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<p>SENAI SÉRIE CONSTRUÇÃO CIVIL PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E ESPECIAIS</p><p>SENAI Iniciativa da CNI - Confederação Nacional da Indústria SÉRIE CONSTRUÇÃO CIVIL PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E ESPECIAIS</p><p>CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA - CNI Robson Braga de Andrade Presidente DIRETORIA DE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA - DIRET Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti Diretor de Educação e Tecnologia SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL - SENAI Conselho Nacional Robson Braga de Andrade Presidente SENAI - Departamento Nacional Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti Diretor Geral Gustavo Leal Sales Filho Diretor de Operações</p><p>SENAI Iniciativa da CNI - Confederação Nacional da Indústria SÉRIE CONSTRUÇÃO CIVIL PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E ESPECIAIS</p><p>2013. SENAI - Departamento Nacional 2013. SENAI - Departamento Regional da Bahia A reprodução total ou parcial desta publicação por quaisquer meios, seja eletrônico, me- cânico, fotocópia, de gravação ou outros, somente será permitida com prévia autorização, por escrito, do Esta publicação foi elaborada pela equipe do Núcleo de Educação a Distância do SENAI da Bahia, com a coordenação do SENAI Departamento Nacional, para ser utilizada por todos os Departamentos Regionais do SENAI nos cursos presenciais e a distância. SENAI Departamento Nacional Unidade de Educação Profissional e Tecnológica - UNIEP SENAI Departamento Regional da Bahia Núcleo de Educação à Distância - NEAD FICHA CATALOGRÁFICA S491p Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional. Projeto de instalações elétricas e especiais / Departamento Nacional, Departamento Regional da Bahia. - Brasília: SENAI/ DN, 2013. 136 p.: il. - (Série Construção Civil) ISBN 978-85-7519-684-7 1. Projetos. 2. Instalações elétricas. 3. Técnico edificações. I. Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. II. Departamento Nacional. III. Departamento Regional da Bahia. IV. Projeto de instalações Elétricas e Especiais. V. Série Construção Civil. CDU 621.319 SENAI - DN Sede Serviço Nacional de Setor Bancário Norte Quadra 1 . Bloco C Edifício Roberto Aprendizagem Industrial Simonsen 70040-903 Brasília - DF Tel.: (0xx61) 3317-9001 Departamento Nacional Fax: (0xx61) 3317-9190 http://www.senai.br</p><p>Lista de ilustrações Figura 1 Elétrons orbitando em volta do núcleo do átomo 20 Figura 2 - Com cargas diferentes os átomos se atraem 21 Figura 3 - Com cargas iguais os átomos se afastam 21 Figura 4 Bateria e gerador de fluxo de cargas 22 Figura 5 - Um circuito em série 27 Figura 6 - Circuito em paralelo 28 Figura 7 - Circuito misto 29 Figura 8 - Usina hidrelétrica de Itaipu 34 Figura 9 - Avanço do mar na foz do São Francisco 35 Figura 10 - Parque eólico gerando energia limpa renovável 36 Figura 11 - Linha de transmissão de energia 37 Figura 12 - Planta baixa de residência com projeto elétrico 60 Figura 13 - Representação de um corte de projeto elétrico 61 Figura 14 - Detalhe de um projeto elétrico 62 Figura 15 - Diagrama unifilar 63 Figura 16 - Planta baixa 68 Figura 17 - Seção de um condutor 72 Figura 18 - Distribuição dos disjuntores do quadro de distribuição 77 Figura 19 - Esquema da formação do raio 83 Figura 20 - Esquema de um SPDA 84 Figura 21 - Haste para aterramento 87 Figura 22 - Haste e anel de fixação para o aterramento 89 Figura 23 - Esquema TN-S 89 Figura 24 - Esquema 90 Figura 25 - Esquema TN-C-S 90 Figura 26 - Esquema TT 91 Figura 27 - Esquema IT 91 Figura 28 - Caixa de inspeção para aterramento 92 Figura 29 - Um esquema de curto-circuito 94 Figura 30 - Planta baixa de uma residência, instalação telefônica 99 Figura 32 - Planta baixa com os pontos de sonorização 100 Figura 31 - Caixa de som para embutir no forro do teto 100 Figura 34 Planta baixa projeto de incêndio 101 Figura 33 - Detector de fumaça 101 Figura 35 - Planta baixa de instalações de antena e tv a cabo 102 Figura 36 - Câmera de proteção 104 Figura 37 - Projeto de instalação de câmeras 104 Figura 38 - Disjuntores 108 Figura 39 - Disjuntores montados num quadro 108 Figura 40 - Disjuntor de chave antigo 109</p><p>Figura 41 - Interruptor simples 109 Figura 42 - Interruptor com dimmer 110 Figura 43 Interruptor com tomada 110 Figura 44 - Fio rígido 111 Figura 45 - Cabo flexível 111 Figura 46 - Eletroduto rígido 112 Figura 47 - Eletroduto flexível 112 Figura 48 - Quadro geral com disjuntores 114 Figura 49 - Quadro de disjuntor 114 Figura 50 - Caixa de passagem 115 Figura 51 - Caixas elétricas 4x2" e 4x4" 116 Figura 52 - Tomadas 116 Quadro 1 - Simbologia para representação de projetos de elétrica 60 Quadro 2 - Cores dos fios 73 Quadro 3 - Dois e três condutores carregados 75 Quadro 4 - Circuito e seu respectivo disjuntor 76 Tabela 1 - Distribuição de carga 69</p><p>Sumário 1 Introdução 15 2 Fundamentos de eletricidade 19 2.1 A descoberta da eletricidade 20 2.2 Composição da matéria 20 2.3 Corrente elétrica 22 2.4 Diferença de potencial ou tensão 22 2.5 Potência 23 2.5.1 Fator de potência 24 2.6 Resistência elétrica 24 2.7 Lei de ohm 26 2.8 Tipos de circuitos 27 3 Noções de geração, transmissão e distribuição de energia 33 3.1 Geração de energia 34 3.2 Transmissão de energia 37 3.3 Distribuição de energia 38 4 Tipos de fontes de energia 41 5 Noções de eficiência energética 47 6 Desenho de instalações elétricas 53 6.1 Simbologias 54 6.2 Plantas 60 6.3 Cortes 61 6.4 Detalhes 62 6.5 Diagramas 63 6.5.1 Diagrama unifilar 63 6.5.2 Diagrama multifilar 63 6.6 Cabine de medidores 64 7 Noções de dimensionamento 67 7.1 Dimensionamento da carga 67 7.1.1 Tomadas 69 7.1.2 Circuitos 70 7.2 Quadro de distribuição 70 7.3 Condutores 72 7.3.1 Seção mínima para condutores segundo a norma 73 7.3.2 Identificação dos condutores 73 7.4 Disjuntores 76 7.5 Caixas de passagem e de derivação 77</p><p>8 Proteção contra descargas atmosféricas - SPDA 81 8.1 Formação das nuvens de tempestades 82 8.2 Surgimento do raio 82 8.3 Sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) 83 9 Aterramento 87 9.1 Componentes do aterramento 88 9.2 Ligações de aterramento 92 9.3 Condutores de proteção 93 9.4 Curto-circuito 94 10 Reapresentação gráfica de instalações especiais 97 10.1 Instalações telefônicas 98 10.2 Sonorização 99 10.3 Detecção de incêndio 101 10.4 Sinal de tv, antena e cabo 102 10.5 Sistema de controle patrimonial, circuito fechado de tv e alarme de segurança 103 11 Materiais e componentes dispositivos de comando, condutores, eletrodutos e acessórios 107 11.1 Disjuntores 108 11.2 Interruptores 109 11.3 Condutores 110 11.4 Eletrodutos 111 11.5 Acessórios 113 11.6 Quadro de distribuição 114 Caixas de passagem 115 Caixas 4x2" e 4x4" 115 Tomadas 116 12 Normas e legislações aplicáveis 119 13 Aplicativos computacionais para projetos de instalações elétricas e especiais prediais 123 Referências Minicurrículo do Autor Índice</p><p>Introdução 1 Bem-vindo ao universo das edificações! Estamos iniciando uma caminhada pelo processo de formação técnica industrial na área da Construção Civil, estamos no módulo específico I, do curso Técnico em Edificações, com a Unidade Curricular Projeto de Instalações Elétricas e Especiais. Este livro tem como objetivo geral desenvolver competências para elaboração de projeto de instalações elétricas e especiais em edificações de acordo com as normas técnicas aplicáveis, levando em consideração princípios de construções sustentáveis, dentro dos limites de sua responsabilidade técnica. Assim, as unidades curriculares devem ser desenvolvidas por meio de situações de aprendizagem desafiadoras, que levem em conta os resultados profis- sionais esperados no mundo do trabalho, com foco na gestão do processo de construção de edificações. Para tanto é necessário proporcionar o desenvolvimento de competências para a identificação dos componentes, tipologias e etapas de construção de uma edificação, compre- endendo a importância da Construção Civil para a economia do país e identificando as institui- ções dedicadas ao setor e suas funções. Para dar conta de tantas competências, nós aprenderemos fundamentos técnicos e cien- tíficos que nos capacitarão a compreender os processos de construção de edifícios, além de identificar tipologias arquitetônicas e as principais funções das instituições, sindicatos e asso- ciações do setor. Os temas abordados neste livro possibilitarão o desenvolvimento das seguin- tes competências: CAPACIDADES SOCIAIS, ORGANIZATIVAS E METODOLÓGICAS: a) planejar e organizar o próprio trabalho; b) atuar de forma ética; c) aplicar princípios de qualidade, saúde, segurança do trabalho e ambientais; d) avaliar o trabalho realizado, na perspectiva de melhoria contínua; e) aplicar técnicas de comunicação oral e escrita.</p><p>16 PROJETO DE INSTALAÇÕES E ESPECIAIS CAPACIDADES TÉCNICAS: a) aplicar os dados coletados, de acordo com as necessidades dos clientes; b) analisar parâmetros de conforto ambiental; c) aplicar princípios de construção sustentável; d) aplicar conceitos referentes a fenômenos físicos e químicos no projeto das instalações; e) elaborar projetos de instalações elétricas e especiais; f) representar graficamente projetos de instalações elétricas e especiais. Esta unidade curricular começa falando sobre os conceitos de eletricidade, corrente elétrica, tensão, potência elétrica, resistência elétrica, lei de Ohm e tipos de circuitos. Estes conceitos são importantes para aprofundamento no contexto da instalação elétrica. Vamos abordar também as noções de geração de energia, sua distribuição e transmissão; noções de eficiência energética e como isso é importante para o nosso meio ambiente. Em seguida, começaremos com a parte prática, como o dimensionamento de uma instalação elétrica e a sua representação gráfica. Nos capítulos seguintes, falaremos de como proteger a instalação elétrica de raios atmosféricos e também aprenderemos a dimensionar o aterramento de uma instalação elétrica e quanto isso é importante para a segurança da instala- ção elétrica. Veremos ainda instalações especiais como as de telefone, as de sonorização, as de detecção de incêndio, que são muito importantes, uma vez que estamos trabalhando com eletricidade; falar de detecção de incêndio é, portanto, uma forma de prevenção. Vamos ver ainda todos os componentes de uma instalação elétrica, suas características e utilização nas instalações. Não esqueça que você é o principal responsável por: a) sua formação; b) estabelecer e cumprir um cronograma de estudo realista; c) separar um tempo para descansar; d) não deixar as dúvidas para depois; e) consultar seu professor/tutor sempre que tiver dúvida. Então, vamos começar o nosso trabalho e preste muita atenção ao assunto! Sucesso e bons estudos!</p><p>1 INTRODUÇÃO 17 Anotações:</p><p>Fundamentos de eletricidade 2 Você sabe o que é eletricidade? Talvez o conceito técnico não seja ainda conhecido, mas com certeza já teve contato com a eletricidade. A eletricidade faz parte do nosso cotidiano em tantas situações que nem nos damos conta. Com a eletricidade conseguimos utilizar aparelhos dentro da nossa casa para as tarefas diárias como: assistir à televisão, ouvir a programação de uma rádio, utilizar o computa- dor, preparar um suco no liquidificador, entre outras. Para cada equipamento deste, precisamos ter eletricidade na nossa casa. A eletricidade que usamos pode ser fornecida através de usinas hidrelétricas, de geradores movidos por com- bustíveis como diesel, gasolina ou por motores movidos à força mecânica dos ventos, isto é, energia eólica. A eletricidade é muito importante para o funcionamento de nossas atividades atuais, uma vez que temos uma série de equipamentos para nos auxiliar em nossas tarefas e é exatamente pela sua importância que há a necessidade de termos sempre fontes que gerem essa eletrici- dade para o nosso consumo. Uma dessas fontes são as usinas hidrelétricas, que armazenam uma grande quantidade de água em represas artificiais e consequentemente devastam o meio ambiente quando inundam grandes áreas de vegetação. Temos ainda as usinas termoelétricas e as nucleares, que também apresentam algumas desvantagens e, por isso, atualmente os cientistas e pesquisadores de vários países buscam novas formas de geração de eletricidade que não agridam o meio ambiente.</p><p>20 PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E ESPECIAIS 1 2.1 A DESCOBERTA DA ELETRICIDADE Substância que ao ser esfre- Desde a antiguidade que o efeito da eletricidade já era conhecido, e o primei- gada produz ro a registrar foi o grego Tales de Mileto, que, ao esfregar um pedaço de percebia que este atraía pequenos pedaços de palha. o nome eletricidade vem da palavra grega élektron, que significa Com o passar dos anos, muitos físicos começaram a fazer experiências e en- tão foram descobrindo mais sobre a eletricidade. Dentre os físicos podemos citar Benjamin Franklin, Luigi Aloisio Galvani, Michael Faraday e Heinrich Hertz. A partir do século XIX, os estudos sobre a eletricidade avançaram, possibilitan- do ser utilizada para várias situações do nosso dia a dia. SAIBA Pesquise na internet, em sites de busca, a palavra-chave MAIS eletricidade e descobrirá mais sobre o surgimento da eletri- cidade. 2.2 COMPOSIÇÃO DA MATÉRIA Toda matéria é formada por um conjunto de moléculas, e cada molécula é formada por um grupo de átomos. No entanto, cada átomo é formado por um núcleo com prótons e nêutrons, e em volta, orbitando, ficam os elétrons. Veja figura a seguir. ATOMO (-) ELETRON (-) + + PROTON + (-) Figura 1 - Elétrons orbitando em volta do núcleo do átomo Fonte: SENAI, 2013.</p><p>2 FUNDAMENTOS DE ELETRICIDADE 21 Por convenção, determinou-se que o próton tem carga positiva enquanto o elétron tem carga negativa e o nêutron não possui carga. Dizemos que o átomo está em equilíbrio quando a quantidade de prótons é igual a quantidade de elé- trons. Quando um átomo possui mais prótons do que elétrons, é um átomo po- sitivo; quando o átomo possui mais elétrons que prótons, é um átomo negativo. É conhecido que corpos com cargas diferentes se atraem. Veja figura a seguir. POSITIVO ATOMO NEGATIVO (-) (-) (-) + ÁTOMOS + + + SE ATRAEM + (-) Figura 2 - Com cargas diferentes os átomos se atraem 2013. Corpos com cargas iguais se repelem, ou seja, se afastam. COM A MESMA QUANTIDADE DE PRÓTONS E ELÉTRONS (-) (-) (-) (-) (-) (-) + + + (-) (-) IGUAIS SE REPELEM Figura 3 Com cargas iguais os átomos se afastam Fonte: SENAI, 2013. Para entender a eletricidade vamos conhecer alguns conceitos.</p><p>22 PROJETO DE INSTALAÇÕES E ESPECIAIS 2 FILAMENTO: 2.3 CORRENTE ELÉTRICA Fio de material metálico Corrente elétrica é quando os elétrons livres que estão em condutores, como muito fino dentro da lâmpada. fios, passam a se movimentar de maneira ordenada, por estes condutores. Este movimento ordenado dos elétrons é originado pela diferença de poten- cial nas extremidades destes condutores, assim cria-se uma corrente de elétrons, por isso denominada corrente elétrica. A diferença de potencial é também chamada de tensão, mas veremos mais adiante. GERADOR FALTA DE CARGA INTERRUPTOR DIFERENÇA DE POTENCIAL CONSUMINDO EXCESSO DE CARGA CARGA Figura 4 Bateria e gerador de fluxo de cargas Fonte: SENAL 2013. Observando a figura anterior, o gerador cria falta de cargas no polo negativo, então haverá um deslocamento de cargas positivas em direção ao polo negativo fazendo o equilíbrio. Como o gerador está sempre retirando as cargas em um polo, sempre haverá este fluxo gerando, assim, energia para a lâmpada. 2.4 DIFERENÇA DE POTENCIAL OU TENSÃO Como falamos anteriormente, a diferença de potencial é o que faz gerar a car- ga elétrica. Observando a Figura 4, o gerador cria falta de elétrons no polo negativo, então haverá um deslocamento ordenado de elétrons em direção ao polo negativo, fa- zendo o equilíbrio. Como o gerador está sempre retirando as cargas em um polo, sempre haverá este fluxo gerando energia para a lâmpada. É muito comum compararmos o diferencial de potencial ao sistema hidráulico no qual uma bomba puxa uma determinada quantidade de água de um reserva- tório e depois a despeja de volta dentro do mesmo reservatório, sendo assim um fluxo constante de água enquanto a bomba estiver ligada.</p><p>2 FUNDAMENTOS DE ELETRICIDADE 23 A diferença de potencial pode ser medida através da fórmula: 1 volt 1joule coulomb 2.5 POTÊNCIA É a intensidade de luz que é gerada pela eletricidade. Percebemos isso nas lâmpadas, mas a potência é a capacidade de um determi- nado motor ou gerador de energia produzir a eletricidade. Temos como exemplo a capacidade de uma lâmpada produzir luz, enquanto um ventilador é capaz de produzir vento. Este é um bom exemplo: você já deve ter visto um ventilador doméstico com várias posições no botão de acionar e deve ter notado que estas posições variam a velocidade da hélice; então, quanto maior a velocidade, maior produção de vento. Em resumo, podemos dizer que quanto maior a potência do ventilador maior será a produção de vento. Vemos também nos aparelhos elétricos que temos dentro de nossa casa que eles já trazem no seu manual a informação da potência que A partir disso podemos dizer que quanto maior a potência do aparelho maior será a energia consumida em menor período de tempo. A eletricidade consumi- da pelos aparelhos é transformada. Assim, uma lâmpada, ao receber eletricidade que passa pelo de tungstênio, aquece e fica incandescente gerando a luz, por isso se chama lâmpada Para ter potência é necessário ter tensão e corrente. Vimos que a tensão ou diferença de potencial gera uma corrente elétrica no condutor. Na Figura 5 vimos que o gerador criou a diferença de potencial gerando uma corrente que ao passar pela lâmpada incandescente o filamento é aquecido gerando uma luz. Veja a fórmula de potência elétrica: P=U.I P = potência elétrica U = tensão elétrica = corrente elétrica</p><p>24 PROJETO DE INSTALAÇÕES E ESPECIAIS Esta fórmula se transforma em mais duas possibilidades: Esta é a potência aparente, que tem como unidade de medida o volt-ampère Temos dois tipos de potência aparente: a) potência ativa, que é a parte que se transforma, gerando luz, trabalho e ca- lor; b) potência reativa, que se transforma num campo magnético, geralmente uti- lizado para funcionar motores. 2.5.1 FATOR DE POTÊNCIA A potência ativa é só uma parte da potência aparente, ou seja, existe uma fra- ção de potência que não é transformada em outra potência e essa diferença é o que definimos de fator de potência. Este fator de potência é como coeficientes ou valores que adicionamos nos cálculos para fazermos os dimensionamentos de cargas nos projetos 2.6 RESISTÊNCIA ELÉTRICA Resistência elétrica é a dificuldade que o corpo gera, no caso o condutor, aos elétrons que percorrem de maneira ordenada quando este condutor for submeti- do a uma diferença de potencial. Porque acontece essa resistência? Sabemos que os elétrons estão em movimento desordenado dentro de um condutor e, quando este condutor é submetido a uma diferença de potencial, os elétrons começam a se chocar um nos outros e no próprio átomo que forma o condutor, e este choque cria essa resistência. Sabemos que um corpo é formado por milhões de átomos e que cada átomo possui ao seu redor orbitando elétrons. Estes choques que os elétrons sofrem é a explicação do aumento da tempe- ratura no condutor. Você já deve ter visto que os fios de determinados aparelhos quando estão ligados ficam aquecidos. Este é o efeito que ocorre na resistência do chuveiro elétrico ou de qualquer aparelho que utilize uma resistência para aquecer algo.</p><p>2 FUNDAMENTOS DE ELETRICIDADE 25 Lógico que o melhor para o sistema elétrico é que os condutores não apresen- tem resistência e, quanto melhor o condutor, menor é a resistência oferecida para a corrente elétrica. o cobre é o metal mais utilizado por seu custo e facilidade de obtenção, no entanto o ouro é o metal que tem a melhor condutibilidade Nunca troque a resistência de um chuveiro elétrico sem FIQUE antes desligar a chave ou disjuntor que o alimenta. A ALERTA união da eletricidade e água é um forte aliado para acon- tecer um choque elétrico. Outra situação a que precisamos ficar atentos é que, se o condutor oferece muita resistência, será necessário maior consumo de energia e, com isso, maior custo na conta de energia. Por isto que os do consumo de energia são exa- tamente a lâmpada elétrica, o chuveiro elétrico, o ferroelétrico e aquecedores que utilizam resistências. A partir disso, temos a fórmula para resistência: R=U A unidade de medida da resistência é o Ohm definida pelo sistema inter- nacional (SI). Temos dois grupos de condutores: a) bons condutores, que são os corpos onde os elétrons mais externos são retirados facilmente por um estímulo da órbita do núcleo dos átomos; b) maus condutores, que são os corpos onde os elétrons se encontram muito ligados ao núcleo dos átomos, a exemplo da madeira, do vidro, porcelana. Assim, podemos dizer que um fator que influencia a resistência do condutor é o seu material, o seu comprimento e a temperatura. A</p><p>26 PROJETO DE INSTALAÇÕES E ESPECIAIS Onde: R = resistência em Ohms p =resistividade do material em ohms = comprimento em m A = área da seção reta em 2.7 LEI DE OHM Georg Simon Ohm, físico alemão, estudou sobre a capacidade de resistência dos materiais à passagem de corrente dependendo da sua resistividade. Ohm descobriu que variando a diferença de potencial a um circuito que esteja fluindo uma corrente elétrica, haverá uma variação proporcional dessa corrente. Esta proporção era sempre igual a partir do quociente entre a tensão e a cor- rente resultando então em uma constante. Essa constante de proporcionalidade é o que representa a resistência elétrica. Temos que a diferença de potencial (U) entre dois pontos de um condutor é proporcional à corrente elétrica (I). Nem todos os sistemas obedecem à lei de Ohm, somente os resistores ôhmico ou linear. Sendo a resistência elétrica uma constante, temos a seguinte fórmula. U=R.I Temos, como resistência elétrica(R) do resistor, o quociente entre a ddp(U) aplicada pela corrente(I) que o atravessa. U I Onde, R = Resistência Elétrica em ohm U = Tensão Elétrica, em volt (V) = Corrente Elétrica, em ampère (A)</p><p>2 FUNDAMENTOS DE ELETRICIDADE 27 2.8 TIPOS DE CIRCUITOS Sabe o que é um circuito? Circuito é todo componente ligado numa instalação, como lâmpadas, resis- tência, aparelhos, que estejam alimentados por uma fonte geradora de energia. Temos três tipos de circuitos: a) circuito em série: neste circuito todos os componentes estão ligados em série, ou seja, um atrás do outro e somente por um único caminho no qual passa a corrente elétrica, ligados a uma fonte de energia. Imagine um fio que alimenta 4 lâmpadas, sendo este fio, que passa nas lâmpadas, o mesmo que volta para a fonte de energia. Podemos trocar esse tipo de circuito por uma lâmpada apenas que possua uma potência igual à soma de todas as resistências, ou seja, da potência de todas as lâmpadas. Se uma lâmpada queimar, todas as outras ficarão apagadas por não ter outro caminho e, para isto, é necessário trocar lâmpada por lâmpada para encontrar a queimada. Figura 5 Um circuito em série 2013. No circuito em série, cálculo da queda de tensão total é a soma das tensões em cada resistência, que será:</p><p>28 PROJETO DE INSTALAÇÕES E ESPECIAIS b) circuito em paralelo: neste tipo de circuito os componentes estão ligados, mas existe mais de um caminho para alimentar os componentes com ener- gia. Sendo assim, é o circuito mais utilizado, inclusive as instalações prediais são todas feitas com circuito paralelo. Caso uma das lâmpadas queime, a outra lâmpada ainda acende porque consegue ser alimentada pela fonte de energia. Figura 6 Circuito em paralelo Fonte: 2013. A fórmula para o cálculo da resistência equivalente do circuito de resistores em paralelo é: Aqueles pisca-piscas que colocamos em árvores de ? VOCÊ natal são feitos em circuitos paralelos, por isso quando SABIA? uma daquelas pequenas lâmpadas queima, ele continua funcionando e fica fácil identificá-la e trocá-la. c) circuitos mistos: neste circuito temos uma combinação dos dois tipos de circuitos, o circuito em série e o paralelo.</p><p>2 FUNDAMENTOS DE ELETRICIDADE 29 Figura 7 Circuito misto Fonte: SENAI, 2013. CASOS E RELATOS A necessidade do conhecimento básico de eletricidade João é jovem, bastante curioso e sempre teve atração por tudo que envol- via eletricidade. Certa vez, João queria fazer uma instalação elétrica pro- visória para um quarto onde ele iria utilizar como um miniescritório para desenvolver seus trabalhos de informática. João começou então a fazer instalação elétrica, puxando a fiação de outra tomada já existente e criando mais um ponto para colocar uma lâmpada e, assim, melhorar a iluminação para os seus trabalhos. No entanto, João era só um curioso, nunca tinha feito nenhum curso e re- solveu fazer o serviço apenas por ver um ou outro fazendo. Mas e o conhe- cimento sobre a eletricidade? Pois é, João não conhecia nem se aprofundou nos estudos sobre eletrici- dade. Logo isto ficou evidente, porque João puxou um ponto de luz de um circuito que já estava no limite de sua carga. Resultado: com poucas horas de uso da lâmpada acesa, a fiação não suportou a sobrecarga e entrou em curto circuito. João provocou um dano na instalação e quase perdeu os equipamentos, porque não conhecia realmente de eletricidade e, então, ele viu quanto se arriscou com esse serviço improvisado.</p><p>30 PROJETO DE INSTALAÇÕES E ESPECIAIS No dia seguinte, passado o susto, João contratou um eletricista que real- mente sabia como fazer a instalação e conseguiu, enfim, ter o seu minies- critório sem danificar a instalação. RECAPITULANDO Acabamos de ver, neste capítulo, uma introdução aos conceitos de eletrici- dade para começarmos a entender um pouco mais sobre o assunto. Vimos a formação dos átomos, a corrente elétrica e como ela é formada, tensão e porquê e como ela acontece; estudamos sobre potência elétrica e seus cálculos, quais os fundamentos da resistência elétrica e a lei de Ohm, além dos tipos de circuitos.</p><p>2 FUNDAMENTOS DE ELETRICIDADE 31 Anotações:</p><p>Noções de transmissão e distribuição de energia 3 Já sabemos que a energia é importante para nossa vida. Com ela conseguimos realizar muito dos nossos trabalhos diários. E algumas vezes nos per- guntamos de onde vem essa energia? Como ela chega até a nossas residências? Porque os fios dos postes na rua são diferentes dos fios dentro da nossa casa? Neste capítulo vamos conhecer um pouco mais e assim termos respostas para estas per- guntas. Vamos identificar o que é a geração de energia, a transmissão e a distribuição. A geração é como surge ou como é produzida a energia, a transmissão é quando a energia é levada até as cidades ou até as subestações e a distribuição ocorre quando levamos a energia das subestações às casas da cidade. Agora vamos ver mais detalhadamente cada uma dessas situações.</p><p>34 PROJETO DE INSTALAÇÕES E ESPECIAIS ROTORES: 3.1 GERAÇÃO DE ENERGIA Motores geradores de ener- A geração de energia ocorre quando transformamos uma energia potencial e gia. em energia elétrica. Uma forma de geração muito conhecida no Brasil por ser muito usada é a gera- ção por usinas hidrelétricas, que consiste em armazenar uma grande quantidade 2 RECURSOS de água através de barragens em cursos de rios abundantes em água, deixan- Da água. do-os represados para depois liberar essa água armazenada por comportas que conduzem a água por dutos e a velocidade da água aciona hélices dos geradores de energia elétrica. 3 COMBUSTÍVEL FÓSSIL: Material orgânico pré- histórico soterrado por camadas de solo. Figura 8 Usina hidrelétrica de Fonte: WIKIMEDIA Este processo é o mais utilizado no Brasil pela abundância dos recursos No entanto, este método é bastante prejudicial ao meio ambiente pela gran- de devastação de área verde. Quando a água é represada, ela vai inundando uma área de floresta, destruindo ecossistema daquela área, interferindo na fauna e na flora. o desequilíbrio causado é imenso e irrecuperável e não se resume so- mente ao local onde surge o lago artificial, mas ao resto do curso do rio. o volume de água do rio tende a diminuir; a fauna aquática perde seu ecossistema; espé- cies de peixes tendem a sumir; o processo de erosão das margens do rio aumenta e o seu leito começa a ficar raso; na foz do rio junto ao mar, o mar passa a ter mais força que o rio, e as margens próximas à foz começam a ser invadidas pelo mar, que não tem mais a força do rio empurrando a correnteza para longe da costa. Este é o caso da foz do Rio São Francisco, entre os Estados de Alagoas e Sergipe.</p><p>3 NOÇÕES DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA 35 Figura 9 Avanço do na foz do São Francisco Fonte: WIKIMEDIA 2009. (Adaptado) SAIBA A usina de Itaipu foi feita por 3 países. Aproveite e pesquise MAIS em sites de busca usando a palavra-chave Itaipu e conheça o seu projeto. Existem, também, outras formas de geração de energia através de combusti- veis que são o petróleo, o gás natural e o carvão mineral, além da queima de combustíveis não fósseis, como a madeira e bagaço de cana. Temos, também, a energia nuclear, que, além de um alto custo para a execução da usina, tem o fator perigo causado pela radiação nuclear. Estes tipos de usinas geradoras estão sendo muito discutidas por conta do processo de devastação do meio ambiente. CASOS E RELATOS A vila de pescadores Em uma vila de pescadores bem simples, a população sofria com a falta de energia devido a distância para seu Um filho de pesca- dor, formado em técnico em edificações, em visita aos pais, percebe essa</p><p>36 PROJETO DE INSTALAÇÕES E ESPECIAIS dificuldade e quanto causa transtorno aos moradores. Estudou, então, a possibilidade de aproveitar outras formas de produção de energia e des- cobriu que a energia eólica seria o melhor sistema de geração de energia para a vila. No entanto, o custo era muito alto, que inviabilizava a implan- tação. Mas ele não desistiu, indo buscar, junto à companhia fornecedora de energia, patrocínio para sistema eólico, fazendo análise bem detalhada e montando o projeto, especificando e justificando a necessidade do sis- tema para a vila. Neste projeto, argumentou que, apesar do custo inicial, a manutenção com os reparos da rede eólica seria menor do que com a rede elétrica convencional numa área próxima à costa, onde há alto índice de maresia, que danifica as instalações. Assim, conseguiu que sistema fosse implantado porque os empresários da concessionária viram que gastariam menos no futuro. A vila passou a ter energia, proporcionando mais desen- volvimento, trazendo mais conforto e qualidade de vida, e melhor: sem degradar o meio ambiente. Muitos cientistas buscam, através de pesquisas, trazer novos tipos de usinas geradoras de energia que utilizem recursos renováveis como o sol, o vento e a maré. Figura 10 Parque eólico gerando energia limpa renovável Fonte: WIKIMEDIA COMMONS, A maré? Sim, a maré! Como o movimento criado pelas ondas é constante, podem fazer girar rotores pra gerar energia, e alguns países, como a França, já utilizam este tipo de fonte geradora de energia.</p><p>3 NOÇÕES DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA 37 ? VOCÊ Em algumas regiões da Europa é usada a energia produ- SABIA? zida pela força da maré por ser a forma mais econômica e, muitas vezes, a única 3.2 TRANSMISSÃO DE ENERGIA A transmissão tem a função de levar a energia gerada na usina até o consumi- Mas antes de chegar à casa do consumidor, a energia gerada vai para uma subestação elevadora de energia para ser padronizada a corrente, se será alterna- da ou contínua. Figura 11 Linha de transmissão de energia Fonte: WIKIMEDIA 2012. A transmissão é feita através de cabos de alta tensão que atravessam áreas de fazendas até chegar a outra subestação próxima aos centros urbanos, onde a corrente é de novo transformada para então ser distribuída pelas ruas, através de postes, até chegar às residências dos consumidores. As torres de transmissão de energia são perigosas demais, ! FIQUE por nunca devem ser escaladas. risco de um cho- ALERTA que elétrico é muito grande, e o choque é tão intenso que a consequência é sempre fatal.</p><p>38 PROJETO DE INSTALAÇÕES E ESPECIAIS 3.3 DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA A distribuição começa quando a energia chega, através de cabos de alta ten- são, as subestações de centros urbanos. Essa corrente é transformada e a sua ten- são também reduzida para 380 V, 220 ou 127 V a depender da região. Depois de estabilizar a corrente, a alta tensão é distribuída em postes pelas ruas das cidades. Em alguns deles, existem transformadores que modificam a alta tensão para uma tensão menor, que possa ser usada nas residências de maneira segura, sem queimar os aparelhos. No Brasil, temos estados com tensão de 380V, com 220 e com 127 V. Em alguns centros urbanos, já está sendo feita a distribuição por cabos sub- terrâneos, diminuindo o excesso de cabos aéreos e evitando riscos de quebra de cabos, curtos-circuitos e o famoso "gato". o "gato" ocorre quando a população faz a ligação direta do poste sem passar por medidor de energia consumida. Além do perigo deste tipo de instalação, que não garante segurança aos aparelhos da residência, ainda há um consumo de energia que não estava prevista para aquela linha de distribuição, acarretando queda de tensão frequente, prejudicando a todos, inclusive, a quem fez o "gato". RECAPITULANDO Neste capítulo vimos as noções de geração de energia, através da usinas hidrelétricas, das usinas nucleares e as suas vantagens e desvantagens; vi- mos as transmissões que começam com as linhas de alta tensão, que saem das usinas, atravessam longo percurso através de campos e florestas, até chegarem em subestações nos centros urbanos de distribuição de energia através de linhas de baixa tensão por postes que estão nas ruas das cidades.</p><p>3 NOÇÕES DE GERAÇÃO, DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA 39 Anotações:</p><p>Tipos de fontes de energia 4 Desde a pré-história, o homem usa ferramentas que geram energia. Essa energia era nica ou cinética quando ele lançava uma flecha, pois a partir da energia acumulada no arco, ao soltar a linha, a energia cinética dava o impulso para a flecha atingir o alvo. Mas foi a partir do momento em que o homem começa a se fixar em uma região e a cultivar os seus alimentos e criar os animais que ele percebe que pode, através da energia potencial, fazer gerar outros serviços. Os moinhos do Egito são um exemplo disso, pois utilizavam a cor- renteza do rio para girar uma roda, e esta, através de baldes, enchia canaletas para irrigar ca- nais a fim de cultivar seus cereais. Mas foi a partir da revolução industrial que o mundo tomou consciência da necessidade da energia para impulsionar o crescimento da civilização da era moderna. Logo no início da revolução industrial a fonte geradora de energia era a termoelétrica. Ou seja, a partir da queima de madeira, a produção de calor e de vapor gerava movimentos em hélices, e movimentava as máquinas. Com a revolução, o crescimento das civilizações co- ? VOCÊ meçou a evoluir e novas invenções surgiram para nos SABIA? ajudar a desenvolver as nossas tarefas. Uma delas foi a invenção do automóvel, que fez impulsionar o progres- so da humanidade. Não há dúvida de que a revolução industrial associada a um sistema capitalista foi o com- bustível certo para que novas invenções surgissem em busca de novas fontes de energia que produzissem mais a menos custos. Surgiram então as pesquisas em cima da energia elétrica que desde a antiguidade era conhecida, mas não com tanto conhecimento. Depois que o conhecimento da energia elétrica estava começando a ser dominado, os cien- tistas foram estudar como gerar a energia elétrica em grande escala.</p><p>42 PROJETO DE INSTALAÇÕES E ESPECIAIS Começamos então a ter as primeiras usinas que serviam para gerar energia. Alguns dos combustíveis utilizados no mudo para gerar eletricidade são de re- Peça cilíndrica que sobe e desce dentro de um tubo cursos não renováveis, como petróleo, carvão mineral e gás natural. Mas estes, impulsionando algum chamados combustíveis fósseis, além do seu poder de poluição, com exceção do mecanismo. gás natural, estão com os dias contados caso a sua exploração continue a crescer. Daí a necessidade de incentivar novas formas de gerar eletricidade com recur- sos 2 FISSÃO: Rachadura que separa um corpo em duas partes. Conheça um pouco mais sobre as formas de energias que SAIBA estão sendo desenvolvidas pelo mundo. Alguns livros e sites MAIS falam sobre essas tecnologias, sugiro entrar em sites de bus- car e fazer uma pesquisa, usando a palavra-chave formas de 3 CÉLULAS FOTOVOLTAICAS: energias. São mecanismos tecnológicos que transformam a energia produzida pelo calor do sol em energia elétrica. Vamos agora ver os tipos de fonte de energia: a) energia hidráulica: é a energia produzida através da força da queda-d'água de uma grande altura. A água represada acumula uma grande energia po- tencial e, ao ser canalizada por dutos em queda, ela se transforma em ener- gia cinética com a sua velocidade fazendo girar rotores, os quais transfor- mam a energia cinética em energia elétrica. É o tipo de fonte de energia mais abundante no Brasil pelo seu grande recurso hídrico, mas, além da destruição do meio ambiente, é uma redução que depende do volume de água, e situações como estiagem e seca podem comprometer a geração de energia elétrica. b) energia nuclear: é produzida em usinas nucleares através da quebra do nú- cleo de átomos do plutônio ou do urânio. processo de quebra do núcleo ou separação é chamado de e se dá por bombardeamento de neu- Assim que há a quebra do núcleo, é liberada uma grande quantidade de energia, que é aproveitada para gerar energia elétrica. Este processo é muito perigoso e apresenta um grande risco para a população devido ao seu alto poder radioativo. A radiação em excesso causa problemas de câncer em seres A energia nuclear é produzida a partir de elementos quí- ! FIQUE micos radioativos, e a segurança nas usinas é extrema- ALERTA mente rigorosa para não haver vazamento de radiação, mas a energia que recebemos em casa é limpa e sem ra- diação.</p><p>4 TIPOS DE FONTES DE ENERGIA 43 c) energia fóssil: é a energia produzida através da queima de combustíveis como petróleo, que é fracionado em refinarias em outras substâncias tam- bém A energia fóssil pode ser adquirida através da queima de carvão mineral e de gás natural. Estes são os combustíveis fósseis que foram formados há milhões de anos, durante o processo de movimentação de pla- cas e erupções vulcânicas, que deixam enterradas grandes quantidades de matéria orgânica submetida a altas pressões e temperaturas. É dessa forma que temos o petróleo. d) energia solar: é a fonte de energia mais abundante no mundo. Embora seja cara inicialmente a montagem de sua usina, ela tende a ter, ao longo dos anos, seu custo pago e ser a energia de menor custo que possa existir. Alguns países, inclusive Brasil, vêm investindo na geração desse tipo de energia que funciona através de células que transformam a energia liberada pela radiação de calor em energia elétrica. e) energia eólica: é a energia gerada pela corrente de ventos que faz girar enormes hélices que, por sua vez, geram eletricidade. É um processo limpo de produção de energia, não degrada o meio ambiente, não polui e ainda é renovável. Muitos países estão montando parques eólicos para ter uma fonte de energia inesgotável. Ainda é um processo caro, mas que em longo prazo diminui seu custo. CASOS E RELATOS o sol como nosso aliado Sempre consideramos sol apenas como fonte de luz e importante para a fotossíntese das plantas. Mas, hoje, com toda a tecnologia disponível, os cientistas descobriram que o sol consegue fornecer energia através das cé- lulas fotovoltaicas, tecnologia que apresenta um custo alto. Mas Jairo, um técnico de edificações, sugeriu na empresa em que trabalha aplicar a tec- nologia num projeto de condomínio de residências com mais de 300 uni- dades para ver se custo diminuiria, já que poderia ser dividido entre todos os Jairo fez os cálculos e viu que, ainda assim, o custo seria alto inicialmente, mas, ao longo dos anos, o gasto de conta elétrica, forneci- da pela companhia elétrica, irá diminuir, o que compensará investimento. Depois de ter feito esta análise, Jairo convenceu a todos argumentando que seria muito interessante a utilização de luz solar para gerar energia e, então, ele mesmo começou projeto que possuía vários painéis de célu-</p><p>44 PROJETO DE INSTALAÇÕES E ESPECIAIS las fotovoltaicas instalados nos telhados das residências. o proprietário da empresa, na qual Jairo trabalhava, gostou tanto da experiência que decidiu que, a partir de então, todos os empreendimentos terão aproveitamento da luz solar para gerar energia. RECAPITULANDO Acabamos de ver tipos de energia, como a hidráulica, que é produzida pela força da água que faz girar as hélices para a produção de energia; a energia fóssil, que produz energia através da queima de materiais fósseis, como o petróleo e seus derivados que produzem vapor para gerar energia elétrica; a energia solar, que utiliza calor da luz solar para gerar energia elétrica através de células fotovoltaicas; a energia nuclear, que é a energia produzi- da através da quebra do núcleo do átomo; e a energia eólica, que é produ- zida pela força do vento que movimenta as hélices.</p><p>4 TIPOS DE FONTES DE ENERGIA 45 Anotações:</p><p>Noções de eficiência energética 5 Quando você acende uma lâmpada logo vê que ela ilumina o ambiente porque fica claro, não é? Portanto, imagina que a energia que ela consumiu transformou toda luminosidade em luz. Errado! A maior parte da energia transformada pela lâmpada incandescente é energia térmica, ou seja, aquele calor que ela emana e até nos queima se tocarmos a lâmpada. No mercado já existem lâmpadas que produzem muita ? VOCÊ luz e consomem pouca energia como exemplo as lâm- SABIA? padas de LED. Mas é preciso divulgar o uso dessa nova tecnologia para reduzirmos o consumo de energia. A eficiência energética é exatamente o estudo para tentar produzir energia que seja apro- veitada, ao máximo, pelos aparelhos em nosso cotidiano. Quanto mais a energia for aproveitada, menos necessária será a quantidade de energia pro- duzida. Isto parece confuso? Veja este Casos e Relatos.</p><p>48 PROJETO DE INSTALAÇÕES E ESPECIAIS CASOS E RELATOS Aproveitamento da energia Marcos é uma pessoa que sempre foi ligada em conservação do meio am- biente e quando pensou na reforma da sua residência, já começou tentan- do achar uma maneira de conseguir um projeto elétrico que não gastasse tanta energia, uma vez que quanto mais energia se usa maior será a conta elétrica. No entanto, fazendo esta pesquisa de como economizar, soube por um amigo, técnico em edificações que trabalhava numa concessionária de energia elétrica, no setor de inovação, que uma das maneiras de eco- nomizar na conta de energia é através da utilização correta de lâmpadas elétricas que realmente iluminem ambiente usando toda a energia pos- sível para gerar a quantidade de luz necessária. Como assim? É fácil! Uma lâmpada incandescente, para produzir luminosidade, gasta muito mais energia do que deveria. Parte da energia consumida pela lâmpada incan- descente é realmente transformada em luz, a outra parte é transformada em calor, e isto faz com que a lâmpada não seja eficiente. Outras lâmpadas mais modernas, como as de LED, transformam a energia que ela consome em luz, assim não haverá perda de energia. Lembre que, para gerar energia elétrica, o meio ambiente sofre algum impacto e esta era a maior preocu- pação de Marcos que queria uma economia de energia sem agredir o meio ambiente. Assim, Marcos resolveu investir em um novo projeto com inova- doras tecnologias em lâmpadas. Perceba que a necessidade de uma eficiência energética é fundamental para termos uma menor agressão ao meio ambiente. Muitos aparelhos que compra- mos para nossa casa vêm com um selo mostrando a eficiência energética. Apesar destes aparelhos terem custo mais elevado, no decorrer do tempo você econo- mizará nas contas de luz, pois o seu consumo será menor e, mesmo menor, você ainda terá um melhor aproveitamento da energia que está consumindo. Vários programas do governo brasileiro vêm favorecendo surgimento de tecnologias utilizando os conceitos de uma eficiência energética.</p><p>5 NOÇÕES DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA 49 ! FIQUE Alguns aparelhos já indicam o consumo de energia quan- do ele está funcionando e devemos ter cuidado para não ALERTA sobrecarregarmos o circuito. E na construção civil, qual a ação da eficiência energética? Várias medidas já estão sendo tomadas, como a implementação de novas tec- nologias que tragam um menor consumo de energia. Um bom exemplo disso são os aquecedores solares para sistema de aquecimento em instalações hidráulicas. Outro exemplo é o próprio projeto, muito bem dimensionado sem que haja um superdimensionamento utilizando fios com bitolas inadequadas que ve- nham a desperdiçar a energia com perda de calor nos fios. Algumas normas orientam quanto a utilização dos conceitos de eficiência energética como as normas de desempenho energético: a) NBR 15220-3: estabelece os termos e símbolos relacionados com conceitos de eficiência energética; b) NBR 15575: tem como objetivo definir os conceitos para edificações com eficiência energética, ou seja, desempenho energético. Outra forma de eficiência energética nas construções é poder tirar o máximo de proveito das condições bioclimáticas nos edifícios, como um estudo bem ela- borado do movimento do sol durante ano fazendo as cartas solares ou do po- sicionamento da edificação em relação à ventilação favorável evitando, assim, o alto consumo de aparelhos para refrigeração, principalmente em regiões quen- tes. E em regiões de clima temperado, como na região sudeste e sul, a utilização de materiais isolantes para o frio evitam o alto consumo de aquecedores que uti- lizam resistência elétrica. Quando se projeta uma edificação pensando em todos os detalhes, como local onde está sendo construída, o clima da região, tipo de utilização dessa edificação, temos recursos construtivos que minimizam os efeitos do clima como insolação, por exemplo. Hoje a tecnologia trouxe novos tipos de lâmpadas que con- SAIBA somem menos energia. Pesquise em sites de busca essas MAIS novas tecnologias para lâmpadas com a palavra-chave tipos de lâmpadas.</p><p>50 PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E ESPECIAIS RECAPITULANDO Neste capítulo, vimos sobre eficiência energética e a importância do con- sumidor se conscientizar de que o projeto elétrico deve ser bem dimen- sionado, para atender às reais necessidades da família. Vimos que existem duas normas que nos orientam em relação à eficiência energética. Também aprendemos como é importante a economia de energia para a proteção do meio ambiente, uma vez que, gerando a energia suficiente, não é ne- cessário produzir mais energia do que necessário nem devastar meio ambiente.</p><p>5 NOÇÕES DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA 51 Anotações:</p><p>Desenho de instalações elétricas 6 o desenho é a forma que temos para nos comunicar com os diversos profissionais que tra- balham com eletricidade, seja engenheiro, técnico em edificações, eletricista ou qualquer ou- tro profissional que necessite de informações sobre o que foi projetado. Para isto, precisamos identificar os símbolos que utilizamos nas plantas elétricas onde está o dimensionamento do projeto. A norma NBR 5444 é a que orienta quanto à utilização dos símbolos nos projetos. ? Antigamente, os livros de instalações eram quase todos SABIA? de outros países, e alguns símbolos eram diferentes dos usados aqui no Brasil.</p><p>54 PROJETO DE INSTALAÇÕES E ESPECIAIS 6.1 SIMBOLOGIAS A simbologia é uma forma de representação gráfica dos diferentes compo- nentes de uma instalação elétrica. Uniformizar a simbologia para um melhor en- tendimento dos projetos por parte de várias equipes de profissionais é muito im- portante. Por isto que a simbologia é determinada pela norma NBR 5444. Essa norma garante que em qualquer local do país um projeto tenha a mesma linguagem, facilitando a comunicação. Agora vamos ver alguns símbolos que es- tão presentes na norma NBR 5444. SÍMBOLO SIGNIFICADO OBSERVAÇÕES Eletroduto embutido 5.1 025 no teto ou parede Para todas as di- Eletroduto embutido mensões em mm in- 5.2 no piso dicar a seção, se esta 5.3 Telefone no teto não for de 15 mm Telefone no piso Tubulação para cam- Indicar na leg- 5.5 painha, som, anunciador enda o sistema pas- ou outro sistema sante Condutor de fase no Cada traço repre- interior do eletroduto senta um condutor. Condutor neutro no 5.7 Indica a seção, n° interior do eletroduto do circuito e a seção Condutor de retorno dos condutores, ex- no interior do eletroduto ceto se forem de 1,5 Condutor terra no in- terior do eletroduto + Condutor positivo no interior do eletroduto Condutor negativo no 5.11 interior do eletro duto Indicar a seção Cordoalha de terra utilizada; em 50. sig- nifica 50 Leito de cabos com 25. significa 25 um circuito passante composto de: três fases, 5.13 cada um por dois cabos de 25 mais dois ca- 10. significa 10 bos de neutro de seção 10</p><p>6 DESENHO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 55 : Caixa de passagem no Dimensões em 5.14 P Cx. pass piso mm (200x200x100) P Caixa de passagem no Dimensões em Cx. pass teto mm (200x200x100) Indicar a altura e P Caixa de passagem na se necessário fazer Cx. pass (200x200x100) parede detalhe (dimensões em mm) Eletroduto que sobe 5.18 Eletroduto que desce Eletroduto que passa 5.19 descendo Eletroduto que passa subindo Sistema de calha de No desenho piso aparecem quatro sistemas que são ha- bitualmente: Luz e força 5.21 - Telefone (TEL- Tomadas EBRÁS) Caixas de pass III Telefone (P(A) BX, KS, ramais) IV Especiais (CO- MUNICAÇÕES) Condutor seção 1,0 5.21.1 fase para campainha Condutor seção 1,0 5.21.2 neutro para cam- Se for de seção painha maior, indicá-la Condutor seção 1,0 retorno para cam- painha</p><p>56 PROJETO DE INSTALAÇÕES E ESPECIAIS QUADROS DE DISTRIBUIÇÃO SÍMBOLO SIGNIFICADO OBSERVAÇÕES Quadro parcial de luz e 6.1 força aparente Quadro parcial de luz e 6.2 força embutido Quadro geral de luz e Indicar as cargas 6.3 força aparente de luz em watts e de Quadro geral de luz e força em Wou kW 6.4 força embutido 6.5 Caixa de telefones Caixa para medidor MED INTERRUPTORES SÍMBOLO SIGNIFICADO OBSERVAÇÕES Interruptor de um A letra minús- a 7.1 seção cula indica o ponto comandado Interruptor de duas As letras minús- a b 7.2 seções culas indicam os pontos comandados Interruptor de três As letras minús- a b 7.3 seções culas indicam os C pontos comandados Interruptor paralelo A letra minús- a ou Three-Way cula indica o ponto comandado Interruptor inter- A letra minús- a mediário ou Four-Way cula indica o ponto comandado Botão de minutaria M Botão de campainha Nota: Os símbo- 7.7 na parede (ou comando à los de 7.1 a são distância) para plantas e a Botão de campainha 7.16 para diagramas no piso (ou comando à distância) Indicar a tensão, correntes nominais</p><p>6 DESENHO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 57 Chave seccionadora Indicar a tensão, com abertura correntes nominais sem carga Ex.: chave tripolar Chave seccionadora Indicar a tensão, 7.11 com abertura em correntes nominais carga Ex.: chave bipolar Chave seccionadora Indicar a tensão, sem carga correntes nominais EX.: chave monopo- lar Chave seccionadora Indicar a tensão, 7.13 abertura em carga correntes nominais Disjuntor a óleo Indicar a tensão, corrente potência, capacidade nominal de interrupção e po- laridade Disjuntor a seco Indicar a tensão, corrente potência, capaciade nominal 7.15 de interupção e po- laridade através de traços Chave reversora LUMINÁRIAS, REFLETORES, SÍMBOLO SIGNIFICADO OBSERVAÇÕES Ponto de luz incan- A letra minús- descente no teto. Indi- cula indica o ponto a O car o n° de lâmpadas e a de comando e o 8.1 -4- 2 100W potência em watts número entre dois traços o circuito cor- respondente a Ponto de luz incan- Deve-se indicar a 8.2 -4- 2 60W descente na parede (aran- altura da arandela dela) Ponto de luz incan- a 8.3 descente no teto (em- -4- 2 100W butido)</p><p>58 PROJETO DE INSTALAÇÕES E ESPECIAIS Ponto de luz fluores- A letra minús- cente no teto (indicar o n° cula indica o ponto a de lâmpadas e na legenda de comando e o 8.4 -4- 4 20W o tipo de partida e reator) número entre dois traços o circuito cor- respondente a Ponto de luz fluores- Deve-se indicar 8.5 -4- 4 20W cente na parede a altura da luminária a Ponto de luz fluores- -4- 4 20W cente no teto (embutido) Ponto de luz incan- 8.7 -4- descente no teto em cir- cuito vigia (emergência) Ponto de luz fluores- 8.8 cente no teto em circuito -4- vigia (emergência) Sinalização de tráfego (rampas, entradas etc.) Lâmpada de sinali- zação Refletor Indicar potên- 8.11 cia, tensão e tipo de lâmpadas Pote com duas lu- Indicar as potên- 8.12 minárias para iluminação cias, tipo de lâmpa- externa das Lâmpada obstáculo 8.13 Minuteira Diâmetro igual M ao do interruptor Ponto de luz de emergência na parede 8.15 com alimentação inde- pendente Exaustor 8.16 Motobomba para bombeamento da reserva técnica de água para com- bate a incêndio</p><p>6 DESENHO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 59 TOMADAS SÍMBOLO SIGNIFICADO OBSERVAÇÕES 300 VA Tomada de luz na 9.1 parede, baixo (300 mm do A potência de- -3- piso acabado) verá ser indicada ao 300 VA Tomada de luz a meio lado em VA (exceto 9.2 a altura (1.300 mm do piso se for de 100 VA), -3- acabado) como também o n° 300 VA Tomada de luz alta do circuito corres- 9.3 -5- (2.000 mm do piso acaba- pondente e a altura do) da tomada, se for Tomada de luz no piso diferente da norma- 9.4 lizada; se a tomada Saída para telefone for de força, indicar 9.5 externo na parede (rede n° de W ou Telebrás) Saída para telefone 9.6 externo na parede a uma Especificar "h" altura "h" Saída para telefone in- 9.7 terno na parede Saída para telefone ex- 9.8 terno no piso 9.9 K Saída para telefone in- terno no piso Tomada para rádio e televisão Relógio elétrico no 9.11 teto Relógio elétrico na 9.12 parede Saída de som, no teto 9.13 Saída de som, na pare- Indicar a altura 9.14 de "h" Cigarro Campainha</p><p>60 PROJETO DE INSTALAÇÕES E ESPECIAIS Quadro anunciador Dentro do círcu- IV lo, indicar o número de chamadas em al- garismos romanos Quadro 1 Simbologia para representação de projetos de elétrica Fonte: NBR Estes símbolos são encontrados na norma NBR 5444. Nem sempre os projetos nos escritórios de engenharia seguem essa padronização, mas, de forma geral, estes símbolos são apresentados sempre com legendas nas plantas dos projetos, o que facilita a compreensão. Como muitos escritórios utilizam uma simbologia própria, ! FIQUE é muito importante que cada planta tenha uma legenda, ALERTA com todos os componentes do projeto devidamente re- presentados. 6.2 PLANTAS As plantas são os desenhos que representam as edificações, mostrando as pa- redes e os circuitos. LAVANDERIA SALA BANHEIRO 7 # 25mm 1 AL G 10mm 2 600 I 7 6 1 25mm 5 COZINHA 2 25mm 3 T 1 3 4 5 A - 25mm 4 4 -3 4 GARAGEM DORMITÓRIO Figura 12 - Planta baixa de residência com projeto elétrico Fonte: 2013.</p>