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<p>S.P 2.2 A escol� n� UBS</p><p>● Quais alterações hormonais e físicas no corpo da mulher durante a puberdade e</p><p>quais as formas de avaliação?</p><p>A puberdade tem início e evolução influenciados por fatores genéticos e ambientais</p><p>caracterizando-se pela ocorrência de:</p><p>● Adrenarca: resultante do aumento da secreção dos andrógenos suprarrenais (entre 6 e</p><p>8 anos de idade óssea) e que parece ser independente da ativação do eixo</p><p>hipofisário-gônadas.</p><p>● Ativação ou desinibição de neurônios hipotalâmicos secretores de hormônio liberador</p><p>de gonadotrofinas (LHRH), com consequente liberação dos hormônios luteinizante</p><p>(LH) e folículo-estimulante (FSH) pela glândula hipófise.</p><p>● Gonadarca (aumento dos esteróides sexuais produzidos pelos testículos e ovários)2,3.</p><p>Nas mulheres, o início da puberdade é marcado pelo crescimento das mamas e pela primeira</p><p>menstruação, conhecida como menarca, um momento com significado ritual em muitas</p><p>culturas. Nos Estados Unidos, a idade média da menarca é 12 anos (a faixa considerada</p><p>normal é entre 8-13 anos).</p><p>A puberdade requer a maturação das vias de controle hipotálamo-hipófise. Antes da</p><p>puberdade, a criança apresenta baixos níveis de hormônios esteróides sexuais e de</p><p>gonadotrofinas. Como os baixos níveis de hormônios sexuais normalmente aumentam a</p><p>liberação das gonadotrofinas, a combinação de baixos níveis de esteróides e de</p><p>gonadotrofinas indica que o hipotálamo e a hipófise ainda não estão sensíveis aos níveis de</p><p>esteróides no sangue.</p><p>Na puberdade, os neurônios hipotalâmicos secretores de GnRH aumentam a sua secreção</p><p>pulsátil de GnRH, o que, por sua vez, aumenta a liberação de gonadotrofinas. Os sinais</p><p>responsáveis pelo início da puberdade são complexos. Uma teoria propõe que a maturação</p><p>geneticamente programada dos neurônios hipotalâmicos inicia a puberdade. Sabe-se que a</p><p>puberdade possui uma base genética, pois os padrões herdados de maturação são comuns. Se</p><p>uma mulher não começa a menstruar antes dos 16 anos, por exemplo, é provável que suas</p><p>irmãs também tenham uma menarca tardia.@de</p><p>ssa</p><p>bm</p><p>ed</p><p>O hormônio do tecido adiposo leptina também contribui para o início da puberdade. Em</p><p>mulheres desnutridas com pouco tecido adiposo e níveis baixos de leptina, frequentemente</p><p>existe interrupção da menstruação (amenorreia), e camundongos nocaute* para a leptina são</p><p>inférteis. Presumivelmente, a melhora da nutrição no último século aumentou os estoques de</p><p>gordura pré-puberal e a secreção da leptina, o que poderia interagir com outros fatores para</p><p>iniciar a puberdade.</p><p>A altura final, o ritmo como o crescimento se processa, o início e a velocidade com que o</p><p>desenvolvimento puberal ocorre, a maturação óssea, o desenvolvimento dentário sofrem</p><p>significante influência de fatores genéticos. As interações com os fatores ambientais se dão</p><p>de forma distinta, isto é, as condições ambientais que alterem algum aspecto do crescimento</p><p>não o fazem obrigatoriamente em todos.ó</p><p>A nutrição, incluindo a ingestão de nutrientes específicos, é um dos mais significativos</p><p>determinantes do crescimento.</p><p>Aspectos psicossociais como maus-tratos podem prejudicar o crescimento, a despeito da</p><p>nutrição adequada e de não haver doença orgânica.</p><p>A grande variabilidade quanto ao início, duração e progressão das mudanças puberais tem,</p><p>como consequência, a questão de a idade biológica nem sempre estar de acordo com a idade</p><p>cronológica. Assim, é preciso que se leve em conta a fase puberal do desenvolvimento</p><p>quando se analisa o crescimento de um adolescente2.</p><p>CRITÉRIOS DE TUNNER:</p><p>@de</p><p>ssa</p><p>bm</p><p>ed</p><p>Anormalidades da secreção hormonal ovariana</p><p>Hipogonadismo |</p><p>Secreção hormonal ovariana reduzida. A secreção estrogênica abaixo do normal pode</p><p>resultar de ovários malformados, ausência de ovários ou ovários geneticamente anormais, que</p><p>secretam hormônios alterados, devido à falta de enzimas nas células secretoras. Quando os</p><p>ovários estão ausentes desde o nascimento ou quando se tornam não funcionais antes da</p><p>puberdade, ocorre o “eunucoidismo” feminino. Nessa condição, as características sexuais</p><p>secundárias usuais não aparecem, e os órgãos sexuais permanecem infantis. Especialmente</p><p>característico dessa condição é o crescimento prolongado dos ossos longos, porque as epífises</p><p>não se unem às hastes tão cedo quanto ocorre nas mulheres normais. Consequentemente, a</p><p>mulher eunucoide é basicamente tão alta quanto ou talvez até um pouco mais alta do que sua</p><p>contraparte masculina de base genética semelhante. Quando os ovários de uma mulher</p><p>totalmente desenvolvida são removidos, os órgãos sexuais regridem até certo ponto, de modo</p><p>que o útero fica quase infantil em tamanho, a vagina fica menor, e o epitélio vaginal cai no e</p><p>mais passível de sofrer lesões. As mamas se atrofiam e adquirem aspecto pendular, e os pelos</p><p>pubianos tornam-se mais nos.</p><p>● Quais são as etapas do ciclo menstrual e quais os hormônios envolvidos?</p><p>- Hipotálamo produz GnRH</p><p>- Adeno Hipófise produz FSH e LH</p><p>- FSH estimula o crescimento do folículo nos ovários</p><p>- Folículo secreta muito estrogênio enquanto está se desenvolvimento</p><p>- No 14º dia: adeno hipófise libera muito FSH e LH</p><p>- LH estimula a ovulação: ruptura do folículo e liberação do ovócito II</p><p>- LH permite a formação do corpo lúteo</p><p>- Corpo lúteo secreta muita progesterona e bastante estrógeno</p><p>- Estrogênio induz a proliferação de células do endométrio</p><p>- Progesterona mantém o endométrio espesso</p><p>- Progesterona e estrogênio inibem a adenoipófise</p><p>- Diminui FSH e LH</p><p>- Corpo lúteo regride</p><p>- Progesterona e estrógeno diminuem</p><p>- A menstruação ocorre</p><p>- Adenoipófise volta a produzir FSH e LH</p><p>- O ciclo continua</p><p>- Se ocorrer fecundação: embrião libera HCG que mantém estrógeno e</p><p>progesterona altos - inibe FSH e LH</p><p>TPM:</p><p>- Tensão pré menstrual</p><p>- Baixa de estrógeno e progesterona</p><p>AMAMENTAÇÃO:</p><p>Mas a amamentação não é o único efeito da prolactina. No período puerperal, os altos níveis</p><p>de prolactina levam a redução dos níveis de hormônios gonadotrópicos (LH e FSH), e, com</p><p>@de</p><p>ssa</p><p>bm</p><p>ed</p><p>isso, a mulher passa por um período de redução da libido, amenorreia lactacional (a mulher</p><p>não menstrua no período de lactação), e períodos anovulatórios (ou seja, redução da</p><p>capacidade reprodutora por ausência de ovulação).</p><p>@de</p><p>ssa</p><p>bm</p><p>ed</p><p>M lm</p><p>@de</p><p>ssa</p><p>bm</p><p>ed</p><p>@de</p><p>ssa</p><p>bm</p><p>ed</p><p>@de</p><p>ssa</p><p>bm</p><p>ed</p><p>@de</p><p>ssa</p><p>bm</p><p>ed</p><p>● Compreender quais métodos contraceptivos e suas respectivas funções .</p><p>A esterilização é o método contraceptivo mais eficaz para pessoas sexualmente ativas, porém</p><p>é um procedimento cirúrgico e não é facilmente revertido. A esterilização feminina é</p><p>chamada de ligação tubária. Ela consiste na ligação e secção das tubas uterinas. Uma mulher</p><p>com uma ligação tubária ainda ovula, mas os oócitos permanecem no abdome. A</p><p>esterilização masculina é a vasectomia, em que os ductos deferentes são ligados e</p><p>seccionados ou clampeados. Os espermatozoides ainda são produzidos nos túbulos</p><p>seminíferos, mas, como não podem sair do trato genital, são reabsorvidos.</p><p>Os métodos de intervenção da contracepção incluem:</p><p>(1) métodos de barreira, que impede a união do espermatozóide com o ovócito; (2) métodos</p><p>que impedem a implantação do ovócito fertilizado; e (3) tratamentos hormonais que</p><p>diminuem ou interrompem a produção de gametas. A eficácia da intervenção contraceptiva</p><p>depende em parte de quão constante e correta-mente ela é usada.</p><p>Métodos de barreira:</p><p>Versões modernas de barreiras femininas incluem o diafragma, introduzido nos Estados</p><p>Unidos em 1916. Esta membrana de borracha em forma de cúpula e uma versão menor,</p><p>denominada capuz cervical, são geralmente preenchidos com creme espermicida e depois</p><p>inseridos no topo da vagina para cobrir o colo do útero. Uma vantagem do diafragma é que</p><p>ele não é hormonal. Quando usado de forma apropriada e regularmente, o diafragma é</p><p>bastante eficaz (97-99%). Entretanto, ele nem sempre é utilizado, uma vez que deve ser</p><p>inserido perto do momento do intercurso e, consequentemente, 20% das mulheres que</p><p>dependem do diafragma para a contracepção engravidam no primeiro ano de uso. Outra</p><p>barreira contraceptiva feminina é a esponja</p><p>contraceptiva, que contém um espermicida</p><p>químico.</p><p>@de</p><p>ssa</p><p>bm</p><p>ed</p><p>A barreira contraceptiva do homem é o preservativo, uma capa que se encaixa sobre o pênis</p><p>e coleta o sêmen ejaculado. Uma versão feminina do preservativo também está disponível</p><p>comercialmente. Ela recobre o colo do útero e reveste completamente a vagina, fornecendo</p><p>mais proteção contra as doenças sexualmente transmissíveis</p><p>Prevenção da implantação</p><p>Alguns métodos contraceptivos não impedem a fertilização, mas impedem que o ovócito</p><p>fertilizado se implante no endométrio. Eles incluem tanto os dispositivos intrauterinos (DIUs)</p><p>quanto o uso de compostos químicos que mudam as propriedades do endométrio.</p><p>Os DIUs são dispositivos de plástico envolto em cobre que são inseridos dentro da cavidade</p><p>uterina, onde matam os espermatozoides e criam uma leve reação inflamatória que impede a</p><p>implantação. Eles têm baixas taxas de falha (0,5% ao ano), mas os efeitos colaterais variam</p><p>desde dor e sangramento até infertilidade causada por doença inflamatória pélvica e bloqueio</p><p>das tubas uterinas. Alguns DIUs contêm hormônios semelhantes à progesterona.</p><p>Tratamentos hormonais Técnicas que diminuem a produção de gametas dependem da</p><p>alteração do ambiente hormonal do corpo.</p><p>Os contraceptivos orais, também chamados de pílulas de controle da natalidade, tornaram-se</p><p>disponíveis pela primeira vez em 1960. Eles baseiam-se em várias combinações de estrogênio</p><p>e progesterona, que inibem a secreção de gonadotrofinas pela hipófise. Sem níveis adequados</p><p>de FSH e de LH, a ovulação é suprimida. Além disso, a progesterona presente nas pílulas</p><p>contraceptivas torna o muco cervical espesso e ajuda a impedir a penetração dos</p><p>espermatozóides. Estes métodos hormonais de contracepção são muito eficazes quando</p><p>usados corretamente, mas também trazem alguns riscos, como o aumento na incidência de</p><p>@de</p><p>ssa</p><p>bm</p><p>ed</p><p>formação de coágulos sanguíneos (trombos) e de acidente vascular encefálico</p><p>(principalmente em mulheres fumantes).</p><p>● Analisar os riscos das relações sexuais sem preservativo ( IST E GRAVIDEZ )</p><p>As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) são causadas por vírus, bactérias ou outros</p><p>microrganismos. Elas são transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral,</p><p>vaginal, anal) sem o uso de camisinha masculina ou feminina, com uma pessoa que esteja</p><p>infectada. A transmissão de uma IST pode acontecer, ainda, da mãe para a criança durante a</p><p>gestação, o parto ou a amamentação. De maneira menos comum, as IST também podem ser</p><p>transmitidas por meio não sexual, pelo contato de mucosas ou pele não íntegra com secreções</p><p>corporais contaminadas.</p><p>Importante: A terminologia Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) passa a ser adotada</p><p>em substituição à expressão Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), porque destaca a</p><p>possibilidade de uma pessoa ter e transmitir uma infecção, mesmo sem sinais e sintomas.</p><p>Existem diversos tipos de infecções sexualmente transmissíveis, mas os exemplos mais</p><p>conhecidos são:</p><p>● Herpes genital;</p><p>● Cancro mole (cancroide)</p><p>● HPV</p><p>● Doença Inflamatória Pélvica (DIP)</p><p>● Donovanose</p><p>● Gonorreia e infecção por Clamídia</p><p>● Linfogranuloma venéreo (LGV)</p><p>● Sífilis</p><p>● Infecção pelo HTLV</p><p>● Tricomoníase</p><p>Quais são os sintomas das infecções sexualmente transmissíveis?</p><p>As IST podem se manifestar por meio de feridas, corrimentos e verrugas anogenitais. Os</p><p>sinais aparecem, principalmente, no órgão genital da pessoa, mas podem surgir também em</p><p>outra parte do corpo, como na palma das mãos, olhos e língua.</p><p>Características de IST por feridas</p><p>Aparecem nos órgãos genitais ou em qualquer parte do corpo, com ou sem dor.</p><p>@de</p><p>ssa</p><p>bm</p><p>ed</p><p>Podem ser manifestações da sífilis, herpes genital, cancroide, donovanose e</p><p>linfogranuloma venéreo.</p><p>Características de IST por corrimentos</p><p>Aparecem no pênis, vagina ou ânus.</p><p>Podem ser esbranquiçados, esverdeados ou amarelados, dependendo da IST.</p><p>Podem ter cheiro forte e/ou causar coceira.</p><p>Provocam dor ao urinar ou durante a relação sexual.</p><p>Nas mulheres, quando é pouco, o corrimento só é visto em exames ginecológicos.</p><p>Podem se manifestar na gonorreia, clamídia e tricomoníase.</p><p>Características de IST por verrugas anogenitais</p><p>São causadas pelo Papilomavírus Humano (HPV) e podem aparecer em forma de</p><p>couve-flor, quando a infecção está em estágio avançado.</p><p>Em geral, não doem, mas pode ocorrer irritação ou coceira.</p><p>Algumas Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) podem não apresentar sinais e</p><p>sintomas, e se não forem diagnosticadas e tratadas, podem levar a graves complicações, como</p><p>infertilidade, câncer ou até morte.</p><p>Como prevenir as infecções sexualmente transmissíveis?</p><p>O uso da camisinha (masculina ou feminina) em todas as relações sexuais (orais, anais e</p><p>vaginais) é o método mais eficaz para evitar a transmissão das IST, do HIV/aids e das</p><p>hepatites virais B e C. Serve também para evitar a gravidez.</p><p>A camisinha masculina ou feminina pode ser retirada gratuitamente nas unidades de saúde.</p><p>Quem tem relação sexual desprotegida pode contrair uma IST. Não importa idade, estado</p><p>civil, classe social, identidade de gênero, orientação sexual, credo ou religião. A pessoa pode</p><p>estar aparentemente saudável, mas pode estar infectada por uma IST.</p><p>A prevenção combinada abrange o uso da camisinha masculina ou feminina, ações de</p><p>prevenção, diagnóstico e tratamento das IST, testagem para HIV, sífilis e hepatites virais B e</p><p>C, profilaxia pós-exposição ao HIV, imunização para HPV e hepatite B, prevenção da</p><p>transmissão vertical de HIV, sífilis e hepatite B, tratamento antirretroviral para todas as</p><p>PVHA, redução de danos, entre outros.</p><p>GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA:</p><p>@de</p><p>ssa</p><p>bm</p><p>ed</p><p>A gestação na adolescência é considerada uma situação de risco biológico tanto para as</p><p>adolescentes como para os recém-nascidos. Alguns autores observam que características</p><p>fisiológicas e psicológicas da adolescência farão com que uma gestação nesse período se</p><p>caracterize como uma gestação de risco. Há evidências de que gestantes adolescentes podem</p><p>sofrer mais intercorrências médicas durante gravidez e mesmo após esse evento que gestantes</p><p>de outras faixas etárias. Algumas complicações como tentativas de abortamento, anemia,</p><p>desnutrição, sobrepeso, hipertensão, (pré)eclâmpsia, desproporção céfalo-pélvica, hipertensão</p><p>e depressão pós-parto estão associadas à experiência de gravidez na adolescência . Além</p><p>disso, a gestação em adolescentes pode estar relacionada a comportamentos de risco como,</p><p>por exemplo, a utilização de álcool e drogas ou mesmo a precária realização de</p><p>acompanhamento pré-natal durante a gravidez .</p><p>Por outro lado, no que tange à saúde do bebê, a gestação na adolescência encontra-se</p><p>associada a situações de prematuridade, baixo peso ao nascer, morte perinatal, epilepsia,</p><p>deficiência mental, transtornos do desenvolvimento, baixo quociente intelectual, cegueira,</p><p>surdez, aborto natural, além de morte na infância. O bebê prematuro apresenta maiores riscos</p><p>na adaptação à vida extra-uterina devido à imaturidade dos órgãos e sistemas; além de uma</p><p>maior vulnerabilidade ao desenvolvimento de doenças. Os riscos da gestação na adolescência</p><p>ainda estão associados à baixa adesão ao atendimento pré-natal demonstrado pelas</p><p>adolescentes. Cabe ressaltar que o acompanhamento pré-natal tem efeito protetor sobre a</p><p>saúde da gestante e do recém-nascido, uma vez que contribui para uma menor incidência de</p><p>mortalidade materna, baixo peso ao nascer e mortalidade perinatal.</p><p>● Compreender em que caso a legislação autoriza o aborto, e os perigos</p><p>relacionados ao aborto clandestino.</p><p>Em nosso país, o aborto induzido é considerado crime contra a vida humana previsto pelo</p><p>Código Penal Brasileiro desde 1984.</p><p>Fazer um aborto induzido pode acarretar em detenção de um a três anos para a mãe que</p><p>causar o aborto ou que dê permissão para que outra pessoa o cometa. Neste último caso, a</p><p>pessoa que realizou o procedimento pode pegar de um a quatro anos de prisão.</p><p>@de</p><p>ssa</p><p>bm</p><p>ed</p><p>https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/91614/codigo-penal-decreto-lei-2848-40</p><p>Quando o aborto induzido é provocado sem o consentimento da mãe, a pessoa que o</p><p>provocou pode pegar de três a dez anos de reclusão.</p><p>Situações em que o aborto não é considerado crime contra a vida humana</p><p>O aborto no Brasil somente não é qualificado como crime em três situações:</p><p>● Quando a gravidez representa risco de vida para a gestante.</p><p>● Quando a gravidez é o resultado de um estupro.</p><p>● Quando o feto for anencefálico, ou seja, não possuir cérebro. Esse último item</p><p>foi julgado pelo STF em 2012 e declarado como parto antecipado com fins</p><p>terapêuticos.</p><p>As gestantes que se enquadrarem em uma dessas três situações tem respaldo do governo para</p><p>obter gratuitamente o aborto legal através do SUS (Sistema Único de Saúde).</p><p>A criminalização não impede que 1 milhão de abortos induzidos ocorram todos os anos no</p><p>Brasil. O dado foi compartilhado pelo Ministério da Saúde na primeira participação da</p><p>audiência pública para debater a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental</p><p>(ADPF) 442, que começou nesta sexta-feira (3) no STF (Supremo Tribunal Federal). A ação,</p><p>proposta em março de 2017 pelo PSol em conjunto com o Anis – Instituto de Bioética, pede a</p><p>descriminalização da interrupção voluntária da gestação até a 12ª semana.</p><p>“A estimativa do Ministério da Saúde é de cerca de 1 milhão de abortos induzidos, portanto,</p><p>uma carga extremamente alta que independe da classe social. O que depende da classe social</p><p>é a gravidade e a morte. Quem mais morre por aborto no Brasil são mulheres negras, jovens,</p><p>solteiras e com até o Ensino Fundamental”, afirmou Maria de Fátima Marinho de Souza,</p><p>diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e</p><p>Promoção da Saúde.</p><p>Ainda de acordo com o órgão, os procedimentos inseguros de interrupção voluntária da</p><p>gravidez levam à hospitalização de mais de 250 mil mulheres por ano, cerca de 15 mil</p><p>complicações e 5 mil internações de muita gravidade. O aborto inseguro causou a morte de</p><p>@de</p><p>ssa</p><p>bm</p><p>ed</p><p>203 mulheres em 2016, o que representa uma morte a cada 2 dias. Nos últimos 10 anos,</p><p>foram duas mil mortes maternas por esse motivo.]</p><p>O aborto realizado em condições inseguras tem maior probabilidade de ter complicações,</p><p>sendo essa a causa da maioria das mortes de mulheres que realizam o procedimento de forma</p><p>clandestina. Dos 22 casos de aborto, 12 tiveram algum tipo de complicação, dos quais 9</p><p>ocorreram no primeiro aborto e 3 nos subsequentes. A mais citada foi a hemorragia (08),</p><p>assim como cólica, desmaio, febre e dores.</p><p>● Qual a importância da educação sexual nas escolas ?</p><p>Apesar do maior acesso à informação, o déficit de conhecimento dos adolescentes a respeito</p><p>dos métodos contraceptivos, da prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (IST) e</p><p>das questões sobre a sexualidade persiste e representa um problema atual e pertinente</p><p>(VIEIRA, et al, 2021). Daí a importância de se abordar questões sobre sexualidade antes</p><p>mesmo de iniciar uma discussão sobre a temática dessas doenças propriamente ditas. Oriundo</p><p>desse quadro deficitário, um evento recorrente e polêmico no cenário da saúde, o sexo</p><p>inseguro, tem como principais desdobramentos a gravidez indesejada e/ou doenças de</p><p>transmissão sexual, que envolvem os indivíduos, a família e a sociedade, além de aumentar</p><p>os custos da atenção à saúde em todos os níveis de assistência.</p><p>Ainda em relação à educação sexual, o Ministério da Educação, por meio dos Parâmetros</p><p>Curriculares Nacionais (PCN) inclui a orientação sexual entre os temas transversais nas</p><p>diversas áreas do conhecimento, com finalidade de impregnar toda a prática educativa com as</p><p>questões da orientação sexual (BRASIL, 1997). Embora haja um consenso entre os</p><p>estudiosos sobre a necessidade de se promover a discussão de questões referentes à</p><p>sexualidade, na prática, educadores e pais ainda parecem apresentar dificuldades em abordar</p><p>o tema com os jovens.</p><p>A educação sexual é uma das formas mais eficazes de prevenir e enfrentar o abuso sexual</p><p>contra crianças e adolescentes. Ensinar, desde cedo e com abordagens apropriadas para cada</p><p>faixa etária, conceitos de autoproteção, consentimento, integridade corporal, sentimentos e a</p><p>diferença entre toques agradáveis / bem-vindos e toques que são invasivos / desconfortáveis é</p><p>fundamental para aumentar as chances de proteger crianças e adolescentes de possíveis</p><p>violações.</p><p>O diálogo sobre temas que envolvem sexualidade pode trazer muitos benefícios para a saúde</p><p>sexual, física e emocional de crianças e adolescentes. Saber a hora e a melhor maneira de</p><p>falar sobre sexualidade com as crianças e adolescentes é muito importante. Respeitar as fases</p><p>de crescimento e o que abordar em cada uma delas pode ajudar a evitar equívocos na maneira</p><p>de lidar com a questão, respeitando formas de expressão da sexualidade, sem reprimi-las, e</p><p>empoderando meninas e meninos sobre o seu próprio corpo.</p><p>@de</p><p>ssa</p><p>bm</p><p>ed</p><p>referência�</p><p>http://revistadepediatriasoperj.org.br/detalhe_artigo.asp?id=555</p><p>SILVERTHORN, Dee U. Fisiologia humana. [Digite o Local da Editora]: Grupo A,</p><p>[Inserir ano de publicação]. E-book. ISBN 9788582714041. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582714041/. Acesso em: 31</p><p>mar. 2024.</p><p>https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/i/ist#:~:text=S%C3%A3</p><p>o%20alguns%20exemplos%20de%20IST,m%C3%A3os%2C%20olhos%2C%20l%C3</p><p>%ADngua).</p><p>https://doi.org/10.1590/S0103-863X2010000100015</p><p>https://www.jusbrasil.com.br/artigos/aborto-o-que-diz-a-lei/414535657</p><p>https://www.cofen.gov.br/uma-mulher-morre-a-cada-2-dias-por-causa-do-aborto-in</p><p>seguro-diz-ministerio-da-saude/</p><p>file:///C:/Users/andre/Downloads/404-Texto%20do%20Artigo-1330-1-10-20230606</p><p>.pdf</p><p>@de</p><p>ssa</p><p>bm</p><p>ed</p><p>http://revistadepediatriasoperj.org.br/detalhe_artigo.asp?id=555</p><p>https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/i/ist#:~:text=S%C3%A3o%20alguns%20exemplos%20de%20IST,m%C3%A3os%2C%20olhos%2C%20l%C3%ADngua</p><p>https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/i/ist#:~:text=S%C3%A3o%20alguns%20exemplos%20de%20IST,m%C3%A3os%2C%20olhos%2C%20l%C3%ADngua</p><p>https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/i/ist#:~:text=S%C3%A3o%20alguns%20exemplos%20de%20IST,m%C3%A3os%2C%20olhos%2C%20l%C3%ADngua</p><p>https://doi.org/10.1590/S0103-863X2010000100015</p><p>https://www.jusbrasil.com.br/artigos/aborto-o-que-diz-a-lei/414535657</p><p>https://www.cofen.gov.br/uma-mulher-morre-a-cada-2-dias-por-causa-do-aborto-inseguro-diz-ministerio-da-saude/</p><p>https://www.cofen.gov.br/uma-mulher-morre-a-cada-2-dias-por-causa-do-aborto-inseguro-diz-ministerio-da-saude/</p>