantei a ti</p><p>Pássaro-Poesia</p><p>E a paisagem-limite: o fosso, o extremo</p><p>A convulsão do Homem.</p><p>Carrega-me contigo.</p><p>No Amanhã.</p><p>Disponível em: http://www.hildahilst.com.br. Acesso em: 30 jun. 2018.</p><p>A presença da metalinguagem é uma característica frequente</p><p>na literatura de Hilda Hilst. Nesse poema, essa função da</p><p>linguagem evidencia a</p><p>A recusa de aceitar a condição de perecibilidade do</p><p>ser humano.</p><p>B resistência em relação a outros temas além do fazer</p><p>poético.</p><p>C identificação da poesia como algo fugaz e inalcançável.</p><p>D consciência de que o fazer poético é um trabalho vão.</p><p>E busca pela imortalidade por meio da poesia.</p><p>QUESTÃO 37</p><p>Falar de uma língua é sempre mover-se no terreno</p><p>pantanoso das crenças, superstições, ideologias e</p><p>representações. A língua é um objeto criado, normatizado,</p><p>institucionalizado para garantir a unidade política de um</p><p>Estado sob o mote tradicional: “um país, um povo, uma</p><p>língua”. Durante muitos séculos, para conseguir a desejada</p><p>unidade nacional, muitas línguas foram e são emudecidas,</p><p>muitas populações foram e são massacradas, povos inteiros</p><p>foram calados e exterminados. No continente americano,</p><p>temos uma história tristíssima de colonização construída</p><p>sobre milhares de cadáveres de indígenas que já estavam</p><p>aqui quando os europeus invadiram suas terras ancestrais</p><p>e de africanos escravizados que foram trazidos para cá</p><p>contra sua vontade. Não podemos esquecer que o que</p><p>chamamos de “língua espanhola”, “língua portuguesa”, ou</p><p>“língua inglesa” tem um rico histórico, não é algo que nasceu</p><p>naturalmente. Podemos amar e cultivar essas línguas, mas</p><p>sem esquecer o preço altíssimo que muita gente pagou</p><p>para que elas se implantassem como idiomas nacionais e</p><p>línguas pátrias.</p><p>MONCAU, Joana. Preconceito que cala, língua que discrimina. Carta Capital.</p><p>Disponível em: https://www.cartacapital.com.br. Acesso em: 24 jun. 2018.</p><p>Ao refletir sobre a língua falada por um povo, a autora do</p><p>texto ressalta a importância de</p><p>A desvincular a história de um povo de sua língua original.</p><p>B resgatar a língua original de populações colonizadas.</p><p>C recusar a língua implantada pelos colonizadores.</p><p>D pensar de forma crítica a história de uma língua.</p><p>E dissociar língua de ideologias e crenças.</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 15CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 15 28/03/2024 11:12:4028/03/2024 11:12:40</p><p>http://www.africaeafricanidades.com.br</p><p>http://www.hildahilst.com.br</p><p>https://www.cartacapital.com.br</p><p>Simulado Enem 3 – Página 16</p><p>QUESTÃO 38</p><p>Em um mundo marcado pela força da imagem e da mídia</p><p>eletrônica, práticas e ideais escolares ligados à leitura e ao</p><p>domínio da norma culta parecem fadados a desaparecer.</p><p>Não se trata de mera obsolescência de recursos didáticos</p><p>e metodológicos. O que se encontra em crise é o próprio</p><p>ideal formativo que marcou a criação e o desenvolvimento</p><p>dos sistemas nacionais de ensino a partir do século XIX.</p><p>Uma crise que não se origina nas instituições escolares, mas</p><p>que as afeta diretamente. Os fatores que a condicionam são</p><p>complexos e variados e incluem desde o enfraquecimento</p><p>da noção de Estado nacional até o predomínio da linguagem</p><p>imagética sobre a conceitual. Este último, por sua vez,</p><p>implica o aumento de poder de outras instituições ou</p><p>organizações sociais – notadamente da mídia eletrônica –</p><p>no estabelecimento de valores e princípios éticos, estéticos</p><p>e políticos.</p><p>CARVALHO, José Sérgio Fonseca. Para além dos muros da escola. Revista Educação.</p><p>Disponível em: revistaeducacao.uol.com.br. Acesso em: 28 ago. 2018. (adaptado)</p><p>Os usos sociais que são feitos das linguagens e dos sistemas</p><p>de comunicação e informação estão sujeitos a críticas. O</p><p>texto, ao abordar essa questão, tem como propósito principal</p><p>A convencer sobre a necessidade de fortalecer o Estado</p><p>nacional, buscando alternativas de comunicação além</p><p>do padrão imagético.</p><p>B enfatizar o caráter multifatorial que explica a aparente</p><p>perda de prestígio de algumas vertentes de saberes</p><p>escolares.</p><p>C esclarecer a crise dos sistemas nacionais de ensino,</p><p>originada na escola, influenciando outras organizações</p><p>sociais.</p><p>D isentar as mídias eletrônicas e a linguagem imagética</p><p>da responsabilidade de ter reforçado a crise relatada.</p><p>E defender e ratificar a valorização dos profissionais da</p><p>educação como símbolos da cultura letrada.</p><p>QUESTÃO 39</p><p>Com a continuidade dos avanços tecnológicos, os</p><p>gêneros textuais digitais têm assumido diferentes formas</p><p>e apresentado funções comunicativas diversas.</p><p>No tweet anterior, além da presença da imagem, outros</p><p>aspectos estruturais contribuem para a finalidade</p><p>comunicativa do texto, tendo em vista que</p><p>A compõem um hipertexto em que hashtag e link direcionam</p><p>o leitor para aquilo que é divulgado.</p><p>B ajudam o leitor a compreender a crítica sobre o filme,</p><p>que é divulgada por meio de link, hashtag e imagem.</p><p>C possibilitam a participação ativa do leitor na escolha</p><p>de um filme para receber uma determinada premiação.</p><p>D conservam a mesma formatação de um cartaz de</p><p>divulgação impresso, com descrição do enredo e</p><p>do elenco.</p><p>E configuram uma espécie de resumo que conta com texto</p><p>verbal e não verbal para descrever o enredo do filme.</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 16CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 16 28/03/2024 11:12:4128/03/2024 11:12:41</p><p>http://revistaeducacao.uol.com.br</p><p>1º dia – 2024 – Página 17</p><p>QUESTÃO 40</p><p>No mundo da internet das coisas: veja as novidades</p><p>As malas conectadas</p><p>Uma grife francesa entrou ano passado com pedido de</p><p>autorização na Comissão Federação de Comunicação dos</p><p>EUA para conectar suas malas. O cliente vai poder saber,</p><p>via aplicativo no celular, onde está sua bagagem e ainda</p><p>saber se foi aberta. [...]</p><p>Soja com internet</p><p>Lavoura na Região Centro-Oeste instalou sensores</p><p>que funcionam como estações meteorológicas para captar</p><p>informações diversas em 100% do tempo e, assim, reduzir</p><p>os custos. [...]</p><p>Na geladeira do supermercado</p><p>Redes de supermercado do eixo Rio-São Paulo já</p><p>investem em um sistema, desenvolvido por uma empresa</p><p>portuguesa, que mede, através de sensores, a vibração dos</p><p>freezers, a temperatura e contabiliza quantas vezes a porta foi</p><p>aberta. Os dados são enviados a uma central da companhia.</p><p>ROSA, Bruno. Internet das coisas avança do campo ao supermercado. O Globo. 18 fev.</p><p>2018. Disponível em: <https://oglobo.globo.com>. Acesso em: 8 mar. 2018.</p><p>O texto apresenta novidades no que diz respeito à “internet</p><p>das coisas”, um novo conceito de tecnologia que se relaciona</p><p>a objetos do cotidiano que adquirem versões conectadas à</p><p>internet. Ao relatar alguns usos dessa tecnologia, o autor</p><p>do texto procura</p><p>A influenciar o comportamento do leitor, recomendando a</p><p>compra dos produtos relacionados no texto.</p><p>B incentivar o leitor a se manter conectado, uma vez que</p><p>aparecem cada vez mais aparelhos como esses.</p><p>C ampliar o repertório cultural do leitor, além de demonstrar</p><p>conhecimento de vocabulário técnico da área da internet.</p><p>D advertir sobre a tecnologia no cotidiano, tendo em vista</p><p>que ações simples passariam a ser monitoradas.</p><p>E demonstrar como a tecnologia pode ajudar as pessoas,</p><p>seja reduzindo custos ou ajudando em tarefas do</p><p>cotidiano.</p><p>QUESTÃO 41</p><p>Que já houve um tempo em que</p><p>eles conversavam, entre</p><p>si e com os homens, é certo e indiscutível, pois que bem</p><p>comprovado nos livros das fadas carochas. Mas, hoje-em-</p><p>-dia, agora, agorinha mesmo, aqui, aí, ali, e em toda parte,</p><p>poderão os bichos falar e serem entendidos, por você, por</p><p>mim, por todo o mundo, por qualquer um filho de Deus?!</p><p>— Falam, sim senhor, falam!… — afirma o Manuel</p><p>Timborna, das Porteirinhas, – filho do Timborna velho,</p><p>pegador de passarinhos, e pai dessa infinidade de</p><p>Timborninhas barrigudos, que arrastam calças compridas</p><p>e simulam todos o mesmo tamanho, a mesma idade e o</p><p>mesmo bom-parecer; – Manuel Timborna, que, em vez de</p><p>caçar serviço para fazer, vive falando invenções só lá dele</p><p>mesmo, coisas que as outras pessoas não sabem e nem</p><p>querem escutar.</p><p>ROSA, João Guimarães. Conversa de bois. In: ______. Sagarana.</p><p>Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015. p. 268.</p><p>O conto apresenta um narrador que</p><p>A procura contar uma história atestando com provas aquilo</p><p>que sustenta no início do texto.</p><p>B conversa com o leitor para sugerir que este não deveria</p><p>ler o conto se tiver outro serviço.</p><p>C duvida do interesse do leitor pelo assunto que vai tratar,</p><p>mas decide narrar mesmo assim.</p><p>D dá voz à personagem para confirmar a história, mas</p><p>duvida da veracidade desse depoimento.</p><p>E utiliza linguagem rebuscada para representar o registro</p><p>formal do ambiente em que se encontra.</p><p>QUESTÃO 42</p><p>Não existem bons racismos. O Brasil pratica uma</p><p>política de eufemismos: nossa ditadura foi melhor, foi uma</p><p>ditabranda, nosso racismo é melhor, nossa escravidão é</p><p>melhor. Essa política de negação é muito clara. O Hino da</p><p>República, feito em 1890, tem um momento em que diz:</p><p>“Nós nem cremos que escravos outrora tenha havido em tão</p><p>nobre país”. Ora, a Abolição tinha se dado há um ano e meio.</p><p>É uma política de não ver. No centenário da Abolição, fizemos</p><p>uma pesquisa em que perguntamos aos brasileiros se eles</p><p>tinham preconceito, e 96% disseram que não. Quando</p><p>perguntamos se conheciam alguém que tem preconceito,</p><p>99% disseram que sim. A terceira questão era qual o grau</p><p>de relacionamento com essas pessoas. As respostas foram</p><p>pai, mãe, irmão, avó. Os brasileiros se sentem uma ilha de</p><p>democracia racial cercada de racistas de todos os lados.</p><p>É uma modalidade de preconceito silencioso.</p><p>SCHWARCZ, Lilia Moritz. Gauchazh. Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br.</p><p>Acesso em: 2 ago. 2018. (adaptado)</p><p>No texto, a autora remete-se a uma figura de linguagem para</p><p>sugerir que os brasileiros costumam</p><p>A reconhecer que fazem uso de um discurso negacionista</p><p>em relação à sua história.</p><p>B entender a ditadura e a escravidão como problemas</p><p>graves na história do país.</p><p>C envergonhar-se de fazer parte de uma sociedade</p><p>reconhecidamente racista.</p><p>D minimizar os problemas sociais e políticos que fazem</p><p>parte da sua história.</p><p>E discutir o preconceito racial com frequência em seu</p><p>círculo de convivência.</p><p>CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 17CO PV 01 ENEM AN SI 03 TT LCHT AL_PROVA_CCP24AV46372603.indd 17 28/03/2024 11:20:5628/03/2024 11:20:56</p><p>https://gauchazh.clicrbs.com.br</p><p>Simulado Enem 3 – Página 18</p><p>QUESTÃO 43</p><p>Quando nos reportamos à gramática normativa, de</p><p>imediato, nos vem à mente a palavra “norma”. Em termos</p><p>gerais, a noção de norma corresponde à regra. No caso</p><p>da gramática normativa, trata-se de prescrição de regras</p><p>a serem seguidas sob pena de se incorrer em erro. Mas,</p><p>no âmbito dos estudos linguísticos, a norma diz respeito</p><p>à língua em funcionamento nas mais diferentes situações</p><p>comunicativas. Entende-se a norma linguística como o</p><p>conjunto de usos e atitudes comuns a determinados grupos</p><p>sociais, que funciona como um elemento de identificação</p><p>de cada grupo. Em sociedades diversificadas como a</p><p>nossa existem, então, várias normas: a norma linguística</p><p>dos pescadores de determinada região, a dos moradores</p><p>do morro, e assim por diante. No caso de um estudo</p><p>sistematizado desses falares, teríamos, ao contrário das</p><p>regras prescritivas da gramática normativa, regras descritivas</p><p>formuladas a partir do uso linguístico. Assim, diferentes</p><p>comunidades de fala, nos termos da definição, apresentam</p><p>diferentes normas linguísticas, ou variedades, ou dialetos.</p><p>GÖRSKI, Edair Maria; COELHO, Izete Lehmkuhl. Variação linguística e ensino de gramática.</p><p>Working papers em Linguística. v. 10, n. 1, 73-91, 2009. (adaptado)</p><p>O texto defende um entendimento diferente daquele</p><p>comumente atribuído à palavra “norma”. Segundo as</p><p>informações apresentadas, isso se deve ao fato de que</p><p>a norma</p><p>A pressupõe uma utilização da língua que preze pela</p><p>eficiência comunicativa, ainda que esteja distante do</p><p>uso feito pelas pessoas no cotidiano.</p><p>B reflete os usos da língua em determinados grupos,</p><p>fugindo da ideia de formulações prescritivas a serem</p><p>seguidas por todos uniformemente.</p><p>C é diversificada dentro da sociedade, considerando-se que</p><p>pode existir mais de uma norma, desde que associada</p><p>ao uso correto da língua.</p><p>D apresenta variantes, também chamados de dialetos, que</p><p>representam o uso da língua em um grupo e funcionam</p><p>como regras prescritivas.</p><p>E forma um sistema elitizado de regras da língua, que, por</p><p>não atingir as camadas mais pobres, é desconhecida</p><p>da maior parte da população.</p><p>QUESTÃO 44</p><p>Garantir que todas as pessoas consigam fazer seus</p><p>deslocamentos diários de forma rápida, eficiente e</p><p>sustentável ainda é um ideal longe de ser alcançado em</p><p>muitos lugares do mundo. Moradora de São Paulo, a técnica</p><p>de enfermagem Patrícia Oliveira demora até quatro horas</p><p>de deslocamento para chegar ao trabalho. “Você se sente</p><p>cansado, irritado, frustrado e não pode fazer nada”, desabafa.</p><p>“Um sistema de mobilidade sustentável mais justo precisa</p><p>ter investimentos no transporte público de alta capacidade,</p><p>média capacidade e com qualidade. E que esse transporte</p><p>público de qualidade chegue na periferia das nossas cidades.</p><p>Isso significa justiça”, defende o arquiteto e urbanista Victor</p><p>Andrade, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).</p><p>OS DESAFIOS da mobilidade urbana sustentável. TV Brasil, 21 maio 2019. Seção</p><p>Caminhos da Reportagem. Disponível em: http://tvbrasil.ebc.com.br.</p><p>Acesso em: 1 set. 2019. (adaptado)</p><p>A reportagem é um gênero textual mais amplo do que a</p><p>notícia e que utiliza estratégias para aprofundar o assunto</p><p>abordado. Uma dessas estratégias, que se destaca no</p><p>fragmento do texto, é o uso de</p><p>A outras vozes, além da voz do jornalista responsável</p><p>pela escrita do texto.</p><p>B opiniões de outros jornalistas, que corroboram o que é</p><p>dito pelo autor da reportagem.</p><p>C marcadores de tempo e de espaço, elementos coesivos</p><p>que ajudam a aprofundar o tema.</p><p>D menção a localidades para determinar onde ocorreu o</p><p>fato que está sendo informado.</p><p>E nomes de pessoas, que situam o leitor em relação a</p><p>quem vivenciou os fatos noticiados.</p><p>QUESTÃO 45</p><p>RIO – O prefeito do Rio anunciou a criação do Cor.Rio, um</p><p>aplicativo com informes do Centro de Operações e Resiliência</p><p>do Rio de Janeiro (COR). O aplicativo está sincronizado com</p><p>os alarmes da Defesa Civil. Quando um deles for acionado,</p><p>um alerta sonoro será emitido também no app. Os usuários</p><p>já cadastrados pelo COR para receber avisos por SMS agora</p><p>terão o alerta ativado automaticamente no aplicativo. Com</p><p>a novidade, os cariocas vão poder acompanhar, em tempo</p><p>real, o trânsito pela cidade, além de receberem alertas com</p><p>ocorrências que afetem o deslocamento. O app conta com</p><p>um geolocalizador, dando prioridade a avisos de ocorrências</p><p>próximos à pessoa.</p><p>MACIEL, Matheus. Novo aplicativo da prefeitura reproduzirá alertas emitidos pela Defesa Civil.</p><p>O Globo. Rio de Janeiro, 30 ago. 2019. Disponível em: https://oglobo.globo.com.</p><p>Acesso em: 31 ago. 2019 (adaptado).</p><p>A criação de aplicativos que visam alertar as pessoas</p><p>sobre problemas nas cidades indica que, além da utilidade</p><p>prática, a tecnologia retratada na notícia também serve ao</p><p>propósito de</p><p>A orientar as pessoas sobre as melhores cidades para</p><p>se morar.</p><p>B substituir as formas</p>

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