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<p>OVACE Letícia Trabalon Pereira</p><p>1</p><p>OVACE - Obstrução de Vias Aéreas por</p><p>Corpo Estranho.</p><p>Corpo estranho - Qualquer objeto originado</p><p>fora do organismo.</p><p>A obstrução da via aérea por corpo estranho</p><p>(OVACE) é um acidente grave, súbito e</p><p>potencialmente fatal, cuja gravidade depende</p><p>principalmente do grau de obstrução da via</p><p>aérea acometida.</p><p>Diante de um paciente com asfixia, caso as</p><p>funções respiratórias não forem</p><p>restabelecidas dentro de 3 a 4 minutos, as</p><p>atividades cerebrais cessarão totalmente,</p><p>ocasionando a morte.</p><p>OVACE em Adultos</p><p>Suspeitar de OVACE quando houver uma</p><p>mudança súbita de comportamento.</p><p>• Agitação</p><p>• Engasgo ou tosses</p><p>• Sinais de sufocação (colocar as mãos</p><p>sobre o pescoço)</p><p>• Inconsciência</p><p>Gravidade do quadro</p><p>Leve - Grau de obstrução parcial da via, nesse</p><p>caso, existe passagem de ar, ainda que</p><p>dificultosa e a vítima é capaz de tossir. O</p><p>profissional deve encorajar a vítima a persistir</p><p>na tosse espontânea e nos esforços</p><p>respiratórios, pois o esforço secundário à</p><p>tosse, promoverá a saída de ar dos pulmões,</p><p>estimulando a expulsão do objeto que está</p><p>causando a obstrução.</p><p>Grave – Grau de obstrução total da via, os</p><p>sinais incluem a incapacidade de respirar,</p><p>tossir e falar, com evolução para cianose de</p><p>lábios e extremidades, o que indica ausência</p><p>de trocas gasosas e hipóxia tecidual</p><p>periférica. Nesse caso, o profissional precisa</p><p>ser ágil e observar que a vítima pode fazer o</p><p>sinal universal da asfixia (segurando o</p><p>pescoço com uma ou ambas as mãos) ou</p><p>apenas apontar com as mãos voltadas para o</p><p>pescoço, indicando que está engasgada e</p><p>precisa de ajuda.</p><p>Responsividade</p><p>Consciente – Ocorre em quadros leves o</p><p>paciente mostra-se agitado e angustiado.</p><p>Inconsciente – Ocorre em quadros graves ou</p><p>em quadros leves que rebaixaram, o paciente</p><p>em hipoxemia perde a consciência e torna-se</p><p>irresponsivo.</p><p>Manejo</p><p>Casos leves - Não há necessidade de realizar</p><p>a manobra de Heimlich</p><p>1. Acalmar o paciente</p><p>2. Perguntar se está engasgado e</p><p>observar os sinais da resposta</p><p>3. Estimular a tosse espontânea</p><p>4. Monitorar a gravidade</p><p>Casos graves com paciente responsivo</p><p>1. Perguntar se está engasgado e</p><p>observar os sinais da resposta.</p><p>2. Apresente-se ao paciente e explique o</p><p>que será feito.</p><p>3. Se posicione atrás da vítima, com suas</p><p>pernas entre as dela.</p><p>4. Abrace a vítima na altura na crista</p><p>ilíaca.</p><p>5. Inicie a Manobra de Heimlich</p><p>→ Posicione uma mão com o punho</p><p>fechado e polegar voltado para</p><p>região abaixo do apêndice xifoide e</p><p>a outra mão espalmada sobre a</p><p>primeira cobrindo-a.</p><p>OVACE Letícia Trabalon Pereira</p><p>2</p><p>→ Faça compressões rápidas e</p><p>firmes, para dentro e para cima, em</p><p>movimento que lembre um J.</p><p>→ Repetir manobra até sucesso na</p><p>desobstrução ou até o paciente</p><p>perder a consciência.</p><p>Casos graves com paciente irresponsivo</p><p>1. Solicitar ajuda especializada</p><p>imediatamente (SAMU ou</p><p>RESGATE) e pedir um DEA.</p><p>2. Deitar o paciente em decúbito</p><p>dorsal sob uma superfície rígida.</p><p>3. Checar os Pulsos</p><p>4. Iniciar a RCP</p><p>→ Vítimas com o pulso ausente,</p><p>deve-se iniciar imediatamente a</p><p>RCP (30:2).</p><p>→ Caso o pulso esteja presente,</p><p>realizar compressões torácicas</p><p>em região inter mamilar, com a</p><p>parte hipotênar buscando a</p><p>remoção do corpo estranho.</p><p>→ Checar vias aéreas e realizar</p><p>inspeção a cada ciclo (remover</p><p>corpo estranho se possível).</p><p>→ As compressões devem</p><p>continuar até o sucesso da</p><p>expulsão do corpo estranho e</p><p>retorno à respiração espontânea</p><p>ou chegada do suporte</p><p>avançado de vida.</p><p>OVACE em Obesos e Gestantes</p><p>Seguir as condutas da OVACE em adultos,</p><p>mas realizar a manobra de Heimlich na região</p><p>do tórax. Nesse caso, o profissional deve</p><p>posicionar os braços abaixo da axila do</p><p>paciente.</p><p>OVACE com paciente sentado</p><p>O processo é o mesmo, mas o profissional</p><p>pode realizar a manobra de Heimlich com o</p><p>paciente sentado na cadeira.</p><p>OVACE sozinho</p><p>• Apoiar-se sobre uma superfície, de</p><p>preferência uma cadeira.</p><p>• Inclinar-se sobre ela com o punho</p><p>simulando a manobra de Heimlich.</p><p>• Caso não dê certo, realizar o</p><p>movimento contra a cadeira sem o uso</p><p>das mãos.</p><p>OVACE Letícia Trabalon Pereira</p><p>3</p><p>OVACE em Crianças</p><p>Crianças de 1 ano até a puberdade.</p><p>O reconhecimento, gravidade, responsividade</p><p>e manejo, são semelhantes ao dos adultos, a</p><p>Manobra de Heimlich possui algumas</p><p>alterações:</p><p>• Ajoelhar até a altura da criança,</p><p>mantendo uma perna atrás da criança</p><p>e a outra perna flexionada, apoiada</p><p>com o pé no chão e lateral à criança.</p><p>• Atentar-se com a força das</p><p>compressões.</p><p>Caso não apresente responsividade, iniciar</p><p>RCP específica para crianças.</p><p>OVACE em Lactentes</p><p>Crianças menores de 1 ano.</p><p>A suspeita normalmente acontece quando,</p><p>após o aleitamento ou ingestão de líquidos, o</p><p>bebê apresente:</p><p>• Tosse</p><p>• Choro fraco ou silencioso</p><p>• Sinais de engasgo</p><p>• Cianose central e/ou de extremidades</p><p>Casos Leves – Consegue tossir, emitir sons</p><p>e chorar.</p><p>Casos Graves - Não consegue tossir e nem</p><p>chorar, apresenta hipotonia.</p><p>Manejo</p><p>Casos leves -</p><p>1. Posicionar o bebê em posição</p><p>ortostática.</p><p>2. Permitir a tosse.</p><p>3. Monitorar.</p><p>Casos graves com responsividade -</p><p>1. Apoiar o bebê sobre o antebraço do</p><p>profissional em decúbito ventral. O</p><p>antebraço deve estar posicionado</p><p>sobre a coxa.</p><p>2. Posicionar a mão próxima ao mento</p><p>(queixo), com os dedos próximos às</p><p>clavículas e fúrcula esternal.</p><p>OVACE Letícia Trabalon Pereira</p><p>4</p><p>3. Inclinar a vítima, de maneira que a</p><p>cabeça fique em um nível inferior aos</p><p>membros.</p><p>4. Aplicar 5 golpes com a região hipotênar</p><p>entre as escápulas.</p><p>5. Virar o bebê e realizar 5 compressões</p><p>torácicas na região inter mamilar com 2</p><p>dedos.</p><p>6. Avaliar a via aérea para tentar</p><p>encontrar o corpo estranho, se não</p><p>obter sucesso, retorne a manobra.</p><p>Esse procedimento deve ser repetido até que</p><p>o bebê expulse o corpo estranho ou perca a</p><p>consciência.</p><p>Casos graves sem responsividade -</p><p>1. Posicionar em decúbito dorsal e</p><p>superfície rígida.</p><p>2. Hiper estender as vias aéreas.</p><p>3. Iniciar RCP própria para Lactentes.</p>

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