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<p>1</p><p>2</p><p>CRONOLOGIA DA</p><p>PARNAÍBA</p><p>e</p><p>GEOGRAFIA</p><p>3</p><p>CRONOLOGIA DA PARNAÍBA</p><p>1699. Pela Carta Régia de 5 de setembro o capitão-mor do Ceará Grande, Francisco Gil</p><p>Ribeiro, determinou ao sargento-mor Leonardo de Sá ir fazer o levantamento das barras do</p><p>Rio Parnaíba, a entrada que tem, os baixios e a largura da barra. Dessa maneira Leonardo</p><p>de Sá à frente duma tropa de guerra, partiu do Ceará por ordem do capitão-mor Francisco</p><p>Gil Ribeiro, com instruções de que não atacassem os índios, mas que se defendessem no caso</p><p>de serem agredidos.</p><p>1700. PARAGUAS. Denominação que recebeu o Rio Parnaíba, em documento, por Guilherme</p><p>de L’isle no ano de 1700.</p><p>1703. Primeiros registros documentais relatando a presença e contatos entre nativos colonos</p><p>na região da Parnahíba, já com essa denominação. Chega a essa região João Gomes do Rego</p><p>Barros, o preposto e encarregado do coronel Pedro Barbosa Leal da Casa da Torre para se</p><p>estabelecer na região e fundar uma vila.</p><p>1705. PARAGUES. Denominação que recebeu o Rio Parnaíba pelo cartógrafo francês Nicolas</p><p>De Fer, em mapas de sua autoria datado de 1705.</p><p>1708. João Gomes do Rego, encarregado de Pedro Barbosa Leal, coronel ligado a Casa da</p><p>Torre dos Garcia D`ávila, na Bahia, se estabelece às margens do Rio Igaraçu e funda uma</p><p>feitoria e a Vila Nova do Parnahiba, próximo da área hoje conhecida como Porto das Barcas</p><p>ou Porto Salgado. Ainda em 1708, foi iniciado o processo para a regularização de uma Villa,</p><p>onde existia a feitoria, que, de acordo com as normas da época, teria na sua composição: o</p><p>donatário Cel. Pedro Barbosa Leal, o Capitão-Mor João Gomes do Rego e um altar com a</p><p>imagem de Nossa Senhora de Monte Serrathe, santa de devoção do proprietário do lugar. A</p><p>denominação do local Villa Nova aparece quando foi solicitada a patente de Capitão-Mor a</p><p>João Gomes do Rego em 19/05/1708.</p><p>João Gomes do Rego instalou as primeiras fazendas de gado e sítios, mas principalmente</p><p>as primeiras oficinas para produzir couro e charque, além de salinas.</p><p>1711. Villa de Nossa Senhora de Monserrathe da Parnaíba – data da solicitação e autorização</p><p>para a construção da igreja em 11/06/1711. Com isso vem a Consolidação da Criação da Villa</p><p>– confirmação de João Gomes do Rego, como Capitão-Mor em 16/11/1711.</p><p>Começa a introdução gradual do gado na Ilha Grande e entre os rios Igaraçu e Pirangi, no</p><p>estilo pecuária extensiva, por João Gomes do Rego. Coexistem a pecuária e agricultura de</p><p>subsistência nesse período da história da Parnaíba.</p><p>4</p><p>1712. Eclode o Levante Geral dos Tapuias do Norte, cujos efeitos fazem-se sentir no Piauí,</p><p>especialmente na Parnaíba, com a Revolta de Mandu Ladino. Aconteceu que os nativos</p><p>tapuias do interior das capitanias do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará e Piauí,</p><p>amotinaram-se a partir da primeira capitania citada, como uma tentativa desesperada de</p><p>expulsar os colonos brancos de suas terras. A reação foi violenta, tanto por parte de colonos</p><p>quanto dos nativos, de forma que houveram massacres, incêndios, assaltos, invasão e</p><p>destruição de altares religiosos, morticínio de gado e outras ações violentas.</p><p>A Villa de Nossa Senhora de Monte Serrathe, recém criada, manteve-se alerta em relação</p><p>aos habitantes indefesos ao pequeno templo em honra à santa, cuja imagem, oriunda de</p><p>Portugal, foi trasladada secretamente para a Villa de Piracuruca, devido a invasão pelos</p><p>nativos tapuias que estava prevista para a vila. A destruição de nichos, altares, ermidas e</p><p>outros tempos religiosos pelos índios, acontecia devido ao sentimento de ódio que os tapuias</p><p>tinham quanto a arrasamento de seus artefatos religiosos e locais de reverência a elementos</p><p>da natureza, destruídos por missionários e colonos brancos.</p><p>1713. sob a chefia de Mandu Ladino, atacaram a Villa da Parnahiba fazendo grandes estragos,</p><p>causando pavor nos moradores de toda região deltaica. A primeira padroeira da Villa da</p><p>Parnahiba, Nossa Senhora do Monte Serrathe, foi transferida para Piracuruca a fim de ficar</p><p>protegida dos ataques indígenas. Nesse mesmo ano o Mestre-de-Campo Antônio da Cunha</p><p>Souto Maior, designado para dar-lhes combate, foi assassinado pelos seus próprios índios. Foi</p><p>o maior levante indígena, o último grito contra o domínio do homem civilizado.</p><p>Mandu Ladino, índio arani que foi educado pelos clérigos Theodoro de Lucé e Martinho</p><p>de Nantes no aldeamento Boqueirão em Pernambuco, articulou o levante com outras aldeias,</p><p>queimando fazendas de gado, as mesmas que se apossaram das terras de grande parte da</p><p>população originária da região. O movimento alcançou a província do Ceará e Maranhão, e</p><p>foi sufocado após a morte de Mandu por ferimento e afogamento no Rio Parnaíba. Aconteceu</p><p>que, durante a invasão da Villa de Nossa Senhora de Monte Serrathe, Mandu envolvido em</p><p>um conflito violento com outras nações e tribos no assalto a Villa de Monte Serrathe, foi</p><p>surpreendido em debandada pelo poder de fogo dos colonos na vila, em especial pelo mestre</p><p>de campo nomeado pelas autoridades da Capitania do Maranhão, Manoel Peres Ribeiro, que</p><p>o perseguiu até próximo a foz do rio Parnaíba e o alvejou com um tiro na fronte. Mandu</p><p>tentou, a todo custo, mergulhar e nadar até a outra margem, território da capitania</p><p>maranhense, mas o ferimento na cabeça destituiu-o das suas forças, levando-o ao</p><p>afogamento do nativo nas águas do Rio Parnaíba.</p><p>Após esse feito, que satisfez as autoridades, Manoel Peres Ribeiro foi agraciado em 1720,</p><p>com uma sesmaria por nome Santo Antônio da Boa Vista e Almas, entre Buriti e Cajazeiras,</p><p>5</p><p>segundo informações documentais do Arquivo Histórico Ultramarino e do poeta e historiador</p><p>buritiense Francisco Nunes (Neném Calixto).</p><p>1722. os Tremembé foram aldeados e catequizados pelo padre João Tavares. Foram eles</p><p>próprios que pediram ao Governador e Capitão General João da Maia da Gama o padre João</p><p>Tavares, conforme Provisão régia de 24.01.1723, dirigida ao governador da Capitania do</p><p>Maranhão.</p><p>1742. O fazendeiro e comerciante João Paulo Diniz, natural do Reino de Portugal, ainda moço</p><p>migrou para a Colônia, estabelecendo-se inicialmente no Maranhão, nesse período, onde</p><p>iniciou atividade de criação e comércio de gado, fundando diversas fazendas, inclusive no</p><p>distante termo de Pastos Bons. Desenvolve criação de gado e charqueadas na então Villa de</p><p>Nossa Senhora de Monte Serrathe da Parnahiba.</p><p>Em relação a criação de gado, desde o Ceará até o Piauí, a denominação “civilização do</p><p>couro” expressão do historiador Renato Castelo Branco, define o que se sucedeu com a</p><p>implantação da pecuária e seu impacto na cultura material do homem sertanejo.</p><p>A partir da criação de gado, o abate das reses fornecia carne para o alimento das</p><p>populações, além de se tornar produto de exportação (mesmo em se tratando da navegação</p><p>de cabotagem), utilizava-se crânios ou caveiras de bois para afastar mal olhado nas roças e</p><p>plantações da agricultura de subsistência. O couro de boi ou o montante de couros dos bois</p><p>abatidos, denominado “courama”, foi o principal elemento de promoção do comércio local</p><p>no século XVIII. Além disso, havia a venda massiva de bois vivos para outras praças da colônia,</p><p>pois, manadas eram conduzidas por vaqueiros e tropeiros para outras capitanias e províncias</p><p>como Goiás, Pernambuco, Bahia e Pará, entregues após inúmeros negócios efetuados entre</p><p>fazendeiros das regiões mencionadas e empresários fazendeiros da Villa de Nossa Senhora</p><p>de Monte Serrathe da Parnahiba. caso de João Paulo Diniz e Domingos Dias da Silva.</p><p>O comércio do gado da Vila da Parnahiba com outras praças se intensificou com a chegada</p><p>de Domingos Dias da Silva, vindo do Rio Grande do Sul para o litoral piauiense, segundo</p><p>consta, a convite do empresário João Paulo Diniz. Silva implantou mais charqueadas,</p><p>chegando a seis delas que ficaram de herança para seu filho Simplício Dias da Silva. Sabe-</p><p>se, historicamente, que uma</p><p>dessas charqueadas (senão mais delas), funcionou na atual rua</p><p>Simplício Dias, no bairro do Carmo, nas proximidades do centro histórico de Parnaíba. Vale</p><p>ressaltar que, de acordo com o inventário de Simplício Dias da Silva, de 1832/33, quase toda</p><p>a região da Parnaíba, territorialmente, era de propriedade dos Dias da Silva, a exemplo das</p><p>fazendas e povoados Buriti, Camurupim, Ilha Grande, Tatus e Cajazeiras (fazenda que deu</p><p>6</p><p>origem ao município de Caxingó), nelas haviam fazendas com incontáveis cabeças de gado,</p><p>escravos, mestiços e capatazes das famílias abastadas, principalmente dos Dias da Silva.</p><p>A partir do couro do gado se faziam praticamente todos os objetos necessários à vida do</p><p>sertanejo. Trajes de couro, bancos de madeira com assentos de couro, chapéus, malas,</p><p>embornais (tipo de bolsa a tiracolo), chicotes, celas para assento em cavalos, laços para</p><p>amarras, cantis, bainhas para facões, facas, foices, bainhas e amarras para bacamartes,</p><p>mosquetes e arcabuzes (armas de fogo) e outros utensílios. Faziam-se camas com lastro de</p><p>couro, cobria-se peças móveis, trajes de campo, solas e sapatos.</p><p>Para o tratamento das peles e couros, já era de conhecimento dos colonos o uso do tanino</p><p>retirado do angico (árvore) para remoção de pelos e limpeza dos couros. o angico possui o</p><p>tanino que era usado para tratamento dos couros, eliminando impurezas e ajudando na</p><p>retirada dos pelos, dando um aspecto de conservação e secura, dureza e polidez nas peças</p><p>de couro.</p><p>Os navios que saiam da vila de São João da Parnahiba para Portugal levavam produtos da</p><p>terra como couro em cabelo, solas, e outros tipos de couramas. Essa atividade comercial</p><p>portuária, baseado na indústria do charque e obviamente na pecuária, subsidiou</p><p>enormemente a economia da Villa da Parnahiba.</p><p>Cada navio levava o equivalente a mais de quinze mil bois transformados em couros</p><p>beneficiados. As oficinas da vila matavam mais de quarenta mil bois por ano. De Portugal,</p><p>vinham mercadorias como: tecidos, azeites, farinha de trigo, vinhos, armas de fogo,</p><p>materiais de construção, ferramentas, louças, entre outros produtos da indústria europeia.</p><p>Para as capitanias do Brasil, a vila mandava o charque, principalmente para Bahia e</p><p>Pernambuco, capitanias que tinham forte indústria açucareira, além de Minas Gerais,</p><p>capitania que trabalhava a extração do ouro.</p><p>Outro tipo de negociação envolvendo recursos e taxações na Vila, foi a arrematação de</p><p>dízimos, fato documentado que teve na figura de João Paulo Diniz, um dos principais</p><p>colaboradores dessa prática econômica. Nesse caso, ocorreu que a necessidade de angariar</p><p>recursos impeliu o governo metropolitano a criar um sistema de tributos eficaz nas</p><p>possessões ultramarinas. O dízimo no ultramar português, assim como os demais tributos,</p><p>era cobrado através de um sistema de contratos régios. A Coroa portuguesa transferiu a</p><p>responsabilidade da arrecadação de impostos a particulares, os chamados contratadores ou</p><p>assentistas. As vantagens obtidas pelo Estado explicavam tal medida, pois, o monarca ao</p><p>conceder o direito de cobrança de um tributo imputava ao particular todos os custos da</p><p>arrecadação da taxa. Dessa forma, o assentista arcava com o pagamento de funcionários</p><p>7</p><p>para a cobrança do imposto, bem como com as despesas de deslocamento em todo o</p><p>território abrangido pelo contrato.</p><p>Os contratos régios eram concedidos por meio de leilão, ou seja, o indivíduo que efetuava</p><p>o maior lance adquiria o direito de cobrança do imposto. Contudo, nem todo homem poderia</p><p>participar do concurso, uma vez que era necessário comprovar a capacidade de arcar com o</p><p>pagamento do contrato. Em geral, essa comprovação se dava por meio da posse de terras e</p><p>propriedades que funcionavam como uma espécie de garantia do negócio.</p><p>Sendo assim, João Paulo Diniz foi o maior arrematador de dízimos na Vila e mesmo em</p><p>outras regiões da Capitania do Piauí, conforme documentação do Arquivo Histórico</p><p>Ultramarino.</p><p>1748. PARANA-IBA. Denominação que ganhou o Rio Parnaíba na “Carta Geral” de autoria de</p><p>D’Anville em 1748.</p><p>1750. DES PARAGUES. Nome com o qual foi batizado o Rio Parnaíba em mapa de autoria do</p><p>francês Vaugondy de 1750.</p><p>1760. PARNAÍBA. Essa denominação ganha caráter oficial no “mapa geográfico da Capitania</p><p>do Piauí” de autoria do Engenheiro João Antônio Galuci, no ano de 1760.</p><p>RIO DAS GARÇAS. Denominação atribuída ao Rio Parnaíba pelo Historiador Cândido</p><p>Mendes em sua obra “Atlas do Império do Brasil”.</p><p>1761. é criada a Villa de São João da Parnahiba pela Carta Régia de 19 de junho do referido</p><p>ano e concedia a futura Câmara Municipal quatro léguas quadradas de terra para seu</p><p>patrimônio, não determinava a localização exata para a sede da nova vila, apesar de já</p><p>existir um movimento considerável de abate de gado no Porto das Barcas,</p><p>1762. Parnaíba foi por muitos anos a Villa de Nossa Senhora de Monteserrathe da Parnahiba,</p><p>até a chegada do primeiro governador da capitania do Piauí João Pereira Caldas, quando foi</p><p>instalada a Villa de São João da Parnahiba, no dia 18 de agosto de 1762. Esse evento ocorreu</p><p>oficialmente na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo, na Villa de Piracuruca.</p><p>Instalada a vila em 1762, São João da Parnaíba recebeu o pelourinho, (instalado nas</p><p>proximidades onde hoje está sendo construído o Shopping Popular), e o senado da câmara.</p><p>Ligada as coisas do rio e do mar, desde o seu início a administração da vila tinha sua</p><p>autonomia vinda dos rendimentos próprios com as taxas pagas pelos barcos que atracassem</p><p>no seu porto.</p><p>8</p><p>Entre 1779 e 1793, o negociante Domingos Dias da Silva teve concessão da rainha de</p><p>Portugal Dona Maria I, para viajar da vila direto para Portugal. Antes e depois, os negociantes</p><p>da vila tinham a obrigação de pagar seus impostos nas alfândegas de São Luís no Maranhão,</p><p>ou Recife em Pernambuco.</p><p>Até 1770, a sede da vila ficou no povoado Testa Branca, quando foi transferida para o</p><p>Porto das Barcas, espaço em torno da atual Praça da Graça que, à época, tinha o topônimo</p><p>Largo da Matriz, onde havia uma lagoa que ficava com um maior volume de água no inverno,</p><p>a Lagoa da Onça. A data de mudança do povoado Testa Branca como povoado sede, para o</p><p>Porto das Barcas, está em um relevo no frontispício da igreja matriz de Nossa Senhora da</p><p>Graça, marcada com o ano de 1770. Nesse mesmo ano é fundada a Irmandade de Nossa</p><p>Senhora da Graça.</p><p>A construção da igreja matriz se deu a partir de uma capela já existente, erigida em</p><p>1761, pois a partir de 1776, João Paulo Diniz e Domingos Dias da Silva, tornam-se benfeitores</p><p>dessa ação em prol do Poder Espiritual, representado pela instituição católica.</p><p>Com a instalação da vila de São João da Parnaíba, muitos colonizadores e negociantes</p><p>chegaram, atraídos pelo local que contava com um porto de mar, podendo assim, mandar os</p><p>seus produtos para diversas partes do Brasil e para Portugal.</p><p>1773. Nasce o futuro fazendeiro, coronel empresário e intelectual Simplício Dias da Silva, do</p><p>matrimônio entre o rico fazendeiro Domingos Dias da Silva e uma escrava mulata da Villa de</p><p>Piracuruca, Claudina Josefa.</p><p>1776-1777. Início da construção da catedral de Parnaíba em invocação a Nossa Senhora da</p><p>Graça, a partir da capela mor que fora construída pelos Dias da Silva.</p><p>1780. Autuamento pelas autoridades eclesiásticas, atendendo a pedido de Diogo Alves</p><p>Ferreira, um dos primeiros moradores da Villa da Parnahiba, em vista a construção de uma</p><p>igreja nas imediações de sua fazenda Pacoti, em honra a Nossa Senhora do Rosário, próximo</p><p>a um Olho d`água. Atualmente, essa igreja pertence ao território de Cocal da Estação.</p><p>1787. nascia na vila, o advogado, escritor e poeta Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva. Aos</p><p>seis anos de idade, viaja para Portugal de onde voltaria bacharel em Direito. Foi o primeiro</p><p>piauiense a publicar um livro, intitulado ‘Poemas’.</p><p>1793. falece na Villa da Parnaíba, o empresário e fazendeiro Domingos</p><p>Dias da Silva,</p><p>deixando suas riquezas para os filhos, principalmente Simplício Dias.</p><p>1795. concluída a catedral de Nossa Senhora da Graça, no Largo da Matriz, hoje Praça da</p><p>Graça.</p><p>9</p><p>1798. elaborada uma planta da Villa de São João da Parnahiba, a partir de um levantamento</p><p>e registro do perímetro urbano da vila.</p><p>É criado o Correio Ultramarino entre Portugal e Brasil. Assume as funções desse correio,</p><p>o senhor Antônio Ferreira de Veras.</p><p>1800. Simplício Dias da Silva cria um regimento pessoal, uma banda de música com</p><p>características militares e uma orquestra de câmara na Villa da Parnahíba, o que o torna o</p><p>primeiro mecenas (financiador das artes) do Piauí, na história da província.</p><p>Em 12 de Outubro, O governador do Maranhão expede o seguinte ofício ao comandante</p><p>da Parnaíba com referência a excursões científicas do sábio Humboldt: "Havendo notícia que</p><p>um tal barão de Humboldt tenta seguir as suas excursões pelos sertões deste estado, se faz</p><p>preciso que Vossa Mercê fique prevenido e expeça ordens a todas as vilas desse governo,</p><p>para, no caso de se verificarem ditas notícias, ou sucedendo aparecer outro algum</p><p>estrangeiro viajante no distrito dele, o faça conduzir a esta capital, com toda a sua comitiva,</p><p>sem contudo se lhe faltar a decência nem ao bom tratamento e comodidades; mas só</p><p>acompanhando-o e interceptando lhe os meios de transporte, e de fazer indagações políticas</p><p>ou filosóficas. Deus guarde a Vossa Mercê. Palácio de São Luís do Maranhão, 12 de outubro</p><p>de 1800. D. Diogo de Sousa. — Sr. Comandante da vila de São João da Parnaíba, na capital</p><p>do Piauí.</p><p>1801. O senado da câmara da vila envia carta ao príncipe Dom João solicitando a criação de</p><p>uma alfândega e navegação direta com os portos do reino, pedido dos comerciantes</p><p>parnaibanos que queriam pagar os seus impostos aduaneiros na própria vila.</p><p>1806. com autorização ministerial, Simplício Dias da Silva fez o primeiro mapa detalhado do</p><p>delta do rio Parnaíba. Dois anos depois, chega ao Brasil a Família Real. Dom João eleva o</p><p>Brasil a condição de Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.</p><p>1809. em edição de julho deste ano, a imprensa régia em notícia na Gazeta de Lisboa,</p><p>registrou uma movimentação na Villa de São João da Parnahiba na forma de festas</p><p>organizadas por Simplício Dias da Silva, em honra ao aniversário de sua majestade, o príncipe</p><p>D. João. Nesse registro é citada a Banda do Regimento dos Dias da Silva, com sua</p><p>instrumentação de sopro.</p><p>É feito um levantamento de pontos do litoral, a começar da Villa da Parnahiba, pelo</p><p>engenheiro Pedro Jozé Cézar de Meneses, que desenha Perspectivas da vila em 1809. Esse é</p><p>o famoso mapa ou planta da Villa de São João da Parnahiba, existente nos arquivos históricos</p><p>do Exército Brasileiro.</p><p>10</p><p>1814. É dada início a construção do solar que viria a se tornar a Casa Inglesa de Parnaíba.</p><p>Indícios históricos apontam que tal fato possa ter sido apenas uma reforma, pois o imóvel</p><p>consta na planta da Villa de São João da Parnahiba, de 1809, de autoria do engenheiro Pedro</p><p>Jozé César de Meneses.</p><p>1815. Os parnaibanos criam a sua agência de correios. A vila servia-se destes serviços que</p><p>ligavam o litoral do Piauí, a cidades do Ceará e Pernambuco. Dois anos depois a vila se</p><p>envolveu com a Revolução Pernambucana de 1817, exigindo a atenção do governador da</p><p>província do Piauí.</p><p>1817. Foi criada a tão sonhada Alfândega da Parnahiba, sendo posteriormente instalada no</p><p>famoso sobrado amarelo com duas janelas, no Porto das Barcas.</p><p>1822. No processo de independência nacional, Parnaíba se destacou, pois A Vila de São João</p><p>da Parnahíba, quarenta e dois dias depois do 7 de setembro, acompanhou o Rio de Janeiro</p><p>e proclamou a Independência do Brasil no dia 19 de outubro de 1822. À frente do movimento,</p><p>estavam o juiz João Cândido de Deus e Silva, o coronel Simplício Dias da Silva, o tenente</p><p>José Francisco de Miranda Osório, o alferes Leonardo de Carvalho Castelo Branco, entre</p><p>outros patriotas. Mas as outras vilas do Piauí não aderiram, e a capital Oeiras mandou um</p><p>exército para sufocar o movimento dos parnaibanos. Esse exército era chefiado pelo sargento</p><p>português João José da Cunha Fidié, nomeado governador das armas do Piauí.</p><p>Sem poder enfrentar estas tropas, os líderes do movimento buscaram auxílio no Ceará, que</p><p>enviou centenas de soldados, para enfrentar o exército da capital piauiense, que, por sua</p><p>vez, defendia a permanência do Piauí como província portuguesa. Chegando na vila</p><p>parnaibana, Fidié encontrou a vila sem os principais patriotas e guarnecida pelo navio de</p><p>guerra Infante Dom Miguel, vindo de São Luís, no Maranhão, província que era contra a</p><p>separação do Brasil de Portugal.</p><p>A Villa de São João da Parnahiba muito contribuiu para a liberdade do nosso país, sendo</p><p>agraciada pelo imperador Dom Pedro I com o honroso título de Metrópole das províncias do</p><p>Norte, por ter sido a primeira vila do Norte a proclamar a Independência do Brasil.</p><p>Em 1826 Parnaíba era o segundo centro mais importante da Província, com cerca de 350</p><p>fogos (casas residenciais). O comércio fluvial e marítimo era intenso, recebendo seu porto</p><p>dezenas de navios, tanto do Brasil quanto da Europa. Simplício Dias, filho de Domingos Dias</p><p>da Silva, um dos mais importantes comerciantes do local, seria dono de diversos deles. Além</p><p>do charque e do couro, produzidos a partir dos rebanhos de gado existentes na região,</p><p>merece destaque também o comércio de outros produtos de origem extrativista, como o</p><p>11</p><p>algodão, fumo, couro e sementes. Porém grande parte deste comércio era feita de forma</p><p>ilegal, pois apenas em 1834 entrou em atividade a Alfândega de Parnaíba.</p><p>Em 19 de outubro desse ano, a Villa de São João da Parnaíba adere ao movimento de</p><p>independência nacional, quando tomam conhecimento do grito do Ipiranga, os líderes João</p><p>Cândido de Deus e Silva, juiz de fora da vila, Simplício Dias da Silva, coronel e fazendeiro e</p><p>o alferes e escritor Leonardo Castelo Branco. Nessa ocasião, Simplício Dias e João Candido</p><p>exortam a população da vila a aderir a independência do Brasil.</p><p>No dia 17 de dezembro desse ano, as tropas repressoras do major português João José da</p><p>Cunha Fidié, montam acampamento as margens da Lagoa do Bebedouro, para sufocar o</p><p>movimento de independência na vila.</p><p>1829. falece o coronel e fazendeiro Simplício Dias da Silva na Villa de São João da Parnahiba.</p><p>1832/33. Todos os bens dos Dias da Silva são inventariados e os registros compilados em um</p><p>calhamaço, existente no Arquivo Público do Piauí.</p><p>1824. Em agosto de 1824, Parnaíba proclama a sua adesão à Confederação, Campo Maior</p><p>também adere ao movimento. A repressão no Piauí não chega a ser muito violenta.</p><p>1839. Acontece no Maranhão a Revolta da Balaiada. A vila de São João da Parnahiba</p><p>comandou no Norte do Piauí as lutas para que essa revolta não se alastrasse pela província.</p><p>Ocorreram conflitos armados em Buriti dos Lopes, na Barra do Longá. Os balaios haviam</p><p>conseguido muitos adeptos e simpatizantes, em sua maioria vaqueiros, artesãos, índios,</p><p>desertores das forças armadas, escravos fugidos e sertanejos humildes, estes passaram a</p><p>invadir fazendas e feitorias dos dois lados do rio Parnaíba. Segundo Odilon Nunes em</p><p>“Pesquisas para a História do Piauí” os Balaios chegaram em Buriti dos Lopes, na localidade</p><p>Barra do Longá, no dia 31 de janeiro de 1839 e foram combatidos pelas tropas vindas da</p><p>cidade de Parnaíba, comandadas por Miranda Osório. Os acontecimentos gerados pela</p><p>presença dos balaios no Piauí, provocaram revoltas, resultando na organização de uma força</p><p>mista de cavalaria e infantaria, sob o comando do líder de Parnaíba Tenente-Coronel José</p><p>Francisco de Miranda Osório para combater os rebeldes. O contingente dissolveu o grupo,</p><p>que se encontrava em Barra do Longá.</p><p>1844. Em 14 de agosto a Villa de São João da Parnahiba é elevada à categoria de cidade,</p><p>passando a adotar o nome oficial de Parnaíba,</p><p>aparecendo por vezes grafado como</p><p>Parnahyba.</p><p>1849. chega a Parnahyba o comerciante Paul Robert Singlehurst, representante da firma</p><p>Andrew Miller and. Company. Vindo da Inglaterra, trouxe investimentos e interessou-se</p><p>12</p><p>inicialmente pelo incipiente comércio de algodão nessa região. Em Parnaíba, Paul ficou</p><p>conhecido como Paulo, o inglês ou Paulo Inglês, como o chamavam e fundou a Casa Inglesa.</p><p>Outros ingleses vieram ao Brasil, estimulados pelo Tratado do Comércio de 1810, assinado</p><p>pelo príncipe D. João e que beneficiava a Inglaterra, pelas relações comerciais que tinha</p><p>com Portugal.</p><p>A Casa Inglesa começou seus negócios vendendo produtos como: tecidos, artigos</p><p>masculinos, objetos de ferro, tintas e barris de prego. A Casa Inglesa praticamente introduziu</p><p>o comércio de ferragens em Parnaíba.</p><p>1855. fundada a sede da Capitania dos Portos em Parnaíba.</p><p>1865. Vindo da Inglaterra, se estabelece em Parnahyba o aprendiz de comércio James</p><p>Frederick Clark para trabalhar na Casa Inglesa. No século XX, os produtos foram se</p><p>modificando, a Casa Inglesa passou a oferecer máquinas de costura, motor a diesel, os</p><p>primeiros automóveis e produtos advindos do petróleo.</p><p>1873. instala-se em Parnahyba, dois franceses, Marc e Lazare Jacob, que fundam a Casa</p><p>Comercial Marc Jacob.</p><p>Marc Jacob viveu no Brasil entre os anos de 1881 até 1927, ano de sua morte. Foi um dos</p><p>comerciantes que vieram para o Brasil durante a guerra franco-prussiana na Europa. Além</p><p>de fundar a casa Marc Jacob, ele também desempenhou a função de agente consular do</p><p>governo francês no Piauí. A casa Marc Jacob atuava como arrecadadora e distribuidora de</p><p>produtos como: morim, algodão, brim, café, lenços. A casa Marc Jacob tinha relações</p><p>comerciais em âmbito regional e internacional. Importava vinhos, talheres, perfumes,</p><p>têxteis, conhaques. Exportava cera de carnaúba, mamona, madeira de cedro, resina de</p><p>jatobá, comercializava utilizando uma variedade de moedas como: libra, dólar, franco, além</p><p>de ouro e prata.</p><p>Após a morte de Marc Jacob os familiares em 1928, venderam para Roland Gabriel Jacob,</p><p>filho de Lazare Jacob sua parte na empresa. Em 1942 foi transformada em sociedade</p><p>anônima como Casa Marc Jacob S/A.</p><p>Nesse mesmo ano é construído e inaugurado o Farol da praia de Pedra do Sal pelo</p><p>engenheiro Newton Cézar Burlamaqui.</p><p>1875. Franklin Gomes Veras, vindo de Tutoia, Maranhão, funda a segunda mais importante</p><p>casa comercial da região, nas proximidades do Porto das Barcas.</p><p>1886/1890. Fundada a Banda de Música Lyra de Pedro Braga, um dos expoentes da cultura</p><p>musical em Parnahyba.</p><p>13</p><p>1891. Um decreto provincial estabelece que pode ser instalada uma linha regular de bonde</p><p>em Parnaíba, o que não se efetiva, apesar da tentativa de instalação de trilhos ao longo da</p><p>Rua Grande, atual Av. Presidente Vargas. Posteriormente, essa mesma malha ferroviária</p><p>urbana foi finalmente construída e serviu para transportar trilhos que foram trazidos da Ilha</p><p>do Cajueiro, desembarcados no Porto Salgado, para a construção do trecho ferroviário entre</p><p>Parnaíba e Amarração, em 1916. Os trilhos da Rua Grande foram removidos em 1931.</p><p>1892. Oriundo do Maranhão, chega para residir em Parnaíba, ainda criança, o futuro cronista</p><p>Humberto de Campos. Sua família era a mesma do comerciante Franklin Veras.</p><p>1893. Com o advento da República, assume como primeiro intendente Feliciano Gomes de</p><p>Farias Veras em 1 de janeiro, com um mandato que encerrou em 1895.</p><p>1896. Fundada o hospital Santa Casa de Misericórdia. Assume a Intendência Sebastião Hermes</p><p>de Seixas, oriundo de um ramo da família Dias da Silva. Após Sebastião Seixas, assume a</p><p>Intendência municipal, o coronel Joaquim Antônio dos Santos.</p><p>1898/1900. James Clark passa a ser dono definitivo da Casa Inglesa. Elege-se para a</p><p>Intendência Francisco Severiano de Moraes Correia.</p><p>1900. assume a intendência, o Sr. Francisco Severiano de Moraes Correia.</p><p>1901. Elaborado pela Intendência Municipal de Parnaíba um Plano urbano, definindo o</p><p>perímetro e os bairros da cidade. Chamado de Repartição de Terras, esse departamento</p><p>define a divisão espacial dos bairros em Parnaíba.</p><p>Nesse ano, assume a Intendência de Parnaíba, o sr. Jonas de Moraes Correia.</p><p>Foi demolido o prédio da antiga Casa de Câmara e Cadeia, local esse onde está a atual</p><p>agência dos Correios de Parnaíba. O local ficou inativo por um longo tempo, o que é visível</p><p>em fotografias dos anos 1920. Posteriormente foi construído o prédio dos Correios e</p><p>Telégrafos em estilo Art Deco.</p><p>1904. Fundada a firma Moraes, Ribeiro & Santos, razão social que daria origem ao</p><p>empreendimento industrial Moraes S/A, de propriedade da família parnaibana Moraes</p><p>Correia.</p><p>1905. O futebol é introduzido em Parnaíba pela Casa Inglesa. Foi trazida da Inglaterra uma</p><p>bola de couro a qual se tornou um marco na organização de agremiações nesse sentido.</p><p>Torna-se figura atuante nessa organização, Septmus Clark e um entusiasta do esporte recém-</p><p>chegado, o senhor Canuto Veras.</p><p>14</p><p>Nesse mesmo ano, intensificam-se os serviços fotográficos do laboratório João do Senna,</p><p>localizado nas proximidades do Porto das Barcas.</p><p>Assume a intendência o senhor Luís Antônio de Moraes Correia.</p><p>1907. Fundado em 30 de maio o Colégio Nossa Senhora das Graças, conhecido como Colégio</p><p>das Irmãs, localizado na Praça Santo Antônio, 802, no Bairro Centro. A criação desse</p><p>educandário teve como financiadores, familiares do Sr. Capitão Claro de Carvalho e Silva,</p><p>com atuação direta de sua filha Angélica na execução do projeto original. É considerado para</p><p>a cidade um patrimônio cultural. Ele é mantido pela Congregação dos Pobres de Santa</p><p>Catarina de Sena. No Colégio, funciona também a Igreja de Santo Antônio.</p><p>1910. Chega em Parnaíba o industrial português Francisco Gonçalves Cortez, natural de</p><p>Corvilhã, estabelecendo-se na região do Curralinho, atual bairro Igaraçu. Fixa residência</p><p>nesse local em 1914 e inicia a construção da Fábrica Cortez, que viria a ser o</p><p>empreendimento industrial pioneiro no processamento de babaçu para a fabricação de óleos</p><p>e sabões. Francisco Gonçalves Cortez chegou a Parnaíba ostentando o título de comendador,</p><p>ficando conhecido como Comendador Cortez.</p><p>Começa a funcionar a Fábrica Aliança de Madeira & Veiga e Co. Foi a indústria pioneira</p><p>do beneficiamento de arroz e milho em Parnaíba.</p><p>1912. Fundado o clube esportivo da Casa Inglesa por Septimus Clark, denominado</p><p>International Athletic Club, dispondo de um estádio construído após a fundação do clube, na</p><p>área do Macacal, atual Bairro de Fátima. Esse estádio é a atual sede do Parnaíba Sport Club.</p><p>1913. A família Moraes Correia, associada a outros parnaibanos, funda o Parnahiba Sport</p><p>Club. Autoriza a limpeza de um terreno de sua propriedade para a construção do estádio e</p><p>sede do clube esportivo. Nesse local situa-se o atual Colégio Diocesano, no encontro da Av.</p><p>Capitão Claro com a Av. governador Chagas Rodrigues. O estádio e arquibancadas foram</p><p>desapropriados em 1936 para a construção do Ginásio São Luís Gonzaga.</p><p>Assume a Intendência de Parnaíba, Constantino de Moraes Correia. Com esse intendente,</p><p>desenvolve-se um plano urbano que origina uma planta de quadras divisórias que viriam a se</p><p>tornar o bairro Nova Parnaíba, à época chamado de Alto ou Alto do Cemitério e a parte sul</p><p>chamada de Bebedouro.</p><p>1914. Início das atividades da Fábrica Cortez. O comendador começa então a construção da</p><p>olaria, produzindo telhas Marselha, próximo a fábrica de óleos. Essa parte do complexo do</p><p>industrial ficou conhecida como Cerâmica Rosápolis.</p><p>1915. assume a Intendência, José Alexandre Rodrigues.</p><p>15</p><p>1916. Começam efetivamente os trabalhos para a instalação das ferrovias em Parnaíba, sob</p><p>a supervisão do engenheiro maranhense radicado em Parnaíba Miguel Furtado Bacellar. Em</p><p>1916, Parnaíba viu construído o primeiro trecho de ferrovia do estado do Piauí, ligando a</p><p>cidade à vila de Amarração, e quatro</p><p>anos depois, ganha a sua estação ferroviária de</p><p>passageiros. Em 2003, desativada a linha, na estação de passageiros, passa a funcionar o</p><p>Museu do Trem. Noutras dependências do antigo pátio ferroviário, ficava sediado o 2 º</p><p>Batalhão do Corpo de Bombeiros do Estado do Piauí, e atualmente sedia a Secretaria</p><p>Municipal de Educação do município.</p><p>Nessa época, os gêneros de exportação em Parnaíba eram: couros espichados, peles</p><p>de cabra e ovelha, cera de carnaúba, borracha de maniçoba, borracha de mangabeira,</p><p>algodão, crina animal, arroz em casca, farinha, feijão e milho, entre outros. Destaca-se no</p><p>comércio local a Fábrica de Bebidas Estrella e a Fábrica de Cigarros e Tabacaria Bouquet.</p><p>Assume a Intendência, Veridiano Borges da Fonseca.</p><p>1917. Foi iniciada a construção da Praça da Graça no Largo da Matriz, após aterramento da</p><p>Lagoa da Onça. A obra é fruto da atuação do então intendente eleito, Nestor Gomes Veras.</p><p>Nesse mesmo ano, é instalada em Parnaíba a primeira agencia do Banco do Brasil no</p><p>Estado, tendo como referência o número 0023-X, por ter sido a vigésima terceira do país.</p><p>Inicialmente, essa agência funcionou no sobrado colonial de Dona Auta Castelo Branco, à Rua</p><p>Duque de Caxias, enquanto era aguardada a conclusão do edifício em estilo neoclássico,</p><p>próximo à Praça da Graça.</p><p>Nesse mesmo ano é criada a Associação Comercial de Parnaíba – ACP.</p><p>1918. O Intendente Municipal Nestor Gomes Veras, aproveitando a presença da Lira de Pedro</p><p>Braga, celebra um acordo por meio do qual adquire os instrumentos e o corpo de músicos,</p><p>dando continuidade à banda, denominando-a Banda de Música Municipal, ou Banda da</p><p>Intendência.</p><p>O intendente autoriza a construção de um coreto no centro da Praça da Graça, em estilo</p><p>chinês. Esse coreto era palco das apresentações da Banda da Intendência e para reuniões,</p><p>festividades e discursos de pessoas ilustres.</p><p>1919. É inaugurada a estação de Floriópolis, entre Amarração e Parnaíba. O nome é uma</p><p>homenagem a Flora Bacellar, esposa do engenheiro das estradas de ferro, Miguel Bacellar.</p><p>1920: A Banda Municipal se apresenta na inauguração do 1º trecho ferroviário implantado no</p><p>Piauí. Ainda em 1920, acontece a chegada da primeira locomotiva em Parnaíba, graças à</p><p>16</p><p>competência e tenacidade do engenheiro Miguel Furtado Bacellar, 1º Diretor da Estrada de</p><p>Ferro Central do Piauhy. Nesse mesmo ano são ampliados trechos da ferrovia.</p><p>1921. Assume a intendência o comerciante e político José Narciso da Rocha Filho.</p><p>1922. São inaugurados os trechos ferroviários Parnaíba-Cacimbão, Guarita-Igarassú (ramal</p><p>ferroviário que ia até as fábricas do Comendador Cortez), em uma bifurcação a partir de</p><p>uma guarita da Estrada de Ferro Central do Piahuy, situada no atual bairro São Francisco,</p><p>próximo ao Mercado da Guarita, daí o nome do posto da EFCP.</p><p>É inaugurada a ponte de ferro sobre o Rio Portinho, construída com aço vindo da Europa.</p><p>As transações comerciais para obtenção das peças de aço foram intermediadas pela Casa</p><p>Inglesa, com a orientação da Associação Comercial de Parnaíba.</p><p>1924. Uma sucessão de acontecimentos marca a vida dos parnaibanos. É instalado o primeiro</p><p>cine/teatro moderno em Parnaíba, do proprietário Miguel Ferreira: o Cine Éden.</p><p>Benedicto dos Santos Lima, ilustre intelectual da cidade, nascido no Maranhão, lança o</p><p>primeiro Almanaque da Parnaíba, publicação de caráter comercial, literário e informativo</p><p>que ficou marcado como um instrumento da intelectualidade local.</p><p>Ocorre uma enchente no rio Parnaíba que alaga muitos pontos da cidade, as margens do</p><p>Igaraçu.</p><p>1928. Instalada a primeira usina de força e energia a base de lenha, em Parnaíba, pelo então</p><p>intendente José Narciso da Rocha Filho.</p><p>1929. Chega a Parnaíba o então nomeado Capitão dos Portos de Parnaíba, Carlos Penna Boto.</p><p>Fica instalado em Parnaíba até 1930, escrevendo posteriormente um livro sobre sua estadia</p><p>em Parnaíba, obra essa intitulada “Meu Exílio no Piauí”.</p><p>Assume a Intendência, Carlos Marães Picanço.</p><p>1930. Assume como primeiro prefeito de Parnaíba após a República Velha, em uma fase de</p><p>transição política e administrativa, o engenheiro Samuel Antônio dos Santos.</p><p>1931. Assume a prefeitura, o intelectual e político Ademar Gonçalves Neves. Como parte do</p><p>seu plano de governo, inicia uma sucessão de intervenções no espaço urbano, transformando</p><p>Parnaíba em um verdadeiro canteiro de obras. Pavimentou ruas, abriu artérias urbanas,</p><p>construiu calçadas e edificações e foi cognominado o ‘remodelador da cidade’.</p><p>Começa a execução dos planos de abertura do Canal São José, à altura do Bairro Tucuns,</p><p>onde na margem esquerda é dado maior vasão de água do Igaraçu ao igarapé Molha Bunda,</p><p>17</p><p>sendo este escavado até possibilitar o fluxo das águas fluviais, separando o povoado Tabuleiro</p><p>da ilha Grande de Santa Isabel e inutilizando a entrada do antigo rio, nas proximidades da</p><p>Fábrica Cortez. A ligação do Canal São José com o Rio Parnaíba passou a ser no local</p><p>denominado Cachoeira, entre o Tabuleiro e Ilha Grande.</p><p>O rio Igaraçu, antes da construção do Canal São José, bordeava o perímetro sul e oeste</p><p>da cidade de Parnaíba, passando pelas localidades Bebedouro, Panelada e Mira Rios (atual</p><p>Bairro São Vicente de Paula), Valadares, Maria Pequena e Rosápolis. A conclusão do canal</p><p>ocorre no fim da década de 1930.</p><p>No ano seguinte, em 1932 é inaugurado o Hospital Colônia do Carpina, ou Leprosário da</p><p>cidade, através das ações da Sociedade São Lázaro, com ações diretas desenvolvidas pelo</p><p>médico parnaibano Mirócles Campos Veras e outras autoridades.</p><p>1933. São removidos os trilhos do Ramal Igarassu que partiam da Guarita até as imediações</p><p>da Fábrica Cortez. Os trilhos retirados foram utilizados na construção da ferrovia entre</p><p>Piracuruca e Piripiri.</p><p>O então prefeito Ademar Neves é agraciado com a estátua da águia de bronze feita</p><p>por operários em sua homenagem. Hoje a águia está sobre o obelisco conhecido como</p><p>Monumento da Águia, no encontro das avenidas Capitão Claro e Chagas Rodrigues.</p><p>1934. São feitos registros fotográficos aéreos e fotogramétricos da cidade de Parnaíba, com</p><p>o intuito de registrar os espaços e a construção do Canal São José.</p><p>Falece na Santa Casa de Misericórdia em Parnaíba, o empreendedor português</p><p>Francisco Gonçalves Cortez, comendador proprietário da Fábrica Cortez e Cerâmica</p><p>Rosápolis.</p><p>O complexo industrial do Comendador Cortez no Igaraçu foi adquirido pelo coronel</p><p>José Narciso da Rocha Filho.</p><p>Nas eleições desse ano, assume a prefeitura o Dr. Mirócles Campos Véras.</p><p>1936. O então prefeito Dr. Mirócles Veras, promove uma reforma na Praça da Graça retirando</p><p>o antigo coreto em estilo chinês. Monsenhor Roberto Lopes modifica também alguns aspectos</p><p>da fachada da igreja de Nossa Senhora da Graça.</p><p>1937. Começa a atividade de empresas de transporte aero fluviais em Parnaíba, caso da</p><p>Panair e Sindicato Condor, instalando na região do Rosápolis um aeroporto dotado de guichê</p><p>para compra e venda de passagens, embarque e desembarque de passageiros. A atividade de</p><p>18</p><p>aviação e comercial e civil em hidro aviões, durou até 1942, quando foi desativado o</p><p>Aeroporto do Rosápolis.</p><p>Fundado o Círculo Operário de Parnaíba. Começa a mobilização para a construção da</p><p>Igreja de São Sebastião, no logradouro chamado Campos, por iniciativa do Monsenhor</p><p>Roberto Lopes.</p><p>Assume a prefeitura, o coronel Joaquim Antônio Gomes de Almeida. Nesse mesmo</p><p>ano, devido a instabilidades no pleito eleitoral, reassume a prefeitura o Dr. Mirócles Campos</p><p>Veras.</p><p>1939. Navios da Companhia de Navegação Inglesa Booth Line, companhia instalada em</p><p>Parnaíba na Av. Presidente Vargas (onde hoje está o Armazém Parnaíba), são bombardeados</p><p>por submarinos alemães na costa do Nordeste. Era o início da Segunda Guerra Mundial.</p><p>1940. Dentre as construções nessa data figuram o prédio do Ginásio São Luís Gonzaga e a</p><p>Igreja de São Sebastião. Fundado o Aeroclube de Parnaíba.</p><p>1944. Parnaíba celebra</p><p>o seu primeiro centenário como cidade. Grandes festas são</p><p>preparadas, torneios esportivos, desfiles cívicos, bailes sociais e outras comemorações. Tudo</p><p>isso foi registrado no Livro do Centenário de Parnaíba, organizado por Benedicto Jonas</p><p>Correia e Benedicto dos Santos Lima. Traz na capa uma imagem do obelisco, então recém-</p><p>inaugurado, Monumento do Centenário na Praça de Santo Antônio.</p><p>1945. Também nos anos quarenta, Parnaíba recebe a muito comemorada criação de seu</p><p>Bispado. Era um sonho antigo, realizado pelo Papa Pio XII. No ano de 1945, o Bispado é</p><p>instalado e o seu primeiro bispo foi Dom Felipe Condurú Pacheco, recebido com grande</p><p>empolgação pelos parnaibanos.</p><p>Assume a prefeitura de Parnaíba, o Dr. Cândido de Almeida Athayde.</p><p>1946. O empresário Raimundo Martins Delbão Rodrigues ssume a prefeitura.</p><p>1947. Instalada a usina de beneficiamento de carnaúba Moraes S/A, com ampliação do</p><p>complexo industrial da rua Coronel Ribeiro com rua São José. Tem início a construção da</p><p>Usina/unidade Alberto Correia das indústrias Moraes, na rua Coronel Joaquim Antônio, na</p><p>curva da Beira-Rio.</p><p>Assume a prefeitura o Sr. Acrísio de Paiva Furtado.</p><p>1948. vence as eleições e assume a prefeitura de Parnaíba, o engenheiro parnaibano Alberto</p><p>Tavares Silva.</p><p>19</p><p>1949. Instalada a segunda usina de força e luz, próximo à margem direita do rio Igaraçu, nas</p><p>proximidades do Porto Salgado e Munguba, pelo engenheiro, político e então prefeito de</p><p>Parnaíba, Alberto Tavares Silva. Essa usina, o contrário da usina de Luz e Força instalada pelo</p><p>intendente e coronel José Narciso da Rocha Filho que funcionava à base de queima de lenha</p><p>em fornalha, funcionava à base de diesel, com características de uma termoelétrica.</p><p>Parnaíba até a década de 1948, tinha um precário serviço de fornecimento de energia</p><p>elétrica que vinha de uma usina consumidora de lenha e que acabava com as nossas matas.</p><p>Nas ruas e à noite, por volta das vinte e uma horas, as pessoas eram avisadas que a usina</p><p>ia encerrar seus trabalhos naquele dia, e assim todos deveriam se recolher nas suas casas,</p><p>pois as ruas da cidade ficavam às escuras e as casas passavam a ser iluminadas com velas e</p><p>lampiões. Para resolver este problema o engenheiro parnaibano Alberto Tavares Silva</p><p>construiu a usina a diesel e trouxe, nos anos 60, até Parnaíba, a energia da Hidroelétrica de</p><p>Paulo Afonso, linha de transmissão que se tornou uma das maiores do mundo.</p><p>1950. Visita do então presidente Getúlio Vargas a Parnaíba. O presidente foi recebido e teve</p><p>como anfitrião o candidato a prefeito João Orlando, ficando hospedado em sua casa.</p><p>Foi inaugurado nesse ano o Convento de São Sebastião por padres capuchinhos.</p><p>1951. assume a prefeitura, dr. João Orlando de Moraes Correia.</p><p>1954. instalada no dia 19 de novembro deste ano o Conselho Regional do SESC em Parnaíba,</p><p>dando início suas atividades, sob a presidência do senhor Ranulpho Torres Raposo.</p><p>Nesse mesmo ano as industrias Moraes S/A comemoram cinquenta anos de existência.</p><p>Como parte das comemorações, publicam um livreto descrevendo a trajetória do</p><p>empreendimento da família Moraes Correia.</p><p>1962. Passa a funcionar a indústria Produtos Vegetais do Piauí – PVP, empresa de propriedade</p><p>do Grupo Mark Jacob, voltada para o setor de química fina, a partir de plantas de nossa</p><p>região.</p><p>1963. Assume a prefeitura de Parnaíba o engenheiro Lauro Andrade Correia. Uma das suas</p><p>primeiras realizações foi a criação dos símbolos municipais. Eles foram criados oficialmente</p><p>pelo então prefeito entre 1963 e 1966. São eles: a Bandeira da Parnaíba, o Brasão de Armas,</p><p>o Hino da Parnaíba e o Selo.</p><p>A bandeira instituída na administração do prefeito Lauro Correia, através da lei 300</p><p>de 14 de agosto de 1964, traz o desenho do artista Cristino Félix de Melo e a seguinte</p><p>simbologia: “As duas faixas brancas representam o lugar Testa Branca, que deu origem ao</p><p>20</p><p>povoado. A faixa azul representa o céu que cobria o lugar Porto das Barcas. A estrela branca</p><p>simboliza a Vila de São João de Parnaíba abençoada pela pureza da Virgem da Graça. O</p><p>retângulo ao alto, à esquerda, reprodução das armas municipais, simboliza a cidade de</p><p>Parnaíba.” Na nova logomarca, a bandeira essencialmente simples mas de grande valor</p><p>cívico, ganhou movimento e a assinatura da instituição. A partir desta data poderá ser</p><p>utilizada para representar Parnaíba nas repartições, documentos, veículos e peças</p><p>publicitárias de responsabilidade da Prefeitura de Parnaíba.</p><p>As Armas Municipais, Brasão ou Escudo, foi copiado do Brasão de Simplício Dias da</p><p>Silva encontrado, em seu túmulo, na Capela do Santíssimo Sacramento, na Catedral de Nossa</p><p>Senhora da Graça. O Brasão foi escolhido como Escudo, exatamente, porque Simplício Dias</p><p>da Silva foi um vulto que muito se destacou na história de Parnaíba, em todos os setores.</p><p>No Escudo vemos as figuras das armas nobiliárquicas dos Dias da Silva e dos Seixas.</p><p>Significado das datas e símbolo E além do nome Parnaíba constatamos três datas: 1762 -</p><p>criação da Vila de São João da Parnaíba; 1844 – elevação a categoria de cidade;1963 –</p><p>instituição do Brasão.</p><p>A bandeira parnaibana foi oficializada pelo prefeito Dr. Lauro Andrade Correia em 14 de</p><p>agosto de 1964, escolhida pela comissão de Julgamento do concurso realizado na época e</p><p>instituída pela Lei Municipal nº258, de sete de setembro de 1963, e realização a 19 de</p><p>novembro do mesmo ano. A Bandeira da Parnaíba, vitoriosa entre sete desenhos</p><p>concorrentes, de acordo com as normas do concurso, é de autoria do artista Cristino Felix</p><p>de Melo, é dele a seguinte afirmação, registrada na Lei n. º300 daquele ano:</p><p>Duas listas brancas simbolizam o lugar Testa Branca, que deu origem ao povoado”; “a</p><p>lista azul representa o céu que cobria o lugar Porto das Barcas”; “a estrela branca simboliza</p><p>a Vila de São João da Parnaíba, abençoada pela pureza da Virgem da Graça”; “O retângulo</p><p>ao alto, à esquerda, reprodução das Armas Municipais, simboliza a Cidade da Parnaíba.</p><p>1964. os preços da exportação de carnaúba no mercado internacional começam a ser</p><p>afetados em Parnaíba, devido aos sucedâneos sintéticos que passaram a ser produzidos</p><p>principalmente nos Estados Unidos, um dos principais compradores da cera de carnaúba das</p><p>indústrias Moraes S/A. Nessa época, os exportadores de cera de carnaúba na cidade de</p><p>Parnaíba, além da firma Moraes, eram: Casa Marc Jacob; James Frederick Clark S/A;</p><p>Almendra e Irmãos LTDA; Pedro Machado S/A; Onofre Martins de Souza; Lago e Cia e F. Alves</p><p>Cavalcante. Essas firmas comerciais e industrias exportavam para os Estados Unidos,</p><p>Inglaterra, África do Sul, Canadá, Bélgica Holanda, Itália, Mexico, China Austrália, Grécia,</p><p>Índia, Alemanha e Dinamarca.</p><p>21</p><p>Ainda nessa mesma época, um dos gêneros exportados eram as folhas e estratos de</p><p>Jaborandi, que eram processados pelas firmas: Casa Marc Jacob (comercialização), Pedro</p><p>Machado S/A, Onofre Martins de Souza, Produtos Vegetais do Piauí – PVP (processamento);</p><p>Industrias J. Pires; Gervásio Costa S/A e Almendra & Irmãos Ltda. O jaborandi era exportado</p><p>para Holanda, Israel, Estados Unidos, Inglaterra, Bélgica e Alemanha.</p><p>Além de produtos como a carnaúba e o jaborandi, Parnaíba dispunha de indústria e comércio</p><p>no processamento do babaçu, cujas firmas que atuavam nesse ramo eram: Moraes S/A;</p><p>Gervásio Costa S/A; Industria e Comércio Rosápolis, Casa Marc Jacob; Pedro Machado S/A;</p><p>Onofre Martins de Souza e Antônio Felix.</p><p>A essa altura, as firmas e casas comerciais que comercializavam o couro de boi em</p><p>suas diversas matrizes eram Pedro Machado S/A e Casa Marc Jacob S/A. O principal agente</p><p>comercial de algodão em pluma era a indústria J. Pires.</p><p>Nesse ano iniciam-se os trabalhos de construção da Barragem de Boa Esperança, que</p><p>ao ser concluída em 1969, teve enorme impacto positivo no fornecimento de energia para o</p><p>Baixo Parnaíba.</p><p>1969. Fundada a escola do SESI na antiga residência do Comendador Francisco</p><p>Gonçalves</p><p>Cortez, no bairro Igaraçu, a margem do Rio Parnaíba, hoje em completo estado de ruina.</p><p>1972. Começam os trabalhos de remoção do Monumento da Águia, desconstrução da</p><p>estrutura do bar e restaurante Pavilhão e do monumento em honra ao inglês James Frederick</p><p>Clark, todos instalado nas imediações do Porto Salgado, no fim da Rua Grande, Av. Getúlio</p><p>Vargas, para a construção da Ponte Simplício Dias.</p><p>Chegada do primeiro sinal de TV em Parnaíba, na administração do prefeito Carlos</p><p>Carvalho.</p><p>É inaugurada no bairro Igaraçu-Rosápolis, a indústria VEGETEX de processamento de</p><p>vegetais, sendo uma subsidiária da em presa alemã MERCK.</p><p>1974. Ocorre uma enchente nos rios Parnaíba e Igaraçu, inundando os bairros Centro, Coroa</p><p>e São José.</p><p>1975. Conclusão e inauguração da Ponte Simplicio Dias, ligando Parnaíba a Ilha Grande de</p><p>Santa Isabel. Ganha o prêmio nacional de literatura ALMAP, a obra Beira-Rio Beira Vida do</p><p>escritor parnaibano Assis Brasil.</p><p>1977. As Industrias Moraes S/A desenvolvem um projeto de processamento de celulose a</p><p>partir das folhas de carnaúba (Copernícea cerifera). A partir de então, dão início a</p><p>22</p><p>construção de um complexo industrial na região da Rosápolis -Igaraçu, com essa finalidade.</p><p>Hoje essas construções encontram-se em ruinas.</p><p>Assume a prefeitura o senhor João Batista Silva, que entre suas realizações está a</p><p>remodelação da Praça da Graça, os calçamentos das ruas do bairro São José e a construção</p><p>do Terminal Rodoviário</p><p>Instalada no centro da cidade a estátua da Mulher do Pote. A estátua da Mulher do</p><p>Pote fica localizada na Praça Constantino Correia, no Centro de Parnaíba. Diariamente,</p><p>milhares de pessoas passam pelo local e algumas delas não imaginam o significado da</p><p>escultura, que foi um presente do então Ministro do Planejamento no governo Geisel para</p><p>Parnaíba. A obra é uma homenagem às mulheres que passavam diariamente com panelas e</p><p>roupas para serem lavadas no Rio Igaraçu e foi presenteada ao ministro João Paulo dos Reis</p><p>Velloso por artesãos de Nova Jerusalém, Pernambuco. A estátua foi esculpida em granito</p><p>originalmente em 1974 e instalada em Parnaíba em 1977. O jornalista Breno Reis afirmou</p><p>que a estátua é um símbolo que representa o passado dos moradores da cidade.</p><p>1978. Começa a construção do Terminal Rodoviário de Parnaíba, com a equipe sob tutela e</p><p>investimentos da prefeitura, do engenheiro parnaibano Paulo Narciso, autor do projeto e a</p><p>empresa Jole do Ceará. A rodoviária viria ser inaugurada em 1982 com o nome de Terminal</p><p>Rodoviário Septimus Clark. O projeto original desenhado pelo arquiteto Paulo Narciso foi</p><p>apreciado e avaliado pelo famoso arquiteto Oscar Niemayer.</p><p>Fundado o Jornal Inovação em 15 de janeiro por Reginaldo Ferreira da Costa,</p><p>Francisco José Ribeiro e outros articulistas e escritores.</p><p>1979. Na administração do então prefeito Batista Silva, começa uma reforma da Praça da</p><p>Graça, no que foi demolida a antiga praça, levando boa parte da população a reclamar dessa</p><p>violação. Houve manifestações populares e queima dos tapumes que circundavam a obra. A</p><p>nova praça foi inaugurada em 1980.</p><p>Demolida a antiga Casa da Pólvora a margem direita do antigo Rio Igaraçu, no bairro</p><p>Bebedouro Oeste, nas proximidades do antigo Arsenal (Escola de Aprendizes de Marinheiro),</p><p>hoje Complexo e Delegacia do Menor.</p><p>1982. Surge a banda de rock Raio de Sol, evoluindo para um estilo tendendo para o heavy</p><p>metal, passando a se chamar Inferno no Céu, pelos artistas plásticos e músicos, Janio,</p><p>Genésio e Quinzinho, tendo a participação dos artistas e músicos Felício e Heráclito.</p><p>https://g1.globo.com/pi/piaui/cidade/parnaiba/</p><p>23</p><p>1983. fundada a Academia Parnaibana de Letras – APAL, pelos intelectuais Alcenor Candeira</p><p>Filho, Maria da Penha Fonte e Silva, José Pinheiro de Carvalho (O Moço do Piauí), José de</p><p>Anchieta Mendes, Fontes Ibiapina e Raimundo Fonseca Mendes</p><p>1985/1986. Construção do dique de contenção das águas das cheias do Igaraçu, pelo então</p><p>prefeito João Silva Filho.</p><p>1987/1988. Execução do projeto Barca do Sal, de autoria do governador do Piauí, o</p><p>parnaibano Alberto Tavares Silva, com a equipe de construção e engenharia de embarcações</p><p>do Estaleiro Igaraçu, sob tutela dos engenheiros Roberto Silva e Vidal Negreiros de Paiva.</p><p>1989. criado o projeto Tabuleiros Litorâneos, embora só viesse a ser executado no final dos</p><p>anos 90.</p><p>1990. construção e inauguração do espaço Concha Acústica, denominado Ary Castelo Branco</p><p>Uchoa, pelo então prefeito Francisco de Assis Moraes Sousa (Mão Santa). Surge as bandas de</p><p>rock genuinamente parnaibanas Artéria e Rabiscos Urbanas, esta ultima liderada pelo cantor</p><p>Teófilo Lima.</p><p>1991. inaugurado o Hospital Dirceu Arcoverde no bairro Rodoviário. Em 1988 foi iniciada a</p><p>construção do Hospital, mas no ano de 1989, houve duas paralisações na obra por falta de</p><p>recursos financeiros. Só em 22 de maio de 1991 o prédio foi inaugurado. Atualmente é</p><p>denominado Hospital Estadual Dirceu Arcoverde – HEDA.</p><p>24</p><p>BANCO DE QUESTÕES</p><p>PROFESSOR: MAURO SOUSA</p><p>DISCIPLINA: CONHECIMENTOS LOCAIS E REGIONAI</p><p>1. A primeira vila as margens do Igaraçu que deu origem a cidade de Parnaíba, foi fundada por</p><p>João Gomes do Rego Barros por ordem do coronel Pedro Barbosa Leal, qual era o nome</p><p>dessa vila?</p><p>a) Vila de Nossa Senhora do Carmo</p><p>b) Vila de Nossa Senhora do Monte Serrathe da Parnaíba</p><p>c) Vila de São João da Parnaíba</p><p>d) Vila de Oeiras</p><p>2. Pedro Barbosa Leal, coronel proprietário das terras de Ilha Grande e margem direita do</p><p>Igaraçu, concedeu permissão a um encarregado, também preposto, para a administração de</p><p>suas terras no litoral do Piauí, o nome desse encarregado era:</p><p>a) Antônio da Cunha de Souto Maior</p><p>b) Manoel Peres Ribeiro</p><p>c) João Gomes do Rego Barros</p><p>d) Bernardo de Carvalho Aguiar</p><p>3. Em 1713, ocorreu um incidente na recém fundada Villa de Nossa Senhora do Monte Serrathe</p><p>da Parnahiba, no qual envolveu um ataque por índios chefiados pelo líder guerreiro Mandu</p><p>Ladino, associado a outros grupos indígenas incluindo os Tremembé. Qual o desfecho fatal</p><p>desse evento?</p><p>a) Culminou com a morte de muitos moradores da vila</p><p>b) Culminou com o assassinato de mandu ladino por Manuel Peres ribeiro, que perseguiu o líder</p><p>nativo até a foz do rio Parnaíba, o alvejou com um tiro na fronte, sendo que o líder alvejado,</p><p>tentou nadar para o lado do maranhão, mas morreu afogado</p><p>c) Ocorreu uma traição dos índios que vieram combater os tapuias invasores, quando os</p><p>subgrupos aliados de Souto Maior o traíram e o assassinaram</p><p>d) A imagem de Nossa Senhora de Senhora teve de ser trasladada as pressas para a Vila de</p><p>Piracuruca parra não ser destruída pelos índios rebelados</p><p>4. Na fase inicial da Vila de Nossa Senhora de Monte Serrathe do Parnaíba, João Gomes do</p><p>Rego desenvolveu formas de economia e sobrevivência. Assinale a alternativa correta:</p><p>a) Desenvolveu a agricultura de arroz, fumo e milho</p><p>b) Desenvolveu o extrativismo com base na maniçoba, arroz e algodão</p><p>c) Desenvolveu a pecuária, plantações de milho e arroz</p><p>d) Desenvolveu a pecuária, posteriormente os currais, salinas para salgar a carne do gado e a</p><p>agricultura de subsistência para consumo</p><p>5. Após Pedro Barbosa Leal adquirir as terras na região da Parnaíba e João Gomes fundar a</p><p>Villa de N; S. do Monte Serrathe a margem direita do Igaraçu, que rico fazendeiro vindo</p><p>do maranhão se estabeleceu na vila da Parnaíba na primeira metade do século XVIII?</p><p>a) Domingos Dias da Silva</p><p>b) Simplicio Dias da Silva</p><p>c) João Paulo Diniz</p><p>d) Bernardo de Carvalho Aguiar</p><p>6. Em 1758 foi oficializada e instalada a Capitania de São José do Piauí, atendendo a um</p><p>plano de reordenamento por ordens do Marques de Pombal, conselheiro do rei de</p><p>Portugal, D. José. no ano seguinte, assumiu como governador da capitania, executando a</p><p>fundação de cinco novas vilas, o Sr.</p><p>a) Padre José de Freitas que entre suas realizações funda a</p><p>Vila de Piripiri a partir de fazenda</p><p>Botica</p><p>25</p><p>b) Bernardo de Carvalho Aguiar que funda a Vila de Santo Antônio do Surubim, hoje Campo Maior</p><p>c) João Pereira Caldas, que funda as vilas de Parnaguá, Jerumenha Valença, Campo Maior e São</p><p>João da Parnaíba</p><p>d) Francisco Lopes que funda lima vila as margens do riacho Buriti</p><p>7. Segundo a historiografia local, há indícios de que o fazendeiro Domingos Dias da Silva tenha</p><p>se deslocado do Rio Grande do sul para a Vila de São João da Parnaíba a convite de:</p><p>a) João Gomes do Rego</p><p>b) João Paulo Diniz</p><p>c) João, Pereira Caldas</p><p>d) Manoel Peres Ribeiro</p><p>8. Assinale a alternativa sobre a economia da Parnaíba Colonial</p><p>I estava baseada no extrativismo incipiente de algodão, fumo, cará e mandioca</p><p>II a pecuária era o motor da economia local</p><p>III a exportação de materiais metálicos já existia</p><p>IV o principal produto exportado eram os couros ou courama para Portugal</p><p>V o charque (carne seca salgada) era exportado apenas para a Guiana Francesa, pois em sua</p><p>maioria ocorria a exportação por navegação de cabotagem (costeira) a outras capitanias</p><p>Somente I e II estão corretas</p><p>a) I, II, IV e V</p><p>b) I, III e IV</p><p>c) I, IV e V</p><p>d) II, III e V</p><p>9. Segundo a historiografia local, três foram os benfeitores na construção e embelezamento</p><p>da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Graça, sendo eles:</p><p>a) Pedro Barbosa Leal, João Gomes do Rego e Bernardo de Carvalho Aguiar que a construíram</p><p>com a permissão do Bispado do Maranhão em 1711</p><p>b) Domingos Dias da Silva, João Paulo Diniz que começaram a construção a partir de 1776, sendo</p><p>concluída pelo filho de Domingos, Simplicio Dias da Silva em 1795</p><p>c) Coronel Luís Carlos de Abreu Bacellar e João o Paulo Diniz, junto aos moradores da Vila</p><p>d) João Candido de Deus, Simplicio Dias e Leonardo de Carvalho Castelo Branco.</p><p>10. Assinale a alternativa que indica os três comerciantes proprietários de casas comerciais</p><p>consideradas pioneiras em Parnaíba:</p><p>a) Paul Parnaíba, João do Senna e Simplicio Dias</p><p>b) Paul R. Singlehurst, Franklin Veras e Marc Jacob</p><p>c) Marc Jacob, Poncion Rodrigues e Ribeiro, Moraes e Santos</p><p>d) Madeira & Veiga, Poncion Rodrigues e Thomaz Antônio da Costa</p><p>11. Quando foi implantado e oficializado o Correio Marítimo Portugal-Brasil em Parnaíba,</p><p>quem ficou responsável para essa instituição na Vila?</p><p>a) Foi implantado em 1792 e que ficou responsável foi Domingos Dias da Silva</p><p>b) Foi implantado em 1717 e ficou encarregado João José de Sales</p><p>c) Foi implantado em 1798 e ficou encarregado o Sr. Antônio Alves de Ferreira Veras</p><p>d) Foi implantado em 1835 e ficou responsável Simplicio Dias da Silva</p><p>12. A criação da alfandega na Villa de São João da Parnahiba era um sonho alimentado desde</p><p>solicitações do fazendeiro e comerciante Domingos Dias da Silva, desde 1781. Em 1801, já</p><p>no século XIX, Simplicio Dias da Silva requereu a criação de uma alfandega a autoridade</p><p>26</p><p>regia, o que só foi atendido mais tarde. Assinale a alternativa correta sobre o que de fato</p><p>aconteceu:</p><p>a) A solicitação de Simplício Dias foi atendida ainda em 1801, no entanto a alfândega somente</p><p>passou a funcionar em 1817</p><p>b) A solicitação somente foi atendida em 1817, ano de sua construção, no entanto somente</p><p>passou a funcionar em 1834/35</p><p>c) Foi atendida em 1805 e passou a funcionar em 1834</p><p>d) Foi atendida ainda quando do pedido de Domingos Dias da Silva, passando a funcionar em</p><p>1805</p><p>13. Após o grito de adesão da Villa de São João da Parnahiba ao movimento de independência</p><p>nacional, devido a pressões e necessidade estratégica, Simplício Dias da Silva e seus</p><p>compatriotas, saíram em retirada da vila ainda em 1822, dirigindo-se ao Ceará com a</p><p>finalidade de arregimentar tropas que pudessem ajuda-los a combater o batalhão do Major</p><p>Fidié que partia em direção a Parnahiba com o objetivo de sufocar o movimento dos</p><p>independentes, marque a alternativa que indica o primeiro local para o qual se dirigiu</p><p>Simplicio Dias e seus compatriotas</p><p>a) Para uma fazenda no Bebedouro, onde havia uma lagoa com boa margem para acampamento</p><p>b) Para uma chácara de sua propriedade em Ilha Grande de Santa Isabel</p><p>c) Para o Maranhão, a procura de dissidentes pró-independência</p><p>d) Para uma fazenda de sua propriedade em Camurupim, atual localidade de Luís Correia</p><p>14. Qual o nome do famoso brigue (navio) de guerra que aportou no Porto das Barcas com a</p><p>finalidade de dar coberturas as tropas de Fidié quando subjugaram a vila de São João da</p><p>Parnahiba?</p><p>a) Infante Dom Henrique</p><p>b) Infante Dom Miguel</p><p>c) Infante Dom Gonçalo</p><p>d) Infante Dom Juarez</p><p>15. Um dos hospitais mais antigos, senão o mais antigo do Piauí é a Santa Casa de Misericórdia</p><p>situada a Praça Antônio do Monte. Assinale o ano de criação dessa instituição de saúde</p><p>a) 1890</p><p>b) 1812</p><p>c) 1896</p><p>d) 1877</p><p>16. Sobre a educação em Parnaíba, existiram duas escolas de Primeiras Letras que passaram a</p><p>funcionar ainda no século XIX como educandários particulares, pertencentes a duas</p><p>senhoras professoras, citadas no livro “Memórias” pelo escritor imortal Humberto de</p><p>Campos, quando residiu ainda criança em Parnaíba, eram elas:</p><p>a) Dona Tunica e Esmeralda</p><p>b) Sinhá Raposo e Marocas Lima</p><p>c) Orminda Neves e Luiza Amélia</p><p>d) Sabrina Souza e Maria Odete</p><p>17. Humberto de Campos em seu livro “Memórias” descreve duas escolas de</p><p>educação e primeiras letras para crianças, qual alternativa indica o nome desse educandário</p><p>trecho abaixo, na referida obra:</p><p>Ficava à Rua Duque de Caxias, em uma casa pequena, de calçada alta, com uma porta e duas</p><p>janelas de frente. A sala, que abria diretamente para a rua por essa porta e por essas duas janelas,</p><p>era consagrada à escola. Em frente à porta, encostada à parede, em uma fila única, as doze ou</p><p>quatorze cadeiras dos meninos. Do lado oposto, em filas sucessivas, as meninas.</p><p>27</p><p>a) Escola José Narciso</p><p>b) Escola de Dona Marocas Lima</p><p>c) Gurilândia</p><p>d) Pequeno Aprendiz</p><p>18. O poeta Humberto de Campos era de origem maranhense, mas tinha parentesco</p><p>com um cidadão conhecido e pioneiro do comércio em Parnaíba, de quem o poeta e cronista</p><p>era sobrinho. O comerciante era:</p><p>a) Delbão Rodrigues</p><p>b) Jozias de Moraes Correia</p><p>c) Marc Jacob</p><p>d) Franklin Veras</p><p>19. O Cajueiro de Humberto de Campos é um símbolo da união do poeta com a</p><p>natureza, pois segundo a narrativa de Humberto de Campos, foi plantado por ele, em 1896,</p><p>no quintal da sua casa, no atual centro de Parnaíba. Posteriormente foi construído uma mureta</p><p>e um monumento instalado na administração de qual prefeito de Parnaíba?</p><p>a) Em 1917 por Nestor Véras</p><p>b) Em 1912 por Constantino Correia</p><p>c) Em 1936, por Dr. Mirócles Campos Veras</p><p>d) Em 1954 por José Alexandre</p><p>20. Sobre o espaço público de shows existente no Bairro Nova Parnaíba, denominado</p><p>Concha Acústica, o nome desse espaço homenageia a:</p><p>a) José Hamilton Castelo Branco</p><p>b) Ary Castelo Branco Uchoa</p><p>c) Paulo Eudes Carneiro</p><p>d) Alcenor Candeira Filho</p><p>28</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ABREU, Capistrano de. Capítulos de História Colonial (1500 a 1800). Brasília:</p><p>Conselho Editorial do Senado Federal, 1998.</p><p>AGUIAR, Robério Bôto de. Projeto cadastro de fontes de abastecimento por água</p><p>subterrânea, estado do Piauí: diagnóstico do município de Parnaíba / Organização do</p><p>texto [por] Robério Bôto de Aguiar [e] José Roberto de Carvalho Gomes. Fortaleza:</p><p>CPRM - Serviço Geológico do Brasil, 2004.</p><p>ALENCASTRE, José Martins Pereira de. Memória Cronológica Histórica e Corográfica</p><p>da Província do Piauí. Teresina: Comepi, 1981.</p><p>Almanaque da Parnaíba. 1935. Edição XII. São Luiz, 1935.</p><p>ARAÚJO, José Luís Lopes. O Rastro da Carnaúba no Piauí. Revista Mosaico, v.1, n.2,</p><p>p.198-205, jul. /dez., 2008.</p><p>ARAÚJO, Pe. F. Sadoc de – Cronologia Sobralense – Vol. I – Gráfica Editora Cearense</p><p>Ltda –Fortaleza, 1974.</p><p>_____________ Raízes Portuguesas do Vale do Acaraú – Sobral (CE), 1991.</p><p>BAPTISTA, João Gabriel.</p><p>Etno-história Indígena Piauiense. 2 ed. Teresina: APl,</p><p>Fundac, 2009.</p><p>______________ Mapas Geohistóricos. Projeto Petrônio Portela. Comepi. Teresina,</p><p>1986.</p><p>BASTOS, Cláudio. Dicionário Histórico e Geográfico do Estado do Piauí. Fundação</p><p>Cultural Monsenhor Chaves, 1994.</p><p>BITENCOURT, Jurenir Machado, Apontamentos Históricos da Piracuruca. Teresina:</p><p>Comepi, 1989.</p><p>CARVALHO, Pe. Miguel de. Descrição do Sertão do Piauí. 2 ed. Teresina: APL, 2009.</p><p>CORREIA, Benedito Jonas. Livro do Centenário da Parnaíba. 1944.</p><p>COSTA, F A Pereira da. Cronologia Histórica do Estado do Piauí – Vol. I – Artenova –</p><p>1974.</p><p>DURÃO, Antônio José de Moraes. Memórias manuscritas do Ouvidor Mor da Capitania,</p><p>1772.</p><p>HOLANDA, Sérgio Buarque de. História Geral da Civilização Brasileira: a época</p><p>colonial; do descobrimento à expansão territorial. 15º edição. Rio de Janeiro:</p><p>Bertrand Brasil, 2007.</p><p>LIMA, Benedicto dos Santos. Almanaque da Parnaíba. 1933. Edição X. Fortaleza, 1932.</p><p>MELO, Pe Cláudio. A Prioridade no Norte no Povoamento do Piauí. Teresina-PI: Gráfica</p><p>Mendes, 1985.</p><p>NEVES, Abdias. A Guerra de Fidié. Teresina: Projeto Petrônio Portella, 1985.</p><p>29</p><p>NOBRE, Geraldo da Silva. As Oficinas de Carnes Secas do Ceará: uma solução local</p><p>para uma pecuária em crise. Fortaleza -Ceará: Gráfica Editorial Cearense, 1977.</p><p>NUNES, Odilon. Pesquisas para a História do Piauí: Pré-história. Primeiros contatos</p><p>com a terra. Primórdios da colonização e ausência de governo. Vol. 1. Teresina:</p><p>FUDAPI; FMC, 2007a.</p><p>NUNES, Odilon. Pesquisas para história do Piauí: a Independência do Brasil,</p><p>especialmente no Piauí. Manifestações republicanas. A ordem. Vol. 2. Teresina:</p><p>FUDAPI; FMS, 2007b.</p><p>NUNES, Odilon. Pesquisas para a História do Piauí: A Balaiada. Início da luta no</p><p>Maranhão e Piauí. Vol. 3. Teresina: FUDAPI; FMC, 2007c.</p><p>OLIVEIRA, Christina [et al.]. Parnaíba: cidade da gente; história e geografia; estudos</p><p>regionais: ensino fundamental -- Fortaleza, CE: Didáticos Editora, 2021.</p><p>PASSOS, Caio. Parnaíba - Cada Rua, Sua História. IOCE, 1982.</p><p>PAULA, Antônio Neto de. A Carreira Marítima Parnaíba-Lisboa. Teresina: UFPI, 1998.</p><p>SOUSA, Gabriel Soares de Sousa. Tratado Descritivo do Brazil em 1587. Rio de Janeiro:</p><p>Tipographia Universal de Laemmert, 1851.</p><p>TAUNAY, Afonso de E. A Guerra dos Bárbaros. Revista do Arquivo Municipal, nº XXIII.</p><p>Departamento de Cultura de São Paulo – São Paulo 1936.</p><p>VARNHAGEN, Francisco Adolfo de. História geral do Brazil, antes de sua separação e</p><p>independência de Portugal. Volume I, 2º edição. Rio de Janeiro: Em casa de E. e H.</p><p>Laemmert, 1877.</p><p>SITES</p><p>https://conhecaparnaiba.com/praca-da-graca-de-parnaiba-reformada-em-1979/</p><p>https://www.phbemnota.com/2018/08/praca-mandu-ladino-serie-parnaiba-</p><p>174.html</p><p>https://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2020/08/14/parnaiba-176-anos-estatua-da-</p><p>mulher-do-pote-e-simbolo-da-historia-da-cidade.ghtml</p><p>https://www.wikiwand.com/pt/Jos%C3%A9_Pires_de_Lima_Rebelo#google_vignette</p><p>https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-</p><p>catalogo?view=detalhes&id=449062</p><p>https://conhecaparnaiba.com/o-legado-humanitario-de-antonio-do-monte-furtado-</p><p>e-a-uniao-caixeiral/</p><p>https://www.viajenaviagem.com/destino/parnaiba/</p><p>https://conhecaparnaiba.com/praca-da-graca-de-parnaiba-reformada-em-1979/</p><p>https://www.phbemnota.com/2018/08/praca-mandu-ladino-serie-parnaiba-174.html</p><p>https://www.phbemnota.com/2018/08/praca-mandu-ladino-serie-parnaiba-174.html</p><p>https://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2020/08/14/parnaiba-176-anos-estatua-da-mulher-do-pote-e-simbolo-da-historia-da-cidade.ghtml</p><p>https://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2020/08/14/parnaiba-176-anos-estatua-da-mulher-do-pote-e-simbolo-da-historia-da-cidade.ghtml</p><p>https://www.wikiwand.com/pt/Jos%C3%A9_Pires_de_Lima_Rebelo#google_vignette</p><p>https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=449062</p><p>https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=449062</p><p>https://conhecaparnaiba.com/o-legado-humanitario-de-antonio-do-monte-furtado-e-a-uniao-caixeiral/</p><p>https://conhecaparnaiba.com/o-legado-humanitario-de-antonio-do-monte-furtado-e-a-uniao-caixeiral/</p><p>https://www.viajenaviagem.com/destino/parnaiba/</p><p>30</p>