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<p>KELLY ESTUMANO DOS SANTOS</p><p>RELATÓRIO DO</p><p>ESTÁGIO EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL</p><p>UNIVERSIDADE PITÁGORAS UNOPAR ANHANGUERA</p><p>PEDÁGOGIA</p><p>Tucuruí - PA</p><p>2024</p><p>Tucuruí - PA</p><p>2024</p><p>RELATÓRIO DO</p><p>ESTÁGIO EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL</p><p>Relatório apresentado à Universidade</p><p>Pitágoras Unopar Anhanguera, como requisito</p><p>parcial para o aproveitamento da disciplina de</p><p>Estágio Curricular Obrigatório do Curso de</p><p>Pedagogia.</p><p>KELLY ESTUMANO DOS SANTOS</p><p>SUMÁRIO</p><p>1 RELATO DAS LEITURAS OBRIGATÓRIAS ......................................................... 7</p><p>2 RELATO DA ANÁLISE DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP) ............ 9</p><p>3 RELATO DA ANÁLISE DO PLANO DE TRABALHO DOCENTE ....................... 11</p><p>4 RELATO DA ANÁLISE DE MATERIAIS DIDÁTICOS DA ESCOLA ................... 13</p><p>5 PROPOSTA DE ATIVIDADE PARA ABORDAGEM DOS TEMAS</p><p>CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS DA BNCC .......................................... 15</p><p>6 RELATO DA ENTREVISTA COM O PROFESSOR REGENTE ......................... 16</p><p>7 RELATO DE REUNIÃO PEDAGÓGICA OU CONSELHO DE CLASSE ............. 18</p><p>8 RELATO DO LEVANTAMENTO DE MATERIAIS DE APOIO ESPECÍFICOS</p><p>PARA ABORDAGEM DOS TEMAS TRANSVERSAIS CONTEMPORÂNEOS ... 19</p><p>9 RELATO DO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA BNCC NA ESCOLA ........... 21</p><p>10 RELATO DA ANÁLISE DOS INSTRUMENTOS AVALIATIVOS UTILIZADOS</p><p>PELO PROFESSOR ........................................................................................... 22</p><p>11 RELATO DA ANÁLISE DA ATUAÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA NO</p><p>ACOMPANHAMENTO DA DISCIPLINA ............................................................. 24</p><p>12 RELATO DA OBSERVAÇÃO .............................................................................. 25</p><p>13 PLANOS DE AULA ............................................................................................. 26</p><p>14 RELATO DA APRESENTAÇÃO DOS PLANOS DE aula AO PROFESSOR ...... 35</p><p>15 RELATO DA REGÊNCIA .................................................................................... 37</p><p>16 RELATO DA ANÁLISE DO REGIMENTO ESCOLAR ........................................ 39</p><p>17 RELATO DAS ENTREVISTAS COM A EQUIPE DIRETIVA ............................... 41</p><p>18 RELATO DA OBSERVAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO E SUPERVISÃO ................. 42</p><p>19 RELATO DA OBSERVAÇÃO DA ROTINA DO SUPERVISOR/ORIENTADOR .. 45</p><p>20. PLANO DE AÇÃO ............................................................................................... 47</p><p>21. RELATO DA APRESENTAÇÃO DO PLANO DE AÇÃO À DIREÇÃO ESCOLAR49</p><p>22. VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO ........................................................................... 50</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................... 51</p><p>REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 52</p><p>6</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>O Estágio Curricular Obrigatório I visa caracterizar o espaço da Educação</p><p>infantil, a partir da observação e análise das situações de aprendizagem vivenciadas</p><p>nesse ambiente escolar. Nesse sentido, o objetivo geral é conhecer o campo</p><p>de atuação do docente que atua na Educação Infantil, bem como acompanhar o</p><p>desenvolvimento das atividades em sala de aula, elaborar e desenvolver planos de</p><p>aula voltadas para a prática pedagógica da Educação Infantil. O estágio está sendo</p><p>realizado na Escola Municipal de Ensino Fundamental Grão Pará, situado na cidade</p><p>de Tucuruí - PA, no período de 15 de abril até 20 de maio de 2024, onde foi</p><p>acompanhada a turma do 1º Período A da Professora Elke Suzane Medeiros</p><p>Wanzeler. A primeira atividade foi a de visita à instituição, com o objetivo de</p><p>conhecer o espaço escolar, equipe pedagógica, e estrutura funcional da escola. Na</p><p>segunda atividade foi realizada a leitura e produção de um texto tendo como base o</p><p>artigo de Pasqualini (2010), com o objetivo de compreender as principais ideias da</p><p>autora sobre a contribuição para a educação infantil de obras de autores da</p><p>psicologia histórico-cultural na faixa etária de 0 a 6 anos. Depois buscou-se</p><p>conhecer a função e a estrutura do Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola,</p><p>compreendendo seu conceito, sua importância e sua função em relação aos projetos</p><p>desenvolvidos pelos professores. Assim, também procurou-se realizar a análise dos</p><p>materiais didáticos utilizados na unidade escolar. Realizou-se uma entrevista com a</p><p>professora regente Elke Suzane Medeiros Wanzeler e depois um levantamento e</p><p>análise em torno do processo de implementação da BNCC e como é abordado os</p><p>temas transversais na sala de aula. Depois buscou-se analisar os instrumentos</p><p>avaliativos utilizados pela professora, e também analisar a atuação da equipe</p><p>pedagógica no acompanhamento do desenvolvimento da prática pedagógica da</p><p>regência. Por fim, realizou-se observação e participação das aulas, bem como</p><p>elaboração e regência de 6 planos de aulas para o 1º Período da Educação Infantil,</p><p>seguida da elaboração dessa produção textual.</p><p>7</p><p>1 RELATO DAS LEITURAS OBRIGATÓRIAS</p><p>Pasqualini (2010) partiu da hipótese de que a produção teórica dos autores da</p><p>psicologia histórico-cultural (Vigotsky, Leontiev e Elkonin) sustenta a defesa</p><p>do ensino como elemento fundamental para o trabalho do docente que atua na</p><p>educação infantil. Assim, o desenvolvimento infantil, para Vigotski (1995 apud</p><p>PASQUALINI,2010), se constitui em desenvolvimento biológico e cultural, sendo um</p><p>processo deformação da personalidade da criança. Esse processo ocorre de forma</p><p>natural, de acordo com desenvolvimento psicológico, relacionado às condições de</p><p>organização social no meio em que se vive, não havendo uma forma única para</p><p>esse processo. Nesse sentido, as condições histórico-sociais são os principais</p><p>determinantes para o estágio de desenvolvimento das crianças, não estando</p><p>limitado à idade.</p><p>Para Leontiev (2001) e Elkonin (1987), “é necessário considerar-se, na</p><p>investigação do desenvolvimento infantil, o vínculo entre criança e sociedade, ou</p><p>lugar que a criança ocupa no sistema das relações sociais em um determinado</p><p>momento histórico” (PASQUALINI, 2010). Vigotski (1996) seguiu a mesma de linha</p><p>de pensamento, “a relação que se estabelece entre a criança e o meio que a rodeia</p><p>[..] é o ponto de partida para todas as mudanças dinâmicas que se processaram no</p><p>desenvolvimento durante uma determinada idade [...] adquirir novas propriedades da</p><p>personalidade” (PASQUALINI, 2010), enfatizando que as funções psicológicas</p><p>humanas não são exclusivamente biológicas, mas culturais. Para este autor, a</p><p>culturas refere à totalidade das produções humanas, tudo aquilo que se cria e se</p><p>transforma sob a influência humana, sendo um reflexo do desenvolvimento da</p><p>vivência em sociedade. Nesse sentido, o estudo dos autores contemporâneos</p><p>permitiu maior compreensão sobre o desenvolvimento infantil, percebendo que a</p><p>criança “assimila as formas sociais da conduta e as transfere para si mesma, ou</p><p>seja, a criança começa a aplicar a si própria as mesmas formas de comportamento</p><p>que a princípio outros aplicavam a ela” (PASQUALINI, 2010). As pessoas adultas</p><p>são essenciais nesse processo, principalmente de apropriação, em que se ensina a</p><p>reproduzir a atividade adequada aos objetos de cultura, seja material ou não</p><p>material.</p><p>8</p><p>As aquisições do desenvolvimento histórico das aptidões humanas não são</p><p>simplesmente dadas aos homens nos fenômenos objetivos da cultura material e</p><p>espiritual que os encarnam, mas são aí apenas postas. Para se apropriar destes</p><p>resultados, para fazer deles as suas aptidões, “os órgãos da sua individualidade”, a</p><p>criança, O ser humano, deve entrar em relação com os fenômenos do mundo</p><p>circundante através doutros homens, isto é, num processo de comunicação com</p><p>eles. Assim, a criança aprende a atividade adequada. Pela sua função, este</p><p>conversa, pude explanar sobre a</p><p>situação-problema que identificamos, a qual gira em torno da compreensão da</p><p>equipe gestora em relação às vivências socioculturais dos estudantes e como essas</p><p>experiências moldam suas atitudes e comportamentos no ambiente escolar.</p><p>Foi notável como a diretora estava ciente de que a realidade sociocultural e o</p><p>contexto escolar são intrincados, compostos por uma miríade de elementos que</p><p>desempenham um papel crucial na formação da identidade dos alunos.</p><p>Ela concordou que entender essas dinâmicas profundamente é fundamental</p><p>para promover um ambiente escolar mais inclusivo e enriquecedor para todos.</p><p>Nesse sentido, concordamos que a arte e a cultura podem ser ferramentas</p><p>poderosas para explorar essas questões de maneira significativa. A arte transcende</p><p>barreiras linguísticas e culturais, permitindo que os estudantes expressem suas</p><p>identidades e compreendam as dos outros. A escolha de Esther Mahlangu como</p><p>fonte de inspiração para a oficina é especialmente relevante, uma vez que ela é uma</p><p>artista que conseguiu unir sua herança cultural africana com uma linguagem artística</p><p>universalmente apreciada.</p><p>A diretora elogiou a abordagem metodológica que propusemos para a oficina,</p><p>que inclui não apenas a aprendizagem das técnicas de pintura em tecido, mas</p><p>também a exploração criativa e a reflexão sobre a relação entre cultura, ambiente e</p><p>identidade.</p><p>50</p><p>22. VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO</p><p>Incluir o termo de validação digitalizado, conforme estipulado no Plano de</p><p>Trabalho.</p><p>51</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>A análise documental foi de extrema importância para a compreensão dos</p><p>objetivos a serem alcançados por meio do estágio de campo para atuação neste</p><p>espaço sócio educacional, documentos como os seguintes: Lei nº 9.394, Diretrizes e</p><p>Fundamentos da Educação Nacional - LDB (1996); A Lei nº 11.788/2008</p><p>que regulamentam a atuação dos alunos de graduação. A educação tem</p><p>papel fundamental na formação de indivíduos autônomos, críticos e dotados de</p><p>valores sociais, morais e éticos. Sob esse ponto de vista, avaliamos sua importância</p><p>para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e solidária, formada por</p><p>cidadãos responsáveis.</p><p>Existem pequenas discrepâncias nas condições específicas de trabalho e</p><p>desempenho dos especialistas institucionais em relação ao referencial</p><p>teórico adquirido durante o desenvolvimento do estágio. No referencial teórico da</p><p>instituição, havia uma clara preocupação com o desenvolvimento criativo dos alunos,</p><p>mas a falta de espaço para a prática artística limita os profissionais no</p><p>trabalho de desenvolvimento criativo, pois as próprias salas comuns são</p><p>limitadas como tamanho e espaço pequeno. Dessa forma, o professor tem que usar</p><p>a criatividade e aproveitar ao máximo os espaços externos para desenvolver aulas</p><p>diferenciadas.</p><p>Na curta vivência nessa instituição foi possível analisar pontos positivos e</p><p>negativos que distinguir-se da educação particular, mas a dificuldade em conseguir</p><p>materiais para as práticas de arte torna-se um desafio que os profissionais dessa</p><p>linha de atuação precisam ficar atentos.</p><p>Assim, compreendemos também a importância dos profissionais da</p><p>educação, pois através das intervenções e mediações destes os educandos são</p><p>estimulados e se desenvolvem na educação formal (escola). Sob este aspecto,</p><p>consideramos a seriedade da formação dos educadores, visto que a preparação e</p><p>capacitação deles para o exercício da profissão.</p><p>Desta forma, concluímos a importância das atividades do Estágio</p><p>Supervisionado para a formação dos novos profissionais educadores melhorando e</p><p>os preparados para encarar as adversidades da profissão de forma responsável e</p><p>com excelente performance, a altura de sua importância.</p><p>52</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BERTH, Joice. O que é empoeiramento? Belo Horizonte: Letramento, 2018.</p><p>BRASIL. Decreto n. 7.626, de 24 de novembro de 2011. Institui o Plano</p><p>Estratégico de Educação no âmbito do Sistema Prisional. Diário Oficial da União,</p><p>Brasília, DF, 25 nov. 2011</p><p>Disponível em: . Acesso em: 21 set. 2023.</p><p>BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília,</p><p>2018</p><p>BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. MEC,</p><p>2017.</p><p>Brasília, DF, 2017. Disponível em Acesso em: 21 set. 2023.</p><p>ESTHER Mahlangu, da tribo sul-africana debele, criou um mural em Évora.</p><p>Portal</p><p>Galedés, 2018. Disponível em: . Acesso em: 20</p><p>set. 2023.</p><p>FILHO, A. P. O Estágio Supervisionado e sua importância na formação</p><p>docente.</p><p>Revista Partes 2010. Disponível em:</p><p>http://www.partes.com.br/educacao/estagiosupervisionado.asp.Acesso em:</p><p>20 set. 2023.</p><p>FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática</p><p>educativa. São Paulo. Ed.Paz e Terra (coleção leitura), 1996. 25p.</p><p>LIBÂNEO, José Carlos, (1990). Fundamentos teóricos e práticos do trabalho</p><p>docente: estudo introdutório sobre pedagogia e didática. Tese de</p><p>doutorado.</p><p>Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.</p><p>processo é, portanto, um processo de educação. (LEONTIEV,1978 apud</p><p>PASQUALINI, 2010, p. 172).</p><p>As características do ser humano são firmadas por meio da aprendizagem, o</p><p>que serve de fonte para o desenvolvimento e cabe ao adulto conduzir esse caminho</p><p>por meio do ensino, sendo que “o ensino seria totalmente desnecessário se pudesse</p><p>utilizar apenas o que já está maduro no desenvolvimento, se ele mesmo não fosse</p><p>fonte de desenvolvimento e surgimento do novo” (VIGOTSKI, 2001 apud</p><p>PASQUALINI, 2010, p. 174-175). Os adultos são portadores da experiência social</p><p>que também adquiriram por outras pessoas mais velhas e que vem sendo ensinada</p><p>historicamente. A criança consegue assimilar muitos conhecimentos adquiridos por</p><p>outras gerações, habilidades elaboradas pela sociedade e aprende sobre conduta</p><p>dentro da sociedade em que se vive. A compreensão do desenvolvimento da criança</p><p>depende do contexto histórico presente em dado momento da sociedade, sociedade</p><p>que passa pelo processo de evolução e revolução. Considerando o desenvolvimento</p><p>infantil, ao se deparar com o trabalho pedagógico com crianças de 0 a 6 anos, com</p><p>transição à idade escolar, entende-se que a principal atividade da criança passa a</p><p>ser a atividade de estudo. O estágio de desenvolvimento da criança ocorre,</p><p>principalmente, por meio de brincadeiras. Assim, o profissional de educação que</p><p>antes era visto com o objetivo apenas de cuidar (assistencial-custódia), passa no</p><p>contexto atual a ser compreendido pelos eixos cuidar-educar. O docente, então, é a</p><p>figura que intervém e atua na mediação do desenvolvimento da criança,</p><p>promovendo e guiando seu desenvolvimento psíquico, garantindo a apropriação</p><p>do patrimônio humano-genérico pela criança.</p><p>9</p><p>2 RELATO DA ANÁLISE DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP)</p><p>O Projeto Político Pedagógico (PPP) é um documento normativo de grande</p><p>relevância para a escola, pois se refere ao planejamento global da instituição,</p><p>entretanto, essa sistematização não é definitiva, mas sim, flexível e orgânica.</p><p>Segundo a legislação educacional brasileira, ele deve ser elaborado em uma</p><p>perspectiva democrática, a qual reconhece a necessidade de envolvimento de todos</p><p>os membros do contexto escolar (gestão escolar, professores, alunos</p><p>e comunidade). Cada PPP único, pois expressa as finalidades e as necessidades da</p><p>realidade escolar que representa. Nesse sentido, o PPP da Escola Municipal de</p><p>Ensino Fundamental Grão Pará considerou para a elaboração deste documento as</p><p>dimensões políticas, sociais e culturais, e privilegia o ensino como construção do</p><p>conhecimento, bem como o aluno como protagonista de sua aprendizagem tendo o</p><p>professor como seu mediador promovendo o desenvolvimento pleno das</p><p>potencialidades do aluno e sua inserção no ambiente social (CNEC, 2019).Assim, a</p><p>Educação Infantil, visa o desenvolvimento da criança até os cinco anos de idade,</p><p>sendo organizada em Creche que compreende o Berçário (crianças de 0 a 12</p><p>meses), Maternal 1 (crianças de 1 ano), Maternal 2 (crianças de 2 anos),Maternal 3</p><p>(crianças de 3 anos). Já a Pré-escola compreende o 1º Período (crianças de 4 anos)</p><p>e 2º Período (crianças de 5 anos). A Proposta Pedagógica da Escola Municipal de</p><p>Ensino Fundamental Grão Pará fundamenta-se na teoria sócio interacionista,</p><p>considerando que seus pressupostos teóricos enfatizam o aspecto social, colocando</p><p>a criança um sujeito de direito que constrói o conhecimento através de sua interação</p><p>com o meio físico e social em que vive (CNEC, 2019). Dentro dessa perspectiva a</p><p>estrutura da Educação Infantil está organizada de acordo com a BNCC, onde o</p><p>trabalho pedagógico a ser desenvolvido é pautado nos Campos de Experiências, no</p><p>desenvolvimento das práticas como objeto orientador a projetualidade que</p><p>materializa de acordo com temas indicados pelas crianças e a partir daí será</p><p>desenvolvida a trama que vai trabalhar as múltiplas linguagens. Assim, o currículo</p><p>(anexo 1) está organizado em 200 dias letivos, nos seguintes componentes</p><p>curriculares: Natureza e Sociedade, Educação Sócio emocional, Psicomotricidade,</p><p>Brincar, Oralidade e Escrita, Educação Matemática, Musicalização, Artes, e uma</p><p>parte diversificada que inclui a Oficina Mão na Massa e o Letramento em Inglês. O</p><p>processo avaliativo presente na Educação Infantil e nos 1º e 2º anos do Ensino</p><p>10</p><p>Fundamental, não se dá por meio do sistema de medição por notas, mas sim por</p><p>meio do registro feito pelo professor em relação ao nível de desenvolvimento das</p><p>habilidades, favorecendo ações que visem o domínio das habilidades pertinentes</p><p>sua idade, chamado de Parecer Descritivo. O Parecer Descritivo (anexo 2)</p><p>apresenta os componentes curriculares divididos em habilidades que descrevem o</p><p>que é esperado que aluno tenha de desenvolvido, assim os conceitos adotados para</p><p>cada habilidade são NV (Não Vivenciado), BA (Básico), AD (Adequado) e AV</p><p>(Avançado). O calendário letivo (anexo 3) possui 200 dias, e dividido em três</p><p>trimestres, inclui o período de férias em janeiro e o recesso na terceira e quarta</p><p>semana de julho. Consta ainda a Jornada Pedagógica, comemorações do Dia das</p><p>Mães, Dia dos Pais, Semana do Meio Ambiente, Semana da Criança, Comemoração</p><p>do Dia dos Professores. Durante o ano são realizados diversos projetos, abordou o</p><p>tema Digital, além de atividades culturais como, Comemoração Folclórica Junina e</p><p>diversas atividades na Semana da Criança, Olimpíadas internas. Realizam</p><p>anualmente a confecção de um livro contendo uma produção dos alunos, separada</p><p>por segmento, assim todos os alunos do 1º Período produzem um livro. Sobre a</p><p>Formação de Professores o PPP analisado apresenta a seguinte consideração:</p><p>A proposta de formação continuada, atualização e aperfeiçoamento dos</p><p>docentes e demais profissionais da ESCOLA se dá em um constante processo de</p><p>formação e ações, com destaque para o programa de Valorização e Formação</p><p>Docente – CURSO, que tem por objetivo o desenvolvimento de competências dos</p><p>professores equipes técnico-pedagógicas, desenvolvido pela ESCOLA, por meio da</p><p>Plataforma Educação Corporativa.</p><p>11</p><p>3 RELATO DA ANÁLISE DO PLANO DE TRABALHO DOCENTE</p><p>O plano de trabalho do professor é uma etapa importante que</p><p>fornece informações sobre a eficácia dos métodos, estratégias e abordagens de</p><p>ensino de um professor. É uma ferramenta crucial que ajuda os professores a avaliar</p><p>o seu desempenho, identificar áreas que precisam de melhorias e fazer os</p><p>ajustes necessários para atingir os seus objetivos. O relatório normalmente</p><p>inclui uma análise detalhada dos objetivos e metas do plano de trabalho do</p><p>professor e é passada pela equipe pedagógica da instituição a todos os professores</p><p>regentes e de áreas.</p><p>Assim a professora regente deve inicialmente estar alinhada com a proposta</p><p>curricular, dessa forma não só orienta é orientada quanto professora sobre como</p><p>ensinar, mas também fornece uma estrutura para avaliar o progresso dos alunos no</p><p>alcance dos objetivos de aprendizagem. Além do ensino e da avaliação, a proposta</p><p>curricular também orienta o professor em relação às estratégias de</p><p>ensino apropriadas e aos materiais que devem ser usados na sala de</p><p>aula. Estas estratégias e materiais devem estar alinhados com os objetivos e metas</p><p>da proposta curricular e devem atender às necessidades e interesses dos alunos.</p><p>Desse modo, com a base curricular em mãos da professora regente inicia a</p><p>preparação de suas aulas contendo os métodos avaliativos, planos de ação e</p><p>resultados esperados. Sendo a base curricular um referencial às diretrizes</p><p>e objetivos que foram estabelecidos para uma determinada disciplina. Estas</p><p>diretrizes têm como objetivo garantir que os alunos recebam uma educação</p><p>abrangente no assunto e que estejam preparados para futuras atividades.</p><p>A Escola Municipal de Ensino Fundamental</p><p>Grão-Pará conta com algumas</p><p>formações pedagógicas que permitem aos professores compreender a visão e a</p><p>missão da escola e como os seus papéis e responsabilidades individuais contribuem</p><p>para a sua concretização. As formações são centradas nas melhores práticas e</p><p>abordagens pedagógicas que os professores podem adotar para criar um ambiente</p><p>de aprendizagem positivo e propício para os seus alunos.</p><p>Assim a equipe gestora se põem a disposição, desde garantir que</p><p>os professores tenham os recursos necessários para educar eficazmente os alunos,</p><p>até à gestão de tarefas administrativas, como agendamento e orçamentos. Isto pode</p><p>assumir muitas formas, tais como proporcionar oportunidades de desenvolvimento</p><p>12</p><p>profissional, garantir que as salas de aula estejam equipadas como materiais e</p><p>recursos necessários para facilitar a aprendizagem eficaz dos alunos através do</p><p>trabalho dos professores, isso inclui tudo, desde suprimentos básicos, como</p><p>canetas, lápis e papel, até tecnologias mais avançadas, como computadores,</p><p>projetores e quadros interativos. Com essas ferramentas a professora regente</p><p>planeja suas aulas com os materiais dispostos pela gestão e base curricular</p><p>seguindo os padrões nacionais. No entanto, como uma boa professora sabe que a</p><p>sala de aula não se trata apenas de seguir um currículo definido, mas também de</p><p>criar um ambiente de aprendizagem estimulante que atenda às diversas</p><p>necessidades e estilos de aprendizagem dos seus alunos.</p><p>Assim a professora regente inicia sua aula organizando a estrutura</p><p>e posicionamento de alguns alunos, colocando os com deficiências visuais na frente</p><p>de sala de modo que possam visualizar melhor as coisas dispostas no quadro em</p><p>seguida, a professora inicia o trabalho diário da aula e começa discutindo a aula do</p><p>dia anterior, dessa forma ela incentiva a participação ativa dos alunos e</p><p>tenta envolver todos, fazendo perguntas e convidando os alunos a compartilharem</p><p>suas opiniões. Os alunos expressam seus pensamentos e ideias com confiança,</p><p>levando a discussões e debates saudáveis, pois ela preza por um espaço respeitoso</p><p>e acolhedor.</p><p>Após discutir a aula do dia anterior, a professora apresenta o tema do dia e</p><p>explica os objetivos de aprendizagem. Ela usa métodos interativos, como atividades</p><p>em grupo, apresentações multimídia e exemplos da vida real para tornar a aula mais</p><p>envolvente e compreensível para os alunos. A professora é muito</p><p>paciente e compreensiva com os alunos que podem ter dificuldade em</p><p>compreender os conceitos e fornece-lhes apoio e recursos adicionais para ajudá-</p><p>los a ter sucesso.</p><p>Durante a aula, alguns alunos participaram das discussões e fizeram</p><p>perguntas ponderadas. Também demonstraram respeito e consideração pelos</p><p>colegas, ouvindo com atenção e permitindo que todos participassem. O ambiente</p><p>nasala de aula era calmo e propício ao aprendizado. Os alunos se concentraram no</p><p>trabalho e demonstraram muita disciplina. Puderam aprender e absorver a matéria</p><p>apresentada nas aulas, o que comprovou a sua dedicação e a eficácia dos métodos</p><p>de ensino utilizados.</p><p>13</p><p>4 RELATO DA ANÁLISE DE MATERIAIS DIDÁTICOS DA ESCOLA</p><p>Com base na análise do material didático realizada, observou-se que a escola</p><p>possui recursos como cartazes, desenhos, dados, histórias em quadrinho,</p><p>ilustrações, mural, jogos educativos, brinquedoteca, sala de musicalização, e o</p><p>material didático utilizado que dispõem de um baú contendo recursos como</p><p>fantoche, cenário e livros. O livro didático utilizado para o 1º Período da Educação</p><p>Infantil, é o Toni Itinerários, dividido em duas apostilas (Portfólio Parte 1 e Portfólio</p><p>Parte 2) e um livro de materiais destacáveis. A professora também possui</p><p>material de apoio que inclui o “Itinerários do professor”.</p><p>Esse material está apoiado nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a</p><p>Educação Infantil, nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Especial,</p><p>na Base Nacional Comum Curricular e nos preceitos da abordagem educacional</p><p>desenvolvida por Lóris Malaguzzi. Está separado por 4 módulos, sendo dois</p><p>na parte1 e dois módulos na parte 2. Assim, o Módulo 1 (Percebendo o Mundo)</p><p>possui 18 Vivências, o Módulo 2 (Era uma Vez) conta com 16 vivências. O módulo 3</p><p>(Um mundo de sons) possui 13 vivências e por fim o Módulo 4 (Olhando para o céu)</p><p>possui 17 vivências).</p><p>Assim, por exemplo, o Módulo 1 Percebendo o Mundo aborda o itinerário “É</p><p>assim que eu sou”, que trabalha com a identidade, rosto e cores, desenho e escrita,</p><p>nome próprios, letras e palavras. Ainda nesse módulo o material apresenta</p><p>o itinerário ‘Aprendendo com o corpo”, que trabalha o corpo humano, características</p><p>físicas e osórgãos dos sentidos. Por fim, nesse módulo 1 possui o itinerário “ A</p><p>escola e os colegas” que aborda a escola, os ambientes da escola, dias da semana</p><p>e marcação do tempo. Assim, no planejamento diário sempre tem o uso do livro</p><p>didático, uma atividade produzida pela professora, chamada de atividade de sala,</p><p>além de enviar para casa uma atividade extraclasse. O espaço da sala de aula é</p><p>repleto de cartazes com letras e números, nomes dos alunos, dia da semana,</p><p>armários para guardar os materiais da professora e dos alunos, e uma bancada para</p><p>organização e guardar as mochilas dos alunos. A maioria das atividades são</p><p>realizadas no ambiente da sala de aula, usando os recursos de folhas impressas,</p><p>estojo, aparelho de som, quadro branco, ou lousa digital. Para a escolha</p><p>dos recursos a docente planeja de acordo com o conteúdo que deverá ser</p><p>14</p><p>trabalhado, bem como a adequação dos materiais a faixa etária manipulação</p><p>acessível.</p><p>Assim, por exemplo, no módulo 2 “Era uma Vez” as atividades sugeridas no</p><p>material didático intitulada “Um conto sob diferentes ângulos”, as expectativas de</p><p>aprendizagem são para que os alunos desenvolvam a escuta por meio do conto de</p><p>fadas “ A Bela Adormecida”. Além de conseguirem expressar oralmente opiniões e</p><p>percepções sobre o texto ouvido e expressar por meio da escrita espontânea ideias,</p><p>desejos e sentimentos. Então por meio da Vivência “Ilustrando o conto” os alunos</p><p>devem recontar a história “A Bela Adormecida” por meio das cenas principais. E na</p><p>Vivência “Onde Estamos? ”, os alunos são estimulados a escrever a palavra</p><p>“castelo” da forma que conseguirem. Em seguida no item “Quem são estas</p><p>personagens? ”, os alunos são motivados a fazer a escrita espontânea das palavras</p><p>“rainha, rei e fadas”.</p><p>Fonte:</p><p>PRADO, A.; HULLE, C. Toni Itinerários: educação infantil: integrado: portfólio:</p><p>volume 2, parte 1. 1. ed. São Paulo: FTD, 2017.</p><p>15</p><p>5 PROPOSTA DE ATIVIDADE PARA ABORDAGEM DOS TEMAS</p><p>CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS DA BNCC</p><p>Sobre o contexto sociocultural exigir mais competências frente a digitalização do</p><p>ensino. Diante desse contexto, proponho uma atividade que aborde temas</p><p>contemporâneos transversais da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) a fim de</p><p>promover o desenvolvimento da competência docente digital e a colaboração entre</p><p>alunos e professores. Atividade será centrada no tema sustentabilidade, que é um dos</p><p>temas transversais da BNCC.</p><p>Os alunos terão a tarefa de pesquisar e analisar o impacto das atividades</p><p>humanas no meio ambiente e propor soluções para mitigar os efeitos negativos. Isto será</p><p>feito através do uso de tecnologias digitais, como ferramentas de pesquisa online,</p><p>software de análise de dados e apresentações multimídia. Para promover a colaboração,</p><p>os alunos trabalharão em grupos e receberão funções e responsabilidades</p><p>específicas para garantir que todos participem e contribuam para o projeto. Os</p><p>professores vão agir como facilitadores, fornecendo orientação e apoio aos alunos</p><p>durante todo o projeto. A atividade será estruturada de forma</p><p>alinhada à abordagem de</p><p>ensino e aprendizagem da BNCC, com foco no desenvolvimento de competências como</p><p>pensamento crítico, criatividade, comunicação e colaboração.</p><p>Ao participar nesta atividade, os alunos não só desenvolverão as suas</p><p>competências digitais, mas também obterão uma compreensão mais profunda da</p><p>importância da sustentabilidade e do impacto das atividades humanas no ambiente.</p><p>Além disso, a utilização de tecnologias digitais nesta atividade proporcionará aos</p><p>alunos a oportunidade de aprenderem sobre novas ferramentas e software que podem</p><p>ser utilizados noutras áreas da sua vida académica e profissional.</p><p>16</p><p>6 RELATO DA ENTREVISTA COM O PROFESSOR REGENTE</p><p>Meu estágio realizou-se na escola Grão Pará na educação fundamental na</p><p>sala do primeiro ano no turno da manhã na sala são 20 crianças e uma atípica com</p><p>laudo.</p><p>A professora regente Elke Suzane onde a mesma tem 25 anos de profissão,</p><p>conclui o magistério no ano de 1998. Sua graduação foi concluída em 2006 dando</p><p>assim sequência em sua pós onde fez neuropsicológica e administração escolar em</p><p>supervisão e orientação.</p><p>Já atua como professora há mais de 25 anos já trabalhou em várias escolas no</p><p>município.</p><p>A professora relata que ainda continua fazendo cursos de aperfeiçoamento</p><p>para sua profissão afirma que enquanto não se aposentar vai continuar estudando.</p><p>Os recursos que são usados de acordo com a atividade proposta como</p><p>músicas, vídeos etc, de acordo com a necessidade do planejamento.</p><p>Todo o material didático é mandado pela Secretaria de Educação , cada aluno</p><p>no ato da matrícula precisa que compre os materiais pessoais como caderno, agenda</p><p>e os que são usados no dia a dia no decorrer das suas atividades e tornando suas</p><p>aulas bem dinâmicas.</p><p>na rotina dos alunos, são bem elaboradas com oração e agradecimento,</p><p>músicas onde quem quiser pode participar cantando, em seguida atividades são</p><p>passadas onde tem uma rotina a ser seguida, uma aula muito divertida onde a</p><p>professora sempre visa o seu objetivo e aprendizagem dos alunos.</p><p>A professora se atenta para que . O aluno que é autista participe e seja incluído</p><p>nas atividades, uma sala muito agradável e alegre onde todos os materiais didáticos</p><p>necessários para que aconteça de forma clara e lógica .</p><p>A sala tem um espaço muito agradável e criativo onde está amostra das</p><p>crianças o material que é usado e trabalhado no dia a dia em sala as disciplinas são</p><p>trabalhadas diariamente seguidas pelas normas da BNCC.</p><p>A professora relata que é uma turma muito boa e participativa facilitando assim</p><p>o seu trabalho e o objetivo proposto Uma professora muito humana onde me recebeu</p><p>com carinho e atenção uma turma onde gostei muito e aprendi também uma</p><p>experiência muito boa que vou lembrar com muito carinho os dias que fiquei lá.</p><p>17</p><p>18</p><p>7 RELATO DE REUNIÃO PEDAGÓGICA OU CONSELHO DE CLASSE</p><p>Tive a oportunidade de participar de um conselho de classe onde foi discutido</p><p>as notas dos alunos com a presença dos professores, pedagogos e coordenadores</p><p>do turno em questão. Durante o conselho de turma, cada professor apresentou as</p><p>notas de suas respectivas disciplinas, destacando os pontos fortes e fracos de cada</p><p>aluno. Os pedagogos e coordenadores também contribuíram apresentando o</p><p>desempenho acadêmico geral da turma e discutindo possíveis soluções para</p><p>melhorar as notas gerais.</p><p>O conselho de classe foi uma plataforma eficiente para os professores e</p><p>coordenadores identificarem as áreas em que os alunos estavam com dificuldades e</p><p>elaborarem estratégias para apoiá-los. Como relatório, o conselho de classe serviu</p><p>como uma ferramenta esclarecedora para o desenvolvimento acadêmico dos alunos.</p><p>A estrutura do conselho permitiu aos professores discutir os pontos fortes e</p><p>fracos individuais dos seus alunos, dando-lhes uma oportunidade única de identificar</p><p>áreas onde cada aluno necessitava de apoio.</p><p>Com os pedagogos e coordenadores fornecendo uma visão geral</p><p>do desempenho geral da turma, o conselho forneceu um quadro abrangente</p><p>e detalhado do desempenho da turma. Um tema em particular me chamou a</p><p>atenção, onde uma coordenadora apresentou a necessidade de buscar ativamente</p><p>os alunos faltosos para evitar a evasão escolar. O conselho iniciou uma discussão</p><p>cuidadosa, considerando várias soluções e estratégias para resolver o</p><p>problema.</p><p>Reconheceram a importância da intervenção precoce e debateram ideias para</p><p>se conectarem com alunos que estavam em risco de abandono escolar. O que mais</p><p>me impressionou foi o compromisso do conselho em dar seguimento a</p><p>estas discussões. Eles estabeleceram itens de ação e prazos claros, e cada membro</p><p>foi responsável por sua parte no processo. Este nível de responsabilidade</p><p>e acompanhamento demonstrou a dedicação do conselho em causar um impacto</p><p>significativo e melhorar os resultados dos alunos.</p><p>O conselho proporcionou um espaço seguro para a troca de ideias e permitiu</p><p>a polinização cruzada de ideias que promoveram o desenvolvimento dos alunos.</p><p>Concluindo, o conselho de turma foi um acréscimo valioso à estrutura</p><p>acadêmica da escola.</p><p>19</p><p>8 RELATO DO LEVANTAMENTO DE MATERIAIS DE APOIO ESPECÍFICOS</p><p>PARA ABORDAGEM DOS TEMAS TRANSVERSAIS CONTEMPORÂNEOS</p><p>Os Temas Contemporâneos e Transversais se caracterizam por ser um</p><p>conjunto de assuntos que aparecem concomitantemente em áreas determinadas do</p><p>currículo, que se constituem na necessidade de um trabalho mais significativo e</p><p>expressivo de temáticas sociais nas unidades escolares. São temas que envolvem</p><p>um aprender sobre a realidade, na realidade e da realidade, preocupando-se</p><p>também em interferir na realidade para transformá-la. Dentro desta perspectiva o</p><p>Colégio Grão Pará, propõe trabalhar os temas de Educação Soco emocional;</p><p>Educação Financeira; Inovação, Ciência e Tecnologia; Diversidade Cultural;</p><p>Educação Alimentar; e Educação Ambiental.</p><p>Educação Financeira:</p><p>O objetivo é proporcionar ao aluno, desde a Educação Infantil, a</p><p>aprendizagem em relação ao dinheiro, gerando a qualidade de uma vida sustentável</p><p>e garantindo a segurança material e as condições para uma vida financeira</p><p>saudável. Utilizam materiais lúdicos, como notas que simulam dinheiro, folhas</p><p>impressas que são enviadas para casa com atividades para realizar com família.</p><p>O objetivo é desenvolver nos estudantes um conjunto de habilidades para</p><p>lidar com suas próprias emoções, se relacionando com os outros e gerenciando sua</p><p>vida, por meio do autoconhecimento, colaboração resolução de problemas. Além</p><p>de serem competências utilizadas cotidianamente nas diversas situações da vida,</p><p>integrando o processo que prepara para aprender a conhecer, aprender a conviver,</p><p>aprender a fazer junto e aprender a ser.</p><p>Diversidade Cultural:</p><p>Para que o aluno possa lidar com a</p><p>Diferença é importantes familiarizar com a diversidade, presente em diversas</p><p>situações do cotidiano da vida nos espaços educativos, integrando a prática</p><p>pedagógica à temática. Aborda as diversidades culturais bem como suas</p><p>singularidades, através do processo de conhecer, descobrir, interagir,</p><p>crescer apropriar-se de novos repertórios de forma envolvente em todos os</p><p>segmentos ofertados.</p><p>Educação Alimentar:</p><p>20</p><p>O desenvolvimento de um Projeto sobre a Educação Alimentar, busca</p><p>fomentar nos alunos hábitos saudáveis, pois a alimentação é a base da promoção e</p><p>a prevenção da saúde, possibilitando a afirmação plena do potencial de crescimento</p><p>e desenvolvimento humano com qualidade de vida. Pretende-se levarão</p><p>conhecimento dos alunos e famílias que tanto a carência quanto o excesso de</p><p>alimentos podem gerar doenças e prejudicar o crescimento de forma saudável.</p><p>Educação Ambiental:</p><p>Procura desenvolver um trabalho voltado para a conscientização da</p><p>comunidade escolar para a preservação do meio ambiente. Essa inquietação</p><p>global,</p><p>considera a valorização da qualidade de vida e a percepção deque a sobrevivência</p><p>do homem depende diretamente da preservação dos recursos naturais.</p><p>Inovação, Ciência e Tecnologia:</p><p>Tem como objetivo desenvolver habilidades relacionadas ao</p><p>empreendedorismo, criatividade e trabalho colaborativo. Possibilitarão aluno</p><p>compreender a importância das inovações e das tecnologias digitais como recursos</p><p>essenciais/ações para o desenvolvimento pessoal e profissional. Trabalhar esse</p><p>tema de forma interdisciplinar possibilita o aluno compreender, com base em</p><p>diferentes áreas do conhecimento, a realidade sociocultural contemporânea.</p><p>21</p><p>9 RELATO DO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA BNCC NA ESCOLA</p><p>A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter</p><p>normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens</p><p>essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e</p><p>modalidades da Educação Básica, de modo a que tenham assegurados seus</p><p>direitos de aprendizagem desenvolvimento, em conformidade com o que preceitua o</p><p>Plano Nacional de Educação (PNE). Este documento normativo aplica-se</p><p>exclusivamente à educação escolar, e está orientado pelos princípios éticos,</p><p>políticos e estéticos que visam à formação humana integral e à construção de uma</p><p>sociedade justa, democrática inclusiva, como fundamentado nas Diretrizes</p><p>Curriculares Nacionais da Educação Básica (DCN) (BRASIL, 2018).Assim,</p><p>alinhando-se à compreensão de que existem itinerários para a aprendizagem,</p><p>delineadas ao longo da história acadêmica do aluno, desde a Educação Infantil até o</p><p>Ensino Médio, concebe o processo de aprendizagem, como um espiral - concepção</p><p>essa que se iguala à BNCC, ao explicitar as competências e habilidades a serem</p><p>desenvolvidas ao longo da Educação Básica(CNEC, 2019).Desde a concepção do</p><p>seu Projeto Político Pedagógico até a escolha do material didático a ser utilizado, a</p><p>implementação da BNCC na escola ocorreu deforma tranquila e dentro do prazo.</p><p>Assim, reuniões foram realizadas para leitura do documento, bem como no início de</p><p>cada ano letivo é realizado uma semana de preparação denominada de Jornada</p><p>Pedagógica para retomar alguns pontos e melhorar os processos de ensino-</p><p>aprendizagem. Juntamente, ao adotar o material didático Toni Itinerários, foram</p><p>realizados encontros de formação, para compreender a proposta da BNCC alinhada</p><p>com o novo material. Esse material é utilizado desde de 2020, portanto já está</p><p>incorporado na prática docente. Portanto, o material atende às diretrizes da BNCC e</p><p>o PPP foi atualizado no final de 2019 para que em 2020 todo o segmento já</p><p>estivesse de acordo com a legislação educacional vigente.</p><p>22</p><p>10 RELATO DA ANÁLISE DOS INSTRUMENTOS AVALIATIVOS UTILIZADOS</p><p>PELO PROFESSOR</p><p>A avaliação do desenvolvimento do aluno na educação infantil é realizada</p><p>com foco formativo, considerando as dimensões afetiva, social, cognitiva e</p><p>psicomotora, relacionadas ao processo de aprendizagem. O resultado da avaliação</p><p>do desenvolvimento do aluno é expresso por meio de relatórios descritivos e</p><p>portfólios de atividades, cujo resultado é apresentado, trimestralmente, aos</p><p>responsáveis. Ou seja, o processo avaliativo da Educação Infantil é registrado por</p><p>meio de pareceres descritivos, divididos trimestralmente abordando os componentes</p><p>curriculares, onde o docente avalia, a partir de conceitos de aprendizagem, se tal</p><p>habilidade se encontra “Não Vivenciada (NV), Básica (BA), Adequada (AD) ou</p><p>Avançada (AV). Assim, no componente curricular de Artes é avaliado se o aluno já:</p><p>Explora objetos tridimensionais por meio da observação e manipulação. Expressa</p><p>livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura, criando</p><p>produções. Manuseia de forma correta e cuidadosa a tesoura. Manuseia</p><p>e experimenta materiais diversos em diferentes planos, criando objetos artísticos.</p><p>Produz composições simples com textura. Realiza modelagem a partir de temas</p><p>propostos. Reconhece as cores primárias e secundárias.</p><p>No componente curricular de Natureza e Sociedade é avaliado se o</p><p>estudante já: Compartilha com outras crianças situações de cuidado de plantas e ani</p><p>mais. Desenvolve atitudes de manutenção dos espaços públicos, privados, coletivos</p><p>e domei-o ambiente. Identifica os diferentes ambientes da escola, locomovendo - se</p><p>com facilidade. Organiza seu material pessoal espontaneamente. Participa de</p><p>atividades de preparação de alimentos, aprendendo sobre higiene de alimentos</p><p>saudáveis. Percebe a importância da higiene do vestuário, da alimentação para a</p><p>manutenção da saúde. Zela pela conservação do ambiente e de seus pertences. No</p><p>componente Oficina Mão na Massa, é avaliado se o aluno já: Amplia diferentes</p><p>estratégias motoras para separar objetos altos de baixos, curtos de compridos, etc.</p><p>Apresenta força ao picotar papel. Apresenta habilidades capacidades motoras.</p><p>Consegue segurar corretamente a tesoura. Coopera com os colegas na realização</p><p>das atividades. Coordena habilidades manuais no atendimento adequado a seus</p><p>interesses e necessidades. Cria e valoriza movimentos pela utilização de diferentes</p><p>modalidades de dança. Experimenta diferentes situações que ampliem a consciência</p><p>23</p><p>de suas potencialidades e limites do corpo. Investiga objetos com as mãos,</p><p>identificando qualidades e diferenças no aspecto físico. Manipula materiais diversos</p><p>para confeccionar brinquedos com materiais alternativos. Participado situações de</p><p>brincadeiras, escolhe os parceiros, objetos, temas, espaço personagens. Produz</p><p>tintas alternativas a partir de materiais naturais em estado original ou acrescentando</p><p>cola. Realiza atividades com materiais de diferentes tamanhos para desenvolver a</p><p>coordenação motora fina assim por diante, vale ressaltar que todo esse processo é</p><p>validado pela Coordenadora Pedagógica.</p><p>24</p><p>11 RELATO DA ANÁLISE DA ATUAÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA NO</p><p>ACOMPANHAMENTO DA DISCIPLINA</p><p>O acompanhamento da equipe pedagógica no ambiente escolar é de extrema</p><p>importância para a prática pedagógica do docente. Assim, a coordenadora</p><p>pedagógica é a responsável por acompanhar a condução das práticas pedagógicas</p><p>dos professores regentes da educação infantil e dos anos iniciais do ensino</p><p>fundamental. Cabe a esta profissional a tarefa de receber e validar o planejamento</p><p>semanal realizado pelos docentes, bem como realizar as reuniões de orientação e</p><p>alinhamento das condutas dos professores. Nesse contexto a equipe pedagógica</p><p>é composta pela coordenação e direção, assim cabe a coordenação o papel de</p><p>orientar o professor, conforme o PPP, à elaboração do planejamento anual,</p><p>semestral ou trimestral. Com base nesse planejamento, os professores constroem o</p><p>plano de aula e aplicam em sala de aula, sendo sua base de orientação,</p><p>contemplando todos os conhecimentos que serão trabalhados durante o ano letivo.</p><p>Portanto, para a elaboração desse planejamento são orientados a consultar o PPP,</p><p>que dispõe sobre as habilidades essenciais da BNCC, utilizando ainda outros</p><p>dispositivos, como as Diretrizes para a Educação Infantil, principal documento que</p><p>orienta o trabalho lúdico do professor no desenvolvimento das atividades com as</p><p>crianças, como contemplar as interações e as brincadeiras em todos os momentos</p><p>do desenvolvimento das atividades. A função da direção não se relaciona apenas</p><p>com questões administrativas, mas também em relação a apoiar a coordenação no</p><p>relacionamento com os professores. A direção deve reunir questões administrativas</p><p>com o trabalho da equipe pedagógica, visando qualidade no serviço, seja em</p><p>questões com professores, elaboração do PPP, entre outros, pois a equipe</p><p>pedagógica e os demais funcionários são o apoio para o exercício de seu trabalho. A</p><p>relação da direção com a equipe pedagógica é extremamente importante para</p><p>a qualidade dos processos educativos no contexto escolar, pois a função social da</p><p>escola engloba</p><p>responsabilidades de todos os integrantes da escola.</p><p>25</p><p>12 RELATO DA OBSERVAÇÃO</p><p>Meu estágio foi na sala onde a turma tem 20 crianças e 1 com laudo. Uma</p><p>sala bem agradável e alegre onde todos os materiais didáticos necessários para</p><p>que acontece uma aula bem divertida.</p><p>A professora sempre muito atenciosa e dedicada com todos e todas. As</p><p>suas aulas são planejadas e bem atrativas sempre buscando a participação de</p><p>todos, segue rigorosamente os campos de experiências que são as normas da</p><p>BNCC.</p><p>Suas aulas são muito alegres e todos participam de suas aulas, também</p><p>são fora de sala onde, as crianças exploram bastante todos os espaços que</p><p>existe na escola.</p><p>Eles têm uma rotina onde cada momento tem sua atividade e elas são</p><p>adaptadas e conseguem seguir essa rotina. Eles gostam muito nos dias da</p><p>minha observação o assunto era sobre fonema os alunos participaram da aula</p><p>onde todos puderam dá sua contribuição.</p><p>O aluno autista se chama Robert, é uma criança muito carinhosa, ganhei</p><p>até um abraço e um beijo dele, tem uma mediadora que fica com todos os</p><p>momentos desde a entrada até a saída. Observei que os alunos já sabem que ele</p><p>é autista e que nem tudo ele irá entender assim às vezes precisando um pouco de</p><p>mais atenção tanto dos alunos quanto do professor.</p><p>A professora com mais de vinte anos na educação sabe conduzir a sala com muita sabedoria e</p><p>diversão assim conseguindo atrair a atenção dos alunos fazendo com que todos participem</p><p>uma sala onde aprenderem também com eles são momentos do nosso estágio onde sentimos</p><p>muitas saudades quando terminamos.</p><p>26</p><p>13 PLANOS DE AULA</p><p>MODELO DE PLANO DE AULA</p><p>Plano de Aula</p><p>Identificação</p><p>Escola Grão PARÁ</p><p>Professor regente Elke Suzane</p><p>Professor estagiário Kelly Estumano dos Santos</p><p>Disciplina Português</p><p>Série 1º ano</p><p>Turma A</p><p>Período Matutino</p><p>Conteúdo</p><p>Apresentação do Alfabeto.</p><p>Objetivos</p><p>Objetivo geral</p><p>(EF01LP04)Distinguir as letras do alfabeto de outros sinais</p><p>gráficos.</p><p>(EF01MA01)Utilizar números naturais como indicador de</p><p>quantidade ou de ordem em diferentes situações cotidianas e</p><p>reconhecer situações em que os números não indicam contagem</p><p>nem ordem,mas sim códigos de identificação.</p><p>27</p><p>Metodologia</p><p>Iniciaremos com uma roda de conversa com os alunos abordando</p><p>o assunto e logo em seguida uma chamadinha divertida onde todos</p><p>terão que responder de uma forma muito dinâmica e divertida.</p><p>Leitura das regras de convivência.</p><p>Recursos</p><p> Papel A4</p><p> Tesoura</p><p> Lápis e borracha</p><p> Lápis de cor e cera</p><p> Data show</p><p>Avaliação</p><p>Explicações das atividades</p><p>Análise escrita e correção após a devolução das atividades.</p><p>Referências</p><p>Carpaneda, Isabella Pessoa de Melo - 1 º Ed. – São Paulo: FTD, 2021.</p><p>28</p><p>Plano de Aula</p><p>Identificaçã</p><p>o</p><p>Escola Grão Pára</p><p>Professor regente Elke Suzane</p><p>Professor estagiário Kelly Estumano dos Santos</p><p>Disciplina Português</p><p>Série 1 º ano</p><p>Turma A</p><p>Período Matutino</p><p>Conteúdo</p><p>Apresentação das vogais</p><p>Espaço e localização.</p><p>Objetivos</p><p>Objetivo geral</p><p>(EFO1LPO5) Reconhecer o sistema de escrita alfabética como</p><p>representação dos sons da fala.</p><p>(EF01MA12) Descrever a localização de pessoas e de objetos</p><p>no espaço segundo um dado de ponto de referência</p><p>compreendendo que, para a utilização de termos que se referem</p><p>à posição, como direita, esquerda, em cima, em baixo é</p><p>necessário explicitar-se o referencial.</p><p>Objetivos específicos</p><p> Reconhecimento das vogais</p><p> Saber identificar espaço e localização</p><p>29</p><p>Metodologia</p><p>Iniciaremos com uma roda de conversa sobre o assunto e logo em</p><p>seguida uma chamadinha divertida onde cada aluno será chamado</p><p>para falar um pouco sobre o assunto.</p><p>Recursos</p><p> Tesoura ,lápis e borracha</p><p> Atividades xerocada</p><p> notebook</p><p>Avaliação</p><p>Atividade</p><p> Análise escrita e correção após a devolução das atividades.</p><p>Observar se a criança conseguiu reconhecer a letra e sua</p><p>interação sobre o assunto com a turma.</p><p>.</p><p>Referências</p><p>Carpaneda, Isabella Pessoa de Melo - 1 º Ed. – São Paulo: FTD, 2021.</p><p>30</p><p>Plano de Aula</p><p>Identificaçã</p><p>o</p><p>Escola Grão Pará</p><p>Professor regente Elke Suzane</p><p>Professor</p><p>estagiário</p><p>Kelly Estumano dos Santos</p><p>Disciplina Geografia</p><p>Série 1 º ano</p><p>Turma A</p><p>Período Matutino</p><p>Conteúdo</p><p> Ponto de Referência Dentro e Fora</p><p>Objetivos</p><p>Objetivo geral</p><p> (EF01GE09) O sujeito e o seu lugar no mundo utilizar e elaborar</p><p>mapas simples pra localizar elementos do local de vivência</p><p>considerando referenciais espaciais(frente e atrás,perto e</p><p>longe,esquerda e direita , em cima e embaixo dentro e fora) e</p><p>tendo o corpo como referência.</p><p>Objetivos específicos</p><p> Experimentar brincadeiras rítmicas para desenvolver noção de</p><p>espaço e movimento.</p><p> Deslocar-se de diferentes modos: andando de frente, de costa,</p><p>correndo, agachando, rolando, saltando e outros.</p><p>31</p><p>Metodologia</p><p>Roda de conversa ,chamadinha divertida e leitura das regras de</p><p>convivência.</p><p>Recursos</p><p> Papel</p><p> Tesoura</p><p> Lápis de cor e giz de cera</p><p>Avaliação</p><p>Explicação das atividades proposta</p><p>Correção das atividades</p><p>Atividades com blocos e brinquedos</p><p>Referências</p><p>Lungov, Mônica. Aprender juntos geografia e história. 1 º ed. São</p><p>Paulo: Edições SM, 2021 – (Aprender Juntos).</p><p>32</p><p>Plano de Aula</p><p>Identificaçã</p><p>o</p><p>Escola Grão Pará</p><p>Professor regente Elke Suzane</p><p>Professor estagiário Kelly Estumano dos Santos</p><p>Disciplina Arte</p><p>Série 1 º ano</p><p>Turma A</p><p>Período Matutino</p><p>Conteúdo</p><p> Espaço e localização.</p><p>Objetivos</p><p>Objetivo geral</p><p> (EF15AR02) Explorar e reconhecer elementos constitutivos das</p><p>artes visuais (ponto, linha,forma,cor,espaço,movimentos etc.)</p><p>33</p><p>Metodologia</p><p>Primeiro uma oração em seguida faremos uma roda onde</p><p>iniciaremos uma meditação com um yoga uma chamadinha</p><p>divertida onde todos terão que se exercitar e uma leitura.</p><p>Recursos</p><p> Notebook</p><p> Papel A4</p><p> Lápis e borracha</p><p>Avaliação</p><p>Atividades</p><p> Explicação das atividades</p><p> Correção das atividades</p><p> Apresentação de uma dinâmica em dança.</p><p>Referências</p><p>Lungov, Mônica. Aprender juntos geografia e</p><p>história. 1 º ed. São Paulo: Edições SM, 2021 –</p><p>(Aprender Juntos).</p><p>34</p><p>35</p><p>14 RELATO DA APRESENTAÇÃO DOS PLANOS DE AULA AO PROFESSOR</p><p>Após a elaboração de todos os planos de aula que se refere as atividades de</p><p>regência, marquei primeiramente uma reunião com a equipe pedagógica</p><p>da instituição estagiada, posteriormente solicitei uma reunião com os professores os</p><p>quais aplicaria os planos de aulas elaborados.</p><p>A reunião com a equipe pedagógica foi de extrema importância, pois fui capaz</p><p>de sanar diversas dúvidas sobre a elaboração dos planos de aulas, pois só tinha</p><p>conhecimento teórico e não o pratico, também foi por essa reunião que compreendi</p><p>quais seriam os planos de aulas que poderiam ser aplicados como planejado.</p><p>As pedagogas foram solicitas quanto minhas dúvidas, mas tive que adaptar</p><p>algumas questões dos planos de aula, como o dia de execução, pois nos dias</p><p>tiveram as semanas de jornadas pedagógicas e as datas tiveram que</p><p>sofrem alterações.</p><p>O alinhamento com o conteúdo dos professores também foi uma demanda</p><p>das pedagogas regentes, elas me orientaram para alinhar meus planos de aulas</p><p>com os conteúdos ministrados para evitar que o professor tenha mais trabalho, pois</p><p>um plano de aula como finalidade de aprendizado muito diferente poderia confundir</p><p>os alunos.</p><p>Posteriormente direcione-me aos professores regentes apresentando meus</p><p>planos de aula, dessa maneira detalhei as maneiras como irei desenvolver a minha</p><p>regência com a sua observação atenta, juntamente com os professores regentes</p><p>analisamos meus planos de aula e</p><p>colocamos de forma pertinentes aos conteúdos</p><p>que o professor estava ministrando para não perder o foco e continuidade</p><p>do aprendizado dos alunos, assim não precisamos alterar os conteúdos dos planos</p><p>de aula.</p><p>Seguindo as orientações da documentação de estágio expliquei de forma</p><p>detalhadas as seguintes questões:</p><p>- Objetivos das aulas;</p><p>- Conteúdos elencados;</p><p>- Procedimentos metodológicos;</p><p>- Tipos de atividades;</p><p>- Critérios de avaliação</p><p>36</p><p>Assim o profissional regente estava ciente das competências que deveriam</p><p>ser alcançadas pelos meus planos de aula, de modo que se torna</p><p>agente transformador e moldador das capacidades de construir habilidades positivas</p><p>como futuro profissional.</p><p>Desta maneira prática torna-se imprescindível para a teoria não ficar somente</p><p>na verbalização assim para Paulo Freire “A teoria sem a prática vira 'verbalismo',</p><p>assim como a prática sem teoria, vira ativismo. No entanto, quando se une a prática</p><p>com a teoria tem-se a práxis, a ação criadora e modificadora da</p><p>realidade. ”</p><p>(FREIRE, 1996, p. 25).</p><p>Os estágios supervisionados vão muito além do cumprimento de requisitos</p><p>obrigatórios acadêmicos. Torna-se esta é uma excelente oportunidade de</p><p>crescimento pessoal e profissional. É uma importante ferramenta de integração e</p><p>troca entre a universidade, escola e a comunidade. Portanto, aprender e continuar</p><p>sendo professor faz parte do cotidiano do professor. É assim que os profissionais</p><p>sempre souberam conectar teoria e prática de modo a humanizar a educação</p><p>(FILHO, 2010).</p><p>Deste modo construindo-me como futuro profissional qualificado e</p><p>empenhando um verdadeiro papel de perfeito cidadão no contexto social, pois atuar</p><p>como um multiplicador e difusor de conhecimento e ajudando na formação de</p><p>cidadãos com olhar crítico e mais engajados, que é o real objetivo da educação em</p><p>contexto nacional.</p><p>37</p><p>15 RELATO DA REGÊNCIA</p><p>Minha regência foi no fundamental na sala do primeiro ano da professora Elke.</p><p>A professora regente muito experiente onde a mesma iniciou sua profissão</p><p>quando concluiu o magistério no ano de 1998. Sua graduação foi concluída em 2006</p><p>onde sua especialização é Neuropsicologia e Administração Escolar.</p><p>A professora avaliou os planos de aula antes de ministrar a aula e disse que</p><p>eles estavam aptos para a atividade que foi proposta minha metodologia</p><p>primeiramente uma roda de conversa sobre o assunto que ia ser passado. A</p><p>professora muito educada onde me deixou bem á vontade em sala.</p><p>Antes de tudo estudei os assuntos e observei para poder falar sobre</p><p>ele com os alunos.</p><p>Precisei usar um notebook porque em algumas aulas iria passar um</p><p>vídeo todos os recursos que utilizei a professora analisou antes.</p><p>Os alunos conseguiram ouvir com atenção, em alguns momentos teve</p><p>aquelas distrações que são normais mais em geral fiquei muito satisfeita com o</p><p>resultado. Sempre procurando falar de uma maneira que eles compreendessem, os</p><p>alunos participaram e alguns fizeram até perguntas, no começo ficaram meio tímidos,</p><p>mas logo se soltaram.</p><p>As aulas foram bem proveitosas e o professor me deu total autonomia</p><p>na sala, em nenhum momento me interrompeu para questionar alguma coisa. Aprendi</p><p>muito também e gostei muito da sala que fiquei passei um jogo educativo relacionado</p><p>ao assunto que eles estavam vendo em sala.</p><p>Quando fui ministrar as aulas, antes passei todos os planos para a</p><p>professora Elke a mesma falou que estavam de acordo com as normas da BNCC e</p><p>que precisaria mudar poucas coisas nos planos.</p><p>Utilizei a metodologia que mais iria chamar atenção dos alunos por</p><p>serem crianças precisa ser usada uma maneira que consiga fazer com que eles se</p><p>atentem as aulas.</p><p>As aulas são também fora de sala, onde as crianças podem explorar</p><p>o máximo dos espaços que tem ao seu redor onde fiz uma dinâmica sobre fonemas</p><p>onde eles se divertiram muito.</p><p>Mesmo eles sendo pequenos eles já têm uma pequena noção sobre</p><p>38</p><p>o assunto, não só esses como também outros, por exemplo:</p><p>racismo e uma criança que lancha todo o dia e a outra que não.</p><p>Nesses dias que fiquei em sala sempre que iria</p><p>iniciar as aulas, gostava de dá uma introdução e fazer algumas perguntas para</p><p>eles sobre o assunto.</p><p>Observei que mesmo as crianças com laudo as que possuem</p><p>algum tipo de dificuldades ainda sim participavam mesmo que fosse por alguns</p><p>minutos.</p><p>Na rotina dos alunos tem que ser contada uma historia e depois</p><p>falar sobre ela e eles conseguiam responder as perguntas que eu fazia para eles.</p><p>Fiz todas as orientações que a professora me orientou para que</p><p>também não saísse da rotina deles não foi preciso fazer adaptação para o aluno</p><p>autista porque a sua mediadora o auxilia em todas as atividades.</p><p>Para mim foi muito gratificante estagiar nessa sala aprendi muito</p><p>também, observei durante esses dias que mesmo pequenos sabem qual o valor</p><p>e significado de carinho, atenção e amor e se preocupam um com os outros.</p><p>39</p><p>16 RELATO DA ANÁLISE DO REGIMENTO ESCOLAR</p><p>O Estágio Supervisionado II foi realizado na Escola Municipal de Ensino</p><p>Fundamental Grão Pará, localizada (o) na cidade de Tucuruí - PA. A instituição de</p><p>estágio oferta atendimento no período matutino, vespertino. A instituição atende</p><p>aproximadamente um total de 800 (oitocentos) alunos. Desse total 20 (vinte) são</p><p>alunos em processo de inclusão escolar.</p><p>Entre as etapas de ensino essa instituição contempla os Níveis e modalidade</p><p>de atendimento ensino infantil, fundamental I, fundamental II – modalidade</p><p>Normal, tendo em média 25 alunos por turma. A infraestrutura com 20 salas</p><p>de aula, área verde, auditório, banheiro infantil, biblioteca, parque, pátio</p><p>descoberto, quadra coberta, refeitório, laboratório de ciências, salas climatizadas,</p><p>sala de esportes, sala de música e infraestrutura acessível como sinalização visual,</p><p>rampas, banheiro adaptado e corrimão.</p><p>Na sala onde fiz o estágio porventura não tinha nenhum aluno com</p><p>atendimento especializando na área da educação especial, mas na escola tem</p><p>acolhimento a esse público onde pude observar o professor utiliza alguns recursos</p><p>específicos para alunos com necessidades educativas especiais: com diferentes</p><p>tipos de deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades</p><p>e superlotação. Na instituição tem uma sala específica para guarda do</p><p>material e tem espaços específicos para o desenvolvimento das atividades.</p><p>Esses recursos incluem uma variedade de auxiliares de ensino, como materiais de</p><p>áudio e visuais, tecnologia assistia, manipuláveis e ferramentas sensoriais que</p><p>podem ajudar os alunos com diferentes estilos de aprendizagem a entender e se</p><p>envolver com o currículo.</p><p>A abordagem dos professores para ensinar alunos com necessidades</p><p>especiais é adaptada a cada aluno individualmente, levando em consideração seu</p><p>estilo de aprendizagem único, pontos fortes e desafios. O professor pode usar</p><p>métodos de ensino alternativos, como atividades práticas, apoio de colegas</p><p>ou instrução individualizada, para ajudar o aluno a aprender e ter</p><p>sucesso. Além disso, o professor pode trabalhar em estreita colaboração com a</p><p>equipe multidisciplinar para desenvolver um Plano de Educação Individualizado</p><p>(IEP) que descreva metas e estratégias específicas para o desempenho acadêmico</p><p>e educacional do aluno.</p><p>40</p><p>. Ao longo do ensino fundamental, além de estimular a criatividade e pensar</p><p>em soluções inovadoras e eficazes para problemas sociais, cotidianos e práticos,</p><p>são propostas situações e experiências de aprendizagem que fortalecem a</p><p>autonomia e o protagonismo dos alunos. Nas salas de leituras os alunos são</p><p>estimulados através exercícios compartilhados de leitura oral mediados por</p><p>professores fortalecendo a imaginação</p><p>das crianças, fornecendo informações</p><p>sobre as obras, estimulam o diálogo com os leitores e levam a novas criações. É</p><p>entendido que o hábito da leitura movimenta, para além do mundo conhecido.</p><p>A valorização é particularmente evidente para práticas inovadoras que</p><p>diferem, de fato, no reconhecimento e aceitação da diversidade e na reflexão crítica</p><p>sobre valores como ética, moralidade e equidade. Também se destaca por um estilo</p><p>de ensino pensado para promover o aprendizado da sexualidade, respeitar</p><p>a diversidade de gênero e combater as desigualdades raciais, promovendo</p><p>por exemplo, desfiles e exposição da cultura afro-brasileira.</p><p>Os funcionários são todos minuciosamente atenciosos e cuidados de modo a</p><p>manter o padrão de segurança tanto as pais quanto aos alunos da instituição. O</p><p>grupo gestor é hierarquicamente composto por um Diretor seguido pela liderança</p><p>pedagógica, pedagogos de níveis, auxiliar escolar, secretário escolar. Já a parte</p><p>pedagógica são mais de 90 professores alfabetizadores e de áreas, subdivididos</p><p>também como fiscais de corredores e/ou coordenadores. A equipe que mantem a</p><p>parte do zelo patrimonial é composta por 10 funcionários terceirizados responsáveis</p><p>pela limpeza de salas e 2 porteiros.</p><p>41</p><p>17 RELATO DAS ENTREVISTAS COM A EQUIPE DIRETIVA</p><p>1. Entrevista: Diretora</p><p>A pedagoga e diretora, Ana. Informou através da sua entrevista que se</p><p>formou na época, primeiro no magistério, posteriormente fez especialização em</p><p>gestão escolar e entrou no Município inicialmente como professora regente, e depois</p><p>fez processo interno para torna-se diretora escolar. Informou que apesar de gostar</p><p>do ambiente da sala de aula, acha muito cansativo ministrar aulas todos os dias</p><p>uteis da semana, conta que a rotina é muito maçante e com o tempo notou que</p><p>estava ficando com a sua voz prejudicada, então optou pela gestão pedagógica, pois</p><p>além de ser bom com questões financeiras considera-se uma boa líder.</p><p>Sua rotina de trabalho na escola é muito corrida, alterna entre</p><p>horários matutinos e vespertino para fazer presença também aos alunos, pois</p><p>considera uma boa liderança aquela que escuta as demandas de todos e busca</p><p>fazer o melhor para todos na medida de suas possibilidades na função.</p><p>Sobre a elaborado o Projeto político pedagógico (PPP) da escola, ela</p><p>informou que é uma demanda quase anual a sua releitura, ou seja, sempre entram</p><p>C.I (comunicado interno) da SEDU (Secretaria estadual de Educação) com</p><p>alterações em algumas questões, como a participação dos pais em votações de</p><p>lideranças escolares e outras.</p><p>Ainda informou segundo suas experiências que a dinâmica da escola</p><p>particular com a pública é completamente diferente, pois a educação básica e média</p><p>torna-se objeto de lucro, então há cobrança de diferentes lados, tanto da rede de</p><p>ensino em sempre alcançar melhores resultados e seguir os padrões quanto da</p><p>comunidade escolar. Já a escola pública, além de ferramenta do Estado de garantia</p><p>a educação, preocupa-se com outras questões no desenvolvimento e proteção de</p><p>seus estudantes como, por exemplo, a garantia de pelo menos uma alimentação</p><p>adequada para seu desenvolvimento como cidadão.</p><p>42</p><p>18 RELATO DA OBSERVAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO E SUPERVISÃO</p><p>Notei que a organização e supervisão incentiva os professores em usarem</p><p>uma variedade de materiais de ensino de modo a estabeleça as bases para</p><p>fortalecer a educação na escola. Durante minha passagem pude observar a</p><p>utilização de alguns materiais como; Pôsteres, projeto das próprias crianças</p><p>expostos, DVD didático na biblioteca, Filmes que passam na televisão</p><p>disposta na biblioteca, cartão matemático, material dourado, folhas das</p><p>mais diversas possibilidades, pastas organizacionais, gráficos, impressões que</p><p>devem ser solicitadas com antecedências aos respectivo pedagogos, histórias</p><p>em quadrinhos, ilustrações, jornais, muitos exemplares de livros didáticos ou</p><p>não, mapa geográficos, modelo do globo terrestre, revistas, paredes expositivas,</p><p>apresentação de slides, textos e jogos recreativos.</p><p>A renovação e organização do acervo de livros didáticos no município faz</p><p>parte do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) por meio do Fundo Nacional</p><p>de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e a distribuição é realizada pelo Governo</p><p>Federal, via Correios. Após essa distribuição, a Semed identificará a reserva</p><p>técnica que as escolas receberam para redistribuir para outras escolas e</p><p>remanejar possíveis sobras. O Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) é uma</p><p>iniciativa do governo brasileiro para garantir que todos os alunos,</p><p>independentemente de sua situação econômica, tenham acesso a material didático</p><p>de qualidade. O programa é gerido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da</p><p>Educação (FNDE), responsável pela renovação e atualização do acervo didático dos</p><p>municípios de todo o país.</p><p>A instituição demonstrou maestria em sua organização em geral, tanto</p><p>administrativa, como pedagógica utilizando-se da tecnologia para integração dos</p><p>funcionários, por exemplo, há grupos de informações direta onde os gestores</p><p>conseguem analisar de modo prático quais funcionários receberam e lerão os</p><p>informes. Durante a entrada dos alunos os professores aguardam nas</p><p>suas respectivas salas de aulas de maneira que os jovens não fiquem nenhum</p><p>estante sem supervisão.</p><p>Essa preocupação é explícita também pela equipe gestora que sempre passa</p><p>nas salas durante a aulas de modo a evitarem qualquer descuido as</p><p>crianças e adolescente. Como são dois públicos completamente diferentes, os</p><p>43</p><p>intervalos são em horários revezados de modo que haja interação somente entre</p><p>alunos da mesma faixa etária.</p><p>Durante a observação participativa tornou-se possível notar que o professor</p><p>diversas vezes precisou chamar atenção dos alunos do ensino médio em relação a</p><p>utilização dos smartphones, é restrito o uso dos celulares durante as aulas, porém o</p><p>professor da disciplina de Arte deixava a utilização para auxiliar as atividades diárias</p><p>da disciplina, porém muitos dos discentes perdiam o foco a aula e deixava de usar</p><p>de modo acadêmico.</p><p>Uma das atividades em que puder participar de maneira ativa foi pegando</p><p>dados dos alunos referentes aos estilos de filmes favoritos, pois na</p><p>semana seguinte na escola séria uma semana especial voltada ao cinema na</p><p>disciplina de Arte, pois esse seria o método para os alunos com notas baixas de</p><p>recuperarem a média na disciplina, após juntar tais dados pude perceber que a</p><p>maioria gosta de comédia, então o professor escolheu um filme nacional de comédia</p><p>para exibição e posteriormente avaliação.</p><p>Como tudo na escola é bem supervisionado o professor já teria passado a</p><p>lista de alguns filmes para a pedagoga responsável a provar a reprodução da obra,</p><p>também deve o cuidado de passar para os responsáveis pela educação inclusiva</p><p>para que fossem feitas as adaptações possíveis, como por exemplo a</p><p>obra escolhida com legenda para que os deficientes auditivos pudessem</p><p>acompanhar a obra.</p><p>Os professores tomam muito cuidado ao projetares materiais</p><p>educacionais, sempre é importante ter em mente o conteúdo e o grau</p><p>de desenvolvimento, interesse e necessidades dos alunos já que cada um possuo</p><p>sua especificidade.</p><p>Isso significa que os materiais devem ser adaptados à idade, série e</p><p>habilidades dos alunos, a fim de envolvê-los efetivamente e facilitar o aprendizado.</p><p>Por exemplo, alunos mais novos podem se beneficiar de materiais</p><p>coloridos e interativos, enquanto alunos mais velhos podem preferir</p><p>materiais mais complexos e desafiadores. Além disso, é importante</p><p>que o</p><p>professor regente considera as habilidades que deseja desenvolver nos alunos.</p><p>Isso inclui habilidades cognitivas, como pensamento crítico e resolução de</p><p>problemas, habilidades afetivas, como empatia e autoconsciência, e habilidades</p><p>44</p><p>psicomotoras, como coordenação olho, mão e destreza. Ao projetar materiais que</p><p>visam essas habilidades, os alunos são capazes de desenvolver.</p><p>45</p><p>19 RELATO DA OBSERVAÇÃO DA ROTINA DO SUPERVISOR/ORIENTADOR</p><p>Durante a observação, notou-se que a unidade escolar segue uma</p><p>rotina consistente em todas as salas de aula. Essa rotina começa com o acolhimento</p><p>dos alunos na sala de aula, seguido por uma atividade em círculo em que o</p><p>professor e os alunos cantam músicas e ouvem uma história durante a roda de</p><p>leitura, onde também ocorre a interpretação oral da história. Após essa atividade, o</p><p>professor apresenta o conteúdo aos alunos, distribui as atividades e, em seguida, os</p><p>libera para o intervalo, onde eles fazem lanche e brincam. Após o intervalo, os</p><p>alunos retornam à sala de aula, onde é apresentado um novo tópico e realizada</p><p>outra atividade antes de serem liberados.</p><p>Ana exerce a função de coordenadora na Escola Municipal de Ensino</p><p>Fundamental Grão-Pará. Seu dia de trabalho é bastante ocupado, iniciando às 7</p><p>horas e incluindo um intervalo para almoço das 11:30 às 13 horas. Ela encerra suas</p><p>atividades às 18 horas. Logo ao chegar na escola, Ana precisa lidar com</p><p>uma situação envolvendo cinco meninas que estavam discutindo com</p><p>terceiros, requerendo uma conversa séria com elas. Em seguida, ela continua a</p><p>cumprir suas outras responsabilidades, que incluem preparar materiais para o curso</p><p>de formação ministrado aos professores, revisar atividades enviadas pelas</p><p>professoras antes de encaminhá-las para a secretaria para impressão e distribuição,</p><p>entre outras tarefas.</p><p>Além disso, Ana está sempre em contato com os pais, informando sobre</p><p>faltas, fornecendo atestados e respondendo a outras questões relacionadas aos</p><p>alunos. Durante a tarde, ela lida com pequenas situações em que os alunos a</p><p>procuram com perguntas ou dúvidas.</p><p>Na mesma sala onde a coordenadora, também está presente outra</p><p>coordenadora, que se concentra em projetos educacionais. Ela está</p><p>auxiliando alunos com dificuldades de aprendizagem, oferecendo apoio nas</p><p>áreas de tabuada, leitura e escrita. A escola possui um projeto de leitura para</p><p>garantir que todas as crianças progridam em suas habilidades de leitura, e há uma</p><p>notável variação entre os alunos, com alguns demonstrando maior progresso do que</p><p>outros, que precisam de incentivo adicional devido ao atraso.</p><p>Mais tarde, uma professora visita a coordenação para relatar um problema</p><p>envolvendo uma aluna que estava danificando seu próprio uniforme, mesmo após a</p><p>46</p><p>professora ter solicitado que ela parasse. Além disso, a aluna estava coletando</p><p>assinaturas de colegas no uniforme, o que estava prejudicando o ambiente de</p><p>aprendizado. Ana pede à professora que chame a aluna para uma conversa na sala</p><p>dela, onde conseguem resolver a situação.</p><p>Ao final do dia, quando o sinal toca às 17 horas, Ana encaminha-se para o</p><p>portão da frente da escola, onde supervisiona os alunos que estão indo embora,</p><p>especialmente aqueles que moram nas proximidades e têm autorização para se</p><p>deslocar sozinhos. No portão dos fundos, o porteiro, o senhor Antônio, controla a</p><p>saída dos alunos de bicicleta e dos veículos dos funcionários, garantindo</p><p>a segurança e evitando acidentes. Quando todos os alunos do turno</p><p>vespertino deixam a escola, Ana encerra seu expediente diário.</p><p>47</p><p>20. PLANO DE AÇÃO</p><p>1. Tema</p><p>O ensino da pintura em tecido (para estudantes do Ensino Fundamental ou</p><p>jovens e adultos) por meio das obras da Esther Mahlangu.</p><p>2. Dados de identificação</p><p>Nome da Escola: Municipal de Ensino Fundamental Grão Pará</p><p>Diretor(a): Ana</p><p>Número de alunos: 800</p><p>3. Realidade social e educacional da comunidade escolar</p><p>Os alunos apresentam um perfil caracterizado por desafios em relação à</p><p>disciplina e ao respeito aos professores. No entanto, os educadores têm plena</p><p>consciência de que essas crianças enfrentam diversas carências em seus ambientes</p><p>familiares, que abrangem aspectos financeiros, dinâmicas familiares e participação</p><p>no desenvolvimento emocional dessas crianças.</p><p>4. Descrição da situação-problema</p><p>A temática do plano de ação educacional surgiu a partir de reflexões que</p><p>emergiram durante a pesquisa sobre o impacto da cultura africana no contexto</p><p>brasileiro. Essas reflexões abordaram a persistente concepção, por parte de muitos,</p><p>da produção artística do povo negro como algo exótico, frequentemente</p><p>subestimado pela sociedade, bem como o seu significativo papel no ensino das</p><p>Artes Visuais atrelada ao pedagógicos. Como proposta, este estudo de processo</p><p>artístico e criativo busca incorporar o desenvolvimento de técnicas e análises visuais</p><p>que abracem os contextos históricos, sociais, religiosos e estéticos de uma parte da</p><p>rica herança cultural africana.</p><p>5. Objetivos do plano de ação</p><p>OBJETIVOS ESPECÍFICOS</p><p>a. Analisar as principais características das obras de Esther Mahlangu entre</p><p>1950 e 1990;</p><p>b. Planejamento e execução de elementos com estética alinhada à da</p><p>artística como norteadora visual;</p><p>c. Desconstruir materiais do cotidiano de modo a vivenciar as</p><p>ancestralidades culturais advindas do continente africano dialogando então</p><p>com o passado e presente.</p><p>48</p><p>6. Abordagem teórico-metodológica</p><p>Claramente, as várias culturas africanas que tornam o país afro-brasileiro</p><p>existem há muito tempo em forma híbrido conversando com a religião, gastronomia,</p><p>música, estética, moda, costumes, linguagem e outras manifestações. Entender as</p><p>origens é um modo de fortalecer o imaginário criticando os modos</p><p>como as contribuições afras podem ser tratadas contrapondo assim o exotismo e</p><p>evitando o apagamento das contribuições das culturas de origem africanas.</p><p>"Provavelmente uma das formas mais eficazes de enfrentar esta interpretação de</p><p>base eurocêntrica seja possibilitando um acesso mais perene do público</p><p>aos objetos tradicionais africanos". (INOCENCIO, 2018, p. 139).</p><p>Norteando a ideia de fortalecer as contribuições africanas na</p><p>sociedade brasileira uma principal alteração surgiu na lei n°9.394/96, Lei de</p><p>Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), é sem dúvida a lei 10.693 que</p><p>inclui no currículo a obrigatoriedade do ensino da temática "história e cultura afro-</p><p>brasileira".</p><p>Saindo da dialética africanizado somente no mês de consciência negra, é</p><p>importante falar sobre negritude o ano inteiro, reconhecendo as contribuições</p><p>culturais presente diariamente no cotidiano do aluno e do professor. A consciência</p><p>deve-se crítica entrelaçado assim uma prática transformadora de modo que um</p><p>grupo saia das mãos de seu opressor Beth (2018).</p><p>49</p><p>21. RELATO DA APRESENTAÇÃO DO PLANO DE AÇÃO À DIREÇÃO ESCOLAR</p><p>Agendei uma reunião com a Direção escolar, e foi com um misto</p><p>de entusiasmo e expectativa que me apresentei para discutir este plano</p><p>de ação educacional. A proposta em questão envolve o desenvolvimento de uma</p><p>oficina prática de customização, na qual os alunos irão explorar a técnica de pintura</p><p>em tecido, tendo como inspiração as obras da renomada artista sul-africana Esther</p><p>Mahlangu. Durante nosso encontro, fiz questão de compartilhar todos os detalhes</p><p>desse projeto, destacando especialmente a sua conexão com as questões</p><p>ambientais que considero de grande relevância atualmente.</p><p>A diretora da escola recebeu a proposta com interesse genuíno e demonstrou</p><p>compreender a sua importância. Durante nossa</p>