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<p>Aula 5: Exigências Nutricionais dos Insetos</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>-Qualitativo -> é definido pelo o que é essencial para ele</p><p>-Quantitativa -></p><p>· Estudo de nutrição</p><p>-Os insetos precisam de açúcares, aminoácidos, ácido graxos, ...</p><p>-Todos esses estudos começaram com dieta artificial, para saber o que é essencial ou não.</p><p>-Compostos não-nutricionais, que afeta o Desenvolvimento dos insetos, como voláteis que atraem ou replete os insetos</p><p>-Dietética: o que o inseto consome e consegue aproveitar (consumo e utilização)</p><p>2. EXIGÊNCIAS NUTRICIONAIS QUALITATIVAS</p><p>· Nutrientes</p><p>- Essenciais :não pode faltar, não consegue fechar o ciclo, é letal para o inseto) Aminoácidos, vitaminas e sais minerais</p><p>- Não-essenciais</p><p>· Aleloquímicos: composto voláteis que afeta o comportamento, eles não função de interferir no desenvolvimento, mas pode atrapalhar em outros aspcetos como reprodução -> sem função de nutrição</p><p>· Princípios gerais da nutrição (Singh, 1977)</p><p>Regra da identidade: As exigências nutricionais qualitativas dos insetos são semelhantes</p><p>Princípio da proporcionalidade nutricional: Proporções adequadas de nutrientes são exigidas.</p><p>Ex: predadores mais proteína do que carboidrato</p><p>Princípio da suplementação cooperativa: À microrganismos simbiontes</p><p>tem insetos que não consegue consumir celulose, a simbiose suplementa, os microrganismos conseguem quebrar a celulose em partes menores e o inseto consegue ingerir.</p><p>2.3 Exigências nutricionais específicas</p><p>São determinadas utilizando-se dietas artificiais, impossível controlar a composição química das plantas. -> Mastigador tem maior precisão</p><p>As pesquisas com dietas artificiais são mais fáceis e mais baratas</p><p>· Aminoácido - Fonte de N para os insetos</p><p>presente na seiva -> sugadores;</p><p>mastigadores -> proteína quebra e transformar em aminoácido)</p><p>fêmea e ninfas precisam muito de aminoácido</p><p>- Produção de proteína e enzimas</p><p>Sem enzima não conseguem fazer digestão</p><p>- Insetos em desenvolvimento exigem de altas concentrações de aminoácido</p><p>- Adultos precisam para produção de ovos</p><p>- Sugadores alimentam-se aminoácido livre na seiva (não precisam de proteases)</p><p>- Insetos tem 10 aa essenciais</p><p>- O endosimbiote ajuda no momento de nutrição</p><p>· Vitaminas (não consegue sintetizar, precisar obter a partir da alimentação)</p><p>- Essenciais: não são sintetizadas pelos insetos</p><p>- Vitaminas hidrossolúveis: complexo B</p><p>- Vitaminas lipossolúveis: importância discutida</p><p>- Colina: importante precursor da acetilcolina -> essencial para o sistema nervoso</p><p>- Dietas: misturas vitamínicas (Vanderzant)</p><p>Em dieta a proporção de aminoácidos tem que ser altas, mas para as vitaminas tem que ser baixas (1-0,1), diluída em água</p><p>· Sais minerais (tem muito e é difícil retirar do inseto)</p><p>- Pouco estudado: difícil isolamento nas dietas</p><p>- Insetos necessitam de altos teores de K, P e Mg e pouco Na, Cl e Ca</p><p>- Importantes no balanço iônico, ativação de enzimas e pigmentação</p><p>- Dietas: misturas de sais (sais de Wesson, mistura no 2 USP XIII etc.): excesso de sais -> não é negativo para os insetos</p><p>- Sugadores que se alimentam de seiva os teores de sais minerais são baixos</p><p>- Seiva de xilema rica em sais minerais, a de floema não é rica, por isso os sugadores se alimentam muito para tentar aproveitar os sais minerais</p><p>2.4 Carboidrato</p><p>- Principal fonte de energia para os insetos e fagoestimulante (o doce faz com o inseto se alimente)</p><p>- Conversão em gorduras para armazenamento -> fica de reserva para os adultos, então conforme ocorre reprodução e afins ele perde essa gordura</p><p>- Principal grupo: - açúcares (exigidos em grandes quantidades)</p><p>- Hexoses, pentoses, dissacarídeos, trissacarídeos e polissacarídeos.</p><p>· S. gregaria: 20 % de açúcares na dieta</p><p>· Tribolium sp.: 70 % de açúcares</p><p>- Exceção: G. mellonela: substituição por cera</p><p>O carboidrato garante um melhor desenvolve para os insetos</p><p>2.5 Esteróis não é muito presente na seiva</p><p>- Essenciais: insetos não os sintetizam</p><p>- Simbiontes podem auxiliar (p.e.: pulgões)</p><p>- Funções: promover ovogênese</p><p>- Crescimento larval – ecdisônio (hormônio, mudança de instar)</p><p>- Esclerotização da cutícula</p><p>- Reduzir infecções</p><p>- Precursores de hormônios - ecdisônio</p><p>2.6 Lipídeos sem lipídeo ocorre deformação das asas</p><p>- Lipídeos: ésteres de ácidos graxos e glicerol (gorduras)</p><p>- Não são essenciais</p><p>- Exceção: Ácidos linolênico e linoleico</p><p>Ausência: afeta a ecdise e a formação das asas.</p><p>- Funções: Armazenamento de reservas (tem em grande quantidade)</p><p>Para insetos de clima temperado que entra em diapausa é essencial os lipídeos</p><p>Diminui o metabolismo, acumula acido graxo, para diminuir o risco de congelamento</p><p>3. TIPOS DE DIETAS</p><p>3.2 Classificação quanto a formulação</p><p>- Dietas em pó ou friáveis: para baratas, grilos etc.</p><p>- Dietas semi-líquidas: para fitófagos mastigadores (como se alimenta da planta, normalmente o teor de agua é alto, por isso o uso de um gelificante como ágar e carragenina)</p><p>- Dietas líquidas: para fitófagos sugadores e endoparasitos</p><p>3.3 Classificação quanto a composição</p><p>- Dieta holídica: são conhecidas as estruturas químicas dos</p><p>constituintes antes do preparo da dieta (dietas líquidas para sugadores)</p><p>- Dieta merídica: quando não se conhece a estrutura química de pelo menos um constituinte da dieta (folhas, moídas, fermentes, extratos vegetais etc.)</p><p>- Dieta oligídica: feita de matéria orgânica crua (ração de frangos, etc.)</p>