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<p>Programa de Educação</p><p>Continuada a Distância</p><p>Curso de</p><p>Tratamento Odontológico para</p><p>Pacientes com Necessidades</p><p>Especiais</p><p>Aluno:</p><p>EAD - Educação a Distância</p><p>Parceria entre Portal Educação e Sites Associados</p><p>2</p><p>Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores</p><p>Curso de</p><p>Tratamento Odontológico para</p><p>Pacientes com Necessidades</p><p>Especiais</p><p>MÓDULO I</p><p>Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este</p><p>Programa de Educação Continuada. É proibida qualquer forma de comercialização do mesmo. Os</p><p>créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores descritos na Bibliografia</p><p>Consultada.</p><p>3</p><p>Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores</p><p>SUMÁRIO</p><p>MÓDULO I</p><p>Introdução</p><p>Comunicação verbal e não-verbal</p><p>Contenção física e mecânica</p><p>Sedação consciente</p><p>Anestesia geral</p><p>MÓDULO II</p><p>Pacientes com Fissuras Labiopalatais</p><p>Classificação</p><p>Protocolo de tratamento</p><p>MÓDULO III</p><p>Pacientes Oncológicos</p><p>Quimioterapia</p><p>Radioterapia</p><p>O tratamento odontológico</p><p>MÓDULO IV</p><p>Infecção causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana</p><p>HIV</p><p>Estágios de infecção pelo HIV</p><p>O diagnóstico da AIDS</p><p>Patogênese da infecção pelo HIV</p><p>Manifestações bucais da infecção pelo HIV</p><p>Outras manifestações bucais</p><p>Implicações do controle de infecção para a equipe odontológica</p><p>4</p><p>Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores</p><p>MÓDULO V</p><p>Hepatites Virais e Endocardite Bacteriana</p><p>Hepatite A</p><p>Hepatite B</p><p>Hepatite C</p><p>Hepatite D</p><p>Hepatite E</p><p>Endocardite infecciosa</p><p>Fatores de risco</p><p>Fisiopatologia</p><p>Sinais e sintomas clínicos</p><p>Dados laboratoriais</p><p>Tratamento médico</p><p>Tratamento odontológico</p><p>MÓDULO VI</p><p>Outras Situações Relevantes para o Profissional de Odontologia</p><p>Anemia</p><p>Hemofilia</p><p>Leucemia</p><p>Hipertensão arterial</p><p>Angina pectoris</p><p>Diabetes melito</p><p>Nefropatias</p><p>Transplantados</p><p>Anafilaxia e outras alergias medicamentosas</p><p>Sífilis</p><p>Tuberculose</p><p>Epilepsia</p><p>Gestação</p><p>5</p><p>Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores</p><p>MÓDULO I</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Há alguns anos, o paciente com necessidades especiais era denominado de</p><p>excepcional, portador de síndromes, deficiente mental, paralítico, entre outras</p><p>denominações. Com o avanço da ciência esta classificação tornou-se mais</p><p>abrangente.</p><p>Durante a Assembléia Nacional das Especialidades em Odontologia os</p><p>pacientes com necessidades especiais foram considerados aqueles indivíduos que</p><p>apresentam doenças e/ou condições que requerem atendimento diferenciado, por</p><p>apresentarem alterações mentais, físicas, orgânicas, sociais e/ou comportamentais.</p><p>Hoje a importância da interação do cirurgião-dentista nas equipes</p><p>multidisciplinares que atuam no atendimento destes pacientes evidencia que a</p><p>promoção da saúde bucal como parte deste contexto amplo possibilita que os</p><p>pacientes com necessidades especiais desfrutem de uma qualidade de vida que</p><p>permita sua interação social, assim como a participação no mercado de trabalho,</p><p>recentemente conquistada, tornando-os produtivos para a sociedade e para eles</p><p>mesmos.</p><p>Quando falamos de saúde bucal não há como dissociá-la da saúde geral,</p><p>pois é conhecido atualmente o comprometimento sistêmico decorrente de focos</p><p>infecciosos localizados na boca e a participação das doenças sistêmicas na origem</p><p>de diversas lesões bucais.</p><p>O tratamento do paciente com necessidades especiais deve, então, ser</p><p>multidisciplinar; ao lado do cirurgião-dentista há o envolvimento de uma equipe</p><p>6</p><p>Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores</p><p>médica com várias especialidades, de acordo com as doenças que acometem o</p><p>indivíduo em questão (neurologistas, geneticistas, cardiologistas, ortopedistas,</p><p>cirurgiões, oncologistas, infectologistas, psiquiatras, entre outros); ainda outros</p><p>profissionais da área da saúde e de outras áreas devem obrigatoriamente fazer</p><p>parte desse grupo (fonoaudiólogos, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas</p><p>ocupacionais, assistentes sociais, nutricionistas, educadores entre outros tantos).</p><p>Deve existir sempre uma grande sincronia entre tais especialidades</p><p>permitindo a interação de conhecimentos para que o tratamento destes pacientes</p><p>possa ser o mais completo e abrangente possível: os médicos promovem a saúde</p><p>geral dentro das mais diversas especialidades; os fonoaudiólogos estimulam a</p><p>musculatura e função do sistema estomatognático, incluindo a fonação, mastigação</p><p>e deglutição; os psicólogos vão atuar trabalhando os aspectos emocionais do</p><p>paciente e de sua família, os aspectos cognitivos e estimulando o desenvolvimento</p><p>do mesmo com o uso de técnicas psicológicas; os fisioterapeutas vão trabalhar a</p><p>postura, a musculatura, incluindo aquelas para melhorar a adaptação do paciente na</p><p>cadeira odontológica e ainda no desenvolvimento de órteses adaptadas às</p><p>necessidades de cada caso; os terapeutas ocupacionais trabalham principalmente</p><p>com a inserção das atividades de vida diária do indivíduo o mais próximo possível da</p><p>normalidade, incluindo os hábitos de higiene bucal; etc.</p><p>Essa atuação interdisciplinar visa o melhor tratamento do paciente,</p><p>integrando-o ao conceito de saúde como bem-estar físico, mental e social do</p><p>indivíduo e não apenas a ausência de doença (OMS).</p><p>Os cirurgiões-dentistas devem compreender a importância da promoção da</p><p>saúde bucal mudando sua perspectiva da visão simplista de tratar dentes para tratar</p><p>indivíduos.</p><p>Os níveis de prevenção citados na literatura podem ser classificados em</p><p>prevenção primária (com a proteção da saúde e proteção específica), prevenção</p><p>secundária (diagnóstico precoce e tratamento imediato) e, finalmente, prevenção</p><p>terciária (limitação dos danos e sua reabilitação).</p><p>7</p><p>Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores</p><p>Dessa forma, a promoção da saúde de ordem geral e bucal com os</p><p>pacientes com necessidades especiais (PNE) baseia-se fundamentalmente no</p><p>diagnóstico precoce e na aplicação da terapêutica adequada.</p><p>O PNE é um indivíduo com alta prevalência de doenças bucais. Isso ocorre</p><p>devido à carência de programas preventivos direcionados a estes indivíduos, pela</p><p>dificuldade dos mesmos na manutenção do equilíbrio da saúde bucal e geral,</p><p>decorrente de processos de ordem local ou sistêmica, assim como o elevado custo</p><p>dos tratamentos.</p><p>Existem fatores considerados de risco de ordem geral e local para a</p><p>instalação das doenças bucais no PNE. São considerados fatores de ordem geral as</p><p>doenças sistêmicas; os fatores locais são aqueles que se relacionam à qualidade da</p><p>higienização, dieta e aos meios de prevenção disponíveis.</p><p>As principais doenças sistêmicas com repercussões bucais englobam</p><p>Diabete Melito, Epilepsia, Doenças Hematológicas, Doenças Infectocontagiosas,</p><p>Pacientes Oncológicos submetidos à quimioterapia e/ou radioterapia, Pacientes</p><p>transplantados, algumas Cardiopatias, Doenças respiratórias, Doenças</p><p>Respiratórias, Doenças Gastresofágicas, entre outras.</p><p>Além dessas, as doenças que levam às incapacidades apresentam maior</p><p>comprometimento em termos de mastigação, deglutição, fonação e higienização</p><p>como: Mal de Parkinson, Doença de Alzheimer, Acidente vascular encefálico, trauma</p><p>Crânio-encefálico,</p><p>Lesão Medular, Paralisia Cerebral, Deficiência Mental, Esclerose</p><p>Lateral Amiotrófica, entre outras.</p><p>Os indivíduos que são portadores destas moléstias têm dificuldade concreta</p><p>de controle motor e/ou entendimento da importância da manutenção da higiene</p><p>bucal, muitas vezes dependendo apenas dos cuidados que recebem dos seus</p><p>familiares e/ou responsáveis.</p><p>8</p><p>Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores</p><p>FIGURA 1 - PACIENTE COM PARALISIA CEREBRAL EM UMA SESSÃO DE YOGA.</p><p>FONTE: Disponível em <http://www.yogaintegralbrasil.com>.</p><p>As infecções bucais, por outro lado, podem ter repercussões sistêmicas</p><p>como endocardite, doenças cardiovasculares (infarto do miocárdio e acidente</p><p>vascular encefálico), nefrite, artrite reumatóide, sinusite, problemas oculares,</p><p>trombose do seio cavernoso e mediastinite.</p><p>A atuação do cirurgião-dentista é local, mas a repercussão desta atuação é</p><p>sistêmica, refletindo na saúde do indivíduo como um todo, devendo os cuidados</p><p>necessários para a promoção da saúde ser iniciados desde o período gestacional.</p><p>As doenças periodontais são fatores predisponentes para o parto pré-termo</p><p>e a prematuridade é uma das causas de instalação das necessidades especiais no</p><p>ser humano, principalmente a deficiência mental e paralisia cerebral.</p><p>9</p><p>Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores</p><p>FIGURA 2 - PACIENTE COM DOENÇA PERIODONTAL AVANÇADA.</p><p>FONTE: Disponível em :<http://www.enexus.com>.</p><p>A Odontologia para bebês é também uma realidade importante e os</p><p>cuidados devem ser iniciados durante a gestação e após o nascimento da criança,</p><p>antes mesmo da erupção da dentição decídua. Estes cuidados incluem o uso de</p><p>fraldas, dedeiras, escovas e dentifrícios infantis, disponibilidade do flúor, etc.</p><p>A higiene bucal em bebês é também considerada uma estimulação precoce</p><p>da musculatura oral e perioral naqueles pacientes com hipotonia muscular.</p><p>Para pacientes maiores, com quadro neurológico que impede a correta</p><p>higiene bucal, deve ser associado o uso de clorexidina para melhorar a condição de</p><p>saúde bucal.</p><p>10</p><p>Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores</p><p>FIGURA 3 - A ODONTOLOGIA DEVE ABRANGER TODAS AS FAIXAS ETÁRIAS.</p><p>FONTE: Disponível em: <http//: www.unigranrio.br>.</p><p>A dieta é um dos principais aspectos na manutenção da saúde bucal, não</p><p>somente pelo ponto de vista calórico, mas também da qualidade nutricional e fibrosa</p><p>da mesma. A dieta hipercalórica é altamente cariogênica, estando contraindicada</p><p>nos PNE de uma forma geral e mais especificamente àqueles que têm alta</p><p>prevalência de cárie e doença periodontal.</p><p>11</p><p>Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores</p><p>FIGURA 4 - DIETA CARIOGÊNICA X DIETA SAUDÁVEL.</p><p>FONTE: Disponível em: <http//:www.odontologia.com.br>.</p><p>Atualmente não se concebe mais o atendimento odontológico sem a</p><p>avaliação global criteriosa das condições gerais e comportamentais do paciente,</p><p>adequando-as, na maioria das vezes, com o auxílio de outros profissionais de áreas</p><p>afins, ao procedimento odontológico.</p><p>A Odontologia trabalha dentro da mudança do Modelo mutilador, com</p><p>extrações múltiplas, para uma Odontologia preventiva, restauradora e reabilitadora,</p><p>graças aos avanços científicos e tecnológicos direcionando o tratamento do PNE</p><p>para sua inserção ao convívio familiar e social da melhor maneira possível.</p><p>Os dados recentes fornecidos pelo Ministério da Saúde (2005) mostram que</p><p>existem 24,5 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, demonstrando que</p><p>esses indivíduos estão vivendo por mais tempo e, consequentemente,</p><p>envelhecendo. Logo, o cirurgião-dentista deve ponderar esta realidade no seu</p><p>12</p><p>Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores</p><p>planejamento, sabendo que possivelmente irá ter como seu paciente um indivíduo</p><p>com necessidades especiais e considerar não só a colaboração das diversas áreas</p><p>da saúde, mas também a escolha dos materiais odontológicos a serem utilizados,</p><p>juntamente com a forma mais adequada na abordagem ambulatorial para cada tipo</p><p>de paciente.</p><p>O plano de tratamento odontológico do PNE é estabelecido após uma</p><p>anamnese direcionada contendo a história médica atual e pregressa, aspectos</p><p>psicológicos e comportamentais, exame físico, exame clínico extra e intrabucal, os</p><p>quais, aliados aos exames complementares, determinarão o diagnóstico do</p><p>indivíduo.</p><p>Os fatores que direcionarão a realização do tratamento odontológico sob</p><p>anestesia local (ambulatorial) ou geral (hospitalar) baseiam-se na avaliação da</p><p>condição geral, comportamental e bucal do indivíduo.</p><p>A maioria dos PNE pode se beneficiar do tratamento odontológico</p><p>ambulatorial com a escolha do tipo e forma de abordagem mais adequada para cada</p><p>paciente, considerando a estimulação dos pais e/ou responsáveis, utilizando da</p><p>anestesia local ou mesmo da sedação, limitando a indicação da anestesia geral a</p><p>poucas situações bem indicadas.</p><p>Figura 5 - atendimento ambulatorial ao paciente com necessidades especiais.</p><p>FONTE: Disponível em: <http//: www.correiolageano.com.br>.</p><p>13</p><p>Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores</p><p>Existem muitos métodos (como forma de controle comportamental) que</p><p>poderão ser utilizados pelo cirurgião-dentista para o tratamento dos PNE, como os</p><p>métodos farmacológicos.</p><p>Os métodos farmacológicos são representados pela sedação e anestesia</p><p>geral, nos quais são utilizadas drogas com o objetivo de controlar ou dissipar o medo</p><p>e a ansiedade e ainda em procedimentos mais agressivos e/ou invasivos, ou</p><p>condições inerentes à saúde sistêmica do paciente em que se faz necessário o</p><p>atendimento em nível hospitalar.</p><p>Os métodos não farmacológicos são representados pela comunicação verbal</p><p>(linguagem), comunicação não-verbal, contenção física e contenção mecânica.</p><p>A COMUNICAÇÃO VERBAL E NÃO-VERBAL</p><p>A comunicação verbal e não-verbal deve ser o primeiro procedimento no</p><p>controle comportamental a ser utilizada pelo cirurgião-dentista, com o objetivo de</p><p>estabelecer um vínculo entre profissional-paciente-família-responsável.</p><p>Estes métodos são menos invasivos e devem ser utilizados com a finalidade,</p><p>de se evitar que o paciente seja submetido a um tratamento mais invasivo, com</p><p>maiores riscos e mais oneroso.</p><p>TÉCNICAS DE COMUNICAÇÃO VERBAL</p><p>Técnica do falar/mostrar/fazer;</p><p>Reforço positivo;</p><p>Distração;</p><p>Dessensibilização;</p><p>Modelagem;</p><p>Controle da voz.</p><p>14</p><p>Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores</p><p>TÉCNICAS DE COMUNICAÇÃO NÃO-VERBAL</p><p>Toque;</p><p>Sorriso;</p><p>Olhar;</p><p>Expressão Facial;</p><p>Expressão Corporal.</p><p>As técnicas não-verbais são empregadas com bastante eficiência em</p><p>pacientes com deficiência auditiva.</p><p>CONTENÇÃO FÍSICA E MECÂNICA</p><p>As contenções físicas e mecânicas têm como finalidade limitar os</p><p>movimentos corporais, evitando injúrias aos pacientes sem penalizar os profissionais</p><p>que os atendem.</p><p>Os pacientes com distúrbios neuropsicomotores, como os portadores de</p><p>paralisia cerebral, beneficiam-se com o uso da contenção mecânica como faixas</p><p>papouseboaurd ou pediwrap e contenção/estabilização como módulo estabilizador</p><p>Godoy, entre outros.</p><p>A contenção física é realizada</p><p>com o auxílio de familiares e/ou assistentes</p><p>que contêm os movimentos dos pacientes com seus braços e pernas, sendo</p><p>indicado para procedimentos pequenos, em crianças e quando os pais não</p><p>autorizam a utilização de outros métodos de estabilização e/ou contenção. Este</p><p>método se torna contraindicado quando houver falta de colaboradores, pacientes</p><p>muito agitados, convulsões e hiperemese.</p><p>15</p><p>Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores</p><p>FIGURA 6 - CONTENÇÃO FÍSICA DO PACIENTE.</p><p>FONTE: Disponível em: <http//:www.apcd.org.br>.</p><p>A estabilização fornece equilíbrio, firmeza e segurança em relação ao corpo</p><p>todo enquanto a contenção utiliza-se de meios para manter na posição apropriada</p><p>os órgãos que tendem a abandonar ou separar-se desta posição, referindo-se</p><p>somente à parte e não ao todo. Assim estes procedimentos são empregados</p><p>precisamente nos casos de movimentos involuntários, sequelas de lesões no córtex,</p><p>gânglios da base e cerebelo, que determinam a espasticidade, atetonia e ataxia</p><p>caracterizados por clônus, automatismos, hipertonia e hiperreflexia, distonia e</p><p>hipotonia.</p><p>O distúrbio neuromotor é uma alteração do tônus muscular, causada por</p><p>uma lesão no sistema nervoso. A estabilização do paciente portador deste distúrbio</p><p>visa obter seu conforto ao máximo, sem penalizar o profissional.</p><p>São descritos três distúrbios de tônus muscular: HIPERTONIA (tônus de</p><p>contração alta), HIPOTONIA (tônus de contração baixa) e DISTONIA (tônus</p><p>oscilante). Há Algumas situações em que as alterações do tônus muscular estão</p><p>mais presentes como Trauma Crânio-Encefálico, Paralisia Cerebral e Acidente</p><p>Vascular Encefálico.</p><p>16</p><p>Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores</p><p>A contenção mecânica utiliza-se de faixas, lençóis e estabilizador Godoy</p><p>(equipamento de contenção de fácil adaptação ao equipo odontológico). Sendo</p><p>indicada em pacientes de difícil manipulação, agressivos, com movimentos</p><p>involuntários e em urgências. Tem como vantagem evitar a anestesia geral, evitar</p><p>custos hospitalares e a obrigatoriedade da realização de vários procedimentos</p><p>simultaneamente quando da internação hospitalar. As desvantagens resumem-se na</p><p>demora para o preparo do paciente, o estresse, o desconforto e a movimentação</p><p>intensa da cabeça.</p><p>SEDAÇÃO CONSCIENTE</p><p>A sedação consciente é conceituada como um nível mínimo de depressão</p><p>da consciência, com a habilidade do paciente em manter a respiração independente</p><p>e continuamente, responder apropriadamente à estimulação física e ao comando</p><p>verbal, produzida por métodos farmacológicos e não-farmacológicos sozinhos ou</p><p>combinados.</p><p>Este tipo de procedimento é indicado nos tratamentos odontológicos mais</p><p>complexos, principalmente nos casos que envolvem pacientes portadores de</p><p>doenças cardiovasculares, desordens neurológicas, transtorno convulsivo,</p><p>diabéticos, algumas coagulopatias, os quais podem se beneficiar com a sedação por</p><p>reduzir o estresse causado pelo tratamento odontológico.</p><p>Dentre as drogas mais usadas podemos destacar os benzodiazepínicos,</p><p>sedativos hipnóticos (barbitúricos e não-barbitúricos), anti-histamínicos, óxido</p><p>nitroso, opióides, neurolépticos e o propofol. De acordo com a droga escolhida</p><p>temos diferentes vias de administração como enteral, parenteral,</p><p>transdermal/transmucosa e inalatória.</p><p>17</p><p>Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores</p><p>Benzodiazepínicos</p><p>Essas substâncias apresentam ação depressora sobre o sistema nervoso</p><p>central determinando atividade ansiolítica, sedativa, miorrelaxante e anticonvulsiva.</p><p>Entre os medicamentos deste grupo mais usados em odontologia destacam-se o</p><p>diazepam, o lorazepam, bromazepam, midazolam, apresentando o mesmo</p><p>mecanismo de ação, diferindo somente em relação ao início e à duração da ação</p><p>ansiolítica.</p><p>A administração do diazepam por via oral é rapidamente absorvida,</p><p>alcançando concentração sanguínea máxima em 1 – 3 horas, sendo metabolizado</p><p>no fígado e excretado na urina e fezes.</p><p>No paciente idoso, o uso do diazepam deve ser evitado, pois ocorre</p><p>estimulação ao invés de sedação e ainda apresenta meia-vida plasmática muito</p><p>longa o que torna sua eliminação renal muito lenta. A melhor opção neste caso é o</p><p>lorazepam administrado em dose única de 1 a 2 mg duas horas antes da</p><p>intervenção.</p><p>Em crianças o uso do diazepam é recomendado na dose de 0,15 a 0,3</p><p>mg/kg de peso corporal por via oral, sendo seus efeitos ansiolíticos observados após</p><p>45 – 60 minutos. A dose máxima para um adulto de 70 kg é de 30 mg divida em três</p><p>administrações diárias.</p><p>O midazolam por via intravenosa possui início de ação rápido e permite</p><p>associação com outras drogas, sendo administrado 0,1 – 0,3 mg/kg via E.V. com</p><p>dose máxima de 15mg.</p><p>Óxido Nitroso e Oxigênio</p><p>O óxido nitroso (N2O) é um gás incolor, não inflamável, não irritante, com</p><p>odor e sabor leve e agradável, com absorção e eliminação rápidas e seus efeitos</p><p>18</p><p>Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores</p><p>clínicos são observados em 15 – 30 minutos após a administração.</p><p>A mistura N2O/O2 é administrada por uma máscara nasal e um fluxômetro,</p><p>permitindo ao cirurgião-dentista selecionar a concentração de cada um dos gases,</p><p>nunca ultrapassando 70% de concentração do N2O, sendo os 30% restantes de</p><p>oxigênio (O2). A analgesia é um efeito benéfico obtido com o N2O/O2, entretanto</p><p>esse não deve ser substituto da anestesia local e sim ambos serem aplicados.</p><p>As principais desvantagens do uso deste gás na obtenção da sedação</p><p>referem-se ao custo, espaço para o equipamento, necessidade de treinamento do</p><p>CD (cirurgião-dentista) e sua equipe, aceitação do PNE e variabilidade individual da</p><p>sedação entre pacientes.</p><p>Temos como contraindicações às seguintes situações:</p><p>• Pacientes que não aceitam o uso da máscara;</p><p>• Em doenças respiratórias, pulmonares obstrutivas, tuberculose, bloqueio</p><p>nasal e respiração bucal;</p><p>• A Maioria dos pacientes com paralisia cerebral e distrofia muscular;</p><p>• Algumas síndromes que apresentam dificuldade respiratória.</p><p>FIGURA 7 - ATENDIMENTO DO PACIENTE COM USO DA ANALGESIA INALATÓRIA.</p><p>FONTE: Disponível em: < http//:www.drdenis.odo.br>.</p><p>19</p><p>Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores</p><p>Outros Fármacos Utilizados na Sedação dos PNE</p><p>Sedativos Hipnóticos</p><p>Os barbitúricos constituem os sedativos hipnóticos clássicos representados</p><p>pelo tiopental, fenobarbital e hidrato de cloral, sendo o grau de depressão obtido por</p><p>dose-dependência. Dentro da odontologia são usados para relaxar e acalmar o</p><p>paciente ansioso e facilitar o sono pré e/ou pós-operatório.</p><p>Devem ser usados com cautela no paciente idoso, naqueles com função</p><p>hepática comprometida, apnéia do sono e durante a gravidez.</p><p>O hidrato de cloral é um sedativo hipnótico não barbitúrico muito utilizado em</p><p>odontopediatria. Deve ser administrado em jejum prévio de 3 horas antes do</p><p>procedimento com recomendação de 25 mg/kg em crianças.</p><p>Anti-Histamínico</p><p>Constituem um grupo de substâncias com característica de bloquear as</p><p>ações da histamina, inibindo a liberação de adrenalina pela medula suprarrenal.</p><p>Apresentam ainda a capacidade de inibir a contração da musculatura lisa</p><p>gastrintestinal, brônquicos e antagonizar o aumento das glândulas salivares e</p><p>lacrimais.</p><p>A prometazina (Fenergan) apresenta doses recomendadas de 0,5 – 1 mg/kg</p><p>em crianças</p><p>e 25 – 30 mg/kg em adultos, sendo utilizada para sedação consciente</p><p>em odontologia e como pré-medicação para sedação profunda em anestesia geral.</p><p>20</p><p>Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores</p><p>Opióides</p><p>São substâncias analgésicas que compartilham com a morfina as</p><p>propriedades de analgesia, sedação, alteração do humor, potencial de tolerância e</p><p>dependência e facilitam a anestesia geral. A morfina é considerada a droga protótipo</p><p>do grupo, tendo como outros exemplos a codeína, a meperidina e o fentanil. O uso</p><p>dos opioides em odontologia é exclusivamente para alívio da dor intensa.</p><p>Neurolépticos</p><p>São drogas de ação central que controlam o comportamento psicótico</p><p>agitado e exercem um efeito tranquilizador. Em odontologia são indicados nos</p><p>indivíduos com alto nível de ansiedade. Com administração em âmbito hospitalar</p><p>(sedação profunda). Temos como exemplos destes medicamentos: a clorpromazina,</p><p>o droperidol e o haloperidol.</p><p>Propofol</p><p>É um fármaco mais recente utilizado na indução e manutenção da anestesia</p><p>geral ou na sedação consciente.</p><p>ANESTESIA GERAL</p><p>A anestesia geral é produzida por drogas farmacológicas em que se observa</p><p>um estado induzido de inconsciência acompanhada pela perda completa dos</p><p>reflexos de proteção, incluindo a capacidade de manter funções respiratórias de</p><p>forma independente e responder adequadamente a estímulos e/ou comando verbal.</p><p>21</p><p>Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores</p><p>Os pacientes a serem submetidos à anestesia geral necessitam de uma</p><p>avaliação de suas condições sistêmicas. Os indivíduos classificados como ASA I e</p><p>ASA II podem ser submetidos à anestesia geral após avaliação clínica global.</p><p>Entretanto, indivíduos ASA III e ASA IV necessitam de acompanhamento médico</p><p>especializado para observação dos riscos do procedimento.</p><p>FIGURA 8 - SALA PREPARADA PARA REALIZAÇÃO DE ANESTESIA GERAL.</p><p>FONTE: Disponível em: < http//:www.saude.hsw.uol.com.br>.</p><p>Indicações</p><p>-Condições gerais</p><p>Pacientes com severo comprometimento físico, distúrbio neuromotor,</p><p>distúrbio neuropsicomotor, deficiência mental severa, pacientes portadores de</p><p>cardiopatia congênita grave, enfermidade renal severa e discrasias sanguíneas com</p><p>eventual risco de vida.</p><p>22</p><p>Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores</p><p>-Condições bucais</p><p>Tratamento odontológico muito extenso, cirurgias de grande porte, extração</p><p>de dentes inclusos, hiperplasias, cistos, tumores, entre outros.</p><p>-Condições comportamentais</p><p>Pacientes extremamente ansiosos, não cooperativos por problemas</p><p>cognitivos, alteração comportamental (autismo, hiperatividade) ou psiquiátrica</p><p>(esquizofrenia, síndrome do pânico), pacientes com doença de Alzheimer e certas</p><p>síndromes (síndrome do X frágil).</p><p>Contraindicações</p><p>A anestesia geral está contraindicada no paciente que no dia da intervenção</p><p>apresentar resfriado, febre, infecção das vias respiratórias (bronquite, crise</p><p>asmática) ou insuficiência cardíaca descompensada.</p><p>Devemos antes do uso de qualquer agente anestésico geral, submeter o</p><p>paciente a rigorosa avaliação clínica geral pelo seu médico, principalmente do</p><p>aparelho cardiorrespiratório. Geralmente o eletrocardiograma (E.C.G.) é solicitado e</p><p>o cardiologista avalia este exame e fornece, por escrito, o grau de risco cirúrgico em</p><p>relação ao estado físico do paciente de acordo com a classificação ASA.</p><p>Os indivíduos os quais não apresentam um exame estável ou tenham uma</p><p>saúde significativamente deficiente (ASA III, IV) têm necessidade de consultar</p><p>inicialmente seu médico especialista devido ao risco em potencial. Os exames</p><p>laboratoriais de rotina devem ser solicitados no pré-operatório, bem como se devem</p><p>relacionar as drogas usadas pelo paciente.</p><p>Nas intervenções odontológicas deve ser realizada preferencialmente a</p><p>intubação nasotraqueal, pois a presença do tubo na cavidade bucal dificulta a</p><p>exposição e visualização adequada do campo operatório.</p><p>23</p><p>Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores</p><p>FIGURA 9 - EXEMPLO DE INTUBAÇÃO NASOTRAQUEAL FACILITANDO O</p><p>ATENDIMENTO DO PACIENTE PARA O CIRURGIÃO-DENTISTA.</p><p>FONTE: Disponível em: < http//:www.odontologia.com.br>.</p><p>O tamponamento orofaríngeo é realizado pelo cirurgião-dentista e consiste</p><p>na colocação de um tampão confeccionado com gases impedindo que sangue,</p><p>materiais de restaurações, tártaros ou outros objetos caiam na laringe e faringe. Este</p><p>tampão deve ter uma extremidade prolongada, a qual deve ser presa fora da boca.</p><p>Para o tratamento odontológico sob anestesia geral torna-se imprescindível</p><p>a utilização de abridores bucais, afastadores e sugadores. O isolamento absoluto</p><p>com dique de borracha durante a anestesia geral pode ser utilizado quando</p><p>necessário.</p><p>A endodontia quando indicada deve ser realizada em uma única sessão,</p><p>aplicada principalmente nos casos de biopulpectomia. Nos procedimentos</p><p>restauradores, o amálgama é preferido pela sua resistência e durabilidade, assim</p><p>como a resina composta é indicada nas restaurações estéticas. Nos casos de</p><p>cirurgia em que o paciente não permita ou dificulte a remoção da sutura</p><p>posteriormente, indica-se a utilização de fios reabsorvíveis.</p><p>24</p><p>Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores</p><p>FIGURA 10 - A ENDODONTIA DEVE PREFERENCIALMENTE SER REALIZADA EM</p><p>SESSÃO ÚNICA EM PACIENTES ESPECIAIS HOSPITALIZADOS.</p><p>FONTE: Disponível em: <http//:www.endodontiacascavel.com.br>.</p><p>Ao término dos procedimentos executa-se a remoção de todos os resíduos</p><p>da boca do paciente e retira-se o tampão da orofaringe.</p><p>A anestesia geral é um recurso adicional, que pode ser instituída no</p><p>tratamento odontológico de pacientes com necessidades especiais em situações</p><p>bem determinadas, principalmente quando todas as outras técnicas de abordagem</p><p>anteriores falharam.</p><p>Hoje sabemos que a promoção da saúde bucal baseia-se na implantação de</p><p>programas educativos preventivos mais amplos direcionados a todos os pacientes,</p><p>inclusive aqueles com necessidades especiais. Assim torna-se imprescindível o</p><p>diagnóstico o mais precoce possível e a aplicação da terapêutica adequada</p><p>25</p><p>Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores</p><p>merecendo o destaque da atuação interdisciplinar e multiprofissional com um</p><p>atendimento odontológico apoiado em uma visão global criteriosa das condições</p><p>gerais e comportamentais de todos os pacientes.</p><p>A mudança do paradigma no tratamento odontológico na atualidade é</p><p>fundamentada no fato de que a maioria dos pacientes com necessidades especiais</p><p>podem ser atendidos ambulatorialmente aplicando-se as diferentes formas de</p><p>abordagem comportamental não-farmacológica (comunicação verbal, comunicação</p><p>não-verbal e contenção/estabilização) restringindo-se a alguns casos de pacientes a</p><p>utilização da sedação e por último da anestesia geral.</p><p>-------- FIM DO MÓDULO I --------</p>

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