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<p>■</p><p>■</p><p>■</p><p>■</p><p>■</p><p>Risco Estimado: Há Associação?</p><p>Objetivos de aprendizagem</p><p>Revisar o conceito de risco absoluto</p><p>Introduzir e comparar o risco relativo e odds ratio como mensuração da associação</p><p>entre exposição e doença</p><p>Calcular e interpretar o risco relativo em um estudo de coorte</p><p>Calcular e interpretar um odds ratio em um estudo de Coorte e em um estudo de</p><p>casos-controle e descrever quando o odds ratio é uma boa estimativa do risco relativo</p><p>Calcular e interpretar um odds ratio em estudo de casos-controle por pares</p><p>combinados</p><p>Nos quatro capítulos anteriores, discutimos os três delineamentos básicos de estudos utilizados</p><p>em investigações epidemiológicas. Eles são mostrados por diagramas nas Figuras 11-1 a 11-3.</p><p>Recorde que a diferença fundamental entre um ensaio clínico randomizado e um estudo de</p><p>coorte é que, no estudo de coorte, os sujeitos não são randomizados para serem expostos ou</p><p>permanecerem sem a exposição, pois a randomização para a exposição a possíveis agentes</p><p>tóxicos ou carcinogênicos, claramente, não seria aceitável. Consequentemente, estudos de coorte</p><p>são usados em muitos estudos etiológicos, pois esse delineamento permite aproveitar populações</p><p>que estiveram sob certa exposição e compará-las com populações não expostas. Estudos de</p><p>casos-controle são também utilizados para avaliar questões etiológicas. Independente de qual o</p><p>delineamento utilizado, o objetivo é determinar se existe um excesso de risco (incidência) ou,</p><p>talvez, redução de risco, de determinada doença em associação à determinada exposição ou</p><p>característica. No Capítulo 3, afirmamos que a incidência é uma medida de risco de doença.</p><p>Risco pode ser definido como a probabilidade de um evento ocorrer (como desenvolver uma</p><p>doença).</p><p>Antes da descrição dessas abordagens comparativas, introduziremos o conceito de risco</p><p>absoluto.</p><p>RISCO ABSOLUTO</p><p>A incidência de uma doença na população é chamada de risco absoluto. O risco absoluto pode</p><p>indicar a magnitude do risco em um grupo de pessoas com certa exposição, mas como não</p><p>considera o risco de doença em indivíduos não expostos, não indica se a exposição está associada</p><p>a aumento do risco à doença. Em epidemiologia, as comparações são fundamentais. Entretanto, o</p><p>risco absoluto pode apresentar importantes implicações, tanto na clínica quanto nas políticas de</p><p>saúde pública: por exemplo, uma mulher que contrai rubéola no primeiro trimestre de gestação,</p><p>pergunta ao seu médico, “Qual o risco de meu filho apresentar malformação?” Será dado a ela</p><p>certo número como resposta. Com base nessa informação, ela pode decidir interromper sua</p><p>gravidez. Ela não estará, explicitamente, comparando dados, mas uma comparação implícita está,</p><p>em geral, sendo feita: a mulher não está questionando apenas qual o seu risco, mas está</p><p>comparando qual seria esse risco se não tivesse contraído rubéola. Assim, embora o risco</p><p>absoluto não estipule qualquer comparação explícita, uma comparação implícita frequentemente</p><p>é feita quando observamos a incidência de uma doença. Contudo, para avaliar a questão da</p><p>associação, devemos usar abordagens que envolvam comparações explícitas.</p><p>Figura 11-1. Delineamento de um ensaio clínico randomizado.</p><p>Figura 11-2. Delineamento de um estudo de coorte.</p><p>Figura 11-3. Delineamento de um estudo de caso-controle.</p><p>COMO DETERMINAMOS SE CERTA DOENÇA ESTÁ</p><p>ASSOCIADA À DETERMINADA EXPOSIÇÃO?</p><p>Para verificar se existe associação, devemos determinar, utilizando dados obtidos em estudos de</p><p>casos-controle e estudos de coorte, se ocorre um excesso de risco de doença em pessoas que</p><p>foram expostas a certo agente. Vamos considerar os resultados de uma investigação hipotética de</p><p>TABELA 11-1.</p><p>1.</p><p>TABELA 11-2.</p><p>2.</p><p>um surto de intoxicação alimentar. Os alimentos suspeitos foram identificados, e para cada um</p><p>deles, a taxa de ataque (ou taxa de incidência) da doença foi calculada, para aqueles que</p><p>comeram o alimento (expostos) e para os que não comeram (não expostos), como mostra a</p><p>Tabela 11-1.</p><p>Como podemos determinar se há aumento de risco associado a cada um dos alimentos? Uma</p><p>abordagem, mostrada na coluna C da Tabela 11-2, consiste em calcular a razão entre as taxas de</p><p>ataque naqueles que consumiram cada alimento e nos que não consumiram. Uma alternativa para</p><p>identificar qualquer excesso de risco nos indivíduos expostos é mostrada na coluna D. Podemos</p><p>subtrair o risco dos que não consumiram o alimento do risco dos que consumiram. A diferença</p><p>representa o excesso de risco nas pessoas expostas.</p><p>Surto de Infecção Alimentar: I. Percentual de Pessoas Doentes entre as que Consumiram e Não</p><p>Consumiram Alimentos Específicos</p><p>Alimento Consumiram (% doentes) Não consumiram (% doentes)</p><p>Salada de ovo 83 30</p><p>Macarrão 76 67</p><p>Requeijão 71 69</p><p>Salada de atum 78 50</p><p>Sorvete 78 64</p><p>Outros 72 50</p><p>Assim, como observado no caso do surto de intoxicação alimentar, para determinar se certa</p><p>exposição está associada à determinada doença, devemos determinar se existe um excesso de</p><p>risco de doença nas populações expostas, pela comparação do risco de doença nas populações</p><p>expostas e não expostas. Acabamos de ver que tal excesso de risco pode ser calculado das duas</p><p>seguintes maneiras:</p><p>A razão dos riscos (ou taxa de incidência)</p><p>Surto de Infecção Alimentar: II. Caminhos para Cálculo do Excesso de Risco</p><p>(A) (B) (C) (D)</p><p>Alimento Consomem (% doentes) Não consomem (% doentes) (A)/(B) (A) – (B)%</p><p>Salada de ovo 83 30 2,77 53</p><p>Macarrão 76 67 1,13 9</p><p>Requeijão 71 69 1,03 2</p><p>Salada de atum 78 50 1,56 28</p><p>Sorvete 78 64 1,21 14</p><p>Outros 72 50 1,44 22</p><p>A diferença entre os riscos (ou entre as taxas de incidência):</p><p>O método que escolhemos para calcular o excesso de risco faz alguma diferença? Vamos</p><p>TABELA 11-3.</p><p>1.</p><p>2.</p><p>considerar um exemplo hipotético de duas comunidades, A e B, visto na Tabela 11-3.</p><p>Na comunidade A, a incidência da doença em pessoas expostas é de 40%, e a incidência nas</p><p>não expostas é de 10%. Há um excesso de risco associado à exposição? Como no exemplo da</p><p>intoxicação alimentar, podemos calcular a razão ou a diferença entre as taxas. A razão das taxas</p><p>de incidência é 4. Se calcularmos a diferença entre as taxas de incidência ela será de 30%. Na</p><p>comunidade B, a incidência em pessoas expostas é de 90% e a incidência nas não expostas é de</p><p>60%. A razão da incidência nos expostos para não expostos na população B será de 90/60, ou</p><p>1,5. Se calcularmos a diferença na incidência entre pessoas expostas e não expostas da</p><p>comunidade B, teremos novamente 30%.</p><p>O que nos dizem essas duas medidas? Há diferença no que aprendemos em relação à razão</p><p>das taxas de incidência, comparadas com a diferença nas taxas de incidência? Essas questões são</p><p>os temas desse capítulo e do Capítulo 12.</p><p>RISCO RELATIVO</p><p>O Conceito de Risco Relativo</p><p>Ambos os estudos, de casos-controle e coorte, são delineados para determinar se existe</p><p>associação entre exposição a um fator e o desenvolvimento de uma doença. Se existe uma</p><p>associação, qual é a sua força? Se conduzirmos um estudo de coorte, podemos colocar a questão</p><p>de outra maneira: “Qual é a razão de risco de doença nos indivíduos expostos para o risco de</p><p>doença nos não expostos?” Essa razão é chamada de risco relativo:</p><p>O risco relativo pode, também, ser definido como a probabilidade de um evento (o</p><p>desenvolvimento de uma doença) ocorrer nas pessoas expostas comparada à probabilidade de o</p><p>evento ocorrer em pessoas não expostas, ou como a razão das duas probabilidades.</p><p>Um Exemplo Comparando Duas Maneiras para Cálculo do Excesso de Risco</p><p>POPULAÇÃO</p><p>A B</p><p>Incidência (%)</p><p>Nos expostos 40 90</p><p>Nos não expostos 10 60</p><p>Diferença entre as taxas de incidência (%) 30 30</p><p>Razão entre as taxas de incidência  4,0  1,5</p><p>Interpretação do Risco Relativo</p><p>Como interpretamos o valor de um risco relativo?</p><p>Se o risco relativo for igual a 1, numerador é igual ao denominador, e o risco para pessoas</p><p>expostas é igual ao risco para as não expostas. Portanto, não existem evidências de</p><p>qualquer aumento de risco para indivíduos expostos ou para qualquer associação da</p><p>doença à exposição em questão.</p><p>Se o risco relativo for maior do que 1, o numerador</p><p>é maior do que o denominador, e o</p><p>risco em pessoas expostas é maior do que o risco em pessoas não expostas. Isso evidencia</p><p>3.</p><p>TABELA 11-4.</p><p>TABELA 11-5.</p><p>uma associação positiva e pode ser causal (como discutido no Capítulo 14).</p><p>Se o risco relativo for menor do que 1, o numerador é menor do que o denominador, e o</p><p>risco nos expostos é menor do que o risco nos não expostos. Isso evidencia uma associação</p><p>negativa, e pode ser indicativo de um efeito de proteção. Esse é um achado que pode ser</p><p>observado em pessoas que receberam uma vacina eficaz (“expostos” à vacina).</p><p>Essas três possibilidades são sumarizadas na Tabela 11-4.</p><p>Interpretação do Risco Relativo (RR) de uma Doença</p><p>Se RR = 1 Risco nos expostos igual ao risco nos não expostos (sem associação)</p><p>Se RR > 1 Risco nos expostos maior que o risco nos não expostos (associação positiva; possivelmente causal)</p><p>Se RR < 1 Risco nos expostos menor que o risco nos não expostos (associação negativa; possivelmente protetora)</p><p>Cálculo do Risco em Estudos de Coorte</p><p>Cálculo do Risco Relativo em Estudos de Coorte</p><p>Em um estudo de coorte, o risco relativo pode ser calculado diretamente. Recorde o</p><p>delineamento do estudo de coorte visto na Tabela 11-5.</p><p>Nesta tabela, vimos que a incidência nos expostos é:</p><p>e a incidência nos não expostos é</p><p>Calculamos o risco relativo como segue:</p><p>A Tabela 11-6 mostra um estudo de coorte hipotético de 3.000 fumantes e 5.000 não</p><p>TABELA 11-6.</p><p>TABELA 11-7.</p><p>fumantes, para investigar a relação entre fumo e desenvolvimento de doença coronariana (CHD)</p><p>por um período de 1 ano.</p><p>Neste exemplo:</p><p>e</p><p>Consequentemente,</p><p>Uma expressão semelhante de risco é vista na Tabela 11-7, que mostra dados dos primeiros</p><p>12 anos do estudo de Framingham relacionando risco de doença coronariana com idade, sexo e</p><p>nível de colesterol.</p><p>Primeiro dirija sua atenção à parte superior da tabela, que mostra a taxa de incidência por</p><p>1.000 pessoas por idade, sexo e nível sérico de colesterol. Em homens, a relação do risco para o</p><p>nível de colesterol parece dose-dependente; o risco aumenta para ambos os grupos etários com o</p><p>aumento do nível de colesterol. A relação não foi consistente em mulheres.</p><p>Fumo e Doença Coronariana (CHD): Um Estudo de Coorte Hipotético de 3.000 Fumantes e 5.000</p><p>Não Fumantes</p><p>Desenvolveram CHD Não desenvolveram CHD Totais Incidência por 1.000 pessoas/ano</p><p>Fumantes 84 2.916 3.000 28,0</p><p>Não fumantes 87 4.913 5.000 17,4</p><p>Reação entre Níveis Séricos de Colesterol e Risco de Doença Coronariana por Idade e Sexo: Estudo</p><p>de Framingham durante os Primeiros 12 Anos</p><p>Colesterol sérico (mg/dL) HOMENS MULHERES</p><p>30-49 anos 50-62 anos 30-49 anos 50-62 anos</p><p>Taxas de incidência (por 1.000)</p><p>< 190 38,2 105,7 11,1 155,2</p><p>190-219 44,1 187,5 9,1 88,9</p><p>220-249 95,0 201,1 24,3 96,3</p><p>250+ 157,5 267,8 50,4 121,5</p><p>Riscos relativos*</p><p>< 190 1,0 2,8 0,3 4,1</p><p>190-219 1,2 4,9 0,2 2,3</p><p>220-249 2,5 5,3 0,6 2,5</p><p>250+ 4,1 7,0 1,3 3,2</p><p>* A incidência para cada subgrupo é comparada a homens de 30 a 49 anos de idade, com níveis séricos de colesterol menores</p><p>do que 190 mg/dL (risco = 1). De: Truett J, Cornfield J, Kannel W: A multivariate analysis of the risk of coronary heart disease</p><p>in Framingham. J Chonic Dis 20:511-524, 1967.</p><p>Na metade inferior da tabela, os valores foram convertidos em riscos relativos. Os autores</p><p>consideraram a taxa de incidência de 38,2 em homens jovens com baixos níveis de colesterol e</p><p>atribuíram a ela o risco de 1; esses sujeitos foram considerados “não expostos”. Todos os outros</p><p>riscos na tabela são expressos em relação a esse risco de 1. Por exemplo, a incidência de 157,5</p><p>em homens jovens com nível de colesterol maior que 250 mg/dL é comparada a taxa de</p><p>incidência de 38,2; dividindo 157,5 por 38,2 obtendo-se um risco relativo de 4,1. Usando estes</p><p>riscos relativos, é mais fácil comparar os riscos e identificar quaisquer tendências. Embora o</p><p>menor risco em homens tenha sido escolhido como padrão de comparação e ajustado para 1,0, os</p><p>autores poderiam ter escolhido qualquer outro valor da tabela como a referência 1,0 e feito todas</p><p>as outras comparações relativas a ela. Uma razão para escolher um valor baixo como padrão de</p><p>referência é que a maioria dos outros valores estará acima de 1; para a maioria das pessoas, a</p><p>tabela é mais facilmente lida quando poucos valores estão completamente à direita do decimal.</p><p>A Figura 11-4 mostra dados de 2.282 homens de meia idade acompanhados por 10 anos no</p><p>estudo Framingham e 1.838 homens de meia-idade acompanhados por 8 anos em Albany, Nova</p><p>Iorque. Os dados relatam o hábito de fumar, nível de colesterol e pressão sanguínea com o risco</p><p>de infarto agudo do miocárdio e morte por doença coronariana. Os autores atribuíram o valor 1</p><p>para o menor dos riscos em cada uma das duas partes da figura, e os outros riscos foram</p><p>calculados em relação a esse valor. A esquerda são apresentados os riscos de não fumantes com</p><p>níveis baixos de colesterol (que foi fixado em 1) e o risco em não fumantes com altos níveis de</p><p>colesterol; riscos para fumantes com baixos e altos níveis de colesterol são calculados em relação</p><p>aos riscos para não fumantes com baixos níveis de colesterol. Note que o risco é maior para altos</p><p>níveis de colesterol e que permanece tanto para fumantes quanto para não fumantes (embora o</p><p>risco seja maior em fumantes mesmo quando seus níveis de colesterol estão baixos). Assim,</p><p>tanto o hábito de fumar quanto níveis elevados de colesterol contribuem para risco de infarto do</p><p>miocárdio e morte por doença coronariana. A análise comparativa com pressão sanguínea e fumo</p><p>é mostrada à direita.</p><p>Figura 11-4. Riscos relativos para infarto do miocárdio e morte por doença coronariana em</p><p>homens de 30 a 62 anos, por níveis de colesterol sérico (esquerda) e pressão sanguínea (direita)</p><p>em relação ao hábito de fumar. Níveis altos de colesterol foram definidos como 220 mg/dL ou</p><p>TABELA 11-8.</p><p>mais. (Dados de Doyle JT, Dawber TR, Kannel WB, et al.: The relationship of cigarette smoking</p><p>to coronary heart disease, JAMA 190:886, 1964.)</p><p>ODDS RATIO</p><p>Vimos que, para calcular o risco relativo, devemos ter valores para a incidência da doença em</p><p>expostos e não expostos, que podem ser obtidas em um estudo de coorte. Em um estudo de</p><p>casos-controle, contudo, não conhecemos a incidência na população exposta e não exposta, pois</p><p>começamos com pessoas doentes (casos) e não doentes (controles). Por essa razão, em estudos</p><p>de casos-controle, não podemos calcular o risco relativo diretamente. Nessa seção veremos como</p><p>uma outra medida de associação, o odds ratio, pode ser obtido em estudos de coorte ou de casos-</p><p>controle e pode ser usado no lugar do risco relativo. veremos também, que apesar de não</p><p>calcularmos o risco relativo em estudos de casos-controle, sob muitas condições, podemos obter</p><p>uma ótima estimativa do risco relativo nesses estudos usando o odds ratio.</p><p>Definição do Odds Ratio em Estudos de Coorte e Casos-Controle</p><p>Em capítulos anteriores discutimos a proporção das populações expostas em quem a doença se</p><p>desenvolve e a proporção de populações não expostas em quem a doença se desenvolve em</p><p>estudos de coorte. Da mesma forma, em estudos de casos-controle, discutimos a proporção de</p><p>casos que foram expostos e a proporção de controles que foram expostos (Tabela 11-8).</p><p>Uma abordagem alternativa é usar o conceito de chances (odds). Suponha que estamos</p><p>apostando em um cavalo chamado Epi Beauty, que tem 60% de probabilidade de ganhar a</p><p>corrida (P). Epi Beauty, portanto, tem 40% de probabilidade de perder (1–P). Se essas são as</p><p>probabilidades, quais as chances de que o cavalo ganhe a corrida? Para responder, devemos ter</p><p>em mente que a chance de um evento acontecer é definida como a razão entre o número de vezes</p><p>que o evento pode ocorrer pelo número de vezes que pode não ocorrer. Consequentemente, a</p><p>chance de Epi Beauty vencer, como definido acima, é:</p><p>Lembre que, se P é a probabilidade de Epi Beauty vencer a corrida, 1 – P é igual a</p><p>probabilidade que Epi Beauty tem de perder a corrida. Consequentemente, a chance de Epi</p><p>Beauty ganhar é:</p><p>Cálculo das Proporções de Exposição</p><p>nos Estudos de Casos-Controle</p><p>É importante ter em mente a distinção entre probabilidade e chance. No exemplo acima:</p><p>e</p><p>Odds Ratio em Estudos de Coorte</p><p>Vamos examinar como o conceito de chance (odds) pode ser aplicado tanto para estudos de</p><p>coorte quanto para estudos de casos-controle. Vamos, primeiramente, considerar o delineamento</p><p>do estudo de coorte mostrado na Figura 11-5A. Nossa primeira questão é: Qual a probabilidade</p><p>(P) de que a doença se desenvolva em pessoas expostas? A resposta para isso é a incidência da</p><p>doença na linha superior (pessoas expostas), que é igual a . A próxima pergunta é, “Qual a</p><p>chance da doença se desenvolver em pessoas expostas?” Novamente, olhando apenas para a</p><p>linha superior da Figura 11-5, vemos que existem (a + b) pessoas expostas; a chance da doença</p><p>se desenvolver nelas é a:b ou . (Lembre do exemplo de Epi Beauty.) Similarmente, olhando</p><p>apenas para a linha de baixo da tabela, existem (c + d) pessoas não expostas; a probabilidade de a</p><p>doença se desenvolver em pessoas não expostas é e a chance de a doença se desenvolver</p><p>em pessoas não expostas é c:d ou .</p><p>Figura 11-5. A. Odds Ratio (OR) em estudos de coorte. B. Odds Ratio (OR) em estudos de</p><p>casos-controle. C. Razão dos produtos cruzados em ambos estudos, coorte e casos-controle.</p><p>Como a razão das incidências nos expostos e não expostos pode ser usada para medir</p><p>associação entre exposição e doença, podemos também olhar para a razão das chances da doença</p><p>se desenvolver em pessoas expostas e a chance de a doença se desenvolver em pessoas não</p><p>expostas. Cada uma das medidas de associação é válida nos estudos de coorte.</p><p>No estudo de coorte, para responder a questão se há associação entre exposição e doença,</p><p>podemos usar ou o risco relativo discutido na seção anterior ou o odds ratio. Em um estudo de</p><p>coorte, o odds ratio é definido como a razão de chances de a doença desenvolver-se em pessoas</p><p>expostas e da chance de a doença desenvolver-se em pessoas não expostas, e isso pode ser</p><p>calculado como segue:</p><p>Odds Ratio em Estudos de Casos-Controle</p><p>Como discutido em um estudo de casos-controle, não podemos calcular o risco relativo</p><p>diretamente para determinar se há associação entre exposição e doença. Isso porque, tendo</p><p>começado com casos e controles em vez de pessoas expostas e não expostas, não temos</p><p>informações sobre a incidência da doença nas pessoas expostas versus não expostas. Contudo,</p><p>podemos usar o odds ratio como uma medida de associação entre exposição e doença em estudo</p><p>de casos-controle, mas fazemos perguntas diferentes: “Quais são as chances (odds) de que um</p><p>caso foi exposto?” Olhando a coluna da esquerda na Figura 11-5B, vemos que as chances (odds)</p><p>de casos que tenham sido expostos é a:c ou . Próxima pergunta, “Quais são as chances (odds)</p><p>de que um controle foi exposto?” Olhando a coluna da direita, vemos que as chances (odds) dos</p><p>controles que tenham sido expostos é b:d ou .</p><p>Podemos, então, calcular o odds ratio, que no estudo de casos-controle, é definido como a</p><p>razão das chances (odds) dos casos que foram expostos pelas chances (odds) dos controles que</p><p>foram expostos. Isso é calculado como segue:</p><p>Deste modo, representa o odds ratio (Razão de chances) tanto no estudo de coorte (Fig. 11-</p><p>5A) quanto no de casos-controle (Fig. 11-5B). Em ambos tipos de estudos, o odds ratio é uma</p><p>excelente medida de o quanto certa exposição está associada a uma doença específica. O odds</p><p>ratio é também conhecido como razão de produtos cruzados, pois pode ser obtido multiplicando</p><p>ambas as células em diagonal na tabela 2 × 2 e, então, dividindo , como visto a Figura 11-</p><p>5C.</p><p>Como Dr. Lechaim Naggan assinalou (comunicação pessoal), o odds radio, ou razão de</p><p>produtos cruzados, pode ser visto como a razão do produto de duas células que suportam a</p><p>hipótese de uma associação (células a e d, pessoas doentes que foram expostas e pessoas não</p><p>doentes que não foram expostas), pelo produto de duas células que negam a hipótese de</p><p>associação (células b e c, pessoas não doentes que foram expostas e pessoas doentes que não</p><p>foram expostas).</p><p>Interpretação do Odds Ratio</p><p>Interpretamos o odds ratio da mesma forma como interpretamos o risco relativo. Se a exposição</p><p>não estiver relacionada com a doença, o odds ratio será igual a 1. Se a exposição estiver</p><p>positivamente relacionada com a doença, o odds ratio será maior do que 1. Se a exposição</p><p>estiver negativamente relacionada com a doença, o odds ratio será menor do que 1.</p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>Quando o Odds Ratio é uma Boa Estimativa do Risco Relativo?</p><p>Em um estudo de casos-controle, só o odds ratio pode ser calculado como medida de associação,</p><p>enquanto em um estudo de coorte, tanto risco relativo quanto odds ratio são válidos como</p><p>medidas de associação. Contudo, muitas pessoas sentem-se mais confortáveis usando o risco</p><p>relativo, que é a medida de associação mais frequentemente relatada na literatura quando</p><p>resultados de estudos de coorte são publicados. Mesmo quando o odds ratio é usado, as pessoas</p><p>frequentemente estão interessadas em saber quanto se aproxima do risco relativo. Mesmo em</p><p>periódicos clínicos de prestígio sabe-se que para publicar relatos de estudos de casos-controle</p><p>exige-se uma coluna nos resultados com o risco relativo. Tendo lido a discussão nesse capítulo,</p><p>você está horrorizado com essa informação, pois você agora sabe que o risco relativo não pode</p><p>ser calculado diretamente de um estudo de casos-controle! Claramente, isso significa uma</p><p>estimativa do risco relativo com base no odds ratio que é obtido em estudos de casos-controle.</p><p>Quando o odds ratio, obtido em estudos de casos-controle, é uma boa aproximação do risco</p><p>relativo na população? Quando as três condições seguintes são satisfeitas:</p><p>Quando os casos estudados forem representativos, em relação à história de exposição, de</p><p>todas as pessoas com a doença na população de onde saíram os casos.</p><p>Quando os controles estudados forem representativos, em relação à história de exposição,</p><p>de todas as pessoas sem a doença na população de onde saíram os casos.</p><p>Quando a doença estudada não ocorre frequentemente.</p><p>A terceira condição (ocorrência da doença não ser frequente) pode ser intuitivamente</p><p>explicada como a seguir:</p><p>Relembrando que existem (a + b) pessoas expostas. Pois a maioria das doenças que lidamos</p><p>não ocorre frequentemente, poucas pessoas em uma população exposta irão, de fato, desenvolver</p><p>a doença; consequentemente, a é muito menor do que b, e pode-se aproximar (a + b) de b, ou (a</p><p>+ b) ≅ b. Similarmente, poucas pessoas não expostas (c + d) desenvolvem a doença, e podemos</p><p>aproximar (c + d) com d, ou (c + d) ≅ d. Contudo, podemos calcular o risco relativo como a</p><p>seguir:</p><p>Para solucionar esse cálculo, obtemos , que é o odds ratio. Para o leitor interessado, uma</p><p>nítida e mais sofisticada derivação é fornecida no apêndice a esse capítulo.</p><p>As Figuras 11-6 e 11-7 mostram dois exemplos de estudos de coorte que demonstram como o</p><p>odds ratio fornece uma boa aproximação do risco relativo quando a ocorrência da doença não é</p><p>frequente, mas não quando a doença é frequente. Na Figura 11-6, a ocorrência da doença não é</p><p>frequente e vemos que o risco relativo é 2. Se calcularmos agora o odds ratio, teremos 2,02, que</p><p>é uma boa aproximação.</p><p>Agora, vamos examinar a Figura 11-7, em que a ocorrência da doença é frequente. Embora o</p><p>risco relativo seja novamente 2,0, o odds ratio é 3,0, o que é consideravelmente diferente do</p><p>risco relativo.</p><p>■</p><p>Figura 11-6. Exemplo: O odds ratio é uma boa estimativa de risco relativo quando a doença não</p><p>é frequente.</p><p>Figura 11-7. Exemplo: O odds ratio não é uma boa estimativa de risco relativo quando a doença</p><p>é frequente.</p><p>Vemos, pois, que o odds ratio é, por si só, uma medida de associação válida, mesmo sem</p><p>considerarmos o risco relativo. Se, entretanto, escolhermos usar o risco relativo como indicador</p><p>de associação, quando a ocorrência da doença não for frequente, o odds ratio será uma ótima</p><p>aproximação do risco relativo.</p><p>Relembrando:</p><p>O odds ratio (razão de chances) é uma medida útil de associação, por si só, tanto</p><p>nos estudos</p><p>■</p><p>■</p><p>de coorte como nos de casos-controle.</p><p>Em um estudo de coorte, o risco relativo pode ser calculado diretamente.</p><p>Em um estudo de casos-controle, o risco relativo não pode ser calculado diretamente, assim o</p><p>odds ratio (razão de produtos cruzados) é usado como estimativa do risco relativo, quando o</p><p>risco da doença é baixo.</p><p>Exemplos de Cálculos de Odds Ratio em Estudos de Casos-Controle</p><p>Nessa seção, calcularemos o odds ratio em dois estudos de casos-controle (em um dos quais os</p><p>controles não foram combinados com os casos, e outro em que foram emparelhados). Para os</p><p>propósitos desses exemplos, vamos assumir o seguinte: o orçamento de nossa pesquisa é</p><p>pequeno, assim conduzimos o estudo de casos-controle com apenas 10 casos e 10 controles. N</p><p>indica os indivíduos não expostos e E indica os expostos.</p><p>Cálculo do Odds Ratio em um Estudo de Casos-Controle Não Emparelhado</p><p>Vamos assumir que esse estudo casos-controle é feito sem qualquer emparelhamento de</p><p>controles para casos, e que obtivemos os resultados vistos na Figura 11-8. Assim, 6 dos 10 casos</p><p>e 3 dos 10 controles foram expostos. Se arranjarmos esses dados em uma tabela 2 × 2, obteremos</p><p>o seguinte:</p><p>O odds ratio neste estudo não emparelhado é igual à razão dos produtos cruzados:</p><p>A Tabela 11-9 mostra dados de um estudo hipotético de casos-controle não emparelhado</p><p>sobre fumo e doenças coronarianas. As letras a, b, c e d foram inseridas para identificar as</p><p>células da tabela 2 × 2 utilizada para o cálculo. O odds ratio, calculado a partir desses dados, será</p><p>como segue:</p><p>Cálculo do Odds Ratio em um Estudo de Casos-Controle Emparelhado por Pares</p><p>Como discutido no capítulo anterior, na seleção da população para estudos de casos-controle, os</p><p>controles são frequentemente selecionados por emparelhamento, cada um para um caso, de</p><p>acordo com as variáveis relacionadas com o risco à doença, como sexo, idade ou raça</p><p>TABELA 11-9.</p><p>(emparelhamento individual ou por pares). Os resultados são então analisados em termos de</p><p>pares de casos-controle em vez de para os sujeitos individualmente.</p><p>Figura 11-8. Um estudo de casos-controle com 10 casos e 10 controles não emparelhados.</p><p>Exemplo de Cálculo da Odds Ratio em um Estudo de Casos-Controle</p><p>Quais os tipos de combinações de casos-controle são possíveis considerando a história de</p><p>exposição? Claramente, se a exposição é dicotômica (uma pessoa está exposta ou não), somente</p><p>serão possíveis os quatro tipos de pares de casos-controle seguintes:</p><p>Note que os pares de casos-controle que tiveram a mesma experiência de exposição são</p><p>denominados pares concordantes, e aqueles que tiveram diferentes experiências de exposição</p><p>são denominados pares discordantes. Essas possibilidades são mostradas esquematicamente na</p><p>tabela 2 × 2, a seguir. Note que, diferentemente de outras tabelas 2 × 2 examinadas</p><p>anteriormente, a figura em cada célula representa um par de sujeitos (i.e., pares de casos-</p><p>controle), e não os sujeitos individualmente. Assim, a tabela seguinte contém pares a – nos quais</p><p>tanto caso quanto controle foram expostos; pares b – nos quais o caso foi exposto e o controle</p><p>não; pares c – nos quais o caso não foi exposto e o controle foi; e pares d – nos quais nem caso</p><p>nem controle foram expostos.</p><p>O cálculo do odds ratio, em tal estudo emparelhado por pares, se baseia apenas nos pares</p><p>discordantes (b e c). Os pares concordantes, (a e d, nos quais casos e controles foram ambos</p><p>expostos ou não expostos) são ignorados, pois não contribuem para nosso conhecimento de como</p><p>casos e controles diferem no que diz respeito à história passada de exposição.</p><p>O odds ratio para estudos emparelhados por pares é, portanto, a razão entre os pares</p><p>discordantes (i.e., a razão do número de pares nos quais os casos foram expostos e controles não,</p><p>pelo número de pares em que os controles foram expostos e casos não). O odds ratio para a</p><p>tabela 2 × 2 anterior é:</p><p>Novamente, como frisou o Dr. Lechaim Naggan (comunicação pessoal), o odds ratio</p><p>emparelhado por pares pode ser visto como a razão do número de pares que suportam a hipótese</p><p>de uma associação (pares nos quais os casos foram expostos e os controles não) pelo número de</p><p>pares que negaram a hipótese de uma associação (pares nos quais os controles foram expostos e</p><p>os casos não).</p><p>Figura 11-9. Um estudo de casos-controle de 10 casos e 10 controles emparelhados.</p><p>Vamos olhar para o exemplo do cálculo de um odds ratio em um estudo de casos-controle</p><p>emparelhado por pares (Fig. 11-9). Vamos retornar para nosso estudo de baixo orçamento, que</p><p>incluiu 10 casos e 10 controles: agora nosso estudo é delineado de forma que cada controle seja</p><p>emparelhado individualmente para um caso, resultando em 10 pares de casos e controles (as</p><p>setas horizontais indicam o emparelhamento dos pares).</p><p>Se usarmos esses achados para construir uma tabela 2 × 2 para os pares obteremos o seguinte:</p><p>Note que há dois pares nos quais ambos, casos e controles, foram expostos e três pares nos</p><p>quais nem o caso nem o controle foram expostos. Esses pares concordantes são ignorados na</p><p>análise do emparelhamento por pares.</p><p>Existem quatro pares nos quais o caso foi exposto e o controle não, e um par no qual o</p><p>controle foi exposto e o caso não.</p><p>Consequentemente, o odds ratio para o emparelhamento por pares é o seguinte:</p><p>Figura 11-10. Índice de peso ao nascer em crianças: Comparação de emparelhamento por pares</p><p>de casos e controles normais (≥ 8 lbs vs. < 8 lbs). (Dados de Gold E, Gordis L, Tonascia J, et al.:</p><p>Risk factors for brain tumors in children. Am J Epidemiol 109:309-319, 1979.)</p><p>Figura 11-11. Índice de exposição da criança a animais domésticos doentes: Comparação de</p><p>emparelhamento por pares de casos e controles normais. (Dados de Gold E, Gordis L, Tonascia</p><p>J, et al.: Risk factors for brain tumors in children. Am J Epidemiol 109:309-319, 1979.)</p><p>As Figuras 11-10 e 11-11 apresentam dados selecionados do estudo de casos-controle de</p><p>tumores cerebrais em crianças que foi discutido no capítulo anterior (p. 201). Os dados são</p><p>apresentados para duas variáveis. A Figura 11-10 apresenta a análise para o emparelhamento por</p><p>pares para peso ao nascer. Diversos estudos têm sugerido que crianças com alto peso ao nascer</p><p>apresentam um aumento de risco para certos cânceres na infância. Nessa análise, a exposição foi</p><p>definida como peso ao nascer maior do que 3,63 kg. O resultado foi um odds ratio de 2,57.</p><p>Na Figura 11-11, uma análise de emparelhamento por pares é apresentada para a exposição a</p><p>animais domésticos doentes. Muitos anos atrás, o Estudo Tri-State Leukemia (estudo de</p><p>leucemia em três estados) encontrou mais casos de leucemia entre controles que tinham animais</p><p>domésticos na família. O recente interesse em vírus oncogênicos tem estimulado a investigação</p><p>1.</p><p>1.</p><p>2.</p><p>a.</p><p>da exposição a animais doentes como possível fonte de tais agentes. Gold et al. exploraram essa</p><p>questão em um estudo de casos-controle1, e os resultados são mostrados na Figura 11-11.</p><p>Embora o odds ratio tenha sido 4,5, o número de pares discordantes foi muito pequeno.</p><p>CONCLUSÃO</p><p>Este capítulo introduziu conceitos de risco absoluto, risco relativo e odds ratio. No Capítulo 12,</p><p>voltaremos a outro aspecto importante do risco: o risco atribuível. Revisaremos os delineamentos</p><p>dos estudos e índices de risco que têm sido discutidos (Capítulo 13) antes abordando o uso</p><p>desses conceitos na derivação de inferências causais (Capítulos 14 e 15).</p><p>REFERÊNCIA</p><p>Gold E, Gordis L, Tonascia J, et al: Risk factors for brain tumors in children. Am J</p><p>Epidemiol 109:309-319, 1979.</p><p>QUESTÕES DE REVISÃO DO CAPÍTULO 11</p><p>Das 2.872 pessoas que receberam tratamento de radiação na infância em razão de uma</p><p>hipertrofia do timo, 24 desenvolveram câncer de tireoide e 52 desenvolveram um tumor</p><p>benigno da tireoide. O grupo de comparação consistiu em 5.055 crianças que não tinham</p><p>recebido tal tratamento (irmãos e irmãs das crianças que receberam a radiação). Durante o</p><p>período de acompanhamento, nenhuma criança do grupo de comparação desenvolveu câncer</p><p>de tireoide, mas tumores benignos de tireoide</p><p>desenvolveram-se em 6. Calcule o risco</p><p>relativo para tumores benignos de tireoide. _______</p><p>Questões 2 e 3 são baseadas nas informações fornecidas no quadro a seguir.</p><p>Em um pequeno estudo-piloto, 12 mulheres com câncer de útero e 12 sem doença aparente</p><p>foram contatadas e perguntadas se tinham usado estrogênio. Cada mulher com câncer foi</p><p>comparada por idade, raça, peso e paridade a uma mulher sem doença. Os resultados foram os</p><p>seguintes:</p><p>Número do par Mulheres com câncer de útero Mulheres sem câncer de útero</p><p>1 Usa estrogênio Não usa estrogênio</p><p>2 Não usa estrogênio Não usa estrogênio</p><p>3 Usa estrogênio Usa estrogênio</p><p>4 Usa estrogênio Usa estrogênio</p><p>5 Usa estrogênio Não usa estrogênio</p><p>6 Não usa estrogênio Não usa estrogênio</p><p>7 Usa estrogênio Não usa estrogênio</p><p>8 Usa estrogênio Não usa estrogênio</p><p>9 Não usa estrogênio Usa estrogênio</p><p>10 Não usa estrogênio Usa estrogênio</p><p>11 Usa estrogênio Não usa estrogênio</p><p>12 Usa estrogênio Não usa estrogênio</p><p>Qual é o risco relativo de câncer estimado quando o estudo é analisado com um</p><p>emparelhamento por pares?</p><p>0,25</p>

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