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Metodologia do Basquetebol

Capítulo do livro Metodologia do Basquetebol que apresenta objetivos de aprendizagem e interpreta conceitos e técnicas dos sistemas ofensivo e defensivo; descreve fundamentos individuais (ataque/defesa, com/sem bola), progressão 1×1 a 3×3 e propõe exercícios práticos (ex.: 1×1).

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<p>METODOLOGIA DO</p><p>BASQUETEBOL</p><p>Mariluce Ferreira Romão</p><p>Sistemas ofensivo</p><p>e defensivo e sua</p><p>aplicação no jogo</p><p>Objetivos de aprendizagem</p><p>Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:</p><p>� Interpretar os conceitos básicos das técnicas dos sistemas ofensivo</p><p>e defensivo e sua evolução a partir das diversas situações de jogo.</p><p>� Reconhecer sistemas ofensivo e defensivo do basquete no contexto</p><p>didático-pedagógico.</p><p>� Definir a estrutura coletiva do jogo de basquete, incluindo os sistemas</p><p>ofensivo e defensivo aplicados às diferentes fases de treinamento.</p><p>Introdução</p><p>No basquetebol, similar a outras modalidades esportivas, ocorrem situ-</p><p>ações de jogo que requerem das equipes, tanto em momentos indivi-</p><p>duais quanto coletivamente, uma organização para o ataque e a defesa</p><p>(FERREIRA; ROSE JUNIOR, 2010).</p><p>A frequência de situações ofensivas e defensivas no jogo, bem como</p><p>as transições entre ambas, é sumariamente ponto de destaque no jogo.</p><p>A variação entre atacar e defender, considerando o planejamento para</p><p>essas ações, sinaliza o perfil colaborativo e de oposição entre os jogadores</p><p>como a essência da própria modalidade esportiva.</p><p>Para atingir os objetivos no processo de ensino-aprendizagem, um</p><p>“bom” professor, além de ter uma didática apropriada, deve prover si-</p><p>tuações que favoreçam a aprendizagem dos seus alunos, optando por</p><p>metodologias diretas (ou preletivas) e/ou indiretas, por meio de orienta-</p><p>ções para pesquisas das atividades propostas em questão.</p><p>Neste capítulo, você interpretará os conceitos básicos das técnicas</p><p>dos sistemas ofensivo e defensivo e sua evolução a partir das diversas</p><p>situações de jogo, bem como reconhecerá esses dois sistemas na defini-</p><p>ção da estrutura coletiva do basquete no contexto didático-pedagógico.</p><p>Técnicas dos sistemas ofensivo e</p><p>defensivo em situações de jogo</p><p>Para fixar os fundamentos individuais de ataque e defesa, é necessário</p><p>praticá-los em situações de jogo, que remetam à fluência esportiva propriamente</p><p>dita. Assim, é possível assumir ações coletivas, nas quais os movimentos</p><p>realizados pelo aluno/jogador deixam de ser individuais, oportunizando bene-</p><p>fícios aos demais integrantes da equipe (FERREIRA; ROSE JUNIOR, 2010).</p><p>Os fundamentos individuais de ataque e defesa representam os movimentos ou gestos</p><p>básicos do basquetebol e podem ser classificados conforme suas características:</p><p>ataque e defesa, bem como com bola e sem bola. Os fundamentos de defesa são</p><p>caracterizados pela ausência de posse de bola, com a exceção do rebote de defesa,</p><p>considerando o tempo de contato com a bola durante a sua recuperação, colocando</p><p>a equipe da defesa em condição de ataque. Em contrapartida, os fundamentos</p><p>de ataque são ações que envolvem a posse da bola, desde o deslocamento de</p><p>um jogador com bola, como acontece no drible, a lançamentos entre dois ou mais</p><p>jogadores da equipe, como ocorre nos passes, e, ainda, nos lançamentos à cesta,</p><p>como em arremessos, até a recuperação de posse de bola, depois de um arremesso</p><p>favorável à equipe oposta, como no rebote de ataque (ROSE JUNIOR; TRICOLI, 2005).</p><p>Em situações de jogo, com vistas a um bom rendimento em equipe, os</p><p>jogadores ou alunos devem vivenciar situações de complexidade progressiva</p><p>nas execuções propostas. Isso significa evoluir em relação às dificuldades</p><p>nas execuções, como nas situações de um contra um (1×1), dois contra dois</p><p>(2×2) e três contra três (3×3), conforme seguem descritas individualmente na</p><p>sequência (FERREIRA; ROSE JUNIOR, 2010).</p><p>Sistemas ofensivo e defensivo e sua aplicação no jogo2</p><p>Situação de um contra um (1×1)</p><p>Na situação de jogo um contra um (1×1), o atacante com bola busca vencer o</p><p>defensor que, por sua vez, agirá para impedi-lo de atingir os seus objetivos.</p><p>Para obter sucesso, é preciso, tanto no ataque quanto na defesa, que sejam</p><p>utilizados os fundamentos individuais considerados adequados e permitidos</p><p>pela modalidade.</p><p>Ao atacante, reserva-se a tentativa de arremessar por meio de dribles, que</p><p>envolvem fintas, giros, mudanças de direção, paradas bruscas e saídas rápidas,</p><p>com o objeto de aproximação da cesta. Assim, o tipo de arremesso dependerá</p><p>da situação favorável, que pode ser, por exemplo, uma bandeja ou um arremesso</p><p>com uma das mãos, conhecido como jump. A responsabilidade do defensor</p><p>será impedir o arremesso, colocando-se entre o atacante e a cesta, de forma</p><p>defensiva correta, e direcionando o atacante para os cantos ou as laterais da</p><p>quadra. Isso estreitará o campo de ação dele, de maneira que seja possível</p><p>bloquear o arremesso ou drible, com a utilização de movimentos constantes</p><p>dos braços, conforme demonstrado no exemplo a seguir.</p><p>Exercícios em situação de jogo um contra um (1×1), segundo Ferreira e Rose Junior</p><p>(2010, p.60–61):</p><p>� Duas colunas com bola na linha central da quadra, sendo uma com bola.</p><p>■ Exercício: o aluno/jogador com bola passa para o seu companheiro da outra</p><p>coluna, corre e se posiciona na linha de lance livre em posição defensiva. O</p><p>aluno/jogador com bola atacará tentando a cesta. Após a execução (cesta ou</p><p>tomada de bola pelo defensor), deve-se trocar as colunas.</p><p>� Duas colunas no fundo da quadra, sendo uma com bola.</p><p>■ Exercício: o primeiro aluno/jogador da coluna 1 sairá trocando passes com</p><p>o primeiro da coluna 2, até o centro da quadra. O aluno/jogador da coluna 1</p><p>atacará, e o da coluna 2 defenderá. As colunas devem ser trocadas.</p><p>� Duas colunas no fundo da quadra, sendo uma delas com bola. O professor/técnico</p><p>é colocado na linha de lance livre.</p><p>■ Exercício: a bola será entregue ao professor/técnico, e o primeiro de cada co-</p><p>luna se posicionará dentro da área restritiva, de frente para o professor/técnico,</p><p>que lançará a bola na tabela, e os dois alunos jogadores disputarão o rebote.</p><p>Aquele que pegar o rebote atacará na tabela oposta, e o outro defenderá. As</p><p>colunas devem ser trocadas.</p><p>3Sistemas ofensivo e defensivo e sua aplicação no jogo</p><p>■ Obs.: pode-se realizar o ataque na mesma tabela se o objetivo for o de desen-</p><p>volver também o rebote ofensivo.</p><p>� Duas equipes (10 alunos/jogadores em cada uma) colocadas sobre as linhas laterais</p><p>da quadra. Deve-se numerar os alunos/jogadores de 1 a 10.</p><p>■ Exercício: o professor/técnico chamará um número (por exemplo, 5) e jogará a</p><p>bola no centro da quadra. Os alunos/jogadores de número 5 de cada uma das</p><p>equipes deverão levantar-se e pegar a bola. Aquele que conseguir será o ata-</p><p>cante, e o outro será o defensor. O atacante poderá ser feito em qualquer tabela.</p><p>O exercício será interrompido após a cesta ou a critério do professor/técnico.</p><p>Situação de dois contra dois (2×2)</p><p>Na sequência da situação de jogo um contra um (1×1), evolui-se para a situação</p><p>de dois contra dois (2×2), como uma proposta mais complexa, uma vez que</p><p>a situação de 1×1 já esteja efetivamente compreendida (FERREIRA; ROSE</p><p>JUNIOR, 2010).</p><p>Os fundamentos individuais do basquete na situação 2×2 tratam de inserção</p><p>dos integrantes do jogo, tanto companheiros quanto adversários na quadra.</p><p>Nessa proposta, as alternativas de ataque e defesa tornam-se mais amplas,</p><p>como servir-e-ir e corta-luz.</p><p>O servir-e-ir tem o objetivo de impedir ou dificultar o passe ou a recep-</p><p>ção de bola, como tentativa de antecipação do passe de volta, pressionando</p><p>o atacante para uma recepção em situação desfavorável. Na possibilidade de</p><p>o atacante receber favoravelmente a posse de bola, o posicionamento correto</p><p>deve ser mantido para evitar faltas.</p><p>O corta-luz pode acontecer de diversas formas, com situações que en-</p><p>volvam ou não a posse de bola. Em qualquer situação, o jogador responsável</p><p>pelo bloqueio da defesa deve utilizar o seu corpo, em postura equilibrada,</p><p>estando de prontidão para receber qualquer impacto direto. Em seguida ao</p><p>corta-luz, o ataque não deve mover-se na intenção de impedir a ação da defesa.</p><p>Entretanto, depois da saída do companheiro, deve haver movimento para</p><p>receber a bola novamente.</p><p>Sistemas ofensivo e defensivo e sua aplicação no jogo4</p><p>A ação da defesa</p><p>que sofre o corta-luz deve seguir os passos apresentador</p><p>a seguir.</p><p>� Manter a sua marcação, e a bola no seu campo de visão.</p><p>� Manter atenção nos atacantes que se aproximam, com vistas a executar</p><p>o corta-luz.</p><p>� Evitar o corta-luz, utilizando as pernas, bem como passar entre o ata-</p><p>cante que estiver no bloqueio — na falha, tentar uma recuperação</p><p>passando por trás do atacante que estiver bloqueando (saída por baixo).</p><p>� Outra forma de defesa é tentar passar entre o atacante que esteja no</p><p>bloqueio e quem o marca (saída pelo meio) — trata-se de uma situação</p><p>considerada mais adequada para um corta-luz executado para um ataque</p><p>sem posse de bola.</p><p>� Finalmente, um corta-luz pode perder a eficiência com a substituição</p><p>de marcação.</p><p>Servir-e-ir: o ataque com posse de bola passa a um companheiro (servir) em seguida,</p><p>procura posicionar-se para nova recepção da bola (ir) e arrisca o arremesso à cesta.</p><p>Corta-luz: é o movimento de ataque, no qual o jogador, com ou sem posse de bola,</p><p>posiciona-se em quadra, de maneira que dificulte ou retarde os movimentos dos</p><p>defensores, com vistas ao benefício da equipe (FERREIRA; ROSE JUNIOR, 2010).</p><p>Situação de três contra três (3×3)</p><p>Considerando a progressão do processo de ensino-aprendizagem em situações</p><p>de jogo, propõe-se a vivência de três contra três (3×3). Trata-se de três atacantes</p><p>contra três defensores, com maior complexidade e maior similaridade com</p><p>o jogo propriamente dito. Neste contexto, surgem novas formas de ataque,</p><p>como o cruzamento e o corta-luz, que podem ser executadas do lado oposto</p><p>à bola (FERREIRA; ROSE JUNIOR, 2010).</p><p>O cruzamento representa uma ação executada por um ou dois atacantes,</p><p>que utilizam um companheiro da equipe como referência para se posicionar</p><p>na quadra, com vantagem em relação à defesa.</p><p>5Sistemas ofensivo e defensivo e sua aplicação no jogo</p><p>O corta-luz executado do lado oposto à bola faz referência ao movimento</p><p>do ataque, com o intuito de favorecer o companheiro do lado oposto da bola.</p><p>A defesa, nesta situação, é semelhante à situação 2×2.</p><p>Os exercícios para aprendizagem e fixação das situações 2×2 e 3×3 podem</p><p>ser propostos conforme os anteriores. Entretanto, é importante dar ênfase à</p><p>realização de inicial sem a defesa e, na sequência, com ela.</p><p>Após interpretar os conceitos básicos das técnicas dos sistemas ofensivo</p><p>e defensivo em situações de jogo 1×1, 2×2 e 3×3, com exercícios aplicados,</p><p>vamos reconhecer esses sistemas do basquete no contexto didático-pedagógico.</p><p>Sistemas ofensivo e defensivo do basquete no</p><p>contexto didático-pedagógico</p><p>Sistemas de defesa</p><p>Os sistemas de defesa representam táticas em equipe, com o intuito de uma</p><p>melhor performance defensiva. Para obter sucesso na defesa, o professor/</p><p>técnico deve delegar funções aos alunos/jogadores, estabelecendo relações</p><p>das suas características, tanto físicas quanto técnicas, com o perfil do sistema</p><p>em questão.</p><p>Os sistemas de defesa, individual (1), zona (2), sob pressão (3), misto (4)</p><p>e combinado (5), podem ser classificados de acordo com as suas próprias</p><p>características, conforme a seguinte descrição, bem como os tipos de cada</p><p>sistema de defesa, descritos no Quadro 1.</p><p>1. Sistema de defesa individual: é caracterizado pela situação de 1×1</p><p>com um defensor marcando um atacante. Para este tipo de marcação,</p><p>a defesa deve (FERREIRA; ROSE JUNIOR, 2010, p. 69):</p><p>■ ficar entre o atacante e a cesta;</p><p>■ (se o atacante estiver com a bola) antecipar o passe, ajudar o lado da</p><p>bola ou, ainda, flutuar do lado oposto a ela;</p><p>■ não tentar tomar a bola a qualquer custo, cometendo faltas</p><p>desnecessárias;</p><p>■ tentar levar o atacante para o seu lado de menor habilidade;</p><p>■ tentar levar o atacante para as laterais ou os cantos da quadra, onde</p><p>a ação dele será mais limitada.</p><p>Sistemas ofensivo e defensivo e sua aplicação no jogo6</p><p>2. Sistema de defesa por zona: é caracterizado pela marcação conside-</p><p>rando as áreas e os deslocamentos da defesa nessas áreas. O desloca-</p><p>mento sinalizado é definido pela movimentação da bola. A defesa se</p><p>posiciona de acordo com o deslocamento da bola e “cobrindo” a saída</p><p>dos seus companheiros. As defesas por zona apresentam vulnerabili-</p><p>dade, tendo em vista os deslocamentos dos defensores, que podem ser</p><p>aproveitados pelos atacantes.</p><p>3. Sistema de defesa sob pressão: é caracterizado por dois defensores,</p><p>que marcam um atacante de forma agressiva. Por isso, exige maior</p><p>condicionamento físico, que favoreça, além de suportar a marcação,</p><p>surpreender o adversário em tentativas de mudança na disputa. A defesa</p><p>sob pressão pode ser utilizada em todo o jogo, entretanto com ênfase</p><p>quando o objetivo é tirar diferença de pontos ou mudar a cadência do</p><p>jogo.</p><p>4. Sistema de defesa mista: é caracterizado pela junção de dois sistemas</p><p>concomitantes em um mesmo ataque, como um defensor que marca</p><p>um atacante de forma individual, e os companheiros da defesa marcam</p><p>por zona.</p><p>5. Sistema de defesa combinada: é caracterizado por dois ou mais siste-</p><p>mas em momentos diferentes do ataque. Trata-se de um tipo de defesa</p><p>que solicita grande entrosamento da equipe, pois qualquer dispersão</p><p>pode reverter em cesta do adversário.</p><p>Considerações didáticas e metodológicas</p><p>São considerados os sistemas de defesa individual e por zona. Inicialmente,</p><p>é indicada a aprendizagem da defesa individual porque:</p><p>� indica a responsabilidade da defesa, definindo o atacante que deve ser</p><p>marcado;</p><p>� cria um hábito de defesa importante em todo o processo de progressão</p><p>na aprendizagem;</p><p>� ocasiona estabilidade tanto física quanto técnica, entre a defesa e o</p><p>ataque, favorecendo o início da aprendizagem;</p><p>� impede que a defesa se acomode, mantendo a atenção;</p><p>� é menos complexa para ser ensinada.</p><p>7Sistemas ofensivo e defensivo e sua aplicação no jogo</p><p>Si</p><p>st</p><p>em</p><p>a</p><p>de</p><p>d</p><p>ef</p><p>es</p><p>a</p><p>in</p><p>di</p><p>vi</p><p>du</p><p>al</p><p>Si</p><p>m</p><p>pl</p><p>es</p><p>V</p><p>is</p><p>ão</p><p>o</p><p>ri</p><p>en</p><p>ta</p><p>da</p><p>A</p><p>ju</p><p>da</p><p>Fl</p><p>ut</p><p>u-</p><p>aç</p><p>ão</p><p>A</p><p>nt</p><p>ec</p><p>ip</p><p>aç</p><p>ão</p><p>Tr</p><p>oc</p><p>a</p><p>de</p><p>m</p><p>ar</p><p>ca</p><p>çã</p><p>o</p><p>D</p><p>ef</p><p>es</p><p>a</p><p>in</p><p>di</p><p>vi</p><p>du</p><p>al</p><p>: o</p><p>de</p><p>fe</p><p>ns</p><p>or</p><p>fi</p><p>ca</p><p>d</p><p>e</p><p>co</p><p>st</p><p>as</p><p>pa</p><p>ra</p><p>a</p><p>c</p><p>es</p><p>ta</p><p>e</p><p>d</p><p>e</p><p>fre</p><p>nt</p><p>e</p><p>pa</p><p>ra</p><p>o</p><p>a</p><p>ta</p><p>ca</p><p>nt</p><p>e,</p><p>c</p><p>om</p><p>a</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o</p><p>vo</p><p>lta</p><p>da</p><p>e</p><p>le</p><p>.</p><p>D</p><p>ef</p><p>es</p><p>a</p><p>in</p><p>di</p><p>vi</p><p>du</p><p>al</p><p>: o</p><p>de</p><p>fe</p><p>ns</p><p>or</p><p>fi</p><p>ca</p><p>d</p><p>e</p><p>co</p><p>st</p><p>as</p><p>pa</p><p>ra</p><p>a</p><p>c</p><p>es</p><p>ta</p><p>e</p><p>d</p><p>e</p><p>fre</p><p>nt</p><p>e</p><p>pa</p><p>ra</p><p>o</p><p>a</p><p>ta</p><p>ca</p><p>nt</p><p>e,</p><p>c</p><p>om</p><p>a</p><p>vi</p><p>sã</p><p>o</p><p>vo</p><p>lta</p><p>da</p><p>p</p><p>ar</p><p>a</p><p>a</p><p>bo</p><p>la</p><p>.</p><p>O</p><p>o</p><p>lh</p><p>ar</p><p>p</p><p>er</p><p>m</p><p>an</p><p>ec</p><p>e</p><p>vo</p><p>l-</p><p>ta</p><p>do</p><p>p</p><p>ar</p><p>a</p><p>a</p><p>bo</p><p>la</p><p>, c</p><p>om</p><p>o</p><p>ob</p><p>je</p><p>tiv</p><p>o</p><p>de</p><p>im</p><p>pe</p><p>di</p><p>r u</p><p>m</p><p>no</p><p>vo</p><p>a</p><p>ta</p><p>qu</p><p>e.</p><p>O</p><p>c</p><p>or</p><p>ta</p><p>-</p><p>-lu</p><p>z</p><p>fa</p><p>vo</p><p>re</p><p>ce</p><p>a</p><p>a</p><p>ju</p><p>da</p><p>.</p><p>D</p><p>ef</p><p>es</p><p>a</p><p>in</p><p>di</p><p>vi</p><p>du</p><p>al</p><p>qu</p><p>e</p><p>ut</p><p>ili</p><p>za</p><p>de</p><p>fe</p><p>sa</p><p>po</p><p>r z</p><p>on</p><p>a.</p><p>An</p><p>te</p><p>ci</p><p>pa</p><p>çã</p><p>o</p><p>de</p><p>pa</p><p>ss</p><p>e</p><p>pe</p><p>la</p><p>d</p><p>e-</p><p>fe</p><p>sa</p><p>, p</p><p>ar</p><p>a</p><p>ev</p><p>ita</p><p>r</p><p>qu</p><p>e</p><p>os</p><p>a</p><p>ta</p><p>ca</p><p>nt</p><p>es</p><p>re</p><p>ce</p><p>ba</p><p>m</p><p>a</p><p>b</p><p>ol</p><p>a.</p><p>D</p><p>ef</p><p>es</p><p>a</p><p>co</p><p>ns</p><p>id</p><p>er</p><p>ad</p><p>a</p><p>ar</p><p>ris</p><p>ca</p><p>da</p><p>, p</p><p>or</p><p>si</p><p>tu</p><p>aç</p><p>ão</p><p>de</p><p>c</p><p>or</p><p>ta</p><p>-lu</p><p>z.</p><p>O</p><p>ca</p><p>sio</p><p>na</p><p>vu</p><p>ln</p><p>er</p><p>ab</p><p>ili</p><p>da</p><p>de</p><p>, s</p><p>en</p><p>do</p><p>m</p><p>el</p><p>ho</p><p>r u</p><p>til</p><p>iz</p><p>ar</p><p>a</p><p>“a</p><p>ju</p><p>da</p><p>”.</p><p>Si</p><p>st</p><p>em</p><p>a</p><p>de</p><p>d</p><p>ef</p><p>es</p><p>a</p><p>po</p><p>r z</p><p>on</p><p>a</p><p>O</p><p>s d</p><p>ef</p><p>en</p><p>so</p><p>re</p><p>s p</p><p>os</p><p>ic</p><p>io</p><p>na</p><p>do</p><p>s p</p><p>ró</p><p>xi</p><p>m</p><p>os</p><p>à</p><p>re</p><p>de</p><p>s</p><p>ão</p><p>o</p><p>s “</p><p>gu</p><p>ar</p><p>da</p><p>s”</p><p>, m</p><p>ai</p><p>s a</p><p>lto</p><p>s e</p><p>c</p><p>om</p><p>b</p><p>oa</p><p>im</p><p>pu</p><p>lsã</p><p>o,</p><p>q</p><p>ue</p><p>c</p><p>on</p><p>fro</p><p>nt</p><p>am</p><p>at</p><p>ac</p><p>an</p><p>te</p><p>s t</p><p>am</p><p>bé</p><p>m</p><p>d</p><p>e</p><p>es</p><p>ta</p><p>tu</p><p>ra</p><p>a</p><p>lta</p><p>, b</p><p>em</p><p>c</p><p>om</p><p>o</p><p>o</p><p>re</p><p>bo</p><p>te</p><p>d</p><p>e</p><p>de</p><p>fe</p><p>sa</p><p>. 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Trata-se de facilitar a reorganização da equipe</p><p>em situação de perda de posse de bola no ataque, tendo em vista as posições</p><p>que são definidas por região na quadra (Figura 1).</p><p>Figura 1. Exemplos de sistemas de defesa (1×1), (2×2) e (3×3).</p><p>Fonte: oneinchpunch/Shutterstock.com; imtmphoto/Shutterstock.com; Aspen Photo/Shutterstock.com.</p><p>Sistemas ofensivo e defensivo e sua aplicação no jogo10</p><p>Sistemas de ataque e contra-ataque</p><p>Os sistemas de ataque (Figura 2) são caracterizados por movimentações</p><p>táticas com o objetivo da cesta. Inicialmente, é necessário definir os nomes</p><p>e as posições que o aluno/jogador pode assumir no ataque: armador (baixa</p><p>estatura e ágil nas passadas e nos dribles), pivô (alto e forte, bom trabalho</p><p>de pernas, bom arremesso a distâncias curtas e bom posicionamento para</p><p>rebote ofensivo), lateral ou ala (estatura média, eficiente no arremesso de</p><p>meia distância e boa noção de rebote) (FERREIRA; ROSE JUNIOR, 2010).</p><p>Figura 2. Exemplos de sistemas de ataque.</p><p>Fonte: katatonia82/Shutterstock.com; Andrii Shyrokov/Shutterstock.com.</p><p>As posições nos sistemas de ataque não são exatamente definidas. Entre-</p><p>tanto, são considerados tanto o número de pivôs (simples, duplo e triplo) que</p><p>são utilizados no ataque, independentemente da movimentação escolhida no</p><p>desenvolvimento da ação, quanto a rotatividade das funções dos atacantes,</p><p>sem definição fixa de posição, sendo mais complexos e difíceis de serem</p><p>executados. Independentemente também do sistema de ataque escolhido,</p><p>seja contra defesa individual ou por zona, deve basear-se nos princípios de</p><p>elaboração listados a seguir (FERREIRA; ROSE JUNIOR, 2010):</p><p>1. Organização: define a movimentação do sistema de ataque, consi-</p><p>derando o perfil de defesa que os atacantes enfrentarão, bem como o</p><p>número de pivôs envolvendo as demais posições. Por último, dispor</p><p>os atacantes de maneira a favorecer movimentos, como servir-e-ir e</p><p>corta-luz.</p><p>11Sistemas ofensivo e defensivo e sua aplicação no jogo</p><p>2. Movimentação ordenada: após a organização, é momento de definir</p><p>a função e os deslocamentos de cada atacante. Trata-se de favorecer o</p><p>atacante para um arremesso à cesta.</p><p>3. Rebote de ataque: na sequência, definem-se os atacantes que partici-</p><p>parão do rebote ofensivo.</p><p>4. Equilíbrio defensivo: junto com o rebote de ataque, é necessário de-</p><p>finir os atacantes que se responsabilizarão pela volta para a defesa, em</p><p>caso de rebote não recuperar a posse de bola no rebote ofensivo, ou de</p><p>reposição de bola muito rápida depois de uma cesta.</p><p>5. Continuidade: permanecer com as movimentações focadas no favo-</p><p>recimento de arremesso à cesta.</p><p>Nos jogos, são muitas as situações que permitem uma equipe passar de de-</p><p>fesa para o ataque. Portanto, a equipe deve priorizar o ataque ágil e organizado,</p><p>impedindo o adversário de reagir e, sobretudo, se posicionar corretamente.</p><p>A movimentação de tentativa de arremesso rápido, capaz de surpreender a</p><p>equipe adversária, é chamada de contra-ataque.</p><p>Considerações didáticas e metodológicas</p><p>Com vistas a executar um sistema de ataque eficiente, o professor/técnico</p><p>deve basear-se nos princípios de elaboração descritos acima, com ênfase nas</p><p>características dos seus alunos/jogadores. Uma vez escolhidos os sistemas de</p><p>ataque, o professor/técnico deve preocupar-se com uma progressão didática e</p><p>pedagógica que favoreça o processo de ensino-aprendizagem. Inicialmente,</p><p>é recomendado colocar os jogadores em situações de ataque, considerando</p><p>“o todo”. Assim, o ataque é fragmentado, dando ênfase à correta execução</p><p>dos fundamentos, independentemente das posições específicas, bem como à</p><p>participação dos alunos/jogadores em cada exercício proposto. Isso sinaliza</p><p>que, nessa fase, as funções são alternadas por todos da equipe. Compreende-se</p><p>que a ação coletiva ou conjunta dependa do conhecimento de todos os alunos/</p><p>jogadores e de todas as movimentações possíveis durante o jogo.</p><p>Neste tópico, foram caracterizados os sistemas de defesa e de ataque, com</p><p>ênfase nas suas subdivisões e aplicações didático-pedagógicas. Na sequência,</p><p>será discutida a estrutura coletiva do basquete, incluindo os sistemas de ataque</p><p>e defesa, que, por sua vez, são aplicados nas diferentes fases de treinamento.</p><p>Sistemas ofensivo e defensivo e sua aplicação no jogo12</p><p>Estrutura coletiva do jogo do basquete</p><p>A cooperação é tema amplamente discutido em pesquisas nos últimos tempos,</p><p>sobretudo relacionando conteúdos da área de Educação Física. Os jogos cole-</p><p>tivos, como o basquete, seguramente representam uma prática e situações que</p><p>favorecem uma melhor compreensão do que a cooperação, de fato, significa</p><p>para a equipe, bem como é considerada, ainda, como um princípio no processo</p><p>educativo, inclusive de crianças que se interessam por aprender a modalidade</p><p>(ROSE JUNIOR; TRICOLI, 2005).</p><p>Ataque coletivo</p><p>No basquete, primeiramente, o objetivo é movimentar-se com a posse de bola,</p><p>a fim de marcar pontos e, depois, permanecer com a bola, para evitar que a</p><p>equipe adversária marque pontos também. Para contribuir no alcance de tais</p><p>objetivos, são considerados os seguintes princípios ofensivos de uma equipe</p><p>(Figura 3): equilíbrio de quadra, penetração e bloqueios (AMERICAN</p><p>SPORT EDUCATION PROGRAM, 2000).</p><p>� Equilíbrio de quadra: considera-se fácil marcar um aluno/jogador fixo,</p><p>da mesma maneira que uma equipe aglomerada na quadra. Por essa</p><p>razão, é preciso que aos alunos/jogadores se espalhem, equilibrando a</p><p>quadra, durante o sistema de ataque utilizado. Assim, o acesso à cesta</p><p>fica mais liberado, e a defesa mais vulnerável ao ataque.</p><p>� Penetração: o tipo de ataque mais eficiente é a pressão sobre a defesa,</p><p>movimentando a bola em passe ou drible. No drible, a penetração é</p><p>eficiente quando o aluno/jogador com posse de bola consegue manter</p><p>a cabeça erguida, controlando a bola. O aluno/jogador que estiver no</p><p>drible pode arremessar a bola para outro da equipe, que estiver livre,</p><p>com vistas a marcar quem está penetrando. Nesse caso, os passes são</p><p>considerados os meios mais efetivos, portanto é essencial manter essa</p><p>tática sob controle para evitar penalização por “roubar a bola” da defesa.</p><p>� Bloqueios: os alunos/jogadores jovens normalmente têm dificuldade</p><p>para ficar livres e receber a bola. Por isso, é importante aprender a</p><p>bloquear uns aos outros. Um bloqueio é feito como uma barreira fixa</p><p>ao lado do marcador de outro aluno/jogador da equipe. Trata-se de</p><p>obstruir o caminho do adversário, quando o companheiro cortar em</p><p>torno da barreira,</p><p>com o objetivo de ficar livre. O aluno/jogador que</p><p>está no bloqueio deve ficar ereto, com os pés paralelos em relação</p><p>13Sistemas ofensivo e defensivo e sua aplicação no jogo</p><p>aos ombros, os membros superiores baixos, lateralizados em relação</p><p>ao corpo ou cruzados anteriormente ao tórax. É importante destacar</p><p>que não é recomendado fazer o bloqueio em um aluno/jogador que</p><p>esteja estático, driblando e com posse de bola. A melhor forma é fazer</p><p>o bloqueio afastado da bola, ou seja, para os companheiros do lado</p><p>oposto, considerado “fraco” da quadra, em relação à bola. “É por esse</p><p>motivo que o aluno/jogador para quem o bloqueio foi realizado se move</p><p>em direção ao passador, depois de sair desse bloqueio. Nem mesmo</p><p>os bloqueios mais bem-selecionados são efetivos se não forem usados</p><p>corretamente”.</p><p>Figura 3. Exemplo de posições de ataque.</p><p>Fonte: taka1022/Shutterstock; Aspen Photo/Shutterstock.com.</p><p>Defesa coletiva</p><p>As técnicas corretas, bem como o envolvimento coletivo, definem uma defesa</p><p>eficiente. Muitos times jovens normalmente vetam a defesa por zona, bem</p><p>como a defesa homem-a-homem (Figura 4). Elas podem ser consideradas</p><p>posteriormente para introduzir “zonas”. É importante destacar, neste mo-</p><p>mento, que, se somente um membro da equipe falhar, a defesa inteira pode</p><p>ser afetada. Assim, para atingir o objetivo de uma defesa coletiva eficiente,</p><p>é essencial que o aluno/jogador, em qualquer fase de treinamento, execute</p><p>técnicas individuais apropriadas, para a realização de uma forte defesa cole-</p><p>tiva. Trata-se de empenho tanto na defesa quanto na marcação de pontos. As</p><p>seguintes táticas, se forem seguidas com atenção e interesse, tornam forte o</p><p>trabalho em equipe, com vistas à vitória:</p><p>Sistemas ofensivo e defensivo e sua aplicação no jogo14</p><p>� manter o posicionamento e o equilíbrio;</p><p>� conseguir cortar e impedir as linhas dos passes;</p><p>� evitar bloqueios e, ao mesmo tempo, comunicar-se;</p><p>� sobretudo, “ajudar”.</p><p>Figura 4. Exemplos de posições de defesa.</p><p>Fonte: Aspen Photo/Shutterstock.com.</p><p>AMERICAN SPORT EDUCATION PROGRAM. Ensinando basquetebol para jovens: mais de</p><p>30 exercícios individuais e em grupo. Barueri: Manole, 2000. 160 p.</p><p>FERREIRA, A. E. X.; ROSE JUNIOR, D. Basquetebol: técnicas e táticas: uma abordagem</p><p>didático-pedagógica. 2. ed. São Paulo: EPU, 2010. 117 p.</p><p>ROSE JUNIOR, D.; TRICOLI, V. (org.). Basquetebol: uma visão integrada entre ciência e</p><p>prática. Barueri: Manole, 2005. 225 p.</p><p>Leituras recomendadas</p><p>BEZERRA, M. Basquetebol: 1000 exercícios. 4. ed. Rio de Janeiro: Sprint, 2009. 331 p.</p><p>COUTINHO, N. F. Basquetebol na escola: da iniciação ao treinamento. 3. ed. Rio de</p><p>Janeiro: Sprint, 2001. 150 p.</p><p>15Sistemas ofensivo e defensivo e sua aplicação no jogo</p>

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