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Palestra sobre o SIPIA e gestão da informação para Conselhos Tutelares. Explica SIPIA CT e SIPIA SINASE, ambientes de produção/treinamento, funções (registro de violações, cadastro de crianças, medidas protetivas, emissão de ofícios e relatórios), base normativa (CONANDA/Resolução nº231) e SGD.

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<p>CONSELHO TUTELAR EM FOCO</p><p>“O compromisso de proteger os direitos das crianças e dos adolescentes começa com conhecimento e ação”.</p><p>Módulo:</p><p>Palestrante: Julia Richardi</p><p>Assistente Social</p><p>CRESS PR – 13360</p><p>O SIPIA é um sistema regido pela Secretaria Nacional de Promoção de Direitos de Crianças e Adolescentes – SNDCA, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania MDHC, responsável pela gestão de informação referente às políticas para crianças e adolescentes.</p><p>O sistema é dividido em SIPIA CT e SIPIA SINASE, em seus ambientes de produção e de treinamento O SIPIA CT trata das informações relativas aos casos atendidos pelos conselhos tutelares e o SIPIA SINASE trata das informações relativas aos casos de adolescentes com prática de ato infracional. Os ambientes estão classificados em Produção e Treinamento, sendo o primeiro para registro dos casos reais e o segundo para formação dos usuários.</p><p>O SIPIA é uma plataforma nacional qualificada de apoio e retaguarda às ações federativas de planejamento, execução, monitoramento e avaliação de políticas públicas relacionadas à infância e adolescência. Atua diretamente a serviço do pacto federativo com base em eixos temáticos de ações, nos quais realiza a capacitação, sistematização, análise e distribuição de informações analíticas com recortes municipais, regionais e nacionais sobre o cenário de violações dos direitos humanos de crianças e adolescentes no Brasil, subsidiando também o controle social exercido pela sociedade civil brasileira das garantias preconizadas no ECA, e funcionando ainda como ferramenta de trabalho essencial aos Conselhos Tutelares e outros órgãos do SGDCA.</p><p>Essa política de gestão da informação encontra base normativa nas Resoluções do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente – Conanda, em especial na Resolução Nº 231, de 28 de dezembro de 2022, que dispõe:</p><p>Art. 23. Cabe ao Poder Executivo Municipal ou do Distrito Federal fornecer ao Conselho Tutelar os meios necessários para sistematização de informações relativas às demandas e deficiências na estrutura de atendimento à população de criança e adolescentes, tendo como base o SIPIA.</p><p>§ 3º Cabe ao Conselho Municipal ou do Distrito Federal dos Direitos da Criança e do Adolescente a definição do plano de implantação e implementação do SIPIA para o Conselho Tutelar.</p><p>§ 4º O registro de todos os atendimentos e a respectiva adoção de medidas de proteção, encaminhamentos e acompanhamento no SIPIA ou sistema que o venha a suceder, pelos membros do Conselho Tutelar, é obrigatório, sob pena de falta funcional.</p><p>O SIPIA CT é um Sistema de registro de violações ou de ameaças de violações de direitos fundamentais de crianças e adolescentes, baseado nas diretrizes do ECA, para uso dos Conselheiros Tutelares. É um instrumento de gestão para tomada de decisão, para os Conselhos de Direitos de Crianças e Adolescentes e os Poderes Executivos traçarem políticas públicas na área da criança e do adolescente Propicia a gestão da informação Contribui para a formação de uma cultura de direitos humanos. Ele oferece ao conselheiro tutelar a oportunidade de qualificar sua participação como ator estratégico intersetorial da rede de proteção, promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente.</p><p>O Papel do SIPIA CT é auxiliar o Conselheiro Tutelar no uso do ECA, mantendo o cadastro das crianças e adolescentes, dos fatos, das medidas protetivas e das providências adotadas.</p><p>O sistema registra informações dos órgãos e entidades de atendimento. Fornece uma lista de medidas possíveis a serem adotadas. Emite ofício aos órgãos e entidades de atendimento e emite relatórios que auxiliam na proposição de políticas públicas.</p><p>SGD (SISTEMA DE GARANTIA DE DIREITOS): Esse é um cadastro que deve ser realizado pelo município, antes da utilização do sistema pelo conselho tutelar. Os casos de atualização e inclusão de um novo estabelecimento ou órgão poderão ser realizados pelo conselho tutelar. SGD Conforme o artigo 86 do Estatuto da Criança e do Adolescente e o artigo 1º da Resolução 113 do CONANDA.</p><p>CONANDA</p><p>Criado em 1991 pela Lei nº 8.242, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente - CONANDA é um órgão colegiado permanente, de caráter deliberativo e composição paritária, previsto no artigo 88 da lei no 8.069/90 – Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Integrante da estrutura básica do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.</p><p>Por meio da gestão compartilhada, governo e sociedade civil definem, no âmbito do Conselho, as diretrizes para a Política Nacional de Promoção, Proteção e Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes. Além de contribuir para a definição das políticas para a infância e a adolescência, o Conanda também fiscaliza as ações executadas pelo poder público no que diz respeito ao atendimento da população infanto-juvenil.</p><p>CEDCA</p><p>O Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente é órgão consultivo, deliberativo e controlador das ações de atendimento à Infância e à Juventude, vinculado à Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social (SEDS). Possui natureza estatal especial, com instância pública essencialmente colegiada, compondo-se de forma paritária com representantes governamentais e não-governamentais.</p><p>Também cabe ao CEDCA deliberar sobre as prioridades de atuação na área da criança e do adolescente, de forma a garantir que as ações do Governo contemplem de forma integral a universalidade de acesso aos direitos preconizados pela Constituição Federal, pela Constituição Estadual e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.</p><p>CMDCA</p><p>O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) é um órgão paritário que conta com a participação da sociedade civil e do Poder Executivo municipal.</p><p>Ele propõe, delibera e controla as políticas públicas municipais voltadas para crianças e adolescentes. Também faz o registro de entidades que atuam com crianças e adolescentes e acompanha se os projetos e programas realizados atendem aos requisitos da legislação.</p><p>Além disso, gerencia e estabelece os critérios de utilização de recursos dos fundos de direitos da criança e do adolescente municipais, seguindo orientação do parágrafo 2º do artigo 260 do ECA.</p><p>O Sistema de Garantia de Direitos de Crianças e Adolescentes, basicamente, é caracterizado por um conjunto articulado de ações das instâncias governamentais e da sociedade civil, no sentido da defesa, promoção e controle para efetivação dos direitos desta população nos diferentes níveis da esfera pública: municipal, estadual e nacional No SIPIA CT, o SGD vai ser caracterizado pela retaguarda de atendimento para os casos atendidos pelo conselho tutelar, classificados em Órgãos Locais e Rede de Serviços.</p><p>Eixos do SGD – Resolução 113/06 do CONANDA</p><p>I Defesa dos Direitos Humanos	II Promoção dos Direitos Humanos	III Controle da Efetivação dos Direitos Humanos</p><p>• Ministério Público;</p><p>• Promotorias de Justiça;</p><p>• Procuradorias Gerais de Justiça;</p><p>• Polícias;</p><p>• Procuradorias Gerais do Estado;</p><p>• Conselhos Tutelares;</p><p>• Defensorias Públicas;</p><p>• Advocacia Geral da União;</p><p>• Ouvidorias e entidades de defesa de direitos humanos incumbidas de prestar proteção jurídico-social.	• Serviços e programas das políticas públicas, especialmente das políticas sociais, afetos aos fins da política de atendimento dos direitos humanos de crianças de crianças e adolescentes;</p><p>• Serviços e programas de execução de medidas de proteção de direitos humanos;</p><p>• Serviços e programas de execução de medidas socioeducativas e assemelhadas. 	• Conselhos dos direitos de crianças e adolescentes;</p><p>• Conselhos setoriais de formulação e controle de políticas públicas;</p><p>• Órgãos e os poderes de controle interno e externo definidos na Constituição Federal;</p><p>• Sociedade Civil.</p><p>A rede de proteção à criança e ao adolescente que todo município tem o dever de instituir e manter, nada mais é do que a articulação de ações, programas e serviços, bem como a integração operacional entre os mais diversos órgãos públicos encarregados</p><p>de sua execução. Cada órgão ou serviço público deve ter um setor responsável pelo atendimento (diferenciado e especializado) de crianças, adolescentes e suas respectivas famílias, e deve estabelecer um "canal de comunicação" com os demais integrantes da rede, identificando e estabelecendo os mencionados referenciais (pessoas ou setores) e elaborando protocolos de atendimento intersetorial, de modo que, sempre que surgir determinada demanda, já se saiba (ao menos em linhas gerais) o que fazer, sem jamais perder de vista a necessidade da realização de avaliações técnicas (também interprofissionais) capazes de descobrir as causas do problema, que deverão ser "neutralizadas" pela intervenção estatal protetiva (que deverá se estender à família do atendido).</p><p>A ideia, portanto, é fazer com que os mais diversos serviços, autoridades e órgãos públicos deem cada qual sua parcela de contribuição para efetiva solução dos problemas enfrentados pela população infanto-juvenil local, e não se limitem a "aplicar medidas", fazer encaminhamentos e/ou elaborar relatórios e laudos ao Ministério Público e Poder Judiciário, que não mais podem ficar "isolados" e/ou serem os únicos responsáveis pelo atendimento, posto que sem uma estrutura adequada muito pouco ou nada poderão fazer das crianças e adolescentes que já se encontram com seus direitos ameaçados ou violados.</p><p>ÓRGÃOS LOCAIS: são tipificados como do Poder Executivo, do Judiciário, do Legislativo, do Ministério Público ou Conselho Setorial. São órgãos que atuam localmente, mas que não EXECUTAM as medidas previstas nos artigos 101 (Medidas de Proteção para Crianças e Adolescentes) e art. 129 (Medidas para Pais e/ou Responsáveis). São órgãos parceiros dos conselhos tutelares no sentido de garantir os direitos de crianças e adolescentes e, muito embora, desempenhem alguma função ou serviço pertinente à garantia de direitos, não possuem programas nos quais os serviços se caracterizam pela execução das medidas de proteção do art. 101 e/ou do art. 129. São exemplos de órgãos locais: Delegacias de Polícia, Secretarias Municipais, Núcleos Regionais de Educação, Cartórios de Registro Civil, Batalhão da Polícia Militar, Conselhos Municipais de Direitos da Criança e Adolescente, Conselhos Municipais da Assistência Social, Promotorias do Ministério Público e Varas do Poder Judiciário</p><p>Importância do conhecimento da rede existente no município: quem compõe a minha rede de proteção?</p><p>Capacitação da rede sobre a importância do SIPIA e implementação do sistema nos municípios</p><p>Solicitação de acesso:</p><p>image1.png</p><p>image2.png</p><p>image3.png</p><p>image4.jpg</p><p>image5.png</p><p>image6.png</p><p>image7.png</p><p>image8.png</p><p>image9.png</p><p>image10.png</p><p>image11.png</p><p>image12.png</p><p>image13.png</p><p>image14.png</p>

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