Prévia do material em texto
<p>Mateus 24: 42-44</p><p>Jesus começa a parábola dizendo: “Vigiai, pois, porque não sabeis a que horas há de vir o vosso Senhor” (Mateus 24:42). Na sequência Ele exemplifica sua exortação dizendo que se o pai de família soubesse a que horas da noite viria o ladrão, ele vigiaria e não deixaria que o ladrão entrasse em sua casa. Então Jesus conclui a parábola com o seguinte alerta: “Por isso, estais vós apercebidos também; porque o Filho do Homem há de vir à hora em que não penseis” (Mateus 24:44).</p><p>Jesus contou a Parábola do Ladrão de Noite na semana em que Ele foi traído; Naquela ocasião Jesus estava em Jerusalém, e a parábola faz parte da conclusão de seu sermão profético.</p><p>Nesse Sermão ,Jesus falou acerca dos últimos dias que resultará no fim dos tempos. O sermão trata desde a destruição de Jerusalém que ocorreu em 70 d.C., até o dia do juízo com a segunda vinda de Cristo. No final do sermão, Jesus deixou uma série de exortações sobre a vigilância (Mateus 24-25). É nesse contexto que aparece a Parábola do Ladrão de Noite.</p><p>Como fica claro, o significado da Parábola do Ladrão de Noite é uma exortação à vigilância. Essa parábola ensina que assim como ninguém sabe a hora em que o ladrão chegará, assim também ninguém conhece a hora do retorno de Jesus e a consequente chegada do Dia do Senhor.</p><p>Portanto, a grande lição da Parábola do Ladrão de Noite pode ser resumida numa única ordem: vigiai! A vigilância é um estado de espera ativo, e não uma espera passiva. Não basta apenas esperar, mas é preciso esperar vigilantemente. A Parábola do Servo Bom e do Servo Mau destaca a diferença entre esses dois tipos de espera (Mateus 24:45-51).</p><p>Na parábola Jesus diz que o servo bom e fiel é aquele a quem o seu senhor encarrega dos bens de sua casa para dar aos seus outros servos alimento no tempo devido; e voltando o senhor, encontra esse servo cumprindo diligentemente sua ordem. Por causa de sua fidelidade, Jesus diz que certamente o senhor daquele servo haverá de encarregá-lo de todos os seus bens.</p><p>Mas se aquele servo for mau e pensar que o seu senhor tarde virá; e começar a espancar os seus conservos, e a comer, e a beber com os bêbados; então virá o senhor daquele servo num dia em que ele não espera e numa hora que ele não sabe. Assim, o senhor do servo mau irá separá-lo de sua casa, e destinará sua parte com os hipócritas. O servo mau será expulso a um lugar onde haverá pranto e ranger de dentes.</p><p>No Evangelho de Mateus, Jesus contou essa parábola quando estava exortando os seus discípulos acerca dos acontecimentos que se sucederiam até o fim dos tempos. No Evangelho de Lucas essa parábola também aparece num contexto em que Jesus ensina sobre a vigilância e a prudência diante da realidade de seu retorno no fim dos tempos.</p><p>A Parábola dos Dois Servos é uma história ilustrativa. Nela Jesus Cristo aplica uma cena muito comum que persiste até hoje. O servo que se atenta à tarefa delegada por seu senhor e a cumpre diligentemente, é um servo bom e fiel. Mas o servo que age com descaso e inconsequência diante da responsabilidade que recebeu, é um servo mau e infiel.</p><p>A Parábola dos Dois Servos fala sobre vigilância e comprometimento. O patrão que antes de viajar delega responsabilidade ao seu servo representa Jesus. Nosso Senhor espera encontrar na ocasião de seu retorno, servos bons que cuidaram da responsabilidade que lhes foi dada com diligência.</p><p>Os servos bons representam os verdadeiros cristãos que cuidam de administrar com zelo e a favor dos outros os tesouros espirituais que Deus lhes confiou. Os servos bons fazem a vontade do Senhor e cuidam daqueles que se acham necessitados, tanto espiritualmente quanto materialmente.</p><p>Os servos bons, que são os crentes genuínos, aguardam a volta de Cristo com comprometimento e fidelidade. Tal como o senhor da parábola, quando Jesus voltar Ele colocará todos os seus servos fieis num grau eterno de glória e honra.</p><p>Já os servos maus representam pessoas que não foram fiéis ao seu senhor, que serão severamente castigadas no dia do juízo. Essas pessoas se mostram despreocupadas com as coisas de Deus. Ao invés de cuidarem dos necessitados, os servos maus fazem crueldades contra eles. Os servos maus não agem com prudência, ao contrário, se comportam de forma leviana e inconsequente. Por isso eles serão lançados num lugar de eterna desgraça e desesperança.</p><p>A conclusão adicional da Parábola dos Dois Servos no Evangelho de Lucas ainda ensina que a revelação de Deus ao mundo torna todas as pessoas indesculpáveis; mesmo que em diferentes graus. Então nenhum servo mau poderá se justificar apelando para uma suposta ignorância;</p><p>Falando sobre vigilância, vemos também a Parábola do servo vigilante, que está em Lucas 12:35-40. Os servos de Cristo devem estar sempre preparados para o retorno do seu Senhor.</p><p>Jesus exorta os seus seguidores a estar com seus lombos cingidos, e com suas lâmpadas acessas. Na Parábola do Servo Vigilante Jesus diz que os crentes devem ser como os servos que esperam por seu senhor que foi a uma festa de casamento. Atentos, esses servos rapidamente abrirão a porta quando o senhor voltar da festa (Lucas 12:35).</p><p>Então Jesus também diz que aqueles que agem assim, como servos vigilantes, são bem-aventurados. Sobre estes, o Senhor Jesus faz a maravilhosa promessa: “Em verdade vos digo que Ele [o Senhor] se cingirá, e os fará assentar à mesa, e, chegando-se, os servirá. E, se vier na segunda vigília, e se vier na terceira vigília, e os achar assim; bem-aventurados são os tais servos” (Lucas 12:37,38).</p><p>A Parábola do Servo Vigilante faz parte de um capítulo que registra um longo discurso de Jesus perante uma grande multidão – incluindo seus discípulos (Lucas 12). Na primeira parte de seu discurso, o Senhor Jesus se dirige especialmente aos seus discípulos – provavelmente um grupo maior que os doze mais próximos. Já na parte final de seu discurso Jesus se dirige à multidão.</p><p>Inclusive, nesse mesmo discurso Jesus contou sobre outra parábola também: a Parábola do Rico Insensato.</p><p>Vai falar sobre a tolice de depositar toda sua confiança nas coisas passageiras deste mundo. Nesse sentido, encontramos um contraste entre o homem rico insensato dessa primeira parábola e o servo vigilante. Enquanto o homem insensato está com seu coração na terra, o servo vigilante está com seu coração no céu.</p><p>Voltando no livro de lucas, capítulo 12 versículo 35 , Jesus diz que o servo vigilante tem o seu “lombo cingido”. Essa expressão faz referência ao costume da época. As pessoas naquele tempo usavam longas túnicas que dificultavam seus movimentos. Então elas usavam um cinto que mantinham suas vestes acima dos joelhos para possibilitar agilidade na execução de seu trabalho. Portanto, estar com o lombo cingido significa estar vestido de modo adequado para poder agir prontamente.</p><p>Aplicando isso à vida espiritual, o servo vigilante é aquele que está sempre preparado para receber o Senhor. É aquele que está sempre pronto para agir pela causa do Reino de Deus e servir ao Senhor de forma adequada aguardando diligentemente sua volta.</p><p>Efésios 6:14 diz: “Estai, pois, firmes, tendo cingido os vossos lombos com a verdade”. Cingir quer dizer rodear, cercar, envolver em torno. Isso quer dizer que devemos estar rodeados pela verdade, envolvidos na verdade, cercados pela verdade. E que verdade é essa? A palavra de Deus. Somente ela é a verdade.</p><p>Em segundo lugar, Jesus diz que o servo vigilante mantém sua “candeia acessa”. Naquele tempo não havia luz elétrica, e as candeias eram essenciais para enxergar durante a noite. Se um servo não estivesse com sua túnica cingida e com sua candeia acessa, ele jamais poderia abrir a porta para o seu senhor de madrugada, pois certamente ele iria tropeçar no escuro.</p><p>Salmos 119:105 diz: Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho.</p><p>Ou seja, mais uma vez vemos que nós necessitamos de palavra de Deus. É somente ela que é a verdade e somente ela que é a Luz.</p><p>Em ambos os casos, tanto em relação às vestes como em relação às lâmpadas acessas, a parábola indica a necessidade</p><p>do compromisso em servir; a necessidade de preparação para receber o Senhor.</p><p>Em terceiro lugar, na parábola Jesus diz que o servo vigilante será graciosamente recompensado pelo Senhor, no sentido de que o próprio Senhor servirá os seus servos. A inversão de papéis é impressionante. Essa é uma cena impensável do ponto de vista humano.</p><p>Mas durante seu ministério terreno o Senhor Jesus deu uma verdadeira aula sobre o significado de servir (Lucas 22:27). O Senhor tomou o lugar de servo e as implicações finais de sua obra poderão ser vistas em toda plenitude na ocasião de seu retorno, quando Ele acolherá seus servos bem-aventurados nas bodas celestiais.</p><p>O servo vigilante está sempre esperando o Senhor</p><p>Alguém pode perguntar: Quando o Senhor virá? Apesar de terem como certa a volta do Senhor, os crentes não conhecem a resposta dessa pergunta. Por isso os crentes genuínos são servos vigilantes, pois eles estão prontos a receber o Senhor em qualquer “vigília da noite” (Lucas 12:38). Os judeus tinham o costume de contar as horas noturnas dividindo a noite em três vigílias; enquanto os romanos dividiam a noite em quatro vigílias.</p><p>Mas os servos vigilantes estão sempre prontos em seus postos a qualquer vigília da noite enquanto aguardam o retorno de seu Senhor. Por isso eles são verdadeiramente bem-aventurados. E aqui Jesus conclui a parábola trazendo uma lógica semelhante à mensagem de outra de suas parábolas, a Parábola do Ladrão (Mateus 24:42-44).</p><p>A ideia e que se o dono da casa soubesse a que hora o ladrão viria, ele conseguiria proteger sua casa. Da mesma forma, os servos de Cristo não sabem a que horas o seu Senhor chegará. Então como bons servos vigilantes, eles devem estar sempre preparados.</p><p>Que possamos estar preparados, servindo com vigilância.</p>