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<p>Cognição social</p><p>Prof.ª Valeria Guimarães Leal</p><p>Descrição</p><p>Psicologia cognitiva e seus conceitos fundamentais: definições de</p><p>crenças, atitudes e valores, estereótipos e percepção social,</p><p>representações sociais (funções, valores e abordagem estrutural).</p><p>Propósito</p><p>A psicologia cognitiva é responsável pelo estudo da percepção, do</p><p>aprendizado, da lembrança e do pensamento do indivíduo, e suas raízes,</p><p>na filosofia e na fisiologia, se unem para formar o núcleo da Psicologia.</p><p>A análise das teorias geradas pelo homem comum sobre tais temas</p><p>contribui para a compreensão de seu comportamento no meio social e</p><p>dos fenômenos variados, como saúde, doença mental, violência, justiça,</p><p>desemprego e amizade.</p><p>Objetivos</p><p>Módulo 1</p><p>Psicologia cognitiva e cognição social</p><p>Compreender os fenômenos sociocognitivos.</p><p>Módulo 2</p><p>Crenças, atitudes e valores</p><p>Identificar a influência de crenças, atitudes e valores no</p><p>comportamento humano.</p><p>Módulo 3</p><p>Teoria das representações sociais</p><p>Aplicar a teoria das representações sociais.</p><p>Módulo 4</p><p>Estereótipos e percepção social</p><p>Reconhecer a formação dos estereótipos e seu papel na percepção</p><p>social.</p><p>A cognição social é o estudo do modo pelo qual o indivíduo forma</p><p>inferências com base nas informações sociais que capta do</p><p>ambiente. Isso pode ser explicado pelo fato de que, quando</p><p>entramos em contato com o ambiente social que nos cerca,</p><p>percebemos outros indivíduos, conhecemos membros de grupos</p><p>diferentes, e interagimos com tais pessoas e grupos.</p><p>O estudo da cognição é responsável por reunir uma série de</p><p>microteorias que, no decorrer do tempo, desenvolveram-se no</p><p>cenário da Psicologia Social, para esclarecer o modo por meio do</p><p>qual as pessoas pensam sobre si mesmas e sobre outros fatos,</p><p>geram impressões sobre outros indivíduos ou grupos sociais, e</p><p>explicam comportamentos e eventos.</p><p>A cognição social se apoia no modelo de processamento de</p><p>informação que considera atenção e percepção, memória e</p><p>julgamento como etapas do processo cognitivo. Esse campo se</p><p>dedica a estudar o conteúdo das representações mentais e os</p><p>mecanismos subjacentes ao processamento da informação social.</p><p>Seu foco se encontra nos modelos pelos quais impressões, crenças</p><p>Introdução</p><p>1 - Psicologia cognitiva e cognição social</p><p>Ao �nal deste módulo, você será capaz de compreender os fenômenos sociocognitivos.</p><p>Fundamentos da psicologia cognitiva</p><p>Origens e correntes de pensamento</p><p>A psicologia cognitiva é o estudo da forma pela qual as pessoas</p><p>percebem, aprendem, lembram-se de algo e pensam sobre as</p><p>informações.</p><p>Outras áreas de estudo para os psicólogos cognitivos são as bases</p><p>biológicas da cognição, assim como a atenção, a consciência, a</p><p>percepção, a memória, o imaginário, a linguagem, a solução de</p><p>problemas, a criatividade, a tomada de decisões, o raciocínio, as</p><p>mudanças na cognição em termos de desenvolvimento que ocorrem</p><p>durante a vida, a inteligência humana e diversos outros aspectos do</p><p>pensamento humano.</p><p>A origem da psicologia cognitiva já mostrava suas ideias iniciais durante</p><p>a primeira metade do século XX, quando ainda prevaleciam duas</p><p>correntes de pensamentos na psicologia. Confira a seguir quais são</p><p>elas:</p><p>e cognições sobre estímulos sociais se originam e afetam o</p><p>comportamento.</p><p>Centrados no comportamento, os psicólogos behavioristas</p><p>elaboravam as teorias de aprendizagem e condicionamento,</p><p>concebidas a partir de experiências, especialmente aquelas nas</p><p>quais se observava o comportamento de animais em situações</p><p>cuidadosamente planejadas.</p><p>Voltada para o estudo do inconsciente e do desenvolvimento, e a</p><p>estrutura e a dinâmica do psiquismo, destacando o impacto das</p><p>experiências vivenciadas na primeira infância.</p><p>Na abordagem behaviorista, o estudo do psicólogo norte-americano</p><p>Frederic Skinner (1904-1990) era voltado a descrever – e não em</p><p>explicar – o comportamento. Por não se preocupar com o que ocorria</p><p>dentro do organismo, a abordagem de Skinner foi denominada</p><p>abordagem do “organismo vazio”. Nessa visão, o homem seria</p><p>controlado e operado por forças ambientais, pelo mundo exterior, e não</p><p>pelas forças internas.</p><p>Posteriormente, psicólogos como o canadense Albert Bandura (1925-</p><p>2021) e o norte-americano Julian Rotter (1916-2014) – que, em</p><p>princípio, eram behavioristas, mas de um modo bem diferente de</p><p>Skinner – começaram a questionar a total negação dos processos</p><p>mentais ou cognitivos.</p><p>Esses estudiosos preconizavam uma aprendizagem social ou uma</p><p>abordagem sociobehaviorista, apoiando-se em um pensamento mais</p><p>amplo em direção a um movimento cognitivo (SCHULTZ, D. P.; SCHULTZ,</p><p>S. E., 2012).</p><p>Behaviorismo </p><p>Psicanálise </p><p>A psicologia cognitiva se diferencia do behaviorismo em numerosos</p><p>aspectos. Primeiro, os psicólogos cognitivos estudam não somente a</p><p>mera resposta aos estímulos, mas também o processo de aquisição do</p><p>conhecimento.</p><p>Na psicologia cognitiva, o que se destaca são os processos mentais</p><p>diante de eventos, e não as conexões estímulo-resposta. Desse modo, o</p><p>foco é a mente e não o comportamento. Contudo, isso não significa que</p><p>o psicólogo cognitivo descarte o comportamento.</p><p>O fato é que as reações comportamentais não são a única fonte de</p><p>pesquisa e análise. É por meio da observação das respostas</p><p>comportamentais que podemos avaliar e chegar a conclusões sobre os</p><p>processos mentais associados a essas reações.</p><p>Edward Tolman.</p><p>O psicólogo norte-americano Edward Tolman (1886-1959) é visto por</p><p>alguns autores como um pioneiro da psicologia cognitiva moderna. Ele</p><p>pensava que, para compreender o comportamento, era preciso levar em</p><p>consideração seu propósito e seu plano. Em outras palavras, todo o</p><p>comportamento era dirigido a algum objetivo.</p><p>Já o psicólogo estadunidense George Miller (1920-2012) e o psicólogo</p><p>alemão Ulric Neisser (1928-2012) tiveram um papel de destaque no</p><p>surgimento da psicologia cognitiva, mas não foram fundadores da</p><p>psicologia cognitiva no sentido formal da palavra. A colaboração deles</p><p>está na forma de um centro de pesquisa e de livros, considerado o</p><p>marco no desenvolvimento da psicologia cognitiva – um trabalho</p><p>inovador e influente (SCHULTZ, D. P.; SCHULTZ, S. E., 2012).</p><p>Psicologia social</p><p>A partir dos anos 1980, o cognitivismo se estabeleceu de vez como</p><p>abordagem preponderante no cenário norte-americano e na psicologia</p><p>social psicológica, que concebia o indivíduo como parte de um sistema.</p><p>No início, a psicologia social se dedicava a estudar os processos</p><p>socioculturais do homem. Posteriormente, passou a focar nos</p><p>processos intraindividuais e se tornou mais individualista, denominando-</p><p>se psicologia social psicológica.</p><p>Essa visão explica os sentimentos, pensamentos e</p><p>comportamentos do indivíduo na presença real ou</p><p>imaginada de outras pessoas. Em outras palavras, foca</p><p>nos estudos de como o indivíduo responde aos</p><p>estímulos do grupo.</p><p>Devido a isso, as pesquisas na área da cognição social passaram a ser</p><p>alvo de grande interesse. Seu propósito fundamental é compreender os</p><p>processos cognitivos que se encontram subjacentes aos pensamentos</p><p>sociais.</p><p>Cada vez mais os fatores cognitivos são observados e analisados por</p><p>psicólogos pesquisadores. Entre esses fatores, destacamos:</p><p>A teoria da atribuição da psicologia social;</p><p>A teoria da dissonância cognitiva;</p><p>A motivação e a emoção;</p><p>A personalidade;</p><p>A aprendizagem;</p><p>A memória;</p><p>A percepção;</p><p>O processamento da informação na tomada de decisões ou na</p><p>solução de problemas.</p><p>Nas áreas aplicadas, como a psicologia clínica, comunitária,</p><p>educacional e industrial-organizacional, também há ênfase nos fatores</p><p>cognitivos.</p><p>O processo de socialização do ser humano é composto por uma</p><p>constante coleta e troca de informações realizadas por meio de</p><p>diferentes estímulos sociais (pessoas, classe, família, escola,</p><p>instituições etc.), os quais, quando processados, levam a julgamentos.</p><p>Em função do contínuo interesse que despertam, três tópicos podem ser</p><p>considerados centrais para a psicologia social. Saiba quais são eles a</p><p>seguir:</p><p>Cognição social</p><p>Atitudes</p><p>Processos</p><p>grupais</p><p>Princípios da cognição social</p><p>Delimitação do campo de estudo</p><p>A cognição social pode ser vista como uma subárea da Psicologia, já</p><p>que abarca uma série de microteorias, que foram surgindo no contexto</p><p>da psicologia social em uma tentativa de entender como os indivíduos</p><p>formam pensamentos a respeito deles mesmos, de outras pessoas, dos</p><p>fatos e grupos sociais, e como explicam comportamentos e eventos.</p><p>A cognição social é, sobretudo, o estudo de como as pessoas fazem</p><p>inferências sobre informações obtidas no meio social, como elas se</p><p>percebem, interpretam, representam e se lembram de informações</p><p>sobre elas mesmas e os demais, como tais inferências são formadas e</p><p>afetam o comportamento.</p><p>Além disso, está fundamentada no processamento da informação e nos</p><p>processos cognitivos como atenção, percepção, memória e o</p><p>julgamento.</p><p>No que diz respeito a esses processos cognitivos, eles são</p><p>influenciados por tendenciosidades, esquemas sociais, heurísticas</p><p>(atalhos para o conhecimento da realidade social) e automatismos</p><p>(comportamento exibido inconscientemente). Comumente, tendemos a</p><p>descobrir as causas dos comportamentos, tanto nossos quanto de</p><p>outras pessoas (FERREIRA, 2010).</p><p>Esquemas sociais</p><p>No contato do indivíduo com seu mundo social, os estímulos são</p><p>transformados em informações, que, por sua vez, são representadas</p><p>cognitivamente (em forma de estruturas mentais de conhecimento), e</p><p>construídas, organizadas e armazenadas na memória em classes.</p><p>Essas estruturas são chamadas de esquemas sociais e influenciam o</p><p>modo como reagimos aos eventos sociais.</p><p>Possuímos os seguintes esquemas:</p><p> De nós mesmos</p><p>Tímido, calmo, extrovertido.</p><p> De gênero</p><p>Masculino, feminino.</p><p> De pessoas</p><p>Médico, psicólogo, político, engenheiro.</p><p> De determinados grupos</p><p>Negro, asiático, mulçumano.</p><p>Exemplo</p><p>Quem frequenta festas sabe que há bebidas, comida, música alta,</p><p>pessoas dançando, conversando, e paquerando. Nada disso é surpresa</p><p>para quem já foi a uma festa, pois, pela experiência passada, um</p><p>esquema se formou sobre o que esperar ao ir a um evento como esse.</p><p>Já para quem nunca foi a uma festa, a incerteza pode causar certa</p><p>ansiedade.</p><p>Os esquemas sociais agem sobre os processos cognitivos, pois</p><p>informações coerentes com nossos esquemas recebem nossa maior</p><p> Do comportamento em certos ambientes</p><p>Salas de aula, festas, cerimônias religiosas.</p><p>atenção, assim como a maneira como armazenamos a informação e</p><p>recordamos dela.</p><p>Profecias autorrealizadoras</p><p>Um modo como os esquemas sociais afetam nosso comportamento</p><p>pode ser visto por meio das profecias autorrealizadoras, que, também,</p><p>são uma forma pela qual os esquemas são mantidos.</p><p>Mas o que significa uma profecia autorrealizadora?</p><p>Trata-se de mostrar um padrão de comportamento que, orientado por</p><p>esquemas sociais, faz com que o indivíduo, para o qual esse</p><p>comportamento se destina, seja influenciado por ele e responda de</p><p>forma a atender ao que estaria sendo esperado.</p><p>Em outras palavras, é quando agimos de acordo com nossos esquemas</p><p>sociais, e tal maneira de agir, muitas vezes, induz a resultados</p><p>compatíveis com estas expectativas, reforçando-as ao invés de</p><p>contestá-las.</p><p>Exemplo</p><p>Imagine um treinador de basquete que diz que seu jogador na posição</p><p>de armador não consegue fazer cestas de 3 pontos por ser o mais</p><p>baixo. Dessa forma, quando há oportunidade, pede para ele passar a</p><p>bola.</p><p>O jogador acaba se convencendo de que não é capaz e acaba não</p><p>dando mais atenção a treinar arremessos desse tipo. Por consequência,</p><p>passa a errar as cestas de 3 pontos, confirmando a profecia do treinador</p><p>de que ele não seria capaz.</p><p>Primazia e priming</p><p>Os esquemas sociais são postos em prática ou ativados por meio de</p><p>processos conhecidos como primazia e priming.</p><p>A primazia diz respeito a informações recentes que</p><p>são capazes de ativar um esquema. Assim, o</p><p>conhecido efeito primazia se refere ao fenômeno em</p><p>que prestamos mais atenção às informações que nos</p><p>são apresentadas em primeiro lugar. Esse fenômeno</p><p>pode ser associado ao impacto que sofremos com as</p><p>primeiras impressões, por exemplo.</p><p>Outra forma de ativação de esquemas sociais é o priming, que consiste</p><p>na maneira como um primeiro estímulo afeta as respostas que um</p><p>indivíduo apresenta a estímulos subsequentes, de modo inconsciente e</p><p>automático, podendo alterar nosso julgamento e nossas avaliações.</p><p>Exemplo</p><p>Seguranças de aeroporto que lidam quotidianamente com infratores e</p><p>traficantes tornam-se propensos a perceber o comportamento das</p><p>pessoas em termos de criminalidade, especialmente quando algum</p><p>comportamento considerado suspeito é observado. Frente a esse</p><p>comportamento, o segurança pode ignorar qualquer outra informação e</p><p>deter o sujeito que se torna, para ele, perigoso.</p><p>A ativação do esquema devido ao efeito priming ocorre de forma</p><p>inconsciente. Dependendo da importância do evento social, os</p><p>esquemas sociais são ativados de imediato sem a necessidade de</p><p>muito esforço .</p><p>Heurísticas e construção de categorias</p><p>Outros elementos importantes para o paradigma do processamento de</p><p>informações são as heurísticas e a construção de categorias.</p><p>A heurística ou atalhos mentais é um método rápido de</p><p>chegar a conclusões ao tentarmos conhecer o</p><p>ambiente social, mas nem sempre nos leva a</p><p>conclusões corretas.</p><p>Diariamente, somos submetidos a uma série de informações, mas</p><p>temos uma capacidade limitada para processar todas essas</p><p>informações sociais, e, por isso, lançamos mão de heurísticas para</p><p>enfrentar o grande volume e complexidade das informações sociais.</p><p>Portanto, erros e distorções em nossos julgamentos e tomadas de</p><p>decisão são cometidos (FERREIRA, 2010).</p><p>Exemplo</p><p>Ao recebermos a informação de que, nos cursos de Odontologia, há</p><p>mais mulheres que homens, utilizamos esse conhecimento para afirmar</p><p>que há mais mulheres atuando clinicamente como dentistas que</p><p>homens, o que pode não ser verdade.</p><p>Na literatura, podemos encontrar diferentes tipos de heurísticas.</p><p>Rodrigues, Assmar e Jablonski (2012) nos dão exemplos de heurísticas</p><p>de representatividade, que consistem em levar em conta a semelhança</p><p>entre dois objetos para deduzir que um possui características daquele</p><p>com o qual se aparece.</p><p>Um exemplo disso é quando consideramos que os produtos mais caros</p><p>são de melhor qualidade.</p><p>Podemos dizer que é usar um atalho para chegar a uma conclusão,</p><p>utilizando a semelhança da situação observada com um esquema</p><p>cognitivo previamente adquirido. Desse modo, ao concluir que a nova</p><p>situação é representativa do esquema anterior, é possível chegar</p><p>rapidamente a um julgamento.</p><p>Outra heurística muito comum é o uso de um ponto de referência para a</p><p>construção de julgamentos. Geralmente, o ponto de referência utilizado</p><p>para se fazer esse julgamento é a pessoa que o emite.</p><p>Exemplo</p><p>Uma pessoa mais extrovertida tende a julgar uma pessoa menos</p><p>extrovertida como tímida ou pouco sociável; uma pessoa que mora em</p><p>um país de clima frio tem a tendência a considerar temperaturas acima</p><p>dos 35 graus insuportáveis.</p><p>Com isso, podemos observar que o falso consenso consiste em</p><p>acreditar que certo posicionamento sobre uma situação específica é</p><p>compartilhado pelas demais pessoas. O risco é levar a aceitar nossa</p><p>visão de mundo correta, sem antes fazer nenhuma crítica.</p><p>As diferentes heurísticas apresentadas aqui são usadas quando o</p><p>assunto em questão não tem muita importância, quando nos</p><p>encontramos exaustos cognitivamente, ou quando temos urgência em</p><p>emitir julgamentos e não temos muita informação sobre o assunto.</p><p>Pesquisas demonstraram que grande parte do nosso comportamento</p><p>social é orientado por pensamentos automáticos, independentemente</p><p>de nossa consciência dele.</p><p>A seguir, veremos que o comportamento é uma função de:</p><p>Fontes internas</p><p>Oriundas de pensamentos conscientes com base no comportamento.</p><p>Fontes externas</p><p>São apenas percepções do comportamento dos outros.</p><p>O ambiente externo pode influenciar o comportamento de uma pessoa,</p><p>de modo que ela mesmo não perceba conscientemente. Nosso</p><p>comportamento também pode ser manifestado de forma automática,</p><p>sem participação consciente.</p><p>Entretanto, fenômenos mais complexos podem exigir um maior grau de</p><p>processamento, mais controlado e consciente, o que dependerá de</p><p>habilidades cognitivas do percebedor em relação ao meio social.</p><p>As heurísticas e a construção de</p><p>categorias</p><p>Neste vídeo, a especialista reflete sobre os diversos tipos de heurísticas</p><p>e a sua importância no estudo e na compreensão do comportamento</p><p>social.</p><p></p><p>Falta pouco para atingir seus objetivos.</p><p>Vamos praticar alguns conceitos?</p><p>Questão 1</p><p>A psicologia cognitiva surge em resposta a muitas críticas que</p><p>foram feitas ao behaviorismo. Qual é a principal diferença entre a</p><p>psicologia cognitiva e o behaviorismo?</p><p>A</p><p>O behaviorismo destaca as conexões entre estímulo</p><p>e reposta, e a psicologia cognitiva é focada no</p><p>inconsciente.</p><p>Parabéns! A alternativa C está correta.</p><p>O psicólogo cognitivo estuda os processos mentais: como a pessoa</p><p>percebe, motiva-se e aprende diante de eventos. Já o behaviorismo</p><p>estuda o comportamento humano baseado em reações estímulo-</p><p>resposta, sem levar em conta os processos mentais.</p><p>Questão 2</p><p>Alguns autores consideram que, atualmente, a cognição social é o</p><p>modelo e enfoque dominante na psicologia social. Sobre a</p><p>cognição social, é correto afirmar que:</p><p>B</p><p>A psicologia cognitiva é focada no desenvolvimento</p><p>da primeira infância, e o behaviorismo é centrado na</p><p>teoria de aprendizagem.</p><p>C</p><p>O behaviorismo é centrado no comportamento</p><p>humano, e a psicologia cognitiva estuda os</p><p>processos mentais diante de eventos.</p><p>D</p><p>O behaviorismo destaca os processos mentais, e a</p><p>psicologia cognitiva foca no comportamento</p><p>humano.</p><p>E</p><p>O behaviorismo estuda o comportamento diante do</p><p>ambiente, e a psicologia cognitiva estuda o</p><p>inconsciente coletivo.</p><p>A</p><p>Estuda como as pessoas compreendem a si</p><p>mesmas e às outras em um contexto.</p><p>B</p><p>É um campo da psicologia que estuda os processos</p><p>grupais.</p><p>C É um subgrupo da Sociologia.</p><p>D</p><p>Parabéns! A alternativa A está correta.</p><p>A cognição social é um campo de estudo da Psicologia, que busca</p><p>compreender a forma como as pessoas se percebem a si mesmas</p><p>e entre elas, para poder explicar e fazer inferências sobre o</p><p>comportamento social.</p><p>2 - Crenças, atitudes e valores</p><p>Ao �nal deste módulo, você será capaz de identi�car a in�uência de crenças, atitudes e</p><p>valores no comportamento humano.</p><p>Crenças</p><p>Conceito de crenças</p><p>Na cognição social, o conceito de crenças é muito estudado e</p><p>pesquisado. Portanto, podemos dizer que tem um lugar de destaque.</p><p>Krüger (2011) destaca que uma afirmação qualquer feita por um</p><p>indivíduo, tendo como origem a própria experiência e sendo esta</p><p>afirmação aceita por pelo menos um indivíduo, ela passa a ser uma</p><p>crença. E as crenças se originam sempre individualmente, sendo que o</p><p>grau de sua aceitação subjetiva varia bastante.</p><p>Está fundamentada no comportamento estímulo-</p><p>resposta no contexto social.</p><p>E</p><p>Não possui relação com os processos psicológicos</p><p>básicos.</p><p>As crenças se apresentam por meio da linguagem oral ou escrita e,</p><p>sendo assim, podem ser avaliadas. São representações mentais, uma</p><p>vez que seu conteúdo é simbólico. Estão conectados a essas crenças</p><p>os processos cognitivos, afetivos e motivacionais.</p><p>Quando as crenças são originárias de algo com o qual nos identificamos</p><p>ou que tem valor, são mais intensas do que as formadas por meio de</p><p>uma mera percepção sem muita importância (KRÜGER, 2018).</p><p>O indivíduo resiste mais fortemente a mudar crenças que são, para ele,</p><p>mais relevantes do que crenças superficiais, como, por exemplo,</p><p>opiniões. As opiniões são crenças superficiais construídas a partir da</p><p>interação social. Quanto menos temos convicção a respeito de algo,</p><p>mais frágil é a crença.</p><p>Bem (1973) afirma que a compreensão de um homem sobre si mesmo e</p><p>do seu meio é formada a partir de crenças, e que elas são produtos da</p><p>experiência direta do homem com o meio.</p><p>Tipos de crenças</p><p>Em 1981, o pesquisador Rockeach (apud PEREIRA; MONTEIRO, 2020)</p><p>disse que as crenças nos homens estão organizadas em um sistema</p><p>arquitetônico e que, para o homem, não é possível conceber que as</p><p>crenças existam fora dessa organização.</p><p>Segundo esse autor, as crenças estão organizas em seu sistema de</p><p>forma concêntrica, com crenças centrais e periféricas. Confira quais são</p><p>elas:</p><p>Tipo A – Crenças primitivas (consenso 100%)</p><p>São as crenças mais centrais e incontestáveis. São tidas como</p><p>verdades absolutas de um indivíduo sobre a realidade física,</p><p>social e a natureza do eu. São formadas a partir do contato</p><p>direto com o objeto da crença e reforçadas por um consenso</p><p>social. As crenças primitivas possuem a capacidade de reunir</p><p>outras crenças.</p><p>Exemplos:</p><p>- “Eu acredito que isto é uma mesa.”</p><p>- "Eu acredito que esta é minha mãe.”</p><p>- “Eu acredito que meu nome é Maria.”</p><p>Tipo B – Crenças primitivas (consenso 0)</p><p>São crenças centrais e incontestáveis, mas diferem do tipo A,</p><p>uma vez que não necessitam do consenso social para reforçá-</p><p>las. As afirmativas dessa classificação abarcam as crenças em</p><p>algumas coisas que nenhuma outra pessoa poderia ter</p><p>conhecimento e, como consequência, não importa se os outros</p><p>acreditam.</p><p>Exemplo:</p><p>Existe a crença de que alguém pode ter de justificar o porquê</p><p>de certos hábitos ou práticas pessoais.</p><p>- “Eu sempre tiro os aparelhos eletrônicos da tomada, porque,</p><p>assim, tenho certeza de que, mesmo desligados, não gastam</p><p>energia.”</p><p>Tipo C – Crenças de autoridade</p><p>Não são crenças centrais. Têm origem na infância e são, de</p><p>início, compartilhadas com outras pessoas que exercem</p><p>influência sobre desenvolvimento da criança, porém, com o</p><p>passar do tempo, a criança percebe que não são válidas.</p><p>Exemplos:</p><p>- Papai Noel;</p><p>- Cuca;</p><p>- Fada dos dentes.</p><p>Tipo D – Crenças derivadas</p><p>Formam-se mais por meio do processo de identificação do que</p><p>pelo contato direto com o objeto da crença. É uma forma de</p><p>crença de autoridade, a qual é oriunda da influência dos meios</p><p>de comunicação, de pessoas, de objetos ou de instituições.</p><p>Exemplos:</p><p>- “Eu acredito que o Brasil é um continente, pois eu ouvi isso</p><p>naquela emissora de TV famosa.”</p><p>- “Eu acredito que o céu é aqui, pois o líder da minha religião</p><p>afirmou isso.”</p><p>Tipo E – Crenças inconsequentes</p><p>Não têm uma justificativa plausível para sua ocorrência,</p><p>baseiam-se em situações de preferência. São associadas a</p><p>questões de gosto e consideradas inconsequentes por</p><p>apresentarem pouca ou nenhuma ligação com outras crenças.</p><p>Não necessitam de reforço do consenso social.</p><p>Exemplo:</p><p>- “Eu acredito que beleza é questão de gosto. Para mim, você é</p><p>bonito.”</p><p>Nem todas as crenças possuem a mesma importância para o indivíduo,</p><p>podendo elas serem centrais ou periféricas. Quanto mais central for</p><p>uma crença, maior será a resistência à mudança. E, por conseguinte,</p><p>quanto mais central for a crença modificada, maior será a repercussão</p><p>no sistema de crenças.</p><p>As crenças e atitudes humanas têm como alicerce quatro processos do</p><p>homem. Confira a seguir:</p><p> Cognitivos (pensar)</p><p>Os dois últimos implicam interagir com os outras pessoas.</p><p>Segundo Bem (1973), dentre as crenças primitivas, a fé na validade da</p><p>experiência sensorial é a mais importante. O autor justifica essa</p><p>afirmação exemplificando que acreditamos que um objeto continua com</p><p>o mesmo tamanho e forma quando dele nos afastamos, embora sua</p><p>imagem visual mude: ele continua no mesmo lugar quando não o</p><p>estamos olhando.</p><p>É possível analisar cada crença até que se chegue à crença básica ou</p><p>crença primitiva, da qual esta se originou.</p><p>Atitudes</p><p>De�nição de atitudes</p><p>No contexto sociopsicológico, a atitude é um constructo dos mais</p><p>antigos. Por parte dos psicólogos sociais, em todas as épocas, o estudo</p><p>das atitudes tem sido de grande consideração.</p><p>No que diz respeito a esses estudos, a década de 1930 foi marcada pelo</p><p>desenvolvimento das escalas de medida de atitude. Porém, na segunda</p><p>metade dessa década, os psicólogos sociais se preocuparam em</p><p>procurar os determinantes das atitudes. Na década de</p><p>1940, os</p><p>resultados dessas investigações foram publicados.</p><p>Conhecer as atitudes de uma pessoa em relação a determinados</p><p>objetos permite que se façam suposições a respeito de seu</p><p>comportamento. Para cada um de nós, as atitudes exercem funções</p><p>específicas, ajudando-nos a formar uma ideia mais estável da realidade</p><p>em que vivemos.</p><p> Emocionais (sentir)</p><p> Comportamentais</p><p> Sociais</p><p>Apresentamos, a seguir, definições de atitude de alguns importantes</p><p>estudiosos da psicologia social.</p><p> Louis Thurstone</p><p>Em 1928, segundo Rodrigues (1976), o psicólogo</p><p>norte-americano Louis Thurstone (1887-1955)</p><p>definiu a atitude como a intensidade de afeto a</p><p>favor ou contra um objeto psicológico.</p><p> Harry Triandis</p><p>Em 1971, foi descrita pelo psicólogo grego Harry</p><p>Triandis (1926-2019) como uma ideia carregada de</p><p>emoção que predispõe um conjunto de ações a um</p><p>conjunto específico de situações sociais</p><p>(RODRIGUES, 1976).</p><p> Gordon Allport</p><p>Em 1935, o psicólogo estadunidense Gordon Allport</p><p>(1897-1967) definiu atitude como “um estado</p><p>mental e neurológico de prontidão, organizado</p><p>através da experiência, e capaz de exercer uma</p><p>influência diretiva ou dinâmica sobre a resposta do</p><p>indivíduo a todos os objetos e situações a que está</p><p>relacionada” (RODRIGUES, 1976, p. 395-396).</p><p>Componentes atitudinais</p><p>Rodrigues (1976) diz a que a atitude é composta por um componente</p><p>cognitivo, um componente afetivo e um componente comportamental. A</p><p>seguir, vamos entender melhor esses componentes.</p><p>Componente cognitivo</p><p>O componente cognitivo de uma atitude é formado por crenças e</p><p>demais componentes cognitivos (maneira de encarar o objeto,</p><p>conhecimento etc.) relativos ao objeto daquela atitude. É necessário que</p><p>se tenha alguma representação cognitiva do objeto antes que se tenha</p><p>uma atitude em relação ele.</p><p>Exemplo</p><p>Pessoas que não gostam do estilo de música sertanejo o consideram</p><p>um estilo brega, de baixo nível cultural, de “sofrência” etc.</p><p> Fabrigar e Wegener</p><p>Fabrigar e Wegener (2010 apud FERREIRA, 2010)</p><p>estabeleceram que as atitudes podem ser definidas</p><p>como avaliações gerais e duradouras que oscilam</p><p>de um extremo positivo a um negativo dos objetos</p><p>presentes no mundo social, o que compreende</p><p>pessoas, grupos, comportamentos etc. Segundo</p><p>esse conceito, fazem parte delas as cognições e os</p><p>afetos sobre tais objetos.</p><p> Allport</p><p>Na década de 1930, Allport compilou por volta de</p><p>cem definições, e mesmo que nem todas fossem</p><p>amplamente aceitas, alguns temas eram</p><p>recorrentes nas várias definições oferecidas pelos</p><p>autores. Um exemplo disso está no fato de estas</p><p>definições se encontrarem relacionadas a diversas</p><p>manifestações, incluindo as crenças, os valores e</p><p>as opiniões, e de elas abarcarem avaliações de</p><p>objetos sociais.</p><p>Algumas vezes, a representação cognitiva que a pessoa tem de um</p><p>objeto social é vaga ou errônea. Quando a representação cognitiva é</p><p>vaga, seu afeto a respeito do objeto tem uma tendência a ser fraco.</p><p>Quando a representação cognitiva é errônea, independentemente de</p><p>corresponder ou não à realidade, a intensidade do afeto não é</p><p>influenciada.</p><p>Componente afetivo</p><p>Pode ser definido, para alguns, como sentimento pró ou contra</p><p>determinado objeto social. Somente a atitude tem esse componente.</p><p>Crenças e opiniões não o têm.</p><p>Exemplo</p><p>Uma pessoa pode crer que a origem da raça humana é proveniente de</p><p>extraterrestres e manter essa crença em um nível cognitivo, sem</p><p>envolver nenhum afeto. Dessa forma, não é possível dizer que essa</p><p>pessoa tem uma atitude em relação à origem da raça humana, e sim</p><p>uma crença. Opinião também é uma crença e podemos classificá-la</p><p>como Tipo E.</p><p>Porém, se somássemos a essa cognição um componente afetivo,</p><p>poderíamos dizer que a pessoa tem uma atitude sobre esse assunto se</p><p>estivesse em uma discussão acalorada defendendo sua crença.</p><p>Componente comportamental</p><p>Em 1965, os pesquisadores Newcomb, Turner e Converse concluíram</p><p>que o papel das atitudes sociais na determinação do comportamento é</p><p>criar um estado de predisposição à ação e, em certa situação, derivar</p><p>em um comportamento (RODRIGUES, 1976).</p><p>Exemplo</p><p>Uma pessoa que torce para um time de futebol possui afetos e</p><p>cognições a respeito desse time, capaz de predispor o sujeito em um</p><p>campeonato a emitir comportamentos de acordo com tais afetos e</p><p>cognições, o que, no caso, seria torcer pelo time em questão.</p><p>Assim, podemos entender que as atitudes compreendem o que as</p><p>pessoas pensam, sentem e como elas gostariam de se comportar em</p><p>relação a um objeto atitudinal.</p><p>O comportamento é determinado não apenas pelo que as pessoas</p><p>gostariam de fazer, mas também pelas normas sociais, em outras</p><p>palavras, o que elas pensam que devem fazer, pelos hábitos, ou seja, o</p><p>que elas geralmente têm feito, e pelas consequências esperadas de seu</p><p>comportamento.</p><p>Exemplo</p><p>Uma pessoa de determinada religião pode ter uma atitude fortemente</p><p>negativa com pessoas de outra religião, porém trata com educação e</p><p>respeito um grupo dessa outra religião quando está em um mesmo</p><p>evento no qual foi convidado com esse grupo. Ou seja, em uma reunião</p><p>social, prevalecem as normas sociais, mesmo sendo seu afeto não</p><p>amistoso com pessoas de outra religião.</p><p>Valores</p><p>Concepção e classi�cação de valores</p><p>Segundo Rodrigues (1976), os valores são categorias gerais também</p><p>portadoras de componentes cognitivos, afetivos e predisponentes de</p><p>comportamento, diferenciando-se das atitudes por sua generalidade.</p><p>Os valores podem conter uma infinidade de atitudes. Por exemplo, o</p><p>valor religião envolve atitudes em relação a Deus, à igreja, às</p><p>recomendações próprias da religião etc.</p><p>Em 1951, uma escala foi proposta por Allport, Vernon e Lindzey</p><p>(RODRIGUES, 1976). Ela padronizava a classificação das pessoas de</p><p>acordo com a importância dada por elas aos seis valores a seguir:</p><p>Atividade social</p><p>Altruísmo e filantropia.</p><p>Estética</p><p>Harmonia, beleza de formas, simetria.</p><p>Praticalidade</p><p>Utilidade e pragmatismo, dominância de enfoques de natureza</p><p>econômica.</p><p>Teoria</p><p>Aspectos racionais, críticos, empíricos e busca da verdade.</p><p>Poder</p><p>Influência, dominância e exercício do poder em várias esferas.</p><p>Religião</p><p>Aspectos transcendentes, místicos e procura de um sentido à vida.</p><p>Teoria de valores e tipos motivacionais</p><p>Schawatz (1992; 1994 apud RODRIGUES; ASSMAR; JABLONSKI, 2012)</p><p>propôs uma teoria de valores que teve como origem uma série vasta de</p><p>estudos transculturais.</p><p>Essa teoria é considerada referência obrigatória em qualquer estudo a</p><p>respeito do assunto. Nela, os valores são compreendidos como</p><p>objetivos ou metas trans-situacionais que variam em relevância. São</p><p>como convicções morais que orientam a vida das pessoas.</p><p>Dez tipos motivacionais de valores são listados por Schawatz e</p><p>organizados em uma hierarquia, de acordo com a relevância de sua</p><p>função e de seus efeitos práticos, psicológicos e sociais para os</p><p>sujeitos. A seguir, confira quais são eles:</p><p> Benevolência</p><p>Busca da proteção e de favorecimento do bem-</p><p>estar dos outros.</p><p> Tradição</p><p>C dâ i t id i d t</p><p>Concordância com costumes e ideias de natureza</p><p>religiosa e cultural.</p><p> Conformidade</p><p>Controle de ações ou de impulsos socialmente</p><p>condenáveis.</p><p> Segurança</p><p>Defesa de equilíbrio e da imperturbabilidade da</p><p>sociedade, das relações e do próprio eu.</p><p> Poder</p><p>Controle sobre pessoas ou recursos, almejando</p><p>status e prestígio.</p><p> Realização</p><p>Procura de sucesso pessoal pela evidenciação de</p><p>competência, em conformidade com os padrões</p><p>sociais.</p><p> Hedonismo</p><p>Procura de sensações gratificantes e prazer.</p><p>Dimensões de ordem superior</p><p>A primeira dimensão é referente a um conflito entre a independência</p><p>própria, por meio de ações que têm como meta a mudança, e a busca</p><p>por estabilidade e preservação da tradição. Essa dimensão é formada</p><p>por dois polos opostos:</p><p>Abertura à mudança</p><p>Correlaciona os tipos</p><p>motivacionais dos</p><p>valores autodireção e</p><p>estimulação.</p><p>Conservação</p><p>Combina os tipos dos</p><p>valores segurança,</p><p>conformidade e</p><p>tradição.</p><p>A segunda dimensão reflete um conflito no qual de um lado se encontra</p><p>a busca do bem-estar dos outros e sua aceitação como iguais, e de</p><p>outro lado, a busca do sucesso pessoal e do domínio sobre os outros.</p><p>Nesse caso, há oposição entre os seguintes polos:</p><p>Autotranscedência</p><p>Conjuga os tipos</p><p>motivacionais dos</p><p>Autopromoção</p><p>Combina os tipos dos</p><p>valores poder e</p><p>realização.</p><p> Estimulação</p><p>Busca de agitação, novidades e desafios.</p><p> Autodireção</p><p>Busca de autonomia de pensamentos e de ações.</p><p> Universalismo</p><p>Busca de capacidade de entendimento,</p><p>condescendência e proteção para com todas as</p><p>criaturas da Terra.</p><p></p><p></p><p>valores benevolência e</p><p>universalismo.</p><p>O hedonismo compartilha elementos de abertura à mudança e de</p><p>autopromoção.</p><p>De forma resumida, a característica de generalidade dos valores e de</p><p>especificidade das atitudes faz com que uma mesma atitude possa ser</p><p>oriunda de dois valores diferentes.</p><p>Exemplo</p><p>Uma pessoa pode ter uma atitude favorável ao dar um sanduíche e um</p><p>café à uma pessoa com fome por valorizar a caridade e o bem-estar do</p><p>outro, e outra por valorizar o desejo de mostrar-se poderoso e superior.</p><p>A relação entre crença, atitudes e</p><p>valores</p><p>Neste vídeo, a especialista explica os conceitos de crença, atitudes e</p><p>valores e reflete, ilustrando com exemplos, as relações e as implicações</p><p>destes conceitos no comportamento social.</p><p></p><p>Falta pouco para atingir seus objetivos.</p><p>Vamos praticar alguns conceitos?</p><p>Questão 1</p><p>No sistema arquitetônico organizado por Rockeach, há crenças</p><p>centrais e periféricas. As crenças mais resistentes à mudança, que</p><p>fazem um indivíduo afirmar “Eu acredito que isto é um carro”, são</p><p>classificadas como:</p><p>Parabéns! A alternativa D está correta.</p><p>As crenças primitivas (consenso 100%) são o tipo mais central do</p><p>sistema e mais resistentes à mudança. São aquelas crenças</p><p>incontestáveis, consideradas verdades absolutas.</p><p>Questão 2</p><p>A escala de valores de Allport, Vernon e Lindzey, cujo objetivo é</p><p>avaliar valores pessoais ou motivações básicas, está organizada</p><p>em seis valores. A filantropia seria que tipo de valor?</p><p>A Crenças tipo C - Crenças de autoridade.</p><p>B Crenças tipo D - Crenças derivadas.</p><p>C Crenças tipo E - Crenças inconsequentes.</p><p>D</p><p>Crenças tipo A - Crenças primitivas (consenso</p><p>100%).</p><p>E Crenças tipo B - Crenças primitivas (consenso 0).</p><p>A Religião</p><p>B Poder</p><p>C Estética</p><p>Parabéns! A alternativa D está correta.</p><p>A filantropia é um valor de atividade social por meio do qual o</p><p>sujeito procura o bem de todos e da comunidade, e não se centra</p><p>somente de forma egoísta em si mesmo.</p><p>3 - Teoria das representações sociais</p><p>Ao �nal deste módulo, você será capaz de aplicar a teoria das representações sociais.</p><p>Princípios teóricos</p><p>Origens da teoria das representações sociais</p><p>As origens da teoria das representações sociais estão presentes tanto</p><p>na sociologia e antropologia, com os estudos de Émile Durkheim (1858-</p><p>1917) e Lucien Lévy-Bruhl (1857-1939), quanto na psicologia</p><p>construtivista, sócio-histórica e cultural, com os estudos de Jean Piaget</p><p>(1896-1980) e Lev Vygotsky (1896-1934), resultando em um vínculo</p><p>entre o social e o individual (BERTONI; GALINKIN, 2017).</p><p>Essa teoria foi inicialmente proposta pelo psicólogo social Serge</p><p>Moscovici (1925-2014), com a publicação do livro La psychanalyse, son</p><p>image et son public (1961). É uma abordagem psicossociológica do</p><p>processo de construção do pensamento social.</p><p>D Atividade social</p><p>E Praticalidade</p><p>O estudo das representações sociais pode ser</p><p>compreendido como o ato de identificar a “visão de</p><p>mundo” que grupos ou indivíduos possuem ou</p><p>empregam na sua forma de agir e posicionar.</p><p>Assim, a teoria pode ser vista como um pensamento social que resulta</p><p>das experiências, crenças e trocas de informações contidas na vida</p><p>rotineira, propagadas ou recebidas pela comunicação e tradições.</p><p>As representações sociais constituem um conjunto de conceitos,</p><p>imagens e explicações que se originam no senso comum, em se</p><p>tratando das interações e comunicações interpessoais. Sobre tais</p><p>circunstâncias, elas vão se modificando à medida que novos</p><p>significados vão sendo agregados à realidade.</p><p>Um exemplo de representação social muito comum nos anos 1980 foi a</p><p>boneca Barbie. Nela, havia embutidos conceitos de beleza e</p><p>feminilidade do senso comum. Muitas meninas queriam ser a Barbie.</p><p>As representações sociais têm como função dar sentido ao</p><p>desconhecido, convertendo o não familiar em algo familiar. Para que</p><p>isso ocorra, os processos de ancoragem e objetivação são usados</p><p>como apoio.</p><p>Processo de ancoragem</p><p>Como afirma Moscovici:</p><p>[...] quando estudamos</p><p>representações sociais, nós</p><p>estudamos o ser humano, enquanto</p><p>ele faz perguntas e procura</p><p>respostas ou pensa, e não enquanto</p><p>ele processa informação ou se</p><p>comporta. Mais precisamente</p><p>enquanto seu objetivo não é</p><p>comportar-se, mas compreender”.</p><p>MOSCOVICI, 2003, p. 43 apud CAMINO et al., 2013,</p><p>p. 423</p><p>As representações sociais possuem a capacidade de criar relações</p><p>entre as abstrações do saber e das crenças e a concretude da vida do</p><p>sujeito em seus processos de interação social, porque:</p><p>As representações sociais são construídas na fronteira</p><p>entre o psicológico e o social.</p><p>A ancoragem tem como função inserir o fenômeno não familiar em um</p><p>conjunto de categorias e imagens familiares, de forma que ele possa ser</p><p>interpretado (FERREIRA, 2010).</p><p>As pessoas, de um modo geral, quando não conseguem descrever algo</p><p>e comunicá-lo para outros indivíduos, criam uma resistência e</p><p>experimentam um negacionismo. Esse acontecimento ou objeto que foi</p><p>incapaz de ser descrito por elas deve ser incluído nos sistemas de</p><p>crenças delas.</p><p>Portanto, ancorar é atribuir nomes e categorias à realidade, colocando-</p><p>as em um contexto comum e familiar. Quando damos um nome ou uma</p><p>classificação a algo que não era familiar, ele passa a ser familiar, e</p><p>podemos imaginá-lo, representá-lo. Assim, asseguramos sua</p><p>incorporação social.</p><p>Durante o processo de ancoragem, o novo objeto é reajustado, para que</p><p>possa se inserir em uma categoria conhecida, passando a possuir</p><p>características dessa categoria, tornando-se algo familiar e com</p><p>sentido.</p><p>Exemplo</p><p>Para lidar com as incertezas e todas as mudanças advindas do</p><p>coronavírus durante a pandemia, muitas pessoas passaram a usar a</p><p>expressão “o novo normal”, buscando ancorar todas as alterações em</p><p>nossa rotina e em nosso comportamento como uma nova condição do</p><p>que seria normalidade nesse momento, procurando diminuir o</p><p>desconforto gerado.</p><p>Processo de objetivação</p><p>A objetivação visa transformar o que é abstrato em algo concreto e que,</p><p>por conseguinte, possa ser assim tocado (FERREIRA, 2010). Objetivar é</p><p>transformar uma imagem, algo mental, em algo concreto, tangível, ao</p><p>invés de ser apenas um elemento do pensamento.</p><p>O processo de objetivação implica três movimentos simultâneos. São</p><p>eles:</p><p>Leva em conta valores religiosos ou culturais, experiências</p><p>anteriores, conhecimentos prévios etc., os sujeitos retiram</p><p>algumas informações a respeito do objeto que eles querem</p><p>representar de um conjunto total informações.</p><p>É a construção de um modelo figurativo, de imagens</p><p>estruturadas, que reproduzirão de um modo visível algo que</p><p>antes não passava de um conceito.</p><p>Os elementos que foram construídos passam a ser identificados</p><p>como elementos da realidade do objeto. Aquilo, que antes era</p><p>estranho, passa a ser naturalizado e é incorporado.</p><p>Exemplo</p><p>Seleção e descontextualização </p><p>Formação do núcleo figurativo </p><p>Naturalização dos elementos </p><p>Retomando o exemplo do coronavírus, foram feitas representações</p><p>concretas que destacavam a importância do uso de máscaras para</p><p>vencer a resistência inicial em relação à população. Ao entenderem os</p><p>riscos de como o vírus se propagava, a máscara passou a ser um objeto</p><p>de uso comum, e as pessoas passaram a implementá-lo em seu</p><p>cotidiano.</p><p>De acordo com Moscovici (2003 apud CAMINO et al., 2013), os</p><p>indivíduos não se resumem a receptores passivos de informação, muito</p><p>menos a meros seguidores de ideologias ou crenças coletivas.</p><p>Os indivíduos são pensadores ativos que, ao</p><p>se defrontarem com os</p><p>mais diversos eventos presentes no dia a dia das interações sociais,</p><p>criam e comunicam suas próprias representações e soluções</p><p>apropriadas para as questões nas quais se encontram.</p><p>Desse modo, a influência do social não é vista como um estímulo que</p><p>atinge o indivíduo, e sim como um contexto de relações nas quais o</p><p>pensamento é formado.</p><p>A teoria das representações sociais e</p><p>seus conceitos básicos</p><p>Neste vídeo, a especialista explica em que consiste a teoria das</p><p>Representações Sociais e ilustra os conceitos de ancoragem e</p><p>objetivação, destacando a importância dos mesmos.</p><p></p><p>Funções e abordagens</p><p>Universos rei�cados e consensuais</p><p>Existem dois tipos de universos de pensamento. Confira a seguir:</p><p>Universo rei�cado</p><p>É considerado o lado</p><p>científico do</p><p>pensamento, no qual</p><p>são definidos o certo e</p><p>o errado, verdadeiro e</p><p>falso. Nele, existem</p><p>papéis e categorias</p><p>definidos segundo os</p><p>contextos</p><p>apresentados. O nível</p><p>de participação na</p><p>produção de</p><p>conhecimento é</p><p>determinado</p><p>unicamente pelo nível</p><p>de qualificação. Existe</p><p>uma objetividade, uma</p><p>lógica e uma</p><p>metodologia.</p><p>Universo consensual</p><p>Diz respeito a atividades</p><p>intelectuais da</p><p>interação social</p><p>cotidiana. Esse universo</p><p>se encontra em</p><p>constante movimento. É</p><p>composto pelas</p><p>representações sociais,</p><p>mas a matéria-prima</p><p>para a formação dessas</p><p>realidades consensuais</p><p>se origina do universo</p><p>reificado e do saber</p><p>cotidiano. Por exemplo,</p><p>construímos opiniões</p><p>de noções apreendidas</p><p>e compartilhadas na</p><p>escola, em casa, na rua,</p><p>na mídia.</p><p>Funções das representações sociais</p><p>Para que possamos compreender a dinâmica das interações sociais e</p><p>esclarecer os determinantes das práticas sociais, é indispensável</p><p>identificar as funções das representações sociais.</p><p>De acordo com Camino et al. (2013), há quatro funções essenciais.</p><p>Confira a seguir quais são elas:</p><p>Possibilidade de os indivíduos compreenderem e explicarem a</p><p>realidade, a partir das representações sociais, está relacionada à</p><p>função de conhecimento. As representações sociais definem o</p><p>quadro de referência comum que permite e facilita a</p><p></p><p>Conhecimento </p><p>comunicação social, concedendo a transmissão e divulgação do</p><p>conhecimento prático do senso comum.</p><p>Refere aos processos de comparação social, é de extrema</p><p>importância a função identitária das representações sociais, uma</p><p>vez que estas definem a identidade e concedem a proteção da</p><p>especificidade dos grupos. Ao mesmo tempo, esta função</p><p>assume um papel fundamental no controle social exercido pela</p><p>coletividade sobre cada um de seus membros.</p><p>Representações são responsáveis por guiar os comportamentos</p><p>e as práticas sociais. Assim, existe um sistema de pré-</p><p>decodificação da realidade, um manual orientador para ação.</p><p>Representações sociais possibilitam justificar os</p><p>comportamentos e as tomadas de posição por parte dos</p><p>sujeitos. Desse modo, nas relações entre grupos, essa função</p><p>esclarece alguns comportamentos postos em uso frente a outro</p><p>grupo. Portanto, as representações mantêm e justificam a</p><p>diferenciação social, sendo capaz de estereotipar as relações</p><p>entre grupos, colaborando para a discriminação ou mantendo</p><p>entre eles um afastamento social.</p><p>Observando a descrição das funções das representações sociais, vimos</p><p>que elas não são somente um conceito teórico e abstrato, mas também</p><p>são fundamentais nas relações sociais. Outra coisa que também fica</p><p>evidente é sua relação com as atividades práticas do cotidiano.</p><p>As representações sociais são eventos observáveis complexos, sempre</p><p>ativados e em ação na vida social, que contêm uma riqueza de</p><p>elementos informativos, ideológicos, cognitivos, normativos, valores,</p><p>atitudes, opiniões, crenças e imagens.</p><p>Teoria do núcleo central</p><p>O pesquisador Abric e seus colaboradores propuseram a teoria do</p><p>núcleo central – uma extensão do trabalho de Moscovici (1961). Essa</p><p>Identitária </p><p>Orientação </p><p>Justificadora </p><p>teoria defende que toda representação social se dispõe em torno de um</p><p>núcleo central e de elementos periféricos (BERTONI; GALINKIN, 2017).</p><p>O núcleo central se fundamenta no elemento principal da representação,</p><p>com o objetivo de organizar e dar sentido a ela. O núcleo tem como</p><p>apoio a memória coletiva do grupo, em suas condições históricas e</p><p>sociais. Além disso, é mais rígido e resistente às mudanças e</p><p>influências das circunstâncias de uma situação imediata.</p><p>Entretanto, os componentes periféricos são mais flexíveis e móveis, o</p><p>que possibilita a junção de histórias e experiências distintas. Eles</p><p>aceitam as contradições, assim como a diversidade grupal. Desse</p><p>modo, são sensíveis às circunstâncias de uma situação imediata e têm</p><p>uma característica evolutiva, que possibilita se ajustar à realidade</p><p>concreta e à diferença de conteúdo.</p><p>Confira a seguir a função dos componentes periféricos:</p><p>Possibilitar o ajuste de grupos e indivíduos a</p><p>certas situações</p><p>Proteger a estabilidade do núcleo central</p><p>Dessa forma, o núcleo central é regulamentário, e os elementos</p><p>periféricos, por sua vez, são funcionais, pois possibilitam a ancoragem</p><p>da representação na realidade do momento.</p><p>Após a introdução da sociopsicologia na literatura, a teoria das</p><p>representações sociais foi amplamente disseminada, especialmente</p><p>entre os psicólogos europeus e latino-americanos, procurando aplicar</p><p>seus princípios teóricos a inúmeros eventos, aos quais podem ser</p><p>atribuídos significados que surgem do senso comum.</p><p>Falta pouco para atingir seus objetivos.</p><p>Vamos praticar alguns conceitos?</p><p>Questão 1</p><p>O núcleo central é composto pelos elementos estáveis ou mais</p><p>permanentes da representação social, e tem como objetivo</p><p>organizá-la e dar sentido a ela, sendo mais rígido e resistente às</p><p>mudanças. Com base na teoria do núcleo central, é correto afirmar</p><p>que:</p><p>Parabéns! A alternativa C está correta.</p><p>O núcleo central é mais rígido e passa a ser regulador e normativo.</p><p>Seus componentes periféricos permitem a adaptação de grupos e</p><p>indivíduos a certas situações. Eles são mais móveis e flexíveis,</p><p>permitindo a junção de experiências e histórias individuais, e são</p><p>sensíveis ao contexto imediato.</p><p>Questão 2</p><p>Quais são as quatro funções essenciais para as representações</p><p>sociais?</p><p>A</p><p>O núcleo central é flexível e tem como base a</p><p>memória coletiva do grupo, em suas condições</p><p>históricas e sociais, e é resistente às variações e</p><p>influências do contexto imediato.</p><p>B</p><p>Os componentes periféricos têm como função</p><p>proteger a estabilidade do núcleo central, e, por isso,</p><p>dificultam a adaptação de grupos e indivíduos a</p><p>certas situações.</p><p>C</p><p>O núcleo central é normativo, e os elementos</p><p>periféricos são funcionais.</p><p>D</p><p>O núcleo central é funcional, e os elementos</p><p>periféricos são complementares.</p><p>E</p><p>Os componentes periféricos são mais estáticos,</p><p>dificultando a junção de experiências e histórias</p><p>individuais, já que têm como função proteger o</p><p>núcleo central.</p><p>Parabéns! A alternativa E está correta.</p><p>As representações sociais se originam no senso comum e na</p><p>interação social. Já um conjunto de conhecimentos, opiniões e</p><p>imagens define a identidade, permite evocar um dado</p><p>acontecimento, uma pessoa ou um objeto, bem como orienta e</p><p>justifica o comportamento.</p><p>4 - Estereótipos e percepção social</p><p>Ao �nal deste módulo, você será capaz de reconhecer a formação dos estereótipos e seu</p><p>papel na percepção social.</p><p>A</p><p>De conhecimento, de definição, localizadora e</p><p>justificadora.</p><p>B</p><p>De autoconhecimento, de conhecimento, espacial e</p><p>justificadora.</p><p>C</p><p>De conhecimento, identitária, de orientação e</p><p>explicativa.</p><p>D</p><p>De conhecimento, de autoconhecimento,</p><p>orientadora e explicativa.</p><p>E</p><p>De conhecimento, identitária, de orientação e</p><p>justificadora.</p><p>Estereótipos</p><p>Estereótipo, preconceito e discriminação</p><p>O estudo dos estereótipos se apresenta de forma destacada na</p><p>Psicologia Social pela sua importância na compreensão das relações de</p><p>dominação, exploração e segregação. Os estereótipos são bons</p><p>preditores do comportamento social, permitindo inferir a probabilidade</p><p>de ocorrência de diversos comportamentos</p><p>em grupos sociais.</p><p>O estereótipo é a base do preconceito e ele consiste na</p><p>atribuição de crenças feitas sobre grupos ou pessoas.</p><p>Dessa forma, podemos compreender que os</p><p>estereótipos consistem em esquemas ou</p><p>representações mentais sobre grupos sociais.</p><p>Nesse sentido, eles interferem ativamente no processo de formação de</p><p>impressões e percepção de pessoas, sendo responsáveis pela</p><p>integração de informações e avaliação de outros indivíduos, ou seja,</p><p>pelas formas com que o percebedor interpreta os indivíduos que o</p><p>rodeiam (FERREIRA, 2010).</p><p>Mas qual é a diferença entre estereótipo, preconceito e</p><p>discriminação?</p><p>Muitas vezes, usamos essas palavras de forma indiscriminada. Na</p><p>prática, elas se encontram fortemente entrelaçadas, mas, em termos</p><p>acadêmicos, e inclusive em termos jurídicos, existem diferenças</p><p>importantes. A seguir, vamos entender melhor essa distinção.</p><p>Estereótipo </p><p>Normalmente, em função de como organizamos todas essas</p><p>informações relativas, existe um primeiro momento em que</p><p>fazemos o agrupamento ou a categorização das pessoas que</p><p>consideramos que se assemelham em algum aspecto. Esse</p><p>primeiro passo representa a delimitação de um estereótipo</p><p>específico.</p><p>Exemplo: Todos os cientistas são muito racionais e analistas.</p><p>Após delimitar o estereótipo, passamos a fazer um julgamento</p><p>de determinado grupo, o que nos conduz a alguma atitude.</p><p>Quando essa atitude é negativa, estamos, então, frente ao</p><p>preconceito.</p><p>Exemplo: Podemos encontrar uma atitude negativa sobre os</p><p>cientistas que afirma que eles não apresentam emoções, que</p><p>são insensíveis.</p><p>Baseado no preconceito, podemos observar a discriminação.</p><p>Exemplo: Não quero namorar um cientista, porque ele é uma</p><p>pessoa não emotiva.</p><p>Conceito de estereótipo</p><p>Quando formamos crenças de que indivíduos de um grupo social</p><p>apresentam, em maior ou menor grau, um mesmo padrão de</p><p>características específicas, chamamos essas crenças de estereótipos.</p><p>Para alguns estudiosos do assunto, durante a infância, adquirimos a</p><p>habilidade de formar muitos estereótipos. Muitas vezes, eles se</p><p>constituem do mesmo modo como se desenvolvem as configurações</p><p>mentais: ao vermos um caso específico ou um conjunto de casos com o</p><p>mesmo padrão, fazemos uma supergeneralização a partir dessas</p><p>observações limitadas e criamos um estereótipo (STERNBERG, 2008).</p><p>Curiosidade</p><p>Foi no trabalho intitulado Opinião pública, de Valter Lippmann, publicado</p><p>em 1922, que o termo “estereótipo” surgiu.</p><p>Preconceito </p><p>Discriminação </p><p>Os estereótipos são conceituados pela sociedade como um modo de</p><p>defesa pessoal, e são estabelecidos conforme a cultura e a tradição</p><p>familiar às quais pertencemos.</p><p>Inicialmente, os estudos sobre estereótipos estavam voltados para</p><p>conteúdos éticos e raciais em nível grupal, e pouca importância foi dada</p><p>a pesquisas em nível individual.</p><p>O conceito tem sido alterado com o tempo, sob um ponto de vista</p><p>negativo, a respeito de um conjunto de pessoas para uma generalização</p><p>das características conferidas a objetos e pessoas que possuem entre</p><p>si alguma semelhança, sendo ela pronunciada ou não.</p><p>O mais frequente dos diversos tipos de estereótipos é o de gênero, que é</p><p>uma atribuição feita pelo grupo de traços e comportamentos</p><p>específicos a homens e mulheres. Por exemplo, existe o estereótipo de</p><p>que as mulheres falam muito.</p><p>Porém, na vida social, existem outros estereótipos que também se</p><p>destacam, como:</p><p>Classe social</p><p>Estado civil</p><p>Ocupações</p><p>Ainda hoje, não há um conceito único de estereótipo. Ao longo das</p><p>últimas décadas de pesquisas, surgiram diferentes vertentes e</p><p>interesses individuais sobre o assunto.</p><p>Apesar das diferenças importantes na maneira como a temática</p><p>“estereótipos” é definida, basicamente, alguns pontos são de comum</p><p>acordo entre os psicólogos sociais sobre a definição de estereótipos.</p><p>Veja a seguir quais são:</p><p>1. Um estereótipo é fundamentalmente cognitivo – convicção,</p><p>julgamento, percepção, atribuição, visão, características,</p><p>expectativa, suposição, e assim por diante.</p><p>2. Um estereótipo é um conjunto de crenças relacionadas.</p><p>3. Os atributos, as personalidades ou o caráter de grupos são</p><p>descritos pelos estereótipos.</p><p>4. Esses atributos permitem diferenciar os indivíduos como homens e</p><p>mulheres.</p><p>É preciso levar em conta o consenso para caracterizar os estereótipos.</p><p>Os estereótipos se originam da passagem do tempo com as repetidas</p><p>experiências entre componentes de grupos diversos, afetando as</p><p>respostas que serão apresentadas em encontros futuros com os</p><p>componentes do grupo alvo dos estereótipos.</p><p>São duas as maneiras de conceber estereótipos:</p><p>Como estruturas que podem ser representadas dentro das mentes</p><p>individuais.</p><p>Como elementos específicos da própria sociedade, compartilhados</p><p>em grande escala pelas pessoas que convivem no interior de uma</p><p>mesma cultura.</p><p>Sem dúvida, essas considerações estão associadas aos estereótipos,</p><p>como a percepção social, visto que é aceitável dizer que as informações</p><p>percebidas devem ser interpretadas, codificadas, armazenadas e</p><p>retiradas da memória. Em todas as fases desse processo, podem</p><p>ocorrer mecanismos da distorção perceptual.</p><p>Desse modo, os estereótipos são elaborados como informações</p><p>públicas compartilhadas por uma vasta maioria de indivíduos da</p><p>sociedade a respeito de alguns grupos sociais.</p><p>Seria correto descrever os estereótipos como uma parte do</p><p>conhecimento coletivo de uma sociedade, uma vez que as crenças</p><p>compartilhadas geram efeitos de magnitude considerável na forma</p><p>como se apresentam os comportamentos sociais.</p><p>Mas não podemos esquecer que os estereótipos também cumprem</p><p>uma função em nossa percepção, pois eles reduzem a necessidade de</p><p>atenção e processamento de informação frente aos fatos. Assim,</p><p>podemos economizar tempo e energia quando estamos interagindo</p><p>com os outros.</p><p>O problema é quando os estereótipos nos conduzem ao processo de</p><p>discriminação, que implica sua relação com algum julgamento (afeto)</p><p>negativo, ou seja, quando derivam em preconceito.</p><p>Percepção social</p><p>Interação social</p><p>Vimos até aqui como é importante para os pesquisadores da cognição</p><p>social a observação e o estudo da interação social. Agora, vamos focar</p><p>nessa questão.</p><p>Para que haja interação entre pessoas, é necessário que estas se</p><p>percebam mutuamente.</p><p>Exemplo</p><p>Durante o processo de interação social, formamos necessariamente</p><p>uma impressão da pessoa com quem nos relacionamos. Nesse</p><p>momento, também somos guiados por processos psicossociais.</p><p>Quatro princípios gerais, responsáveis por administrar nossa percepção</p><p>dos indivíduos que nos cercam, foram destacados pelos pesquisadores</p><p>Taylor, Peplau e Sears (2006 apud RODRIGUES; ASSMAR; JABLONSKI,</p><p>2012). Veja a seguir quais são eles:</p><p>1. Com base em um número limitado de informações, as pessoas</p><p>geram impressões de outras e, a partir daí, derivam outras</p><p>características mais gerais. Exemplo: o empregado viu o novo</p><p>gestor por foto e pensou que era jovem demais para ser líder de um</p><p>projeto.</p><p>2. As impressões têm como base os aspectos mais relevantes, e não</p><p>o conjunto completo das características dos outros. Exemplo:</p><p>prestar atenção à altura de alguém e não perceber outras</p><p>características positivas e negativas do indivíduo.</p><p>3. Tendemos a catalogar os estímulos percebidos na outra pessoa de</p><p>forma a incluí-la em um grupo do qual os membros possuem</p><p>características conhecidas. Exemplo: pessoas com sapatilha de</p><p>ponta pertencem ao grupo que dança balé.</p><p>4. Nossas necessidades e nossos objetivos afetam a forma pela qual</p><p>percebemos as características dos outros. Exemplo: prestamos</p><p>mais atenção em alguém com quem vamos interagir com maior</p><p>regularidade no futuro, como um colega de trabalho, do que em</p><p>alguém que só veremos uma única vez.</p><p>Como formamos a impressão sobre os outros?</p><p>As principais fontes de informação que utilizamos ao formar uma</p><p>impressão de outra pessoa são:</p><p>Não apenas os traços físicos, mas também a forma de vestir</p><p>influenciam a dedução de certas características pessoais.</p><p>Tendemos a atribuir outras particularidades</p><p>positivas a pessoas</p><p>mais atraentes, e negativas a pessoas menos atraentes.</p><p>Inclui gestos, posturas, olhares, posição corporal no espaço, tom</p><p>de voz, ritmo e inflexões. Você sabia que quanto mais nos</p><p>interessa alguém que estamos observando, mais competentes</p><p>somos na interpretação desses comportamentos?</p><p>Aparência física </p><p>Comportamento não verbal </p><p>Maneira por meio da qual percebemos o outro, de acordo com a</p><p>tendência a atribuir a uma pessoa as características do grupo ao</p><p>qual pertence, como sexo, raça, faixa etária, tipo de profissão etc.</p><p>Os estereótipos mantidos por nós acerca dos vários grupos</p><p>sociais proporcionam uma visão das pessoas a eles</p><p>pertencentes como confirmadores deles.</p><p>Ao realizar um experimento, Asch (1946) constatou que, ao</p><p>apresentar uma lista de adjetivos sobre um indivíduo a algumas</p><p>pessoas, impressões a respeito dele eram formadas conforme a</p><p>ordem em que a lista era apresentada.</p><p>Categorização </p><p>Primeiras impressões </p><p>No que se refere a provocar a recordação de outros traços sobre</p><p>uma pessoa, alguns traços de personalidade são mais influentes</p><p>do que outros. Isso também foi comprovado por Asch (1946).</p><p>O estudioso apresentou os mesmos sete adjetivos descritivos de</p><p>um professor para dois grupos diferentes de alunos, mas</p><p>somente para um dos grupos, alterou um deles: trocou</p><p>“afetuoso” por “frio”. O grupo que recebeu o adjetivo “afetuoso”</p><p>considerou que o professor era feliz, brincalhão, imaginativo,</p><p>generoso. Já o grupo que tinha o adjetivo “frio” considerou o</p><p>professor sério, infeliz, sem senso de humor e de confiança.</p><p>Teoria implícita de personalidade</p><p>No momento em que processamos as informações recebidas dos</p><p>indivíduos com quem entramos em contato, somos intensamente</p><p>influenciados por esquemas sociais. Lembrando que esquemas são, por</p><p>definição, estruturas cognitivas que têm como função organizar as</p><p>informações ao redor de temas ou tópicos.</p><p>Em 1954, os pesquisadores Bruner e Tagiuri (apud FERREIRA et al.,</p><p>2011) afirmaram que formulamos, em relação a outras pessoas, uma</p><p>teoria implícita de personalidade, por meio da qual associamos</p><p>Traços centrais </p><p>determinados traços a outros, e esperamos correspondência entre eles</p><p>e essas pessoas com as quais entramos em contato.</p><p>Características positivas são normalmente atribuídas às pessoas de</p><p>quem gostamos ou admiramos. Por sua vez, características negativas</p><p>são atribuídas àquelas de quem não gostamos. Logo, a teoria implícita é</p><p>relutante à mudança.</p><p>As teorias implícitas de personalidade que formamos a respeito dos</p><p>outros organizam um esquema social. Ao sermos apresentados a</p><p>alguém, de forma imediata, ativamos os esquemas associados à</p><p>profissão, ao gênero, ao grupo étnico etc. na impressão que formamos</p><p>dessa pessoa.</p><p>A partir do momento que estiver, então, formada uma primeira</p><p>impressão, assimilamos, facilmente, as características dessa pessoa,</p><p>que harmonizam com nossa primeira impressão, isto é, que são</p><p>coerentes ou congruentes com aquela primeira impressão formada</p><p>sobre elas. Em contrapartida, tendemos a rejeitar outras características</p><p>que não harmonizam com ela.</p><p>Essa teoria se manifesta muito comumente na dificuldade que temos</p><p>em alterar nossas primeiras impressões acerca de outras pessoas.</p><p>Vimos que nossa mente não registra um retrato fiel da</p><p>pessoa, e que nosso processo cognitivo é influenciado</p><p>por esquemas, estereótipos, heurísticas. De qualquer</p><p>maneira, o estudo da percepção social nos permite</p><p>entender como formamos impressões sobre outras</p><p>pessoas e fazemos inferências sobre elas.</p><p>Para isso acontecer, usamos diversas fontes de informação, como o</p><p>comportamento não verbal, os esquemas ou atalhos mentais, a</p><p>interpretação que fazemos do comportamento da pessoa e outras</p><p>fontes. Muitas vezes, erramos em nossas inferências e conclusões, o</p><p>que nos leva a percepções equivocadas, que podem ser difíceis de</p><p>dissolver.</p><p>Percepção social e as teorias</p><p>implícitas de personalidade</p><p>Neste vídeo, a especialista expõe o conceito de percepção social e</p><p>destaca o papel das teorias implícitas de personalidade na percepção</p><p>social. Além disso, é feita uma reflexão sobre a tendência ao erro de</p><p>julgamento.</p><p></p><p>Falta pouco para atingir seus objetivos.</p><p>Vamos praticar alguns conceitos?</p><p>Questão 1</p><p>Existem diversos estereótipos com os quais nos deparamos em</p><p>diferentes situações. Por exemplo, você já deve ter escutado a</p><p>crença de que as mulheres não sabem dirigir, ou de que os homens</p><p>que choram não são homens de verdade. Sobre estereótipos, é</p><p>correto afirmar que:</p><p>A Não é necessário um consenso.</p><p>B Não são crenças.</p><p>C São crenças não compartilhadas.</p><p>D Não são cognitivos.</p><p>E São crenças compartilhadas.</p><p>Parabéns! A alternativa E está correta.</p><p>Estereótipos são crenças compartilhadas sobre as características</p><p>pessoais, os traços de personalidade e dos comportamentos</p><p>próprios de um grupo de indivíduos. E há um consenso sobre eles.</p><p>Questão 2</p><p>Se uma pessoa é reconhecida como tranquila e calma,</p><p>possivelmente, outras pessoas tenderão a acrescentar que também</p><p>é cuidadosa, metódica e organizada. Essa constatação se baseia na</p><p>teoria implícita de personalidade. Sobre essa teoria, é correto</p><p>afirmar que:</p><p>Parabéns! A alternativa A está correta.</p><p>Imediatamente, ao conhecermos alguém, ativamos esquemas</p><p>sociais, como, por exemplo, gênero, profissão etc. Quando</p><p>associamos determinados traços a outros, esperamos</p><p>correspondência entre a pessoa associada ao traço. O problema</p><p>dessa forma de perceber o outro é que temos dificuldade em alterar</p><p>A</p><p>As percepções que temos a respeito dos outros</p><p>organizam um esquema social.</p><p>B</p><p>Não somos capazes de atribuir percepções</p><p>positivas sobre o outro.</p><p>C</p><p>Associamos determinados traços a outros e não</p><p>esperamos correspondência entre eles e essas</p><p>pessoas com as quais entramos em contato.</p><p>D</p><p>É muito fácil alterarmos nossas primeiras</p><p>impressões acerca de outras pessoas.</p><p>E</p><p>Quando conhecemos alguém, tendemos a atribuir</p><p>características positivas a pessoas que não</p><p>gostamos.</p><p>nossas primeiras impressões acerca de outras pessoas quando</p><p>fazemos uso da teoria implícita de personalidade.</p><p>Considerações �nais</p><p>A cognição social é o estudo da forma pela qual processamos a</p><p>informação. Nela, está incluída a forma como codificamos,</p><p>armazenamos e recuperamos informação de situações sociais.</p><p>Por isso, é uma ferramenta importante para entendermos as relações,</p><p>as emoções, os pensamentos, as intenções e as condutas sociais dos</p><p>outros indivíduos ou grupos. Ela gerencia em nossa mente a grande</p><p>quantidade de informações oriundas de nosso meio, como as</p><p>heurísticas, os esquemas, as crenças e as representações sociais.</p><p>É crucial compreender esse processamento, a fim de construir uma</p><p>base sólida de conhecimento científico a respeito do assunto.</p><p>Podcast</p><p>A especialista reflete sobre os conceitos de crenças, atitudes, valores,</p><p>estereótipos e preconceitos e apresenta o uso da cognição social para o</p><p>estudo do comportamento social, ilustrando a teorias das</p><p>representações sociais e a percepção social.</p><p></p><p>Explore +</p><p>Para conhecer melhor a percepção social e os estereótipos, busque e</p><p>assista à palestra TED com a psicóloga social Leah Georges: Como os</p><p>estereótipos geracionais nos inibem de progredir no trabalho.</p><p>Para compreender melhor a relação entre valores, atitudes e</p><p>comportamento, pesquise e leia o artigo de Jorge Artur Peçanha Coelho,</p><p>Valdiney Veloso Gouveia e Taciano Lemos Milfont, publicado em 2006,</p><p>na revista Psicologia em Estudo: Valores humanos como explicadores</p><p>de atitudes ambientais e intenção de comportamento pró-ambiental.</p><p>Referências</p><p>LASCH, S. E. Forming impressions of personality. Journal of Abnormal</p><p>and Social Psychology, v. 41, n. 3, p. 258-290, 1946.</p><p>BEM, D. J. Convicções, atitudes e assuntos humanos. São Paulo: EPU,</p><p>1973.</p><p>BERTONI, L. M.; GALINKIN, A. L. Teoria e métodos em representações</p><p>sociais. In: MORORÓ, L. P.; COUTO, M. E. S.; ASSIS, R. A. M. (org.). Notas</p><p>teórico-metodológicas de pesquisas em educação: concepções e</p><p>trajetórias.</p><p>Ilhéus: EDITUS, 2017. p. 101-122.</p><p>CAMINO, L. et al. (org.). Psicologia social: temas e teoria. 2. ed. rev. e</p><p>ampl. Brasília, DF: Technopolitik, 2013.</p><p>FERREIRA, M. B. et al. Para uma revisão da abordagem</p><p>multidimensional das impressões de personalidade: o culto, o</p><p>irresponsável, o compreensivo e o arrogante. Análise Psicológica, v. 29,</p><p>n. 2, p. 315-333, 2011.</p><p>FERREIRA, M. C. A psicologia social contemporânea: principais</p><p>tendências e perspectivas nacionais e internacionais. In: Psicologia:</p><p>Teoria e Pesquisa, Brasília, DF, v. 26, n. especial, p. 51-64, 2010.</p><p>KRÜGER, H. Ideologias, sistemas de crenças e atitudes. In: CAMINO, L.</p><p>et al. Psicologia social: temas e teorias. Brasília, DF: Technopolitik, 2011.</p><p>p. 263-308.</p><p>KRÜGER, H. Psicologia social das crenças. Curitiba: CRV, 2018.</p><p>MOSCOVICI, S. Psychanalyse, son image et son public. Paris: Presses</p><p>Universitaires de France, 1961.</p><p>PEREIRA, D. B.; MONTEIRO, L. A. Cognição social: crenças e sistemas de</p><p>crenças. Campinas: D7, 2020.</p><p>RODRIGUES, A. Psicologia social. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 1976.</p><p>RODRIGUES, A.; ASSMAR, E.; JABLONSKI, B. Psicologia social. 29. ed.</p><p>Petrópolis: Vozes, 2012.</p><p>SCHULTZ, D. P.; SCHULTZ, S. E. História da psicologia moderna. São</p><p>Paulo: Cengage Learning, 2012.</p><p>STERNBERG, R. J. Psicologia cognitiva. 4. ed. Porto Alegre: Artmed,</p><p>2008.</p><p>Material para download</p><p>Clique no botão abaixo para fazer o download do</p><p>conteúdo completo em formato PDF.</p><p>Download material</p><p>O que você achou do conteúdo?</p><p>Relatar problema</p><p>javascript:CriaPDF()</p>

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