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Análise de Questões Jurídicas

Conjunto de questões verdadeiro/falso com justificativas sobre formação e validade dos contratos, abordando acordo de vontades, boa-fé objetiva, contratos romanos, oferta e aceitação (telefone; teorias da expedição e da recepção), teoria de Pontes de Miranda e caso sobre aceitação por correspondência.

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<p>1. Analise cada uma das questões abaixo, marque se são verdadeiras ou falsas e, caso sejam falsas, justifique fundamentadamente:</p><p>1.1. Constitui requisito especial na formação dos contratos o acordo de vontades, que deve ser livre e espontâneo.</p><p>1.2. Na boa-fé objetiva, o manifestante de vontade age conforme sua perspectiva pessoal de que a sua conduta é correta.</p><p>A boa-fé objetiva é uma inovação do código civil de 2002, que obriga as partes a agirem de forma correta, repudiando o ilícito e acolhendo o lícito. Diante disso, a afirmação se prova falha, já que o grau de conhecimento e o estado de consciência não deve ser considerado, já que a boa-fé objetiva exige que a parte aja de acordo com o padrão de comportamento esperado, lembre-se, ninguém pode alegar o desconhecimento da norma como motivo para descumpri-la.</p><p>1.3 No Direito Romano primitivo, os contratos, como todos os atos jurídicos, eram não solenes e desvinculados da religião, uma vez que o sagrado só surge no direito após a idade média.</p><p>No Direito Romano primitivo, os contratos, como todos os atos jurídicos, tinham caráter rigoroso e sacramental. O simples acordo, porém, não criava a obrigação. Havia necessidade de certas formas que se exteriorizassem à vista dos interessados. A solenidade dava força às convenções.</p><p>1.4 Yasmin telefonou para Gabi e fez a ele uma oferta de compra do seu celular usado pela quantia de R$ 2.000,00 sem estipular um prazo para aceitação da oferta. Neste caso, a proposta é obrigatória e vinculará o proponente até a resposta .</p><p>A alternativa está incorreta, pois segundo o artigo 428, inciso primeiro do código civil: “Deixa de ser obrigatória a proposta: I - se, feita sem prazo a pessoa presente, não foi imediatamente aceita. Considera-se também presente a pessoa que contrata por telefone ou por meio de comunicação semelhante;”, diante disso, na situação descrita, a proposta foi feita entre pessoas presentes, pois apesar de ter sido feita em ligação, as partes tinham como se comunicar em tempo real, o que permite a aceitação ou recusa ser feita no momento em que foi proposto o negócio jurídico, a não ser que a parte proponente estipulasse um prazo para o oblato aceitar a proposta, o que não ocorreu no caso descrito, sendo assim, o proponente não fica obrigado a esperar a resposta, já que ficou subentendido a recusa do oblato pela ausência da aceitação imediata, de acordo com o artigo citado</p><p>1.5 São elementos que compõem o plano de validade dos contratos, segundo a teoria de Pontes de Miranda (Escada Ponteana), o agente capaz, o consentimento livre, a condição, termo ou encargo e a licitude do objeto.</p><p>A condição, o termo e encargo pertencem ao plano da eficácia.</p><p>1.6 Duas pessoas, ao tratarem de um objeto a ser contratado, discutem todas as cláusulas minudentemente. Esta possibilidade de discutir os termos do contrato está relacionada ao princípio do pacta sunt servanda.</p><p>Esta possibilidade de discutir os termos do contrato está relacionada ao princípio da autonomia privada.</p><p>1.7 No contrato entre ausentes, ou seja, quando as partes não podem dar uma resposta imediata em razão do meio de comunicação utilizado, o contrato se aperfeiçoa no momento em que o oblato aceita a proposta.</p><p>b) teoria da expedição: não basta a redação da resposta, sendo necessário que tenha sido expedida, isto é, saído do alcance e controle do oblato.</p><p>ex. escrevo e levo no correio</p><p>c) teoria da recepção: exige que, além de escrita e expedida, a resposta tenha sido entregue ao destinatário.</p><p>ex. escrevo, levo no correio e o correio entrega.</p><p>1.8 A oferta ao público equivale a proposta quando encerra os requisitos essenciais ao contrato e pode ser revogada pela mesma via de sua divulgação.</p><p>2 Liz, que trabalha em uma agência de marketing, e decide consultar a empresa 123mkt sobre um pacote de mídia digital. No dia 5 de maio, Liz envia correspondência à 123mkt, indagando o preço cobrado. Em 8 de maio, a 123mkt remete resposta informando o preço da campanha. Em 12 de maio, Liz envia outra correspondência, informando que teria interesse em adquirir o material e se haveria a possibilidade de desconto se fosse adquirido uma quantidade maior de material. No dia 15 de maio, a 123mkt remete resposta afirmativa quanto ao desconto, sendo essa correspondência entregue a Liz no dia 17 de maio e efetivamente lida no dia 18 de maio. Diante desta situação hipotética, em qual data se considera celebrado o contrato entre as partes?</p><p>No dia 12 de maio houve a inversão da relação em razão da contraproposta, se tornando Liz a proponente, dessa forma, o momento da aceitação poderia ser:</p><p>15 de maio: b) teoria da expedição: não basta a redação da resposta, sendo necessário que tenha sido expedida, isto é, saído do alcance e controle do oblato.</p><p>17 de maio: c) teoria da recepção: exige que, além de escrita e expedida, a resposta tenha sido entregue ao destinatário.</p>

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