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<p>HISTOLOGIA DO APARELHO URINÁRIO</p><p>HISTOLOGIA ANIMAL</p><p>APARELHO URINÁRIO</p><p> Formado pelos 2 rins, 2 ureteres, a bexiga e a uretra</p><p> Manutenção da homeostase produzindo urina – eliminação de água,</p><p>resíduos do metabolismo, eletrólitos e não eletrólitos em excesso</p><p> Os rins formam por minuto 125 mL de filtrado – 124 mL são</p><p>reabsorvidos e 1 mL chegará aos cálices como urina (1.500 mL/dia)</p><p> Túbulos uriníferos – filtração, absorção ativa, absorção passiva e</p><p>secreção</p><p> Secreção de hormônios – renina que atua na regulação da pressão</p><p>arterial - eritropoetina que estimula a produção de eritrócitos</p><p> Ativação da vitamina D juntamente com o fígado e pele</p><p>RIM</p><p>RIM</p><p>Figura 20.3 Diagrama mostrando a</p><p>nomenclatura padrão das estruturas no</p><p>rim. Os dois tipos de néfrons no rim são</p><p>mostrados com seus sistemas de ductos</p><p>associados. Um néfron de alça longa é</p><p>mostrado à esquerda, enquanto um</p><p>néfron de alça curta é mostrado à direita.</p><p>As posições relativas do córtex, da</p><p>medula, da papila e da cápsula estão</p><p>indicadas (mas não estão desenhadas em</p><p>escala). A área do córtex em formato de</p><p>cone invertido representa um raio</p><p>medular. Os elementos do néfron estão</p><p>indicadas por números.</p><p>(Modificada de Kriz W, Bankir L. A standard nomenclature</p><p>for structures of the kidney. The Renal Commission of the</p><p>International Union of Physiological Sciences (IUPS). Kidney</p><p>Int 1988;33:1-7.)</p><p>1, corpúsculo renal, incluindo o</p><p>glomérulo e a cápsula de Bowman;</p><p>2, túbulo contorcido proximal;</p><p>3, túbulo reto proximal;</p><p>4, ramo delgado descendente;</p><p>5, ramo delgado ascendente;</p><p>6, ramo ascendente espesso (túbulo reto</p><p>distal);</p><p>7, mácula densa localizada na porção</p><p>final do ramo ascendente espesso;</p><p>8, túbulo contorcido distal; 9, túbulo</p><p>conector;</p><p>9*, túbulo conector do néfron</p><p>justamedular que forma um arco (túbulo</p><p>conector arqueado);</p><p>10, ducto coletor cortical;</p><p>11, ducto coletor medular externo; e</p><p>12, ducto coletor medular interno.</p><p>RIM</p><p> Forma de um grão de feijão com uma borda</p><p>convexa e outra côncava. Possui forma e</p><p>tamanho variável de acordo com a espécie.</p><p> Pelo hilo (região côncava) entram e saem</p><p>vasos sanguíneos, entram nervos e saem</p><p>ureteres</p><p> No hilo há tecido adiposo e dois ou três</p><p>cálices que se juntam formando a pélvis renal</p><p> Constituído por cápsula de tecido conjuntivo</p><p>denso, zona cortical e zona medular</p><p>Figura 20.6 Diagramas e fotomicrografia de um rim humano adulto. O</p><p>diagrama na parte superior, à esquerda, é uma hemissecção do rim</p><p>humano adulto incluída para orientação. O diagrama à direita representa</p><p>uma porção ampliada, ressaltando a relação de dois néfrons e seus</p><p>túbulos e ductos com o córtex e a medula. O néfron superior, um néfron</p><p>mesocortical, estende-se apenas por uma curta distância dentro da</p><p>medula e tem um curto segmento delgado da alça de Henle. O néfron</p><p>inferior, o néfron justamedular, apresenta uma alça de Henle longa que</p><p>se estende profundamente dentro da medula. Ambos os néfrons drenam</p><p>nos ductos coletores corticais no raio medular. A fotomicrografia mostra</p><p>um corte do córtex. Ele é organizado em uma série de raios medulares</p><p>que contêm túbulos retos e ductos coletores corticais e, entre eles, os</p><p>labirintos corticais contendo os corpúsculos renais e seus túbulos</p><p>contorcidos proximais e distais associados. O lóbulo renal consiste em</p><p>um raio medular central e metade do labirinto cortical adjacente em</p><p>cada um de seus lados. 60×.</p><p>Figura 20.2 Fotomicrografia da cápsula do rim. Esta</p><p>fotomicrografia de um corte corado com Mallory-Azan</p><p>mostra a cápsula (cap) e parte do córtex subjacente.</p><p>A camada externa da cápsula (CEC) é composta de</p><p>tecido conjuntivo denso. Nessa porção da cápsula, o</p><p>número de fibroblastos é relativamente pequeno; seus</p><p>núcleos aparecem como perfis finos, alongados e de</p><p>coloração avermelhada contra um fundo azul, que</p><p>corresponde às fibras colágenas coradas pelo corante</p><p>de Mallory.</p><p>A camada interna da cápsula (CIC) consiste em</p><p>numerosos miofibroblastos, cujos núcleos aparecem</p><p>como perfis esféricos ou alongados de coloração</p><p>avermelhada, dependendo de sua orientação no corte.</p><p>Observe que as fibras colágenas nessa camada são</p><p>relativamente esparsas; na camada externa da</p><p>cápsula, os núcleos dos miofibroblastos são mais</p><p>abundantes que os dos fibroblastos. 180×.</p><p>RIM</p><p> Zona medular formada por 10-18 pirâmides</p><p>medulares (de Malpighi); seus vértices fazem</p><p>saliência nos cálices – papilas</p><p> Cada lobo é formado por uma pirâmide e pelo</p><p>tecido cortical que recobre suas bases e lados</p><p> Um lóbulo é formado por um raio medular e por</p><p>tecido cortical ao redor, delimitado pelas artérias</p><p>interlobulares</p><p>Figura 20.4 Papila e cálice renais.</p><p>A. Esta eletromicrografia de</p><p>varredura mostra uma estrutura</p><p>cônica que corresponde à papila</p><p>renal, projetando-se no cálice</p><p>renal. O ápice da papila contém</p><p>aberturas (setas) dos ductos</p><p>coletores (de Bellini). Esses</p><p>ductos lançam a urina contida nas</p><p>pirâmides no cálice menor. A</p><p>superfície da papila que contém</p><p>as aberturas é denominada área</p><p>cribriforme. 24×. (Cortesia do Dr.</p><p>C. Craig Tisher.)</p><p>B. Fotomicrografia de uma</p><p>amostra da papila corada pela</p><p>H&E (hematoxilina e eosina),</p><p>mostrando a porção distal dos</p><p>ductos coletores que se abrem no</p><p>cálice menor. 120×.</p><p>FIGURA 19.23 Esquema simplificado de um lobo renal</p><p>(pirâmide renal + cortical adjacente), em que se observam</p><p>componentes da circulação arterial e venosa do rim. Os vasos</p><p>arciformes correm no limite entre a cortical e a medular.</p><p>RIM – TÚBULO URINÍFERO</p><p> Composto pelo néfron e túbulo coletor (funções e origens</p><p>embriológicas distintas)</p><p> Envolvidos por lâmina basal – contínua ao escasso</p><p>conjuntivo do rim</p><p> 600 a 800 mil néfrons por rim que são formados por</p><p>corpúsculo renal (ou de Malpighi) formado por glomérulo</p><p>e cápsula de Bowman, túbulo contorcido proximal, alça</p><p>de Henle, túbulo contorcido distal</p><p> O túbulo contorcido distal se conecta ao tubo coletor</p><p>através dos túbulos coletores</p><p>Epitélio colunar baixo ou cuboide</p><p>Citoplasma basal fortemente acidófilo</p><p>Região apical com microvilos</p><p>Absorção e secreção</p><p>Epitélio simples cúbico</p><p>Cels menores, menos acidófilas</p><p>Sem orla em escova</p><p>Absorção e secreção</p><p>Epitélio simples pavimentoso</p><p>Lúmen largo</p><p>Reabsorção de água</p><p>Epitélio simples cúbico até colunar</p><p>Diâmetro vai aumentando</p><p>Citoplasma fracamente eosinofílico</p><p>Reabsorção de água</p><p>Concentração da urina</p><p>Néfron</p><p>FIGURA 19.3 Vista panorâmica do rim, que mostra: a cápsula de tecido conjuntivo denso; a zona cortical, na</p><p>qual é possível identificar corpúsculos renais distribuídos pelo córtex; e a zona medular, subdividida em</p><p>região medular externa, com vasos de maiores calibres, e região medular interna. (Hematoxilina-eosina [HE].)</p><p>CORPÚSCULO RENAL</p><p>GLOMÉRULO + CÁPSULA DE BOWMAN</p><p> Glomérulo, conjunto de capilares, envolvido pela Cápsula de Bowman</p><p> A cápsula possui dois folhetos:</p><p> interno (visceral) junto aos capilares – podócitos (células epiteliais modificadas), cujos prolongamentos</p><p>se apoiam na lâmina basal</p><p> externo (parietal) formando os limites do corpúsculo renal – epitélio simples pavimentoso apoiado em</p><p>fibras reticulares</p><p> entre os folhetos há o espaço capsular que recebe o filtrado</p><p> Nos capilares glomerulares (fenestrados) circula sangue arterial e além de suas células endoteliais e de</p><p>podócitos ao redor, possuem células mesangiais que possuem receptores para angiotensina II</p><p>Figura 20.7 Estrutura do corpúsculo renal.</p><p>A. Este diagrama esquemático mostra a</p><p>organização do corpúsculo renal e as</p><p>estruturas associadas a ele nos polos</p><p>vascular e urinário. As células mesangiais</p><p>estão associadas ao endotélio capilar do</p><p>glomérulo e à membrana basal glomerular.</p><p>As células da mácula densa no túbulo distal</p><p>estão intimamente associadas às células</p><p>justaglomerulares da arteríola aferente e às</p><p>células mesangiais extraglomerulares.</p><p>(Modificada de Kriz W, Sakai T. Morphological</p><p>aspects of glomerular function. In: Nephrology:</p><p>Proceedings</p><p>of the Tenth International Congress of</p><p>Nephrology. London: Bailliere-Tindall, 1987.)</p><p>B. Fotomicrografia de uma amostra corada</p><p>pela H&E, mostrando um corpúsculo renal.</p><p>A mácula densa é observada em grande</p><p>proximidade com o polo vascular. 160×.</p><p>FIGURA 19.5 Corte de rim mostrando</p><p>um corpúsculo renal e túbulos renais.</p><p>Um túbulo contorcido proximal se</p><p>origina no polo urinário (seta), e seu</p><p>lúmen é contínuo com o espaço</p><p>capsular (*).</p><p>Em torno do corpúsculo há túbulos</p><p>contorcidos distais (D) e um túbulo</p><p>contorcido proximal (P). Na superfície</p><p>apical das células deste túbulo se</p><p>observa uma faixa mais corada (BE)</p><p>devido a um acúmulo de microvilos,</p><p>denominada orla em escova. (HE.</p><p>Pequeno aumento.)</p><p>FIGURA 19.6 Corte de rim com corpúsculo</p><p>renal, em que se observa seu polo vascular e</p><p>as alças de capilares sanguíneos, que</p><p>constituem o glomérulo renal. Células</p><p>pavimentosas (setas) que formam o folheto</p><p>parietal da cápsula de Bowman revestem o</p><p>espaço capsular, ou espaço de Bowman (*).</p><p>Observe túbulos contorcidos proximais (P),</p><p>mais corados, com lúmen de diâmetro menor e</p><p>com menos núcleos, e túbulos contorcidos</p><p>distais (D), com citoplasma mais claro, lúmen</p><p>maior e mais núcleos. (HE. Pequeno aumento.)</p><p>FIGURA 19.12 Esquema que</p><p>mostra a localização dos</p><p>podócitos e de células</p><p>mesangiais entre os capilares</p><p>glomerulares. Tanto a célula</p><p>mesangial quanto os dois</p><p>capilares estão envolvidos</p><p>pela mesma lâmina basal.</p><p>FIGURA 19.14 Corte da região</p><p>cortical do rim. Observam-se</p><p>dois corpúsculos renais (C)</p><p>cercados por túbulos renais. Os</p><p>túbulos contorcidos proximais</p><p>(P) têm células mais altas,</p><p>lúmen menor, menos núcleos e</p><p>orla em escova na superfície</p><p>apical de suas células (setas).</p><p>Os túbulos contorcidos distais</p><p>(D) são formados por células</p><p>mais baixas, e seu lúmen é</p><p>proporcionalmente mais amplo.</p><p>Além disso, não possuem orla</p><p>em escova evidente. (HE.</p><p>Pequeno aumento.)</p><p>FIGURA 19.15 Corte da região</p><p>cortical do rim. No centro um</p><p>túbulo contorcido proximal (TCP)</p><p>com suas células cuboides</p><p>volumosas e acidófilas,</p><p>apresentando orla em escova</p><p>formada por numerosos</p><p>microvilos paralelos e bem</p><p>preservados. A região basal de</p><p>suas células apresenta</p><p>numerosas mitocôndrias</p><p>alongadas. Observe também</p><p>parte de um túbulo contorcido</p><p>distal (TCD), cujas células são</p><p>mais baixas (cuboides) e menos</p><p>coradas. (Corte de tecido incluído</p><p>em resina sintética.</p><p>Pararrosanilina e azul de</p><p>toluidina. Grande aumento.)</p><p>Epitélio colunar baixo ou cuboide</p><p>Citoplasma basal fortemente acidófilo</p><p>Região apical com microvilos</p><p>Absorção e secreção</p><p>Epitélio simples cúbico</p><p>Cels menores, menos acidófilas</p><p>Sem orla em escova</p><p>Absorção e secreção</p><p>Epitélio simples pavimentoso</p><p>Lúmen largo</p><p>Reabsorção de água</p><p>Epitélio simples cúbico até colunar</p><p>Diâmetro vai aumentando</p><p>Citoplasma fracamente eosinofílico</p><p>Reabsorção de água</p><p>Concentração da urina</p><p>FIGURA 19.17 Características ultraestruturais mais relevantes das células epiteliais de túbulos renais. As células da parte espessa da alça de Henle e as do túbulo distal são</p><p>semelhantes em sua ultraestrutura, mas têm funções diferentes. A superfície apical de cada célula está voltada para cima.</p><p>FIGURA 19.18 Corte de zona</p><p>medular externa do rim, que</p><p>mostra: ductos coletores (DC)</p><p>constituídos por células</p><p>cuboides com limites muito</p><p>marcados e superfície apical</p><p>em formato de abóbada;</p><p>porções finas de alças de</p><p>Henle (AHF) e capilares</p><p>sanguíneos (C). Partes do</p><p>interstício medular estão</p><p>indicadas por asteriscos.</p><p>(Tricrômico de Masson.</p><p>Médio aumento.)</p><p>FIGURA 19.19 Mácula densa (MD)</p><p>representada por um acúmulo de</p><p>núcleos de um túbulo contorcido</p><p>distal (D) que se aproxima do polo</p><p>vascular (PV) do corpúsculo renal (C)</p><p>do seu néfron. Na região da mácula</p><p>densa, os núcleos são mais próximos</p><p>porque as células são mais estreitas.</p><p>Observe também secções de túbulos</p><p>contorcidos proximais (P), cuja</p><p>superfície apical tem uma orla em</p><p>escova (setas). (HE. Médio aumento.)</p><p>FIGURA 19.22 Corte de região do polo vascular de um corpúsculo renal. As células musculares</p><p>lisas da parede da arteríola aferente (JG) apresentam grânulos que contêm várias moléculas,</p><p>entre as quais a renina. Observe um túbulo contorcido distal (TCD). (Corte de tecido incluído em</p><p>resina sintética. Pararrosanilina e azul de toluidina.)</p><p>Próximo ao corpúsculo renal, a arteríola</p><p>aferente (às vezes também a eferente)</p><p>não tem membrana elástica interna e</p><p>suas células musculares apresentam-se</p><p>modificadas. Essas células são</p><p>chamadas justaglomerulares ou células</p><p>JG (ver Figuras 19.3 e 19.22) e têm</p><p>núcleos esféricos e citoplasma contendo</p><p>grânulos de secreção. A secreção</p><p>desses grânulos participa da regulação</p><p>da pressão sanguínea.</p><p>A mácula densa do túbulo distal</p><p>geralmente se localiza próximo às</p><p>células justaglomerulares, formando</p><p>com elas um conjunto chamado</p><p>aparelho justaglomerular (ver Figuras</p><p>19.3, 19.20 e 19.22). Também fazem</p><p>parte do aparelho justaglomerular</p><p>células com citoplasma claro, de função</p><p>pouco conhecida, denominadas células</p><p>mesangiais extraglomerulares.</p><p>Figura 20.16 Diagrama e fotomicrografia mostrando a relação entre as células mesangiais intraglobulares e os capilares glomerulares. A. A célula mesangial e a sua matriz circundante são envolvidas pela</p><p>membrana basal glomerular (MBG) dos capilares glomerulares. As células mesangiais encontram-se no mesmo compartimento das células endoteliais e podem estar intimamente associadas à MBG, bem</p><p>como às células endoteliais sem MBG interveniente. Observe que uma célula mesangial produz matriz mesangial extracelular, que proporciona sustentação para os capilares glomerulares. B. Fotomicrografia</p><p>de um glomérulo corado pelo método PAS. Observe que a MBG está bem visível no glomérulo e circunda os capilares glomerulares. A MBG reflete-se no polo vascular, transformando-se na lâmina basal das</p><p>células epiteliais que formam a camada parietal da cápsula de Bowman. Os núcleos das células mesangiais PAS-positivas estão posicionados entre as alças de capilares em direção ao centro do glomérulo. A</p><p>amostra foi contracorada com hematoxilina. 360×.</p><p>AA, Artérias arqueadas</p><p>AIL, Artéria interlobar</p><p>cm, Cálice menor</p><p>ColR, Coluna renal</p><p>CR, Corpúsculos renais</p><p>ME, Medula externa</p><p>MI, Medula interna</p><p>p, Papila</p><p>VA, Veias arqueadas</p><p>VI, Vasos interlobulares</p><p>VIL, Veia interlobar</p><p>VR, Vasos retos</p><p>Linha tracejada, Limite entre o córtex e a medula</p><p>Setas, Raios medulares</p><p>CR, Corpúsculo renal</p><p>LC, Labirinto cortical</p><p>RM, Raio medular</p><p>Linha tracejada, Limite aproximado do raio medular</p><p>INTERSTÍCIO RENAL</p><p> Espaço entre os néfrons e os vasos sanguíneos e linfáticos</p><p> Escasso na cortical e aumenta na medular</p><p> Pequena quantidade de tecido conjuntivo, com fibroblastos, algumas fibras</p><p>colágenas e Substância Intersticial Amorfa (SIA) rica em proteoglicanos</p><p>(principalmente na medula)</p><p> Possuem células secretoras chamadas células intersticiais que secretam</p><p>eritropoetina (também produzida pelo fígado - 15%)</p><p>VIAS EXCRETORAS</p><p> Cálices menores e maiores, pelve renal, ureteres, bexiga e uretra</p><p> Conduzem e armazenam a urina para excreção</p><p> As paredes dos cálices, a pelve, o ureter e a bexiga têm a mesma estrutura básica, tornando-se</p><p>gradualmente mais espessas até a bexiga</p><p> O ápice da pirâmide, que se projeta no cálice menor, está revestido por epitélio de transição –</p><p>atua como uma barreira separando a urina do tecido conjuntivo do interstício renal. Abaixo da</p><p>lâmina própria, há uma delgada camada de músculo liso que impulsiona a urina para o cálice</p><p>maior</p><p> A urina é então conduzida do cálice menor para o maior, depois para a pelve renal e dela sai pelo</p><p>ureter</p><p> Vias excretoras</p><p>VIAS EXCRETORAS</p><p> Durante a micção, a urina sai da bexiga para o exterior pela uretra, que varia muito de tamanho</p><p> Os cálices, a pelve renal, os ureteres e a bexiga são revestidos pelo epitélio de transição (ou</p><p>urotélio)</p><p> A variação na forma das células de globosas ou poliédricas</p><p>para pavimentosas permite a</p><p>distensão do tecido e assim a acomodação do órgão às mudanças no volume de urina. As placas</p><p>de membrana na superfície apical das células contribuem para aumentar a superfície luminal do</p><p>órgão. A composição diferenciada da membrana, com elevada concentração de esfingolipídios e a</p><p>presença das proteínas uroplaquinas, e a abundância de junções de oclusão tornam o tecido</p><p>praticamente impermeável e resistente à osmolaridade da urina.</p><p>URETER</p><p>URETERES</p><p> São tubos fibromusculares estreitos e</p><p>compridos que conduzem a urina através</p><p>de contrações peristálticas para a bexiga,</p><p>onde é armazenada.</p><p> Possui 3-4 mm de diâmetro e 20-30 cm de</p><p>comprimento (em humanos)</p><p> Desembocam na base da bexiga urinária –</p><p>região do trígono vesical que não apresenta</p><p>pregas</p><p> Três camadas: mucosa, muscular e</p><p>adventícia FIGURA 19.24 Corte transversal de ureter. Observe o</p><p>epitélio de transição (ET), a lâmina própria (LP) de tecido</p><p>conjuntivo frouxo muito vascularizado, o músculo liso (ML)</p><p>e a camada externa (adventícia) de tecido conjuntivo (ADV)</p><p>envolvida por tecido adiposo (AD). (HE. Pequeno aumento.)</p><p>URETER</p><p> Três camadas:</p><p> TÚNICA MUCOSA – rica em pregas, epitélio de transição e lâmina própria de tecido conjuntivo</p><p>frouxo fibroeslástico</p><p> TÚNICA MUSCULAR – uma camada longitudinal interna e circular externa; a partir do terço</p><p>inferior do ureter, há mais uma longitudinal externa de músculo liso – ondas peristálticas</p><p> TÚNICA ADVENTÍCIA – de tecido conjuntivo até a pelve – junto da cápsula renal; fibroelástico</p><p>nos ureteres</p><p> OBS: Quando perfuram a parede da bexiga, na mucosa há uma prega semelhante a uma valva</p><p>que cobre cada um dos orifícios do ureter, impedindo o refluxo da urina</p><p>BEXIGA</p><p>BEXIGA</p><p> Armazenamento de urina até que a pressão interna induza o reflexo da micção.</p><p> Três camadas:</p><p> TÚNICA MUCOSA – numerosas pregas, que desaparecem com a distensão devido ao enchimento,</p><p>de epitélio de transição e lâmina própria de tecido conjuntivo frouxo mais superficial e denso não</p><p>modelado, mais profundamente</p><p> Há glândulas mucosas SOMENTE na região que circunda o orifício da uretra</p><p> TÚNICA MUSCULAR – 3 camadas: uma camada longitudinal interna, circular média e delgada</p><p>longitudinal externa de músculo liso</p><p> A camada média forma o músculo do esfíncter interno</p><p> TÚNICA ADVENTÍCIA ou SEROSA – tec. conjuntivo frouxo – fibroelástico ; algumas regiões</p><p>apresentam mesotélio - SEROSA (peritônio)</p><p>FIGURA 19.25 Corte transversal da parede de bexiga. A. Observe suas camadas: epitélio de transição (ET), lâmina</p><p>própria (LP) de tecido conjuntivo frouxo e feixes de músculo liso (ML). A adventícia ou a serosa não estão representadas.</p><p>B. Detalhe do epitélio de transição (ET) com suas células superficiais em abóbada e a lâmina própria (LP) de tecido</p><p>conjuntivo frouxo. (HE. A. Pequeno aumento. B. Médio aumento.)</p><p>BEXIGA</p><p>Figura 20.25 Fotomicrografia do epitélio de transição</p><p>(urotélio). Esta amostra corada pela H&E mostra as</p><p>quatro a cinco camadas de células do epitélio de um</p><p>ureter relaxado. As células superficiais exibem perfil</p><p>arredondado ou em formato de cúpula. O tecido</p><p>conjuntivo (lâmina própria) abaixo do epitélio (Ep) é</p><p>relativamente celularizado e contém vários linfócitos.</p><p>Os vasos sanguíneos (VS) também são abundantes</p><p>nessa área. 450×.</p><p>URETRA</p><p>URETRA</p><p> Tubo condutor de urina para o exterior do corpo</p><p> Ao cruzar o períneo, fibras musculares estriadas esqueléticas formam o músculo do esfíncter</p><p>externo – controle voluntário da micção</p><p> Feminina – só conduz urina; Masculina - é maior e conduz também sêmen</p><p>FEMININA – tubo de 4-5 cm, 5-6 mm de diâmetro (em humanos – variação entre as espécies)</p><p> revestida por epitélio de transição próximo à bexiga, e de epitélio estratificado pavimentoso não</p><p>queratinizado, com áreas de pseudoestratificado colunar</p><p> Lâmina própria de tecido conjuntivo fibroeslástico</p><p> Possui glândulas secretoras de muco – glândulas de Littré</p><p> Duas camadas de músculo liso - longitudinal interna e circular externa</p><p>URETRA</p><p>MASCULINA – 15-20 cm de comprimento (em humanos – variação entre as espécies), com 3</p><p>regiões:</p><p> Prostática – fica no interior da próstata, revestida por epitélio de transição, onde se abrem</p><p>muitos ductos das glândulas prostáticas</p><p> Membranosa – revestida por epitélio estratificado colunar intercalado com porções de</p><p>pseudoestratificado colunar</p><p> Esponjosa (peniana) – fica no centro do corpo esponjoso do pênis, revestida por epitélio</p><p>estratificado colunar intercalado por pseudoestratificado colunar e estratificado</p><p>pavimentoso não queratinizado; na glande somente estratificado pavimentoso não</p><p>queratinizado</p><p> Lâmina própria de tecido conjuntivo frouxo fibroeslástico altamente vascularizado</p><p> Possui glândulas de Littré – tipo mucosa – predominando na uretra peniana</p><p>FIGURA 21.17 Este esquema de uma próstata mostra a distribuição de</p><p>suas glândulas em três zonas. Os ductos glandulares se abrem na uretra.</p><p>FIGURA 21.20 Esquema de um corte transversal de pênis.</p><p>Figura 22.30 Corte transversal do pênis. A. Este diagrama mostra um corte transversal do pênis, com a localização dos principais vasos e</p><p>nervos e suas relações com as camadas fasciais e tecidos eréteis. B. Esta fotomicrografia mostra um um corte transversal do pênis próximo</p><p>da base do órgão, corado pela H&E. Observe o arranjo dos corpos cavernosos e do corpo esponjoso; este último contém a uretra. 3×.</p><p>FIGURA 21.18 Porção da região central da próstata em secção transversal à uretra</p><p>prostática. (Fotomicrografia. HE. Pequeno aumento.)</p><p>HISTÓRIA - PESQUISADORES</p><p>O histologista italiano Marcello Malpighi (1628 – 1694) descobriu os corpúsculos e</p><p>os túbulos renais, estabelecendo as bases para o estudo do rim.</p><p>O anatomista e patologista alemão Friedrich Gustav Henle (1809 – 1885) publicou o</p><p>primeiro tratado de histologia, sendo homenageado com a denominação alça de Henle</p><p>para um segmento do néfron.</p><p>O histologista inglês William Bowman (1816 – 1892) identificou a cápsula do</p><p>corpúsculo renal, entre outras estruturas do corpo.</p><p>MEDICINA VETERINÁRIA</p><p>AMOR DEDICAÇÃO RESPONSABILIDADE</p>