Prévia do material em texto
<p>TEMA I – A PESSOA E A CULTURA</p><p>1.1- Introdução</p><p>Nos últimos vinte anos se assistiram quer na França, assim como em outros países o aparecimento de uma multiplicidade de acções educativas que envolveram todos os sectores da sociedade.</p><p>Os objetivos da disciplina de FAI no curso são:</p><p>1. Permitir a abordagem e tratamento de temas que, pela sua importância e actualidade mereçam a atenção de toda comunidade e particularmente a comunidade académica;</p><p>1. Favorecer o desenvolvimento de integração que possibilitam a inserção do indivíduo no mundo do trabalho e no meio que o rodeia;</p><p>1. Proporcionar uma análise crítica da cultura profissional, através de contexo real e de contactos directos com vários actores sociais (associações, grupos, etc);</p><p>1. Que no final do curso ou disciplina os alunos sejam capazes de compreender as mudanças de atitude e comportamentos definidos no seio da sociedade;</p><p>1. Estudar o comportamento do homem e enquadra-lo na sociedade.</p><p>1.1.1 – Definição de termos e conceitos</p><p>Fai significa Formação de Atitudes Integradoras.</p><p>FAI - é a ciência que estuda as ações educativas do homem envolvendo todos os sectores da sociedade;</p><p>- É um conjunto de ações educativas que envolvem todos os sectores da sociedade, como empresas, associações, grupos sociais, politico, colectividade local e administração de qualquer espécie.</p><p>1.1.1.1 – Noção e relação entre Fai e outras ciências</p><p>As ciências auxiliares de fai mais destacadas são: a ética, a cidadania, a E.M.C e a psicologia.</p><p>A relação entre fai e estas ciências consiste no facto de que ambas abordam sobre o comportamento humano e as regras de como viver em sociedade, por outro lado, a relação está ligada através dos conceitos de cada ciência ou disciplina.</p><p>1.1.1.1.1 – Psicologia</p><p>A psicologia deriva do Grego Psyké, que significa alma, mente, espirito + logos que significa tratado, estudo, ciência, discurso, razão...</p><p>Inicialmente, o conceito de psicologia é discurso acerca da alma.</p><p>Psicologia: é a ciência que estuda o comportamento;</p><p>- É a ciência que estuda o comportamento e os processos mentais do indivíduo.</p><p>O objeto de estudo desta ciência é o comportamento e os fenômenos psíquicos ou mentais.</p><p>A psicologia como ciência surgiu no século XIX, precisamente em 1879 por meio de Wilhelm Wundt, que criou o primeiro laboratório de psicologia experimental na universidade de Leipzig na Alemanha.</p><p>Os principais métodos desta ciência são: método de observação e experimentação.</p><p>Os elementos fundamentais da psicologia são:</p><p>- Comportamento é a atividade observável dos organismos na base de adaptação ao meio em vive;</p><p>- Indivíduo é a unidade básica no estudo da psicologia;</p><p>- Processos mentais são a maneira como a mente humana funciona, pensar, planejar, tirar conclusões, sonhar e fantasiar.</p><p>1.1.1.1.2 – Ética</p><p>Surge do Grego Ethós que significa carácter, ciência da moral, modo de ser de uma pessoa...</p><p>Para Laurence (2018), ética é a ciência ou disciplina filosófica que tem por objeto de estudo o julgamento de valor na medida em que estes se relacionam com a distinção entre o bem e o mal;</p><p>Já Kose (2006), afirma que ética é a ciência que estuda a conduta humana;</p><p>Para Kundonguende (2012), ético é o conjunto de norma aceite universalmente.</p><p>A ética não deve ser tratada como uma disciplina isolada, uma vez que ela busca contribuir para formar cidadãos mais responsáveis.</p><p>A moral varia de região para região, ao passo que a ética é universal.</p><p>1.1.1.1.2 – Cidadania</p><p>A palavra cidadania deriva do Latim Civitas que significa cidade, tal como cidadão.</p><p>Segundo a sua história, a cidadania surge da antiga Grécia, sendo usada para designar os direitos relativos aos cidadãos, ou indivíduo que vivi na cidade e ali participava dos negócios e das decisões política.</p><p>Cidadania é o conjunto de valores sociais que determinam os deveres direitos de um cidadão (Carvalho, 2018, p. 3);</p><p>- É o atributo de todos os membros de uma sociedade, conferindo-lhes direitos e deveres de participação na vida pública (Henriques & Loia, 2016, p.15, 26-28).</p><p>1.1.1.1.4 – E.M.C</p><p>Moral surge do Latim Mores, que significa conduta, modo de agir, comportamento, costume, etc.</p><p>- Moral é a ciência que estuda os costumes, ou seja, a conduta do homem na sociedade;</p><p>- É a ciência que estuda o saber viver, as relações justas e cooperativas dentro da sociedade.</p><p>As finalidades da E.M.C são:</p><p>- O fortalecimento da unidade nacional e o sentimento de solidariedade;</p><p>- A preparação do cidadão para o exercício das atividades cívicas com fundamento na moral, no patriotismo e na acção construtiva, visando o bem comum;</p><p>- O aprimoramento do carácter com apoio na moral, dedicação à família e a comunidade;</p><p>- O resgate dos valores morais e cívicos.</p><p>1.2 – NOÇAO DE PESSOA</p><p>A palavra pessoa deriva do Latim Persona, que significa ser ou criatura de espécie humana, personagem, ser humano considerado singularmente como sujeito de direitos e obrigações, individualidade, etc.</p><p>Os latinos denominavam por persona as máscaras usadas pelos actores no teatro, mas também chamaram assim os próprios personagens teatrais.</p><p>Pessoa: é todo o ente dotado de personalidade para o direito, isto é, apto para ser titular de direitos subjectivos;</p><p>- É um ser consciente que se realiza nas relações afectivas, espiritual, política, cultural e econômico, marcando a diferença no contexto da diversidade.</p><p>A pessoa é o ser mais importante do universo, protagonista da cultura e da história, mas também o único sujeito com direitos e deveres.</p><p>Segundo Boécio, a pessoa é uma ″substancia individual de natureza racional″ pelo que o indivíduo concreto é visto como um ser único e individual. O ser humano é uma pessoa integral: corpo com dimensão material e espiritual que ocupa tempo e espaço limitado.</p><p>2.1 – Características essenciais e distintas da pessoa</p><p>As características essenciais e distintas da pessoa são:</p><p>2.1.1 – Singularidade</p><p>Significa que cada pessoa tem uma realidade ou um mundo interior que a torna única.</p><p>2.1.2 – Projecto</p><p>Quer dizer que, a pessoa não nasce pessoa feita e acabada. O ser humano é feixe de possibilidades; cada um de nós tem de escolher esta ou aquela possibilidade e rejeitar outra, temos de nos construir pela vida fora.</p><p>2.1.3 – Dignidade/valor</p><p>Significa que a pessoa é a mais elevada forma de existência que conhecemos e com o mais alto valor e dignidade que há no mundo.</p><p>A pessoa ocupa, o lugar cimeiro no conjunto de todos os seres do universo. Tudo, no mundo, encontra-se abaixo e ao serviço da pessoa.</p><p>2.2.4 – Autonomia/liberdade</p><p>Implica dizer que, cada pessoa é o centro de decisão e de acção. ″Não são os outros a decidirem por mim″; ″Eu sou a lei de mim mesmo com racionalidade e liberdade″. Liberdade igual a Responsabilidade.</p><p>2.2.5 – Abertura</p><p>Significa que cada pessoa é um ser aberto, em constante dialogo e interacção com seus iguais, isto é, pessoas como ela, com o mundo, com a natureza e com todos os outros seres, é transcendente, ou seja, aprende tudo aquilo que está além dos outros e da natureza, com o sobrenatural.</p><p>1.2 – A ESTRUTURA DA PERSONALIDADE</p><p>A personalidade deriva da palavra latina personalitate ou pesona, que significa máscara, ressoar, etc (DICIONÁRIO INTEGRAL DA LÍNGUA PORTUGUESA, 2016, P.1272).</p><p>Personalidade: é o conjunto de características psicológicas que determinam os padrões de pensar, sentir e agir, ou seja, a individualidade pessoal e social de alguém;</p><p>- É o conjunto de todas as características cognitivas, afectivas, físicas de um indivíduo e que o diferencia das outras;</p><p>- É o conjunto de características (temperamento, carácter, aptidão, maneira de se comportar...) que diferenciam os indivíduos.</p><p>1.2.1 – Factores que influenciam na personalidade</p><p>Os factores que influenciam na personalidade são: factores hereditários (inatos), factores sociais, factores psicológicos (a experiência pessoal).</p><p>Os factores hereditários ou genéticos exercem uma influência através da estrutura orgânica e do processo de maturação.</p><p>Os factores ambientais incluem tanto o meio físico como social e começam a exercer uma influência a partir da vida intrauterina.</p><p>A teoria fixista</p><p>Rh (quando o sangue da mulher gravida se mistura com o sangue do feto e ambos têm Rh diferente)</p><p>- Morte causada por complicações imediatas como hemorragias, perfurações uterinas, complicações com a anestesia, convulsões, danos cervicais e endotóxico.</p><p>3.7 – DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS</p><p>As DST desenvolvem-se através de bactérias, fungos ou vírus, através de contacto sexual íntimo, quando um dos parceiros já se encontra afectado.</p><p>As DST que estudaremos são:</p><p>3.7.1 – Sífilis</p><p>Esta doença é provocada pela bactéria Treponema Pallidum e considera-se contagiosa e perigosa. A sífilis ataca qualquer tecido desde a pele aos ossos, órgãos genitais, fígado e olhos. Portanto, se for detectada cedo pode ser tratada eficazmente. O maior perigo é alcançar o sistema nervoso e o coração, o que pode levar à morte. Para a bactéria se desenvolver necessita de um ambiente quente e húmido.</p><p>Sintoma: no local da infecção, na zona genital, um pequeno nódulo rosado evolui para ulcera indolor. Na segunda fase da doença, há uma erupção cutânea com sintomas de mal-estar, fadiga, dores de cabeça e outros.</p><p>Formas de contagio: transmite-se através das relações sexuais. Dar um beijo numa zona que tenha uma pequena ferida é muito arriscado. No entanto, não há contagio através do uso de toalhas, sanitas e outros objetos.</p><p>Prevenção: usar o preservativo, realizar analises antes do casamento e durante a gravidez.</p><p>3.7.2 – Gonorreia</p><p>Esta doença é uma infecção genital provocada por bactérias designadas por gonococos. Pode afectar o colo do útero da mulher e, também, a uretra bem como a região anal. Caso não se trate pode conduzir à esterilidade em ambos os sexos.</p><p>Sintomas: ardor e um puz acinzentado ou esverdeado, na vagina ou no pénis, entre 15-30 dias após o contigo, dor na urina.</p><p>Formas de contágio: através do contacto sexual directo.</p><p>Prevenção: uso do preservativo uso de desinfectantes adequados para higiene dos órgãos genitais.</p><p>3.7.3 – Candidíase</p><p>É uma doença causada por fungos Candida albicans, que se desenvolvem num local quente e húmido da vagina.</p><p>Sintomas: a mulher sofre de inflamação e irritação nos lábios da vulva, acompanhado de um fluxo espesso e esbranquiçado e pode ter complicações como é o caso da uretrite.</p><p>Formas de contágio: através do contacto sexual ou proliferação do fungo, algumas doenças, como diabetes ou hipotireoidismo, favorecem o aparecimento desta doença, a gravidez, as irrigações vaginais e os fármacos com cortisona e os antialérgicos são outras formas de contágio.</p><p>Prevenção: abstinência sexual logo após o aparecimento da infecção e durante o tratamento.</p><p>3.7.4 – Hepatite B</p><p>É uma doença causada por um vírus que ataca o fígado, sendo o sangue e a saliva os principais meios de transmissão, o vírus sobrevive durante bastante tempo e resiste a alguns desinfectantes, pelo que caso não seja tratada adequadamente pode causar a morte.</p><p>Sintomas: semelhante aos sintomas gripais, náuseas, vômitos, diarreias, cansaço, falta de apetite, surgimento de icterícia, alterações da cor, das fezes e da urina.</p><p>Formas de contágio: transmite-se ao feto pela mãe, através do sémen e secreções vaginais, suor, lagrimas e saliva.</p><p>Prevenção: por meio da vacina contra Hepatite B.</p><p>3.7.5 – Herpes genital</p><p>Esta doença afecta os órgãos genitais e as zonas envolventes e é causada pelo vírus Herpes simplex, não tem cura, apenas existem medicamentos que aliviam as dores.</p><p>Sintomas: surge quatro ou cinco dias após o contagio e caracterizam-se por vesículas em forma de cacho que acabam por rebentar, sendo acompanhadas por ardor intenso.</p><p>Formas de contágio: através do contacto sexual.</p><p>Prevenção: abstinência das relações sexuais.</p><p>3.7.6 – Sida</p><p>A Síndrome de Imunodeficiência Adquirida é uma doença provocada pelos vírus da Imunodeficiência Humana (VIH). Este se produz no organismo humano, podendo permanecer ″inactivo″ (no caso dos seropositivos) ou ″activos″ destruindo o sistema imunitário da pessoa.</p><p>Sintomas: os primeiros sintomas são semelhantes aos da gripe tendo febre, transpiração e debilidade geral; em 30‰ dos casos verifica-se o inchaço das glândulas do pescoço, axilas e virilhas. Se o inchaço durar três meses podemos assegurar que o indivíduo é portador do HIV-Sida e deve fazer o teste.</p><p>Formas de contágio: partilhar seringas infectadas, relações sexuais com portadores da doença sem preservativo, sexo oral, transmissão ao feto pela mãe, partilha de material cortante, como por exemplo material de manicure, tesouras, lâminas, etc.</p><p>Prevenção: utilização do preservativo nas relações sexuais ou abstinência sexual.</p><p>Recomendações</p><p>Caso tenha contraído uma DST deve ir ao hospital para ser orientado por um médico, fazer os testes e seguir as orientações.</p><p>Ajude aqueles que têm uma DST ouvindo-o com carinho sem menospreza-los.</p><p>MATERIAL DE APOIO ELABORADO PELO PROFESSOR KILUANJE</p><p>defende que o ser vivo é um agente fixo e imutável, pelo que a evolução biológica nunca se verificou; segundos estes, os seres vivos actuais sempre existiram na terra, desde os seus primórdios.</p><p>Está teoria foi proposta pelo francês Georges Cuvier (1762-1832) e foi aceite sem contestação até ao século XVII, fundamentando-se na ideia da criação de todos os seres vivos a partir de um poder divino. Portanto, na segunda metade do século XVIII, surgiram as teorias evolucionistas/transformistas, que se opuseram a está teoria.</p><p>Muitas hipóteses foram utilizadas para sustentação desta teoria, destacando-se a teoria da geração espontânea e a do criacionismo. A teoria da geração espontânea foi proposta por Aristóteles sob influência de Plantão. Segundo Aristóteles, os seres vivos seriam formados constantemente, a partir de matéria não viva como o po. Depois de formada, os seres permanecem imutáveis, originando descendentes semelhantes em todas as gerações.</p><p>A teoria do criacionismo baseia-se em escritos bíblicos (Gênesis 1:1) interpretados que segundo a ética de que Deus criou todas as espécies através de um único acto, descartando, a possibilidade de modificações evolutivas.</p><p>A adaptação consiste na aquisição de características que tornam um indivíduo mais equipado para sobreviver e reproduzir-se num determinado ambiente.</p><p>Nenhum ser habita num determinado lugar por acaso. Para sobreviver, este ser deve possuir características que permitam a sua adaptação ao meio em que vive; estas são herdadas dos seus ancestrais e serão transmitidos aos seus descendentes por eles.</p><p>A teoria da evolução é a plataforma básica para os estudos biológicos.</p><p>1.2.3 – Componentes ou estrutura da personalidade</p><p>Para Freud, os componentes da personalidade são: id, ego e superego (super-ego).</p><p>1.2.3.1 – Id</p><p>É uma palavra em alemão que significa ele, isto. O id é inteiramente inconsciente.</p><p>Id: é o componente biológico da personalidade e impulsiona o organismo.</p><p>Este componente é a parte mais primitiva da personalidade, o sistema original inerente ao indivíduo, ou seja, aquele com que ele nasce. Ele é formado por instintos e impulsos orgânicos, é regido pelo prazer e herdam dos pais algumas características. Não faz plano, não opera, busca solução imediata para as tensões, desconhece a logica, o juízo, a ética e a moral. O id é o componente central da estrutura da personalidade e é a partir dele que as outras estruturas se desenvolvem.</p><p>1.2.3.2 – Ego</p><p>Este componente surge do alemão ich que significa eu. É uma instancia consciente.</p><p>Ego: é o componente psicológico que controla todas as funções cognitivas, como perceber, pensar, planejar, decidir...</p><p>O ego desenvolve-se depois do nascimento do indivíduo, quando começa a interação com o seu ambiente; busca prazer em contacto coma realidade e tem como tarefa garantir a saúde, a segurança e a sanidade da personalidade.</p><p>No entanto, o ego obedece ao princípio da realidade. Este princípio introduz a razão, o planejamento e a espera no comportamento.</p><p>A função principal deste componente é reduzir a tensão do id, aumentar e regular os impulsos do id, de modo que a pessoa possa procurar soluções menos imediatas e mais realistas.</p><p>1.2.3.3 – Superego</p><p>Significa Uberich que significa supereu.</p><p>Superego: é o componente social, caracterizado pela punição;</p><p>- É a parte moral da psique e representa os valores da sociedade.</p><p>Este componente é a última parte a ser desenvolvida e surge através do ego. Representa o aspecto moral dos seres humanos, desenvolve-se através da transmissão de normas e valores. Este componente nos pune, através de remorso, do sentimento de culpa quando fazemos algo errado e também nos recompensa (sentimos satisfação. Orgulho, etc) quando fazemos algo meritório.</p><p>As principais funções do superego são:</p><p>- Inibir os impulsos do id;</p><p>- Persuadir o ego a escolher o que é bom para a sociedade, ou seja, substituir objetivos realistas por moralistas;</p><p>- Lutar (buscar) a perfeição;</p><p>- Actuar como juiz, especificando e julgando as atitudes correctas e incorrectas tidas pelo ego;</p><p>- Mediar o conflito ente o id e o ego, etc.</p><p>Por outro lado, Freud afirma que o superego tem como funções essenciais a consciência, auto-observação e formação de ideias; é o veículo da tradição e dos julgamentos de valores transmitidos de geração em geração.</p><p>Kant, referindo-se à personalidade, aprimorou as características dos quatro tipos de temperamento citados por Galero que são:</p><p>- Temperamento sanguíneo: é caracterizado pela força, rapidez e emoções superficiais;</p><p>- Temperamento melancólico: é designado pelas emoções intensas e vagarosidade das ações;</p><p>- Temperamento colérico: é caracterizado pela rapidez e impetuosidade no agir;</p><p>- Temperamento fleumático: é caracterizado pela ausência de reações emocionais e vagarosidade no agir.</p><p>1.2.4 – OS VALORES</p><p>Valor deriva do latim valore que significa o que uma coisa vale; importância, preço, etc. (Dicionário Integral da Língua Portuguesa, 2016, p.1650).</p><p>Valor: é tudo aquilo que algum objeto vale;</p><p>- É a qualidade essencial de um bem/serviço para os que o possuem e utilizam.</p><p>1.2.4.1 – Tipos de valores</p><p>Existe vários tipos de valores, estes podem ser agrupados segundo à sua natureza:</p><p>- Valores éticos: referem-se às normas de conduta.</p><p>Exemplo: honestidade, lealdade, solidariedade, amor...</p><p>- Valores estéticos: refere-se à a expressão.</p><p>Exemplo: elegante, belo,etc.</p><p>- Valores políticos: refere-se à política.</p><p>Exemplo: justiça, liberdade, igualdade, etc.</p><p>- Valores religiosos: envolve à relação do homem com a religião.</p><p>Exemplo: santidade, perfeição,etc.</p><p>- Valores vitais: referem-se à vida.</p><p>Exemplo: saúde, força, etc.</p><p>1.2.4.2- HIERARQUIA DOS VALORES</p><p>Hierarquização dos valores é a propriedade que tem os valores de se subordinarem uns aos outros, isto é, de serem uns mais valiosos que os outros.</p><p>Não atribuímos a todos os valores a mesma importância. Na hora de tomar uma decisão, cada um de nós hierarquiza os valores de forma muito diversa</p><p>1.2.5 – OS GRUPOS SOCIAIS</p><p>Grupo social: é um conjunto de pessoas que têm em comum interesse, sentimentos, motivos e metas.</p><p>Todos os indivíduos pertencem a um grupo social, tais como: grupo familiar, religioso, desportivo, político, escolar, etc.</p><p>1.5.1 – Características do grupo social</p><p>As características dos grupos sociais são:</p><p>- Existência de contacto directo e permanente entre os seus membros;</p><p>- Estabelecimento de relações através de atividades comuns;</p><p>- União dos membros pela coincidência dos fins da atividade;</p><p>- Presença de um sistema normativo que regula a conduta dos seus membros e que é aceite por todos.</p><p>1.5.2 – Tipos de grupos</p><p>Os tipos de grupos sociais que estudaremos são:</p><p>- Primários: é aquele em que a relação dos seus membros é directa, face-a-face;</p><p>- Secundários: é aquele em que a relação dos seus membros é por contacto indirecto, passageiro e desprovido de continuidade;</p><p>- Referência: caracteriza-se pelo facto de determinadas pessoas ou grupos sociais que recorrem a eles para que apoiem as suas aspirações, ideias ou tomadas de consciência e atitudes; servem-nos de modelo.</p><p>1.6 – NORMAS SOCIAIS</p><p>Normas: é um documento estabelecido por consenso e aprovado por um organismo reconhecido que fornece regras, linhas, directrizes ou características para atividades ou os seus resultados, garantindo om óptimo nível de ordem num dado contexto.</p><p>Normas sociais: são regras que devem ajustar-se à conduta, às tarefas e às atividades do ser humano;</p><p>- São regras que têm como objetivo orientar o comportamento dos integrantes de um grupo social de acordo com os valores aceites por estes mesmos grupos.</p><p>As normais sociais são adquiridas e interiorizadas durante o processo de socialização do indivíduo.</p><p>1.6.1 – Tipos de normas sociais</p><p>Os tipos de normas sociais que estudaremos são:</p><p>- Normais penais: apresentam-se no código penal;</p><p>- Normais sociais: é um amplo grupo de normas socialmente reconhecidas como a moda, a tradição, os costumes, etc.</p><p>- Normais jurídicas: estão presentes em regulamentos ou ordenamentos, a sua violação é um acto ilícito e implica sanções;</p><p>- Moral social: são as normas</p><p>auto-impostas como, por exemplo ″ Não vou comer num restante na Ilha de Luanda″ o incumprimento tem escassa relevância social, mas pode ser qualificado como hipocrisia.</p><p>1.7 – NOCÃO DE ESTATUTOS E PAPEL</p><p>Estatuto Social: é um conjunto de privilégios e atributos ligados à posição que determinados indivíduos ou grupos ocupam na estrutura social;</p><p>- Estatuto: é um conjunto de regulamento que rege um estado ou uma sociedade.</p><p>1.7.1 – Tipos de estatutos</p><p>Os tipos de estatutos que abordaremos são:</p><p>1.7.1.1 – Estatuto adquirido</p><p>É quando depende do esforço pessoal para obtenção, através das habilidades, conhecimentos e capacidades pessoais.</p><p>Exemplo: o professor, o médico, o analista, o enfermeiro, etc.</p><p>1.7.1.2 – Estatuto atribuído</p><p>É aquele que se recebe logo à nascença, independentemente da sua capacidade para a sua obtenção.</p><p>1.8 – O PAPEL SOCIAL</p><p>Papel social: é o conjunto de deveres que condicionam o comportamento dos indivíduos junto ao grupo ou dentro de uma determinada instituição.</p><p>Segundo Alain Binoar, papel social é o comportamento, a conduta ou a função desempenhada por uma pessoa no interior de um grupo, isto é, um papel apenas existe em relações a outros papeis.</p><p>Exemplo: Professor/aluno; Pai/Filho.</p><p>Os papeis sociais podem ser atribuídos ou conquistados, surgem de interacção social e são sempre resultado de um processo de socialização.</p><p>1.9 – FORMAÇÃO, DESENVOLVIMENTO, MUDANÇAS E FORMAÇÃO DE ATITUDES.</p><p>Formação humana: é todo o princípio básico da educação doméstica, aliado ao ensino escolar.</p><p>Desenvolvimento: é um processo dinâmico de melhoria, que implica uma mudança, uma evolução, crescimento e avanço. Em ciências sociais, este termo é uma noção qualitativa que se exprime no nível de bem-estar de uma população e na consequente sociedade, usando como referências os indicadores sociais, culturais, políticos e econômicos.</p><p>Mudança: significa tornar-se diferente física e moralmente, tendo em conta o que se era antigamente.</p><p>Para Max Weber (1864-1920), ″o indivíduo é responsável pelas acções que toma. Uma atitude hostil, negativa ou agressiva em relação a um determinado grupo, pode ser classificada como preconceito″.</p><p>A palavra atitude deriva do latim aplitudinem e do italiano attitudine que significa uma maneira organizada e coerente de pensar, sentir e reagir em relação a grupos, questões, outros seres humanos, ou tendo em conta um determinado acontecimento.</p><p>Atitude: é uma disposição favorável ou desfavorável relativamente a objectos, pessoas, acontecimentos ou em relação a alguns dos seus respectivos atributos;</p><p>- Consiste na tendência, mais ou menos, constante, para responder a objetos, tais como pessoas, um grupo social, uma instituição, uma situação, um conceito.</p><p>No entanto, não devemos confundir atitude com comportamento porque comportamento é manifestado a partir da atitude.</p><p>As mudanças de atitude dependem, acima de tudo, de novas informações relativas ao objecto.</p><p>1.9.1 – Componentes da atitude</p><p>Os componentes da atitude são:</p><p>1.9.1.1 – Cognitiva</p><p>É o conjunto de ideias, juízos e crenças sobre o objeto.</p><p>1.9.1.2 – Afectiva</p><p>Relaciona-se com o sentimento positivo ou negativo relativamente ao objeto, estando ligado ao sistema de valores e possuindo uma dimensão emocional.</p><p>1.9.1.2 – Comportamental</p><p>É o conjunto de reações de um indivíduo em relação ao objeto da atitude.</p><p>1.9.2 – Factores que influenciam na atitude</p><p>As atitudes não são inatas, isto é, não nascem com o indivíduo, estás são adquiridas durante a integração na sociedade, em situações de convivência familiar e em comunidade.</p><p>Os factores que influenciam na atitude são:</p><p>- Experiência traumática: pode levar à formação ou modificação de atitudes;</p><p>- Propaganda e a publicidade: influenciam na atitude e no comportamento na medida em que nos são passadas mensagens com vista a persuadir as pessoas. Neste sentido as mensagens devem, ser credíveis e necessita de ter prestigio e poder.</p><p>1.10 – A EDUCAÇÃO EM ANGOLA</p><p>Nas sociedades antigas, não existia a necessidade do espaço escola, visto que as crianças aprendiam o necessário através do processo de observação, tornando-se parte do que estava acontecer. Enquanto processo de socialização, a educação é exercida nos diversos espaços de convívio social, tendo como objetivos fundamentais a adequação do indivíduo à sociedade, do indivíduo ao grupo bem como dos grupos à sociedade. Neste sentido, criaram-se escolas que motivaram a aquisição de conhecimentos e habilidades especificas e que não podiam ser obtidas, facilmente, por meio dos processos de observação e ajuda.</p><p>A educação engloba os processos de ensinar e aprender.</p><p>Educação: é um fenômeno social que podemos observar em todas as sociedades e nos seus respectivos grupos;</p><p>- É a transmissão de conhecimentos, hábitos, habilidades das gerações anteriores para as gerações posteriores.</p><p>A educação em Angola, a nível institucional inicia-se num âmbito não obrigatório, com o pré-escolar ou jardim de infância, destinados a crianças com idades compreendidas entre os 0-5 anos.</p><p>O sistema educativo angolano encontra-se organizado em três níveis que são:</p><p>- Ensino Primário (primeira à sexta classe);</p><p>- Ensino Secundário (Primeiro Ciclo Sétima à Nona Classe; Segundo Ciclo Décima à Décima Segunda ou Terceira para o ensino técnico profissional);</p><p>- Ensino Superior.</p><p>10.1.1 – Tipos de educação</p><p>Segundo Diogo (2010), existe três tipos de educação que são:</p><p>10.1.1.1 – Formal</p><p>É o sistema educativo escolar acadêmico, organizado, sistematizado e devidamente estruturado;</p><p>10.1.1.2 – Informal</p><p>É o processo de aprendizagem a partir das experiências quotidianas e dos estímulos do ambiente cultural, ou seja, é aquela feita em base as relações sociais;</p><p>10.1.1.3 – Não-formal</p><p>São os diversos modos de ensino realizados fora do currículo escolar.</p><p>Exemplo: ciclos de palestras, a rádio, etc.</p><p>TEMA II – TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO.</p><p>2.1 – EVOLUÇÃO HISTÓRICA DAS TIC</p><p>Desde os tempos primórdios, a comunicação sempre foi realizada em diferenças formas. Os homens primitivos comunicavam-se entre si de forma rudimentar, por meio de fogo, apitos, batuque e outros objetos.</p><p>Com o aparecimento da TIC (Tecnologia de Informação e Comunicação), o mundo se tornou tao pequeno e o domínio destas tecnologias houve uma revolução na vida do ser humano, bem como os seus métodos de actuação.</p><p>As TIC trabalham com os cidadãos, tendo como finalidade desenvolver e atingir novos objetivos.</p><p>No século XXI, a informação e o conhecimento tệm um papel fundamental no crescimento e reforço da competitividade dos países, especialmente nos países em desenvolvimento. Por este facto é que os sistemas de educação e formação profissional deverão ter um forte impacto no desenvolvimento econômico e no equilíbrio social e, também como objetivo primordial desenvolver e aperfeiçoar as competências que permitam aos cidadãos alavancar os benefícios da nova sociedade do conhecimento e de informação.</p><p>Os objetivos das TIC são:</p><p>- Desenvolver as TIC nas instituições de ensino para dar competências aos formandos;</p><p>- Apoiar as empresas que têm como função o fomento a inovação;</p><p>- Criar centros de excelência em diversos polos do país;</p><p>- Desenvolver redes inovadoras capazes de melhorar a competitividade das empresas;</p><p>- Reforçar a cooperação internacional e realizar acordos de parceria com empresas multinacionais das TIC e instituições congêneres.</p><p>Actualmente, as TIC encontram-se em evolução, mas nos séculos passados eram rudimentares e lentas, em função dos elementos funcionais em que os serviços eram prestados. Para melhor organização, o governo criou mecanismos para facilitar o uso das TIC. Os serviços postais usados antigamente foram fundamentais para o desenvolvimento das novas tecnologias.</p><p>Hoje, os serviços postos encontram-se divididos em:</p><p>a) Serviço de correspondência postal</p><p>São serviços prestados pelos correios ou outros órgãos como a HDL, aceitando correspondências postais com o objetivo de serem entregues aos destinatários indicados pelos seus expeditores, de acordo com a regulamentação oficial.</p><p>Os serviços de correspondências postais compreendem:</p><p>Cartas: objeto escrito pessoal cujo conteúdo deve ser original;</p><p>Impressos: constitui a reprodução obtida em vários exemplares idênticos por meio de processo mecânico, cartão ou ainda outro material de uso tipográfico, laboratorial, fotográfico em que se usa uma matriz;</p><p>Cecograma: são cartas cecográfica depositada aberta com carácter cecográfico e também todo material impresso para uso dos cegos;</p><p>Bilhetes-postais: são cartão aberto, aceite e expedido pelos serviços dos correios nos formatos, dimensões e condições estabelecidas no regulamento;</p><p>Pacotes postais.</p><p>b) Serviço de encomendas postais</p><p>São objetos encomendados que os correios aceitam a fim de serem entregues aos destinatários preconizados. A encomenda postal é um volume com o respectivo endereço, de acordo com o regulamento do país ou dos serviços dos correios.</p><p>Os serviços financeiros são aqueles que estão agrupados genericamente como:</p><p>- Serviço de vales e ordens postais;</p><p>- Serviço de embolsos postais;</p><p>- Serviço de cobranças postais;</p><p>- Serviço postal de assinaturas de jornais e publicações periódicas;</p><p>- Serviço de caixa econômica posta.</p><p>c) Serviços de correspondências telegráficas</p><p>É todo serviço no qual aceitam mensagens e documentos com o objetivo de serem transmitidos por telecomunicações e entregues aos respectivos destinatários.</p><p>As correspondências telegráficas podem ser:</p><p>- Serviço telegramas: são serviços prestados pelos correios, aceitando as mensagens escritas, a fim de serem transmitidas por telegrafia e entregues aos destinatários.</p><p>- Serviço de correio electrónico: são serviços prestados pelos correios, aceitando documentos ou comunicações em forma de cartas, gráficos, etc., com objetivo de srem transmitidos electronicamente ao destinatário de forma original.</p><p>O sigilo da correspondência publica postal consiste na proibição de revelar o seu conteúdo, assim como o de prestar indicações onde se possa depreender o sentido dele ou que se possa enveredar pelo seu descobrimento. Por esse facto, a administração postal deverá adoptar medidas mais coerentes e eficazes com o objetivo de garantir a inviabilidade das correspondências que se encontram sob a sua responsabilidade.</p><p>Os serviços postais devem ser utilizados desde que sejam previamente autorizados pela autoridade postal. Deste modo, constitui crime contra o serviço postal:</p><p>- Exercer actividade postal sem prévia autorização da autoridade postal ou sem licença de exploração dos serviços;</p><p>- Divulgar o nome do destinatário do objeto expedido;</p><p>- Abrir o artigo expedido;</p><p>- Transportar objetos nocivos.</p><p>Assim sendo, a administração postal adoptará medidas para garantir o sigilo das correspondências.</p><p>2.2 – GESTÃO ORIENTADA PARA O DESENVOLVIMENTO</p><p>A palavra gestão surge do latim gestation que significa acto de gerir, gerência, administração e direcção.</p><p>Gestão: é o processo destinado à obter resultados com a utilização de todos ou de uma parte dos recursos da organização (GASPAR, Paulo e DIOGO, Fernando, 2014, p.40).</p><p>A gestão visa, essencialmente, garantir a coordenação adequada das atividades e qualidades dos participantes numa determinada tarefa. Assim, deve-se prestar uma atenção particular ao planeamento, monitorização e gestão dos recursos humanos e materiais disponíveis.</p><p>A gestão deve garantir:</p><p>- A possibilidade de trabalhar em múltiplas versões, para distintas utilizações sem adulterar o sentido original dos conteúdos;</p><p>- A integração dos sistemas técnicos e administrativos;</p><p>- A racionalização e informatização das tarefas arquivísticas fulcrais.</p><p>A implementação dos sistemas documentais é essencial para uma produção eficiente baseada na análise e indexação de conteúdo, bem como para identificação das características formais dos documentos e, também, para a qualidade técnica e estética das imagens sons e restrições de utilização. Sabe-se que quando as imagens e o som não têm um tratamento documental adequado tornam-se inacessíveis e, consequentemente, a informação é morta. Neste sentido, devemos desenvolver estratégias que permitam uma recuperação eficaz e a rentabilização dos conteúdos para fins comerciais ou educativos.</p><p>Para o asseguramento das empresas é necessária uma gestão digna e eficiente bem como a implementação e valorização das TICs.</p><p>O gestor deverá atentar na prestação da equipa, nos softwares de gestão, na gestão empresarial do negócio de forma a criar um equilíbrio sustentável e substancial para a empresa, pois o aumento das tecnologias de informação nas empresas e serviços públicos tem elevado o volume de documentos transmitidos por meio de equipamentos electrônicos entre os vários agentes econômicos.</p><p>2.3 – O DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO E AS TIC</p><p>As tecnologias de informação são atividades e soluções providas por recursos informáticos.</p><p>Deste modo, a utilização de novas tecnologias vai permitir uma relação cada vez mais estreita entre produtores e consumidores da informação.</p><p>″Com o acesso as TICs o mundo está cada vez mais pequeno, por essa razão, é dever de todos nós sermos capazes de adquirir os instrumentos necessários para as podermos melhor utilizar num mercado global em que a concorrência é cada vez mais acérrima e em que serão vitoriosos os que as conseguirem melhor utilizar em seu proveito″.</p><p>O Governo de Angola reconhece de uma forma inequívoca que o sector das TICs constitui um importante elemento indutor do desenvolvimento social e da propriedade econômica do país, um motor da luta conta a pobreza e a exclusão social e um catalisador para edificação da Sociedade de Informação e do Conhecimento em Angola.</p><p>Para que o desenvolvimento seja sustentado devem revigorar-se os processos de coordenação social no âmbito das comunidades e fazê-las participar, visando a promoção do desenvolvimento sustentável numa sociedade em rede.</p><p>Com exemplo, em diversas comunidades, devem-se construir pequenos centros de excelência, que possibilitarão os elementos dessas comunidades a terem conhecimentos básicos sobre as novas TICs para que não estejam alheios às novas ferramentas. A constituição de pequenos Cybers Café facilitara aos estudantes e demais elementos da comunidade consultar uma enorme diversidade de conteúdo.</p><p>As repercussões que as TICs provocam na estrutura organizacional são:</p><p>a) Estratégico: quando a ação é susceptível de aumentar a coerência entre a organização e o meio em que ela está envolvida;</p><p>b) Operacional: quando as estratégias preconizadas têm um impacto substancial sobre o pretendido.</p><p>As TICs têm um grande impacto em relação aos recursos disponíveis, daí que os gestores tenham uma porta aberta para a entrada no mundo empresarial.</p><p>2.4 – CONTEXTO DE APRENDIZAGEM EM TIC</p><p>No século XXI, a informação e o conhecimento têm um fundamental no crescimento e no reforço da competitividade dos países, incidindo, com mais força, naqueles que se encontram em vias de desenvolvimento. Neste âmbito, as TIC têm um forte impacto com vista ao desenvolvimento e potenciamento de competências, que permitam ao homem alcançar os benéficos da sociedade de informação e do conhecimento.</p><p>As TIC educam a actualidade, uma vez que a utilização do computador potencializa a teoria da informação, rompendo os modelos tradicionais do processo de comunicação. Por este motivo, a escola deverá ser a instituição preferencial para a implementação do ensino das novas TIC. Com feito, é essencial que receba o apoio das restantes instituições públicas e privadas.</p><p>Segundo Libedinsky (Litwin, 1997), ″ Os computadores haverão de produzir profundas mudanças nos processos de ensino e aprendizagem, não como um cenário de modernos e sofisticados aparelhos, mas com uma ponte de ligação entre as escolas. Não que as novas TICs sejam o único caminho, pois mesmo sem elas é possível fazer essas trocas através do correio postal tradicional, mas caminho que se apresenta mais viável devido a sua grande comodidade e rapidez em realizar as trocas e a interacção entre estudantes e professores ″ este meio informático permitirá a utilização de meios que facilitarão o timing na execução de tarefas, a comunicação por e-mail, a formação</p><p>à distância, a participação em fóruns, a pesquisa online, etc.</p><p>2.5 – O EMPREENDEDOR E AS TIC</p><p>Empreender: é a forma especial de se dedicar à inovaçao, às atividades de organização, administração, execução, e geração de riquezas, aplicando os seus conhecimentos relativamente ao mercado onde se encontra inserido.</p><p>Empreendedorismo: é a capacidade de criar e gerir empresas, bem como oportunidades de sucesso.</p><p>Um empreendedor deve fazer inovações tecnológicas capazes de criar novas ferramentas de gestão.</p><p>As qualidades de um empreendedor são:</p><p>- Iniciativa;</p><p>- Coragem;</p><p>- Firmeza;</p><p>- Decisão;</p><p>- Respeito;</p><p>- Capacidade de organização e direcção.</p><p>Os elementos que definem a pessoa empreendedora, segundo Robert Boogaard são:</p><p>- Maximizam as oportunidades;</p><p>- São felizes com a sua instituição e trabalham para reforçar as suas capacidades intuitivas;</p><p>- Criam virias profecias de auto-satisfação para contar os resultados positivos;</p><p>- Tim atitudes que permitem transformar a má em boa sorte.</p><p>O sucesso nesta área envolve amor à tarefa que a pessoa tem de realizar. Para isso, este deve analisar os eventos da sua vida, sejam estes positivos ou negativos, neste sentido, deverá ter uma visão aberta para abrir novas oportunidades.</p><p>2.6 – A GESTÃO ELECTRÓNICA</p><p>A gestão dos sistemas documentais tem como objetivo fulcral facilitar a pesquisa e navegação por meio dos conteúdos.</p><p>As consequências da gestão ineficiente de documentos electrónicas são:</p><p>- A confusão entre diferentes versões do mesmo documento, ocasionada pela existência de múltiplas cópias todas diferentes do documento final;</p><p>- A destruição ou perda de documentos que devem ser mantidos, porque não existe um armazém centralizado e o autor não tem conhecimento da duração do tempo de retenção do documento;</p><p>- A falta de autenticidade de um documento; a manipulação eletrônica de um texto é de fácil acesso, pelo que é necessário ter imenso cuidado;</p><p>- A perda do contexto de um documento, quando os documentos que lhe devem estar anexos não se encontra junto do mesmo;</p><p>- A perda da acessibilidade por mudanças tecnológicas, porque as alterações no software, no hardware podem tornar os ficheiros inacessíveis.</p><p>Gestão electrônica de um documento assume-se como base metodológica para a obtenção de informação.</p><p>As duas fases para implementação da gestão electrônica são:</p><p>- Primeira fase: analisa-se os documentos, atendendo às suas necessidades futuras e ao seu manuseamento; criam-se estratégias para manter os documentos acessíveis e invioláveis;</p><p>- Segunda fase: constrói-se um projecto pra a implementação da estratégia de identificação, selecção e aquisição de um software de gestão de documentos; coloca-se o projecto a funcionar.</p><p>Em função do que foi referenciado acima, qualquer que seja o modelo adaptado, o sistema de gestão electrónica de documento deverá:</p><p>- Fornece elementos sobre o contexto dos documentos;</p><p>- Fornece elementos que permitam provar a autenticidade dos documentos;</p><p>- Ser compatível com os procedimentos dos arquivos existentes ou impostos pela legislação;</p><p>- Ser robusto em relação às mudanças tecnológicas ou organizacionais;</p><p>- Permitir a ligação entre documentos electrónicos e em papel;</p><p>- Gerir os documentos em diferentes etapas, mantendo-os acessíveis e invioláveis.</p><p>A aquisição e implementação da gestão eletrônica de documentos exige custos elevados, mas apesar disso apresenta muitos benefícios, tais como:</p><p>- O acesso fácil e rápido à informação;</p><p>- A utilização de documentos precedentes com poucas alterações;</p><p>- A distribuição rápida e fácil, a custos reduzidos, de grandes quantidades de informação com longínqua dispersão geográfica;</p><p>- O atendimento por hot-line, podemos visualizar o documento mesmo que os interlocutores estejam separados por linhas telefônicas;</p><p>- A recuperação fácil, em caso de acidente; as ferramentas de backup, disaster recovery e centro de armazenamento são funcionalidades que podem recuperar, totalmente, o conteúdo dos documentos já elaborados;</p><p>- A possibilidade de utilização de data centers, que processam e guardam, de forma segura, uma grande quantidade de informação;</p><p>- A eliminação de custos a nível de espaço e pessoal.</p><p>As consequências de uma gestão de documentos electrónicos pouco cuidado são:</p><p>- Tempo perdido na procura de documentos eletrônicos armazenados sem um planeamento adequado para um acesso fácil no futuro;</p><p>- Tempo perdido por aceder a uma versão desactualizada do documento;</p><p>- Impossibilidade de encontrar um documento apagado devido à falta de uma adequada política de preservação;</p><p>- Impossibilidade de acesso a documentos guardados em sistemas absolutos;</p><p>- Impossibilidade de cumprimento dos preceitos legais existentes ou que venham a ser requeridos;</p><p>- Perda de negócios por incapacidade de acesso a informação vital;</p><p>- Perda de operacionalidade, devido à incapacidade do sistema em disseminar informação para os receptores imediatos;</p><p>- Custos de armazenamento por publicação desnecessária do mesmo documento.</p><p>Uma implementação bem-sucedida de um sistema de gestão electrónico permite guardar eficientemente os documentos e a sua boa implementação constitui um passo para uma optimização de conhecimentos que uma determinada organização possui.</p><p>TEMA III – A ESTRUTURA FAMILIAR E A DINÂMICA SOCIAL</p><p>3.1 – Introdução</p><p>A família é o primeiro e o principal meio onde o indivíduo aprende a inserir-se em outros meios, ou seja, é na família onde ocorre a socialização primária. Através deste elemento, o indivíduo conhece os seus papeis, dando início a transmissão de valores, costumes e tradições entre gerações.</p><p>3.2 – O CONCEITO DE FAMÍLIA</p><p>Família: é a unidade básica da sociedade formada por indivíduos com ancestrais em comum ou ligados por laços afectivos;</p><p>- É aquele que apresenta uma estrutura composta por um conjunto de indivíduos com condições e posições socialmente reconhecidas e com uma interacção regular socialmente aprovada.</p><p>3.2.1 – Tipos de família</p><p>Os tipos de família que estudaremos são:</p><p>3.2.1.1 – Família Monoparental</p><p>É aquela composta por um dos progenitores no caso pai ou mãe.</p><p>O surgimento deste tipo de família ocorre devido alguns fenômenos sociais, como o divórcio, o abandono do lar, ilegitimidade ou adopção de crianças por uma só pessoa e decisão (na maior parte dos cônjuges, uma decisão da mulher de ter um filho da forma independente).</p><p>3.2.1.2 – Família Real</p><p>É aquela constituída pelo soberano (um rei ou rainha) e todos os seus descendentes.</p><p>Os membros desta família são figuras importantes e gozam de determinados privilégios na nação que representam.</p><p>3.2.1.3 – Família sagrada</p><p>É aquela constituída por tríade crista representada na Bíblia por Jesus, Maria e José.</p><p>3.2.1.4 – Família do tipo europeu</p><p>É aquela constituída pelos pais e filhos.</p><p>3.2.1.5 – Família tradicional</p><p>É aquela família mais alargada, constituída pelos pais, filhos, primos, tios, etc.</p><p>3.2.1.6 – Família arco- íris</p><p>É aquela constituída por um casal homossexual (ou uma pessoa sozinha homossexual) que tenha uma ou mais crianças ao seu cargo.</p><p>3.2.1.7 – Família contemporânea</p><p>É aquela constituída pela inversão dos papeis do homem e da mulher na estrutura familiar passando a ser a mulher a chefe de família.</p><p>Abrange neste tipo de família, a família monoparental constituída por mãe solteira ou divorciada.</p><p>3.2.1.8 – Família comunitária</p><p>É aquela constituída por todos membros adultos do agregado familiar e todos são responsáveis pela educação da criança.</p><p>3.2.2 – NOÇÃO DE FAMÍLIA ANGOLANA</p><p>A nossa realidade social é caracterizada pela existência maioritária de valores e referências da cultura tradicional africana, a que sobrepõem valores e referencias da cultura ocidental. Por força dessa combinação cultural existem dois grandes tipos de organização familiar na sociedade que são: família tradicional e família do tipo europeu.</p><p>A família tradicional em regra é extensa, podendo ser poligâmica. Este tipo de família é próprio do sistema cultural tradicional angolano, e em todas as suas matrizes regionais e locais. Este tipo de família é mais predominante nos meios rurais, mas também se encontra em grande parte</p><p>da população que reside nos meios urbanos.</p><p>No nosso país assim como nos outros países africanos, existe respeito e aceitação em relação aos adultos, tanto que é muito frequente ouvir uma criança ou adolescente chamar mãe à tia ou pai ao tio.</p><p>2.3.3 – IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA, DA ESCOLA, DOS MASS MEDIA, DA MODA COMO AGENTES DE SOCIALIZAÇÃO DA PESSOA.</p><p>Socialização: é o processo em que a criança apreende os valores e regras de uma determinada sociedade;</p><p>- É o processo de integração de um indivíduo numa determinada sociedade ou grupo social de acordo com as normas estabelecidas.</p><p>2.3.3.1- Importância da família como agente da socialização</p><p>Cada indivíduo, integrado numa família, pertence a essa sociedade e tem o beneplácito de conhecer a língua, as tradições, os hábitos e os valores sociais.</p><p>A principal finalidade da família é assegurar a vivencia social e a sua integração na comunidade.</p><p>O principal agente de socialização é a família, que tem como função aprender os valores sociais imprescindíveis à sua vida em sociedade. Os pais têm a capacidade de influenciar no desenvolvimento cognitivo, afectivo dos filhos através do poder educativo, fazendo-os crescer e desenvolver como ser humano.</p><p>2.3.3.2 – A escola como agente de socialização</p><p>A escola é um dos alicerces fundamentais para a formação do indivíduo a nível pessoal e social; é um espaço de formação onde se adquirem conhecimentos importantes para a vida profissional e futura.</p><p>A educação escolar ou formal é o complemento da educação familiar, daí a necessidade de ter uma relação intrínseca entre família e escola.</p><p>Esta instituição permite à criança adquirir conhecimentos e, o desenvolvimento das suas competências e habilidades; aqui, a criança pode alterar e moldar o seu comportamento.</p><p>A escola, a família, os amigos e os meios de comunicação social, são agentes de socialização que intervêm na vida da criança. Assim, esta desempenha um papel preponderante na formação individual da criança.</p><p>2.3.3.3 – Importância das mass media na socialização</p><p>Desde os primórdios, o homem teve a necessidade de comunicar com os outros.</p><p>Os mass media como a rádio, a televisão, a imprensa, a internet, etc, desempenha um papel fundamental para a socialização do indivíduo. Esses meios propiciam a necessidade de uma vinculação rápida e eficaz da informação destinados a distintos indivíduos.</p><p>O objetivo dos mass media é atingir o maior número possível de indivíduos num curto período de tempo, fundamentalmente quando se trata de um acontecimento de relevância social.</p><p>Harold Lasswell, afirma que ″os valores próprios de uma sociedade são, de facto, reformulados e transmitidos pelos media de forma a constituírem-se como uma verdadeira ideologia″.</p><p>Portanto, os mass media desempenham um papel fundamental na formação das atitudes e opiniões como agentes socializadores promovendo a coesão social.</p><p>2.3.3.4 – A moda como agente de socialização</p><p>A moda comporta os vários estilos e pode ser considerado o reflexo da resolução contemporânea; acompanha o vestuário do tempo em que se integra.</p><p>A moda transforma-se e moderniza-se devido ao aparecimento de culturas de outros povos e em função dos hábitos e costumes. A socialização do indivíduo depende muito do meio social onde está inserido, assim como dos objetos e conceitos do referido meio.</p><p>A moda é um agente de benefício para o próprio indivíduo, funcionando como influencia pessoal na construção da identidade social por ele idealizada. Por este motivo, é importante consciencializar as pessoas a racionar e a tomarem atitudes consoantes o seu nível de vida.</p><p>A construção de uma pessoa deve basear-se nos princípios morais e culturais de um povo; não se diz que não devemos estar na moda, mas devemos respeitar os padrões culturais, evitando o consumo exagerado de produtos de outros país.</p><p>Nós devemos estar na moda seguindo o nosso padrão cultural, os nossos hábitos e costumes e não sermos escravos ada modas. Mas apesar de tudo a moda é uma forma de acompanhar o desenvolvimento do mundo, especialmente, em relação a moda.</p><p>2.3.4 – Factores influentes na formação de um indivíduo</p><p>Os principais factores influentes na formação do indivíduo são:</p><p>- Social: o papel social que é um elemento desempenha numa sociedade, tendo em conta o seu estatuto social, influencia as pessoas que o rodeiam;</p><p>- Pessoal: qualquer elemento é livre de ser o que quiser desde que respeite as leis e as normas vigentes no local;</p><p>- Produtos: se o produto for bom, a pessoa é livre de escolhê-lo e de o utilizar;</p><p>- Situacionais: as temperaturas em alguns países são muito baixas, pelo que os visitantes têm que adequar o seu vestuário àquele que é usado na localidade; podem não gostar, mas é uma forma de se manterem aculturados;</p><p>- Culturais: em Angola aborda-se a perda de valores, problema das instituições governamentais e dos órgãos de informação, pois esta questão é passada de geração em geração.</p><p>Devemos salvaguardar aquilo que é nosso para a nossa própria identidade cultural, devemos ser nós mesmos, independentemente da raça.</p><p>3.3 – A MORAL NA SOCIEDADE URBANA E RURAL</p><p>Tradicionalmente, a cidade tem sido encarada como o lugar da modernidade, do civismo e como uma organização, diferente, ao conceito de campo, que se considera um lugar marginalizado, sem desenvolvimento, etc.</p><p>A cultura camponesa tem a sua base no modo de vida camponês, ao passo que, a cultura urbana no modo de vida moderno.</p><p>Existe uma grande diferença entre a sociedade urbana e a rural. Na sociedade urbana, o desenvolvimento actual é extremamente acelerado e ligado ao processo de produção de riquezas, determinando o valor da mercadoria, as mudanças, a tecnologia, e levando os sentimentos destes indivíduos à valorização da tecnologia, do novo, do que é sofisticado. Pelo contrário, a sociedade rural recupera as lembranças do passado em geral e não apenas aquelas que são herdadas de gerações anteriores e elo conservadorismo, caracteriza-se pela falta de desenvolvimento, de infra-estruturas sociais como cinemas, estruturas rodoviárias, economia de subsistência, redes eléctricas, etc.</p><p>A industrialização na zona rural facilitou a integração, em certas localidades, de melhores condições de sobrevivência tais como escolas, moradias modernas para trabalhadores, sistema primário de assistência sanitária, sistemas de transportes, etc. aos pouco, a camada mais jovem, de acordo com a sua constituição, caracterização psicológica e biológica, demonstrou clara preocupação com a comunicação com os outros.</p><p>De acordo com os valores juvenis constituídos socialmente, a tradição é algo que deve ser negada. Existem factores que se devem preservar como:</p><p>- Das diferenças no interior da própria juventude;</p><p>- Do resgate de concepções que servem para as lutas juvenis contemporâneas.</p><p>Enquanto que a juventude rural tem, pelo seu próprio modo de vida, uma relação com a tradição diferente da juventude operária, ambas urbanas e pouco apegadas às tradições populares e rurais, todavia mantém uma relação um pouco diferente com as tradições valorizadas socialmente.</p><p>3.4 – OS HÁBITOS E COSTUMES</p><p>Os hábitos e costumes ditam o comportamento cultural e a identidade de construção da personalidade de um povo.</p><p>O nosso país é caracterizado por diferentes cuturas, caracterizada pelos Twocwe, Quimbundo, Bacongos, etc. temos as danças tradicionais, destacando-se a rebita, o semba, o mayeye e a tchianda. A língua oficial de Angola é o português, mas existe outras línguas nacionais tais como: Nhaneca, Nganguela, Umbundo, Kimbundo e Tchokwe. Distinguindo-nos na culinária pelo funge, acompanhado por carne seca ou bagre, mas também pelo mufete e a kizaca, que são as folhas de mandioqueira e pelo feijão de óleo de palma.</p><p>Os nossos hábitos e costumes, devem ser ensinados à criança desde cedo, sobretudo quando se trata de educação. A educação higiênica, o amor, o respeito e as boas maneiras não devem ser esquecidas e ensinadas nas crianças.</p><p>Devemos ter o hábito de elogiar quando as pessoas fazem algo de bom para que elas se sintam motivadas a continuar no bom caminho.</p><p>A palavra hábito</p><p>deriva do Latim habitu que significa estado, modo de ser, costume, etc.</p><p>Hábitos e costumes: é o comportamento regular e normal de uma pessoa em relação às suas necessidades e às reacções do meio que vive.</p><p>3.4.1 – O parentesco</p><p>Os processos de casamento, paternidade e hereditariedade, segundo o sistema tradicional, obedece a um princípio uterino de linhagem.</p><p>Este princípio se sujeita a determinados critérios de onde os membros das famílias a que pertence cada um dos cônjuges (casal) são os que resultam dos laços uterinos anteriores ao casamento. Portanto, os filhos pertencentes à mãe estão vinculados à família desta porque se considera mais a ligação uterina de procriação do que a ligação testicular, estando está em permanente dúvida.</p><p>A linhagem materna e o poder paternal sobre os filhos do casal é exercido pela mãe e pelos seus irmãos uterinos, os tios.</p><p>No casamento, os bens são geridos com autonomia por cada um dos cônjuges; quando há separação ou caso de morte de um cônjuge, os bens são repartidos pelos familiares uterinos segundo o princípio matrilinear.</p><p>3.4.2 – O alambamento</p><p>Em Angola, este termo é comum e abrange todos os grupos étnicos, variando de cultura para cultura e de clã para clã, mas resulta na união entre duas pessoas de sexos opostos.</p><p>O alambamento (casamento tradicional) ocorre quando um rapaz descobre uma rapariga de quem ama e com deseja casar; ao notar na rapariga qualidades de trabalho, este ganha interesse em assumir um compromisso com ela, dando menos interesse ao aspecto físico.</p><p>Em algumas culturas do nosso país, depois do conhecimento travado com a rapariga, o jovem arranja um amigo que lhe entregue um presente de uso pessoal (lenço para a cabeça). Segue-se o consentimento da família, partindo de uma reunião familiar. Neste encontro, o jovem leva uma garrafa de vinho ou, uma bebida tradicional, dependendo da região. Se a jovem (rapariga), os pais e os tios maternos beberem da mesma garrafa significa que o ″amigo″ é aceite e é, também, nesta altura que a família decidirá que dote terá que ser entregue no dia do alambamento.</p><p>O dote inclui a carta de pedido com algum valor monetário, bebidas quentes, sapatos, fósforo, peças de vestuário, de panos, etc. mas, devemos saber que o dote não é uma forma de comprar a jovem, mas sim uma maneira de o noivo indemnizar a família da mulher pela perda de uma importante força de trabalho e sustento é, também uma garantia de durabilidade do casamento e de uma forma da mulher ser bem tratada, visto que não haverá devolução do dote caso haja separação.</p><p>A família da noiva deverá vigiá-la para que a mesma seja fiel ao marido, pois a consequência da infidelidade feminina é o divórcio e a devolução do dote, causando vergonha para toda a família.</p><p>3.4.3 – O casamento</p><p>No nosso continente, existe varias formas matrimoniais, isto é, vários conjuntos de requisitos essenciais que são reconhecidos por lei; estas formas podem ser reliosas ou civis. O casamento religioso é celebrado por um padre, pastor ou rabino, ao passo que, o civil é celebrado por um oficial do registo civil. Apesar de o casamento ser, normalmente, entre duas pessoas, existem sociedades onde os casamentos com maais de duas pessoas são permitidos.</p><p>O matrimónio constitui a institucionalização das relações que têm como base a união intersexual.</p><p>A institucionalização desta união, entre um homem e uma mulher, elabora-se em virtude de um acto jurídico voluntário e lícito que tem como intuito estabelecer as relações jurídicas conjugais.</p><p>3.4.3.1 – Tipos de casamentos</p><p>Os tipos de casamentos que estudaremos são:</p><p>-Casamento por conveniência: é aquele realizado apenas por motivos sociais ou econômicos;</p><p>- Casamento poligâmico: é aquele realizado entre um homem e várias mulheres;</p><p>- Casamento homossexual: são aqueles que ocorrem entre pessoas do mesmo sexo;</p><p>- Casamento arranjado: é aquele celebrado a partir de qualquer relação afectiva entre os contraentes e, geralmente, é feito um acerto pelos seus responsáveis: pais, tios, chefes do clã, etc;</p><p>- Casamento branco ou celibatário: é aquele onde não existem relações sexuais entre o casal;</p><p>- Casamento religioso: é aquele celebrado perante uma autoridade religiosa;</p><p>- Casamento civil: são aqueles celebrados sobre os princípios da legislação vigente em determinado;</p><p>- Casamento aberto ou liberal: é aquele casamento em que é permitido ao cônjuge ter outros parceiros sexuais por consentimento mútuo.</p><p>3.4.4 – A fidelidade</p><p>Neste tem, abordaremos sobre a fidelidade conjugal.</p><p>Fidelidade conjugal é a manifestação da fidelidade no domínio de uma relação conjugal-qualquer que seja a sua natureza em figuras ou em papeis de gênero- que pode ser reciproca, mutuamente acordada e assentida, ou unilateral, acordada ou não. Implica mútua confiança, aceita esta e considerada como base da estabilidade relacional.</p><p>A fidelidade não é só exclusiva do matrimonio, é, também, indispensável no noivado, pois não existe outra maneira de aprender a cultivar uma relação e fazer com que ela prospere. Uma boa relação torna-se especial e favorece a vivência da fidelidade, no entanto, deve ser conservada para que não se mantenha apenas numa etapa inicial, onde o interesse de estar com a pessoa amada são maiores. Nesta etapa, o carinho torna-se constante e se dá pouca importância aos erros do parceiro/a, fazendo-se tudo para superar alguns problemas do relacionamento.</p><p>Nunca se deve esquecer que para ser fiel não temos, necessariamente, que impedir o desenvolvimento natural do nosso ego.</p><p>3.4.5 – O divórcio</p><p>Infelizmente, na nossa sociedade, temos verificado um aumento desta prática devido a vários factores, tais como: ausência de filhos no casal, violência no lar, falta de assistência alimentar, traição, desentendimentos comportamentais, etc.</p><p>Divórcio ou dissolução matrimonial: é a suspensão ou rompimento da relação/convivência conjugal com motivos bem definidos como o adultério.</p><p>O divórcio pode ocorrer de duas formas que são:</p><p>- Por mútuo consentimento: é o termino da relação conjugal por vontade de um ou de ambos os cônjuges sem intervenção de qualquer autoridade judicial;</p><p>- Por via litigiosa: é aquele requerido por um dos cônjuges por via do tribunal, tendo como base a violação de algum direito ou falha do dever conjugal.</p><p>A maior parte dos divórcios na nossa sociedade, ocorrem devido a causas financeiras e à falta de trabalho, que motivam as discussões no seio do casal.</p><p>Um divórcio jamais será um simples acto e também nunca será tomada de ânimo leve, pois, além de afectar o casal também afecta os filhos e os familiares que sofrem tanto. Dai a importância do diálogo constante para a resolução de conflitos e um esforço para que haja compreensão por parte dos cônjuges e, caso não se consiga entender, devem procurar ajuda da família, de amigos achegados em situações extremas procurarem ajuda psicológica ou dirigir-se na OMA..</p><p>3.4.6 – A violência doméstica</p><p>Violência doméstica: é um acto violento, praticado dentro de casa, entre pessoas unidas por um laço de parentesco (marido/mulher, pais/filhos, etc.).</p><p>O problema da violência doméstica não respeita níveis sociais, econômicos, religiosos, culturais ou raciais visto que todos a enfrentam. Inclui a diversas práticas comuns como a violência física, o abuso sexual de crianças e os maus-tratos a idosos.</p><p>A violência doméstica surge de conflitos no lar e tem gravíssimas consequências e, muitas vezes, resultam na morte do indivíduo. Nestas situações, o envolvimento de todos os elementos de uma sociedade é imprescindível, pois podemos travar e punir os culpados com intervenção policial e judicial imediata. Quanto mais cedo se detectar casos de violência, mais cedo podemos travar os traumas e as mortes.</p><p>3.4.6.1 – Causas da violência doméstica</p><p>As causas da violência doméstica são:</p><p>- Isolamento geográfico, físico, afectivo e social;</p><p>- Vivencias infantis de agressão e violência parental;</p><p>- Perturbações mentais e físicas;</p><p>- Mudança de emprego;</p><p>- Gravidez;</p><p>- Problemas financeiros;</p><p>- Desemprego;</p><p>- Personalidade sádica;</p><p>- Alcoolismo</p><p>ou toxicodependência;</p><p>- Religião;</p><p>- Frustação;</p><p>- Problemas financeiros;</p><p>- Tendências para violência relacionadas com crenças e atitudes.</p><p>3.4.6.2 - Consequências da violência doméstica</p><p>As consequências da violência doméstica são:</p><p>- Traumas;</p><p>- Elevados níveis de baixa auto-estima;</p><p>- Dificuldade em alimentar-se, em dormir e em concentrar-se;</p><p>- Conflito de valores: no caso das crianças, estas vão aplicar, futuramente, aquilo que aprenderam na sua infância, logo, terão tendência para serem violentos quando forem adultos;</p><p>- Timidez;</p><p>- Morte;</p><p>- Agressividade, rebeldia ou passividade;</p><p>- Marcas físicas;</p><p>- Danos emocionais, etc.</p><p>As vítimas de violência doméstica devem:</p><p>- Apresentar queixa sobre o agressor, dirigindo-se à esquadra mais próxima ou ao Ministério da Família e Promoção da Mulher;</p><p>- Dar a conhecer os maus tratos aos familiares, vizinhos ou pessoas amigas que tanto podem prestar apoio e assistência, como serem possíveis testemunhas em processo-crime ou em caso de divórcio litigioso.</p><p>3.4.7 – Violência física</p><p>Na nossa sociedade, as agressões são frequentes a crianças, adolescentes e idosos com fortes acusações de feitiçaria.</p><p>Salientar que algumas mulheres vítimas deste acto são culpadas principalmente quando a violência se repete pela terceira vez. Na primeira, acredita-se que ela não sabia que ele é violento. Na segunda, aconteceu porque ela/e resolveu dar uma chance ao companheiro/a de mudar, mas pela terceira vez, não tem justificação.</p><p>Violência doméstica: é o uso da força com a intenção de magoar o próximo, podendo ou não deixar marcas visíveis no corpo (queimaduras, agressões, socos, etc).</p><p>O excesso de álcool impulsiona sobremaneira a violência doméstica física. Neste caso, a pessoa apresenta uma embriaguez patológica.</p><p>Embriaguez patológica: é um estado em que aquele que bebe se torna muito agressivo, por vezes nem se recorda detalhadamente do que fez durante essas crises de raiva e fúria.</p><p>3.4.8 – Violência psicológica</p><p>- É a agressão emocional, ameaças, gestos e posturas agressivas que produzem danos morais e psicológicos no outro indivíduo;</p><p>- É a rejeição, menosprezo, discriminação, humilhação, desrespeito e punições exageradas;</p><p>- É uma agressão que não deixa marcas corporais visíveis, mas causa cicatrizes emocionais para toda a vida.</p><p>Este tipo de violência é mais grave ou prejudicial em relação à física.</p><p>Os comportamentos histéricos são o tipo mais comum de violência psicológica; o agressor obriga, emocionalmente, o outro a satisfazer as suas necessidades de carinho, atenção e importância. A sua intenção é mobilizar os demais membros da família, fingindo ou aproveitando-se de uma suposta doença, alguma dor ou problema de saúde para que tenha cuidados contínuos como atenção, compreensão e paciência. Esta violência é provocada na maior parte pelas mulheres e os homens que se submetem aos seus caprichos sofrem bastante.</p><p>Histrionismo significa teatralidade e caracteriza-se por comportamento dramáticos com tendência a captar atenção permanente e continua.</p><p>As pessoas com este tipo de problemas atingem seus objetivos através de comportamentos exagerados, fazendo representações que chama atenção às pessoas que o rodeiam.</p><p>As crises de destruição de mobílias, documentos pessoais, utensílios ou ameaças de morte também são consideradas como violência emocional, pois não se sente diretamente a agressão física. Quando há impedimento do uso do telefone, quando o agressor impede o cônjuge de sair de casa, quando não disponibiliza à esposa os valores monetários para as despesas de casa, preferindo ser ele a faze-las para melhor controle do orçamento também são casos de agressão psicológica.</p><p>3.4.9 – Violência verbal</p><p>Este tipo de violência é dirigido do agressor para outros elementos familiares e efectua-se em todos os locais, mesmo em presença de pessoas que não pertencem à família.</p><p>A violência verbal também é frequente quando há ausência de palavra, isto é, quando alguém se dirige a outra pessoa e espera resposta, obtendo da mesma o silêncio.</p><p>Na violência verbal não existe força física, mas uma pressão psicológica vinda de complexos pessoais; o agressor inferniza a vida de outras pessoas, obrigando-os a confessar coisas que não fizeram.</p><p>Exemplo: tu preferes aquele homem a mim; tu tens outro/, etc.</p><p>3.4. 10 – A função econômica, reprodutora e social da família.</p><p>A família é unida por múltiplos laços capazes de manter moral, material e reciprocamente os membros durante uma vida e durante as gerações.</p><p>Função social</p><p>Como unidade social, a família enfrenta inúmeras tarefas de desenvolvimento. Dentro delas, cada elemento exerce as suas funções que incluem a protecção e socialização dos seus membros como respostas às necessidades das sociedades a que pertence.</p><p>3.5 – A ADOLESCÊCIA</p><p>O termo adolescência etimologicamente surge do latim adolescere ou adolescentia que significa crescer.</p><p>Adolescência: é a fase de transição entre a infância e a idade adulta;</p><p>- É o período da vida humana entre a puberdade e o estado adulto.</p><p>Durante a fase da adolescência ocorrem algumas transformações físicas, mentais e sociais.</p><p>3.5.1 – Fases da adolescência</p><p>Segundo Norman e Collins (2009), afirmam que a adolescência divide-se em três fases que são:</p><p>3.5.1.1- Fase inicial (puberdade)</p><p>Neste período ocorrem mudanças biológicas ou físicas e psicológicas que preparam o corpo com a capacidade de gerar filho.</p><p>Normalmente segundo os especialistas esta fase começa aos 11 anos e termina aos 14 anos de idade.</p><p>3.5.1.2- Fase intermedia (secundaria)</p><p>Nesta fase o adolescente acha-se independente ou dono de si mesmo, do seu pensamento, deixa de ser egocêntrico e passa a entender além do obvio.</p><p>O adolescente sente a necessidade de fazer amizades com pessoas do sexo oposto ou ter alguém como amigo/a, ou seja, namorado/a.</p><p>Esta fase começa dos 14 e termina aos 17 anos.</p><p>3.5.1.3- Fase final</p><p>Esta fase é o período de maturação psicológica em que o homem começa a sentir ou ser responsável e fazer planos para o futuro.</p><p>Nesta fase o adolescente torna-se autônomo de si mesmo e faz bom uso da sua consciência para tomar decisões pessoais, etc.</p><p>3.5.2 – Crescimento físico</p><p>Durante a fase da adolescência, o corpo do indivíduo cresce aos poucos até aos 16 anos, embora os rapazes apenas atinjam a maturidade, em média, dois anos mais tarde que as raparigas. No entanto, o crescimento não é contínuo.</p><p>As diferentes partes corporais desenvolvem-se em grande velocidade; os membros superiores, inferiores e a cabeça desenvolvem-se mais rapidamente que os restantes, atingindo, mais cedo, o seu tamanho final. Este facto provoca uma desproporção ao tronco, por isso é que, nesta altura, notamos movimentos desajeitados, típicos dos jovens.</p><p>Até aos 11 anos de idade, as crianças têm a mesma força muscular; no entanto, o crescimento muscular dos rapazes é maior, o que explicita a força física dos homens quando são adultos.</p><p>3.5.2.1 – Mudanças corporais nas raparigas</p><p>- Alargamento das ancas. Maior acumulação de gordura no tecido adiposo;</p><p>- Desenvolvimento dos seios e das ancas;</p><p>- Aparecimento da primeira menstruação;</p><p>- Aparecimento do/e acne;</p><p>- Aparecimento de pélos nos órgãos genitais, axilas, etc;</p><p>- Maior produção das hormonas estrogênio e progesterona, etc.</p><p>3.5.2.2 – Mudanças corporais nos rapazes</p><p>- Mudança na voz;</p><p>- Desenvolvimento corporal por aumento da massa muscular;</p><p>- Aumento do tamanho do pênis e dos testículos;</p><p>- Poluções nocturnas;</p><p>- Aparecimento do/e acne;</p><p>- Aparecimento de pelos nos órgãos genitais, axilas, etc;</p><p>- Maior secreção da hormona testosterona, etc.</p><p>3.6 – O PLANEAMENTO FAMILIAR</p><p>Actualmente o serviço de planeamento familiar é gratuito e está sobre a responsabilidade do S.N.S e encontra-se integrado no atendimento materno infantil.</p><p>Planeamento familiar: é o conjunto de ações que têm como finalidade contribuir para saúde da mulher e da criança permitindo as mulheres e os homens escolherem quando e quantos filhos querem ter e evitar gravidez indesejada;</p><p>- É um projecto que visa assegurar que as pessoas têm acesso a informação, a métodos</p><p>de contracepção eficazes e seguros, a serviços de saúde que contribuem para uma vivencia de forma segura e saudável.</p><p>3.6.1 – Vantagens do planeamento familiar</p><p>As vantagens do planeamento familiar são:</p><p>- Ajuda o casal a decidir quando querem ter filhos e os seus intervalos;</p><p>- Programa a gravidez e o parto adequadamente;</p><p>- Melhora a saúde e o bem-estar da família;</p><p>- Prepara e promove uma maternidade e paternidade responsável;</p><p>- Reduz e aconselha sobre a saúde sexual e reprodutora;</p><p>- Previne o cancro ginecológico e as doenças sexualmente transmissíveis.</p><p>3.6.2- Métodos artificiais de planeamento familiar</p><p>Os métodos artificiais do planeamento familiar são:</p><p>- Hormonas: pílulas, injectáveis;</p><p>- Espermicidas esponjas e geleias;</p><p>- Esterilização cirúrgica: laqueação das trompas;</p><p>- Acção mecânica: combinação e hormônios (DIUS);</p><p>- Barreiras: capuz cervical, preservativos e diafragma.</p><p>As pílulas, actualmente desenvolvem quatro mecanismos de acção, a saber:</p><p>- Produzem a suspensão da ovulação. Neste caso não há fecundação e, consequentemente, funcionam como anticoncepcional;</p><p>- Alteram o estado do muco cervical, dificultando o acesso do espermatozoide até ovulo;</p><p>- Alteram a movimentação do ovulo nas trompas; se está fecundado resultará em aborto;</p><p>- Determinam mudanças no endométrio (parte interna do útero), impedindo a nidação (fixação do ovo fecundado num ponto da mucosa uterina) do embrião.</p><p>Os efeitos colaterais da pílula são: cancro da mama, cancro cervical, malformação fetal, tumores hepáticos, distúrbios circulatórios, etc.</p><p>3.6.2 – Fecundação artificial</p><p>Muitos casais estéreis ou que tem dificuldade de fazer filhos têm recorrido à fecundação artificial para terem filhos.</p><p>As modalidades deste tipo de fecundação são:</p><p>- Fecundação homóloga: quando as células germinativas pertencem ao próprio casal (óvulo e espermatozóide);</p><p>- Fecundação heteróloga: quando um dos gâmetas (óvulo ou espermatozóide) é de outra pessoa que não seja um dos cônjuges;</p><p>- Fecundação intracorpórea: quando a união do espermatozóide com o óvulo é feita no corpo da mulher com o auxilio técnico.</p><p>3.6.3- Métodos naturais</p><p>Estes métodos não têm inconvenientes e são mais eficazes, estimulam o conhecimento mútuo do casal, incentivam o respeito dos cônjuges e unem o casal.</p><p>Os métodos naturais mais destacados são:</p><p>- Método da tabelinha: a mulher ovula apenas uma vez por mês, no Décimo quarto dia antes da próxima menstruação, o óvulo vive aproximadamente 10 horas após a ovulação e o espermatozoide 72 horas depois da ejaculação no muco fértil;</p><p>-Método de temperatura: a temperatura basal, pertencente ao homem, é a mais baixa e estável do corpo. A mulher tem uma temperatura bifásica (uma alta e outra baixa) e a ovulação (período fértil) dá-se quando a temperatura está elevada;</p><p>- Método de ovulação: consiste no controlo do muco vaginal que, normalmente, no dia da ovulação ou período fértil torna-se mais pegajoso e elástico que nos dias normais.</p><p>3.6.4 – Os contraceptivos</p><p>A abstinência é o único método eficaz para se evitar a gravidez indesejada ou as DST. Portanto, antes de optar por um destes métodos é necessário marcar uma consulta de planeamento familiar par que se possa observar a idade, o estilo de vida e, fundamentalmente, os efeitos colaterais que possam surgir da escolha do método.</p><p>O preservativo é o único método que protege, simultaneamente, a gravidez e as DST e, também, de que a responsabilidade é do casal e não apenas da mulher.</p><p>3.6.4.1 – Métodos contraceptivos</p><p>Os métodos contraceptivos que abordaremos são:</p><p>- Diafragma;</p><p>- As hormonas orais: pílula;</p><p>- As hormonas injectáveis;</p><p>- O preservativo.</p><p>3.6.5 – Gravidez precoce</p><p>A gravidez deve acontecer quando uma mulher se encontra bem desenvolvida física e psicologicamente, porque um novo ser necessita de espaço para poder crescer dentro do ventre da mãe, caso isso não aconteça, a mãe e o filho/a poderão sofrer graves consequências.</p><p>Gravidez: é o período de crescimento e desenvolvimento do embrião na mulher e envolve várias alterações físicas e psicológicas.</p><p>Gravidez precoce: é caracterizado pela gravidez no período da adolescência e considera-se uma das ocorrências mais preocupantes relacionadas com a vida sexual precoce de muitos adolescentes.</p><p>Na fase da gravidez precoce, os problemas físicos, emocionais e sociais são de uma ordem importante, neste sentido destaca-se:</p><p>- As mães solteiras que engravidam numa fase de desenvolvimento, pelo que tanto o rapaz como a rapariga necessitam de acompanhamento parental;</p><p>- Os relacionamentos sem noção dos riscos e das responsabilidades, que nascem por falta de uma preparação física e psicológica de ambos os elementos da relação;</p><p>- o facto de um dos elementos abandonar o outro, aquando da gravidez, sem se importar das consequências que poderão sofrer.</p><p>Os factores que levam alguma jovem engravidar precocemente são:</p><p>- A estrutura familiar;</p><p>- A formação psicológica do indivíduo;</p><p>- A baixa auto-estima.</p><p>É fundamental o apoio da família à adolescente com gravidez precoce, o apoio moral é importante para aumentar a sua responsabilidade; o diálogo, a segurança, o afecto e o auxílio tornam-se primordiais para o desenvolvimento saudável quer da criança que nasce, quer dos pais que ainda são muito jovens. Assim sento, os problemas são solucionados e o flagelo do aborto ilegal e as consequentes mortes podem ser diminuídas, pois já se iniciou o trabalho da maturidade nestes adolescentes.</p><p>3.6.5.1 – Riscos da gravidez precoce</p><p>Os riscos da gravidez precoce são:</p><p>- Abandono dos estudos por parte dos adolescentes envolvidos;</p><p>- Falta de conhecimentos para a obtenção de um emprego digno e de boa qualidade;</p><p>- Morte da mãe adolescente ou do bebe durante o processo de parte.</p><p>3.6.5.2 – Causas da gravidez precoce</p><p>As causas da gravidez precoce são:</p><p>- Falta de acompanhamento na educação sexual por parte dos responsáveis pela adolescente;</p><p>- Desconhecimento dos métodos contraceptivos;</p><p>- Tabu que existe em muitas famílias sobre Educação Sexual; consequentemente, a rapariga não aborda a sua vida sexual em casa;</p><p>- Interesse em bens materiais que o parceiro lhes poderá proporcionar;</p><p>- Algumas adolescentes engravidam com o propósito de casar;</p><p>- Falta de debates em escolas, na comunidade e instituições governamentais; se os mass media abordassem frequentemente este tema, as adolescentes e até mesmo algumas meninas não engravidariam precocemente.</p><p>3.6.5.3 – Consequências da gravidez precoce</p><p>As consequências da gravidez precoce são:</p><p>- Rompimento forçado da estrutura da personalidade dos jovens;</p><p>- Casamento forçado;</p><p>- Medo, stress, ansiedade numa etapa inicial para a rapariga;</p><p>- Rejeição Social;</p><p>- Problemas Legais;</p><p>- Graves consequências orgânicas;</p><p>- Efeitos na fertilidade futura.</p><p>3.6.6 – O aborto</p><p>Estudos recentes demonstram que este termo não é uma pratica segura em nenhuma circunstância, nem é mais seguro que um parto. O aborto é uma prática muito perigosa e falhava frequentemente, causando a morte da mãe ou do bebé.</p><p>Aborto: é a morte de uma criança no ventre da sua mãe, efectuada antes do seu nascimento em qualquer uma das suas etapas.</p><p>3.6.6.1 – Tipos de aborto</p><p>Os tipos de aborto que estudaremos são:</p><p>- Espontâneo: é quando sucede de alguma anomalia ou alteração imprevista;</p><p>- Provocado: é aquele realizado quando a mãe não deseja a criança, sendo feito em casa, de forma química ou cirúrgica.</p><p>3.6.6.2 – Causas do aborto</p><p>As causas mais frequentes de um aborto são:</p><p>- Termino de uma relação;</p><p>- Pressão e ameaça do companheiro ou familiares;</p><p>- Motivos econômicos, etc.</p><p>3.6.6.3 – Consequências do aborto</p><p>As consequências do aborto são:</p><p>- Físicas: sintomas físicos sem explicações orgânicas que resultam em aborto espontâneo, tais como: dores gastrointestinais, insônias, fraqueza, dor de cabeça contínua;</p><p>- Psíquicas: perturbações mentais tais como transtornos depressivos, ansiedade, disfunções sexuais, desejo de suicídio, abuso de substancias ilícitas e de álcool, stress pós-traumático.</p><p>- Complicações leves: infecções, febres, queimaduras de segundo grau, vômitos, dores abdominais e sensibilização</p>