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<p>1</p><p>Aula: Cultura da batataAula: Cultura da batata</p><p>Prof. Dr. Paulo César Tavares de Melo</p><p>USP-ESALQ</p><p>Departamento de Produção Vegetal</p><p>09/2006</p><p>Agradecimentos ao pós-graduando Cassio</p><p>Mitsuiki (USP/ESALQ-Departamento de</p><p>Produção Vegetal) autor de diversas</p><p>imagens e dos filmetes exibidos nesta aula.</p><p>2</p><p>Botânica sistemática</p><p>Família: Solanaceae</p><p>Gênero: Solanum</p><p>Espécie: tuberosum</p><p>Subespécie: tuberosum</p><p>Subespécie: andigena</p><p>Existem cerca de 200 espécies silvestres consideradas taxonomicamente</p><p>distintas, a maioria forma tubérculo;</p><p>O número cromossômico varia desde o nível diplóide (2n = 2x = 24) até o</p><p>hexaplóide (2n = 2x = 72).</p><p>Botânica sistemática</p><p>• São reconhecidas oito espécies cultivadas</p><p>de batata:</p><p>– Solanum stenotomum</p><p>– S. phureja</p><p>– S. gonicalyx</p><p>– S. x ajanhuiri</p><p>– S. x juzepzuchii</p><p>– S. x chaucha</p><p>– S. tuberosum</p><p>– S. x curtilobum</p><p>Fonte: CIP</p><p>3</p><p>Diversidade genDiversidade genéética em tica em SolanumSolanum sppspp..</p><p>Fonte: CIP</p><p>Região andina: utilizada pelos povos americanos pré-colombianos</p><p>quando os espanhóis dominaram a zona andina era a base da</p><p>alimentação desses povos;</p><p>Domesticação: ocorreu na América do Sul cerca há mais de 8000</p><p>anos seleção de tipos livres de glicoalcalóides e, portanto,</p><p>comestíveis;</p><p>Área provável de domesticação: planalto da Bolívia-Perú, perto do</p><p>Lago Titicaca (registros arqueológicos são escassos devido a pouca</p><p>conservação dos órgãos vegetais em condições de alta umidade</p><p>relativa);</p><p>Distribuição: as espécies de batata distribuem-se por uma grande</p><p>gama de habitats que vão desde o sul dos EUA até o sul do Chile. A</p><p>maioria das espécies ocorre na América do Sul.</p><p>Centro de origem/distribuição</p><p>4</p><p>Expansão do consumo da batata</p><p>Introdução na Europa: no século XVI (1570) a partir de portos da Colômbia</p><p>ou do Panamá (Solanum tuberosum ssp. andigena, adaptada a dias curtos</p><p>e grandes altitudes); a quantidade de material introduzido não era</p><p>representativo da variabilidade genética existente na América do Sul;</p><p>Descrição: O botânico L’Écluse autor da “História de plantas raras”, de 1601,</p><p>apresentou a primeira descrição e ilustração da batata;</p><p>Mudança adaptativa: seleção para cultivo sob condições de dias longos</p><p>capacidade de tuberização em dias longos e temperatura amena;</p><p>Início do cultivo e uso: irlandeses (introdução da batata entre 1586-1588)</p><p>foram os primeiros a reconhecer o valor alimentício da batata; mais de um</p><p>século depois de sua introdução era apenas uma curiosidade.</p><p>Expansão do consumo da batata</p><p>Fome irlandesa da batata: alimento básico da Irlanda no século XIX. Em</p><p>1845 e 46 ocorreu severa incidência de requeima (Phytophtora infestans) e</p><p>destruição das lavouras provocando fome com morte de mais de 2,5 milhões</p><p>de pessoas e imigração em massa para os EUA;</p><p>Introdução nos EUA: por volta de 1620 e só passou a ser alimento</p><p>importante a partir do século XX;</p><p>Introdução no Brasil: final do século XIX era explorada por imigrantes</p><p>espanhóis e portugueses sendo cultivada em hortas até o início do século</p><p>XX;</p><p>Cultivo comercial: Monte-Mor e Divinolândia foram os locais onde começou</p><p>o cultivo em larga escala em SP. Cultivo expandiu-se a partir de 1920.</p><p>5</p><p>Batata: origem e domesticação</p><p>Batata: valor nutricional médio</p><p>22,5Sólidos totais</p><p>0,6 Fibras</p><p>19,4Carboidratos totais</p><p>0,1 Lipídeos</p><p>2,0 Proteínas</p><p>77,5Água</p><p>Média (%)Componentes*</p><p>*Tubérculo de 70g</p><p>Fonte: SMITH,O. Potatoes, storing, processing</p><p>6</p><p>7</p><p>Importância sócio-econômica</p><p>• Alimento universal arroz, trigo, milho, batata</p><p>• 19 milhões de ha – 308 milhões de t</p><p>• Uso culinário altamente versátil consumo</p><p>fresco e processado</p><p>• Alto conteúdo protéico 1,4 kg/ha de proteína</p><p>(perde apenas para o ovo e leite)</p><p>• Fonte importante de fósforo, de vitamina C e de</p><p>vitaminas do complexo B</p><p>• Importante fonte energética 55 mil kcal/dia</p><p>• No Brasil responde por US$ 400 milhões do PIB</p><p>e emprega mais de 300 mil pessoas</p><p>País Área Produção Rendimento</p><p>(mil ha) (milhões t) (t/ha)</p><p>China 4.202 64,0 15,2</p><p>Federação Russa 3.335 34,5 10,3</p><p>USA 502 20,2 40,2</p><p>Polonia 1.194 20,4 17,0</p><p>India 1.341 25,0 18,6</p><p>Ucrânia 1.596 13,5 8,4</p><p>Alemanha 280 10,9 38,9</p><p>Belarus 725 8,7 12,0</p><p>Países Baixos 169 7,7 45,5</p><p>Mundo 19.301 308.2 15,9</p><p>Fonte: FAO, dados atualizados até maio 2002</p><p>Rank dos 10 países maiores produtores de</p><p>batata, 2002</p><p>8</p><p>Participação percentual das principais</p><p>regiões mundiais de produção de batata</p><p>42,4</p><p>39,2</p><p>9,1</p><p>4,7 4,1</p><p>0,5</p><p>0</p><p>5</p><p>10</p><p>15</p><p>20</p><p>25</p><p>30</p><p>35</p><p>40</p><p>45</p><p>%</p><p>P</p><p>ro</p><p>du</p><p>çã</p><p>o</p><p>EU Ásia A.Nor A.Sul Áfr. Oce.</p><p>Batata: consumo fresco per capita em</p><p>países/regiões selecionadas</p><p>27MUNDO</p><p>13Países em desenvolvimento</p><p>75Países desenvolvidos</p><p>22América Latina</p><p>3África</p><p>13Índia</p><p>14China</p><p>1515BRASILBRASIL</p><p>60Argentina</p><p>70Alemanha</p><p>Consumo</p><p>(kg/hab/ano)País/Região</p><p>9</p><p>Região/Estado Produção</p><p>(t)</p><p>Área colhida</p><p>(ha)</p><p>Rendimento</p><p>(t/ha)</p><p>Nordeste 136.580 4.621 29,6</p><p>PB 4.580 521 8,8</p><p>BA 132.000 4.100 32,2</p><p>Sudeste 1.709.252 67.976 25,1</p><p>MG 948.955 37.264 25,4</p><p>ES 8.837 562 15,7</p><p>SP 751.460 29.970 25,0</p><p>Centro-oeste 2.375 95 25,0</p><p>Sul 989.678 62.999 15,7</p><p>PR 575.691 28.875 19,9</p><p>SC 121.530 8.630 14,0</p><p>RS 292.457 25.494 11,5</p><p>Brasil 2.837.885 135.691 20,9</p><p>Fonte: IBGE</p><p>Produção, área colhida e rendimento de batata por</p><p>região de cultivo no Brasil, 2004.</p><p>Área colhida: 3,5%</p><p>Produção: 4,8%</p><p>Área colhida: 50,0%</p><p>Produção: 60,2%</p><p>Área colhida: 46,4%</p><p>Produção: 34,9%</p><p>Área colhida: 0,1%</p><p>Produção: 0,1%</p><p>Brasil: Participação (%) de cada região geográfica no total da área</p><p>colhida e da produção de batata em 2004.</p><p>10</p><p>Sucessão de Safras de</p><p>Batata no Brasil</p><p>As condiAs condiçções climões climááticas brasileiras ticas brasileiras</p><p>permitem colher e plantar batata em permitem colher e plantar batata em</p><p>todos os meses do anotodos os meses do ano</p><p>Safra das águas</p><p>(Maior)</p><p>Safra da seca</p><p>Safra de inverno</p><p>Sucessão de safras de batata nas principais</p><p>regiões produtoras do Brasil</p><p>Planta: agosto a dezembro</p><p>Planta: abril a julho</p><p>Planta: janeiro a março</p><p>11</p><p>GO/DF</p><p>RS</p><p>SC-PS</p><p>SC-PN</p><p>PR-SMS</p><p>PR-PG</p><p>PR-CUR.</p><p>MG-T/AP</p><p>MG-SUL</p><p>SP-SO</p><p>SP-VG</p><p>deznovoutsetagojuljunmaiabrmarfevjanRegião-</p><p>Estado</p><p>PICO DE SAFRA SAFRA DAS ÁGUAS SAFRA DA SECA SAFRA DE INVERNO</p><p>Sucessão de safras de batata nas principais</p><p>regiões produtoras do Brasil, Cepea-Esalq, 2003</p><p>Aspectos botânicos: Aspectos botânicos:</p><p>morfologiamorfologia</p><p>Lenticelas</p><p>12</p><p>Morfologia floral da</p><p>batata</p><p>EstolãoEstolão</p><p>TubTubéérculorculo--mãemãe</p><p>Sistema radicularSistema radicular</p><p>13</p><p>EstEstáádios fenoldios fenolóógicos ou fases do ciclo de gicos ou fases do ciclo de</p><p>desenvolvimento da cultura da batata*desenvolvimento da cultura da batata*</p><p>*Conhecendo-se a fenologia da planta, com os</p><p>fenômenos relevantes e as exigências em cada uma das</p><p>fases de desenvolvimento, poder-se-à orientar com</p><p>eficiência as práticas culturais, sobretudo a adubação</p><p>da cultura.</p><p>Estádio I - Período relativamente curto, compreendido entre o</p><p>plantio e a emergência das hastes (10 dias). A plântula se</p><p>desenvolve graças às reservas do tubérculo-mãe.</p><p>14</p><p>Estádio II - Período de desenvolvimento vegetativo. Intervalo entre a</p><p>emergência e o início da tuberização (20 dias). Neste período estão</p><p>presentes, de forma balanceada, todos o hormônios promotores de</p><p>crescimento (auxinas, giberelinas e citoquininas). O estabelecimento da</p><p>cultura se dá a partir de 20-30 dm2 / planta de área foliar. Ao final desse</p><p>estádio, efetua-se a adubação de cobertura e posteriormente a amontoa.</p><p>Estádio III - Esse estádio é caracterizado pelo desenvolvimento acelerado da</p><p>parte aérea e acumulação de fotoassimilados nos tubérculos. O processo de</p><p>tuberização inicia-se por volta dos 35-40 dias após o plantio. O crescimento dos</p><p>tubérculos é muito rápido, com duração de cerca de duas semanas.</p><p>Estádio IV - Nesse estádio, a planta atinge o seu máximo de desenvolvimento</p><p>vegetativo. Verifica-se um incremento substancial do peso dos tubérculos</p><p>(aumenta cerca de uma tonelada/dia/ha). A maturação dos tubérculos se</p><p>estende dos 80 até aos 110 dias, variando conforme o cultivar.</p><p>15</p><p>Estádio</p><p>V - É caracterizado pela senescência e seca da</p><p>parte aérea. Após a morte da folhagem, é conveniente</p><p>esperar duas semanas para o início da colheita para firmar</p><p>a casca do tubérculo e reduzir, dessa forma, perda da</p><p>qualidade por esfolamento.</p><p>EstEstáádios fenoldios fenolóógicos da batateiragicos da batateira</p><p>Emergência Crescimento</p><p>vegetativo</p><p>Enchimento dos</p><p>tubérculos</p><p>Senescência</p><p>e maturação</p><p>16</p><p>25 DAP 35 DAP</p><p>46 DAP 56 DAP</p><p>69 DAP</p><p>17</p><p>81 DAP81 DAP</p><p>106 DAP106 DAP</p><p>18</p><p>Cv. Agata: índice de área foliar</p><p>S = 0.51072915</p><p>r = 0.94720812</p><p>Dias Após Plantio</p><p>Ín</p><p>di</p><p>ce</p><p>d</p><p>e</p><p>Á</p><p>re</p><p>a</p><p>Fo</p><p>lia</p><p>r</p><p>24 36 48 60 72 84 96</p><p>0.0</p><p>1.0</p><p>2.0</p><p>3.0</p><p>4.0</p><p>5.0</p><p>Cv. Agata: no de hastes/planta</p><p>S = 2.18253964</p><p>r = 0.78526013</p><p>Dias Após Plantio</p><p>H</p><p>as</p><p>te</p><p>s</p><p>po</p><p>r P</p><p>la</p><p>nt</p><p>a</p><p>(N</p><p>um</p><p>)</p><p>0 15 30 45 60 75 90 105</p><p>0</p><p>3</p><p>6</p><p>9</p><p>12</p><p>15</p><p>19</p><p>Cv. Agata: produção comercial</p><p>S = 10.70660060</p><p>r = 0.93079103</p><p>Dias Após Plantio</p><p>Pr</p><p>. C</p><p>om</p><p>er</p><p>ci</p><p>al</p><p>(t</p><p>/h</p><p>a)</p><p>0 15 30 45 60 75 90 105</p><p>0</p><p>15</p><p>30</p><p>45</p><p>60</p><p>75</p><p>90</p><p>A performance de uma lavoura de</p><p>batata depende:</p><p>• do ambiente no qual o tubérculo se desenvolveu;</p><p>• da incidência de pragas e doenças;</p><p>• do estado fisiológico do tubérculo-semente</p><p>determinado pelas condições ambientais durante o</p><p>desenvolvimento e armazenamento da semente.</p><p>Em geral, a idade fisiológica dos tubérculos-</p><p>semente é julgada visualmente.</p><p>20</p><p>Estádios fisiológicos dos</p><p>tubérculos-semente</p><p>a) Dormência não há brotação; o período de</p><p>dormência depende de vários fatores (slide</p><p>seguinte);</p><p>b) Dominância apical inibição da brotação das gemas</p><p>laterais, surgindo apenas um ou poucos brotos</p><p>apicais resulta na emissão de poucas hastes por</p><p>área, independentemente do tamanho da semente;</p><p>c) Brotação normal brotos do ápice ramificados;</p><p>ocorre brotação nas gemas laterais;</p><p>d) Senescência brotos laterais muito ramificados.</p><p>Dormência dos tubérculos</p><p>• Dormência = período compreendido entre a colheita</p><p>e o início da brotação do tubérculo</p><p>• Fatores que afetam o período de dormência:</p><p>– Cultivar tardias apresentam período mais prolongado de</p><p>dormência do que as precoces</p><p>– Maturidade do tubérculo na colheita tubérculos imaturos</p><p>apresentam maior dormência</p><p>– Condições ambientais durante o cultivo período de</p><p>dormência é menor em cultivo sob condições de dias curtos e</p><p>temperaturas elevadas</p><p>– Condições de armazenamento sob temperaturas baixas,</p><p>período de dormência é maior</p><p>21</p><p>Quebra de dormência dos</p><p>tubérculos-semente</p><p>• Finalidade da operação: uniformizar a brotação</p><p>e a emergência;</p><p>• Métodos para forçar brotação da semente:</p><p>– Químico</p><p>• Bissulfureto de carbono as caixas de sementes devem</p><p>ser tratadas em câmaras de expurgo ou em valetas tipo silo-</p><p>trincheiras ou, simplesmente, cobertas com lona plástica; a</p><p>dosagem varia conforme a cv., sendo 10 cm3 para Monalisa</p><p>e Baraka e 20 cm3 para Bintje/Jaette-Bintje;</p><p>• Ácido giberélico - concentração de 5 a 15 ppm (5 a 15 g</p><p>em 1000 L de água) imersão dos tubérculos de 5 a 20</p><p>minutos; tempo varia conforme a cv.</p><p>Quebra de dormência dos</p><p>tubérculos-semente</p><p>– Outras técnicas</p><p>• Choque de temperaturas deixar a semente</p><p>sob temperatura de 2 a 4 oC e 85% de UR por 30</p><p>dias; em seguida deixar a semente alguns dias em</p><p>temperatura ambiente;</p><p>• Armazenamento em altas temperaturas 20 a</p><p>35 oC, no escuro.</p><p>22</p><p>Brotação do tubérculo-semente</p><p>Brotação</p><p>Estado normal de brotação dos</p><p>tubérculos-semente</p><p>23</p><p>Dormência Dominância Apical Brotação Normal Esgotado</p><p>Visualização do desenvolvimento da brotação durante o processo de</p><p>envelhecimento dos tubérculos-semente.</p><p>Fisiologicamente Fisiologicamente</p><p>jovemjovem</p><p>Fisiologicamente Fisiologicamente</p><p>envelhecidoenvelhecido</p><p>Mudanças na idade fisiológica dos</p><p>tubérculos-sementes</p><p>Efeito do estádio de brotação do tubérculo</p><p>na produção de batata</p><p>24</p><p>Armazenamento dos tubérculos-</p><p>semente</p><p>O armazenamento dos tubérculos-semente</p><p>sob baixa temperatura promove:</p><p>diminuição da taxa de envelhecimento fisiológico;</p><p>supressão da dominância apical;</p><p>encurtamento do período de dormência;</p><p>desenvolvimento de brotações e de hastes.</p><p>Devido ao aumento dos nDevido ao aumento dos nííveis de giberelinaveis de giberelina</p><p>Armazenamento dos tubérculos-</p><p>semente</p><p>No caso dos tubérculos-semente serem</p><p>plantados em curto prazo após o fim do período</p><p>de dormência, devem ser armazenados a 4oC por</p><p>um período de no mínimo duas semanas para</p><p>retardar a iniciação da brotação;</p><p>Todavia, quando a brotação inicia, ela</p><p>começa simultaneamente em diversas gemas</p><p>devido a suspensão da dominância apical</p><p>maior número de hastes e maior uso efetivo da</p><p>semente.</p><p>25</p><p>Exigências de temperatura na cultura</p><p>da batata</p><p>• Melhor aptidão</p><p>– máxima entre 20 e 30 oC</p><p>– mínima entre 8 e 10 oC</p><p>• Temperatura ótima para a fotossíntese 20 ºC</p><p>• A cada 5 ºC de aumento redução de 25% na</p><p>taxa de fotossíntese</p><p>• A cada 10 ºC dobra a respiração foliar</p><p>Efeito do fotoperíodo na cultura da</p><p>batata</p><p>Dias curtos causam:</p><p>a) Redução no desenvolvimento vegetativo;</p><p>b) Supressão do florescimento;</p><p>c) Tuberização precoce;</p><p>d) Enchimento rápido dos tubérculos;</p><p>e) Maturação precoce.</p><p>26</p><p>Efeito de ventos na cultura da batata</p><p>a) Acamamento precoce antes da amontoa;</p><p>b) Maior transpiração e consumo de água;</p><p>c) Disseminação de patógenos;</p><p>d) Quebra de hastes e maior incidência de</p><p>canela preta (Erwinia).</p><p>Solo ideal para a cultura da batata</p><p>a) Profundos;</p><p>b) Sílico-argilosos;</p><p>c) Porosos, com boa drenagem;</p><p>d) Levemente ácidos;</p><p>e) Boa topografia facilita a mecanização.</p><p>27</p><p>Cultivares mais plantadasCultivares mais plantadas</p><p>Agata Monalisa Mondial</p><p>Bintje Atlantic Asterix</p><p>Rodelas fritas (chips) e</p><p>batata palha</p><p>Tubérculo médio, oval-arredondado,</p><p>pele esbranquiçada, meio-áspera,</p><p>olhos meio-profundos, polpa branca;</p><p>maturação meio-tardia</p><p>Muito altoAtlantic</p><p>Cozida e fritas (chips,</p><p>palito e palha)</p><p>Tubérculo alongado, pele amarela,</p><p>geralmente lisa, olhos superficiais,</p><p>polpa amarelo-clara; maturação meio-</p><p>tardia</p><p>AltoBintje</p><p>Cozida e fritas (chips,</p><p>palito e palha)</p><p>Tubérculo grande, oval-alongado,</p><p>olhos superficiais, pele vermelha,</p><p>áspera, polpa amarelo-claro;</p><p>maturação meio-tardia</p><p>AltoAsterix</p><p>Cozida e assadaTubérculo oval-alongado, casca</p><p>amarela, polpa amarelo-clara, olhos</p><p>superficiais; maturação tardia</p><p>Baixo-médioMondial</p><p>Cozida e assadaTubérculo oval-alongado, pele amarela</p><p>e lisa, polpa amarelo-claro, olhos</p><p>superficiais; maturação precoce</p><p>BaixoMonalisa</p><p>Cozida e assadaTubérculo grande, oval, olhos</p><p>superficiais, pele amarelada e lisa,</p><p>polpa amarelo-claro; maturação</p><p>precoce</p><p>Muito baixoAgata</p><p>Uso culinárioCaracterísticasTeor de MSCultivar</p><p>Características varietais e uso culinário das principais cultivares de</p><p>batata em cultivo no Brasil, 2005</p><p>28</p><p>• Alta capacidade produtiva e estabilidade de produção;</p><p>• Ciclo precoce (menos de 100 dap);</p><p>• Baixa exigência em fertilizantes;</p><p>• Período de dormência curto ou facilidade de quebra da mesma;</p><p>• Boa capacidade de preservar suas características durante o</p><p>transporte e armazenamento película e tubérculos firmes, pouco</p><p>sensíveis ao esverdeamento;</p><p>• Resistência às principais doenças causadas por agentes bióticos;</p><p>• Baixa tendência de apresentar distúrbios fisiológicos dos tubérculos</p><p>embonecamento, rachaduras, coração-oco, coração-preto, mancha</p><p>chocolate.</p><p>Cultivares de batata: principais</p><p>características requeridas</p><p>1. Fisiológicas e fenológicas:</p><p>• Película amarela, lisa e brilhante</p><p>• Formato dos tubérculos uniformes e regulares</p><p>alongados ou oval-alongados, tipo “bintje”</p><p>• Olhos superficiais</p><p>Cultivares de batata: principais</p><p>características requeridas</p><p>2. Características morfológicas:</p><p>Cv. Bintje</p><p>29</p><p>1. Para consumo na forma cozida:</p><p>• Teor médio de matéria seca</p><p>• Olhos pouco profundos</p><p>• Não há exigência quanto ao formato</p><p>• Não rompimento da casca no cozimento</p><p>Principais características das cultivares de</p><p>batata de acordo com o uso culinário</p><p>2. Para processamento:</p><p>• Alto teor de matéria seca;</p><p>• Baixo teor de açúcares</p><p>redutores;</p><p>• Tubérculo alongado (ideal</p><p>para palitos);</p><p>• Tubérculo</p><p>arredondado (ideal</p><p>para “chips”).</p><p>Cv. Atlantic</p><p>Cv. Lady Rosetta</p><p>Principais características das cultivares de</p><p>batata de acordo com o uso culinário</p><p>30</p><p>Qualidade culinária da batata para</p><p>produção de palito frito</p><p>1. Alto teor de matéria seca;</p><p>2. Baixo teor de açucares redutores;</p><p>3. Tubérculo alongado.</p><p>Cv. Russet Burbank</p><p>Batata em supermercado na</p><p>Austrália – Novembro 2004</p><p>31</p><p>Batata em supermercado na</p><p>Austrália – Novembro 2004</p><p>Sementes de batata</p><p>• Importações vs. Multiplicações</p><p>• Produção de mini-tubérculos</p><p>32</p><p>Classes de batata-semente</p><p>• Genética produzido sob responsabilidade e controle</p><p>direto do melhorista e mantido dentro das características</p><p>de pureza genética;</p><p>• Pré-básica oriunda de mini-tubérculos de cultura de</p><p>meristema e telados; resulta as multiplicação de</p><p>semente genética, realizada de forma a garantir sua</p><p>identidade e pureza genética, sob responsabilidade e</p><p>controle direto da instituição que o criou ou introduziu;</p><p>• Básica resulta da multiplicação da semente genética</p><p>ou pré-básica destinada à renovação dos campos sob</p><p>certificação; pode ser oriunda de seleção clonal e/ou</p><p>cultura de meristema; a produção é feita de acordo com</p><p>normas oficiais e supervisionada pela entidade</p><p>certificadora e responsabilidade da entidade que a criou</p><p>ou a introduziu;</p><p>Classes de batata-semente</p><p>• Registrada é a resultante da multiplicação da</p><p>semente básica ou registrada destinada à renovação</p><p>dos campos sob certificação, produzida sob as</p><p>condições e normas técnicas de forma a assegurar o</p><p>seu padrão de sanidade de acordo com os níveis</p><p>estabelecidos; Os campos são supervisionados pela</p><p>entidade certificadora;</p><p>• Certificada é a resultante da multiplicação da</p><p>semente básica, registrada ou certificada (subclasse A),</p><p>produzida sob as condições e normas técnicas pré-</p><p>estabelecidas, de forma a assegurar o seu estado de</p><p>sanidade, de acordo com os níveis de tolerância fixados</p><p>comprovados, opcionalmente, pelo teste de pré-cultura</p><p>e laboratório.</p><p>33</p><p>Tipificação dos tubérculos-</p><p>semente</p><p>• Os tubérculos-semente são tipificados em</p><p>seis categorias, de acordo com suas</p><p>dimensões:</p><p>– Tipo 0 > 60 mm</p><p>– Tipo I entre 51 e 60 mm</p><p>– Tipo II entre 41 e 50 mm</p><p>– Tipo III entre 29 e 40 mm</p><p>– Tipo IV entre 23 e 28 mm</p><p>– Tipo V < 23 mm</p><p>Semente de batata</p><p>Multiplicação de mudas em laboratório</p><p>• Mudas produzidas por micropropagação:</p><p>meristema apical, segmentos nodais, raízes e</p><p>tuberização in vitro</p><p>• Produção em ambiente asséptico</p><p>34</p><p>Semente de batata</p><p>Multiplicação de mudas em laboratório</p><p>• Vantagens</p><p>– Utiliza pouco espaço para armazenamento</p><p>de matrizes;</p><p>– Rapidez de se obter um lote grande e</p><p>uniforme;</p><p>– Obtenção de mudas indexadas, livres de</p><p>viroses e de outros patógenos.</p><p>Sistemas de produção de</p><p>minitubérculos de batata</p><p>Produção em bandejas Produção em vasos</p><p>35</p><p>• Produção de batata-semente em cultivo</p><p>hidropônico com substrato</p><p>– Utilizam-se plantas oriundas de micropropagação;</p><p>– Possibilidade do controle ambiental na estufa</p><p>(temperatura, luminosidade, nutrição e</p><p>fitossanidade);</p><p>– Produtividade comparável ao cultivo convencional;</p><p>– Maior número de tubérculos se comparado ao cultivo</p><p>tradicional.</p><p>Formação de estoque básico</p><p>Sistema de cultivo hidropônico</p><p>36</p><p>Cultivo hidropônico de minitubCultivo hidropônico de minitubéérculos de batatarculos de batata</p><p>Sistema hidropônico IAC usando argila expandida como substrato</p><p>37</p><p>Produção de minitubérculos</p><p>Sistema alternativo (brotos descartados)</p><p>b Pequenos produtores;</p><p>b Baixo investimento e custo;</p><p>b Irrigação controlada;</p><p>b Fácil execução.</p><p>Produção de minitubérculos</p><p>38</p><p>Escolha da área de plantio</p><p>Itapetininga, SPItapetininga, SP</p><p>Escolha da área de plantio</p><p>Itapetininga, SPItapetininga, SP</p><p>39</p><p>Manejo químico do solo: correção</p><p>A batata A batata éé muito tolerante muito tolerante àà acidez do solo acidez do solo pHpHH20H20 = 5,0 ~ 6,5, por= 5,0 ~ 6,5, poréém m éé</p><p>exigente em exigente em CaCa. Satura. Saturaçção por bases ideal para a cultura = 60 %; o gesso ão por bases ideal para a cultura = 60 %; o gesso</p><p>agragríícola demonstra excelentes resultados na cultura da batata (cola demonstra excelentes resultados na cultura da batata (VittiVitti, 2000)., 2000).</p><p>Manejo quManejo quíímico do solo: corremico do solo: correççãoão</p><p>DistribuiDistribuiçção de calcão de calcááriorio</p><p>40</p><p>Cristalina/GO</p><p>Roçagem (milho) – Aração – Subsolagem – Adubação –</p><p>Plantio</p><p>Cascavel/BA</p><p>Área virgem: Trincha – Gradagem (Calagem) – Aração</p><p>(Calagem) – Subsolagem – Adubação - Plantio</p><p>OBS: 1.800 kg ha-1 de 04-30-10</p><p>OBS: 4.000 kg ha-1 de 04-14-8</p><p>Preparo do solo</p><p>Preparo do solo: incorporação de biomassa</p><p>41</p><p>Preparo do solo: rotativa</p><p>Manejo químico do solo e nutrição</p><p>mineral da planta</p><p>• Os fertilizantes respondem por 15 % dos custos</p><p>totais de produção da cultura da batata;</p><p>• Análise do solo deve ser realizada para direcionar</p><p>a calagem e a adubação;</p><p>• Cultura de ciclo curto e alta produtividade</p><p>requer grandes quantidades de nutrientes em</p><p>forma prontamente assimilável;</p><p>• A adubação mineral de plantio de acordo com a</p><p>produtividade esperada e a análise do solo (tabela</p><p>no slide seguinte).</p><p>42</p><p>Recomendação de adubação mineral de</p><p>plantio conforme análise de solo</p><p>01210015025010020030040-80</p><p>B, kg/haK2O, kg/haP2O5, kg/ha</p><p>N</p><p>kg/ha</p><p>>0,600,21-0,600-0,20>3,01,6-3,00-1,5>6025-600-25</p><p>B água quente,</p><p>(mg/dm3)</p><p>K trocável,</p><p>(mmolc/dm3)</p><p>P resina</p><p>(mg/dm3)</p><p>N</p><p>Fonte: APTA-IAC, 1996.</p><p>Manejo químico do solo e nutrição</p><p>mineral da planta</p><p>• Adubação nitrogenada 40-80 kg/ha no</p><p>plantio; em cobertura, aplicar mesma dose de</p><p>N antes da amontoa, levando em conta as</p><p>seguintes observações:</p><p>– as doses de N variam de acordo com a temperatura e a</p><p>época de plantio sob temperatura elevada aplicar</p><p>doses menores e, sob temperatura amena aplicar doses</p><p>maiores;</p><p>– no cultivo de variedades de ciclo precoce (ex. Agata),</p><p>aplicar doses menores de N e K20.</p><p>43</p><p>Manejo químico do solo e nutrição</p><p>mineral da planta</p><p>Sugestão de adubação (Vitti et al.,2002):</p><p>Sulco de plantio</p><p>a) Doses de nutrientes:</p><p>N: 40 a 60 kg/ha</p><p>P205: 150 a 450 kg/ha (fonte de S = Superfostato Simples)</p><p>K20: 110 a 140 kg/ha</p><p>B e Zn: 2 e 4 kg/ha, respectivamente</p><p>b) Formulações:</p><p>05-30-10 + 0,2%B + 0,4%Zn + 4%S 1000 - 1250 kg/ha</p><p>03-30-10 + 0,15%B + 0,3%Zn + 3%S 1500 kg/ha</p><p>Manejo químico do solo e nutrição</p><p>mineral da planta</p><p>Sugestão de adubação (Vitti et al.,2002):</p><p>Por ocasião da emergência</p><p>a) Doses de nutrientes:</p><p>N: 80 a 100 kg/ha*</p><p>K20: 110 a 140 kg/ha</p><p>* Fonte de S = Sulfato de amônio</p><p>b) Formulações:</p><p>20-00-30 400 a 1500 kg/ha</p><p>Obs. A prática da fosfatagem deve ser adotada em solos arenosos (teor de argila</p><p>< 25%), que apresentam menor fixação de P, e com baixos teores desse nutriente</p><p>(P resina < 10 mg.dm-3); deve ser realizada após o preparo profundo do solo,</p><p>antes da gradagem e do nivelamento. Para calcular a quantidade de P2O5 a ser</p><p>aplicada, adota-se como critério a seguinte expressão: P2O5 total.ha = 5 kg P2O5 x</p><p>% argila.</p><p>44</p><p>AdubaAdubaçção de plantioão de plantio</p><p>Tratamento para quebra de</p><p>dormência de tubérculos-semente</p><p>A imersão dos tubérculos-semente em soluções de ácido giberélico na dose de</p><p>5-15 mg L-1 por 10 a 15 minutos uniformiza a emergência das brotações.</p><p>45</p><p>Comparação entre os sistemas de plantio</p><p>semi-mecanizado e mecanizado</p><p>23No de tratores</p><p>1323No de trabalhadores</p><p>MecanizadoSemi-mecanizado</p><p>Comparação entre os sistemas de plantio</p><p>semi-mecanizado e mecanizado</p><p>< Mão-de-obra</p><p>< Compactação do solo</p><p>> Falhas</p><p>< Estande</p><p>> Quebra de brotos</p><p>> Mão-de-obra</p><p>> Compactação do solo</p><p>< Falhas</p><p>> Estande</p><p>< Quebra de brotos</p><p>MecanizadoSemi-mecanizado</p><p>46</p><p>Mecanização da cultura da batata</p><p>Plantio Plantio semisemi--mecanizadomecanizado</p><p>OperaOperaçção de plantioão de plantio</p><p>47</p><p>Espaçamento (cm) entre tubérculos-semente</p><p>de diferentes tipos vs. variedades</p><p>12-1518-2028-3035Mondial</p><p>10-1215-1825-2830-32 Monalisa</p><p>28-30</p><p>Tipo II</p><p>35</p><p>Tipo I</p><p>18-20</p><p>Tipo III</p><p>12-15Agata</p><p>Tipo IV</p><p>Tamanho</p><p>Cultivar</p><p>Qual tamanho de semente proporciona maior rendimento?</p><p>Resposta: Aquele que propicia a melhor relação fonte x dreno</p><p>Ou seja, todo e qualquer tamanho de semente</p><p>Desde que ajustados nas combinações ideais para cada</p><p>Tamanho, Espaçamento e Estado Fisiológico</p><p>Semente miSemente miúúda da plantio adensado, dominância apicalplantio adensado, dominância apical</p><p>Semente graSemente graúúda da menos adensado, ausência de dominânciamenos adensado, ausência de dominância</p><p>48</p><p>Semente (g) Plantas/ha Hastes/tuber</p><p>(número)</p><p>Produção</p><p>Total (t/ha)</p><p>Produção</p><p>Graúdos</p><p>(t/ha)</p><p>18 (T-IV) 75.000 1.2 44.8 26.8</p><p>35 (T-III) 62.500 1.6 45.2 25.4</p><p>66 (T-II) 62.500 2.2 44.8 24.2</p><p>100 (T-I) 50.000 2.9 45.6 25.6</p><p>150 (T-0) 37.500 4.1 44.7 26.7</p><p>Variedade Aracy: Ensaio de plantio</p><p>Irrigação</p><p>• Água é um dos fatores mais importantes na produção de</p><p>batata água compreende 90-95% dos tecidos da</p><p>planta e 70-85% do tubérculo;</p><p>• Desempenha um papel relevante em diversos</p><p>processos fisiológicos e também serve de fonte de</p><p>hidrogênio e de oxigênio à planta;</p><p>• Necessidade de água ou evapotranspiração total da</p><p>cultura 350 a 600 mm/ciclo, dependendo das</p><p>condições climáticas predominantes e do ciclo da</p><p>cultivar;</p><p>• São necessários 1000 L de água para produção de 4 a</p><p>7 kg de tubérculos.</p><p>49</p><p>Métodos de irrigação</p><p>• Aspersão mais utilizado (> 90 % da</p><p>área cultivada)</p><p>• Sistema convencional;</p><p>• Pivô central novas fronteiras de</p><p>produção;</p><p>• Sulco;</p><p>• Gotejamento escala insignificante (alto</p><p>custo).</p><p>Efeitos do déficit e excesso de água nos diferentes</p><p>estádios de crescimento da batateira</p><p>Fonte: Niederwieser, J.G., 2003.</p><p>Aumenta a incidência de rachadura;</p><p>O solo gruda nos tubérculos que dificulta a</p><p>colheita e pode induzir a deterioração no</p><p>armazenamento.</p><p>Tubérculos ficam sujeitos facilmente ao</p><p>esfolamento;</p><p>Torrões causam danos mecânicos aos</p><p>tubérculos.</p><p>Colheita</p><p>Aumento do tamanho das lenticelas;</p><p>Retarda a senescência e a fixação da pele dos</p><p>tubérculos;</p><p>Em cultivares para indústria, aumenta o teor de</p><p>açúcares redutores.</p><p>Os tubérculos ficam desidratados;</p><p>O tecido vascular torna-se descolorido se a</p><p>rama é dessecada artificialmente.</p><p>Maturação</p><p>Promove crescimento exuberante da folhagem</p><p>que pode predispor à incidência de requeima e de</p><p>pinta preta;</p><p>Aumenta a lixiviação de N;</p><p>Incrementa o tamanho das lenticelas que deprecia</p><p>a aparência do tubérculo, além de facilitar a</p><p>infecção do tubérculo por bactérias (Erwinia spp.).</p><p>Limita o desenvolvimento da folhagem e</p><p>antecipa a senescência;</p><p>Reduz o tamanho do tamanho do tubérculo e,</p><p>portanto, o rendimento é reduzido;</p><p>Favorece o desenvolvimento de sarna</p><p>comum;</p><p>Déficits alternados induzem desordens nos</p><p>tubérculos (mancha chocolate, coração-oco,</p><p>rachaduras e embonecamento).</p><p>Enchimento do tubérculo</p><p>Induz desordens (mancha chocolate e coração-</p><p>oco) nos tubérculos sob temperatura < 12 oC.</p><p>Limita o número potencial de tubérculos;</p><p>Favorece a incidência de sarna comum e de</p><p>anomalias de tubérculos.</p><p>Início da tuberização</p><p>Prejudica o desenvolvimento de um sistema</p><p>radicular vigoroso.</p><p>Restringe o desenvolvimento da planta e a</p><p>resposta à adubação.</p><p>Emergência-início da</p><p>tuberização</p><p>Aumenta a formação de torrões.Emergência retardada e desigual;</p><p>Menor número de hastes/semente.</p><p>Brotação</p><p>Excesso de águaDéficit de águaEstádio de crescimento</p><p>50</p><p>Irrigação</p><p>Sistema de irrigaSistema de irrigaçção com pivô central, Fazenda ão com pivô central, Fazenda BagisaBagisa S/A S/A –– IbicoaraIbicoara, BA, BA</p><p>Irrigação</p><p>Lavoura de batata irrigada por sistema de aspersão Lavoura de batata irrigada por sistema de aspersão</p><p>com pivô central, Nascente/com pivô central, Nascente/BagisaBagisa, , IbicoaraIbicoara, , BA.BA.</p><p>51</p><p>Lavoura de batata irrigada por sistema de aspersão Lavoura de batata irrigada por sistema de aspersão</p><p>convencional, Itapetininga, SP.convencional, Itapetininga, SP.</p><p>Operação de amontoa</p><p>• Prática cultural de grande importância no</p><p>processo de tuberização, além de:</p><p>– Proporcionar maior número de tubérculos</p><p>– Evitar esverdeamento e escaldadura dos</p><p>tubérculos</p><p>– Ajudar no controle de pragas</p><p>• Realizada 25-30 DAP, período em que se</p><p>faz a adubação de cobertura</p><p>52</p><p>OperaOperaçção de amontoaão de amontoa</p><p>OperaOperaçção de amontoaão de amontoa</p><p>53</p><p>AdubaAdubaçção de coberturaão de cobertura</p><p>Dessecação de rama</p><p>• Na produção de batata-semente tem a finalidade:</p><p>– Impedir a transmissão de vírus da parte aérea para os</p><p>tubérculos;</p><p>– Propicia a colheita de tubérculos de menor tamanho.</p><p>• Na produção de batata consumo:</p><p>– Reduz o tamanho do tubérculo e, conseqüentemente, a</p><p>produtividade;</p><p>– Permite a antecipação de colheita melhor cotação de preços</p><p>– Melhora o brilho da pele dos tubérculos.</p><p>54</p><p>Em lavouras de batata-semente e batata-consumo, aplicar os dessecantes 75-80</p><p>DAP e 80-90 DAP, respectivamente;</p><p>Deve-se esperar 10 dias, no mínimo, para ocorrer a fixação da pele evitar danos</p><p>aos tubérculos na operação de colheita.</p><p>Mecanização da colheita</p><p>b Redução de custos</p><p>b Maior flexibilidade e capacidade de colheita</p><p>b Minimiza problemas de mão-de-obra</p><p>55</p><p>Colheita mecanizadaColheita mecanizada</p><p>56</p><p>Operação de colheita de batata semi-</p><p>mecanizada com esteira</p><p>57</p><p>Acondicionamento dos tubAcondicionamento dos tubéérculos em rculos em bagsbags</p><p>Acondicionamento e</p><p>transporte dos</p><p>tubérculos em bags</p><p>58</p><p>Manejo de doenManejo de doençças e pragasas e pragas</p><p>Pulverização e irrigação simultâneas (pivô-barra)</p><p>Fazenda Progresso – Ibicoara, BA – 05/2005.</p><p>59</p><p>Pulverização</p><p>Fazenda Bagisa S/A – Ibicoara, BA - 2005</p><p>a) Agente causal: Phytophthora infestans</p><p>a) Partes afetadas: folhas, hastes e</p><p>tubérculos</p><p>a) Condições predisponentes: alta umidade</p><p>relativa, 14 horas de molhamento das</p><p>folhas e temperaturas amenas</p><p>a) Controle químico: obrigatório</p><p>Doenças fúngicas da batateira</p><p>1) Requeima</p><p>60</p><p>Doenças fúngicas da batateira</p><p>1) Requeima</p><p>Doenças fúngicas da batateira</p><p>2) Pinta preta</p><p>a) Agente causal: Alternaria solani</p><p>b) Parte afetada: folha</p><p>c) Condições predisponentes: alta</p><p>umidade relativa, temperatura >20oC</p><p>d) Controle químico: obrigatório</p><p>61</p><p>Doenças fúngicas da batateira</p><p>2) Pinta preta</p><p>Doenças fúngicas da batateira</p><p>3) Crosta preta/asfalto/rizoctoniose</p><p>a) Agente causal: Rhizoctonia solani</p><p>a) Partes afetadas: brotos, hastes, estolões e</p><p>tubérculos</p><p>c) Condições predisponentes: alta umidade,</p><p>temperatura amena, carência de cálcio e presença</p><p>de matéria orgânica em decomposição</p><p>d) Controle químico: desejável</p><p>62</p><p>Doenças fúngicas da batateira</p><p>3) Crosta preta/asfalto/rizoctoniose</p><p>Doenças fúngicas da batateira</p><p>4) Sarna pulverulenta</p><p>a) Agente causal: Spongospora subterranea</p><p>b) Partes afetadas: raízes e tubérculos</p><p>c) Condições predisponentes: água livre no solo,</p><p>solos com camada de compactação</p><p>temperaturas amenas</p><p>d) Controle químico: eventual</p><p>63</p><p>Sarna pulverulenta</p><p>a) Agente causal: Ralstonia solanacearum</p><p>b) Parte afetada: toda a planta</p><p>c) Condições predisponentes: temperatura e</p><p>umidade elevadas</p><p>d) Controle químico: ineficaz</p><p>Doenças bacterianas da batateira</p><p>1) Murcha bacteriana ou murchadeira</p><p>64</p><p>Murcha bacteriana ou murchadeira</p><p>a) Agente causal: bactérias do gênero</p><p>Erwinia</p><p>b) Parte afetada: toda a planta</p><p>c) Condições predisponentes: temperatura e</p><p>umidade elevadas</p><p>d) Controle químico: discutível</p><p>Doenças bacterianas da batateira</p><p>2) Canela-preta, talo oco e podridão mole</p><p>65</p><p>Doenças bacterianas da batateira</p><p>2) Canela-preta, talo oco e podridão mole</p><p>Podridão mole</p><p>Canela-preta</p><p>66</p><p>Transferência de canos de irrigaTransferência de canos de irrigaçção contribui para ão contribui para</p><p>a disseminaa disseminaçção de canelaão de canela--preta na lavourapreta na lavoura</p><p>a) Agente causal: Streptomyces scabies</p><p>b) Parte afetada: tubérculo</p><p>c) Condições predisponentes: ausência de</p><p>umidade, pH acima de 5,5</p><p>d) Controle químico: discutível</p><p>Doenças bacterianas da batateira</p><p>3) Sarna comum</p><p>67</p><p>Sarna comum</p><p>Sarna comum</p><p>TubTubéérculos infectados deixados na lavoura rculos infectados deixados na lavoura</p><p>apapóós a colheita: fator que contribui para s a colheita: fator</p><p>que contribui para</p><p>incrementar a incidência da doenincrementar a incidência da doençça na a na áárea.rea.</p><p>68</p><p>a) Classificação: Luteovirus</p><p>b) Parte afetada: floema</p><p>c) Relação com o afídeo vetor: circulatória</p><p>ou de semi-persistência</p><p>d) Controle químico: obrigatório</p><p>Doenças causadas por vírus</p><p>1) PRLV: Vírus do enrolamento da folha da batateira</p><p>PRLVPRLV--VVíírusrus do enrolamento da do enrolamento da</p><p>folha da batateirafolha da batateira</p><p>69</p><p>a) Classificação: Potyvirus</p><p>b) Parte afetada: parênquima</p><p>c) Relação com o afídeo vetor: estiletar</p><p>d) Controle químico: necessário, mas não</p><p>suficiente</p><p>Doenças causadas por vírus</p><p>2) PVY: Vírus do mosaico amarelo da batateira</p><p>PVYPVY--VVíírusrus do mosaico amarelo do mosaico amarelo</p><p>da batateirada batateira</p><p>70</p><p>Tubérculos com lesões típicas do PVYNTN</p><p>Nematóide-de-galhas</p><p>a) Classificação: Meloidogyne spp.</p><p>b) Partes afetadas: raízes e tubérculos</p><p>c) Condições predisponentes: temperatura</p><p>elevada, solos arenosos</p><p>d) Controle químico: eventual</p><p>71</p><p>Nematóide-de-galhas</p><p>Pipoca Pipoca -- MeloidogyneMeloidogyne sppspp..</p><p>Desordens fisiológicas</p><p>(Doenças abióticas)</p><p>72</p><p>Doenças fisiológicas</p><p>1. Crescimento secundário ou embonecamento</p><p>a) Causa sob temperatura baixa, o</p><p>crescimento do tubérculo é paralisado;</p><p>quando as condições de clima voltam ao</p><p>normal, o crescimento ocorre apenas em</p><p>algumas partes do tubérculo</p><p>b) Partes afetadas tubérculos</p><p>Doenças fisiológicas</p><p>2. Coração oco</p><p>a) Causas desequilíbrio das relações “fonte-</p><p>dreno”; solo muito férteis com excesso de N;</p><p>desfolha intensa de plantas muito imaturas</p><p>b) Parte afetada cavidade de forma irregular no</p><p>centro do tubérculo, circundada por tecidos</p><p>necrosados</p><p>73</p><p>Doenças fisiológicas</p><p>3. Mancha ferruginosa interna ou chocolate</p><p>a) Causas oscilação brusca entre perído chuvoso seguido</p><p>de seca prolongada; de ocorrência mais freqüente em</p><p>períodos secos (deficiência de umidade) e quentes</p><p>(temperatura elevada)</p><p>b) Parte afetada manchas de cor pardo-avermelhadas,</p><p>irregularmente distribuídas pela polpa, mas concentradas</p><p>nas proximidades das gemas apicais</p><p>Doenças fisiológicas</p><p>4. Rachaduras de crescimento</p><p>a) Causas* crescimento desincronizado entre os</p><p>tecidos internos e externos do tubérculo devido à</p><p>disponibilidade irregular de umidade do solo na</p><p>fase de enchimento dos tubérculos e fornecimento</p><p>de água rápido e desuniforme;</p><p>b) Parte afetada fendas longitudinais de</p><p>profundidade e extensão variáveis na superfície</p><p>dos tubérculos; deprecia o produto para o</p><p>comércio.</p><p>*Podem ser causadas pelo efeito</p><p>residual de herbicidas da classe</p><p>das sulfonil-uréias.</p><p>74</p><p>Rachaduras causadas pelo efeito residual deRachaduras causadas pelo efeito residual de herbicida do herbicida do</p><p>grupo das sulfonilgrupo das sulfonil--ururééias, Vargem Grande do Sul, 2004.ias, Vargem Grande do Sul, 2004.</p><p>Doenças fisiológicas</p><p>5. Lenticelose</p><p>a) Causas excesso de umidade do solo; solo</p><p>argiloso com drenagem deficiente</p><p>b) Parte afetada desenvolvimento anormal das</p><p>lenticelas, originando pequenas pontuações</p><p>esbranquiçadas e salientes no tecido</p><p>superficial do tubérculo</p><p>75</p><p>Doenças fisiológicas</p><p>6. Unhaduras</p><p>a) Causas desequilíbrio no teor de água no solo e,</p><p>principalmente, alteração brusca e acentuada de</p><p>período úmido para seco</p><p>b) Parte afetada na superfície dos tubérculos</p><p>surgem, aleatoriamente, sulcos curvados, como se</p><p>fossem causados por uma compressão de unha</p><p>Doenças fisiológicas</p><p>7. Tuberização direta</p><p>a) Causas Plantio de tubérculo-semente</p><p>fisiologicamente velho, sob condições de</p><p>temperatura baixa e alta umidade do solo;</p><p>b) Parte afetada gemas apicais.</p><p>76</p><p>Doenças fisiológicas</p><p>8. Esverdeamento dos tubérculos</p><p>a) Causas exposição direta dos tubérculos, em</p><p>campo, à luz solar que incrementa a formação de</p><p>clorofila e solanina; a anomalia manifesta-se</p><p>também no armazenamento pela exposição do</p><p>tubérculo à luz artificial;</p><p>b) Parte afetada epiderme do tubérculo e,</p><p>eventualmente, a polpa.</p><p>Doenças fisiológicas</p><p>9. Coração preto</p><p>a) Causas atribuída à falta de suprimento adequado</p><p>de oxigênio aos tubérculos, seja por arejamento</p><p>inadequado na armazenagem, seja por calor ou frio</p><p>excessivos;</p><p>b) Parte afetada no centro do tubérculo surge uma</p><p>mancha de forma irregular e de cor cinza à preta; às</p><p>vezes, surge uma cavidade devido à contração</p><p>sofrida pela massa de tecido.</p><p>77</p><p>Principais pragasPrincipais pragas</p><p>Larva Larva minadoraminadora</p><p>Larva Larva MinadoraMinadora TraTraççaa</p><p>TraTraççaa</p><p>MoscaMosca brancabranca</p><p>78</p><p>Praga Nome científico Controle químico</p><p>(ingrediente ativo)</p><p>Traça da batata Phthorimaea operculella Cartap, methamidophos,</p><p>chlorpyrifos, methomyl,</p><p>Minador das folhas Liriomyza huidobrensis Cartap, carbosulfan, abamectin,</p><p>cyromazine</p><p>Pulgões Myzus persicae e Macrosiphum</p><p>euphorbiae Imidacloprid</p><p>Vaquinha ou bicho</p><p>alfinete Diabrotica speciosa parathion-methyl,</p><p>alpha+cypermethrin, chlorpyrifos</p><p>Lagarta-rosca Agrotis ipsilon; Spodoptera spp. chlorpyrifos</p><p>Doença Patógeno Controle químico</p><p>(ingrediente ativo)</p><p>Requeima Phytophthora infestans</p><p>Mancozeb, chlorothalonil, oxicloreto de cobre,</p><p>hidróxido de cobre, iprovalicarb+propineb,</p><p>dimethomorph, cymoxanil+maneb, maneb</p><p>Pinta preta Alternaria solani</p><p>Mancozeb, chlorothalonil, oxicloreto de cobre,</p><p>hidróxido de cobre, azoxystrobin, pyrimethanil,</p><p>iprodione, difenoconazole, tebuconazole</p><p>Rhizoctoniose Rhizoctonia solani pencycuron</p><p>Manejo de pragas e doenças</p><p>Beneficiamento e embalagem Beneficiamento e embalagem</p><p>de tubde tubéérculos de batatarculos de batata</p><p>79</p><p>TubTubéérculos antes da lavagemrculos antes da lavagem</p><p>Descarga dos tubérculos contidos em bags</p><p>80</p><p>Descarga de tubérculos transportados a granel – Empresa</p><p>Bagisa Nascente, Ibicoara, BA.</p><p>PrPréé--lavagem dos tublavagem dos tubéérculosrculos</p><p>81</p><p>82</p><p>83</p><p>Obrigado!!!Obrigado!!!</p><p>pctmelo@esalq.usp.br Aula revisada em dez/2005Aula revisada em dez/2005</p>