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demecia associada ao HIV

Resumo sobre comprometimento neurocognitivo e demência associada ao HIV: aborda persistência do vírus no SNC por penetração insuficiente da TARV, princípios do tratamento (TARV com melhor penetração no SNC, evitar efavirenz), sintomas, medidas complementares e prognóstico.

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<p>O comprometimento neurocognitivo é uma consequência comum e incapacitante do vírus da imunodeficiência humana (HIV).   Devido à penetração insuficiente dos medicamentos antirretrovirais através da barreira hematoencefálica (BHE), o HIV pode persistir no sistema nervoso central (SNC), apesar da supressão viral periférica eficaz. A base do tratamento para esses pacientes é a terapia antirretroviral (TARV). Os princípios gerais de tratamento incluem o uso de TARV para tratar ou prevenir a demência associada ao VIH (HAD), mesmo nas formas mais ligeiras, onde há evidências de que o comprometimento cognitivo pode ser resolvido. Além disso, certos regimes antirretrovirais que penetram de forma mais eficiente no sistema nervoso central são considerados mais benéficos no HAD, enquanto medicamentos como o efavirenz podem ser evitados devido aos seus efeitos colaterais neuropsiquiátricos. Além da terapia antirretroviral, também são importantes medidas complementares como controle farmacológico dos sintomas neuropsiquiátricos, promoção da saúde cardiovascular e fisioterapia. Vale destacar os principais sintomas associados à demência associada ao HIV (HAD). Os sintomas mais comuns incluem perda de memória, dificuldade de concentração, alterações na fala e redução da capacidade de realizar tarefas diárias. Os pacientes também podem apresentar alterações de humor, incluindo irritabilidade, ansiedade e depressão. À medida que o quadro progride, podem ocorrer problemas de coordenação motora e alterações comportamentais, como irritabilidade e apatia. A identificação e o tratamento precoces destes sintomas são fundamentais para melhorar a qualidade de vida e os resultados das pessoas com demência relacionada com o VIH. O prognóstico destes pacientes pode ser determinado pela progressão de manifestações neurocognitivas leves para demência relacionada ao HIV. Além disso, pacientes com comprometimento neurocognitivo assintomático têm maior probabilidade de apresentar comprometimento funcional. O HAD estava associado a maior mortalidade precoce em pacientes HIV positivos, independentemente de fatores como idade, sexo, raça, educação, contagem de linfócitos CD4, carga viral e status de medicação antirretroviral. Isto sugere que outros factores potenciais não explicam completamente o risco aumentado de morte em pacientes com distúrbios neurocognitivos.</p><p>NASCIMENTO, Geovana Braz et al. A correlação entre o vírus da imunodeficiência humana e demência na terceira idade. Brazilian</p><p>Journal of Health Review, v. 4, n. 1,  2021.</p><p>SILVA, R. R et al. Transtornos neurocognitivos e demência relacionados ao HIV em pessoas que fazem uso de antirretroviral: uma</p><p>revisão integrativa. Research, Society and Development, v. 11, n. 2, 2022.</p>

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