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<p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>DIREITO ADMINISTRATIVO</p><p>#MegeExtensivo</p><p>3 TURMA EXTENSIVA PARA</p><p>MAGISTRATURA ESTADUAL</p><p>ª</p><p>Intervenção do Estado no Domínio Econômico.</p><p>(PONTO 17)</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>Sumário</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>CONTEÚDO PROGRAMÁTICO ....................................................................................3</p><p>1. DOUTRINA (RESUMO)..............................................................................................5</p><p>2. LEGISLAÇÃO.......................................................................................................... 21</p><p>3. JURISPRUDÊNCIA ...................................................................................................27</p><p>4. QUESTÕES DE CONCURSOS ..................................................................................30</p><p>4.1 COMENTÁRIOS................................................................................................32</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>CONTEÚDO PROGRAMÁTICO</p><p>(Conforme Edital Mege)</p><p>DIREITO ADMINISTRATIVO</p><p>Intervenção do Estado no Domínio Econômico.</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>17</p><p>Bruno Pinto</p><p>(conteúdo atualizado em 02-03-2019)</p><p>3</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>Concluiremos nosso curso com o estudo da “intervenção do Estado no domínio</p><p>econômico”, tema de baixa frequência em provas da Magistratura Estadual e que, justamente</p><p>por isso, não será muito aprofundado neste material.</p><p>A abordagem do tema é essencialmente cons�tucional (Título VII da Cons�tuição</p><p>Federal), analisando-se as formas de atuação estatal no domínio econômico, direta, por meio da</p><p>execução de a�vidades econômicas, e indireta, através da regulação e norma�zação da</p><p>inicia�va privada de fins lucra�vos, com a fiscalização, incen�vo e planejamento de suas</p><p>a�vidades. Examinar-se-ão, ainda, as hipóteses cons�tucionais de monopólio estatal (art. 177).</p><p>A logís�ca da rodada é a de costume, apenas se ressalvando que, ante sua inexistência</p><p>nos úl�mos certames da Magistratura Estadual, as questões comentadas não foram re�radas da</p><p>seção de Direito Administra�vo, até porque a matéria é mais afeta ao Direito Econômico e até</p><p>mesmo ao Direito Empresarial.</p><p>Ante a ausência da cobrança do ponto em nossas provas-parâmetro, u�lizei questões</p><p>de provas outras para a fixação do conteúdo.</p><p>Aos estudos,</p><p>Professor Bruno Pinto.</p><p>Apresentação</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>4</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>1. DOUTRINA (RESUMO)</p><p>1.1. INTERVENÇÃO DO ESTADO NO DOMÍNIO ECONÔMICO</p><p>Nos termos do art. 170 da Cons�tuição Federal, a ORDEM ECONÔMICA é pautada em</p><p>02 (dois) postulados/fundamentos básicos: a valorização do trabalho humano e a livre</p><p>inicia�va [elementos socioideológicos da Cons�tuição].</p><p>Assim, o exercício da a�vidade econômica não é um direito absoluto, uma vez que o</p><p>texto cons�tucional indica que essa a�vidade, independentemente de quem possa exercê-la,</p><p>deve compa�bilizar-se com tais postulados.</p><p>Ainda de acordo com o aludido disposi�vo cons�tucional, a ordem econômica tem por</p><p>fim/finalidade a existência digna de todos, com base nos ditames da jus�ça social.</p><p>1.1.1. FUNDAMENTOS DA ORDEM ECONÔMICA</p><p>a) Valorização do trabalho humano</p><p>Entre os fundamentos da República Federa�va do Brasil, o art. 1º da CF/88 consignou</p><p>os valores do trabalho (IV). Tal fato revela a preocupação do Cons�tuinte em harmonizar os</p><p>fatores de capital e trabalho, de modo a alcançar os preceitos de jus�ça social, cujo escopo tem</p><p>raízes prote�vas e direcionadas às categorias sociais mais desfavorecidas.</p><p>Nesse sen�do, a valorização do trabalho humano tem ín�ma relação com os valores</p><p>sociais do trabalho e para garan�-los, faz-se necessária a intervenção do Estado na ordem</p><p>econômica e, invariavelmente, nas relações trabalhistas. A propósito, a intervenção estatal é</p><p>notória entre os ar�gos 7º a 11 da CF, estabelecendo detalhado rol de direitos sociais conferidos</p><p>aos trabalhadores.</p><p>Outro aspecto decorrente da valorização do trabalho humano, sobretudo após o</p><p>processo de automação industrial, é a ideia de que o ser humano não é uma mercadoria, sendo</p><p>dotado de valores e necessidades pessoais que devem ser tutelados pelo Estado a um patamar</p><p>mínimo civilizatório e em valorização à dignidade humana.</p><p>b) Liberdade de inicia�va</p><p>Segundo tal fundamento, todas as pessoas têm o direito de ingressar no mercado de</p><p>produção de bens e serviços por sua conta e risco.</p><p>Trata-se, portanto, da liberdade de exploração das a�vidades econômicas sem que o</p><p>Estado as execute sozinho ou concorra com a inicia�va privada. Este é um dos pilares do regime</p><p>(de produção) capitalista, aliás, condizente com o disposto no parágrafo único do ar�go 170 da</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>5</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>ATENÇÃO!</p><p>CF, segundo o qual a todos é assegurado o livre exercício de qualquer a�vidade econômica, sem</p><p>necessidade de autorização de órgãos públicos, à exceção dos casos previstos em lei.</p><p>Tamanha é a importância de assegurar a liberdade de inicia�va no setor privado que</p><p>eventuais atos prejudiciais, sofridos por empresários, em razão da intervenção do Poder</p><p>Público no domínio econômico, são passíveis de reparações indenizatórias, com fundamento</p><p>no art. 37, §6º da CF (responsabilidade obje�va estatal). Por oportuno, registre-se que, segundo</p><p>o STF, “a intervenção estatal na economia possui LIMITES no princípio cons�tucional da</p><p>liberdade de inicia�va e a responsabilidade obje�va do Estado é decorrente da existência de</p><p>dano atribuível à atuação deste” (RE nº 422941-DF, 2ª Turma, Rel. Min. Carlos Velloso).</p><p>Sobre o tema, vale ainda destacar o seguinte julgado do STF:</p><p>A defesa da livre concorrência é impera�vo de ordem cons�tucional (art. 170, IV) que</p><p>deve harmonizar-se com o princípio da livre inicia�va (art. 170, caput). Lembro que</p><p>"livre inicia�va e livre concorrência, esta como base do chamado livre mercado, não</p><p>coincidem necessariamente. Ou seja, livre concorrência nem sempre conduz à livre</p><p>inicia�va e vice-versa (cf. Farina, Azevedo, Saes: Compe��vidade: Mercado, Estado e</p><p>Organizações, São Paulo, 1997, cap. IV). Daí a necessária presença do Estado</p><p>regulador e fiscalizador, capaz de disciplinar a compe��vidade enquanto fator</p><p>relevante na formação de preços ..." Calixto Salomão Filho, referindo-se à doutrina do</p><p>eminente Min. Eros Grau, adverte que "livre inicia�va não é sinônimo de liberdade</p><p>econômica absoluta (...). O que ocorre é que o princípio da livre inicia�va, inserido no</p><p>caput do art. 170 da CF, nada mais é do que uma cláusula geral cujo conteúdo é</p><p>preenchido pelos incisos do mesmo ar�go. Esses princípios claramente definem a</p><p>liberdade de inicia�va não como uma liberdade anárquica, porém social, e que pode,</p><p>consequentemente, ser limitada”. (AC 1.657 MC, voto do rel. p/ o ac. min. Cezar</p><p>Peluso, j. 27-6-2007, P, DJ de 31-8-2007).</p><p>A noção de liberdade de inicia�va, de certa forma, é antagônica à valorização do trabalho</p><p>humano. Conferir à inicia�va privada a inteira liberdade para a exploração das a�vidades</p><p>humanas, sem qualquer amarra ou entrave social, implicaria elevado risco de precarização do</p><p>trabalho humano, tal como ocorrido no liberalismo do século XIX. Nesse sen�do, o desafio é</p><p>encontrar o ponto de equilíbrio entre os fundamentos da</p><p>cuja</p><p>produção, comercialização e u�lização poderão</p><p>ser autorizadas sob regime de permissão,</p><p>conforme as alíneas b e c do inciso XXIII do caput</p><p>do art. 21 desta Cons�tuição Federal.</p><p>§ 1º A União poderá contratar com empresas</p><p>estatais ou privadas a realização das a�vidades</p><p>previstas nos incisos I a IV deste ar�go</p><p>observadas as condições estabelecidas em lei”.</p><p>Desse modo, a pesquisa e lavra dos minérios e</p><p>minerais nucleares foram excluídas do rol de</p><p>a�vidades que a União pode contratar com</p><p>empresas estatais ou privadas.</p><p>ALTERNATIVA B: INCORRETA.</p><p>Segundo entendimento jurisprudencial, não são</p><p>todas as sociedades de economia mista (SEM) e</p><p>empresas públicas (EP) que estão sujeitas ao</p><p>regime jurídico próprio das empresas privadas,</p><p>mas tão somente aquelas que exploram a</p><p>a�vidade econômica.</p><p>ALTERNATIVA C: INCORRETA.</p><p>Segundo entendimento jur isprudencia l</p><p>dominante, somente é vedada a concessão de</p><p>privilégios fiscais não extensivos às empresas do</p><p>setor privado quando tais entes exploram a</p><p>a�vidade econômica.</p><p>ALTERNATIVA D: CORRETA.</p><p>As microempresas e empresas de pequeno porte</p><p>gozam de tratamento jurídico diferenciado junto</p><p>aos entes federa�vos. Assim dispõe o art. 179 da</p><p>CF:</p><p>“A União, os Estados, o Distrito Federal e os</p><p>Municípios dispensarão às microempresas e às</p><p>empresas de pequeno porte, assim definidas em</p><p>lei, tratamento jurídico diferenciado, visando a</p><p>incen�vá-las pela simplificação de suas</p><p>obrigações administra�vas, tr ibutárias,</p><p>previdenciárias e credi�cias, ou pela eliminação</p><p>ou redução destas por meio de lei”.</p><p>ALTERNATIVA E: INCORRETA A primeira parte da</p><p>asser�va está correta. O erro reside na afirmação</p><p>de que a transferência parcial das mencionadas</p><p>a � v i d a d e s a t e r c e i r o s i n d e p e n d e d e</p><p>consen�mento do poder concedente. Veja a</p><p>literalidade do disposi�vo cons�tucional:</p><p>Art. 176, § 1º “A pesquisa e a lavra de recursos</p><p>minerais e o aproveitamento dos potenciais a que</p><p>se refere o "caput" deste ar�go somente poderão</p><p>ser efetuados mediante autorização ou</p><p>concessão da União, no interesse nacional, por</p><p>brasileiros ou empresa cons�tuída sob as leis</p><p>brasileiras e que tenha sua sede e administração</p><p>no País, na forma da lei, que estabelecerá as</p><p>condições específicas quando essas a�vidades se</p><p>desenvolverem em faixa de fronteira ou terras</p><p>indígenas”.</p><p>2. B</p><p>ALTERNATIVA A – INCORRETA.</p><p>Ocorre intervenção indireta quando o Estado se</p><p>limita a atuar como agente norma�vo e regulador</p><p>da a�vidade econômica, seja mediante direção</p><p>(fixação de um comportamento obrigatório para</p><p>a prá�ca da a�vidade econômica), seja por</p><p>indução (Estado induz certos comportamentos</p><p>econômicos, es�mulando ou deses�mulando</p><p>certas condutas, conforme a polí�ca econômica).</p><p>ALTERNATIVA B – CORRETA.</p><p>Embora tecnicamente não haja menção expressa</p><p>da ANATEL e ANP no texto cons�tucional, e sim,</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>32</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>autor ização para a cr iação de “órgãos</p><p>re g u l a d o re s ” n o s s eto re s e co n ô m i co s</p><p>correspondentes, a banca considerou correta a</p><p>afirma�va de que aquelas possuem previsão</p><p>cons�tucional específica.</p><p>Assim dispõem os ar�gos 21, XI e 177, § 2º, II,</p><p>ambos da CF, os quais se referem à ANATEL e ANP,</p><p>respec�vamente:</p><p>Art. 21. Compete à União: XI - explorar,</p><p>d i retamente ou mediante autor ização,</p><p>concessão ou permissão, os serviços de</p><p>telecomunicações, nos termos da lei, que disporá</p><p>sobre a organização dos serviços, a criação de um</p><p>órgão regulador e outros aspectos ins�tucionais;</p><p>Art. 177. Cons�tuem monopólio da União:</p><p>§ 2º A lei a que se refere o § 1º disporá sobre:</p><p>III - a estrutura e atribuições do órgão regulador</p><p>do monopólio da União.</p><p>ALTERNATIVA C – INCORRETA.</p><p>Não obstante o exercício de a�vidade econômica</p><p>em regime de monopólio por empresas estatais,</p><p>estas também se sujeitam à aplicação de</p><p>penalidades decorrentes da fiscalização do órgão</p><p>regulador.</p><p>ALTERNATIVA D – INCORRETA.</p><p>O erro pauta-se na afirmação de que o direito</p><p>norte americano não se submete ao judicial</p><p>rev iew. Nesse sen�do, Leonardo Vizeu</p><p>Figueiredo, ao tratar sobre as agências</p><p>reguladoras, leciona o seguinte:</p><p>"Assim, as agencies que, até então, �nham forte</p><p>independência face aos Poderes Cons�tuídos,</p><p>passaram a ter suas manifestações subme�das</p><p>ao judicial review, limitando-se a amplitude da</p><p>discricionariedade administra�va e técnica de</p><p>seus atos."</p><p>ALTERNATIVA E – INCORRETA.</p><p>A asser�va tentou confundir o candidato ao</p><p>misturar ins�tutos e seus respec�vos conceitos.</p><p>Quando o Estado atua como agente norma�vo e</p><p>regulador, mediante fiscalização, incen�vo e</p><p>planejamento dos setores econômicos está</p><p>atuando por meio da intervenção indireta na</p><p>ordem econômica. Já a autorregulação,</p><p>posicionamento econômico �pico de Estados</p><p>Liberais, pauta-se na ideia de deixar a</p><p>norma�zação, fiscalização e fomento a cargo da</p><p>própria a�vidade econômica (sem interferência</p><p>do Estado).</p><p>3. D</p><p>A asser�va cobrou a literalidade da Lei Delegada</p><p>nº 4/1962.</p><p>ALTERNATIVA A – CORRETA.</p><p>Art. 11 Fica sujeito à multa de 150 a 200.000</p><p>Unidades Fiscais de Referência - UFIR, vigente na</p><p>data da infração, sem prejuízo das sanções penais</p><p>que couberem na forma da lei, aquele que: b)</p><p>sonegar gêneros ou mercadorias, recusar vendê-</p><p>los ou os re�ver para fins de especulação.</p><p>ALTERNATIVA B – CORRETA.</p><p>Art. 2º A intervenção consis�rá: I - na compra,</p><p>armazenamento, distribuição e venda de: d)</p><p>tecidos e calçados de uso popular;</p><p>ALTERNATIVA C – CORRETA.</p><p>Art. 6º Para o controle do abastecimento de</p><p>mercadorias ou serviços e fixação de preços, são</p><p>os órgãos incumbidos da aplicação desta lei,</p><p>autorizados a: III - tabelar os preços máximos de</p><p>mercadorias e serviços essenciais em relação aos</p><p>revendedores.</p><p>ALTERNATIVA D – INCORRETA.</p><p>Art. 2º. (...) § 2º Não podem ser objeto de</p><p>desapropriação, com amparo nesta lei, animais</p><p>de serviço ou des�nados à reprodução.</p><p>ALTERNATIVA E – CORRETA.</p><p>Art. 6º Para o controle do abastecimento de</p><p>mercadorias ou serviços e fixação de preços, são</p><p>os órgãos incumbidos da aplicação desta lei,</p><p>autorizados a: V - estabelecer o racionamento</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>33</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>dos serviços essenciais e dos bens mencionados</p><p>no art. 2º, inciso I, desta lei, em casos de guerra,</p><p>calamidade ou necessidade pública.</p><p>4. B</p><p>É preciso ter em mente o teor do ar�go 177 da CF.</p><p>Lembrar que dos cinco �pos de monopólio da</p><p>União quatro referem-se a petróleo ou derivados.</p><p>Existe somente um �po de transporte, qual seja,</p><p>marí�mo. Ademais, minérios e minerais</p><p>nucleares, bem como derivados, também são</p><p>o b j e t o d e m o n o p ó l i o , a e xc e ç ã o d o s</p><p>radioisótopos, cuja produção, comercialização e</p><p>u�lização poderão ser autorizadas mediante</p><p>regime de permissão.</p><p>Art. 177. Cons�tuem monopólio da União:</p><p>I - a pesquisa e a lavra das jazidas de petróleo e gás</p><p>natural e outros hidrocarbonetos fluidos;</p><p>II - a refinação do petróleo nacional ou</p><p>estrangeiro;</p><p>III - a importação e exportação dos produtos e</p><p>derivados básicos resultantes das a�vidades</p><p>previstas nos incisos anteriores;</p><p>IV - o transporte marí�mo do petróleo bruto de</p><p>origem nacional ou de derivados básicos de</p><p>petróleo produzidos no País, bem assim o</p><p>transporte, por meio de conduto, de petróleo bruto,</p><p>seus derivados e gás natural de qualquer origem;</p><p>V - a pesquisa, a lavra, o enriquecimento, o</p><p>reprocessamento, a industrialização e o comércio</p><p>de minérios e minerais nucleares e seus</p><p>derivados, com exceção dos radioisótopos cuja</p><p>produção, comercialização e u�lização poderão</p><p>ser autorizadas</p><p>sob regime de permissão,</p><p>conforme as alíneas b e c do inciso XXIII do caput</p><p>do art. 21 desta Cons�tuição Federal.</p><p>ALTERNATIVA A – INCORRETA.</p><p>Note que não há monopólio sobre recursos minerais</p><p>do solo e subsolo. Tratam-se de bens da União (art.</p><p>20, XI da CF) e podem ser explorados mediante</p><p>autorização ou concessão (art. 176, § 1º da CF).</p><p>ALTERNATIVA B – CORRETA.</p><p>Asser�va pode ser respondida a par�r da simples</p><p>leitura do art. 177, II da CF, conforme exposto</p><p>acima.</p><p>ALTERNATIVA C – INCORRETA.</p><p>Importante observar que cons�tui monopólio da</p><p>União o transporte marí�mo de petróleo bruto, e</p><p>não refinado.</p><p>ALTERNATIVA D – INCORRETA.</p><p>Os radioisótopos são ressalvados das hipóteses</p><p>de monopólio da União (art. 177, V da CF), cuja</p><p>produção comercialização e u�lização poderão</p><p>ser autorizadas sob regime de permissão (art. 21,</p><p>XXIII, alíneas “b” e “c” da CF).</p><p>ALTERNATIVA E – INCORRETA. I</p><p>mportação e exportação de riquezas minerais</p><p>não tem previsão no ar�go 177. Note que o inciso</p><p>III dispõe “sobre produtos e derivados básicos</p><p>resultantes das a�vidades previstas nos incisos</p><p>anteriores”, isto é, petróleo e gás.</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>34</p><p>República e a liberdade de inicia�va,</p><p>estabelecendo polí�cas de restrições e condicionamentos a esta úl�ma, a fim de assegurar a</p><p>efe�va jus�ça social sem prejudicar a liberdade de livre busca de mercados e o crescimento</p><p>econômico do país.�</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>6</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>1.1.2. PRINCÍPIOS DA ORDEM ECONÔMICA</p><p>Além de fundamentos, a Cons�tuição também contemplou princípios norteadores da</p><p>ordem econômica do país.</p><p>O primeiro princípio elencado no art. 170 da CF/88 é o da soberania nacional, segundo</p><p>o qual a ordem econômica não pode se desenvolver de modo a colocar em risco a soberania</p><p>nacional, considerando os variados interesses internacionais.</p><p>Destacam-se, ainda, os princípios da propriedade privada e função social da</p><p>propriedade; da livre concorrência; da defesa do consumidor e do meio ambiente; da redução</p><p>das desigualdades sociais; da busca do pleno emprego; e do tratamento favorecido para as</p><p>empresas de pequeno porte.</p><p>Transcreve-se abaixo a literalidade do texto cons�tucional:</p><p>Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre</p><p>inicia�va, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da</p><p>jus�ça social, observados os seguintes princípios:</p><p>I - soberania nacional;</p><p>II - propriedade privada;</p><p>III - função social da propriedade;</p><p>IV - livre concorrência;</p><p>V - defesa do consumidor;</p><p>VI - defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o</p><p>impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de elaboração e</p><p>prestação;</p><p>VII - redução das desigualdades regionais e sociais;</p><p>VIII - busca do pleno emprego;</p><p>IX - tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte cons�tuídas sob as leis</p><p>brasileiras e que tenham sua sede e administração no País.</p><p>Parágrafo único. É assegurado a todos o livre exercício de qualquer a�vidade</p><p>econômica, independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo nos casos</p><p>previstos em lei.</p><p>1.1.3. MODALIDADES DE INTERVENÇÃO DO ESTADO NA ECONOMIA</p><p>1.1.3.1 Natureza da Atuação</p><p>Segundo classificação adotada por José dos Santos Carvalho Filho, o Estado figura de</p><p>duas formas na ordem econômica:</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>7</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>ATENÇÃO!</p><p>1) Estado Regulador: a intervenção estatal dá-se mediante imposições norma�vas</p><p>des�nadas, sobretudo, aos par�culares, bem como instrumentos jurídicos</p><p>preven�vos e repressivos visando a coibir eventuais condutas abusivas. Cuida da</p><p>regulação da a�vidade econômica por meio do tabelamento de preços, controle do</p><p>abastecimento, repressão ao abuso do poder econômico, entre outras medidas. A</p><p>noção de “Estado Regulador” do autor abrange todas as formas consagradas de</p><p>intervenção indireta do Estado: norma�zação, fiscalização (polícia), incen�vo</p><p>(fomento) e planejamento.</p><p>2) Estado Executor: além de regular a�vidades econômicas, o Poder Público também</p><p>atua exercendo-as, isto é, explorando a�vidades econômicas, em observância aos</p><p>limites estabelecidos no texto cons�tucional, a fim de preservar o princípio da</p><p>liberdade de inicia�va.</p><p>José dos Santos Carvalho Filho destaca que a atuação estatal regulatória opera-se sem</p><p>intermediações, pois as normas e instrumentos repressivos se originam diretamente do Estado.</p><p>Assim, aponta que a função do Estado-Regulador caracteriza intervenção direta no domínio</p><p>econômico. Contudo, neste ponto, destaca-se que a maioria da doutrina entende que a</p><p>intervenção direta do Estado ocorre quando ele atua na execução/exploração da a�vidade</p><p>econômica, o que acontece, em regra, por meio das empresas estatais (o que o referido autor</p><p>entende que seria caso de intervenção indireta, por não ser executada diretamente pelos entes</p><p>federa�vos e sim por entes da Administração Indireta). Ressalta-se, portanto, que, neste ponto a</p><p>doutrina do professor José dos Santos Carvalho Filho é minoritária e não deve ser seguida para</p><p>fins de concurso. No entanto, a classificação do referido autor em Estado Regulador e Estado</p><p>Executor ora apresentada é bastante difundida na doutrina.</p><p>Corroborando o entendimento destacado no quadro acima no tocante à classificação</p><p>da intervenção do Estado de forma direta e indireta, em razão da sua didá�ca, transcreve-se</p><p>abaixo um trecho da ADI 1923, que inclusive aponta o entendimento do STF sobre o tema:</p><p>Com efeito, e como ensina Floriano Azevedo Marques Neto, a intervenção do Estado</p><p>no domínio econômico e social pode ocorrer de forma direta ou indireta: enquanto</p><p>na primeira hipótese cabe ao aparelho estatal a disponibilização de u�lidades</p><p>materiais aos beneficiários, na segunda hipótese o Estado faz uso de seu</p><p>instrumental jurídico para es�mular que os próprios par�culares executem</p><p>a�vidades de interesses públicos, seja através da regulação, com coerci�vidade, seja</p><p>através do fomento, fazendo uso de incen�vos e es�mulos a comportamentos</p><p>voluntários, nos seguintes termos: “O fato é que podemos dis�nguir, com finalidade</p><p>muito mais didá�ca que doutrinária, o intervencionismo estatal direito do indireto.</p><p>Por óbvio que a intervenção clássica do Estado (produção de u�lidades públicas)</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>8</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>sempre se deu de forma direta. Desde o momento em que se abandonou a perspec�va</p><p>liberal do Estado Gendarme �vemos a atuação dos próprios entes estatais no domínio</p><p>econômico. Cuidou-se, é bom frisar, de uma necessidade do próprio desenvolvimento</p><p>capitalista, num momento em que o incensado mercado não dispunha nem de</p><p>capacidade financeira, nem de escala organizacional para prover infra-estrutura, bens</p><p>ou serviços essenciais para o avanço das condições de acumulação capitalista. É neste</p><p>contexto que os serviços de geração e distribuição de energia, a estruturação de toda a</p><p>plataforma de telecomunicações, o saneamento básico, a rede de transportes e mesmo</p><p>os setores de capital intensivo (como petróleo e siderurgia) são assumidos pelo Estado.</p><p>Porém, paralelamente a este intervencionismo direto, podemos iden�ficar outra</p><p>ordem de intervencionismo estatal no domínio econômico, que designaríamos de</p><p>intervencionismo indireto. Trata-se, aqui, não mais da assunção pelo Estado da</p><p>a�vidade econômica em si, mas de sua concreta atuação no fomento, na</p><p>regulamentação, no monitoramento, na mediação, na fiscalização, no planejamento,</p><p>na ordenação da economia. Enfim, cuida-se da atuação estatal fortemente influente</p><p>(por indução ou coerção) da ação dos atores privados atuantes num dado segmento da</p><p>economia (MARQUES NETO, Floriano Azevedo. A nova regulação estatal e as agências</p><p>independentes, In: Direito administra�vo econômico, (coord.) Carlos Ari Sundfeld, São</p><p>Paulo: Ed. Malheiros, 2006, p. 74).</p><p>Resumindo:</p><p>· Intervenção Direta: o Estado atua na execução/exploração da a�vidade econômica,</p><p>normalmente através das empresas estatais;</p><p>· Intervenção Indireta: o Estado atua na norma�zação, fiscalização, fomento e</p><p>planejamento da inicia�va privada de fins econômicos (“Estado Regulador”).</p><p>1.1.4. ESTADO REGULADOR</p><p>1.1.4.1. Competências</p><p>No atual sistema de par�lha cons�tucional de atribuições, pertence à União Federal a</p><p>maior parte da competência para atuação do Estado-Regulador. No plano da competência</p><p>administra�va privada, o art. 21 da CF/88 estabelece várias atribuições da União indica�vas da</p><p>forma de atuação estatal (incisos VIII e IX a XII). O mesmo ocorre no tocante à competência</p><p>legisla�va priva�va da União, mediante o disposto no art. 22 do diploma cons�tucional (incisos</p><p>VIII, IX, XII e XIX).</p><p>Nesse sen�do,</p><p>destaca-se o importante papel das agências reguladoras no exercício</p><p>da regulação do setor econômico. Tais autarquias (de regime especial), ins�tuídas</p><p>especialmente para tal fim, também regulam serviços privados e serviços públicos delegados a</p><p>empresas privadas. Todos os entes federa�vos podem criar suas próprias agências reguladoras</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>9</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>ATENÇÃO!</p><p>obje�vando a controlar/fiscalizar as a�vidades de sua competência cons�tucional (art. 24, I, V e</p><p>VI c/c §§ 1º e 2º da CF/88).</p><p>Outrossim, o art. 24 da Cons�tuição atribui competência legisla�va concorrente aos</p><p>entes federa�vos para tratar acerca de Direito Econômico e Financeiro, produção e consumo e</p><p>proteção do meio ambiente.</p><p>Nesta perspec�va, o STF já reconheceu a cons�tucionalidade de lei estadual que</p><p>garante meia entrada aos doadores regulares de sangue nos locais públicos de cultura, esporte</p><p>e lazer. Destaca-se a seguir a ementa da decisão:</p><p>1. É certo que a ordem econômica na Cons�tuição de 1988 define opção por um</p><p>sistema no qual joga um papel primordial a livre inicia�va. Essa circunstância não</p><p>legi�ma, no entanto, a asser�va de que o Estado só intervirá na economia em</p><p>situações excepcionais. Muito ao contrário. 2. Mais do que simples instrumento de</p><p>governo, a nossa Cons�tuição enuncia diretrizes, programas e fins a serem realizados</p><p>pelo Estado e pela sociedade. Postula um plano de ação global norma�vo para o</p><p>Estado e para a sociedade, informado pelos preceitos veiculados pelos seus ar�gos 1º,</p><p>3º e 170. 3. A livre inicia�va é expressão de liberdade �tulada não apenas pela</p><p>empresa, mas também pelo trabalho. Por isso a Cons�tuição, ao contemplá-la, cogita</p><p>também da "inicia�va do Estado"; não a privilegia, portanto, como bem per�nente</p><p>apenas à empresa. 4. A Cons�tuição do Brasil em seu ar�go 199, § 4º, veda todo �po</p><p>de comercialização de sangue, entretanto estabelece que a lei infracons�tucional</p><p>disporá sobre as condições e requisitos que facilitem a coleta de sangue. 5. O ato</p><p>norma�vo estadual não determina recompensa financeira à doação ou es�mula a</p><p>comercialização de sangue. 6. Na composição entre o princípio da livre inicia�va e o</p><p>direito à vida há de ser preservado o interesse da cole�vidade, interesse público</p><p>primário. 7. Ação direta de incons�tucionalidade julgada improcedente. (ADI 3.512,</p><p>Rel. Min. Eros Grau, Pleno, j. 15-2-2006, P, DJ de 23-6-2006).</p><p>Por fim, o art. 23 da Carta Magna atribui a todos os entes a proteção ao meio ambiente,</p><p>o fomento à produção agropecuária, a organização do abastecimento alimentar, bem como o</p><p>combate às causas da pobreza e promoção e integração social dos segmentos hipossuficientes.</p><p>É essencial a leitura dos arts. 21 a 24 da Cons�tuição Federal.</p><p>Somente haverá mo�vo para promover a regulação de algum setor econômico se</p><p>exis�r uma das chamadas “falhas de mercado”, que são justamente toda situação de</p><p>anormalidade de efeito danoso, potencial ou efe�vo, ao devido processo compe��vo de</p><p>determinado nicho de nossa economia, tendo resultados nega�vos para o bem-estar</p><p>socioeconômico da população. As falhas de mercado podem ocorrer das seguintes maneiras:</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>10</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>a) deficiência na concorrência (concentração): ocorre quando, no respec�vo</p><p>mercado, não há condições favoráveis para existência de uma disputa saudável e</p><p>equilibrada entre os agentes econômicos envolvidos;</p><p>b) deficiência na distribuição de bens essenciais cole�vos: ocorre quando o mercado</p><p>não é capaz de promover o acesso da cole�vidade aos bens essenciais para sa�sfação</p><p>do mínimo existencial, sendo incapaz de garan�r o princípio da dignidade da pessoa</p><p>humana;</p><p>c) externalidades: fatores produzidos pelos agentes que operam no mercado, na</p><p>consecução de suas a�vidades, cujos efeitos se fazem presentes sobre terceiros não</p><p>par�cipantes do respec�vo ciclo econômico (produção, circulação e consumo), indo</p><p>além do respec�vo nicho, tendo forte impacto no meio social. Ex. poluição;</p><p>d) assimetria informa�va: ocorre quando o consumidor e/ou o Estado não possuem</p><p>conhecimentos sobre como o mercado opera, ou detém informações imperfeitas que</p><p>não refletem a realidade material do respec�vo setor econômico, fato que facilita e</p><p>permite a prá�ca de condutas abusivas por parte dos agentes econômicos que nele</p><p>atuam, pra�camente, à revelia do Poder Público. A assimetria informa�va representa</p><p>violação ao princípio da transparência que se traduz na boa-fé econômica, sendo</p><p>principiologicamente vedada pelo Direito;</p><p>e) poderio e desequilíbrio de mercado: é o pré-requisito econômico-financeiro, que</p><p>se traduz na relevância do mercado para a economia nacional, podendo ser avaliado</p><p>por diversos fatores, tais como: o numerário movimentado periodicamente pelo</p><p>respec�vo nicho econômico; a quan�dade de empregos, diretos e indiretos, gerada; a</p><p>produção e circulação de riquezas que refletem diretamente sobre o produto interno</p><p>bruto; aumento de divisas; equilíbrio da balança comercial, bem como sobre a renda</p><p>per capita, entre outros. Não haverá necessidade de regular setores que não tenham</p><p>repercussão relevante para o interesse cole�vo. Além disto, somente haverá</p><p>regulação onde o mercado privado, por si só, não conseguir autorregular-se. Para</p><p>tanto, mister se faz a conjugação de um requisito econômico (falha de mercado) com</p><p>um requisito social (insa�sfação popular) capazes de gerar uma instabilidade nas</p><p>instâncias polí�cas de poderes cons�tuídos.</p><p>Podemos, outrossim, iden�ficar duas formas de regulação dis�ntas:</p><p>1) autorregulação ou regulação privada – decorrente do processo de autocondução</p><p>exercido pelo próprio mercado, que, por si e sem a necessidade de interferências</p><p>externas, demonstra-se capaz de garan�r o respeito aos princípios que norteiam a</p><p>ordem econômica, mormente a livre-inicia�va e a liberdade de concorrência. Via de</p><p>regra, não há intervenção estatal em mercados capazes de se autorregular. Todavia,</p><p>necessário observar que, também na autorregulação, a atuação do Poder Público se</p><p>faz necessária, perfazendo-se de forma preven�va, mediante a análise dos atos</p><p>empresariais dos agentes econômicos por parte das autoridades an�trustes,</p><p>responsáveis pela defesa concorrencial a fim de se garan�r que não haja</p><p>desvirtuamento dos mecanismos de mercado.</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>11</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>ATENÇÃO!</p><p>2) heterorregulação ou regulação pública – é decorrente da necessidade que o Estado</p><p>tem em interferir no mercado para garan�r a observância dos princípios que norteiam a</p><p>ordem econômica, uma vez que o mesmo, por vezes e não raro, revela-se incapaz de</p><p>fazê-lo por si, apresentando falhas (de mercado) que necessitam ser corrigidas. Observe-</p><p>se que não é indispensável que a regulação seja feita por agência reguladora, podendo</p><p>ser feita por qualquer órgão ou en�dade integrante da Administração Pública.</p><p>A fiscalização sobre a a�vidade econômica integra a competência regulatória do Estado.</p><p>São controladas prá�cas dos agentes econômicos frente às normas disciplinadoras do mercado.</p><p>Funções desempenhadas: Fiscalização, incen�vo e planejamento.</p><p>a) Fiscalização:</p><p>· Momento: preven�va e repressivamente;</p><p>· Conteúdo da norma fiscalizatória: dire�vo;</p><p>· Não se confunde com planejamento, caso contrário teria caráter indica�vo para o</p><p>setor privado;</p><p>· É o fundamento para a atuação das agências reguladoras.</p><p>FISCALIZAÇÃO X PODER DE POLÍCIA ADMINISTRATIVO</p><p>Os doutrinadores</p><p>administra�vistas afirmam que a fiscalização decorrente da intervenção</p><p>indireta é uma forma de manifestação do poder de polícia administra�vo.</p><p>Os doutrinadores de direito econômico, entretanto, buscando ampliar a autonomia da</p><p>matéria, afirmam que os dois ins�tutos não se confundem. A fiscalização teria caracterís�cas</p><p>próprias não presentes no poder de polícia administra�vo.</p><p>b) Incen�vo:</p><p>· Sanção premial;</p><p>· Conteúdo da norma de incen�vo: indutor de comportamento;</p><p>· A adesão pelo par�cular é faculta�va;</p><p>· Podem ser iden�ficados dois momentos:</p><p>§ no primeiro momento, da adesão, é faculta�va (o par�cular adere se quiser);</p><p>§ no segundo momento, da contrapar�da ao bônus recebido, tem caráter vincula�vo (se o</p><p>par�cular se beneficiar do bônus, terá que se submeter ao ônus correspondente).</p><p>§ Exs.: incen�vos fiscais (isenções, imunidades, extrafiscalidade), subvenções sociais,</p><p>subsídios, crédito público a juros baixos.</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>12</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>ATENÇÃO!</p><p>c) Planejamento: é forma de ação estatal, caracterizada pela previsão de</p><p>comportamentos econômicos e sociais futuros, pela formulação explícita de obje�vos e pela</p><p>definição de meios de ação coordenados mediante o qual se procura ordenar o processo</p><p>econômico (mercado).</p><p>De acordo com a parte final do § 5º do art. 173 da CF/88, o planejamento é:</p><p>· Setor público: determinante;</p><p>· Setor privado: faculta�vo.</p><p>1.1.4.2. Repressão ao abuso do poder econômico</p><p>Consiste no conjunto de estratégias adotadas pelo Estado que, mediante intervenção</p><p>na ordem econômica, des�na-se a neutralizar os comportamentos causadores de distorção</p><p>nas condições normais de mercado em razão do acúmulo de riquezas.</p><p>A Cons�tuição Federal é categórica acerca da necessidade de reprimir o abuso</p><p>econômico, ao prever que “a lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação dos</p><p>mercados, à eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros” (art. 173, § 4º, da CF).</p><p>A �tulo exemplifica�vo, o autor José dos Santos Carvalho Filho menciona que o art.</p><p>146-A da CF/88, introduzido pela EC nº 42/2003, é uma �pica atuação interven�va do Estado-</p><p>Regulador ao estabelecer: “lei complementar poderá estabelecer critérios especiais de</p><p>tributação, com o obje�vo de prevenir desequilíbrios da concorrência, sem prejuízo da</p><p>competência de a União, por lei, estabelecer normas de igual obje�vo”.</p><p>Importante destacar que a intervenção estatal na economia, mediante</p><p>regulamentação e regulação de setores econômicos, deve ser feita com respeito aos princípios</p><p>e fundamentos da ordem econômica.</p><p>1.1.4.3. Formas de Abuso de Poder Econômico</p><p>Com base no próprio texto cons�tucional, destacam-se 03 (três) formas pelas quais se</p><p>consuma o abuso do poder econômico (art. 173, § 4º, da CF):</p><p>a) Dominação de mercados: como é cediço, a regularidade do funcionamento do</p><p>mercado depende do equilíbrio entre oferta e procura. Assim, se determinada</p><p>empresa domina o mercado, há consequente desequilíbrio de forças que prejudicam</p><p>os interesses da cole�vidade;</p><p>b) Eliminação da concorrência: derivação do domínio de mercado. É notório que o</p><p>regime de compe�ção é fundamental para o equilíbrio do mercado, cerceando a</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>13</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>imposição de produtos e preços e, assim, protegendo o regime econômico. Inclusive,</p><p>tal ideia está consagrada na súmula 646 do STF: “ofende o princípio da livre</p><p>concorrência lei municipal que impede a instalação de estabelecimentos comerciais</p><p>do mesmo ramo em determinada área”. Com efeito, no referido caso, a restrição</p><p>imposta pelo Município não possui correlação com o interesse público, razão pela qual</p><p>o STF entende incons�tucional tal intervenção;</p><p>c) Aumento arbitrário dos lucros: sempre que a empresa intenta dominar o mercado</p><p>e eliminar o sistema de concorrência, seu obje�vo é auferir lucros desproporcionais e</p><p>arbitrários, em prejuízo ao interesse da cole�vidade. Assim, porque abusiva, tal</p><p>conduta precisa ser reprimida, com veemência, pelo Estado.</p><p>1.1.4.4. Normas e meios repressivos do abuso de poder econômico</p><p>De modo geral, é crescente o volume legisla�vo des�nado a combater condutas</p><p>abusivas na economia e estabelecer as correspondentes sanções aos autores. Entre os vários</p><p>diplomas legais, destaca-se a Lei Federal nº 12.529/2011, que estrutura o Sistema Brasileiro de</p><p>Defesa da Concorrência – SBDC.</p><p>Tal sistema é estruturado em dois órgãos básicos: o Conselho Administra�vo de Defesa</p><p>Econômica – CADE e a Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda.</p><p>O CADE, que possui natureza jurídica de autarquia, é vinculado ao Ministério da Jus�ça</p><p>e divide-se em três órgãos:</p><p>1) Tribunal Administra�vo de Defesa Econômica;</p><p>2) Superintendência-Geral; e</p><p>3) Departamento de Estudos Econômicos.</p><p>No tocante às infrações, a Lei Federal nº 12.529/2011 aplica-se a pessoas �sicas ou</p><p>jurídicas, de direito público ou privado, bem como a associações de en�dades ou pessoas, de</p><p>fato ou de direito, mesmo que sem personalidade jurídica ou de caráter temporário, de modo</p><p>que é prevista a responsabilidade solidária da sociedade e dos dirigentes ou administradores.</p><p>Não aprofundaremos neste ponto, pois, apesar do tópico constar em alguns editais de</p><p>Magistratura Estadual, em especial de concursos a cargo da CESPE/Cebraspe, a Lei Federal nº</p><p>12.529/2011 não costuma ser cobrada, como dissemos, em provas para o cargo de juiz de</p><p>direito, menos ainda na disciplina de Direito Administra�vo. Com mais precisão, o tema quando</p><p>cobrado é exigido na disciplina de direito empresarial. A �tulo ilustra�vo, nas duas úl�mas</p><p>provas do TJ-SP (2017 e 2015 - Vunesp) e do TJ-DFT (2016 e 2015 - Cespe) foi cobrada uma</p><p>questão em cada prova sobre a Lei nº 12.529/2011 na disciplina de Direito Empresarial.</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>14</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>ATENÇÃO!</p><p>1.1.5. ESTADO EXECUTOR</p><p>Conforme visto, além da figura do Estado Regulador (produção de normas, regulação</p><p>de preços, controle de abastecimento, entre outros atos disciplinadores da ordem econômica),</p><p>o Poder Público atua também na condição de Estado Executor.</p><p>Ressalta-se que a figura do Estado Executor não representa a regra. Ao contrário, a</p><p>Cons�tuição estabelece uma série de limites à atuação estatal sob tal condição a fim de</p><p>preservar o princípio da livre inicia�va.</p><p>Mais uma vez, cuidado: invertendo o sen�do da classificação da doutrina e jurisprudência</p><p>nacionais, José dos Santos Carvalho Filho afirma que a exploração da a�vidade econômica</p><p>pode ocorrer de duas formas: 1) exploração direta: quando o Estado atua diretamente; e 2)</p><p>exploração indireta: quando o Estado atua mediante en�dades da Administração Indireta. É</p><p>que, conforme já pontuamos, prevalece o entendimento no sen�do de que, quando o Estado</p><p>executa a�vidades econômicas, ainda que por meio de en�dades da Administração Indireta,</p><p>trata-se de exploração direta da a�vidade econômica; por outro lado, a exploração indireta</p><p>seria quando o Estado atua como agente norma�vo e regulador e, por meio dessas posições,</p><p>exerce uma tríplice função: fiscalizadora, incen�vadora e planejadora (determinante para o</p><p>setor público e indica�va para o setor privado), a teor do que preceitua o art. 174 da CF.</p><p>A regra a�nente à exploração direta de a�vidades econômicas pelo Estado encontra-se</p><p>no art. 173, caput, da CF:</p><p>“ressalvados os casos previstos nesta Cons�tuição, a exploração direta de a�vidade</p><p>econômica pelo Estado só será permi�da quando necessária aos impera�vos da</p><p>segurança nacional ou</p><p>a relevante interesse cole�vo, conforme definidos em lei”.</p><p>Mediante interpretação conjugada dos ar�gos 173, caput e 170, IV e parágrafo único,</p><p>ambos da CF, tem-se que a exploração de a�vidades econômicas cabe, em regra, à inicia�va</p><p>privada. Desse modo, a possibilidade prevista no ar�go 173 da CF/88 há de ser concebida como</p><p>exceção.</p><p>Mesmo quando explora a�vidade econômica, o Estado está atrelado, mediata ou</p><p>imediatamente, à execução de a�vidade que confira bene�cio para a cole�vidade, isto é, em</p><p>observância ao interesse público. Isso porque o Estado, mesmo sob eventual roupagem</p><p>mercan�l de comerciante ou industrial, é um sujeito essencialmente des�nado a perseguir o</p><p>interesse cole�vo.</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>15</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>ATENÇÃO!</p><p>a) O Estado deve evitar se imiscuir nas a�vidades econômicas, tendo em vista, pelas máximas</p><p>de experiência, mostrar-se ineficiente e inapto a alcançar resultados comparáveis àqueles</p><p>ob�dos pela incia�va privada. Nesse sen�do, Celso Ribeiro Bastos e Yves Gandra Mar�ns</p><p>dispõem que “a verdade é que o Estado não consegue submeter suas empresas regidas pelo</p><p>direito privado a uma verdadeira mentalidade empresarial; pelo contrário sempre encontra</p><p>formas de pô-las a serviço dos interesses do poder, e não da cole�vidade”.</p><p>Assim, doutrinadores como José dos Santos Carvalho Filho defendem que o Estado deve</p><p>primar pelo exercício do papel de Estado Regulador, controlador e fiscal, deixando o</p><p>desempenho às empresas da inicia�va privada.</p><p>b) A intervenção direta pode ocorrer de duas formas:</p><p>b.1 Absorção (monopólio): o Estado toma todo um setor econômico para si, explorando em</p><p>prol da cole�vidade (art. 177, CRFB). Ex: monopólio do petróleo. ATENÇÃO! A a�vidade</p><p>exercida pelos Correios é considerada serviço público de prestação exclusiva e obrigatória,</p><p>razão pela qual não se fala em monopólio, e sim em privilégio.</p><p>b.2 Par�cipação: atuação ao lado da inicia�va privada, em regime de concorrência (art. 173).</p><p>Exemplo clássico: Banco do Brasil – a�vidade eminentemente privada.</p><p>1.1.5.1. Pressupostos legi�madores da intervenção direta do Estado na economia</p><p>A CF aponta 03 (três) situações autoriza�vas para o Estado explorar diretamente as</p><p>a�vidades econômicas:</p><p>a) Segurança nacional: Caso a ordem econômica conduzida pelos par�culares enseje</p><p>algum risco à soberania do país, autoriza-se o Estado a intervir no domínio econômico,</p><p>direta ou indiretamente, a fim de restabelecer a paz social. Cumpre assinalar que o</p><p>conceito de segurança nacional é eminentemente polí�co, podendo ser classificado,</p><p>portanto, como conceito jurídico ,delineado;</p><p>b) Interesse cole�vo relevante: novamente deparamo-nos com um conceito jurídico</p><p>indeterminado, porque lhe falta precisão e iden�ficação necessárias à sua</p><p>determinabilidade;</p><p>c) Expresso permissivo cons�tucional (monopólio): o Estado resguarda algumas</p><p>a�vidades econômicas que são por ele exclusivamente realizadas. A jus�fica�va para a</p><p>re�rada dessas a�vidades do domínio econômico é a segurança nacional e o interesse</p><p>cole�vo. O monopólio estatal é autorizado nas áreas de petróleo, gás natural, minérios</p><p>em geral e minerais nucleares.</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>16</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>O conceito de monopólio é eminentemente econômico, traduzindo-se no poder de</p><p>atuar em um mercado como único agente econômico, isto é, significa uma estrutura de</p><p>mercado em que um (monopólio) ou alguns produtores (oligopólio) exerce(m) o controle de</p><p>preços e suprimentos, não sendo possível, por força de obstáculos naturais ou ar�ficiais, a</p><p>entrada de novos concorrentes.</p><p>O monopólio classifica-se em:</p><p>I.�monopólio natural: é aquele decorrente da impossibilidade �sica/fá�ca do exercício</p><p>da mesma a�vidade econômica por parte de mais de um agente, uma vez que a</p><p>maximização de resultados e a plena eficiência aloca�va de recursos somente serão</p><p>alcançadas quando a exploração se der em regime de exclusividade. O monopólio</p><p>natural pode decorrer do direito à exploração patenteada e exclusiva de determinado</p><p>fator de produção, bem como da maior eficiência compe��va de determinado agente</p><p>em face de seus demais compe�dores. Observe que o monopólio natural não é defeso</p><p>pela Cons�tuição, sendo inclusive permi�do pelo legislador infracons�tucional, já que</p><p>não resulta e nem provém de prá�cas abusivas do mercado;</p><p>II.� monopólio convencional: é o decorrente de prá�cas abusivas de agentes</p><p>econômicos, bem como de acordos e contratos estabelecidos por dois ou mais</p><p>agentes, com o fito de eliminar os demais compe�dores, colocando aquela a�vidade</p><p>sob exploração exclusiva por parte de um único agente (monopólio) ou de alguns</p><p>poucos agentes predeterminados (oligopólio). O monopólio convencional é vedado,</p><p>uma vez que nossa ordem econômica estabelece como princípio a defesa da</p><p>concorrência (art. 173, §4º, da CRFB e arts. 20 e 21 da Lei nº 8.884/94);</p><p>III.�monopólio legal: é a exclusividade de exploração de a�vidade econômica estabelecida</p><p>pelo Poder Público para si ou para terceiros, por meio da edição de atos norma�vos.</p><p>Portanto, há monopólio legal quando o Poder Público subtrai dos par�culares certas</p><p>a�vidades econômicas, com o fim de mantê-las sob o controle a exploração do Estado, por</p><p>razões de ordem pública (absorção). Nossa ordem cons�tucional estabelece ser defeso ao</p><p>Estado afastar a inicia�va dos par�culares de qualquer a�vidade econômica, salvo nos</p><p>casos excepcionais previstos no próprio texto cons�tucional. A Cons�tuição, igualmente</p><p>por razões principiológicas, veda que o Estado crie monopólio para terceiros – não é defeso</p><p>ao Estado, porém, a outorga de privilégios a par�culares, como forma de fomento da</p><p>a�vidade econômica, desde que seja feito de forma isonômica;</p><p>IV.�Monopsônio: ocorre quando um único empregador domina toda a demanda</p><p>relevante por mão de obra em determinado local (um único contratante de mão de</p><p>obra), como por exemplo uma grande mineradora em um município do interior de</p><p>Minas Gerais.</p><p>1.1.5.2. Monopólio na Cons�tuição de 1988</p><p>As hipóteses de monopólio estatal encontram-se TAXATIVAMENTE previstas no art.</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>17</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>177 da CF/88, não cabendo ao legislador ordinário ampliá-las, uma vez que a ordem econômica</p><p>brasileira fundamenta-se na livre inicia�va, tendo como princípio regedor a liberdade de</p><p>concorrência. Assim, segundo a doutrina majoritária, somente ao poder cons�tuinte derivado</p><p>reformador cabe a ampliação dos casos de monopólio estatal.</p><p>Atualmente, a Cons�tuição limitou taxa�vamente as hipóteses de intervenção</p><p>econômica do Estado por absorção.</p><p>Com a EC nº 09/95, na área do petróleo, permi�u a contratação por parte da União de</p><p>empresas estatais ou privadas para as a�vidades relacionadas ao abastecimento.</p><p>Essa contratação com empresas estatais ou privadas está disciplinada na Lei Federal nº</p><p>9.478/1997, que, em seu Capítulo V, cuida da exploração e da produção de petróleo, de gás</p><p>natural e de outros hidrocarbonetos fluidos que serão exercidas mediante contratos de</p><p>concessão, precedidos de licitação. Nos termos da Lei mencionada, os contratos de concessão</p><p>deverão prever duas fases, uma de exploração e outra de produção. Deve-se observar também</p><p>que é possível a transferência do contrato de concessão.</p><p>Some-se a isto o fato de que a EC nº 49/06 flexibilizou o monopólio de minérios e</p><p>minerais nucleares para re�rar a exclusividade da União sobre a produção, a comercialização e</p><p>a u�lização de radioisótopos de meia-vida curta, para usos medicinais, agrícolas</p><p>e industriais,</p><p>delegando-a ao par�cular sob regime de permissão.</p><p>Assim, de acordo com o texto cons�tucional vigente, o monopólio da União incide</p><p>basicamente sobre três produtos naturais, a saber:</p><p>I) Petróleo (flexibilizado via EC 09/95);</p><p>II) Gás natural e minério (mineral com valor economicamente agregado); e</p><p>III) Minerais nucleares (flexibilizado via EC 49/06).</p><p>Em razão da sua importância, transcreve-se o art. 177 da Cons�tuição:</p><p>Art. 177. Cons�tuem monopólio da União:</p><p>I - a pesquisa e a lavra das jazidas de petróleo e gás natural e outros hidrocarbonetos</p><p>fluidos;</p><p>II - a refinação do petróleo nacional ou estrangeiro;</p><p>III - a importação e exportação dos produtos e derivados básicos resultantes das</p><p>a�vidades previstas nos incisos anteriores;</p><p>IV - o transporte marí�mo do petróleo bruto de origem nacional ou de derivados</p><p>básicos de petróleo produzidos no País, bem assim o transporte, por meio de conduto,</p><p>de petróleo bruto, seus derivados e gás natural de qualquer origem;</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>18</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>ATENÇÃO 2!</p><p>ATENÇÃO 1!</p><p>V - a pesquisa, a lavra, o enriquecimento, o reprocessamento, a industrialização e o</p><p>comércio de minérios e minerais nucleares e seus derivados, com exceção dos</p><p>radioisótopos cuja produção, comercialização e u�lização poderão ser autorizadas</p><p>sob regime de permissão, conforme as alíneas b e c do inciso XXIII do caput do art. 21</p><p>desta Cons�tuição Federal.</p><p>§ 1º A União poderá contratar com empresas estatais ou privadas a realização das</p><p>a�vidades previstas nos incisos I a IV deste ar�go observadas as condições estabelecidas</p><p>em lei.</p><p>Para Gilberto Bercovici, a natureza jurídica do contrato de concessão da exploração de</p><p>petróleo, assim como o contrato de concessão de lavra mineral, é a de um contrato de</p><p>concessão de uso de exploração de bens públicos indisponíveis, cujo regime jurídico é dis�nto</p><p>em virtude da Cons�tuição e da legislação ordinária.</p><p>O monopólio da União para a pesquisa e a lavra das jazidas de petróleo e gás natural e</p><p>outros hidrocarbonetos fluidos NÃO impede que o domínio do resultado da lavra das jazidas</p><p>de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos possa ser atribuída a terceiros</p><p>pela União. Embora o art. 20, IX, da CF/1988, estabeleça que os recursos minerais, inclusive os</p><p>do subsolo, são bens da União, o art. 176 garante ao concessionário da lavra a propriedade do</p><p>produto de sua exploração. A propriedade dos produtos ou serviços da a�vidade não pode</p><p>ser �da como abrangida pelo monopólio do desenvolvimento de determinadas a�vidades</p><p>econômicas. A propriedade do produto da lavra das jazidas minerais atribuídas ao</p><p>concessionário pelo preceito do art. 176 da Cons�tuição do Brasil é inerente ao modo de</p><p>produção capitalista. (Trechos da ADI 3.273 e ADI 3.366, Rel. p/ o acórdão Min. Eros Grau, j.</p><p>16-3-2005, Pleno, DJ de 2-3-2007).</p><p>1.1.6. FORMAS DE INTERVENÇÃO SEGUNDO CLASSIFICAÇÃO DO MIN. EROS GRAU</p><p>a) Intervenção por par�cipação (art. 173, CF): é a intervenção direta na qual o Estado</p><p>atua em concorrência com a inicia�va privada;</p><p>b) Intervenção por absorção (art. 177, CF): é a intervenção direta na qual o Estado atua</p><p>SEM concorrência com a inicia�va privada, por meio de monopólio;</p><p>c) Intervenção por direção (art. 174, CF): é a intervenção indireta na qual o Estado</p><p>regulamenta a a�vidade econômica por meio da expedição de normas cogentes. É forma de</p><p>intervenção cogente.</p><p>@ /cursomege @cursomegeatendimento@mege.com.br</p><p>19</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>d) Intervenção por indução (art. 174, CF): é a intervenção indireta na qual o Estado</p><p>es�mula (indução posi�va) ou deses�mula (indução nega�va) determinada a�vidade. Neste</p><p>ponto, é possível destacar o emprego da licitação, ins�tuto �pico do Direito Administra�vo,</p><p>como forma de regulação indu�va da economia, seja para coibir prá�cas que limitam a</p><p>compe��vidade, seja para induzir prá�cas que produzem efeitos sociais desejáveis. Trata-se da</p><p>função regulatória da licitação, tratada no ponto 10 (Rodada 18), que corresponde à ideia de</p><p>que a licitação pode ser u�lizada como instrumento de regulação de mercado, de modo a</p><p>es�mular/induzir determinadas prá�cas considerando o poder de compra do Estado, a exemplo</p><p>dos critérios de desempate e as regras de preferência previstos no art. 3º da Lei Federal nº</p><p>8.666/1993.</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>20</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>2. LEGISLAÇÃO</p><p>1) Cons�tuição Federal:</p><p>Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem dis�nção de qualquer natureza, garan�ndo-se aos</p><p>brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à</p><p>igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:</p><p>XXII - é garan�do o direito de propriedade;</p><p>XXIII - a propriedade atenderá a sua função social;</p><p>XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou u�lidade</p><p>pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os</p><p>casos previstos nesta Cons�tuição;</p><p>XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade</p><p>par�cular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano;</p><p>Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre inicia�va,</p><p>tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da jus�ça social,</p><p>observados os seguintes princípios:</p><p>I - soberania nacional;</p><p>II - propriedade privada;</p><p>III - função social da propriedade;</p><p>IV - livre concorrência;</p><p>V - defesa do consumidor;</p><p>VI - defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o impacto</p><p>ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação;</p><p>VII - redução das desigualdades regionais e sociais;</p><p>VIII - busca do pleno emprego;</p><p>IX - tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte cons�tuídas sob as leis</p><p>brasileiras e que tenham sua sede e administração no País.</p><p>Parágrafo único. É assegurado a todos o livre exercício de qualquer a�vidade econômica,</p><p>independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previstos em lei.</p><p>Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Cons�tuição, a exploração direta de a�vidade</p><p>econômica pelo Estado só será permi�da quando necessária aos impera�vos da segurança</p><p>nacional ou a relevante interesse cole�vo, conforme definidos em lei.</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>21</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>§ 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e</p><p>de suas subsidiárias que explorem a�vidade econômica de produção ou comercialização de</p><p>bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre:</p><p>I - sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela sociedade;</p><p>II - a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e</p><p>obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários;</p><p>III - licitação e contratação de obras, serviços, compras e alienações, observados os princípios da</p><p>administração pública;</p><p>IV - a cons�tuição e o funcionamento dos conselhos de administração e fiscal, com a</p><p>par�cipação de acionistas minoritários;</p><p>V - os mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores.</p><p>§ 2º As empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios</p><p>fiscais não extensivos às do setor privado.</p><p>§ 3º A lei regulamentará as relações da empresa</p><p>pública com o Estado e a sociedade.</p><p>§ 4º Lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação dos mercados, à</p><p>eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros.</p><p>§ 5º A lei, sem prejuízo da responsabilidade individual dos dirigentes da pessoa jurídica,</p><p>estabelecerá a responsabilidade desta, sujeitando-a às punições compa�veis com sua natureza,</p><p>nos atos pra�cados contra a ordem econômica e financeira e contra a economia popular.</p><p>Art. 174. Como agente norma�vo e regulador da a�vidade econômica, o Estado exercerá, na</p><p>forma da lei, as funções de fiscalização, incen�vo e planejamento, sendo este determinante</p><p>para o setor público e indica�vo para o setor privado.</p><p>§ 1º A lei estabelecerá as diretrizes e bases do planejamento do desenvolvimento nacional</p><p>equilibrado, o qual incorporará e compa�bilizará os planos nacionais e regionais de</p><p>desenvolvimento.</p><p>§ 2º A lei apoiará e es�mulará o coopera�vismo e outras formas de associa�vismo.</p><p>§ 3º O Estado favorecerá a organização da a�vidade garimpeira em coopera�vas, levando em</p><p>conta a proteção do meio ambiente e a promoção econômico-social dos garimpeiros.</p><p>§ 4º As coopera�vas a que se refere o parágrafo anterior terão prioridade na autorização ou</p><p>concessão para pesquisa e lavra dos recursos e jazidas de minerais garimpáveis, nas áreas onde</p><p>estejam atuando, e naquelas fixadas de acordo com o art. 21, XXV, na forma da lei.</p><p>Art. 175. Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão</p><p>ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos.</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>22</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>Parágrafo único. A lei disporá sobre:</p><p>I - o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos, o caráter</p><p>especial de seu contrato e de sua prorrogação, bem como as condições de caducidade,</p><p>fiscalização e rescisão da concessão ou permissão;</p><p>II - os direitos dos usuários;</p><p>III - polí�ca tarifária;</p><p>IV - a obrigação de manter serviço adequado.</p><p>Art. 176. As jazidas, em lavra ou não, e demais recursos minerais e os potenciais de energia</p><p>hidráulica cons�tuem propriedade dis�nta da do solo, para efeito de exploração ou</p><p>aproveitamento, e pertencem à União, garan�da ao concessionário a propriedade do produto</p><p>da lavra.</p><p>Art. 177. Cons�tuem monopólio da União:</p><p>I - a pesquisa e a lavra das jazidas de petróleo e gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos;</p><p>II - a refinação do petróleo nacional ou estrangeiro;</p><p>III - a importação e exportação dos produtos e derivados básicos resultantes das a�vidades</p><p>previstas nos incisos anteriores;</p><p>IV - o transporte marí�mo do petróleo bruto de origem nacional ou de derivados básicos de</p><p>petróleo produzidos no País, bem assim o transporte, por meio de conduto, de petróleo bruto,</p><p>seus derivados e gás natural de qualquer origem;</p><p>V - a pesquisa, a lavra, o enriquecimento, o reprocessamento, a industrialização e o comércio de</p><p>minérios e minerais nucleares e seus derivados, com exceção dos radioisótopos cuja produção,</p><p>comercialização e u�lização poderão ser autorizadas sob regime de permissão, conforme as</p><p>alíneas b e c do inciso XXIII do caput do art. 21 desta Cons�tuição Federal.</p><p>§ 1º A União poderá contratar com empresas estatais ou privadas a realização das a�vidades</p><p>previstas nos incisos I a IV deste ar�go observadas as condições estabelecidas em lei.</p><p>§ 2º A lei a que se refere o § 1º disporá sobre:</p><p>I - a garan�a do fornecimento dos derivados de petróleo em todo o território nacional;</p><p>II - as condições de contratação;</p><p>III - a estrutura e atribuições do órgão regulador do monopólio da União;</p><p>§ 3º A lei disporá sobre o transporte e a u�lização de materiais radioa�vos no território nacional.</p><p>§ 4º A lei que ins�tuir contribuição de intervenção no domínio econômico rela�va às a�vidades</p><p>de importação ou comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados e</p><p>álcool combus�vel deverá atender aos seguintes requisitos:</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>23</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>I - a alíquota da contribuição poderá ser:</p><p>a) diferenciada por produto ou uso;</p><p>b)reduzida e restabelecida por ato do Poder Execu�vo, não se lhe aplicando o disposto no art.</p><p>150,III, b;</p><p>II - os recursos arrecadados serão des�nados:</p><p>a) ao pagamento de subsídios a preços ou transporte de álcool combus�vel, gás natural e seus</p><p>derivados e derivados de petróleo;</p><p>b) ao financiamento de projetos ambientais relacionados com a indústria do petróleo e do gás;</p><p>c) ao financiamento de programas de infraestrutura de transportes.</p><p>2) Lei Delegada nº 4/1962:</p><p>Art. 2º A intervenção consis�rá:</p><p>I - na compra, armazenamento, distribuição e venda de:</p><p>a) gêneros e produtos alimen�cios;</p><p>b) gado vacum, suíno, ovino e caprino, des�nado ao abate;</p><p>c) aves e pescado próprios para alimentação;</p><p>d) tecidos e calçados de uso popular;</p><p>e) medicamentos;</p><p>f) Instrumentos e ferramentas de uso individual;</p><p>g) máquinas, inclusive caminhões, "jipes", tratores, conjuntos motomecanizados e peças</p><p>sobressalentes, des�nadas às a�vidades agropecuárias;</p><p>h) arames, farpados e lisas, quando des�nados a emprego nas a�vidades rurais;</p><p>i) ar�gos sanitários e artefatos industrializados, de uso domés�co;</p><p>j) cimento e laminados de ferro, des�nados à construção de casas próprias, de �po popular, e as</p><p>benfeitorias rurais;</p><p>k) produtos e materiais indispensáveis à produção de bens de consumo popular.</p><p>II - na fixação de preços e no controle do abastecimento, neste compreendidos a produção,</p><p>transporte, armazenamento e comercialização;</p><p>III - na desapropriação de bens, por interesse social; ou na requisição de serviços, necessários à</p><p>realização dos obje�vos previstos nesta lei;</p><p>IV - na promoção de es�mulos, à produção.</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>24</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>§ 1º A aquisição far-se-á no País ou no estrangeiro, quando insuficiente produção nacional; a</p><p>venda, onde verificar a escassez.</p><p>§ 2º Não podem ser objeto de desapropriação, com amparo nesta lei, animais de serviço ou</p><p>des�nados à reprodução.</p><p>Art. 11 Fica sujeito à multa de 150 a 200.000 Unidades Fiscais de Referência - UFIR, vigente na</p><p>data da infração, sem prejuízo das sanções penais que couberem na forma da lei, aquele que:</p><p>a) vender ou expuser à venda mercadorias ou contratar ou oferecer serviços por preços</p><p>superiores aos oficialmente tabelados, aos fixados pelo órgão ou en�dade competente, aos</p><p>estabilizados em regime legal de controle ou ao limite de variações previsto em plano de</p><p>estabilização econômica, assim como aplicar fórmulas de reajustamento de preços diversas</p><p>daquelas que forem pelos mesmos estabelecidas;</p><p>b) sonegar gêneros ou mercadorias, recusar vendê-los ou os re�ver para fins de especulação;</p><p>c) não man�ver afixada, em lugar visível e de fácil leitura, tabela de preços dos gêneros e</p><p>mercadorias, serviços ou diversões públicas populares;</p><p>d) favorecer ou preferir comprador ou freguês, em detrimento de outros, ressalvados os</p><p>sistemas de entrega ao consumo por intermédio de distribuidores ou revendedores;</p><p>e) negar ou deixar de fornecer a fatura ou nota, quando obrigatório;</p><p>f) produzir, expuser ou vender mercadoria cuja embalagem, �po, especificação, peso ou</p><p>composição, transgrida determinações legais, ou não corresponda à respec�va classificação oficial</p><p>ou real;</p><p>g) efetuar vendas ou ofertas de venda, compras ou ofertas de compra que incluam uma</p><p>prestação oculta, caracterizada pela imposição de transporte, seguro e despesas ou recusa de</p><p>entrega na fábrica, sempre que esta caracterize</p><p>alteração imo�vada nas condições</p><p>costumeiramente pra�cadas, visando burlar o tabelamento de preços;</p><p>h) emi�r fatura, duplicata ou nota de venda que não corresponda à mercadoria vendida em</p><p>quan�dade ou qualidade, ou, ainda, aos serviços efe�vamente contratados;</p><p>i) subordinar a venda de um produto à compra simultânea de outro produto ou à compra de</p><p>uma quan�dade imposta;</p><p>j) dificultar ou impedir a observância das resoluções que forem baixadas em decorrência desta Lei;</p><p>k) sonegar documentos ou comprovantes exigidos para apuração de custo de produção e de</p><p>venda, ou impedir ou dificultar exames contábeis que forem julgados necessários, ou deixar de</p><p>fornecer esclarecimentos que forem exigidos;</p><p>l) fraudar as regras concernentes ao controle oficial de preços mediante qualquer ar��cio ou</p><p>meio, inclusive pela alteração, sem modificação essencial ou de qualidade, de elementos como</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>25</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>a embalagem, denominação, marca (griffe), especificações técnicas, volume ou peso dos</p><p>produtos, mercadorias e gêneros;</p><p>m) exigir, cobrar ou receber qualquer vantagem ou importância adicional a valores rela�vos a</p><p>preços tabelados, congelados, fixados, administrados ou controlados pelo Poder Público;</p><p>n) descumprir ato de intervenção, norma ou condição de comercialização ou industrialização</p><p>estabelecidas;</p><p>o) organizar, promover ou par�cipar de boicote no comércio de gêneros alimen�cios ou,</p><p>quando obrigado por contrato em regime de concessão, no comércio de produtos</p><p>industrializados, deixar de re�rá-los de fábrica, dificultando a sua distribuição ao consumidor;</p><p>p) impedir a produção, comercialização ou distribuição de bens ou a prestação de serviços no</p><p>País;</p><p>q) promover ajuste ou acordo entre empresas ou entre pessoas vinculadas a tais empresas ou</p><p>interessados no objeto de suas a�vidades, que possibilite fraude à livre concorrência, atuação</p><p>lesiva à economia nacional ou ao interesse geral dos consumidores;</p><p>r) aplicar fórmulas de reajustamento de preços proibidas por lei, regulamento, instrução</p><p>ministerial, órgão ou en�dade competente;</p><p>s) fazer repercu�r, nos preços de insumos, produtos ou serviços, aumentos havidos em outros</p><p>setores, quando tais aumentos não os alcancem, ou fazê-los incidir acima de percentual que</p><p>compõe seus custos;</p><p>t) negar-se a vender insumo ou matéria-prima à produção de bens essenciais;</p><p>u) monopolizar ou conspirar com outras pessoas para monopolizar qualquer a�vidade de</p><p>comércio em prejuízo da compe��vidade, mesmo através da aquisição, direta ou indireta, de</p><p>controle acionário de empresa concorrente.</p><p>§ 1º Requerer a não liberação ou recusar, em justa causa, quota de mercadoria ou de produtos</p><p>essenciais, liberada por órgão ou en�dade oficial, de forma a frustrar o seu consumo, implicará,</p><p>além da multa a que se refere este ar�go, diminuição da quota na proporção da recusa.</p><p>§ 2º Na aplicação da multa a que se refere este ar�go, levar-se-á em conta o porte da empresa e</p><p>as circunstâncias em que a infração foi pra�cada.</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>26</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>3. JURISPRUDÊNCIA</p><p>SÚMULAS</p><p>SÚMULA VINCULANTE Nº 49</p><p>Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a instalação de</p><p>estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área.</p><p>JULGADOS DO STF</p><p>Repercussão geral – Tema 210</p><p>Nos termos do art. 178 da Cons�tuição da República, as normas e os tratados internacionais</p><p>limitadores da responsabilidade das transportadoras aéreas de passageiros, especialmente as</p><p>Convenções de Varsóvia e Montreal, têm prevalência em relação ao Código de Defesa do</p><p>Consumidor. (RE 636.331, rel. min. Gilmar Mendes, j. 25-5-2017, P, DJE de 13-11-2017).</p><p>Repercussão geral – Tema 856</p><p>É incons�tucional a restrição ilegí�ma ao livre exercício de a�vidade econômica ou profissional,</p><p>quando imposta como meio de cobrança indireta de tributos. (ARE 914045 RG, Rel. Min. Edson</p><p>Fachin, julgado em 15/10/2015).</p><p>Repercussão geral – Tema 31</p><p>É incons�tucional o uso de meio indireto coerci�vo para pagamento de tributo – “sanção polí�ca”</p><p>–, tal qual ocorre com a exigência, pela Administração Tributária, de fiança, garan�a real ou</p><p>fidejussória como condição para impressão de notas fiscais de contribuintes com débitos</p><p>tributários. (RE 565048, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, julgado em 29/05/2014).</p><p>INTERVENÇÃO DO ESTADO NO DOMÍNIO ECONÔMICO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO</p><p>ESTADO. FIXAÇÃO PELO PODER EXECUTIVO DOS PREÇOS DOS PRODUTOS DERIVADOS DA CANA-</p><p>DE-AÇÚCAR ABAIXO DO PREÇO DE CUSTO. DANO MATERIAL. INDENIZAÇÃO CABÍVEL. 1. A</p><p>intervenção estatal na economia como instrumento de regulação dos setores econômicos é</p><p>consagrada pela Carta Magna de 1988. 2. Deveras, a intervenção deve ser exercida com</p><p>respeito aos princípios e fundamentos da ordem econômica, cuja previsão resta plasmada no</p><p>art. 170 da Cons�tuição Federal, de modo a não malferir o princípio da livre inicia�va, um dos</p><p>pilares da república (art. 1º da CF/1988). Nesse sen�do, confira-se abalizada doutrina: As</p><p>a�vidades econômicas surgem e se desenvolvem por força de suas próprias leis, decorrentes da</p><p>livre empresa, da livre concorrência e do livre jogo dos mercados. Essa ordem, no entanto, pode</p><p>ser quebrada ou distorcida em razão de monopólios, oligopólios, cartéis, trustes e outras</p><p>deformações que caracterizam a concentração do poder econômico nas mãos de um ou de</p><p>poucos. Essas deformações da ordem econômica acabam, de um lado, por aniquilar qualquer</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>27</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>inicia�va, sufocar toda a concorrência e por dominar, em consequência, os mercados e, de</p><p>outro, por deses�mular a produção, a pesquisa e o aperfeiçoamento. Em suma, desafiam o</p><p>próprio Estado, que se vê obrigado a intervir para proteger aqueles valores, consubstanciados</p><p>nos regimes da livre empresa, da livre concorrência e do livre embate dos mercados, e para</p><p>manter constante a compa�bilização, caracterís�ca da economia atual, da liberdade de</p><p>inicia�va e do ganho ou lucro com o interesse social. A intervenção está, substancialmente,</p><p>consagrada na Cons�tuição Federal nos arts. 173 e 174. Nesse sen�do ensina Duciran Van</p><p>Marsen Farena (RPGE, 32:71) que "O ins�tuto da intervenção, em todas suas modalidades</p><p>encontra previsão abstrata nos ar�gos 173 e 174, da Lei Maior. O primeiro desses disposi�vos</p><p>permite ao Estado explorar diretamente a a�vidade econômica quando necessária aos</p><p>impera�vos da segurança nacional ou a relevante interesse cole�vo, conforme definidos em</p><p>lei. O segundo outorga ao Estado, como agente norma�vo e regulador da a�vidade</p><p>econômica. o poder para exercer, na forma da lei as funções de fiscalização, incen�vo e</p><p>planejamento, sendo esse determinante para o setor público e indica�vo para o privado".</p><p>Pela intervenção o Estado, com o fito de assegurar a todos uma existência digna, de acordo com</p><p>os ditames da jus�ça social (art. 170 da CF), pode restringir, condicionar ou mesmo suprimir a</p><p>inicia�va privada em certa área da a�vidade econômica. Não obstante, os atos e medidas que</p><p>consubstanciam a intervenção hão de respeitar os princípios cons�tucionais que a conformam</p><p>com o Estado Democrá�co de Direito, consignado expressamente em nossa Lei Maior, como é o</p><p>princípio da livre inicia�va. Lúcia Valle Figueiredo, sempre precisa, alerta a esse respeito que "As</p><p>balizas da intervenção serão, sempre e sempre, ditadas pela principiologia cons�tucional, pela</p><p>declaração expressa dos fundamentos do Estado Democrá�co de Direito,</p><p>dentre eles a</p><p>cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre inicia�va"</p><p>(DIÓGENES GASPARINI, in Curso de Direito Administra�vo, 8ª Edição, Ed. Saraiva, págs. 629/630,</p><p>cit., p. 64). 3. O Supremo Tribunal Federal firmou a orientação no sen�do de que “a</p><p>desobediência aos próprios termos da polí�ca econômica estadual desenvolvida, gerando</p><p>danos patrimoniais aos agentes econômicos envolvidos, são fatores que acarretam insegurança</p><p>e instabilidade, desfavoráveis à cole�vidade e, em úl�ma análise, ao próprio consumidor.” (RE</p><p>422.941, Rel. Min. Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ de 24/03/2006). 4. In casu, o acórdão recorrido</p><p>assentou: ADMINISTRATIVO. LEI 4.870/1965. SETOR SUCROALCOOLEIRO. FIXAÇÃO DE PREÇOS</p><p>PELO INSTITUTO DO AÇÚCAR E DO ÁLCOOL – IAA. LEVANTAMENTO DE CUSTOS,</p><p>CONSIDERANDO-SE A PRODUTIVIDADE MÍNIMA. PARECER DA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS –</p><p>FGV. DIFERENÇA ENTRE PREÇOS E CUSTOS. 1. Ressalvado o entendimento deste Relator sobre a</p><p>matéria, a jurisprudência do STJ se firmou no sen�do de ser devida a indenização, pelo Estado,</p><p>decorrente de intervenção nos preços pra�cados pelas empresas do setor sucroalcooleiro. 2.</p><p>Recurso Especial provido. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (RE 632644 AgR, Rel.</p><p>Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 10/04/2012)</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>28</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>CONSTITUCIONAL. ECONÔMICO. INTERVENÇÃO ESTATAL NA ECONOMIA: REGULAMENTAÇÃO E</p><p>REGULAÇÃO DE SETORES ECONÔMICOS: NORMAS DE INTERVENÇÃO. LIBERDADE DE</p><p>INICIATIVA. CF, art. 1º, IV; art. 170. CF, art. 37, § 6º. I. - A intervenção estatal na economia,</p><p>mediante regulamentação e regulação de setores econômicos, faz-se com respeito aos</p><p>princípios e fundamentos da Ordem Econômica. CF, art. 170. O princípio da livre inicia�va é</p><p>fundamento da República e da Ordem econômica: CF, art. 1º, IV; art. 170. II. - Fixação de preços</p><p>em valores abaixo da realidade e em desconformidade com a legislação aplicável ao setor:</p><p>empecilho ao livre exercício da a�vidade econômica, com desrespeito ao princípio da livre</p><p>inicia�va. III. - Contrato celebrado com ins�tuição privada para o estabelecimento de</p><p>levantamentos que serviriam de embasamento para a fixação dos preços, nos termos da lei.</p><p>Todavia, a fixação dos preços acabou realizada em valores inferiores. Essa conduta gerou danos</p><p>patrimoniais ao agente econômico, vale dizer, à recorrente: obrigação de indenizar por parte do</p><p>poder público. CF, art. 37, § 6º. IV. - Prejuízos apurados na instância ordinária, inclusive mediante</p><p>perícia técnica. V. - RE conhecido e provido. (RE 422941, Rel. Min. Carlos Velloso, Segunda</p><p>Turma, julgado em 06/12/2005)</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>29</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>1. (CESPE – TJ-DFT/2015 – Juiz de Direito</p><p>Subs�tuto): Com base no disposto na CF e na</p><p>jurisprudência do STF, assinale a opção</p><p>correta acerca da ordem econômica.</p><p>a) É permi�do à União celebrar contratos com</p><p>empresas estatais ou privadas para realizar</p><p>pesquisa e lavra dos minérios e minerais</p><p>nucleares e seus derivados, observadas as</p><p>condições estabelecidas em lei.</p><p>b) As sociedades de economia mista e as</p><p>empresas públicas prestadoras de serviço</p><p>públ ico e as que exploram a�vidade</p><p>econômica em sen�do estrito estão sujeitas ao</p><p>regime jurídico próprio das empresas privadas.</p><p>c) É vedada a concessão de privilégios fiscais que</p><p>não sejam extensivos às empresas do setor</p><p>privado a sociedade de economia mista ou</p><p>empresa pública que prestem serviço ou</p><p>explorem a�vidade econômica.</p><p>d) Com a edição da norma jurídica que instaurou</p><p>o regime do SIMPLES Nacional, concre�zou-se</p><p>a diretriz do texto cons�tucional que ins�tui a</p><p>obrigatoriedade de tratamento favorecido</p><p>para as microempresas e empresas de</p><p>pequeno porte.</p><p>e) A pesquisa e a lavra de recursos minerais</p><p>exigem autorização ou concessão da União,</p><p>todavia a transferência dessas a�vidades a</p><p>terceiros, desde que seja parcial, independerá</p><p>de anuência do poder concedente.</p><p>2. (CESPE– TRF 5ª/2014 – Juiz Federal</p><p>Subs�tuto): Assinale a opção correta acerca</p><p>do papel do Estado como agente regulador e</p><p>da competência para a a�vidade regulatória.</p><p>a) A regulação econômica exercida pelo Estado</p><p>consiste na intervenção direta nos setores</p><p>econômicos considerados estratégicos para o</p><p>desenvolvimento nacional, ora por meio de</p><p>indução (incen�vo e planejamento), ora por</p><p>meio de direção (fiscalização e controle).</p><p>b) Apenas duas agências reguladoras brasileiras</p><p>possuem previsão cons�tucional específica: a</p><p>ANATEL e a ANP.</p><p>c) As empresas estatais que exercem a�vidade</p><p>econômica em regime de monopólio sujeitam-</p><p>se às normas de regulação do setor</p><p>correspondente, estando isentas, porém, da</p><p>aplicação de penalidades.</p><p>d) No Brasil, diferentemente das agencies do</p><p>direito norte- americano, cujos atos não se</p><p>submetem ao judicial review, as agências</p><p>reguladoras estão subme�das ao controle</p><p>jurisdicional de seus atos, da mesma forma</p><p>que quaisquer outros órgãos estatais.</p><p>e) Predomina no Brasil a modalidade regulatória</p><p>denominada autorregulação, na qual o agente</p><p>estatal assume as funções de norma�zação,</p><p>fi s c a l i z a ç ã o e fo m e n t o d o s s e t o r e s</p><p>econômicos.</p><p>3. (FCC– TJ-CE/2014 – Juiz de Direito Subs�tuto):</p><p>A Lei Delegada nº 4, de 26 de setembro de</p><p>1962, estabelece diversas medidas de</p><p>intervenção no domínio econômico para</p><p>assegurar a livre distribuição de produtos</p><p>necessários ao consumo do povo. NÃO é</p><p>medida autorizada pela referida lei:</p><p>a) a aplicação de multa àquele que sonegar</p><p>gêneros ou mercadorias, recusar vendê-los ou</p><p>os re�ver para fins de especulação.</p><p>b) a compra, armazenamento, distribuição e</p><p>venda de tecidos e calçados de uso popular.</p><p>c) o tabelamento de preços máximos de</p><p>mercadorias e serviços essenciais.</p><p>d) a desapropriação de animais de serviço ou</p><p>des�nados à reprodução.</p><p>4. QUESTÕES DE CONCURSOS</p><p>OBSERVAÇÕES: Ler os comentários somente após a tenta�va de resolução das questões sem consulta.</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>30</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>e) o racionamento de serviços essenciais e dos</p><p>bens arrolados na lei, em casos de guerra,</p><p>calamidade ou necessidade pública.</p><p>4. (TRF 2ª/2014 – Juiz Federal Subs�tuto):</p><p>Embora a regra seja a livre inicia�va, a</p><p>Cons�tuição Federal estabelece hipóteses de</p><p>monopólio. Cons�tui monopólio da União</p><p>Federal:</p><p>a) A pesquisa e a lavra de riquezas minerais do</p><p>solo e subsolo, salvo radioisótopos cuja</p><p>produção, comercialização e u�lização</p><p>poderão ser autorizadas sob regime de</p><p>permissão.</p><p>b) A refinação do petróleo nacional ou</p><p>estrangeiro.</p><p>c) Transporte do petróleo refinado e seus</p><p>derivados básicos, e bem assim o transporte,</p><p>por meio de dutos e condutos, de petróleo,</p><p>seus derivados e de gás de qualquer origem.</p><p>d ) A p r o d u ç ã o e c o m e r c i a l i z a ç ã o d e</p><p>radioisótopos, que, por seu conteúdo nuclear,</p><p>não podem ser objeto de permissão.</p><p>e) Importação e exportação de riquezas minerais.</p><p>@ /cursomege @cursomege 99.98262-2200atendimento@mege.com.br</p><p>31</p><p>É proibida a reprodução deste material sem a devida autorização, sob pena da adoção das medidas cabíveis na esfera cível e penal.</p><p>4.1 COMENTÁRIOS</p><p>1. D</p><p>ALTERNATIVA A: INCORRETA.</p><p>A asser�va pode ser respondida mediante a</p><p>leitura do art. 177 da CF/88, segundo o qual:</p><p>“Cons�tuem monopólio da União:</p><p>(...)</p><p>V- a pesquisa, a lavras, o enriquecimento, o</p><p>reprocessamento, a industrialização e o comércio</p><p>de minérios e minerais nucleares e seus</p><p>derivados, com exceção dos radioisótopos</p>

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