Logo Passei Direto
Buscar

Gagueira na Criança

Ferramentas de estudo

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

<p>Tratamento da Gagueira na Criança - Exercícias práticos para Construir a Fluência</p><p>Copyright O 2012 by Livraria e Editora Revinter Ltda.</p><p>tsBN 978-85-372-0426-9</p><p>Todos os direitos reservados.</p><p>É expressamente proibida a reprodução</p><p>deste livro, no seu todo ou em parte,</p><p>por quaisquer meios, sem o consentimento</p><p>por escrito da Editora.</p><p>Contato com as autoras:</p><p>REGINA JAKUBoVICS</p><p>reg ina.ja kubovicz@infolink.com. br</p><p>FERNANDA TAVAREs BASBAUM</p><p>fernandabasbaum@ymail.com</p><p>llustraçôes:</p><p>Páginas113e114</p><p>Fonte: Loto des familles - les vacances - um jeu Volumétrix</p><p>Páginas117a119</p><p>Fonte: "Who does it" riddles - Rainbow Works</p><p>CIP.BRASI L. CATALOGAÇÁO-NA-FONTE</p><p>SINDICAIO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ</p><p>J 19r</p><p>Jakubovicz, Regina</p><p>Tratamento da gagueira na criança : exercícios práticos para construir a</p><p>fluência / Regina Jakubovicz, Fernanda Tavares Basbaum. - Rio de Janeiro :</p><p>Revinter,2012.</p><p>it.</p><p>Apêndice</p><p>lnclui bibliograÍía</p><p>lsBN 978-85-372-0426-9</p><p>1. Gagueira em crianças - Diagnóstico. 2. Gagueira em crianças - Tratamen-</p><p>to. 3. Distúrbios da fala em crianças. l. Basbaum, Fernanda Tavares. ll. Título.</p><p>11-6147 CDD: 618.928554075</p><p>CDU:616.89-008.434</p><p>A responsabilidade civil e criminal, perante tercêiros e perante a Editora Revinter,</p><p>sobre o conteúdo total desta obra, incluindo as ilustraçóes e autor;zações/créditos</p><p>correspondentes, é do(s) autor(es) da mesma.</p><p>Livraria e Editora REVINTER Ltda.</p><p>Rua do Matoso, 170 - Tijuca</p><p>20270-135 - Rio de Janeiro - RJ</p><p>Iel.: (2 1 ) 2s63-9700 - Fax: (2 1 ) 2563-970j</p><p>livra ria@revinter.com. br - www. revinter. com. br</p><p>AGRADECIMENTOS</p><p>fi os pacientes, pais e terapeutas que têm filhos com problemas de gagueira,</p><p>Hq'e vejam a luz na essência deste livro'</p><p>Regina Jakubovicz</p><p>uero agradecer, primeiramente, ao meu avô materno, Oscar (in memort-</p><p>am), que foi a primeira pessoa que me incentivou a ser fonoaudióloga,</p><p>il,( ortando reportagens e textos do Pedro Bloch (rn memoriam). Depois à mi-</p><p>nlr,l avó, Detinha, que sempre me apoiou em tudo e nos últimos três anos tem</p><p>',rrkr uma guerreira.</p><p>Aos meus pais, avós paternos (in memoriam), meus irmãos, meus</p><p>',olrrinhos e o que está chegando, aos cunhados, tios, amigos, fonos e terapeu-</p><p>t,r',, pelo apoio e compreensão.</p><p>Aos meus pacientes queridos, pequenos e grandes, que, sem dúvida, mui-</p><p>lo rrre inspiraram.</p><p>A Regina, que me convidou para este lindo trabalho e sempre me incenti-</p><p>v()u o ensinou muito do que sei.</p><p>A minha querida amiga e sócia do consultório, Anna Roitberg Pracownik</p><p>Irrr nrcmoriam), que partiu recentemente. Uma fonoaudióloga exemplar que</p><p>rrurito me ensinou e com quem tive o privilégio de conviver.</p><p>A todos que fazem parte do meu exércitol Obrigada,</p><p>Fernanda Tavares Basba u m</p><p>"Para ser grande, sê inteíro: nada</p><p>Teu exagera ou exclui.</p><p>Sê todo em cada coisa. Põe quanto és</p><p>No mínímo que fazes.</p><p>Assim em cada lago a lua toda</p><p>Brilha, porque alta vive.'</p><p>Fernando Pessoa</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>5</p><p>6</p><p>7</p><p>SUMÁHO</p><p>PREFACIo</p><p>lnrnoouçÃo</p><p>lruronvnçÕrs GrRRrs soBRE A GAGUETRA</p><p>APRENDIZAGEM.</p><p>ATITUDES NECESSÁRIAS PARA ENFRENTAR O PROBLEMA DA GAGUEIRA . . . . . 'I1</p><p>AIDENTTFTCAçÃooaGAGUEIRA. . "...15</p><p>AJUDARacntaSç4A rDENTrFrcARsua MRTT'RRDEFALAR. . . . . . 23</p><p>AJUDARACRTANçAAIDENTIF|CARATENSÂOAo FALAR . " . . . . . .Zg</p><p>ExrncÍctosPAR{lqElN4qADtADococtNESrA. ....,...33</p><p>ExercíciosArticulatoriosUtilizandoaLíngua .......35</p><p>ExercíciosArticulatóriosUtilizandoosLátios .......36</p><p>colocaçÃoDAvoz. ......37</p><p>Exercícios de Colocação da Voz . . . .31</p><p>ExercíciosdeRelaxamento... "....38ExercíciosdeRespiração.... .....39</p><p>ExercíciosparaControleFonorrespiratório ........40</p><p>Exercícios para a Pontuação e pausa Visando ao ControleFonorrespiratório. .......45</p><p>ExercíciosparaMelhoraraeualidadeVocal .......41</p><p>Exercícios para obter Vibração das pregas vocais . . . " 49</p><p>Exercícios parô a Emissão Súave da Sonorização lnicial . . . . . 49</p><p>ExercíciosUsandoaslnflexôes .....51</p><p>MoDrFrcAÇAoDAFALA .....55</p><p>Exercícios de Modificação da Fala e da Sensibilidade . . . . . . . 55</p><p>ExercíciosUsandooCancelamento.. .....57</p><p>IX</p><p>1</p><p>5</p><p>9</p><p>vii</p><p>ulil SUMARIO</p><p>Exercícios para Evitar o Esforço</p><p>Exercícios Usando o Bocejo</p><p>Exercícios de Pular de Voz Fraca para Voz Forte.</p><p>Exercícios para Trabalhar as Sílabas Presa e Solta. .</p><p>Exercícios para Aprender a Controlar a Repetição . . .</p><p>Exercicios para Suavizar. . . . .</p><p>Exercícios para Ensinar a Empurrar o Som</p><p>Exercícios de Soprar as Palavras</p><p>Exercício de Trocar o Bloqueio pelo Prolongamento ou o</p><p>Contato Suave .</p><p>Exercícios de Ligamento . . .</p><p>Exercícios de Fraseamento . . .</p><p>FLEXIBILIDADE DE FALA</p><p>Exercícios de Flexibilidade . . .</p><p>Exercícios de Flexibilidade com Trava-Línguas. . . . .</p><p>ExrncÍcros coM RtrMo</p><p>Exercícios de Linguagem . . . .</p><p>Linguagem Automática</p><p>Jogos de Diálogos.</p><p>TEXTOS PARA LEITURA</p><p>JoGoS DE CoRRIDA PARA A FTuÊNcIn</p><p>AcOITISELHRHaENTo AoS PAIS. .</p><p>Como os Pais Podem Ajudar</p><p>BIBLIoGRAFIA</p><p>ANEXoS</p><p>10</p><p>64</p><p>65</p><p>70</p><p>72</p><p>76</p><p>79</p><p>82</p><p>B5</p><p>BB</p><p>90</p><p>94</p><p>99</p><p>99</p><p>100</p><p>'101</p><p>107</p><p>115</p><p>117</p><p>121</p><p>129</p><p>'135</p><p>136</p><p>141</p><p>143</p><p>Í'l</p><p>12</p><p>13</p><p>14</p><p>15</p><p>PREFACIO</p><p>o editar Tratamento da Gagueira na Criança - Exercícios Práticos para Construir a</p><p>Fluência, as fonoaudiólogas Regina Jakubovicz e Fernanda Tavares Basbaum produ-</p><p>ziram um dos trabalhos de maior aplicabilidade prática sobre o tratamento fonoaudiológi-</p><p>( o com crianças que gaguejam. A literatura sobre o assunto exigia este relevante auxÍlio</p><p>l)dra os profissionais que abraçam a causa da gagueira, e o que agora temos em mãos</p><p>l,trá parte de um exclusivo grupo de documentos: o dos que transmitem conhecimentos</p><p>rr.ro só aos cientistas estudiosos da plural Fonoaudiologia, mas também aos profissionais</p><p>Íonoaudiólogos em sua prática, no seu dia a dia clínlco.</p><p>O que credencia o livro de práticas é a larga experiência da professora Regina</p><p>l,tkubovicz, que trouxe os conhecimentos adquiridos inicialmente em sua Graduação</p><p>lrn Fonoaudiologia no Canadá em 197 4, inaugurando sua vida docente em 1 980 no</p><p>Itio de .Janeiro com a disciplina de Fluência. Construiu uma vitoriosa carreira acadêmi-</p><p>r ,r, pioneira na bibliografia de gagueira no Brasil, a partir do seu primeiro livro em</p><p>l()79, que atualmente está na 6a edição. Tem sido homenageada por grupos repre-</p><p>,,r'rrtativos de estudo e clínica da gagueira no Brasil - em especial, pela Sociedade Brasi-</p><p>['ira de Fonoaudiologia, em 2008 e 2009, pelo lnstituto Brasileiro de Fluência, junta-</p><p>rnente com o Curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina da UFRJ, no Fórum</p><p>t icntífico lnternacional no Rio de Janeiro.</p><p>Em seu ativo trabalho, Regina transmite a certeza de que não se deve esperar a</p><p>rrr,;talação e o agravamento das rupturas de fala na criança que apresenta disfluência;</p><p>;ror isto, as orientações e o tratamento devem ser iniciados o mais precocemente possÉ</p><p>vr'1, na fase de desenvolvimento e aprendizagem na inÍância" Suas ideias baseiam-se</p><p>rr,r convicção de que as ações profiláticas de orientação e a terapia fonoaudiológtca</p><p>1r,rra crianças que iniciam a gagueira a partir de dois anos de idade são, comprovada-</p><p>rlonte, importantes no auxÍlio da remissão das rupturas e do restabelecimento da</p><p>lIrência. Ela nos ensina, no auge de sua vivência. a não esperarmos inertes pela desco-</p><p>lx,rta da(s) causa(s) exata(s) e a natureza da gagueira, mas a tomarmos nas mãos a</p><p>l)(,5soa que gagueja e a trabalharmos visando à sua fluência, a partir do conhecimento</p><p>rIr.; sintomas de gagueira e de tudo o que ela determina na vida de nosso paciente.</p><p>IX</p><p>Fernanda Basl,raum e Íorroaudrókrga nas<.irJa no RiL-r rJc Janejro. Alrrencleu corn</p><p>sua mestra Rcgina o gosLo pero Lrabalho com g,Jguerrd e, provavelmenrê por isto, rece</p><p>beu dela o convite especial para colaborar neste livro. Tambem e uma apaixonada pela</p><p>Fonoaudiologia e por tudo que se constrói com o trabalho Íonoaudiológico. Estudiosa,</p><p>ministra cursos e também tem em sua vida de trabalho um curriculo dà murta dedica-</p><p>ção e empenho em proporcionar o bem-estar das pessoas que buscam a Fonoaudiolo_</p><p>gia com esta finalidade.</p><p>As descobertas da ciência sobre os comportamentos humanos relacionados com</p><p>a linguagem coexistem com as</p><p>conseguiremos que expirem lentamente. O tempo de expiração</p><p>dependerá igualmente da capacidade pulmonar. Pode ser: soprar línguas de</p><p>sogra, balões, canudos em copo com água para fazer bolhas, conseguiremos</p><p>obter uma brincadeira relaxante e divertida.</p><p>I</p><p>I</p><p>I</p><p>\\</p><p>()</p><p>\-' - './ lmportante: Lembrar que a respiração é nasal.</p><p>Obs.: Podemos usar o cronômetro para incentivar nos exercícios respirató-</p><p>rios e, dessa forma, acompanhar os progressos.</p><p>EXERCICIOS PARA CONTROTE FONORRESPIRATORIO</p><p>Por meio do treino respiratório, a criança aprende a respirar profundamente,</p><p>lenta e regularmente, inspirando e expirando corretamente, o que provoca</p><p>também o relaxamento respiratório. Aprender a controlar a respiração é res-</p><p>posta incompatilvel com a gagueira e pode ser considerado um agente terapêu-</p><p>tico importante.</p><p>COLOCACAO DA VOZ 41</p><p>(lom as crianças até 7 anos</p><p>( l',ando a figura de uma flor e de uma vela explicar o seguinte: "Toda vez que eu</p><p>rnostrar a figura da flor você deve inspirar pelo nariz como se fosse cheirar a flor</p><p>r,r'rn seguida soltar o ar pela boca para apagar a vela. Dizer que não deve tomar</p><p>rrrrra grande inspiração. Não deve levantar os ombros e nem pressionar para</p><p>lr,rixo. Apenas pedir que inspire lentamente e com tranquilidade."</p><p>lnispiraç entrada de ar (pelo nariz como se fosse para</p><p>sentir o cheiro da flor)</p><p>/ P (fazer uma pausa)/</p><p>Expirar, saída de ar (soprar a vela quantas vezes ela</p><p>aparecer)</p><p>*</p><p>ô</p><p>fl</p><p>,dbÕ</p><p>44</p><p>flt1</p><p>@ED 4D</p><p>------ @ @</p><p>* ---P---- & .'------ &</p><p>'----_</p><p>&</p><p>ü_____,_ $ ______P__ &</p><p>**&---P----$-P-----[ '----&</p><p>42 c0t0LAÇAO DA vOz</p><p>Usar a figura de uma flor (de inspirar) e da cobra (para fazer seu</p><p>barulho) como sugestão para soltar um /S/ surdo e bem prolongado,</p><p>Usar a figura da flor (de inspirar) e da abelha (o zumbido) para sol-</p><p>tar um /z/ bem sonoro</p><p>&ffi,</p><p>#w'___ w _ w</p><p>&ffi ffi wffi ffi w</p><p>ffiffi:</p><p>ffiffiffiffiffi</p><p>pg</p><p>W,</p><p>pg</p><p>WT</p><p>pg</p><p>WT</p><p>&</p><p>&</p><p>&</p><p>c0L0cAÇ40 DA vOz</p><p>I xercicios de controle Íonorrespiratório com as Grianças acima de</p><p>/ iutos</p><p>I rrecessário explicar à criança que ela deve utilizar um controle na expiração.</p><p>I tt't'ticios tonc alueolíu,es e linguodentais surdas</p><p>. Fazer um ls/ prolongado como se fosse dizer SlM.</p><p>. f-azer um ltl linguodental sem vogal.</p><p>ts-ts-ts-ts-ts...</p><p>st - st - st - st - st ...</p><p>,, t r írios com labiodentais e bilnbiais swrclas</p><p>l,rzer um /f / prolongado como se fosse dizer FIM.</p><p>l,rzer um /p/ explosivo sem vogal.</p><p>f</p><p>-i-f</p><p>f-f-f-f-f-f-f</p><p>p-p-p-</p><p>f_</p><p>f-PP</p><p>f_</p><p>PPf-</p><p>pppf- --</p><p>pf-pf-pf pf</p><p>fp - Íp - fp Í1r....</p><p>I</p><p>pf</p><p>7</p><p>44 c0r 0cAÇA0 DA v(]l</p><p>Exercícios coru ltaltttais e uelares surdas</p><p>. Fazer um /ch/ como se fosse dizer CHIM.</p><p>. Fazer um /k/velar sem vogal.</p><p>ch</p><p>ch_ch_ch_</p><p>ch</p><p>ch</p><p>_ch_ch_ch_ch_ch_</p><p>ch</p><p>ch</p><p>l.l.-l-</p><p>kkkch_</p><p>kch-kch-kch...</p><p>chk-chk-chk...</p><p>Brandi, Edmée - Educação da Voz Falada, Volumes 1 e 2, 1984.</p><p>Obs.: Escolhemos os fonemas surdos para diminuir o esforço da saída do ar,</p><p>mas podemos também fazer o mesmo exercício com Íonemas sonoros.</p><p>COLOCAÇAO DA VOZ 45</p><p>EXERCICIOS PARA A PONTUAÇÃO E PAUSA VISANDO AO</p><p>CONTROLE FONORBESPIRATÓRIO</p><p>A pausa é a palavra mágica para o controre fonorrespiratorio. Em geral, as pes-</p><p>"(</p><p>),ls se esforçam muito para respirar enquanto falam, mas tudo o que elas têm</p><p>ri. fazer é dar uma pausa para renovarem o ar. podemos usar o desenho a</p><p>',r,r;uir para indicar a necessidade de parar.</p><p>Boone, D. (1996) diz que quando fazemos uma pausa, os múscuros para a</p><p>il',;riração contraem-se, nosso tórax expande-se, inspiramos o ar necessário e</p><p>lr,rrlcmos falar de forma mais confortável e sem tensão. Durante a fala, qual-</p><p>rrr('r pontuação, como ponto, vírgula ou ponto e vírgula, pode ser uma boa</p><p>lr,,r,1 p3r, se fazer uma pausa.</p><p>l)evemos orientar a criança que gagueja que também podemos utilizar a</p><p>1,,rrr"a quando estamos tentando Iembrar uma palavra ou ideia, ou quando</p><p>Êr',l,rrnos pensando no que dizer. Assim seria uma boa maneira de evitar a</p><p>,1'rrlueira e controlar a fala, o que será mencionado no capítulo de modificação</p><p>,lr, [,rla (Capítulo 9).</p><p>l xplicar o que fazer para introduzir a pausa como está no quadro a seguir:</p><p>lntrodução da pausa</p><p>( )correspondeà inspiraçãoe à expiração</p><p>I corresponde à entonação descendente igual ao ponto final</p><p>I corresponde à entonação ascendente igual a uma vírgula</p><p>Piccolotto - Temas de Fonoaudiologia, 1gtilr</p><p>Dandara Farias</p><p>Nota</p><p>usar com júlia</p><p>46 c0L0cAÇA0 DA v(]z</p><p>Exemplos:</p><p>1. (...) Roberto é bom aluno, exemplar. J Gosta muito de estudar t e é oti-</p><p>mo na matemática. J</p><p>(...) Resolve problemas com facilidade: J soma, t subtrai, f multiplica t e</p><p>divide sem errar. J</p><p>2. (...) Comemoramos a entrada da primavera com uma linda festa. J</p><p>(...) Plantamos duas árvores no terreno da escola. J</p><p>( ) Os alunos cantaram, f dançaram t e recitaram versinhos. J</p><p>Para as crianças pequenas, mas que são alfabetizadas podemos pedir que</p><p>leiam o texto adiante: as barras (/) indicam onde deverá haver uma pausa, e a</p><p>criança deve fechar a boca rapidamente sem inspirar. Ela só inspirará no final</p><p>de cada linha, passando para a linha seguinte.</p><p>A casa</p><p>Era uma casa /muito engraçada/</p><p>não tinha teto /não tinha nada/</p><p>ninguém podia /entrar nela não/</p><p>porque na casa /não tinha chão/</p><p>ninguém podia /dormir na rede/</p><p>porque na casa / não tinha parede/</p><p>ninguém podía lfazer pipi/</p><p>porque penico / não tinha ali/</p><p>Mas era feita /com muito esmero/</p><p>na Rua dos Bobos /número zero.f</p><p>Vinicius de Moraes Vol 6 -</p><p>Poesias - Para Gostar de Ler - 1980</p><p>flilil.</p><p>@#dG</p><p>c0L0CAÇAO DA voz</p><p>Ílom as crianças acima de 7 anos pedir para lerem da mesma Íorma</p><p>Tempo para cada coisa</p><p>Para tudo/há um tempo,/para cada coisa/há um momento/</p><p>debaixo dos céus:/</p><p>Tempo/para nasceç/e tempo/para morrer;f</p><p>Tempo/para plantar,/e tempo/para arrancarf o que foi plantado;/</p><p>Tempo/para malar,f e tempo/para sarar;f</p><p>Tem po/pa ra demol ir,/e tem po/pa ra construi r;/</p><p>Tempo/para chorar,f e Íempof para rir;f</p><p>Tempo/para gemer./e tempo/para dançar ; I</p><p>Tempo/para atirar pedras,/e tempo/para ajuntáJas;/</p><p>Tem po/para dar a braços,/e tem po/pa ra a pa rta r-se. */</p><p>Tempo/para procurar,/e tempo/para perder;/</p><p>Tem po/pa ra g ua rda r,/e tem po/pa ra )ogar f or a; /</p><p>Tem po/pa ra r asgar, f e tempo/pa ra costu ra r;/</p><p>Tempo/para calar,f e tempo/para falar;l</p><p>Tempo/para amar,f e tempo/para odiar;l</p><p>Tempo/para a guerra,/e tempo/para a paz.l</p><p>Ecresiastes 2.3</p><p>I XERCICIOS PARA MELHORAR A OUALIDADE VOCAL</p><p>l',1r", exercícios são importantes, porque as pessoas que gaguejam, em geral,</p><p>li,rrr tendência a fazer muito esforço para falar em razão da desorganização de</p><p>ilrrkrs os músculos envolvidos no ato de falar. As pregas vocais tensas demais</p><p>,lr,r,)r'n um som tenso e forçado, prejudicando a qualidade vocal. Quando as pre-</p><p>' l,l', vocais vibram e produzem som, fazem outras partes do corpo vlbrarem tam-</p><p>lx,rrr. Essas áreas são chamadas de ressonadores e compreendem a garganta, a</p><p>lx r« ,1 s, às vezes, o nariz. Os ressonadores são responsáveis peío fortalecimento</p><p>r lr r ',nffi de base e o aperfeiçoamento da qualidade vocal. A garganta deve man-</p><p>l,,r ',Ê relaxada como a sensação do bocejo. Selecionamos alguns exercícios:</p><p>l.rxercícios para os movimentos da laringe:</p><p>I xercícios para ampliar a forma brucal com naturalidade:</p><p>(,I -O U_E U*A</p><p>I O E_U E-A</p><p>u-r o-t o-A o t. ()</p><p>E-O E-l A-U A O A</p><p>u-o-A</p><p>^</p><p>I o</p><p>Miau Miau (igual ao "t''nffi</p><p>Fazer oexercício 5 vezes sesuidas.</p><p>48 001 0(;A(JA0 DA vol</p><p>Mostrar à criança as formas bucais e pedir para</p><p>tArÉrÊutotôtu</p><p>Exercícios de ressonância:</p><p>Pedir para relaxar bem a mandíbula, inspirar e soltar o sorn suavemente.</p><p>Com as mãos em concha, sentindo a ressonância no/hum.../ir abrindo</p><p>para emitir as sílabas. Pedir para fazer o som de HUM de um modo leve. Expli-</p><p>car que irá sentir uma vibração no teto da boca.</p><p>Exercícios usando a mastigação:</p><p>Os exercícios de mastigação ajudam a relaxar a mandíbula e a prega vocal,</p><p>o que é muito importante para se alcançar uma fala bem relaxada.</p><p>iam - iam - iam... (mastigando de forma bem exagerada)</p><p>mastigar um/m/) e acrescentar sons, palavras ou frases:</p><p>Falar as vogais ao mesmo tempo mastigar dizendo:</p><p>mamama... -</p><p>mememe... - mtmtmt... - momomo... - mumumu...</p><p>Fazer esse exercício até acabar o ar, mas sem precisar entrar na reserva</p><p>do ar, ou seja, sem a sensação de esforço.</p><p>00r 00AÇA0 uA VOt 49</p><p>I.XERCICIOS PARA OBTER VIBRAÇÃO DAS PREGAS VOCAIS</p><p>( )', exercícios de vibração das pregas vocais servem para o ajuste motor e o con-</p><p>t r olc fonorrespiratório.</p><p>Vibração de língua</p><p>lrrrr..... (10 vezes curto)</p><p>tJsar a vibração de língua com as vogais 5 vezes:</p><p>I rrr...a Trrrr....e Trrrr......i Trrrr.....o Trrrrr.....u Trrrr.....ão</p><p>( antarolar em Trrrr a música "parabéns pra você" ou "Atirei o pau no gato,,</p><p>Vibração de lábios</p><p>Ilrrr..... (10 vezes curto)</p><p>tlsar a vibração dos lábios com as vogais:</p><p>llrrrr....a Brrrr...e Brrrr....i Brrrr...o Brrrrr......u Brrrr...ão (fazer 5 vezes)</p><p>o terapeuta deve sempre orientar o paciente para que faça os exercícios</p><p>r[' manêirâ suave e sem esforco</p><p>I XEBCíCIOS PABA A EMISSÃO SUAVE DA SONOHIZAÇÃO</p><p>INICIAL</p><p>/\',onorização é o efeito da transformação do ar expirado em som vocal. Esses</p><p>i'xlrcícios ajudam a diminuir o esforço que os que gaguejam costumam fazer. A</p><p>f,rr,a é feita, porque eles acreditam que dessa maneira conseguem expulsar o</p><p>,il [)ara continuar falando, mas acontece que com o esforço eles acabam produ_</p><p>.'rrrrlo o golpe de glote ou a parada tensa na laringe. Brandi E (1984) define o</p><p>'1,lpe de glote como: "consiste em pronunciar vogais de início de palavra com</p><p>rrrn brusco fechamento das pregas vocais, o que é percebido como uma espécie</p><p>, i. r lique ou estalo na altura da laringe." Já Boone D. (jgl1) diz: .,no golpe de</p><p>r 1L rter há o início abrupto da fonação que requer esforço desnecessário,,. Boone</p><p>' r)rttinua: "a pessoa fazuma abdução nas pregas vocais, mas não inicia a fona-</p><p>r., r, â té que o fluxo de ar que chega seja forte o suficiente para abrir a glote,,.</p><p>conforme é relatado por quase todas as pessoas que gaguejam, a dificul-</p><p>,l,rrln maior que elas experimentam e quando vão iniciar a fala. É possível que</p><p>rr ",le momento a pessoa sinta que vai passar do silêncio à fala ou que não vai</p><p>Ir,rvor ar suficiente para falar. pensa tambem que o ouvinte irá concentrar seu</p><p>l, r* de atenção na sua fala e que isso e sempre Lrma experiência frustrante.</p><p>l',.'r' conjunto de situações acaba gerando insogur.rrrç.:. ansiedade e descon_</p><p>Itokt. Os exercícios de emissão suave têm a finalirJarlc rlc trabalhar o momento</p><p>,lr, trriciar a fala.</p><p>@</p><p>,,et*</p><p>vd.(:</p><p>Som do celular vibrando: hum hum hum hum</p><p>hum hum... ma - hum... me - hum... mi - hum...mo -</p><p>hum...mu</p><p>Som da vaquinha mugindo: hum.... mu mu mu</p><p>(fazer 3 vezes).</p><p>Behlau M e Pontes P Avaliação e tratamento das disíonias, Siio P,rulo, toviso</p><p>r'"</p><p>50 c0LOCAÇA0 DA voz</p><p>É aconselhável usar a figura do esquiador para indicar a necessidade</p><p>suavizar a fala ou de fazer uma descida suave na maneira de iniciar a fala.</p><p>O terapeuta orienta a criança a dizer suavemente o som do/h/como</p><p>expiração"</p><p>Fazer o mesmo 3 vezes cada:</p><p>Em seguida dizer suavemente expirando o nome das figuras 3 vezes cada:</p><p>c0L0cAÇÃ0 DA voz 51</p><p>EXERCíHOS USANDO AS INTLEXÔES</p><p>"lnflexões são modulações da voz que se elevam e abaixam quando expressa-</p><p>rnos o nosso pensamento. As inflexões constituem a música das palavras."</p><p>(Nunes L., 1976). A naturalidade é a melhor forma de se conseguir uma infle-</p><p>x,ro mais verdadeira. O objetivo de trabalhar as inflexôes com os que gaguejam</p><p>r" para se conseguir uma forma de falar mais natural.</p><p>Com as crianças até 7 anos</p><p>( ) terapeuta pede que falem palavras com intenções diferentes. É possível mos-</p><p>Ir,rr-se as figuras das intenções e ir pedindo à criança para falar.</p><p>' '"*o'o'ro,n</p><p>0,.,, {0 farar triste</p><p>ffiu,</p><p>farar com o,"rr" $ farar feriz</p><p>Boa tarde!:i@ fatar rindo</p><p>W</p><p>fatar tranquito</p><p>Não quero dormir!:{O fatar chorand" 0 fatar com medo</p><p>Até losol:</p><p>{g</p><p>falar alesre m falar atrasad" g Íalar assustado</p><p>É holet: iffi ratar sritando 0 ratarretiz</p><p>X</p><p>,</p><p>ry</p><p>,e</p><p>w,</p><p>§</p><p>W</p><p>A</p><p>1Wt</p><p>w</p><p>ü</p><p>AAAAVIAO</p><p>naAANA</p><p>nnnABELHA</p><p>nanABACAXI</p><p>nnaAPlTO</p><p>nnnABACATE</p><p>nnnAQUARIO</p><p>nnAAMORA</p><p>Repetir o exercício abaixo 5 vezes:</p><p>hava heva hiva hova huva</p><p>ha_ha_ha</p><p>he_he_he</p><p>hi_hi_hi</p><p>ho_ho_ho</p><p>hu_hu_hu</p><p>5;l-</p><p>l{,lflulifl a.c§ q;Í"ilü}lt}üi}iÉ r;it-:it'riá;r dq} I +*Fir;ç</p><p>Pedir para dizer a mesma palavra variando as intenções, utilizando para isso o</p><p>auxílio de frases que tenham o mesmo sentido.</p><p>rNTENçÃO PALAVRA-CHAVE: CHOVER</p><p>Constatar Está chovendo.</p><p>Duvidando Parece que está chovendo.</p><p>Afirmando Está chovendo</p><p>lnterrogando Está chovendo?</p><p>Contradizendo Não está chovendo não.</p><p>lronizando Chove só porque eu vou à</p><p>Admirado Nossa ! Que chuva.</p><p>Aborrecimento Que chuva chata...</p><p>Aliviado Ainda bem que chove, não vou à aula.</p><p>Eu não disse que ia chover!</p><p>Tristeza Já não posso ir à praia</p><p>Acabou-se a chuva!</p><p>Estou com o dia perdido por causa dessa</p><p>chuva !</p><p>Não para de chover!</p><p>Estou com pressa, porque vai chover.</p><p>Eu não disse que ia chover.</p><p>Essa chuva vai alagar a rua.</p><p>Estou todo molhado.</p><p>Chove e mamãe não chega.</p><p>Que raiva me dá essa chuval</p><p>Não aguento mais essa chuva..</p><p>Adaptação do livro de Lilia Nunes</p><p>da tducação e Cultura (19/6).</p><p>Cartilhas de Teatro. Manual dc voz u rlicç;ro. ?. edição. Ed. Ministério</p><p>!11</p><p>Exercício de dar uma inflexão nos provérbios de acordo com as intenções:</p><p>Exemplo: "Um dia a casa cai", dar a inflexão de acordo com a intencão</p><p>.r rt lcrida.</p><p>rNTENçAO</p><p>, ,,nrá*naã</p><p>/\Íirmando</p><p>Talvez não caia.</p><p>A culpa é sua!</p><p>rrr luietude Estou achando que a casa vai cair</p><p>I rrsteza</p><p>Um dia a casa cai.</p><p>A casa vai cair.</p><p>Será que essa casa vai cair?</p><p>Que pena... e uma casa tão boa!</p><p>Será possível que vai cair!</p><p>Já imaginava que fosse cair</p><p>Cuidado que a casa vai cairl</p><p>lr rterrogando</p><p>I rrrvida</p><p>Ouvi dizer que vai cair. E verdade?</p><p>l(r,volta</p><p>, olora</p><p>lsso não fica assim !</p><p>i Você vai</p><p>!</p><p>I</p><p>pagar por isso!</p><p>; Ele vai me paqar caro!</p><p>l--</p><p>h/ r,,r'rrcórdia Coitado.". não tem culpa.</p><p>I</p><p>I lrrirrr,rrlc'ir,r, r.la não cai. i</p><p>I</p><p>t rr t/, iÇâO</p><p>I r1rl,tr,,lo rlo livro de Lilra Nurres. Carlilh,r,; rk. lr,,rlro M,rrrrr,rl rlr.v(r.,r,(lt( (\,r() ,r r,rli<,;tct. Ecl. Ministério</p><p>r r l ,lrrr , ri ,tr) e Cultura (1976).</p><p>1</p><p>\,/ltt(J.tnça</p><p>7</p><p>Capítulo 9</p><p>MODIFICAÇAO DA FALA</p><p>EXEHCTCToS DE MoDTF|CAçA0 DA FALA E DA</p><p>SENSIBILIDADE</p><p>A marca fundamental da terapia de gagueira na criança e no adulto pode ser</p><p>olocada em um tripé: EXPLORAR - MODIFICAR - VARIAR. De alguma maneira</p><p>o terapeuta tem de ajudar a criança ou o adulto com gagueira a se livrar dos</p><p>padrões de fala estereotipados. Alimentados pelo medo, ansiedade, inseguran-</p><p>r,a e esforço para falar, a pessoa que gagueja fica limitada nas suas escolhas. O</p><p>rnovimento estereotipado de falar acaba se consolidando, acabando por impe-</p><p>rlir o surgimento de opções de fala diferentes. Não é por menos que van Ripper,</p><p>lle mesmo um ex-gago severo, recomendava o tratamento em três etapas:</p><p>Primeiro identificar a gagueira como foi feito nos Capítulos 4 e 5, em segui-</p><p>rla vem a etapa de modificar a gagueira e as emoções e, por fim, estabilizar a</p><p>nova maneira de falar aprendida e os novos sentimentos sobre si mesmo.</p><p>mbora possa não parecer tão abertamente como é no adulto, na criança já</p><p>lr.i algumas emoções presentes. Já começa a existir certo receio ou quase</p><p>tnedo de falar com pessoas, ou em determinados lugares. Logo surge uma es-</p><p>lrecie de ansiedade como ter urgência de acabar logo de falar as coisas antes</p><p>rlue alguém interrompa. Já há um início de insegurança ao falar, como se hou-</p><p>vcsse dúvida sobre sua habilidade ou capacidade de falar as coisas. São emo-</p><p>r,i;es primitivas e ainda muito fracas. É dificit trabalhar essas emoções de forma</p><p>rliretiva como se faz com o adulto. A criança não verbaliza. Ela não reconhece</p><p>,r emoção. Se perguntarmos a ela se tem medo de falar ela vai dizer que não,</p><p>rlue tem medo de monstros no escuro, de anelar na roda-gigante, mas de falar</p><p>ldentificação - Modificação - Estabilização</p><p>56 t/(]uil 1CAÇA0 DA FALA</p><p>não. Tampouco ela reconhece a ansiedade e a insegurança. Seu mundo é</p><p>pequeno e limitado.</p><p>Definir o que é uma psicoterapia é tarefa difícil, mas definir o que se visa</p><p>com ela é muito fácil.</p><p>A psicoterapia nos casos da gagueira visa aliviar a ansie-</p><p>dade e os sintomas associados. Desenvolver uma autoestima e um comporta-</p><p>mento social adequado. Aperfeiçoar na pessoa a habilidade para tolerar o es-</p><p>tresse e as pressÕes sociais. É uma modificação bem grande do autoconceito</p><p>da pessoa, focalizando seus sentimentos como alguém que gagueja, ou seja,</p><p>as tentativas de lidar com as situaçÕes difíceis e a redução dos conflitos e ansie-</p><p>dades em situações de comunicação. Como recomenda Perkins (1973): "Se</p><p>alguma técnica de psicoterapia relacionada com a fala não for incluída no tra-</p><p>tamento da gagueira, o problema tem todas as chances de persistir e a resistir</p><p>a uma modificação permanente".</p><p>Algumas sugestões de psicoterapia com a criança:</p><p>. Ensinar a criança a ouvir. É o jogo do role playing (troca de papéis), cada um</p><p>tem sua vez de falar e de ouvir. Brincar de um falar, e o outro de ouvir. Quan-</p><p>do um fala, o outro escuta. Essa é a regra do jogo.</p><p>r Ensinar a criança a se defender das gozaçoes. Dizer que todos têm proble-</p><p>mas e que todos nós somos diferentes. Uns são altos, outros são baixos, uns</p><p>usam óculos, outros não, uns são magros, e outros. gordos.</p><p>Exemplo:</p><p>Terapeuta é: Criança é:</p><p>Alto Baixa</p><p>Gordo Magra</p><p>Usa óculos Não usa óculos</p><p>Tem voz grossa Tem voz mais fina</p><p>O cabelo é liso O cabelo é com cachos etc.</p><p>Ensinar a criança a falar mais devagar assim que perceber que estão aconte.</p><p>cendo muitas repetições. Nesse momento procurar falar mais devagar, sua.</p><p>ve e pausadamente. Quando achar que a fala está saindo de modo mais</p><p>fácil, pode falar um pouco mais rápido e com menos pausas.</p><p>Ensinar a continuar falando fluente, mesmo se r:stivcr serndo interrompido.</p><p>IVOD IFICACÃT] t,]A FALA</p><p>enquanto isso você comeÇa a falar também. Eu não vou parar de falar". De-</p><p>pois será a vez de a criança falar, e o terapeuta interromper. A criança deve</p><p>ser instruída a continuar falando durante a interrupção, mas manter a fluên-</p><p>cia.</p><p>. Dar conselhos sobre a comunicação na escola; procurar não falar muito rápi-</p><p>do ou demasiado no grupo da escola se a fala estiver com muitas repetições.</p><p>Explorar a fluência, ou seja, falar bastante na "rodinha" se for um dia de fala</p><p>solta e de poucas repetições.</p><p>Tudo isso nos leva na direção de começarmos diretamente a modificar a</p><p>rrraneira de falar, trabalhando o modo de articular, de usar avoz, o ritmo de</p><p>l,rla, o feedback auditivo (o se ouvir) e, por último, mas não sem menos impor-</p><p>l,incia, o uso da linguagem.</p><p>IXEffiüíGIOS USANDO O CANCELAMENTO</p><p>l',rra começarmos a modificar diretamente a maneira de falar temos de estar</p><p>,rl)tos, como terapeutas, a ajudar a pessoa com gagueira a modelar seu com-</p><p>lrortamento de gaguejar de modo que, mesmo que ele ocorra, a pessoa consi-</p><p>,1,rser fluente. A modificação evita que o distúrbio permaneça o mesmo e se</p><p>rrr,rntenha. Logo após cancelar a fala, é introduzida uma pausa. Ela visa mudar</p><p>,, ( omportamento de gaguejar antes de prosseguir falando. o cancelamento</p><p>l,rr iclealizado por van Riper primeiramente como um veículo para aprender no-</p><p>v,r', respostas ao estímulo que desencadeia o falar gaguejando. "É como se fos-</p><p>',r,rim laboratório de aprendizagem portátil", diz Van Riper (1955). A pausa</p><p>,r, ,rlma, introduz uma identificação do que está sendo feito, dá uma chance de</p><p>rrroriiÍicar o que está fazendo, preparando a pessoa para mudar. Num esquema</p><p>il'lraviorista, o cancelamento corta o hábito de falar repetindo ou bloqueando.</p><p>Cancelar é uma atividade fácil. A pessoa está fazendo algo e no meio da</p><p>,rtrvrdade resolve mudar de ação. Explicar à criança que é possível bater a bola</p><p>rr,r [)arede ou no chão e parar quando quiser. Pode-se inventar de brincar no</p><p>lr,r(lr.iinho e desistir porque está chovendo. A brincadeira de "estátua" explica</p><p>1,,,r11 6,^,6" queremos chegar com o cancelamento. A criança comeÇa a dese-</p><p>llr,rr o toda a vez que o terapeuta falar "estátua" ela para de desenhar, espera</p><p>i'( ontinua. Dizer "estátua" quando estíver andando pela sala, a criança deve</p><p>lr,rr,rr e continuar em seguida. É possÍvel Íalar coisas, parar no meio e continuar</p><p>,,rir,,eguida.</p><p>58 M0DrFrCAÇAO DA FALA</p><p>Usar o símbolo para indicar que deve parar o que está dizendo e em segui-</p><p>da modificar a fala. No cancelamento a pessoa para de falar assim que uma pala-</p><p>vra gaguejada é emitida. Recomenda-se falar a palavra novamente de uma manei-</p><p>ra mais suave e controlada. A pausa tem uma finalidade dupla: trazer uma</p><p>conscientização da repetição, do prolongamento ou do bloqueio, e impedir</p><p>que o círculo vicioso da gagueira continue. Seja lá de que modo a pessoa</p><p>aprendeu a falar daquela maneira, quando a fala é interrompida entra no cére-</p><p>bro uma modificação na trilha motora dos neurônios. Com um novo circuito</p><p>motor cerebral torna-se possível planejar um movimento de fala sem repeti-</p><p>ções e com menos tensão. Quando uma criança ou adolescente percebe ao</p><p>parar de falar o que fez naquele exato momento, ela consegue planejar uma</p><p>modificação. Se conseguir falar sem gaguejar a criança começa a perder o</p><p>medo de sua fala. Dessa maneira estamos interrompendo o círculo vicioso da</p><p>emoção como veem a seguir:</p><p>gagueira + ansiedade -+ medo -+ preocupação -+ insegurança -+</p><p>+ gaguetra</p><p>MODIFICAÇÃO DA FALA 59</p><p>Sem as emoções a tensão irá diminuir, e a fala começará a ficar mais fácil e</p><p>rnais fluente.</p><p>Exemplo de como trabalhar o cancelamento com as crianças até 7 anos</p><p>para que elas entendam o que é parar no meio de uma atividade:</p><p>/íffi/,1 17ç;;:24\., r\| -" Yrt IIIs{\' F"f</p><p>III</p><p>\./P.,III!\\/</p><p>'/-...tIIIt</p><p>l' '--;== "']</p><p>Quando toca o telefone eu paro o que estou fazendo e atendo o telefone.</p><p>Se eu estou parado, e é dada a largada na corrida, eu começo a correr.</p><p>ffi.sffiaffire</p><p>W</p><p>W</p><p>W</p><p>ru</p><p>Quando estou dormindo, e o despertador toca, eu paro de dormir e levan-</p><p>lo-me.</p><p>Quando tenho sede, eu paro o que estou fazendo e vou beber água.</p><p>60 N/0DIflCAÇ40 DA FALA</p><p>É interessante utilizar as figuras a seguir para indicar que deve parar de</p><p>falar, quando a terapeuta levantar o sinal vermelho e levantar a figura do sinal</p><p>verde toda vez que a tarefa foi bem executada, ou seja, sem gagueira.</p><p>Sinal vermelho para indicar o cancelamento Sinal verde para reÍorçar o bom desempenho</p><p>Quando a criança começa a aprender a maneira de usar seus articulado-</p><p>res, podemos comeÇar a modificar a tensão exÇessiva ou a treinar o gesto ar-</p><p>ticulatorio, colocando menos pressão. Esta fase da terapia pode ser chamada</p><p>de treino proprioceptivo. O exercício ajuda a criança a se monitorar muito</p><p>mais pela propriocepção do que pela audição. Podemos partir da premissa</p><p>que o sistema auditivo nas pessoas que gaguejam apresentam alterações.</p><p>Naqueles que não gaguejam quando é cometido algum erro na maneira de</p><p>articular um determinado som, a própria pessoa logo se corrige. O sistema</p><p>de feedback auditivo avisa: falei errado. A pessoa para imediatamente de</p><p>falar ou mesmo para no meio da palavra e faz uma correção. Nos que gague-</p><p>jam essa correção não é feita de imediato. A sílaba ou a palavra é repetida, às</p><p>vezes, até 5 vezes sem que haja uma interrupção ou um cancelamento do</p><p>gesto articulatorio errado. Pode acontecer também de o ar ficar preso em</p><p>alguma estrutura da fala, e a pessoa com gagueira não Íaznada para modifi-</p><p>cá-la. Esses fatos nos levam a concluir que há necessidade de trabalhar na cri-</p><p>ança a propriocepção, para que ela sinta no tato o que está fazendo, já que</p><p>ela não percebe o que está ouvindo.</p><p>É interessante começar a dar recompensas para a criança, quando ela rea-</p><p>lizar bem as tarefas. Ela vai acabar percebendo que para agradar o terapeuta</p><p>ela precisa acertar. Podem-se distribuir fichas para serem trocadas no final da</p><p>terapia por uma bala, um decalque ou uma figurinha etc. Não se deve dar a</p><p>recompensa aleatoriamente. Ela deve vir imediatamente apos a boa resposta.</p><p>O prêmio também pode ser uma estrela que é distribuída ao longo dos exercí'</p><p>cios, sempre que houver um acerto. Dessa forma, vaiso rnrt«lelando o compor-</p><p>VI(]DIFICAÇA(] DA f ALA</p><p>não foi bom, ou mostrar a figura</p><p>da cara triste. o terapeuta pode também</p><p>0lhar para baixo com uma expressão triste. Pode também distribuir cartÕes pa-</p><p>ra o certo e para o errado, como a seguir:</p><p>o terapeuta explica: "Fazet contato suave é quando duas coisas se tocam</p><p>rlurante um momento. lgual a uma borboleta que pousa na flor bem de leve,</p><p>ou tal qual uma folha que cai da árvore". É possível se pedir à criança para</p><p>locar as coisas de modo suave para sentir a leveza do seu gesto e tocar com</p><p>Íorça para ver a diferença.</p><p>o terapeuta, então, diz: "Vou falar muitas palavras de modo bem suave.</p><p>\em prender o lábio, colar a língua ou ficar com o som preso na garganta.</p><p>()uero que você me diga se reparou como elas foram feitas bem de leve, sem</p><p>Íorça, igual à borboleta, ou se foram presas, amarradas'"</p><p>O terapeuta em seguida lê uma lista de palavras em que ele fala de modo</p><p>ktnto e bem suave. A criança é instruída para olhar bem para sua fisionomia</p><p>p.-rra identificar a fala Íeita sem contato preso.</p><p>Após isso, o terapeuta diz que agora vai falar umas palavras presas e ou-</p><p>tras soltas, e que ela deve sinalizar isso apontando para um cartão que indica</p><p>rlue está havendo um contato preso ou um que indica que está havendo um</p><p>r ontato suave.</p><p>o terapeuta começa a falar: casa ;irvçro rltla<lro PAREDE (de repente</p><p>rr torapeuta usa um contato de lábio llcrtl fortc tlrt klttt'tltit lpl)"Se a criança</p><p>6t</p><p>Cartão para ser dado quando a criança fizer o exerciclo corretamente</p><p>Cartão para ser dado se a criança fizer o exercício malfeito ou errado</p><p>cartão para contato suave</p><p>:ok- cartão para contato Preso</p><p>62 M0DtFrcAÇA0 DA FALA</p><p>apontar corretamente, deve ser dito a ela: "otimo, você percebeu que eu usei</p><p>muita força, muito bem. Você ganhou uma estrela ou um cartão de alegria.</p><p>Vamos continuar".</p><p>livro - onça - janela - cAMlsA - estrela - céu - TELEVISÃO - escada - lâmpada -</p><p>sapato - amigo - papagaio - chiclete - pApEL _ TOMATE _ zebra _</p><p>CAMINHÃO etc.</p><p>o terapeuta diz: "Você se saiu muito bem. Agora vamos fazer diÍerente,</p><p>você fala o nome da figura e eu vou apontar para o cartão da borboleta ou para do</p><p>homem, fazendo força quando eu achar que você usou muita força para falar,,.</p><p>As figuras são colocadas na frente da criança, e era vai falando o seu</p><p>nome. se o terapeuta perceber um lábio tenso ou a repetição de uma palavra,</p><p>ele aponta para a figura do homem fazendo força. Esses símbolos devem ser</p><p>utilizados sempre ao longo do tratamento. se a criança compreender a redu-</p><p>ção da tensão nos lábios, na língua ou nas pregas vocais, em oposição ao</p><p>aumento de tensão já teremos meio caminho andado.</p><p>Para fortalecer a propriocepção podemos alternar contato preso e contato</p><p>suave em uma Iista de figuras. o exercício visa ensinar a criança a aprender a</p><p>modificar a postura dos articuladores, se isso for necessário. o primeiro passo</p><p>é dado pelo exemplo do terapeuta. Aliás, sempre que se pede à criança para</p><p>fazer um exercício, o primeiro a f azer é o terapeuta (é ele que vai dar o mode-</p><p>lo) e em seguida pedir a criança para fazer igual.</p><p>os dois cartões (a borboleta e a força) são colocados na frente da criança</p><p>e é pedido que ela fale o nome das figuras. É expricado que ela deve falar as</p><p>palavras de acordo com a ordem dos dois cartÕes, isto é, uns com força, e uns</p><p>suave.</p><p>w'fo- w'fu-* w</p><p>i\i ODIFICACAO DA TALA 63</p><p>E em seguida</p><p>ordem de contato</p><p>a fileira de figuras é dada para a criança falaç seguindo a</p><p>preso e contato solto:</p><p>ou, então, alternando a ordem para treinar maneiras de falar diferentes:</p><p>Wrcffi.fo-*</p><p>O importante é a variação do modo de falar. Para que a criança perceba</p><p>lrre é possível ter uma grande variedade de falas.</p><p>ú ffi @&</p><p>64 M0urFrcAÇA0 DA FArA</p><p>EXEBGTCToS PARA EVITAR 0 ESFoBÇo</p><p>O objetivo é evitar a tensão e usar os músculos da fala sem qualquer esforço.</p><p>Pedir que a criança encoste suavemente os lábios um no outro, falando um</p><p>fonema bilabial como o /M/. Esta seria uma maneira de tirar a tensão da pala-</p><p>vra que deve vir a seguir. Recomendar primeiro que encoste os lábios bem rela-</p><p>xados um no outro e, depois, falar a palavra. O terapeuta pode utilizar este mes-</p><p>mo exercício com outras sílabas ou palavras de dificuldade da criança.</p><p>A técnica de falar uma sílaba relaxada antes de uma palavra difícil produz</p><p>excelentes resultados, sobretudo quando se trata de eliminar os tremores de</p><p>lábio na tentativa de produzir o fonema inicial, ou quando se percebe um</p><p>medo de iniciar a fala ou dizer determinada palavra mais difícil.</p><p>Com as crianças até 7 anos</p><p>Mostrar a sílaba e o desenho da figura a ser trabalhado. O terapeuta deve sem-</p><p>pre dar o modelo. Explicar à criança que serão palavras sem sentido, mas que</p><p>isso não tem importância, o importante é não haver tensão nos músculos da</p><p>fala.</p><p>Mostra a figura da borboleta para indicar a suavidade.</p><p>Exemplo: falar a sílaba ma + figura de pato : falar /mapalo/</p><p>Fica: mapato</p><p>effi,R</p><p>Fica: mipente</p><p>sq"@</p><p>Fica: mopeixe</p><p>w,3w</p><p>Fica: mupassarinho</p><p>§ffi.,</p><p>M0DrFrcAÇA0 DA FALA 55</p><p>Com as crianças acima de 7 anos</p><p>['edir para encostar o lábio e ler primeiro com as sílabas e depois com a palavra:</p><p>MA</p><p>ME</p><p>MI</p><p>MO</p><p>MU</p><p>ME .-.------+ PASTA</p><p>ME ------------+ PESO</p><p>ME ---------+ PILHA</p><p>ME ----------f PORCO</p><p>ME -----------) PULO</p><p>MO -----------| PÃO</p><p>MO ---------+ PEDRA</p><p>MO</p><p>-------|</p><p>PTPOCA</p><p>MO ----------+ POXA</p><p>MO -----------> PUNHO</p><p>MA --------+ PATO</p><p>ME -----------) PELO</p><p>Mt -----------+ PINO</p><p>MO ---------+ POTE</p><p>MU -----------| PULA</p><p>Mt ----------+ PRATA</p><p>Mt -----------+ PERNA</p><p>Mt ----------+ PIsTA</p><p>Mt ---------> PORTA</p><p>Mt -----------| PULSO</p><p>MU ---------+ PAIXAO</p><p>MU</p><p>-)</p><p>pELÉ</p><p>MU</p><p>-></p><p>PISCINA</p><p>MU -----------+ POLíClA</p><p>MU -----------+ PUXA</p><p>ípn</p><p>lpr</p><p>1pt") po</p><p>l.',</p><p>EXERCICIOS USANDO O BOCEJO</p><p>O bocejo é recomendado como um exercício de relaxamento vocal que serve</p><p>1r,:ra soltar os músculos da laringe envolvidos no ato de falar. Schwartz (1973)</p><p>rccomenda usar exercícios com o bocejo com a finalidade de abrir as pregas</p><p>vocais que geralmente ficam tensas em quem gagueja. O bocejo é sabidamen-</p><p>ln um exercício que propicia a fluência.</p><p>F</p><p>66 MODÍFICAÇAO DA FALA</p><p>Gem as erianças até f anos</p><p>Mostrar um desenho de bocejo. Pedir para bocejaç soltando o ar e falar em</p><p>seguida a 1a sílaba da figura mostrada. Exemplo:</p><p>Bocejar + casa</p><p>ü</p><p>."+;;+ffipffiiflí ffi'</p><p>"i,</p><p>I I &:-dLJ t#r'</p><p>A]Ml:ES-\=, 'Bocejar</p><p>+ toalha</p><p>*</p><p>*</p><p>*</p><p>Q</p><p>*</p><p>* TlpF Bocejar + jacaré</p><p>Usar brinquedos concretos com a palavra a ser trabalhada com o bocejo.</p><p>Mostrar o cartão do bocejo para lembrar o que fazer,</p><p>* d Bocejar + sato * ffi".rar + pipoca</p><p>iffiBocejar+boro</p><p>ffi</p><p>Bocejar + copo</p><p>Bocejar + leite</p><p>Bocejar + queijo</p><p>nltoorncaçÃo DA FALA 67</p><p>Gom as crianças acima de 7 anos</p><p>Não é tão necessário usar as figuras. Pedir para bocejar, soltando o ar e dizendo</p><p>em seguida a 1ê sílaba da palavra a ser lida.</p><p>Exemplo: Bocejar + PA, bocejar + CA etc.</p><p>BA - CA - TA - DA - FA - cA - JA- KA - LA - MA- NA - pA- QUA _</p><p>RA-AS_TA_VAXA_ZA</p><p>BA- CE - DE- Ft - cO -JO - LU - MA- NE- pE - QUr _ RO _ SO _</p><p>TU - VA _XÊ _ZE</p><p>Mostrar a palavra escrita e pedir para bocejar dizendo em seguida a palavra.</p><p>Bocejar + PATO Bocejar + CADEIRA Bocejar + BORBOLETA</p><p>Bocejar + BLUSA Bocejar + CREME Bocejar + BROCOLIS</p><p>Bocejar + FRANGO Bocejar + PROBLEMA Bocejar + GRAVATA</p><p>Bocejar + CRUZEIRO Bocejar + MICROFONE Bocejar + PRESENTE</p><p>Bocejar + EMBRULHO Bocejar + CICLISTA Bocejar + FLANELA</p><p>68 M0DrFrcAÇ40 DA FA[-A</p><p>Com crianças pequena§</p><p>Mostrar o desenho de uma cena e pedir para fazer uma frase. Caso a criança</p><p>não tenha uma ideia podem-se fazer sugestões:</p><p>@ffi</p><p>@ffi @t</p><p>o parhaço anda na perna de pau.</p><p>B Nu"[ÊT"-oe</p><p>a escada, mas está com</p><p>M*aB=</p><p>W &§I1 Esse menino caiu do skate, porque não sabe andar direito.</p><p>át t#</p><p>W @ruEu seiandar de bicicteta com uma das mãos só'</p><p>Gom as crianças acirna de 7 anos</p><p>Trabalhar com frases feitas e automáticas. Pedir para bocejar dizendo em segui-</p><p>da a frase que o teraPeuta vai falar:</p><p>"Cada macaco no seu galho."</p><p>O homem e a mulher dançam. Eles estão na Praia tirando fotos.</p><p>"Nada como um dia aPós o outro,"</p><p>"Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura."</p><p>"É</p><p>melhor não cutucar a onÇa com vara curta."</p><p>"Em boca fechada não entra mosca."</p><p>"Filho de peixe, peixinho é."</p><p>a</p><p>a</p><p>e</p><p>a</p><p>a</p><p>MoDtflcAÇÃO DA I-ALA 69</p><p>Com as crianças até 7 anos</p><p>Mostrando uma sequência de</p><p>ruma historinha. Sugestão Para</p><p>@</p><p>@</p><p>figuras ou cenas, pedir para bocejar e contar</p><p>usar nas hrstórias:</p><p>bffid/rffi@</p><p>@@ffi</p><p>Emseguidaseráinteressantepedirparanarrarfatosoucontarhistórias</p><p>.,obreuma-figura'obocejodepoisdeumtempodetreinopodesertrocado</p><p>lrela instruçãã de soltar uma pequena expiração antes de iniciar a fala'</p><p>Por exemPlo: exPiray'contar</p><p>Com as crianças acima de 7 anos</p><p>l,edrr para contar ou narrar uma histÓria a partir das figuras. Fazer sempre o can-</p><p>, olamento quando houver bloqueio, repetiçÕes, prolongamentos ou hesitaçoes'</p><p>l' interessante anotar asfrases em que houve mais dificuldade ou muita gagueira'</p><p>l scr.êVêr. estas frases em uma folha de papel e perlir à criança para leváJas para</p><p>( dsa a fim de treinar a fluência nelas. cobrilr o trr:ino na proxima sessão'</p><p>7</p><p>10 MODtFtcAÇA0 DA FALA</p><p>EXEBCICIOS DE PULAR DE VOZ FRACA PARA VOZ FORTE</p><p>Neste exercício sugere-se repetir a primeira sílaba do som inicial da palavra de</p><p>modo fraco, alternando-se com um som forte, a ideia é que a criança aprenda a</p><p>controlar o seu modo de falar. A criança deve falar a palavra com a voz bem bai-</p><p>xa, depois com voz forte ou alta e depois de modo baixo e, por último, a palavra</p><p>toda de modo natural. Explicar para a criança que palavra forte significa falar</p><p>com uma voz bem alta, e a palavra fraca é para falar com voz bem baixa.</p><p>Começa-se só com palavras e depois com frases a partir de figuras ou</p><p>cenas diversas.</p><p>Com as crianças até 7 anos</p><p>Usar cartões coloridos e figuras. Exemplos:</p><p>f,In</p><p>fraco forte fraco falar a palavra toda de modo natural</p><p>"ffiffiffiw</p><p>E [1_] r</p><p>fraco forte fraco</p><p>ffi</p><p>falar a palavra toda de modo natural</p><p>td Lyl E</p><p>fraco forte fraco falar a palavra toda de modo natural</p><p>E LI_] E</p><p>fraco forte fraco falar a palavra toda de modo natural</p><p>Etr-] E</p><p>fraco forte fraco falar a palavra toda de modo natural</p><p>MODtFrCAÇAO DA FALA 7l</p><p>Com as crianças acima de 7 anos</p><p>l'edir para ler o nome das palavras com um tom de voz alto ou forte e alternar</p><p>com um tom de vozfraco ou baixo. Exemplos:</p><p>rd@trtrtrtrtrl;"l[;.lml[;lm. lml</p><p>l_"""__] I "'" il r;" ll Í;i; ll ffi" ll ;;;iã"</p><p>I</p><p>Exercícios de alternar frases, usando o som forte na palavra de valor. A</p><p>palavra de valor marca a emoção ou a intenção da pessoa que fala.</p><p>Com os maiores que iá sahem ler</p><p>Explicar que, na palavra sublinhada, deve-se falar de modo forte.</p><p>1 . Eu não gosto de comer espinafre.</p><p>Eu não gosto de comer espinafre.</p><p>Eu não gosto de comer espinafre.</p><p>Eu não gosto de comer espinafre"</p><p>2 Hojc vou à praia com a mamãe.</p><p>Hoje vou à praia com a mamãe.</p><p>Hoje vou à praia com a mamãe.</p><p>3. Papai vai me levar ao Jardim Zoológico para ver os macacos.</p><p>Papai vai me levar ao Jardim Zoológico para ver os macacos.</p><p>Papai vai me levar ao Jardim Zoológico para ver os macacos.</p><p>72 MODrFrcAÇ40 DA FALA</p><p>ExERcíHos pARA TRABATHAR As síLnens pREsA E soLTA</p><p>Pedir para a criança repetir as sílabas de forma presa (com bloqueio de ar) e de-</p><p>pois falar a palavra toda de forma solta (soltando um suspiro longo). Pode-se</p><p>sugerir também que a criança aperte as sílabas na mão e fale em seguida a pala-</p><p>vra toda de forma solta. Com as crianças até 7 anos devemos usar figuras, ou</p><p>materiais concretos; exemplo: bichínhos de plásticos, brinquedos, ou mesmo</p><p>adaptar os materiais educativos. Uma outra forma de trabalhar as palavras pre-</p><p>sa e solta seria usar fichas coloridas para marcar a quantidade de sílabas a</p><p>serem faladas de forma presa. O fonoaudiólogo poderá escolher os fonemas a</p><p>serem trabalhados conforme a necessidade da criança.</p><p>M0DrÍ-rcAÇA0 DA FALA 73</p><p>s@</p><p>/Ca/ (aperlando a mão e apertando ao mesmo tempo a palavra na boca)</p><p>pois falar /va lo/ (soltando a mão e, ao mesmo tempo, expirando a palavra).</p><p>Falar a palavra /cavalo/de uma vez só.</p><p>Com as crianças até 7 anos</p><p>Falar primeiro o pedaço da palavra ou da sílaba e depois dizer a palavra inteira,</p><p>usando as fichas coloridas:</p><p>ooooo</p><p>oo @o.o</p><p>i§</p><p>i.1tr1rfl</p><p>ü</p><p>BA.TOM</p><p>oo</p><p>batom</p><p>BO-LO BOM-BA</p><p>é- o e.o</p><p>Í\i 0DtFrcAÇÂ0 DA FALA</p><p>TE-SOU-RA</p><p>ooo</p><p>tesoura</p><p>GAI-O-LA</p><p>ooo</p><p>gaiola</p><p>BOR-BO-LE-TA & E-LE-FAN-TE</p><p>Gf,.:,":.. -ffi-?,,: =</p><p>Hr-po-po-TA-Mo *##ffi MA-MA-DE|-RA</p><p>b.;"?,:. ffi.:.:?,.)ryffi</p><p>voorrrcaçÃo DA FALA 75</p><p>Com as crianças acima de 7 anos</p><p>lreinar a sílaba presa (aperta a mão) e a sílaba (solta a mão) com vogais.</p><p>Mostrar à criança a figura das mãos fechada e aberta: Exemplo:</p><p>IXEMPLO: +</p><p>BA .A</p><p>BI -A</p><p>BU -A</p><p>MA-A</p><p>MI .A</p><p>MU.A</p><p>PA -A</p><p>PI -A</p><p>PU .A</p><p>BA -E</p><p>BI -E</p><p>BU .E</p><p>MA. E</p><p>MI -E</p><p>MU. E</p><p>PA -E</p><p>PI -E</p><p>PU -E</p><p>BA -O</p><p>Bt -o</p><p>BU -O</p><p>MA-O</p><p>Mt -o</p><p>MU.O</p><p>PA -O</p><p>Pt -o</p><p>PU .O</p><p>BA -U</p><p>BI -U</p><p>BU .U</p><p>MA. U</p><p>MI .U</p><p>MU-U</p><p>PA -U</p><p>PI -U</p><p>PU .U</p><p>a primeira sílaba solta e</p><p>I XI MPLO:</p><p>BAN-DE-JA</p><p>BAR.BAN.TE</p><p>BOM-BEI-RO</p><p>MO-RAN-GO</p><p>MU.LHER</p><p>MI.LHA.GEM</p><p>POS.TAI""</p><p>P,A.REN TF</p><p>PO-MA DA</p><p>BRIN-QUE-DO</p><p>BRO-TO-E-.JA</p><p>BRI-LHO</p><p>MO.RE-NO</p><p>MU-DAN-ÇA</p><p>MEN.SA.GEM</p><p>PA.DA-RI-A</p><p>Pt- LO-TO</p><p>Pi-I XA RI.A</p><p>Usar a técnica preso/solto com as palavras, exemplo:</p><p>É necessário também Íazer de outra maneira, falar</p><p>,r seguinte presa. Exemplo:</p><p>ra</p><p>BAN.DEI-RA</p><p>BRA-SIL</p><p>BRI-GA-DEI-RO</p><p>MA.RA-TO-NA</p><p>MA-RA-VI.LHA</p><p>ME-SA.DA</p><p>PAR-CEI.RO</p><p>PIN.TU.RA</p><p>PA-RE-CI-DO</p><p>N/OD ICA(]AO I]A IALA</p><p>EXERCíCI0S PARA APBENDER A CoNTR0LAR A REpEilçÃo</p><p>A repetição de sílabas ou palavras é o tipo de disfluência mais comurnente asso.</p><p>ciado à gagueira, sobretudo nas primeiras fases do desenvolvimento da lingua.</p><p>gem. É possvel classificar as repetições da criança como sendo relativamente</p><p>relaxadas ou com algum grau de tensão. Além do mais, a unidade da fala que</p><p>está envolvida na repetição pode ser facilmente observada. É possível observar</p><p>a repetição de um grupo de palavras como: "ela é a boneca... (pausa)... ela é a</p><p>boneca que eu gosto mais". Esse tipo de repetição pode ser considerado, se.</p><p>gundo alguns autores, como sendo um adiamento, que é utilizado para disfar.</p><p>çar ou dar um tempo para as palavras surgirem. Na disfluência normal, ou a</p><p>empregada na maioria das pessoas não classificadas como que gaguejam, g</p><p>repetição pode ocorrer por uma inabilidade de se lembrar da palavra apropri</p><p>da; como: "Eu estou pensando em..... em...... em....". em ir falar com ela". Essa</p><p>seria a forma adulta de disfluência. Na criança seria mais assim: "Mamãe te</p><p>um passarinho lá fora na..... na...... na...... perto do portão". Às vezes, a repeti</p><p>ção é utilizada para pensar nas proximas palavras que se devem dizer ou em</p><p>conceito a emitir. A repetição também pode ser acompanhada da elevação da</p><p>tonalidade da voz. No entanto, esse tipo de artifício, se empregado com</p><p>frequência, nos dá indícios de estar havendo dificuldade em lidar com a manei-</p><p>ra de falar. A repetição pode ocorrer por uma inabilidade em pronunciar a pala</p><p>vra, como: "Eu vi no jardim zoológico um rino, um rinoronte, um rinoceonte,</p><p>um bicho grande com chifre aqui". Pode acontecer também de a repetiçã</p><p>ocorrer por medo das consequências de um ato, como: "Sim, eu.... eu.... é eu....</p><p>me.... me sujei no jardim." Tâmbém pode haver medo de ser repreendido por</p><p>e surgir a repetiçáo, como: "Eu co.....co......co..,..cortei o dedo no..... no...... no</p><p>Iador." Finalmente, pode haver medo de ser inrerrompido, gerando muiras repeti.</p><p>ções até se sentir ouvido, como: "mamãe........mamãe.........mamãe........ olha......o-</p><p>lha mamãe olha aqui, olha pra mim".</p><p>É muito importante levar a criança a ter controle sobre as repetições que</p><p>acontecem. Apesar de elas acontecerem involuntariamente, elas quebram o</p><p>fluir do discurso e, dependendo de sua frequência, incomodam tanto quem</p><p>fala como quem escuta. Quando uma criança começa a gaguejar, uma consi.</p><p>deração importante a se fazer é não levar em conta o quanto ela está realmen.</p><p>te repetindo, mas como ela se escuta, sendo a própria criança um membro</p><p>importante da sua própria audiência. O que queremos dizer é que, para modi.</p><p>ficar o número das repetiçÕes, é preciso antes determinar o quanto a pessoa</p><p>está realmente preocupada com elas e suas</p><p>consequências.</p><p>I\/(lDrFlcAÇAil DA FArA</p><p>Com a finalidade de evitar que a gagueira desenvolva-se para uma etapa</p><p>rrrais severa em que o falante comece a se incomodar com sua própria fala, é</p><p>rrocessário que a pessoa abandone a ideta de que falar é uma tarefa desagra-</p><p>r l,ivel. Não é fácil conseguir a mudança de conceito. Criar um ambiente ou um</p><p>,lirna de conversação seria um primeiro passo. O terapeuta pode indicar à cri-</p><p>,rnÇa que gosta da maneira como ela conta as histórias. É bom que fique claro</p><p>rlre não estamos recomendando para se mentir à criança, dizendo que gostou</p><p>rnuito como contou a história, mas que se gostou muito da história que foi</p><p>, ontada. Não é o "como" mas "o quê".</p><p>Visando a atividade de contar histórias, o terapeuta pode colocar algumas</p><p>lir;uras para iniciar o jogo de inventar histórias. O terapeuta começa: "Vamos</p><p>rrrventar histórras. Eu vou f azer a primeira, depois você. A história pode ser boa</p><p>otr não, mas o jogo é inventar."</p><p>*rr fr (:-\</p><p>ffiw</p><p>Exemplo de historia do terapeuta: Era uma vez uma moça que estava dese-</p><p>rrlrando e falando ao telefone, quando um sapo pulou na frente dela. Aíela</p><p>( orreu para casa, mas a chave estava debaixo da escada. Começou a chover, e</p><p>r,la abriu o guarda-chuva e correu para debaixo da árvore. Aícaiu uma maçã na</p><p>r,rbeça dela, mas ela não se machucou.</p><p>O terapeuta diz: Agora é você a contar a historia. Vou colocar as figuras e</p><p>você conta.</p><p>ffi</p><p>ffi</p><p>fr{t& f</p><p>Na próxima historia que o terapeuta for contar ele deve começar a introdu.</p><p>zir repetições de sílabas. Logo depois que a repetição ocorrer, o terapeuta</p><p>pode parar de falar e, em seguida, dizer a palavra sem a repetição.</p><p>Exemplo: o terapeuta diz: o menino viu um ga ga ga, um gato, e aícome*</p><p>çou a chover.</p><p>78 M0DlFtcAÇÃO DA FALA</p><p>se houver necessidade o terapeuta ajuda a criança dando dicas. No final</p><p>das historias é importante passar a informação de que ela contou muito bem,</p><p>que ela sabe contar histórias, e que foi muito engraçado etc.</p><p>MODIFICACAO DA TALA</p><p>se a tarefa for bem executada, o terapeuta deve mostrar o cartão de re-</p><p>,,rrp.nruf, ou mostrar a figura de pessoa tristeOse a criança não acertar.</p><p>Pode-se fazer em seguida o exercício dentro da história. o terapeuta diz à</p><p>r riança que agora ele vai contar uma história, e se houver um pedacinho da</p><p>1r;rlavra repetida, ele vai levantar o cartão vermelho de pARE, A criança deve,</p><p>r,ntão, parar de falar e dizer a palavra de novo sem repetir. Exemplo:</p><p>O menino ta... ta..... @. O menino tava jogando bola.</p><p>Terapeuta diz: Otimo, você ganhou um cartão alegre I</p><p>EXERCICIOS PARA SUAVIZAR</p><p>')uavizar é falar as palavras com leveza. A ideia é treinar o início suave das pala-</p><p>vras em contraste com o início tenso ou repetido. As vezes, o medo da palavra,</p><p>ou o hábito de tremer os lábios, ou fazer uma careta acompanha a maneira de</p><p>,rrticular. É necessário modificar o ciclo da careta e do medo, dando um tempo</p><p>p,rra treinar a articulação.</p><p>os exercícios vão consistir em falar a sílaba sem sonorização, so articulan-</p><p>rlo com os lábios e ir aos poucos colocando a voz. lsto porque se notou que</p><p>rriio havendo voz, não surgem tremores no lábio ou o medo de falar. A criança,</p><p>lntão, fala uma sílaba como o /pal ou /to/articulando sem voz ou encostan-</p><p>rlo os lábios suavemente para /pa/ ou a língua para o /to/. euando não há</p><p>rrrais tremores no lábio começa-se a sonorizar dizendo, finalmente, a palavra</p><p>Irda. Exemplo lpa pa pa/ (sem voz) depois aos poucos colocar a voz e falar</p><p>lrcm alto /to to to/, e finalmente, falar a palavra toda /pato/.</p><p>Pode ser combinado que, sempre que houver uma paravra repetida,</p><p>aparecer um cartão indicando que se deve parar de falar e falar de novo sem</p><p>repetição. Como sempre o primeiro a fazer o exercício é o terapeuta, é ele qr</p><p>vai falando e vez ou outra fazendo uma repetição de sílaba. A criança com</p><p>cartão de PARE na mão deve levantáJo. Exemplo: o menino estava anda</p><p>de bicicleta quando ele ca....... ca......... .u . @ (criança levanta cartão</p><p>terapeuta). (terapeuta refaz a frase) quando elúaiu.</p><p>se a criança não levantar o cartão corretamente, o terapeuta deve introd</p><p>zir exercícios de repetir voluntariamente, assim:</p><p>Terapeuta diz: "vamos brincar de pular as palavras. Nessa fila de fig</p><p>umas vão pular, e outras não. Eu vou fazer primeiro,,:</p><p>pera - laranja - pa...... pa....... pa....... (criança levanta o cartão)@ 1t"rup"</p><p>refaz) pato - balde - bo...... bo.......úEboneca</p><p>Em seguida o terapeuta diz: 'Agora você que vai pular. Vai falando</p><p>nomes e de vez em conta você pula a palavra,,.</p><p>7</p><p>80 MODtFtcAÇÃ0 DA FALA</p><p>alvéolos e repetindo sem som /te te te/ 3 vezes. euando o tera.peuta</p><p>que não há mais tremor ou tensão nos lábios pedir para falar a palavra</p><p>colocando sonoridade: /telefone/.</p><p>pa pa pa à sem voz</p><p>@ à com voz /pato/</p><p>SA SA SA</p><p>ffi</p><p>) sem voz</p><p>à com voz /sapatof</p><p>ma ma ma à sem voz</p><p>ffi ) com voz f mamadeia/</p><p>pi pi pi</p><p>'m</p><p>@áir.á@</p><p>à sem voz</p><p>à com voz /pipa/</p><p>Com as crianças até 7 anos</p><p>Exemplo: @ Mostrar a figura do telefone e demonstrar o ponto articulatorio</p><p>do /te/. Pedir à criança que fale a primeira sílaba só encostando a língua nos</p><p>M0DrFrcAÇÃO DA FALA 81</p><p>Com as crianças acima de 7 anos</p><p>Falar a sílaba sugerida, articulando sem voz. Mostrar o ponto dos fonemas, con-</p><p>íorme for trabalhando:</p><p>- / Pa Pa Pa.../ ) sem voz, só articulando</p><p>+ rnarrracor</p><p>fr</p><p>- /ToToTo ... l» sem voz, só articulando</p><p>@,í</p><p>f/tomada/ -W</p><p>- / Ca Ca Ca...l + sem voz, só articulando à dizer a palavra toda, usando a voz</p><p>l/cadeira, #</p><p>&</p><p>.;» falar a palavra toda, usando a voz</p><p>I falar a palavra toda, usando a voz</p><p>- | Fu Fu Fu .../ -) sem voz, só articulando à dizer a palavra toda, usando a voz</p><p>)lÍuracão/</p><p>- /sisisi.../</p><p>t/Silêncio/</p><p>- lxi xixi .../</p><p>) / xí<ara/</p><p>/xi xi xi .</p><p>à sem voz, só articulando .} dizer a palavra toda, usando a voz</p><p>smm</p><p>dffi.</p><p>,sem voz, só articulando -;r dizer a palavra toda, usando a voz</p><p>v /.,2w</p><p>../ 9, sem voz, só articulando gr dlzor a palavra toda. usando a voz</p><p>Sugestão: Variar a quantidade das repetiçfin, n J,.,, ,,, uràffide cada</p><p>/t//d//n//l//r/ - ponta da língua na papila, parte rugosa, atrás dos</p><p>incisivos superiores</p><p>lp//b//m/- os lábios encontram-se suavemente</p><p>/f //v/- dentes no lábio inferior, liberar um sopro entre eles</p><p>/s//z/ - ponta da língua no assoalho da boca atrás dos dentes incisivos inferiores</p><p>lk//g/- língua recua - como para a " tosse"</p><p>A//ch/- lábios em protrusão, entreabertos, permitindo entrever os dentes</p><p>bo bo bo à sem voz</p><p>*.]wt::=" ) com voz /botão/</p><p>VA VA VA</p><p>Hffi</p><p>à sem voz</p><p>) com voz fvacaf</p><p>fo fo fo à sem voz</p><p>da da da à sem voz</p><p>|@ à com voz /dado/</p><p>Exemplo:</p><p>l,.rrnmr ,,-.i-^,J^ ^- ,,^^-i-</p><p>7</p><p>92. MoDrFrcAÇÃo DA FArÁ</p><p>EXERCICIOS PARA ENSINAR A EMPURRAR O SOM</p><p>Quando a criança já mostra eficiência em controlar as repetições,</p><p>começar a ensinar como sair do bloqueio no momento que ele acontece.</p><p>trolar a fala na sala do terapeuta é uma tarefa fácil de ser conseguida. o</p><p>peuta é a pessoa que aceita a criança como ela é respeitando-a como</p><p>que fala diferente. o mais importante é que, na sessão de terapia, a criança</p><p>recebendo atenção o tempo todo de alguém que quer ajudáJa. Mesmo q</p><p>do o terapeuta corrige a maneira de falar, isso é encarado como um auxílio</p><p>não como uma crítica. Falar nesse ambiente sem estresse e de aceitação,</p><p>rá ser executado facilmente pela criança e, de uma maneira geral, é o que</p><p>observa. A criança fica logo fluente em poucas sessões. Falar fluente, enti</p><p>não é algo difícil de a criança conseguir quando guiado pelo terapeuta,</p><p>conseguir manter a fluência em um ambiente hostil é bem mais difícil. os</p><p>queios da fala chamam muito a atenção do ouvinte e incomodam demais</p><p>quem fala. Por esse motivo, a criança precisa aprender a se desfazer do</p><p>ro no momento em que ele acontece. lsso irá evitar a sensação de não</p><p>chegar ao fim do que está querendo falar, não poder continuar a passar a</p><p>sagem, não ter capacidade de falar as coisas, de não ser igual aos outros r</p><p>falam quando querem, de ser interrompido pero ouvinte por frases como:</p><p>sei, você quer pedir ......" ou "fala logo que estou com pressa,, ou ,,já</p><p>não precisa dizer mais nada".</p><p>A insegurança costuma deixar as pessoas paralisadas ou sem ação.</p><p>do se ensina a criança a modificar os bloqueios, é o mesmo que dizer que</p><p>uma "tábua de salvação". Há uma ação que pode ser realizada. seria o mesr</p><p>se a pessoa começasse a dizer a si própria: "se me acontecer de ficar com</p><p>fala presa, não tem problema, eu sei o que fazer para ninguém perceber isso,,</p><p>Explicar à criança que é possÍvel puxar a gagueira para fora quando esti</p><p>no meio dela. lsto significa que quando perceber que o ar não saiu e que</p><p>no meio de uma palavra ou frase, é possÍvel fazer uma pausa e puxar o ar</p><p>fora em uma expiração. A pausa vai servir para indicar que há necessidade</p><p>fazer algo e que não dá para continuar a farar com o ar preso, Iíngua ou lábi</p><p>tensos.</p><p>A expiração visa esvaziar o pulmão. A técnica tem a finalidade de abrir</p><p>pregas vocais e relaxar a pessoa, quase como fazendo um suspiro. A man</p><p>de parar no meio do bloqueio, expirar o ar do purmão e voltar a falar, dá à</p><p>soa a chance de buscar uma posição articulatória e fonatória mais rel</p><p>para prosseguir no processo de comunicação.</p><p>M0DrFrcAÇA0 DA FALA 83</p><p>O terapeuta deve dizer à criança que ela vai aprender uma maneira de sol-</p><p>tar a fala quando esta ficar presa. Devem-se colocar na mesa algumas figuras</p><p>que já tenham sido trabalhadas. Explicar que as palavras podem ficar presas</p><p>nesses três lugares: nos lábios, na língua ou na garganta. Mostrar um pulmão</p><p>e dizer que ele é igual a um reservatório de ar.</p><p>&,o->@</p><p>Explicar o processo de encher e esvaziar o ar do pulmão, utilizando o pro-</p><p>cesso de encher e esvaziar. O terapeuta explica: "O ar sai do pulmão ou do</p><p>reservatório e pode ficar preso na boca, na língua ou na garganta. É possÍvel</p><p>abrir a "bica" da boca ou fechá-la, fazer o mesmo com a garganta ou com os</p><p>lábios. Assim como se pode fechar, pode-se abrir a bica e deixar o ar do reser-</p><p>vatório passar".</p><p>Brincar de jogar ar para dentro e para fora do reservatório. Brincar de abrir</p><p>e fechar a bica. Soltar o ar, mas prender nos lábios. Soltar o ar, mas prender a</p><p>lÍngua nos alvéolos. Soltar o ar, mas prender na garganta.</p><p>@ü*n</p><p>84 r\i ODrFrcAÇA0 DA FALA</p><p>Depois que a criança entender a brincadeira de soltar e prender o ar, falar</p><p>as palavras:</p><p>Por exemplo: A palavra é banana:</p><p>prender nos lábios</p><p>banana - maçã - menina - merenda - bola - meia - melancia - etc. e ir</p><p>do para prender o ar ou fechar a bica. Trabalhar também com fonemas</p><p>dentais e velares.</p><p>Em vez de dar o exemplo do reservatório, é possível usar o de cheirar a</p><p>para inspirar e soltar o ar na expiração para soprar as bolas de sabão.</p><p>Exemplo com as figuras usando os dois métodos: inspirar -+ fechar a</p><p>ou prender o ar -+ soltar o ar falando as palavras uma de cada vez: maçã,</p><p>fone e coelho.</p><p>M0DrFrcAÇÃO DA FALA 85</p><p>Depois que a criança entendeu o processo de prender o ar quando quer e</p><p>onde quer, pode-se começar a explicar o processo de abrir a bica e soltar o ar</p><p>ou esvaziar o pulmão. O terapeuta diz à criança que agora ela já sabe puxar a</p><p>l,rla para fora.</p><p>Podem-se fazer muitos exercícios de puxar o ar e falar. Não é aconselhável</p><p>rlue a criança faça uma inspiração profunda. Explicar que o ar para falar é o</p><p>r 1ue sai no sopro e não o que entra. Há a tendência nas pessoas que gaguejam</p><p>,r tomar uma grande inspiração para falar. Talvez isso venha por conta de ter</p><p>otrvido muitas pessoas falarem: "respira antes de Íalar", ou "calma, respira e</p><p>l,rla" etc. É necessário respirar e falar, mas não há necessidade de uma grande</p><p>rltrantidade de ar para a inspiração, e sim na expiração. O importante é ter</p><p>rrrna a quantidade de ar suficiente para soltar a fala.</p><p>EXERCÍCIOS DE SOPRAR AS PALAVRAS</p><p>Iomar uma pequena inspiração pelo nariz, empurrar o ar para fora e ao mesmo</p><p>l(,mpo repetir as palavras que o terapeuta vai falando:</p><p>It,trco - bruxa - boletim * branco - balança - brinquedo - etc.</p><p>(,ln'lâ - cobra - colorido - criança - cabelo - cadeira - caixa - etc.</p><p>ll,rdo - dança - dever - doutor - difícil - dourado - dentista - etc.</p><p>l,rca - febre - feliz - ferro - furo - filho - figura - fotografia - etc.</p><p>(,aita - galo - gasolina - gavião - gol - gato - gargalhada etc.</p><p>logo - joia - jantar - janela - jujuba - Joaninha - jogador - etc.</p><p>lrrz - longe - ladeira - líquido - Iaranja - lama - lindo - lágrima - etc.</p><p>Mesa - movel - macaco - maio - motor- mistura - madeira - morango - etc.</p><p>Nirriz - nacional - negócio - noite - notícia - novela - navegação - etc.</p><p>l',rto - pena - pente - poste - porta - patrão - pandeiro - paraquedas - etc.</p><p>{)lrero - quente - quase - quintal - quartel - quadrado - quantidade - etc.</p><p>ll,rto - rainha - redondo - relógio - régua - rodeio - ruído - rinoceronte - etc.</p><p>',,rla - salada - samba - sombra - sossego - sensacional - simpático - etc.</p><p>l,rrrque - tombo - tampa - teste - tubarão - telhado - tangerina - etc.</p><p>Vrnto - você - vamos - vaca - vizinho - vitória - valente - vulto - etc</p><p>Xírara - xampu - xará - xuxu - xodó - xarCIpê - xerife - etc.</p><p>/trro - zangão - zanqado - zarolho - zebra /oro zooloqico - etc.</p><p>&</p><p>&</p><p>&</p><p>ffiffi</p><p>ffi</p><p>ffi</p><p>W"</p><p>ffiffib</p><p>Soltar o ar</p><p>Exemplo:</p><p>ü "d*</p><p>86 MODIFICACAO DA FALA</p><p>Observar se a inspiração é profunda ou não. Se for o caso, cancelar e man.</p><p>dar refazer a palavra, inspirando pouca quantidade de ar e soltando bastantê</p><p>ar. Reparar em que fonema há bloqueios ou dificuldade em manter a expira</p><p>constante. Se for o caso, trabalhar bastante esses fonemas. Se a criança se</p><p>trair muito durante a atividade de repetição, usar as figuras.</p><p>Exemplo de como aumentar a quantidade de ar na expiração:</p><p>Depois de um tempo de treino é possível pedir à criança que vá</p><p>algo, enquanto repete o que o terapeuta diz. Dessa maneira a atenção</p><p>focada em uma atividade relaxante, e a fala em outra atividade. É como se</p><p>vesse havendo um pareamento da fala com algo agradável.</p><p>O próximo passo será trabalhar as frases. Primeiramente elas terão de</p><p>curtas para dar a dimensão da dosagem do ar. Aos poucos vai-se aumenta</p><p>o comprimento das frases.</p><p>O terapeuta explica: "Toma uma pequena quantidade de ar e depois</p><p>o ar ao mesmo tempo que repete o que estou falando":</p><p>Uma vez que essa atividade está bem</p><p>Íalar frases maiores e ensinar a introduzir</p><p>lrase for longa demais.</p><p>M0DrFrcAÇÃO DA FALA 87</p><p>Abre essa caixa.</p><p>Vou cortar o cabelo agora</p><p>eáJe jogar o dado paía jogar.</p><p>Eles estão dançando na festa do play.</p><p>O dever está difícil, preciso de ajuda'</p><p>Vi um peixe dourado no aquário da escola.</p><p>controlada, o próximo Passo será</p><p>pausas para tomar insPiração se a</p><p>O terapeuta deve explicar que o ar deve fluir ao longo da frase. Se isto não</p><p>,rr r)ntecer, o terapeuta deve parar a frase e mostrar que a bica Oo ar ffi ficou</p><p>lr,r lrada ou, então, não houve ar suficiente ffi Se houver uma repetição, man-</p><p>rl,rÍ pârât', mostrando o cartão Ou @ ür§"untar se sabe o que aconteceu'</p><p>( )rrrJe o pedaço da palavra ficou preso. Perguntar se foi pelo ar preso que repe-</p><p>Itrr o pedacinho da palavra.</p><p>s %t</p><p>porsue ele podiafusir'</p><p>* %t fl#5J'::'::T;T,i::</p><p>mesa f& ffiíi' Roroue estava na</p><p>eu gosto rnri, $ ffitt " também não está na hora do almoço'</p><p>A cama é alta.</p><p>O barco aÍundou.</p><p>A bruxa está solta.</p><p>Meu boletim ficou pronto.</p><p>Esse livro é muito engraçado.</p><p>O menino se balança no jardim.</p><p>Ganhei muitos brinquedos no Natal.</p><p>Tenho medo de cobra escondida.</p><p>Vou colorir meu caderno de muitas cores</p><p>7</p><p>88 MODrFtcAÇÃo DA FALA</p><p>EXEHGICIO DE TROCAR O BLOOUEIO PELO</p><p>PROTONGAMENTO OU O GONTATO SUAVE</p><p>Por meio da técnica de puxar a fala a criança pode aprender a soltar ou evitar</p><p>comportamento de luta por um relaxamento gradual dos seus articuladores. E</p><p>vez de se contorcer em movimentos com o corpo ou com a face, ela pode</p><p>o fluxo da fala, prolongando o som um pouco mais que o normal. o pr</p><p>mento da sílaba seguinte será útil para evitar a luta e as contorções feitas, visar</p><p>chegar ao fim da palavra. Nos casos de gagueira, em que a característica princi</p><p>é o prolongamento exagerado de sons, não indicamos fazer esses exercícios. E</p><p>é mais apropriado para gagueira de repetição e de bloqueios</p><p>"" fit#:t</p><p>de bloqueio'Õ</p><p>Terapeuta deve dar um exemplo de como se pode trocar o bloqueio</p><p>prolongamento:</p><p>Vi um /p/eeeeeixeffil nadando no aquário.</p><p>r * -l</p><p>cartão para prolongamento.</p><p>Yi um /P/ bloqueio + careta</p><p>o bloqueio é interrompido e trocado pelo prolongamento da vogal.</p><p>não é o ideal, mas troca-se um movimento tenso por um relaxado. Ac</p><p>com a luta interna, a ansiedade e a urgência de falar. Muda-se o esque</p><p>motor cerebral e inscreve-se uma nova trilha neuronal. o hábito antigo de</p><p>quear e contorcer-se vai perdendo sua força, e entra um novo hábito. M</p><p>sendo ainda uma maneira incomum de falal estamos ensinando a falar pari</p><p>frente. Não totalmente fluente ainda, mas sem o hábito repetitivo da gagueira</p><p>Pode ser dito à criança que as pessoas, quando erram ao falar uma</p><p>vra, repetem essa palavra de outra maneira. sem problema, culpa ou</p><p>pação de estar repetindo algo que não saiu bem. A criança também pode fa.</p><p>zer a mesma coisa.</p><p>Terapeuta explica: "se a palavra ficar presa ou repetida, você pode parar</p><p>rla frlet a ca -n,,ini. *^,Jiíi-^^.J^ ^ -^^.--:.-- ^t- r-r</p><p>MODIFICACAO DA FALA 89</p><p>para cima, sorrir nervoso, fechar o olho, passar a mão na boca etc. A gente po</p><p>de modificar aquilo que não fi'cou bom sem problema. Todo mundo faz isso."</p><p>O exercício será o seguinte:</p><p>Tomar ,r. * esvaziar -+ falando a frase: "Pode jogar o dado agora."</p><p>Tomar .r * esvaziar -+ fingir que ficou preso, no "f Pf P/ -+ parar e</p><p>continuar falando a fra</p><p>D</p><p>para dar</p><p>ft^.d p r loooo/ de</p><p>peixe nada</p><p>jogar o dado agora".</p><p>A frase então fica assim: P oooode jogar o dado agora.</p><p>Repetir as frases ou criar frases sobre a figura. Se houver um bloqueio ou</p><p>uma repetição tensa, com caretas ou não, parar de falar e procurar prolongar</p><p>o resto da palavra. Explicar que é fundamental continuar falando o resto da fra-</p><p>çe. É muito importante dar recompensa por cada troca de um bloqueio por um</p><p>prolongamento ou uma revisão com contato solto. No final da sessão con-</p><p>tam-se quantas carinhas felizes e quantas tristes a criança ganhou. Mostrar, se</p><p>for o caso, que ganhou mais do que perdeu. Se realmente ganhar mais carinha</p><p>íeliz do que triste, a criança deve receber um prêmio, (barra de chocolate,</p><p>balas, figurinhas, pilot de cor etc.).</p><p>Gom as crianças acima de 7 anos</p><p>Com crianças que já sabem ler, pode-se escolher um verso ou um parágrafo</p><p>para a leitura. Escolha algumas palavras e as sublinhe. Explique que nas palavras</p><p>rublinhadas a criança deve controlar a fala, usando o contato solto, o prolonga-</p><p>rnento, ou a expiração solta. Mostrar as figuras do cartão abaixo e pedir que</p><p>rlponte qual sistema usou.</p><p>Prêmios</p><p>7</p><p>90 MoDtncAÇÂ0 DA FALA</p><p>Utilizar o jogo dos fantoches entre a criança e o terapeuta. Cada mão</p><p>fantoche usa a maneira de falar escolhida no cartão. os dois devem conve</p><p>se houver bloqueio ou repetição que não tenha sido trocada, o terapeuta</p><p>responde ou mostra uma carinha triste.</p><p>Gravar uma história lendo um parágrafo usando uma das trocas anteriores</p><p>vez em quando. ouça a gravação junto com a criança e pergunte sê ela notou «</p><p>o terapeuta fez as trocas de preso para solto corretamente. peça a ela que lhe</p><p>uma carinha feliz se ela gostou da fala do terapeuta. Depois é a vez da criança.</p><p>vai ler o parágrafo e fazer trocas preso/solto. vai-se ouvir e pedir que ela diga</p><p>gostou da gravação, se saiu solto e fluente e se merece carinha feriz.</p><p>Fazer o jogo das 10 perguntas. Cada vez que fizer uma pergunta ao</p><p>peuta usando trocas preso/sorto, a criança ganha um ponto. Éra deve Í</p><p>oito pontos para ganhar o prêmio no final aó 1ogo.</p><p>Perguntas:</p><p>1. Como é o seu nome todo?</p><p>2. Qual é o nome da sua Escola?</p><p>3. Quantos dedos você tem nas duas mãos?</p><p>4. Em que andar do prédio você mora?</p><p>5. Diga o nome de seu melhor amigo?</p><p>6. O que você gosta de comer no café da manhã?</p><p>7. Qual é a sua cor predileta?</p><p>B. A que novela você assiste?</p><p>9. De que você tem medo?</p><p>'10. Quantos números têm no relógio?</p><p>A seguir o terapeuta pergunta, e a criança responde. Cada vez que perg</p><p>tar bem, usando trocas preso/sorto, ganha um ponto. Era deve fazer l</p><p>oito pontos para ganhar o prêmio no final do jogo.</p><p>EXEHCÍG|OS DE TIGAMENTO</p><p>Explicar à criança que ligar é o que acontece, quando a vovó faz um boro</p><p>uma festa de aniversário, ela mistura todos os ingredientes até ficar uma n</p><p>única. Quando ligamos as paravras, elas são drtas de maneira suave e liç</p><p>umas às outras. Não há pausa entre uma e outra. A criança que gagueja</p><p>ter cuidado para não embararhar as paravras. A respiraçãá deve lair de</p><p>contínuo ao se ligar com outras palavras.</p><p>Dizer à criança para farar o nome de cada figura ou rer em voz arta, tendo</p><p>o cuidado de ligar uma palavra à outra até terminar a frase. Em seguida ela</p><p>deve ler a última linha como se fossem três grupos de paravras. Exempros de</p><p>exercícios:</p><p>o computador velho na mesa marrom tem uma rnclça sentada na cadeira de rodinhas.</p><p>M0DtFtcAÇAO DA FALA 91</p><p>o menino alegre aprende</p><p>lalar a frase inteira:</p><p>O menino alegre aprende a andar na bicicleta nova para o papai ver</p><p>a bola de futebol</p><p>l:alar a frase inteira:</p><p>O menino chuta a bola de futebol para bem longe.</p><p>o computador velho</p><p>lalar a frase inteira:</p><p>a moça sentada na cadeira de rodinhas</p><p>ffi</p><p>r papai</p><p>w</p><p>papai</p><p>ffi</p><p>a bicicleta</p><p>ffi</p><p>ar na bicicleta nova</p><p>W</p><p>o menino</p><p>W"</p><p>@</p><p>o menino</p><p>@</p><p>menino chu</p><p>a and</p><p>I</p><p>- x</p><p>a cadeira</p><p>Íl_Mil%</p><p>longe</p><p>ffi</p><p>brinca</p><p>&</p><p>brinca com as crianças</p><p>O palhaço engraçado brinca com as crianças de encher balões coloridos.</p><p>w</p><p>#</p><p>os balões</p><p>pt</p><p>t;</p><p>#</p><p>de balões coloridos</p><p>B</p><p>o palhaço</p><p>_b-</p><p>x</p><p>o palhaço engraçado</p><p>Falarafraseinteira:</p><p>hu</p><p>cão come</p><p>&</p><p>lápis colorido</p><p>o gato mia</p><p>s2 N/0DtflcAÇA0 DA FALA</p><p>Com o objetivo de praticar o ligamento, pedimos para as crianças</p><p>menos de 7 anos olharem as figuras e repetirem as palavras. É importante</p><p>ses exercícios falar suave, ligando uma palavra à outra sem fazer intervalos</p><p>o fim da frase. O objetivo é ensinar a fluência.</p><p>Com as figuras anteriores podemos também sugerir que se construam</p><p>ses completas. Recomendar à criança de não se esquecer de ligar bem as</p><p>vras ao longo da frase. Para cada frase bem encadeada, deve-se dar um</p><p>mio. Também é possível tirar prêmios. As crianças, em geral, não gostam</p><p>perder e geralmente reclamam quando se retira um ponto ou uma cari</p><p>feliz. O terapeuta não deve deixar-se envolver. Deve ser enfático. "Fara gan</p><p>tem de falar ligando as palavras. Esse é o jogo. Posso dar outra chance. Te</p><p>de novo que você ganha".</p><p>M0DrFrcAÇÃO DA FALA g3</p><p>o mesmo exercício é feito com as crianças acima de 7 anos, só que lendo</p><p>as palavras:</p><p>Exemplo: "Faça uma frase sobre cada palavra da lista". "Não se esqueça de</p><p>fazer o ligamento".</p><p>Exemplos: Está um dia lindo - como vai você - Vou lavar a roupa suja.</p><p>A noite está quente - Muito obrigada pelo presente - Na lanchonete serve</p><p>prato feito etc.</p><p>dia lindo</p><p>noite quente</p><p>bom dia</p><p>boa noite</p><p>boa tarde</p><p>lindo dia</p><p>tenho sede</p><p>tenho fome</p><p>tudo bem</p><p>tudo certo</p><p>tudo mal</p><p>já cheguei</p><p>tem coisa aí</p><p>gostei muito</p><p>quase nada</p><p>está frio</p><p>está quente</p><p>vento quente</p><p>céu cinzento</p><p>dia ensolarado</p><p>céu azul</p><p>neblina forte</p><p>vento frio</p><p>montanha verde</p><p>chuva forte</p><p>praia quente</p><p>piscina gelada</p><p>mar bravo</p><p>Como vai?</p><p>leite quente</p><p>a água sobe</p><p>a minha professora</p><p>dor de dente</p><p>olho de tigre</p><p>chá gelado</p><p>gato escaldado</p><p>cão bravo</p><p>dente de leite</p><p>pé de moleque</p><p>sorriso simpático</p><p>unhas pintadas</p><p>cara lavada</p><p>cara de pau</p><p>cara pintada</p><p>suco gelado</p><p>agora é tarde</p><p>praia cheia</p><p>praia vazia</p><p>piscina térmica</p><p>cheiro bom</p><p>amiga leal</p><p>bife com batatas fritas</p><p>sorvete de chocolate</p><p>guaraná com laranja</p><p>bolo de chocolate</p><p>muito obrigada</p><p>Já almoçou?</p><p>Estou com fome</p><p>quero jantar</p><p>estou com pressa</p><p>garota esperta</p><p>menina bonita</p><p>gordinha feliz</p><p>guarda-chuva</p><p>guarda-sol</p><p>sorriso amarelo</p><p>Que coisa hein?</p><p>gramado florido</p><p>mau humor</p><p>bom humor</p><p>ataque de risos</p><p>boa gargalhada</p><p>batom vermelho</p><p>camisa suada</p><p>sorvete derretido</p><p>dentes brancos</p><p>peitos fartos</p><p>olhos verdes</p><p>filhos fortes</p><p>nesse verão</p><p>olho gordo</p><p>pé grande</p><p>roupa suja</p><p>prato feito</p><p>94 MoDrFrcAÇÃo DA FALA</p><p>EXEBCICIOS DE FRASEAMENTO</p><p>Frasear é dividir a frase em vários grupos de palavras significativas.</p><p>A criança iái</p><p>aprendeu que as palavras de uma frase devem ser ligadas suavemente umas</p><p>outras. Ela já sabe que deve fazer pausas entre uma expressão e outra, e não no</p><p>meio das palavras. Agora vai ser explicado que as pausas servem para as</p><p>as respirarem, e também organizar o significado do que fala. O ouvinte ente</p><p>derá melhor o que se está sendo falado, e a propria pessoa sentirá mais facilidal</p><p>de em expressar suas ideias. A medida que aprende afazer o ligamento e o f</p><p>seamento, a criança estará apta a ter uma fala suave e fluente.</p><p>O terapeuta explica: "Pratique primeiro contando os números. Vai</p><p>um número a outro. Não tenha presa".</p><p>Com as crianças até 7 anos pode-se pedir que contem fichas, lápis, a</p><p>material concreto ou fazer desenhos das quantidades dos números.</p><p>as sessões, quando ela for premiada com fichas, carinhas ou pontos,</p><p>contar junto com ela quantos prêmios ganhou. É uma forma de ir</p><p>a criança para os exercícios de fraseamento.</p><p>O terapeuta pede para ir falando os números e introduzir uma pausa</p><p>final. O exercício leva ao aparecimento de um ritmo de Íala colocado de</p><p>involuntário. Esse ritmo involuntário será importantíssimo, pois com ele</p><p>a sensação de fluência ao se aumentar a quantidade de palavras faladas.</p><p>recomendável apresentar os números como no modelo a seguir:</p><p>Adiante vai-se aumentando a fala com os números, mas fazendo uma</p><p>sa entre cada coluna.</p><p>M0DrFrcAÇÃO DA FALA 95</p><p>Exercícios de Íalar Írases controladas</p><p>uma vez que a criança mostre ter controle sobre as repetições é útil fazer</p><p>joguinhos de inventar histórias sem repetir ou pular as palavras.</p><p>colocam-se quadrados de cartolina colorida ou fichas na mesa na frente</p><p>do terapeuta e da criança. Pede-se à criança que aponte os quadrados ou fi-</p><p>chas ao mesmo tempo em que vai contando uma história.</p><p>O terapeuta explica: "Atenção vamos colocar as palavras da história nos</p><p>quadradinhos. Uma palavra em cada quadrado. Eu vou fazer primeiro, depois</p><p>você".</p><p>I]tr[tr tr tr T tr tr trtr</p><p>Era uma vez um menino que ganhou uma patinete mas ele</p><p>I] tr tr trtr I tr tr tr T</p><p>rrão sabia patinar. Aí ele pediu ao irmão para ensinar</p><p>O ritmo de fala do terapeuta ao dar o modelo deve ser bastante lento,</p><p>reguindo a ordem dos quadrados ou de fichas. Deve-se ir apontando os qua-</p><p>rlrados à medida que se fala as palavras. Em seguida pede-se à criança que</p><p>conte a historia falando e ao mesmo tempo apontando nos quadros. se hou-</p><p>ver alguma repetição o terapeuta deve interromper e mostrar o cartão de</p><p>I)ARE. Explicar que ela não fez correto. cada palavra deve ficar em um quadra-</p><p>rlo, é assim que se fala. se a criança pular quadrados ao falaç deve-se interrom-</p><p>;lê-la e pedir para respeitar a ordem dos quadrados.</p><p>Em uma etapa mais adiantada da terapia, quando a criança estiver bastan-</p><p>to fluente, deve-se começar a pedir para contar as histórias sem o apoio dos</p><p>rluadrados. Certa vez uma criança de 4 anos, ao sair da sala de terapia e</p><p>t'ncontrar a mãe, disse: Já sei como falar as coisas, é só colocar cada palavra</p><p>(tm um quadradinho . "É Íácil". E realmente ela conseguiu falar fluentemente</p><p>t om muita rapidez.</p><p>Outra forma de trabalhar com as crianças seria mostrando figuras ou</p><p>( cnas e sugerir a construção de frases. A ideía é sempre a mesma, mostrar o</p><p>,lril'n€flto das palavras nas frases e a manutenção da fluência. Certa vez, ao tra-</p><p>lralhar com uma criança de 3 anos e meio, foi mostrado um chapéu de pirata e</p><p>pcdido para fazer uma frase pegando uma ficha para cada palavra. A criança</p><p>rtnediatamente disse: "o pirata está no navio olhando o telescópio para enxer-</p><p>ryor o tesouro". Nesse caso ele usou 12 fichas coloridas. Depois foi pedido que</p><p>rlt-' falasse a mesma frase sem as fichas, e ele conseguiu falar fluentemente.</p><p>Em um outro exemplo, com uma menina de 4 anos ao mostrar a figura de</p><p>rrrn abacaxi, foisugerido a elaboração de uma írase apontando as fichas. Ela</p><p>123</p><p>123 4</p><p>12345</p><p>123456</p><p>1234567</p><p>12345678</p><p>1 234s67 B9</p><p>12345678910</p><p>123456</p><p>12345678</p><p>12345678910</p><p>96 M0DlFlcAÇÃ0 DA rArÁ</p><p>construiu a frase assim: "Minha mãe gosta de suco de A BA cA xl." (e a crian_</p><p>ça usou 10 fichas). Foi mostrado, então, que deveria ser diferente: usar uma Íi-</p><p>cha para cada palavra. o terapeuta explicou: "Minha mãe gosta de suco de</p><p>abacaxi." (e usou 7 fichas). A criança repetiu a frase usando as 7 fichas e de.</p><p>pois falou sem usar as fichas. Ela conseguiu uma excelente fluência.</p><p>o mesmo trabalho de planejar a faÍa pode ser feito utilizando cenas. A his</p><p>tória vai crescendo de tamanho e vai havendo mais utilização de fichas.</p><p>Exemplos:</p><p>O/fazen dei r o f acorda / mu ito/cedo./ ( 5 f ichas)</p><p>O /Íazendeiof acordaf ceda / para/ cuidar / dos/bichos./ (B f ichas)</p><p>o / f azenden o /a co rd a/todo s / os/ dias / mu ito/cedo/na / Í azenda. / ( 1 0 f ich as)</p><p>Na/fazenda/tem/muitos/bichos;/porc osf ,vacasf ,galinhas/e/pintinhos^/ (1</p><p>fichas).</p><p>M0DrFrcAÇÃO DA FALA</p><p>O / mágico / f az/ mágicas. / (4 f ichas)</p><p>O / mágico / ti a / o / coelho / da / car tol a . / ( 7 f i ch a s)</p><p>O / magico / f az/ m ágicas / p ar a f as f cri anças / no / Ci co./ ( 9 f ic h a s)</p><p>o/mágico/tira/o/coelho/daf cartolaf ,faz/desaparecer/e/depois/f az/ele/</p><p>a pa recey'de/novo./( 1 6 f ichas)</p><p>O/bombeiro/ apaga/ o/Íogo./ (5 fichas)</p><p>o/bombeiro/seguraf af mangueira/pa ra/ apagar / o/incêndio./(9 fichas).</p><p>Deve-se pedir sempre depois para a criança contar a mesma história sem</p><p>utilizar as fichas. Se ela não conseguir falar fluentemente volta-se a utilizar a</p><p>fala com as fichas. A distribuição de prêmios, então, deve ser rígida. A criança</p><p>so vai ganhar prêmio, se a fala for fluente.</p><p>Capírulo lO</p><p>FLEXIBILIDADE DE FALA</p><p>EXERCICIOS DE FTEXIBILIDADE</p><p>lr a articulação que dá nitidez à fala. Uma boa articulaç ão fazressaltar todas as</p><p>rlualidades da voz. Articular bem é indispensável a todos, especialmente às cri-</p><p>,rnças que gaguejam. são as diversas combinações entre vogais e consoantes</p><p>r 1ue formam as sílabas, e as sílabas, unidas por diversos modos, formam as pala-</p><p>vras, as quais, agrupando-se em um determinado sentido, constituem as frases.</p><p>lodo o valor das palavras está nas consoantes. Daísurge a necessidade de me-</p><p>lhorar a articulação, já que sabemos que uma boa articulação descansa a voz e</p><p>í;rcilita a saÍda do ar.</p><p>É sabido que os encontros consonantais constituem o "pavor" de quem</p><p>rlagueja. É possilvel que as pessoas com gagueira achem que a articulação do</p><p>t'ncontro consonantalexija maior habilidade para falar. ou mesmo eles podem</p><p>',or vistos como um desafio a se vencer. Em última instância, pode ser que o</p><p>oncontro consonantal tenha uma longa historia de fracassos, o que torna a</p><p>l)essoa condicionada, isto é, sempre que falar PROPRIEDADE surge a certeza</p><p>rlue vai haver gagueira. A pessoa não sabe extinguir o comportamento. Ela</p><p>,rcaba repetindo a sílaba inicial toda vez que falar a palavra pRopRlEDADE.</p><p>( abe ao terapeuta desfazer o circuito do medo da palavra para trazer confian-</p><p>q,r e segurança para aquela palavra.</p><p>o terapeuta pede para repetir os exercícios a seguir cada um 5 vezes ou de</p><p>,rcordo com a necessidade:</p><p>ra - bre dre gre - bri dri gri - bro dro gro - bru dru</p><p>ta da na la ra -te de ne le re-ti di ní li ri -todo no ro ro-tu du nu lu ru</p><p>pra pré pri pro pru - bradra - bredre - bridri - brodro - brudru</p><p>fla sla xla - fle xle sle - fli sli xli - flo slo xlo - flu slu xlu</p><p>/</p><p>ba da ga - be de gue - bi di gui - bo do go - bu du gu</p><p>la lha ra - le lhe re - li lhi ri - lo lho ro - lu lhu ru</p><p>assachala - essechele - issichili - ossocholo - ussuchulu</p><p>ta la ra tra - te le re tre - ti li ri tri - to lo ro tro - tu lu ru tru</p><p>atalatla - eteletle - itilitli - otolotlo - utulutlu</p><p>lÍlo FLEXIBILIDADE DE FALA</p><p>Obs.: O terapeuta pode pedir paraler/e/e/o/aberto (') e fechado (")</p><p>EXEHCÍCIOS DE FTEXIBITIDADE GOM TRAVA.IINGUAS</p><p>Esses exercícios são sugeridos para treinar a fala bem articulada. A ideia é</p><p>nhar flexibilidade ao longo da frase. O terapeuta deve orientar a criança que</p><p>ou repita a frase com trava-línguas bem devagar. Em seguida deve falar</p><p>rápido sem perder a clareza da articulação.</p><p>1, O rato roeu a roupa do rei de Roma.</p><p>2. Rainha da Rússia raivosa rasgou a roupa roxa.</p><p>3. Três pratos de trigo para três tigres tristes.</p><p>4. Quem disser que o peito do pé de Pedro é preto, tem o peito do pé</p><p>preto do que o peito do pé de Pedro.</p><p>5. O sabiá não sabia. Que o sábio sabia. Que o sabiá não sabia assobiar.</p><p>6. Bote a bota no bote e tire o pote do bote.</p><p>7. Casa suja, chão sujo.</p><p>8. Garfo prata, faca prata.</p><p>9. Atrás da porta torta tem uma porca morta.</p><p>10.A babá boba bebeu o leite do bebê.</p><p>1 'l . Farofa feita com muita farinha fofa faz uma fofoca feia.</p><p>12.Luiza lustrava o lustre listrado; o lustre lustrado luzia.</p><p>13. Dois dedos doidos deletam* documentos dando dor de dente. (*apaga</p><p>'14. Tentando tanto tentar tudo o tempo todo.</p><p>15. Papai partiu para Portugal para participar de partida de polo.</p><p>Capítulo ll</p><p>EXERCiCIOS COM RITMO</p><p>T odos iá sabemos que o ritmo facilita a fluência' Dificilmente a pessoa conse-</p><p>I gu. áantar e gaguejar. O motivo da obtenção da Íluência por meio do rit-</p><p>pno áindu se constitui um mistério. Várias suposições podem ser levantadas'</p><p>Vamos enumerar aPenas algumas:</p><p>1. O ritmo facilita a sincronização dos movimentos motores da fala' As bati-</p><p>das do ritmo poderiam intervir nos mecanismos existentes no Sistema</p><p>Nervoso Central, responsável pela coordenação de sons em sílabas, para</p><p>programar melhor as sequências articulatórias'</p><p>2. Como ritmo a fala é articulada isoladamente, diminuindo a complexidade</p><p>do ato motor. A fala fica reduzida; o que se articula é a sílaba, e não a pa-</p><p>lavra, o que facilita a fluência.</p><p>3. O ritmo ajuda a regularizar a respiração. O ar preso no bloqueio fica facili'</p><p>tado.</p><p>o fato de o ritmo produzir fluência, indiscutivelmente, em todas as pessoas</p><p>pode-nos levar a concluir que o que está mais alterado na gagueira é a prosódia,</p><p>ou a modulação dos sons da fala. É introduzida uma nova maneira de falar,</p><p>fator reconhecidamente eficaz em produzir fluência. Como diz Piccolotto,</p><p>1977:"Amudança de ritmO ajUda O falante a manter o interesse do ou dos</p><p>ouvintes bem como a projetar sua maneira de ser e pensar de forma clara'"</p><p>Uma boa maneira de se trabalhar o ritmo é pedir que a criança faça os</p><p>exercícios com a "voz salmodiada". Esta técnica baseia-se na produção de uma</p><p>emissão semelhante a dos salmos ditos ou cantados nas igrejas.</p><p>segundo Behlau, M. (1990) "o ajuste do trato vocal nesta emissão é</p><p>,uno, t nro que o habitual, pois é incompatÍvel a contração muscular. A coap-</p><p>tação das pregas vocais faz-se de modo mais suave"' Utilizamos a voz salmodi-</p><p>7</p><p>102 EXEI-ICICIOS COÍVi RITMO</p><p>ada para conseguir diminuir a tensão na Íaringe. o exercício é pedir para a cri-ança falar com voz salmodiada e depois falar com voz normal.</p><p>Exemplo de exercícios com voz salmodiada, usando frases:</p><p>O sol está forte,</p><p>O dia está lindo.</p><p>A menina brinca na</p><p>A menina brinca na</p><p>A lua está brillhando.</p><p>A noite está bem fria</p><p>praia de caçar caranguejos.</p><p>O moço está pescando.</p><p>O moço está pescando um</p><p>Com as crianças até 7 anos</p><p>Pede-se que a criança diga com a voz salmodiada uma sequência automática</p><p>como os números. dias da semana, meses do ano, nomes de amigos ou repetir</p><p>palavras com a voz sarmodiada. o terapeuta deve sempre dar oíodero.</p><p>Usamos os versinhos e brincadeiras com rimas para estimurar uma fara rit_</p><p>rnada e suave.</p><p>"Eu sou pequenininha,</p><p>Da perna grossa,</p><p>Vestidinho curto,</p><p>Papai não gosta."</p><p>"Dedo Mindinho, Seu vizinho,</p><p>Maior de todos,</p><p>Fu ra-bolos; Cata-piolhos.,,</p><p>"Batatinha quando nasce,</p><p>Se esparrama pelo chão,</p><p>Mamãezinha quando dorme,</p><p>Põe a mão no coraÇão.,,</p><p>"Amanhã é domingo, pé de cachimbo.</p><p>O cachimbo é de ouro, bate no touro.</p><p>O touro é valente, bate na gente.</p><p>A gente é fraco, cai no buraco.</p><p>O buraco é fundo, acabou-se o mundo.,,</p><p>rlr-â!üü</p><p>ffi§ffi</p><p>@</p><p>peixe grande.</p><p>104 EXERCICIOS COM RITMO</p><p>"O Sapo não lava o pé</p><p>Não lava porque não quer</p><p>Ele mora na lagoa</p><p>não lava o pé</p><p>Porque não quer.</p><p>Mas que Chulé!"</p><p>Uma variação seria substltuir todas as vogais pelo a, é, i, ó, u.</p><p>Exemplos: A sapa na lava a pá./É sepe ne leve pé./l sipi ni livi pi.</p><p>O sopo no lovo o po/ U supu nu luvu u pu.</p><p>Gom as cÍianças acima de 7 anos</p><p>É possível utilizar frases diversas ou com as vogais selecionadas:</p><p>Vogal /a/</p><p>Ana canta e dança na festança.</p><p>Macaca sarada vai pra Balada.</p><p>Pata malhada faz palhaçada.</p><p>A gata da chácara sai para mata e faz nada.</p><p>Yogal /e/</p><p>Ele mente que é demente.</p><p>O gerente ausente geme de dor de dente.</p><p>O Tenente mente e se sente quente.</p><p>Yosal /i/</p><p>Mimi quis siri de lriri.</p><p>lsis ouviu o zinir dos mosquitos ali.</p><p>Yogal /o/</p><p>Loló tem xodó do totó.</p><p>Os doces de ovos da Vovó são saborosos.</p><p>O bolo de coco é gostoso.</p><p>Yogal /u/</p><p>Urubu come chuchu cru.</p><p>Úrsula viu um vulto de urubu no muro.</p><p>EXERCÍCIOS COM BITMO 105</p><p>pedir uma leitura de verso utilizando uma voz Suave e articulada.</p><p>Lá vai São Francisco</p><p>Pelo caminho</p><p>De pé descalço</p><p>Tão pobrezinho</p><p>Dormindo à noite</p><p>Junto ao moinho</p><p>Bebendo água</p><p>Do ribeirinho</p><p>Lá vai São Francisco</p><p>De pé no chão</p><p>Levando nada</p><p>No seu surrão</p><p>lrl Vínicius de Morais. Poesia de São Francisco.</p><p>Dizendo ao vento</p><p>Bom dia, amigo</p><p>Dizendo ao fogo</p><p>Saúde, irmão</p><p>Lá vai São Francisco</p><p>Pelo caminho</p><p>Levando ao colo</p><p>Jesuscristinho</p><p>Fazendo festa</p><p>No menininho</p><p>Contando histórias</p><p>Pros passarinhos".</p><p>Capítulo 12</p><p>a</p><p>EXERCICIOS DE LINGUAGEM</p><p>h eoois que foram trabalhadas as técnicas de modif icação de fala e os exercí-</p><p>[J.iot de qualidade vocal, sugerimos praticar a fluência por meio de brinca-</p><p>rleiras e jogos de linguagem. Nesses exercÍcios tanto as crianças pequenas</p><p>como as maiores poderão aprender a ter controle da fala, para que possam</p><p>internalizar as técnicas já familiarizadas e, assim, utilizá-las em seu dia a dia.</p><p>Em condiçoes normais a criança de 3 a 4 anos, que está ainda aprendendo</p><p>,rfalar, hesita na fala e repete as palavras por muitas razões. Vamos enumerar</p><p>,rlgumas:</p><p>1. Quando quer dar ênfase às palavras, por exemplo: "Cachorro grande,</p><p>grande, grande". Nesse exemplo, talvez por falta de maiores informações</p><p>sobre outros atributos, ela repete o mesmo várias vezes.</p><p>2.Para integrar uma palavra nova, por exemplo: "De propósito, de propósi-</p><p>to, de propósito". Nesse caso, ela faz eco da frase, como que buscando</p><p>entender ou aprender o significado dela.</p><p>3. Para treinar uma palavra nova, por exemplo: "Po-Pro-propósito". Ela está</p><p>ainda incerta sobre a maneira correta de executar os atos motores neces-</p><p>sários à produção do som e, então, ensaia o ajuste dos articuladores.</p><p>4. Quando ela não sabe usar as regras gramaticais. Por exemplo: "Eu não</p><p>estou, eU nãO estava, nãO estava querendo fazer isSO". Nesse Caso, a crian-</p><p>ça está em dúvida sobre o tempo de verbo correto a empregar. Ela própria</p><p>corrige sua gramática, tentando recordar-se da palavra que deve falar.</p><p>5. Para tentar construir Írases mais longas. Por exemplo: "Livro, livro? Onde</p><p>livro? Onde está livro? Eu quero livro, quero ver o livro". Aqui a criança</p><p>separa partes da frase e tenta combiná-las.</p><p>Diante das incertezas sobre a linguagem, surge a necessidade de praticar o</p><p>rrro da linguagem. Dentre as dificuldades encontradas entre as crianças que</p><p>1Ít7</p><p>r'</p><p>í08 EXERCÍCIOS DE LINGUAGEM</p><p>gaguejam está a elaboração de perguntas ou em dar respostas. euando se t</p><p>na o perguntar e o respondeç as crianças ganham mais confiança e,sentem</p><p>mais seguras para usar a linguagem.</p><p>Gom as crianças até 7 anos</p><p>Jogo de perguntas e respostas:</p><p>Terapeuta - O que usamos quando não estamos enxergando</p><p>as coisas?</p><p>Criança - óóócuculos.</p><p>Nesse caso, o terapeuta não dará uma ficha de recompensa. Ele deve f</p><p>imediatamente o cancelamento. pede-se para a criança falar novamente de</p><p>neira suave e controlada. A criança deverá ganhar sempre uma ficha, qu</p><p>falar de forma correta. lmportante para a autoestima das crianças o estí</p><p>positivo</p><p>Depois de muito treinado, de forma que a criança aprenda também a</p><p>rar as perguntas, sugere-se que neste novo momento ela pergunte ao teral</p><p>A brincadeira, então, se inverte para a criança trabalhar as peiguntas. se a</p><p>ça for muito pequena, o terapeuta poderá dar ideias de perguntas.</p><p>Estamos</p><p>práticas fonoaudrológicas. Para o restabelecimento da</p><p>fluência e o bem-estar da criança que gagueja, esta coexistência é bem-vinda e benéfi_</p><p>ca Os profissionais especialistas em fluência da fala, a partir dos conhecimentos cientr-</p><p>ficos relacionados com a Fonoaudiologia, trabalham suas técnicas, criam exercÍcios,</p><p>elaboram ativrdades, capacitam programas em prol da promoção da fluência e da boa</p><p>qualidade de vida das pessoas que gaguejam.</p><p>Trabalhar com crianças é acompanhar o desenvorvimento na condução do seu</p><p>crescimento físico, emocional, lingustico, social e neuropsicomotor. A infância, que</p><p>está a favor do tempo, é caminho aberto para conhecer, explorar, descobriç transfor-</p><p>mar e ser feliz. Ao nos entregar um livro que congrega estudos teórico-práticos com</p><p>exercícios utrlizados no trabalho com crianças que gaguejam, que poderão ser adapta-</p><p>dos para o uso terapêutico com os adurtos que gaguejam, Regina e Fernanda pensa</p><p>ram, por meio de seu livro, em trazer a felicidade na existência simultânea das dimen-</p><p>soes científica, lúdica e ética. parece que conseguiram!</p><p>Tendo em mente esta articulação e realizando um trabalho de grande contribui-</p><p>ção para nós, fonoaudiólogos, Regina e Fernanda exerceram u</p><p>"r.ritu</p><p>com base na</p><p>prática criativa de cada uma e da competência para produzir um instrumento em favor</p><p>da ciência: em seu livro encontra,se a associação entre a fluência e os componentes</p><p>das Grandes Areas da Fonoaudiorog ia. voz, audição, motricidade orofacial, linguagem</p><p>e psicomotricidade. Esta associação leva as autoras a nos mostrarem como podem ser</p><p>amplos e generosos os recursos clínicos para o tratamento da pessoa que gagueja e</p><p>que procura o aprimoramento de sua fala, tendo respeitada a sua singularidade como</p><p>ser uno e indivisivel.</p><p>Prefaciar um livro é uma grande honra. preÍaciar um livro de gagueira a convite de</p><p>Regina e Fernanda é honra redobrada, principalmente porque, assim como eras, acre-</p><p>dito que o trabalho com gagueira nos ensina, cada dia. a sermos pessoas merhores. E</p><p>isto é um privilégio!</p><p>Muito obrigada. Boa reitura e boa prática para todos. Aproveitemr</p><p>Leila Nagib</p><p>CRFa 2807lRJ</p><p>Ambulatórro de Fluência</p><p>proÍr,,,,or.r da Graduação em Fonoaudiologia da</p><p>Faculdade de Medicina da |.]rrivi,rsirlarle Federal do Rio de Janeiro - uFRJ</p><p>leila naq itr. u f rj(@q mail.com</p><p>'-:</p><p>'tl,,</p><p>:)i',</p><p>TNTRODUÇAO</p><p>ções preventivas na área dos distúrbios da comunicação têm por objetivo</p><p>evitar que as alterações da fala e da linguagem se prolonguem no tempo,</p><p>lornando-se mais severas e difíceis de serem manipuladas. Essas açÕes visam,</p><p>l,rrnbém, prevenir as consequências emocionais dos distúrbios da comunica-</p><p>,,,ro, melhorando a qualidade de vida do sujeito' Sobretudo na área do trata-</p><p>rrrr.nto precoce da gagueira as dificuldades são contundentes. A gagueira da</p><p>r rtança está apenas começando a se desenvolver' A sua autoestima está se</p><p>,rrt;anizando, sua personalidade está sendo moldada pelo meio de acordo com</p><p>o,, Sêus suceSSoS e fracassos. Todos sabem das alterações emocionais e de per-</p><p>,,orralidade que a gagueira forçosamente traz. Falar gaguejando altera a visão</p><p>,kr mundo e a maneira de interagir com este mundo. Na criança essas altera-</p><p>,,oos ainda são superficiais e não chegam nem aos pés das encontradas nas pes-</p><p>,,u,rs adultas que gaguejam. Para ilustrar o que falamos sobre as consequências</p><p>,l,r gagueira, será reproduzido a seguir o depoimento de um membro do Proje-</p><p>kr Nacional de Gagueira do Estado de São Francisco, nos Estados Unidos</p><p>(1991), falando de suas recordaçÕes com a gagueira em sua infância:</p><p>"0 que para as outras crianças constituía uma tarefa fácil (dizer como foi o dia), para mim era</p><p>rrrna experiência traumatizante. Eu era incapaz de me exprimir livremente, p0is eu lutava com</p><p>irs palavras. Na escola eu tinha medo de fazer perguntas a0 professor. 0 simples fato de res-</p><p>ponder "presente" na hora da chamada era um martírio para mim. As crianças me gozavam 0</p><p>lrrrnpo todo. Em casa eu era incapaz de pedir o que desejava. No final eu aceitava uma laranja</p><p>rltrando eu queria uma banana, isto porque 0s meus pais não tinham paciência de esperar eu</p><p>rxrrnpletar as frases. Nas lanchonetes eu pedia aos outros para fazer o pedido para mim. Estes</p><p>t;umportament0s só faziam ampliar as inquietudes sobre minha maneira de ser e de falar. Eu</p><p>nre perguntava se tinha coisas inteligentes a dizer, Se era capaz de falar por mim mesm6, se</p><p>r;cria possÍvel exprimir minha personalidade como todo mundo?"</p><p>lN Ill0l)ltCA(l</p><p>Que a gagueira começa na infância não temos mais nenhuma dúvida.</p><p>Então é nesta infâncra que a gagueira deve ser batalhada e banida. Fazendo o</p><p>tratamento precoce, rremos melhorar não so a qualidade de vida das crianças</p><p>que gaguejam, como também aliviar os pais de suas preocupações quanto ao</p><p>futuro de seus filhos.</p><p>Escrevemos este livro tendo em mente a prevenção da gagueira. Ele rrá se</p><p>ocupar, sobretudo, da intervenção terapêutica precoce necessária para evitar</p><p>que o problema cresça e evolua. Escrevemos este livro depois de observarmos</p><p>que os terapeutas e os fonoaudiólogos, que lidam com a gagueira, ficam, mui_</p><p>tas vezes, confusos e meio paralisados sem saber como enfocar o distúrbio. É</p><p>possível que muitos pensem: "Mas ele é muito pequeno, como vou tratar esse</p><p>problema. será que vai passar com o tempo? Não será melhor esperar? como</p><p>abordar o assunto se a criança não tem consciência da gagueira? como deve</p><p>ser este tratamento?" Não temos dúvida nenhuma sobre a necessidade e a</p><p>importância do tratamento precoce. Uma vez que a gagueira seja identificada,</p><p>ela deve ser logo tratada, sobretudo no seu aparecimento, isto é, com crianças</p><p>emtornode2e6anos.</p><p>Para alcançar nosso objetivo, haverá uma parte explicativa de como é a</p><p>gagueira, como identificá-la e as ajudas que são necessárias desde o início. Nos-</p><p>sa ideia com esse livro é que ele possa dar algum tipo de ajuda para os terapeu-</p><p>tas e pais, evitando que a gagueira tome proporçoes mais severas, prolongando</p><p>o tempo de tratamento. Existem estatísticas que indicam que 90% das gaguei-</p><p>ras tratadas precocemente evoluem para um bom prognóstico de recuperação.</p><p>Nossos exercícios são essencialmente lúdicos e foram desenvolvidos ou</p><p>selecionados com o objetivo de dar subsídios aos terapeutas no tratamento de</p><p>crianças com menos de 7 anos, assim como os maiores entre B e</p><p>.l</p><p>2 anos. Nes-</p><p>sa última faixa etária introduzimos variações mais apropriadas. os exercícios</p><p>podem ser adaptados tanto para adultos com gagueira, como para aqueles</p><p>com pouca fluência. usando as ideias sugeridas nos exercícios com as crianças,</p><p>o terapeuta poderá variar o tempo, a quantidade e o material empregado nos</p><p>mesmos de acordo com as necessidades individuais da faixa etária.</p><p>com as crianças de, até, 7 anos, além de confeccioná-los, o terapeuta po-</p><p>derá fazer uso de vários materiais didáticos e lúdicos, para que o tratamento</p><p>seja mais dinâmico e desperte o interesse da criança/paciente. Existe uma</p><p>gama muito grande de jogos infantis que podem ser utilizados, como, por</p><p>exemplo: dominós ou jogos da memória, jogos de sílabas, palavras e figuras,</p><p>letras ou sÍlabas emborrachadas ou de madeira; fichários evocativos, figuras de</p><p>livros, blocos lógicos, fichas de jogos cororidas, enfim, uma seríe de ideias que</p><p>podem ser adaptadas no dia a dia da sessão terapêutica. o irnportante, quan-</p><p>tN Illi)l)tJCAtl</p><p>«lo trabalhamos com crianças, é sermos cria[ivos. Todas as figuras foram retira-</p><p>das do clipart do Windows e algumas delas, utilizadas em determinados exercí-</p><p>c,ios, estão ou serão disponibilizadas no anexo do livro.</p><p>Nos capítulos finais deste livro serão colocados os conselhos e os cuidados</p><p>(lue os pais de crianças que gaguejam podem e devem ter. Pais não são os me-</p><p>lhores terapeutas" Haverá sempre um envolvimento emocional, uma preocu-</p><p>lração embutida que irá lhes impedir de agir com serenidade. Alguns exercí-</p><p>cios, no entanto, podem ser executados pelos pais, desde que orientados pelo</p><p>terapeuta. No último capítulo serão passadas algumas orientações aos pais de</p><p>como</p><p>também estimulando a linguagem. o terapeuta pode mostrar</p><p>forma espontânea que ele também quer ganhar fichas ou cartões de carir</p><p>feliz previamente confeccionado. podemos utilizar também as figuras do si</p><p>vermelho (significando pare) ou verde (significando que acertou).</p><p>Criança: Ooo queque a gente usa pp..pra escovar os</p><p>tes?</p><p>Terapeuta pede para a criança repetir a frase e não dá</p><p>recompensa.</p><p>Criança: O que a gente usa pra escovar os dentes?</p><p>Terapeuta: Escova de dentes. Dar recompensa.</p><p>Durante os exercÍcios a criança vai acumulando fichas ou pontos das ca</p><p>las, que ela poderá contar durante ou após os exercícios. Essa é uma forma</p><p>praticar a linguagem automática.</p><p>Fazer o jogo do "Quem sou eu". o terapeuta ou a criança alfabeti</p><p>fazem a pergunta e dão a resposta:</p><p>1. No fim do ano as crianças gostam de escrever me pedindo. euem sou eu?</p><p>2. Sou um doce muito gelado e todos gostam de mim no verão? euem sou</p><p>ett?</p><p>EXEBCICIOS DE LINGUAGEM 109</p><p>3. Sou usado para o adulto ou a criança jogar. Quem sou eu?</p><p>4. Sou um animal que adora beber leite? Quem sou eu?</p><p>5. Sou lagarta ao nascer e depois crio asas e fico muito bonita. Quem sou eu?</p><p>6. Adoro ficar sujo de lama. Quem sou eu?</p><p>7. Sou usado para limpar os dentes. Quem sou eu?</p><p>B. Pareço um cavalo e sou listrado de branco e preto. Quem sou eu?</p><p>9. Sou uma fruta gostosa para macaco. Quem sou eu?</p><p>10. Sou considerado o Rei das Selvas. Quem sou eu?</p><p>1 1. Sou um animal grande, muito pesado, mas tenho medo de rato. Quem</p><p>sou eu?</p><p>12. Sou um bichinho pequeno e rápido, mas não gosto de gatos. Adoro quei-</p><p>jo. Quem sou eu?</p><p>1 3. Sou usada para colocar roupas e sapatos quando viajo. Quem sou eu ?</p><p>'14. Sou um par e tenho rodas e preciso que saibam se equilibrar para não</p><p>cair. Quem sou eu?</p><p>Exercícios com perguntas sobre cenas. Mostrar a cena para a criança:</p><p>Terapeuta: O que o menino Íaz na praia?</p><p>Criança: O menino fazum "cassstetelo" de areia.</p><p>O terapeuta não dá a recompensa, e diz: "Você não quer falar</p><p>novamente para ganhar uma ficha?" Na vez do terapeuta res-</p><p>ponder, ele também poderá simular uma gagueira para a cri-</p><p>ança perceber que neste caso não merece ganhar a ficha. De-</p><p>pois que a criança perceber o erro, o terapeuta deve falar cor-</p><p>retamente.</p><p>A mesma cena pode ser explorada com diversas pergun-</p><p>tas. Exemplo: Onde o menino está? O que ele segura na mão? Quem o levou à</p><p>praia? É possível, também, utilizar figuras da página 114 para esse tipo de</p><p>cxercício.</p><p>Jogo do "O Que é que é?": O terapeuta explica que dará até no máximo 3</p><p>pistas por figura. Pode ser uma de cada vez ou as 3 de uma vez só, a critério do</p><p>terapeuta. Depois a criança perguntará também da mesma maneira.</p><p>1 . O Que é que é? Deitamos para dormir. Fica no quarto. Tem vários tamanhos.</p><p>2. O Que é que é? Usamos para cortar o cabelo. Podemos cortar papel.</p><p>3. O Que é que é? Usamos para sentar. Cabem 2 pessoas.</p><p>@</p><p>Êr@</p><p>ffi</p><p>110 EXEBCICIOS DE LI NGUAGEM</p><p>Existem outras maneiras de se treinar a linguagem que é brincar de histó-</p><p>ria maluca. o terapeuta dá o modero: Vamos criar historinhas com estas figu.</p><p>ras. Eu vou começar:</p><p>"Era uma vez uma menina que ganhou um presente. Ela abriu e vru que</p><p>era um dominó, Aí um passarinho passou voando e ela queria ver o passarinho</p><p>e acendeu a luz, depois ela foi dormir.,,</p><p>Agora é você: (dica do terapeuta) Eu estava tomando banho.</p><p>lmportante: fazer o cancelamento sempre que houver gagueira.</p><p>É possívelencontrar muito materialde linguagem para tiabalhar. É impor.</p><p>tante usar a criatividade. Podemos, também, confeccionar um fichário</p><p>vo com figuras de revistas, ou mesmo selecionar vários desenhos no compu</p><p>dor.</p><p>A seguir sugerimos algumas figuras nas páginas 1.1 1 e j</p><p>LXLRCICIOS DE LINGUAGEIÚ 111</p><p>w</p><p>W</p><p>#</p><p>ti -.-l 'a ola}+</p><p>r?</p><p>at\</p><p>P</p><p>N \</p><p>Wffi</p><p>"J</p><p>W@W</p><p>&rc t,' M</p><p>q</p><p>t,r,dir que a criança conte uma historia sobre as 12 Íiguras das páginas 113 e</p><p>l14.Dizer que são 12 figuras e que ela vai explicar sobre cada uma:</p><p>Quem está na figura.</p><p>Onde a pessoa está.</p><p>O que aconteceu com ela ou o que ela está fazendo'</p><p>O terapeuta diz: "Vamos apostar. Eu acho que você vai gaguejar duas vezes</p><p>l,rlando sobre as 12 figuras das páginas 113 e 114. Quantas vezes você acha</p><p>lLre Vâi haver gagueira quando você contar esta historia?"</p><p>o terapeuta aposta sempre que vai haver mutto pouca gagueira. Anota-se</p><p>,r aposta da criança. A medida que a criança vaifalando, o terapeuta vai escre-</p><p>v0ndo em um papel a quantidade de palavras gaguejadas. se a criança disser</p><p>,1ue vai haver muito mais gagueira do que o número que ela apostou indrca</p><p>1Ue ela não tem confiança nem segurança na sua maneira de falar. Se, por</p><p>r, irso, ela apostar num número muito menor do que ela ainda previu, indica</p><p>lr re ela não tem ainda um feedback acurado sobre sua f luência ou disf luência '</p><p>l,,rra as crianças pouco confiantes é necessário dar explicações sobre a impor-</p><p>t,rncia de se ter segurança e confiança ao falar. Se por outro lado, não há um</p><p>, ILerio apurado sobre sua própria maneira de falar, isso terá de ser trabalhado'</p><p>í ) autocontrole é fundamental na manutenção da fluência e para isso aconte-</p><p>, r'r há necessidade de haver um bom retorno auditivo'</p><p>ffi</p><p>'iJ</p><p>ffi,</p><p>I,'^'"1./</p><p>'Í llr' .,</p><p>; I rr.^ttd</p><p>'a#'F#[*q,i'v</p><p>&r'</p><p>ri['-l'</p><p>114 EXERCICIOS DE LINGI]AGFI\i</p><p>No Jogo de formar frases, diferente do exercício de fraseamento, não utilli</p><p>zamos as fichas. Mostramos cenas ou figuras e pedimos para que as cri</p><p>elaborem frases.</p><p>Por exemplo: Ela canta e seus amigos tocam muitas músicas.</p><p>Para as crianças já alfabetizados, podemos pedir que leiam frases diversas,</p><p>EXERCÍCIOS DE LINGUAGEM 1t5</p><p>LINGUAGEM AUTOMATICA</p><p>Segundo as pesquisas esse tipo de linguagem ocupa uma área cerebral não</p><p>cspecÍfica, o que quer dizer que ocupa o cérebro todo. A linguagem automáti-</p><p>r:a, assim como os números e as orações, costuma produzir alto índice de fluên-</p><p>r-ia. Quando se deseja demonstrar a possibilidade de fluência ou mesmo traba-</p><p>lhar o ritmo, essas séries são muito eficientes.</p><p>Com as cÍianças até 7 anos</p><p>Pedir para recitar versos dando ênfases:</p><p>"Um, dois, Feijão com arroz;</p><p>Três, quatro, Feijão no Prato;</p><p>Cinco, seis, Feijão inglês;</p><p>Sete, oito, Comer biscoito;</p><p>Nove, dez, Comer Pastéis."</p><p>Com as crianças acima de 7 anos</p><p>Usar os provérbios, muitos são de conhecimento das crianças maiores que já</p><p>cscutaram seus pais ou avós dizerem. Existem provérbios de origens diversas' É</p><p>,,empre bom o terapeuta pesquisar o ní'vel de familiaridade das crianças.</p><p>Alguns exemplos:</p><p>1. Cão que ladra não morde.</p><p>2. )ogar verde pra colher maduro.</p><p>3. Santo de casa náo faz milagre'</p><p>4. Em casa de ferreiro, espeto de pau'</p><p>5. Cada macaco no seu galho.</p><p>6. Agua mole em pedra dura, tanto bate até que fura'</p><p>7. Não adianta chorar sobre o leite derramado.</p><p>B. Em terra de cego, quem tem um olho é rei.</p><p>9. Quem tem Pressa come cru.</p><p>10. Nada como um dia aPós o outro'</p><p>1 1 . Antes tarde do que nunca.</p><p>12. Um homem prevenido vale por dois.</p><p>13. Quem não tem cão, caça com gato.</p><p>14. Quem ri por último, ri melhor.</p><p>1 5. Devagar se vai longe.</p><p>1 6. Quem tudo quer tudo Perde.</p><p>'1 f I lmr rnrlnrinh: <Á nãn faz vPrãrt</p><p>t16 EXERCÍCIOS DE LINGUAGEM</p><p>18. Mas vale um pássaro na mão do que dois voando.</p><p>19. Antes tarde do que nunca.</p><p>20. Diga com quem andas que eu te direi quem és.</p><p>21. Filho de peixe, peixinho é.</p><p>22.Para bom entendedor, meia palavra basta.</p><p>24. Quem tem boca vai a Roma.</p><p>25. De grão em grão, a galinha enche o papo.</p><p>EXEBCICIOS DE LII'IGUAGEM 177</p><p>JOGOS DE DIALOGOS</p><p>O terapeuta pode ser um dos personagens das figuras e ele simula com a crian-</p><p>ça um diálago. O terapeuta formula a ideia, a criança simula a resposta esponta-</p><p>Áeamente iugerida pelas cenas. Aqui trabalhamos também a capacidade de a</p><p>criança elaborar a sua linguagem. Nos quadros em branco é onde a criança</p><p>pode inserir a sua fala.</p><p>Dá licença, infelizmente</p><p>só temos uma sobremesa.</p><p>Vocês poderiam escolher</p><p>uma outra?</p><p>T</p><p>=-l</p><p>l/'</p><p>í' - \' L/</p><p>lr ô</p><p>*-*§#'*:li4nl} 11 -*_. I:!É:ãdf I " *</p><p>lültr id' :tu=s | ;I',*.tl . ,-) I</p><p>-t .'l ',."1r'</p><p>i "?,. ," 'ri "{ .-' "#i</p><p>i/\/!t ."'ç i t</p><p>i1 ./"''',6</p><p>'ir</p><p>itn tFl*É-."é</p><p>' !__i. *</p><p>i-,,ti-J*t</p><p>j</p><p>t</p><p>I</p><p>i</p><p>'",1</p><p>sugestões de figuras para usar na prática da elaboração da Linguagem:</p><p>Exemplo: "Bom dia, eu trouxe o seu caÍé da manhã'"</p><p>â,</p><p>.-"*,: 'ô</p><p>.wr$ ', l.':i :.:!,</p><p>â</p><p>&&</p><p>j</p><p>ff .."'</p><p>'úr{ ",, t I</p><p>ilÁ &</p><p>&,; ,,iil),' . r,</p><p>,.*- ,ff0 , *a &*w,r'o</p><p>Wffiffi Wffiffi</p><p>,.i-Q.-,ili,) f)t,JF-,lll' -.'</p><p>120 EXEBCÍCIOS DE LINGUAGEM</p><p>Com as crianças acima de 7 anos</p><p>O terapeuta pode sugerir situaçÕes e improvisar diálogos:</p><p>Exemplos: Apresentar-se pessoarmente: "Eu me ihuro Júria, tenho</p><p>anos e faço 11 anos na semana que vem.,,</p><p>1 . Apresentar-sê pessoalmente.</p><p>2.Fazer pedidos em restaurantes.</p><p>3. Usar o telefone para perguntar o preço de algum produto.</p><p>4. Recitar frases curtas (até 10 palavras).</p><p>5. Chamar um táxi pelo telefone.</p><p>6. Comprar algo de um vendedor.</p><p>7. Apresentar uma pessoa à outra.</p><p>B. Conversar com o pai.</p><p>9. Falar com o professor após a aula ou em sua sala.</p><p>10. Dar o seu nome pelo telefone.</p><p>I 1. Conversar com a mãe.</p><p>12. Fazer perguntas ao professor em classe.</p><p>13. Contar uma história engraçada.</p><p>14.Marcar um encontro com um amigo pelo telefone.</p><p>15. Responder à chamada na classe.</p><p>16. Despedir-se do dono da festa.</p><p>17. Despedir-se de alguém após um encontro.</p><p>18. Conversar com um amigo, enquanto passeiam pela rua.</p><p>19. Cumprimentar o porteiro.</p><p>Capítulo 13</p><p>TEXTOS PARA LEITURA</p><p>\ | este capítulo estamos disponibilizando várias poesias e textos para servi-</p><p>I \ rem de leitura. Podem ser utilizados de diversas maneiras, como na leitura</p><p>ritmada, no controle fonorrespiratório, no treinamento das pausas, para me-</p><p>lhorar a clareza articulatória e na expressão da linguagem.</p><p>ffi o Reróoio</p><p>W l3ssa,</p><p>tãmpo, tic-tac</p><p>7-nu Tic-tac, passa, hora</p><p>chega logo, tic-tac</p><p>Tic-tac, e vai-te embora</p><p>Passa tempo</p><p>Bem depressa</p><p>Não atrasa</p><p>Não demora</p><p>Que já estou</p><p>Muito cansado</p><p>Já perdi</p><p>Toda a alegria</p><p>De fazer</p><p>Meu tic-tac</p><p>Dia e noite</p><p>Noite e dia</p><p>Tic-tac</p><p>Tic-tac</p><p>Tic- tac...</p><p>(Vinicius de Moraes, Vol 6 - Poesias Para Gostarde Ler, 1980)</p><p>t22 TEXTOS PABA LEITUHA</p><p>A Foca</p><p>Quer ver a foca</p><p>ficar feliz?</p><p>É pôr uma bola</p><p>no seu nariz.</p><p>Quer ver a foca</p><p>bater palminha?</p><p>É dar a ela</p><p>uma sardinha.</p><p>Quer ver a foca</p><p>Comprar uma briga?</p><p>É espetar ela</p><p>bem na barriga.</p><p>Lá vai a foca</p><p>toda arrumada.</p><p>Dançar no circo</p><p>para garotada.</p><p>Lá vai a foca</p><p>subindo a escada.</p><p>Depois descendo</p><p>desengonçada.</p><p>Quanto trabalha</p><p>a coitadinha.</p><p>Pra garantir</p><p>a sua sardinha.</p><p>(Vinicius de Moraes - Arca de Noé)</p><p>TEXTOS PABA LEITURA 123</p><p>A Bailarina</p><p>Esta menina</p><p>Tão pequenina</p><p>Quer ser bailarina.</p><p>Não conhece nem dó nem ré</p><p>mas sabe ficar na ponta do pé.</p><p>Não conhece nem mi nem tá</p><p>mas inclina o corpo pra cá e prá lá.</p><p>Não conhece nem lá nem si,</p><p>mas fecha os olhos e sorri.</p><p>Roda, roda, roda com os bracinhos no ar</p><p>e não fica tonta nem sai do lugar.</p><p>Põe no cabelo uma estrela e um véu</p><p>e diz que caiu do ceu.</p><p>Esta menina</p><p>tão pequenina</p><p>quer ser bailarina.</p><p>Mas depois esquece todas as danças,</p><p>e também quer dormir como as outras crianças.</p><p>(CecÍlia Meireles - Vol 6 - Poesias - Para Gostar de Ler, 1980)</p><p>Sítio do Pica-Pau Amarelo</p><p>Marmelada de banana, bananada de goiaba</p><p>Goiabada de marmelo</p><p>Sítio do Pica-Pau amarelo(bis)</p><p>Boneca de pano é gente,</p><p>Sabugo de milho é gente</p><p>O sol nascente é tão belo</p><p>Sítio do Pica-Pau amarelo (bis)</p><p>Rios de prata, piratas</p><p>Voo sideral na mata,</p><p>Universo paralelo</p><p>Sítio do Pica-Pau amarelo(bis)</p><p>No país da fantasia,</p><p>Num estado de euforia</p><p>Cidade polichinelo</p><p>Sítio do Pica-Pau amarelo (bis)</p><p>124 TEXTOS PARA LEITURA</p><p>Ou lsto ou Aquilo</p><p>Ou se tem chuva e não se tem sol,</p><p>ou se tem sol e não se tem chuval</p><p>Ou se calça a luva e não se poe o anel,</p><p>ou se põe o anel e não se calça a luval</p><p>Quem sobe nos ares não fica no chão,</p><p>quem fica no chão não sobe nos ares.</p><p>É uma grande pena que não se possa</p><p>estar ao mesmo tempo nos dois lugares!</p><p>Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,</p><p>ou compro o doce e gasto o dinheiro.</p><p>Ou isto ou aquilo; ou isto ou aquilo...</p><p>e vivo escolhendo o dia inteiro!</p><p>Não sei se brinco, não sei se estudo,</p><p>se saio correndo ou frco tranquilo.</p><p>Mas não consegui entender ainda</p><p>qual é melhor: se é isto ou aquilo.</p><p>(Cecilia Meireles, ou isto ou aquilo, Editora Nova Fronteira, 1990 - Rio de Janeiro, Brasil)</p><p>A Margarida Friorenta</p><p>A Margarida estava tremendo.</p><p>Que é isso?</p><p>Frio!</p><p>Ainda? Então já seil Vou arranjar um casaquinho pra você.</p><p>Ana Maria tirou o casaquinho da boneca porque a boneca não estava</p><p>com frio nenhum. E vestiu o casaquinho na Margarida.</p><p>Agora você está bem. Durma e sonhe com os anjos.</p><p>Mas quem sonhou com os anjos foiAna Maria.</p><p>A Margarida continuou a tremer.</p><p>Ana Maria acordou com um barulhinho.</p><p>Outra vez? Então já sei. Vou arranjar uma casa para você!</p><p>E a Ana Maria arranjou uma casa para a Margarida.</p><p>Mas quando iam adormecendo ouviu outro barurhinho. Era a Margari.</p><p>da tremendo.</p><p>TEXTOS PABA LEITURA 125</p><p>Foi lá e deu um beijo na Margarida'</p><p>A Margarida parou de tremer. E dormiram muito bem a noite toda.</p><p>(Fernandã Lopes de Almeida, A Margarida Íriorenta' Ática')</p><p>Uxa, ora Fada cra Brtlxa</p><p>Uxa embarca na abóbora e diz, sorridente:</p><p>seu motorista, por favor, leve-me ao palácio do príncipe, imediatamente...</p><p>que eu tenho que ir ao baile e perder meu sapato de cristal, ande logo com</p><p>esta abóbora, não me leve a mal!</p><p>o motorista, aflito, quer fazer a abóbora andar, mas a abóbora está engui-</p><p>çada.</p><p>Vai ver, abóbora não anda com gasolina, dona Fada-menina!- o motorista</p><p>declara.</p><p>Aí, Uxa pega a vara, aquela de condão, pisca uma lente dos seus óculos de</p><p>coração e grita:</p><p>Abóbora, o abóbora, tenha a agilidade de uma cabrita!</p><p>A abóbora sai pulando, o motorista berrando e pulam por cima de um</p><p>padre que ia dizer a missa, saltam por baixo de um pé de alpinista, dobram pra</p><p>direita, buzinam: mé! mé!</p><p>(Sylvia OrthoÍ, Uxa, ora fada ora bruxa, Nova Fronteira)</p><p>AGiraf'aeoCachecol</p><p>Um dla, uma girafa ganhou um lindo pacote de presente. Era um cachecol</p><p>de lã xadrez. Foi uma festa no meio da bicharada. A macaca ficou com ciúme e</p><p>disse:</p><p>Eu não gosto! Muito esPantada.</p><p>A zebra falou</p><p>Pra mim fica horrível, já sou listradal</p><p>O papagaio, muito gozador, gritou:</p><p>fxpeiimãnta logo, Dona Girafal Queremos ver se vai ficar elegante!</p><p>A girafa tentou, então, colocá-lo no pescoço. se amarrava lá embaixo, não</p><p>esquentava o resto do pescoço. Se ficava lá no alto, não segurava e escorrega-</p><p>va. Se apertava forte no meio, ficava sem ar'</p><p>O coelho, vendo a confusão, pensou numa brincadeira:</p><p>Dá pra Dona Tartaruga! Vamos ver como é que fical</p><p>Gostei da ideia. Vamós lá I - disse a girafa. Vai ficar engraçado e continuar</p><p>a confusão!...</p><p>(MariadoCarmoMaiadeoliveira,Leiturinhas,Etlitrlr.rAOLlvnt:tÉc,ttttcol</p><p>126 TEXTOS PABA LEITURA</p><p>Ainda que Mal</p><p>Ainda que mal me pergunte,</p><p>ainda que mal respondas;</p><p>ainda que mal entenda</p><p>ainda que mal repitas;</p><p>ainda que mal insista,</p><p>ainda que mal desculpes;</p><p>ainda que mal me exprima,</p><p>ainda que mal me julgues;</p><p>ainda que mal me mostre,</p><p>ainda que mal me vejas;</p><p>ainda que mal te encare,</p><p>ainda que mal te furtes;</p><p>ainda que mal te siga,</p><p>ainda que mal te voltes;</p><p>ainda que mal te ame,</p><p>ainda que mal o saibas;</p><p>ainda que mal te agarre,</p><p>ainda que mal te mates;</p><p>ainda assim te pergunto,</p><p>e me queimando em teu seio,</p><p>me salvo e me dano: amor.</p><p>(Carlos Drumond de Andrade)</p><p>A Fábula Moderna - O Acordo</p><p>Vestido como caçador, o homem caçava. Estava metido no mais negro da</p><p>floresta e caçava. Mas não procurava qualquer caça não. procurava uma caça</p><p>determinada , capaz de lhe dar uma boa pele que aquecesse suas noites hiber-</p><p>nais. E procurava. Procura que procura, eis senão quando, numa volta da flo-</p><p>resta, depara nada mais nada menos que com um urso. os dois se defronta-</p><p>ram. o caçador apavorado pela selvageria do animal. o animal apavorado pela</p><p>civilização - em forma de riÍle - do caçador. Mas foi o urso quem falou prímei-</p><p>ro:</p><p>Que é que você está procurando?</p><p>Eu - disse o caçador - procuro uma boa pele com a qual possa abrigar-me</p><p>no inverno. E você?</p><p>Eu * disse o urso - procuro algo que jantar, porque há três dias que não</p><p>como. E os dois puseram a pensar. E foi de novo o urso qucm</p><p>Íalou primeiro:</p><p>ôlh: rr-.À ^^+râ' ^^ +^-^ ..- l.( .J--".r-^ ^. .^ : .^^ -r- -.-</p><p>TEXTOS PARA LEITURA tn</p><p>Entraram. E dentro de meia hora, o urso tinha o seu almoço e, consequen-</p><p>temente, o caçador tinha o seu capote.</p><p>Moral: Falando a gente se entende.</p><p>(Millôr Fernandes, Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro, Nórdica, 1987)</p><p>Trecho do Pequeno Príncipe - Diálogo coÍn a Baposa</p><p>"Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão' O trigo para mim é</p><p>inútil. os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é tristel Mas</p><p>tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cati-</p><p>vado. o trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do</p><p>vento do trigo...</p><p>Araposa,então,calou-seeconsideroumuitotempoopríncipe:</p><p>Por favor, cativa-me! disse ela.</p><p>Bem quisera, disse o Príncipe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a</p><p>descobrir e mundos a conhecer.</p><p>A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa Os homens</p><p>não têm tempo de conhecer coisa alguma. compram tudo prontinho nas</p><p>lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais ami-</p><p>gos. Se tu queres uma amiga, cativa-mel</p><p>Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa'</p><p>Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por</p><p>aquilo que cativas.</p><p>(Antoine de Saint-Exupéry - Pequeno Príncipe)</p><p>OCavaloeoBurro</p><p>O cavalo e o burro seguiam juntos para a cidade. O cavalo contente da</p><p>vida, folgando com uma carga de quatro arrobas apenas, e o burro - coitado!</p><p>Gemendo sob o peso de oito. Em certo ponto, o burro parou e disse:</p><p>Não posso mais! Esta carga excede às minhas forças, e o remédio é repar-</p><p>tlrmos o peso irmamente, seis arrobas para cada um'</p><p>O cavalo deu um pinote e relinchou uma gargalhada'</p><p>lngênuol Quer então que eu arque com seis arrobas quando posso tão</p><p>bem continuar com as quatro? Tenho cara de tolo?</p><p>O burro gemeu:</p><p>Egoísta, lembre-se que se eu morrer você terá que seguir com a carga de</p><p>quatro arrobas e mais a minha'</p><p>o cavalo pilheriou de novo, e a coisa ficou por isso. Logo adiante, porém o</p><p>^ -hã^ a rahanta</p><p>IN TEXIOS PARA LEITUBA</p><p>chegam os tropeiros, mardizem a sorte e sem demora arrumam com as</p><p>oito arrobas do burro sobre as quatro do cavalo egoísta. E como o cavalo refu.</p><p>ga, dãoJhe de chicote em cima, sem dó nem piedade.</p><p>Bem feitol exclamou o papagaio. euem mandou ser mais burro que o</p><p>pobre burro e não compreender que o verdadeiro egoísmo era aliviá-lo da car.</p><p>ga em excesso? Tome! Gema dobrado agora...; ,vrrrL: uErrro urJutctUU dguÍd...</p><p>(Monteiro Lobato - Criança Brasileira, Theobaldo Mirandã Sântos, euarto Livro de Leitura: de acordo comos novos programas do ensino primário. Rio de Janeiro, Agn: :9ag.j</p><p>Textocom1fllPalavrasparaldentificaraQuarrtidadedeGagueira</p><p>certo dia a mãe de chapeuzinho vermerho pediuJhe para levãr um bolo</p><p>para a vovó que morava em outro quarteirão. Sua mãe disse:</p><p>at.</p><p>Não fale com ninguóm pero caminho, parece que tem um robo sorto por</p><p>Chapeuzinho foi andando sem pressa.</p><p>sua frente. Perguntou:</p><p>Para quem é esse bolo?</p><p>Para minha avó.</p><p>De repente apareceu um lobo nal</p><p>Vamos ver quem chega primeiro lá. Se eu ganhar o bolo é meu.</p><p>chapeuzinho correu, mas o robo chegou primeiro. Era ficou triste porquê</p><p>teve de dar o bolo da vovó para o lobo, mas aposta é aposta...</p><p>Capítulo 14</p><p>JOGOS DE CORRIDA PARA A</p><p>FLUENCIA</p><p>s jogos de corrida são em forma de ludo e tem como objetivo internalizar</p><p>as técnicas de modificação de fala ensinadas ao longo da terapia. Utilizan-</p><p>do um jogo de competição, o terapeuta e a criança podem jogar durante as ses-</p><p>sões. Havendo a devida orientação do terapeuta, é possível, também, que o</p><p>jogo seja feito em casa entre os pais e a criança. Para realizar o jogo á necessário</p><p>um dado e dois peões e os jogos de corrida das páginas 130 e 132.</p><p>lnstruções:</p><p>Jogar o dado e andar com o peão nos quadrados de acordo com o núme-</p><p>ro de pontos indicados no dado. Sempre que o peão cair em um determinado</p><p>quadrado, seja o terapeuta ou a criança, a tarefa indicada deve ser executada:</p><p>129</p><p>I3O JOGOS DE COIII]IDA PAHA A FLUÊNCIA</p><p>Corrida para a Fluência 1</p><p>Boceio + silabas</p><p>(escolher)</p><p>3x</p><p>com cada vooâl2-</p><p>Vibrar os lábios</p><p>'l0x curto</p><p>Repita : as sílabm</p><p>pr"r"t S</p><p>14\</p><p>palavra solta &</p><p>Bom- ba,/ Bomha</p><p>Bo]a Tbola</p><p>Bam-bj /bambi</p><p>{ Bo-ca/boca</p><p>Estalar tlÍngua</p><p>20x curto</p><p>$ :G</p><p>§-</p><p>Pa pe pi'</p><p>zzzzz.......</p><p>da Abelha</p><p>W</p><p>l0x</p><p>CH CH CH...sem sm'l0x.dgpois d,zer Chu</p><p>"i.'r»*,.</p><p>,, ?/r//l//// ...COm s,m</p><p>Lnuva vat chuva vêm</p><p>Chuva miúda não</p><p>t 0maia</p><p>ninguém.,</p><p>Berlo de velhoã</p><p>Beijo de moco/a</p><p>10x cadá '</p><p>SSSS......</p><p>da Cobrinha</p><p>Pule 2 casas</p><p>Telefone TRlM...</p><p>m</p><p>7 2Ox</p><p>Dêscanse</p><p>,G#</p><p>Conte até 10</p><p>Ou diga os dias</p><p>da semana</p><p>12 34 5 6</p><p>7 8910</p><p>13</p><p>lf Repita suave</p><p>@m&#</p><p>,o*w'3';ffi</p><p>[?lH::§:i:3:,"&</p><p>rereronar o mais rápido</p><p>lnvênte o que vai dizer!</p><p>I pare se orecisar</p><p>15 fl cancelai</p><p>hum</p><p>17 mu mu mu 3x</p><p>Cantar "parabéns,,</p><p>em la la la e sopre a vela.</p><p>21</p><p>l\,4antenha a boca fechad:</p><p>e respire sempre pelo nari;</p><p>para sentir o cheiro da</p><p>20&</p><p>Bocejo + 6 palavras</p><p>AmffiGl}W</p><p>reffi'-w</p><p>19 (a escolher)</p><p>VU... O aviâo está com</p><p>pressa! pule 4 casas</p><p>18"o sapo não luuu ã oã-</p><p>Nào lava porque nêo quer</p><p>Lle mora na laqoa</p><p>Não lava o pé porque</p><p>g*ii?'",*, ,qffi</p><p>Conte uma historinha Trava-línguas:</p><p>Ex: O rato roeu a roupa</p><p>do Rei de Roma</p><p>24 @@</p><p>r J(]GOS DE COBRIDA PARA A FLUENCIA 131</p><p>Explicações das casas do tabuleiro:</p><p>1. Falar as vogais suavemente para evitar o golpe de glote.</p><p>2. Bocejar enquanto diz suavemente sílabas. O terapeuta deverá escolher as</p><p>sílabas entre os fonemas que apresentaram mais dificuldades.</p><p>3. Vibrar os lábios, repetindo 10 vezes de modo curto e 3 vezes de modo longo.</p><p>4. Trabalhar as sílabas presa e solta com os fonemas que a criança mostra</p><p>necessitar. Variar o tempo dos exercícios.</p><p>5. Estalar a ponta da língua a fim de prepará-la para os fonemas de elevação</p><p>de ponta de língua e de deglutição. A deglutição é importante na hora da</p><p>pausa.</p><p>6. Falar a sílaba com força, prendendo bem os lábios e segurando a sílaba</p><p>na mão com força. Em seguida, só encostando o lábio, ir soltando a mão</p><p>e jogando a sílaba falada para cima. O mesmo jogo de prender e soltar</p><p>sílabas pode ser feito com palavras.</p><p>7. Vibrar a língua, repetindo 10 vezes de modo curto e 10 vezes de modo longo.</p><p>B. Soltar o ar fazendo 10 vezes um /S/ curto e depois de modo prolongado.</p><p>9. Trabalhar a musculatura labial. Beijos para fora e para dentro (de mo-</p><p>çolvelho).</p><p>10. Escolhe-se um fonema e começa a falar sem som, depois coloca-se som.</p><p>Por último repetir a palavra toda.</p><p>1 1 . Soltar o ar fazendo 1 0 vezes um /Z/de modo curto e depois de modo lon-</p><p>go e bem prolongado.</p><p>12. Descansar. Nessa casa não se faz nada.</p><p>13. Falar alguma numeração ou fala automática.</p><p>14. Repetir as palavras escutadas de maneira suave.</p><p>15. lnventar uma conversa ao telefone. Cancelar, se for necessário.</p><p>16. Soprar língua de sogra para direcionar o sopro.</p><p>17. Repetir palavras com a mandíbula bem relaxada soltando o ar em hummu</p><p>mumu para trabalhar a ressonância.</p><p>'lB. lnspirar e soltar o ar em /vuuuuuuuu/.</p><p>19. Bocejar e falar soltando o ar nas palavras que já foram trabalhadas.</p><p>20. Praticar posturas e hábitos corretos.</p><p>21. Cantarolar com elevação da língua /lalalalalal. Podem-se utilizar outros</p><p>fonemas para trabalhar posturas fonoarticulatórlas diferentes.</p><p>22. CanLar músicas variadas.</p><p>23. Contar uma história pequena a partir de quatro figuras sugeridas. Voltar</p><p>cinco casas se for necessário cancelar.</p><p>24. Reoetir trava-línquas para fortalecer a niti(lc/ articulatoria.</p><p>"t32</p><p>T</p><p>Corrida para a Fluência 2</p><p>"ot,ffi</p><p>li l(,1 )1, l)l r,( lll itll,\ l',\ll/'r A I i ill I\ll:</p><p>^</p><p>133</p><p>ExplicaçÕes:</p><p>1 . Falar a palavra com força, prendendo bem os lábios e segurando na mão</p><p>com força a sílaba a ser trabalhada'</p><p>2. lnspirar e expirar suavemente 1O vezes alternando as narinas'</p><p>3o prolongar as palavras que o terapeuta fala para tomar consciência do que</p><p>e prolongar uma Palavra.</p><p>4-Pedir para dizer palavras de forma suave'</p><p>5. Falar bilabiais so encostando o lábio e depois falar bem preso. Dizer onde</p><p>ficou</p><p>mais fácil de falar.</p><p>6.Repetir as sílabas presas e a palavra solta, como o terapeuta faz'</p><p>7. Espreguiçar como os gatinhos e depois dizer miau/miau/miau para traba-</p><p>lhar a ressonância vocal.</p><p>B. lnspirar na flor e expirar "apagando" as velas. Aumentar a quantidade de</p><p>" inspirações e expirações aos poucos'</p><p>g. Articular vogais exagerando o movimento dos lábios- Articular duas ou</p><p>três juntas, por exemplo: a - ao auo - eou etc' "'</p><p>10. Repetir versinhos ou rimas. Cancelar se for o caso'</p><p>11. Bombal Voltar para a casa 6 e fazer o que se pede'</p><p>12.talar 3 vezes hava, heva, hivo, hova, huva'</p><p>t:. Ligar as palavras controlando as pausas, utilizando duas figuras'</p><p>14.Falar três frases bem soltas e sem repetiçÔes. Se conseguir avançar para</p><p>frente três casas se não conseguir voltar três casas'</p><p>15. Repetir: PATAKA, PETEKE. PlTlKl, PoToKo, PUTUKU, 3 a 5 vezes cada.</p><p>16. Repetir os provérbios. Cancele se for o caso'</p><p>17 .Yariar a inflexão. Repetir o que o terapeuta diz com intenções variadas'</p><p>18. Colocar cada palavra em seu lugar para fazer o fraseamento'</p><p>19-tazer uma leitura ritmada, usando a voz salmodiada'</p><p>20. Falar uma lista de travalínguas para treinar a articulação'</p><p>21. Criar um diálogo para treinar fluência'</p><p>22. lnventar história maluca a partir de oito figuras ou cenas para treinar fluência'</p><p>23. Bocejar dizendo frases para diminuir as tensÕes ao falar'</p><p>24.Fazerperguntaserespostasparaoterapeutaparaexercitarafluêncra,se</p><p>houver gagueira, voltar cinco casas'</p><p>observaÇão: A critério do terapeuta, a quantid;rtlC o o tcmpo dos exercÍcios</p><p>qarão.lo acorrlr) corn a necessidade e a idade clo r;ttl,tr riilrl(;1.</p><p>PARABLNS !</p><p>Vocô von( (,u I</p><p>V.l()rr, lÍxJ,lr</p><p>ttov,tÍJr,[lr,,r</p><p>o lábio e segurando</p><p>a palavra na mão</p><p>com forÇa ;G</p><p>h</p><p>WÍqfry ry disa</p><p>palavras de Íorma</p><p>suave (a escolher)</p><p>4 U</p><p>paiavra para cima</p><p>Diga as vogais</p><p>bem articuladas</p><p>a eiou</p><p>üüc</p><p>{#r</p><p>Espreguice iguai</p><p>aos gatÍnhos para</p><p>relaxar e diga</p><p>mtau mtau...</p><p>urqa suave: af-§x"i(k-</p><p>hava heva hivo '</p><p>hova huva</p><p>"3x</p><p>4</p><p>Ligamento .</p><p>&,V</p><p>Ã</p><p>B.rb W</p><p>Repita palavras dadas:</p><p>§â'.""'l:i</p><p>*'*"</p><p>,oGl"'o'volte</p><p>3 casas</p><p>Crie um diálago</p><p>I</p><p>Rffn</p><p>W H[U</p><p>21 4À .J/l]</p><p>Trava-línguas:</p><p>"Três pratos de trigo para</p><p>três tigrês tristes."</p><p>:! :,,</p><p>)1/a}1</p><p>o,ããíã,,".</p><p>O sol está forte e quero</p><p>ir à praia.</p><p>19 (salmodiada)</p><p>Fraseamento ,d*</p><p>/o/palhaço/flalesreÂdq</p><p>/ O / palhaço / mor a / no/ cico/</p><p>/ Ele/Íaz/ muitas/ palhaçadas/</p><p>paraf as/ criançasf</p><p>18</p><p>lnvente uma historinha</p><p>ri*.:.</p><p>'fur</p><p>22 "FHts</p><p>Capítulo 15</p><p>ACONSELHAMENTO AOS PAIS</p><p>f importante a participação dos pais e responsáveis no processo de reverter a</p><p>Lgagueira. Os pais de crianças sem fluência já devem ter ouvido frases do</p><p>tipo:</p><p>o "Não se preocupe, a gagueira passa com o têmpo, finja naturalidade".</p><p>. 'Faça de conta que não está acontecendo nada".</p><p>. "Mande seu filho respirar fundo e falar".</p><p>o "Ele pensa mais rápido do que fala, por isso gagueja".</p><p>. "O avô dele também gaguejava, não tem jeito, é de família".</p><p>Essas frases provavelmente foram ditas por pediatras, professores, paren-</p><p>tes, amigos e até vizinhos. O grande problema com esse tipo de conselhos é</p><p>que eles só são válidos para aqueles que tiveram gagueira por uma fase, e que</p><p>esta passou realmente com o tempo ou com a maturidade. Porém, para aque-</p><p>les que ainda estão gaguejando, depois de ter recebido tais conselhos na infân-</p><p>cia, as frases afastaram a possibilidade de esclarecimento, informação e trata-</p><p>mento. Enfim, a prevenção da severidade e cronicidade de um distúrbio que</p><p>sabidamente cresce e aumenta com o tempo e que a acarreta consigo sérios e</p><p>dolorosos problemas sociais e pessoais.</p><p>O programa de orientação que será resumido a seguir é o do Doutor</p><p>Starkweathe r et al.'. (Stuttering Prevention, A Manual for parents), da Temple</p><p>University, Stuttering Prevention Clinic. Ele é muito útil para pais preocupados</p><p>e aflitos com a gagueira de seus filhos. Ele pode ser entregue aos pais para</p><p>leitura com comentários do terapeuta.</p><p>t35</p><p>I</p><p>136 ACONtit.t ilAN/l N t0 At).! I'A[i</p><p>OOTUO OS PAIS PT}DEM AJUDAR</p><p>Ouvindo de maneira diferente</p><p>A criança de 2 a 6 anos está no estágio de desenvorvimento da ringuagem, jus</p><p>tamente, em uma fase em que acontece um crescimento rápido e vasto na</p><p>habilidade em escolher as palavras e armar as frases. As vezes, a criança fala</p><p>demasiado e tem tantas ideias que fica difícil aos pais arrumar um tempo para</p><p>ouvi-lo. Nesta fase é necessário que se aprenda a ouvir seletivamente.</p><p>Treinando unra nova nnaneira de agir Íazendo o papel de detetive</p><p>Para ajustar sua maneira de ouvir, primeiro é necessário saber com precisão que</p><p>tipo de ouvinte se é, Durante uma semana observe-se, escreva algumas anota-</p><p>ções sobre seus pensamentos para que você possa fechar um quadro sobre a sua</p><p>posição como ouvinte de seu firho. euando isso estiver definido você poderá de-</p><p>cidir quais são as mudanças necessárias. se notar que, às vezes, não tem paciên_</p><p>cia de escutar tudo que ere deseja dizer ou demonstra cansaço durante um</p><p>bate-papo informal entre os dois, ou mostra que está irritado com o modo dele</p><p>falar, tente modificar suas atitudes. seu filho pode interpretar sua maneira de agir</p><p>como uma reprimenda à sua fara ou um desinteresse de sua parte.</p><p>Procure ajustar seus horários para que haja durante o dia momentos</p><p>em que uocê possa conuersar c'm seu filho tranqullamente</p><p>o que é importante é que as modificações podem ser mínimas. talvez até afe-</p><p>tem muito pouco a rotina do seu dia, mas para seu filho elas serão muito impor_</p><p>tantes e abrirão portas fundamentais no relacionamento tanto entre o falante</p><p>(pais) como entre o ouvinte (filho).</p><p>Ouando você já estiver ouvindo seu Íilho nnais intensamente, procure</p><p>aumentar a quantidade de contato visual entre uocês</p><p>olhar para alguém enquanto a pessoa fala demonstra interesse, assim como</p><p>manter os braços e as pernas descruzadas mostra vontade em participar na</p><p>conversação.</p><p>Enquanto seu filho estiver falando pratique focatizar a atenção nas</p><p>suas ideias e não na sua rnaneira de Íalar</p><p>lsto exigirá disciplina. se fizer argum comentário do tipo. ,.você</p><p>está falando</p><p>muito depressa" ou "[xperimente tomar mais ar", ir;i p,rssirr a mensagem nãcl</p><p>so que você não está prestando atenção ao ils.,ur)ro, rorrro tambem que ele</p><p>não está conseguindo comunicar o quc rlt,scj,r.</p><p>A(t()t\ril I I lA \4i l\ I (I /\()ll I'All; 137</p><p>Fale com seu Íilho hem devagar</p><p>Os pais devem modificar sua maneira de falar com o filho que está gaguejando.</p><p>Modificar uma maneira de falar não é fácil, por isso os pais devem treinar no</p><p>gravador o novo ritmo de fala mais lento. Uma palavra deve vir atrás da outra,</p><p>como se a pessoa estivesse falando em "câmera lenta". É importante não soltar</p><p>as palavras amontoadas e atropeladas e concentrar-se no ritmo arrastado.</p><p>Aumente o núnrero de pausas no seu discurso</p><p>Pare de vez em quando e tome ar. lsto dará um modelo e irá reduzir a pressão</p><p>do tempo que comumente a fala rápida produz.</p><p>Aumente o silêncio</p><p>Dessa maneira o seu filho irá aprender que todos os momentos não devem ser</p><p>preenchidos com a fala. Aprenderá também que é possí'vel manter uma conver-</p><p>sação sem exigir muita pressão ou ansiedade.</p><p>Elirnine as interrupções</p><p>Permita que cada membro da família complete as suas ideias. A criança "de ris</p><p>co" ou a que está começando a gaguejar se for interrompida a todo momento,</p><p>fatalmente terá sérios transtornos para manter a fluência.</p><p>Procure não fazer muitas perguntas</p><p>Geralmente para responder existem várias etapas a cumprir:</p><p>1 . Compreender o sentido da pergunta.</p><p>2. Organizar seus pensamentos para responder apropriadamente.</p><p>3. Encontrar imediatamente as palavras certas e o emprego correto das re-</p><p>gras da gramática.</p><p>4. Finalmente passar a mensagem oralmente.</p><p>Para a criança que ainda está desenvolvendo a sua linguagem e não tem,</p><p>ainda, total competência no seu manejo, ter de responder a todo instante vai</p><p>exigir muito esforço. A tendência será quebrar a fluência seguidamente aumen-</p><p>tando a ansiedade tanto da propria criança, que não consegue passar a mensa-</p><p>gem, como para os pais que</p><p>ficam preocupados com a maneira de o filho falar.</p><p>Reduza a estirnulação linEuística</p><p>Quando a criança toma conhecimento QUe sur) c,rlntSrrccnsão está muito mais</p><p>adiantada que sua capacidade para prodttzir Írit',r'r, lotlrlits tr complexas, os pais</p><p>podem ser aconselhados a reduzir a quantirl.rrk,tlr' Í,tl,r ottt vt)ll;t da crianÇa. É</p><p>138 AC(]NSl I I tANlt N I i) At)S iAlt.j</p><p>verdade que não se pode eliminar totalmente a fala e ficar calado. lsso não seria</p><p>aconselhável, mas em arguns casos podem-se reduzir as atividades. os país</p><p>podem aprender a interagir com os filhos sem envolver-se em atividades exces-</p><p>sivas de comunicação.</p><p>Forneça um born rnodelo de fluência</p><p>os pais devem dar um modero de fruência normar, isto é, um modero em que a</p><p>fala não é totalmente fluente, já que essa é a rearidade. Agindo assim os pais</p><p>passam aos filhos que aceitam níveis diferentes de disfluência. Nesse caso, seu</p><p>filho poderá repetir eventualmente a primeira palavra da frase 1 ou 2 vezes nor_</p><p>malmente sem se sentir diferente. Ele poderá fazer pausas ou dizer .,hum,,ou</p><p>"eh" enquanto procura as palavras. será importante, então, que ocasionalmen_</p><p>te os pais aceitem essa maneira de farar de maneira normal.</p><p>Fale corn seu Íilho por mais tempo</p><p>como o papel dos pArs envolve muitas responsabilidades, a maior parte das</p><p>vezes em que conversam com os filhos o tom dos pais é disciplínar ou ter cuida-</p><p>dos. Este tipo de conversação tipicamente é de instruções e regras. Ajudaria</p><p>muito se os pais aumentassem o tempo de conversa .o, u criança em</p><p>ToPlcos QUE possAM sER coMpARTtLHADos poR AMBos. Dessa maneira</p><p>a conversação será uma experiência agradáver, argo que a criança curte, espera</p><p>por e tem prazer.</p><p>üurante a cCInversação eertifique-se que o seu tom e:,eüis</p><p>cornentários não sejarn do tipo "!ulgador., ou ..crítico,, por natureza</p><p>Medo de avaliações ou de críticas inibe muitas pessoas adultas e para uma cri-</p><p>ança que está em fase de "risco" pela sua gagueira, o medo de dizer alguma</p><p>coisa errada pode aumentar ou desencadear mais gagueira.</p><p>Cuidadu coÍlr a pressão para falar</p><p>Quando o processo de comunicação torna-se algo que exige cuidado e atenção,</p><p>o fato de sofrer a pressão do tempo pode precipitar quebrai na fluência. pressÕes</p><p>na fala podem tomar muitas formas: 1) pedir à criança para recitar em púbrico,</p><p>2) pedir para contar uma história de novo, 3) pedir para contar uma historia qual-</p><p>quer da televisão, 4) pedir para dizer poR FAVOR ou OBRIGADO ou coMo VAI</p><p>etc. sempre que os pais desejem que os filhos sigam algumas das pressÕes descri-</p><p>tas anteriormente, eles podem modelar a frase social necessária pedindo à crian_</p><p>ça para repetir o "PoR FAVOR, OBRIGADO oll crjMo VAI',, podem perguntar</p><p>antes à críança se ela deseja recitar em públir o ( )u { ( )r rt, rr r rrrr.r historia etc"</p><p>A(i0Nrit I I t^l\fl N I 0 A0:i In[] 139</p><p>Froçure ter uma roÍüna</p><p>Muitos pais pensam que o filho tem mais dificuldades para falar quando estão</p><p>excitados e mais facilidades quando estão calmos e contentes. Não é bem</p><p>assim. Festas de aniversário, férias são exemplos de eventos que fogem da roti-</p><p>na e que estão cheias de ansiedade e surpresas. É esta falta de estrutura junto</p><p>com a incerteza que elas produzem que contribui para aumentar a gagueira. É</p><p>aconselhado que uma rotina diária seja mantida mesmo nos fins de semana. Se</p><p>a criança sabe que depois do café da manhã, ela deve vestir-se e depois ver tele-</p><p>visão e depois brincar, a incerteza será reduzida.</p><p>Frouure infornnar a seu fiiho corm allüeeedâneia do que vai acomtecer</p><p>fora da rot!na</p><p>Se em determinado dia vai haver uma festa, uma viagem, uma mudança qual-</p><p>quer na rotina, ser informado antes ajuda reduzir a incerteza e a ansiedade. A</p><p>criança deve, inclusive, conhecer a sequência exata dos eventos, e os pais</p><p>devem fazer o possível para que os fatos ocorram da maneira planejada. Por</p><p>exemplo: se a família vai sair de férias, permita que a criança participe dos pla-</p><p>nos, itinerários, atividades, roupas e brinquedos que serão levados etc.</p><p>Perrnita que todos Éenhanr a mesm& opontumiclade de {alar</p><p>Será aconselhável que toda a famÍlia desenvolva atividades de conversação</p><p>mais efetivas. As regras poderão ser simples como as descritas adiante:</p><p>1 . So uma pessoa fala de cada vez.</p><p>2. Todo mundo deverá ter oportunidade de falar.</p><p>3. Ninguém deverá avaliar a contribuição do falante à conversação.</p><p>As regras deverão ser postas em funcionamento quando a família estiver</p><p>reunida. Poderá haver um certo jogo, para Íazer que a atividade se torne bem</p><p>relaxante. Pode-se colocar um pote na mesa, e cada membro da família que</p><p>quebrar a regra interrompendo ou criticando o falante deverá colocar uma fi-</p><p>cha no pote. As fichas serão contadas, e será penalizado aquele que interrom-</p><p>peu mais.</p><p>tledique aigunm mornen'to do dia para conversar Gom seu filhCI</p><p>É importante que na hora escolhida para convers.)r com a criança que está ten-</p><p>do problemas para manter a fluência, os pais rlcclirluem total atenção a eles.</p><p>Devem-se largar os pratos para serem lavaclos orrlr;r lrora, pedir aos irmãos para</p><p>fazerem outra atividade, pedir para algrrónr rrr,ri',,rlorrtk'r .ro telefone etc. A</p><p>conversaçao n;ro Jrrr-.cisa ser muito loncl;r, un,, 'l</p><p>'r rrrirrrtlo,,',r'ri,rrn sLrficiente para</p><p>140 AC0NSI:l I IAMIN Ít) Aíls^ tAlS</p><p>a criança perceber que está recebendo especial atenção. Atividades de montar</p><p>quebra-cabeças. jogar videogame, Ier ou contar história podem ser utilizadas</p><p>também, o importante é que aconteçam todo dia e que sejam sempre o, qrur.</p><p>sempre na mesma hora. A finalidade deste momento especial entre pais e filho</p><p>é dar à criança a oportunidade de viver um momento ,.não exigente,,além de</p><p>estar em contato com os pais sem as distraçÕes e exigêncras do mundo lá fora.</p><p>É como se nesse momento você se sentisse mais relaxado e experimentasse um</p><p>enorme prazer em falar com seu filho. lsto. consequentemente, facilitará o pro_</p><p>cesso de comunicação para ele, já que ele irá associar a fala a um momento de</p><p>relaxamento e de prazer.</p><p>BIBLIOGRAFIA</p><p>Behlau M, Pontes P. Avaliação e tratamento das disfonias. São Paulo, Lovise,</p><p>1 985"</p><p>Behlau M, Pontes P. Princípios de reabilitação vocal nas disfonias. 2. ed.</p><p>revisada e ampliada. São Paulo: EPPM, '1990.</p><p>Bloch P. Voz e fala da criança (no Lar e na Escola). Rio de Janeiro: Nordica,</p><p>198i.</p><p>Boone D. Sua Voz está traindo você? Como encontrar a sua voz natural.</p><p>Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.</p><p>Brandi E. Educaçãodavozfalada.2. ed. São Paulo:Atheneu, 1984. vol 1 e</p><p>2.</p><p>Cupello R. Gagueira, uma visão neuropsicológica. Rio de Janeiro: Revinter,</p><p>2007.</p><p>Ferreira LP. Temas de fonoaudiologia. 2. ed. São Paulo: Loyola, 1985.</p><p>Gregory HH. Learning theory and stuttering therapy. Evanston:</p><p>Northwestern University,'l 968.</p><p>Hilgard ER. Ieonas da aprendizagem.3. ed. São Paulo: Pedagógica e</p><p>Universitária,1973.</p><p>Jakubovicz R. A gagueira. 6. ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2009.</p><p>Jakubovicz R. Psicomotricidade, deficiência de audição, atraso de linguagem,</p><p>gagueira infantil.2. ed. Rio de Janeiro: Revinter, 1997.</p><p>Johnson W. A study of development of stuttenng. Mineapolis, Univ. of</p><p>Minnesota, '1955.</p><p>Logue M, Conradi P. O díscurso do rei - O homem que salvou a monarquia</p><p>britânica. Rio de Janeiro: José Olympio, 2010</p><p>Martins S. Disfonia infantil: terapia. Rio de Janeiro: RevinLer, i 998.</p><p>1/]1</p><p>142 BIBLIOGBAFIA</p><p>Meira l. (org) A técnica surdo/sonora para descondicionar broqueios. rn:</p><p>Tratando gagueira: diferentes abordagens. são paulo: Cortez, 2002.</p><p>p. 12!35.</p><p>Nunes L. Cartilha de teatra manualde voz e dicçãa.2. ed. Brasilia; ministério</p><p>da Educação e Cultura, 1976.</p><p>Perkins w. Replacement of sttutering with normar speech. rn: Rationare.</p><p>Replacement of sttutering with normar speech. il. crinicar procedures.</p><p>lS H D 1 97 3;38:283-94, 295-303.</p><p>Piccolotto L, soares RMF. récnica s de impostaçãa e comunicação orar. z. ed.</p><p>Sâo Paulo, Loyola 19g6.</p><p>schawrtz MF. The core of the stuttering block. 1 speech Hear Disord 1914</p><p>May;39(2): 169-76.</p><p>Thorndike EL. The psychology of learning, (Educational psychology lt).</p><p>New York:</p><p>Teachers College, 1 913.</p><p>Van Riper c- The treatment of stuttering. Engerwood criffs, Nova Jersey:</p><p>Prentice Hall, 1971.</p><p>ANEXOS</p><p>o</p><p>R</p><p>\ \</p><p>-rw/</p><p>ffi</p><p>1tr</p><p>ffi</p><p>1\(@)</p><p>@</p><p>w 7f=</p><p>t45</p><p>1tr</p><p>ii --*â:l.i i'fttfr</p><p>ik#t:</p><p>i oa.p-</p><p>@</p><p>r</p><p>ANt XOS 141</p><p>%r*</p><p>i"#ry</p><p>li'dr- w</p><p>agir para ajudar o filho a falar melhor.</p><p>Capítulo I</p><p>TNFORMAÇOES GERAIS</p><p>SOBRE A GAGUEIRA</p><p>7\ gagueira atinge cerca de 70 milhões de pessoas no mundo e representa</p><p>H.er.a de 1o/o da população infantil. Por centenas de anos as causas da</p><p>,1,rr;ueira têm permanecido um mistério. O fato de o ar ficar preso na garganta,</p><p>r,,) pessoa não conseguirfalar ou, então, ficar repetindo a sílaba ou a palavra</p><p>v,rrias vezes, sem conseguir levar adiante o discurso, pode ser considerado</p><p>, orno sendo uma disfunção anatômica neurológica. O que se observa naqueles</p><p>,1rc gaguejam é que as pregas vocais se fecham e bloqueiam a passagem do ar.</p><p>rrrrJredindo a fonação. Pode acontecer também de os lábios ficarem tensos e</p><p>, olados numa posição fixa, ou a língua encostar firmemente nos alvéolos, não</p><p>pcrrnitindo que haja a vocalização da palavra. A impressão que se tem, nessas</p><p>( rrrunstâncias, é que as estruturas cerebrais responsáveis pela tarefa de avisar</p><p>r pre êstá havendo o término de um som ou de uma sílaba e que o falante deve</p><p>r()ryreçar imediatamente a falar o próximo som não estão sendo executadas</p><p>, r rrn ef iciência. A consequência imediata é o falante ficar bloqueado, sem ação,</p><p>rrrrtrrdido de continuar com seu discurso. Nessas circunstâncias pode-se pensar</p><p>rlie exista uma estrutura cerebral que não esteja enviando aos articuladores a</p><p>{ rr(iem para passar ao próximo som. Também pode ser o caso de se pensar que</p><p>,r r omando cerebral esteja sendo enviado com atraso ou com alterações, o que</p><p>rros explica a eficiência em se conseguir fluência nas seguintes situações:</p><p>. Falando ao mesmo tempo em que outra pessoa fala.</p><p>. Falando, mas receben do o feedback do que falou com um tempo de atraso.</p><p>. Falando, mas recebendo o feedback em outra frequência.</p><p>. Cantando.</p><p>. Falar modificando seu tom de voz habitual, ou a maneira de articular as pala-</p><p>VTAS.</p><p>lNl í)tiMAtjt ll S til llr\l:j lj{)lilll ,\ (iA{itll llrA</p><p>Em todas as situaÇÕes anteriores a fala e impulsionada por um fator exter-</p><p>no: um som, um ritmo, a voz de outra pessoa, um modo de falar diferente.</p><p>Estudos muito recentes indicam a possibilidade de se identificarem muta-</p><p>ções genéticas específicas como causas potenciais do distúrbio motor da gaguei-</p><p>ra. se for confirmada esta hipótese haverá, então, uma imensa possibilidade de</p><p>tratamento utilizando células-tronco para alterar as estruturas de comando.</p><p>Embora a manifestação da gagueira envolva principalmente caracterÍsticas</p><p>motoras, como vimos no parágrafo anterior, a causa da gagueira pode não</p><p>estar relacionada, exclusivamente, com deficiências do sistema motor. sabe-</p><p>mos que a frequência da gagueira aumenta sob a influência de determinados</p><p>fatores linguísticos, como a complexidade sintática e o tamanho do enuncia-</p><p>do, e diminui sob a influência de mudanças na percepção, como o mascara-</p><p>mento auditivo e o feedback auditivo alterado.</p><p>Há estudos que apontam para o fato de existirem irregularidades mínimas</p><p>nas atividades elétricas e uma insuficiência sanguínea em certas regiÕes do</p><p>cérebro. Estudos do século passado afirmavam que a gagueira estaria associa-</p><p>da à interferência de um hemisfério cerebral sobre o outro. Estudos mais</p><p>recentes ainda falam de alterações na gagueira conseguidas pela ingestão de</p><p>remédios que produzem modificação no metabolismo.</p><p>A crença de que a gagueira seja desencadeada por alteraçÕes emocionais</p><p>são alguns dos mitos que trazem confusão e até mesmo atrapalham o seu tra-</p><p>tamento. Nos estudos psicologicos não existem conclusÕes científicas satisfa-</p><p>tórias. Fala-se em emoçÕes, mas não se explica que o medo de falaç a ansieda-</p><p>de ao falar e o estresse provocado pela cobrança do meio, principais emoçÕes</p><p>relacionadas com a gagueira sejam sua causa principal. A emoção parece mui-</p><p>to mais ser a consequência do impedimento para falar. A gagueira sempre</p><p>comeÇa na infância. então volta-se a colocar o famoso axioma: o que começou</p><p>primeiro? A emoção; o medo de falal a ansiedade ao falar ou a gagueira? pro-</p><p>pomos para reflexão: a criança fica com medo de falar e por causa disso fala</p><p>gaguejando, ou por ter uma gagueira ela fica com medo de falar? o que en-</p><p>trou primeiro no circuito: a gagueira ou a emoção?</p><p>Até este ponto dos estudos, como vimos, nenhuma explicação cientifica é</p><p>clara e contundente o suficiente para explicar as causas e a natureza da gaguei-</p><p>ra. Diante das controvérsias atuais e das já ultrapassadas, a tendência mais</p><p>pragmática no momento é lidar diretamente com o ato de gaguejar e as suas</p><p>consequências. É procurar introduzir alterações nas estruturas responsáveis</p><p>pelo ato motor; seja nos lábios, na língua ou nas pregas vocais. Há também a</p><p>necessidade de se reconstituir a fisiología dos mecanismos executores envolvi-</p><p>dos na fala. A gagueira não pode mais ser vista apenas como um distúrbio iso-</p><p>tNt 0HN/A{;t)t t; Ct n^ts st)tiHl A tiAt,lut iltA</p><p>Llio tlo sistema nervoso central, do funcionamento do aparato vocal em uso</p><p>, ,u ( lils influências comportamentais e emocionais do meio ambiente. O enfo-</p><p>,lrl rnais objetivo no tratamento fonoaudiologico seria caminhar no sentido</p><p>,lr,rrlealizar exercÍcios e métodos de tratamento em que se tenha em mente o</p><p>,rll rlc falar. O fato de a gagueira acontecer mais na presenÇa de outras pesso-</p><p>,r', rros indica ser possí'vel controlar a fala do indivíduo que gagueja por um pro-</p><p>, r,',',o dê autocontrole voluntário das tensões física e psrquica. A orientação, a</p><p>irrtr,r,rÇão e a discussão em conjunto com um profissionalfonoaudiólogo tor-</p><p>n,rr osse controle viável. É como se uma maneira de falar tivesse sido apren-</p><p>,lr, l, r crn alguma epoca da vida, tivesse se desenvolvido sern o indivíduo perce-</p><p>l,r,r, rr;r'nundo em um estágio incontrolável. Volta-se a falar que a gagueira</p><p>rorn()Çâ na infância. Uma observação detalhada mostra que a criança alterna</p><p>llrrr,rrt.ia com disfluência. Quem gagueja sabe, então, falar fluente, e se a pes-</p><p>,, r, r niio nasceu gaguejando e, com certeza, ela não nasceu assim, o que a pes-</p><p>,' ,, r { lue gagueja precisa é de orientação. Ela precisa de uma terapia de contro-</p><p>lr'lr,lrâ aprender a falar fluentemente.</p><p>r</p><p>Capírulo 2</p><p>APRENDIZAGEM</p><p>fi aprendizagem e o processo pelo qual o comportamento é modificado pela</p><p>llcxperiência, o que implica na aquisição de uma resposta inteiramente dife-</p><p>rr.rrlc da anterior. A maneira como aS peSSoaS adquirem certos comportamentOs</p><p>vt,rlr,ris há muito vem intrigando os teóricos da comunicação humana. De início,</p><p>r r', r',,tudos sobre a aprendizagem foram realizados apenas por psicologos, mas</p><p>I rt tlr,ls ciências passaram a incorporar esses conhecimentos, e uma dessas foi a</p><p>I r rrroaudiologia.</p><p>['odemos dizer que existem dois aspectos envolvidos no ato de falar: o</p><p>, rrrnportamental e o cognitivo. Assumindo esse ponto de vista, a gagueira po-</p><p>r[',,or vista como um distúrbio do comportamento, ou seja, uma maneira de</p><p>l,rl,rr adotada e pode também ser analisada pela cognição envolvida, o que</p><p>',r,rrlc e o que move o indivíduo para falar daquela maneira.</p><p>Pode-se levantar a hipótese de a gagueira ter sido aprendida por condicio-</p><p>rr,rryrento clássico de Pavlov. Neste caso, a gagueira pode ser analisada como</p><p>nrrr,r resposta que foi associada a um estímulo. Da mesma maneira que o cão</p><p>r [, l),rvlov saliva quando escuta o sino, falar é associado a: tensão - inseguran-</p><p>,.,r medo. A gagueira seria, então, aprendida por uma associação existente</p><p>r.rrtrc a exigência dos pais na hora que a criança começa a falar e o ato de falar.</p><p>l,. rr um mecanismo de assoclação a criança se condiciona e aprende a dar uma</p><p>rr",lrosta especifica: gaguejar sempre que for falar algo importante. Ela até</p><p>lrrrrkr não querer mais falar daquela maneira, mas não consegue, aprendeu</p><p>,r',,,irn, está condicionada. No tratamento ela terá de aprender a falar de outra</p><p>ru,rtreira. Ela terá que readquirir confiança na sua maneira de falar mediante</p><p>'</p><p>ln(,ntaÇÕes aos pais e no trabalho de modificaÇões da fala feito no consultório</p><p>r urn o fonoaudiólogo.</p><p>l:xiste também a hipótese de a gagueira ter sldo aprendida por condlciona-</p><p>rrrt,trto operante de Skinner. Este esquema será a existência de um estímulo</p><p>r</p><p>10 APHENT]IIAIJIM</p><p>para falar, em que há um reforço posítivo ou negativo, dado pelo ambiente,</p><p>aumentando ou diminuindo o comportamento. o reforço negativo. como</p><p>chamar a atenção da criança na hora em que ela fala, ou pedindo para ela</p><p>repetiç ou dizendo para ela falar mais devagar, poderá ter dupla consequência.</p><p>As frases ditas pelos pais ou pelo ambiente podem entrar na compreensão da</p><p>criança como um alerta ou uma crítica. Podem servir de alerta quando a crian-</p><p>ça interpreta que há a necessidade de mudar sua maneira de falar. Nesse caso</p><p>a própria criança busca fazer alterações na sua fala. por outro lado, as frases</p><p>podem ser interpretadas como uma crítica do tipo: "você não está falando</p><p>bem, não aceito essa sua maneira de falar". Nesse caso, a criança fica insegura</p><p>e faz esforço para falar de modo diferente. Esforço significa tensão, que pro-</p><p>duz hesitaçoes, repetiçÕes e prolongamentos. Existe ainda a possibilidade de</p><p>as frases ditas pelos pais ou pelo ambiente serem interpretadas pela criança</p><p>como válidas ou positivas. Assim, elas irão indicar que os pais ou as pessoas</p><p>estão prestando atenção na sua fala. A criança pode ser carente e que esteja</p><p>necessitando de atenção. o comportamento aqui será mantido. A criança</p><p>aprende a manter o comportamento de gaguejar para conseguir atenção do</p><p>ambiente ou de ser superprotegida pelos pais.</p><p>No tratamento será utilizado o inverso do reforço dado pero ambiente. o</p><p>fonoaudiologo irá dar recompensas verbais por toda frase ou discurso fluente,</p><p>mas poderá também punir todo o momento de gagueira, pedindo à criança</p><p>para cancelar afala e recomeçar a falar de outra maneira. poderá ser ensinado</p><p>a ela um ritmo de fala diferente, que, se reforçado pelo terapeuta e pelos pais,</p><p>tem todas as chances de ser aprendido de maneira diferente. o método de</p><p>lidar com a gagueira como um comportamento aprendido tem a vantagem de</p><p>não se ater à causa ou causas da gagueira. Não há polêmicas em torno deste</p><p>assunto. Já que não se sabe a causa, o terapeuta irá tratar diretamente do pro-</p><p>blema de um modo objetivo: eliminar o sintoma.</p><p>As técnicas de modificação da fala podem ser resumidas em etapas que</p><p>serão elaboradas por meio de determinados exercícios utilizados no tratamen-</p><p>to da gagueira ao longo deste livro. Apesar de os exercícios descritos aqui</p><p>terem sido utilizados mais com crianças do que com adultos, não impede que</p><p>eles possam ser empregados nos adultos. com bom-senso e modificações</p><p>apropriadas a um adulto, e sempre tendo em mente a filosofia comportamen-</p><p>tal ou de modificação da maneira de falar, os exercícios podem ser aplicados</p><p>em adolescentes e adultos.</p><p>Capítulo 3</p><p>ATITUDES NECESSARIAS PARA</p><p>ENFRENTAR O PROBLEMA DA</p><p>GAGUEIRA</p><p>. /\rluele que gagueja não deve se considerar uma pessoa gaga e mais nada^</p><p>A «;agueira é algo que a pessoaÍaze não o que ela é. A gagueira é uma par-</p><p>k' r1a pessoa e não a personalidade toda.</p><p>, l(t,.;olver os problemas da gagueira exige tempo e esforço. Não há milagres</p><p>n(.rn processos rápidos que realmente funcionem quando se está reapren-</p><p>,lt,rrdo uma nova maneira de falar.</p><p>. "lalar fluentemente" signífica falar sem colocar força nem tensão nos</p><p>r'rrqãos responsáveis pela fala (respiração, fonação, articulação). O objetivo</p><p>i' rctirar a tensão das estruturas responsáveis pelo ato de falar.</p><p>' Nirrg uém deve ter vergonha de ser gago. Pode acontecer com qualquer um.</p><p>A pessoa, nem ninguém têm culpa de isso acontecer.</p><p>. N.io se deve ter sentimentos de que a gagueira pode impedir a pessoa de ser</p><p>o rlue gostaria de ser. Temos o direito de ser percebido com as qualidades que</p><p>lcmos e com os defeitos também. A gagueira não é um defeito nem uma</p><p>tlualidade, é um aspecto da comunicação.</p><p>Fxiste certa crença de que a gagueira não tem cura. Se gaguejar é a inter-</p><p>n rlx,;ro do fluir do discurso e se a pessoa que gagueja passa a não ter mais inter-</p><p>r ulx,oes no seu discurso, podemos dizer que ela não gagueja mais. Ela passou a</p><p>l,rl,rr rle outra maneira. Nesse caso, ela não pode mais ser considerada uma pes-</p><p>iu,r (lLre gagueja. É preciso ter em mente que todos somos disfluentes, a gaguei-</p><p>r,r, cntão, é uma questão da quantidade e da qualidade no modo de falar.</p><p>t oi falado anteriormente que as causas da gagueira são complexas e ain-</p><p>,l,r «luestionáveis. Também já se falou que talvez a emoÇão seja muito mais</p><p>1l</p><p>12 ATITUDES NECESSABIAS PARA ENFBENTAR O PROBTEN/A DA GAGUEIBA</p><p>consequência do que causa. O que se sabe, até o momento, é que as emo-</p><p>ções são provocadas por críticas, humilhações, medos ou traumas, e elas pio-</p><p>ram o quadro da gagueira. A criança, quando é censurada pelo adulto, perce-</p><p>be que ele se sente insatisfeito com seu modo falar. Na maioria das vezes, o</p><p>problema inicia gradualmente, sem que haja algum episódio traumático. A</p><p>criança terá de saber lidar com a tensão e a ansiedade que surgem destas crí-</p><p>ticas. A insegurança e o medo de serem engraçados ou motivo de piadas, de</p><p>sofrer Bullying* na escola, trazem tanta tensão que as consequências são</p><p>desastrosas: a disfluência se agrava, a criança se isola e seu rendimento esco-</p><p>lar ou social, muitas vezes, é prejudicado. Quase todas as crianças que ga-</p><p>guejam apresentam sentimentos negativos relacionados com a sua fala dis-</p><p>fluente, contudo a capacidade para administrar esses sentimentos depende</p><p>da personalidade da criança e, também, do tipo de apoio que lhe é dado. A</p><p>criança pode sentir vergonha por ser diferente das outras, frustração por ser</p><p>incapaz de comunicar-se de formas clara e eficiente. Pode até se sentir culpa-</p><p>da por sua condição mais limitada na fala, tanto pessoal, como socialmente.</p><p>A sua ansiedade poderá ser alta com relação a sua comunicação, o que po-</p><p>derá deixá-la mais deprimida. Assim passará a se comunicar cada vez menos</p><p>com os outros. Estas crianças poderão vir a desenvolver uma baixa autoesti-</p><p>ma, sentindo-se muito inferior e diferente dos seus colegas e amigos, o que</p><p>poderá provocar seu isolamento nos grupos e ou nas brincadeiras. Seu rendi-</p><p>mento escolar também poderá ser comprometido.</p><p>É essencial o apoio dos pais, professores e fonoaudiólogos para que a cri-</p><p>ança resgate a sua autoestima. Todos devem ter paciência e evitar interromper</p><p>a criança ou chamar sua atenção. Os pais não devem demonstrar que se sen-</p><p>tem muito preocupados com as dificuldades de comunicação do seu filho. Se</p><p>os erros de fala forem muito frisados, a criança começa a dar muita importân-</p><p>cia à sua maneira de falar e acaba ficando com medo até de abrir a boca. A cri-</p><p>ança muito pequena se importa com o que quer falar e não de como fazer</p><p>isso. E como não percebe se está expressando-se de maneira correta, não se</p><p>sente rotulada e, então, não para de conversar. A criança é espontânea, e a</p><p>fala é automática. Mas se tentarem adivinhar o que ela tem a dizer, interrom-</p><p>per para ajudar a terminar as palavras, ou mesmo completar suas frases, isto a</p><p>deixará ainda mais frustrada. Os pais não devem ser superprotetores, mas tam-</p><p>bém, não devem expor a criança a situações que lhes provoquem ansiedade. É</p><p>x</p><p>Butlyirtg é um compoÍamento consciente, intencional, rlclihclado, hostil e rcpcti<lo rlc urna ou urais pessoas,</p><p>cuja intorção é lerir os outros. O l}ullyrng po<lc assunril v:ilias Íi» nras c incluir rliÍi'r crrt t's con)pottâmetrtos que,</p><p>ttttt'lsrtrltrsqettos stli;t.virrlôrrr'ie tvrrzrr'r\r'qrz'rlr;ris:rrrr'lirlrrsr'irrçullrrcr.r,vr'lrrc:rrrrlrrorrrrrrrrlorrrlo<rrc</p><p>ATlll.lDt"S N[C[SSAtilAS PARA INl l][ N lAl]l 0 Pl'l0BLI:MA l]A GAGUtrltlA 13</p><p>.rlr'1rorsívelque o problema não se agrave e acabe com o tempo, porem a bai-</p><p>.a ,rrrloestima, a insegurança e a dificuldade nos relacionamentos social e afe-</p><p>lvl porlem permanecer. É muito lmportante saber agir para não cristalizar o</p><p>lrrr rlrlorna. Fingir que o problema não existe também não resolve. É importante</p><p>r;rrr, ;r,ris e professores enfatizem, também, as melhoras, pois isso fará diferen-</p><p>r.;r rr,r(luêstão da autoestima e capacidade de realização da criança.</p><p>I rrr geral,</p><p>por falta de conhecimento, os pais ou os familiares apresentam</p><p>l</p><p>'r</p><p>lr ", lendências a ter opiniões não muito favoráveis com relação à criança ou</p><p>+rI rlr,,,centê que gagueja. Os adultos os veem como nervosos, irritados, infan-</p><p>1t,,, tr,inrosos, com complexo de inferioridade e dificuldade de ser sociável. E</p><p>a,,rlr,rrn acreditando que a gagueira ocorre em razão desses traços de perso-</p><p>rr,rlrrl,rrle. É importante dizer que essas opiniÕes não causam a gagueira do fi-</p><p>lllr, rn,ls contribuem para piorar sua gagueira e podem trazer consequências</p><p>+-riror tr)nais. Neste caso, o ambiente familiar também poderá ser propício à</p><p>rl;i,lu(,ir.r. Podemos citar como exemplo o relato de uma paciente de 11 anos</p><p>i;lr,r ornentou quando começou a terapia que desde pequenininha seus tios</p><p>nr,rlr,rrros a chamam de gaguinha. "Oi gaguinha", "fala gaguinha"... e isto</p><p>.,r.n1l)rc a incomodou. Só veio começar terapia quando a gagueira já estava</p><p>lir,r11 1ir,6u com tudo o que tem direito, prejudicando-a enomermente.</p><p>I )t,ve-se agir naturalmente com a criança gaga, respeitar e incentivar quem</p><p>, r rrrvrVo a f azer o mesmo. A criança precisa ser aceita para sentir-se mais à von-</p><p>l,rr [, r'rr] se comunicar. Manter contato visual, isto é olhar sempre nos olhos da</p><p>r r r, rn(rt) e manter o contato físico, como segurar a mão da criança, servem para</p><p>rrlr',lr,lr o apoio. Também é importante demonstrar que está interessada em</p><p>,,uvr l,l. A criança, ou mesmo o adolescente, precisa sentir que não estão sozi-</p><p>rrlr,', rrcssâ dificuldade. Nos momentos em que a frequência da gagueira</p><p>.irlrronla, deve-se proporcionar à criança situações em que a sua fluência pos-</p><p>.,r ,rl),lrecer, como cantar músicas, dizer falas automatizadas (como os núme-</p><p>1rr',, o! dias da semana etc.), brincar de falar rimas e versinhos. Evitar leituras</p><p>r.rn vo,/ alta ou muita conversa nesse momento. Quando as crianças melhoranr</p><p>'.rr,r llrrôncia, elas se sentem mais seguras e melhoram a socialização.</p><p>l'or tudo que foi relatado anteriormente é necessário que o terapeuta ori-</p><p>i'rrlr, t)\ pais, (ver Capítulo 'l 5), os familiares e tambem os professores a apren-</p><p>,lr,tlrrl a lidar com este problema que tantcl arrqrrstia as crianças que gague-</p><p>l,un Muito importante que este trabalho.,t'jr' 1lrr.r«lct,, F)ara que não haja</p><p>',r,(lu('las futuras. Percebemos que a rlaneira rlt. it rriittrq,.l scr dependerá das</p><p>r,,l,rt,rlcs entre o meio sociocultural, corll \(,u', v,rkrrr,', t",it1niÍicados, seu psi-</p><p>Irrr,,lr)() r. sott oroanismo</p><p>t"</p><p>Capítulo 4</p><p>A IDENTIFICAÇAO DA</p><p>GAGUEIRA</p><p>| | rna boa definição da fluência seria: "Fluir de sons, sílabas, palavras e frases</p><p>L,l rlitas sem interrupções e que o ouvinte leigo classifica como normal". Se a</p><p>,['lrrriçáo de fluência for positiva (a fluência é...), em contrapartida a definíção da</p><p>r;,r, Iroira envolve parâmetros negativos, ou seja, "gagueira é a ausência da fluên-</p><p>' r,r,</p><p>(lue o ouvinte leigo classifica como anormal." Esta definição implica que o</p><p>, ,,n( (iito de fluência envolve um julgamento subjetivo, isto é, de acordo com os</p><p>l,,rr, rrltetros do ouvinte, o que vem explicar a distinção feita na definição entre lei-</p><p>,1r r', r' r)utro tipo de ouvintes. Em geral, os profissionais têm o ouvido habituado a</p><p>r,',, ul(tr e a classificar o que é gagueira e o que não é, e os leigos não possuem</p><p>t",l,rcxperiência. Deveria existir uma máquina que pudesse indicar com precisão</p><p>,,r,,r', sílabas, palavras e sentenças faladas por alguém devem ser consideradas</p><p>rrrno gagueira ou como fluência. Mas infelizmente tal máquina não existe ou</p><p>,rinr l,r não foi inventada e teremos de depender do julgamento do ouvinte, seja</p><p>'lt',r[rto ou não. com esta ideia em mente iremos descrever para podermos clas-</p><p>'.tltr,11 s que é considerado uma disfluência no fluir do discurso.</p><p>t lk'petiÇão: a repetição pode acontecer uma, duas ou cinco vezes (quantida-</p><p>r k') e pode ser de sílabas, de palavras ou de frases (qualidade). Ao conside-</p><p>r,rrrlros, no entanto, a repetição de uma palavra que tenha apenas uma síla-</p><p>l»r, íica-se em dúvida se está havendo uma repetição de sílaba ou de palavra,</p><p>1ror isso decidimos considerar o termo repetição no seu sentido mais amplo;</p><p>olr seja, toda vez que uma palavra ou sílaba for repetida, isso é contado</p><p>( orno uma quebra de fluência. A repetição de frase (duas ou mais palavras</p><p>lrrrrtas) é analisada de forma diferente, ou seja, cada frase repetida é conta-</p><p>rl,r como uma disfluência.</p><p>. /',ru-sa: e o intervalo colocado de forma inapropriada no decorrer do discur-</p><p>',o. Consideramos como pausa normal toda a interrupção feita no final de</p><p>t5</p><p>uma frase proposicional, e pausa anormal toda a interrupção feita no meio</p><p>da frase ou da palavra.</p><p>Prolongamento: é o alongamento vocálico ou silábico que tenha duração</p><p>inapropriada; isto é, todo o som que é prolongado além do permitido pelas</p><p>leis da fonética.</p><p>lnterjeiçao:é a inserção de sons, de palavras ou de frases curtas. A interjei-</p><p>ção pode ser de sons como /ah/, /hum/, /eh/ etc., de palavras como:</p><p>/bem/, /ne/, /ta/, /aí/ etc. ou de frases como: /deixa ver/, /como é/,</p><p>/entendeu/, /tipo assim/ etc. As interjeiçÕes são sons que enchem a pausa,</p><p>pois constituem um intervalo temporal no fluxo do discurso. A interjeição</p><p>pode ser colocada de forma apropriada ou não e pode ter uma frequência</p><p>aceitável ou não. A inserção exagerada de interjeições passa ao ouvinte a</p><p>impressão de que pode estar havendo uma certa dificuldade em seguir adi-</p><p>ante com o discurso o que é logo associada ao termo gagueira.</p><p>Bloqueio:é a interrupção brusca de uma paravra que vem acompanhada de</p><p>algum esforço vocal ou mesmo corporal. o broqueio so é considerado como</p><p>tal quando ocorre no meio ou no início da palavra e não quando ele acontece</p><p>entre uma palavra e outra, já que, nesse caso, ele pode acontecer por ter havi-</p><p>do um "engasgo ocasional".</p><p>os pais. em geral. costumam ser tolerantes com alguns aspectos do desen-</p><p>volvimento da criança. se o filho não anda com 1 ano ou não come sozinho</p><p>com 2 anos ou não aprende o controle dos esfíncteres com 3 anos, os pais não</p><p>classificam logo seus filhos como paralíticos, retardados ou psicoticos. Em com-</p><p>pensação se a criança começa a faiar com "disfluências" ocasionais. eles se pre-</p><p>cipitam a colocar um rotulo "É cnco" e correm ao pediatra ou ao psicologo</p><p>queixando-se da "doença da fala". o que se está querendo dizer e que os pais</p><p>precisam ser esclarecidos devidamente para o fato de que até aprender a falar a</p><p>criança passará pelas mesmas dificuldades peras quais passou para aprender a</p><p>comer, a andar e a usar o vaso. É um aprendizado e como tudo que se aprende</p><p>irá requerer práticas de ensaio e erro até o domínio total da técnica.</p><p>Se existe uma dificuldade para diferencrar gagueira da disfluência típica da ida-</p><p>de não quer dizer que não podemos fazer distinções entre o que é proprio do</p><p>desenvolvimento da linguagem e o que já é algo instarado. os estudos feitos até o</p><p>momento mostram que é normal a criança repetir sílabas, palavras e frases, é nor_</p><p>mal o prolongamento de sons, e são normais as pausas no discurso, mas estudos</p><p>indicam também que existem diferenciaçÕes de quantidade e qualidade.</p><p>Vários estudos já foram feitos no sentido de cjcterrninar qual é a quantida-</p><p>de de disfluência normalmente encontracla rras cri;rnr,.r,, rr,r Íir,c cle aquisição</p><p>A Il )l \l I ll (:A('Ar ) I)4. r iA(;llt ilrA 17</p><p>,1,r lnr;uagem, ou o que pode ser aceito como normal na faixa etária de 2 a 6</p><p>rrr),, lremos a segulr citar duas pesquisas.</p><p>lrl 1959, Wendel Johnson e associados, na Universidade de Minessota,</p><p>l r.Í urou achar a media de disfluências em 100 palavras de 68 meninos e 23</p><p>r,r, ,r riil;rs. As idades variavam entre 2 anos e meio a B anos. As crianças com</p><p>,</p><p>1, r,lrroira foram pareadas com crianças sem gagueira, da mesma idade, sexo e</p><p>/ r/ils socioeconômico.</p><p>I uram analisadas 500 palavras com oito tipos de disfluências:</p><p>- lrrterjeições.</p><p>- l(r'petição de sílabas, de palavras e de frases.</p><p>- lr,rses incompletas.</p><p>- ',( )ns prolongados.</p><p>- lii,visôes da frase ou frases incompletas.</p><p>- l', rlavras</p><p>partidas.</p><p>t )s resultados encontrados estão relacionados a seguir:</p><p>Ir;,o de disfluência % degl"r _ _ry:1Tj1r_":___i</p><p>lr I Lr,r jeiçÕes 3,62</p><p>1i,,;rclição de sÍlabas 5,44</p><p>. li,,l)(-ltção de palavras</p><p>I l(r'1 rolição de frases</p><p>, lir,visiies</p><p>r , I r, r,,os incompletas</p><p>l', rl, rvras partidas</p><p>. ',, ,rrr prolongados</p><p>rrl,rd*{::=_ 11,s% * u:_-_-*-j</p><p>A r.onclusão de Johnson foi de que as crianças com gagueira excedem na</p><p>ir,',luiincia as crianças fluentes, na maior parte das disfluências pesquisadas.</p><p>ll,r,, Ioi encontrada diferença significativa em alguns itens, como interjeições,</p><p>r \/r"r ){ rs das f rases e palavras partidas, o que, provavelmente, são parâmetros</p><p>I r Ílrriirrcia encontrados em crianças tanto fluentes como nas que já gaguejam</p><p>lr,1 ,1 1).</p><p>lrrr 2003, Regina Jakubovicz fez um.r ltesrlrris;r (om o objetivo de determi-</p><p>r . rr r lu,rl a variação da porcentagem clc rli,'Ílrríirrt i,r,, r,rrr orrtradas, em duas faixas</p><p>,l,rl,r', rliÍerentes em crianças considrtr;rrl;t., "llrrt'rrlr,,," l,,rr,r tanto, os pais res-</p><p>1,, ,1 1, 11,1,111 a um questionário indicarrclo Írllro,, yrorli,rrrt rr:r classiÍicados</p><p>,r1 11, {J,)(l()s. Diante da neqativa tl«r:, p,ri.,,1 ( r,ur(.,1(,t,t,,('llririrr,rrlir [).]ra.t pes</p><p>4,28</p><p>1,14</p><p>1,30</p><p>0,34</p><p>0,12</p><p>1,67</p><p>3,13</p><p>0,6'1</p><p>1,07</p><p>0,61</p><p>1,43</p><p>0,23</p><p>0,04</p><p>0,16</p><p>20</p><p>15</p><p>'t0</p><p>5</p><p>0</p><p>5 6 7 I total</p><p>Ífi A ll )l Nl { ll lÍl/\(:^il I r/\ r;i'i il il illi\</p><p>tig.4-1. Gráfico com os percentuais encontrados por Wendel .Johnson (1959).</p><p>quisa. Esse critério foi aceito por se acreditar que dificilmente os pais colocam</p><p>rotulos negativos em seus filhos sem ter um motivo muito forte para isso.</p><p>A pesquisa foi feita com 30 crianças de 3/4 anos e 30 crianças de 7/B anos,</p><p>num total de 60 crianças. Todas deviam contar a historia do Chapeuzinho Ver-</p><p>melho. O discurso das crianças foi gravado e transcrito para análise. Participaram</p><p>da pesquisa, tanto em um como em outro grupo, crianças de uma escola parti-</p><p>cular da cidade do Rio de Janeiro. Todas tinham o mesmo nrvel social e econômi-</p><p>co, e a escolha foi aleatoria quanto ao sexo masculino ou feminino. Foram reco-</p><p>lhidas para análise apenas 100 palavras ditas de cada criança nas 2 faixas etárias.</p><p>Os resultados encontrados estão relacionados a seguir:</p><p>Média de idade: 3,7 * 30 casos Média de idade: 7,3 - 30 casos</p><p>Repetição de sÍlabas: 0,5%</p><p>Repetição de palavr as. 2,7 o/o</p><p>Repetição de frases: 1,3%</p><p>Frases incompl eÍas: 2,6ok</p><p>lnterjeição (aí):8,2%</p><p>Bloqueios: 0,0%</p><p>Repetição de sílabas: 0,6%</p><p>Repetição de palavras: 2,3%</p><p>Repetição de Írases: 0,9%</p><p>Frases incompletas: 1,8%</p><p>I nterjeição (aí) : 6,5ok</p><p>Bloqueios: 0,0%</p><p>Total '15,3% Íotal 12,1%</p><p>A análise do quadro indica que as disfluências são comuns tanto aos 3/4</p><p>anos como aosT /B anos. A interjeição colocada no discurso (aí) é a disfluência</p><p>mais evidente no discurso: B,2o/o com314 anos e 6,5% com 7/B anos. A inter-</p><p>jeição e as frases incompletas são as quebras de fluência que mais apresentam</p><p>uma real diminuição de 7 para 4 anos. Não forarn crrr orr lr,rrlos bloqueios nas 2</p><p>idadoç nocorrisadas A npçorrisa srrooro rrrro r rii,,ilrri\rrr i,r n;r rri;rnca diminrri do</p><p>1$</p><p>IrI</p><p>r11,,rlo gradual ao longo do tempo" Posstvelmente isto acontece pelo fato de</p><p>lr,rvr,r um amadurecimento da linguagem à medida que a criança interage</p><p>,,,rn rl rneio, passando, então, a aprimorar seu uso. lsso explica, também, a di-</p><p>r,rnui(,áo das repetiçÕes de sílabas, palavras e frases. O fato de haver menos</p><p>lr, r',i ", abortadas ou interrompidas e a diminuição do emprego das interjeiçÕes</p><p>,l,,lrpo "aí" indica não haver mais necessidade de interromper uma frase por</p><p>r r, r ) l(,r ideias ou vocabulário, nem de preencher as pausas com as interjeições.</p><p>, I ,lr',cr.rrso passou a fluir com mais facilidade (Fig. a-2).</p><p>lí,</p><p>r4</p><p>l)</p><p>l{l</p><p>lt</p><p>t,</p><p>4</p><p>0</p><p>2" t ráfico com os resultados da pesquisa de Jakubovicz R. (2003)"</p><p>| ',',es dois estudos e mais outros, não mencionados, mostram que, quan-</p><p>,1,,',r'Íala em disfluência patologica ou gagueira já instalada, a referência é a</p><p>, l, r{,1 )e tiçÕes de sílabas, palavras e Írases, prolongamento de sons e bloqueios</p><p>,l, ,rr, (lue são feitos em quase todas as situações de fala, permanecem assim</p><p>t, r rn()is tempo e acontece em mais de 10 a 15o/o das palavras ditas. Pode</p><p>r' , )nl(\cer no entanto, de a criança demonstrar que quer falar, mas não conse-</p><p>,1rr,,, r'xibrindo sinais de luta e esforço para conseguir se expressar. Da mesma</p><p>,r.rrr{'ir.r quando a criança faz careta ou envolve outras partes do corpo para</p><p>, , ,r r',r,rJr.rir falar, podemos dizer que estamos diante de características que não</p><p>,r, l (,r)(-ontradas normalmente nas crianças em idade de amadurecer a lingua-</p><p>, l,,rrr I rn idade nenhuma as repetiçÕes, hesitações e frases incompletas que se</p><p>I rr,rr ,rcompanhar de um esforço evidente e com movimentos no corpo e na</p><p>l.r(,, no momento de falar, é caracterÍstica do inÍcio de aprendizagem da lin-</p><p>, l r, r( l(,rT) O esforço fÍsico na comunicação irrdica que está havendo um bloque-</p><p>r,, rlo,lr ou uma pressão exageracla n()s irrti<Lrl;rdores, o que não é normal,</p><p>, , rnro iri Íoi dito anteriormente, mesrrro {1rrr,r'.,lcj,r lr,rvcnrJo poucas disfluênci-</p><p>r,, r',lo ri, tenha ocorrido em menos «1r' 'l 0,t l','X, rlt'rli'.Íltrôncias.</p><p>A',r'guir será transcrito o discur:,o rk' lttli,rtr,l (lr{' llrrr 4 ,rrros. Ela foi enca-</p><p>rrrrrrlr,rrl,) [)ara urr]a avaliaç.ão corn tl r,r,t]ttinll I)('t(lutrl,rrlo', 1r,ri',. Julianat tern</p><p>l</p><p>uma gagueira ou não? Durante a avaliação, foi feita uma gravação da fala de</p><p>Juliana contando a historia de Chapeuzinho Vermelho. O materialfoitranscrito</p><p>e foi sublinhado tudo aquilo que pode ser considerado como uma quebra de</p><p>fluência. Apenas 100 palavras foram recolhidas para análise.</p><p>I A ,au dela disse para ela, ful nã não sair de casa, é i i aío lobo vi viu a chapeuzinho ver-</p><p>melho saindo da casa, aíele queria comer chapeuzinho vermelho e aíele en entrou na</p><p>casa da vovó. 0 lobo que queria comer a chapeuzinho vermelho e comer o gato. Aí e e ela</p><p>eeelatoücouacampainha.Aíeeela,eletatavaetava....ééédisseprachapeuzinho</p><p>vermelho ÍaÍafalar. Perguntou, pra que esses olhos tão grandes! Pra te ver melhor. Pra</p><p>que essa boca tão grande I Pra te comer... nhoc I Aí o caçador chegou lá e deu um tiro. Aí a</p><p>vovó fi ficou Íeliz pra sempre.</p><p>Análise das disÍluências do texto:</p><p>Totaldepalavrasditas:.. .... .100</p><p>Quantidade de repetições: de sílabas:</p><p>depalavras: .......3</p><p>Quantidadedeprolonqamentos: . . . .. .. .... 2</p><p>QuantidadedeinterjeiçÕes(aíl): .. .... B</p><p>Quantidadedebloqueios: .........1</p><p>Total dedisfluências nodiscurso: ... ..... 22</p><p>i</p><p>Obs: Totalde disfluências=22o/o (já que sáo22 em 100 palavras ditas).</p><p>Caso se deseje analisar um discurso mais longo ou mais curto é necessário</p><p>Íazer a porcentagem usando a regra de 3; como no exemplo a seguir:</p><p>100%: são as 160 palavras ditas pela criança, por exemplo</p><p>15 : é o numero total de disfluência no discurso desse exemplo</p><p>rt'</p><p>t.</p><p>I</p><p>lx</p><p>tt___.</p><p>: é o total de porcentagem que se deseja saber</p><p>A equação. então, ficará assim:</p><p>100.. ...160</p><p>100 x'1 5</p><p>^:- 160</p><p>x:9,37%X=</p><p>.15</p><p>1 .500</p><p>o?7</p><p>O total de drsfluência no exemplo anterior (r1rrc rr;:to e o de Juliana) é de</p><p>9,37% e pode ser consiclerado de ntro rla norrl,rlir l,rr lr,, i,,trl ri ,:baixo de 1 5%</p><p>Voltando à dúvida dos pais de Juliana: Ela tem uma gagueira? lsso vai pas</p><p>, r ( om o tempo? O percentual de disfluência de Juliana ficou em 22ok, o que</p><p>lr(,r dizer que ela está muito acima da media aceitável de disfluências em cri-</p><p>, r r rr., rs dê sua faixa etá ria, que se situa entre 10 e 15o/o. Essa é a porcentagem</p><p>,.r(()ntrada em quase todas as pesquisas sobre a disfluência em crianças.</p><p>Para que o fonoaudiologo possa avaliar com mais precisão existem meios</p><p>, rrrcdidas de se distinguir uma disfluência passageira de uma gagueira já ins-</p><p>t.r,rrla ou se instalando. Já temos dados que podem nos fornecer índices qua-</p><p>, ' r lue 100% confiáveis do que seja uma gagueira instalada e o que seria uma</p><p>,lr',llrrência passageira. Existem duas medidas que podem nos guiar: o tempo</p><p>,1rrr,c1ura</p><p>a disfluência e a média de disfluência aceitável nas crianças em uma</p><p>, l, '11.161nu6u faixa etária. Os estudos indicam que essa media situa-se em torno</p><p>'1,' l0 a 15 em 100 palavras ditas como vimos nos estudos anteriores. Sendo</p><p>'1rrr'3lgun5 autores consideram a porcentagem de 10% uma medida muito</p><p>r lr(la, e outros acham 15% muito benevolente. O ideal será acrescentar para</p><p>, 1rrlr.;amento outros fatores, como:</p><p>O tempo que já dura a disfluência, (2 meses, 6 meses, 1 ano?).</p><p>A atitude dos pais e do meio ambiente face à disfluência.</p><p>A atitude da criança com relação às críticas sobre sua fala.</p><p>t)s dados gerais da anamnese com os pais.</p><p>A ansiedade dos pais com relação à disfluência da criança.</p><p>( ) envolvimento corporalfeito pela criança durante a gravação do discurso.</p><p>A média obtida nas gravações feitas (podem ser feitas duas, três ou até</p><p>r inco gravações em situações diferentes).</p><p>A situação das gravações (se foifeita na frente dos pais, de outras pessoas</p><p>ou só com o terapeuta).</p><p>llma disfluência, que se prolonga por mais de 5 a 6 meses em crianças de 3</p><p>r i, ,1nos ou em fase de aquisição de linguagem, deve ser investigada mais a fun-</p><p>, i, r O coffiportamento de falar com disfluências pode estar solidificando-se e</p><p>,, rr ,rcabar se tornando um hábito aprendido ou condicionado. Uma disfluência</p><p>, lr rr, rnte um tempo tão longo deixa marcas na criança. O meio ambiente assina-</p><p>l, r r qrrr. sua fala não está boa, nem é aceitável. A criança começa a se sentir rejei-</p><p>t. rr l,r quando fala, fica com medo de falar, tcnta evitar as disfluências e isso lhe</p><p>,l,r o material necessário para desenvolvcr rlrirtro rrrimigos da fluência.</p><p>I Medo.</p><p>.'/ Ansiedade.</p><p>I I ',Íorço para Ialar.</p><p>,1 ln:;r:qurança"</p><p>/</p><p>u A mt N t tiltA0A0 llA 0^titlt:fiA</p><p>O quarteto anterior e perigoso. São emoçôes normalmente encontradas</p><p>nas pessoas adultas que gaguejam. O esforço para falar, sobretudo, carrega</p><p>consigo uma enorme carga: em condições normais a fala acontece de modo</p><p>automático e suave. Essa é a normalidade. Fazer esforço para falar está total-</p><p>mente fora da normalidade.</p><p>O medo e a ansiedade no momento de falar são emoções geralmente</p><p>encontradas em falantes fluentes quando se encontram em situações de fala</p><p>excitantes ou quando se expressam em assuntos importantes que os mobili-</p><p>zam muito. Um estado constante de medo e de ansiedade no organismo leva</p><p>este a habituar-se ou condicionar-se a sentir sempre essas duas emoções liga-</p><p>das ao momento de falar. É até possivel que a criança, depois de certa idade,</p><p>queira abandonar o medo de falar e a ansiedade na hora de falar. Mas não</p><p>consegue mais. Os dois fatores estão fortemente associados, e, possivelmente,</p><p>irão acompanhá-lo por muito tempo ainda até conseguir se livrar deles. Este,</p><p>pelo menos, é o depoimento dos adultos que gaguejam.</p><p>A insegurança, o último pilar do quarteto, mina a personalidade, corrói a</p><p>autoestima, é nocivo nas situações de fala, já que leva a pessoa a desconfiar de</p><p>suas habilidades para falar ou mesmo de dizer as coisas.</p><p>Capítulo 5</p><p>AJUDAR A CRIANÇA A</p><p>IDENTIFICAR SUA MANEIRA DE</p><p>FALAR</p><p>f mbora existam autores e mesmo fonoaudiologos clínicos que discordem se</p><p>L ti benéfico ou não tazer acriança tomar consciência de sua gagueira, temos</p><p>,i , onvicção de que ela é necessária, chegando até a ponto de ser indispensável.</p><p>f,1,ro se pode mudar aquilo que não se conhece. Para modificar terá de haver</p><p>irrrra conscientização de que a pessoa está falando de uma maneira X e que é</p><p>l,'t r:ssário falar de uma maneira Y. Dizer que a criança é totalmente inconscien-</p><p>tr, rlc seu modo de falar é irreal. Ela se escuta o tempo todo. Os pais geralmente</p><p>r.r l,rmam ou sinalizam que sua maneira de falar não agrada. Dizem que o filho</p><p>, h,vc falar de modo diferente, eles costumam dizer: "Fale mais devagar. Pensa</p><p>,rrrlos de falar. Não entendi, repete o que você disse. Toma respiração antes de</p><p>í,rl,rr etc." Quando a criança chega, então, ao consultório do fonoaudiologo ela</p><p>t,r , lrega informada que tem algo de errado com a sua fala. A criança não sabe o</p><p>r1lr'cstá errado no seu modo de falar e o que fazer para falar de modo diferen-</p><p>1,, l' por esse e outros motivos que é extremamente necessário trazer a maneira</p><p>, lt, íirlar à consciência. Conscientizar não quer dizer colocar um rótulo do tipo:</p><p>'Vor ê é gago". Geralmente o meio ou os próprios pais já colocaram esse rótulo:</p><p>,lr,rrnou a fala da criança de gagueira. Mas a própria criança não sabe o que</p><p>r',',( ) quer dizer. Tampouco sabe a penalidade social que o termo acarreta. Sabe</p><p>,rlr('nas que a chamam de gaga. Muitas vezes, ela pode até pensar que isso,</p><p>,lr,rrnado de "gagueira", seja alguma doença, ou algo errado que ela esteja</p><p>l,rzt'ndo e que tem de ser punida, pois isso ninguém gosta.</p><p>Até o momento estamos nos referindo a crianças de 2 a 4 anos, talvez,</p><p>,i,,1rondendo da maturidade, crianças de 5 ou 6 anos, Depois de 7 anos a lin-</p><p>,tu,r(lem já está organizada,.já há um born voca[rLrliirio, a parte cognitiva já</p><p>23</p><p>24 AJUDAH A CNIAN(/\ A IDENTIFICAR SUA MANEIRA DE FALAR</p><p>evoluiu bastante, o suficiente, pelo menos, para a criança compreender que</p><p>está falando de modo diferente dos colegas da escola. Nessa faixa etária já se</p><p>pode trazer à consciência a maneira de falar de modo aberto e não mais vela-</p><p>damente como veremos a seguir.</p><p>A conscientizaçao será feita de modo lúdico, inserido em brincadeiras. O</p><p>primeiro passo será explicar o que é isso: falar gaguejando.</p><p>Terapeuta: "Existem maneiras diferentes de se falar. Vamos brincar de des-</p><p>cobrir como eu falo e como você fala",</p><p>1. "Tem gente que fala colocando uma palavrinha depois da outra, em vez</p><p>de falar todas juntas". Terapeuta demonstra falando espaçadamente:</p><p>lá-pis co-po sa-pa-to</p><p>ca-cho-rro e-le-fan-te bi -ci-cle*ta</p><p>'Agora é a sua vez. Vou colocar umas figuras na mesa e você vai falar o</p><p>nome delas colocando um pedacinho depois de outro, como eu fiz".</p><p>wW@&</p><p>Exemplo: pa-to bal-de bo-ne-ca ca-mi-nhão pa-ti-ne-te</p><p>Se houver a repetição de uma sílaba ou da palavra, dizer à criança que ela</p><p>não fez certo. Ela não colocou um depois do outro. Ela deve falar um pedaci-</p><p>nho da palavra atrás de outro. Ela deve refazer o nome da figura.</p><p>Terapeuta: "Tem gente que fala fazendo a palavra ficar comprida demais.</p><p>Assim:"</p><p>laaaaaaápis * cooooopo - caaaaaaachorro - eeeeeeelefante - biiiiiicicleta</p><p>AJI]DAN A CBIAN()A A iI)I N IIÍII]AN SUA N/ANIIÍ]A DE FALAR 25</p><p>'Agora é a sua vez. Vou colocar umas figuras aqui e você vai falar fazendo</p><p>,r', palavras ficarem muito compridas, como eu fiz".</p><p>w@@</p><p>tiiiiiiiiigre paaaassarinho baaaaanana</p><p>Se houver a repetição de uma sílaba ou da palavra em vez do prolonga-</p><p>rrrr'rrto, dizer à criança que ela não fez certo. Ela não fez a palavra ficar bem</p><p>r orrrprida. É o mesmo que esticar um elástico. Fazer de novo.</p><p>lerapeuta: "Tem gente que fala prendendo a palavra no lábio ou no céu</p><p>rl,r boca ou na garganta. A palavra fica bloqueada e não sai, o ar fica preso.</p><p>A,,,,irn":</p><p>'Agora é a sua vez. Vou colocar umas figuras aqui e você vai falar prenden-</p><p>rln ,r palavra como eu fiz". Exemplo:</p><p>//laipres"lsorvete /a,/</p><p>5c a criança não conseguir fazer o ar preso, explicar que ela deve juntar os</p><p>l,rlrr«rs e fazer pressão para falar o lM/ de maçã, ou falar o lA/ de abacaxife-</p><p>,lr,rrrrlo a garganta.</p><p>lcrapeuta - 'Agora quero perguntar a você. Tem cinco desenhos aqui. Eu</p><p>vr rrr lalar diferente e você vai apontar em qual desses desenhos eu estou falan-</p><p>rlrr rlilerente. Vamos lá":</p><p>m</p><p>/lãr+resolr</p><p>giiiiiiiiirafa</p><p>lpl ar preso palhaço - lc/ar preso camisa - /l/ ar preso telefone -</p><p>/r/ ar preso roda</p><p>A.rtJDAt.t A clllANÇlA A lllt'N llFlcAll stlA MANFIIlA Dt lAtAi'l</p><p>1. Repetindo um pedaço da Palavra:</p><p>lpaÍo/, /ba ba bal-de/, lbonecal, f ca ca ca - mi - nhãof ,</p><p>/pllplpa - ti - ne - te/.</p><p>ú ffi@fi-</p><p>A criança deve apontar na hora que ouvir qual palavra foi falada de forma</p><p>diferente.</p><p>2. qg Esticando a palavra demais, igual a uma corda:</p><p>$ $ .ooooo"lho giiiiiiiiirafa tiiiiiiiiigre paaaassarinho baaaaanana</p><p>3. f l Prendendo o ar antes de falar: fsf ar preso</p><p>sorvete, fal ar preso</p><p>I {' abacaxi /m/ ar preso maçã , lp/ ar preso peixe.</p><p>hrr'íF</p><p>A.[]l)Alr A (;ltlAN(lAA ll)l Nlll l(;All fitlA MANI ll]A llt lAl All 2t</p><p>se houver falha na identificação o terapeuta pede que ela escute de novo'</p><p>,r() r.l-têsl-Ito assim não houver a identificação correta do desenho e da maneira de</p><p>Í, rlar, o terapeuta deve explicar: "Repare bem como eu fiz a palavra bem esticada</p><p>,r,,sim:/paaaaaassarinho/. Vê se não é este desenho aqui. Você quer experimen-</p><p>1,rr ouvir outra vez para encontrar? Vou fazer outra vez' Giiiiiiiiiiirafa"'</p><p>se for o caso colocar figuras diferentes e recomeÇar a identificação.</p><p>Quando esta etapa "rú",</p><p>bem fixada, deve-se passar à identificação da</p><p>rrr,rneira de falar da própria criança. Uma prancha com as figuras é colocada</p><p>rr,r frente da criança e o terapeuta diz:</p><p>Terapeuta_.Agoraéasuavez'Voucolocarasfigurasnamesa.Vocêvai</p><p>l, rlar o nome delas e eu vou apontar qual das maneiras de falar você está usan-</p><p>,kr. Vamos lá".</p><p>I ,---, I</p><p>i^r,d§-l-l Repetição Prolongamento</p><p>28 AJt]DAR A CBI,ANt]A A IDEN IIFIT]AR SUA IVIAN[II]A DE I'AIAI]</p><p>O terapeuta vai apontando a fileira à medida que a criança fala. Se houver</p><p>alguma dificuldade ele aponta para o cartão de ar preso ou repetição ou pro-</p><p>longamento.</p><p>Quando esse exercício já está f ixado é útil modificar as figuras e pedir à cri-</p><p>ança que veja as figuras e diga uma frase sobre ela.</p><p>É importante não interromper a fala da criança. Ela vai continuar falando</p><p>as frases sobre as figuras, e o terapeuta vai, silenciosamente, mostrando o car-</p><p>tão que identifica o modo de falar. Quando o terapeuta percebe que a criança</p><p>já identifica sua maneira de falar e já aprendeu que se existem maneiras dife-</p><p>rentes de falar quando se quer. Está na época de passar à proxima etapa.</p><p>Exemplos: ,-# ^ -c_</p><p>W</p><p>o macaco come banana</p><p>ffi'</p><p>Gosto de sorvete.</p><p>f Eu tenho uma patinete.</p><p>%r</p><p>fl</p><p>to"uram a maçã</p><p>Capítulo ó</p><p>AJUDAR A CRIANÇA A</p><p>IDENTIFICAR A TEI{SAO AO</p><p>FALAR</p><p>_f</p><p>enciona r éfazer um músculo ficar rígido. O músculo fica estlrado como um</p><p>I elástico. Explicar à criança que ao tocar no músculo é possível identificar a</p><p>trrrsão. O objetivo desta identificação é fazer a criança tomar consciência do</p><p>,1rre Íaz com sua musculatura. Cada pessoa que gagueja tem seu próprio local</p><p>r lt'tensão. A tensão exagerada varia também de acordo com a maneira como o</p><p>.,om é articulado. De acordo com as leis da fonética o som pode ser um oclusivo</p><p>lrilabial, linguodental ou velar. A maneira de fazer o primeiro som da palavra é</p><p>rlre direciona a tensão que vai se dar em determinada estrutura. Por exemplo,</p><p>1r,rra falar PATO colocamos tensão nos lábios, para TESOURA a lÍngua se tencio-</p><p>rr,r no alvéolo e na palavra CABELO vai haver oclusão na garganta e assim por</p><p>rlii,rnte. Na fala normal essa tensão nas estruturas é imperceptível, chegando a</p><p>ponto de nem percebermos que está havendo pressão muscular para falar tal</p><p>I rnema. Mas na gagueira não é assim. A pessoa que gagueja fica com a estru-</p><p>lrrra da fala sendo usada, completamente, bloqueada sem conseguir passar ao</p><p>;rróximo som. Certa vez uma pessoa com gagueira ao se ver em vídeo excla-</p><p>rrrou: 'Agora vejo o que fiz, eu colei os lábios com força. Por que eu fiz isso? Vou</p><p>llntar não fazer de novo... se eu puderl".</p><p>Tudo indica, então, que não há percepção total da tensão feita e em que</p><p>r.,,trutura da articulação foi tencionada. Na criança não deve ser diferente. Ela</p><p>lrrecisa, mais do que ninguém, identificar a tensão exagerada para estar apta a</p><p>rrrudar sua fala. Dizemos isso mais do que ninguém, porque ao trabalhar com</p><p>, r r riança estamos fazendo prevenção, isto e, evitando que o hábito de se enri-</p><p>l{'(er a musculatura da fala se solicliíir1uc"</p><p>Exercícios para relaxar a tensão:</p><p>Dizer à criança para fingir que vai levantar alguma coisa bem pesada do</p><p>chão. Deixa cair em seguida. Perguntar se sente que quando fez força o cor-</p><p>po fica duro e quando deixou cair ele fica bem solto. Pedir para levantar de</p><p>novo. Diga se você sentiu a diferença entre ficar com o corpo duro ao levan-</p><p>tar e depois para jogar fora a "dureza" do corpo quando deixar cair. Pergun-</p><p>tar: "Não é bom soltar as coisas?"</p><p>Dizer: 'Agora vamos levantar as palavras e depois deixá-las caírem. Vou mos-</p><p>trar como é: ao ver a figura fale o seu nome com força, segure-a na mão</p><p>bem forte e depois solte-a. Agora vamos fazer isso com outras palavras".</p><p>Falar VACA prendendo bem os dentes nos lábios e segurando ao mes-</p><p>mo tempo a palavra na mão com força.</p><p>Falar VACA, apenas encostando, os dentes nos lábios e soltando ao</p><p>mesmo tempo a palavra para cima com a mão.</p><p>o</p><p>§</p><p>lcrapeuta - "Onde você colocou força para falar VACA? Foi na garganta?</p><p>t rr noS lábios?" Se a criança não souber responder pedir a ela para falar de</p><p>l, )vo e colocar a mão nos lábios e na garganta para sentir onde fez a força</p><p>, tr ll)Íe 9ada.</p><p>o exercício a seguir será ver as figuras e de acordo com os dois desenhos</p><p>l,r,,rrrler e soltar. Pergunta-se sempre que estrutura ficou presa. O terapeuta</p><p>l(,vi,dar o exemplo de falar preso e de falar solto:</p><p>hBempres.: oE ffi</p><p>*l</p><p>Wi__l</p><p>lc.rapeuta -</p><p>"Mostra para mim em que lugar a palavra BOLO ficou presa'</p><p>"Mostra para mim em que lugar a palavra COPO ficou presa'</p><p>"Mostra para mlm em que lugar a palavra TELEFONE ficou presa'</p><p>"N/lostra para mim em que lugar a palavra RODA ficou presa'</p><p>tCrapeuta -'Agora Íala tudo bem solto. Jogue as palavras para o alto</p><p>VOcê não acha falar assim bem melhor? Não é mais divertido?"</p><p>KO wMWl</p><p>__l</p><p>It,rapeuta - "Vamos brincar de jogar palavras? Eu jogo uma presa, e voce</p><p>,r,r, r ',olta. Depois eu jogo solta e você presa".</p><p>( ) terapeuta vai falando as palavras, e a criança repete'</p><p>l,tola - casa - rua - teto - gato - lâmpada - caixa - livro - parede -</p><p>t,rpete etc.</p><p>lprapeuta-"FechaOsolhcl',ctlrtt lorr.,t I,l/tllTl,lr,ltOlâempurrandOalÍn-</p><p>,tl,rl)o c.eu cla boca com baslarltt'Ítltt,,t Arl,rt,r,tlrtt'o'' tllltos' Deixa a língua</p><p>l{,,,( ,,1.,i)r. QUe tal? NãO fOi rnr,lltor , t',',llt t / Vt' ',r' , { )l l',('( lltt' Í,tl;tr .rSsim. COm OS</p><p>Lrl,r,r,, lrt'ttt ttpcrtarlos tlrl) tlrl tlLtttrt. lltrt,r l,rl,rr l'l\lil lll Vrlr i\ rorls0c;t'l{-'? Nã{)</p><p>Capítulo 7</p><p>EXERCiCIOS PARA TREINAR A</p><p>DIADOCOCINESIA</p><p>N I a normalidade a fala costuma ser um processo sensório-motor que envol-</p><p>I \ u. forças ativas entre o sistema muscular e o trato vocal. A habilidade para</p><p>r,x()rcer o comando muscular em sequência é primordial para se Íalar fluente-</p><p>rrrr,nte. O posicionamento dos articuladores durante a produção voluntária dos</p><p>lnrremas depende, em grande parte, do comando motor que vai de uma posi-</p><p>r.,ro articulatoria a outra com precisão e suavidade. A capacidade de movimen-</p><p>l,rqao alternada e sequencial visa determinar a regularidade dos movimentos</p><p>rr,r Í;trocos da mandíbula, dos lábios e da língua. Permite-nos, também, avaliar a</p><p>lrrlcisão articulatória e os suportes respiratório e fonatório.</p><p>Na gagueira, como já vimos, pode-se observar que o comando motor está</p><p>alltrado. A pessoa que gagueja não passa de uma posição articulatória a outra</p><p>, orn facilidade. Ela fica repetindo, prolongando ou bloqueando o som, não fa-</p><p>,.r,rrclo a passagem natural nas estruturas articulatórias. A palavra cinesia vem</p><p>r lt, r inema ou movimento constante. A diadococinesia expressa bem o que Se</p><p>r lt,,,eja observar: se há movimento de uma estrutura articulatória a outra. O pa</p><p>l,r k,l que se usa para testar a diadococinesia é a passagem de um bilabial/PA/</p><p>lr,1r{r um linguodental ITA/ a um velar/KA/ e recomeçar de novo de um velar a</p><p>rrrrr lrilabiale assim por diante. Quando se pede a pessoa para falar a sequên-</p><p>, r,r /l,A TA KA PA TA KA PA TA KA/ estamos medindo também a velocidade da</p><p>f,rl,t,</p><p>o que se observa na gagueira é que os articuladores não se movimentam</p><p>,,,rrr velocidade, isto porque havendo alterações da sequência haverá forçosa-</p><p>rrt,trfe redução da velocidade. Logo, conseguir realizar bem a diadococinesia</p><p>tnr lt( ,l (lue há habilidade em mover as estruturas rapidamente e em uma sequên-</p><p>' i,l</p><p>[)rodeterminada de uma posição â outra, que, em última instância, é o que se</p><p>',r,,.1'j,l</p><p>para falar fluentemente"</p><p>v</p><p>34 EXERCICIOS PAHA TREINAF A DIADOCOCINESIA</p><p>os exercícios com a diadococinesia feitos com a criança visam alcançar</p><p>mais velocidade na fala. Procura-se, também, facilitar a alternância articulató-</p><p>ria. o que se procura é que os movimentos alternados tenham sequência e não</p><p>que a estrutura articulatória fique estacionada ou tencionada.</p><p>o terapeuta diz: 'Agora vamos aprender outra maneira de farar as pala-</p><p>vras. EIas vão ter que se alternar do lábio, para o céu da boca e para a gargan-</p><p>ta. Vou mostrar como é":</p><p>w</p><p>a-D</p><p>rd!ürr'ffim</p><p>W</p><p>- Nos lábios, vou falar bem rápido: PA PA pA pA pA</p><p>Na língua, vou falar bem rápido: TA TA TA TA TA</p><p>Na garganta, vou falar bem rápido: KA KA KA KA KA</p><p>Terapeuta diz: 'Agora é sua vez. Quando eu mostrar o cartão com o dese-</p><p>nho você fala o PA ou o TA ou o KA, mas tem que ser bem rápido. preste aten-</p><p>ção. Lá vai."</p><p>o terapeuta pode começar, então, a alternar de uma estrutura para outra,</p><p>variando a sequência. Por exemplo:</p><p>ffi</p><p>TA TA TA TAPA PA PA PA PA PA TA TA KA KA KA KA KA KA</p><p>@</p><p>TA</p><p>ffiw*.TA</p><p>Ou</p><p>m</p><p>KA</p><p>EXERCICIOS PABA TBEINAB A DIADOCOCINESIA 35</p><p>Pode-se brincar de fazer palavras engraçadas, movendo-se os cartões.</p><p>Também pode-se variar a vogal que se vai empregar; como: /PO PO PO/</p><p>tn fTETETE/ ou /Kl Kl Kl/ etc.</p><p>Assim que a criança associou o cartão ao som, pode-se começar a alternar</p><p>,r sequência.</p><p>\&-ffi</p><p>PATAKA</p><p>w-ffi</p><p>PATAKA</p><p>Os símbolos acabam ficando associados às estruturas articulatórias, e toda</p><p>v(\r que se deseja lembrar ou indicar um ponto de articulação, ele deve ser</p><p>rnostrado.</p><p>ouaqui ml'or exemplo: olha você prendeu aqur W-* aqui</p><p>Pode-se fazer corrida de velocidade entre o terapeuta e a criança utilizan-</p><p>rlo o PATAKA PATAKA PATAKA para ver quem faz mais depressa.</p><p>EXERCíCIOS ARTI CULATÓRIOS UTILIZANDO A LíNG UA</p><p>Estalar a língua igual ao cavalinho: iloc tloc tloc, quantas</p><p>vezes forem necessárias, tendo o cuidado de não estressar</p><p>a musculatura.</p><p>Vibrar a língua como o toque do telefone: Trimmm,</p><p>quantas vezes forem necessárias, tendo o cuidado de</p><p>não estressar a musculatura.</p><p>Rotação da língua como se fosse limpar os dentes, fazer</p><p>só 6 vezes para cada lado.frf,h</p><p>tW</p><p>Cantar parabéns em "LALALA..</p><p>36 EXERCICIOS PARA TREINAI] A t]IAD(]COCINFSI/T</p><p>ExEgctctos ARTIcutATontos unuzANDo 0s úeros</p><p>Vibrar os lábios, Brrrrrr, quantas vezes forem</p><p>necessários, tendo o cuidado de não estressar</p><p>a musculatura labial.</p><p>Dar beijinhos para dentro (de velho) e para</p><p>fora (de moça), também tendo o cuidado de</p><p>não estressar a musculatura.</p><p>Capítulo B</p><p>colocAÇAo DA VOZ</p><p>fxERcíctos DE col0cAçÃo on voz</p><p>A y;artir da utilização de alguns requisitos do trabalho de colocação de voz, per-</p><p>*'lremos que as pessoas com gagueira, neste caso crianças e adolescentes, ga-</p><p>rrlr,rm mais confiança e melhoram o seu desempenho na comunicação oral. o</p><p>l rryrortante é trabalhar:</p><p>' O relaxamento global.</p><p>. A respiração.</p><p>. O controle fonorrespiratório.</p><p>. A flexibilidade dos órgãos fonoarticulatórios.</p><p>. A articulação.</p><p>. A inflexão.</p><p>. A pontuação e as pausas.</p><p>. A voz e seus parâmetros: ressonância, vibração, forma bucal e outros.</p><p>. O ritmo.</p><p>os indivíduos que gaguejam têm tendência a manteç de modo involuntá-</p><p>ilr), os músculos da laringe tensos, dando origem aos bloqueios de gagueira.</p><p>l)r,rnle disso nos pareceu importante interferir na vibração da laringe, já que</p><p>i.'',o pode evitar a ocorrência dos bloqueios tensos. Esses exercícios irão atuar</p><p>tro scntido de diminuiç ou mesmo eliminar, o esforço muscular da laringe,</p><p>lu x a, lábios e língua. É sabido portodos que, quando se altera o tom de voz nas</p><p>1il"\oas que gaguejam, é conseguida uma modificação da gagueira, isto é, a</p><p>lrri\oa consegüe falar fluentemente. Diante da evidência dos fatos sinalizados,</p><p>r. lnnéfico trabalhar a colocação da voz e seus componentes.</p><p>38 c0t0cAÇA0 DA v01</p><p>EXERCíCIOS DE RELAXAMENTO</p><p>O obejtivo é deixar a criança mais à vontade e relaxada, para poder propiciar o rela-</p><p>xamento dos músculos da laringe. Os indivíduos que sofrem de gagueira têm ten-</p><p>dência a manter, de modo involuntário, os músculos da laringe tensos, o que irá dar</p><p>origem aos bloqueios da gagueira. Relaxar os músculos da laringe não é fácil, já</p><p>que são difíceis de serem localizados, mas a criança aprenderá a relaxá-los de forma</p><p>correta por intermédio de certos exercícios lúdicos. Para isso, sugere-se incialmente</p><p>relaxar o corpo e relaxar a laringe, usando o bocejo como veremos adiante.</p><p>Exemplos de hrincadeiras com as crianças até 7 anos</p><p>Fingir que é um boneco de pano e fazer um corpo bem mole. Depois pedir que</p><p>alterne entre boneco de corda (bem duro) e o de pano, para sentir a diferença.</p><p>Brincar de Rei e Rainha" A criança senta-se em uma cadeira e fecha os olhos e</p><p>imagina que é um rei ou uma rainha sentada no trono. Pedir para fazer uma</p><p>postura majestosa, bem erguida, as mãos pousadas nas coxas. Os pés são colo-</p><p>cados em contato com o chão. Pode-se utilizar um banquinho de apoio para os</p><p>pés, caso as crianças sejam pequenas, e o mobiliárío for maior. De pé, relaxar o</p><p>corpo, braços e cabeça soltando-se e ir dizendo as vogais:/A E I O U/. Espregui-</p><p>çar igual aos gatinhos, terminando com um suspiro bem longo.</p><p>Com as cÍianças acima de 7 anos</p><p>Nesta idade é sugerido fazer um relaxamento mais específico de cabeça -</p><p>ombros e pescoÇo:</p><p>. Movimento de cabeça do Sim (para baixo), Não (para os lados), Talvez (meia</p><p>volta para frente).</p><p>o Girar a cabeça toda.</p><p>o C)relha no omhro direito orr psc,rrcr.lo sêffr quqr)írrlrior o.; oml-lros</p><p>e</p><p>a</p><p>Ct]LOCACAC] t]A VOZ 39</p><p>Girar a cabeça para a direita ou para a esquerda e fazer o movimento do sim.</p><p>Girar os ombros para frente e para trás. podem-se alternar os ombros também.</p><p>Dar um suspiro bem longo.</p><p>t,xERcict0s DE RESPtRAcÃo</p><p>5</p><p>lrrrJa a fala, assim como o canto, é produzida pelo fluxo de ar que sai, fazendo</p><p>.rn QUe as pregas vocars vibrem. A respiração para a fala é conseguida por uma</p><p>r'rlrida inspiração (tão rápida que nem tomamos consciência disso), seguida por</p><p>rln,r expiração prolongad a. Avozé ativada pela duração da expiração (Boone D.,</p><p>l')()6). No caso das crianças que gaguejam, a respiração torna-se mais rápida e</p><p>"rrlrorficial</p><p>em decorrência da ansiedade e das tensÕes vocais e pulmonares. o ar</p><p>lr,,r lrloqueado, o que acaba diÍicultando a pronúncia das palavras. euando elas</p><p>li, , r1v1 11uir nervosas, tendem a encurtar ainda mais a respiráção. lsto provoca um ci-</p><p>, h i vicioso. Então, respirar melhor e de forma relaxada irá facilitar a saída de um dis-</p><p>,lr'í) maisfluente. Então, como diz Boone, 1996,"a respiração passa a ser um</p><p>,,lr',l,iculo à fala, em vez de ser aquilo que a torna possÍvel,,.</p><p>o trabalho consiste em sincronizar corretamente a respiração com a fala.</p><p>r\ rrlcia principal dos exercícios de respiração é conseguir uma respiração mais</p><p>l,r,rÍrrnda, silenciosa e realizar inspirações e expirações mais lentas. o objetivo</p><p>t' i k r:;Ar e disciplinar o fôlego para que as pausas possam ser mais naturais. Não</p><p>',,'lr,lta de ensinar a críança a respirar. A respiração é uma função vital, nin-</p><p>,trrirr) precisa aprender a respirar. o que se está treinando com a criança é</p><p>,lllí)(irr a fala corretamente na respiração, é sincronizar afala com a respira-</p><p>,-,ro. Para isso sugerimos alguns exercícios:</p><p>Lonr crianças acima de 7 anos</p><p>ln',1rirar o ar lentamente, enchendo os pulmões (dependendo da capacidade</p><p>l,rlrr)onar, os segundos de duração da inspiração podem variar de umas crian-</p><p>i.,r', [)r)t"â outras)durante 4 a B segundos. Na primeira tomada de ar será permiti-</p><p>,l,r.x[rirar pelo nariz, mas nas seguintes deverão alternar a entrada de ar por</p><p>,,rrl,r uma das narinas de cada vez, tapando a outra com o dedo.</p><p>o exercício tem como objetivo estimular a função nasal com a finalidade</p><p>lr, 1rrí\pará-la para os exercícios respiratóríos.</p><p>I</p><p>I</p><p>\( ) 1o v.zt's</p><p>\-\ l-.,It</p><p>+r</p><p>40 cOr.0cAÇ40 DA vt)z</p><p>Gom as crianças até 7 anos</p><p>Pedir para soprar apitos, cuidando para que este não emita nenhum som. Dessa</p><p>maneira,</p>

Mais conteúdos dessa disciplina