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<p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos</p><p>Estados) Curso Básico de Legislação</p><p>Trib. Estadual - 2023</p><p>Autor:</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>05 de Dezembro de 2022</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>1</p><p>Sumário</p><p>1 – Base de Cálculo ........................................................................................................................................................................ 3</p><p>1.1 Regras Gerais ...................................................................................................................................................................... 3</p><p>1.2 Base de Cálculo com Serviços............................................................................................................................................... 4</p><p>1.3 Base de Cálculo em Licitações .............................................................................................................................................. 6</p><p>1.4 Base de Cálculo do DIFAL .................................................................................................................................................... 7</p><p>1.5 Base de Cálculo na Importação ........................................................................................................................................... 8</p><p>1.6 Base de Cálculo x IPI .......................................................................................................................................................... 12</p><p>1.7 Reajuste de Preço ............................................................................................................................................................... 13</p><p>1.8 Ausência de Valor de Operação ....................................................................................................................................... 14</p><p>1.9 Supervalorização do Frete ................................................................................................................................................. 16</p><p>1.10 Arbitramento .................................................................................................................................................................... 17</p><p>2 - Não Cumulatividade ................................................................................................................................................................ 19</p><p>2.1 Creditamento de Material de Uso e Consumo, Energia Elétrica e Comunicações ............................................................... 21</p><p>2.2 Creditamento de Ativo Permanente ................................................................................................................................... 22</p><p>2.3 Vedações ao Crédito ......................................................................................................................................................... 25</p><p>2.4 Estorno do Crédito .............................................................................................................................................................. 27</p><p>2.5 Disposições Gerais ............................................................................................................................................................. 28</p><p>3 – Portal das Operações e Prestações Interestaduais ................................................................................................................. 33</p><p>4 – Essencialidade de Mercadorias e Serviços ............................................................................................................................. 35</p><p>Questões Comentadas ....................................................................................................................................................................... 37</p><p>Lista de Questões ............................................................................................................................................................................... 66</p><p>Gabarito ............................................................................................................................................................................................ 78</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>2</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Fala, galera! Tudo na mais perfeita paz? Correria danada, né? Vamos estudar para colhermos nossos frutos</p><p>em breve.</p><p>Iniciaremos hoje com os dispositivos da Lei Kandir que tratam da Base de Cálculo (BC) do ICMS e</p><p>finalizaremos com as normas sobre o Crédito Tributário (CT).</p><p>Não deixem de revisar tudo que vimos até agora! Refaça os exercícios que você errou e mantenha sempre a</p><p>Legislação em mãos. Após o entendimento dos dispositivos, o melhor caminho é sempre fixar os conceitos</p><p>através da revisão da lei seca.</p><p>Ressalto que a aula se encontra atualizada de acordo com as recentes LC 190/2022, LC 194/2022 e LC</p><p>201/2023.</p><p>Vamos lá!</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>3</p><p>1 – Base de Cálculo</p><p>1.1 Regras Gerais</p><p>Juntamente com a alíquota, a base de cálculo compõe o elemento quantitativo da Regra Matriz de Incidência</p><p>Tributária. É através da multiplicação desses 2 fatores que conseguimos mensurar o quantum devido aos</p><p>cofres públicos.</p><p>Para realizar essa mensuração precisamos entender e obedecer às regras impostas pela lei Kandir a respeito</p><p>da BC. Vamos a elas.</p><p>Art. 13. A base de cálculo do imposto é:</p><p>I - na saída de mercadoria prevista nos incisos I, III e IV do art. 12, o valor da operação;</p><p>III - na prestação de serviço de transporte interestadual e intermunicipal e de</p><p>comunicação, o preço do serviço;</p><p>VIII - na hipótese do inciso XII do art. 12, o valor da operação de que decorrer a entrada;</p><p>Art. 12. Considera-se ocorrido o fato gerador do imposto no momento:</p><p>I - da saída de mercadoria de estabelecimento de contribuinte, ainda que para outro</p><p>estabelecimento do mesmo titular;</p><p>III - da transmissão a terceiro de mercadoria depositada em armazém geral ou em</p><p>depósito fechado, no Estado do transmitente;</p><p>IV - da transmissão de propriedade de mercadoria, ou de título que a represente, quando</p><p>a mercadoria não tiver transitado pelo estabelecimento transmitente;</p><p>XII – da entrada no território do Estado de lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos</p><p>derivados de petróleo e energia elétrica oriundos de outro Estado, quando não</p><p>destinados à comercialização ou à industrialização;</p><p>Os incisos I, III e VIII do art. 13 trazem a regra geral da BC: o valor da operação. Assim, na saída de mercadoria</p><p>de estabelecimento de contribuinte, na transmissão a terceiro de mercadoria depositada em armazém</p><p>geral ou em depósito fechado, na transmissão de propriedade de mercadoria, ou de título que a</p><p>represente, na prestação de serviço de transporte intermunicipal ou interestadual, ou mesmo na entrada</p><p>no território do Estado de lubrificantes e combustíveis (para consumo) a base de cálculo será o próprio</p><p>valor da operação/prestação.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>4</p><p>Se uma mercadoria for vendida por R$ 100, essa será a base de cálculo que se multiplicada por uma alíquota</p><p>hipotética de 18% resultará em um débito de ICMS de R$ 18. Se uma prestação de serviço de transporte</p><p>interestadual for contratada por R$ 5.600, essa será a base de cálculo, que se multiplicada por uma alíquota</p><p>hipotética de 10% resultará em um débito de R$ 560.</p><p>Veja que essas bases de cálculo são bem simples! Não tem mistério, né pessoal?</p><p>1.2 Base de Cálculo com</p><p>e o Distrito Federal divulgarão, em portal próprio, as informações</p><p>necessárias ao cumprimento das obrigações tributárias, principais e acessórias, nas</p><p>operações e prestações interestaduais, conforme o tipo.</p><p>§ 1º O portal de que trata o caput deste artigo deverá conter, inclusive:</p><p>I - a legislação aplicável à operação ou prestação específica, incluídas soluções de</p><p>consulta e decisões em processo administrativo fiscal de caráter vinculante;</p><p>II - as alíquotas interestadual e interna aplicáveis à operação ou prestação;</p><p>III - as informações sobre benefícios fiscais ou financeiros e regimes especiais que possam</p><p>alterar o valor a ser recolhido do imposto; e</p><p>IV - as obrigações acessórias a serem cumpridas em razão da operação ou prestação</p><p>realizada.</p><p>§ 2º O portal referido no caput deste artigo conterá ferramenta que permita a apuração</p><p>centralizada do imposto pelo contribuinte definido no inciso II do § 2º do art. 4º desta Lei</p><p>Complementar, e a emissão das guias de recolhimento, para cada ente da Federação, da</p><p>diferença entre a alíquota interna do Estado de destino e a alíquota interestadual da</p><p>operação.</p><p>§ 3º Para o cumprimento da obrigação principal e da acessória disposta no § 2º deste artigo,</p><p>os Estados e o Distrito Federal definirão em conjunto os critérios técnicos necessários para</p><p>a integração e a unificação dos portais das respectivas secretarias de fazenda dos Estados</p><p>e do Distrito Federal.</p><p>§ 4º Para a adaptação tecnológica do contribuinte, o inciso II do § 2º do art. 4º, a alínea “b”</p><p>do inciso V do caput do art. 11 e o inciso XVI do caput do art. 12 desta Lei Complementar</p><p>somente produzirão efeito no primeiro dia útil do terceiro mês subsequente ao da</p><p>disponibilização do portal de que trata o caput deste artigo.</p><p>§ 5º A apuração e o recolhimento do imposto devido nas operações e prestações</p><p>interestaduais de que trata a alínea “b” do inciso V do caput do art. 11 desta Lei</p><p>Complementar observarão o definido em convênio celebrado nos termos da Lei</p><p>Complementar nº 24, de 7 de janeiro de 1975, e, naquilo que não lhe for contrário, nas</p><p>respectivas legislações tributárias estaduais.”</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>34</p><p>O objetivo do portal é facilitar que o contribuinte conheça as regras para recolhimento do DIFAL. Perceba</p><p>que a lei Kandir exige que os Estados forneçam dados que serão importantes na hora da apuração do DIFAL,</p><p>como por exemplo a legislação aplicável, incluindo soluções de consulta e decisões em processo</p><p>administrativo fiscal de caráter vinculante, alíquotas aplicáveis e informações de benefícios fiscais ou</p><p>financeiros que modifiquem o cálculo do imposto e as obrigações acessórias a serem cumpridas bem como</p><p>seus respectivos prazos.</p><p>Perceba que as informações sempre se voltam à facilitação do correto cumprimento das obrigações</p><p>tributárias. Veja, por exemplo, a obrigatoriedade da publicação de soluções de consultas de caráter</p><p>vinculante. Essas soluções trazem à tona o pensamento do Fisco em relação à determinada matéria, que</p><p>deve ser obedecido pelos contribuintes e, por isso, deverão estar compiladas no portal para facilitar a leitura</p><p>e aplicação por parte dos sujeitos passivos.</p><p>Ainda nessa linha de pensamento, exige-se que os Estados possuam ferramentas nesse portal para calcular</p><p>o imposto devido e fornecer a guia de recolhimento ao contribuinte de outro Estado quando da remessa de</p><p>mercadoria ou prestação de serviço a não contribuinte em operações ou prestações interestaduais.</p><p>Por fim, reza o § 2º que a obrigatoriedade de recolhimento do DIFAL por parte do remetente quando o</p><p>destinatário for não contribuinte somente produzirá efeito no primeiro dia útil do terceiro mês subsequente</p><p>ao da disponibilização do portal pelos Estados/DF.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>35</p><p>4 – Essencialidade de Mercadorias e Serviços</p><p>A LC 194/2022 acrescentou o importante artigo 32-A. Vamos ver?</p><p>Art. 32-A. As operações relativas aos combustíveis, ao gás natural, à energia elétrica, às</p><p>comunicações e ao transporte coletivo, para fins de incidência de imposto de que trata</p><p>esta Lei Complementar, são consideradas operações de bens e serviços essenciais e</p><p>indispensáveis, que não podem ser tratados como supérfluos.</p><p>§ 1º Para efeito do disposto neste artigo:</p><p>I - é vedada a fixação de alíquotas sobre as operações referidas no caput deste artigo em</p><p>patamar superior ao das operações em geral, considerada a essencialidade dos bens e</p><p>serviços;</p><p>II - é facultada ao ente federativo competente a aplicação de alíquotas reduzidas em</p><p>relação aos bens referidos no caput deste artigo, como forma de beneficiar os</p><p>consumidores em geral; e</p><p>§ 2º No que se refere aos combustíveis, a alíquota definida conforme o disposto no § 1º</p><p>deste artigo servirá como limite máximo para a definição das alíquotas específicas (ad rem)</p><p>a que se refere a alínea b do inciso V do caput do art. 3º da Lei Complementar nº 192, de</p><p>11 de março de 2022.</p><p>Após intensas discussões, aprovou-se a LC 194/2022, com modificações importantes!</p><p>Os Estados são livres para fixar suas alíquotas internas do ICMS, desde que superiores à alíquota</p><p>interestadual (12%). Ainda assim, podem os Estados, se autorizados pelo CONFAZ, estipular alíquotas abaixo</p><p>de 12%.</p><p>Como a CF/88 atribui faculdade aos Estados para optarem ou não pela essencialidade. Segundo o princípio</p><p>da seletividade (essencialidade), tributam-se os produtos mais supérfluos de maneira mais gravosa e os</p><p>produtos mais essenciais de maneira mais branda.</p><p>Os estados fixam normalmente uma alíquota geral de 17% ou 18% e atribuem alíquotas superiores a esses</p><p>patamares para produto/serviços supérfluos e abaixo desses patamares para produtos/serviços essenciais,</p><p>externando a opção pela seletividade.</p><p>Ocorre que muitas vezes os Estados atribuam à energia elétrica, por exemplo, o caráter supérfluo, atribuindo</p><p>muitas vezes alíquota superiores à 30%, o que ajudava a encarecer a mercadoria.</p><p>A partir da LC 194, os combustíveis, o gás natural, a energia elétrica, as comunicações e o transporte coletivo</p><p>foram considerados essenciais. Isso significa que os Estados não podem fixar alíquotas, no que tange a essas</p><p>mercadorias/serviços, superiores à alíquota geral. Permite-se, porém que os Estados reduzam as alíquotas</p><p>abaixo do patamar geral.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>36</p><p>Por sim, segundo a LC 192, também de 2022, a alíquota dos combustíveis será ad rem, ou seja, por unidade</p><p>(R$ 0,10 por litro, por exemplo) e não mais ad valorem (18% x valor). Assim, o valor ad rem não pode ser tal</p><p>que supere a alíquota máxima (geral). Não pode, então, ser superior a R$ 0,18 o litro, se o livro custar R$ 1).</p><p>Vejamos agora os art. 3º a 6º da LC 194/22, que, apesar de não alterarem a lei Kandir, são de grande</p><p>relevância.</p><p>LC 194/2022. Art. 3º A União deduzirá do valor das parcelas dos contratos de dívida do</p><p>Estado ou do Distrito Federal administradas pela Secretaria do Tesouro Nacional,</p><p>independentemente de formalização de aditivo contratual, as perdas de arrecadação dos</p><p>Estados ou do Distrito Federal ocorridas no exercício de 2022 decorrentes da redução da</p><p>arrecadação do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre</p><p>Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação</p><p>(ICMS) que exceda ao percentual de 5% (cinco por cento) em relação à arrecadação deste</p><p>tributo no ano de 2021.</p><p>§ 1º (VETADO).</p><p>§ 2º As perdas de arrecadação dos Estados ou do Distrito</p><p>Federal que tiverem contrato de</p><p>refinanciamento de dívidas com a União previsto no art. 9º-A da Lei Complementar nº 159,</p><p>de 19 de maio de 2017, decorrentes da redução da arrecadação do ICMS serão</p><p>compensadas integralmente pela União.</p><p>§ 3º A dedução a que se referem o caput e o § 2º deste artigo limitar-se-á às perdas de</p><p>arrecadação de ICMS incorridas até 31 de dezembro de 2022 ou dar-se-á enquanto</p><p>houver saldo de dívida contratual do Estado ou do Distrito Federal administrada pela</p><p>Secretaria do Tesouro Nacional, o que ocorrer primeiro.</p><p>§ 4º (VETADO).</p><p>§ 5º (VETADO).</p><p>§ 6º (VETADO).</p><p>§ 7º Ato do Ministro de Estado da Economia regulamentará o disposto neste artigo.</p><p>Art. 4º As parcelas relativas à quota-parte do ICMS, conforme previsto no inciso IV</p><p>do caput do art. 158 da Constituição Federal, serão transferidas pelos Estados aos Municípios</p><p>na proporção da dedução dos contratos de dívida dos Estados administrada pela</p><p>Secretaria do Tesouro Nacional.</p><p>§ 1º Na hipótese em que não houver compensação na forma do caput do art. 3º desta Lei</p><p>Complementar, o Estado ficará desobrigado do repasse da quota-parte do ICMS para os</p><p>Municípios, conforme previsto no inciso IV do caput do art. 158 da Constituição Federal.</p><p>§ 2º (VETADO).</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>37</p><p>§ 3º Os Estados deverão proceder à transferência de que trata o caput deste artigo nos</p><p>mesmos prazos e condições da quota-parte do ICMS, mantendo a prestação de contas</p><p>disponível em sítio eletrônico da internet, sob pena de serem cessados as deduções e os</p><p>repasses de que trata o art. 3º desta Lei Complementar, sem prejuízo da responsabilização</p><p>administrativa e criminal dos responsáveis pela omissão.</p><p>Art. 5º (VETADO).</p><p>Art. 6º Ficam cessadas as deduções por perdas de arrecadação de ICMS, não se aplicando</p><p>o disposto no art. 3º desta Lei Complementar, caso as alíquotas retornem aos patamares</p><p>vigentes anteriormente à publicação desta Lei Complementar.</p><p>Com a obrigatoriedade de as alíquotas das mercadorias essenciais se limitem à 17% ou 18%, conforme o</p><p>Estado, muitos sofrerão perda significativa de arrecadação ao reduzir suas alíquotas.</p><p>Para diminuir o impacto na arrecadação dos Estados no exercício de 2022, caso a perda de ICMS seja superior</p><p>a 5% se comparado ao ano anterior, o que ultrapassar esse valor (os 5%) será abatido das parcelas dos</p><p>contratos de dívida do Estado ou do Distrito Federal administradas pela Secretaria do Tesouro Nacional.</p><p>Já se o Estado/DF possuir dívidas referente ao refinanciamento do Regime de Recuperação Fiscal aprovado,</p><p>as perdas de arrecadação serão integralmente compensadas pela União até o fim de 2022 ou até que não</p><p>haja mais a dívida.</p><p>Os municípios continuarão recebendo os 25% de ICMS do valor descontado das dívidas do Estado/DF com a</p><p>União. Caso não haja desconto (variação menor que 5%), não há que se falar em repasse.</p><p>Bom pessoal, fechamos mais uma aula! Espero que tenham gostado! Contem comigo no fórum ou em</p><p>qualquer outro canal.</p><p>Forte Abraço!</p><p>Eduardo da Rocha</p><p>QUESTÕES COMENTADAS</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>38</p><p>01. (SEFAZ-SP/FCC/2006) Determinado contribuinte do ICMS importou um equipamento do exterior para</p><p>o seu ativo permanente, com os seguintes dados da operação:</p><p>- Valor da importação convertido em moeda nacional: R$ 200.000,00;</p><p>- Imposto de importação: R$ 10.000,00;</p><p>- Despesas pagas a repartição alfandegária: R$ 5.000,00;</p><p>- Frete interno do porto até o estabelecimento: R$ 6.000,00;</p><p>- Data do desembaraço aduaneiro: 30/11;</p><p>- Data da entrada física da mercadoria no estabelecimento: 2/12;</p><p>- Alíquota interna relativa à mercadoria: 18%.</p><p>Considerando que o montante do ICMS integra sua própria base de cálculo, inclusive na importação, o</p><p>valor do ICMS devido e o momento da ocorrência do fato gerador são, nessa ordem,</p><p>a) R$ 39.780,00 e 30/11.</p><p>b) R$ 39.780,00 e 02/12.</p><p>c) R$ 47.195,12 e 30/11.</p><p>d) R$ 47.195,12 e 02/12.</p><p>e) R$ 262.195,12 e 02/12.</p><p>Comentários:</p><p>De cara já podemos eliminar 3 alternativas. Estudamos em aulas anteriores que na importação o momento</p><p>da ocorrência do fato gerador é o desembaraço aduaneiro (30/11). Com isso eliminamos as alternativas (b),</p><p>(d) e (e).</p><p>Art. 12. Considera-se ocorrido o fato gerador do imposto no momento:</p><p>IX – do desembaraço aduaneiro de mercadorias ou bens importados do exterior;</p><p>Agora vamos achar o valor do imposto.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>39</p><p>BC ICMS NA IMPORTAÇÃO</p><p>Mercadoria R$ 200.000</p><p>Tributos Federais (II) + R$ 10.000</p><p>Despesas Alfandegárias + R$ 5.000</p><p>Subtotal = R$ 215.000</p><p>ICMS + ???</p><p>BCIMP = ???</p><p>Precisamos então utilizar a fórmula apresentada.</p><p>Logo a BCIMP será 215.000/82% = R$ 262.195,12.</p><p>Diminuindo-se esse valor de R$ 215.000 temos R$ 47.195,12.</p><p>De posse desses valores agora podemos preencher a planilha da importação.</p><p>BC ICMS NA IMPORTAÇÃO</p><p>Mercadoria ($ 1.000 x R$ 3) R$ 200.000</p><p>Tributos Federais + R$ 10.000</p><p>Despesas Alfandegárias + R$ 5.000</p><p>Subtotal = R$ 215.000</p><p>ICMS + R$ 47.195,12</p><p>BCIMP = R$ 262.195,12.</p><p>Obs: Poderíamos também ter achado o ICMS aplicando-se a alíquota de 18% sobre a BC encontrada, porém</p><p>como tempo é curto na hora da prova, sugiro que você faça a subtração que fiz.</p><p>Obs2: o frete do porto até o estabelecimento não faz parte da importação! A própria questão afirmou que o</p><p>frete é interno!</p><p>Gabarito: Letra C.</p><p>02. (SEFAZ-SP/FCC/2006) Zeus, experiente AFR, notou as seguintes situações no estabelecimento de</p><p>Plácido e Silva, industrial de utensílios domésticos, estabelecido em São Paulo, capital:</p><p>BCIMP =</p><p>Subtotal1−alíquota</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>40</p><p>I. Nas vendas para atacadistas, não incluía na base de cálculo das operações os descontos concedidos,</p><p>desde que o pagamento fosse efetivado em 30 dias.</p><p>II. Nas vendas para grandes consumidores, dava bonificações em mercadorias e incluía o valor de tais</p><p>bonificações na base de cálculo do ICMS.</p><p>III. Nas vendas a consumidores finais, não incluía o valor do IPI na base de cálculo do ICMS.</p><p>IV. Nas vendas para contribuintes de Belo Horizonte/MG e Feira de Santana/BA, destacava o ICMS com</p><p>alíquota de 7%.</p><p>Nessas condições, o AFR corretamente impugnou APENAS os procedimentos</p><p>a) I, II e III.</p><p>b) I, III e IV.</p><p>c) I e II.</p><p>d) II e III.</p><p>e) III e IV.</p><p>Comentários:</p><p>(I) Deve impugnar. Os descontos concedidos sob condição devem integrar a BC do ICMS.</p><p>• Não integra a</p><p>BC do ICMS</p><p>Desconto</p><p>Incondicional</p><p>• Integra a BC</p><p>do ICMS</p><p>Desconto</p><p>Condicional</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>41</p><p>(II) Não deve impugnar. As bonificações não são isentas. Falei durante a aula que existem situações em que</p><p>o preço da mercadoria ou do serviço é desconhecido, seja por não estar destacado na nota, seja por ser</p><p>doação ou bonificação...Nesses casos é necessário estipular um preço para que seja realizada a cobrança do</p><p>ICMS.</p><p>(III) Deve impugnar. O IPI só não integra a BC do ICMS quando operação for fato gerador dos 2 impostos,</p><p>entre contribuintes e para comercialização ou industrialização. No caso deste item a operação envolve um</p><p>consumidor final (não é para comercialização nem industrialização).</p><p>Falta de valor da</p><p>operação</p><p>Comerciante</p><p>Preço FOB à vista</p><p>(Preço em operação</p><p>mais recente)</p><p>Preço corrente no</p><p>mercado atacadista</p><p>local. Na falta,</p><p>regional</p><p>75% do preço</p><p>corrente no varejo</p><p>Industrial</p><p>Preço FOB à vista</p><p>(Preço em operação</p><p>mais recente)</p><p>Preço corrente no</p><p>mercado atacadista</p><p>local. Na falta,</p><p>regional</p><p>Produtor,</p><p>extrator ou</p><p>gerador</p><p>Preço corrente no</p><p>mercado atacadista</p><p>local. Na falta,</p><p>regional</p><p>1ª Opção</p><p>2ª Opção</p><p>3ª Opção</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>42</p><p>(IV) Deve impugnar. Nas operações interestaduais entre São Paulo e Minas, dois Estados ricos, a alíquota</p><p>utilizada deve ser 12%. A alíquota interestadual de São Paulo para a Bahia está correta: 7%.</p><p>Gabarito: Letra B.</p><p>03. (SEFAZ-SP/FCC/2009) A empresa Zidefonte, fabricante de máquinas para indústria metalúrgica, vende</p><p>uma lingoteira para uma siderurgia, por R$ 100.000,00, cobrando, ainda, do cliente, com base em cláusula</p><p>contratual, os seguintes valores: R$ 30.000,00 a título de serviços de montagem; R$ 10.000,00 de despesas</p><p>de frete; R$ 12.000,00 de despesas de guindaste; R$ 3.000,00 de escolta e R$ 5.000,00 de seguros.</p><p>Considerando que o IPI destacado na NF foi de R$ 10.000,00, o valor da base de cálculo é, em R$,</p><p>a) 140.000,00.</p><p>b) 145.000,00.</p><p>c) 155.000,00.</p><p>d) 160.000,00.</p><p>e) 170.000,00.</p><p>IPI não integra</p><p>BC do ICMS</p><p>Industrialização</p><p>ou</p><p>Comercialização</p><p>+</p><p>+</p><p>Entre</p><p>contribuintes</p><p>FG dos 2</p><p>impostos</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>43</p><p>Comentários:</p><p>A Lei Kandir em seu art. 13, § 1º expõe as parcelas que compões a BC do ICMS. Vejamos:</p><p>Art. 13. § 1º Integra a base de cálculo do imposto, inclusive na hipótese do inciso V do caput</p><p>deste artigo:</p><p>II - o valor correspondente a:</p><p>a) seguros, juros e demais importâncias pagas, recebidas ou debitadas, bem como</p><p>descontos concedidos sob condição;</p><p>b) frete, caso o transporte seja efetuado pelo próprio remetente ou por sua conta e ordem</p><p>e seja cobrado em separado.</p><p>Em regra, tudo que é cobrado pelo remetente faz parte da BC do ICMS. Na questão temos:</p><p>- R$ 100.000,00 da lingoteira;</p><p>- R$ 30.000,00 a título de serviços de montagem;</p><p>- R$ 10.000,00 de despesas de frete;</p><p>- R$ 12.000,00 de despesas de guindaste;</p><p>- R$ 3.000,00 de escolta;</p><p>- R$ 5.000,00 de seguros; e</p><p>- R$ 10.000 de IPI.</p><p>Duas observações precisam ser feitas.</p><p>1) Repare que a questão falou que tais despesas foram cobradas do contribuinte e assim devem fazer parte</p><p>da BC.</p><p>2) O IPI integrará a BC uma vez que a lingoteira será utilizada como material permanente da siderúrgica (não</p><p>será para comercialização ou industrialização).</p><p>Portanto, somadas todas as parcelas temos que a BC será R$ 170.000.</p><p>Gabarito: Letra E.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>==1365fc==</p><p>44</p><p>04. (SEFAZ-RJ/FGV/2010) Sociedade empresária "X" importou da França uma máquina para seu ativo</p><p>permanente. O preço constante dos documentos de importação foi de US$ 1.000,00.</p><p>A importadora suportou as seguintes despesas:</p><p>I. US$ 100,00 de imposto de importação, à taxa de câmbio de R$ 2,00;</p><p>II. R$ 250,00 de IPI;</p><p>III. R$ 50,00 de despesas aduaneiras diversas;</p><p>IV. R$ 40,00 de frete pelo transporte do porto até seu estabelecimento.</p><p>O pagamento da máquina ao exportador estrangeiro foi feito ao câmbio de R$ 2,10 e a alíquota do ICMS</p><p>aplicável na importação foi de 18%.</p><p>Assinale a alternativa que indique corretamente a base de cálculo do ICMS.</p><p>a) igual a R$ 2.600,00.</p><p>b) inferior a R$ 2.500,00.</p><p>c) igual a R$ 2.540,00.</p><p>d) igual a R$ 2.500,00.</p><p>e) superior a R$ 3.000,00.</p><p>Comentários:</p><p>Mais uma questão que trata do ICMS sobre as importações.</p><p>Vamos achar o valor do imposto.</p><p>BC ICMS NA IMPORTAÇÃO</p><p>Mercadoria ($ 1.000 x R$ 2) R$ 2.000</p><p>Tributos Federais (II = $ 100 x R$ 2) + R$ 200</p><p>Tributos Federais (IPI) + R$ 250</p><p>Despesas Alfandegárias + R$ 50</p><p>Subtotal = R$ 2.500</p><p>ICMS + ???</p><p>BCIMP = ???</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>45</p><p>Precisamos então utilizar a fórmula apresentada.</p><p>Logo a BCIMP será R$ 2.500/82% = R$ 3.048,78</p><p>Diminuindo-se esse valor de R$ 2.500 temos R$ 548,78.</p><p>De posse desses valores agora podemos preencher a planilha da importação.</p><p>BC ICMS NA IMPORTAÇÃO</p><p>Mercadoria ($ 1.000 x R$ 2) R$ 2.000</p><p>Tributos Federais (II = $ 100 x R$ 2) + R$ 200</p><p>Tributos Federais (IPI) + R$ 250</p><p>Despesas Alfandegárias + R$ 50</p><p>Subtotal = R$ 2.500</p><p>ICMS + 548,78</p><p>BCIMP = 3.048,78</p><p>Obs: O câmbio a ser utilizado deve ser o mesmo utilizado para a conversão do II, não importando o câmbio</p><p>da data do pagamento.</p><p>Gabarito: Letra E.</p><p>05. (SEFAZ-RJ/FGV/2010) Sociedade empresária industrial, com relação aos produtos que fabrica e vende,</p><p>sofre incidência de IPI à alíquota de 15% e concede desconto de 10% apenas para os clientes que firmarem</p><p>contrato de financiamento com outra empresa do mesmo grupo.</p><p>Com relação à base de cálculo do ICMS, assinale a alternativa que apresenta incorreção referente à</p><p>incidência de IPI e à concessão de desconto.</p><p>a) O valor do IPI não é incluído na base de cálculo do ICMS, no caso de as vendas destinarem-se à</p><p>industrialização por adquirentes contribuintes / O valor correspondente ao desconto inclui-se na base de</p><p>cálculo do ICMS, eis que concedido de maneira condicionada.</p><p>b) O valor do IPI é incluído na base de cálculo do ICMS, no caso de as vendas destinarem-se à comercialização</p><p>por adquirentes contribuintes / O valor correspondente ao desconto não se inclui na base de cálculo do</p><p>ICMS, eis que concedido de maneira condicionada.</p><p>BCIMP =</p><p>Subtotal1−alíquota</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>46</p><p>c) O valor do IPI não é incluído na base de cálculo do ICMS, no caso de as vendas destinarem-se a órgão da</p><p>Administração Pública Municipal / O valor correspondente ao desconto inclui-se na base de cálculo do ICMS,</p><p>salvo se concedido de maneira não condicionada.</p><p>d) O valor do IPI é incluído na base de cálculo do ICMS, no caso de as vendas destinarem-se ao consumo por</p><p>adquirentes não contribuintes / O valor correspondente ao desconto não se inclui na base de cálculo do</p><p>ICMS, eis que concedido de maneira condicionada.</p><p>e) O valor do IPI não é incluído na base de cálculo do ICMS, no caso de as vendas destinarem-se à</p><p>comercialização ou à industrialização por adquirentes contribuintes / O valor correspondente ao desconto</p><p>inclui-se na base de cálculo do ICMS, eis que concedido de maneira condicionada.</p><p>Comentários:</p><p>O IPI não integrará a BC do ICMS se a operação for fato gerador dos dois impostos, entre contribuintes e</p><p>destinado a comercialização ou industrialização.</p><p>O desconto narrado pela questão é um desconto condicional, que integra a BC do ICMS.</p><p>• Não integra a</p><p>BC do ICMS</p><p>Desconto</p><p>Incondicional</p><p>• Integra a BC</p><p>do ICMS</p><p>Desconto</p><p>Condicional</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>47</p><p>Vamos às alternativas:</p><p>(a) Correto, o IPI não integra a BC tendo em vista se tratar de operação destinada a contribuinte para</p><p>industrialização / Correto, o desconto é condicional e se inclui na BC.</p><p>(b)</p><p>Falso, o IPI não integra a BC tendo em vista se tratar de operação destinada a contribuinte para</p><p>comercialização / Falso, o desconto é condicional e se inclui na BC.</p><p>(c) Falso, o IPI integra a BC tendo em vista se tratar de operação destinada a não contribuinte para uso e</p><p>consumo / Correto, o desconto é condicional e se inclui na BC.</p><p>(d) Correto, o IPI integra a BC tendo em vista se tratar de operação destinada a não contribuinte / Falso, o</p><p>desconto é condicional e se inclui na BC.</p><p>(e) Correto, o IPI não integra a BC tendo em vista se tratar de operação destinada a contribuinte para</p><p>comercialização ou industrialização / Correto, o desconto é condicional e se inclui na BC.</p><p>Assim, a única alternativa que possui 2 quesitos errados é a letra (b).</p><p>Gabarito: Letra B.</p><p>06. (SEFAZ-RJ/FGV/2010) Sociedade empresária com atividade comercial, vende e transporta as</p><p>mercadorias que aliena até o domicílio do comprador, cobrando R$ X pela mercadoria e acrescentando R$</p><p>Y a título de frete.</p><p>Com relação ao ICMS devido por tal contribuinte, assinale a afirmativa correta.</p><p>IPI não integra BC</p><p>do ICMS</p><p>Industrialização</p><p>ou</p><p>Comercialização</p><p>+</p><p>+</p><p>Entre</p><p>contribuintes</p><p>FG dos 2</p><p>impostos</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>48</p><p>a) O ICMS deve ser calculado apenas sobre R$ Y.</p><p>b) O ICMS deve ser calculado apenas sobre R$ X.</p><p>c) O ICMS deve ser calculado sobre o resultado da diferença entre R$ X e R$ Y.</p><p>d) O ICMS deve ser calculado sobre o resultado da soma de R$ X e R$ Y.</p><p>e) O ICMS deve ser calculado sobre o resultado da soma de R$ X e R$ Y, apenas se este último valor constar</p><p>da competente nota fiscal.</p><p>Comentários:</p><p>Questão bem fácil que não podemos errar na prova, hein?</p><p>Art. 13. § 1º Integra a base de cálculo do imposto, inclusive na hipótese do inciso V do caput</p><p>deste artigo:</p><p>II - o valor correspondente a:</p><p>a) seguros, juros e demais importâncias pagas, recebidas ou debitadas, bem como</p><p>descontos concedidos sob condição;</p><p>b) frete, caso o transporte seja efetuado pelo próprio remetente ou por sua conta e ordem</p><p>e seja cobrado em separado.</p><p>A única alternativa que poderia gerar um pouco mais de dúvida é a (e). Não é pelo fato de o frete não estar</p><p>na nota fiscal que não incidirá ICMS. Mesmo o frete sendo cobrado em separado haverá a cobrança do</p><p>imposto.</p><p>Gabarito: Letra D.</p><p>07. (SEFAZ-AC/CESPE/2006/Adaptada) A base de cálculo do ICMS assume diferentes contornos, de acordo</p><p>com a operação tributável. Quando a operação consistir na importação de mercadorias, a base de cálculo</p><p>vai além do valor dessas mercadorias, pois acrescentam-se outros componentes em sua formação.</p><p>Nesse sentido, os componentes acrescidos à base de cálculo no caso de importação de mercadorias não</p><p>incluem o valor pago ou devido a título de</p><p>a) imposto de importação.</p><p>b) taxas de armazenagem.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>49</p><p>c) imposto sobre produtos industrializados.</p><p>d) imposto sobre operações de câmbio.</p><p>e) todas os anteriores são incluídos na BC.</p><p>Comentários:</p><p>Outra questão bem tranquila! As despesas portuárias, taxas de armazenagem não compõem a BC do ICMS</p><p>na importação.</p><p>Gabarito: Letra B.</p><p>08. (SEFAZ-CE/ESAF/2007) A indústria de tecidos A, situada em Fortaleza, deu saída a 12 peças de tecido</p><p>vendidas ao estabelecimento industrial B, de outra pessoa jurídica, situado em outro município no Estado</p><p>do Ceará, para serem utilizadas na industrialização de outros produtos. O transporte correu por conta e</p><p>ordem do remetente. (Considerar alíquota interna de 17%).</p><p>Indique, nas opções abaixo, qual o valor calculado do imposto, considerando os seguintes dados</p><p>relacionados com a operação:</p><p>Preço total de venda - R$ 6.000,00</p><p>IPI - R$ 300,00</p><p>Frete, não cobrado em separado - R$ 80,00</p><p>Seguro - debitado ao comprador - R$ 20,00</p><p>a) R$ 1.074,40.</p><p>b) R$ 1.023,40.</p><p>c) R$ 1.088,00.</p><p>d) R$ 722,40.</p><p>e) R$ 1.037,00.</p><p>Comentários:</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>50</p><p>Primeiramente devemos nos atentar que o IPI não integrará a BC do ICMS uma vez que a operação é realizada</p><p>entre contribuinte para industrialização. Em segundo lugar vemos que o frete não foi cobrado em separado</p><p>(já está incluído no preço total de venda e não devemos somá-lo à BC). Por fim, temos que o seguro foi</p><p>cobrado do comprador, devendo ser incluído na BC. Repare que o seguro foi debitado do comprador:</p><p>Art. 13. § 1º Integra a base de cálculo do imposto, inclusive na hipótese do inciso V do caput</p><p>deste artigo:</p><p>II - o valor correspondente a:</p><p>a) seguros, juros e demais importâncias pagas, recebidas ou debitadas, bem como</p><p>descontos concedidos sob condição;</p><p>b) frete, caso o transporte seja efetuado pelo próprio remetente ou por sua conta e ordem</p><p>e seja cobrado em separado.</p><p>Então temos como BC o preço total de venda + seguro debitado do comprador (R$ 6.000 + R$ 20 = R$ 6.020).</p><p>Logo o ICMS a recolher é de R$ 1.023,40 (17% x R$ 6.020).</p><p>Gabarito: Letra B.</p><p>09. (SEFAZ-GO/UEG/2004) Sobre a base de cálculo do ICMS, à luz do regulamento do ICMS vigente no</p><p>Estado de Goiás, é INCORRETO afirmar:</p><p>a) A base de cálculo do imposto na operação relativa à circulação de mercadoria é o valor da operação.</p><p>b) A base de cálculo do imposto na prestação de serviço de transporte ou de comunicação é o valor da</p><p>prestação.</p><p>c) Na importação do exterior, a base de cálculo do imposto é o valor da mercadoria ou do bem constante do</p><p>documento de importação.</p><p>d) No fornecimento de alimentação, bebida ou outra mercadoria em bar, restaurante e estabelecimento</p><p>similar, o valor da operação compreende mercadoria e serviço.</p><p>e) Integra a base de cálculo do imposto o valor do correspondente ao montante do próprio imposto,</p><p>constituindo o respectivo destaque mera indicação para fins de controle.</p><p>Comentários:</p><p>Questão bem literal a respeito da BC do ICMS.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>51</p><p>As alternativas (a) e (b) estão corretas e tratam da regra geral da BC: o valor da operação e da prestação.</p><p>Art. 13. A base de cálculo do imposto é:</p><p>I - na saída de mercadoria prevista nos incisos I, III e IV do art. 12, o valor da operação;</p><p>III - na prestação de serviço de transporte interestadual e intermunicipal e de</p><p>comunicação, o preço do serviço;</p><p>(c) Falso. Já deu pra perceber o quanto o examinador gosta da BC do ICMS na importação, né? Na importação</p><p>não é só o valor da mercadoria que forma a BC. Temos as despesas aduaneiras, os tributos federais, o valor</p><p>da mercadoria, o montante do próprio imposto etc.</p><p>(d) Correto. Falamos durante a aula que as gorjetas, por exemplo, estão inclusas na BC do ICMS no</p><p>fornecimento de alimentação e bebidas. Vejamos:</p><p>Art. 13. A base de cálculo do imposto é:</p><p>II - na hipótese do inciso II do art. 12, o valor da operação, compreendendo mercadoria e</p><p>serviço;</p><p>Art. 12. Considera-se ocorrido o fato gerador do imposto no momento:</p><p>II - do fornecimento de alimentação, bebidas e outras mercadorias por qualquer</p><p>estabelecimento;</p><p>(e) Correto. Transcrição literal do § 1º, I, do art. 13.</p><p>Art. 3º. § 1º Integra a base de cálculo do imposto, inclusive na hipótese do inciso V do caput</p><p>deste artigo:</p><p>I - o montante do próprio imposto, constituindo o respectivo destaque mera indicação</p><p>para fins de controle;</p><p>Gabarito: Letra C.</p><p>10. (SEFAZ-MS/ESAF/2001) Determinado estabelecimento contribuinte deu saída,</p><p>para outro</p><p>estabelecimento contribuinte situado em outro município no Estado do Mato Grosso do Sul, a produto</p><p>tributado pelo ICMS, destinado à comercialização. A operação teve as seguintes características:</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>52</p><p>a) Valor normal da mercadoria: R$ 10.300,00 (dez mil e trezentos reais)</p><p>b) Desconto incondicional concedido: R$ 300,00 (trezentos reais)</p><p>c) Seguro debitado ao adquirente: R$ 200,00 (duzentos reais)</p><p>d) IPI: R$ 250,00 (duzentos e cinquenta reais)</p><p>e) Frete destacado na nota fiscal e cobrado do adquirente: R$ 200,00 (duzentos reais)</p><p>f) Prazo para pagamento: 30 dias</p><p>g) Desconto para pagamento antecipado: 5%</p><p>Sabendo-se que o pagamento foi efetuado dez dias antes do vencimento, assinale, entre as opções abaixo,</p><p>a que corresponde à base de cálculo do ICMS.</p><p>a) R$ 10.700,00.</p><p>b) R$ 10.150,00.</p><p>c) R$ 9.900,00.</p><p>d) R$ 10.650,00.</p><p>e) R$ 10.400,00.</p><p>Comentários:</p><p>O IPI não integrará a BC do ICMS uma vez que a operação se dá entre contribuintes para comercialização.</p><p>Além disso, não se inclui na base de cálculo o desconto incondicional concedido. Os demais itens devem</p><p>compor a BC.</p><p>Então temos a seguinte BC = R$ 10.300 (valor normal da mercadoria) – 300 (desconto incondicional) + 200</p><p>(seguro) + 200 (frete) = R$ 10.400.</p><p>Gabarito: Letra E.</p><p>11. (SEFAZ-MS/ESAF/2006) Uma indústria vende para outra uma mercadoria no valor de R$ 2.000,00. Essa</p><p>segunda indústria vende para um varejista a mesma mercadoria por R$ 3.000,00. O varejista, por sua vez,</p><p>vende tal mercadoria ao consumidor final por R$ 4.300,00.</p><p>Considerando que em todas as operações há incidência de ICMS à alíquota de 10%, qual é o valor de tal</p><p>tributo a ser efetivamente recolhido no momento da venda ao consumidor final?</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>53</p><p>a) R$ 100,00.</p><p>b) R$ 130,00.</p><p>c) R$ 230,00.</p><p>d) R$ 300,00.</p><p>e) R$ 430,00.</p><p>Comentários:</p><p>O varejista vendeu por R$ 4.300 com alíquota de 10%, devendo se debitar de R$ 430 (10% x R$ 4.300).</p><p>Entretanto a operação de entrada veio com destaque de ICMS no valor de R$ 300 (10% x R$ 3.000). Cotejando</p><p>o débito de R$ 430 com o crédito de R$ 300 da operação anterior tem-se um débito de R$ 130 (R$ 430 – R$</p><p>300) para ser efetivamente recolhido.</p><p>Gabarito: Letra B.</p><p>12. (SEFAZ-MS/ESAF/2006) A base de cálculo do ICMS em operação sem valor pode ser:</p><p>a) o custo da mercadoria em estabelecimento industrial.</p><p>b) o custo da mercadoria em estabelecimento comercial, mesmo que ela seja destinada a estabelecimento</p><p>industrial.</p><p>c) o preço da mercadoria em estabelecimento comercial do domicílio do destinatário.</p><p>d) o custo da mercadoria em estabelecimento industrial, caso o remetente seja comerciante.</p><p>e) o preço corrente da mercadoria, ou sua similar, no mercado atacadista do local da operação.</p><p>Comentários:</p><p>Perceba que na ausência de valor da operação ou utilizaremos o preço FOB (comerciante ou industrial) ou o</p><p>preço corrente no mercado atacadista local ou na falta, regional. Em nenhum momento será o custo da</p><p>mercadoria, o que nos faz eliminar as alternativas (a), (b) e (d). A letra (c) também está incorreta uma vez</p><p>que o preço sempre terá como base o local onde está localizado o remetente. Ademais, não existe essa</p><p>previsão descrita na letra (c) na lei Kandir. A letra (e) é nossa resposta, conforme podemos verificar no nosso</p><p>esqueminha.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>54</p><p>Gabarito: Letra E.</p><p>13. (SEFAZ-RN/ESAF/2005) Estabelecimento industrial situado no Rio Grande do Norte deu saída, para</p><p>estabelecimento de terceiro, contribuinte do ICMS, situado em outro Estado, a uma máquina para ser</p><p>comercializada. O preço da máquina era de R$ 20.000,00, mas foi concedido um desconto promocional de</p><p>R$ 1.000,00. A pedido do adquirente, foi feito seguro, sendo-lhe debitado o valor correspondente, de R$</p><p>200,00. O IPI incidente na operação foi de R$ 200,00 e o prazo para pagamento foi de 30 dias, com previsão</p><p>de desconto para pagamento antecipado. A máquina foi transportada do Rio Grande do Norte para o</p><p>estabelecimento do adquirente por empresa por ele contratada em seu próprio Estado, e à qual pagou</p><p>frete no valor de R$ 100,00. O adquirente liquidou a fatura antes do vencimento, obtendo o desconto de</p><p>2%.</p><p>Considerando a situação descrita, assinale, entre as opções abaixo, a que corresponde ao valor do ICMS</p><p>destacado na nota fiscal.</p><p>a) R$ 2.304,00.</p><p>b) R$ 3.264,00.</p><p>c) R$ 2.316,00.</p><p>d) R$ 3.281,00.</p><p>e) R$ 2.257,29.</p><p>Comentários:</p><p>O IPI não integrará a BC do ICMS uma vez que a operação se dá entre contribuintes para comercialização.</p><p>Além disso, não se inclui na base de cálculo o desconto incondicional concedido. Já o desconto condicional</p><p>entra normalmente na BC. Repare também que o frete foi contratado por fora pelo adquirente. Assim, o</p><p>remetente não tem qualquer relação com quem vai realizar o transporte e por isso o frete FOB também não</p><p>comporá a BC.</p><p>Então temos a seguinte BC = R$ 20.000 (valor normal da mercadoria) – R$ 1.000 (desconto incondicional) +</p><p>200 (seguro) = R$ 19.200.</p><p>Assim, o valor destacado na nota fiscal será de R$ 2.304 (12% de alíquota interestadual x R$ 19.200).</p><p>Gabarito: Letra A.</p><p>14. (SEFAZ-RS/FUNDATEC/2009) Não integra a base de cálculo do ICMS nas operações com mercadorias:</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>55</p><p>a) O valor correspondente a seguros, juros e demais importâncias pagas, recebidas ou debitadas, bem como</p><p>descontos concedidos sob condição.</p><p>b) O montante do IPI, quando a operação, realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado a</p><p>industrialização ou a comercialização, configurar fato gerador de ambos os impostos.</p><p>c) O valor correspondente a frete, caso o transporte seja efetuado pelo próprio remetente ou por sua conta</p><p>e ordem e seja cobrado em separado.</p><p>d) O montante do IPI, quando a mercadoria se destinar a consumo ou ativo permanente do estabelecimento</p><p>destinatário ou a consumidor final.</p><p>e) O montante do próprio imposto.</p><p>Comentários:</p><p>As alternativas (a), (c) e (e) são transcrições literais previstas no § 1º, I e II do art. 13 e integram a BC do ICMS</p><p>assim como a alternativa (d). Já vimos que o montante do IPI só não integra a BC do ICMS se a operação for</p><p>entre contribuintes, tiver fato gerador dos dois impostos e for destinada a industrialização ou</p><p>comercialização.</p><p>Art. 3. § 1º Integra a base de cálculo do imposto, inclusive na hipótese do inciso V do caput</p><p>deste artigo:</p><p>I - o montante do próprio imposto, constituindo o respectivo destaque mera indicação</p><p>para fins de controle;</p><p>II - o valor correspondente a:</p><p>a) seguros, juros e demais importâncias pagas, recebidas ou debitadas, bem como</p><p>descontos concedidos sob condição;</p><p>b) frete, caso o transporte seja efetuado pelo próprio remetente ou por sua conta e ordem</p><p>e seja cobrado em separado.</p><p>Gabarito: Letra B.</p><p>15. (SEFIN-RO/FCC/2010) A base de cálculo do ICMS no fornecimento de alimentação, bebidas e outras</p><p>mercadorias é</p><p>a) o valor da operação, compreendendo a mercadoria e o serviço.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>56</p><p>b) apenas o valor da mercadoria fornecida.</p><p>c) apenas o preço do serviço prestado no fornecimento.</p><p>d) o valor</p><p>da operação acrescido do imposto sobre produtos industrializados e de quaisquer outras taxas.</p><p>e) o valor da prestação de serviço acrescido do imposto sobre produtos industrializados e de quaisquer</p><p>outras taxas.</p><p>Comentários:</p><p>Mais uma vez o examinador solicita o conhecimento sobre a BC no fornecimento de alimentação e bebidas.</p><p>Art. 13. A base de cálculo do imposto é:</p><p>II - na hipótese do inciso II do art. 12, o valor da operação, compreendendo mercadoria e</p><p>serviço;</p><p>Art. 12. Considera-se ocorrido o fato gerador do imposto no momento:</p><p>II - do fornecimento de alimentação, bebidas e outras mercadorias por qualquer</p><p>estabelecimento;</p><p>Sabemos que nesses casos a BC é formada tanto pela mercadoria quanto pelo serviço.</p><p>Gabarito: Letra A.</p><p>16. (SEFAZ-RS/FUNDATEC/2014) Em relação ao crédito fiscal de ICMS, assinale a alternativa incorreta.</p><p>a) O sujeito passivo deverá efetuar o estorno do Imposto de que se tiver creditado sempre que o serviço</p><p>tomado ou a mercadoria entrada no estabelecimento for integrada ou consumida em processo de produção</p><p>industrial ou agropecuária, quando a saída do produto resultante não for tributada ou estiver isenta do</p><p>Imposto.</p><p>b) Não se estornam créditos fiscais relativos às mercadorias que entram no estabelecimento para integração</p><p>ou consumo em processo de produção de mercadorias industrializadas, inclusive semielaboradas, destinadas</p><p>ao exterior.</p><p>c) Para fins de compensação, é assegurado ao sujeito passivo o direito de creditar-se do Imposto</p><p>anteriormente cobrado e destacado na 1ª via do documento fiscal, em operações de que tenha resultado a</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>57</p><p>entrada de energia elétrica no estabelecimento, apenas quando for consumida no processo de</p><p>industrialização.</p><p>d) O sujeito passivo deverá efetuar o estorno do Imposto de que se tiver creditado sempre que o serviço</p><p>tomado, ou a mercadoria que entrou no estabelecimento, vier a ser utilizada em fim alheio à atividade do</p><p>estabelecimento.</p><p>e) Não se estornam créditos fiscais relativos às mercadorias e serviços que venham a ser objeto de operações</p><p>ou prestações destinadas ao exterior ou de operações com papel destinado à impressão de livros, jornais e</p><p>periódicos.</p><p>Comentários:</p><p>Todas a questão pode ser respondida com o descrito no art. 21 da lei Kandir. Vamos às alternativas:</p><p>(a) Correto. Se a saída posterior for não tributada não há que se falar em crédito! É o disposto no inciso II do</p><p>art. 21.</p><p>(b) e (e) Corretos. Nas exportações, além de se ter imunidade, não se estornam os créditos. É o disposto no</p><p>parágrafo segundo do art. 21.</p><p>(d) Correto. Se a mercadoria for utilizada em fim que não seja o da empresa, deve ser realizado o estorno do</p><p>crédito. É o caso do supermercado que utiliza alimentos para realizar uma festa para seus funcionários. É o</p><p>disposto no inciso III do art. 21.</p><p>Art. 21. O sujeito passivo deverá efetuar o estorno do imposto de que se tiver creditado</p><p>sempre que o serviço tomado ou a mercadoria entrada no estabelecimento:</p><p>I - for objeto de saída ou prestação de serviço não tributada ou isenta, sendo esta</p><p>circunstância imprevisível na data da entrada da mercadoria ou da utilização do serviço;</p><p>II - for integrada ou consumida em processo de industrialização, quando a saída do</p><p>produto resultante não for tributada ou estiver isenta do imposto;</p><p>III - vier a ser utilizada em fim alheio à atividade do estabelecimento;</p><p>IV - vier a perecer, deteriorar-se ou extraviar-se.</p><p>§ 2º Não se estornam créditos referentes a mercadorias e serviços que venham a ser</p><p>objeto de operações ou prestações destinadas ao exterior ou de operações com o papel</p><p>destinado à impressão de livros, jornais e periódicos.</p><p>(c) Falso. A lei Kandir estabeleceu 4 possibilidades de se realizar o creditamento sobre operações com energia</p><p>elétrica, não sendo apenas nos casos de utilização no processo produtivo. Veja:</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>58</p><p>Art. 33. II – somente dará direito a crédito a entrada de energia elétrica no</p><p>estabelecimento:</p><p>a) quando for objeto de operação de saída de energia elétrica;</p><p>b) quando consumida no processo de industrialização;</p><p>c) quando seu consumo resultar em operação de saída ou prestação para o exterior, na</p><p>proporção destas sobre as saídas ou prestações totais; e</p><p>d) a partir de 1º de janeiro de 2033 nas demais hipóteses;</p><p>Gabarito: Letra C.</p><p>17. (SEFAZ-AP/FCC/2022) Incêndio atinge grande parte de empresa que atua na revenda de computadores.</p><p>Do seu estoque total de 45 computadores, adquiridos recentemente, e escriturados com crédito de ICMS</p><p>em sua escrita fiscal, 5 foram salvos e enviados à seguradora, 10 permaneceram intactos e foram vendidos</p><p>a preço de custo dois dias após o incêndio e os 30 restantes foram totalmente danificados.</p><p>Com base nestas informações e na Lei Complementar nº 87, de 13 de setembro de 1996, haverá cobrança</p><p>de ICMS em relação a</p><p>a) 45 computadores e nenhum estorno de crédito.</p><p>b) 10 computadores e estorno de crédito referente a 35 deles.</p><p>c) 15 computadores e estorno de crédito referente a 30 deles.</p><p>d) 5 computadores e estorno de crédito referente a 40 deles.</p><p>e) 20 computadores e estorno de crédito referente a 25 deles.</p><p>Comentários:</p><p>Vamos analisar todos os computadores:</p><p>5 salvos e enviados à seguradora - No envio à seguradora não temos incidência do ICMS. Assim, como a saída</p><p>é desonerada, deve-se estornar o crédito da entrada.</p><p>Art. 3º O imposto não incide sobre:</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>59</p><p>IX - operações de qualquer natureza de que decorra a transferência de bens móveis</p><p>salvados de sinistro para companhias seguradoras; e</p><p>Art. 21. O sujeito passivo deverá efetuar o estorno do imposto de que se tiver creditado</p><p>sempre que o serviço tomado ou a mercadoria entrada no estabelecimento:</p><p>I - for objeto de saída ou prestação de serviço não tributada ou isenta, sendo esta</p><p>circunstância imprevisível na data da entrada da mercadoria ou da utilização do serviço;</p><p>10 intactos e vendidos - como nada foi citado sobre desoneração, o crédito da entrada se mantém.</p><p>30 totalmente danificados - como os computadores estragaram, não haverá saída futura tributada e deverá</p><p>haver estorno do crédito da entrada.</p><p>Art. 21. O sujeito passivo deverá efetuar o estorno do imposto de que se tiver creditado</p><p>sempre que o serviço tomado ou a mercadoria entrada no estabelecimento:</p><p>IV - vier a perecer, deteriorar-se ou extraviar-se.</p><p>Assim, deverá haver o estorno do crédito relativo a 35 computadores e haverá a cobrança de ICMS referente</p><p>à venda dos 10 que ficaram intactos.</p><p>Gabarito: Letra B.</p><p>18. (SEFAZ-RR/CESPE/2021) Um contribuinte adquiriu mercadorias destinadas a seu ativo permanente que</p><p>totalizam créditos de ICMS de R$ 96 mil. A proporção das saídas ou prestações isentas ou não tributadas</p><p>sobre o total das saídas e prestações efetuadas no mesmo período pelo referido contribuinte é de 20%.</p><p>Considerando-se as disposições da Lei Complementar n.º 87/1996, é correto afirmar que, nessa situação</p><p>hipotética, esse contribuinte poderá creditar-se, no máximo, a cada mês, do valor de</p><p>a) R$ 400.</p><p>b) R$ 800.</p><p>c) R$ 4.000.</p><p>d) R$ 1.600.</p><p>e) R$ 2.000.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>60</p><p>Comentários:</p><p>Questão problemática. A questão solicita o valor "máximo" que se pode creditar por</p><p>mês e isso nada mais</p><p>é que o "valor de partida", obtido pela multiplicação do ICMS destacado na nota fiscal por 1/48, ou seja, R$</p><p>2.000 (1/48 x R$ 96.000).</p><p>Entretanto, não foi assim que a banca calculou, tendo dado como resposta o valor exato do creditamento</p><p>no período fiscal, multiplicando o "valor de partida" pelo percentual de operações tributadas. Vejamos: R$</p><p>2.000 x 80% = R$ 1.600.</p><p>Como já dito, discordo do gabarito, pois a questão não pede o valor a ser creditado no período, mas sim o</p><p>valor máximo a cada período, que é R$ 2.000. Esse valor será multiplicado todos os meses pelo percentual</p><p>de operações tributadas e, se o percentual for 100%, ele se creditará de R$ 2.000 naquele período fiscal.</p><p>Gabarito: Letra D.</p><p>19. (SEFAZ-RR/CESPE/2021) De acordo com a Lei Complementar n.º 87/1996, o sujeito passivo poderá se</p><p>creditar de ICMS, sem estorno, quando a mercadoria</p><p>a) vier a ser objeto de operações ou prestações destinadas ao exterior ou de operações com o papel</p><p>destinado à impressão de livros, jornais e periódicos.</p><p>b) for objeto de saída ou prestação de serviço não tributada ou isenta, sendo esta circunstância imprevisível</p><p>na data da entrada da mercadoria ou da utilização do serviço.</p><p>c) for integrada ou consumida em processo de industrialização, quando a saída do produto resultante não</p><p>for tributada ou estiver isenta do imposto.</p><p>d) vier a perecer, deteriorar-se ou extraviar-se.</p><p>e) vier a ser utilizada em fim alheio à atividade do estabelecimento.</p><p>Comentários:</p><p>Questão simples, que exige apenas as situações de estorno da lei Kandir. A letra (a) traz uma situação em</p><p>que é necessário o estorno do crédito, conforme art. 21, § 2º.</p><p>Art. 21. O sujeito passivo deverá efetuar o estorno do imposto de que se tiver creditado</p><p>sempre que o serviço tomado ou a mercadoria entrada no estabelecimento:</p><p>I - for objeto de saída ou prestação de serviço não tributada ou isenta, sendo esta</p><p>circunstância imprevisível na data da entrada da mercadoria ou da utilização do serviço;</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>61</p><p>II - for integrada ou consumida em processo de industrialização, quando a saída do</p><p>produto resultante não for tributada ou estiver isenta do imposto;</p><p>III - vier a ser utilizada em fim alheio à atividade do estabelecimento;</p><p>IV - vier a perecer, deteriorar-se ou extraviar-se.</p><p>§ 2º Não se estornam créditos referentes a mercadorias e serviços que venham a ser</p><p>objeto de operações ou prestações destinadas ao exterior ou de operações com o papel</p><p>destinado à impressão de livros, jornais e periódicos.</p><p>Gabarito: Letra A.</p><p>20. (SEFAZ-BA/FCC/2019) Relativamente ao período de apuração do imposto, a Lei Complementar n° 87,</p><p>de 1996, estabelece que</p><p>a) a lei tributária de cada Estado disporá sobre o período de apuração do imposto, que poderá ser decendial,</p><p>quinzenal ou mensal, sendo que, ao final do período, se o montante dos débitos superar o dos créditos, a</p><p>diferença será transportada para o período seguinte.</p><p>b) as obrigações consideram-se vencidas no dia 15 do mês seguinte àquele em que se realizaram as</p><p>operações, e poderão ser liquidadas por compensação, com valores pagos no mesmo Estado ou em outro</p><p>Estado, nas operações anteriores, ou mediante pagamento em dinheiro ou transferência bancária, conforme</p><p>previsto em convênio.</p><p>c) as obrigações consideram-se vencidas na data em que termina o período de apuração, decendial,</p><p>quinzenal ou mensal, e são liquidadas por compensação com créditos do próprio contribuinte ou de terceiro,</p><p>fornecedor ou cliente, ou mediante pagamento em dinheiro, cheque ou cessão de precatório de natureza</p><p>alimentar ou tributária.</p><p>d) os débitos e créditos devem ser apurados em cada estabelecimento, compensando-se os saldos credores</p><p>e devedores entre os estabelecimentos do mesmo sujeito passivo localizados no território nacional, pois o</p><p>valor do imposto pago no mesmo Estado, ou em outro Estado, pode ser compensado com o valor devido.</p><p>e) as obrigações consideram-se vencidas na data em que termina o período de apuração e são liquidadas por</p><p>compensação, até o montante dos créditos escriturados no mesmo período, mais o saldo credor de período</p><p>ou períodos anteriores, se for o caso, ou mediante pagamento em dinheiro.</p><p>Comentários:</p><p>A questão pede conhecimento dos arts. 24 e 25 da lei Kandir, abaixo transcrito.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>62</p><p>Art. 24. A legislação tributária estadual disporá sobre o período de apuração do imposto.</p><p>As obrigações consideram-se vencidas na data em que termina o período de apuração e</p><p>são liquidadas por compensação ou mediante pagamento em dinheiro como disposto</p><p>neste artigo:</p><p>I - as obrigações consideram-se liquidadas por compensação até o montante dos créditos</p><p>escriturados no mesmo período mais o saldo credor de período ou períodos anteriores,</p><p>se for o caso;</p><p>II - se o montante dos débitos do período superar o dos créditos, a diferença será</p><p>liquidada dentro do prazo fixado pelo Estado;</p><p>III - se o montante dos créditos superar os dos débitos, a diferença será transportada para</p><p>o período seguinte.</p><p>(a) Falso. O período de apuração é definido pela legislação de cada Estado e por ser diferente dos citados</p><p>na alternativa (decendial, quinzenal ou mensal). Além disso, se os débitos superarem os créditos, deverá</p><p>haver recolhimento em dinheiro aos cofres públicos (não haverá saldo credor a transportar).</p><p>(b) Falso. As obrigações consideram-se vencidas no dia que termina o período de apuração. Além disso, os</p><p>valores cobrados (e não pagos) em operações anteriores, compensam os débitos.</p><p>(c) Falso. O período de apuração é definido pela legislação de cada Estado e por ser diferente dos citados na</p><p>alternativa (decendial, quinzenal ou mensal). Além disso, a compensação é feita com crédito do próprio</p><p>contribuinte e não de terceiros. Por fim, o pagamento deve ser feito em dinheiro.</p><p>(d) Falso. A compensação se dá entre estabelecimentos do mesmo titular localizados no mesmo Estado.</p><p>Art. 25. Para efeito de aplicação do disposto no art. 24, os débitos e créditos devem ser</p><p>apurados em cada estabelecimento, compensando-se os saldos credores e devedores</p><p>entre os estabelecimentos do mesmo sujeito passivo localizados no Estado.</p><p>(e) Verdadeiro. Conforme art. 24, I.</p><p>Gabarito: Letra E.</p><p>21. (SEFAZ-MG/FGV/2023) joana de Sousa adquire em uma licitação da Receita um videogame que havia</p><p>sido importado do exterior e apreendido pela falta de documento fiscal.</p><p>A base de cálculo do ICMS sobre tal operação, será</p><p>a) valor da mercadoria ou bem constante dos documentos de importação, o imposto sobre operações de</p><p>câmbio e imposto de importação.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>63</p><p>b) valor da mercadoria ou vem constante dos documentos de importação, o imposto sobre operações de</p><p>câmbio e imposto sobre produtos industrializados.</p><p>c) valor da operação.</p><p>d) preço corrente no mercado atacadista do estabelecimento remetente.</p><p>e) valor da operação acrescido do valor dos impostos de importação e sobre produtos industrializados e de</p><p>todas as despesas cobradas ou debitadas ao adquirente.</p><p>Comentários:</p><p>Outra questão bem direta.</p><p>Art. 13. A base de cálculo do imposto é:</p><p>VII - no caso do inciso XI do art. 12, o valor da operação acrescido do valor dos impostos</p><p>de importação e sobre produtos industrializados e de todas as despesas cobradas ou</p><p>debitadas ao adquirente;</p><p>Art. 12. Considera-se ocorrido o fato gerador do imposto no momento:</p><p>XI – da aquisição em licitação pública de</p><p>mercadorias ou bens importados do exterior e</p><p>apreendidos ou abandonados;</p><p>Gabarito: Letra E.</p><p>22. (SEFAZ-RR/IDECAN/2023) O ICMS é considerado um imposto sujeito à regra da não cumulatividade.</p><p>Logo, deverá ser compensado o que for devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou</p><p>prestação de serviços com o montante:</p><p>a) a ser cobrado nas operações posteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito Federal.</p><p>b) cobrado nas operações anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito Federal.</p><p>c) cobrado nas operações anteriores pelo mesmo Estado ou pelo Distrito Federal.</p><p>d) cobrado em quaisquer operações por todos os entes federados.</p><p>e) cobrado nas operações anteriores e a ser cobrado nas operações posteriores por todos os entes federados.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>64</p><p>Comentários:</p><p>Questão bem direta.</p><p>Art. 19. O imposto é não-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação</p><p>relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços de transporte interestadual</p><p>e intermunicipal e de comunicação com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo</p><p>ou por outro Estado.</p><p>Gabarito: Letra B.</p><p>23. (SEFAZ-RR/IDECAN/2023) De acordo com a Lei Complementar nº 87/1996 (Lei Kandir), o sujeito passivo</p><p>deverá efetuar o estorno do imposto de que se tiver creditado sempre que o serviço tomado ou a</p><p>mercadoria entrada no estabelecimento:</p><p>I. Vier a perecer, deteriorar-se ou extraviar-se.</p><p>II. For objeto de saída ou prestação de serviço não tributada ou isenta, sendo esta circunstância</p><p>imprevisível na data da entrada da mercadoria ou da utilização do serviço.</p><p>III. Vier a ser utilizada em fim alheio à atividade do estabelecimento.</p><p>Assinale:</p><p>a) se apenas a afirmativa I estiver correta.</p><p>b) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.</p><p>c) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.</p><p>d) se nenhuma afirmativa estiver correta.</p><p>e) se todas as afirmativas estiverem corretas.</p><p>Comentários:</p><p>Outra questão bem direta. Todos os itens são hipóteses de estorno de crédito.</p><p>Art. 21. O sujeito passivo deverá efetuar o estorno do imposto de que se tiver creditado</p><p>sempre que o serviço tomado ou a mercadoria entrada no estabelecimento:</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>65</p><p>I - for objeto de saída ou prestação de serviço não tributada ou isenta, sendo esta</p><p>circunstância imprevisível na data da entrada da mercadoria ou da utilização do serviço;</p><p>III - vier a ser utilizada em fim alheio à atividade do estabelecimento;</p><p>IV - vier a perecer, deteriorar-se ou extraviar-se.</p><p>Gabarito: Letra E.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>66</p><p>LISTA DE QUESTÕES</p><p>01. (SEFAZ-SP/FCC/2006) Determinado contribuinte do ICMS importou um equipamento do exterior para</p><p>o seu ativo permanente, com os seguintes dados da operação:</p><p>- Valor da importação convertido em moeda nacional: R$ 200.000,00;</p><p>- Imposto de importação: R$ 10.000,00;</p><p>- Despesas pagas a repartição alfandegária: R$ 5.000,00;</p><p>- Frete interno do porto até o estabelecimento: R$ 6.000,00;</p><p>- Data do desembaraço aduaneiro: 30/11;</p><p>- Data da entrada física da mercadoria no estabelecimento: 2/12;</p><p>- Alíquota interna relativa à mercadoria: 18%.</p><p>Considerando que o montante do ICMS integra sua própria base de cálculo, inclusive na importação, o</p><p>valor do ICMS devido e o momento da ocorrência do fato gerador são, nessa ordem,</p><p>a) R$ 39.780,00 e 30/11.</p><p>b) R$ 39.780,00 e 02/12.</p><p>c) R$ 47.195,12 e 30/11.</p><p>d) R$ 47.195,12 e 02/12.</p><p>e) R$ 262.195,12 e 02/12.</p><p>02. (SEFAZ-SP/FCC/2006) Zeus, experiente AFR, notou as seguintes situações no estabelecimento de</p><p>Plácido e Silva, industrial de utensílios domésticos, estabelecido em São Paulo, capital:</p><p>I. Nas vendas para atacadistas, não incluía na base de cálculo das operações os descontos concedidos,</p><p>desde que o pagamento fosse efetivado em 30 dias.</p><p>II. Nas vendas para grandes consumidores, dava bonificações em mercadorias e incluía o valor de tais</p><p>bonificações na base de cálculo do ICMS.</p><p>III. Nas vendas a consumidores finais, não incluía o valor do IPI na base de cálculo do ICMS.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>67</p><p>IV. Nas vendas para contribuintes de Belo Horizonte/MG e Feira de Santana/BA, destacava o ICMS com</p><p>alíquota de 7%.</p><p>Nessas condições, o AFR corretamente impugnou APENAS os procedimentos</p><p>a) I, II e III.</p><p>b) I, III e IV.</p><p>c) I e II.</p><p>d) II e III.</p><p>e) III e IV.</p><p>03. (SEFAZ-SP/FCC/2009) A empresa Zidefonte, fabricante de máquinas para indústria metalúrgica, vende</p><p>uma lingoteira para uma siderurgia, por R$ 100.000,00, cobrando, ainda, do cliente, com base em cláusula</p><p>contratual, os seguintes valores: R$ 30.000,00 a título de serviços de montagem; R$ 10.000,00 de despesas</p><p>de frete; R$ 12.000,00 de despesas de guindaste; R$ 3.000,00 de escolta e R$ 5.000,00 de seguros.</p><p>Considerando que o IPI destacado na NF foi de R$ 10.000,00, o valor da base de cálculo é, em R$,</p><p>a) 140.000,00.</p><p>b) 145.000,00.</p><p>c) 155.000,00.</p><p>d) 160.000,00.</p><p>e) 170.000,00.</p><p>04. (SEFAZ-RJ/FGV/2010) Sociedade empresária "X" importou da França uma máquina para seu ativo</p><p>permanente. O preço constante dos documentos de importação foi de US$ 1.000,00.</p><p>A importadora suportou as seguintes despesas:</p><p>I. US$ 100,00 de imposto de importação, à taxa de câmbio de R$ 2,00;</p><p>II. R$ 250,00 de IPI;</p><p>III. R$ 50,00 de despesas aduaneiras diversas;</p><p>IV. R$ 40,00 de frete pelo transporte do porto até seu estabelecimento.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>68</p><p>O pagamento da máquina ao exportador estrangeiro foi feito ao câmbio de R$ 2,10 e a alíquota do ICMS</p><p>aplicável na importação foi de 18%.</p><p>Assinale a alternativa que indique corretamente a base de cálculo do ICMS.</p><p>a) igual a R$ 2.600,00.</p><p>b) inferior a R$ 2.500,00.</p><p>c) igual a R$ 2.540,00.</p><p>d) igual a R$ 2.500,00.</p><p>e) superior a R$ 3.000,00.</p><p>05. (SEFAZ-RJ/FGV/2010) Sociedade empresária industrial, com relação aos produtos que fabrica e vende,</p><p>sofre incidência de IPI à alíquota de 15% e concede desconto de 10% apenas para os clientes que firmarem</p><p>contrato de financiamento com outra empresa do mesmo grupo.</p><p>Com relação à base de cálculo do ICMS, assinale a alternativa que apresenta incorreção referente à</p><p>incidência de IPI e à concessão de desconto.</p><p>a) O valor do IPI não é incluído na base de cálculo do ICMS, no caso de as vendas destinarem-se à</p><p>industrialização por adquirentes contribuintes / O valor correspondente ao desconto inclui-se na base de</p><p>cálculo do ICMS, eis que concedido de maneira condicionada.</p><p>b) O valor do IPI é incluído na base de cálculo do ICMS, no caso de as vendas destinarem-se à comercialização</p><p>por adquirentes contribuintes / O valor correspondente ao desconto não se inclui na base de cálculo do</p><p>ICMS, eis que concedido de maneira condicionada.</p><p>c) O valor do IPI não é incluído na base de cálculo do ICMS, no caso de as vendas destinarem-se a órgão da</p><p>Administração Pública Municipal / O valor correspondente ao desconto inclui-se na base de cálculo do ICMS,</p><p>salvo se concedido de maneira não condicionada.</p><p>d) O valor do IPI é incluído</p><p>na base de cálculo do ICMS, no caso de as vendas destinarem-se ao consumo por</p><p>adquirentes não contribuintes / O valor correspondente ao desconto não se inclui na base de cálculo do</p><p>ICMS, eis que concedido de maneira condicionada.</p><p>e) O valor do IPI não é incluído na base de cálculo do ICMS, no caso de as vendas destinarem-se à</p><p>comercialização ou à industrialização por adquirentes contribuintes / O valor correspondente ao desconto</p><p>inclui-se na base de cálculo do ICMS, eis que concedido de maneira condicionada.</p><p>06. (SEFAZ-RJ/FGV/2010) Sociedade empresária com atividade comercial, vende e transporta as</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>69</p><p>mercadorias que aliena até o domicílio do comprador, cobrando R$ X pela mercadoria e acrescentando R$</p><p>Y a título de frete.</p><p>Com relação ao ICMS devido por tal contribuinte, assinale a afirmativa correta.</p><p>a) O ICMS deve ser calculado apenas sobre R$ Y.</p><p>b) O ICMS deve ser calculado apenas sobre R$ X.</p><p>c) O ICMS deve ser calculado sobre o resultado da diferença entre R$ X e R$ Y.</p><p>d) O ICMS deve ser calculado sobre o resultado da soma de R$ X e R$ Y.</p><p>e) O ICMS deve ser calculado sobre o resultado da soma de R$ X e R$ Y, apenas se este último valor constar</p><p>da competente nota fiscal.</p><p>07. (SEFAZ-AC/CESPE/2006/Adaptada) A base de cálculo do ICMS assume diferentes contornos, de acordo</p><p>com a operação tributável. Quando a operação consistir na importação de mercadorias, a base de cálculo</p><p>vai além do valor dessas mercadorias, pois acrescentam-se outros componentes em sua formação.</p><p>Nesse sentido, os componentes acrescidos à base de cálculo no caso de importação de mercadorias não</p><p>incluem o valor pago ou devido a título de</p><p>a) imposto de importação.</p><p>b) taxas de armazenagem.</p><p>c) imposto sobre produtos industrializados.</p><p>d) imposto sobre operações de câmbio.</p><p>e) todas os anteriores são incluídos na BC.</p><p>08. (SEFAZ-CE/ESAF/2007) A indústria de tecidos A, situada em Fortaleza, deu saída a 12 peças de tecido</p><p>vendidas ao estabelecimento industrial B, de outra pessoa jurídica, situado em outro município no Estado</p><p>do Ceará, para serem utilizadas na industrialização de outros produtos. O transporte correu por conta e</p><p>ordem do remetente. (Considerar alíquota interna de 17%).</p><p>Indique, nas opções abaixo, qual o valor calculado do imposto, considerando os seguintes dados</p><p>relacionados com a operação:</p><p>Preço total de venda - R$ 6.000,00</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>70</p><p>IPI - R$ 300,00</p><p>Frete, não cobrado em separado - R$ 80,00</p><p>Seguro - debitado ao comprador - R$ 20,00</p><p>a) R$ 1.074,40.</p><p>b) R$ 1.023,40.</p><p>c) R$ 1.088,00.</p><p>d) R$ 722,40.</p><p>e) R$ 1.037,00.</p><p>09. (SEFAZ-GO/UEG/2004) Sobre a base de cálculo do ICMS, à luz do regulamento do ICMS vigente no</p><p>Estado de Goiás, é INCORRETO afirmar:</p><p>a) A base de cálculo do imposto na operação relativa à circulação de mercadoria é o valor da operação.</p><p>b) A base de cálculo do imposto na prestação de serviço de transporte ou de comunicação é o valor da</p><p>prestação.</p><p>c) Na importação do exterior, a base de cálculo do imposto é o valor da mercadoria ou do bem constante do</p><p>documento de importação.</p><p>d) No fornecimento de alimentação, bebida ou outra mercadoria em bar, restaurante e estabelecimento</p><p>similar, o valor da operação compreende mercadoria e serviço.</p><p>e) Integra a base de cálculo do imposto o valor do correspondente ao montante do próprio imposto,</p><p>constituindo o respectivo destaque mera indicação para fins de controle.</p><p>10. (SEFAZ-MS/ESAF/2001) Determinado estabelecimento contribuinte deu saída, para outro</p><p>estabelecimento contribuinte situado em outro município no Estado do Mato Grosso do Sul, a produto</p><p>tributado pelo ICMS, destinado à comercialização. A operação teve as seguintes características:</p><p>a) Valor normal da mercadoria: R$ 10.300,00 (dez mil e trezentos reais)</p><p>b) Desconto incondicional concedido: R$ 300,00 (trezentos reais)</p><p>c) Seguro debitado ao adquirente: R$ 200,00 (duzentos reais)</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>71</p><p>d) IPI: R$ 250,00 (duzentos e cinquenta reais)</p><p>e) Frete destacado na nota fiscal e cobrado do adquirente: R$ 200,00 (duzentos reais)</p><p>f) Prazo para pagamento: 30 dias</p><p>g) Desconto para pagamento antecipado: 5%</p><p>Sabendo-se que o pagamento foi efetuado dez dias antes do vencimento, assinale, entre as opções abaixo,</p><p>a que corresponde à base de cálculo do ICMS.</p><p>a) R$ 10.700,00.</p><p>b) R$ 10.150,00.</p><p>c) R$ 9.900,00.</p><p>d) R$ 10.650,00.</p><p>e) R$ 10.400,00.</p><p>11. (SEFAZ-MS/ESAF/2006) Uma indústria vende para outra uma mercadoria no valor de R$ 2.000,00. Essa</p><p>segunda indústria vende para um varejista a mesma mercadoria por R$ 3.000,00. O varejista, por sua vez,</p><p>vende tal mercadoria ao consumidor final por R$ 4.300,00.</p><p>Considerando que em todas as operações há incidência de ICMS à alíquota de 10%, qual é o valor de tal</p><p>tributo a ser efetivamente recolhido no momento da venda ao consumidor final?</p><p>a) R$ 100,00.</p><p>b) R$ 130,00.</p><p>c) R$ 230,00.</p><p>d) R$ 300,00.</p><p>e) R$ 430,00.</p><p>12. (SEFAZ-MS/ESAF/2006) A base de cálculo do ICMS em operação sem valor pode ser:</p><p>a) o custo da mercadoria em estabelecimento industrial.</p><p>b) o custo da mercadoria em estabelecimento comercial, mesmo que ela seja destinada a estabelecimento</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>72</p><p>industrial.</p><p>c) o preço da mercadoria em estabelecimento comercial do domicílio do destinatário.</p><p>d) o custo da mercadoria em estabelecimento industrial, caso o remetente seja comerciante.</p><p>e) o preço corrente da mercadoria, ou sua similar, no mercado atacadista do local da operação.</p><p>13. (SEFAZ-RN/ESAF/2005) Estabelecimento industrial situado no Rio Grande do Norte deu saída, para</p><p>estabelecimento de terceiro, contribuinte do ICMS, situado em outro Estado, a uma máquina para ser</p><p>comercializada. O preço da máquina era de R$ 20.000,00, mas foi concedido um desconto promocional de</p><p>R$ 1.000,00. A pedido do adquirente, foi feito seguro, sendo-lhe debitado o valor correspondente, de R$</p><p>200,00. O IPI incidente na operação foi de R$ 200,00 e o prazo para pagamento foi de 30 dias, com previsão</p><p>de desconto para pagamento antecipado. A máquina foi transportada do Rio Grande do Norte para o</p><p>estabelecimento do adquirente por empresa por ele contratada em seu próprio Estado, e à qual pagou</p><p>frete no valor de R$ 100,00. O adquirente liquidou a fatura antes do vencimento, obtendo o desconto de</p><p>2%.</p><p>Considerando a situação descrita, assinale, entre as opções abaixo, a que corresponde ao valor do ICMS</p><p>destacado na nota fiscal.</p><p>a) R$ 2.304,00.</p><p>b) R$ 3.264,00.</p><p>c) R$ 2.316,00.</p><p>d) R$ 3.281,00.</p><p>e) R$ 2.257,29.</p><p>14. (SEFAZ-RS/FUNDATEC/2009) Não integra a base de cálculo do ICMS nas operações com mercadorias:</p><p>a) O valor correspondente a seguros, juros e demais importâncias pagas, recebidas ou debitadas, bem como</p><p>descontos concedidos sob condição.</p><p>b) O montante do IPI, quando a operação, realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado a</p><p>industrialização ou a comercialização, configurar fato gerador de ambos os impostos.</p><p>c) O valor correspondente a frete, caso o transporte seja efetuado pelo próprio remetente ou por sua conta</p><p>e ordem e seja cobrado em separado.</p><p>d) O montante do IPI, quando a mercadoria se destinar a consumo ou ativo permanente do estabelecimento</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos</p><p>da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>73</p><p>destinatário ou a consumidor final.</p><p>e) O montante do próprio imposto.</p><p>15. (SEFIN-RO/FCC/2010) A base de cálculo do ICMS no fornecimento de alimentação, bebidas e outras</p><p>mercadorias é</p><p>a) o valor da operação, compreendendo a mercadoria e o serviço.</p><p>b) apenas o valor da mercadoria fornecida.</p><p>c) apenas o preço do serviço prestado no fornecimento.</p><p>d) o valor da operação acrescido do imposto sobre produtos industrializados e de quaisquer outras taxas.</p><p>e) o valor da prestação de serviço acrescido do imposto sobre produtos industrializados e de quaisquer</p><p>outras taxas.</p><p>16. (SEFAZ-RS/FUNDATEC/2014) Em relação ao crédito fiscal de ICMS, assinale a alternativa incorreta.</p><p>a) O sujeito passivo deverá efetuar o estorno do Imposto de que se tiver creditado sempre que o serviço</p><p>tomado ou a mercadoria entrada no estabelecimento for integrada ou consumida em processo de produção</p><p>industrial ou agropecuária, quando a saída do produto resultante não for tributada ou estiver isenta do</p><p>Imposto.</p><p>b) Não se estornam créditos fiscais relativos às mercadorias que entram no estabelecimento para integração</p><p>ou consumo em processo de produção de mercadorias industrializadas, inclusive semielaboradas, destinadas</p><p>ao exterior.</p><p>c) Para fins de compensação, é assegurado ao sujeito passivo o direito de creditar-se do Imposto</p><p>anteriormente cobrado e destacado na 1ª via do documento fiscal, em operações de que tenha resultado a</p><p>entrada de energia elétrica no estabelecimento, apenas quando for consumida no processo de</p><p>industrialização.</p><p>d) O sujeito passivo deverá efetuar o estorno do Imposto de que se tiver creditado sempre que o serviço</p><p>tomado, ou a mercadoria que entrou no estabelecimento, vier a ser utilizada em fim alheio à atividade do</p><p>estabelecimento.</p><p>e) Não se estornam créditos fiscais relativos às mercadorias e serviços que venham a ser objeto de operações</p><p>ou prestações destinadas ao exterior ou de operações com papel destinado à impressão de livros, jornais e</p><p>periódicos.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>74</p><p>17. (SEFAZ-AP/FCC/2022) Incêndio atinge grande parte de empresa que atua na revenda de computadores.</p><p>Do seu estoque total de 45 computadores, adquiridos recentemente, e escriturados com crédito de ICMS</p><p>em sua escrita fiscal, 5 foram salvos e enviados à seguradora, 10 permaneceram intactos e foram vendidos</p><p>a preço de custo dois dias após o incêndio e os 30 restantes foram totalmente danificados.</p><p>Com base nestas informações e na Lei Complementar nº 87, de 13 de setembro de 1996, haverá cobrança</p><p>de ICMS em relação a</p><p>a) 45 computadores e nenhum estorno de crédito.</p><p>b) 10 computadores e estorno de crédito referente a 35 deles.</p><p>c) 15 computadores e estorno de crédito referente a 30 deles.</p><p>d) 5 computadores e estorno de crédito referente a 40 deles.</p><p>e) 20 computadores e estorno de crédito referente a 25 deles.</p><p>18. (SEFAZ-RR/CESPE/2021) Um contribuinte adquiriu mercadorias destinadas a seu ativo permanente que</p><p>totalizam créditos de ICMS de R$ 96 mil. A proporção das saídas ou prestações isentas ou não tributadas</p><p>sobre o total das saídas e prestações efetuadas no mesmo período pelo referido contribuinte é de 20%.</p><p>Considerando-se as disposições da Lei Complementar n.º 87/1996, é correto afirmar que, nessa situação</p><p>hipotética, esse contribuinte poderá creditar-se, no máximo, a cada mês, do valor de</p><p>a) R$ 400.</p><p>b) R$ 800.</p><p>c) R$ 4.000.</p><p>d) R$ 1.600.</p><p>e) R$ 2.000.</p><p>19. (SEFAZ-RR/CESPE/2021) De acordo com a Lei Complementar n.º 87/1996, o sujeito passivo poderá se</p><p>creditar de ICMS, sem estorno, quando a mercadoria</p><p>a) vier a ser objeto de operações ou prestações destinadas ao exterior ou de operações com o papel</p><p>destinado à impressão de livros, jornais e periódicos.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>75</p><p>b) for objeto de saída ou prestação de serviço não tributada ou isenta, sendo esta circunstância imprevisível</p><p>na data da entrada da mercadoria ou da utilização do serviço.</p><p>c) for integrada ou consumida em processo de industrialização, quando a saída do produto resultante não</p><p>for tributada ou estiver isenta do imposto.</p><p>d) vier a perecer, deteriorar-se ou extraviar-se.</p><p>e) vier a ser utilizada em fim alheio à atividade do estabelecimento.</p><p>20. (SEFAZ-BA/FCC/2019) Relativamente ao período de apuração do imposto, a Lei Complementar n° 87,</p><p>de 1996, estabelece que</p><p>a) a lei tributária de cada Estado disporá sobre o período de apuração do imposto, que poderá ser decendial,</p><p>quinzenal ou mensal, sendo que, ao final do período, se o montante dos débitos superar o dos créditos, a</p><p>diferença será transportada para o período seguinte.</p><p>b) as obrigações consideram-se vencidas no dia 15 do mês seguinte àquele em que se realizaram as</p><p>operações, e poderão ser liquidadas por compensação, com valores pagos no mesmo Estado ou em outro</p><p>Estado, nas operações anteriores, ou mediante pagamento em dinheiro ou transferência bancária, conforme</p><p>previsto em convênio.</p><p>c) as obrigações consideram-se vencidas na data em que termina o período de apuração, decendial,</p><p>quinzenal ou mensal, e são liquidadas por compensação com créditos do próprio contribuinte ou de terceiro,</p><p>fornecedor ou cliente, ou mediante pagamento em dinheiro, cheque ou cessão de precatório de natureza</p><p>alimentar ou tributária.</p><p>d) os débitos e créditos devem ser apurados em cada estabelecimento, compensando-se os saldos credores</p><p>e devedores entre os estabelecimentos do mesmo sujeito passivo localizados no território nacional, pois o</p><p>valor do imposto pago no mesmo Estado, ou em outro Estado, pode ser compensado com o valor devido.</p><p>e) as obrigações consideram-se vencidas na data em que termina o período de apuração e são liquidadas por</p><p>compensação, até o montante dos créditos escriturados no mesmo período, mais o saldo credor de período</p><p>ou períodos anteriores, se for o caso, ou mediante pagamento em dinheiro.</p><p>21. (SEFAZ-MG/FGV/2023) joana de Sousa adquire em uma licitação da Receita um videogame que havia</p><p>sido importado do exterior e apreendido pela falta de documento fiscal.</p><p>A base de cálculo do ICMS sobre tal operação, será</p><p>a) valor da mercadoria ou bem constante dos documentos de importação, o imposto sobre operações de</p><p>câmbio e imposto de importação.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>76</p><p>b) valor da mercadoria ou vem constante dos documentos de importação, o imposto sobre operações de</p><p>câmbio e imposto sobre produtos industrializados.</p><p>c) valor da operação.</p><p>d) preço corrente no mercado atacadista do estabelecimento remetente.</p><p>e) valor da operação acrescido do valor dos impostos de importação e sobre produtos industrializados e de</p><p>todas as despesas cobradas ou debitadas ao adquirente.</p><p>22. (SEFAZ-RR/IDECAN/2023) O ICMS é considerado um imposto sujeito à regra da não cumulatividade.</p><p>Logo, deverá ser compensado o que for devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou</p><p>prestação de serviços com o montante:</p><p>a) a ser cobrado nas operações posteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito Federal.</p><p>b) cobrado nas operações anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito Federal.</p><p>c) cobrado nas operações anteriores pelo mesmo Estado ou pelo Distrito Federal.</p><p>d) cobrado em quaisquer operações por todos os entes federados.</p><p>e) cobrado nas operações anteriores</p><p>Serviços</p><p>Art. 13. A base de cálculo do imposto é:</p><p>II - na hipótese do inciso II do art. 12, o valor da operação, compreendendo mercadoria e</p><p>serviço;</p><p>Art. 12. Considera-se ocorrido o fato gerador do imposto no momento:</p><p>II - do fornecimento de alimentação, bebidas e outras mercadorias por qualquer</p><p>estabelecimento;</p><p>O inciso II do art. 13 traz a primeira peculiaridade em relação à BC: em operações de fornecimento de</p><p>alimentação e bebidas deve-se incluir o valor dos serviços descritos na conta (couvert, gorjetas etc.).</p><p>Exemplo 71) Em seu aniversário de casamento, Dimulé levou Dona Maria para jantar no famoso restaurante</p><p>RANCHODIBORDO em Maceió-AL. Após beber bons, whiskys e comer muito camarão a conta chegou: R$</p><p>770. Desse valor, R$ 70 eram a título de gorjeta (10%). A BC foi tudo que estava na conta, ou seja, os R$ 700</p><p>das comidas e bebidas mais os R$ 70 de gorjeta.</p><p>Curiosidade: O Convênio 125/2011 autorizou, dentre outros, os Estados do Ceará, Acre, Alagoas, Amazonas,</p><p>Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro,</p><p>Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins e o Distrito Federal a excluir a gorjeta da base de</p><p>cálculo do ICMS incidente no fornecimento de alimentação e bebidas promovido por bares, restaurantes,</p><p>hotéis e estabelecimentos similares, desde que limitada a 10% (dez por cento) do valor da conta.</p><p>Art. 13. A base de cálculo do imposto é:</p><p>IV - no fornecimento de que trata o inciso VIII do art. 12;</p><p>a) o valor da operação, na hipótese da alínea a;</p><p>b) o preço corrente da mercadoria fornecida ou empregada, na hipótese da alínea b;</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>5</p><p>Art. 12. Considera-se ocorrido o fato gerador do imposto no momento:</p><p>VIII - do fornecimento de mercadoria com prestação de serviços:</p><p>a) não compreendidos na competência tributária dos Municípios;</p><p>b) compreendidos na competência tributária dos Municípios e com indicação expressa</p><p>de incidência do imposto de competência estadual, como definido na lei complementar</p><p>aplicável;</p><p>Apesar de parecer um pouco confuso, o inciso IV é bem simples. Falei em aulas anteriores sobre o</p><p>fornecimento de mercadoria conjuntamente com prestação de serviços, lembram?</p><p>A Base de Cálculo do ICMS será:</p><p>1) Se incidir ICMS sobre serviço e mercadoria, o valor total da operação (valor do serviço + valor da</p><p>mercadoria).</p><p>2) Se Incidir ICMS sobre a mercadoria e ISS sobre o serviço, somente o preço da mercadoria.</p><p>3) Se incidir ISS sobre a mercadoria e sobre o serviço, zero.</p><p>ISS sobre o valor total</p><p>(mercadoria + serviço)</p><p>Serviço previsto na</p><p>LC 116/03, sem</p><p>ressalva autorize</p><p>cobrança do ICMS</p><p>ISS sobre o serviço e ICMS</p><p>sobre a mercadoria</p><p>Serviço previsto na</p><p>LC 116/03, com</p><p>ressalva para</p><p>cobrança do ICMS</p><p>ICMS sobre o valor total</p><p>(mercadoria + serviço)</p><p>Serviço não previsto</p><p>na LC 116/03</p><p>BC ICMS</p><p>=</p><p>0</p><p>BC ICMS</p><p>=</p><p>Preço da</p><p>Mercadoria</p><p>BC ICMS</p><p>=</p><p>Valor Total da</p><p>Operação</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>6</p><p>1.3 Base de Cálculo em Licitações</p><p>Art. 13. A base de cálculo do imposto é:</p><p>VII - no caso do inciso XI do art. 12, o valor da operação acrescido do valor dos impostos</p><p>de importação e sobre produtos industrializados e de todas as despesas cobradas ou</p><p>debitadas ao adquirente;</p><p>Art. 12. Considera-se ocorrido o fato gerador do imposto no momento:</p><p>XI – da aquisição em licitação pública de mercadorias ou bens importados do exterior e</p><p>apreendidos ou abandonados;</p><p>Existem casos que mercadorias importadas vão a leilão, seja por apreensão, seja por abandono. Quem</p><p>arrematar a mercadoria nesses leilões deve pagar o ICMS e em sua BC deve figurar tanto o IPI quanto o II,</p><p>assim como demais despesas que vierem a ser cobradas do arrematante por ocasião do leilão. Repare que</p><p>não é porque o arrematante não importou a mercadoria que ele não irá pagar II. A arrematação em leilão de</p><p>mercadorias ou bens importados é considerada como uma importação indireta.</p><p>Serviço</p><p>está na</p><p>LC</p><p>116/03?</p><p>Sim</p><p>Possui</p><p>Ressalva</p><p>?</p><p>Sim</p><p>ISS Sobre</p><p>Serviço e</p><p>ICMS sobre</p><p>Material</p><p>Não</p><p>ISS Sobre</p><p>Serviço e</p><p>Material</p><p>Não ICMS Sobre Serviço</p><p>e Mercadorias</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>7</p><p>1.4 Base de Cálculo do DIFAL</p><p>Art. 13. A base de cálculo do imposto é:</p><p>IX - nas hipóteses dos incisos XIII e XV do caput do art. 12, desta Lei Complementar:</p><p>a) o valor da operação ou prestação no Estado de origem, para o cálculo do imposto</p><p>devido a esse Estado;</p><p>b) o valor da operação ou prestação no Estado de destino, para o cálculo do imposto</p><p>devido a esse Estado;</p><p>X - nas hipóteses dos incisos XIV e XVI do caput do art. 12 desta Lei Complementar, o valor</p><p>da operação ou o preço do serviço, para o cálculo do imposto devido ao Estado de origem</p><p>e ao de destino.</p><p>§ 3º No caso da alínea “b” do inciso IX e do inciso X do caput deste artigo, o imposto a pagar</p><p>ao Estado de destino será o valor correspondente à diferença entre a alíquota interna do</p><p>Estado de destino e a interestadual.</p><p>§ 6º Utilizar-se-á, para os efeitos do inciso IX do caput deste artigo:</p><p>I - a alíquota prevista para a operação ou prestação interestadual, para estabelecer a base</p><p>de cálculo da operação ou prestação no Estado de origem;</p><p>II - a alíquota prevista para a operação ou prestação interna, para estabelecer a base de</p><p>cálculo da operação ou prestação no Estado de destino.</p><p>§ 7º Utilizar-se-á, para os efeitos do inciso X do caput deste artigo, a alíquota prevista para</p><p>a operação ou prestação interna no Estado de destino para estabelecer a base de cálculo</p><p>da operação ou prestação.</p><p>Art. 20-A. Nas hipóteses dos incisos XIV e XVI do caput do art. 12 desta Lei Complementar,</p><p>o crédito relativo às operações e prestações anteriores deve ser deduzido apenas do débito</p><p>correspondente ao imposto devido à unidade federada de origem.</p><p>Art. 12. Considera-se ocorrido o fato gerador do imposto no momento:</p><p>XIII - da utilização, por contribuinte, de serviço cuja prestação se tenha iniciado em outro</p><p>Estado e não esteja vinculada a operação ou prestação subsequente.</p><p>XIV - do início da prestação de serviço de transporte interestadual, nas prestações não</p><p>vinculadas a operação ou prestação subsequente, cujo tomador não seja contribuinte do</p><p>imposto domiciliado ou estabelecido no Estado de destino;</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>8</p><p>XV - da entrada no território do Estado de bem ou mercadoria oriundos de outro Estado</p><p>adquiridos por contribuinte do imposto e destinados ao seu uso ou consumo ou à</p><p>integração ao seu ativo imobilizado;</p><p>XVI - da saída, de estabelecimento de contribuinte, de bem ou mercadoria destinados a</p><p>consumidor final não contribuinte do imposto domiciliado ou estabelecido em outro</p><p>Estado.</p><p>Tratemos agora do diferencial alíquota (DIFAL) para mercadorias e serviços cujos dispositivos foram</p><p>recentemente alterados pela LC 190/2022.</p><p>Sempre que um serviço for iniciado em outro Estado e não for vinculado a uma outra operação a ser</p><p>realizada subsequentemente, caberá o DIFAL e a BC será o valor da prestação. Então, se o transporte for de</p><p>mercadorias para consumo (não vinculados a uma operação subsequente pois as mercadorias não serão</p><p>comercializadas), caberá o DIFAL sobre as mercadorias e sobre o transporte também.</p><p>Devemos ter em mente o que aprendemos na</p><p>e a ser cobrado nas operações posteriores por todos os entes federados.</p><p>23. (SEFAZ-RR/IDECAN/2023) De acordo com a Lei Complementar nº 87/1996 (Lei Kandir), o sujeito passivo</p><p>deverá efetuar o estorno do imposto de que se tiver creditado sempre que o serviço tomado ou a</p><p>mercadoria entrada no estabelecimento:</p><p>I. Vier a perecer, deteriorar-se ou extraviar-se.</p><p>II. For objeto de saída ou prestação de serviço não tributada ou isenta, sendo esta circunstância</p><p>imprevisível na data da entrada da mercadoria ou da utilização do serviço.</p><p>III. Vier a ser utilizada em fim alheio à atividade do estabelecimento.</p><p>Assinale:</p><p>a) se apenas a afirmativa I estiver correta.</p><p>b) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.</p><p>c) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>77</p><p>d) se nenhuma afirmativa estiver correta.</p><p>e) se todas as afirmativas estiverem corretas.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>78</p><p>GABARITO</p><p>1. C</p><p>2. B</p><p>3. E</p><p>4. E</p><p>5. B</p><p>6. D</p><p>7. B</p><p>8. B</p><p>9. C</p><p>10. E</p><p>11. B</p><p>12. E</p><p>13. A</p><p>14. B</p><p>15. A</p><p>16. C</p><p>17. B</p><p>18. D</p><p>19. A</p><p>20. E</p><p>21. E</p><p>22. B</p><p>23. E</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>Aula 00 a respeito da EC 87/2015. Veremos com mais detalhes</p><p>o assunto quando do estudo da nossa legislação, uma vez que cada Estado escolhe uma maneira diferente</p><p>de cálculo do DIFAL.</p><p>1.5 Base de Cálculo na Importação</p><p>Art. 13. A base de cálculo do imposto é:</p><p>V - na hipótese do inciso IX do art. 12, a soma das seguintes parcelas:</p><p>a) o valor da mercadoria ou bem constante dos documentos de importação, observado o</p><p>disposto no art. 14;</p><p>b) imposto de importação;</p><p>c) imposto sobre produtos industrializados;</p><p>d) imposto sobre operações de câmbio;</p><p>e) quaisquer outros impostos, taxas, contribuições e despesas aduaneiras;</p><p>§ 1º Integra a base de cálculo do imposto, inclusive na hipótese do inciso V do caput deste</p><p>artigo:</p><p>I - o montante do próprio imposto, constituindo o respectivo destaque mera indicação</p><p>para fins de controle;</p><p>II - o valor correspondente a:</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>9</p><p>a) seguros, juros e demais importâncias pagas, recebidas ou debitadas, bem como</p><p>descontos concedidos sob condição;</p><p>b) frete, caso o transporte seja efetuado pelo próprio remetente ou por sua conta e ordem</p><p>e seja cobrado em separado.</p><p>Art. 12. Considera-se ocorrido o fato gerador do imposto no momento:</p><p>IX – do desembaraço aduaneiro de mercadorias ou bens importados do exterior;</p><p>Art. 14. O preço de importação expresso em moeda estrangeira será convertido em</p><p>moeda nacional pela mesma taxa de câmbio utilizada no cálculo do imposto de</p><p>importação, sem qualquer acréscimo ou devolução posterior se houver variação da taxa</p><p>de câmbio até o pagamento efetivo do preço.</p><p>Parágrafo único. O valor fixado pela autoridade aduaneira para base de cálculo do</p><p>imposto de importação, nos termos da lei aplicável, substituirá o preço declarado.</p><p>Os artigos acima apresentados trazem regras para um caso muito peculiar da formação da base de cálculo.</p><p>Na importação a BC será formada por diversas parcelas, que, somadas, resultarão na BC das mercadorias</p><p>importadas. Essa BC é, como regra, composta por quase tudo que foi agregado ao custo do importador.</p><p>Antes de mostrar uma tabela resumo é preciso entender a diferença entre um desconto condicionado e um</p><p>desconto incondicionado. Vamos a 2 exemplos que irão facilitar o seu entendimento.</p><p>Exemplo 72) Dimulé, em um dia de jogo do Flamengo, foi à cervejaria do seu bairro comprar algumas</p><p>Erdinger para beber. O preço de cada cerveja era R$ 10 e Dimulé levou 20 unidades, totalizando R$ 200. Ao</p><p>realizar o pagamento, o Dr. Tremelique cobrou apenas R$ 180 e afirmou: “Pô, Dimulé, você é cliente VIP.</p><p>Tenho a obrigação de lhe conceder esse desconto”. Dimulé agradeceu e foi assistir a vitória do Flamengo</p><p>sobre o Vasco por 4x0. Pergunto: esse desconto foi submetido a alguma condição? Não! Ele simplesmente</p><p>foi dado porque o dono quis! É o chamado desconto incondicional, que não integra a base de cálculo do</p><p>ICMS.</p><p>Exemplo 73) Dimulé acordou no outro dia com uma baita ressaca e resolveu comprar uma camisa do</p><p>Flamengo pela internet pois estava feliz com a vitória. Ao escolher o modelo, escolheu a opção de pagar em</p><p>boleto bancário em 2 vezes, uma vez que havia perdido a carteira com seu cartão de crédito na noite anterior.</p><p>A camisa custava R$ 300, porém o site concedia um desconto de R$ 30 (10% do valor total) no segundo</p><p>boleto caso o mesmo fosse pago até o dia 05 do mês. Pergunto: esse desconto foi submetido a alguma</p><p>condição? Sim! A condição para receber os R$ 30 de desconto era pagar até o dia 05. Esse tipo de desconto</p><p>chamamos de condicional e integra a BC do ICMS.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>10</p><p>Agora que você já sabe a diferença entre os tipos de desconto vamos seguir para outro ponto importante.</p><p>Na importação o produto chega valorado em moeda estrangeira (dólar, normalmente) e por isso devemos</p><p>convertê-lo para a moeda nacional. Para a conversão deve-se utilizar a mesma taxa utilizada no cálculo do II,</p><p>sem qualquer alteração posterior por variação do câmbio.</p><p>Exemplo 74) Lembram que Dimulé importou um drone? Por aquele drone ele pagou $300. O Auditor, ao</p><p>calcular o ICMS sobre a operação verificou que a taxa de câmbio utilizada para o cálculo do Imposto de</p><p>Importação foi de $1 = R$ 3. Assim, utilizou a mesma taxa do II para converter o valor da mercadoria para</p><p>Real e calcular o ICMS: $ 300 x R$ 3 = R$ 900. Entretanto, Dimulé efetuou o pagamento apenas 10 dias depois,</p><p>onde o câmbio já se encontrava em $ 1 = R$ 2. Conhecedor da legislação, Dimulé sabe que infelizmente não</p><p>poderá pleitear uma devolução.</p><p>Vamos seguindo...E se o valor declarado não for condizente com a realidade? A lei Kandir, tentando se</p><p>resguardar nesses casos, fez previsão para que, caso exista uma fixação de preço por parte da Receita Federal</p><p>para o valor da mercadoria este valor passe a ser o considerado para efeitos de formação da BC da</p><p>importação, não importando o valor descrito no documento de importação. Isso significa que se você</p><p>importar uma Ferrari por $ 40.000 e a Receita federal tiver fixado o valor de $ 100.000 para esse veículo,</p><p>será esse último que valerá para fins de BC do ICMS. Assim, conforme o parágrafo único do art. 14, o valor</p><p>fixado pela autoridade aduaneira para base de cálculo do imposto de importação, nos termos da lei</p><p>aplicável, substituirá o preço declarado.</p><p>Exemplo 75) Safão, amigo de copo de Dimulé, importou um computador de última geração tendo sido</p><p>declarado um valor de apenas $ 10. Ora, é óbvio que um computador não custa esse valor. Diante disso a</p><p>autoridade aduaneira fixou o valor de $ 3.000 para essa mercadoria e o auditor em Alagoas utilizou esse</p><p>valor para fins de BC do ICMS.</p><p>Feitas essas explanações, vamos destrinchar todas as parcelas da BC do ICMS na importação?</p><p>Vejamos:</p><p>• Não integra a BC</p><p>do ICMS</p><p>Desconto</p><p>Incondicional</p><p>• Integra a BC do</p><p>ICMS</p><p>Desconto</p><p>Condicional</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>11</p><p>COMPONENTES DA BC OBS</p><p>Valor da mercadoria</p><p>(Aduaneiro)</p><p>1. Valor do produto importado que, geralmente vem expresso em moeda</p><p>estrangeira e deve ser convertido para real, aplicando-se a taxa de</p><p>câmbio utilizada no cálculo do II, ou na sua falta, a taxa do dia do</p><p>desembaraço aduaneiro (FG);</p><p>2. Se este valor for FOB (default), então deverá ser acrescido ainda o Frete</p><p>e Seguro;</p><p>3. Caso seja CIF, o Frete e seguro já estão inclusos e não devem ser</p><p>somados novamente;</p><p>4. Caso haja um valor arbitrado pela RFB, este prevalecerá sobre o valor</p><p>declarado.</p><p>Imposto de Importação</p><p>(II)</p><p>Tributo federal cobrado pela RFB</p><p>IPI Tributo federal cobrado pela RFB</p><p>IOF Tributo federal cobrado pela RFB</p><p>Taxa SISCOMEX Taxa sobre a utilização do SISCOMEX por ocasião do despacho aduaneiro</p><p>PIS e COFINS Tributo federal cobrado pela RFB</p><p>CIDE Nos casos em que for devida, também faz parte da BC do ICMS</p><p>Adicional de Frete para</p><p>renovação da Marinha</p><p>mercante (AFRMM)</p><p>Parte da doutrina o classifica como sendo uma Contribuição o que faz com que</p><p>a AFRMM faça parte da BC do ICMS na importação. Na prática alguns Estados</p><p>o incluem e outros não.</p><p>Despesas Aduaneiras</p><p>São as despesas pagas à RFB, antes do desembaraço aduaneiro, inclusive</p><p>multas</p><p>Frete e Seguro Quando o Valor Aduaneiro for FOB</p><p>Descontos condicionais Descontos dados com condições impostas</p><p>ICMS</p><p>O próprio ICMS faz parte da sua base cálculo – imposto por dentro! Ou seja,</p><p>devemos somar todas as componentes acima e dividir por (1 - %ICMS) para se</p><p>chegar a verdadeira BC</p><p>Visto o quadro com os possíveis itens que compõe a BC do ICMS</p><p>na importação, preciso falar especificamente</p><p>do próprio ICMS que a compõe. Diz o inciso I do § 1º do art. 13 que o montante do próprio ICMS integra a</p><p>base de cálculo do imposto para efeito de importação. Como é isso?</p><p>Exemplo 76) Dona Maria importou uma mercadoria da China por $ 1.000. A taxa de conversão do II era de $</p><p>1 = R$ 3. A soma de todos os tributos federais incidentes foi de R$ 500. Supondo a alíquota interna de 18%,</p><p>a BC da importação será:</p><p>BC ICMS NA IMPORTAÇÃO</p><p>Mercadoria ($ 1.000 x R$ 3) R$ 3.000</p><p>Tributos Federais + R$ 500</p><p>Subtotal = R$ 3.500</p><p>ICMS + ???</p><p>BCIMP = ???</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>12</p><p>Se o ICMS integra a sua própria base de cálculo na importação, como calculá-lo? Simples! Basta utilizar a</p><p>fórmula abaixo:</p><p>Por subtotal entende-se todas as parcelas da BC exceto o próprio ICMS, beleza? Então vamos lá calcular:</p><p>Logo a BCIMP será 3.500/82% = R$ 4.268,29.</p><p>Agora que achamos a BC conseguimos achar o valor do ICMS de duas formas:</p><p>1) Subtraindo o Subtotal do valor da BCIMP: R$ 4.268,29 – R$ 3.500 = R$ 768,29.</p><p>Ou</p><p>2) Aplicando-se a alíquota sobre a BCIMP: 18% x R$ 4.268,29 = R$ 768,29.</p><p>De posse desses valores agora podemos preencher a planilha da importação de Dona Maria.</p><p>BC ICMS NA IMPORTAÇÃO</p><p>Mercadoria ($ 1.000 x R$ 3) R$ 3.000</p><p>Tributos Federais + R$ 500</p><p>Subtotal = R$ 3.500</p><p>ICMS + R$ 768,29</p><p>BCIMP = R$ 4.268,29</p><p>Caso seja feita uma contratação de um serviço do exterior (importação de serviços), todos os encargos e</p><p>valores pagos que tenham relação com o serviço devem ser contabilizados na BC do ICMS, ou seja, devemos</p><p>utilizar a mesma sistemática de cálculo para a importação de mercadorias.</p><p>1.6 Base de Cálculo x IPI</p><p>XI - não compreenderá, em sua base de cálculo, o montante do imposto sobre produtos</p><p>industrializados, quando a operação, realizada entre contribuintes e relativa a produto</p><p>BCIMP =</p><p>Subtotal1−alíquota</p><p>BCIMP =</p><p>35001−18%</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>13</p><p>destinado à industrialização ou à comercialização, configure fato gerador dos dois</p><p>impostos;</p><p>Já vimos isso na Constituição, lembra? Relembre:</p><p>1.7 Reajuste de Preço</p><p>§ 5º Nas operações e prestações interestaduais entre estabelecimentos de contribuintes</p><p>diferentes, caso haja reajuste do valor depois da remessa ou da prestação, a diferença fica</p><p>sujeita ao imposto no estabelecimento do remetente ou do prestador.</p><p>Pessoal, existem certos contratos que possuem previsão de reajuste do preço mesmo após a saída da</p><p>mercadoria. Nesses casos, em se tratando de operações interestaduais, deve-se emitir uma nova nota fiscal</p><p>para complementar o imposto e recolher a diferença.</p><p>Exemplo 77) A empresa CABOBELI, localizada em Novo Lino-AL, efetuou venda de 10 microfones para a</p><p>empresa ISSOÉQUETEDÓI, localizada em Recife-PE. No contrato de compra e venda havia uma cláusula de</p><p>reajuste no mesmo percentual do aumento do dólar entre a data da saída e a data do pagamento. Realizadas</p><p>as contas, a ISSOÉQUETEDÓI pagou os R$ 500 reais relativos ao preço inicial mais R$ 35 a título de variação</p><p>do dólar. Como na Nota Fiscal inicial constava apenas o valor de R$ 500, a CABOBELI deverá recolher para</p><p>Alagoas o ICMS referente aos R$ 35 de reajuste (12% x R$ 35 = R$ 4,2).</p><p>IPI não integra</p><p>BC do ICMS</p><p>Industrialização</p><p>ou</p><p>Comercialização</p><p>+</p><p>+</p><p>Entre</p><p>contribuintes</p><p>FG dos 2</p><p>impostos</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>14</p><p>1.8 Ausência de Valor de Operação</p><p>Art. 15. Na falta do valor a que se referem os incisos I e VIII do art. 13, a base de cálculo</p><p>do imposto é:</p><p>I - o preço corrente da mercadoria, ou de seu similar, no mercado atacadista do local da</p><p>operação ou, na sua falta, no mercado atacadista regional, caso o remetente seja</p><p>produtor, extrator ou gerador, inclusive de energia;</p><p>II - o preço FOB estabelecimento industrial à vista, caso o remetente seja industrial;</p><p>III - o preço FOB estabelecimento comercial à vista, na venda a outros comerciantes ou</p><p>industriais, caso o remetente seja comerciante.</p><p>§ 1º Para aplicação dos incisos II e III do caput, adotar-se-á sucessivamente:</p><p>I - o preço efetivamente cobrado pelo estabelecimento remetente na operação mais</p><p>recente;</p><p>II - caso o remetente não tenha efetuado venda de mercadoria, o preço corrente da</p><p>mercadoria ou de seu similar no mercado atacadista do local da operação ou, na falta</p><p>deste, no mercado atacadista regional.</p><p>§ 2º Na hipótese do inciso III do caput, se o estabelecimento remetente não efetue vendas</p><p>a outros comerciantes ou industriais ou, em qualquer caso, se não houver mercadoria</p><p>similar, a base de cálculo será equivalente a setenta e cinco por cento do preço de venda</p><p>corrente no varejo.</p><p>Art. 16. Nas prestações sem preço determinado, a base de cálculo do imposto é o valor</p><p>corrente do serviço, no local da prestação.</p><p>Existem situações em que o preço da mercadoria ou do serviço é desconhecido, seja por não estar destacado</p><p>na nota, seja por ser doação ou bonificação...Faz-se, portanto, necessário estipular um preço para que seja</p><p>realizada a cobrança do ICMS.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>15</p><p>O que é um preço FOB? O preço FOB, ao contrário do preço CIF, não inclui o frete nem o seguro. No preço</p><p>CIF o custo do frete e o seguro já estão inclusos no valor da mercadoria. Assim, se falarmos que uma</p><p>mercadoria custou R$ 100 CIF, quer dizer que esse preço inclui tanto o preço da mercadoria quanto o frete</p><p>e seguro.</p><p>Mas como achar esse preço FOB? Primeiramente deve-se verificar se o remetente efetuou outras vendas da</p><p>mesma mercadoria anteriormente. Caso sim, basta pegar o preço de venda mais recente. Caso não, deve-se</p><p>utilizar o valor da mercadoria (ou similar) no mercado atacadista local ou, caso não se consiga no mercado</p><p>local, no mercado atacadista regional (passa a ser a mesma regra que para produtor, extrator ou gerador).</p><p>No caso em que o comerciante não realizar vendas para outros comerciantes ou industriais (um varejista),</p><p>deve-se utilizar como BC o valor de 75% do preço corrente de venda no varejo.</p><p>Exemplo 78) A empresa VENDETUDO doa 100 computadores para uma escola no dia 8 de abril. Nos livros</p><p>fiscais da empresa constavam 3 vendas de computadores no mesmo mês. No dia 02 havia uma venda de 10</p><p>computadores por R$ 2.000 cada. No dia 04 havia outra venda de 20 computadores por R$ 2.100 cada.</p><p>1ª Opção</p><p>2ª Opção</p><p>3ª Opção</p><p>Falta de valor da</p><p>operação</p><p>Comerciante</p><p>Preço FOB à vista</p><p>(Preço em operação</p><p>mais recente)</p><p>Preço corrente no</p><p>mercado atacadista</p><p>local. Na falta,</p><p>regional</p><p>75% do preço</p><p>corrente no</p><p>varejo</p><p>Industrial</p><p>Preço FOB à vista</p><p>(Preço em</p><p>operação mais</p><p>recente)</p><p>Preço corrente no</p><p>mercado atacadista</p><p>local. Na falta,</p><p>regional</p><p>Produtor,</p><p>extrator ou</p><p>gerador</p><p>Preço corrente no</p><p>mercado atacadista</p><p>local. Na falta,</p><p>regional</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>16</p><p>Finalmente, no dia 07 havia uma venda de 5 computadores por R$ 2.500 cada. O valor a ser utilizado para</p><p>fins de base de cálculo na doação será de R$ 2.500 tendo em vista ser a operação mais recente.</p><p>Exemplo 79) A empresa CRF doa 100 computadores para uma escola no dia 8 de abril. Nos</p><p>livros fiscais da</p><p>empresa não foram encontrados registros de vendas de computadores uma vez que a empresa possuía</p><p>apenas 2 meses de funcionamento. Assim, verificou-se que o preço corrente dos computadores no mercado</p><p>atacadista local era de R$ 3.000 e no mercado atacadista regional era de R$ 3.200. O valor a ser utilizado</p><p>para fins de base de cálculo na doação será de R$ 3.000 tendo em vista que primeiro deve-se utilizar o preço</p><p>no mercado atacadista local e, somente na falta deste, utilizar o preço no mercado atacadista regional.</p><p>Exemplo 80) A empresa varejista TXK doa 100 computadores para uma escola no dia 8 de abril. Nos livros</p><p>fiscais da empresa não foram encontrados registros de vendas de computadores uma vez que a empresa não</p><p>comercializa esse tipo de mercadoria para outros comerciantes ou industriais. Assim, verificou-se que o</p><p>preço corrente dos computadores no mercado atacadista local era de R$ 3.000 e no mercado atacadista</p><p>regional era de R$ 3.200. Constatou-se também que o preço dos computadores no varejo era de R$ 3.400.</p><p>O valor a ser utilizado para fins de base de cálculo na doação será de R$ 2.550 (75% x R$ 3.400) tendo em</p><p>vista que como a empresa não realiza operações de venda para outros comerciantes ou industriais deve-se</p><p>utilizar como BC o valor de 75% do preço corrente no varejo.</p><p>Por fim, nos casos de serviços, o valor a ser considerado como base de cálculo será o valor corrente que for</p><p>verificado no local da prestação. Aliás, isso é muito comum na fiscalização de trânsito, onde os Postos Fiscais</p><p>possuem acesso a um sistema onde se verifica o preço do frete entre duas cidades, em uma espécie de banco</p><p>de dados de preço do frete.</p><p>1.9 Supervalorização do Frete</p><p>Art. 17. Quando o valor do frete, cobrado por estabelecimento pertencente ao mesmo</p><p>titular da mercadoria ou por outro estabelecimento de empresa que com aquele mantenha</p><p>relação de interdependência, exceder os níveis normais de preços em vigor, no mercado</p><p>local, para serviço semelhante, constantes de tabelas elaboradas pelos órgãos</p><p>competentes, o valor excedente será havido como parte do preço da mercadoria.</p><p>Parágrafo único. Considerar-se-ão interdependentes duas empresas quando:</p><p>I - uma delas, por si, seus sócios ou acionistas, e respectivos cônjuges ou filhos menores,</p><p>for titular de mais de cinquenta por cento do capital da outra;</p><p>II - uma mesma pessoa fizer parte de ambas, na qualidade de diretor, ou sócio com funções</p><p>de gerência, ainda que exercidas sob outra denominação;</p><p>III - uma delas locar ou transferir a outra, a qualquer título, veículo destinado ao transporte</p><p>de mercadorias.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>17</p><p>Galera, este artigo é importantíssimo para sua prova. Na tentativa de burlar o Fisco, algumas empresas</p><p>transferem o preço das mercadorias para o preço do frete para com isso pagar menos imposto. Entretanto,</p><p>quando essas empresas são consideradas interdependentes e o valor do frete exceder níveis normais este</p><p>(o frete) será incorporado ao valor da mercadoria. Como isso funciona?</p><p>Exemplo 81) Imagine que a empresa CRF venda 10 camisas por R$ 100 cada para um consumidor final dentro</p><p>do mesmo Estado. Além do preço, o frete custou R$ 200, tendo a venda totalizado R$ 1.200. Tendo em vista</p><p>que o ICMS neste Estado possui alíquota de 25% para essa mercadoria e 12% para o frete, como forma de</p><p>pagar menos tributo, a CRF fundou a CRF Transportes, com os mesmos diretores. Assim, ao invés de pagar</p><p>25% sobre os R$ 1.200, desmembra em duas operações: uma Nota Fiscal das mercadorias no valor de R$</p><p>1.000 incidindo 25% e um Conhecimento de Transporte no valor de R$ 200, incidindo 12%. Repare que antes</p><p>da fundação da CRF Transportes a empresa iria recolher na mesma operação R$ 300 (25% x R$ 1200). Após</p><p>o desmembramento o ICMS a recolher será de R$ 250 pela CRF (25% de R$ 1.000) mais R$ 24 pela CRF</p><p>Transportes (12% de R$ 200), totalizando R$ 274. Perceba que antes da fundação da CRF Transportes o valor</p><p>a recolher a título de ICMS seria de R$ 300 e após a fundação o valor passou para R$ 274. Até agora nada se</p><p>tem de ilegal: isso se chama planejamento tributário! Entretanto, querendo burlar o Fisco, a CRF decide</p><p>desmembrar a operação de maneira incorreta. Ao invés de fazer o relatado, colocando o real valor do frete</p><p>no Conhecimento de Transporte, decide desmembrar os R$ 1.200 do valor total da operação em R$ 300 de</p><p>mercadoria e R$ 900 de transporte. Ora, se a alíquota do transporte é menor, quanto maior for sua BC (e</p><p>consequentemente menor a BC da mercadoria) menor será o valor recolhido de ICMS. Nessa situação a CRF</p><p>pagaria R$ 75 (25% x 300) e a CRF Transportes pagaria R$ 108, totalizando apenas R$ 183. Nesse caso, ao</p><p>verificar que o preço do frete está superfaturado, pode o Fisco “realocar” o valor do frete para a mercadoria,</p><p>autuar e cobrar o imposto correto devido.</p><p>Apenas um último detalhe em relação a isso: é importante gravar as regras que permitem considerar as</p><p>empresas como interdependentes, no parágrafo único. Repare que não estão inclusas, por exemplo,</p><p>contratos de franquia, exclusividade e/ou representação. Não deixe o examinador te confundir!</p><p>1.10 Arbitramento</p><p>Art. 18. Quando o cálculo do tributo tenha por base, ou tome em consideração, o valor ou</p><p>o preço de mercadorias, bens, serviços ou direitos, a autoridade lançadora, mediante</p><p>processo regular, arbitrará aquele valor ou preço, sempre que sejam omissos ou não</p><p>mereçam fé as declarações ou os esclarecimentos prestados, ou os documentos expedidos</p><p>pelo sujeito passivo ou pelo terceiro legalmente obrigado, ressalvada, em caso de</p><p>contestação, avaliação contraditória, administrativa ou judicial.</p><p>O arbitramento é uma técnica muito comum utilizada pelos Estados. Toda vez que o auditor verificar que um</p><p>determinado documento fiscal é inidôneo ou ocorra omissão, por exemplo, deverá arbitrar um valor para as</p><p>mercadorias de acordo com a legislação de cada Estado.</p><p>Exemplo 82) No curso de uma fiscalização, Dimulé encontrou um caminhão de uma empresa com uma Nota</p><p>Fiscal de filé mignon com um custo de R$ 3 o quilo. Ora, mas é óbvio que esse valor não merece fé. Quem é</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>18</p><p>que vende filé mignon por esse preço? Dimulé fez o auto de infração e arbitrou (de acordo com a legislação</p><p>estadual) o valor do filé em R$ 35 o quilo.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>19</p><p>2 - Não Cumulatividade</p><p>A não cumulatividade do ICMS é um princípio constitucional visto na Aula 00 que se repete na Lei Kandir.</p><p>Art. 19. O imposto é não-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação</p><p>relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços de transporte interestadual</p><p>e intermunicipal e de comunicação com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo</p><p>ou por outro Estado.</p><p>Art. 20. Para a compensação a que se refere o artigo anterior, é assegurado ao sujeito</p><p>passivo o direito de creditar-se do imposto anteriormente cobrado em operações de que</p><p>tenha resultado a entrada de mercadoria, real ou simbólica, no estabelecimento, inclusive</p><p>a destinada ao seu uso ou consumo ou ao ativo permanente, ou o recebimento de serviços</p><p>de transporte interestadual e intermunicipal ou de comunicação.</p><p>Quando o estabelecimento compra uma mercadoria, a empresa tem direito ao crédito do ICMS (ICMS a</p><p>recuperar) e quando a mercadoria é vendida a empresa tem um débito de ICMS ou ICMS a pagar. Esse débito</p><p>e esse crédito são compensados,</p><p>gerando-se o valor real a ser recolhido aos cofres públicos. Assim, se a</p><p>empresa apurou um débito de ICMS de R$ 100 e um crédito de R$ 20, deverá recolher aos cofres públicos</p><p>efetivamente R$ 80.</p><p>Ressalto aqui que o direito ao crédito referente às operações anteriores de aquisição dos produtos está</p><p>vinculado a algumas obrigações acessórias, como, por exemplo, a regular escrituração destes créditos pelo</p><p>contribuinte.</p><p>Para efeitos de fixação repito o exemplo da Aula 00. (Supondo uma alíquota de ICMS de 10% em todas as</p><p>operações)</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>20</p><p>Exemplo 8 da Aula 00)</p><p>ICMS devido pela fábrica na venda por R$ 1.000:</p><p>ICMS = R$ 1.000 x 10% = R$ 100. Ou seja, a fábrica tem um ICMS a Pagar de R$ 100.</p><p>ICMS da venda por R$ 1.300 pela primeira loja:</p><p>ICMS = R$ 1.300 x 10% = R$ 130. Ou seja, a primeira loja tem um débito de R$ 130. Entretanto, pelo princípio</p><p>da não-cumulatividade, ela pode se creditar de R$ 100 da operação anterior. Sendo assim:</p><p>ICMS a recolher = R$ 130 – R$ 100 = R$ 30.</p><p>ICMS da venda por R$ 1.700 pela segunda loja ao consumidor final:</p><p>ICMS = R$ 1.700 x 10% = 170. Ou seja, a segunda loja tem um débito de R$ 170. Entretanto, pelo princípio</p><p>da não-cumulatividade, ela pode se creditar de R$ 130 da operação anterior. Sendo assim:</p><p>ICMS a recolher = R$ 170 – R$ 130 = R$ 40.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>21</p><p>2.1 Creditamento de Material de Uso e Consumo, Energia Elétrica e</p><p>Comunicações</p><p>Nem tudo dá direito a crédito. Algumas regras são impostas pela lei Kandir para haver o creditamento. Vamos</p><p>ver?</p><p>Art. 33. Na aplicação do art. 20 observar-se-á o seguinte:</p><p>I – somente darão direito de crédito as mercadorias destinadas ao uso ou consumo do</p><p>estabelecimento nele entradas a partir de 1º de janeiro de 2033;</p><p>Na lição do glorioso mestre José Rosa em sua obra Curso Básico de ICMS, é mercadoria de uso e consumo</p><p>“aquela que não integra o produto final e não se consome imediata e integralmente no processo produtivo e</p><p>não é diretamente utilizado na comercialização”. São exemplos de mercadorias para bens de uso e consumo:</p><p>canetas e todo material de escritório, sabonete líquido para o banheiro e todo material de limpeza etc.</p><p>Essas mercadorias que tenham por destinação o uso e consumo só gerarão direito ao crédito a partir de</p><p>2033. Essa regra vem sendo constantemente postergada. Inicialmente a lei Kandir previa a utilização de</p><p>crédito para materiais de uso e consumo em 1998, mas depois postergou para 2000, 2003, 2007, 2011 e</p><p>2020 para então, em 2019, postergar para 2033.</p><p>II – somente dará direito a crédito a entrada de energia elétrica no estabelecimento:</p><p>a) quando for objeto de operação de saída de energia elétrica;</p><p>b) quando consumida no processo de industrialização;</p><p>c) quando seu consumo resultar em operação de saída ou prestação para o exterior, na</p><p>proporção destas sobre as saídas ou prestações totais; e</p><p>d) a partir de 1º de janeiro de 2033 nas demais hipóteses;</p><p>As operações com energia elétrica possuem um tratamento especial quanto ao crédito. Assim como as</p><p>mercadorias para uso ou consumo, a lei Kandir sofreu diversas alterações quanto a possibilidade de utilização</p><p>de créditos em operações com energia elétrica. A partir de 2033 elas terão o mesmo tratamento para</p><p>qualquer tipo de operação: darão direito ao crédito assim como as mercadorias para uso e consumo. Antes</p><p>de 2033 só darão direito a crédito em 3 situações específicas: se derem entrada para uma posterior saída</p><p>(comercialização de energia), se forem consumidas dentro de um processo produtivo ou se forem utilizadas</p><p>em algum processo que resulte em exportação (de maneira proporcional como veremos adiante).</p><p>Exemplo 83) Imagine que uma empresa do setor energético adquira energia de um campo de geração eólico.</p><p>Durante um determinado mês essa empresa utilizou 10% da energia para manter suas instalações e</p><p>revendeu 90%. Sobre essa revenda de 90% será devido o crédito, entretanto não poderá se creditar do valor</p><p>de ICMS devido referente aos 10% que ela utilizou como consumo.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>22</p><p>Exemplo 84) Imagine agora que a empresa ALIADO, fabricante do ramo de jogos de tabuleiro utilizados por</p><p>Dimulé, adquira R$ 2.500 em energia elétrica no mês de maio. Desses R$ 2.500, apenas R$ 2.000 foram</p><p>utilizados na linha de produção sendo o restante utilizado pela área administrativa da empresa (escritório da</p><p>diretoria, refeitório etc.). Sendo a alíquota do Estado onde a ALIADO está localizada de 25% para energia</p><p>elétrica, a empresa poderá se creditar de R$ 500 (25% x R$ 2.000). O ICMS incidente sobre os R$ 500</p><p>utilizados na área administrativa não gerarão direito ao crédito.</p><p>Exemplo 85) A empresa PIRIRI consumiu R$ 1.000 em energia elétrica durante o mês de abril. No mesmo</p><p>mês a PIRIRI conseguiu realizar vendas no valor total de R$ 20.000 sendo R$ 15.000 para a sua cidade e R$</p><p>5.000 para a Inglaterra. Com isso, verificou que exportou 25% do total de suas vendas (R$ 5.000 / R$ 20.000</p><p>= 25%). Como a alíquota interna de seu Estado era de 20% para energia elétrica, se creditou de R$ 50 (R$</p><p>1.000 x 25% x 20%). Repare que ele não se creditou do valor total de ICMS, mas sim de apenas 25%, valor</p><p>proporcional às suas exportações.</p><p>IV – somente dará direito a crédito o recebimento de serviços de comunicação utilizados</p><p>pelo estabelecimento:</p><p>a) ao qual tenham sido prestados na execução de serviços da mesma natureza;</p><p>b) quando sua utilização resultar em operação de saída ou prestação para o exterior, na</p><p>proporção desta sobre as saídas ou prestações totais;</p><p>c) a partir de 1º de janeiro de 2033 nas demais hipóteses.</p><p>O tratamento dado aos serviços de comunicação é bem parecido com o do crédito para a energia elétrica. A</p><p>partir de 2033 será devido o crédito independentemente de qualquer outro fator. Hoje, só é possível o</p><p>crédito se for realizado na utilização de uma nova prestação de serviço (revenda) ou quando o serviço for</p><p>utilizado para realizar exportações, sendo o cálculo realizado de maneira proporcional da mesma forma que</p><p>o demonstrado no exemplo anterior.</p><p>2.2 Creditamento de Ativo Permanente</p><p>III - somente darão direito de crédito as mercadorias destinadas ao ativo permanente do</p><p>estabelecimento, nele entradas a partir da data da entrada desta Lei Complementar em</p><p>vigor.</p><p>Com o intuito de incentivar o setor produtivo, a lei Kandir trouxe a possibilidade de haver creditamento de</p><p>operações com a aquisição de material para o ativo permanente, porém impôs algumas regras. Vejamos:</p><p>§ 5º Para efeito do disposto no caput deste artigo, relativamente aos créditos decorrentes</p><p>de entrada de mercadorias no estabelecimento destinadas ao ativo permanente, deverá</p><p>ser observado:</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>23</p><p>I – a apropriação será feita à razão de um quarenta e oito avos por mês, devendo a primeira</p><p>fração ser apropriada no mês em que ocorrer a entrada no estabelecimento;</p><p>II – em cada período de apuração do imposto, não será admitido o creditamento de que</p><p>trata o inciso I, em relação à proporção das operações de saídas ou prestações isentas ou</p><p>não tributadas sobre o total das operações de saídas ou prestações efetuadas no mesmo</p><p>período;</p><p>III – para aplicação do disposto nos incisos I e II deste parágrafo, o montante</p><p>do crédito a</p><p>ser apropriado será obtido multiplicando-se o valor total do respectivo crédito pelo fator</p><p>igual a 1/48 (um quarenta e oito avos) da relação entre o valor das operações de saídas e</p><p>prestações tributadas e o total das operações de saídas e prestações do período,</p><p>equiparando-se às tributadas, para fins deste inciso, as saídas e prestações com destino</p><p>ao exterior ou as saídas de papel destinado à impressão de livros, jornais e periódicos;</p><p>Demonstrarei como fazer os cálculos para se chegar ao valor a ser creditado na aquisição de ativo</p><p>permanente. Para isso devemos ter em mente a seguinte fórmula:</p><p>Repare que, apesar de a exportação e as operações com papéis destinados à impressão de livros, jornais e</p><p>periódicos serem imunes (não tributadas), são consideradas para efeitos do crédito do ativo permanente.</p><p>Exemplo 86) A empresa CAVERNOSA, fabricante do ramo de calçados localizada em Alagoas, adquiriu em 01</p><p>de maio (em uma operação interna) uma máquina para realizar a cola da sola dos seus sapatos por R$</p><p>200.000. Supondo uma alíquota de 18%, o ICMS destacado na nota fiscal foi de R$ 36.000. No referido mês</p><p>a CAVERNOSA obteve os seguintes números:</p><p>- Vendas tributadas dentro do país: R$ 400.000;</p><p>- Vendas não tributadas dentro do país: R$ 250.000;</p><p>- Vendas para o exterior: R$ 350.000;</p><p>- Valor total de vendas: R$ 1.000.000.</p><p>Aplicando-se a fórmula que expus temos:</p><p>Crédito AP = 36.000 x 1/48 x (400.000 + 350.000)/(1.000.000)</p><p>𝐶𝑟é𝑑𝑖𝑡𝑜 𝐴𝑃 = 𝐼𝐶𝑀𝑆 𝑥 1 48⁄ 𝑥 ( 𝑂𝑝. 𝑡𝑟𝑖𝑏𝑢𝑡𝑎𝑑𝑎𝑠 + 𝐸𝑥𝑝𝑜𝑟𝑡𝑎çã𝑜 + 𝑃𝑎𝑝𝑒𝑙 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑎𝑠 𝑆𝑎í𝑑𝑎𝑠 )</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>24</p><p>Crédito AP = R$ 562,50.</p><p>Desta forma, a empresa poderá se creditar no mês de maio de R$ 562,50 referente à aquisição do ativo fixo.</p><p>IV – o quociente de um quarenta e oito avos será proporcionalmente aumentado ou</p><p>diminuído, pro rata die, caso o período de apuração seja superior ou inferior a um mês;</p><p>Normalmente a apuração do ICMS (confrontamento entre débitos e créditos) se dá mensalmente.</p><p>Entretanto, em algumas situações o contribuinte deve realizar, por força legal, apurações bimestrais ou</p><p>então quinzenais do ICMS. Nada mais justo que, para ele, a regra seja diferente.</p><p>Exemplo 87) A empresa ZICO que, por força de lei, apura o ICMS bimestralmente, adquiriu em 01 de maio</p><p>(em uma operação interna) uma máquina para realizar o fechamento de garrafas por R$ 200.000. Supondo</p><p>uma alíquota de 18%, o ICMS destacado na nota fiscal foi de R$ 36.000. No referido bimestre a empresa</p><p>obteve os seguintes números:</p><p>- Vendas tributadas dentro do país: R$ 400.000;</p><p>- Vendas não tributadas dentro do país: R$ 250.000;</p><p>- Vendas para o exterior: R$ 350.000;</p><p>- Valor total de vendas: R$ 1.000.000.</p><p>Como a empresa apura o ICMS de maneira bimestral, ela terá apenas 24 bimestres para se creditar (para</p><p>completar 4 anos) e não 48 meses conforme previsto na fórmula da regra geral. Assim, adaptando-se a</p><p>fórmula que expus temos:</p><p>Crédito AP = 36.000 x 1/24 x (400.000 + 350.000)/(1.000.000)</p><p>Crédito AP = R$ 1.125,00.</p><p>Desta forma, a empresa poderá se creditar no bimestre de R$ 1.125,00 referente à aquisição do ativo fixo.</p><p>De forma análoga, caso a empresa apurasse o ICMS quinzenalmente, teria 96 apurações até completar 4</p><p>anos (período autorizado pela lei Kandir para o creditamento.</p><p>Assim, teríamos a seguinte fórmula:</p><p>Crédito AP = 36.000 x 1/96 x (400.000 + 350.000)/ (1.000.000)</p><p>Crédito AP = R$ 281,25.</p><p>V – na hipótese de alienação dos bens do ativo permanente, antes de decorrido o prazo</p><p>de quatro anos contado da data de sua aquisição, não será admitido, a partir da data da</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>25</p><p>alienação, o creditamento de que trata este parágrafo em relação à fração que</p><p>corresponderia ao restante do quadriênio;</p><p>VII – ao final do quadragésimo oitavo mês contado da data da entrada do bem no</p><p>estabelecimento, o saldo remanescente do crédito será cancelado.</p><p>E se a empresa que vinha se creditando de um ativo imobilizado o vender antes de completar o prazo total</p><p>de creditamento? Ora, é simples: ela deve parar de se creditar!</p><p>Agora suponha que ainda existam créditos após os 48 meses. O que se deve fazer? Cancelá-los. Como assim?</p><p>Exemplo 88) A empresa ZICO adquiriu em uma operação interna uma máquina para realizar a colagem de</p><p>estampas por R$ 200.000. Supondo uma alíquota de 18%, o ICMS destacado na nota fiscal foi de R$ 36.000.</p><p>Durante os 48 meses que a lei permite, realizou o crédito de acordo com a fórmula apresentada. Ocorre que</p><p>48 meses após tal aquisição o crédito total aproveitado, se somado todos os meses, era de R$ 32.000, valor</p><p>inferior ao destacado por ocasião da aquisição (R$ 36.000). Conhecedores da legislação que são, os</p><p>contadores da empresa fizeram o cancelamento dos R$ 4.000 de crédito que não haviam sido utilizados.</p><p>VI – serão objeto de outro lançamento, além do lançamento em conjunto com os demais</p><p>créditos, para efeito da compensação prevista neste artigo e no art. 19, em livro próprio</p><p>ou de outra forma que a legislação determinar, para aplicação do disposto nos incisos I a V</p><p>deste parágrafo;</p><p>Além da apuração normal, determina a lei Kandir que seja feita uma apuração dos créditos específicos do</p><p>ativo permanente. Isso deve ser feito em um livro chamado CIAP (Controle de Crédito do ICMS do Ativo</p><p>Permanente).</p><p>2.3 Vedações ao Crédito</p><p>§ 1º Não dão direito a crédito as entradas de mercadorias ou utilização de serviços</p><p>resultantes de operações ou prestações isentas ou não tributadas, ou que se refiram a</p><p>mercadorias ou serviços alheios à atividade do estabelecimento.</p><p>§ 2º Salvo prova em contrário, presumem-se alheios à atividade do estabelecimento os</p><p>veículos de transporte pessoal.</p><p>Ora, se a mercadoria veio amparada por isenção ou não tributação nem destaque de ICMS ocorreu, não</p><p>podendo dar direito à crédito.</p><p>Ativos que não possuem relação com a produção também não geram direito a crédito. Em regra, os veículos</p><p>de transporte pessoal não fazem parte da atividade operacional da empresa não podendo assim gerar</p><p>crédito de ICMS a ser compensado por esta operação. Uma fábrica que adquire uma Van para buscar seus</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>26</p><p>empregados todo dia em uma estação do metrô e levá-los ao local de trabalho não poderá se creditar do</p><p>ICMS relativo à compra da Van.</p><p>Como exemplo, geram direito a crédito: caminhão adquirido por uma transportadora, máquina para</p><p>produção de calçados adquirida por uma fábrica e máquina de costura para uma empresa de confecção de</p><p>roupas.</p><p>Não geram direito a crédito: aquisição de automóveis para diretores, aquisição de máquina de café para</p><p>empregados e aquisição de computadores para o escritório.</p><p>§ 3º É vedado o crédito relativo a mercadoria entrada no estabelecimento ou a prestação</p><p>de serviços a ele feita:</p><p>I - para integração ou consumo em processo de industrialização ou produção rural,</p><p>quando a saída do produto resultante não for tributada ou estiver isenta do imposto,</p><p>exceto se tratar-se de saída para o exterior;</p><p>II - para comercialização ou prestação de serviço, quando a saída ou a prestação</p><p>subsequente não forem tributadas ou estiverem isentas do imposto, exceto as</p><p>destinadas ao exterior.</p><p>§ 4º Deliberação dos Estados, na forma do art. 28, poderá dispor que não se aplique, no</p><p>todo ou em parte, a vedação prevista no parágrafo anterior.</p><p>Exceto se houver deliberações dos Estados através de Convênio CONFAZ ou se forem destinadas</p><p>para o</p><p>exterior, não se pode aproveitar créditos de mercadorias adquiridas que forem consumidas em processo de</p><p>industrialização ou produção rural cuja saída não gere débito do imposto.</p><p>Tal inciso reforça o dispositivo constitucional que vimos na aula 00. Se a operação subsequente não for</p><p>tributada (isenção, imunidade ou não-incidência), isto é, se não houver cobrança de imposto na operação</p><p>seguinte, não se deve realizar o creditamento e, se por algum motivo ele tenha sido feito, deverá ser anulado</p><p>já que não existe razão para compensar, exceto nas exportações e nos casos expressos em que a legislação</p><p>estadual permitir. Veja (CF, Art. 155, 2º, II):</p><p>II - a isenção ou não-incidência, salvo determinação em contrário da legislação:</p><p>a) não implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações ou</p><p>prestações seguintes;</p><p>b) acarretará a anulação do crédito relativo às operações anteriores;</p><p>Agora vejamos uma outra exceção a essa regra que explicarei com um exemplo:</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>27</p><p>§ 6º Operações tributadas, posteriores a saídas de que trata o § 3º, dão ao estabelecimento</p><p>que as praticar direito a creditar-se do imposto cobrado nas operações anteriores às isentas</p><p>ou não tributadas sempre que a saída isenta ou não tributada seja relativa a:</p><p>I - produtos agropecuários;</p><p>II - quando autorizado em lei estadual, outras mercadorias.</p><p>Exemplo 89) Conforme ilustração abaixo, uma loja vendeu produtos agropecuários por R$ 150 para uma</p><p>fábrica, incidindo ICMS no valor de R$ 15. A fábrica por sua vez vendeu por R$ 200 com isenção para uma</p><p>outra loja, não podendo se creditar dos R$ 15 pois sua operação de saída se deu amparada pela isenção. A</p><p>outra loja então vendeu com tributação de R$ 30 para o Da Rochinha. Em regra, não poderia a loja se creditar</p><p>dos R$ 15 do início da cadeia uma vez que o crédito ocorreu em uma fase anterior e a sua entrada se deu</p><p>por isenção. Entretanto, quis a lei Kandir que, quando se tratar de produtos agropecuários ou quando a lei</p><p>estadual assim autorizar, possa-se “buscar” o crédito de operações anteriores desde que a saída seja</p><p>tributada.</p><p>2.4 Estorno do Crédito</p><p>Art. 21. O sujeito passivo deverá efetuar o estorno do imposto de que se tiver creditado</p><p>sempre que o serviço tomado ou a mercadoria entrada no estabelecimento:</p><p>I - for objeto de saída ou prestação de serviço não tributada ou isenta, sendo esta</p><p>circunstância imprevisível na data da entrada da mercadoria ou da utilização do serviço;</p><p>II - for integrada ou consumida em processo de industrialização, quando a saída do</p><p>produto resultante não for tributada ou estiver isenta do imposto;</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>28</p><p>III - vier a ser utilizada em fim alheio à atividade do estabelecimento;</p><p>IV - vier a perecer, deteriorar-se ou extraviar-se.</p><p>§ 2º Não se estornam créditos referentes a mercadorias e serviços que venham a ser</p><p>objeto de operações ou prestações destinadas ao exterior ou de operações com o papel</p><p>destinado à impressão de livros, jornais e periódicos.</p><p>Existem casos em que não podemos prever que a mercadoria sairá sem tributação, como por exemplo nos</p><p>casos de uma isenção superveniente. Reforçando o dispositivo constitucional do art. 155, 2º, II, b, nesses</p><p>casos deve-se anular o crédito da entrada. O mesmo deve ocorrer caso ela seja utilizada em um processo de</p><p>industrialização ou mesmo na utilização em um fim diverso da atividade do estabelecimento.</p><p>Existem casos ainda em que a mercadoria sequer realiza uma saída posterior. São os casos em que a</p><p>mercadoria se deteriora, estraga, perece ou é perdida, em que o crédito de entrada também deve ser</p><p>estornado.</p><p>Entretanto, a lei Kandir trouxe exceções para a manutenção do crédito. Quando se tratar de exportações ou</p><p>de operações com papéis destinados à impressão de livros, jornais e periódico o crédito é mantido, não</p><p>importando o que ocorrer.</p><p>Exemplo 90) O Supermercado DORUSO decidiu pegar mercadorias de sua prateleira para fazer um churrasco</p><p>de fim de ano para seus funcionários. Os créditos de entrada dessas mercadorias somavam R$ 2.000, que</p><p>foram estornados tendo em vista que foram utilizados em fim alheio à atividade do estabelecimento.</p><p>Exemplo 91) O Supermercado DORUSO adquiriu 500 Kg de arroz para revender. Na entrada, se creditou de</p><p>R$ 3.000. Entretanto, devido à péssima condição de armazenagem toda a mercadoria estragou. Muito</p><p>consternado, o Sr. Ruso, dono do supermercado, jogou toda a mercadoria fora e foi obrigado a estornar o</p><p>crédito que havia aproveitado por ocasião da entrada.</p><p>Exemplo 92) O Supermercado DORUSO adquiriu 500 Kg de feijão para revenda. Na entrada, se creditou de</p><p>R$ 4.000. Logo no dia seguinte foi concedida uma isenção para feijão. Assim, como a venda futura será isenta,</p><p>o Sr. Ruso foi obrigado a estornar o crédito que havia aproveitado por ocasião da entrada.</p><p>2.5 Disposições Gerais</p><p>Art. 23. O direito de crédito, para efeito de compensação com débito do imposto,</p><p>reconhecido ao estabelecimento que tenha recebido as mercadorias ou para o qual</p><p>tenham sido prestados os serviços, está condicionado à idoneidade da documentação e,</p><p>se for o caso, à escrituração nos prazos e condições estabelecidos na legislação.</p><p>Parágrafo único. O direito de utilizar o crédito extingue-se depois de decorridos cinco anos</p><p>contados da data de emissão do documento.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>29</p><p>É um tanto quanto óbvio que só terá direito a crédito se a documentação for idônea. Se diferente fosse,</p><p>qualquer um poderia emitir um documento fiscal inidôneo e se aproveitar dos créditos, não é mesmo?</p><p>O mais importante desses dispositivos é saber que o contribuinte só tem direito de se creditar de um crédito</p><p>destacado em uma nota fiscal até cinco anos contados da data de sua emissão. Repare que não são 5 anos</p><p>da entrada da mercadoria ou da saída da mercadoria: são cinco anos da data de emissão da Nota Fiscal.</p><p>Não deixe o examinador te confundir!</p><p>Pode ainda a lei estabelecer condições e prazos para a escrituração dos créditos tributários.</p><p>Art. 24. A legislação tributária estadual disporá sobre o período de apuração do imposto.</p><p>As obrigações consideram-se vencidas na data em que termina o período de apuração e</p><p>são liquidadas por compensação ou mediante pagamento em dinheiro como disposto</p><p>neste artigo:</p><p>I - as obrigações consideram-se liquidadas por compensação até o montante dos créditos</p><p>escriturados no mesmo período mais o saldo credor de período ou períodos anteriores,</p><p>se for o caso;</p><p>II - se o montante dos débitos do período superar o dos créditos, a diferença será</p><p>liquidada dentro do prazo fixado pelo Estado;</p><p>III - se o montante dos créditos superar os dos débitos, a diferença será transportada para</p><p>o período seguinte.</p><p>Dispositivos simples, porém, de suma importância para o entendimento da sistemática de não</p><p>cumulatividade. Existem 3 resultados possíveis para a apuração do imposto no período determinado pela</p><p>legislação (normalmente mensal):</p><p>1) Crédito superior ao débito: nesses casos acumula-se crédito para o mês seguinte.</p><p>2) Débito superior ao crédito: deverá ser recolhida a diferença aos cofres públicos.</p><p>3) Créditos iguais aos débitos: não há transferência de crédito para mês seguinte e também não há</p><p>imposto a recolher.</p><p>Exemplo 93) A empresa MAYDAY no mês de janeiro apresentou um total de débitos de ICMS no valor de R$</p><p>15.000 e um total de créditos do ICMS no valor de R$ 13.000. A diferença é um débito de R$ 2.000 (R$</p><p>15.000</p><p>– R$ 13.000) que deverá ser recolhido no prazo disposto pela legislação estadual.</p><p>Débito Crédito</p><p>R$ 15.000 R$ 13.000</p><p>15.000 – 13.000 =</p><p>R$ 2.000 (Saldo devedor)</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>30</p><p>Exemplo 94) A empresa MAYDAY no mês de fevereiro apresentou um total de débitos de ICMS no valor de</p><p>R$ 20.000 e um total de créditos no valor de R$ 23.000. A diferença é um crédito de R$ 3.000 (R$ 23.000 –</p><p>R$ 20.000) que deverá ser repassado para o mês subsequente.</p><p>Débito Crédito</p><p>R$ 20.000 R$ 23.000</p><p>23.000 - 20.000 =</p><p>R$ 3.000 (Saldo credor)</p><p>Exemplo 95) A empresa MAYDAY no mês de março apresentou um total de débitos de ICMS no valor de R$</p><p>33.000 e um total de créditos do ICMS no valor de R$ 30.000. Deve-se somar a esse crédito do mês o valor</p><p>referente ao saldo credor que foi passado do mês de fevereiro (R$ 3.000). Assim, tem-se um total de débitos</p><p>de R$ 33.000 e um total de créditos de igual valor (R$ 30.000 do mês + R$ 3.000 de saldo do mês anterior).</p><p>Como o débito é igual ao crédito não há transferência de crédito para mês seguinte e tampouco há imposto</p><p>a recolher.</p><p>Débito Crédito</p><p>R$ 33.000 Saldo credor anterior =</p><p>R$ 3.000</p><p>- R$ 30.000</p><p>R$ 33.000 – R$ 3.000 - 30.000= 0</p><p>Art. 25. Para efeito de aplicação do disposto no art. 24, os débitos e créditos devem ser</p><p>apurados em cada estabelecimento, compensando-se os saldos credores e devedores</p><p>entre os estabelecimentos do mesmo sujeito passivo localizados no Estado.</p><p>Sabemos do Direito Tributário que cada estabelecimento é autônomo. Por isso a apuração do débito x</p><p>crédito deverá ser, em regra, realizada de maneira individualizada. No caso de uma filial A ter apurado crédito</p><p>de R$ 500 e uma filial B ter apurado débito de R$ 500, eles podem se compensar se estiverem localizados</p><p>dentro do mesmo Estado.</p><p>Exemplo 96) A empresa MAYDAY possui duas filiais na mesma cidade. No mês de abril apresentou um total</p><p>de débitos e créditos de ICMS conforme a seguir:</p><p>-Matriz: débitos de R$ 40.000 e créditos de R$ 30.000 = Saldo devedor de R$ 10.000.</p><p>-Filial A: débitos de R$ 40.000 e créditos de R$ 25.000 = Saldo devedor de R$ 15.000.</p><p>-Filial B: débitos de R$ 30.000 e créditos de R$ 45.000 = Saldo credor de R$ 15.000.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>31</p><p>Assim, após ter apurado o ICMS estabelecimento por estabelecimento verificou que deveria recolher a título</p><p>de ICMS apenas R$ 10.000 pois possuía um saldo devedor de R$ 25.000 (R$ 10.000 da matriz e R$ 15.000 da</p><p>filial A) e um saldo credor de R$ 15.000 da filial B. R$ 25.000 – R$ 15.000 = R$ 10.000 devedor (débitos).</p><p>§ 1º Saldos credores acumulados a partir da data de publicação desta Lei Complementar</p><p>por estabelecimentos que realizem operações e prestações de que tratam o inciso II do</p><p>art. 3º e seu parágrafo único podem ser, na proporção que estas saídas representem do</p><p>total das saídas realizadas pelo estabelecimento:</p><p>I - imputados pelo sujeito passivo a qualquer estabelecimento seu no Estado;</p><p>II - havendo saldo remanescente, transferidos pelo sujeito passivo a outros contribuintes</p><p>do mesmo Estado, mediante a emissão pela autoridade competente de documento que</p><p>reconheça o crédito.</p><p>§ 2º Lei estadual poderá, nos demais casos de saldos credores acumulados a partir da</p><p>vigência desta Lei Complementar, permitir que:</p><p>I - sejam imputados pelo sujeito passivo a qualquer estabelecimento seu no Estado;</p><p>II - sejam transferidos, nas condições que definir, a outros contribuintes do mesmo</p><p>Estado.</p><p>Você lembra que os créditos decorrentes de exportação não precisam ser estornados? Mas de que adiantaria</p><p>uma empresa exportadora ficar acumulando crédito indefinidamente se não os pode utilizar? Repare no</p><p>inciso I que os saldos credores acumulados de exportadores podem ser transferidos a qualquer</p><p>estabelecimento da empresa do Estado. Já o inciso II do parágrafo primeiro traz a possibilidade de o</p><p>exportador transferir créditos para outros contribuintes mediante o reconhecimento do crédito pelo Fisco.</p><p>Exemplo 97) A empresa exportadora RAGNAR, localizada em Arapiraca-AL, adquiriu R$ 200.000 de roupas</p><p>de empresa localizada em Maceió-AL. Em maio exportou toda essa mercadoria por R$ 500.000 para a</p><p>Noruega. Por ocasião da aquisição creditou-se de R$ 36.000 (18% de alíquota interna hipotética x R$</p><p>200.000). Terminado o mês verificou que sua filial possuía um débito contabilizado no mesmo mês de R$</p><p>20.000 e por isso realizou a transferência de parte de seu saldo credor para a filial. Como ainda sobraram R$</p><p>16.000 de crédito, negociou e transferiu para a empresa VIK, localizada em Novo Lino-AL.</p><p>Art. 26. Em substituição ao regime de apuração mencionado nos arts. 24 e 25, a lei estadual</p><p>poderá estabelecer:</p><p>I - que o cotejo entre créditos e débitos se faça por mercadoria ou serviço dentro de</p><p>determinado período;</p><p>II - que o cotejo entre créditos e débitos se faça por mercadoria ou serviço em cada</p><p>operação;</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>32</p><p>III - que, em função do porte ou da atividade do estabelecimento, o imposto seja pago em</p><p>parcelas periódicas e calculado por estimativa, para um determinado período, assegurado</p><p>ao sujeito passivo o direito de impugná-la e instaurar processo contraditório.</p><p>§ 1º Na hipótese do inciso III, ao fim do período, será feito o ajuste com base na</p><p>escrituração regular do contribuinte, que pagará a diferença apurada, se positiva; caso</p><p>contrário, a diferença será compensada com o pagamento referente ao período ou</p><p>períodos imediatamente seguintes.</p><p>§ 2º A inclusão de estabelecimento no regime de que trata o inciso III não dispensa o sujeito</p><p>passivo do cumprimento de obrigações acessórias.</p><p>Existem situações especiais em que o Fisco pode determinar que a apuração do ICMS (débito x crédito) seja</p><p>realizada de maneira distinta da normal. O usual é que as empresas somem todos os créditos e todos os</p><p>débitos de todas as mercadoria e serviços de um determinado período para achar o resultado. Entretanto,</p><p>prevê a lei Kandir que esse cotejo possa ser realizado segregado por mercadoria ou serviço operação por</p><p>operação ou por um determinado período. Seria algo como se o Fisco afirmasse que todas as madeiras, por</p><p>exemplo, deveriam ter seus créditos e débitos confrontados de forma separada dos demais materiais</p><p>durante um período de um mês. Ou então que se determinasse que as operações com madeira devessem</p><p>ter o cotejo realizado operação por operação.</p><p>Também pode ser realizado uma apuração por estimativa devido ao porte do estabelecimento. Nesses casos</p><p>o contribuinte faz o recolhimento estimado e posteriormente, ao ser realizada a apuração regular, faz o</p><p>acerto. Se a empresa recolher R$ 200 de forma estimada, mas posteriormente apurar que deveria ter</p><p>recolhido R$ 250, deve recolher a diferença. Se a empresa recolher R$ 200 por estimativa, mas</p><p>posteriormente apurar que deveria ter recolhido R$ 120, deve se compensar de R$ 80 no mês posterior.</p><p>Eduardo Da Rocha</p><p>Aula 03</p><p>Concursos da Área Fiscal (Todos Estados) Curso Básico de Legislação Trib. Estadual - 2023</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>33</p><p>3 – Portal das Operações e Prestações Interestaduais</p><p>Com a entrada em vigor da LC 190/22 e consequente inclusão de dispositivos a respeito do DIFAL, o art. 24-</p><p>A determinou a criação de um portal para divulgação de informações necessárias ao cumprimento das</p><p>obrigações tributárias nas operações e prestações interestaduais.</p><p>Art. 24-A. Os Estados</p>

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