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I_PDietoterapia

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<p>Conteudista: Prof.ª M.ª Elineides Santos Silva</p><p>Revisão Textual: Prof.ª M.ª Allyne Fiorentino de Oliveira</p><p>TEMA 1: PR IN CÍPIOS DA DIETOTER APIA, TIPOS DE DIETAS E SUAS CON SISTÊN CIAS</p><p>TEMA 2: PR ESCR IÇÃO DIETÉTICA, N UTR IÇÃO EN TER AL, PAR EN TER AL E AMB ULATOR IAL</p><p>📄 Introdução ao Tema</p><p>📄 Aplicação da Teoria na Prática</p><p>📄 Material Complementar</p><p>📄 Atividade Prática</p><p>📄 Introdução ao Tema</p><p>📄 Aplicação da Teoria na Prática</p><p>📄 Material Complementar</p><p>Dietoterapia nas Patologias Humanas</p><p>TEMA 3: DIETOTER APIA EM EN F ER MIDADES METAB ÓLICAS, EN DÓCR IN AS, CAR DÍACAS, R EN AIS E H EPÁTICAS</p><p>TEMA 4: DIETOTER APIA EM EN F ER MIDADES IMUN OLÓGICAS, B IOQUÍMICAS E MOLECULAR ES; DIETOTER APIA APLICADA</p><p>📄 Atividade Prática</p><p>📄 Introdução ao Tema</p><p>📄 Aplicação da Teoria na Prática</p><p>📄 Material Complementar</p><p>📄 Atividade Prática</p><p>📄 Introdução ao Tema</p><p>📄 Aplicação da Teoria na Prática</p><p>📄 Material Complementar</p><p>📄 Atividade Prática</p><p>A digestão dos alimentos tem como principal propósito o fornecimento de energia e</p><p>nutrientes ao organismo humano. Esses compostos são provenientes dos macros e</p><p>micronutrientes, amplamente encontrados nos alimentos. Por meio da alimentação é</p><p>possível a prevenção e o tratamento de diversas doenças e, nesse contexto, a</p><p>dietoterapia é uma prática que faz uso dos recursos alimentares como ferramenta para</p><p>prevenir e tratar patologias e condições fisiológicas específicas.</p><p>A dietoterapia é norteada por seis princípios, são eles:</p><p>Para melhor compreender como aplicar a dietoterapia na prática do profissional</p><p>nutricionista, é importante conhecer os tipos de dietas e os tipos de consistências de</p><p>dietas.</p><p>Página 1 de 16</p><p>📄 Introdução ao Tema</p><p>Individualização do cuidado;</p><p>Equilíbrio nutricional;</p><p>Atenção às restrições e necessidades específicas;</p><p>Promoção de hábitos saudáveis;</p><p>Monitoramento e avaliação;</p><p>Educação nutricional.</p><p>Ao falarmos dos tipos de dietas, podemos classificá-las considerando:</p><p>Em se tratando da consistência das dietas, temos:</p><p>O objetivo para o qual será destinada;</p><p>A cultura religiosa, geográfica ou estilo de vida;</p><p>A necessidade de reduzir e/ou controlar determinados nutrientes;</p><p>A necessidade de excluir determinado nutriente ou substância da</p><p>ingestão;</p><p>A condição fisiológica do indivíduo e seu grau de assimilação;</p><p>As vias de administração (oral, enteral ou parenteral).</p><p>Dieta líquida: inclui líquidos claros e opacos, preparações coadas</p><p>e em temperaturas amenas. Exemplos: caldos, sucos, sopas,</p><p>gelatinas, água de coco, leite etc. Geralmente é indicada no pós-</p><p>operatório de cirurgias de grande porte, especialmente as do</p><p>sistema gastrointestinal;</p><p>Dieta líquida restrita: permite apenas os líquidos claros e sem</p><p>resíduos (fibras alimentares, lactose, tecido conectivo etc.),</p><p>sendo seu uso recomendado por curto período de tempo (até 3</p><p>dias) devido à inadequação nutricional. Exemplos: água, água de</p><p>coco, chás, gelatina. Geralmente é indicada como preparo para</p><p>exames diagnósticos ou determinadas cirurgias;</p><p>Dieta pastosa: inclui alimentos cremosos, na forma de purês ou</p><p>engrossados. Exemplo: arroz papa, macarrão, polenta cremosa,</p><p>mingau, caldo de feijão, sopas-creme, leite, frutas pastosas</p><p>(banana, mamão, abacate), pudins, gelatinas, sorvetes, carne</p><p>moída ou bem desfiadas, ovos cozidos ou mexidos. Geralmente é</p><p>Na prática clínica, o(a) nutricionista ou médico avalia o estado de saúde do paciente,</p><p>suas condições clínicas, hábitos alimentares e estilo de vida para formular um plano</p><p>dietoterápico adequado. Esse plano é ajustado conforme necessário com base na</p><p>evolução do paciente e na resposta ao tratamento dietético.</p><p>indicada para proporcionar repouso digestivo, pacientes idosos,</p><p>portadores de doenças neurológicas ou disfagias;</p><p>Dieta branda ou leve: todos os alimentos deverão estar cozidos e</p><p>deverão ser de fácil digestão, com temperos leves. Exemplo:</p><p>purês, cremes, leite, iogurte, pudim, manjar, queijos moles ou</p><p>amassados, carnes desfiadas ou moídas, sorvetes, geleia, pães</p><p>macios, tubérculos bem cozidos. Geralmente é indicada para a</p><p>recuperação de cirurgias, para pacientes com comprometimento</p><p>neurológico, doenças gástricas ou gastrointestinais. Por ser uma</p><p>dieta deficiente em fibras, deve-se observar a necessidade de</p><p>incluí-las gradativamente ou fazer uso de laxantes durante</p><p>administração;</p><p>Dieta geral: dieta de consistência normal, sem restrições.</p><p>Permite-se todos os alimentos e preparações, considerando</p><p>práticas saudáveis e que possam preservar ou aumentar a</p><p>biodisponibilidade dos nutrientes.</p><p>A alteração da consistência da alimentação é uma prática importante no manejo</p><p>nutricional de pacientes no período pós-cirúrgico como fator determinante de sua</p><p>recuperação. O objetivo é garantir uma nutrição adequada enquanto se minimiza o</p><p>risco de complicações, especialmente no pós-cirúrgico do trato gastrointestinal. A</p><p>escolha da consistência adequada da alimentação durante este período é vital para</p><p>assegurar que o paciente receba os nutrientes necessários sem sobrecarregar o</p><p>sistema digestivo em recuperação.</p><p>O médico é o prescritor do tipo de dieta e o nutricionista é responsável pela prescrição</p><p>dietética. A prescrição dietética ocorre em virtude da percepção do profissional</p><p>nutricionista em fazer adaptações na prescrição médica de maneira que possa</p><p>contribuir de forma mais eficiente para a recuperação do paciente.</p><p>Na fase imediata após cirurgias de grande porte e cirurgias do trato gastrointestinal, é</p><p>comum fazer uso da dieta líquida. Caso o paciente tenha sido submetido a uma cirurgia</p><p>bariátrica ou tenha recebido nutrição parenteral ou enteral durante um longo período,</p><p>é comum iniciar a ingestão via oral com dieta líquida restrita e ir progredindo</p><p>gradativamente. Cabe lembrar que a dieta liquida oferece poucas quilocalorias e,</p><p>portanto, deve ser administrada pelo menos tempo possível ou deverá ser</p><p>complementada por suplementos específicos para cada caso, evitando ingestão</p><p>energética insuficiente e depleção do estado nutricional.</p><p>Diante de condições fisiológicas, como é o caso de idosos que podem apresentar uma</p><p>perda gradual da motilidade gastroesofágica, pode-se modificar a consistência da</p><p>Página 2 de 16</p><p>📄 Aplicação da Teoria na Prática</p><p>alimentação para favorecer a ingestão alimentar. Neste caso, alimentos com</p><p>consistência pastosa ou leve podem fazer parte da alimentação habitual.</p><p>A presença de doenças intestinais como Síndrome do Intestino Irritável (SII), doença</p><p>de Crohn e intolerâncias (glúten, lactose) geralmente resultam em desconforto</p><p>intestinal acompanhado por gases e cólicas recorrentes. Nesses casos, proporcionar</p><p>um repouso intestinal é favorável à melhora, podendo-se fazer uso da dieta branda,</p><p>por exemplo. Nesse caso, o fato de todos os alimentos da dieta branda serem cozidos</p><p>previamente ao consumo provoca o abrandamento das fibras alimentares que resulta</p><p>em movimentos peristálticos intestinais mais suaves.  Em situações das quais o</p><p>paciente não requer modificação da consistência, pode-se ofertar a ele a dieta geral, a</p><p>qual contempla os alimentos em sua consistência normal.</p><p>Tabela 1</p><p>Nome da Dieta Características</p><p>Hipo ou</p><p>hiperlipídica</p><p>Redução ou aumento de lipídios.</p><p>Hipo ou</p><p>hiperproteica</p><p>Redução ou aumento de proteína.</p><p>Reduz-se proteína em hepatopatias</p><p>graves e aumenta em casos de</p><p>desnutrição, queimaduras ou</p><p>imunocomprometidos.</p><p>Hipo ou</p><p>hiperglicídica</p><p>Redução ou aumento de carboidratos.</p><p>Hipo ou</p><p>hipercalórica</p><p>Redução ou aumento de calorias totais.</p><p>Nome da Dieta Características</p><p>Laxativa</p><p>Rica em fibras alimentares. Solta o</p><p>intestino.</p><p>Obstipante</p><p>Pobre em fibras alimentares. Prende o</p><p>intestino.</p><p>Hipoalergência</p><p>Exclui os principais alergênicos</p><p>alimentares.</p><p>Isenta de glúten Para portadores de doença celíaca.</p><p>Sem lactose</p><p>Para portadores de intolerância a</p><p>lactose.</p><p>Antifermentativa</p><p>Para portadores de alterações na</p><p>microbiota intestinal ou com distensão</p><p>abdominal por gases.</p><p>Neutropênica Pacientes imunocomprometidos.</p><p>Pobre em</p><p>vitamina K</p><p>Pacientes em</p><p>risco de hemorragia e/ou</p><p>em uso de anticoagulante.</p><p>Pobre em</p><p>potássio</p><p>Para pacientes com função renal</p><p>comprometida.</p><p>Restrição hídrica</p><p>Pobre em líquidos para tratamento de</p><p>edema, ascite, anasarca.</p><p>Além da modificação na consistência da dieta, pode-se adaptá-la a necessidades</p><p>específicas considerando a patologia apresentada. Um paciente portador de</p><p>hipertensão arterial, por exemplo, deverá receber uma dieta com baixo teor de sódio,</p><p>ou seja, uma dieta hipossódica.</p><p>Conforme estudado, a adequação da dieta em termos de consistência e nutrientes é</p><p>crucial para a saúde e recuperação dos pacientes, especialmente em contextos clínicos</p><p>como o pós-operatório ou em condições crônicas.</p><p>Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta</p><p>Unidade:</p><p>Livro</p><p>Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia</p><p>O livro de autoria de L. Kathleen Mahan, Sylvia Escott-Stump e</p><p>Janice L. Raymond é rico em informações que se referem às</p><p>condições fisiopatológicas e a indicação da terapia nutricional</p><p>sendo uma ferramenta importante para os estudos</p><p>dietoterápicos em nível ambulatorial e hospitalar.</p><p>KATHLEEN, L.; MAHAN, L. K.; RAYMOND, J. L. Krause</p><p>Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. Editora: GEN Guanabara Koogan. 14ª</p><p>ed. 2018.</p><p>Página 3 de 16</p><p>📄 Material Complementar</p><p>Vídeo</p><p>O que São Dietas Especiais?</p><p>O vídeo apresenta de maneira clara e objetiva os tipos de dietas hospitalares e suas</p><p>respectivas modificações na consistência, indicando as situações das quais poderão</p><p>ser utilizadas na terapia de nutrição por via oral. A adaptação da consistência é</p><p>extremamente importante para contribuir com a recuperação do paciente e para o</p><p>fornecimento de nutrientes que atendam às demandas nutricionais.</p><p>Leituras</p><p>Relação da Aceitação de Dietas Hospitalares e o Estado</p><p>Nutricional de Idosos Hospitalizados</p><p>Sabe-se que o avanço da idade dificulta o processo de aceitação dos alimentos,</p><p>situação que se agrava em idosos hospitalizados, fazendo com que a recusa alimentar</p><p>exponha o indivíduo a um maior tempo de internação e riscos à saúde. Diante do</p><p>O que são as dietas especiais?O que são as dietas especiais?</p><p>contexto, é importante conhecer os fatores que podem influenciar na aceitação da</p><p>dieta hospitalar por idosos.</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Manual de Dietoterapia – ICESP</p><p>As dietas hospitalares, modificadas com relação à condição fisiológica do paciente, à</p><p>consistência e a necessidade nutricional, são normalmente identificadas por siglas e</p><p>podem admitir alimentos e preparações diferentes conforme o serviço de assistência à</p><p>saúde. Esse material complementar te ajudará a compreender melhor esses requisitos</p><p>e a conhecer a estrutura de cada tipo de dieta hospitalar, bem como sua indicação</p><p>terapêutica.</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Experimento 1</p><p>Neste experimento vamos aprender alguns sinais que podem indicar a necessidade de</p><p>adaptar a consistência da dieta ao paciente, tendo em vista que a prescrição da dieta</p><p>realizada pelo médico deve ser avaliada pelo profissional nutricionista e ser adaptada</p><p>com a prescrição dietética, de responsabilidade deste profissional.</p><p>Para esse Experimento, são Necessários os Seguintes Materiais:</p><p>Nesse experimento, vou demonstrar alterações em determinadas estruturas do trato</p><p>gastrointestinal que podem exigir modificações na consistência das dietas</p><p>hospitalares.</p><p>Experimento 2</p><p>Página 4 de 16</p><p>📄 Atividade Prática</p><p>Réplicas em material plástico do sistema digestório, contendo:</p><p>boca, dentes, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino</p><p>grosso e ânus;</p><p>Caneta colorida que possa ser apagada com álcool;</p><p>Bolinhas adesivas coloridas (vermelha, preta, azul, verde, lilás).</p><p>Esse experimento requer o uso de alimentos preparados em diversas consistências,</p><p>conforme solicitados a seguir:</p><p>Lista de compras</p><p>Lista de preparações</p><p>Arroz, feijão, couve, batata, cenoura, coentro, carne bovina</p><p>(sugiro patinho), alface crespa, tomate, cebola, pêra, suco de</p><p>laranja, gelatina de limão, água de coco, chá de camomila, água,</p><p>sachê de sal (3 unidades), sachê de açúcar (3 unidades);</p><p>6 pratos brancos grandes;</p><p>6 pratos brancos pequenos;</p><p>3 copos descartáveis transparentes (200ml);</p><p>2 cumbucas transparentes com capacidade para 400 ml;</p><p>Pegadores.</p><p>Arroz cozido (300g), arroz papa (300g);</p><p>Feijão cozido (300g), feijão amassado (300g) e feijão batido</p><p>(300g);</p><p>Couve cozida (300g), purê de couve (300g);</p><p>Coentro em folha (10g);</p><p>Batata cozida (300g), purê de batata (300g);</p><p>Nesta aula haverá a montagem dos diferentes tipos de consistência de cada dieta, com</p><p>comentários a respeito da preparação dos alimentos e outras opções que poderão ser</p><p>utilizadas.</p><p>Cenoura cozida(300g), cenoura ralada(300g);</p><p>Bife bovino grelhado (150g), carne em cubo (150g), carne</p><p>desfiada(300g), carne batida (150g);</p><p>Alface em folha (40g);</p><p>Tomate cortado em rodela (100g);</p><p>Cebola cortada em rodela (40g);</p><p>Pêra inteira (2 unidades); pêra cozida cortada (2 unidades);</p><p>Sopa de legumes em pedaços com carne desfiada (400 ml);</p><p>Caldo de carne com legumes coado (somente caldo) (400 ml);</p><p>Suco de laranja (200 ml);</p><p>Gelatina de limão (150g).</p><p>A terapia nutricional é um componente vital do tratamento de pacientes que não</p><p>podem obter nutrição adequada por via oral. As duas principais formas de terapia</p><p>nutricional são a enteral e a parenteral. Cada uma tem suas indicações, métodos de</p><p>administração, benefícios e potenciais complicações.</p><p>Tabela 2</p><p>Nutrição Enteral Nutrição Parental</p><p>Incapacidade de comer;</p><p>Ingestão alimentar</p><p>insuficiente;</p><p>Digestão, absorção e</p><p>metabolismo</p><p>insuficientes.</p><p>Incompetência</p><p>gastrointestinal;</p><p>Doença grave com</p><p>tolerância ou</p><p>acessibilidade enterais</p><p>ruins.</p><p>Fonte: MAHAN, 2013 p. 307</p><p>A nutrição enteral envolve a administração de nutrientes diretamente no trato</p><p>gastrointestinal (TGI) através de uma sonda ou cateter. Essa abordagem é preferida</p><p>sempre que o TGI está funcional e capaz de absorver nutrientes.</p><p>Página 5 de 16</p><p>📄 Introdução ao Tema</p><p>Indicações:</p><p>Vias de administração:</p><p>Formas de administração:</p><p>Pacientes com dificuldade ou incapacidade de ingerir alimentos</p><p>por via oral, mas com TGI funcional;</p><p>Doenças neurológicas (como AVC, paralisia cerebral);</p><p>Pós-operatório de cirurgias gastrointestinais;</p><p>Desnutrição severa;</p><p>Pacientes com câncer que apresentam dificuldades para comer</p><p>devido a obstruções ou tratamentos.</p><p>Sonda nasogástrica: inserida pelo nariz até o estômago, usada</p><p>para alimentação a curto prazo (3 a 4 semanas);</p><p>Sonda nasoenteral: inserida pelo nariz até o intestino delgado,</p><p>atravessando o estômago;</p><p>Jejunostomia: sonda inserida diretamente no intestino delgado,</p><p>usada para alimentação a longo prazo quando o estômago não é</p><p>funcional.</p><p>Bolus;</p><p>Gravitacional;</p><p>Fórmulas nutricionais:</p><p>A nutrição parenteral é a administração de nutrientes diretamente na corrente</p><p>sanguínea, sem a necessidade de passar pelo trato gastrointestinal. É usada quando o</p><p>TGI não está funcional ou não pode ser usado.</p><p>Indicações:</p><p>Vias de acesso:</p><p>Infusão intermitente;</p><p>Infusão contínua.</p><p>Fórmulas-padrão: para pacientes sem necessidades específicas;</p><p>Fórmulas especializadas: para pacientes com condições como</p><p>insuficiência renal, hepática ou problemas metabólicos.</p><p>Pacientes com obstrução intestinal;</p><p>Doença inflamatória intestinal severa (como a doença de Crohn</p><p>em crise);</p><p>Síndrome do intestino curto;</p><p>Enterocolite necrosante em neonatos;</p><p>Complicações pós-cirúrgicas que impedem o uso do TGI.</p><p>Acesso periférico;</p><p>Vias de administração:</p><p>Componentes da NPT:</p><p>A nutrição ambulatorial refere-se ao gerenciamento nutricional de pacientes fora do</p><p>ambiente hospitalar, incluindo pacientes que podem necessitar de suporte nutricional</p><p>especializado em casa ou em clínicas.</p><p>Indicações:</p><p>Acesso central;</p><p>Nutrição Parenteral Total (NPT): administração de nutrientes</p><p>através de um cateter venoso central (como cateteres de</p><p>Hickman, Broviac ou um porto implantado);</p><p>Nutrição Parenteral Periférica (NPP): administração através de</p><p>uma veia</p><p>periférica usada para nutrição a curto prazo ou</p><p>suplementa.</p><p>Macronutrientes: aminoácidos, glicose (dextrose), lipídios;</p><p>Micronutrientes: eletrólitos, vitaminas, minerais;</p><p>Fluidos: para manter a hidratação adequada.</p><p>Pacientes em recuperação pós-alta hospitalar;</p><p>Pacientes com doenças crônicas que necessitam de</p><p>monitoramento e ajuste contínuo de sua dieta;</p><p>Pacientes recebendo nutrição enteral ou parenteral em casa;</p><p>Pacientes em programas de perda de peso supervisionados.</p><p>Ao projetarmos a importância da dietoterapia na prática clínica temos diversas</p><p>situações que podem exemplificar sua utilização. Veja o caso a seguir:</p><p>1. Histórico do paciente</p><p>HSM, 75 anos, sexo masculino.</p><p>2. Histórico clínico</p><p>Diagnóstico: adenocarcinoma de intestino estágio III metastático.</p><p>Sintomas: fadiga, perda de apetite, náuseas ocasionais, dificuldade para manter a</p><p>ingestão oral adequada, estima-se ingestão via oral em torno de 30% da capacidade.</p><p>Conduta médica: cirurgia de ressecção intestinal realizada há duas semanas,</p><p>quimioterapia adjuvante em curso. Apresenta perda de peso significativa (10 Kg nos</p><p>últimos 3 meses) e desnutrição moderada.</p><p>3. Avaliação nutricional</p><p>• Peso habitual: 75 Kg</p><p>• Peso atual: 65 Kg</p><p>• Altura: 1,75 m</p><p>• IMC: 21,2 Kg/m²</p><p>Página 6 de 16</p><p>📄 Aplicação da Teoria na Prática</p><p>4. Exames laboratoriais</p><p>Marcador Resultado</p><p>Valores de</p><p>referência</p><p>Hemoglobina 10,5 g/dL 13,0 – 16,5 g/dL</p><p>Plaquetas  120.000 µL</p><p>130.000 –</p><p>140.000 µL</p><p>Albumina 3,0 mg/dL >3,5 mg/dL</p><p>Proteínas totais 5,9 g/dL 5,7 – 8,2 g/dL</p><p>5. Intervenção nutricional/dietoterapia</p><p>Objetivo da terapia nutricional: melhorar e estabilizar o estado nutricional, prevenir a</p><p>perda de massa magra, suportar a terapia oncológica, proporcionar sobrevida e</p><p>conforto durante os cuidados paliativos para o paciente.</p><p>Indicação da terapia nutricional: administração de dieta via sonda nasogástrica.</p><p>Tipo de fórmula: oligomérica hipercalórica (1,5 kcal/mL).</p><p>No caso apresentado, o paciente encontra-se em uma situação delicada de saúde</p><p>devido ao câncer do intestino já em fase paliativa. Portanto, a terapia nutricional deverá</p><p>se adequar ao contexto fisiológico e nutricional do paciente para minimizar os eventos</p><p>adversos à saúde e para proporcionar um cuidado paliativo adequado.</p><p>Pode-se inferir, por meio da avaliação dos parâmetros nutricionais e bioquímicos, que</p><p>o paciente se encontra desnutrido, tendo a dificuldade de ingestão por via oral como</p><p>um fator somatório ao quadro atual. Portanto, recomenda-se que o paciente seja</p><p>admitido na terapia de nutrição enteral, administrando a alimentação por meio de uma</p><p>fórmula cujos nutrientes estão parcialmente hidrolisados e com aporte energético</p><p>elevado, contribuindo para minimizar a velocidade da perda de peso e a piora dos</p><p>sintomas.</p><p>Podemos observar o quão é importante o conhecimento da condição fisiológica e das</p><p>necessidades nutricionais do paciente, permitindo que a intervenção faça uso de</p><p>estratégias dietoterápicas em favor do tratamento do indivíduo.</p><p>Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta</p><p>Unidade:</p><p>Livro</p><p>Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia</p><p>A escolha da via de terapia nutricional depende de diversos</p><p>fatores, incluindo a condição clínica do paciente, a</p><p>funcionalidade do trato gastrointestinal, as necessidades</p><p>nutricionais e o objetivo do tratamento. A decisão é crucial para</p><p>assegurar a nutrição adequada, prevenir complicações e</p><p>promover a recuperação ou manutenção da saúde do paciente.</p><p>MAHAN, K.; ESCOTT-STUMP, S.; RAYMOND, J. Krause:</p><p>alimentos, nutrição e dietoterapia. 13. ed. rev. Rio de Janeiro:</p><p>Mundial, 2013. 1227 p.</p><p>Página 7 de 16</p><p>📄 Material Complementar</p><p>Vídeo</p><p>Passagem de Sonda Nasogástrica</p><p>A passagem de sonda nasogástrica é de responsabilidade da equipe de enfermagem.</p><p>Mas você sabe como acontece esse procedimento? A compreensão de todo o processo</p><p>é importante aos profissionais envolvidos no cuidado ao paciente. Devido a isso,</p><p>trouxemos um vídeo para que você possa observar como é feita a passagem de sonda</p><p>nasogástrica.</p><p>Leitura</p><p>Terapia de Nutrição Enteral Domiciliar: Principais</p><p>Implicações dessa Modalidade Terapêutica</p><p>A nutrição enteral domiciliar é uma modalidade de suporte nutricional que permite que</p><p>Passagem de sonda nasogástricaPassagem de sonda nasogástrica</p><p>pacientes recebam nutrição enteral fora do ambiente hospitalar, em suas próprias</p><p>casas. Esse tipo de nutrição é indicado para pacientes que necessitam de alimentação</p><p>por sonda a longo prazo devido a diversas condições médicas, mas que estão estáveis o</p><p>suficiente para não requererem cuidados hospitalares contínuos. Para que, de fato,</p><p>possa contribuir para o tratamento, o cuidador do paciente deverá ser bem instruído</p><p>sobre os cuidados e a forma correta de administração, contribuindo com os serviços de</p><p>saúde e com a recuperação do paciente.</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Guia de Terapia Nutricional Enteral Domiciliar</p><p>A terapia nutricional enteral domiciliar (TNED) envolve a administração de nutrientes</p><p>diretamente no trato gastrointestinal do paciente em sua residência. Os cuidados na</p><p>manipulação dos alimentos e na administração da nutrição enteral, bem como</p><p>procedimentos de rotina são essenciais para garantir a segurança do paciente e</p><p>contribuir para sua melhora.  Este guia fornece uma visão abrangente para</p><p>profissionais de saúde, cuidadores e pacientes sobre a implementação e manejo eficaz</p><p>da TNED.</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Nutrição Parenteral e Interações Medicamentosas:</p><p>Uma Revisão da Literatura</p><p>Este método é essencial para pacientes que não podem utilizar seu trato</p><p>gastrointestinal de forma eficaz. No entanto, a NP apresenta desafios únicos, incluindo</p><p>a potencial interação entre os nutrientes administrados e os medicamentos que o</p><p>paciente pode estar tomando. Essas interações podem afetar a eficácia dos</p><p>tratamentos e a segurança do paciente.</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>A Personalização no Atendimento Ambulatorial de</p><p>Nutrição: um Estudo Reflexivo</p><p>A nutrição ambulatorial refere-se ao manejo e ao suporte nutricional fornecido a</p><p>pacientes que não estão internados no hospital, mas que ainda necessitam de</p><p>acompanhamento e intervenções nutricionais especializadas. Esse tipo de suporte é</p><p>essencial para a manutenção da saúde, prevenção de complicações e melhoria da</p><p>qualidade de vida dos pacientes com condições crônicas ou necessidades nutricionais</p><p>específicas.</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Experimento 1</p><p>Elaboração de dieta enteral para administração domiciliar.</p><p>Nesta prática será apresentado o passo a passo do preparo de uma dieta enteral a ser</p><p>administrada via sonda, elaborada em casa.</p><p>Materiais necessários:</p><p>Página 8 de 16</p><p>📄 Atividade Prática</p><p>Dieta em pó (pode ser qualquer uma);</p><p>Suplemento alimentar (pode ser qualquer um);</p><p>Liquidificador;</p><p>Panela com tampa;</p><p>Fogão;</p><p>Colheres (3);</p><p>Peneira com malha grossa;</p><p>Peneira com malha fina;</p><p>Alimentos:</p><p>Experimento 2</p><p>Manejo e fluidez da sonda – uso do equipo.</p><p>Jarra com capacidade de 1 litro;</p><p>Funil;</p><p>Frasco para dieta enteral (300 ou 500ml);</p><p>Carne moída (300g);</p><p>Arroz cru (100g);</p><p>Feijão cru (100g);</p><p>Cebola picada (40g);</p><p>Cenoura ralada (80g);</p><p>Leite integral (1L);</p><p>Açúcar (100g);</p><p>Óleo (100 ml);</p><p>Sal (20g);</p><p>Água (1L).</p><p>A administração de dieta enteral e o uso correto do equipo são cruciais para garantir a</p><p>nutrição adequada e a segurança do paciente. A seguir, detalhamos os passos para a</p><p>administração de dieta enteral e o uso do equipo.</p><p>Materiais necessários:</p><p>Sonda nasogástrica;</p><p>Frasco de 300 ou 500 ml para dieta enteral;</p><p>Seringa de 50 ml;</p><p>Equipo (2 unidades);</p><p>Água (500 ml);</p><p>Suporte para sonda;</p><p>Boneco em decúbito dorsal (deitado);</p><p>Esparadrapo hipoalergênico;</p><p>Luvas descartáveis;</p><p>Bomba de infusão (se disponível).</p><p>As enfermidades metabólicas são distúrbios que afetam o metabolismo, o processo</p><p>pelo qual o corpo converte alimentos e bebidas em energia.</p><p>A dietoterapia é</p><p>fundamental no manejo dessas condições, ajudando a controlar os sintomas e a</p><p>prevenir complicações. São enfermidades metabólicas frequentemente</p><p>diagnosticadas:</p><p>As enfermidades endócrinas são distúrbios que afetam o sistema endócrino,</p><p>responsável pela produção e regulação de hormônios no corpo. A dietoterapia</p><p>desempenha um papel essencial no manejo dessas condições, ajudando a controlar os</p><p>sintomas e a prevenir complicações. A seguir, são listadas as desordens endócrinas</p><p>mais frequentes:</p><p>Página 9 de 16</p><p>📄 Introdução ao Tema</p><p>Diabetes Mellitus;</p><p>Dislipidemias;</p><p>Síndrome metabólica;</p><p>Obesidade.</p><p>Patologias tireoidianas;</p><p>Síndrome de Cushing;</p><p>A dietoterapia desempenha um papel crucial no manejo e prevenção de doenças</p><p>cardíacas, ajudando a controlar fatores de risco como hipertensão, dislipidemia e</p><p>obesidade. São enfermidades cardíacas comuns na população brasileira:</p><p>No manejo das doenças renais também é necessária, auxiliando no controle de</p><p>sintomas, retardando a progressão da doença e melhorando a qualidade de vida dos</p><p>pacientes. Portanto, o conhecimento das doenças que afetam o sistema renal é</p><p>importante para um correto diagnóstico e intervenção nutricional. São patologias</p><p>prevalentes do sistema renal:</p><p>As doenças hepáticas afetam a função do fígado, que é vital para o metabolismo, na</p><p>desintoxicação, produção de proteínas e armazenamento de nutrientes. A dietoterapia</p><p>desempenha um papel crucial no manejo dessas condições, ajudando a controlar os</p><p>Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP).</p><p>Hipertensão arterial;</p><p>Insuficiência cardíaca;</p><p>Doença Arterial Coronariana (DAC).</p><p>Doença Renal Crônica (DRC);</p><p>Litíase renal;</p><p>Síndrome nefrótica;</p><p>Insuficiência Renal Aguda.</p><p>sintomas, prevenir complicações e a melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A</p><p>seguir, são apresentadas as patologias hepáticas mais frequentes:</p><p>A dietoterapia para quaisquer enfermidades deve ser individualizada, considerando as</p><p>necessidades específicas de cada paciente, suas condições clínicas e preferências</p><p>alimentares. Trabalhar em conjunto com uma equipe multidisciplinar, incluindo</p><p>nutricionistas, hepatologistas e outros profissionais de saúde, é essencial para</p><p>desenvolver e ajustar um plano nutricional adequado. A educação contínua do paciente</p><p>e o suporte são fundamentais para garantir a adesão ao plano dietético e alcançar</p><p>resultados positivos a longo prazo.</p><p>Hepatite;</p><p>Cirrose;</p><p>Esteatose hepática;</p><p>Colestase;</p><p>Hepatocarcinoma.</p><p>A Terapia Nutricional (TN) é um componente essencial do cuidado de saúde que visa</p><p>prevenir e tratar a desnutrição, promover a recuperação e melhorar a qualidade de vida</p><p>dos pacientes. Dentro da Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional (EMTN), o</p><p>nutricionista desempenha um papel central e indispensável.</p><p>O nutricionista trabalha em estreita colaboração com médicos, enfermeiros,</p><p>farmacêuticos e outros profissionais de saúde, garantindo que a terapia nutricional</p><p>esteja integrada ao plano de cuidado geral do paciente. A comunicação efetiva dentro da</p><p>EMTN é essencial para a coordenação e continuidade do cuidado.</p><p>Nesse contexto, recomendamos a leitura da notícia a seguir para ampliar a</p><p>compreensão da importância desse profissional para os cuidados em saúde,</p><p>especialmente no que se refere à alimentação.</p><p>Página 10 de 16</p><p>📄 Aplicação da Teoria na Prática</p><p>Leitura</p><p>Pacientes com Desnutrição são Alvo de Campanha no Dom João</p><p>Becker; 6 a cada 10 Pacientes tem Problemas Alimentares</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta</p><p>Unidade:</p><p>Vídeo</p><p>Coração e Rins – Qual é a Relação entre Eles?</p><p>O coração e os rins têm uma relação íntima e interdependente no funcionamento do</p><p>organismo. Essa relação é frequentemente chamada de eixo coração-rim ou</p><p>cardiorrenal. A relação entre coração e rins é bidirecional e complexa, sendo essencial</p><p>para o equilíbrio e a saúde geral do organismo. É importante que profissionais de saúde</p><p>considerem essa interação ao diagnosticar e tratar pacientes com condições</p><p>cardiovasculares e renais.</p><p>Página 11 de 16</p><p>📄 Material Complementar</p><p>Leitura</p><p>O Papel do Nutricionista na Equipe Multidisciplinar em</p><p>Terapia Nutricional</p><p>O papel do nutricionista em uma equipe multidisciplinar em terapia nutricional é</p><p>fundamental e abrange várias áreas de atuação, tais como: avaliação nutricional,</p><p>prescrição dietética, monitoramento nutricional, educação nutricional, integração</p><p>com demais profissionais da equipe, pesquisa e desenvolvimento de protocolos.</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Coração e rins - qual é a relação entre eles?Coração e rins - qual é a relação entre eles?</p><p>Hipertensão Arterial, Diabetes Mellitus e Síndrome</p><p>Metabólica: do Conceito à Terapêutica</p><p>A hipertensão arterial, os diabetes mellitus e a síndrome metabólica são condições</p><p>médicas inter-relacionadas que compartilham vários fatores de risco e consequências</p><p>para a saúde. O conhecimento sobre a abordagem terapêutica adequada em cada caso é</p><p>fundamental para o sucesso do tratamento e o nutricionista, especialidade</p><p>imprescindível nesse contexto, deverá estar atualizado e bem preparado para lidar com</p><p>as diferentes situações.</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Esteatose Hepática não Alcoólica e Aumento do Risco</p><p>de Doença Cardiovascular</p><p>A esteatose hepática não alcoólica (EHNA), também conhecida como fígado gorduroso</p><p>não alcoólico, é uma condição em que há acúmulo excessivo de gordura no fígado, não</p><p>relacionado ao consumo excessivo de álcool. Essa condição está intimamente ligada ao</p><p>aumento do risco de doença cardiovascular, principalmente devido à resistência a</p><p>insulina, dislipidemia, inflamação e estresse oxidativo.</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Experimento 1</p><p>Conhecer os sistemas humanos e suas relações é fundamental para compreender</p><p>como o corpo humano funciona de forma integrada. Nessa prática, faremos uma</p><p>abordagem  demonstrativa que possa apresentar algumas das relações existentes</p><p>entre os sistemas orgânicos humanos, ampliando a compreensão da importância de</p><p>intervir adequadamente na detecção de patologias diversas.</p><p>Materiais Necessários:</p><p>Experimento 2</p><p>Os exames bioquímicos são ferramentas fundamentais na avaliação da saúde humana,</p><p>fornecendo informações sobre o funcionamento de órgãos e sistemas do corpo por</p><p>meio da análise de substâncias presentes no sangue, urina e outros fluidos corporais.</p><p>Por meio da análise e interpretação dos resultados, o profissional nutricionista é capaz</p><p>de identificar potenciais riscos e proporcionar ao paciente o tratamento adequado</p><p>tanto em nível hospitalar quanto ambulatorial.</p><p>Página 12 de 16</p><p>📄 Atividade Prática</p><p>Boneco anatômico com partes removíveis;</p><p>Ponteiro de ensino (to�cu).</p><p>Para esse experimento, serão apresentados alguns exames bioquímicos com</p><p>determinados parâmetros alterados e haverá uma interação com o aluno para a</p><p>identificação de sinais que representem riscos para doenças metabólicas, endócrinas,</p><p>cardíacas, renais e hepáticas.</p><p>A dietoterapia desempenha um papel importante no manejo de enfermidades</p><p>imunológicas, ajudando a modular a resposta imune, reduzir os sintomas adversos e a</p><p>promover a saúde geral do paciente. As doenças imunológicas mais comuns são:</p><p>Em muitos casos, é necessário o uso de estratégias com abordagem anti-inflamatória</p><p>e suplementação nutricional para proporcionar ao paciente atenuação dos sintomas e</p><p>recuperação do estado nutricional.</p><p>Quando se fala em dietoterapia em enfermidades bioquímicas e moleculares, estamos</p><p>nos referindo a condições em que há alterações metabólicas significativas que afetam</p><p>o funcionamento normal do organismo, podendo estar relacionadas a um nível</p><p>molecular. Essas condições podem incluir distúrbios genéticos, distúrbios metabólicos</p><p>hereditários, deficiências de enzimas, problemas de metabolismo de nutrientes, entre</p><p>outros. A fenilcetonúria e os Erros Inatos de Metabolismo (EIM) são as enfermidades</p><p>mais comuns. Ambos requerem um manejo nutricional cuidadoso, tendo em vista os</p><p>riscos à vida do paciente.</p><p>Página 13 de 16</p><p>📄 Introdução ao Tema</p><p>Doenças autoimunes;</p><p>Alergias alimentares;</p><p>Doença inflamatória intestinal.</p><p>A dietoterapia tem uma considerável importância no manejo de enfermidades</p><p>oncológicas, auxiliando na nutrição adequada, na redução de sintomas e no suporte ao</p><p>tratamento. Muitas vezes há a necessidade de utilizar estratégias para minimizar os</p><p>sintomas adversos da medicação e do tratamento ao qual o indivíduo é submetido além</p><p>de contribuir para minimizar a perda de peso e os danos provenientes do tratamento,</p><p>fazendo uso de estratégias dietéticas e suplementação nutricional.</p><p>Apresentação e caso clínico – câncer de intestino.</p><p>Um caso clínico de câncer de intestino pode variar dependendo do estágio da doença,</p><p>do tipo histológico do câncer, das características individuais do paciente e de outros</p><p>fatores. Veremos, a seguir, a descrição de um caso:</p><p>Identificação do paciente:</p><p>História alimentar e de estilo de vida:</p><p>História médica pregressa:</p><p>Página 14 de 16</p><p>📄 Aplicação da Teoria na Prática</p><p>Sexo: Masculino;</p><p>Idade: 60 anos.</p><p>Sedentário, tabagista, realiza de 3 a 4 refeições ao dia;</p><p>Consome álcool com frequência;</p><p>Ingestão de água: média de 1,8L/dia.</p><p>História atual:</p><p>Exame físico:</p><p>Exames complementares:</p><p>Hipertensão arterial controlada com medicação;</p><p>Não há história prévia de câncer ou doenças gastrointestinais</p><p>significativas.</p><p>O paciente se apresenta com queixas de dor abdominal crônica,</p><p>alteração do hábito intestinal (constipação seguida de episódios</p><p>de diarreia), perda de peso não intencional de aproximadamente 5</p><p>kg nos últimos três meses;</p><p>Relata sangue nas fezes ocasionalmente.</p><p>Estado geral: o paciente parece desnutrido e</p><p>apresenta sinais de fraqueza;</p><p>Abdome: palpação revela uma massa abdominal palpável no</p><p>quadrante inferior direito, com sensibilidade à palpação.</p><p>Colonoscopia: mostra um tumor no cólon sigmoide, obstruindo</p><p>parcialmente a luz do intestino.</p><p>• Biópsia: confirmou adenocarcinoma bem diferenciado do cólon</p><p>sigmoide.</p><p>Tomografia Computadorizada (TC) de abdome e pelve:</p><p>• Demonstrou espessamento da parede intestinal no cólon</p><p>Diagnóstico:</p><p>Plano de Tratamento:</p><p>sigmoide;</p><p>• Não foram observadas metástases distantes.</p><p>Marcadores tumorais: elevação leve do CEA (antígeno</p><p>carcinoembrionário).</p><p>Câncer de intestino (cólon sigmoide):</p><p>• Estágio IIIB;</p><p>• Ausência de metástases distantes.</p><p>Cirurgia: Ressecção do segmento afetado do cólon</p><p>(hemicolectomia esquerda), com anastomose primária;</p><p>• Objetivo: Remoção do tumor primário e dos linfonodos</p><p>regionais;</p><p>Quimioterapia adjuvante:</p><p>• Protocolo baseado em 5-fluorouracil (5-FU) e oxaliplatina,</p><p>iniciado após a recuperação pós-operatória;</p><p>• Duração e ciclo dependem da resposta e</p><p>tolerância do paciente.</p><p>Acompanhamento:</p><p>• Avaliação clínica regular e monitoramento de marcadores</p><p>tumorais;</p><p>• Colonoscopia de acompanhamento após a conclusão da terapia</p><p>adjuvante.</p><p>Objetivos e intervenções nutricionais:</p><p>Manutenção do estado nutricional: prevenir a desnutrição é</p><p>essencial, especialmente porque o câncer de intestino pode afetar</p><p>a ingestão alimentar devido a sintomas como náuseas, vômitos,</p><p>perda de apetite e mudanças no paladar. Deve-se incentivar uma</p><p>dieta balanceada que forneça calorias suficientes, proteínas,</p><p>vitaminas e minerais necessários para suportar as necessidades</p><p>metabólicas do corpo e manter a massa muscular;</p><p>Redução de sintomas e efeitos colaterais: alimentos e estratégias</p><p>dietéticas podem ajudar a mitigar sintomas gastrointestinais,</p><p>como diarreia, constipação, gases e distensão abdominal, que</p><p>podem ser causados pelo câncer ou pelos tratamentos;</p><p>Suporte ao tratamento: a dieta pode ser ajustada para ajudar a</p><p>melhorar a resposta ao tratamento, reduzir complicações, como</p><p>infecções pós-operatórias, e promover a cicatrização e</p><p>recuperação;</p><p>Antes da cirurgia: consumo moderado de fibras solúveis para</p><p>ajudar no controle intestinal;</p><p>Após cirurgia: após a remoção do tumor, a dieta pode ser</p><p>modificada temporariamente para facilitar a cicatrização e</p><p>minimizar o desconforto;</p><p>Durante a quimioterapia: a dieta pode precisar ser adaptada,</p><p>dependendo dos efeitos colaterais específicos da quimioterapia,</p><p>como náuseas e alterações no paladar. Evitar fibras insolúveis e</p><p>alimentos que possam ser difíceis de digerir, como nozes e</p><p>sementes, até a cicatrização intestinal completa;</p><p>Suplementação nutricional: em casos de dificuldade severa para</p><p>comer ou absorver nutrientes, suplementos nutricionais podem</p><p>ser prescritos para garantir a ingestão adequada de calorias,</p><p>proteínas, vitaminas e minerais;</p><p>O suporte nutricional não apenas melhora a qualidade de vida do paciente com câncer</p><p>de intestino, mas também pode influenciar positivamente os resultados do</p><p>tratamento. Um plano dietético individualizado e bem gerenciado pode ajudar os</p><p>pacientes a enfrentar os desafios físicos e emocionais associados ao câncer,</p><p>promovendo uma melhor resposta ao tratamento e uma recuperação mais rápida e</p><p>eficaz.</p><p>Monitoramento regular: acompanhamento com um nutricionista</p><p>especializado pode ajudar a ajustar a dieta conforme necessário e</p><p>garantir que as necessidades nutricionais sejam atendidas ao</p><p>longo do tratamento.</p><p>Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta</p><p>Unidade:</p><p>Filme</p><p>Depois do Universo</p><p>O filme retrata a história de uma mulher portadora de lúpus, uma doença autoimune de</p><p>origem genética que afeta em torno de 0,1% da população mundial. O lúpus não tem</p><p>cura, mas tem tratamento eficaz, se detectado em fase inicial.</p><p>Página 15 de 16</p><p>📄 Material Complementar</p><p>Podcast</p><p>Doença celíaca Drauziocast</p><p>A doença celíaca é um distúrbio autoimune que afeta o intestino</p><p>delgado de pessoas geneticamente predispostas. É desencadeada</p><p>pela ingestão de glúten, uma proteína encontrada no trigo,</p><p>cevada, centeio e, se contaminada, na aveia também. A doença</p><p>celíaca responde com reação autoimune que resulta em danos na</p><p>mucosa intestinal. Saber as características dessa condição</p><p>crônica permite o tratamento nutricional assertivo.</p><p>Depois do Universo | Trailer O�cial | Net�ix BrasilDepois do Universo | Trailer O�cial | Net�ix Brasil</p><p>Leitura</p><p>Tipos de Câncer</p><p>Neste link você poderá acessar informações importantes sobre cada tipo de câncer.</p><p>Dentre essas informações podemos citar: os fatores que contribuem para o</p><p>surgimento e agravamento do quadro, medidas de prevenção, sinais e sintomas,</p><p>diagnóstico, tratamento e informações complementares.</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Estimativa de Incidência de Câncer no Brasil, 2023</p><p>A incidência de câncer no Brasil é uma preocupação significativa de saúde pública,</p><p>sendo fundamental dados atualizados para compreender a situação e orientar políticas</p><p>de saúde. Esses dados refletem uma realidade complexa e dinâmica, exigindo esforços</p><p>contínuos e coordenados para melhorar a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da</p><p>doença em todo o país.</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>DrauzioCast #67 | Doença celíaca</p><p>�����</p><p>Aug 14 · DrauzioCast</p><p>Experimento 1</p><p>Apresentação de ingredientes sem glúten e indicação de uso para receitas isentas de</p><p>glúten.</p><p>Materiais:</p><p>Experimento 2</p><p>Leitura do rótulo nutricional como estratégia para o cuidado.</p><p>A leitura do rótulo nutricional é uma estratégia importante para o cuidado com a saúde,</p><p>pois fornece informações detalhadas sobre os nutrientes e ingredientes presentes nos</p><p>alimentos e representa uma estratégia eficaz aos portadores de doenças imunológicas,</p><p>Página 16 de 16</p><p>📄 Atividade Prática</p><p>Farinha de arroz, aveia, polvilho, flocos de milho, fubá, farinha de</p><p>castanha; fécula de mandioca, fécula de batata, amido de milho</p><p>(maisena);</p><p>Arroz, macarrão sem glúten, macarrão de arroz, milho, batata,</p><p>mandioca, quinoa.</p><p>bioquímicas e moleculares, além de proporcionar escolhas mais adequadas para</p><p>contribuir com o suporte nutricional ao paciente oncológico.</p><p>Disponibilizar</p><p>Embalagens com o Rótulo</p><p>Completo dos Seguintes Alimentos:</p><p>Leite integral de vaca;</p><p>Leite vegetal de amêndoas;</p><p>Atum enlatado;</p><p>Aveia em flocos;</p><p>Trigo;</p><p>Linguiça;</p><p>Salame;</p><p>Pão sem glúten;</p><p>Cereal matinal com açúcar;</p><p>Barrinha de cereal;</p><p>Geleia de frutas diet.</p>

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