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<p>Aluno:</p><p>.</p><p>Autor: Mateus Germano da Silva</p><p>Instagram: @mateus.germano.2001</p><p>Concursos Militares abordados: EsSA e EsPCEx</p><p>Sumário</p><p>• Conteúdo Programático de cada concurso ------------------------------------------------- 4</p><p>• Relação de questões por concurso em cada assunto -------------------------------------- 5</p><p>• Top 10 de Literatura de cada Concurso ---------------------------------------------------- 5</p><p>• Gêneros Literários ------------------------------------------------------------------------------- 6</p><p>➢ Gabarito --------------------------------------------------------------------------------------- 11</p><p>• Trovadorismo ----------------------------------------------------------------------------------- 12</p><p>➢ Gabarito --------------------------------------------------------------------------------------- 16</p><p>• Humanismo -------------------------------------------------------------------------------------- 17</p><p>➢ Gabarito --------------------------------------------------------------------------------------- 20</p><p>• Classicismo -------------------------------------------------------------------------------------- 21</p><p>➢ Gabarito --------------------------------------------------------------------------------------- 23</p><p>• Quinhentismo ----------------------------------------------------------------------------------- 24</p><p>➢ Gabarito --------------------------------------------------------------------------------------- 26</p><p>• Barroco ------------------------------------------------------------------------------------------- 27</p><p>➢ Gabarito --------------------------------------------------------------------------------------- 33</p><p>• Arcadismo --------------------------------------------------------------------------------------- 34</p><p>➢ Gabarito --------------------------------------------------------------------------------------- 39</p><p>• Romantismo – Prosa e Poesia ---------------------------------------------------------------- 40</p><p>➢ Gabarito -------------------------------------------------------------------------------------- 46</p><p>• Realismo e Naturalismo ----------------------------------------------------------------------- 47</p><p>➢ Gabarito --------------------------------------------------------------------------------------- 54</p><p>• Parnasianismo ---------------------------------------------------------------------------------- 55</p><p>➢ Gabarito --------------------------------------------------------------------------------------- 58</p><p>• Simbolismo -------------------------------------------------------------------------------------- 59</p><p>➢ Gabarito --------------------------------------------------------------------------------------- 63</p><p>• Pré-Modernismo -------------------------------------------------------------------------------- 64</p><p>➢ Gabarito --------------------------------------------------------------------------------------- 68</p><p>• Modernismo – Prosa e Poesia ---------------------------------------------------------------- 69</p><p>➢ 1ª Geração – “Geração de 22” ------------------------------------------------------------- 69</p><p>➢ 2ª Geração – “Geração de 30” ------------------------------------------------------------- 72</p><p>➢ 3ª Geração – “Geração de 45” ------------------------------------------------------------- 75</p><p>➢ Gabarito --------------------------------------------------------------------------------------- 79</p><p>• Tendências da Literatura Brasileira Contemporânea ---------------------------------- 80</p><p>➢ Gabarito --------------------------------------------------------------------------------------- 84</p><p>• Identificar Qual é a Escola Literária ------------------------------------------------------- 85</p><p>➢ Gabarito --------------------------------------------------------------------------------------- 96</p><p>Conteúdo Programático cada assunto</p><p>EsSA</p><p>• Contexto histórico, características, principais autores e obras do Quinhentismo, Barroco, Arcadismo, Romantismo, Realismo,</p><p>Naturalismo, Impressionismo, Parnasianismo, Simbolismo, Prémodernismo e Modernismo.</p><p>EsPCEx</p><p>• Literatura e história da literatura;</p><p>• Gêneros literários;</p><p>• Linguagem poética;</p><p>• Elementos da narrativa;</p><p>• Trovadorismo;</p><p>• Humanismo;</p><p>• Classicismo;</p><p>• Quinhentismo;</p><p>• Barroco;</p><p>• Arcadismo;</p><p>• Romantismo - prosa e poesia;</p><p>• Realismo/Naturalismo;</p><p>• Parnasianismo;</p><p>• Simbolismo;</p><p>• Pré-Modernismo;</p><p>• Movimentos de vanguarda europeia no Brasil;</p><p>• Modernismo Brasileiro - prosa e poesia (1ª, 2ª e 3ª gerações); e</p><p>• Tendências da literatura brasileira contemporânea.</p><p>4</p><p>Relação de questões por provas em cada assunto</p><p>Assuntos EsSA EsPCEx Diversos Total</p><p>Gêneros Literários 3 4 23 30</p><p>Trovadorismo ⚫ 1 24 25</p><p>Humanismo ⚫ 0 15 15</p><p>Classicismo ⚫ 3 7 11</p><p>Quinhentismo 2 1 12 15</p><p>Barroco 3 1 26 30</p><p>Arcadismo 1 4 20 25</p><p>Romantismo — prosa e poesia 2 3 25 30</p><p>Realismo e Naturalismo 3 3 35 41</p><p>Parnasianismo 1 2 22 25</p><p>Simbolismo 0 2 23 25</p><p>Pré-modernismo 0 2 23 25</p><p>Modernismo Brasileiro — prosa e</p><p>poesia</p><p>1 14 37 52</p><p>Tendências da Literatura Brasileira</p><p>Contemporânea</p><p>⚫ 0 20 20</p><p>Identificar qual é a Escola Literária 5 17 33 56</p><p>Total de questões por concurso 21 59 345 425</p><p>Número de provas analisadas 12 12 ??? 24</p><p>⚫ = Não está no edital do concurso → baseado nos editais lançados no ano de 2022</p><p>Obs: Os exercícios “diversos” são questões de vestibulares e até mesmo de concursos militares que não estejam dentro das últimas 12 provas de</p><p>cada concurso abordado.</p><p>Top 10</p><p>Top EsSA EsPCEx</p><p>1 Identificar qual é a Escola Literária Identificar qual é a Escola Literária</p><p>2 Barroco 2ª Geração Modernista – “Geração de 30”</p><p>3 Gêneros Literários 3ª Geração Modernista – “Geração de 45”</p><p>4 Romantismo Gêneros Literários</p><p>5 Quinhentismo Arcadismo</p><p>6 Realismo e Naturalismo Romantismo — prosa e poesia</p><p>7</p><p>Os outros assuntos têm uma incidência muito</p><p>pequena para aparecer em um Top 10</p><p>Classicismo</p><p>8 Realismo e Naturalismo</p><p>9 Os outros assuntos têm uma incidência muito</p><p>pequena para aparecer em um Top 10 10</p><p>5</p><p>Gêneros Literários</p><p>1) (EsSA 2010) Os textos dramáticos podem ser definidos</p><p>como aqueles em que:</p><p>a) a “voz narrativa” está entregue a um narrador</p><p>onisciente.</p><p>b) uma “voz particular” manifesta a expressão do mundo</p><p>interior</p><p>c) uma “voz particular” pertence a um personagem que</p><p>conta a história.</p><p>d) a “voz narrativa” está entregue às personagens.</p><p>e) a “voz narrativa” exalta os feitos de um povo e de um</p><p>herói.</p><p>2) (EsSA 2013) Em poesia, para determinar a medida de um</p><p>verso, divide-se o verso em sílabas poéticas. Esse</p><p>procedimento tem o nome de</p><p>a) redondilha.</p><p>b) dístico.</p><p>c) escansão.</p><p>d) métrica.</p><p>e) quintilha.</p><p>3) (EsSA 2014) A forma fixa caracterizada por versos</p><p>heroicos ou alexandrinos dispostos em duas quadras e dois</p><p>tercetos é chamada:</p><p>a) haicai.</p><p>b) oitava.</p><p>c) soneto.</p><p>d) décima.</p><p>e) espinela.</p><p>4) (EsPCEx 2012) Faça a correspondência da segunda coluna</p><p>com base na primeira e assinale a alternativa que preenche</p><p>corretamente as colunas, no que diz respeito às formas</p><p>líricas.</p><p>Coluna 1</p><p>( 1 ) elegia</p><p>( 2 ) écloga</p><p>( 3 ) ode</p><p>( 4 ) soneto</p><p>Coluna 2</p><p>( ) o(a) mais conhecido(a) das formas líricas. Poema em</p><p>14 versos, organizados em dois quartetos e dois tercetos.</p><p>( ) poema originado na Grécia Antiga que exalta os</p><p>valores nobres, caracterizando-se pelo tom de louvação.</p><p>( ) poema pastoril que retrata a vida bucólica dos</p><p>pastores, em um ambiente campestre.</p><p>( ) trata de acontecimentos tristes, muitas vezes</p><p>enfocando a morte de um ente querido.</p><p>a) 4, 3, 2, 1</p><p>b) 3, 2, 1, 4</p><p>c) 2, 1, 3, 4</p><p>d) 1, 2, 4, 3</p><p>e) 4, 3, 1, 2</p><p>5) (EsPCEx 2012) Leia o trecho abaixo, de “Morte e vida</p><p>severina”, de João Cabral de Melo Neto</p><p>“– Severino retirante,</p><p>deixa agora que lhe diga:</p><p>eu não sei bem a resposta</p><p>da pergunta</p><p>queres, áspero e tirano,</p><p>Tuas aras banhar em sangue humano.</p><p>Estavas, linda Inês, posta em sossego,</p><p>De teus anos colhendo doce fruito,</p><p>Naquele engano da alma ledo e cego,</p><p>Que a fortuna não deixa durar muito,</p><p>Nos saudosos campos do Mondego,</p><p>De teus fermosos olhos nunca enxuito,</p><p>Aos montes ensinando e às ervinhas,</p><p>O nome que no peito escrito tinhas.</p><p>"Os Lusíadas". obra de Camões, exemplificam o gênero</p><p>épico na poesia portuguesa, entretanto oferecem momentos</p><p>em que o lirismo se expande, humanizando os versos. O</p><p>episódio de Inês de Castro, do qual o trecho acima faz</p><p>parte, é considerado o ponto alto do lirismo camoniano</p><p>inserido em sua narrativa épica. Desse episódio, como um</p><p>todo, pode afirmar-se que seu núcleo central</p><p>a) personifica e exalta o Amor, mais forte que as</p><p>conveniências e causa da tragédia de Inês.</p><p>b) celebra os amores secretos de Inês e de D. Pedro e o</p><p>casamento solene e festivo de ambos.</p><p>c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro,</p><p>legitima herdeira do trono de Portugal.</p><p>d) retrata a beleza de Inês, posta em sossego, ensinando</p><p>aos montes o nome que no peito escrito tinha.</p><p>e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e</p><p>pelos filhos e sua elevação ao trono português.</p><p>Texto para as questões 9 e 10</p><p>Sete anos de pastor Jacob servia</p><p>Labão, pai de Raquel, serrana bela;</p><p>mas não servia ao pai, servia a ela,</p><p>e a ela só por prêmio pretendia.</p><p>Os dias, na esperança de um só dia,</p><p>passava, contentando-se com vê-la;</p><p>porém o pai, usando de cautela,</p><p>em lugar de Raquel lhe dava Lia.</p><p>Vendo o triste pastor que com enganos</p><p>lhe fora assim negada a sua pastora,</p><p>como se a não tivera merecida,</p><p>começa de servir outros sete anos,</p><p>dizendo: “Mais servira, se não fora</p><p>para tão longo amor tão curta a vida”.</p><p>(Luís Vaz de Camões. Sonetos, 2001.)</p><p>9) (UNIFESP 2016) Uma das principais figuras exploradas</p><p>por Camões em sua poesia é a antítese. Neste soneto, tal</p><p>figura ocorre no verso:</p><p>a) “mas não servia ao pai, servia a ela,”</p><p>b) “passava, contentando-se com vê-la;”</p><p>c) “para tão longo amor tão curta a vida.”</p><p>d) “porém o pai, usando de cautela,”</p><p>e) “lhe fora assim negada a sua pastora,”</p><p>10) (UNIFESP 2016) Do ponto de vista formal, o tipo de verso</p><p>e o esquema de rimas que caracterizam este soneto</p><p>camoniano são, respectivamente,</p><p>a) dodecassílabo e ABAB ABAB ABC ABC.</p><p>b) decassílabo e ABAB ABAB CDC DCD.</p><p>c) heptassílabo e ABBA ABBA CDE CDE.</p><p>d) decassílabo e ABBA ABBA CDE CDE</p><p>e) dodecassílabo e ABBA ABBA CDE CDE.</p><p>11) (IFSP 2013) São características das obras do Classicismo:</p><p>a) o individualismo, a subjetividade, a idealização, o</p><p>sentimento exacerbado.</p><p>b) o egocentrismo, a interação da natureza com o eu, as</p><p>formas perfeitas.</p><p>c) o contraste entre o grotesco e o sublime, a valorização</p><p>da natureza, o escapismo.</p><p>d) a observação da realidade, a valorização do eu, a</p><p>perfeição da natureza.</p><p>e) a retomada da mitologia pagã, a pureza das formas, a</p><p>busca da perfeição estética.</p><p>22</p><p>Gabarito</p><p>1) D</p><p>2) C</p><p>3) C</p><p>4) A</p><p>5) D</p><p>6) C</p><p>7) D</p><p>8) A</p><p>9) C</p><p>10) D</p><p>11) E</p><p>23</p><p>Quinhentismo</p><p>1) (EsSA 2012) “A feição deles é serem pardos, quase</p><p>avermelhados, de rostos regulares e narizes bem feitos;</p><p>andam nus sem nenhuma cobertura; nem se importam de</p><p>cobrir nenhuma coisa, nem de mostrar suas vergonhas.”</p><p>Essa passagem pertence à Carta de Pero Vaz de Caminha,</p><p>primeiro texto escrito no Brasil, no qual eram descritos a</p><p>terra e o povo que a habitava. A respeito da Literatura</p><p>Quinhentista, é correto afirmar que</p><p>a) os textos dessa época têm grande valor literário.</p><p>b) registra apenas o choque cultural entre colonizadores e</p><p>colonizados.</p><p>c) toda essa produção está diretamente relacionada à</p><p>intenção de catequizar os selvagens.</p><p>d) os textos quinhentistas fazem parte do movimento</p><p>literário intitulado Poesia Pau-Brasil.</p><p>e) a literatura da época está relacionada ao espírito</p><p>aventureiro da expansão marítima e comercial</p><p>portuguesa.</p><p>2) (EsSA 2021) Leia um fragmento da Carta de Pero Vaz de</p><p>Caminha, a seguir. (A imagem é meramente ilustrativa)</p><p>Fonte: https://www.culturagenial.com/carta-pero-vaz-de-</p><p>caminha/</p><p>"Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem</p><p>prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem Iho vimos.</p><p>Porém a terra em si é de muito bons ares [...]. Porém o</p><p>melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será</p><p>salvar esta gente."</p><p>(Carta de Pero Vaz de Caminha. In: MARQUES, A:</p><p>BERUTTI, F.; FARIA, R. História moderna através de</p><p>textos. São Paulo: Contexto, 2001.)</p><p>Nesse trecho, o relato de Caminha alinha-se ao projeto</p><p>colonizador da Coroa Portuguesa para a nova terra, pois,</p><p>essencialmente,</p><p>a) demarca a superioridade europeia, para enfatizar a</p><p>miséria dos indígenas.</p><p>b) evidencia a ausência de trabalho dos povos autóctones</p><p>(povos nativos).</p><p>c) descreve a exuberância das terras, para impressionar a</p><p>Coroa Portuguesa.</p><p>d) informa sabre o potencial econômico e a oportunidade</p><p>de conversão católica.</p><p>e) realça somente a possibilidade da catequese para os</p><p>povos nativos.</p><p>3) (EsPCEx 2014) Em relação ao momento histórico do</p><p>Quinhentismo brasileiro, podemos afirmar que</p><p>a) a Europa do século XVI vive o auge do Renascimento,</p><p>com a cultura humanística recrudescendo os quadros</p><p>rígidos da cultura medieval.</p><p>b) o século XVI marca também uma crise na Igreja: de um</p><p>lado, as novas forças burguesas e, de outro, as forças</p><p>tradicionais da cultura medieval.</p><p>c) os dogmas católicos são contestados nos tribunais da</p><p>Inquisição (livros proibidos) e no Concílio de Trento,</p><p>em 1545.</p><p>d) o homem europeu estabelece duas tendências literárias</p><p>no Quinhentismo: a literatura conformativa e a literatura</p><p>dominicana.</p><p>e) a política das grandes navegações coíbe a busca pela</p><p>conquista espiritual levada a efeito pela Igreja Católica.</p><p>4) (UFRN) Define-se a Literatura Informativa no Brasil como:</p><p>a) As obras que visavam a tornar mais acessíveis aos</p><p>indígenas os dogmas do cristianismo.</p><p>b) A prova de que os autores brasileiros tinham em mente</p><p>emancipar-se da influência européia.</p><p>c) O reflexo de traços do espírito expansionista da época</p><p>colonial.</p><p>d) A prova do sentimento de religiosidade que caracterizou</p><p>os primeiros habitantes da nova terra descoberta.</p><p>e) A descrição dos hábitos de nomadismo predominantes</p><p>entre os índios.</p><p>5) (URCA) “Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata</p><p>nela, ou outra coisa de metal, ou ferro; nem lha vimos.</p><p>Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e</p><p>temperados como os de Entre-Douro-e-Minho, porque neste</p><p>tempo d'agora assim os achávamos como os de lá. Águas</p><p>são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que,</p><p>querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das</p><p>águas que tem!”</p><p>Este é um trecho da Carta de Pero Vaz de Caminha sobre o</p><p>“achamento” das terras do Brasil. Das alternativas abaixo</p><p>sobre a Carta só é CORRETO afirmar:</p><p>a) Cronologicamente a Carta de Pero Vaz de Caminha</p><p>insere-se no Barroco brasileiro.</p><p>b) O estilo ufanista e emotivo prenuncia características do</p><p>Romantismo brasileiro.</p><p>c) Entre outros textos do século XVI em forma de diários,</p><p>tratados e crônicas, a Carta de Pero Vaz de Caminha é</p><p>tida como literatura de informação.</p><p>d) Escrita em versos, a Carta de Pero Vaz de Caminha é</p><p>considerada o primeiro poema épico da literatura</p><p>brasileira.</p><p>e) Não se pode dizer que foi por cumprimento do dever do</p><p>cargo de escrivão que Pero Vaz de Caminha escreveu a</p><p>Carta.</p><p>6) (PUC-Campinas) Em 1499 retornavam a Lisboa, em</p><p>momentos diferentes, as duas naus restantes da armada que,</p><p>dois anos antes, partira rumo ao Índico em viagem de</p><p>descoberta do caminho que levasse à Índia, local desejado</p><p>por Portugal há quase meio século. (...) Definitivamente, as</p><p>coisas nunca mais foram as mesmas, tanto para aquele</p><p>pequeno reino português, na franja atlântica da Europa,</p><p>quanto, em outras medidas, para o resto</p><p>do continente</p><p>europeu. Desta viagem, mas sobretudo do que se esperou</p><p>dela e do que efetivamente se encontrou, restaram-nos</p><p>alguns documentos epistolares, mas restou-nos também o</p><p>Roteiro de uma viagem que levou os sonhos portugueses</p><p>por “mares nunca dantes navegados”, e complementando o</p><p>poeta Camões, “por terras nunca dantes palmilhadas”.</p><p>(VILARDAGA, José Carlos. Lastros de viagem.</p><p>Expectativas, projeções e descobertas portuguesas no</p><p>Índico (1498-1554). São Paulo: Annablume, 2010. p. 27)</p><p>24</p><p>Os documentos epistolares são os primeiros sinais, entre</p><p>nós, de uma literatura ainda incipiente, voltados, muitos</p><p>deles, para</p><p>a) As confissões íntimas da condição de penúria dos</p><p>primeiros colonos portugueses.</p><p>b) O relato da conversão do gentio, que deveria adotar a</p><p>religião de seus conquistadores.</p><p>c) O estabelecimento de contato dos viajantes com outros</p><p>colonizadores europeus.</p><p>d) A descrição das riquezas de que poderá tirar proveito o</p><p>colonizador lusitano.</p><p>e) A expansão das ideias da Contra-Reforma, na radical</p><p>reação da Igreja a Lutero.</p><p>7) (UDESC) O movimento literário que retrata as</p><p>manifestações literárias produzidas no Brasil à época de seu</p><p>descobrimento, e durante o século XVI, é conhecido como</p><p>Quinhentismo ou Literatura de Informação.</p><p>Analise as proposições em relação a este período.</p><p>I. A produção literária no Brasil, no século XVI, era restrita</p><p>às literaturas de viagens e jesuíticas de caráter religioso.</p><p>II. A obra literária jesuítica, relacionada às atividades</p><p>catequéticas e pedagógicas, raramente assume um caráter</p><p>apenas artístico. O nome mais destacado é o do padre José</p><p>de Anchieta.</p><p>III. O nome Quinhentismo está ligado a um referencial</p><p>cronológico – as manifestações literárias no Brasil tiveram</p><p>início em 1500, época da colonização portuguesa – e não a</p><p>um referencial estético.</p><p>IV. As produções literárias neste período prendem-se à</p><p>literatura portuguesa, integrando o conjunto das chamadas</p><p>literaturas de viagens ultramarinas, e aos valores da cultura</p><p>greco-latina.</p><p>V. As produções literárias deste período constituem um</p><p>painel da vida dos anos iniciais do Brasil colônia,</p><p>retratando os primeiros contatos entre os europeus e a</p><p>realidade da nova terra.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Somente as afirmativas I, IV e V são verdadeiras.</p><p>b) Somente a afirmativa II é verdadeira.</p><p>c) Somente as afirmativas I, II, III e V são verdadeiras.</p><p>d) Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras.</p><p>e) Todas as afirmativas são verdadeiras.</p><p>8) (VPNE) O Quinhentismo representa a primeira</p><p>manifestação literária no Brasil que também ficou</p><p>conhecida como "literatura de informação". É a</p><p>denominação genérica de todas as manifestações literárias</p><p>ocorridas no Brasil durante o século XVI, no momento em</p><p>que a cultura europeia foi introduzida no país. Nesse</p><p>período, ainda não se trata de literatura genuinamente</p><p>brasileira.</p><p>São autores do Quinhentismo:</p><p>a) Pero Vaz de Caminha - José de Anchieta - Pero de</p><p>Magalhães Gândavo - Manuel da Nóbrega</p><p>b) Pero Vaz de Caminha - José de Anchieta - Augusto dos</p><p>Anjos - Gonçalves Dias</p><p>c) Gregório de Matos - José de Anchieta - Pero de</p><p>Magalhães Gândavo - Curz e Sousa</p><p>d) Pero Vaz de Caminha - Casimiro de Abreu - Pero de</p><p>Magalhães Gândavo - Castro Alves</p><p>e) Pero Vaz de Caminha - Álvares de Azevedo - Álvares</p><p>de Azevedo - Bento Teixeira</p><p>9) (UNISA) A “literatura jesuíta”, nos primórdios de nossa</p><p>história:</p><p>a) tem grande valor informativo;</p><p>b) marca nossa maturação clássica;</p><p>c) visa à catequese do índio, à instrução do colono e sua</p><p>assistência religiosa e moral;</p><p>d) está a serviço do poder real;</p><p>e) tem fortes doses nacionalistas.</p><p>10) (UFRN) Define-se a Literatura Informativa no Brasil como</p><p>a) as obras que visavam a tornar mais acessíveis aos</p><p>indígenas os dogmas do cristianismo.</p><p>b) a prova de que os autores brasileiros tinham em mente</p><p>emancipar-se da influência européia.</p><p>c) reflexo de traços do espírito expansionista da época</p><p>colonial.</p><p>d) a prova do sentimento de religiosidade que caracterizou</p><p>os primeiros habitantes da nova terra descoberta.</p><p>e) a descrição dos hábitos de nomadismo predominantes</p><p>entre os índios.</p><p>11) (UFSM) O Quinhentismo, enquanto manifestação literária,</p><p>pode ser definido como uma época em que:</p><p>I – não se pode falar, ainda, na existência de uma literatura</p><p>brasileira, pois a cultura portuguesa estabelecia as formas</p><p>de pensamento e expressão para os escritores na colônia;</p><p>II – se pode falar na existência de uma literatura brasileira</p><p>porque, ao descreverem o Brasil, os textos mostram um</p><p>forte instinto de nacionalidade, na medida em que todos os</p><p>escritores eram nativos da terra;</p><p>III – a produção escrita se prende à descrição da terra e do</p><p>índio ou a textos escritos pelos jesuítas, ou seja, uma</p><p>produção informativa e doutrinária.</p><p>Está(ão) correta(s):</p><p>a) Apenas I.</p><p>b) Apenas II.</p><p>c) Apenas I e III.</p><p>d) Apenas II e III.</p><p>e) Apenas III.</p><p>12) (UFPB) O texto de Gabriel Soares de Sousa filia-se à</p><p>vertente da literatura brasileira conhecida como</p><p>“manifestações literárias” (século XVI). Nesse texto,</p><p>verifica-se o predomínio da</p><p>a) função referencial da linguagem, embora se apresentem</p><p>traços estilísticos comuns à produção literária da época.</p><p>b) função emotiva da linguagem, registrando impressões e</p><p>sentimentos de natureza lírica.</p><p>c) função poética da linguagem, visto que se trata de um</p><p>texto de cunho histórico.</p><p>d) linguagem conotativa, por se tratar de um texto</p><p>eminentemente literário.</p><p>e) função apelativa da linguagem, uma vez que o receptor</p><p>da mensagem é posto em destaque.</p><p>13) (Ufam) Caracteriza a literatura dos viajantes, no primeiro</p><p>século de existência do Brasil:</p><p>a) A constatação de que a terra não possuía nem ouro nem</p><p>prata em grande quantidade e que, por isso, não merecia</p><p>ser explorada.</p><p>b) O espanto do europeu diante do desconhecido, de um</p><p>mundo estranho e fascinante, encarado como a própria</p><p>representação do paraíso.</p><p>c) A aceitação do índio como um indivíduo que, embora</p><p>praticasse uma religião diferente, deveria ter sua cultura</p><p>respeitada.</p><p>25</p><p>d) O registro de que se fazia necessário estudar as diversas</p><p>línguas existentes, como forma de manter um saudável</p><p>intercâmbio com os povos nativos.</p><p>e) O elogio dos índios pela sua falta de ambição quanto ao</p><p>acúmulo de bens materiais, o que os fazia viver felizes.</p><p>14) (Ufam) A respeito das primeiras manifestações literárias</p><p>no Brasil, NÃO é correto afirmar:</p><p>a) José de Anchieta escreveu um manual prático, intitulado</p><p>Diálogo sobre a conversão do gentio, com evidentes</p><p>intenções pedagógicas, nele expondo sobre a melhor</p><p>forma de lidar com os indígenas.</p><p>b) Em sua Carta, Pero Vaz de Caminha descreveu a</p><p>paisagem do litoral brasileiro e o aspecto físico dos</p><p>índios, admirando-se da ausência de preconceito que</p><p>eles demonstravam em relação ao próprio corpo e à</p><p>nudez.</p><p>c) Pero de Magalhães Gandavo, demonstrando total</p><p>incompreensão, julgou os índios de forma irônica,</p><p>dizendo que, por não possuírem em sua língua as letras</p><p>F, L e R, não podiam ter nem Fé, nem Lei, nem Rei.</p><p>d) Os textos dos viajantes, no primeiro século de vida do</p><p>Brasil, foram escritos com o objetivo de informar a</p><p>Coroa Portuguesa sobre as potencialidades econômicas</p><p>da nova terra.</p><p>e) A Carta de Pero Vaz de Caminha é um documento</p><p>fundado numa visão mercantilista (a conquista de bens</p><p>materiais) e no espírito religioso (dilatação da fé cristã e</p><p>a conquista de novas almas para a cristandade).</p><p>15) (UMC-SP 2006) José de Anchieta faz parte de um período</p><p>da história cultural brasileira (século XVI) em que se</p><p>destacaram manifestações específicas: a chamada</p><p>“literatura informativa” e a “literatura jesuítica”. Assinale a</p><p>alternativa que apresenta um excerto característico desse</p><p>período.</p><p>a) Fazer pouco fruto a palavra de Deus no mundo pode</p><p>proceder de um de três princípios: ou da parte do</p><p>pregador,</p><p>ou da parte do ouvinte, ou da parte de Deus.</p><p>(Pe. Antônio Vieira)</p><p>b) Triste Bahia! ó quão dessemelhante / Estás e estou do</p><p>nosso antigo estado, / Pobre te vejo a ti, tu a mim</p><p>empenhado, / Rica te vi eu já, tu a mim abundante.</p><p>(Gregório de Matos)</p><p>c) Uma planta se dá também nesta Província, que foi da</p><p>ilha de São Tomé, com a fruita da qual se ajudam</p><p>muitas pessoas a sustentar a terra. […] A fruita dela se</p><p>chama banana. (Pero de Magalhães Gândavo)</p><p>d) Vós haveis de fugir ao som de padre-nossos, / Frutos da</p><p>carne infel, seios, pernas e braços, / E vós, múmias de</p><p>cal, dança macabra de ossos! (Alphonsus de</p><p>Guimaraens)</p><p>e) Os ritos semibárbaros dos Piagas, / Cultores de Tupã e a</p><p>terra virgem / Donde como dum trono enfim se abriram</p><p>/ Da Cruz de Cristo os piedosos braços. (Gonçalves</p><p>Dias)</p><p>Gabarito</p><p>1) E</p><p>2) D</p><p>3) B</p><p>4) C</p><p>5) C</p><p>6) D</p><p>7) C</p><p>8) A</p><p>9) C</p><p>10) C</p><p>11) C</p><p>12) A</p><p>13) B</p><p>14) A</p><p>15) C</p><p>26</p><p>Barroco</p><p>1) (EsSA 2018) Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado,</p><p>de vossa alta clemência me despido; porque quanto mais</p><p>lento delinquido, vos tenho a perdoar mais empenhado.</p><p>Gregório de Matos Guerra. Soneto. (fragmento) Disponível</p><p>em: (acesso em 15/03/2018)</p><p>Nessa estrofe, o eu lírico expressa uma construção de</p><p>linguagem típica do Barroco, conhecida como:</p><p>a) Maneirismo</p><p>b) Cubismo</p><p>c) Gongorismo</p><p>d) Cultismo</p><p>e) Conceptismo</p><p>2) (EsSA 2020) Sobre a arte barroca brasileira, pode se</p><p>afirmar que:</p><p>a) Usa linguagem rebuscada sem figuras de linguagem.</p><p>b) Há elementos do conceptismo, marcado pela relação da</p><p>argumentação.</p><p>c) Há uma presença de estilo tropical com elogios a</p><p>diversidade social.</p><p>d) Traz a ideia de que tudo pode ser estável.</p><p>e) Usa uma linguagem simples e objetiva, sem exageros.</p><p>3) (EsSA 2020) No Barroco, é apresentada uma temática que</p><p>expressa:</p><p>a) Uma fusão de visões, uma fuga da cidade.</p><p>b) Um dinamismo, uma consciência social.</p><p>c) Uma reflexão sobre a fragilidade humana, um destaque</p><p>ao contraste.</p><p>d) Um culto do contraste, uma simplicidade acima de tudo.</p><p>e) um pessimismo, uma idealização da natureza.</p><p>4) (EsPCEx 2017) “Se gostas de afetação e pompa de</p><p>palavras e do estilo que chamam culto, não me leias.</p><p>Quando esse estilo florescia, nasceram as primeiras</p><p>verduras do meu; mas valeu-me tanto sempre a clareza, que</p><p>só porque me entendiam comecei a ser ouvido. (…) Esse</p><p>desventurado estilo que hoje se usa, os que querem honrar</p><p>chamam-lhe culto, os que o condenam chamam-lhe escuro,</p><p>mas ainda lhe fazem muita honra. O estilo culto não é</p><p>escuro, é negro (…) e muito cerrado. É possível que somos</p><p>portugueses e havemos de ouvir um pregador em português</p><p>e não havemos de entender o que diz?!”</p><p>Padre Antônio Vieira, nesse trecho, faz uma crítica ao estilo</p><p>barroco conhecido como</p><p>a) conceptismo, por ser marcado pelo jogo de ideias, de</p><p>conceitos, seguindo um raciocínio lógico.</p><p>b) quevedismo, por utilizar-se de uma retórica aprimorada,</p><p>a exemplo de seu principal cultor: Quevedo.</p><p>c) antropocentrismo, caracterizado por mostrar o homem,</p><p>culto e inteligente, como centro do universo.</p><p>d) gongorismo, ao caracterizar-se por uma linguagem</p><p>rebuscada, culta e extravagante.</p><p>e) teocentrismo, caracterizado por padres escritores que</p><p>dominaram a literatura seiscentista.</p><p>5) (IDECAN 2015) Sobre o Barroco, analise as afirmativas.</p><p>I. As principais temáticas que permeiam os versos de</p><p>Gregório de Matos são: a religiosa, a satírica e a amorosa.</p><p>II. A prosa foi o estilo adotado por Padre Vieira para</p><p>compor seus célebres sermões, destinados ao púbico que</p><p>assistia às missas.</p><p>III. A obra Prosopopéia, de Bento Teixeira, é considerada</p><p>pelos teóricos nacionais como o marco inicial do Barroco</p><p>no Brasil. A obra é um poema satírico, de estilo conceptista</p><p>que ironiza a vida no período colonial no Brasil.</p><p>Estão corretas as afirmativas</p><p>a) I, II e III.</p><p>b) I e II, apenas.</p><p>c) I e III, apenas.</p><p>d) II e III, apenas.</p><p>6) (FUMARC 2013) Caracterizam o estilo</p><p>barroco, EXCETO:</p><p>a) A tentativa de unir Fé e Razão (Fusionismo).</p><p>b) A leveza da linguagem, os exemplos da vida de santos,</p><p>as fábulas moralistas.</p><p>c) O gosto por aspectos repugnantes da vida humana, o</p><p>culto ao feio (Feísmo)</p><p>d) A presença dos conflitos espirituais, a fugacidade do</p><p>tempo e da vida.</p><p>Texto para as questões 7 e 8</p><p>Aos Caramurus da Baía</p><p>Gregório de Matos</p><p>Há cousa como ver um Paiaiá</p><p>Mui prezado de ser Caramuru,</p><p>Descendente de sangue de Tatu,</p><p>Cujo torpe idioma é cobépá?</p><p>A linha feminina é carimá,</p><p>Moqueca, petitinga, caruru</p><p>Mingau de puba, vinho de caju,</p><p>Pisado em um pilão de Pirajá.</p><p>A masculina é um aricobé,</p><p>Cuja filha cobé um branco Paí</p><p>Dormiu no promontório de Passé.</p><p>O branco era um marau que veio aqui,</p><p>Ela era uma Índia de Maré,</p><p>Cobepá, aricobé, cobé, paí.</p><p>Glossário:</p><p>aricobé: variação de cobé, tribo indígena</p><p>caramurus da baía: fidalgos mestiços</p><p>carimá: farinha ou papa de mandioca</p><p>caruru: planta de uso alimentar.</p><p>cobepá: dialeto da tribo cobé, que habitava as cercanias de</p><p>salvador</p><p>marau: patife maré: ilha do recôncavo baiano</p><p>mingau de puba: papa de farinha de mandioca puba, comida</p><p>típica dos indígenas brasileiros</p><p>moqueca: guisado de peixe</p><p>paí: senhor branco</p><p>paiaiá: pajé</p><p>passé: localidade na bahia</p><p>pirajá: antiga terra dos índios tupinambás</p><p>petitinga: espécie de peixes pequeninos</p><p>7) (CESPE 2013) Considerando o poema acima apresentado,</p><p>o conjunto da obra de Gregório de Matos e o Barroco</p><p>brasileiro, assinale a opção correta.</p><p>a) A antítese entre feminino e masculino confere ao poema</p><p>uma atmosfera densa e contraditória, típica do</p><p>movimento Barroco no Brasil, e o desvincula de uma</p><p>tendência à crítica social.</p><p>b) No poema, a predominância da alegoria barroca anula o</p><p>significado real, denotativo, de termos como “cobépá”</p><p>(v.4); “petitinga” (v.6); “cobé” (v.10) e “marau” (v.12).</p><p>27</p><p>c) No último verso, o poeta abandona o caráter satírico e</p><p>proclama a superioridade da língua indígena frente à</p><p>língua do colonizador.</p><p>d) O poema privilegia a sátira, temática que se impôs como</p><p>símbolo da poesia de Gregório de Matos, dada a</p><p>ausência das demais expressões poéticas, como a do</p><p>lirismo amoroso, no conjunto da obra do poeta.</p><p>e) É perceptível no poema a tensão social entre periferia e</p><p>centro, entre ser mestiço e querer parecer fidalgo</p><p>europeu.</p><p>8) (CESPE 2013) Assinale a opção correta no que se refere à</p><p>associação entre o poema Aos Caramurus da Baía e as</p><p>relações sociais e históricas presentes no Barroco do Brasil</p><p>seiscentista.</p><p>a) A partir do ponto de vista adotado no poema, o poeta</p><p>expressa uma visão de mundo identificada à perspectiva</p><p>do indígena e do negro escravizados.</p><p>b) O emprego de vocábulos da língua indígena no poema</p><p>constituía um obstáculo para o público leitor do século</p><p>XVII, para o qual a língua, a cultura e a ascendência</p><p>indígenas eram, já àquela época, influências bastante</p><p>remotas.</p><p>c) No poema, há prevalência de uma preocupação com a</p><p>elaboração estética da linguagem, em detrimento de</p><p>uma descrição da vida social.</p><p>d) A linhagem apresentada no poema corresponde</p><p>historicamente à formação da cultura brasileira, fruto da</p><p>mistura pacífica e consensual entre brancos, indígenas e</p><p>negros.</p><p>e) O tema central do poema está associado à posição</p><p>periférica do colono brasileiro, que buscava negar sua</p><p>origem a fim de superar a condição colonial a que</p><p>estava sujeito.</p><p>9) (CESPE 2017)</p><p>Na obra satírica de Gregório de Matos, não há o ânimo</p><p>documentário ou a transfiguração hiperbólica, mas o</p><p>flagrante expressivo até a caricatura, o ataque se elevando a</p><p>denúncia, a ironia alegre ombreando com a revolta amarga,</p><p>em contraste com a transfiguração eufórica de outros</p><p>autores do tempo, em relação aos quais a sua poesia satírica</p><p>aparece como contracorrente desmistificadora. Ele</p><p>desdenha as aparências do mundo e desvenda a sua</p><p>iniquidade, com um pessimismo realista que não hesita em</p><p>entrar pela obscenidade e a crueza da vida do sexo. Poucos</p><p>foram tão fundo nos aspectos considerados baixos, que ele</p><p>trata com uma espécie de ímpeto justiceiro, que forra de</p><p>inesperado moralismo as suas diatribes. Através da sua obra</p><p>de rebelde apaixonado, transparece a irregularidade do</p><p>mundo brasileiro de então, com uma sociedade em que o</p><p>branco brutalizava o índio e o negro, as autoridades</p><p>prevaricavam, os clérigos pecavam a valer e a virtude</p><p>parecia às vezes uma farsa difícil de representar.</p><p>Antonio Candido. Iniciação à literatura brasileira:</p><p>resumo para principiantes.</p><p>São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP, 1999, p. 24-5 (com</p><p>adaptações)</p><p>A poesia satírica de Gregório de Matos, conforme se pode</p><p>deduzir do texto 10A2AAA, se constituiu de elementos</p><p>barrocos, como a antítese, presente no modo com que o</p><p>poeta apreendia a realidade — com “ironia alegre” e</p><p>“revolta amarga”. Considerando-se que esse ponto de vista</p><p>antitético foi a grande contribuição da literatura barroca</p><p>para a sociedade da época, é correto afirmar que, ao</p><p>desvendar a irregularidade do mundo por meio dos</p><p>violentos contrastes da linguagem, a sátira de Gregório de</p><p>Matos</p><p>a) ultrapassava o moralismo que regia as ações de</p><p>autoridades, clérigos e poetas nacionais.</p><p>b) provocava a real superação das iniquidades sociais.</p><p>c) evidenciava as fortes contradições da vida social</p><p>brasileira.</p><p>d) propunha a revolta dos colonizados contra a brutalidade</p><p>dos colonizadores.</p><p>e) destruía o jogo de aparências reinante nas relações</p><p>sociais do Brasil colonial.</p><p>Texto para a questão 10</p><p>As cousas do mundo</p><p>Neste mundo é mais rico o que mais rapa:</p><p>Quem mais limpo se faz, tem mais carepa;</p><p>Com sua língua, ao nobre o vil decepa.</p><p>O velhaco maior sempre tem capa.</p><p>Mostra o patife da nobreza o mapa:</p><p>Quem tem mão de agarrar, ligeiro trepa;</p><p>Quem menos falar pode, mais increpa:</p><p>Quem dinheiro tiver, pode ser Papa.</p><p>A flor baixa se inculca por tulipa;</p><p>Bengala hoje na mão, ontem garlopa:</p><p>Mais isento se mostra o que mais chupa.</p><p>Para a tropa do trapo vazo a tripa,</p><p>E mais não digo, porque a Musa topa</p><p>Em apa, epa, ipa, opa, upa.</p><p>Gregório de Matos. Seleção: poemas escolhidos.</p><p>José Miguel Wisnik. São Paulo: Cultrix, 1975</p><p>10) (FUNIVERSA 2010) Gregório de Matos, um dos primeiros</p><p>grandes poetas do Brasil, atinge grande repercussão,</p><p>principalmente quando aborda questões locais por meio de</p><p>sátiras afiadas que lhe renderam o apelido de Boca do</p><p>Inferno. No poema As cousas do mundo, percebe-se</p><p>a) abandono dos conflitos barrocos e adesão a uma postura</p><p>alienada e jocosa de valorização da irreverência.</p><p>b) forma poética habilmente estruturada por meio de</p><p>inversões sintáticas em versos decassílabos, organizados</p><p>em esquemas rítmicos interpolados e mistos.</p><p>c) uso metafórico dos vocábulos “flor” e “tulipa”, para</p><p>denunciar, por meio de imagens da natureza, a</p><p>efemeridade da vida humana.</p><p>d) tom agressivo e petulante, que revela o despeito,</p><p>presente em acusações descontextualizadas, uma vez</p><p>que o autor não demonstrou consciência alguma acerca</p><p>do contexto da época.</p><p>e) construção poética clássica, com valorização da imagem</p><p>da musa como representante da nobreza e da beleza que</p><p>atravessa todas as épocas.</p><p>11) (FEPESE 2010) Considere as afirmativas abaixo.</p><p>1. A referência ao aspecto “barroco” do Hino Nacional</p><p>brasileiro, no segundo parágrafo do texto, tem conotação</p><p>depreciativa, significando “muito ornamentado”.</p><p>2. Sobre o movimento artístico Barroco, pode-se afirmar</p><p>que abordava temas religiosos com ênfase nos dualismos</p><p>que refletem o conflito espiritual.</p><p>28</p><p>3. Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga, é um</p><p>poema barroco que tem como fundo a Inconfidência</p><p>Mineira.</p><p>4. O maior representante do Barroco brasileiro foi Gregório</p><p>de Matos, que se revelou um mestre na poesia lírico-</p><p>religiosa. Nela mostrava-se como era: um ser torturado e</p><p>conflitado.</p><p>5. As palavras “iluminismo” e ‘ilustração” caracterizam as</p><p>manifestações artísticas do século XVI, no Brasil, durante o</p><p>qual se cultivou a literatura barroca.</p><p>Assinale a alternativa que indica todas as</p><p>afirmativas corretas.</p><p>a) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.</p><p>b) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.</p><p>c) São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.</p><p>d) São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 5.</p><p>e) São corretas apenas as afirmativas 2, 4 e 5.</p><p>12) (UECE-CEV 2018) No que diz respeito ao Barroco no</p><p>Brasil, escreva V para o que for verdadeiro e F para o que</p><p>for falso.</p><p>( ) marco inicial da literatura barroca brasileira é o</p><p>surgimento do poema “Prosopopeia”, escrito por Botelho</p><p>de Oliveira em 1601.</p><p>( ) Durante a vigência da estética barroca, importada</p><p>diretamente da Espanha, nessa altura dominando Portugal, e</p><p>dos poetas portugueses do século XVI, cultivam-se a</p><p>poesia, a historiografia, a literatura doutrinária ou de</p><p>informação da terra e a oratória.</p><p>( ) Os principais escritores barrocos em língua</p><p>portuguesa no Brasil são Botelho de Oliveira, Bento</p><p>Teixeira, Gregório de matos e Frei Manuel de Santa Maria</p><p>Itaparica.</p><p>( ) Como manifestação coletiva do Barroco, mostrando já</p><p>uma certa estruturação da vida intelectual, surgiram as</p><p>Academias, que eram grêmios literários ou eruditos,</p><p>inspirados em modelos portugueses.</p><p>A sequência correta, de cima para baixo, é</p><p>a) V, F, F, V.</p><p>b) F, V, F, F.</p><p>c) V, F, V, F.</p><p>d) F, V, V, V.</p><p>13) (UECE-CEV 2018) Atente para o que se afirma a seguir</p><p>sobre o cenário social e político onde se situa a literatura</p><p>barroca.</p><p>I. No início das manifestações barrocas, o Brasil vivia na</p><p>fase da exploração do ouro, razão pela qual os principais</p><p>centros urbanos estavam localizados nas regiões ricas em</p><p>ouro.</p><p>II. Como a vida econômica da colônia estava concentrada</p><p>no Nordeste, explica ser essa a região onde se encontravam</p><p>os principais artistas e escritores, inclusive por Salvador ser</p><p>a Capital do Brasil de 1549 até 1763.</p><p>III. O olhar crítico de Gregório de Matos revela os aspectos</p><p>negativos da vida na Bahia e em Minas Gerais nos fins do</p><p>século XVII. Denuncia com irreverência, a corrupção</p><p>econômica dos políticos e a corrupção moral dos padres e</p><p>das freiras.</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>a) I e III apenas.</p><p>b) II e III apenas.</p><p>c) I e II apenas.</p><p>d) I, II e III.</p><p>14) (IFB 2016) Segundo Bosi (2013), “na esteira do Camões</p><p>épico e das epopeias menores dos fins do século XVI, o</p><p>poemeto em oitavas heroicas publicado em 1601 pode ser</p><p>considerado um primeiro e canhestro exemplo de</p><p>maneirismo nas letras da colônia”. Considerando a</p><p>literatura barroca no Brasil, tal excerto se refere a:</p><p>a) Prosopopeia, de Bento Teixeira.</p><p>b) Triste Bahia, de Gregório de Matos.</p><p>c) Sermão da Sexagésima, de Antônio Vieira.</p><p>d) Música do Parnaso, de Botelho de Oliveira.</p><p>e) Sermão XIV do Rosário, de Antônio Vieira.</p><p>15) (IMA 2018) Sobre cultismo e conceptismo, os dois</p><p>aspectos construtivos do Barroco, assinale a única</p><p>alternativa incorreta:</p><p>a) O cultismo e o conceptismo são partes construtivas do</p><p>Barroco que não se excluem. O dois elementos podem</p><p>ocorrer no mesmo autor e texto.</p><p>b) O cultismo significa “jogo de palavras”, também</p><p>chamado de Gongorismo. O conceptismo é conhecido</p><p>como “jogo de ideias”, também chamado de</p><p>Quevedismo.</p><p>c) O cultismo é marcado pelo rebuscamento da linguagem,</p><p>emprego de figuras semânticas, sintáticas e sonoras. O</p><p>conceptismo é perceptível pelo uso de argumentos</p><p>racionais, ou seja, do pensamento lógico, valorizando o</p><p>conteúdo textual.</p><p>d) O Padre Antônio Vieira foi um defensor do cultismo.</p><p>16) (UFRGS) Considere as seguintes afirmações sobre o</p><p>Barroco brasileiro:</p><p>I. A arte barroca caracteriza-se por apresentar dualidades,</p><p>conflitos, paradoxos e contrastes, que</p><p>convivem tensamente</p><p>na unidade da obra.</p><p>II. O conceptismo e o cultismo, expressões da poesia</p><p>barroca, apresentam um imaginário bucólico, sempre</p><p>povoado de pastoras e ninfas.</p><p>III. A oposição entre Reforma e Contra-Reforma expressa,</p><p>no plano religioso, os mesmos dilemas de que o Barroco se</p><p>ocupa.</p><p>Quais estão corretas?</p><p>a) Apenas I.</p><p>b) Apenas II.</p><p>c) Apenas III.</p><p>d) Apenas I e III.</p><p>e) I, II e III.</p><p>17) (UFV-MG) Considere as afirmações que se seguem.</p><p>Todas elas vinculam a poesia de Gregório de Matos aos</p><p>princípios estéticos e ideológicos do Barroco brasileiro,</p><p>exceto:</p><p>a) a vertente lírica da poética de Gregório de Matos</p><p>cultuou o amor feito de pequenos afetos, da meiga</p><p>ternura e dos torneios gentis, tendo como cenário o</p><p>ambiente campestre e pastoril.</p><p>b) o “Boca do Inferno” insurgiu-se não só contra os</p><p>desmandos administrativos e políticos da Bahia do</p><p>século XVII, mas contra o próprio ser humano, que, na</p><p>concepção do poeta, é por natureza corrupto e mau.</p><p>c) os poemas religiosos de Gregório de Matos fundiram a</p><p>contemplação da divindade, o complexo de culpa, o</p><p>desejo de arrependimento e o horror de ser pó,</p><p>sensações, enfim, frequentes no atormentado espírito</p><p>barroco.</p><p>29</p><p>d) o significado social do Barroco brasileiro foi marcante,</p><p>uma vez que a poesia de Gregório de Matos revestiu-se</p><p>de alto sentido crítico aos vícios e violências da</p><p>sociedade colonial.</p><p>e) a produção literária de Gregório de Matos dividiu-se</p><p>entre a temática lírico-religiosa e uma visão crítica das</p><p>mazelas sociais oriundas do processo de colonização no</p><p>Brasil.</p><p>18) (UEL) Assinale a alternativa cujos termos preenchem</p><p>corretamente as lacunas do texto inicial.</p><p>Como bom barroco e oportunista que era, este poeta de um</p><p>lado lisonjeia a vaidade dos fidalgos e poderosos, de outro</p><p>investe contra os governadores, os “falsos fidalgos”. O fato</p><p>é que seus poemas satíricos constituem um vasto painel</p><p>……………….., que …………….. compôs com rancor e</p><p>engenho ainda hoje admirados pela expressividade.</p><p>a) do Brasil do século XIX – Gregório de Matos</p><p>b) da sociedade mineira do século XVIII – Cláudio Manuel</p><p>da Costa</p><p>c) da Bahia do século XVII – Gregório de Matos</p><p>d) do ciclo da cana-de-açúcar – Antônio Vieira</p><p>e) da exploração do ouro em Minas – Cláudio Manuel da</p><p>Costa.</p><p>19) (UFRGS) Assinale a alternativa que preenche</p><p>adequadamente as lacunas do texto abaixo, na ordem em</p><p>que aparecem.</p><p>Padre Antônio Vieira é um dos principais autores do</p><p>……………….., movimento em que o homem é conduzido</p><p>pela ……………….. e que tem, entre suas características, o</p><p>……………….., com seu jogo de palavras, de imagens e de</p><p>construção, e o ……………….., o uso de silogismo,</p><p>processo racional de demonstrar uma asserção.</p><p>a) Gongorismo – exaltação vital – cultismo – preciosismo</p><p>b) Conceptismo – fé – preciosismo – gongorismo</p><p>c) Barroco – depressão vital – conceptismo – cultismo</p><p>d) Conceptismo – depressão vital – gongorismo –</p><p>preciosismo</p><p>e) Barroco – fé – cultismo – conceptismo</p><p>20) (UFV-MG) Leia atentamente o fragmento do sermão do</p><p>Padre Antônio Vieira:</p><p>A primeira cousa que me desedifica, peixes, de vós, é que</p><p>comeis uns aos outros. Grande escândalo é este, mas a</p><p>circunstância o faz ainda maior. Não só vos comeis uns aos</p><p>outros, senão que os grandes comem os pequenos. Se fora</p><p>pelo contrário era menos mal. Se os pequenos comeram os</p><p>grandes, bastara um grande para muitos pequenos; mas</p><p>como os grandes comem os pequenos, não bastam cem</p><p>pequenos, nem mil, para um só grande […]. Os homens,</p><p>com suas más e perversas cobiças, vêm a ser como os</p><p>peixes que se comem uns aos outros. Tão alheia cousa é</p><p>não só da razão, mas da mesma natureza, que, sendo</p><p>criados no mesmo elemento, todos cidadãos da mesma</p><p>pátria, e todos finalmente irmãos, vivais de vos comer.</p><p>(VIEIRA, Antônio. Obras Completas do Padre Antônio</p><p>Vieira: sermões. Prefaciados e revistos pelo Pe. Gonçalo</p><p>Alves. Porto: Lello e Irmão — Editores, 1993. v. III, p.</p><p>264-265.)</p><p>O texto de Vieira contém algumas características do</p><p>Barroco. Dentre as alternativas abaixo, assinale aquela em</p><p>que não se confirmam essas tendências estéticas.</p><p>a) O culto do contraste, sugerindo a oposição bem / mal,</p><p>em linguagem simples, concisa, direta e expressiva da</p><p>intenção barroca de resgatar os valores greco-latinos.</p><p>b) A tentativa de convencer o homem do século XVII,</p><p>imbuído de práticas e sentimentos comuns ao</p><p>semipaganismo renascentista, a retomar o caminho do</p><p>espiritualismo medieval, privilegiando os valores</p><p>cristãos.</p><p>c) A presença do discurso dramático, recorrendo ao</p><p>princípio horaciano de “ensinar deleitando” —</p><p>tendência didática e moralizante, comum à</p><p>Contrarreforma.</p><p>d) O tratamento do tema principal — a denúncia à cobiça</p><p>humana — através do conceptismo, ou jogo de ideias.</p><p>e) A utilização da alegoria, da comparação, como recursos</p><p>oratórios, visando à persuasão do ouvinte.</p><p>21) (Unip-SP) Sobre cultismo e conceptismo, os dois aspectos</p><p>construtivos do Barroco, assinale a única alternativa</p><p>INCORRETA.</p><p>a) O cultismo opera através de analogias sensoriais,</p><p>valorizando a identificação dos seres por metáforas.</p><p>b) Cultismo e conceptismo são partes construtivas do</p><p>Barroco que não se excluem. É possível localizar no</p><p>mesmo autor e até no mesmo texto os dois elementos.</p><p>c) O cultismo é perceptível no rebuscamento da</p><p>linguagem, pelo abuso no emprego de figuras</p><p>semânticas, sintáticas e sonoras. O conceptismo valoriza</p><p>a atitude intelectual, o que se concretiza no discurso</p><p>pelo emprego de sofismas, silogismos, paradoxos, etc.</p><p>d) O cultismo na Espanha, em Portugal e no Brasil é</p><p>também conhecido como gongorismo e seu mais</p><p>ardente defensor, entre nós, foi o padre Antônio Vieira,</p><p>que, no “Sermão da Sexagésima”, propõe a primazia da</p><p>palavra sobre a ideia.</p><p>e) Os métodos cultistas mais seguidos por nossos poetas</p><p>foram os de Gôngora e Marini, e o conceptismo de</p><p>Quevedo foi o que maiores influências deixou em</p><p>Gregório de Matos.</p><p>22) (UFRGS) Assinale com VERDADEIRO (V) ou FALSO</p><p>(F) as afirmações a seguir sobre os dois grandes nomes do</p><p>Barroco brasileiro.</p><p>( ) A obra poética de Gregório de Matos oscila entre os</p><p>valores transcendentais e os valores mundanos,</p><p>exemplificando as tensões do seu tempo.</p><p>( ) Os sermões do Padre Vieira caracterizam-se por uma</p><p>construção de imagens desdobradas em numerosos</p><p>exemplos que visam a enfatizar o conteúdo da pregação.</p><p>( ) Gregório de Matos e o Padre Vieira, em seus poemas</p><p>e sermões, mostram exacerbados sentimentos patrióticos</p><p>expressos em linguagem barroca.</p><p>( ) A produção satírica de Gregório de Matos e o tom dos</p><p>sermões do Padre Vieira representam duas faces da alma</p><p>barroca no Brasil.</p><p>( ) O poeta e o pregador alertam os contemporâneos para</p><p>o desvio operado pela retórica retumbante e vazia.</p><p>A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses,</p><p>de cima para baixo, é:</p><p>a) V F F F F.</p><p>b) V V V V F.</p><p>c) V V F V F.</p><p>d) F F V V V.</p><p>e) F F F V V.</p><p>30</p><p>23) (UFSM-RS) Leia o trecho de um sermão do Padre Antônio</p><p>Vieira.</p><p>Será porventura o estilo que hoje se usa nos púlpitos um</p><p>estilo tão empeçado, um estilo tão dificultoso, um estilo tão</p><p>afetado, um estilo tão encontrado a toda parte e a toda a</p><p>natureza? O estilo há de ser muito fácil e muito natural.</p><p>Compara Cristo o pregar e o semear, porque o semear é</p><p>uma arte que tem mais de natureza que de arte.</p><p>O objetivo do autor é:</p><p>a) destacar que a naturalidade – propriedade da natureza –</p><p>pode tornar mais claro o estilo das pregações religiosas.</p><p>b) salientar que o estilo usado na Igreja, naquela época,</p><p>não era afetado nem dificultoso.</p><p>c) argumentar que a lição de Cristo é desnecessária para os</p><p>objetivos da pregação religiosa.</p><p>d) lamentar o fato de os sermões serem dirigidos dos</p><p>púlpitos, excluindo da audiência as pessoas que ficavam</p><p>fora da Igreja.</p><p>e) mostrar que, segundo o exemplo de Cristo, pregar e</p><p>semear afetam</p><p>o estilo, porque são práticas</p><p>inconciliáveis.</p><p>24) (UE-PR) O Barroco manifesta-se entre os séculos XVI e</p><p>XVII, momento em que os ideais da Reforma entram em</p><p>confronto com a Contra-Reforma católica, ocasionando no</p><p>plano das artes uma difícil conciliação entre o teocentrismo</p><p>e o antropocentrismo. A alternativa que contém os versos</p><p>que melhor expressam este conflito é:</p><p>a) Um paiá de Monal, bonzo bramá,</p><p>Primaz da Cafraria do Pegu,</p><p>Que sem ser do Pequim, por ser do Açu,</p><p>Quer ser filho do sol, nascendo cá.</p><p>(Gregório de Matos)</p><p>b) Temerária, soberba, confiada,</p><p>Por altiva, por densa, por lustrosa,</p><p>A exaltação, a névoa, a mariposa,</p><p>Sobe ao sol, cobre o dia, a luz lhe enfada.</p><p>(Botelho de Oliveira)</p><p>c) Fábio, que pouco entendes de finezas!</p><p>Quem faz só o que pode a pouco obriga:</p><p>Quem contra os impossíveis se afadiga,</p><p>A esse cede amor em mil ternezas.</p><p>(Gregório de Matos)</p><p>d) Luzes qual sol entre astros brilhadores,</p><p>Se bem rei mais propício, e mais amado;</p><p>Que ele estrelas desterra em régio estado,</p><p>Em régio estado não desterras flores.</p><p>(Botelho de Oliveira)</p><p>e) Pequei Senhor; mas não porque hei pecado,</p><p>Da vossa alta clemência me despido;</p><p>Porque quanto mais tenho delinqüido,</p><p>Vos tenho a perdoar mais empenhado.</p><p>(Gregório de Matos)</p><p>25) (Unopar) Considere as seguintes afirmações:</p><p>I. A temática e a linguagem barroca expressam os conflitos</p><p>experimentados pelo homem do século XVII.</p><p>II. A linguagem barroca caracteriza-se pelo emprego de</p><p>figuras, como a comparação e a alegoria, entre outras.</p><p>III. A antítese e o paradoxo são as figuras que a linguagem</p><p>barroca emprega para expressar a divisão entre mundo</p><p>material e mundo espiritual.</p><p>IV. A estética barroca privilegia a visão racional do mundo</p><p>e das relações humanas, buscando na linguagem a fuga às</p><p>constrições do dia-a-dia.</p><p>Dentre elas, apenas:</p><p>a) I e III estão corretas.</p><p>b) II e IV estão corretas.</p><p>c) III está correta.</p><p>d) I, II e IV estão corretas.</p><p>e) I, II e III estão corretas.</p><p>26) (CESMAC 2017) No Brasil, o maior poeta barroco foi</p><p>Gregório de Matos (1623-1696). Sua poesia suscita</p><p>interesse tanto por ser um documento da vida social,</p><p>política, religiosa e cultural do Brasil seiscentista, quanto</p><p>pelo seu valor literário. Sendo assim, assinale quais são</p><p>esses traços que caracterizam a sua poesia e que promovem</p><p>nos leitores esse duplo interesse?</p><p>1) Os seus versos satirizam os seus desafetos pessoais e</p><p>políticos.</p><p>2) Os seus versos passam ao largo de qualquer crítica social</p><p>e política.</p><p>3) Muitos dos seus versos revelam um poeta religioso e</p><p>devoto.</p><p>4) Os seus versos satirizavam os mestiços e a elite branca.</p><p>5) Toda a sua obra poética é escrita em sonetos.</p><p>Estão corretas apenas:</p><p>a) 1, 3 e 4</p><p>b) 1, 2 e 3</p><p>c) 1, 2 e 4</p><p>d) 2, 4 e 5</p><p>e) 3, 4 e 5</p><p>27) (AGIRH 2020) Sobre o barroco:</p><p>I-A literatura barroca no Brasil foi introduzida pelos</p><p>portugueses, quando não havia uma produção cultural</p><p>significante no país.</p><p>II- A produção literária nesse período não é reconhecida</p><p>como genuinamente nacional, mas um estilo absorvido e</p><p>resultante do período colonial.</p><p>III- Sua linguagem é rebuscada e ambígua. Caracteriza-se</p><p>por utilizar largamente figuras linguagem: metáfora;</p><p>antítese; o paradoxo; e a sinestesia.</p><p>IV-Neste período tem destaque: Gregório de Matos, por</p><p>suas poesias, e o padre Antônio Vieira, por seus sermões.</p><p>Além deles, temos Bento Teixeira (1561-1600), autor do</p><p>poema Prosopopéia, de 1601, que costuma ser considerado</p><p>o marco inicial do Barroco brasileiro</p><p>Assinale a alternativa correta:</p><p>a) I e II</p><p>b) I, II e III</p><p>c) II, III e IV</p><p>d) I, II, III e IV</p><p>28) (ESPM 2019) A visão depreciativa da existência humana</p><p>pode ser constatada no seguinte fragmento de Gregório de</p><p>Matos:</p><p>Que és terra Homem, e em terra hás de tornar-te, Te</p><p>lembra hoje Deus por sua Igreja,</p><p>Identifique em um dos trechos abaixo aquele que possua a</p><p>mesma temática.</p><p>a) Mamãe vestida de rendas Tocava piano no caos Uma</p><p>noite abriu as asas Cansada de tanto som, Equilibrou-</p><p>se no azul, De tonta não mais olhou Para mim, para</p><p>ninguém! Cai no álbum de retratos.</p><p>(“Pré-história”, de Murilo Mendes)</p><p>31</p><p>b) E de repente, sim, ali estava a coisa verdadeira. Um</p><p>retrato antigo de alguém que não se conhece e nunca se</p><p>reconhecerá por- que o retrato é antigo ou porque o</p><p>retrata- do tornou-se pó.</p><p>(Perto do Coração Selvagem, de Clarice Lispector)</p><p>c) Cada estação da vida é uma edição, que corrige a</p><p>anterior, e que será corrigida também, até a edição</p><p>definitiva, que o editor dá de graça aos vermes.</p><p>(Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de</p><p>Assis)</p><p>d) Daqui em diante aparece o reverso da medalha. Seguiu-</p><p>se a morte de Dona Maria, a do Leonardo-Pataca, e</p><p>uma enfiada de acontecimentos tristes que pouparemos</p><p>aos leitores, fazendo aqui o ponto final.</p><p>(Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel</p><p>Antônio de Almeida)</p><p>e) O homem, em qualquer estado que esteja, é certo que</p><p>foi pó, e há de tornar a ser pó. Foi pó, e há de tomar a</p><p>ser pó? Logo é pó. Porque tudo o que vive nesta vida,</p><p>não é o que é: é o que foi e o que há de ser.</p><p>(Sermão de Quarta-Feira de Cinzas, do Padre</p><p>Antônio Vieira)</p><p>29) (ENEM 2014) Sermão da Sexagésima</p><p>Nunca na Igreja de Deus houve tantas pregações, nem tantos</p><p>pregadores como hoje. Pois se tanto se semeia a palavra de</p><p>Deus, como é tão pouco o fruto? Não há um homem que em</p><p>um sermão entre em si e se resolva, não há um moço que se</p><p>arrependa, não há um velho que se desengane. Que é isto?</p><p>Assim como Deus não é hoje menos onipotente, assim a sua</p><p>palavra não é hoje menos poderosa do que dantes era. Pois se a</p><p>palavra de Deus é tão poderosa; se a palavra de Deus tem hoje</p><p>tantos pregadores, por que não vemos hoje nenhum fruto da</p><p>palavra de Deus? Esta, tão grande e tão importante dúvida,</p><p>será a matéria do sermão. Quero começar pregando-me a mim.</p><p>A mim será, e também a vós; a mim, para aprender a pregar; a</p><p>vós, que aprendais a ouvir.</p><p>VIEIRA, A. Sermões Escolhidos, v. 2. São Paulo: Edameris,</p><p>1965</p><p>No Sermão da sexagésima, padre Antônio Vieira questiona a</p><p>eficácia das pregações. Para tanto, apresenta como estratégia</p><p>discursiva sucessivas interrogações, as quais têm por objetivo</p><p>principal</p><p>a) provocar a necessidade e o interesse dos fiéis sobre o</p><p>conteúdo que será abordado no sermão.</p><p>b) conduzir o interlocutor à sua própria reflexão sobre os</p><p>temas abordados nas pregações.</p><p>c) apresentar questionamentos para os quais a Igreja não</p><p>possui respostas.</p><p>d) inserir argumentos à tese defendida pelo pregador sobre a</p><p>eficácia das pregações.</p><p>e) questionar a importância das pregações feitas pela Igreja</p><p>durante os sermões.</p><p>30) (Prefeitura de Xanxerê-SC 2021) Uma das características da</p><p>arte literária barroca é o Gongorismo, definido como:</p><p>a) O aspecto construtivo do Barroco, voltado para o jogo das</p><p>ideias e dos conceitos.</p><p>b) A preocupação com as associações inesperadas, seguindo</p><p>um raciocínio lógico, racionalista.</p><p>c) O reflexo do dilema em que vivia o homem do</p><p>seiscentismo (os anos de 1600). Daí as preferências por</p><p>temas opostos: espírito e matéria, perdão e pecado, bem e</p><p>mal, céu e inferno. Tudo isso gerava a preocupação com a</p><p>brevidade da vida.</p><p>d) Nenhuma das alternativas.</p><p>32</p><p>Gabarito</p><p>1) E</p><p>2) B</p><p>3) C</p><p>4) D</p><p>5) B</p><p>6) B</p><p>7) E</p><p>8) E</p><p>9) C</p><p>10) B</p><p>11) B</p><p>12) D</p><p>13) B</p><p>14) A</p><p>15) D</p><p>16) D</p><p>17) A</p><p>18) C</p><p>19) E</p><p>20) A</p><p>21) D</p><p>22) C</p><p>23) A</p><p>24) E</p><p>25) E</p><p>26) A</p><p>27) D</p><p>28) E</p><p>29) A</p><p>30) D</p><p>33</p><p>Arcadismo</p><p>1) (EsSA 2017) O Arcadismo brasileiro originou-se e teve</p><p>maior expressão em (no):</p><p>a) Ceará</p><p>b) Rio de Janeiro</p><p>c) Mato Grosso do Sul</p><p>d) São Paulo</p><p>e) Minas Gerais</p><p>2) (EsPCEx 2013) Leia os versos abaixo:</p><p>“Se não tivermos lãs e peles finas,</p><p>podem mui bem cobrir as carnes nossas</p><p>as peles dos cordeiros mal curtidas,</p><p>e os panos feitos com as lãs mais grossas.</p><p>Mas ao menos será o teu vestido</p><p>por</p><p>mãos de amor, por minhas mãos cosido.”</p><p>A característica presente na poesia árcade, presente no</p><p>fragmento acima, é</p><p>a) aurea mediocritas.</p><p>b) cultismo.</p><p>c) ideias iluministas.</p><p>d) conflito espiritual.</p><p>e) carpe diem.</p><p>3) (EsPCEx 2014) A temática do Arcadismo presente nos</p><p>versos abaixo é o</p><p>“Se o bem desta choupana pode tanto,</p><p>Que chega a ter mais preço, e mais valia,</p><p>Que da Cidade o lisonjeiro encanto”</p><p>a) “carpe diem”.</p><p>b) paganismo.</p><p>c) “fugere urbem”.</p><p>d) fingimento poético.</p><p>e) louvor histórico.</p><p>4) (EsPCEx 2016) Leia poesia a seguir.</p><p>Não indagues, Leucónoe</p><p>Não indagues, Leucónoe, ímpio é saber,</p><p>a duração da vida</p><p>que os deuses decidiram conceder-nos,</p><p>nem consultes os astros babilônios:</p><p>melhor é suportar</p><p>tudo o que acontecer.</p><p>[…]</p><p>Enquanto conversamos,</p><p>foge o tempo invejoso.</p><p>Desfruta o dia de hoje, acreditando</p><p>o mínimo possível no amanhã.</p><p>A segunda estrofe da poesia horaciana faz referência ao(s)</p><p>a) teocentrismo.</p><p>b) amor cortês.</p><p>c) feitos heroicos.</p><p>d) carpe diem.</p><p>e) amor platônico.</p><p>5) (EsPCEx 2019) Influenciados pelo poeta latino Horácio, os</p><p>poetas árcades costumam reaproveitar dois temas da</p><p>tradição clássica: o fugere urbem e o aurea mediocritas.</p><p>Assinale o trecho de Cláudio Manuel da Costa que</p><p>apresenta essas características:</p><p>a) “Como, ó Céus, para os ver terei constância, / Se cada</p><p>flor me lembra a formosura / Da bela causadora de</p><p>minha ânsia?”</p><p>b) “Se o bem desta choupana pode tanto, / Que chega a ter</p><p>mais preço, e mais valia, / Que da cidade o lisonjeiro</p><p>encanto;”</p><p>c) “Enfim serás cantada, Vila Rica, / Teu nome alegre</p><p>notícia, e já clamava; / Viva o senado! viva! repetia /</p><p>Itamonte, que ao longe o eco ouvia.”</p><p>d) “Já rompe, Nise, a matutina aurora / O negro manto,</p><p>com que a noite escura, / Sufocando do Sol a face pura,</p><p>/ Tinha escondido a chama brilhadora.”</p><p>e) “Destes penhascos fez a natureza / O berço, em que</p><p>nasci: oh quem cuidara, / Que entre penhas tão duras se</p><p>criara / Uma alma terna, um peito sem dureza.</p><p>6) (UFV-MG 2010) O carpe diem é um dos temas recorrentes</p><p>na poesia do Arcadismo que também pode aparecer na</p><p>poesia de outros estilos de época. entre as alternativas a</p><p>seguir, assinale aquela que NÃO apresenta um exemplo</p><p>desse tema:</p><p>a) Tristes lembranças! e que em vão componho</p><p>A memória da vossa sombra!</p><p>Que néscio em vós a ponderar me ponho!</p><p>COSTA, Cláudio Manuel da. Poemas escolhidos.</p><p>Rio de Janeiro: ediouro, 1997. p. 49.</p><p>b) Ah! não, minha Marília,</p><p>Aproveite-se o tempo, antes que faça</p><p>O estrago de roubar ao corpo as forças,</p><p>e ao semblante a graça!</p><p>GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. São</p><p>Paulo: Martin Claret. 2009. p. 48.</p><p>c) Gozai, gozai da flor da formosura,</p><p>Antes que o frio da madura idade</p><p>Tronco deixe despido, o que é verdura.</p><p>MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos. São Paulo:</p><p>Cultrix, 1976. p. 320.</p><p>d) Amanhã! – o que val’, se hoje existes!</p><p>Folga e ri de prazer e de amor;</p><p>hoje o dia nos cabe e nos toca,</p><p>De amanhã Deus somente é Senhor!</p><p>DIAS, Gonçalves. Poesia e prosa completas. Rio de</p><p>Janeiro: Nova Aguilar, 1998. p. 444.</p><p>7) (UFV-MG) Sobre o Arcadismo, anotamos:</p><p>I. Desenvolvimento do gênero lírico, em que os poetas</p><p>assumem postura de pastores e transformam a realidade</p><p>num quadro idealizado.</p><p>II. Composição do poema “Vila Rica” por Cláudio Manoel</p><p>da Costa, o Glauceste Satúrnio.</p><p>III. Predomínio da tendência mística e religiosa, expressiva</p><p>da busca do transcendente.</p><p>IV. Propagação de manuscritos anônimos de teor satírico e</p><p>conteúdo político, atribuídos a Tomás Antônio Gonzaga.</p><p>V. Presença de metáforas da mitologia grega na poesia</p><p>lírica, divulgando as ideias dos inconfidentes.</p><p>Considerando as anotações anteriores, assinale a alternativa</p><p>CORRETA.</p><p>a) Apenas I e III são verdadeiras.</p><p>b) Apenas II e IV são falsas.</p><p>c) Apenas II e V são verdadeiras.</p><p>d) Apenas III e V são falsas.</p><p>8) (PUC-Minas)</p><p>Texto I</p><p>Discreta e formosíssima Maria,</p><p>enquanto estamos vendo claramente</p><p>Na vossa ardente vista o Sol ardente,</p><p>e na rosada face a aurora fria;</p><p>enquanto pois produz, enquanto cria</p><p>essa esfera gentil, mina excelente</p><p>34</p><p>No cabelo o metal mais reluzente,</p><p>E na boca a mais f na pedraria.</p><p>Gozai, gozai da flor da formosura,</p><p>Antes que o frio da madura idade</p><p>Tronco deixe despido o que é verdura.</p><p>Que passado o zenith da mocidade,</p><p>Sem a noite encontrar da sepultura,</p><p>É cada dia ocaso da beldade.</p><p>MATOS, Gregório de.</p><p>Texto II</p><p>Minha bela Marília, tudo passa;</p><p>A sorte deste mundo é mal segura;</p><p>Se vem depois dos males a ventura,</p><p>Vem depois dos prazeres a desgraça.</p><p>estão os mesmos deuses</p><p>Sujeitos ao poder do ímpio Fado:</p><p>Apolo já fugiu do Céu brilhante,</p><p>Já foi pastor de gado.</p><p>Ah! enquanto os Destinos impiedosos</p><p>Não voltam contra nós a face irada,</p><p>Façamos, sim façamos, doce amada,</p><p>Os nossos breves dias mais ditosos,</p><p>Um coração, que frouxo</p><p>A grata posse de seu bem difere,</p><p>A si, Marília, a si próprio rouba,</p><p>e a si próprio fere.</p><p>Ornemos nossas testas com as flores;</p><p>e façamos de feno um brando leito,</p><p>Prendamo-nos, Marília, em laço estreito,</p><p>Gozemos do prazer de sãos Amores.</p><p>Sobre as nossas cabeças,</p><p>Sem que o possam deter, o tempo corre;</p><p>e para nós o tempo, que se passa,</p><p>Também, Marília, morre.</p><p>GONZAGA, Tomás Antônio.</p><p>O texto I é barroco; o texto II é arcádico. Comparando-os, é</p><p>correto afirmar, EXCETO:</p><p>a) Os barrocos e árcades expressam sentimentos.</p><p>b) As construções sintáticas barrocas revelam um interior</p><p>conturbado.</p><p>c) O desejo de viver o prazer é dirigido à amada nos dois</p><p>textos.</p><p>d) Os árcades têm uma visão de mundo mais angustiada</p><p>que os barrocos.</p><p>e) A fugacidade do tempo é temática comum aos dois</p><p>estilos.</p><p>9) (Enem 2008) Leia o texto a seguir.</p><p>Torno a ver-vos, ó montes; o destino</p><p>Aqui me torna a pôr nestes outeiros,</p><p>Onde um tempo os gabões deixei grosseiros</p><p>Pelo traje da Corte, rico e fino.</p><p>Aqui estou entre Almendro, entre Corino,</p><p>Os meus fiéis, meus doces companheiros,</p><p>Vendo correr os míseros vaqueiros</p><p>Atrás de seu cansado desatino.</p><p>Se o bem desta choupana pode tanto,</p><p>Que chega a ter mais preço, e mais valia</p><p>Que, da Cidade, o lisonjeiro encanto,</p><p>Aqui descanse a louca fantasia,</p><p>e o que até agora se tornava em pranto</p><p>Se converta em afetos de alegria.</p><p>COSTA. Cláudio Manuel da. In: PROENÇA FILHO,</p><p>Domício. A poesia dos inconfidentes. Rio de Janeiro: Nova</p><p>Aguilar, 2002. p. 78-79.</p><p>Considerando o soneto de Cláudio Manoel da Costa e os</p><p>elementos constitutivos do Arcadismo brasileiro, assinale a</p><p>alternativa CORRETA acerca da relação entre o poema e o</p><p>momento histórico de sua produção.</p><p>a) Os “montes” e “outeiros”, mencionados na primeira</p><p>estrofe, são imagens relacionadas à Metrópole, ou seja,</p><p>ao lugar onde o poeta se vestiu com traje “rico e fino”.</p><p>b) A oposição entre a Colônia e a Metrópole, como núcleo</p><p>do poema, revela uma contradição vivenciada pelo</p><p>poeta, dividido entre a civilidade do mundo urbano da</p><p>Metrópole e a rusticidade da terra da Colônia.</p><p>c) O bucolismo presente nas imagens do poema é elemento</p><p>estético do Arcadismo que evidencia a preocupação do</p><p>poeta árcade em realizar uma representação literária</p><p>realista da vida nacional.</p><p>d) A relação de vantagem da “choupana” sobre a</p><p>“Cidade”, na terceira estrofe, é formulação literária que</p><p>reproduz a condição histórica paradoxalmente vantajosa</p><p>da Colônia sobre a Metrópole.</p><p>e) A realidade de atraso social, político e econômico do</p><p>Brasil Colônia está representada esteticamente no</p><p>poema pela referência, na última estrofe, à</p><p>transformação do pranto em alegria.</p><p>10) (Enem)</p><p>este é o rio, a montanha é esta</p><p>Estes os troncos, estes os rochedos;</p><p>São estes inda os mesmos arvoredos;</p><p>Esta é a mesma rústica floresta.</p><p>Tudo cheio de horror se manifesta,</p><p>Rio, montanha, troncos e penedos;</p><p>Que de amor nos suavíssimos enredos</p><p>Foi cena alegre, e urna é já funesta</p><p>Oh quão lembrado estou de haver subido</p><p>Aquele monte, e as vezes que baixando</p><p>Deixei do pronto o vale umedecido!</p><p>Tudo me está a memória retratando;</p><p>Que da mesma saudade o infame ruído</p><p>Vem das mortas espécies despertando.</p><p>Cláudio Manuel da Costa</p><p>Considerando que o poema foi escrito durante o Arcadismo</p><p>ou Neoclassicismo, pode-se notar que há:</p><p>a) a representação da natureza bucólica, tipicamente</p><p>árcade.</p><p>b) o locus horrendus em oposição ao locus amoenus</p><p>árcade.</p><p>c) a contenção do sentimento própria do racionalismo</p><p>árcade.</p><p>d) o uso exclusivo da natureza como metáfora do</p><p>sentimento.</p><p>e) o ideal neoclássico do fugere urbem como tema central.</p><p>11) (Unicentro 2018 – Adaptada) “...a arte barroca, que vigora</p><p>durante todo o século XVII e chega às primeiras décadas de</p><p>século XVIII, registra o espírito contraditório de uma época</p><p>que se divide entre as influências do Renascimento – o</p><p>materialismo, o paganismo e o sensualismo – e da onda de</p><p>religiosidade trazida pela Contrarreforma.” Já o Arcadismo,</p><p>compreendendo que o Barroco já tinha ultrapassado os seus</p><p>limites, se volta mais para os ideais Iluministas do</p><p>Renascimento e busca a simplicidade, a vida do campo.</p><p>35</p><p>Assinale com 1 as características pertencentes ao Barroco</p><p>e com 2, as pertencentes ao Arcadismo.</p><p>( ) Conflitos entre visão antropocêntrica e teocêntrica,</p><p>como valores espirituais, filosóficos e morais.</p><p>( ) Cultismo e conceptismo, marcados, respectivamente,</p><p>por palavras e ideias.</p><p>( ) Bucolismo, pastoralismo, vida campestre ou o</p><p>“fugere urbem”.</p><p>( ) Consciência da efemeridade do tempo e o “carpe</p><p>diem”.</p><p>( ) Retorno aos padrões clássicos, racionalismo e busca</p><p>de equilíbrio.</p><p>( ) Oposição entre o mundo material e mundo espiritual,</p><p>entre fé e razão.</p><p>A alternativa que responde corretamente a questão, de</p><p>cima para baixo, é a</p><p>a) 1 1 2 2 1 2</p><p>b) 2 1 2 1 2 1</p><p>c) 1 2 1 2 2 1</p><p>d) 2 2 1 1 2 2</p><p>e) 1 1 2 2 2 1</p><p>12) (UECE-CEV 2018) Considerando que, durante o Barroco,</p><p>os poetas escreviam praticamente para si mesmos e que, no</p><p>Arcadismo, a intenção é divulgar as ideias em textos</p><p>acessíveis ao maior número de leitores, identifique as</p><p>características desses estilos, listadas a seguir, escrevendo</p><p>(1) para as características do Barroco e (2) para as</p><p>características do Arcadismo.</p><p>( ) Volta à Idade Média.</p><p>( ) Volta ao Renascimento.</p><p>( ) Autêntico, ainda que paradoxal.</p><p>( ) Celeste, espiritual, místico.</p><p>( ) Campestre, pastoril, bucólico.</p><p>( ) Todo conhecimento vem da experiência e da reflexão.</p><p>A sequência correta, de cima para baixo, é:</p><p>a) 2, 1, 2, 1, 2, 1.</p><p>b) 1, 2, 2, 1, 2, 2.</p><p>c) 2, 2, 1, 2, 1, 1.</p><p>d) 1, 2, 1, 1, 2, 2.</p><p>13) (VUNESP 2013) Leia o soneto de Cláudio Manuel da</p><p>Costa para responder à questão.</p><p>Se sou pobre pastor, se não governo</p><p>Reinos, nações, províncias, mundo, e gentes;</p><p>Se em frio, calma, e chuvas inclementes</p><p>Passo o verão, outono, estio, inverno;</p><p>Nem por isso trocara o abrigo terno</p><p>Desta choça, em que vivo, coas enchentes</p><p>Dessa grande fortuna: assaz presentes</p><p>Tenho as paixões desse tormento eterno.</p><p>Adorar as traições, amar o engano,</p><p>Ouvir dos lastimosos o gemido,</p><p>Passar aflito o dia, o mês, e o ano;</p><p>Seja embora prazer; que a meu ouvido</p><p>Soa melhor a voz do desengano,</p><p>Que da torpe lisonja o infame ruído.</p><p>(Biblioteca Virtual de Literatura. Em: www.biblio.com.br)</p><p>A característica árcade que norteia o estabelecimento de</p><p>sentidos no poema é:</p><p>a) inutilia truncat, ou cortar o que seja inútil, propondo</p><p>que as paixões pessoais devem sobrepor-se às paixões</p><p>coletivas.</p><p>b) aurea mediocritas, ou equilíbrio do ouro, propondo que</p><p>a simplicidade deve sobrepor-se ao luxo e à ostentação.</p><p>c) fugere urbem, ou fugir da cidade, propondo que a vida</p><p>no campo pode ser tão mais atrativa e rica que a do</p><p>meio urbano.</p><p>d) locus amoenus, ou lugar ameno/agradável, propondo</p><p>que o verdadeiro líder governa do campo, longe das</p><p>atribulações.</p><p>e) carpe diem, ou aproveitar o presente, propondo que os</p><p>prazeres mundanos devem ser explorados intensamente.</p><p>14) (FUNDEP 2021) Leia este poema.</p><p>O encontro</p><p>Jonathan,</p><p>se resolvermos que o céu é este lugar onde</p><p>ninguém nos ouve,</p><p>quem poderá salvar-nos?</p><p>Quanto tempo resistiríamos sem falar a ninguém deste</p><p>acontecimento?</p><p>Acompanhei com os dedos o desenho miraculoso do teu</p><p>lábio,</p><p>contornei-lhe as gengivas, bati-lhe no dente escuro</p><p>como um cavalo,</p><p>um cavalo meu na campina.</p><p>Pedi-lhe: faz com tua unha um risco na minha cara,</p><p>o amor da morte instigando-nos com nunca vista coragem.</p><p>Vamos morrer juntos antes que o corpo alardeie sua mísera</p><p>condição.</p><p>Agora, Jonathan neste lugar tão ermo, neste lugar perfeito.</p><p>Assim como os poetas árcades, nesse poema, Adélia Prado</p><p>explora o Carpe diem. Esse recurso, muito utilizado no</p><p>Arcadismo, está presente nos versos:</p><p>a) “Jonathan, se resolvermos que o céu é este lugar onde</p><p>ninguém nos ouve, quem poderá salvar-nos?”</p><p>b) “Acompanhei com os dedos o desenho miraculoso do</p><p>teu lábio, contornei-lhe as gengivas, bati-lhe no dente</p><p>escuro como um cavalo, um cavalo meu na campina.”</p><p>c) “Pedi-lhe: faz com tua unha um risco na minha cara, o</p><p>amor da morte instigando-nos com nunca vista</p><p>coragem.”</p><p>d) “Vamos morrer juntos antes que o corpo alardeie sua</p><p>mísera condição. Agora, Jonathan neste lugar tão ermo,</p><p>neste lugar perfeito.”</p><p>15) (FUMARC 2014) Há um elemento</p><p>estético/literário COMUM ao Barroco e ao Arcadismo em:</p><p>a) Racionalismo; equilíbrio.</p><p>b) Dramaticidade; subjetivismo.</p><p>c) Culto do contraste; simplicidade.</p><p>d) Consciência do efêmero; valorização do tempo presente.</p><p>16) (CESPE/ CEBRASPE 2013) Na poesia da segunda metade</p><p>do século XVIII, manifestam-se as tendências didáticas e de</p><p>crítica social. Sofrendo influência da Ilustração, elas</p><p>constituem um esboço do que seria a consciência nacional</p><p>propriamente dita. O exemplo mais brilhante é obviamente</p><p>o poema Cartas Chilenas, que expõe com veemência a</p><p>corrupção administrativa e os abusos do poder. Alguns</p><p>escritores (encarnando tanto a visão utópica dos nativistas,</p><p>transfiguradores da realidade, quanto a mentalidade crítica</p><p>dos precursores do nacionalismo) chegaram a exprimir</p><p>algumas reivindicações do povo brasileiro, que começava a</p><p>perceber as contradições do domínio português. Os</p><p>escritores que se reuniram a fim de debater e aventar</p><p>soluções para esses problemas foram presos, processados,</p><p>36</p><p>http://www.biblio.com.br/</p><p>exilados, infamados socialmente, tanto na repressão da</p><p>Inconfidência Mineira, de 1789, quanto na que se poderia</p><p>chamar Inconfidência Carioca, de 1794. Esses poetas,</p><p>eruditos e sacerdotes exprimem a maturidade da</p><p>inteligência brasileira aplicada ao conhecimento e à</p><p>expressão do país. A sua tomada de posição, que caro lhes</p><p>custou, pode ser considerada o primeiro sinal concreto do</p><p>movimento que terminaria com a independência política em</p><p>1822. E isso mostra como a literatura foi atuante na</p><p>imposição dos padrões culturais [da metrópole] e, a seguir,</p><p>também como fermento crítico capaz de manifestar as</p><p>desarmonias da colonização.</p><p>Antonio Candido. Literatura de dois gumes. In: A</p><p>educação pela noite e outros ensaios. São Paulo: Ática,</p><p>1989, p. 170-1 (com adaptações).</p><p>Considerando as informações texto acima, assinale a opção</p><p>correta acerca do papel do Arcadismo brasileiro como</p><p>movimento paralelo à Inconfidência Mineira.</p><p>a) A poesia social do Arcadismo brasileiro sofreu</p><p>influência do Iluminismo europeu, mas não chegou a</p><p>repercutir nos movimentos nacionalistas posteriores que</p><p>culminaram na Independência em 1822.</p><p>b) As Cartas Chilenas situam-se no panorama da</p><p>literatura árcade brasileira como exemplo de obra em</p><p>que predomina a visão utópica dos nativistas,</p><p>transfiguradores da realidade concreta do país.</p><p>c) Os poetas árcades brasileiros, apesar de escreverem</p><p>obras de teor crítico à situação política da época,</p><p>mantiveram-se distantes das ações concretas contra o</p><p>domínio português.</p><p>d) A literatura brasileira, desde o período árcade, foi uma</p><p>literatura de dois gumes, porque tanto impôs os padrões</p><p>culturais europeus, quanto revelou as contradições da</p><p>colonização.</p><p>e) O fracasso da Inconfidência Mineira evidencia a</p><p>imaturidade dos eruditos brasileiros, que, à época, não</p><p>estavam aptos a compreender as profundas desarmonias</p><p>entre colônia e metrópole.</p><p>17) (VUNESP 2016) Leia o soneto “A uma dama dormindo</p><p>junto a uma fonte”, do poeta barroco Gregório de Matos</p><p>(1636-1696), para responder à questão.</p><p>À margem de uma fonte, que corria,</p><p>Lira doce dos pássaros cantores</p><p>A bela ocasião das minhas dores</p><p>Dormindo estava ao despertar do dia.</p><p>Mas como dorme Sílvia, não vestia</p><p>O céu seus horizontes de mil cores;</p><p>Dominava o silêncio entre as flores,</p><p>Calava o mar, e rio não se ouvia.</p><p>Não dão o parabém à nova Aurora</p><p>Flores canoras, pássaros fragrantes,</p><p>Nem seu âmbar respira a rica Flora.</p><p>Porém abrindo Sílvia os dois diamantes,</p><p>Tudo a Sílvia festeja, tudo adora</p><p>Aves cheirosas, flores ressonantes.</p><p>(Poemas escolhidos, 2010.)</p><p>Mais recorrente na poesia arcádica, verifica-se neste soneto</p><p>barroco o recurso, sobretudo, ao seguinte lema latino:</p><p>a) “locus horrendus” (“lugar horrível”).</p><p>b) “locus amoenus” (“lugar aprazível”).</p><p>c) “memento mori” (“lembra-te da morte”).</p><p>d) “inutilia truncat” (“corta o inútil”).</p><p>e) “carpe diem” (“aproveite o dia”).</p><p>18) (FCC 2016) Gonzaga é conaturalmente árcade e nada fica a</p><p>dever aos confrades de escola na Itália e em Portugal. As</p><p>liras são exemplo do ideal de aurea mediocritas que apara</p><p>as demasias da natureza e do sentimento. A "paisagem",</p><p>que nasceu para arte como evasão das cortes barrocas,</p><p>recorta-se para o neoclássico nas dimensões menores da</p><p>cenografia idílica. A natureza vira refúgio (locus amoenus)</p><p>para o homem do burgo oprimido por distinções e</p><p>hierarquias. (...). Em Gonzaga, a paisagem é ora nativa,</p><p>com minúcias de cor local mineira, ora lugar ameno de</p><p>virgiliana memória.</p><p>(Adaptado de: BOSI, Alfredo. História concisa da</p><p>Literatura Brasileira. São Paulo: Cultrix, 2000, pp.72-73)</p><p>Quais dos versos de Gonzaga, no contexto de suas Liras,</p><p>fazem alusão à “paisagem nativa de cor local mineira”</p><p>citada por Bosi?</p><p>a) Tenho próprio casal e nele assisto;</p><p>Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;</p><p>Das brancas ovelhinhas tiro o leite</p><p>E mais as finas lãs, de que me visto. (Parte I − Lira I)</p><p>b) Pintam, Marília, os poetas</p><p>A um menino vendado,</p><p>Com uma aljava de setas,</p><p>Arco empunhado na mão;</p><p>Ligeiras asas nos ombros,</p><p>O tenro corpo despido,</p><p>E de Amor ou de Cupido</p><p>São os nomes que lhe dão. (Parte I − Lira II)</p><p>c) Se os peixes, Marília, geram</p><p>Nos bravos mares e rios,</p><p>Tudo efeitos de Amor são.</p><p>Amam os brutos ímpios,</p><p>A serpente venenosa,</p><p>A onça, o tigre, o leão. (Parte I − Lira VIII)</p><p>d) Minha bela Marília, tudo passa;</p><p>A sorte deste mundo é mal segura;</p><p>Se vem depois dos males a ventura,</p><p>Vem depois dos prazeres a desgraça. (Parte I − Lira</p><p>XIV)</p><p>e) Tu não verás, Marília, cem cativos</p><p>Tirarem o cascalho e a rica terra,</p><p>Ou dos cercos dos rios caudalosos,</p><p>Ou da minada serra. (Parte III − Lira III)</p><p>19) (MS CONCURSOS 2020) São representantes do</p><p>Arcadismo:</p><p>a) Tomás Antônio Gonzaga e Cláudio Manoel da Costa.</p><p>b) Castro Alves e Silva Alvarenga.</p><p>c) Tomás Antônio Gonzaga e Álvares de Azevedo.</p><p>d) Alvarenga Peixoto e Gregório de Matos Guerra.</p><p>20) (UFRR 2015) Sobre o Arcadismo, é correto afirmar que:</p><p>a) é marcado pelo rebuscamento das formas, pela riqueza de</p><p>detalhes e pelos contrastes. Influenciado pela</p><p>Contrarreforma, foi concebido como uma reação ao</p><p>Renascimento;</p><p>b) é também chamado de Neoclassicismo, surge como uma</p><p>releitura do Renascimento (ou Classicismo), preconizando</p><p>uma arte pautada pela observância das formas clássicas e</p><p>dos ideais humanistas. O bucolismo e o pastoralismo</p><p>podem ser citados como características do Estilo no Brasil;</p><p>37</p><p>c) expressa a sociedade medieval, teocêntrica, de caráter</p><p>servil e fortemente religioso. Ao mesmo tempo, é marcado</p><p>pelo surgimento de formas de expressões artísticas de</p><p>caráter popular, vinculadas a classes sociais consideradas</p><p>“inferiores” à época;</p><p>d) surge como reação direta à arte e às concepções de mundo</p><p>medievais, valorizando o passado greco-latino e a</p><p>explicação científica do mundo; é teocêntrico, em</p><p>contraponto ao antropocentrismo difundido pela Igreja;</p><p>e) é marcado pelo rebuscamento das formas, pela riqueza de</p><p>detalhes e pelos contrastes. Expressa a sociedade medieval,</p><p>teocêntrica, de caráter servil e fortemente religioso. Surge</p><p>como reação direta à arte e às concepções de mundo</p><p>medievais e é marcado pelo surgimento de formas de</p><p>expressões artísticas de caráter popular, vinculadas a</p><p>classes sociais consideradas “inferiores” à época.</p><p>21) (IBFC 2017) Sobre o Arcadismo analise as afirmativas</p><p>abaixo e assinale a alternativa correta.</p><p>I. Identifica-se com os ideais do Iluminismo.</p><p>II. Sob o ponto de vista ideológico, o Arcadismo pode ser</p><p>visto como uma arte conservadora, entretanto, sob o ponto</p><p>de vista estético, é uma arte revolucionária.</p><p>III. Há o gosto pelo dia e pela claridade.</p><p>IV. Os autores fazem uso do subjetivismo e pessoalidade.</p><p>V. Os elementos da mitologia greco-latina são trazidos</p><p>novamente aos poemas.</p><p>VI. É feito o uso do decassílabo e do soneto.</p><p>Estão corretas as afirmativas:</p><p>a) I, II e III apenas</p><p>b) III, IV, V e VI apenas</p><p>c) I, III, IV, V e VI apenas</p><p>d) I, III, V e VI apenas</p><p>e) III e V apenas</p><p>22) (UECE-CEV 2018) Atente ao que se diz a seguir sobre os</p><p>principais poetas do Arcadismo Brasileiro e assinale a</p><p>afirmação verdadeira.</p><p>a) Basílio da Gama escreveu o poema épico O Uraguai,</p><p>que trata da guerra que portugueses e espanhóis</p><p>moveram contra indígenas e jesuítas em Sete Povos das</p><p>Missões, no Uruguai, em 1759. Adotou o pseudônimo</p><p>árcade de Termindo Sipílio.</p><p>b) Tomás Antônio Gonzaga, o maior sonetista neoclássico</p><p>brasileiro, com influência bastante acentuada de</p><p>Camões, inaugurou o Arcadismo no Brasil com Obras</p><p>Poéticas, publicado em 1768. Seu pseudônimo árcade</p><p>era Glauceste Sartúnio.</p><p>c) Cláudio Manuel da Costa: escreveu Liras, com</p><p>características pré-românticas, e Cartas Chilenas, sátira</p><p>contundente contra as arbitrariedades praticadas pelo</p><p>governador Luís da Cunha Meneses. Dirceu era seu</p><p>pseudônimo árcade.</p><p>d) Santa Rita Durão escreveu o poema épico Caramuru,</p><p>que fala dos acontecimentos lendários-históricos do</p><p>naufrágio, salvamento e aventuras de Diogo Álvares</p><p>Correia, o Caramuru. Critilo Doroteu era seu</p><p>pseudônimo árcade.</p><p>23) (IF-SC 2014) Obrei quanto o discurso me guiava, ouvia aos</p><p>sábios, quando errar temia; aos bons no gabinete o peito</p><p>abria, na rua a todos como iguais tratava.</p><p>Julgando os crimes, nunca voto dava mais duro ou pio do</p><p>que a lei pedia; mas devendo salvar ao justo,</p><p>ria, e</p><p>devendo punir ao réu, chorava.</p><p>Não foram, Vila Rica, os meus projetos meter em férreo</p><p>cofre cópia d'oiro que farte aos filhos e que chegue aos</p><p>netos;</p><p>Outras são as fortunas que me agoiro: ganhei saudades,</p><p>adquiri afetos, vou fazer destes bens melhor tesoiro.</p><p>(GONZAGA, Tomás Antônio. In: Marília de Dirceu e</p><p>Cartas Chilenas. São Paulo: Editora Ática, 1997, p. 80).</p><p>Tomás Antônio Gonzaga, também conhecido pelo nome</p><p>poético de Dirceu, é classificado, pela historiografia da</p><p>literatura brasileira, como um escritor pertencente ao</p><p>Arcadismo. Tendo em vista a leitura do poema acima, a</p><p>afirmação em destaque pode ser comprovada por quê?</p><p>Assinale a resposta CORRETA.</p><p>a) os poetas árcades, apesar de burgueses, privilegiavam os</p><p>sentimentos em vez dos valores materiais, reflexão</p><p>presente no segundo terceto do poema.</p><p>b) os poetas árcades propunham como ideal uma vida em</p><p>tranquilidade, junto à natureza, exemplificada no</p><p>primeiro terceto do poema.</p><p>c) os poetas árcades inspiraram-se na literatura da</p><p>Antiguidade Clássica, e o tema da mitologia está em</p><p>evidência no poema.</p><p>d) os poetas árcades recuperaram valores neoclássicos,</p><p>como o carpe diem, aproveitar o momento presente, o</p><p>qual está enunciado no segundo quarteto do poema.</p><p>e) os poetas árcades valeram-se do conceito de aurea</p><p>mediocritas, certos da felicidade que lhes traz cada</p><p>instante, reflexão presente no último terceto do poema.</p><p>24) (UNIFESP 2020) O lema do carpe diem sintetiza</p><p>expressivamente o motivo de se aproveitar o presente, já que o</p><p>futuro é incerto. Tal lema manifesta-se mais explicitamente</p><p>nos seguintes versos de Tomás Antônio Gonzaga:</p><p>a) Ah! socorre, Amor, socorre</p><p>Ao mais grato empenho meu!</p><p>Voa sobre os Astros, voa,</p><p>Traze-me as tintas do Céu.</p><p>b) Depois que represento</p><p>Por largo espaço a imagem de um defunto,</p><p>Movo os membros, suspiro,</p><p>E onde estou pergunto.</p><p>c) É bom, minha Marília, é bom ser dono</p><p>De um rebanho, que cubra monte e prado;</p><p>Porém, gentil pastora, o teu agrado</p><p>Vale mais que um rebanho, e mais que um trono.</p><p>d) Se algum dia me vires desta sorte,</p><p>Vê que assim me não pôs a mão dos anos:</p><p>Os trabalhos, Marília, os sentimentos</p><p>Fazem os mesmos danos.</p><p>e) Ah! enquanto os Destinos impiedosos</p><p>Não voltam contra nós a face irada,</p><p>Façamos, sim, façamos, doce amada,</p><p>Os nossos breves dias mais ditosos.</p><p>25) (UEL 1994) Os poemas de Cláudio Manuel da Costa e Tomás</p><p>Antônio Gonzaga foram escritos:</p><p>a) em reação ao sentimentalismo romântico, contrapondo-lhe</p><p>sua linguagem clara e equilibrada.</p><p>b) ainda dentro do espírito barroco, conforme o atestam sua</p><p>religiosidade conflituosa e seu estilo artificial.</p><p>c) à época da Inconfidência Mineira, relacionando-se</p><p>intimamente com os ideais desse movimento.</p><p>d) em meados do século XIX, dedicando-se à propagação dos</p><p>ideais da Contra-Reforma.</p><p>e) em apoio à consolidação de nossa recente Independência,</p><p>contra a qual ainda se insurgiam grupos descontentes.</p><p>38</p><p>Gabarito</p><p>1) E</p><p>2) A</p><p>3) C</p><p>4) D</p><p>5) B</p><p>6) A</p><p>7) D</p><p>8) D</p><p>9) B</p><p>10) B</p><p>11) E</p><p>12) D</p><p>13) B</p><p>14) D</p><p>15) D</p><p>16) D</p><p>17) B</p><p>18) E</p><p>19) A</p><p>20) B</p><p>21) D</p><p>22) A</p><p>23) A</p><p>24) E</p><p>25) C</p><p>39</p><p>Romantismo – prosa e poesia</p><p>1) (EsSA 2013) O poeta da Segunda Geração Romântica que</p><p>soube utilizar, de forma sensível e surpreendente, os temas</p><p>e as formas estereotipados do Ultrarromantismo, bem como</p><p>poetizar figuras e imagens retiradas do cotidiano mais banal</p><p>foi</p><p>a) Gonçalves Dias</p><p>b) José de Alencar</p><p>c) Álvares de Azevedo</p><p>d) Machado de Assis</p><p>e) Castro Alves</p><p>2) (EsSA 2021)</p><p>"D. Carolina é o prazer em ebulição; se é inquieta e</p><p>buliçosa, está em sê-lo a sua maior graça; aquele rosto</p><p>moreno, vivo e delicado, aquele corpinho, ligeiro como a</p><p>abelha, poderia metade do que vale, se não estivesse em</p><p>contínua agitação. O beija-flor nunca se mostra tão belo</p><p>como quando se perdura na mais tênue flor e voeja nos</p><p>ares. D. Carolina é um beija-flor completo.”</p><p>MACEDO, J.M.de. A moreninha. Rio de Janeiro:</p><p>Tecnoprint, s/d. p.77.</p><p>A moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, é o primeiro</p><p>romance do Romantismo brasileiro. Nessa passagem,</p><p>evidenciam-se as seguintes características desse</p><p>movimento:</p><p>a) Sentimentalismo exacerbado e linguagem próxima ao</p><p>coloquial.</p><p>b) Aproximação da leitora e ambientação no contexto</p><p>burguês.</p><p>c) Narrador em primeira pessoa e predomínio do sonho.</p><p>d) Idealização feminina e metaforizarão da natureza.</p><p>e) Eu lírico introspectivo e representações vagas.</p><p>3) (EsPCEx 2017) Sobre o Romantismo no Brasil, marque a</p><p>afirmação correta.</p><p>a) A arte romântica pôs fim a uma tradição clássica de três</p><p>séculos e dá início a uma nova etapa na literatura,</p><p>voltada aos assuntos contemporâneos – efervescência</p><p>social e política, esperança e paixão, luta e revolução – e</p><p>ao cotidiano do homem burguês.</p><p>b) O lema da bandeira brasileira “Ordem e Progresso” é</p><p>nitidamente marcado pelos ideais românticos: parte da</p><p>suposição de que é necessário ordem social para que</p><p>haja o progresso da sociedade.</p><p>c) O romantismo era um movimento antimaterialista e</p><p>antirracionalista, que usava símbolos, imagens,</p><p>metáforas e sinestesias com a finalidade de exprimir o</p><p>mundo interior, intuitivo e antilógico.</p><p>d) O movimento inspirou-se em uma lendária região da</p><p>Grécia Antiga, dominada pelo deus Pan e habitada por</p><p>pastores, que viviam de modo simples e espontâneo e se</p><p>divertiam cantando, fazendo disputas poéticas e</p><p>celebrando o amor e o prazer.</p><p>e) O estilo romântico registra o espírito contraditório de</p><p>uma época que se divide entre as influências do</p><p>Renascimento – o materialismo, o paganismo e o</p><p>sensualismo – e da onda de religiosidade trazida</p><p>sobretudo pela Contrarreforma.</p><p>4) (EsPCEx 2019) “Além, muito além daquela serra, que</p><p>ainda azula no horizonte, nasceu Iracema.</p><p>Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os</p><p>cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que</p><p>seu talhe de palmeira.</p><p>O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a</p><p>baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.</p><p>Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem</p><p>corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua</p><p>guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e nu,</p><p>mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a</p><p>terra com as primeiras águas.”</p><p>Marque a alternativa que aponta a característica do</p><p>Romantismo presente no fragmento do Romance</p><p>“Iracema”, de José de Alencar.</p><p>a) Idealização da personagem mediante a associação entre</p><p>aspectos humanos e elementos da natureza.</p><p>b) Valorização do regionalismo por meio do registro de</p><p>palavras e expressões típicas do vocabulário regional.</p><p>c) Enaltecimento do indígena com o emprego do locus</p><p>amoenus exigível em cenas da natureza das narrativas</p><p>clássicas.</p><p>d) Empoderamento de minorias marginalizadas por meio</p><p>da escolha de uma mulher morena e indígena para o</p><p>protagonismo da narrativa.</p><p>e) Reflexão crítica sobre a formação do povo brasileiro</p><p>mediante a identificação de uma mulher como</p><p>verdadeira representante de nossas origens indígenas.</p><p>5) (EsPCEx 2020) Dividida em três partes, a “Lira dos Vinte</p><p>Anos” revela as diferentes faces literárias de Álvares de</p><p>Azevedo. Sobre esse conjunto de poemas, é correto afirmar</p><p>que é uma obra</p><p>a) típica dos, marcada pelo sentimentalismo e</p><p>egocentrismo.</p><p>que fazia,</p><p>se não vale mais saltar</p><p>fora da ponte e da vida;</p><p>(…)</p><p>E não há melhor resposta</p><p>que o espetáculo da vida:</p><p>vê-la desfiar seu fio,</p><p>que também se chama vida,</p><p>ver a fábrica que ela mesma,</p><p>teimosamente, se fabrica,”</p><p>Quanto ao gênero literário, é correto afirmar que o</p><p>fragmento lido é</p><p>a) narrativo, que conta em prosa histórias do sertão</p><p>nordestino.</p><p>b) uma peça teatral, desprovido de lirismo e com</p><p>linguagem rústica.</p><p>c) bastante poético e marcado por rimas, sem metrificação.</p><p>d) uma epopeia, que traduz o desencanto pela vida dura do</p><p>sertão.</p><p>e) dramático, que encena conflitos internos do ser humano.</p><p>6) (EsPCEx 2017) A sátira é um exemplo do gênero</p><p>a) dramático.</p><p>b) narrativo.</p><p>c) lírico.</p><p>d) épico.</p><p>e) didático</p><p>7) (EsPCEx 2018) Leia o trecho abaixo, retirado de I-Juca</p><p>Pirama, obra de Gonçalves Dias.</p><p>Da tribo pujante,</p><p>Que agora anda errante</p><p>Por fado inconstante,</p><p>Guerreiros, nasci:</p><p>Sou bravo, sou forte, sou filho do norte,</p><p>Meu canto de morte,</p><p>Guerreiros, ouvi.</p><p>Trata-se de um:</p><p>a) poema lírico</p><p>b) poema épico</p><p>c) cantiga de amigo</p><p>d) novela de cavalaria</p><p>e) auto de fundo religioso</p><p>8) (PUC Minas) Um dos poemas de Alguma poesia, de</p><p>Carlos Drummond de Andrade, tem como título “Elegia do</p><p>Rei de Sião”. Elegia é”:</p><p>a) um poema lírico que exprime os grandes sentimentos</p><p>humanos.</p><p>b) um poema lírico cujo tom é quase sempre terno e triste.</p><p>c) uma composição curta, engenhosa e galante.</p><p>d) um canto ou poema relativo ao casamento.</p><p>9) (UFRGS) O gênero dramático, entre outros aspectos,</p><p>apresenta como característica essencial:</p><p>a) a presença de um narrador.</p><p>b) a estrutura dialógica.</p><p>c) o extravasamento lírico.</p><p>d) a musicalidade.</p><p>e) o descritivismo.</p><p>10) (UCS-RS 2016) Os excertos a seguir são de Cecília</p><p>Meireles e Carpinejar, respectivamente.</p><p>“Minhas mãos ainda estão molhadas</p><p>do azul das ondas entreabertas,</p><p>e a cor que escorre dos meus dedos</p><p>colore as areias desertas”.</p><p>(MEIRELES, 2000, p. 27).</p><p>“A matilha dos filhos</p><p>fareja o sonho inacabado,</p><p>perseguindo tua lapela castanha,</p><p>o açúcar do linho,</p><p>6</p><p>olor de café aquecido”.</p><p>(CARPINEJAR, 2008, p. 58-59).</p><p>Em ambas as composições, os versos acima revelam que o</p><p>sujeito lírico tem do mundo uma percepção</p><p>a) emotiva.</p><p>b) sensorial.</p><p>c) onírica.</p><p>d) racional.</p><p>e) sentimental.</p><p>11) (CEFET-MG 2015) Sobre os gêneros literários, afirma-se:</p><p>I. O gênero dramático abrange textos que tematizam o</p><p>sofrimento e a aflição da condição humana.</p><p>II. Textos pertencentes ao gênero lírico privilegiam a</p><p>expressão subjetiva de estados interiores.</p><p>III. O gênero épico compreende textos sobre</p><p>acontecimentos grandiosos protagonizados por heróis.</p><p>IV. Em literatura, o romance e a novela são formas</p><p>narrativas pertencentes ao gênero dramático.</p><p>Estão corretas apenas as afirmativas</p><p>a) I e II.</p><p>b) I e IV.</p><p>c) III e IV.</p><p>d) II e III.</p><p>12) (FUNDATEC 2018) Assinale a alternativa que preenche,</p><p>correta e respectivamente, as lacunas do seguinte texto.</p><p>Para um maior entendimento da literatura, Aristóteles, na</p><p>obra Arte Poética, definiu os gêneros literários. Cada um</p><p>deles reúne um conjunto de obras com características</p><p>análogas ou parecidas de forma e conteúdo. Tais gêneros se</p><p>dividem, na classificação aristotélica, em épico, lírico e</p><p>dramático. Atualmente, entretanto, os textos literários são</p><p>classificados, quanto à forma, em prosa ou em poesia;</p><p>quanto ao conteúdo, em narrativos, líricos e dramáticos. No</p><p>gênero ___________ há a presença de um _________,</p><p>responsável por contar uma história em que os personagens</p><p>atuam em um determinado espaço e tempo. Já os textos do</p><p>gênero __________ têm predominância da função poética</p><p>da linguagem. Os textos classificados como ___________</p><p>são próprios para a representação ou encenação teatral e</p><p>têm __________ como base.</p><p>a) épico ou narrativo – eu lírico – lírico – dramáticos – os</p><p>personagens</p><p>b) épico ou narrativo – narrador – lírico – dramáticos – o</p><p>diálogo</p><p>c) narrativo – autor – lírico – dramáticos – o palco</p><p>d) épico – herói – poético – narrativos – o narrador</p><p>e) lírico – eu lírico – dramático – narrativos – as falas dos</p><p>personagens</p><p>13) (Instituto Excelência 2017)</p><p>Texto 1</p><p>Meus oito anos</p><p>“Oh! que saudades que tenho</p><p>Da aurora da minha vida,</p><p>Da minha infância querida</p><p>Que os anos não trazem mais!</p><p>Que amor, que sonhos, que flores,</p><p>Naquelas tardes fagueiras</p><p>À sombra das bananeiras,</p><p>Debaixo dos laranjais!”</p><p>(Casimiro de Abreu, “Meus oito anos”)</p><p>Texto 2</p><p>Meus oito anos</p><p>“Oh que saudades que eu tenho</p><p>Da aurora de minha vida</p><p>Das horas</p><p>De minha infância</p><p>Que os anos não trazem mais</p><p>Naquele quintal de terra!</p><p>Da rua de Santo Antônio</p><p>Debaixo da bananeira</p><p>Sem nenhum laranjais”</p><p>(Oswald de Andrade)</p><p>Os dois poemas são classificados como:</p><p>a) Gênero lírico, pois sua essência é a harmonização da</p><p>palavra.</p><p>b) Gênero imaginário, épico, por misturar o real com o</p><p>imaginário.</p><p>c) Gênero lírico, embora não tenha tom melódico.</p><p>d) Gênero dramático por falar dos anos que não voltaram.</p><p>e) Gênero épico, pois mistura a melodia com o heroísmo</p><p>da infância.</p><p>14) (IDCAP 2021) Analise as características dos textos</p><p>seguintes:</p><p>I - Saí para dar uma volta, outro dia, e notei uma coisa.</p><p>Fazia um tempo glorioso - melhor impossível, e com toda</p><p>probabilidade o último do gênero a se ver por estas bandas</p><p>durante muitos meses gelados -, no entanto quase todos os</p><p>carros que passavam estavam com os vidros fechados.</p><p>Todos aqueles motoristas tinham ajustado o controle de</p><p>temperatura de seus veículos hermeticamente fechados para</p><p>criar um clima interno idêntico ao que já existia no mundo</p><p>exterior, e me ocorreu então que, no que se refere ao ar</p><p>fresco, os americanos perderam de vez a cabeça, ou (...)</p><p>(BRYSON, Bill. Crônicas de um país bem grande. Trad. De</p><p>Beth Vieira. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.</p><p>Fragmento)</p><p>II - Minha verdade espantada é que sempre estive só de ti e</p><p>não sabia. Agora sei: sou só. Eu e minha liberdade que não</p><p>sei usar. Grande responsabilidade da solidão. Quem não é</p><p>perdido não conhece a liberdade e não a ama. Quanto a</p><p>mim, assumo a minha solidão, que, às vezes, se extasia</p><p>como diante de fogos de artifício. Sou só e tenho que viver</p><p>uma certa glória íntima que, na solidão, pode se tornar dor.</p><p>E a dor, silencia. Guardo o seu nome em silêncio. Guardo o</p><p>seu nome em segredo. Preciso de segredo para viver.</p><p>(Clarice Lispector)</p><p>Marque a alternativa com identificação carreta dos gêneros</p><p>literários, de acordo com suas respectivas características</p><p>textuais:</p><p>a) Dramático; Descritivo.</p><p>b) Lírico; Narrativo.</p><p>c) Narrativo (estilo crônica); Lírico.</p><p>d) Épico; Narrativo (estilo conto).</p><p>e) Narrativo (estilo épico); Narrativo (estilo crônica).</p><p>15) (Instituto AOCP 2020) Gênero lírico que, em sua origem,</p><p>esteve associado ao canto e instrumentos musicais e, com o</p><p>tempo, assumiu apenas a recitação e/ou leitura. Conhecido</p><p>principalmente por suas temáticas que estão relacionadas</p><p>aos sentimentos dolorosos associados à perda, ao pranto, ao</p><p>fúnebre, ao amor não correspondido, entre outros. O</p><p>enunciado refere-se ao / à:</p><p>a) Ode.</p><p>b) Haicai.</p><p>c) Elegia.</p><p>d) Écloga.</p><p>7</p><p>e) Hino.</p><p>16) (MS CONCURSOS 2020) Sobre gêneros literários,</p><p>marque (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa</p><p>correta:</p><p>( ) Os gêneros literários reúnem um conjunto de obras</p><p>que apresentam características análogas de forma e</p><p>conteúdo. Essa classificação pode ser feita de acordo com</p><p>critérios semânticos, sintáticos, fonológicos, formais,</p><p>contextuais, etc.</p><p>( ) Os gêneros literários dividem-se em três categorias</p><p>básicas: épicos, líricos e dramáticos.</p><p>( ) No gênero épico, há presença de um narrador,</p><p>responsável por contar uma história, na qual as personagens</p><p>atuam em um determinado espaço e tempo. A narrativa</p><p>apresenta um episódio heroico, geralmente há presença de</p><p>b) marcante da escola modernista, iniciada por vários</p><p>poetas jovens e questionadores.</p><p>c) importante da terceira fase romântica, com temática</p><p>social e libertária.</p><p>d) característica da primeira fase romântica, com</p><p>ultrarromânticos intenso sentimento de brasilidade.</p><p>e) significativa da escola barroca, que funde temas divinos</p><p>e humanos.</p><p>6) (VUNESP 2017) Leia o trecho do romance O guarani, de</p><p>José de Alencar, para responder à questão.</p><p>Muitos acontecimentos se tinham passado entre eles</p><p>nestes dois dias; há circunstâncias em que os sentimentos</p><p>marcham com uma rapidez extraordinária, e devoram</p><p>meses e anos num só minuto.</p><p>Reunidos nesta sala pela necessidade extrema do perigo,</p><p>vendo-se a cada momento, trocando ora uma palavra, ora</p><p>um olhar, sentindo-se enfim perto um do outro, esses dois</p><p>corações, se não se amavam, compreendiam-se ao menos.</p><p>Álvaro fugia e evitava Isabel; tinha medo desse amor</p><p>ardente que o envolvia num olhar, dessa paixão profunda e</p><p>resignada que se curvava a seus pés sorrindo</p><p>melancolicamente. Sentia-se fraco para resistir, e entretanto</p><p>o seu dever mandava que resistisse.</p><p>Ele amava, ou cuidava* amar ainda Cecília; prometera a</p><p>seu pai ser seu marido; e na situação em que se achavam,</p><p>aquela promessa era mais do que um juramento, era uma</p><p>necessidade imperiosa, uma fatalidade que se devia</p><p>cumprir.</p><p>40</p><p>Como podia ele pois alimentar uma esperança de</p><p>Isabel? Não seria infame, indigno, aceitar o amor que ela</p><p>lhe oferecera suplicando? Não era seu dever destruir</p><p>naquele coração esse sentimento impossível?</p><p>(José de Alencar, O guarani)</p><p>* imaginava</p><p>O trecho apresenta uma temática muito explorada no</p><p>Romantismo, que diz respeito:</p><p>a) às ações guiadas puramente por impulsos instintivos e</p><p>carnais.</p><p>b) ao casamento entre parentes em famílias aristocráticas.</p><p>c) à crítica ao materialismo da sociedade burguesa e</p><p>capitalista.</p><p>d) a um amor que, a princípio, não pode se concretizar.</p><p>e) aos conflitos de interesses entre patrões e operários.</p><p>7) (FUNDEP 2018) Em relação às três gerações de escritores</p><p>românticos, é correto afirmar que</p><p>a) a Primeira Geração caracteriza-se por ser genuinamente</p><p>nacionalista, indianista e religiosa.</p><p>b) a Segunda Geração é formada por poetas que</p><p>desenvolvem uma poesia de cunho político e social.</p><p>c) a Terceira Geração é marcada pelo “mal do século” e</p><p>apresenta egocentrismo exacerbado.</p><p>d) as três gerações são de poetas românticos e evidenciam</p><p>tom pessimista e atração pela morte.</p><p>Texto para a questão 8</p><p>Leia as duas primeiras estrofes do poema “Minha terra!”, de</p><p>Gonçalves Dias, para responder à questão.</p><p>Quanto é grato em terra estranha,</p><p>Sob um céu menos querido,</p><p>Entre feições estrangeiras,</p><p>Ver um rosto conhecido;</p><p>Ouvir a pátria linguagem</p><p>Do berço balbuciada,</p><p>Recordar sabidos casos</p><p>Saudosos – da terra amada!</p><p>(Poesia lírica e indianista. São Paulo, Ática, 2003, p. 108)</p><p>8) (VUNESP 2018) Condizente com a primeira fase da poesia</p><p>romântica no Brasil, verifica-se, no poema,</p><p>a) a ruptura com a gramática normativa.</p><p>b) a presença do verso livre.</p><p>c) a linguagem impessoal.</p><p>d) o elogio do progresso.</p><p>e) o discurso nacionalista.</p><p>9) (VUNESP 2014) Leia o poema para responder à questão:</p><p>Pálida à luz da lâmpada sombria,</p><p>Sobre o leito de flores reclinada,</p><p>Como a lua por noite embalsamada,</p><p>Entre as nuvens do amor ela dormia!</p><p>Era a virgem do mar, na escuma fria</p><p>Pela maré das águas embalada!</p><p>Era um anjo entre nuvens d’alvorada</p><p>Que em sonhos se banhava e se esquecia!</p><p>Era mais bela! o seio palpitando</p><p>Negros olhos as pálpebras abrindo</p><p>Formas nuas no leito resvalando</p><p>Não te rias de mim, meu anjo lindo!</p><p>Por ti - as noites eu velei chorando,</p><p>Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!</p><p>(Álvares de Azevedo, Poesias Completas)</p><p>Entre os temas do Romantismo, estão presentes no poema</p><p>a) a religiosidade e o pessimismo.</p><p>b) a morte e o subjetivismo.</p><p>c) o ilogismo e a religiosidade.</p><p>d) a morte e o racionalismo.</p><p>e) o egocentrismo e a crítica social.</p><p>10) (UECE-CEV 2018) Sabendo que o Romantismo considera</p><p>a imaginação superior à razão e que a originalidade</p><p>substitui a imitação dos (neo)clássicos, identifique as</p><p>características desses estilos a seguir, escrevendo nos</p><p>parênteses (1) para características do Arcadismo e (2) para</p><p>características do Romantismo.</p><p>( ) exaltação ao racionalismo e ao convencionalismo</p><p>rígidos da literatura clássica</p><p>( ) transposição, para a obra, do amor, paixão, emoção,</p><p>intuição e alma do artista</p><p>( ) consubstanciação da natureza com o escritor</p><p>( ) rigor formal</p><p>( ) liberdade criadora</p><p>( ) nacionalismo</p><p>A sequência correta, de cima para baixo, é</p><p>a) 1, 2, 1, 2, 1, 1.</p><p>b) 1, 2, 2, 1, 2, 2.</p><p>c) 2, 1, 2, 2, 1, 1.</p><p>d) 1, 2, 1, 1, 2, 2.</p><p>11) (MS CONCURSOS 2017) Assinale a alternativa onde há</p><p>apenas representantes do Romantismo Brasileiro.</p><p>a) Tomás Antônio Gonzaga, Castro Alves, Álvares de</p><p>Azevedo.</p><p>b) Gonçalves Dias, José de Alencar, Castro Alves.</p><p>c) Casimiro de Abreu, Bernardo Guimarães, Aluísio</p><p>Azevedo.</p><p>d) Castro Alves, Gonçalves Dias, Mário de Andrade.</p><p>Texto para as questões 12 e 13</p><p>CAÇADA</p><p>Em pé, no meio do espaço que formava a grande</p><p>abóbada de árvores, encostado a um velho tronco decepado</p><p>pelo raio, via-se um índio na flor da idade. Uma simples</p><p>túnica de algodão, a que os indígenas chamavam aimará,</p><p>apertada à cintura por uma faixa de penas escarlates, caía-</p><p>lhe dos ombros até ao meio da perna, e desenhava o talhe</p><p>delgado e esbelto como um junco selvagem. Sobre a alvura</p><p>diáfana do algodão, a sua pele, cor de cobre, brilhava com</p><p>reflexos dourados; os cabelos pretos cortados rentes, a tez</p><p>lisa, os olhos grandes com os cantos exteriores erguidos</p><p>para a fronte; a pupila negra, móbil, cintilante; a boca forte</p><p>mas bem modelada e guarnecida de dentes alvos, davam ao</p><p>rosto pouco oval a beleza inculta da graça, da força e da</p><p>inteligência.</p><p>Tinha a cabeça cingida por uma fita de couro, à qual se</p><p>prendiam do lado esquerdo duas plumas matizadas, que</p><p>descrevendo uma longa espiral, vinham roçar com as pontas</p><p>negras o pescoço flexível.</p><p>Era de alta estatura; tinha as mãos delicadas; a perna</p><p>ágil e nervosa, ornada com uma axorca de frutos amarelos,</p><p>apoiava-se sobre um pé pequeno, mas firme no andar e</p><p>veloz na corrida. Segurava o arco e as flechas com a mão</p><p>41</p><p>direita calda, e com a esquerda mantinha verticalmente</p><p>diante de si um longo forcado de pau enegrecido pelo fogo.</p><p>[...]</p><p>Ali por entre a folhagem, distinguiam-se as ondulações</p><p>felinas de um dorso negro, brilhante, marchetado de pardo;</p><p>às vezes viam-se brilhar na sombra dois raios vítreos e</p><p>pálidos, que semelhavam os reflexos de alguma</p><p>cristalização de rocha, ferida pela luz do sol.</p><p>Era uma onça enorme; de garras apoiadas sobre um</p><p>grosso ramo de árvore, e pés suspensos no galho superior,</p><p>encolhia o corpo, preparando o salto gigantesco.</p><p>Batia os flancos com a larga cauda, e movia a cabeça</p><p>monstruosa, como procurando uma aberta entre a folhagem</p><p>para arremessar o pulo; uma espécie de riso sardônico e</p><p>feroz contraía-lhe as negras mandíbulas, e mostrava a linha</p><p>de dentes amarelos; as ventas dilatadas aspiravam</p><p>fortemente e pareciam deleitar-se já com o odor do sangue</p><p>da vítima.</p><p>O índio, sorrindo e indolentemente encostado ao tronco</p><p>seco, não perdia um só desses movimentos, e esperava o</p><p>inimigo com a calma e serenidade do homem que</p><p>contempla uma cena agradável: apenas a fixidade do olhar</p><p>revelava um pensamento de defesa.</p><p>Assim, durante um curto instante, a fera e o selvagem</p><p>mediram-se mutuamente, com os olhos nos olhos um do</p><p>outro; depois o tigre agachou-se, e ia formar o salto, quando</p><p>a cavalgata apareceu na entrada da clareira.</p><p>Então o animal, lançando ao redor um olhar injetado de</p><p>sangue, eriçou o pelo, e ficou imóvel no mesmo lugar,</p><p>hesitando se devia arriscar o ataque.</p><p>O guarani. São Paulo: Ática, 1995.</p><p>12) (GSA</p><p>CONCURSOS 2020) Todas as informações abaixo</p><p>têm relação com o Romantismo brasileiro, exceto uma.</p><p>Marque-a:</p><p>a) predomínio da emoção e da sensibilidade.</p><p>b) predomínio de comparações e metáforas.</p><p>c) objetividade racional.</p><p>d) culto à natureza e ao índio.</p><p>e) subjetivismo</p><p>13) (GSA CONCURSOS 2020) O fragmento lido faz parte da</p><p>obra “O guarani” de autoria de:</p><p>a) Camilo Castelo Branco</p><p>b) José de Alencar</p><p>c) Machado de Assis</p><p>d) Alexandre Herculano</p><p>e) Antônio Gonçalves Dias</p><p>14) (MS CONCURSOS 2020) Assinale a alternativa, onde</p><p>temos apenas representantes da prosa romântica.</p><p>a) Joaquim Manoel de Macedo, Manoel Antônio de</p><p>Almeida, José de Alencar.</p><p>b) José de Alencar, Cruz e Sousa, Visconde de Taunay.</p><p>c) Joaquim Manoel de Macedo, Tomás Antônio Gonzaga,</p><p>José de Alencar.</p><p>d) Bernardo Guimarães, Visconde de Taunay, Machado de</p><p>Assis.</p><p>15) (CEPROS 2017) Em relação à poesia do Romantismo</p><p>brasileiro analise o esquema abaixo. Em seguida, analise as</p><p>afirmações que constam nas alternativas.</p><p>Um quadro que dê conta da poesia romântica brasileira</p><p>pode ser sintetizado conforme o seguinte esquema:</p><p>- a 1ª. geração é chamada de ‘nacionalista ou indianista’;</p><p>- a 2ª. geração é conhecida como a ‘ultrarromântica’;</p><p>- a 3ª. geração é denominada de ‘condoreira’.</p><p>1) Os representantes da 1ª. geração escolheram como tema</p><p>a natureza tropical, o patriotismo e o elemento indígena</p><p>brasileiro.</p><p>2) Foi destaque entre os poetas da primeira geração, o poeta</p><p>Gonçalves Dias, autor do conhecido poema Canção do</p><p>Exílio.</p><p>3) Os representantes da 2ª. geração alimentaram uma visão</p><p>pessimista da vida e da sociedade. Têm como expoentes</p><p>Casimiro de Abreu e José de Alencar.</p><p>4) Os representantes da 3ª. geração destacaram-se por uma</p><p>literatura de caráter social, que denunciava a desigualdade</p><p>social e defendia a liberdade.</p><p>5) Na 3ª. geração, merece destaque o poeta Castro Alves,</p><p>que, em seu poema Navio Negreiro critica com veemência</p><p>a escravidão que imperava no Brasil.</p><p>Estão corretas as alternativas:</p><p>a) 1, 2, 3, 4 e 5</p><p>b) 1, 2, 4 e 5 apenas</p><p>c) 1, 3, 4 e 5 apenas</p><p>d) 2 e 3 apenas</p><p>e) 3 e 5 apenas</p><p>16) (MetroCapital Soluções 2019) No que se refere às</p><p>características da obra de Álvares de Azevedo, analise os</p><p>itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:</p><p>I – Os temas por ele desenvolvidos estabelecem uma</p><p>importante relação dialógica com a estética desenvolvida</p><p>durante a primeira fase do Romantismo brasileiro.</p><p>II – O ambiente degradado de seus textos é resultado de sua</p><p>imaginação fantasiosa, muito influenciada pelo escritor</p><p>Lord Byron.</p><p>III – Foi um dos principais representantes da literatura</p><p>condoreira e estava comprometido com a causa</p><p>abolicionista.</p><p>a) Apenas o item I é verdadeiro.</p><p>b) Apenas o item II é verdadeiro.</p><p>c) Apenas o item III é verdadeiro.</p><p>d) Apenas os itens I e III são verdadeiros.</p><p>e) Todos os itens são verdadeiros.</p><p>17) (MetroCapital Soluções 2019) No que se refere ao</p><p>Romantismo, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a</p><p>alternativa correta:</p><p>I – O ilogismo leva o autor romântico a instabilidades</p><p>emocionais que são traduzidas em atitudes contraditórias:</p><p>depressão e entusiasmo; tristeza e alegria.</p><p>II – Gonçalves de Magalhães, Fagundes Varela, Álvares de</p><p>Azevedo e Casimiro de Abreu pertencem à segunda</p><p>geração do Romantismo.</p><p>III – O escritor romântico deixa-se arrebatar pelo conflito</p><p>entre o mundo imaginário e o real, manifestado num forte</p><p>sentimentalismo.</p><p>a) Apenas o item I é verdadeiro.</p><p>b) Apenas o item II é verdadeiro.</p><p>c) Apenas o item III é verdadeiro.</p><p>d) Apenas os itens I e III são verdadeiros.</p><p>42</p><p>e) Nenhum dos itens é verdadeiro.</p><p>18) (CONTEMAX 2019) O Romantismo brasileiro é</p><p>subdividido por três gerações distintas. Assinale a opção em</p><p>que a afirmativa não é adequada:</p><p>a) Os autores indianistas pretendem consolidar</p><p>culturalmente a independência política do Brasil em</p><p>relação a Portugal.</p><p>b) É na terceira geração romântica, conhecida como</p><p>Condoreirismo, que os autores têm como temas</p><p>questões sociais, em especial, a defesa de ideais</p><p>abolicionistas e republicanos.</p><p>c) O mal-do-século é a fase do estilo dramático, pomposo,</p><p>grandiloquente, repleto de interjeições e metáforas</p><p>d) Gonçalves Dias foi o maior representante do</p><p>Indianismo.</p><p>e) A geração denominada de Mal-do-Século teve como</p><p>seus principais representantes: Álvares de Azevedo e</p><p>Casimiro de Abreu.</p><p>19) (INSTITUTO AOCP 2019) Em relação aos diferentes</p><p>tipos de romances produzidos durante o movimento do</p><p>Romantismo brasileiro, assinale a alternativa correta.</p><p>a) “O Guarani”, de José de Alencar, é exemplo de romance</p><p>histórico.</p><p>b) “Lucíola”, de Machado de Assis, é exemplo de romance</p><p>urbano.</p><p>c) “Inocência”, de Visconde de Taunay, é exemplo de</p><p>romance indianista.</p><p>d) “A Escrava Isaura”, de Bernardo Guimarães, é exemplo</p><p>de romance regionalista.</p><p>20) (MS CONCURSOS 2018) Leia o trecho e complete com</p><p>os termos adequados.</p><p>O Romantismo, no Brasil, iniciou em 1836. A obra</p><p>foi____________________________________, escrita por</p><p>Gonçalves de Magalhães, cuja principal característica é</p><p>_______________________________.</p><p>A alternativa correta é:</p><p>a) Suspiros Poéticos e Saudades / a subjetividade</p><p>b) Suspiros Poéticos e Saudades / a objetividade</p><p>c) Memórias Póstumas de Brás Cubas / a objetividade</p><p>d) Evocações / a subjetividade</p><p>e) Suspiros Poéticos e Saudades / o rebuscamento da</p><p>forma</p><p>Texto para a questão 21</p><p>Minha terra tem palmeiras,</p><p>Onde canta o Sabiá;</p><p>As aves, que aqui gorjeiam,</p><p>Não gorjeiam como lá.</p><p>Nosso céu tem mais estrelas,</p><p>Nossas várzeas têm mais flores,</p><p>Nossos bosques têm mais vida,</p><p>Nossa vida mais amores.</p><p>Em cismar, sozinho, à noite,</p><p>Mais prazer encontro eu lá;</p><p>Minha terra tem palmeiras,</p><p>Onde canta o Sabiá.</p><p>Minha terra tem primores,</p><p>Que tais não encontro eu cá;</p><p>Em cismar — sozinho, à noite —</p><p>Mais prazer encontro eu lá;</p><p>Minha terra tem palmeiras,</p><p>Onde canta o Sabiá.</p><p>Não permita Deus que eu morra,</p><p>Sem que eu volte para lá;</p><p>Sem que desfrute os primores</p><p>Que não encontro por cá;</p><p>Sem qu’inda aviste as palmeiras,</p><p>Onde canta o Sabiá.</p><p>(Coimbra, julho de 1843)</p><p>Gonçalves Dias, no livro “Primeiros cantos”. Série ‘Poesias</p><p>americanas’. 1846.</p><p>21) (FUNDATEC 2019) Sobre o poema de Gonçalves Dias,</p><p>analise as seguintes afirmações:</p><p>I. É marcado pela função emotiva da linguagem, por</p><p>extrema subjetividade e pelo desequilíbrio entre o “lá”</p><p>(onde o eu lírico não está) e o “cá” (onde ele se encontra).</p><p>II. O caráter nacionalista é enfatizado no poema, do qual</p><p>alguns versos compõem o Hino Nacional Brasileiro.</p><p>III. A pátria, assim como a natureza e a mulher amada são</p><p>idealizadas no poema, no qual o eu lírico extravasa seu</p><p>sentimento amoroso.</p><p>IV. Casemiro de Abreu, outro poeta da mesma época,</p><p>também tratou do tema “saudade”, como se pode observar</p><p>no poema “Meus oito anos”, mas, diferente de Gonçalves</p><p>Dias, o objeto da saudade, em Casemiro, é a infância, não a</p><p>pátria.</p><p>Quais estão corretas?</p><p>a) Apenas II.</p><p>b) Apenas III e IV.</p><p>c) Apenas I, II e IV.</p><p>d) Apenas II, III e IV.</p><p>e) I, II, III e IV.</p><p>22) (UECE-CEV 2018) No que concerne à produção dos</p><p>escritores românticos brasileiros, assinale a opção correta.</p><p>a) A poesia romântica brasileira desenvolveu-se em três</p><p>gerações distintas: Geração nacionalista, representada</p><p>por Gonçalves de Magalhães, autor de “Suspiros</p><p>Poéticos e Saudades”, e por Álvares de Azevedo, autor</p><p>de poemas em “Lira dos Vinte Anos”; a Geração</p><p>byroniana, representada por Gonçalves Dias, autor de</p><p>“I-Juca Pirama”, e por Casemiro de Abreu, com “As</p><p>Primaveras”; e a Geração condoreira, representada</p><p>principalmente por Castro Alves, autor de “Espumas</p><p>flutuantes”.</p><p>b) A prosa no Romantismo brasileiro é representada pelos</p><p>autores dos romances: urbano – “A Moreninha”, de</p><p>Joaquim Manuel de Macedo, e “A Escrava Isaura”, de</p><p>Bernardo Guimarães; indianista – “Iracema”, de José de</p><p>Alencar; regionalista – “Inocência”, de Visconde de</p><p>Taunay.</p><p>c) José de Alencar, um dos principais representantes da</p><p>prosa romântica, escreveu romances indianistas,</p><p>“Ubirajara”; históricos, “Senhora”; regionalistas, “O</p><p>Tronco do Ipê”; e urbanos, “As Minas de Prata”.</p><p>d) No teatro romântico brasileiro, destaca-se Martins Pena,</p><p>introdutor do teatro de costumes na literatura brasileira e</p><p>autor das peças “O Noviço” e “O Juiz da Paz na Roça”.</p><p>43</p><p>23) (UFSM 2002) Relacione as duas colunas.</p><p>1. Álvares de Azevedo</p><p>2. Castro Alves</p><p>3. Casimiro de Abreu</p><p>( ) Sua poesia apresenta angústia, aspiração à morte e, ao</p><p>mesmo tempo, temor dela.</p><p>( ) É autor de versos simples, ternos e passivamente</p><p>melancólicos.</p><p>( ) Seus versos, de ânimo arrebatado e impulsivo,</p><p>projetam experiências amorosas intensamente vividas.</p><p>( ) É autor de poemas consagrados, como "Se eu</p><p>morresse amanhã".</p><p>( ) Representa uma tendência do Romantismo brasileiro</p><p>caracterizada pela preocupação social.</p><p>A sequência correta é</p><p>a) 3 - 2 - 2 - 3 - 1.</p><p>b) 1 - 3 - 2 - 1 – 2.</p><p>c) 1 - 2 - 3 - 1 - 1.</p><p>d) 2 - 1 - 1 - 3 - 2.</p><p>e) 3 - 1 - 2 - 2 - 3.</p><p>24) (ENEM 2021)</p><p>Disponível em: www.masp.art.br. Acesso em: 13 ago. 2012</p><p>(adaptado).</p><p>Nessa obra, que retrata uma cena de Caramuru, célebre</p><p>poema épico brasileiro, a filiação à estética romântica</p><p>manifesta-se na</p><p>a) exaltação do retrato fiel da beleza feminina.</p><p>b) tematização da fragilidade humana diante da morte.</p><p>c) ressignificação de obras do cânone literário nacional.</p><p>d) representação dramática e idealizada do corpo da índia.</p><p>e) oposição entre a condição humana e a natureza</p><p>primitiva.</p><p>25) (ENEM 2021)</p><p>Leito de folhas verdes</p><p>Brilha a lua no céu, brilham estrelas,</p><p>Correm perfumes no correr da brisa,</p><p>A cujo influxo mágico respira-se</p><p>Um quebranto de amor, melhor que a vida!</p><p>A flor que desabrocha ao romper d’alva</p><p>Um só giro do sol, não mais, vegeta:</p><p>Eu sou aquela flor que espero ainda</p><p>Doce raio do sol que me dê vida.</p><p>DIAS, G. Antologia poética. Rio de Janeiro: Agir, 1979</p><p>(fragmento).</p><p>Na perspectiva do Romantismo, a representação feminina</p><p>espelha concepções expressas no poema pela</p><p>a) reprodução de estereótipos sociais e de gênero.</p><p>b) presença de traços marcadores de nacionalidade.</p><p>c) sublimação do desejo por meio da espiritualização.</p><p>d) correlação feita entre estados emocionais e natureza.</p><p>e) mudança de paradigmas relacionados à sensibilidade.</p><p>26) (ENEM 2021)</p><p>O laço de fita</p><p>Não sabes, criança? 'Stou louco de amores...</p><p>Prendi meus afetos, formosa Pepita.</p><p>Mas onde? No templo, no espaço, nas névoas?!</p><p>Não rias, prendi-me</p><p>Num laço de fita.</p><p>Na selva sombria de tuas madeixas,</p><p>Nos negros cabelos de moça bonita,</p><p>Fingindo a serpente qu'enlaça a folhagem,</p><p>Formoso enroscava-se</p><p>O laço de fita.</p><p>[...]</p><p>Pois bem! Quando um dia na sombra do vale</p><p>Abrirem-me a cova... formosa Pepita!</p><p>Ao menos arranca meus louros da fronte,</p><p>E dá-me por c'roa...</p><p>Teu laço de fita.</p><p>ALVES, C. Espumas flutuantes. Disponível em:</p><p>www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 8 ago. 2015</p><p>(fragmento).</p><p>Exemplo da lírica de temática amorosa de Castro Alves, o</p><p>poema constrói imagens caras ao Romantismo. Nesse</p><p>fragmento, o lirismo romântico se expressa na</p><p>a) representação infantilizada da figura feminina.</p><p>b) criatividade inspirada em elementos da natureza.</p><p>c) opção pela morte como solução para as frustrações.</p><p>d) ansiedade com as atitudes de indiferença da mulher.</p><p>e) fixação por signos de fusão simbólica com o ser amado.</p><p>27) (ENEM 2014)</p><p>Soneto</p><p>Oh! Páginas da vida que eu amava, Rompei-vos! nunca</p><p>mais! tão desgraçado!... Ardei, lembranças doces do</p><p>passado! Quero rir-me de tudo que eu amava!</p><p>E que doido que eu fui! como eu pensava Em mãe, amor de</p><p>irmã! em sossegado Adormecer na vida acalentado Pelos</p><p>lábios que eu tímido beijava!</p><p>Embora — é meu destino. Em treva densa Dentro do peito</p><p>a existência finda Pressinto a morte na fatal doença!</p><p>A mim a solidão da noite infinda! Possa dormir o trovador</p><p>sem crença. Perdoa minha mãe — eu te amo ainda!</p><p>AZEVEDO, A. Lira dos vinte anos. São Paulo: Martins</p><p>Fontes, 1996</p><p>A produção de Álvares de Azevedo situa-se na década de</p><p>1850, período conhecido na literatura brasileira como</p><p>Ultrarromantismo. Nesse poema, a força expressiva da</p><p>exacerbação romântica identifica-se com o(a)</p><p>a) amor materno, que surge como possibilidade de</p><p>salvação para o eu lírico.</p><p>b) saudosismo da infância, indicado pela menção às figuras</p><p>da mãe e da irmã.</p><p>c) construção de versos irônicos e sarcásticos, apenas com</p><p>aparência melancólica.</p><p>d) presença do tédio sentido pelo eu lírico, indicado pelo</p><p>seu desejo de dormir.</p><p>e) fixação do eu lírico pela ideia da morte, o que o leva a</p><p>sentir um tormento constante.</p><p>44</p><p>28) (ENEM 2015)</p><p>Quem não se recorda de Aurélia Camargo, que atravessou o</p><p>firmamento da corte como brilhante meteoro, e apagou-se</p><p>de repente no meio do deslumbramento que produzira seu</p><p>fulgor? Tinha ela dezoito anos quando apareceu a primeira</p><p>vez na sociedade. Não a conheciam; e logo buscaram todos</p><p>com avidez informações acerca da grande novidade do dia.</p><p>Dizia-se muita coisa que não repetirei agora, pois a seu</p><p>tempo saberemos a verdade, sem os comentos malévolos de</p><p>que usam vesti-la os noveleiros. Aurélia era órfã; tinha em</p><p>sua companhia uma velha parenta, viúva, D. Firmina</p><p>Mascarenhas, que sempre a acompanhava na sociedade.</p><p>Mas essa parenta não passava de mãe de encomenda, para</p><p>condescender com os escrúpulos da sociedade brasileira,</p><p>que naquele tempo não tinha admitido ainda certa</p><p>emancipação feminina. Guardando com a viúva as</p><p>deferências devidas à idade, a moça não declinava um</p><p>instante do firme propósito de governar sua casa e dirigir</p><p>suas ações como entendesse. Constava também que Aurélia</p><p>tinha um tutor; mas essa entidade era desconhecida, a julgar</p><p>pelo caráter da pupila, não devia exercer maior influência</p><p>em sua vontade, do que a velha parenta.</p><p>ALENCAR, J. Senhora. São Paulo: Ática, 2006.</p><p>O romance Senhora, de José de Alencar, foi publicado em</p><p>1875. No fragmento transcrito, a presença de D. Firmina</p><p>Mascarenhas como "parenta" de Aurélia Camargo assimila</p><p>práticas e convenções sociais inseridas no contexto do</p><p>Romantismo, pois</p><p>a) o trabalho ficcional do narrador desvaloriza a mulher ao</p><p>retratar a condição feminina na sociedade brasileira da</p><p>época.</p><p>b) o trabalho ficcional do narrador mascara os hábitos</p><p>sociais no enredo de seu romance.</p><p>c) as características da sociedade em que Aurélia vivia são</p><p>remodeladas na imaginação do narrador romântico.</p><p>d) o narrador evidencia o cerceamento sexista à autoridade</p><p>da mulher, financeiramente independente.</p><p>e) o narrador incorporou em sua ficção hábitos muito</p><p>avançados para a sociedade daquele período histórico.</p><p>29) (UFTM 2011) Leia o poema de Tobias Barreto.</p><p>A Escravidão</p><p>Se é Deus quem deixa o mundo</p><p>Sob o peso que o oprime,</p><p>Se ele consente esse crime,</p><p>Que se chama escravidão,</p><p>Para fazer homens livres,</p><p>Para arrancá-los do abismo,</p><p>Existe um patriotismo</p><p>Maior que a religião.</p><p>Se não lhe importa o escravo</p><p>Que a seus pés queixas deponha,</p><p>Cobrindo assim de vergonha</p><p>A face dos anjos seus,</p><p>Em delírio inefável,</p><p>Praticando a caridade,</p><p>Nesta hora a mocidade</p><p>Corrige o erro de Deus!</p><p>Considerando a temática abordada no poema, é correto</p><p>afirmar que ele se enquadra no movimento romântico</p><p>a) condoreiro, a exemplo de Castro Alves que, com o</p><p>poema Navio Negreiro, aborda a questão da escravidão</p><p>no Brasil.</p><p>b) indianista, a exemplo de Gonçalves Dias que. com o</p><p>poema I - Juca Pirama, analisa a condição dos excluídos</p><p>socialmente.</p><p>c) ultrarromântico, a exemplo de Fagundes Varela que,</p><p>com o poema Cântico do Calvário, mostra o sofrimento</p><p>do negro no Brasil.</p><p>d) condoreiro, a exemplo de Castro Alves que,</p><p>com o</p><p>poema Vozes d'África. exalta a força e a simpatia dos</p><p>negros africanos.</p><p>e) ultrarromântico, a exemplo de Casimiro de Abreu que,</p><p>com o poema Meus oito anos. recorda a escravidão que</p><p>conhecera na infância.</p><p>30) (ENEM 2010)</p><p>Soneto</p><p>Já da morte o palor me cobre o rosto,</p><p>Nos lábios meus o alento desfalece,</p><p>Surda agonia o coração fenece,</p><p>E devora meu ser mortal desgosto!</p><p>Do leito embaide no macio encosto</p><p>Tento o sono reter!... já esmorece</p><p>O corpo exausto que o repouso esquece...</p><p>Eis o estado em que a mágoa me tem posto!</p><p>O adeus, o teu adeus, minha saudade,</p><p>Fazem que insano do viver me prive</p><p>E tenha os olhos meus na escuridade.</p><p>Dá-me a esperança com que o ser mantive!</p><p>Volve ao amante os olhos por piedade,</p><p>Olhos por quem viveu quem já não vive!</p><p>AZEVEDO. A. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova</p><p>Aguilar, 2000.</p><p>O núcleo temático do soneto citado é típico da segunda</p><p>geração romântica, porém configura um lirismo que o</p><p>projeta para alem desse momento especifico. O fundamento</p><p>desse lirismo é</p><p>a) a angústia alimentada pela constatação da</p><p>irreversibilidade da morte.</p><p>b) a melancolia que frustra a possibilidade de reação diante</p><p>da perda.</p><p>c) o descontrole das emoções provocado pela autopiedade.</p><p>d) o desejo de morrer como alívio para a desilusão</p><p>amorosa.</p><p>e) o gosto pela escuridão como solução para o sofrimento.</p><p>45</p><p>Gabarito</p><p>1) C</p><p>2) D</p><p>3) A</p><p>4) A</p><p>5) A</p><p>6) D</p><p>7) A</p><p>8) E</p><p>9) B</p><p>10) B</p><p>11) B</p><p>12) C</p><p>13) B</p><p>14) A</p><p>15) B</p><p>16) B</p><p>17) D</p><p>18) C</p><p>19) D</p><p>20) A</p><p>21) C</p><p>22) D</p><p>23) B</p><p>24) D</p><p>25) D</p><p>26) E</p><p>27) E</p><p>28) D</p><p>29) A</p><p>30) B</p><p>46</p><p>Realismo e Naturalismo</p><p>1) (EsSA 2011) A obra literária que marca o final do</p><p>Romantismo e o início do Realismo no Brasil é</p><p>a) “Suspiros Poéticos e Saudades”, de Gonçalves de</p><p>Magalhães.</p><p>b) “A Moreninha”, de Joaquim Manoel de Macedo.</p><p>c) “O Guarani”, de José de Alencar.</p><p>d) “O Ateneu”, de Raul Pompéia.</p><p>e) “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de</p><p>Assis.</p><p>2) (EsSA 2012) Sobre as obras e os autores do Realismo-</p><p>Naturalismo no Brasil é correto afirmar que</p><p>a) o principal autor desse período é Adolfo Caminha que</p><p>trabalhou dentro de uma linha realista mais definida.</p><p>b) Raul Pompeia é um autor significativo dessa época,</p><p>porém suas obras mostram apenas traços</p><p>impressionistas.</p><p>c) a parte mais significativa da obra de Machado de Assis</p><p>é representada por seus romances e contos.</p><p>d) o teatro dessa época teve muitos adeptos dentre os quais</p><p>podemos citar José de Alencar.</p><p>e) Aluizio Azevedo e Machado de Assis produziram obras</p><p>numa linha naturalista bem definida.</p><p>3) (EsSA 2022) Machado de Assis, um dos autores mais</p><p>importantes da literatura do Brasil, produziu uma obra de</p><p>ficção extensa, que pode ser dividida em duas fases: uma,</p><p>chamada de aprendizagem, de que é representativa a obra</p><p>Helena; outra, dita de maturidade, inaugurada com a obra</p><p>Memórias póstumas de Brás Cubas. Tais fases se associam,</p><p>respectivamente, às seguintes escolas literárias:</p><p>a) Barroco e Arcadismo</p><p>b) Romantismo e Realismo</p><p>c) Realismo e Naturalismo</p><p>d) Romantismo e Naturalismo</p><p>e) Arcadismo e Modernismo</p><p>4) (EsPCEx 2010) “Cultivado no Brasil por Machado de</p><p>Assis, é uma narrativa voltada para a análise psicológica e</p><p>crítica da sociedade a partir do comportamento de</p><p>determinados personagens.”</p><p>O texto acima refere-se ao romance</p><p>a) sertanejo.</p><p>b) fantástico.</p><p>c) histórico.</p><p>d) realista.</p><p>e) romântico.</p><p>5) (EsPCEx 2011) Sobre as obras relacionadas na coluna A,</p><p>assinale a alternativa que completa corretamente a coluna</p><p>B.</p><p>Coluna A</p><p>( 1 ) Senhora</p><p>( 2 ) Memórias de um sargento de milícias</p><p>( 3 ) O Ateneu</p><p>( 4 ) Usina</p><p>( 5 ) Quincas Borba</p><p>Coluna B</p><p>( ) Obra totalmente inovadora para sua época, pode ser</p><p>considerada o verdadeiro romance de costumes do</p><p>Romantismo brasileiro, pois abandona a visão da burguesia</p><p>urbana para retratar o povo em toda a sua simplicidade.</p><p>( ) Retrato da sociedade carioca da época do Segundo</p><p>Reinado, o romance narra a história do relacionamento</p><p>entre Aurélia Camargo e Fernando Seixas, levando o leitor</p><p>a refletir a respeito da influência do dinheiro nas relações</p><p>amorosas e nos casamentos da época.</p><p>( ) Romance narrado em terceira pessoa, é uma análise da</p><p>desagregação psicológica e financeira de Rubião, humilde</p><p>professor do interior de Minas Gerais que recebe uma</p><p>herança do criador de um sistema filosófico chamado</p><p>Humanitismo. Rubião morre pobre e louco, acreditando ser</p><p>Napoleão.</p><p>( ) O personagem Sérgio, já adulto, narra seu tempo de</p><p>aluno em um colégio interno; a narrativa é feita em</p><p>primeira pessoa, o que permite ao autor entrar no complexo</p><p>mundo das revelações que só se fazem à consciência.</p><p>( ) O romance retrata a decadência do engenho Santa</p><p>Rosa, arrancado de suas bases por força do processo</p><p>industrial, com máquinas de fábrica, com ferramentas</p><p>enormes, com moendas gigantes, que suplantam a produção</p><p>artesanal.</p><p>a) 2–1–5–4–3</p><p>b) 2–1–4–3–5</p><p>c) 1–5–2–3–4</p><p>d) 2–4–5–2–3</p><p>e) 2–1–5–3–4</p><p>6) (EsPCEx 2018) “Retórica dos namorados, dá-me uma</p><p>comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles</p><p>olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem</p><p>quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me</p><p>fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá</p><p>ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido</p><p>misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro,</p><p>como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para</p><p>não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às</p><p>orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros;</p><p>mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas</p><p>vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me,</p><p>puxar-me e tragar-me.”</p><p>ASSIS. Machado de. Dom Casmurro. São Paulo:</p><p>Ática,1999. p.55 (fragmento)</p><p>Com Dom Casmurro, obra publicada em 1899, depois de</p><p>Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) e de Quincas</p><p>Borba (1891), Machado de Assis deixa marcas indeléveis</p><p>de que a Literatura Brasileira vivia um novo período</p><p>literário, bem diferente do Romantismo. Nessas obras, nota-</p><p>se uma forma diferente de sentir e de ver a realidade, menos</p><p>idealizada, mais verdadeira e crítica: uma perspectiva</p><p>realista. O trecho apresentado acima representa essa</p><p>perspectiva porque o narrador</p><p>a) exagera nas imagens poéticas traduzidas por “fluido</p><p>misterioso”, “praia”, “cabelos espalhados pelos ombros”</p><p>em uma realização imagética da mulher que o tragava</p><p>como fazem as ondas de um mar em ressaca.</p><p>b) deixa-se levar pelas ondas que saíam das pupilas de</p><p>Capitu em um fluido, misterioso e enérgico, que o</p><p>arrasta depressa como uma vaga que se retira da praia</p><p>em dias de ressaca, não adiantando agarrar-se nem aos</p><p>braços nem aos cabelos da moça.</p><p>c) retira-se da praia como as vagas em dias de ressaca por</p><p>não ser capaz de dizer a Capitu o que está sentindo ao</p><p>olhá-la nos olhos sem quebrar a dignidade mínima</p><p>daquele momento em que duas pessoas apaixonam-se.</p><p>d) solicita à “retórica dos namorados” uma comparação</p><p>que seja, ao mesmo tempo, exata e poética capaz de</p><p>47</p><p>descrever os olhos de Capitu, revelando a dificuldade de</p><p>apresentar uma verdade que não estrague a idealização</p><p>romântica.</p><p>e) ridiculariza a retórica dos românticos ao afirmar que os</p><p>olhos de Capitu pareciam com uma ressaca do mar e,</p><p>por isso, não seria capaz de descrevê-los de maneira</p><p>poética, traduzindo, assim, o realismo literário de sua</p><p>época.</p><p>Texto para as questões 7 e 8</p><p>O cimo da montanha</p><p>Quem escapa a um perigo ama a vida com outra intensidade.</p><p>Entrei a amar Virgília com muito mais ardor, depois que estive a</p><p>pique de a perder, e a mesma coisa lhe aconteceu a ela. Assim, a</p><p>presidência não fez mais do que avivar a afeição primitiva; foi a</p><p>droga com que tornamos mais saboroso o nosso amor, e mais</p><p>prezado também. Nos primeiros dias, depois daquele incidente,</p><p>folgávamos de imaginar a dor da separação, se houvesse</p><p>separação, a tristeza de um e de outro, à proporção que o mar,</p><p>como uma toalha elástica, se fosse dilatando entre nós; e,</p><p>semelhantes às crianças, que se achegam ao regaço das mães, para</p><p>fugir a uma simples careta, fugíamos do suposto perigo,</p><p>apertando-nos com abraços.</p><p>— Minha boa Virgília!</p><p>— Meu amor!</p><p>— Tu és minha, não?</p><p>— Tua, tua...</p><p>E assim reatamos o fio da aventura, como a sultana Scheherazade*</p><p>o dos seus contos. Esse foi, cuido eu, o ponto máximo do nosso</p><p>amor, o cimo da montanha, donde por algum tempo divisamos os</p><p>vales de leste e de oeste, e por cima de nós o céu tranquilo e azul.</p><p>Repousado esse tempo, começamos a descer a encosta, com as</p><p>mãos presas ou soltas, mas a descer, a descer...</p><p>*personagem principal das Mil e uma noites, em que é a narradora</p><p>que conta ao sultão as histórias que vão adiando a sentença de</p><p>morte dela.</p><p>(1998, p. 128-129)</p><p>7) (VUNESP 2015) No contexto de Memórias póstumas de</p><p>Brás Cubas, o trecho – Repousado esse tempo, começamos</p><p>a descer a encosta, com as mãos presas ou soltas, mas a</p><p>descer, a descer... – contribui para a descrição do amor de</p><p>maneira realista, pois sinaliza que a relação amorosa</p><p>a) se torna mais forte com o tempo.</p><p>b) permanece inalterada com o tempo.</p><p>c) é indiferente aos acontecimentos.</p><p>d) tende a durar eternamente.</p><p>e) está sujeita a um fim inevitável.</p><p>8) (VUNESP 2015) Nesse capítulo, destaca-se uma</p><p>característica marcante do romance realista de Machado de</p><p>Assis, que é</p><p>a) a sucessão rápida de acontecimentos, criando um</p><p>constante clima de suspense.</p><p>b) o discurso impessoal, impossibilitando o acesso ao</p><p>interior das personagens.</p><p>c) o tom emocional, de indignação, com que se denunciam</p><p>os problemas sociais.</p><p>d) a reflexão a respeito das motivações psicológicas das</p><p>atitudes humanas.</p><p>e) a descrição de uma natureza exuberante e intocada pela</p><p>civilização.</p><p>9) (FUNDEP 2018) Assinale a alternativa em que a</p><p>comparação entre as características do Realismo e as do</p><p>Romantismo está incorreta.</p><p>a) No Realismo, destacam-se o universalismo e a</p><p>linguagem culta e direta; no Romantismo, destacam-se o</p><p>individualismo e a linguagem culta, em estilo</p><p>metafórico e poético.</p><p>b) As descrições no Realismo apresentam adjetivação</p><p>objetiva, voltadas a captar o real como ele é; no</p><p>Romantismo, a adjetivação é voltada a elevar o objeto</p><p>descrito.</p><p>c) A narrativa no Realismo é de ação e de aventura com</p><p>personagens planas e previsíveis; no Romantismo, a</p><p>narrativa é lenta, acompanhando o tempo psicológico</p><p>das personagens.</p><p>d) No Realismo, o herói é problemático, repleto de</p><p>fraquezas e incertezas – predomina o objetivismo; no</p><p>Romantismo, o herói é íntegro, de caráter irrepreensível</p><p>– predomina o subjetivismo.</p><p>Textos para as questões 10 e 11</p><p>Texto I</p><p>A beleza de Virgília tinha agora um tom grandioso, que não</p><p>possuíra antes de casar. Era dessas figuras talhadas em</p><p>pentélico, de um lavor nobre, rasgado e puro, tranquilamente</p><p>bela, como as estátuas, mas não apática nem fria. Ao contrário,</p><p>tinha o aspecto das naturezas cálidas, e podia-se dizer que, na</p><p>realidade, resumia todo o amor. Resumia-o sobretudo naquela</p><p>ocasião, em que exprimia mudamente tudo quanto pode dizer a</p><p>pupila humana. Mas o tempo urgia; deslacei-lhe as mãos,</p><p>peguei-lhe nos pulsos, e, fito nela, perguntei-lhe se tinha</p><p>coragem.</p><p>— De quê?</p><p>— De fugir.</p><p>Machado de Assis. Memórias Póstumas de Brás Cubas.</p><p>LXIII Fujamos. Porto Alegre: L&PM, 2004, p.110-1.</p><p>Texto II</p><p>Rita, essa noite, recolhera-se aflita e assustada. (...) Desde que</p><p>Jerônimo propendeu para ela, fascinando-a com a sua tranquila</p><p>seriedade de animal bom e forte, o sangue da mestiça reclamou</p><p>os seus direitos de apuração, e Rita preferiu no europeu o</p><p>macho de raça superior. O cavouqueiro, pelo seu lado, cedendo</p><p>às imposições mesológicas, enfarava a esposa, sua congênere, e</p><p>queria a mulata, porque a mulata era o prazer, era a volúpia, era</p><p>o fruto dourado e acre destes sertões americanos, onde a alma</p><p>de Jerônimo aprendeu lascívias de macaco e onde seu corpo</p><p>porejou o cheiro sensual dos bodes.</p><p>Aluísio Azevedo. O cortiço. Cap. XV. São Paulo: Ática, 1990,</p><p>p. 117</p><p>10) (CESPE/ CEBRASPE 2013) A partir da leitura</p><p>comparativa entre os textos I e II, assinale a opção correta</p><p>acerca da diferença entre a produção literária realista e a</p><p>naturalista no Brasil.</p><p>a) No texto I, o narrador, onisciente, relata os</p><p>acontecimentos em terceira pessoa e distanciado da</p><p>ação; no texto II, o narrador participa da ação e narra em</p><p>primeira pessoa.</p><p>b) O texto machadiano apresenta uma relação amorosa</p><p>legitimada pela sociedade da época, enquanto o de</p><p>Azevedo refere-se a uma situação condenada</p><p>socialmente: o adultério.</p><p>c) No texto I, Virgília é descrita de maneira humanizada;</p><p>no texto II, Rita é apresentada de forma zoomorfizada.</p><p>d) Tal como se depreende da leitura dos textos I e II, as</p><p>ações de Virgília eram regidas pelo instinto; as de Rita,</p><p>impedidas pelo medo.</p><p>48</p><p>e) Os personagens de Machado de Assis pertencem às</p><p>classes populares e os de Aluísio Azevedo representam</p><p>as classes dominantes.</p><p>11) (CESPE/ CEBRASPE 2013) Tendo como referência os</p><p>textos I e II, assinale a opção correta acerca da</p><p>representação literária da vida social pelas obras realistas e</p><p>naturalistas.</p><p>a) No Naturalismo, o escritor evidencia a subjetividade de</p><p>personagens objetivamente degradados.</p><p>b) Em O Cortiço, o determinismo impede que os</p><p>personagens alcancem um destino social e econômico</p><p>diferente daquele determinado pelo meio em que vivem.</p><p>c) Aluísio Azevedo procura aproximar sua arte das</p><p>ciências naturais e sociais, o que o impede de produzir</p><p>uma representação social marcada pelo preconceito de</p><p>classe e pelo racismo.</p><p>d) Em Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado</p><p>de Assis, predomina a descrição dos ambientes sobre a</p><p>ação dos personagens.</p><p>e) Na obra realista, o foco na perspectiva psicológica dos</p><p>personagens impede a representação profunda e crítica</p><p>da vida social.</p><p>12) (UECE-CEV 2018) Considerando o Romantismo da</p><p>primeira metade do século XIX e o Realismo no Brasil,</p><p>atente para os itens listados a seguir e escreva, nos</p><p>parênteses, 1 para as características do Romantismo</p><p>e 2 para as características do Realismo.</p><p>( ) Objetividade e compromisso com a verdade narrada</p><p>com imparcialidade e impessoalidade diante dos fatos</p><p>narrados e dos seres que inventa para viver esses fatos.</p><p>( ) O escritor preocupa-se com o seu momento histórico,</p><p>presente.</p><p>( ) O escritor dá grande destaque ao passado.</p><p>( ) Observação impessoal e objetiva da realidade.</p><p>( ) Autêntica subjetividade e fantasia.</p><p>( ) Linguagem simples, preferência por períodos curtos,</p><p>com clareza e harmonia, observando a correção gramatical,</p><p>retratando fielmente os personagens.</p><p>A sequência correta, de cima para baixo, é</p><p>a) 2, 1, 2, 2, 2, 1.</p><p>b) 2, 2, 1, 2, 1, 2.</p><p>c) 1, 2, 1, 1, 2, 2.</p><p>d) 1, 1, 2, 2, 1, 1.</p><p>13) (OBJETIVA 2019) Considerando-se a relação obra - autor,</p><p>assinalar a alternativa CORRETA:</p><p>a) Esaú e Jacó - Aluísio Azevedo.</p><p>b) Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis.</p><p>c) O Seminarista - Machado de Assis.</p><p>d) O Mulato - Bernardo Guimarães.</p><p>14) (CONSUPLAN 2019) Conta o médico Fernandes Figueira,</p><p>no livro “Velaturas” (com o pseudônimo de Alcides</p><p>Flávio), que seu amigo Aluísio de Azevedo o consultou,</p><p>durante a composição de “O homem”, sobre o</p><p>envenenamento por estricnina; mas não seguiu as</p><p>indicações recebidas. Apesar do escrúpulo informativo do</p><p>naturalismo, desrespeitou os dados da ciência e deu ao</p><p>veneno uma ação mais rápida e mais dramática, porque</p><p>necessitava que assim fosse para o seu desígnio.</p><p>(CANDIDO, 2000, p. 12.) Em “Literatura e sociedade:</p><p>estudos de teoria e história literária”, Antônio Candido</p><p>evoca o episódio envolvendo o escritor que introduziu o</p><p>naturalismo na literatura brasileira</p><p>para elucidar que:</p><p>a) A mimese (ou imitação do real) nem sempre é uma</p><p>forma de poesia.</p><p>b) A fantasia às vezes modifica a ordem do mundo para</p><p>torná-la mais insignificante.</p><p>c) Existe uma relação arbitrária e deformante estabelecida</p><p>pelo trabalho artístico com a realidade.</p><p>d) Basta aferir a obra com a realidade exterior para</p><p>entender a produção literária sem incorrer em</p><p>simplificação causal.</p><p>15) (AOCP 2018) Na segunda metade do século XIX, a</p><p>literatura romântica entrou em declínio, juntos com seus</p><p>ideais. Os escritores e poetas realistas começam a falar da</p><p>realidade social e dos principais problemas e conflitos do</p><p>ser humano. Considerando o exposto, assinale a alternativa</p><p>que apresenta características do realismo.</p><p>a) Linguagem rebuscada, vocabulário culto, temas</p><p>mitológicos e descrições detalhadas. Os autores diziam</p><p>que faziam a arte pela arte. Graças a essa postura, foram</p><p>chamados de criadores de uma literatura alienada.</p><p>b) Linguagem complexa, trocada por uma linguagem mais</p><p>fácil. Os ideais de vida no campo são retomados (fugere</p><p>urbem = fuga das cidades) e a vida bucólica passa a ser</p><p>valorizada, assim como a idealização da natureza e da</p><p>mulher amada.</p><p>c) Individualismo, nacionalismo, retomada dos fatos</p><p>históricos importantes, idealização da mulher, espírito</p><p>criativo e sonhador, valorização da liberdade e uso de</p><p>metáforas.</p><p>d) Objetivismo, linguagem popular, trama psicológica,</p><p>valorização de personagens inspirados na realidade, uso</p><p>de cenas cotidianas, crítica social, visão irônica da</p><p>realidade.</p><p>e) Linguagem abstrata e sugestiva, enchendo suas obras de</p><p>misticismo e religiosidade. Valorizavam-se muito os</p><p>mistérios da morte e dos sonhos, carregando os textos</p><p>de subjetivismo.</p><p>16) (FADESP 2018) Sobre a obra de Machado de Assis, é</p><p>correto afirmar que</p><p>a) desdobra-se em diferentes gêneros literários: poesia,</p><p>teatro, prosa de ficção (romances, crônicas, contos),</p><p>crítica literária. Nesse último gênero, o autor superou-se</p><p>e suplantou todos os demais.</p><p>b) é avançada nos temas, ao figurar a sociedade brasileira</p><p>da época, desde sua composição multicultural, até os</p><p>dramas advindos das diferenças sociais. No entanto, é</p><p>retrógrada em seus recursos expressivos.</p><p>c) é a representação máxima do Realismo brasileiro, ao</p><p>traçar o homem inserto em uma sociedade regida por</p><p>determinada ideologia, sem o determinismo biológico</p><p>da corrente naturalista.</p><p>d) demonstra avanços técnicos, como o uso do discurso</p><p>indireto livre e do monólogo interior, mas perde força</p><p>por apresentar linguagem por demais formal para a</p><p>época e por temas moralizantes.</p><p>e) dificultou a empatia das inúmeras leitoras do final do</p><p>século XIX e início do XX com a presença de um</p><p>narrador que, às vezes, tripudia o leitor, por isso, ao</p><p>falecer em 1908, o autor já tinha sido suplantado por</p><p>outros autores.</p><p>49</p><p>17) (UECE-CEV 2018) A distinção entre o Realismo e o</p><p>Naturalismo nem sempre é muito nítida, exceto nos textos</p><p>em que se exagera a segunda tendência. Sobre isso,</p><p>escreva V para o que for verdadeiro e F para o que for</p><p>falso.</p><p>( ) Os naturalistas enfatizam o fato de a hereditariedade</p><p>física e psicológica determinar o comportamento das</p><p>personagens.</p><p>( ) A personagem naturalista é reduzida a quase nada; seu</p><p>comportamento aproxima-se do comportamento animal.</p><p>( ) Uma característica frequente nas personagens realistas</p><p>é a ênfase na satisfação de necessidades instintivas.</p><p>( ) O desequilíbrio das personagens realistas permanece</p><p>latente até que o ambiente físico e social favoreça sua</p><p>manifestação, portanto, juntando-se os fatores herança</p><p>biológica e ambiente, criam-se condições para que se</p><p>manifeste o conflito dramático da personagem realista.</p><p>A sequência correta, de cima para baixo, é</p><p>a) F, F, V, V.</p><p>b) V, V, F, F.</p><p>c) F, V, F, V.</p><p>d) V, F, V, F.</p><p>18) (UECE-CEV 2018) Sobre o contexto sócio-histórico do</p><p>Realismo e do Naturalismo na segunda metade do século</p><p>XIX, é correto afirmar que</p><p>I. a Revolução Francesa está diretamente associada ao</p><p>nascimento da estética realista. Ela desencadeou mudanças</p><p>tão profundas no modo de produção que se tornou</p><p>responsável pela reordenação da economia mundial no</p><p>século XIX.</p><p>II. a industrialização acarretou um efeito social de</p><p>acentuada distinção entre a burguesia e a classe</p><p>trabalhadora (proletariado). Acentua-se uma burguesia</p><p>hipócrita e fútil, que explora o proletariado enquanto</p><p>professa o amor à justiça e à igualdade, comportamento</p><p>denunciado em boa parte dos romances escritos nesse</p><p>período.</p><p>III. o interesse pelo funcionamento e pela organização da</p><p>sociedade leva os escritores realistas a abordarem as</p><p>necessidades materiais humanas (alimentação, moradia,</p><p>etc.) e discutir as condições econômicas (aspectos</p><p>referentes ao mundo do trabalho) necessárias para satisfazer</p><p>tais necessidades.</p><p>IV. mudanças profundas ocorreram no Brasil na segunda</p><p>metade do século XIX, afetando a economia, a política, a</p><p>arte, como, por exemplo, a extinção do tráfico de escravos,</p><p>o imigrante assalariado como nova mão de obra; livre</p><p>comércio com o exterior; ampliação da burguesia mercantil;</p><p>o avanço científico e o progresso tecnológico; crise entre a</p><p>Igreja e o Governo; cisão entre o exército e o imperador;</p><p>além da influência do positivismo, sobretudo no meio</p><p>militar, na burguesia e entre alguns grupos de intelectuais.</p><p>É correto o que se afirma apenas em</p><p>a) I, II e IV.</p><p>b) I, III e IV.</p><p>c) II, III e IV.</p><p>d) I, II e III.</p><p>Texto para as questões 19 e 20</p><p>Texto 10A3AAA</p><p>Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo,</p><p>não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas</p><p>alinhadas. Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma</p><p>assentada, sete horas de chumbo.</p><p>[…]</p><p>O rumor crescia, condensando-se; o zunzum de todos os</p><p>dias acentuava-se; já se não destacavam vozes dispersas, mas</p><p>um só ruído compacto que enchia todo o cortiço. Começavam a</p><p>fazer compras na venda; ensarilhavam-se discussões e</p><p>rezingas; ouviam-se gargalhadas e pragas; já se não falava,</p><p>gritava-se. Sentia-se naquela fermentação sanguínea, naquela</p><p>gula viçosa de plantas rasteiras que mergulham os pés</p><p>vigorosos na lama preta e nutriente da vida, o prazer animal de</p><p>existir, a triunfante satisfação de respirar sobre a terra.</p><p>Aluísio Azevedo. O cortiço. 15.ª ed. São Paulo: Ática, 1984. p.</p><p>28-9.</p><p>19) (CESPE/ CEBRASPE 2017) A escola naturalista no</p><p>Brasil, à qual pertence o romance O cortiço, de Aluísio</p><p>Azevedo, caracteriza-se literariamente pela presença de</p><p>narrativas com protagonismo de personagens</p><p>a) lendários e fantásticos.</p><p>b) heroicos, que realizam façanhas grandiosas.</p><p>c) cômicos, que são caricaturas dos tipos sociais.</p><p>d) das classes socialmente privilegiadas.</p><p>e) marginalizados ou pobres.</p><p>20) (CESPE/ CEBRASPE 2017) O texto 10A3AAA, trecho</p><p>do romance de Aluísio Azevedo, estrutura-se a partir do</p><p>princípio do naturalismo literário caracterizado pelo(a)</p><p>a) uso de elementos da natureza como afirmação do</p><p>nacionalismo.</p><p>b) idealização dos personagens e das ações.</p><p>c) descrição do espaço com base em antíteses.</p><p>d) perspectiva subjetivista do narrador em relação à</p><p>realidade.</p><p>e) uso de elementos da natureza na descrição da sociedade.</p><p>21) (IFB 2017) Todas as afirmações, a seguir, fazem referência</p><p>ao romance O Cortiço, Aluísio Azevedo, mas apenas uma</p><p>opção está INCORRETA. Indique-a:</p><p>a) O romance O Cortiço, obra-prima do naturalismo</p><p>brasileiro, tem como epígrafe “A verdade, somente a</p><p>verdade, nada mais que a verdade” e está ancorada na</p><p>observação do mundo físico e na teoria determinista.</p><p>b) Os dados da realidade concreta são captados por</p><p>diferentes canais sensoriais que permitem uma</p><p>minuciosa caracterização do ambiente, das pessoas e de</p><p>seus modos de vida.</p><p>c) A personificação do espaço coletivo e a zoomorfização</p><p>das personagens são estratégias empregas na narrativa</p><p>com o objetivo de enfatizar a degradação do cortiço e</p><p>das relações sociais ali construídas.</p><p>d) A obra é narrada em primeira pessoa e, apesar da</p><p>predominância da diacronia temporal, vez ou outra há</p><p>inserção de alguns flashbacks.</p><p>e) O autor sofreu influência de Émile Zola, cuja qualidade</p><p>é representar a realidade com rigor científico. Assim,</p><p>traça um perfil da personagem João Romão, por</p><p>exemplo, que o coloca como uma metonímia de todas as</p><p>criaturas que imigram, sofrem e se perdem no sentido de</p><p>apenas possuir.</p><p>50</p><p>22) (FCC 2016) O escritor atinge a maturidade do realismo de</p><p>sondagem moral que as obras seguintes iriam confirmar.</p><p>Quando o romancista assumiu, naquele livro capital, o foco</p><p>narrativo, na verdade passou ao defunto-autor delegação</p><p>para exibir, com o despejo dos que já nada mais temem, as</p><p>peças de cinismo e indiferença com que via montada a</p><p>história dos homens. A revolução dessa obra, que parece</p><p>cavar um fosso entre dois mundos, foi uma revolução</p><p>ideológica e formal: aprofundando o desprezo às</p><p>idealizações românticas e ferindo no cerne o mito do</p><p>narrador onisciente, que tudo vê e tudo julga, deixou</p><p>emergir a consciência nua do indivíduo, fraco e incoerente.</p><p>(Adaptado de: BOSI, Alfredo. História concisa da</p><p>literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 2000, p. 174-177)</p><p>O referente de “naquele livro capital” é o seguinte romance</p><p>de Machado de Assis:</p><p>a) Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881).</p><p>b) Quincas Borba (1892).</p><p>c) Dom Casmurro (1900).</p><p>d) Esaú e Jacó (1904).</p><p>e) Relíquias da Casa Velha (1906).</p><p>23) (FUNIVERSA 2010) Na segunda metade do século XIX, o</p><p>Brasil encontra-se em crise. A decadência da economia</p><p>açucareira e o germinar da ruptura do regime escravocrata</p><p>abalam as bases que sustentavam a ideologia romântica. É</p><p>nesse contexto que surgem narrativas que revelam</p><p>criticamente as mazelas da sociedade do Segundo Império.</p><p>A respeito das obras e das características literárias que irão</p><p>vigorar no Brasil nesse momento, assinale a alternativa</p><p>correta.</p><p>a) São representantes dessa mesma fase os romances</p><p>machadianos: A mão e a Luva, Esaú e Jacó e Dom</p><p>Casmurro.</p><p>b) O homem, colocado no centro do romance realista, é</p><p>analisado e explorado em sua conformação biológica, o</p><p>que acontece exemplarmente em Quincas Borba.</p><p>c) Machado de Assis, na prosa, e Castro Alves, na poesia,</p><p>aproximam-se no tratamento dado às denúncias em</p><p>relação à exploração dos escravos, a partir de uma</p><p>concepção ficcional, pautada na subjetividade das</p><p>emoções.</p><p>d) Sob a ótica da razão e da objetividade, o narrador</p><p>em Memórias Póstumas de Brás Cubas torna-se</p><p>isento com relação à matéria narrada. Cabe ao leitor</p><p>chegar às suas próprias conclusões.</p><p>e) Machado de Assis opta por narradores que estão em</p><p>primeira pessoa ou oscilam entre a primeira e a terceira</p><p>pessoa, revelando a crise de personagens da burguesia e,</p><p>consequentemente, as incongruências daqueles que até</p><p>então figuravam como exemplares de cidadãos acima de</p><p>qualquer suspeita.</p><p>24) (CONSESP 2018) Dentre estas obras e os seus respectivos</p><p>autores, indique aquela que pertença ao Realismo brasileiro.</p><p>a) Macunaíma – Mário de Andrade.</p><p>b) Iracema – José de Alencar.</p><p>c) Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de</p><p>Assis.</p><p>d) Fanfarras – Teófilo Dias.</p><p>25) (TJ-MS 2021) “Sem dúvida, a conversão de união estável</p><p>em casamento lidera os atendimentos. Somente no mês de</p><p>julho, até o dia 13, foram regularizadas a situação civil de</p><p>74 casais. Em junho, o número de atendimentos para esse</p><p>tipo de serviço chegou a 356. Em maio foram 421 e em</p><p>abril foram contabilizadas 369 conversões em casamento. O</p><p>segundo serviço mais procurado é o divórcio. Os dados</p><p>mostram que depois do número de casais que buscam a</p><p>Justiça itinerante para formar uma família, a separação</p><p>também atinge a população.”</p><p>(Disponível em: https://www.tjms.jus.br/noticia/59697.</p><p>Acesso em: 19/07/2021.)</p><p>Ainda que a literatura não seja uma cópia fiel da realidade,</p><p>é possível notar presença de verossimilhança em textos</p><p>literários. Pode-se afirmar que a sociedade e suas relações</p><p>humanas conturbadas – situação exemplificada no</p><p>fragmento anterior – foram retratadas com grande ênfase e</p><p>aproximação da realidade sem o “jogo de aparências”,</p><p>tendo em vista as características do Realismo, em:</p><p>a) “Grande sertão: Veredas” de Guimarães Rosa, romance</p><p>que traz reflexões acerca das experiências amorosas</p><p>vividas por Riobaldo e Diadorim.</p><p>b) “Dom Casmurro” de Machado de Assis, narrativa que</p><p>apresenta um ciúme patológico seguido de uma situação</p><p>conjugal não resolvida.</p><p>c) “Senhora” de José de Alencar, cujo narrador defunto</p><p>tenta refazer a história de sua vida recordando seus</p><p>constantes desencontros amorosos.</p><p>d) “Iracema” de José de Alencar em que há retratação das</p><p>relações de união amorosa contrária aos parâmetros da</p><p>época entre uma indígena e um português.</p><p>26) (UFMS 2021) Leia o trecho a seguir do romance Esaú e</p><p>Jacó, de Machado de Assis, escritor do realismo brasileiro.</p><p>“Natividade e Perpétua conheciam outras partes, além de</p><p>Botafogo, mas o Morro do Castelo, por mais que ouvissem</p><p>falar dele e da cabocla que lá reinava em 1871, era-lhes tão</p><p>estranho e remoto como o clube. O íngreme, o desigual, o</p><p>mal calçado da ladeira mortificavam os pés às duas pobres</p><p>donas. Não obstante, continuavam a subir, como se fosse</p><p>penitência, devagarinho, cara no chão, véu para baixo. A</p><p>manhã trazia certo movimento; mulheres, homens, crianças</p><p>que desciam ou subiam, lavadeiras e soldados, algum</p><p>empregado, algum lojista, algum padre, todos olhavam</p><p>espantados para elas, que aliás vestiam com grande</p><p>simplicidade; mas há um donaire que se não perde, e não</p><p>era vulgar naquelas alturas. A mesma lentidão do andar,</p><p>comparada à rapidez das outras pessoas, fazia desconfiar</p><p>que era a primeira vez que ali iam. Uma crioula perguntou a</p><p>um sargento: ‘Você quer ver que elas vão à cabocla?’ E</p><p>ambos pararam a distância, tomados daquele invencível</p><p>desejo de conhecer a vida alheia, que é muita vez toda a</p><p>necessidade humana” (ASSIS, Machado, 1904, p. 1 e 2).</p><p>Com base no trecho lido, assinale a alternativa que contém</p><p>uma característica do movimento realista.</p><p>a) A maior subjetividade possível,</p><p>exaltando aspectos pessoais e sentimentais das personag</p><p>ens, em um cenário muitas vezes caótico.</p><p>b) Crítica social, com ênfase no estilo de vida burguês que</p><p>enaltece os hábitos de vida da aristocracia, que vive a</p><p>vida ao seu máximo.</p><p>51</p><p>c) Objetividade, com grande ênfase nos aspectos científico</p><p>s e positivistas, que analisam e destrincham o</p><p>comportamento humano.</p><p>d) Objetividade e crítica social, rejeitando</p><p>o estilo de vida burguês ao centralizar personagens</p><p>populares em seus espaços, hábitos e pensamentos.</p><p>e) Enfoque nas mudanças sociais, criticando o avanço das</p><p>máquinas e as alterações no tempo, no estilo de vida e</p><p>no trabalho.</p><p>27) (OMNI 2021) Foi considerado o primeiro romance realista</p><p>da literatura brasileira</p><p>a) O mulato- Aluízio Azevedo</p><p>b) Memórias Póstumas de Brás Cubas- Machado de Assis.</p><p>c) A Moreninha - Joaquim Manuel de Macedo</p><p>d) Casamento - José de Alencar.</p><p>28) (OMNI 2021) O Realismo, no Brasil, dá enfoque</p><p>ao______, ao seu cotidiano e à______. Assim, por meio de</p><p>uma linguagem simples e_______, as obras são ricas na</p><p>descrição de detalhes - características que visam aproximar</p><p>o leitor o mais possível da_______. Assinale a alternativa</p><p>que preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas,</p><p>sobre as características do Realismo, no Brasil.</p><p>a) homem, crítica social, objetiva, realidade</p><p>b) meio social, liberdade de expressão, subjetiva, realidade</p><p>c) homem, vida burguesa, subjetiva, utopia</p><p>d) Nenhuma das alternativas.</p><p>29) (MS CONCURSOS 2020) Assinale a alternativa, que</p><p>contenha a obra inaugural do Naturalismo Brasileiro, em</p><p>1881.</p><p>a) Memórias Póstumas de Brás Cubas.</p><p>b) Dom Casmurro.</p><p>c) O Mulato.</p><p>d) Quincas</p><p>Borba.</p><p>30) (Cepros 2016) A obra de Machado de Assis encerra a</p><p>poesia, o teatro, a crônica, a crítica literária e teatral, o</p><p>conto e, principalmente, o romance. Dentre as obras</p><p>elencadas abaixo, quais pertencem a Machado de Assis?</p><p>a) Iaiá Garcia, Senhora e O Mulato.</p><p>b) Senhora, Iracema e O Cortiço.</p><p>c) Dom Casmurro, Helena e Esaú e Jacó.</p><p>d) Dom Casmurro, Memórias póstumas de Brás Cubas e O</p><p>gaúcho.</p><p>e) Ressureição, Quincas Borba e O Ateneu.</p><p>Texto para a questão 31</p><p>No trecho abaixo de O cortiço, de Aluísio Azevedo, o</p><p>capoeirista Firmo e o português Jerônimo disputam a atenção</p><p>da mulata Rita Baiana.</p><p>“A noite chegou muito bonita, com um belo luar de lua cheia,</p><p>que começou ainda com o crepúsculo; e o samba rompeu mais</p><p>forte e mais cedo que de costume, incitado pela grande animação</p><p>que havia em casa do Miranda.</p><p>Foi um forrobodó valente. A Rita Baiana essa noite estava de</p><p>veia para a coisa; estava inspirada! divina! Nunca dançara com</p><p>tanta graça e tamanha lubricidade!</p><p>Também cantou. E cada verso que vinha da sua boca de mulata</p><p>era um arrulhar choroso de pomba no cio. E o Firmo, bêbedo de</p><p>volúpia, enroscava-se todo ao violão; e o violão e ele gemiam</p><p>com o mesmo gosto, grunhindo, ganindo, miando, com todas as</p><p>vozes de bichos sensuais, num desespero de luxúria que</p><p>penetrava até ao tutano como línguas finíssimas de cobra.</p><p>Jerônimo não pôde conter-se: no momento em que a baiana,</p><p>ofegante de cansaço, caiu exausta, assentando-se ao lado dele, o</p><p>português segredou-lhe com a voz estrangulada de paixão:</p><p>- Meu bem! se você quiser estar comigo, dou uma perna ao</p><p>demo! […]</p><p>Jerônimo era alto, espadaúdo, construção de touro, pescoço de</p><p>Hércules, punho de quebrar um coco com um murro: era a força</p><p>tranquila, o pulso de chumbo. O outro – franzino, um palmo</p><p>mais baixo que o português, pernas e braços secos, agilidade de</p><p>maracajá: era a força nervosa; era o arrebatamento que tudo</p><p>desbarata no sobressalto do primeiro instante. Um, sólido e</p><p>resistente; o outro, ligeiro e destemido, mas ambos corajosos.”</p><p>31) (IFB 2017) Com base no trecho acima de O cortiço, julgue</p><p>as questões abaixo:</p><p>I) Em “e o violão e ele gemiam com o mesmo gosto,</p><p>grunhindo, ganindo, miando, com todas as vozes de bichos</p><p>sensuais”, vemos um exemplo de animalização. Há uma</p><p>busca pela interpretação objetiva do comportamento dos</p><p>personagens e pela ruptura com uma forma idealizada de</p><p>enxergar a vida.</p><p>II) Em “Jerônimo era alto, espadaúdo, construção de touro,</p><p>pescoço de Hércules”, temos um exemplo de sensação</p><p>auditiva proporcionada pelo texto.</p><p>III) A preocupação com minúcias, a descrição detalhada das</p><p>personagens e da cena tornam a narrativa lenta, uma das</p><p>características no Naturalismo.</p><p>a) I e III estão corretas.</p><p>b) Apenas II está correta.</p><p>c) I, II e III estão corretas.</p><p>d) Apenas III está correta.</p><p>e) II e III estão corretas.</p><p>Texto para a questão 32</p><p>O mulato</p><p>Ana Rosa cresceu; aprendera de cor a gramática do Sotero dos</p><p>Reis; lera alguma coisa; sabia rudimentos de francês e tocava</p><p>modinhas sentimentais ao violão e ao piano. Não era estúpida;</p><p>tinha a intuição perfeita da virtude, um modo bonito, e por</p><p>vezes lamentara não ser mais instruída. Conhecia muitos</p><p>trabalhos de agulha; bordava como poucas, e dispunha de uma</p><p>gargantazinha de contralto que fazia gosto de ouvir. Uma só</p><p>palavra boiava à superfície dos seus pensamentos: “Mulato”. E</p><p>crescia, crescia, transformando-se em tenebrosa nuvem, que</p><p>escondia todo o seu passado. Ideia parasita, que estrangulava</p><p>todas as outras ideias. — Mulato! Esta só palavra explicava-lhe</p><p>agora todos os mesquinhos escrúpulos, que a sociedade do</p><p>Maranhão usara para com ele. Explicava tudo: a frieza de</p><p>certas famílias a quem visitara; as reticências dos que lhe</p><p>falavam de seus antepassados; a reserva e a cautela dos que, em</p><p>sua presença, discutiam questões de raça e de sangue.</p><p>AZEVEDO, A. O Mulato. São Paulo: Ática, 1996 (fragmento)</p><p>32) (ENEM 2014) O texto de Aluísio Azevedo é representativo</p><p>do Naturalismo, vigente no final do século XIX. Nesse</p><p>fragmento, o narrador expressa fidelidade ao discurso</p><p>naturalista, pois</p><p>a) relaciona a posição social a padrões de comportamento</p><p>e à condição de raça.</p><p>b) apresenta os homens e as mulheres melhores do que</p><p>eram no século XIX.</p><p>c) mostra a pouca cultura feminina e a distribuição de</p><p>saberes entre homens e mulheres.</p><p>d) ilustra os diferentes modos que um indivíduo tinha de</p><p>ascender socialmente.</p><p>e) critica a educação oferecida às mulheres e os maus-</p><p>tratos dispensados aos negros.</p><p>52</p><p>33) (UFPA) Os personagens realistas-naturalistas têm seus</p><p>destinos marcados pelo determinismo. Identifica-se esse</p><p>determinismo:</p><p>a) pela preocupação dos autores em criar personagens</p><p>perfeitos, sem defeitos físicos ou morais.</p><p>b) pelas forças atávicas e/ou sociais que condicionam a</p><p>conduta dessas criaturas.</p><p>c) por ser fruto, especificamente, da imaginação e da</p><p>fantasia dos autores.</p><p>d) por se notar a preocupação dos autores de voltarem para</p><p>o passado ou para o futuro ao criarem seus personagens.</p><p>e) por representarem a tentativa dos autores nacionais de</p><p>reabilitar uma faculdade perdida do homem: o senso do</p><p>mistério.</p><p>34) (PUC-RJ) Estão relacionadas abaixo uma série de</p><p>características de movimentos literários. Delas apenas uma</p><p>não se refere ao Naturalismo. Qual é?</p><p>a) Busca da objetividade científica.</p><p>b) Idealização da natureza.</p><p>c) Determinismo biológico.</p><p>d) Tematização do patológico.</p><p>e) Aplicação do método experimental.</p><p>35) (USF-SP) Pode-se entender o Naturalismo como uma</p><p>particularização do Realismo que:</p><p>a) se volta para a Natureza a fim de analisar-lhe os</p><p>processos cíclicos de renovação.</p><p>b) pretende expressar com naturalidade a vida simples dos</p><p>homens rústicos nas comunidades primitivas.</p><p>c) defende a arte pela arte, isto é, desvinculada de</p><p>compromissos com a realidade social.</p><p>d) analisa as perversões sexuais, condenando-as em nome</p><p>da moral religiosa.</p><p>e) estabelece um nexo de causa e efeito entre alguns</p><p>fatores sociológicos e biológicos e a conduta das</p><p>personagens.</p><p>36) (PUC-PR-2007) Assinale a alternativa que contém a</p><p>afirmação correta sobre o Naturalismo no Brasil.</p><p>a) O Naturalismo, por seus princípios científicos,</p><p>considerava as narrativas literárias exemplos de</p><p>demonstração de teses e ideias sobre a sociedade e o</p><p>homem.</p><p>b) O Naturalismo usou elementos da natureza selvagem do</p><p>Brasil do século XIX para defender teses sobre os</p><p>defeitos da cultura primitiva.</p><p>c) A valorização da natureza rude verificada nos poetas</p><p>árcades se prolonga na visão naturalista do século XIX,</p><p>que toma a natureza decadente dos cortiços para provar</p><p>os malefícios da mestiçagem.</p><p>d) O Naturalismo no Brasil esteve sempre ligado à beleza</p><p>das paisagens das cidades e do interior do Brasil.</p><p>e) O Naturalismo do século XIX no Brasil difundiu na</p><p>literatura uma linguagem científica e hermética, fazendo</p><p>com que os textos literários fossem lidos apenas por</p><p>intelectuais.</p><p>37) (UNIFESP 2007)</p><p>Jerônimo bebeu um bom trago de parati, mudou de roupa e</p><p>deitou-se na cama de Rita.</p><p>— Vem pra cá… disse, um pouco rouco.</p><p>— Espera! espera! O café está quase pronto!</p><p>E ela só foi ter com ele, levando-lhe a chávena fumegante</p><p>da perfumosa bebida que tinha sido a mensageira dos seus</p><p>amores (…)</p><p>Depois, atirou fora a saia e, só de camisa, lançou-se contra</p><p>o seu amado, num frenesi de desejo doído.</p><p>Jerônimo, ao senti-la inteira nos seus braços; ao sentir na</p><p>sua pele a carne quente daquela brasileira; ao sentir</p><p>inundar-se o rosto e as espáduas, num eflúvio de baunilha e</p><p>cumaru, a onda negra e fria da cabeleira da mulata; ao</p><p>sentir esmagarem-se no seu largo e peludo colo de</p><p>cavouqueiro os dois globos túmidos e macios, e nas suas</p><p>coxas as coxas dela; sua alma derreteu-se, fervendo e</p><p>borbulhando como um metal ao fogo, e saiu-lhe pela boca,</p><p>pelos olhos, por todos os poros do corpo,</p><p>escandescente, em</p><p>brasa, queimando-lhe as próprias carnes e arrancando-lhe</p><p>gemidos surdos, soluços irreprimíveis, que lhe sacudiam os</p><p>membros, fibra por fibra, numa agonia extrema,</p><p>sobrenatural, uma agonia de anjos violentados por diabos,</p><p>entre a vermelhidão cruenta das labaredas do inferno.</p><p>Pode-se afirmar que o enlace amoroso entre Jerônimo e</p><p>Rita, próprio à visão naturalista, consiste</p><p>a) na condenação do sexo e consequente reafirmação dos</p><p>preceitos morais.</p><p>b) na apresentação dos instintos contidos, sem exploração</p><p>da plena sexualidade.</p><p>c) na apresentação do amor idealizado e revestido de certo</p><p>erotismo.</p><p>d) na descrição do ser humano sob a ótica do erótico e</p><p>animalesco.</p><p>38) (UNIRG-TO 2016) Em O Cortiço, Aluísio Azevedo</p><p>reafirma a ideologia do Naturalismo e cumpre à risca</p><p>alguns princípios cientificistas vigentes na segunda metade</p><p>do século XIX.</p><p>Dentre as afirmativas a seguir, assinale aquela que não</p><p>corresponde às propostas da Escola Naturalista:</p><p>a) Os personagens de O Cortiço constituem-se, em sua</p><p>maioria, de operários das pedreiras, lavadeiras e outros</p><p>miseráveis que ali vivem de forma degradante, o que</p><p>evidencia a preferência do escritor naturalista pelas</p><p>camadas mais baixas da sociedade.</p><p>b) Ao enfatizar as atitudes inescrupulosas de João Romão</p><p>para com os habitantes do cortiço, em especial para com</p><p>a negra Bertoleza, o narrador confirma as preocupações</p><p>sociais do Naturalismo em sua inclinação reformadora.</p><p>c) Em O Cortiço, Aluísio Azevedo exprime um conceito</p><p>naturalista da vida e, ao idealizar seus personagens,</p><p>integra-os a elementos de uma natureza convencional.</p><p>d) O caráter determinista da obra tem como símbolo a</p><p>personagem Pombinha, que, se antes era “pura” e de</p><p>boa conduta moral, acaba prostituindo-se por força</p><p>daquele meio sórdido e animalesco.</p><p>39) (UEL) Por força das teses deterministas que abraça em sua</p><p>ficção, Aluísio Azevedo:</p><p>a) Subordina as marcas subjetivas de suas personagens às</p><p>influências diretas do meio e da raça a que pertencem.</p><p>b) Revela-se um autor otimista quanto à possibilidade de</p><p>os miseráveis reverterem historicamente sua situação.</p><p>c) Acredita que a cultura popular, por ser mais espontânea</p><p>e criativa, superará os modelos da cultura letrada.</p><p>d) Faz com que as personagens triunfantes sejam aquelas</p><p>cujas virtudes morais se imponham sobre o poder</p><p>econômico.</p><p>e) É um autor pessimista, pois está convicto de que os</p><p>bons instintos naturais são abafados na vida</p><p>aristocrática.</p><p>53</p><p>40) (Mackenzie) Assinale a alternativa incorreta sobre a prosa</p><p>naturalista:</p><p>a) As personagens expressam a dependência do homem às</p><p>leis naturais.</p><p>b) O estilo caracteriza-se por um descritivismo intenso,</p><p>capaz de refletir a visualização pictórica dos ambientes.</p><p>c) Os tipos são muito bem delimitados, física e</p><p>moralmente, compondo verdadeiras representações</p><p>caricaturais.</p><p>d) Tem como objetivo maior aprofundar a dimensão</p><p>psicológica das personagens.</p><p>e) Comportamento das personagens e sua movimentação</p><p>no espaço determinam-lhe a condição narrativa.</p><p>41) (ENEM 2011) No trecho abaixo, o narrador, ao descrever a</p><p>personagem, critica sutilmente um outro estilo de época: o</p><p>romantismo.</p><p>“Naquele tempo contava apenas uns quinze ou</p><p>dezesseis anos; era talvez a mais atrevida</p><p>criatura da nossa raça, e, com certeza, a mais</p><p>voluntariosa. Não digo que já lhe coubesse a</p><p>primazia da beleza, entre as mocinhas do tempo,</p><p>porque isto não é romance, em que o autor</p><p>sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas</p><p>e espinhas; mas também não digo que lhe</p><p>maculasse o rosto nenhuma sarda ou espinha,</p><p>não. Era bonita, fresca, saía das mãos da</p><p>natureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno,</p><p>que o indivíduo passa a outro indivíduo, para os</p><p>fins secretos da criação.”</p><p>ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás</p><p>Cubas.</p><p>Rio de Janeiro: Jackson, 1957.</p><p>A frase do texto em que se percebe a crítica do narrador ao</p><p>romantismo está transcrita na alternativa:</p><p>a) … o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às</p><p>sardas e espinhas…</p><p>b) … era talvez a mais atrevida criatura da nossa raça…</p><p>c) Era bonita, fresca, saía das mãos da natureza, cheia</p><p>daquele feitiço, precário e eterno, …</p><p>d) Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis</p><p>anos…</p><p>e) … o indivíduo passa a outro indivíduo, para os fins</p><p>secretos da criação.</p><p>Gabarito</p><p>1) E</p><p>2) C</p><p>3) B</p><p>4) D</p><p>5) E</p><p>6) D</p><p>7) E</p><p>8) D</p><p>9) C</p><p>10) C</p><p>11) B</p><p>12) B</p><p>13) B</p><p>14) C</p><p>15) D</p><p>16) C</p><p>17) B</p><p>18) C</p><p>19) E</p><p>20) E</p><p>21) D</p><p>22) A</p><p>23) E</p><p>24) C</p><p>25) B</p><p>26) D</p><p>27) B</p><p>28) A</p><p>29) C</p><p>30) C</p><p>31) A</p><p>32) A</p><p>33) B</p><p>34) B</p><p>35) E</p><p>36) A</p><p>37) D</p><p>38) C</p><p>39) A</p><p>40) D</p><p>41) A</p><p>54</p><p>Parnasianismo</p><p>1) (EsSA 2020) Sobre o Parnasianismo, é correto o que se</p><p>afirma em:</p><p>a) A valorização da paisagem nacional é tema primordial</p><p>dos autores brasileiros dessa escola literária.</p><p>b) Algumas das produções dessa escola viraram cantigas</p><p>de roda infantil.</p><p>c) A perfeição das formas poéticas e o rigor estético,</p><p>permeado por valores clássicos, caracterizam no.</p><p>d) Os poetas exploram, unicamente, temas relacionados à</p><p>emoção, à fantasia e ao sonho.</p><p>e) Os autores não se preocupam com a metrificação dos</p><p>poemas.</p><p>2) (EsPCEx 2013) Quanto à poesia parnasiana, é correto</p><p>afirmar que se caracteriza por</p><p>a) buscar uma linguagem capaz de sugerir a realidade,</p><p>fazendo, para tanto, uso de símbolos, imagens,</p><p>metáforas, sinestesias, além de recursos sonoros e</p><p>cromáticos, tudo com a finalidade de exprimir o mundo</p><p>interior, intuitivo, antilógico e antirracional.</p><p>b) cultivar o desprezo pela vida urbana, ressaltando o gosto</p><p>pela paisagem campestre; elevar o ideal de uma vida</p><p>simples, integrada à natureza; conter nos poemas</p><p>elementos da cultura greco-latina; apresentar equilíbrio</p><p>espiritual, racionalismo.</p><p>c) apresentar interesse por temas religiosos, refletindo o</p><p>conflito espiritual, a morbidez como forma de acentuar</p><p>o sentido trágico da vida, além do emprego constante de</p><p>figuras de linguagem e de termos requintados.</p><p>d) possuir subjetivismo, egocentrismo e sentimentalismo,</p><p>ampliando a experiência da sondagem interior e</p><p>preparando o terreno para investigação psicológica.</p><p>e) pretender ser universal, utilizando-se de uma linguagem</p><p>objetiva, que busca a contenção dos sentimentos e a</p><p>perfeição formal.</p><p>3) (EsPCEx 2018) Os parnasianos acreditavam que,</p><p>apoiando-se nos modelos clássicos, estariam combatendo os</p><p>exageros de emoção e fantasia do Romantismo e, ao mesmo</p><p>tempo, garantindo o equilíbrio que almejavam. Propunham</p><p>uma poesia objetiva, de elevado nível vocabular,</p><p>racionalista, bem-acabada do ponto de vista formal e</p><p>voltada para temas universais. Esse racionalismo, que</p><p>enfrentava os “exageros de emoção” e fixava-se no</p><p>formalismo, fica bem claro na seguinte estrofe parnasiana</p><p>de Olavo Bilac:</p><p>a) E eu vos direi: “Amai para entendê-las!/Pois só quem</p><p>ama pode ter ouvido/Capaz de ouvir e de entender</p><p>estrelas.”</p><p>b) Não me basta saber que sou amado,/Nem só desejo o</p><p>teu amor: desejo/Ter nos braços teu corpo delicado,/Ter</p><p>na boca a doçura de teu beijo.</p><p>c) Pois sabei que é por isso que assim ando:/Que é dos</p><p>loucos somente e dos amantes/Na maior alegria andar</p><p>chorando.</p><p>d) Mas que na forma se disfarce o emprego/Do esforço; e a</p><p>trama viva se construa/De tal modo, que a imagem fique</p><p>nua,/Rica, mas sóbria, como um templo grego.</p><p>e) Esta melancolia sem remédio,/Saudade sem razão, louca</p><p>esperança/Ardendo em choros e findando em tédio.</p><p>4) (MACKENZIE) Não caracteriza a estética parnasiana:</p><p>a) A exaltação do “eu” e fuga da realidade presente</p><p>b) A objetividade, advinda do espírito cientificista, e o</p><p>culto da forma</p><p>c) A perfeição formal na rima, no ritmo, no metro e volta</p><p>aos motivos clássicos</p><p>d) A oposição aos românticos e distanciamento</p><p>das</p><p>preocupações sociais dos realistas</p><p>e) A obsessão pelo adorno e contenção lírica</p><p>5) (FGV) Assinale a alternativa correta a respeito do</p><p>Parnasianismo:</p><p>a) A inspiração é mais importante que a técnica.</p><p>b) Culto da forma: rigor quanto às regras de versificação,</p><p>ao ritmo, às rimas ricas ou raras.</p><p>c) O nome do movimento vem de um poema de Raimundo</p><p>Correia.</p><p>d) Sua poesia é marcada pelo sentimentalismo.</p><p>e) No Brasil, o Parnasianismo conviveu com o Barroco.</p><p>6) (UFRS-RS) Com relação ao Parnasianismo, são feitas as</p><p>seguintes afirmações.</p><p>I – Pode ser considerado um movimento antirromântico</p><p>pelo fato de retomar muitos aspectos do racionalismo</p><p>clássico.</p><p>II – Apresenta características que contrastam com o</p><p>esteticismo e o culto da forma.</p><p>III – Definiu-se, no Brasil, com o livro “Poesias”, de Olavo</p><p>Bilac, publicado em 1888.</p><p>Quais estão corretas?</p><p>a) Apenas I.</p><p>b) Apenas II.</p><p>c) Apenas I e III.</p><p>d) Apenas II e III.</p><p>e) I, II e III.</p><p>7) (UFPB) A propósito da poesia parnasiana, é correto afirmar</p><p>que ela:</p><p>a) caracteriza-se como forma de evocação de sentimentos</p><p>e emoções.</p><p>b) revela-se no emprego de palavras de grande valor</p><p>conotativo e ricas em sugestões sensoriais.</p><p>c) acentua a importância da forma, concebendo a atividade</p><p>poética como a habilidade no manejo do verso.</p><p>d) faz alusões a elementos evocadores de rituais religiosos,</p><p>impregnando a poesia de misticismo e espiritualidade.</p><p>e) explora intensamente a cadeia fônica da linguagem,</p><p>procurando associar a poesia à música.</p><p>8) (PUCCAMP)</p><p>O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre;</p><p>Sangram, em laivos de ouro, as minas, que a ambição</p><p>Na torturada entranha abriu da terra nobre;</p><p>E cada cicatriz brilha como um brasão.</p><p>O ângelo plange ao longe em doloroso dobre.</p><p>O último ouro do sol morre na cerração.</p><p>E, austero, amortalhando a urbe gloriosa e pobre,</p><p>O crepúsculo cai como uma extrema-unção.</p><p>Podemos reconhecer nas estrofes acima, de Olavo Bilac, as</p><p>seguintes características do estilo de época que marcou sua</p><p>poesia:</p><p>a) Interesse pela descrição pormenorizada da paisagem,</p><p>numa linguagem que procura impressionar os sentidos.</p><p>b) Uso do vocabulário próprio para acentuar o mistério, a</p><p>realidade oculta das coisas, que deve ser sugerida por</p><p>meio de símbolos.</p><p>55</p><p>c) Valorização do passado histórico, em busca da definição</p><p>da nacionalidade brasileira.</p><p>d) Utilização exagerada de hipérboles, perífrases e</p><p>antíteses, no desejo de não nomear diretamente as</p><p>coisas, mas de fazer alusão a elas.</p><p>e) Busca de imagens naturais e vocabulário simples,</p><p>predileção pelo verso branco e negação de inversões</p><p>sintáticas.</p><p>9) (CEFET-PA) Leia os versos:</p><p>Esta, de áureos relevos, trabalhada</p><p>De divas mãos, brilhantes copa, um dia,</p><p>Já de aos deuses servir como cansada,</p><p>Vinda do Olimpo, a um novo deus servia.</p><p>Era o poeta de Teos que a suspendia.</p><p>Então e, ora repleta ora esvaziada,</p><p>A taça amiga aos dedos seus tinia</p><p>Todas de roxas pétalas colmada.</p><p>(Alberto de Oliveira)</p><p>Assinale a alternativa que contém características</p><p>parnasianas presentes no poema:</p><p>a) busca de inspiração na Grécia Clássica, com nostalgia e</p><p>subjetivismo;</p><p>b) versos impecáveis, misturando mitologia clássica com</p><p>sentimentalismo amoroso;</p><p>c) revalorização das ideias iluministas e descrição do</p><p>passado.</p><p>d) descrição minuciosa de um objeto e busca de um tema</p><p>ligado à Grécia antiga.</p><p>e) vocabulário preciosista, de forte ardor sensual.</p><p>10) (UFPE) É incorreto afirmar que, no Parnasianismo:</p><p>a) a natureza é apresentada objetivamente;</p><p>b) a disposição dos elementos naturais (árvores, estrelas,</p><p>céu, rios) é importante por obedecer a uma ordenação</p><p>lógica;</p><p>c) a valorização dos elementos naturais torna-se mais</p><p>importante que a valorização da forma do poema;</p><p>d) a natureza despe-se da exagerada carga emocional com</p><p>que foi explorada em outros períodos literários;</p><p>e) as inúmeras descrições da natureza são feitas dentro do</p><p>mito da objetividade absoluta, porém os melhores textos</p><p>estão permeados de conotações subjetivas.</p><p>11) (UFAM) Todas as características de estilo abaixo</p><p>relacionadas pertencem ao Parnasianismo, exceto:</p><p>a) O apuro quanto à parte formal.</p><p>b) A reserva nas efusões pessoais.</p><p>c) A procura de rimas ricas.</p><p>d) A imaginação criadora.</p><p>e) O uso de descrições.</p><p>12) (UEL) O Parnasianismo brasileiro foi um movimento.</p><p>a) Poético do final do século XIX e início do século XX.</p><p>b) Lítero-musical do final do século XVIII e início do</p><p>século XIX.</p><p>c) Poético do final do século XVIII e início do século XIX.</p><p>d) Teatral do final do século XX.</p><p>e) Lítero-musical do início do século XX.</p><p>13) (UF-ES) O ideal parnasiano do culto da "arte pela arte"</p><p>significa que o objetivo do poeta é criar obras que</p><p>expressem:</p><p>a) um conteúdo social, de interesse universal.</p><p>b) a noção do progresso da sua época.</p><p>c) uma mensagem educativa, de natureza moral.</p><p>d) uma lição de cunho religioso.</p><p>e) Belo, criado pelo perfeito uso dos recursos estilísticos.</p><p>14) (CFET-PA) Todas as afirmações abaixo estão corretas,</p><p>com exceção de:</p><p>a) Parnasianismo é a manifestação poética do Realismo,</p><p>mais voltada para o concreto.</p><p>b) Os parnasianos assumiram o sentimentalismo quanto à</p><p>observação da realidade, pregando uma atitude pessoal.</p><p>c) Os parnasianos, negando a emoção, cultuaram a Razão e</p><p>revalorizaram a Antiguidade Clássica.</p><p>d) Parnasianismo é uma estética preocupada com a arte</p><p>pela arte, a poesia pela poesia.</p><p>e) Os parnasianos fixam-se na observação de regras</p><p>poéticas e têm, por isso, uma linguagem rebuscada e</p><p>artificial.</p><p>15) (F.Carlos Chagas-SP) Os poetas representativos da escola</p><p>parnasiana defendiam:</p><p>a) engajamento político nas causas históricas da época,</p><p>fazendo delas matéria para uma poesia inflamada e</p><p>eloqüente.</p><p>b) a idéia de que a livre inspiração é a garantia maior de</p><p>que o poema corresponda à expressão direta das</p><p>emoções mais profundas.</p><p>c) a simplicidade da arte primitiva, razão pela qual</p><p>buscavam os temas bucólicos e uma linguagem próxima</p><p>da fala rústica dos camponeses.</p><p>d) abandono das formas fixas, criando, portanto, as</p><p>condições para o posterior surgimento dos poemas em</p><p>verso livre do Modernismo.</p><p>e) a disciplina do artista e o trabalho artesanal com a</p><p>linguagem, de modo a resultar uma obra adequada aos</p><p>padrões de uma estética clássica.</p><p>16) (PUC-RS) Alberto de Oliveira é considerado o mais</p><p>característico poeta parnasiano, pois suas obras evidenciam:</p><p>a) erudição lingüística, descrição subjetiva e alusão à</p><p>mitologia greco-latina.</p><p>b) culto à forma, descritivismo e retorno aos motivos</p><p>clássicos.</p><p>c) preciosismo lingüístico, recuperação dos moldes</p><p>clássicos e devaneio sentimentalista.</p><p>d) lirismo comedido, sentimento nacionalista e apuro</p><p>vocabular.</p><p>e) descrição pormenorizada, ruptura com os motivos</p><p>clássicos e busca da palavra exata.</p><p>17) (UFRS) "É na convergência de ideais anti-românticos,</p><p>como a objetividade no trato dos temas e o culto da forma,</p><p>que se situa a poética do Parnasianismo. O nome da escola</p><p>vinha de Paris e remontava a antologias publicadas [...] sob</p><p>o título de Parnasse Contemporain, que incluíam poemas</p><p>de Gautier, Banville e Lecomte de Lisle. Seus traços de</p><p>relevo: o gosto da descrição nítida, concepções</p><p>tradicionalistas sobre metro, ritmo e rima e, no fundo, o</p><p>ideal de impessoalidade que partilhavam com os realistas</p><p>do tempo." (Alfredo Bosi)</p><p>Com base no texto acima, referente ao Parnasianismo</p><p>brasileiro, são feitas as seguintes inferências:</p><p>I - Parnasianismo opôs-se a princípios românticos como a</p><p>subjetividade e a relativa liberdade do verso.</p><p>II - Tendo seu nome calcado num termo criado na França, o</p><p>Parnasianismo brasileiro seguiu um caminho estético</p><p>próprio, independente e original.</p><p>III - Parnasianismo e Realismo são correntes literárias com</p><p>ideais e princípios estéticos totalmente diferenciados.</p><p>56</p><p>Quais estão corretas?</p><p>a) Apenas I.</p><p>b) Apenas</p><p>figuras fantasiosas.</p><p>( ) No gênero lírico, são expressos os sentimentos e</p><p>emoções do eu lírico, há predominância de pronomes e</p><p>verbos na 1ª pessoa, além da exploração da musicalidade</p><p>das palavras.</p><p>( ) O gênero dramático, é próprio para a representação,</p><p>ele aparece em versos ou prosa, passíveis de encenação</p><p>teatral. A voz narrativa está entregue às personagens, atores</p><p>que contam uma história por meio de diálogos, ou</p><p>monólogos.</p><p>a) V – V – V – V – V.</p><p>b) F – V – V – V – F.</p><p>c) V – V – V – V – F.</p><p>d) F – V – V – V – V.</p><p>17) (CESGRANRIO 2011) Associe os gêneros literários às</p><p>suas respectivas características.</p><p>1 – Gênero lírico</p><p>2 – Gênero épico</p><p>3 – Gênero dramático</p><p>( ) Exteriorização dos valores e sentimentos coletivos</p><p>( ) Representação de fatos com presença física de atores</p><p>( ) Manifestação de sentimentos pessoais</p><p>predominando, assim, a função emotiva</p><p>A sequência correta, de cima para baixo, é</p><p>a) 3 – 2 – 1</p><p>b) 2 – 3 – 1</p><p>c) 2 – 1 – 3</p><p>d) 1 – 3 – 2</p><p>e) 1 – 2 – 3</p><p>18) (AMEOSC 2021) Gênero literário é expressão utilizada nas</p><p>diferentes formas de arte, para denominar um conjunto de</p><p>obras que apresentam características semelhantes de forma</p><p>e conteúdo. Sobre os "Gêneros Literários " marque a</p><p>afirmação INCORRETA.</p><p>a) Os Lusíadas , de Luís Vaz de Camões , Ilíada e</p><p>Odisséia, de Homero , exemplificam a Epopeia ou o</p><p>estilo Épico.</p><p>b) Crônica é uma narrativa informal, ligada à vida</p><p>cotidiana, com linguagem coloquial, breve, com um</p><p>toque de humor e crítica.</p><p>c) No gênero narrativo, temos somente: romance, conto,</p><p>fábula e epopeia.</p><p>d) A classificação das obras literárias pode ser feita de</p><p>acordo com critérios semânticos, sintáticos, fonológicos,</p><p>formais, contextuais e outros.</p><p>19) (AMEOSC 2021) Analise as assertivas com (V) verdadeiro</p><p>ou (F) falso:</p><p>(__) O gênero épico é um texto literário que apresenta</p><p>aventuras heroicas e eloquentes baseadas na história</p><p>cultural dos povos, o narrador épico pode construir a</p><p>narrativa tanto em versos (chama-se versos épicos) quanto</p><p>em prosa (denominada de narrativa épica).</p><p>(__) A logicidade, a racionalidade e a objetividade são o</p><p>tripé textual que o narrador épico utiliza para dar o tom</p><p>grandioso na narrativa épica, mas o tom grandioso se</p><p>descaracteriza justamente pela presença de elementos</p><p>místicos e aventuras fantásticas, baseados em mitos como a</p><p>mitologia grega, em razão disso, existe a presença de</p><p>deuses, semideuses, heróis e figuras fantasiosas que</p><p>interferem negativamente para atrapalhar o desenrolar dos</p><p>acontecimentos.</p><p>(__) O gênero lírico se refere ao tipo de texto literário onde</p><p>predomina a expressão de sentimentos e emoções subjetivas</p><p>do sujeito lírico - o eu lírico. São maioritariamente escritos</p><p>em verso, sendo textos breves por não apresentarem enredo,</p><p>mas sim a exteriorização do mundo interior do eu lírico.</p><p>(__) Dentre os subgêneros líricos, temos: Ode: Poema lírico</p><p>de exaltação, entusiasmo e alegria, Elegia: Poema lírico</p><p>melancólico sobre a morte e a tristeza, Idílio: Poema lírico</p><p>sobre a vida pastoril e bucólica.</p><p>(__) O gênero dramático é representado apenas por ações,</p><p>rubricas, cenas e atos, tem por finalidade expor os atores e</p><p>atrizes para causar emoção no público assistente de teatro,</p><p>centrando-se na tragicomédia.</p><p>Após análise, assinale a alternativa que apresenta a</p><p>sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:</p><p>a) V, V, V, V, V.</p><p>b) F, V, V, F, F.</p><p>c) V, F, V, V, F.</p><p>d) F, F, V, F, V.</p><p>Texto para a questão 20</p><p>A alma das cousas somos nós...</p><p>Dentro do eterno giro universal</p><p>Das cousas, tudo vai e volta à alma da gente,</p><p>Mas, se nesse vaivém tudo parece igual</p><p>Nada mais, na verdade,</p><p>Nunca mais se repete exatamente...</p><p>Sim, as cousas são sempre as mesmas na corrente</p><p>Que no-las leva e traz, num círculo fatal;</p><p>O que varia é o espírito que as sente</p><p>Que é imperceptivelmente desigual,</p><p>Que sempre as vive diferentemente,</p><p>E, assim, a vida é sempre inédita, afinal...</p><p>Estado de alma em fuga pelas horas,</p><p>Tons esquivos e trêmulos, nuanças</p><p>Suscetíveis, sutis, que fogem no Íris</p><p>Da sensibilidade furta-cor...</p><p>E a nossa alma é a expressão fugitiva das cousas</p><p>E a vida somos nós, que sempre somos outros!...</p><p>Homem inquieto e vão que não repousas!</p><p>Para e escuta:</p><p>Se as cousas têm espírito, nós somos</p><p>Esse espírito efêmero das cousas,</p><p>Volúvel e diverso,</p><p>Variando, instante a instante, intimamente,</p><p>8</p><p>E eternamente,</p><p>Dentro da indiferença do Universo!...</p><p>(Luz mediterrânea, 1965.</p><p>20) (VUNESP 2013) Embora pareça constituído de versos</p><p>livres modernistas, o poema em questão ainda segue a</p><p>versificação medida, combinando versos de diferentes</p><p>extensões, com predomínio dos de doze e dez sílabas</p><p>métricas. Assinale a alternativa que indica, na primeira</p><p>estrofe, pela ordem em que surgem, os versos de dez sílabas</p><p>métricas, denominados decassílabos.</p><p>a) 1 e 5.</p><p>b) 3 e 4.</p><p>c) 1, 2 e 3.</p><p>d) 2 e 3.</p><p>e) 1, 3 e 5.</p><p>21) (CPCON 2009) Na estrofe 116 do Romance do pavão</p><p>misterioso, “O rapaz disse: – Menina,/A mim você não fez</p><p>mal:/Toda moça é inocente,/Tem seu papel</p><p>virginal/Cerimônia de donzela/É uma coisa natural”,</p><p>percebe- se que:</p><p>I - A estrofe (sextilha) com versos de sete sílabas poéticas</p><p>(redondilha maior) e rimas do tipo XAXAXA (as letras</p><p>repetidas indicam os versos que rimam entre si e o X indica</p><p>os versos que não rimam) segue a ordem do poema que é</p><p>assim metrificado para rápida assimilação pelo leitor do</p><p>ritmo veloz em cuja estrutura são encadeados os fatos</p><p>narrados.</p><p>II - A estrofe (septilha) com versos de cinco sílabas</p><p>poéticas (redondilha menor) e rimas do tipo ABABAB</p><p>segue a ordem do poema que é assim metrificado para</p><p>rápida assimilação pelo leitor do ritmo veloz em cuja</p><p>estrutura são encadeados os fatos narrados.</p><p>III - A estrofe (sextilha) com versos livres segue a ordem do</p><p>poema que é assim “metrificado” para rápida assimilação</p><p>pelo leitor do ritmo veloz em cuja estrutura são encadeados</p><p>os fatos narrados.</p><p>a) Apenas I está correta.</p><p>b) Apenas II está correta.</p><p>c) Apenas III está correta.</p><p>d) Apenas I e III estão corretas.</p><p>e) Todas estão corretas.</p><p>22) (FUNDEP 2018) Em relação aos gêneros literários, é</p><p>correto afirmar que</p><p>a) a comédia define-se como peça teatral do gênero</p><p>dramático na qual figuram nobres e procura levar a</p><p>plateia a um estado de tensão devido ao final funesto.</p><p>b) a origem do gênero lírico está em dois elementos até</p><p>hoje indispensáveis para esse tipo de texto: a</p><p>importância do público e a representação de papéis</p><p>teatrais.</p><p>c) as epopeias clássicas definem-se como gênero em que a</p><p>voz particular do eu lírico manifesta a expressão do</p><p>mundo interior e trata de sentimentos e emoções.</p><p>d) os longos poemas narrativos em que um acontecimento</p><p>histórico protagonizado por um herói é celebrado em</p><p>estilo solene, grandioso, representam o gênero épico.</p><p>23) (FUMARC 2013) Associe os textos a seguir ao respectivo</p><p>gênero literário, numerando os parênteses:</p><p>1. Lírico</p><p>2. Épico</p><p>3. Dramático</p><p>TEXTO I ( )</p><p>Poema tirado de uma notícia de jornal</p><p>“João gostoso era carregador de feira-livre</p><p>e morava no morro da Babilônia num barracão</p><p>sem número</p><p>Uma noite ele chegou ao bar Vinte de Novembro</p><p>Bebeu</p><p>Cantou</p><p>Dançou</p><p>Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas</p><p>e morreu afogado.”</p><p>(Manuel Bandeira)</p><p>TEXTO II ( )</p><p>“Oh! dias de minha infância!</p><p>Oh! meu céu de primavera!</p><p>Que doce a vida não era</p><p>Nessa risonha manhã!</p><p>Em vez das mágoas de agora,</p><p>Eu tinha nessas delícias</p><p>De minha mãe as carícias</p><p>E beijos de minha irmã!”</p><p>(Casimiro de Abreu)</p><p>TEXTO III ( )</p><p>“Eu deixo a vida como deixa o tédio</p><p>Do deserto, o poento caminheiro</p><p>_ Como as horas de um longo pesadelo</p><p>Que se desfaz ao dobre de um sineiro;”</p><p>(Álvares de Azevedo)</p><p>TEXTO IV ( )</p><p>“Um velho Timbira, coberto de glória,</p><p>II.</p><p>c) Apenas I e II.</p><p>d) Apenas II e III</p><p>e) I, II e III.</p><p>18) (UF-PA) À subjetividade romântica os parnasianos</p><p>contrapuseram a impessoalidade objetiva; Bilac, parnasiano</p><p>por excelência, por vezes foge do rigorismo objetivista de</p><p>sua escola como, por exemplo, nos versos em que o eu do</p><p>poeta se manifesta claramente. É o que se vê em:</p><p>a) "Fernão Dias Paes Leme agoniza. Um lamento/ Chora</p><p>largo, a rolar na longa voz do vento."</p><p>b) "Pára! Uma terra nova ao teu olhar fulgura!/ Detém-te!</p><p>Aqui, de encontro a verdejantes plagas"</p><p>c) "E eu, solitário, solto a face, e tremo,/ Vendo o teu vulto</p><p>que desaparece."</p><p>d) "Chega do baile. Descansa/ Move a ebúrnea ventarola."</p><p>e) "E ei-la, a morte! E ei-lo, o fim! A palidez aumenta;</p><p>Fernão Dias se esvai, numa síncope lenta."</p><p>19) (VPNE) A chamada tríade parnasiana era formada pelos</p><p>poetas:</p><p>a) Aluísio de Azevedo, Raul Pompeia e Machado de Assis</p><p>b) Olavo Bilac, Raimundo Correia e Alberto de Oliveira</p><p>c) Camilo Pessanha, Cruz Souza e Alphonsus de</p><p>Guimarães</p><p>d) Basílio da Gama, Santa Rita Durão e Alvarenga Peixoto</p><p>e) Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo e Casimiro de</p><p>Abreu</p><p>20) (VPNE) O Parnasianismo no Brasil teve início em 1889</p><p>com a publicação da obra:</p><p>a) Fanfarras, de Teófilo Dias</p><p>b) Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de</p><p>Assis</p><p>c) O mulato, de Aluísio de Azevedo</p><p>d) Missal e Broquéis, de Cruz e Souza</p><p>e) Suspiros poéticos e saudades, de Gonçalves de</p><p>Magalhães</p><p>21) (IFB 2017) Todas as afirmações, a seguir, fazem referência</p><p>a aspectos da poesia parnasiana, exceto uma. Assinale-a.</p><p>a) Esse modelo estético desenvolveu-se primeiramente na</p><p>França e apresentou uma concepção de poesia mais</p><p>moderna e afinada com o rigor do pensamento</p><p>positivista.</p><p>b) Os primeiros tempos de vida republicana favoreceram o</p><p>intenso desenvolvimento de uma atmosfera urbana,</p><p>erudita e sofisticada no Brasil que reproduziu de forma</p><p>crítica os padrões europeus, a Belle Époque.</p><p>c) Nesse modelo literário de caráter exclusivamente</p><p>poético, a criação estava pautada pelo exercício da</p><p>razão, pelo equilíbrio e pela perfeição formal.</p><p>d) A poesia parnasiana foi marcada pela postura objetiva</p><p>do eu poético, pela linguagem descritiva, pela inversão</p><p>sintática, pela erudição vocabular e pelo resgate de</p><p>temas da Antiguidade Clássica.</p><p>e) No Brasil, os poetas parnasianos tiveram grande</p><p>expressão, uma vez que a sua poesia foi capaz de</p><p>traduzir a mentalidade e os anseios da elite nas últimas</p><p>décadas do século XIX e no início do século XX.</p><p>22) (FCC 2016) Com relação ao parnasianismo brasileiro,</p><p>avalie as afirmações abaixo.</p><p>I. É na convergência de ideais antirromânticos, como a</p><p>objetividade no trato dos temas e o culto da forma, que se</p><p>situa a poética do Parnasianismo.</p><p>II. A primeira corrente do Parnasianismo se amparava,</p><p>sobretudo, na pesquisa lírica de intenção psicológica;</p><p>procurava a beleza na expressão de estados inefáveis, por</p><p>meio de tonalidades raras ou delicadas.</p><p>III. O parnasiano típico acaba por se deleitar na nomeação</p><p>de alfaias, vasos e leques chineses, flautas gregas, taças de</p><p>coral, ídolos de gesso em túmulos de mármore... e</p><p>exaurindo-se na sensação de um detalhe ou na memória de</p><p>um fragmento narrativo.</p><p>IV. Ao contrário do Naturalismo, que trouxe um vigoroso</p><p>impulso de análise social, o Parnasianismo pouco trouxe de</p><p>essencial sobre o tema.</p><p>Está correto sobre a poética parnasiana o que se afirma</p><p>APENAS em</p><p>a) I e II.</p><p>b) I e IV.</p><p>c) II e III.</p><p>d) I, III e IV.</p><p>e) II, III e IV.</p><p>23) (UFRR 2015) Assinale a afirmação INCORRETA acerca</p><p>do movimento literário parnasiano.</p><p>a) Enquanto a poesia romântica dava maior valor à</p><p>inspiração do que ao acabamento formal, o</p><p>Parnasianismo atribuiu grande valor à estética do texto</p><p>b) Foi o livro Poesias, de Olavo Bilac, publicado em 1882,</p><p>que marcou o início do Parnasianismo brasileiro.</p><p>c) Em virtude da preocupação com a forma do poema -</p><p>que se refletia na precisão das palavras, na riqueza das</p><p>rimas e no respeito pelas regras de composição poética -</p><p>o trabalho do poeta parnasiano comumente é comparado</p><p>ao de um ourives ou escultor.</p><p>d) O movimento parnasiano tem suas raízes na França,</p><p>com a publicação, em 1866, da antologia poética O</p><p>Parnaso Contemporâneo.</p><p>e) Quanto à mulher, a poesia parnasiana a vê sob o prisma</p><p>da sensualidade e do erotismo, privilegiando a descrição</p><p>de seus aspectos físicos.</p><p>24) (UECE-CEV 2018) No que concerne ao Parnasianismo, é</p><p>correto afirmar que</p><p>a) no Brasil, considera-se como marco inicial a publicação</p><p>da obra Fanfarras, de Olavo Bilac, em 1882. Além do</p><p>‘Príncipe dos Poetas Brasileiros’, são grandes expoentes</p><p>do parnasianismo Brasileiro Alberto de Oliveira e</p><p>Raimundo Correia.</p><p>b) se caracteriza pelo gosto por coisas e fatos exóticos que</p><p>revelem estados de espírito pessoais.</p><p>c) é adepto da arte pela arte, concepção pela qual a arte</p><p>deve existir apenas em função dela mesma, embora</p><p>verse sobre problemas políticos, sociais, afetivos e</p><p>religiosos.</p><p>d) a busca da forma perfeita é uma preocupação</p><p>fundamental para os parnasianos: há a preferência por</p><p>uma forma fixa, pela ordem indireta, por palavras raras,</p><p>pela rima rica ou preciosa.</p><p>57</p><p>25) (ENEM 2013)</p><p>Mal secreto</p><p>Se a cólera que espuma, a dor que mora</p><p>N’alma, e destrói cada ilusão que nasce,</p><p>Tudo o que punge, tudo o que devora</p><p>O coração, no rosto se estampasse;</p><p>Se se pudesse, o espírito que chora,</p><p>Ver através da máscara da face,</p><p>Quanta gente, talvez, que inveja agora</p><p>Nos causa, então piedade nos causasse!</p><p>Quanta gente que ri, talvez, consigo</p><p>Guarda um atroz, recôndito inimigo,</p><p>Como invisível chaga cancerosa!</p><p>Quanta gente que ri, talvez existe,</p><p>Cuja ventura única consiste</p><p>Em parecer aos outros venturosa!</p><p>CORREIA. R In: PATRIOTA, M. Para compreender</p><p>Raimundo Correia. Brasilia: AFhambra, 1995.</p><p>Coerente com a proposta parnasiana de cuidado formal e</p><p>racionalidade na condução temática, o soneto de Raimundo</p><p>Correia reflete sobre a forma como as emoções do</p><p>indivíduo são julgadas em sociedade. Na concepção do eu</p><p>lírico, esse julgamento revela que</p><p>a) a necessidade de ser socialmente aceito leva o indivíduo</p><p>a agir de forma dissimulada.</p><p>b) o sofrimento íntimo torna-se mais ameno quando</p><p>compartilhado por um grupo social.</p><p>c) a capacidade de perdoar e aceitar as diferenças</p><p>neutraliza o sentimento de inveja.</p><p>d) o instinto de solidariedade conduz o indivíduo a</p><p>apiedar-se do próximo.</p><p>e) a transfiguração da angústia em alegria é um artifício</p><p>nocivo ao convívio social.</p><p>Gabarito</p><p>1) C</p><p>2) E</p><p>3) D</p><p>4) A</p><p>5) B</p><p>6) C</p><p>7) C</p><p>8) A</p><p>9) D</p><p>10) C</p><p>11) D</p><p>12) A</p><p>13) E</p><p>14) B</p><p>15) E</p><p>16) B</p><p>17) A</p><p>18) C</p><p>19) B</p><p>20) A</p><p>21) B</p><p>22) D</p><p>23) B</p><p>24) D</p><p>25) A</p><p>58</p><p>Simbolismo</p><p>1) (EsPCEx 2016) Quanto ao Simbolismo, assinale a</p><p>alternativa correta.</p><p>a) O objetivo declarado dos poetas desse movimento</p><p>literário era um só: desenvolver a beleza formal à</p><p>poesia, eliminando o que consideravam os excessos</p><p>sentimentalistas românticos que comprometiam a</p><p>qualidade artística dos poemas. Na base desse projeto</p><p>estava a crença de que a função essencial da arte era</p><p>produzir o belo. O lema adotado – a arte pela arte –</p><p>traduz essa crença.</p><p>b) A preocupação dos artistas desse período não é mais a</p><p>análise da sociedade. O principal interesse é a sondagem</p><p>do “eu”, a decifração dos caminhos que a intuição e a</p><p>sensibilidade podem descortinar. A busca é do elemento</p><p>místico, não-consciente, espiritual, imaterial.</p><p>c) O desejo de dar um caráter científico à obra literária</p><p>define as condições de produção dos textos dessa</p><p>estética. Os escritores acompanham com interesse as</p><p>discussões feitas no campo da biologia e da medicina,</p><p>acreditando na possibilidade de tornar esse</p><p>conhecimento como base para a criação de seus</p><p>romances.</p><p>d) Essa estética substitui a exaltação da nobreza pela</p><p>valorização do indivíduo e de seu caráter. Em lugar de</p><p>louvar a beleza clássica, que exige uma natureza e um</p><p>físico perfeito, o artista desse período literário elogia o</p><p>esforço individual, a sinceridade, o trabalho. Pouco a</p><p>pouco, os valores burgueses vão sendo apresentados</p><p>como modelos de comportamento social nas obras de</p><p>arte que começam a ser produzidas.</p><p>e) O modelo de vida ideal adotado pelos autores do</p><p>período envolve a representação idealizada da Natureza</p><p>como um espaço acolhedor, primaveril, alegre. Os</p><p>poemas apresentam cenários em que a vida rural é</p><p>sinônimo de tranquilidade e harmonia.</p><p>2) (EsPCEx 2021) Leia o poema de Charles Baudelaire a</p><p>seguir.</p><p>Correspondências</p><p>A Natureza é um templo onde vivos pilares</p><p>Deixam sair às vezes palavras confusas:</p><p>Por florestas de símbolos, lá o homem cruza</p><p>Observado por olhos ali familiares.</p><p>Tal longos ecos longe onde lá se confundem,</p><p>Dentro de tenebrosa e profunda unidade,</p><p>Imenso como a noite e como a claridade,</p><p>Os perfumes, as cores e os sons se transfundem.</p><p>Perfumes de frescor tal a carne de infantes,</p><p>Doces como o oboé, verdes igual ao prado,</p><p>– Mais outros, corrompidos, ricos, triunfantes,</p><p>Possuindo a expansão de um algo inacabado,</p><p>Tal como o âmbar, almíscar, benjoim e incenso,</p><p>Que cantam o enlevar dos sentidos e o senso.</p><p>Das características do Simbolismo descritas abaixo,</p><p>assinale a que mais está presente no poema.</p><p>a) A expressão de campos sensoriais por meio da</p><p>sinestesia.</p><p>b) O conflito constante entre matéria e espírito.</p><p>c) A transcendência espiritual por meio da morte.</p><p>d) A expressão verbal carregada de aliterações.</p><p>e) A angústia e a sublimação sexual que visa ao sagrado.</p><p>3) (UFRRJ) Leia o fragmento a seguir do poema 'Evocações'</p><p>de Alphonsus de Guimaraens:</p><p>Na primavera que era a derradeira,</p><p>Mãos estendidas a pedir esmola</p><p>Da estrada fui postar-me à beira.</p><p>Brilhava o sol e o arco-íris era a estola</p><p>Maravilhosamente no ar suspensa</p><p>Como se sabe, Alphonsus de Guimaraens é tido como um</p><p>dos mais importantes representantes do Simbolismo no</p><p>Brasil. No fragmento acima, pode-se destacar a seguinte</p><p>característica da escola a qual pertence:</p><p>a) bucolismo, que se caracteriza pela participação ativa da</p><p>natureza nas ações narradas.</p><p>b) intensa movimentação e alta tensão dramática.</p><p>c) concretismo e realismo nas descrições.</p><p>d) foco no instante, na cena particular e na impressão que</p><p>causa.</p><p>e) tom poético melancólico, apresentando a natureza como</p><p>cúmplice na tristeza.</p><p>4) (UFV-MG) Assinale a alternativa em que todas as</p><p>características de estilo são do Simbolismo.</p><p>a) impassibilidade, vida descrita objetivamente, ecletismo</p><p>b) hermetismo intencional, alquimia verbal, musicalidade</p><p>c) favor da forma, expressões ousadas, fidelidade nas</p><p>observações</p><p>d) atmosfera de imprecisão, realismo cru, religiosidade</p><p>e) complexidade, ressurreição dos valores humanos,</p><p>materialismo pornográfico.</p><p>5) (PUC-RS) Morte e _________________ são temas</p><p>presentes tanto na poesia de _________________ quanto na</p><p>de __________________, considerados as duas principais</p><p>matrizes do _________________ no Brasil, movimento do</p><p>final do século XIX, de inspiração francesa.</p><p>As lacunas podem ser correta e respectivamente</p><p>preenchidas por</p><p>a) mitologia - Cruz e Sousa - Eduardo Guimaraens –</p><p>Parnasianismo</p><p>b) melancolia - Alphonsus de Guimaraens - Raimundo</p><p>Correa – Simbolismo</p><p>c) religiosidade - Cruz e Sousa - Alphonsus de Guimaraens</p><p>- Simbolismo</p><p>d) amor - Olavo Bilac - Raimundo Correa – Parnasianismo</p><p>e) natureza - Cruz e Sousa - Eduardo Guimaraens -</p><p>Simbolismo</p><p>6) (UEL-PR) Assinale a alternativa que contém apenas</p><p>características da estética simbolista:</p><p>a) temática social; hermetismo; valorização dos tons</p><p>fortes; materialismo; antítese.</p><p>b) temática intimista; ocultismo; valorização dos tons</p><p>fortes; espiritualidade; sinestesia.</p><p>c) temática intimista; hermetismo; valorização do branco e</p><p>da transparência; espiritualidade; sinestesia.</p><p>d) temática bucólica; hermetismo; valorização do branco e</p><p>da transparência; espiritualidade; antítese.</p><p>e) temática bucólica; ocultismo; valorização das</p><p>tonalidades verdes; materialismo; sinestesia.</p><p>59</p><p>7) (FEI-SP) Escolha a alternativa que preencha corretamente,</p><p>na ordem apresentada, as lacunas da frase seguinte.</p><p>"O Simbolismo se opõe ao ..............................,</p><p>aproximando-se do .............................., no que diz respeito</p><p>à presença do subjetivismo e da emoção, segundo se</p><p>observa, por exemplo, em .............................., célebre autor</p><p>de Broquéis."</p><p>a) (1) Realismo/ (2) Romantismo/ (3) Cruz e Sousa</p><p>b) (1) Naturalismo/ (2) Modernismo/ (3) Gonçalves Dias</p><p>c) (1) Arcadismo/ (2) Romantismo/ (3) Castro Alves</p><p>d) (1) Romantismo/ (2) Barroco/ 93) Manuel Bandeira</p><p>e) (1) Naturalismo/ (2) Modernismo/ (3) Olavo Bilac</p><p>8) (Cetro 2013) Assinale a alternativa que apresenta as</p><p>principais características do movimento literário</p><p>Simbolismo.</p><p>a) O objetivismo aparece como negação do subjetivismo</p><p>romântico e mostra o homem voltado para aquilo que</p><p>está diante e fora dele, o não eu; o personalismo cede</p><p>terreno ao universalismo. O materialismo leva à</p><p>negação do sentimentalismo e da metafísica. Só se</p><p>preocupa com o presente, o contemporâneo.</p><p>b) Sentimentalismo, valorização dos sentimentos, das</p><p>emoções pessoais – o indivíduo passa a ser o centro das</p><p>atenções (egocentrismo). Valorizando a imaginação,</p><p>cria um mundo particular e faz uma interpretação</p><p>subjetiva da realidade. Mergulho em profunda</p><p>depressão e múltiplas fugas da realidade são</p><p>características do poeta desta época.</p><p>c) Nega o cientificismo, o materialismo, o racionalismo,</p><p>valorizando, em contrapartida, as manifestações</p><p>metafísicas e espirituais. A realidade objetiva não mais</p><p>interessa; o homem volta-se para a realidade subjetiva;</p><p>mas não o eu superficial e sentimentaloide. Vai em</p><p>busca da essência do ser humano, aquilo que ele tem de</p><p>mais profundo e é, ao mesmo tempo, comum a todos: a</p><p>alma.</p><p>d) Ruptura com o passado, denúncia da realidade</p><p>brasileira, o regionalismo, os tipos humanos</p><p>marginalizados e uma ligação com fatos políticos,</p><p>econômicos e sociais contemporâneos, diminuindo a</p><p>distância entre a realidade e a ficção.</p><p>9) (UECE-CEV 2018) Considerando o Parnasianismo da</p><p>segunda metade do século XIX e o Simbolismo do fim do</p><p>século XIX e início do século XX no Brasil, atente para os</p><p>itens listados a seguir e escreva, nos parênteses, 1 para as</p><p>características do Parnasianismo e 2 para as características</p><p>do Simbolismo.</p><p>( ) Volta ao Romantismo.</p><p>( ) Volta à cultura clássica.</p><p>( ) Exterioridade: culto à natureza.</p><p>( ) Interioridade: culto do sonho, da fantasia, da</p><p>imaginação.</p><p>( ) Poema endereçado à emoção.</p><p>A sequência correta, de cima para baixo, é:</p><p>a) 2, 1, 1, 2, 2.</p><p>b) 1, 2, 2, 1, 1.</p><p>c) 2, 1, 2, 1, 2.</p><p>d) 1, 2, 1, 2, 1.</p><p>10) (EXATUS 2014) Enumere a característica simbolista mais</p><p>evidente nos seguintes fragmentos:</p><p>1) Esmaiece na messe o rumor da quermesse...</p><p>– Não ouves este ai que esmaiece e esmorece?</p><p>É um noivo a quem fugiu a Flor dos olhos amenos,</p><p>E chora a sua morta, absorto, à flor dos fenos...</p><p>(Eugênio de Castro)</p><p>2) Para as estrelas de cristais gelados</p><p>As ânsias e os desejos vão subindo,</p><p>Galgando azuis e siderais noivados</p><p>De nuvens brancas a amplidão vestindo.</p><p>(Cruz e Sousa, “Sederações”)</p><p>3) O ser que é ser e que jamais vacila</p><p>Nas guerras imortais entra sem susto,</p><p>Leva consigo este brasão augusto</p><p>Do grande amor, da grande fé tranquila.</p><p>(Cruz e Sousa, “Sorriso interior”)</p><p>4) Quando Ismália enlouqueceu,</p><p>Pôs-se na torre a sonhar...</p><p>Viu uma lua no céu,</p><p>Viu outra lua no mar.</p><p>(Alphonsus de Guimarães, “Ismália”)</p><p>( ) Interesse</p><p>pelas zonas profundas da mente</p><p>(inconsciente e subconsciente) e Pela loucura: os</p><p>simbolistas manifestavam interesse em explorar zonas da</p><p>mente humana sobre as quais se conhecia muito pouco,</p><p>como o sonho e a loucura.</p><p>( ) Desejo de transcendência e integração cósmica: em</p><p>oposição aos limites do mundo físico e material, os</p><p>simbolistas apreciam situações de viagem interior ou</p><p>cósmica, integração com os astros, extravasamento e</p><p>transcendência do mundo real.</p><p>( ) Misticismo, religiosidade: os simbolistas são</p><p>espiritualistas, transcendentais e místicos, ligados tanto ao</p><p>cristianismo quanto a outras formas de religião. Cruz e</p><p>Sousa, por exemplo, escreveu poemas que expressam uma</p><p>concepção particular de catolicismo.</p><p>( ) Prioriza a musicalidade: para conseguir aproximação</p><p>da poesia com a música, os simbolistas lançaram mão de</p><p>vários recursos como alteração e o eco.</p><p>Assinale a alternativa em que a sequência numérica está</p><p>correta de cima para baixo:</p><p>a) 2 - 4 - 1 - 3.</p><p>b) 1 - 3 - 4 - 2.</p><p>c) 3 - 2 - 1 - 4.</p><p>d) 4 - 2 - 3 - 1.</p><p>11) (FUMARC 2014) NÃO caracteriza o Simbolismo:</p><p>a) A atitude mística perante a vida, buscando o inatingível,</p><p>o oculto, o misterioso para justificar a existência.</p><p>b) A exploração de ecos, ressonância, alterações,</p><p>valorizando a sonoridade da linguagem, para aproximá-</p><p>la da música.</p><p>c) O desprezo pelo passado e pelas vivências históricas do</p><p>povo a que pertence.</p><p>d) O mundo íntimo metaforizado por imagens noturnas: a</p><p>sombra, o negro, a morte, a névoa, etc.</p><p>60</p><p>12) (CESPE/ CEBRASPE 2013) No que se refere às</p><p>características gerais do Simbolismo, assinale a opção</p><p>correta.</p><p>a) Na poesia simbolista, a realidade externa se sobrepõe à</p><p>realidade interior expressa pelo sujeito lírico, de modo</p><p>que prevaleça o caráter descritivo.</p><p>b) O Simbolismo preconizava a correspondência entre</p><p>poeta, poesia e natureza, e vigoravam, na poética</p><p>simbolista, o inefável e a música dos versos.</p><p>c) No poema simbolista, a imaginação poética livre</p><p>transcende os limites da realidade externa, o que se</p><p>evidencia na forma poética desapegada da rima e da</p><p>métrica rígida.</p><p>d) Os simbolistas consideravam a arte, sobretudo, trabalho</p><p>exigente: o poema era um artefato raro e precioso, e o</p><p>poeta devia buscar a expressão objetiva.</p><p>e) Embora o Simbolismo europeu esteja muito ligado ao</p><p>decadentismo, essa tendência não teve nenhuma</p><p>repercussão entre os poetas brasileiros simbolistas.</p><p>13) (FUNDATEC 2021) Avalie as assertivas que são feitas a</p><p>seguir a respeito de movimentos literários, à luz do que nos</p><p>alcança Sergius Gonzaga:</p><p>I. O Parnasianismo foi um movimento essencialmente</p><p>poético que reagiu contra os abusos sentimentais dos</p><p>modernistas. O autor parnasiano não se mostra indiferente</p><p>aos dramas do cotidiano, mostrando-se preocupado com os</p><p>problemas sociais.</p><p>II. O Simbolismo no Brasil tem como características o</p><p>subjetivismo, a sugestão, a musicalidade o irracionalismo e</p><p>mistério. Os simbolistas transplantaram uma cultura que</p><p>pouco tinha a ver com o próprio contexto. Daí resultou uma</p><p>poesia distanciada do espaço social brasileiro.</p><p>III. As características específicas do Naturalismo resultam</p><p>da sua aproximação com as diversas ciências experimentais</p><p>e positivas, sendo elas: determinismo do meio ambiente;</p><p>determinismo do instinto; determinismo da hereditariedade;</p><p>presença de personagens patológicos; crítica social explícita</p><p>e forma descritiva.</p><p>Quais estão corretas?</p><p>a) Apenas I.</p><p>b) Apenas III.</p><p>c) Apenas I e II.</p><p>d) Apenas II e III.</p><p>e) I, II e III.</p><p>14) (ADMeTEC 2019) Leia as afirmativas a seguir:</p><p>I. O subjetivismo é uma das características do Simbolismo,</p><p>sendo também uma característica própria de escolas</p><p>anteriores (como o Romantismo) que valorizam o mundo</p><p>interior do indivíduo. O Simbolismo, no entanto, vai além</p><p>do subjetivismo dos românticos (início do século XIX),</p><p>pretendendo atingir as áreas do subconsciente e do</p><p>inconsciente. Os textos que surgiam, portanto, revelavam-se</p><p>poesia “difícil”, embrenhando-se nas zonas mais</p><p>ensombrecidas do eu e das emoções.</p><p>II. No Realismo, é nítida a preferência pelo espaço urbano,</p><p>pois a burguesia fixou-se principalmente nas cidades, onde</p><p>residem os elementos a serem combatidos, já que a obra</p><p>literária é vista como instrumento de denúncia dos</p><p>desequilíbrios sociais. Há preocupação em retratar pessoas</p><p>da época, encarando o presente histórico, os conflitos do</p><p>homem da época, os problemas concretos, os dramas</p><p>cotidianos.</p><p>Marque a alternativa CORRETA:</p><p>a) As duas afirmativas são verdadeiras.</p><p>b) A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.</p><p>c) A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.</p><p>d) As duas afirmativas são falsas.</p><p>15) (MS CONCURSOS 2017) Sobre Simbolismo, leia os itens</p><p>e assinale a alternativa correta.</p><p>I - Os simbolistas propuseram que a poesia não é somente</p><p>emoção, amor, mas a tomada de consciência desta emoção;</p><p>que a atitude poética não é unicamente afetiva, mas ao</p><p>mesmo tempo afetiva e cognitiva.</p><p>II - Na busca do “eu profundo”, os simbolistas iniciam uma</p><p>viagem interior de imprevisíveis resultados, ultrapassando</p><p>os níveis de razoabilidade em que, afinal de contas, se</p><p>colocavam os românticos, mesmo os mais extremados e</p><p>radicais.</p><p>III - Negação do positivismo, do cientificismo, do</p><p>materialismo e das estéticas neles fundamentadas, o</p><p>Realismo, o Naturalismo e o Parnasianismo.</p><p>IV - Os clichês mais utilizados pelo Simbolismo são: fugere</p><p>urbem (fugir da cidade, repulsa à intranquilidade da vida</p><p>urbana); locus amoenus (lugar ameno, busca da serenidade</p><p>do mundo campestre); inutila truncat (cortar o inútil).</p><p>a) Todos os itens estão corretos.</p><p>b) Apenas II, III e IV estão corretos.</p><p>c) Apenas I, II e III estão corretos.</p><p>d) Apenas I, II e IV estão corretos.</p><p>16) (IBFC 2013) Assinale abaixo a alternativa cuja frase</p><p>apresenta a figura de linguagem que marca a escola literária</p><p>Simbolismo.</p><p>a) Noite clara, dia escuro.</p><p>b) És delicada como um lírio.</p><p>c) O silencioso frio negro da noite.</p><p>d) Palavras que me iludem.</p><p>17) (ADMeTEC 2020) Analise as afirmativas a seguir:</p><p>I. O subjetivismo é uma das características do Simbolismo,</p><p>sendo também uma característica própria de escolas</p><p>anteriores (como o Romantismo) que valorizam o mundo</p><p>interior do indivíduo. O Simbolismo, no entanto, vai além</p><p>do subjetivismo dos românticos (início do século XIX),</p><p>pretendendo atingir as áreas do subconsciente e do</p><p>inconsciente</p><p>II. Uma das características do Simbolismo é o subjetivismo.</p><p>Nesse movimento literário, essa característica pretendeu</p><p>atingir as áreas do subconsciente e do inconsciente e os</p><p>textos que surgiam, portanto, revelavam-se uma poesia</p><p>“difícil”, pois embrenhavam-se nas zonas mais</p><p>ensombrecidas das emoções.</p><p>III. A segunda geração do Romantismo no Brasil é</p><p>caracterizada pela difusão do “mal do século” e por</p><p>elementos marcantes como o pessimismo, o objetivismo, as</p><p>paisagens urbanas, os conflitos políticos e o pessimismo</p><p>dos poetas que morreram adolescentes. Em termos</p><p>estilísticos, a literatura do Romantismo dedicou um</p><p>profundo cuidado à forma e ao virtuosismo linguístico no</p><p>intuito de maravilhar e convencer o leitor sobre as</p><p>ideologias políticas e sociais defendidas pelos autores do</p><p>período.</p><p>Marque a alternativa CORRETA:</p><p>a) Nenhuma afirmativa está correta.</p><p>b) Apenas uma afirmativa está correta.</p><p>c) Apenas duas afirmativas estão corretas</p><p>61</p><p>d) Todas as afirmativas estão corretas.</p><p>18) (MS CONCURSOS 2019) Assinale a alternativa que</p><p>contém características do Simbolismo.</p><p>a) Partindo de um desejo bucólico, esse movimento estava</p><p>sempre em busca pelos valores da natureza, fazia muitas</p><p>referências à terra e ao mundo natural. Os poetas dessa</p><p>escola costumavam escrever sobre as belezas do campo,</p><p>a tranquilidade que era proporcionada pela natureza e</p><p>contemplavam a vida simples, desprezando a vida nos</p><p>grandes centros</p><p>urbanos, assim como também a agitação</p><p>e os problemas das pessoas que viviam nesses lugares.</p><p>b) Oposição ao racionalismo, materialismo e cientificismo;</p><p>negação dos valores do Realismo e Naturalismo;</p><p>misticismo, religiosidade, sublimação; mistério, fantasia</p><p>e sensualismo; subjetivismo e individualismo;</p><p>linguagem fluida e musical; aproximação da poesia e da</p><p>música; Universo onírico e transcendental; valorização</p><p>da espiritualidade humana; exploração do consciente e</p><p>inconsciente; combinações sonoras e sensoriais.</p><p>c) Oposição aos ideais românticos; retrato fidedigno da</p><p>realidade; objetivismo e materialismo; universalismo e</p><p>cientificismo; veracidade e contemporaneidade;</p><p>linguagem culta e detalhada; temas urbanos, sociais e</p><p>cotidianos; critica os valores burgueses, as instituições</p><p>sociais e a igreja católica.</p><p>d) Dualismo, riqueza de detalhes, exagero; os textos</p><p>refletem elementos rebuscados e quase sempre</p><p>extravagantes, onde são valorizados os detalhes em um</p><p>jogo de contrastes; é marcante o uso das figuras de</p><p>linguagem como a metáfora, inversões, hipérbole,</p><p>paradoxo e antítese.</p><p>19) (MS CONCURSOS 2020) São poetas do Simbolismo:</p><p>a) Castro Alves e Cruz e Sousa.</p><p>b) Cruz e Sousa e Alphonsus de Guimaraens.</p><p>c) Manuel Bandeira e Cruz e Sousa.</p><p>d) Olavo Bilac e Alberto de Oliveira.</p><p>20) (ENEM 2014)</p><p>Vida obscura</p><p>Ninguém sentiu o teu espasmo obscuro,</p><p>ó ser humilde entre os humildes seres,</p><p>embriagado, tonto de prazeres,</p><p>o mundo para ti foi negro e duro.</p><p>Atravessaste no silêncio escuro</p><p>a vida presa a trágicos deveres</p><p>e chegaste ao saber de altos saberes</p><p>tornando-te mais simples e mais puro.</p><p>Ninguém te viu o sentimento inquieto,</p><p>magoado, oculto e aterrador, secreto,</p><p>que o coração te apunhalou no mundo,</p><p>Mas eu que sempre te segui os passos</p><p>sei que cruz infernal prendeu-te os braços</p><p>e o teu suspiro como foi profundo!</p><p>SOUSA, C. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar,</p><p>1961.</p><p>Com uma obra densa e expressiva no Simbolismo</p><p>brasileiro, Cruz e Sousa transpôs para seu lirismo uma</p><p>sensibilidade em conflito com a realidade vivenciada. No</p><p>soneto, essa percepção traduz-se em</p><p>a) sofrimento tácito diante dos limites impostos pela</p><p>discriminação.</p><p>b) tendência latente ao vício como resposta ao isolamento</p><p>social.</p><p>c) extenuação condicionada a uma rotina de tarefas</p><p>degradantes.</p><p>d) frustração amorosa canalizada para as atividades</p><p>intelectuais.</p><p>e) vocação religiosa manifesta na aproximação com a fé</p><p>cristã.</p><p>21) (ENEM)</p><p>Cárcere das almas</p><p>Ah! Toda a alma num cárcere anda presa,</p><p>Soluçando nas trevas, entre as grades</p><p>Do calabouço olhando imensidades,</p><p>Mares, estrelas, tardes, natureza.</p><p>Tudo se veste de uma igual grandeza</p><p>Quando a alma entre grilhões as liberdades</p><p>Sonha e, sonhando, as imortalidades</p><p>Rasga no etéreo o Espaço da Pureza.</p><p>Ó almas presas, mudas e fechadas</p><p>Nas prisões colossais e abandonadas,</p><p>Da Dor no calabouço, atroz, funéreo!</p><p>Nesses silêncios solitários, graves,</p><p>que chaveiro do Céu possui as chaves</p><p>para abrir-vos as portas do Mistério?!</p><p>(CRUZ E SOUSA, J. Poesia completa. Florianópolis:</p><p>Fundação Catarinense de Cultura /Fundação Banco do</p><p>Brasil, 1993.)</p><p>Os elementos formais e temáticos relacionados com o</p><p>contexto cultural do Simbolismo encontrados no poema</p><p>Cárcere das almas, de Cruz e Sousa, são:</p><p>a) a opção pela abordagem, em linguagem simples e direta,</p><p>de temas filosóficos.</p><p>b) a prevalência do lirismo amoroso e intimista em relação</p><p>à temática nacionalista.</p><p>c) o refinamento estético da forma poética e o tratamento</p><p>metafísico de temas universais.</p><p>d) a evidente preocupação do eu lírico com a realidade</p><p>social expressa em imagens poéticas inovadoras.</p><p>e) a liberdade formal da estrutura poética que dispensa a</p><p>rima e a métrica tradicionais em favor de temas do</p><p>cotidiano.</p><p>22) (UCMG) Das características da obra de Cruz e Souza</p><p>indicadas abaixo, a única que, sendo de cunho pessoal, foge</p><p>aos modelos simbolistas é:</p><p>a) culto da imprecisão, do misterioso e do vago.</p><p>b) exploração consciente da musicalidade das palavras.</p><p>c) lirismo impregnado de tom dramático e humanitário.</p><p>d) presença de vocabulário com palavras raras e</p><p>expressivas.</p><p>e) tentativa de superação no transcendental e no místico.</p><p>23) (Cescem) Um dos aspectos que faz com que a poesia</p><p>simbolista se contraponha frontalmente ao Parnasianismo é:</p><p>a) o predomínio da linguagem denotativa sobre a figurada,</p><p>como tentativa de exprimir com mais clareza as</p><p>ambiguidades da alma.</p><p>b) a consideração do poema como um produto artístico,</p><p>resultante de um processo lógico e analítico de</p><p>interpretação do real.</p><p>62</p><p>c) a visão materialista do mundo, adequadamente expressa</p><p>por uma linguagem eivada de sugestões plásticas que</p><p>acentuam a ideia de sensualidade.</p><p>d) a adoção de uma postura subjetiva diante da realidade,</p><p>expressa por uma linguagem rica de associações</p><p>sensoriais.</p><p>e) o abandono do soneto, que, como forma poética fixa,</p><p>passa ser considerado impróprio para exprimir a fluidez</p><p>onírica.</p><p>24) (UNID – SP) Não corresponde ao Simbolismo a afirmativa:</p><p>a) No Brasil, o Simbolismo começa em 1893 com a</p><p>publicação de Missal e Broquéis, ambos de Cruz e</p><p>Souza.</p><p>b) Olavo Bilac, um dos poetas mais festejados do período,</p><p>escreveu o poema formal Profissão de fé.</p><p>c) Os versos “Vozes veladas, veludosas vozes, / Volúpias</p><p>dos violões, vozes veladas...” fazem parte do poema</p><p>“Violões que choram”.</p><p>d) O autor mais representativo desse movimento – Cruz e</p><p>Souza – também é chamado de Cisne Negro.</p><p>e) Alphonsus de Guimarães é o autor de Ismália.</p><p>25) (Uelondrina)</p><p>“Faz descer sobre mim os brandos véus da calma,</p><p>Sinfonia da Dor, ó Sinfonia muda,</p><p>Voz de todo meu Sonho, ó noiva da minh’alma,</p><p>Fantasma inspirador das Religiões de Buda.”</p><p>A estrofe acima é de Cruz e Souza, e nela estão os seguintes</p><p>elementos típicos da poesia simbolista:</p><p>a) realidade urbana, linguagem coloquial, versos longos.</p><p>b) erotismo, sintaxe fluente e direta, ironia.</p><p>c) desprezo pela métrica, linguagem concretizante, sátira.</p><p>d) filosofia materialista, linguagem rebuscada, exotismo.</p><p>e) misticismo, linguagem solene, valorização do</p><p>inconsciente.</p><p>Gabarito</p><p>1) B</p><p>2) A</p><p>3) D</p><p>4) B</p><p>5) C</p><p>6) C</p><p>7) A</p><p>8) C</p><p>9) A</p><p>10) D</p><p>11) C</p><p>12) B</p><p>13) D</p><p>14) A</p><p>15) C</p><p>16) C</p><p>17) C</p><p>18) B</p><p>19) B</p><p>20) A</p><p>21) C</p><p>22) E</p><p>23) A</p><p>24) B</p><p>25) E</p><p>63</p><p>Pré-Modernismo</p><p>1) (EsPCEx 2011) Assinale a alternativa que indica em qual</p><p>das três partes em que foi dividida a obra Os Sertões pode</p><p>ser encontrado um elaborado trabalho sobre a etnologia</p><p>brasileira.</p><p>a) A Terra</p><p>b) O Nordestino</p><p>c) O Homem</p><p>d) A Guerra</p><p>e) A Luta</p><p>2) (EsPCEx 2020) Os primeiros anos da República foram</p><p>agitados no Brasil. A Região Nordeste do país enfrentava o</p><p>crônico problema da seca. Vivendo de forma precária,</p><p>muitos aderiram à pregação messiânica de Antônio</p><p>Conselheiro. Essa temática está claramente retratada no</p><p>livro</p><p>a) O sertanejo, de José de Alencar.</p><p>b) Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.</p><p>c) Os sertões, de Euclides da Cunha.</p><p>d) Canaã, de Graça Aranha.</p><p>e) O alienista, de Machado de Assis</p><p>3) (UFTM) Considere os dados:</p><p>I. Contraste entre um Brasil arcaico – representado</p><p>principalmente pelo tradicionalismo agrário – e outro, com</p><p>novos centros urbanos marcados pelo início da</p><p>industrialização e pela emergência de novas classes</p><p>socioeconômicas.</p><p>II. Problematização da realidade social e cultural, pela</p><p>revelação das tensões da vida nacional.</p><p>III. Primeira Guerra Mundial e crise da República Velha.</p><p>IV. Modernidade estilística e negação do estilo da belle</p><p>époque.</p><p>Caracterizam o período histórico e cultural do Pré-</p><p>Modernismo, em que se insere Lima Barreto, os dados</p><p>contidos em:</p><p>a) I e II, apenas.</p><p>b) II e III, apenas.</p><p>c) I, II e III, apenas.</p><p>d) II, III e IV, apenas.</p><p>e) I, II, III e IV.</p><p>4) (UFRGS-RS) Uma atitude comum caracteriza a postura</p><p>literária de autores pré-modernistas, a exemplo de Lima</p><p>Barreto, Graça Aranha, Monteiro Lobato e Euclides da</p><p>Cunha. Pode ela ser definida como</p><p>a) a necessidade de superar, em termos de um programa</p><p>definido, as estéticas românticas e realistas.</p><p>b) pretensão de dar um caráter definitivamente brasileiro à</p><p>nossa literatura, que julgavam por demais europeizadas.</p><p>c) a necessidade de fazer crítica social, já que o realismo</p><p>havia sido ineficaz nessa matéria.</p><p>d) uma preocupação com o estudo e com a observação da</p><p>realidade brasileira.</p><p>e) aproveitamento estético do que havia de melhor na</p><p>herança literária brasileira, desde suas primeiras</p><p>manifestações.</p><p>5) (UFR-RJ) "Crítico feroz do Modernismo, grande</p><p>incentivador da disseminação da cultura, defensor dos</p><p>valores e riquezas nacionais; conhecido, particularmente,</p><p>pela sua grande obra infantil, em que se destacam os</p><p>personagens do Sítio do Pica-Pau Amarelo."</p><p>O nome do autor a que se refere a afirmativa acima é:</p><p>a) Lima Barreto</p><p>b) José Lins do Rego</p><p>c) Monteiro Lobato</p><p>d) Mário de Andrade</p><p>e) Cassiano Ricardo</p><p>6) (UNESP) Volume contendo doze histórias tiradas do sertão</p><p>paulista, foi citado por Rui Barbosa, em discurso no</p><p>Senado, apontando o personagem Jeca Tatu como o</p><p>protótipo do camponês brasileiro. Aponte o autor e sua</p><p>obra:</p><p>a) Monteiro Lobato – Urupês.</p><p>b) Lima Barreto – Cemitério dos vivos.</p><p>c) Monteiro Lobato – Cidades mortas.</p><p>d) Coelho Neto – Fogo fátuo.</p><p>e) Euclides da Cunha – Contrastes e confrontos.</p><p>7) (PUC-SP)</p><p>"Iria morrer, quem sabe naquela noite mesmo? E que tinha</p><p>ele feito de sua vida? nada. Levara toda ela atrás da</p><p>miragem de estudar a pátria, por amá-la e querê-la muito</p><p>bem, no intuito de contribuir para a sua felicidade e</p><p>prosperidade. Gastara a sua mocidade nisso, a sua virilidade</p><p>também; e, agora que estava na velhice, como ela o</p><p>recompensava, como ela o premiava, como ela o</p><p>condenava? matando-o. E o que não deixara de ver, de</p><p>gozar, de fruir, na sua vida? Tudo. Não brincara, não</p><p>pandegara, não amara – todo esse lado da existência que</p><p>parece fugir um pouco à sua tristeza necessária, ele não</p><p>vira, ele não provara, ele não experimentara.</p><p>Desde dezoito anos que o tal patriotismo lhe absorvia e por</p><p>ele fizera a tolice de estudar inutilidades. Que lhe</p><p>importavam os rios? Eram grandes? Pois se fossem... Em</p><p>que lhe contribuiria para a felicidade saber o nome dos</p><p>heróis do Brasil? Em nada... O importante é que ele tivesse</p><p>sido feliz. Foi? Não. Lembrou-se das suas causas de tupi,</p><p>do folclore, das suas tentativas agrícolas... Restava disto</p><p>tudo em sua alma uma sofisticação? Nenhuma! Nenhuma!"</p><p>As obras do autor desse trecho integram o período literário</p><p>chamado Pré-Modernismo. Tal designação para este</p><p>período se justifica, porque ele:</p><p>a) desenvolve temas do nacionalismo e se liga às</p><p>vanguardas europeias.</p><p>b) engloba toda a produção literária que se fez antes do</p><p>Modernismo.</p><p>c) antecipa temática e formalmente as manifestações</p><p>modernistas.</p><p>d) se preocupa com o estudo das raças e das culturas</p><p>formadoras do nordestino brasileiro.</p><p>e) prepara pela irreverência de sua linguagem as</p><p>conquistas estilísticas do Modernismo.</p><p>8) (PUC-RS 2008)</p><p>__________ autor de ___________ ,está situado na geração</p><p>que se convencionou chamar __________ e apresenta uma</p><p>literatura voltada para as questões sociais do Brasil,</p><p>compondo retratos dos problemas das cidades.</p><p>Os dados que completam as lacunas estão reunidos em:</p><p>a) Monteiro Lobato - Cidades mortas - Pré-modernismo.</p><p>b) Jorge Amado - Menino de engenho - Modernismo.</p><p>c) Manuel Antônio de Almeida - Memórias de um</p><p>Sargento de Milícias - Pré-modernismo.</p><p>d) Graciliano Ramos - Recordações do escrivão Isaías</p><p>Caminha - Modernismo.</p><p>e) Euclides da Cunha - Canaã - Pré-modernismo.</p><p>64</p><p>9) (PUC-RS 2004)</p><p>Autores como ______________, ______________ e</p><p>______________ contemporâneos de Euclides da Cunha,</p><p>apresentaram novas facetas da realidade brasileira,</p><p>produzindo, respectivamente, romances que discutem temas</p><p>tais como: a imigração alemã, os costumes urbanos e o</p><p>universo rural.</p><p>a) Simões Lopes Neto / Raul Pompéia / Lima Barreto</p><p>b) Graça Aranha / Lima Barreto / Monteiro Lobato</p><p>c) Monteiro Lobato / Lima Barreto / Graça Aranha</p><p>d) Raul Pompéia / Guimarães Rosa / Monteiro Lobato</p><p>e) Graça Aranha / Raul Pompéia / Guimarães Rosa</p><p>10) (GUALIMP 2019) O Pré-Modernismo não será</p><p>considerado uma escola literária, sobretudo, um período</p><p>literário de transição do Realismo/ Naturalismo para o</p><p>Modernismo; sendo os principais objetivos:</p><p>a) Exaltar e refletir aspectos essenciais da cultura brasileira</p><p>como ocorre em Macunaíma, de Mário de Andrade.</p><p>b) Tendo como representantes autores como Graciliano</p><p>Ramos e Clarice Lispector, o pré-modernismo</p><p>caracteriza aspectos da cultura brasileira dentro de um</p><p>contexto mais subjetivo.</p><p>c) A necessidade de transformação nas artes (na temática e</p><p>na linguagem literária); ruptura com os moldes</p><p>simbolistas e parnasianos.</p><p>d) Explorar aspectos ainda desconhecidos pelo cânone</p><p>literário, como ocorre na obra poética de Olavo Bilac.</p><p>11) (AGIRH 2021) Sobre a literatura brasileira:</p><p>I-Euclides da Cunha: Literatura marcada pela denúncia da</p><p>violência, da miséria, do fanatismo. Seu principal livro é Os</p><p>Sertões, no qual descreve a vida do sertanejo em relação à</p><p>sua luta pela terra.</p><p>II-Lima Barreto: Literatura marcada pela descrição do</p><p>nacionalismo e pela crítica das injustiças sofridas pelo</p><p>negro e pelos mestiços no Brasil. Sua principal produção é</p><p>Triste Fim de Policarpo Quaresma.</p><p>III-Monteiro Lobato: Criticava a visão de um Brasil</p><p>acomodado, agrário, atrasado, doente e ignorante, ilustrado</p><p>no seu personagem literário Jeca Tatu, um caipira</p><p>preguiçoso, sem instrução e sem grandes perspectivas.</p><p>IV-Augusto dos Anjos: Uniu aspectos do Simbolismo com</p><p>o cientificismo naturalista. Trouxe um vocabulário</p><p>científico e temas até então antipoéticos para a sua</p><p>literatura.</p><p>São corretas as afirmativas:</p><p>a) I e II.</p><p>b) I, II e III.</p><p>c) II, III e IV.</p><p>d) I, II, III e IV.</p><p>12) (MS CONCURSOS 2020) É o primeiro romance</p><p>ideológico brasileiro em que se discute o destino histórico</p><p>do Brasil, representou uma ponte entre as correntes</p><p>filosóficas e estéticas do final do século XIX (Realismo,</p><p>Naturalismo, Simbolismo) e a revolução modernista da</p><p>segunda década do século XX.</p><p>O enredo gira em torno dos debates entre dois colonos</p><p>alemães que se estabelecem no Espírito Santo: Milkau e</p><p>Lentz. Milkau representa o otimismo, a confiança no futuro</p><p>do Brasil e na força regeneradora do amor universal. À</p><p>maneira de Tolstói, Milkau prega a integração harmônica</p><p>de todos os povos na naturezamãe, revelando um</p><p>evolucionismo humanitário.</p><p>Já Lentz, é um adepto das teorias racistas. Para ele, os</p><p>brasileiros, por serem mestiços, estão condenados à</p><p>dominação por parte de raças “superiores”. Ele profetiza a</p><p>vitória dos arianos, enérgicos e dominadores, sobre o</p><p>brasileiro fraco e indolente. Suas ideias deixam entrever a</p><p>filosofia de Nietzsche e o evolucionismo de Darwin.</p><p>Milkau não se limita à defesa de ideias abstratas, seu</p><p>humanismo desdobra-se em ação quando passa a proteger</p><p>Maria, jovem colona, expulsa pelos patrões quando estes</p><p>descobrem a sua gravidez, vindo dar à luz em trágica</p><p>situação. Após salvar Maria, libertando-a da prisão, onde</p><p>estava por ter sido acusada de matar o próprio filho (na</p><p>verdade Maria tem o filho devorado por uma vara de</p><p>porcos), Milkau foge com Maria, em direção a novos</p><p>horizontes, numa “corrida no Infinito”, em busca de um</p><p>lugar onde pudessem ser felizes, onde as feras não fossem</p><p>homens, onde a vida não fosse uma competição de ódios,</p><p>mas uma conquista de amor.</p><p>Tais comentários pertencem ao romance:</p><p>a) Recordações do Escrivão Isaías Caminha - Lima</p><p>Barreto.</p><p>b) Os Sertões - Euclides da Cunha</p><p>c) Canaã - Graça Aranha.</p><p>d) Cidades Mortas - Monteiro Lobato.</p><p>Texto para a questão 13</p><p>Psicologia de um vencido</p><p>Eu, filho do carbono e do amoníaco,</p><p>Monstro de escuridão e rutilância,</p><p>Sofro, desde a epigênesis da infância,</p><p>A influência má dos signos do zodíaco.</p><p>Profundíssimamente hipocondríaco,</p><p>Este ambiente me causa repugnância...</p><p>Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia</p><p>Que se escapa da boca de um cardíaco.</p><p>Já o verme — este operário das ruínas —</p><p>Que o sangue podre das carnificinas</p><p>Come, e à vida em geral declara guerra,</p><p>Anda a espreitar meus olhos para roê-los,</p><p>E há de deixar-me apenas os cabelos,</p><p>Na frialdade inorgânica da terra!</p><p>ANJOS, A. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar,</p><p>1994.</p><p>13) (ENEM 2014) A poesia de Augusto dos Anjos revela</p><p>aspectos de uma literatura de transição designada como pré-</p><p>modernista. Com relação à poética e à abordagem temática</p><p>presentes no soneto, identificam-se marcas dessa literatura</p><p>de transição, como</p><p>a) a forma do soneto, os versos metrificados, a presença de</p><p>rimas e o vocabulário requintado, além do ceticismo,</p><p>que antecipam conceitos estéticos vigentes no</p><p>Modernismo.</p><p>b) o empenho do eu lírico pelo resgate da poesia</p><p>simbolista, manifesta em metáforas como “Monstro de</p><p>escuridão e rutilância” e “influência má dos signos do</p><p>zodíaco”.</p><p>c) a seleção lexical emprestada ao cientificismo, como se</p><p>lê em “carbono e amoníaco”, “epigênesis da infância” e</p><p>“frialdade inorgânica”, que restitui a visão naturalista do</p><p>homem.</p><p>65</p><p>d) a manutenção de elementos formais vinculados à</p><p>estética do Parnasianismo e do Simbolismo,</p><p>dimensionada pela inovação na expressividade poética,</p><p>e o desconcerto existencial.</p><p>e) a ênfase no processo de construção de uma poesia</p><p>descritiva e ao mesmo tempo filosófica, que incorpora</p><p>valores morais e científicos mais tarde renovados pelos</p><p>modernistas.</p><p>14) (UECE-CEV 2018) Sabendo que se denomina de Pré-</p><p>Modernismo tudo que aconteceu no âmbito artístico-</p><p>cultural no Brasil, no século XX, antes da Semana da Arte</p><p>Moderna, assinale a afirmação verdadeira.</p><p>a) Na prosa, a arte pré-modernista volta-se para questões</p><p>políticas, econômicas e sociais, representadas,</p><p>sobretudo, nas obras “Os Sertões”, de Euclides da</p><p>Cunha; “Canaã”, de Graça Aranha; “Triste Fim de</p><p>Policarpo Quaresma”; de Lima Barreto; e “Jeca Tatu”,</p><p>de Monteiro Lobato.</p><p>b) O principal legado das vanguardas europeias para a</p><p>literatura brasileira, além da influência localizada em</p><p>alguns poetas e escritores, é o impulso de destruir os</p><p>modelos arcaicos, desfiar o gosto estabelecido e propor</p><p>um olhar novo para o mundo.</p><p>c) No começo do século XX, a multiplicidade de ruptura</p><p>de ismos revela a efervescência caótica por que passava</p><p>a Europa, que, por extensão, influencia a arte brasileira,</p><p>por exemplo: no Cubismo, a poesia “Bangalô”, de</p><p>Oswald de Andrade; no Futurismo, “Ode Triunfal”, de</p><p>Álvaro de Campos; no Dadaísmo, “Prefácio</p><p>Interessantíssimo”, de Mário de Andrade; e no</p><p>Surrealismo, “Aproximação do terror”, de Murilo</p><p>Mendes; no Expressionismo, “Amar, verbo</p><p>intransitivo”, de Mário de Andrade.</p><p>d) O Pré-Modernismo é considerado um período de</p><p>transição e não uma escola literária, pois conserva</p><p>algumas tendências das estéticas da segunda metade do</p><p>século XIX (Romantismo, Realismo, Parnasianismo e</p><p>Simbolismo), ao mesmo tempo que antecipa outras,</p><p>aprofundadas durante o Modernismo.</p><p>15) (IMA 2018) São características do Pré-Modernismo,</p><p>Exceto:</p><p>a) O período pré-modernista foi marcado pela convivência</p><p>entre várias tendências artísticas, ocasionando uma</p><p>espécie de sincretismo cultural.</p><p>b) O Pré-Modernismo sobrepôs-se ao Parnasianismo,</p><p>escola literária vigente em meados do século XX,</p><p>gozando de amplo prestígio entre as camadas mais</p><p>cultas da sociedade.</p><p>c) O Pré-Modernismo foi um período de intensa</p><p>movimentação literária que marcou a transição entre o</p><p>simbolismo e o modernismo.</p><p>d) O escritor Lima Barreto foi um dos principais</p><p>representantes do Pré-Modernismo.</p><p>16) (IBFC 2017) O Pré-Modernismo foi um período marcado</p><p>pelo sincretismo de tendências artísticas, sem, no entanto,</p><p>constituir um movimento literário propriamente dito. No</p><p>Brasil, esse período deu-se, marcadamente no início do</p><p>século XX (Cereja & Magalhães, 2005). A este respeito,</p><p>assinale a alternativa incorreta:</p><p>a) Os autores pré-modernistas se interessavam por</p><p>assuntos do dia-a-dia dos brasileiros, originando-se,</p><p>deste modo, obras de caráter social</p><p>b) Além de alguns outros, foram também autores deste</p><p>período: Graça Aranha com seu romance Triste fim de</p><p>Policarpio Quaresma; Euclides da Cunha, com Os</p><p>Sertões; e Lima Barreto, com Canaã</p><p>c) A busca de uma linguagem simples e coloquial foi</p><p>ponto central para os autores deste período</p><p>d) Lima Barreto procurou escrever com simplicidade,</p><p>ignorando, muitas vezes, as normas gramaticais e de</p><p>estilo usado por autores de outras escolas literárias, o</p><p>que gerou a ira nos meios acadêmicos mais</p><p>conservadores, bem como nos parnasianos</p><p>e) Monteiro Lobato situa-se ente os autores regionalistas</p><p>do Pré-Modernismo, destacando-se no gênero conto</p><p>Texto para a questão 17</p><p>Alguns se aprumavam com altaneria incrível, no degrau</p><p>inferior e último da nossa raça. Um negro, um dos raros negros</p><p>puros que ali havia, preso em fins de setembro, foi conduzido à</p><p>presença do comandante da 1ª coluna, general João da Silva</p><p>Barbosa. Chegou arfando, exausto da marcha aos encontrões e</p><p>do recontro em que fora colhido. O passo claudicante e infirme,</p><p>a cabeça lanzuda, a cara exígua, um nariz chato sobre lábios</p><p>grossos, entreabertos pelos dentes oblíquos e saltados, os olhos</p><p>pequeninos, luzindo vivamente dentro das órbitas profundas, os</p><p>longos braços desnudos, oscilando — davam-lhe a aparência</p><p>rebarbativa de um orango valetudinário. Não transpôs a</p><p>couceira da tenda. Era um animal. Não valia a pena interrogá-</p><p>lo. Um cabo de esquadra achegou-se com o braço. Diminuto na</p><p>altura, entretanto, custou a enleá-lo ao pescoço do condenado.</p><p>Este, porém, auxiliou-o 16 tranquilamente; desceu o nó</p><p>embaralhado; enfiou-o pelas próprias mãos, jugulando-se...</p><p>Perto, um tenente do estado-maior de primeira classe e um</p><p>quintanista de medicina contemplavam aquela cena. E viram</p><p>transmudar-se o infeliz, apenas dados os primeiros passos para</p><p>o suplício. Daquele arcabouço denegrido e repugnante, mal</p><p>soerguido nas longas pernas murchas, despontaram,</p><p>repentinamente, linhas admiráveis — terrivelmente esculturais</p><p>— de uma plástica estupenda. Um primor de estatuária</p><p>modelado em lama. Retificara-se de súbito a envergadura</p><p>abatida do negro aprumando-se, vertical e rígida, numa bela</p><p>atitude singularmente altiva. A cabeça firmou-se-lhe sobre os</p><p>ombros, que se retraíram dilatando o peito, alçada num gesto</p><p>desafiador de sobranceria fidalga, e o olhar, num lampejo</p><p>varonil, iluminou-lhe a fronte. Seguiu impassível e firme;</p><p>mudo, a face imóvel, a musculatura gasta duramente em relevo</p><p>sobre os ossos, num desempenho impecável, feito uma estátua,</p><p>uma velha estátua de titã, soterrada havia quatro séculos</p><p>aflorando, denegrida e mutilada, naquela imensa ruinaria de</p><p>Canudos. Era uma inversão de papéis. Uma antinomia</p><p>vergonhosa. E estas coisas não impressionavam...</p><p>Euclides da Cunha. Os sertões . Rio de Janeiro: Record, 2003,</p><p>p. 544-5 (com adaptações).</p><p>17) (CESPE/ CEBRASPE 2013) Assinale a opção correta</p><p>acerca de Os Sertões e do Prémodernismo, momento</p><p>literário em que a obra foi escrita.</p><p>a) Os Sertões extrapolam o caráter documentário, pois o</p><p>seu autor relata os fatos históricos sem perder a força</p><p>contraditória do momento vivido nem o distanciamento</p><p>necessário à reflexão sobre ele.</p><p>b) Em Os Sertões, o narrador se revela identificado ao</p><p>protagonista da cena narrada, o que demonstra o quanto</p><p>Euclides da</p><p>Cunha apoiava a rebelião liderada por</p><p>Antônio Conselheiro.</p><p>66</p><p>c) No Pré-modernismo, os escritores estavam distantes das</p><p>influências de escolas anteriores, como o Naturalismo e</p><p>ainda não haviam incorporado as inovações trazidas</p><p>pelas vanguardas europeias.</p><p>d) Em Os Sertões, os elementos históricos são recriados</p><p>pelo autor como revelação de um mundo, muitas vezes,</p><p>mais assombroso e cruel que a vida real.</p><p>e) Como literatura de testemunho, em Os Sertões, o</p><p>intelectual Euclides da Cunha deixou o trabalho com a</p><p>linguagem em segundo plano, em favor do relato</p><p>marcado pela força da oralidade.</p><p>18) (Instituto Consulplan 2019) O pré-modernismo foi um</p><p>período na Literatura marcado pela transição, ou seja, trata-</p><p>se de um período que reflete claramente como se dá a</p><p>evolução dos movimentos literários. A partir desta</p><p>informação, assinale a afirmativa que corretamente</p><p>expressa características de tal período.</p><p>a) O nacionalismo pregado no romantismo é agora</p><p>retomado no início do século XX, demonstrando uma</p><p>volta às origens de um Brasil ufanista.</p><p>b) O pré-modernismo foi um período marcado por uma</p><p>orientação estética inovadora que refletia o desejo de</p><p>mudança em relação às tendências anteriores.</p><p>c) No início do século XX houve certa continuidade de</p><p>tendências, permanecendo traços realistas, naturalistas,</p><p>parnasianos e simbolistas que se misturavam e se</p><p>aplicavam a novos contextos.</p><p>d) Os pré-modernistas revisitaram as imagens árcades na</p><p>tentativa de resgatar o tradicionalismo literário que</p><p>estava se perdendo; resgatando, assim, os valores</p><p>literários que já haviam sido introduzidos na literatura</p><p>brasileira.</p><p>19) (MACKENZIE 2015) Sobre o Pré-Modernismo</p><p>é INCORRETO afirmar que:</p><p>a) sua prosa aproxima-se da realidade, expondo e</p><p>denunciando os contrastes e as mazelas</p><p>socioeconômicas brasileiras.</p><p>b) é um período de transição das prosas realista e</p><p>naturalista e das poesias parnasiana e simbolista para</p><p>produção literária modernista brasileira.</p><p>c) são alguns de seus prosadores: Monteiro Lobato,</p><p>Euclides da Cunha, Lima Barreto e Graça Aranha.</p><p>d) é uma escola literária brasileira que sofreu forte</p><p>influência do estilo moderno da prosa portuguesa.</p><p>e) sua prosa retrata diferentes realidades brasileiras, dentre</p><p>elas: os subúrbios cariocas, o interior paulista e o sertão</p><p>nordestino.</p><p>20) (UFRGS 2001) Assinale a alternativa INCORRETA sobre</p><p>a obra de Monteiro Lobato.</p><p>a) A obra literária de Lobato, um dos intelectuais mais</p><p>importantes da sua época, se insere no Regionalismo</p><p>Pré-Modernista.</p><p>b) O conto "Urupês", que dá título ao primeiro livro do</p><p>autor, nasceu de um panfleto em que Lobato criou a</p><p>figura típica do "Jeca Tatu".</p><p>c) As denúncias de Lobato sobre as queimadas nos campos</p><p>e sobre o caboclo miserável, indiferente e preguiçoso</p><p>ajudaram a projetá-Io como ficcionista.</p><p>d) Além de contos, crônicas e ensaios variados, a obra de</p><p>Lobato compreende vários textos de literatura infantil.</p><p>e) A prosa de Lobato é marcada pelo gosto documental</p><p>naturalista e pelo uso de uma linguagem ornamentada,</p><p>como pode ser comprovado nas obras "Fruto Proibido",</p><p>de 1895, "Sertão", de 1896, e "Canaã", de 1902.</p><p>21) (ESPM 2006) Examine os textos:</p><p>(...) Há uma parada instantânea. Entrebatem-se, enredam-</p><p>se, trançam-se e alteiam-se fisgando vivamente o espaço, e</p><p>inclinam-se, embaralham-se milhares de chifres. Vibra uma</p><p>trepidação no solo; e a boiada estoura...</p><p>A boiada arranca.</p><p>("Os Sertões". de Euclides da Cunha)</p><p>As ancas balançam e as vagas de dorsos, das vacas e</p><p>touros, batendo com as caudas, mugindo no meio, na</p><p>massa embolada, com atritos de couros, es talos de</p><p>guampas, estrondos de baques, e o berro queixoso do gado</p><p>Junqueira, de chifres imensos, com muita tristeza, saudade</p><p>dos campos, querência dos pastos, de lá do sertão...</p><p>("O Burrinho Pedrês", de Guimarães Rosa)</p><p>Marque a afirmação INCORRETA sobre os textos</p><p>apresentados:</p><p>a) Um elemento comum em ambos os fragmentos é a</p><p>enumeração das ações do rebanho durante a condução</p><p>da boiada.</p><p>b) Há recursos de musicalidade (aliterações) nas palavras</p><p>("milhares de chifres. Vibra uma trepidação", "dos</p><p>pastos, de lá do sertão").</p><p>c) Guimarães Rosa preocupa-se com o ritmo e a</p><p>reorganização da linguagem no fragmento.</p><p>d) O interesse principal na obra de Euclides da Cunha é a</p><p>apresentação lírica dos hábitos sertanejos e a denúncia</p><p>do sofrimento pelo trabalho exaustivo de vaqueiro.</p><p>e) A ambientação sertaneja e seus elementos</p><p>caracterizadores estão presentes em ambos os</p><p>fragmentos, sem preocupação com juízos sociais.</p><p>22) (MILTON CAMPOS 2013) Leia o soneto seguinte, de</p><p>Augusto dos Anjos.</p><p>A ideia</p><p>De onde ela vem?! De que matéria bruta</p><p>Vem essa luz que sobre as nebulosas</p><p>Cai de incógnitas criptas misteriosas</p><p>Como as estalactites duma gruta?!</p><p>Vem da psicogenética e alta luta</p><p>Do feixe de moléculas nervosas,</p><p>Que, em desintegrações maravilhosas,</p><p>Delibera, e depois, quer e executa!</p><p>Vem do encéfalo absconso que a constringe,</p><p>Chega em seguida às cordas do laringe,</p><p>Tísica, tênue, mínima, raquítica...</p><p>Quebra a força centrípeta que a amarra,</p><p>Mas, de repente, e quase morta, esbarra</p><p>No mulambo da língua paralítica!</p><p>(ANJOS, A. Eu e outras poesias. São Paulo: Martins</p><p>Fontes, 1994. p.13)</p><p>Com base nesse soneto, pode-se afirmar sobre a poesia de</p><p>Augusto dos Anjos:</p><p>a) Utilizando recursos precários de expressão, valoriza o</p><p>poder da linguagem.</p><p>b) Fazendo uso da alegoria, aborda a decadência da</p><p>sociedade escravocrata.</p><p>67</p><p>c) Por meio da força verbal, expressa aspectos agônicos do</p><p>homem.</p><p>d) De posse de um léxico trivial, recupera as fontes</p><p>clássicas do lirismo.</p><p>23) (UNESPAR 2010) Leia as seguintes afirmações sobre o</p><p>Pré-modernismo brasileiro e depois assinale a alternativa</p><p>correta:</p><p>I) Pode-se chamar de pré-modernista aquilo que se</p><p>produziu na literatura antes da Semana de Arte Moderna e</p><p>que problematiza a nossa realidade social e cultural.</p><p>II) A descrição minuciosa que Euclides da Cunha faz do</p><p>homem, da terra e da luta situa Os Sertões, ao mesmo</p><p>tempo, nos planos científico e histórico.</p><p>III) Foi um momento de ruptura que, apesar de ainda não</p><p>estar de acordo com o ideário de 1922, criticava o Brasil</p><p>arcaico e rompia com a República Velha, desenvolvendo a</p><p>problemática da situação vigente.</p><p>Está(ão) correta(s):</p><p>a) somente I.</p><p>b) somente I e II.</p><p>c) somente I e III.</p><p>d) somente II e III.</p><p>e) I, II e III.</p><p>24) (MACKENZIE 2001) A estrofe que NÃO apresenta</p><p>elementos típicos da produção poética de Augusto dos</p><p>Anjos é:</p><p>a) Eu, filho do carbono e do amoníaco,</p><p>Monstro de escuridão e rutilância,</p><p>Sofro, desde a epigênese da infância,</p><p>A influência má dos signos do zodíaco.</p><p>b) Se a alguém causa inda pena a tua chaga,</p><p>Apedreja a mão vil que te afaga,</p><p>Escarra nessa boca que te beija!</p><p>c) Meia-noite.</p><p>Ao meu quarto me recolho.</p><p>Meu Deus!</p><p>E este morcego!</p><p>E, agora, vede:</p><p>Na bruta ardência orgânica da sede,</p><p>Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.</p><p>d) Beijarei a verdade santa e nua,</p><p>Verei cristalizar-se o sonho amigo…</p><p>Ó minha virgem dos errantes sonhos,</p><p>Filha do céu, eu vou amar contigo!</p><p>e) Agregado infeliz de sangue e cal,</p><p>Fruto rubro de carne agonizante,</p><p>Filho da grande força fecundante</p><p>De minha brônzea trama neuronial.</p><p>25) (UNESP) Volume contendo doze histórias tiradas do sertão</p><p>paulista, foi citado por Rui Barbosa, em discurso no</p><p>Senado, apontando o personagem Jeca Tatu como o</p><p>protótipo do camponês brasileiro. Aponte o autor e sua</p><p>obra:</p><p>a) Monteiro Lobato – Urupês.</p><p>b) Lima Barreto – Cemitério dos vivos.</p><p>c) Monteiro Lobato – Cidades mortas.</p><p>d) Coelho Neto – Fogo fátuo.</p><p>e) Euclides da Cunha – Contrastes e confrontos.</p><p>Gabarito</p><p>1) C</p><p>2) C</p><p>3) E</p><p>4) C</p><p>5) C</p><p>6) A</p><p>7) C</p><p>8) A</p><p>9) B</p><p>10) A</p><p>11) D</p><p>12) C</p><p>13)</p><p>D</p><p>14) B</p><p>15) B</p><p>16) B</p><p>17) A</p><p>18) C</p><p>19) D</p><p>20) E</p><p>21) D</p><p>22) C</p><p>23) E</p><p>24) D</p><p>25) A</p><p>68</p><p>Modernismo Brasileiro — prosa e poesia</p><p>1ª Geração – “Geração de 22”</p><p>1) (EsPCEx 2011) “Reconstruir a cultura brasileira sobre</p><p>bases nacionais; promover uma revisão crítica de nosso</p><p>passado histórico e de nossas tradições culturais; eliminar</p><p>de vez o nosso complexo de colonizados, apegados a</p><p>valores estrangeiros” foram propostas defendidas, dentre</p><p>outros, pelos modernistas da Primeira Fase,</p><p>a) Manuel Bandeira e Clarice Lispector.</p><p>b) Mário de Andrade e Oswald Andrade.</p><p>c) Graça Aranha e Monteiro Lobato.</p><p>d) Carlos Drummond de Andrade e Lima Barreto.</p><p>e) Euclides da Cunha e Monteiro Lobato.</p><p>2) (UFV-MG) Assinale a alternativa em que há uma</p><p>característica que não corresponde ao Modernismo em sua</p><p>primeira fase (1922-1930).</p><p>a) Ruptura radical e audaciosa em relação às possíveis</p><p>estéticas do passado, quebra total da rotina literária.</p><p>b) Caráter turbulento, polemista, de demolição de valores.</p><p>c) Exaltação exagerada de fatores como mocidade e</p><p>tempo; o novo, nesta fase, foi erigido como um valor em</p><p>si.</p><p>d) Movimento de inquietação e de insatisfação; os novos</p><p>se lançaram à luta em nome da originalidade, da</p><p>liberdade de pesquisa estética e do direito de “errar”.</p><p>e) Apesar de toda a radicalidade do grupo, é unânime a</p><p>preocupação dos modernistas com o purismo da</p><p>linguagem.</p><p>3) (PUC-RJ) O movimento artístico-literário que mobilizou</p><p>parcela significativa da intelectualidade brasileira durante a</p><p>década de 20 e procurou romper com os padrões europeus</p><p>da criação tinha como proposta:</p><p>I. a tentativa de buscar um conteúdo mais popular para a</p><p>problemática presente nas diferentes formas de</p><p>manifestação artística.</p><p>II. a tentativa de recuperação das idealizações românticas</p><p>ligadas à temática do índio brasileiro.</p><p>III. a valorização do passado colonial, ressaltada a</p><p>influência portuguesa sobre a nossa sintaxe.</p><p>IV. a tentativa de constituição, no campo das artes, da</p><p>problemática da nacionalidade, ressaltadas as</p><p>peculiaridades do povo brasileiro.</p><p>V. a desvalorização da problemática regionalista, contida</p><p>nas lendas e mitos brasileiros.</p><p>Assinale:</p><p>a) se somente as afirmativas I e IV estiverem corretas.</p><p>b) se somente as afirmativas I e V estiverem corretas.</p><p>c) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.</p><p>d) se somente as afirmativas III e IV estiverem corretas.</p><p>e) se somente as afirmativas II e V estiverem corretas.</p><p>4) (PUC-SP) Assinale a alternativa em que se encontram</p><p>preocupações estéticas da primeira geração modernista.</p><p>a) “Não entrem no verso culto o calão e o solecismo,</p><p>sintaxe truncada, o metro cambaio, a indigência das</p><p>imagens e do vocábulo, a vulgaridade do pensar e do</p><p>dizer.”</p><p>b) “Vestir a idéia de uma forma sensível, que, entretanto,</p><p>não terá seu fim em si mesma, mas que, servindo para</p><p>exprimir a idéia, dela se tornaria submissa.”</p><p>c) “Minhas reivindicações? Liberdade. Uso dela; não</p><p>abuso. E não quero discípulos. Em arte: escola =</p><p>imbecilidade de muitos para vaidade de um só.”</p><p>d) “Na exaustão causada pelo sentimentalismo, a alma</p><p>ainda trêmula e ressoante da febre do sangue, a alma</p><p>que ama e canta porque sua vida é amor e canto, o que</p><p>pode senão fazer o poema dos grandes amores da vida</p><p>real?”</p><p>e) “O poeta deve ter duas qualidades: engenho e juízo;</p><p>aquele, subordinado à imaginação, este, seu guia, muito</p><p>mais importante, decorrente da reflexão. Daí não haver</p><p>beleza sem obediência à razão, que aponta o objetivo da</p><p>arte: a verdade.”</p><p>5) (PUC-RS) Todas as afirmativas a seguir relacionam-se ao</p><p>Modernismo na sua primeira fase, exceto:</p><p>a) Os movimentos de vanguarda europeus, a brutalidade da</p><p>Primeira Guerra Mundial, dentre outros fatores,</p><p>favoreceram a busca por uma estética desvinculada de</p><p>quaisquer dogmatismos.</p><p>b) No Brasil, os movimentos primitivistas foram uma</p><p>resposta à busca da expressão nacional.</p><p>c) A conjunção entre primitivismo do folclore e universo</p><p>urbano foi uma possibilidade modernista.</p><p>d) As inovações de ordem temática e formal permitiram a</p><p>delimitação clara entre prosa e poesia modernistas.</p><p>e) A paródia aos textos e estilos consagrados da literatura</p><p>brasileira é uma das possibilidades modernistas.</p><p>6) (Unifran-SP) O Modernismo no Brasil revolucionou as</p><p>normas literárias, perdurando por várias décadas. Assinale a</p><p>alternativa que apresenta declarações concernentes a esse</p><p>movimento.</p><p>a) Na primeira fase do movimento, surgiram grandes</p><p>poetas, mas destaca-se especialmente o chamado</p><p>“romance revolucionário” ou “romance modernista”.</p><p>b) Oswald de Andrade, escritor e poeta paulista, foi um</p><p>dos autores mais marcantes da segunda fase. Seu texto</p><p>foi dos mais inovadores e corrosivos da estética</p><p>regionalista.</p><p>c) A primeira fase do movimento foi marcada pela</p><p>desintegração da linguagem tradicional devido à busca</p><p>da expressão regional e à adoção das conquistas de</p><p>vanguarda.</p><p>d) Apesar das inovações, esse movimento prendeu-se à</p><p>concepção tradicional de literatura, esquecendo a</p><p>história da atualidade e fixando-se em valores do</p><p>passado.</p><p>e) Esse movimento foi iniciado com a Semana de Arte</p><p>Moderna em 1922, englobando várias artes: literatura,</p><p>música, pintura e escultura. O polo principal foi São</p><p>Paulo, na época já um florescente parque industrial.</p><p>7) (IBMEC-SP 2010) O texto é a realização do programa</p><p>poético da geração de 22 (primeira fase). A poesia</p><p>modernista, sobretudo desta fase (1922 a 1928):</p><p>a) faz uma síntese dos pressupostos poéticos que</p><p>norteavam a linguagem parnasiano-simbolista.</p><p>b) utiliza-se de vocabulário sempre vago e ambíguo que</p><p>apreenda estados de espírito subjetivos e indefiníveis.</p><p>c) enriquece e dinamiza a linguagem, inspirando-se na</p><p>sintaxe clássica.</p><p>d) incentiva a pesquisa formal com base nas conquistas</p><p>parnasianas, a ela anteriores.</p><p>69</p><p>e) confere ao nível coloquial da fala brasileira a categoria</p><p>de valor literário.</p><p>8) (Prefeitura do RJ 2016) A Semana de Arte Moderna de</p><p>1922 foi um grande marco na história da arte brasileira.</p><p>Trata-se da primeira grande manifestação artística e cultural</p><p>que buscou romper com a tradição e revelar novas vertentes</p><p>da estética moderna. A alternativa que contém o nome do</p><p>grupo de artistas que participou deste evento, no Teatro</p><p>Municipal de São de Paulo, é:</p><p>a) Di Cavalcante, Anita Malfatti, Villa-Lobos</p><p>b) Djanira da Mota, Victor Brecheret, Guiomar Novaes</p><p>c) Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Anita Malfatti</p><p>d) Menotti Del Picchia, Alberto Guignard, Vicente do</p><p>Rego Monteiro</p><p>9) (UFPR 2011) “A ambição do grupo [modernista] era grande:</p><p>educar o Brasil, curá-lo do analfabetismo letrado, e, sobretudo,</p><p>pesquisar uma maneira nova de expressão, compatível com o</p><p>tempo do cinema, do telégrafo sem fio, das travessias aéreas</p><p>intercontinentais”. (Boaventura, M. E. A Semana de Arte</p><p>Moderna e a Crítica Contemporânea: vanguarda e</p><p>modernidade nas artes brasileiras. Conferência – IEL-</p><p>Unicamp, 2005, p.5-6. Fonte:</p><p>http://www.iar.unicamp.br/dap/vanguarda/artigos.html).</p><p>Conforme o trecho acima e os conhecimentos sobre a Semana</p><p>de Arte Moderna de 1922 e o modernismo brasileiro</p><p>subsequente, é correto afirmar:</p><p>a) A Semana de 1922 marcou o modernismo inspirado em</p><p>vanguardas europeias, buscando uma nova arte com uma</p><p>identidade brasileira experimental, miscigenada,</p><p>antropofágica e cosmopolita. O movimento celebrava o</p><p>progresso da nação, simbolizado pelo desenvolvimento da</p><p>cidade de São Paulo.</p><p>b) A Semana foi o grande marco da arte moderna brasileira,</p><p>caracterizando-se pela busca por uma imitação do</p><p>surrealismo e do cubismo, realizada por acadêmicos em</p><p>constante contato com os artistas europeus.</p><p>c) A Semana de 1922 somou-se ao regionalismo nordestino</p><p>para mostrar as raízes da cultura brasileira, recusando</p><p>qualquer interferência da arte estrangeira. Os modernistas</p><p>fizeram,</p><p>com isso, uma forte crítica à modernização e à</p><p>alfabetização brasileira.</p><p>d) Monteiro Lobato e Mário de Andrade lideraram a Semana</p><p>de 1922, que teve o intuito de aliar as produções mais</p><p>recentes no campo da música, literatura e artes plásticas</p><p>futuristas com as obras tradicionalistas da arte brasileira.</p><p>e) Os modernistas passaram a se organizar, depois da Semana</p><p>de 1922, para efetivar uma arte revolucionária nos moldes</p><p>do realismo soviético, pois acreditavam na conscientização</p><p>da população para uma mudança no poder.</p><p>10) (VUNESP 2015) Leia o trecho de Macunaíma, de Mário de</p><p>Andrade, para responder a questão</p><p>Muitos casos sucederam nessa viagem por caatingas rios</p><p>corredeiras, gerais, corgos, corredores de tabatinga matos-</p><p>virgens e milagres do sertão. Macunaíma vinha com os dois</p><p>manos pra São Paulo. Foi o Araguaia que facilitou-lhes a</p><p>viagem. Por tantas conquistas e tantos feitos passados o</p><p>herói não ajuntara um vintém só mas os tesouros herdados</p><p>da icamiaba estrela estavam escondidos nas grunhas do</p><p>Roraima lá. Desses tesouros Macunaíma apartou pra</p><p>viagem nada menos de quarenta vezes quarenta milhões de</p><p>bagos de cacau, a moeda tradicional. Calculou com eles um</p><p>dilúvio de embarcações. E ficou lindo trepando pelo</p><p>Araguaia aquele poder de igaras, duma em uma duzentas</p><p>em ajojo que nem flecha na pele do rio. Na frente</p><p>Macunaíma vinha de pé, carrancudo, procurando no longe a</p><p>cidade. Matutava matutava roendo os dedos agora cobertos</p><p>de berrugas de tanto apontarem Ci estrela. Os manos</p><p>remavam espantando os mosquitos e cada arranco dos</p><p>remos repercutindo nas duzentas igaras ligadas, despejava</p><p>uma batelada de bagos na pele do rio, deixando uma esteira</p><p>de chocolate onde os camuatás pirapitingas dourados</p><p>piracanjubas uarus-uarás e bacus se regalavam.</p><p>Um traço do estilo modernista presente no trecho é a</p><p>a) quebra dos padrões convencionais de pontuação gráfica.</p><p>b) caracterização do herói como ser nobre, sábio e</p><p>prudente.</p><p>c) linguagem impessoal, influenciada pelo discurso</p><p>jornalístico.</p><p>d) comparação das personagens humanas com animais</p><p>selvagens.</p><p>e) abundância de conectivos lógicos, revelando intenso</p><p>racionalismo.</p><p>11) (FUNDEP 2021) Um dos mais ferrenhos defensores das</p><p>ideias modernistas no Brasil, Oswald de Andrade publicou,</p><p>imediatamente após a realização da Semana de Arte</p><p>Moderna, um dos manifestos mais importantes para a nossa</p><p>literatura: o “Manifesto Pau-Brasil”.</p><p>Com esse manifesto, Oswald de Andrade</p><p>a) incitava os novos artistas a produzirem uma poesia</p><p>desagregada do nacional.</p><p>b) propunha uma poesia que não fosse mais cópia do que</p><p>se fazia fora do Brasil.</p><p>c) resgatou a formalidade estética na criação literária</p><p>presente no século XIX.</p><p>d) valorizava uma poesia de importação que evidenciava</p><p>uma estética europeia.</p><p>12) (IBFC 2013) O Manifesto Antropofágico, escrito por</p><p>Oswald de Andrade, publicado em maio de 1928,</p><p>representa a continuidade do Movimento Modernista,</p><p>iniciado no início da década de 1920. Esse movimento</p><p>configurou-se como fundamental para a história e para arte</p><p>brasileira. Sobre as propostas do Manifesto Antropofágico,</p><p>leia as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta:</p><p>I. A retomada de costumes indígenas, em que o canibalismo</p><p>era essencial para a formação de uma identidade</p><p>genuinamente brasileira, livre de influências de outrem;</p><p>II. Ironizar costumes indígenas, tido como selvagem, por</p><p>uma forma misturada e brasileira de composição da arte,</p><p>fundamentada pela apropriação teórica marxista da história</p><p>e da arte surrealista;</p><p>III. Retomada do fundamento antropofágico, no sentido de</p><p>apropriação do outro, de elementos culturais, das técnicas</p><p>importadas como surrealismo, para reelaborando-as com</p><p>autonomia autoral;</p><p>IV. Entre as diversas influências filosóficas, o materialismo</p><p>histórico e a psicanálise freudiana, destacam-se.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>a) III e IV, apenas.</p><p>b) II e III, apenas.</p><p>c) I e IV, apenas.</p><p>d) I e II, apenas.</p><p>70</p><p>13) (ENEM 2014)</p><p>TEXTO I</p><p>Abaporu. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso</p><p>em: 4ago. 2012.</p><p>TEXTO II</p><p>Em janeiro de 1928, Tarsila queria dar um presente de</p><p>aniversário especial ao seu marido, Oswald de Andrade. Pintou</p><p>o Abaporu. Eles acharam que parecia uma figura indígena,</p><p>antropófaga, e Tarsila lembrou-se do dicionário tupi-guarani</p><p>de seu pai. Batizou-se o quadro de Abaporu, que significa</p><p>homem que come carne humana, o antropófago. E Oswald</p><p>escreveu o Manifesto Antropófago e fundaram o Movimento</p><p>Antropofágico.</p><p>Disponível em: www.tarsiladoamaral.com.br. Acesso em: 4</p><p>ago. 2012 (adaptado).</p><p>O movimento originado da obra Abaporu pretendia se</p><p>apropriar</p><p>a) da cultura europeia, para originar algo brasileiro.</p><p>b) da arte clássica, para copiar o seu ideal de beleza.</p><p>c) do ideário republicano, para celebrar a modernidade.</p><p>d) das técnicas artísticas nativas, para consagrar sua</p><p>tradição.</p><p>e) da herança colonial brasileira, para preservar sua</p><p>identidade.</p><p>14) (ENEM 2006)</p><p>Namorados</p><p>O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:</p><p>— Antônia, ainda não me acostumei com o seu</p><p>[ corpo, com a sua cara.</p><p>A moça olhou de lado e esperou.</p><p>— Você não sabe quando a gente é criança e de</p><p>[ repente vê uma lagarta listrada?</p><p>A moça se lembrava:</p><p>— A gente fica olhando...</p><p>A meninice brincou de novo nos olhos dela.</p><p>O rapaz prosseguiu com muita doçura:</p><p>— Antônia, você parece uma lagarta listrada.</p><p>A moça arregalou os olhos, fez exclamações.</p><p>O rapaz concluiu:</p><p>— Antônia, você é engraçada! Você parece louca.</p><p>Manuel Bandeira. Poesia completa & prosa. Rio de Janeiro:</p><p>Nova Aguilar, 1985.</p><p>No poema de Bandeira, importante representante da poesia</p><p>modernista, destaca-se como característica da escola</p><p>literária dessa época</p><p>a) a reiteração de palavras como recurso de construção de</p><p>rimas ricas.</p><p>b) a utilização expressiva da linguagem falada em</p><p>situações do cotidiano.</p><p>c) a criativa simetria de versos para reproduzir o ritmo do</p><p>tema abordado.</p><p>d) a escolha do tema do amor romântico, caracterizador do</p><p>estilo literário dessa época.</p><p>e) o recurso ao diálogo, gênero discursivo típico do</p><p>Realismo.</p><p>15) (TJ-SC 2012) A Semana de Arte Moderna completou 90</p><p>anos em 2012 e representou um marco, verdadeiro ponto de</p><p>inflexão no modo de ver o Brasil. Desse modo, assinale a</p><p>afirmação INCORRETA:</p><p>a) Atribui-se como um dos eventos que desencadearam a</p><p>Semana de Arte Moderna de 1922 as duras críticas do</p><p>escritor Monteiro Lobato a exposição da artista plástica</p><p>Anita Malfatti em 1917.</p><p>b) A Semana de Arte Moderna de 1922, realizada em São</p><p>Paulo, no Teatro Municipal, teve como propósito</p><p>renovar, transformar o contexto artístico e cultural</p><p>urbano, tanto na literatura quanto nas artes plásticas, na</p><p>arquitetura e na música. Mudar, subverter uma produção</p><p>artística, criar uma arte essencialmente brasileira,</p><p>embora em sintonia com as novas tendências europeias,</p><p>essa era basicamente a intenção dos modernistas.</p><p>c) Apesar de pregar ideias e conceitos novos, a Semana de</p><p>Arte Moderna obteve apoio imediato de público e crítica</p><p>por contar com a participação de escritores consagrados</p><p>como Mário de Andrade, Graça Aranha e Álvares de</p><p>Azevedo.</p><p>d) Paulo Menotti Del Picchia foi um poeta, jornalista,</p><p>tabelião, advogado, político, romancista, cronista, pintor</p><p>e ensaísta brasileiro. Ele teve destacada atuação no</p><p>movimento modernista e uma de suas principais obras</p><p>foi o poema “Juca Mulato”.</p><p>e) A Semana de Arte Moderna, realizada em São Paulo no</p><p>ano de 1922, declara o rompimento com o</p><p>tradicionalismo cultural associado às correntes literárias</p><p>e artísticas anteriores: o parnasianismo, o simbolismo e</p><p>a arte acadêmica.</p><p>16) (FEPESE 2018) Leia os trechos da coluna 1 e relacione</p><p>com suas respectivas características da primeira fase do</p><p>Modernismo na coluna 2.</p><p>Coluna 1 Trechos</p><p>1. Gingam os bondes como um fogo de artifício,</p><p>sapateando</p><p>nos trilhos, cuspindo um orifício na treva cor de cal…</p><p>2. Se Pedro Segundo Vier aqui Com história Eu boto ele na</p><p>cadeia.</p><p>3. O Nino apareceu na porta. Teve um arrepio. Levantou a</p><p>gola do paletó.</p><p>4. — Xi, Pepino! Você é ainda muito criança. Tu é um</p><p>ingênuo.</p><p>5. O vento batia na madrugada como um marido. Mas ela</p><p>perscrutava o escuro teimoso. Uma longe claridade borrou a</p><p>esquerda na evidência lenta de uma linha longa.</p><p>Coluna 2 Características</p><p>( ) Aproximação da prosa com a poesia.</p><p>( ) Humor.</p><p>( ) Utilização de períodos curtos.</p><p>( ) Apoio na fala coloquial.</p><p>( ) Livre associação de ideias.</p><p>Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de</p><p>cima para baixo.</p><p>a) 1 • 2 • 4 • 3 • 5</p><p>b) 1 • 4 • 2 • 3 • 5</p><p>c) 4 • 3 • 2 • 1 • 5</p><p>d) 5 • 2 • 3 • 4 • 1</p><p>e) 5 • 3 • 2 • 1 • 4</p><p>71</p><p>2ª Geração – “Geração de 30”</p><p>17) (EsSA 2022) Qual alternativa apresenta uma característica</p><p>do Modernismo?</p><p>a) As cantigas são divididas em cantigas de amor, de</p><p>amigo e de escárnio e maldizer.</p><p>b) Uso de jogo de palavras, principalmente antônimos,</p><p>para expressar o dualismo.</p><p>c) Apresenta ideias de liberdade e felicidade individual nos</p><p>poemas.</p><p>d) Busca apresentar a verdade, entendida como o retrato</p><p>fiel e convincente da realidade.</p><p>e) Valorização da língua falada e suas formas típicas como</p><p>recurso literário, libertando os textos dos modelos</p><p>acadêmicos.</p><p>18) (EsPCEx 2011) Sobre a segunda fase do Modernismo no</p><p>Brasil, é correto afirmar que</p><p>a) foi marcada pela exaltação da natureza, a volta ao</p><p>passado histórico, o medievalismo e a criação do herói</p><p>nacional na figura do índio.</p><p>b) se caracterizou pela linguagem rebuscada, culta,</p><p>extravagante; pela valorização do pormenor mediante</p><p>jogos de palavras.</p><p>c) representou um amadurecimento e um aprofundamento</p><p>das conquistas da geração de 1922, resultando em uma</p><p>literatura mais construtiva e mais politizada.</p><p>d) se caracterizou por ser uma literatura meramente</p><p>descritiva e, como tal, sem grande valor literário,</p><p>possuindo, portanto, somente interesse histórico.</p><p>e) seguiu os modelos clássicos greco-latinos e os</p><p>renascentistas, retomando a mitologia pagã como</p><p>elemento estético.</p><p>19) (EsPCEx 2011) Sobre a poesia da Segunda Geração</p><p>modernista, é correto afirmar que</p><p>a) apresenta fortes características regionalistas, assim</p><p>como a prosa do período.</p><p>b) valoriza as formas fixas, como o soneto, em detrimento</p><p>à liberdade de expressão.</p><p>c) preocupa-se fundamentalmente com o sentido da</p><p>existência humana.</p><p>d) apresenta forte tendência nacionalista e de crítica à</p><p>realidade social brasileira.</p><p>e) é essencialmente experimentalista e inovadora quanto a</p><p>temas e formas de expressão.</p><p>20) (EsPCEx 2014) É correto afirmar, em relação à poesia do</p><p>segundo momento modernista brasileiro, que</p><p>a) deixa de ser influenciada por Mário e Oswald de</p><p>Andrade.</p><p>b) o poeta para de se questionar como indivíduo e como</p><p>artista.</p><p>c) amadurece e amplia as conquistas da geração anterior.</p><p>d) fortalece a busca pela poesia construtiva e apolitizada.</p><p>e) se liberta das profundas transformações ocorridas no</p><p>período.</p><p>21) (EsPCEx 2015) Assinale a alternativa que contém uma das</p><p>características da segunda fase modernista brasileira.</p><p>a) Os efeitos da crise econômica mundial e os choques</p><p>ideológicos que levaram a posições mais definidas</p><p>formavam um campo propício ao desenvolvimento de</p><p>um romance caracterizado pela denúncia social.</p><p>b) Na poesia, ganha corpo uma geração de poetas que se</p><p>opõem às conquistas e inovações dos primeiros</p><p>modernistas de 1922. Uma nova proposta é defendida</p><p>inicialmente pela revista Orfeu.</p><p>c) O período de 1930 a 1945 é o mais radical do</p><p>movimento modernista, pela necessidade de ruptura</p><p>com toda arte passadista.</p><p>d) As revistas e manifestos marcam o segundo momento</p><p>modernista, com a divulgação do movimento pelos</p><p>vários estados brasileiros.</p><p>e) Ao mesmo tempo em que se procura o moderno, o</p><p>original e o polêmico, o nacionalismo se manifesta em</p><p>suas múltiplas facetas: uma volta às origens, a pesquisa</p><p>de fontes quinhentistas, a procura de uma “língua</p><p>brasileira”.</p><p>22) (EsPCEx 2018) Leia as afirmações abaixo sobre Carlos</p><p>Drummond de Andrade:</p><p>I- Preferiu não participar da Semana de Arte Moderna, mas</p><p>enviou seu famoso poema “Os Sapos”, que, lido por Ronald</p><p>de Carvalho, tumultuou o Teatro Municipal.</p><p>II – Sua fase “gauche” caracterizou-se pelo pessimismo,</p><p>pelo individualismo, pelo isolamento e pela reflexão</p><p>existencial. A obra mais importante foi o “Poema de Sete</p><p>Faces”.</p><p>III- Na fase social, o eu lírico manifesta interesse pelo seu</p><p>tempo e pelos problemas cotidianos, buscando a</p><p>solidariedade diante das frustrações e das esperanças</p><p>humanas.</p><p>IV- A última fase foi marcada pela poesia intimista, de</p><p>orientação simbolista, prezando o espiritualismo e</p><p>orientalismo e a musicalidade, traços que podem ser</p><p>notados no poema “O motivo da Rosa”.</p><p>Estão corretas as afirmações:</p><p>a) I, II e III</p><p>b) II, III e IV</p><p>c) II e III</p><p>d) II e IV</p><p>e) III e IV</p><p>23) (EsPCEx 2015) Leia o trecho do romance “São Bernardo”</p><p>e dê o que se pede.</p><p>“(...)</p><p>O que estou é velho. Cinquenta anos pelo S. Pedro.</p><p>Cinquenta anos perdidos, cinquenta anos gastos sem</p><p>objetivo, a maltratar-me e a maltratar os outros. O resultado</p><p>é que endureci, calejei, e não é um arranhão que penetra</p><p>esta casca espessa e vem ferir cá dentro a sensibilidade</p><p>embotada.</p><p>(...)</p><p>Cinquenta anos! Quantas horas inúteis! Consumir-se</p><p>uma pessoa a vida inteira sem saber para quê! Comer e</p><p>dormir como um porco! Levantar-se cedo todas as manhãs</p><p>e sair correndo, procurando comida! E depois guardar</p><p>comida para os filhos, para os netos, para muitas gerações.</p><p>Que estupidez! Que porcaria! Não é bom vir o diabo e levar</p><p>tudo?</p><p>(...)</p><p>Penso em Madalena com insistência. Se fosse possível</p><p>recomeçarmos... Para que enganar-me? Se fosse possível</p><p>recomeçarmos, aconteceria exatamente o que aconteceu.</p><p>Não consigo modificar-me, é o que mais me aflige.</p><p>(...)</p><p>Foi este modo de vida que me inutilizou. Sou um</p><p>aleijado. Devo ter um coração miúdo, lacunas no cérebro,</p><p>72</p><p>nervos diferentes dos nervos dos outros homens. E um nariz</p><p>enorme, uma boca enorme, dedos enormes.</p><p>(...)”</p><p>Quanto ao trecho lido, é correto afirmar que</p><p>a) há predomínio de uma visão ufanista do narrador.</p><p>b) o intimismo dificulta uma visão crítica.</p><p>c) a abordagem universal permite alcançar à dimensão</p><p>regional.</p><p>d) a incapacidade de modificar o modo de vida revela</p><p>traços deterministas.</p><p>e) o narrador externo explora conflitos internos do</p><p>personagem.</p><p>24) (EsPCEx 2022) Leia o poema abaixo.</p><p>Encomenda</p><p>Desejo uma fotografia</p><p>como esta — o senhor vê? — como esta:</p><p>em que para sempre me ria</p><p>como um vestido de eterna festa.</p><p>Como tenho a testa sombria,</p><p>derrame luz na minha testa.</p><p>Deixe esta ruga, que me empresta</p><p>um certo ar de sabedoria.</p><p>Não meta fundos de floresta</p><p>nem de arbitrária fantasia...</p><p>Não... Neste espaço que ainda resta,</p><p>ponha uma cadeira vazia.</p><p>Fonte: Cecília Meireles (In: Vaga Música, 1942).</p><p>Quanto aos aspectos da linguagem poética presentes no</p><p>poema “Encomenda”, de Cecília Meireles:</p><p>I - A composição do poema é feita em forma de soneto.</p><p>II - Na segunda estrofe, o eu poético lança mão da antítese</p><p>na percepção que tem de si mesmo.</p><p>III - Na construção dos versos, optou-se pela composição</p><p>em redondilhas maiores.</p><p>IV - Como recurso para conferir musicalidade aos versos,</p><p>há o emprego de rima alternada e de rima interpolada.</p><p>V - Tendo em vista se tratar de um poema do Modernismo</p><p>brasileiro, optou-se pela construção em versos brancos.</p><p>Estão corretas apenas as afirmativas</p><p>a) II e IV.</p><p>b) I e II.</p><p>c) III e IV.</p><p>d) II, III e V.</p><p>e) IV e V.</p><p>25) (UEL-PR) Na década de 30 do nosso século:</p><p>a) o Modernismo viu esgotados seus ideais, com a</p><p>retomada de uma prosa</p><p>Guardou a memória</p><p>Do moço guerreiro, do velho Tupi!</p><p>E à noite, nas tabas, se alguém duvidava</p><p>Do que ele contava,</p><p>Dizia prudente: _ “Meninos, eu vi!”</p><p>Eu vi o brioso no largo terreiro</p><p>Cantar prisioneiro</p><p>Seu canto de morte, que nunca esqueci!</p><p>Valente como era, chorou sem ter pejo,</p><p>Parece que o vejo,</p><p>Que o tenho nest’hora diante de mi.”</p><p>(Gonçalves Dias)</p><p>A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:</p><p>a) 1 – 1 – 3 – 2</p><p>b) 2 – 1 – 3 – 1</p><p>c) 3 – 1 – 1 – 2</p><p>d) 3 – 1 – 2 – 3</p><p>24) (IOBV 2014) “Canto do Piaga” – Gonçalves Dias.</p><p>Não sabeis o que o monstro procura?</p><p>Não sabeis a que vem, o que quer?</p><p>Vem matar vossos bravos guerreiros,</p><p>Vem roubar-vos a filha, a mulher!</p><p>Fragmento extraído de Norma Goldstein, “Versos, sons,</p><p>ritmos”. 13ª edição. São Paulo, 2001, pág. 28-29.</p><p>Neste fragmento de “Canto do Piaga” todos os versos</p><p>obedecem ao mesmo esquema rítmico. Neste caso temos</p><p>versos de:</p><p>9</p><p>a) dez sílabas.</p><p>b) nove sílabas.</p><p>c) oito sílabas.</p><p>d) sete sílabas.</p><p>25) (IOBV 2016) Os poemas podem ser compostos por rimas</p><p>que apresentam distintas classificações. Com base nessa</p><p>assertiva explicativa, assinale a alternativa incorreta:</p><p>a) ‘Sereno’ e ‘moreno’ e ‘neve’ e ‘leve’, foneticamente</p><p>falando, constituem rimas perfeitas.</p><p>b) ‘Prece’ e ‘adormece’ e ‘arde’ e ‘covarde’, segundo o seu</p><p>valor, constituem rimas ricas.</p><p>c) ‘Mágico’ e ‘trágico’ e ‘lírico’ e ‘onírico’, conforme a</p><p>posição de seu acento tônico, constituem rimas</p><p>esdrúxulas.</p><p>d) ‘Deus’ e ‘céus’ e ‘estrela’ e ‘vela’, foneticamente</p><p>falando, constituem rimas raras.</p><p>26) (Instituto Excelência 2016) Verso é o nome que se dá a</p><p>cada uma das linhas que constituem um poema. Ele</p><p>apresenta quatro elementos principais: metro, ritmo,</p><p>melodia e rima:</p><p>I - Metro: é o nome que se dá à extensão da linha poética.</p><p>Pela contagem de sílabas de um verso, podemos estabelecer</p><p>seu padrão métrico e suas unidades rítmicas.</p><p>II - Ritmo: é a sequência de notas (no caso da poesia, de</p><p>sons) que, apresentando organização rítmica com sentido</p><p>musical, se relacionam reciprocamente, de modo a formar</p><p>um todo harmônico, uma linha melódica.</p><p>III - Melodia: é a sucessão de tempos fortes e fracos que se</p><p>alternam com intervalos regulares. No verso, a melodia é</p><p>formada pela sucessão de unidades rítmicas resultantes da</p><p>alternância entre sílabas acentuadas (fortes) e não-</p><p>acentuadas (fracas); ou entre sílabas construídas por vogais</p><p>longas e breves.</p><p>IV - Rima: é a igualdade ou semelhança de sons na</p><p>terminação das palavras: asa, casa; asa, cada. Na rima asa,</p><p>casa há paridade completa de sons a partir da vogal tônica;</p><p>na rima asa, cada a paridade é só das vogais. As rimas do</p><p>primeiro tipo se chamam consoantes; as do</p><p>segundo, toantes.</p><p>Está CORRETO o que se afirma em:</p><p>a) Todas as afirmativas.</p><p>b) Apenas II, III e IV.</p><p>c) Apenas I e IV.</p><p>d) Nenhuma das alternativas.</p><p>27) (Instituto AOCP 2020) Assinale a alternativa que</p><p>apresenta características da composição poética SONETO.</p><p>a) Dezesseis versos dispostos em quatro quartetos com</p><p>rimas ricas.</p><p>b) Quatorze versos dispostos em dois quartetos e dois</p><p>tercetos.</p><p>c) Quinze versos dispostos em três quartetos e um terceto.</p><p>d) Dez versos decassílabos dispostos em dois quartetos e</p><p>um dístico.</p><p>e) Doze versos livres com rimas pobres.</p><p>28) (AMEOSC 2021) Rima é um recurso estilístico muito</p><p>utilizado nos textos poéticos, sobretudo nos textos em</p><p>versos, proporcionando sonoridade, ritmo e musicalidade.</p><p>Sobre as rimas do soneto, marque a alternativa</p><p>INCORRETA.</p><p>a) Nos quartetos, as rimas são interpoladas ou opostas.</p><p>b) As rimas do soneto são todas alternadas.</p><p>c) O esquema de rimas dos tercetos é: C/D/C e D/C/D.</p><p>d) O esquema de rimas dos quartetos é: A/B/B/A e</p><p>B/A/A/B.</p><p>29) (CFTMG 2006) Com relação aos gêneros literários, é</p><p>INCORRETO afirmar que, no gênero:</p><p>a) lírico, o artista retrata criticamente a realidade.</p><p>b) épico, o autor se apega à objetividade e à</p><p>impessoalidade.</p><p>c) lírico, a tendência do escritor é revelar as emoções que o</p><p>mundo causou nele.</p><p>d) dramático, há ausência de narrador, apresentando-se um</p><p>conflito através do discurso direto.</p><p>30) (UERN 2015) Os gêneros literários são empregados com</p><p>finalidade estética. Leia os textos a seguir.</p><p>Busque Amor novas artes, novo engenho,</p><p>Para matarme, e novas esquivanças;</p><p>Que não pode tirarme as esperanças,</p><p>Que mal me tirará o que eu não tenho.</p><p>(Camões, L. V. de. Sonetos. Lisboa: Livraria Clássica</p><p>Editora. 1961. Fragmento.)</p><p>Porém já cinco sóis eram passados</p><p>Que dali nos partíramos, cortando</p><p>Os mares nunca doutrem navegados,</p><p>Prosperamente os ventos assoprando,</p><p>Quando uma noite, estando descuidados</p><p>Na cortadora proa vigiando,</p><p>Uma nuvem, que os ares escurece,</p><p>Sobre nossas cabeças aparece.</p><p>(Camões, L. V. Os Lusíadas. Abril Cultural, 1979. São</p><p>Paulo. Fragmento.)</p><p>Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, a</p><p>classificação dos textos.</p><p>a) Épico e lírico.</p><p>b) Lírico e épico.</p><p>c) Lírico e dramático.</p><p>d) Dramático e épico.</p><p>10</p><p>Gabarito</p><p>1) D</p><p>2) C</p><p>3) C</p><p>4) A</p><p>5) E</p><p>6) C</p><p>7) B</p><p>8) B</p><p>9) B</p><p>10) B</p><p>11) D</p><p>12) B</p><p>13) A</p><p>14) C</p><p>15) C</p><p>16) A</p><p>17) B</p><p>18) C</p><p>19) C</p><p>20) A</p><p>21) A</p><p>22) D</p><p>23) C</p><p>24) B</p><p>25) D</p><p>26) C</p><p>27) B</p><p>28) B</p><p>29) A</p><p>30) B</p><p>11</p><p>Trovadorismo</p><p>1) (EsPCEx 2013) É correto afirmar sobre o Trovadorismo</p><p>que</p><p>a) os poemas são produzidos para ser encenados.</p><p>b) as cantigas de escárnio e maldizer têm temáticas</p><p>amorosas.</p><p>c) nas cantigas de amigo, o eu lírico é sempre feminino.</p><p>d) as cantigas de amigo têm estrutura poética complicada.</p><p>e) as cantigas de amor são de origem nitidamente popular.</p><p>2) (UFMG) Nas mais importantes novelas de cavalaria que</p><p>circularam na Europa medieval, principalmente como</p><p>propaganda das Cruzadas, sobressaem-se:</p><p>a) as namoradas sofredoras, que fazem bailar para atrair o</p><p>namorado ausente.</p><p>b) os cavaleiros medievais, concebidos segundo os padrões</p><p>da Igreja Católica (por quem lutam).</p><p>c) as namorada castas, fiéis, dedicadas, dispostas a</p><p>qualquer sacrifício para ir ao encontro do amado.</p><p>d) os namorados castos, fiéis, dedicados que, entretanto,</p><p>são traídos pelas namoradas sedutoras.</p><p>e) os cavaleiros sarracenos, eslavos e infiéis, inimigos da</p><p>fé cristã.</p><p>3) (UFRS) Assinale a alternativa incorreta com respeito ao</p><p>Trovadorismo em Portugal:</p><p>a) nas cantigas de amigo, o trovador escreve o poema do</p><p>ponto de vista feminino.</p><p>b) nas cantigas de amor, há o reflexo do relacionamento</p><p>entre senhor e vassalo na sociedade feudal: distância e</p><p>extrema submissão.</p><p>c) a influência dos trovadores provençais é nítida nas</p><p>cantigas de amor galego-portuguesas.</p><p>d) durante o trovadorismo, ocorre a separação entre poesia</p><p>e música.</p><p>e) muitas cantigas trovadorescas foram reunidas em livros</p><p>ou coletâneas que receberam o nome de cancioneiros</p><p>4) (UM-SP) Nas cantigas de amor,</p><p>a) o trovador expressa um amor à mulher amada,</p><p>encarando-a como um objeto acessível a seus anseios.</p><p>b) o trovador velada ou abertamente ironiza personagens</p><p>da época.</p><p>c) o “eu-lírico” é feminino, expressando a saudade da</p><p>ausência do amado.</p><p>d) o poeta pratica a vassalagem amorosa, pois, em postura</p><p>platônica, expressa seu amor à mulher amada.</p><p>e) existe a expressão de um sentimento feminino, apesar</p><p>de serem escritas por homens.</p><p>5) (Mackenzie) Assinale a alternativa incorreta a respeito do</p><p>Trovadorismo em Portugal.</p><p>a) Durante o Trovadorismo, ocorreu a separação entre</p><p>poesia e a música.</p><p>b) Muitas cantigas trovadorescas foram reunidas em livros</p><p>ou coletâneas que receberam o nome de cancioneiros.</p><p>c) Nas cantigas de amor, há o reflexo do relacionamento</p><p>entre o senhor e vassalo na sociedade feudal: distância e</p><p>extrema submissão.</p><p>d) Nas cantigas de amigo, o trovador escreve o poema do</p><p>ponto de vista feminino.</p><p>e) A influência dos trovadores provençais é nítida</p><p>e de uma poesia de caráter</p><p>conservador.</p><p>b) a poesia se renovou significativamente, graças a poetas</p><p>como Carlos Drummond de Andrade e Murilo Mendes.</p><p>c) não houve surgimento de grandes romancistas, o que só</p><p>viria a ocorrer na década seguinte.</p><p>d) predominou, ainda, o ideário modernista dos primeiros</p><p>momentos, sendo central a figura de Graça Aranha.</p><p>e) a poesia abandonou de vez o emprego do verso,</p><p>substituindo-o pela composição de palavras soltas no</p><p>espaço da página.</p><p>26) (ITA 2003) Cecília Meireles, poeta da segunda fase do</p><p>Modernismo Brasileiro, faz parte da chamada “Poesia de</p><p>30”. Sobre esta autora e seu estilo, é CORRETO afirmar</p><p>que ela</p><p>a) seguiu rigidamente o Modernismo Brasileiro,</p><p>produzindo uma poesia de consciência histórica.</p><p>b) não seguiu rigidamente o Modernismo Brasileiro,</p><p>produzindo uma obra de traços parnasianos.</p><p>c) seguiu rigidamente o Modernismo Brasileiro,</p><p>produzindo uma poesia panfletária e musical.</p><p>d) não seguiu rigidamente nenhuma corrente do</p><p>Modernismo Brasileiro, produzindo uma poesia lírica,</p><p>mística e musical.</p><p>27) (FCC) Assinale a alternativa em que se resume a trajetória</p><p>da poesia de Carlos Drummond de Andrade.</p><p>a) Nasce mística e elevada; desencanta-se e se faz satírica;</p><p>readquire uma visão religiosa e adota posição combativa</p><p>em favor da salvação do Homem.</p><p>b) Nasce influenciada pelo simbolismo; conquista a</p><p>simplicidade da linguagem coloquial; passa a tematizar</p><p>sobretudo a morte, em tom frio e superior.</p><p>c) Nasce irônica e corrosiva; adota posição combativa e</p><p>socializante ao tempo da Segunda Guerra; desencanta-se</p><p>e se faz amarga e metafísica; volta-se para a memória</p><p>autobiográfica e para a crítica da sociedade de consumo.</p><p>d) Nasce influenciada pelo surrealismo; encontra seu</p><p>próprio caminho nos experimentos de vanguarda; supera</p><p>o conceito de verso e explora sugestivamente o branco</p><p>da página.</p><p>e) Nasce romântica e amorosa; faz-se católica e mística,</p><p>abandonando a sensualidade da primeira fase; explora</p><p>temas bíblicos em tom elevado.</p><p>28) (VUNESP 2016) Leia o poema de Carlos Drummond de</p><p>Andrade.</p><p>Toada do Amor</p><p>E o amor sempre nessa toada:</p><p>briga perdoa perdoa briga.</p><p>Não se deve xingar a vida,</p><p>a gente vive, depois esquece.</p><p>Só o amor volta para brigar,</p><p>para perdoar,</p><p>amor cachorro bandido trem.</p><p>Mas, se não fosse ele, também</p><p>que graça que a vida tinha?</p><p>Mariquita, dá cá o pito,</p><p>no teu pito está o infinito.</p><p>(Carlos Drummond de Andrade, Alguma poesia.</p><p>In: Poesia 1930-1962.)</p><p>Em harmonia com a estética do modernismo brasileiro,</p><p>observa-se, no poema, o uso</p><p>a) da métrica regular e a preferência por rimas internas.</p><p>b) de um ritmo intenso, que aproxima a poesia da música.</p><p>c) de uma linguagem coloquial e a irreverência ao tratar do</p><p>amor</p><p>d) de metáforas obscuras, distanciando a poesia da</p><p>linguagem cotidiana.</p><p>e) da pergunta retórica, revelando um discurso</p><p>marcadamente intimista.</p><p>73</p><p>29) (PUC-SP) Quem me fez assim foi minha gente e minha</p><p>terra e eu gosto bem de ter nascido com essa tara.</p><p>Para mim, de todas as burrices a maior é suspirar</p><p>pela Europa.</p><p>[…]</p><p>Aqui ao menos a gente sabe que passam a perna na gente.</p><p>O francês, o italiano, o judeu falam uma língua de farrapos.</p><p>Aqui ao menos a gente sabe que tudo é uma canalha só, lê o</p><p>seu jornal, mete a língua no governo, queixa-se da vida (a</p><p>vida está tão cara) e no fm dá certo.</p><p>Se meu verso não deu certo, foi seu ouvido que entortou.</p><p>Eu não disse ao senhor que não sou senão poeta?</p><p>Carlos Drummond de Andrade</p><p>Estão presentes nos versos anteriores as seguintes</p><p>características da poesia de Carlos Drummond de Andrade:</p><p>a) desintegração da palavra tom prosaico; negação da</p><p>subjetividade.</p><p>b) presença de neologismos; predominância da frase</p><p>nominal; desorganização dos padrões métricos.</p><p>c) atitude irônica para com as teorias poéticas; utilização</p><p>dos recursos da poesia concreta; negação da</p><p>subjetividade.</p><p>d) uso de palavras consideradas tradicionalmente como</p><p>não poéticas; presença da ironia; sintonia com o homem</p><p>e o mundo de seu tempo.</p><p>e) poesia objetiva; tom prosaico; presença da ironia.</p><p>30) (UCS 2012) A seca é metáfora recorrente na literatura,</p><p>especialmente no segundo período modernista. Assinale a</p><p>alternativa correta em relação as obras que apresentam</p><p>cenas que caracterizam a brutal realidade dos retirantes</p><p>nordestinos.</p><p>a) O Quinze, de Raquel de Queiroz; Vidas Secas, de</p><p>Graciliano Ramos</p><p>b) Menino de Engenho, de José Lins do Rego; Grande</p><p>Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa</p><p>c) A Rosa do Povo, de Carlos Drummond de Andrade; Os</p><p>Sertões, de Euclides da Cunha</p><p>d) Um Lugar ao Sol, de Érico Veríssimo; A Legião</p><p>Estrangeira, de Clarice Lispector</p><p>e) Capitães da Areia, de Jorge Amado; Urupês, de</p><p>Monteiro Lobato</p><p>31) (UPF 2016) Primeiro grande poeta a se afirmar após as</p><p>estreias modernistas, Carlos Drummond de Andrade</p><p>publica, na década de 1930, os livros Alguma poesiae Brejo</p><p>das almas, marcados pelo individualismo e pelo humor do</p><p>poeta gauche. Entretanto, desde Sentimento do mundo,</p><p>publicado no início da década de 1940, nota-</p><p>se a emergência de um(a) na produção do poeta</p><p>mineiro, e o livro A rosa do povo, de 1945, assinala,</p><p>justamente, o momento culminante e derradeiro</p><p>da de Drummond, composta sob os anos</p><p>trágicos e sombrios da Segunda Guerra Mundial.</p><p>Assinale a alternativa cujas informações</p><p>preenchem corretamente as lacunas do enunciado.</p><p>a) sentimento ufanista / poesia nacionalista.</p><p>b) senso participante / poesia política.</p><p>c) pendor filosofante / poesia metafísica.</p><p>d) sentimento nostálgico / poesia memorialística.</p><p>e) concepção formalista / poesia experimental.</p><p>32) (UECE-CEV 2018) A geração de 1930 vive um período de</p><p>tensão e de crise e busca uma estabilização das conquistas</p><p>modernas. Analise as afirmações sobre os poetas brasileiros</p><p>dessa geração e sua produção.</p><p>I. Carlos Drummond de Andrade: as diferentes fases de sua</p><p>poesia refletem a evolução de seu pensamento. Era também</p><p>contista e cronista.</p><p>II. Jorge de Lima: sua poesia evoluiu de realista para uma</p><p>poesia religiosa, mística, e então surrealista.</p><p>III. Vinicius de Morais: sua poesia evoluiu de católica para</p><p>uma poesia erótica onde a presença da mulher é constante.</p><p>IV. Cecília Meireles: vem do Parnasianismo e filia-se ao</p><p>Modernismo de segunda fase, quer pelo espiritualismo,</p><p>quer pela forma, quer pela harmonia de seus versos.</p><p>É correto apenas o que se afirma em</p><p>a) II e IV.</p><p>b) I e II.</p><p>c) III e IV.</p><p>d) I e III.</p><p>33) (CESMAC 2016) A obra de Vinícius de Moraes (1913-</p><p>1980) passeou por vários temas, mas ficou ligada,</p><p>particularmente a partir dos Anos 40, ao amor sensual e ao</p><p>erotismo. Qual dos versos elencados abaixo, podemos</p><p>assinalar como pertencente ao Vinícius de Moraes sensual e</p><p>erótico?</p><p>a) Quando nasci, um anjo torto</p><p>desses que vivem na sombra</p><p>disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.</p><p>b) João amava Teresa que amava Raimundo</p><p>que amava Maria que amava Joaquim</p><p>que amava Lili</p><p>que não amava ninguém</p><p>c) Vou-me embora pra Pasárgada</p><p>Lá sou amigo do rei</p><p>Lá tenho a mulher que eu quero</p><p>Na cama que escolherei</p><p>d) Lá longe o sertãozinho de Caxangá</p><p>Banheiros de palha</p><p>Um dia eu vi uma moça nuinha no banho</p><p>Fiquei parado o coração batendo</p><p>Ela se riu</p><p>Foi o meu primeiro alumbramento;</p><p>e) Essa mulher que se arremessa, fria</p><p>E lúbrica aos meus braços, e nos seios</p><p>Me arrebata e me beija e balbucia</p><p>Versos, votos de amor e nomes feios.</p><p>34) (MetroCapital Soluções 2019) No que se refere à escritora</p><p>Cecília Meireles, analise os itens a seguir e, ao final,</p><p>assinale a alternativa correta:</p><p>I – Filiou-se ao neossimbolismo, sendo possível notar em</p><p>seus poemas um lirismo conciliado a uma perspectiva bem-</p><p>humorada da vida.</p><p>II – Sua obra vai de encontro à reflexão existencial e</p><p>filosófica.</p><p>III – Suas poesias denotam uma inclinação para a estética</p><p>simbolista, embora não estivesse filiada a nenhum</p><p>movimento literário.</p><p>a) Apenas o item I é verdadeiro.</p><p>b) Apenas o item II é verdadeiro.</p><p>c) Apenas o item III é verdadeiro.</p><p>d) Apenas os itens II e III são verdadeiros.</p><p>e) Nenhum dos itens é verdadeiro.</p><p>74</p><p>https://exerciciosweb.com.br/geografia/exercicios-sobre-a-europa-e-a-america/</p><p>3ª Geração – “Geração de 45”</p><p>35) (EsPCEx 2011) Sobre a narrativa de Clarice Lispector,</p><p>pode-se afirmar que</p><p>a) se utiliza do fluxo de consciência, quebrando os limites</p><p>espaço-temporais que tornam a obra verossímil.</p><p>b) mostra a dor e o sofrimento da mulher sertaneja,</p><p>castigada pela seca e pelo preconceito social e cultural.</p><p>c) apresenta em sua obra recursos como o ritmo,</p><p>aliterações, metáforas e imagens, retomando o</p><p>movimento concretista.</p><p>d) recria a própria língua portuguesa, utilizando-se de</p><p>termos em desuso, bem como neologismos.</p><p>e) foi fortemente marcada pelo Simbolismo do séc. XIX,</p><p>de cunho documental.</p><p>36) (EsPCEx 2012) Leia o trecho abaixo:</p><p>“Não tenho uma palavra a dizer. Por que não me calo,</p><p>então? Mas se eu não forçar a palavra a mudez me</p><p>engolfará para sempre em ondas. A palavra e a forma serão</p><p>a tábua onde boiarei sobre vagalhões de mudez.”</p><p>O fragmento, extraído da obra de Clarice Lispector,</p><p>apresenta</p><p>a) uma reflexão sobre o processo de criação literária.</p><p>b) uma postura racional, antissentimental, triste e</p><p>recorrente na literatura dessa fase.</p><p>c) traços visíveis da sensibilidade, característica presente</p><p>na 2ª fase modernista.</p><p>d) a visão da autora, sempre preocupada com o valor da</p><p>mulher na sociedade.</p><p>e) exemplos de neologismo, característica comum na 3ª</p><p>fase modernista.</p><p>37) (EsPCEx 2012) Leia o trecho abaixo, de “Morte e vida</p><p>severina”, de João Cabral de Melo Neto</p><p>“– Severino retirante,</p><p>deixa agora que lhe diga:</p><p>eu não sei bem a resposta</p><p>da pergunta que fazia,</p><p>se não vale mais saltar</p><p>fora da ponte e da vida;</p><p>(…)</p><p>E não há melhor resposta</p><p>que o espetáculo da vida:</p><p>vê-la desfiar seu fio,</p><p>que também se chama vida,</p><p>ver a fábrica que ela mesma,</p><p>teimosamente, se fabrica,”</p><p>Em relação a esse mesmo fragmento, pode-se ainda afirmar</p><p>que</p><p>a) trata da impotência do homem frente aos problemas do</p><p>sertão e da cidade.</p><p>b) Severino representa todos os homens que são</p><p>latifundiários.</p><p>c) reflete sobre as dificuldades que o homem encontra para</p><p>trabalhar.</p><p>d) trata da temática que descarta a morte como solução</p><p>para os problemas.</p><p>e) é um texto bem simples e poético sobre o significado do</p><p>amor da época.</p><p>38) (EsPCEx 2015) Leia os versos a seguir e responda.</p><p>“Catar Feijão</p><p>Catar feijão se limita com escrever:</p><p>joga-se os grãos na água do alguidar</p><p>e as palavras na folha de papel;</p><p>e depois, joga-se fora o que boiar.</p><p>Certo, toda palavra boiará no papel,</p><p>água congelada, por chumbo seu verbo:</p><p>pois para catar esse feijão, soprar nele,</p><p>e jogar fora o leve e o oco, palha eco,”</p><p>Alguidar: recipiente de barro, metal ou material plástico,</p><p>usado para tarefas domésticas</p><p>Em Catar feijão, João Cabral de Melo Neto revela</p><p>a) o princípio de que a poesia é fruto de inspiração poética,</p><p>pois resulta de um trabalho emocional.</p><p>b) influência do Dadaísmo ao escolher palavras, ao acaso,</p><p>que nada significam para a construção da poesia.</p><p>c) preocupação com a construção de uma poesia racional</p><p>contrária ao sentimentalismo choroso.</p><p>d) valorização do eu lírico, ao extravasar o estado de alma</p><p>e o sentimento poético.</p><p>e) valorização do pormenor mediante jogos de palavras,</p><p>sobrecarregando a poesia de figura e de linguagem</p><p>rebuscada.</p><p>39) (EsPCEx 2020) “Esses gerais sem tamanho. Enfim, cada</p><p>um o que quer aprova, o senhor sabe: pão ou pães, é</p><p>questão de opiniães... O sertão está em toda parte”</p><p>O fragmento acima, de Guimarães Rosa, marca</p><p>a) os limites do regional.</p><p>b) o determinismo do meio.</p><p>c) o sertão universal.</p><p>d) o sertanejo e sua cor local.</p><p>e) sofrimento regional.</p><p>40) (EsPCEx 2022) Leia o trecho a seguir e marque a</p><p>alternativa correta.</p><p>“[…] Lugar sertão se divulga: é onde os pastos carecem</p><p>de fechos; onde um pode torar dez, quinze léguas, sem</p><p>topar com casa de morador; e onde criminoso vive seu</p><p>cristo-jesus, arredado do arrocho de autoridade. […] Esses</p><p>gerais são sem tamanho[…] O sertão está em toda a parte.</p><p>Do demo? Não gloso. Senhor pergunte aos moradores.</p><p>[…]</p><p>De primeiro, eu fazia e mexia, e pensar não pensava.</p><p>Não possuía prazos. Vivi puxando difícil de difícel, peixe</p><p>vivo no moquém: quem mói no asp’ro, não fantasêia. Mas,</p><p>agora, feita a folga que me vem, e sem pequenos</p><p>dessossegos, estou de range rede. E me inventei neste</p><p>gosto, de especular ideia. O diabo existe e não existe? Dou</p><p>o dito. […]</p><p>A respeito do fragmento, é correto afirmar que</p><p>a) a narrativa está situada no sertão mineiro de Guimarães</p><p>Rosa, caracterizando o romance como regional, uma vez</p><p>que fixa, no espaço da narrativa, as fronteiras</p><p>geográficas.</p><p>b) as marcas regionais são evidentes nos termos utilizados,</p><p>na recriação da fala de sertanejos, mas as questões</p><p>tratadas abordam dramas humanos: dor, incertezas,</p><p>medos… ampliando o regionalismo na ficção roseana</p><p>para uma dimensão universal.</p><p>c) o fragmento é marcado pela presença de neologismos,</p><p>recriação de palavras como “asp’ro”; “fantasêia”…,</p><p>característica de Guimarães Rosa, inovando o romance</p><p>regional, caracterizando de modo diferenciado o falar</p><p>dos sertanejos.</p><p>d) apresenta os dramas, medos, sofrimentos, incertezas do</p><p>sertanejo. Trata-se de sofrimentos provenientes das</p><p>agruras do sertão, evidenciando uma abordagem</p><p>75</p><p>exclusivamente regional do universo ficcional de</p><p>Guimarães Rosa.</p><p>e) caracteriza a fuga não só dos retirantes da caatinga</p><p>como também de criminosos, conforme atesta a</p><p>passagem “onde um pode torar dez, quinze léguas, sem</p><p>topar com casa de morador; e onde criminoso vive seu</p><p>cristo-jesus, arredado do arrocho de autoridade”,</p><p>compondo o universo regional de “Vidas Secas”, de</p><p>Graciliano Ramos.</p><p>41) (ENEM 2016)</p><p>Antiode</p><p>Poesia, não será esse</p><p>o sentido em que</p><p>ainda te escrevo:</p><p>flor! (Te escrevo:</p><p>flor! Não uma</p><p>flor, nem aquela</p><p>flor-virtude — em</p><p>disfarçados urinóis).</p><p>Flor é a palavra</p><p>flor; verso inscrito</p><p>no verso, como as</p><p>manhãs no tempo.</p><p>Flor é o salto</p><p>da ave para o voo:</p><p>o salto fora do sono</p><p>quando seu tecido</p><p>se rompe; é uma explosão</p><p>posta a funcionar,</p><p>como uma máquina,</p><p>uma jarra de flores.</p><p>MELO NETO, J. C. Psicologia da composição. Rio de</p><p>Janeiro: Nova Fronteira, 1997 (fragmento)</p><p>A poesia é marcada pela recriação do objeto por meio da</p><p>linguagem, sem necessariamente explicá-lo. Nesse</p><p>fragmento de João Cabral de Melo Neto, poeta da geração</p><p>de 1945, o sujeito lírico propõe a recriação poética de</p><p>a) uma palavra, a partir de imagens com as quais ela pode</p><p>ser comparada, a fim de assumir novos significados.</p><p>b) um urinol, em referência às artes visuais ligadas às</p><p>vanguardas do início do século XX.</p><p>c) uma ave, que compõe, com seus movimentos, uma</p><p>imagem historicamente ligada à palavra poética.</p><p>d) uma máquina, levando em consideração a relevância do</p><p>discurso técnico-científico pós-Revolução Industrial.</p><p>e) um tecido,</p><p>visto que sua composição depende de</p><p>elementos intrínsecos ao eu lírico.</p><p>42) (ENEM 2016)</p><p>A partida de trem</p><p>Marcava seis horas da manhã. Angela Pralini pagou o</p><p>táxi e pegou sua pequena valise. Dona Maria Rita de</p><p>Alvarenga Chagas Souza Melo desceu do Opala da filha e</p><p>encaminharam-se para os trilhos. A velha bem-vestida e</p><p>com joias. Das rugas que a disfarçavam saía a forma pura</p><p>de um nariz perdido na idade, e de uma boca que outrora</p><p>devia ter sido cheia e sensível. Mas que importa? Chega-se</p><p>a um certo ponto — e o que foi não importa. Começa uma</p><p>nova raça. Uma velha não pode comunicar-se. Recebeu o</p><p>beijo gelado de sua filha que foi embora antes do trem</p><p>partir. Ajudara-a antes a subir no vagão. Sem que neste</p><p>houvesse um centro, ela se colocara do lado. Quando a</p><p>locomotiva se pôs em movimento, surpreendeu-se um</p><p>pouco: não esperava que o trem seguisse nessa direção e</p><p>sentara-se de costas para o caminho.</p><p>Angela Pralini percebeu-lhe o movimento e perguntou:</p><p>— A senhora deseja trocar de lugar comigo?</p><p>Dona Maria Rita se espantou com a delicadeza, disse</p><p>que não, obrigada, para ela dava no mesmo. Mas parecia</p><p>ter-se perturbado. Passou a mão sobre o camafeu</p><p>filigranado de ouro, espetado no peito, passou a mão pelo</p><p>broche. Seca. Ofendida? Perguntou afinal a Angela Pralini:</p><p>— É por causa de mim que a senhorita deseja trocar de</p><p>lugar?</p><p>LISPECTOR, C. Onde estivestes de noite. Rio de Janeiro:</p><p>Nova Fronteira, 1980 (fragmento)</p><p>A descoberta de experiências emocionais com base no</p><p>cotidiano é recorrente na obra de Clarice Lispector. No</p><p>fragmento, o narrador enfatiza o(a)</p><p>a) comportamento vaidoso de mulheres de condição social</p><p>privilegiada.</p><p>b) anulação das diferenças sociais no espaço público de</p><p>uma estação.</p><p>c) incompatibilidade psicológica entre mulheres de</p><p>gerações diferentes.</p><p>d) constrangimento da aproximação formal de pessoas</p><p>desconhecidas.</p><p>e) sentimento de solidão alimentado pelo processo de</p><p>envelhecimento.</p><p>43) (Colégio Pedro II 2018)</p><p>A educação pela pedra</p><p>Uma educação pela pedra: por lições;</p><p>para aprender da pedra, frequentá-la;</p><p>captar sua voz inenfática, impessoal</p><p>(pela de dicção ela começa as aulas).</p><p>A lição de moral, sua resistência fria</p><p>ao que flui e a fluir, a ser maleada;</p><p>a de poética, sua carnadura concreta;</p><p>a de economia, seu adensar-se compacta:</p><p>lições da pedra (de fora para dentro,</p><p>cartilha muda), para quem soletrá-la.</p><p>Outra educação pela pedra: no Sertão</p><p>(de dentro para fora, e pré-didática).</p><p>No Sertão a pedra não sabe lecionar,</p><p>e se lecionasse, não ensinaria nada;</p><p>lá não se aprende a pedra: lá a pedra,</p><p>uma pedra de nascença, entranha a alma.</p><p>MELLO NETO, João Cabral de. Poesias completas. Rio de</p><p>Janeiro: José Olympio, 1979, p. 11.</p><p>O poeta João Cabral de Melo Neto está inserido, segundo a</p><p>crítica literária tradicional, na terceira geração modernista.</p><p>As principais características do projeto literário dessa</p><p>geração são,</p><p>a) na prosa, somente o destaque da obra de Guimarães</p><p>Rosa, com seu regionalismo de caráter universalista e a</p><p>reinvenção de uma linguagem mitopoética.</p><p>b) na prosa, a notável narrativa de cunho regionalista que,</p><p>em vez da realidade determinista, firmou-se em uma</p><p>concepção que unia a psicologia e a crítica social.</p><p>c) na lírica, a ruptura com o projeto da geração</p><p>antecessora, configurando um movimento demolidor,</p><p>que buscava a liberdade no uso do material linguístico e</p><p>poético.</p><p>d) na lírica, a consciência estética, o maior apuro do verso,</p><p>com acentuada relevância à palavra e ao ritmo, o senso</p><p>76</p><p>agudo de medida, a volta à rima e aos metros</p><p>tradicionais.</p><p>44) (ENEM 2017)</p><p>Sou um homem comum</p><p>brasileiro, maior, casado, reservista,</p><p>e não vejo na vida, amigo</p><p>nenhum sentido, senão</p><p>lutarmos juntos por um mundo melhor.</p><p>Poeta fui de rápido destino</p><p>Mas a poesia é rara e não comove</p><p>nem move o pau de arara.</p><p>Quero, por isso, falar com você</p><p>de homem para homem,</p><p>apoiar-me em você</p><p>oferecer-lhe meu braço</p><p>que o tempo é pouco</p><p>e o latifúndio está aí matando</p><p>[...]</p><p>Homem comum, igual</p><p>a você,</p><p>[...]</p><p>Mas somos muitos milhões de homens</p><p>Comuns</p><p>e podemos formar uma muralha</p><p>com nossos corpos de sonhos e margaridas.</p><p>FERREIRA GULLAR. Dentro da noite veloz. Rio de Janeiro:</p><p>José Olympio, 2013 (fragmento).</p><p>No poema, ocorre uma aproximação entre a realidade social e</p><p>o fazer poético, frequente no Modernismo. Nessa</p><p>aproximação, o eu lírico atribui à poesia um caráter de</p><p>a) agregação construtiva e poder de intervenção na ordem</p><p>instituída.</p><p>b) força emotiva e capacidade de preservação da memória</p><p>social.</p><p>c) denúncia retórica e habilidade para sedimentar sonhos e</p><p>utopias.</p><p>d) ampliação do universo cultural e intervenção nos valores</p><p>humanos.</p><p>e) identificação com o discurso masculino e questionamento</p><p>dos temas líricos.</p><p>45) (MetroCapital Soluções 2019) No que se refere à obra de</p><p>Clarice Lispector, analise os itens a seguir e, ao final,</p><p>assinale a alternativa correta:</p><p>I - Apresentou à literatura uma narrativa que subverteu a</p><p>estrutura dos tradicionais gêneros narrativos através da</p><p>quebra da ordem cronológica do enredo.</p><p>II – Recusou o rótulo de escritora feminista, apesar de a</p><p>maioria de suas personagens serem do sexo feminino.</p><p>III – Sua linguagem é permeada por regionalismos e</p><p>neologismos, e sua narrativa utiliza recursos mais comuns à</p><p>poesia, como, por exemplo, as metáforas, as aliterações e o</p><p>ritmo;</p><p>a) Apenas o item I é verdadeiro.</p><p>b) Apenas o item II é verdadeiro.</p><p>c) Apenas o item III é verdadeiro.</p><p>d) Apenas os itens I e II são verdadeiros.</p><p>e) Todos os itens são verdadeiros.</p><p>46) (EsFCEx 2011) Analise as afirmativas sobre o</p><p>Modernismo, colocando entre parênteses a letra “V”,</p><p>quando se tratar de afirmativa verdadeira, e a letra “F”</p><p>quando se tratar de afirmativa falsa. A seguir, assinale a</p><p>alternativa que apresenta a sequência correta.</p><p>( ) É consenso entre os historiadores descrever o</p><p>movimento com três fases distintas e bem separadas: de 22</p><p>a 30, de 30 a 45 e de 45 até nosso dias;</p><p>( ) Foi sintetizado, por Mario de Andrade, na conferência</p><p>célebre de 1942, por três princípios: atualização da</p><p>inteligência nacional, estabilização de uma consciência</p><p>critica nacional e direito permanente à pesquisa estética;</p><p>( ) Há coincidência entre o evento político- início da</p><p>atividade tenentista – e o literário – a Semana de Arte</p><p>Moderna, um pregando renovação de costumes políticos e</p><p>outro pregando renovação artística.</p><p>( ) Modernismo e Tenentismo surgem paralelamente e</p><p>mantém contato acirrado, realizando ações conjuntas que</p><p>demonstravam uma visão bastante homogênea entre</p><p>representantes os políticos e os artistas.</p><p>( ) É razoável compreender o momento histórico da</p><p>década de 20 como aquele em que artistas e militares</p><p>representavam, ainda que inconscientemente, a mesma</p><p>linha de aspirações de renovação do país.</p><p>a) F – V – V – F – F</p><p>b) F – V – V – F – V</p><p>c) F – V – V – V – F</p><p>d) V – V – V – F – F</p><p>e) V – V – F – F – F</p><p>47) (EXATUS 2014) O movimento modernista no Brasil contou</p><p>com três gerações: a primeira foi de 1922 a 1930, a segunda de</p><p>1930 a 1945 e a terceira teve seu início em 1945, cujo objetivo</p><p>era de renovar os meios de expressão: Com relação as</p><p>gerações que compõe o período modernista é incorreto afirmar</p><p>que a poesia:</p><p>a) A poesia da segunda geração foi, essencialmente, uma</p><p>poesia de questionamento: da existência humana, do</p><p>sentimento de “estar-no-mundo”, da inquietação social,</p><p>religiosa, filosófica, amorosa.</p><p>b) A primeira geração tem uma postura negadora e destrutiva</p><p>de todo academicismo (o nacional e o importado) – a</p><p>métrica, a rima, a linguagem de dicionário, a linearidade do</p><p>discurso, o sentimentalismo romântico, o racionalismo</p><p>realista-naturalista.</p><p>c) Os poetas da terceira geração são chamados “poetas de</p><p>cosmovisão”, pois possuem aguda percepção do tempo em</p><p>que vivem e da necessidade de transformá-lo pelos</p><p>caminhos escolhidos por sua sensibilidade poética.</p><p>d) A geração de 45 tinha o princípio de que “a poesia é a arte</p><p>da palavra” que implicava a alteração de pontos de vista da</p><p>poesia de 30, que já tinha sido social, político, religioso,</p><p>filosófico.</p><p>48) (MS CONCURSOS 2021) Assinale a alternativa, onde</p><p>temos, sequencialmente, representantes da 1ª, 2ª e 3ª</p><p>gerações modernistas.</p><p>a) Mário de Andrade, Graciliano Ramos, Carlos</p><p>Drummond de Andrade.</p><p>b) Oswald de Andrade, Jorge Amado, Guimarães Rosa.</p><p>c) Menotti del Picchia, Rachel de Queiroz, Cecília</p><p>Meireles</p><p>d) Manuel Bandeira, José Lins do Rego, Vinícius de</p><p>Moraes.</p><p>77</p><p>49) (IF-SC 2014)</p><p>“Tudo era matéria às curiosidades de Capitu. Caso houve,</p><p>porém, no qual não sei se aprendeu</p><p>ou se ensinou, ou se fez ambas as coisas, como eu. É o que</p><p>contarei no outro capítulo. Neste</p><p>direi somente que, passados alguns dias do ajuste com o</p><p>agregado, fui ver a minha amiga;</p><p>eram dez horas da manhã. D. Fortunata, que estava no</p><p>quintal, nem esperou que eu lhe</p><p>perguntasse pela filha.</p><p>- Está na sala penteando o cabelo, disse-me; vá</p><p>devagarzinho para lhe pregar um susto.”</p><p>MACHADO DE ASSIS. Dom Casmurro. São Paulo:</p><p>editora Ática, 1989. P.45</p><p>“Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas</p><p>manchas verdes. Os infelizes tinham</p><p>caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos.</p><p>Ordinariamente andavam pouco, mas</p><p>como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a</p><p>viagem progredira bem três léguas.</p><p>Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos</p><p>juazeiros apareceu longe, através</p><p>dos galhos pelados da catinga rala.”</p><p>RAMOS, Graciliano. Vidas secas. São Paulo: Record,</p><p>1982. P. 9.</p><p>“------ estou procurando, estou procurando. Estou tentando</p><p>entender. Tentando dar a alguém o</p><p>que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que</p><p>vivi. Não sei o que fazer do que vivi,</p><p>tenho medo dessa desorganização profunda. Não confio no</p><p>que me aconteceu. Aconteceu-me</p><p>alguma coisa que eu, pelo fato de não a saber como viver,</p><p>vivi uma outra? A isso quereria</p><p>chamar de desorganização, e teria a segurança de me</p><p>aventurar, porque saberia depois para</p><p>onde voltar: para a organização anterior. A isso prefiro</p><p>chamar desorganização pois não quero</p><p>me confirmar no que vivi – na confirmação de mim eu</p><p>perderia o mundo como eu o tinha, e sei</p><p>que não tenho capacidade para outro.”</p><p>LISPECTOR, Clarice. A paixão segundo G.H.. Rio de</p><p>Janeiro: Francisco Alves Editora, 1990.p.15.</p><p>Com base nos três excertos apresentados, assinale a</p><p>alternativa CORRETA.</p><p>a) Nos excertos apresentados, Graciliano Ramos e Clarice</p><p>Lispector, autores da 3ª fase do Modernismo, fazem uso do</p><p>fluxo da consciência como recurso estilístico para</p><p>representar temas universais.</p><p>b) O trecho de Dom Casmurro retoma a temática clássica em</p><p>Machado de Assis: as cenas do cotidiano simples, marcado</p><p>por acontecimentos que não envolvem tensão das</p><p>personagens, que se mantêm planas do começo ao fim das</p><p>obras.</p><p>c) O trecho de Vidas Secas ilustra características da 2ª fase</p><p>Modernista, em que o objetivo maior era a ruptura com os</p><p>movimentos literários anteriores e, ao mesmo tempo, a</p><p>volta ao passado. Por essa razão, a exemplo do que ocorria</p><p>no Romantismo, Graciliano Ramos caracteriza suas</p><p>personagens de forma idealizada, comparável ao que fez</p><p>José de Alencar, em Iracema, por exemplo.</p><p>d) Nos três excertos, percebe-se a interferência do narrador na</p><p>história com o objetivo de estabelecer diálogo com o leitor.</p><p>Tal estratégia busca envolver quem lê para que participe do</p><p>enredo e dê a ele maior credibilidade.</p><p>e) O excerto da obra de Clarice Lispector ilustra a</p><p>profundidade reflexiva que marca a terceira fase do</p><p>Modernismo. Nele, a autora se utiliza do monólogo interior</p><p>e do fluxo da consciência para representar seu conflito</p><p>diante do que viveu e do que gostaria de ter vivido.</p><p>50) (Cepros 2016) A obra de Clarice Lispector (1926-1977) se</p><p>caracteriza pela metáfora insólita e por algumas</p><p>particularidades formais, a exemplo do fluxo de</p><p>consciência. Ainda sobre Clarice Lispector e a sua obra de</p><p>romancista e contista é correto afirmar que:</p><p>a) seus romances versam sobre temas regionais.</p><p>b) seus contos se voltam para a vida das crianças e dos</p><p>adolescentes.</p><p>c) seus personagens são superficiais e estereotipados.</p><p>d) seus personagens são introspectivos.</p><p>e) sua obra ficcional oscila entre o romantismo e o</p><p>parnasianismo.</p><p>51) (Cepros 2016) Graciliano Ramos (1892-1953), na prosa, e</p><p>João Cabral de Melo Neto (1920-1999), na poesia, são dois</p><p>dos mais representativos escritores brasileiros do século</p><p>XX. Apesar das suas obras explorarem gêneros distintos —</p><p>a prosa e a poesia —, elas, em vários pontos, se confluem.</p><p>Quais são os pontos em comum entre as obras de</p><p>Graciliano Ramos e a de João Cabral?</p><p>a) Ambos usam e abusam de adjetivos, metáforas e</p><p>alegorias.</p><p>b) Ambos tratam do semiárido e perseguem a palavra</p><p>substantiva.</p><p>c) Suas obras exploram grandes questões metafísicas e</p><p>herméticas.</p><p>d) Quase predominantemente as suas obras falam da alta-</p><p>sociedade.</p><p>e) Em ambas as obras, prevalece um olhar romântico sobre</p><p>o Brasil.</p><p>52) (UECE-CEV 2018) Assinale a opção em que todas as</p><p>informações sobre a terceira fase do Modernismo brasileiro</p><p>são corretas.</p><p>a) Entre os principais autores da ficção desse terceiro</p><p>momento modernista são: Clarice Lispector: seus romances</p><p>são herméticos, com profundo mergulho na alma humana,</p><p>como em “Perto do Coração Selvagem”; Graciliano</p><p>Ramos: genial inovador da linguagem da linguagem, sua</p><p>obra-prima é “Grande Sertão: Veredas”; João Cândido de</p><p>Carvalho: autor de “O Coronel e o Lobisomem”; Pedro</p><p>Nava: autor de “O Círio Perfeito”.</p><p>b) A ficção da terceira fase do Modernismo brasileiro</p><p>caracteriza-se ou por suas tendências introspectivas ou por</p><p>um tipo de regionalismo – universalista – diferente daquele</p><p>da segunda fase.</p><p>c) Entre o poetas brasileiros da terceira fase do Modernismo</p><p>destacam-se: João Cabral de Melo Neto, considerado um</p><p>engenheiro de palavras, é autor de “Morte e vida Severina”</p><p>e de” Pedra Bonita”; Augusto de Campos, Décio Pignatari</p><p>e Ferreira Gullar, principais representantes da poesia</p><p>concreta.</p><p>d) No campo teatral, destacam-se, entre outros: Nélson</p><p>Rodrigues, autor de “Vestido de Noiva” e “O Pagador de</p><p>Promessas”; Gianfrancesco Guarnieri, autor de “Eles não</p><p>usam black-tie”.</p><p>78</p><p>Gabarito</p><p>1ª Geração – “Geração de 22”</p><p>1) B</p><p>2) E</p><p>3) A</p><p>4) C</p><p>5) D</p><p>6) C</p><p>7) E</p><p>8) A</p><p>9) A</p><p>10) A</p><p>11) B</p><p>12) A</p><p>13) A</p><p>14) B</p><p>15) C</p><p>16) D</p><p>2ª Geração – “Geração de 30”</p><p>17) E</p><p>18) C</p><p>19) C</p><p>20) C</p><p>21) A</p><p>22) C</p><p>23) D</p><p>24) A</p><p>25) B</p><p>26) D</p><p>27) C</p><p>28) C</p><p>29) D</p><p>30) A</p><p>31) B</p><p>32) D</p><p>33) E</p><p>34) D</p><p>3ª Geração – “Geração de 45”</p><p>35) A</p><p>36) A</p><p>37) D</p><p>38) C</p><p>39) C</p><p>40) B</p><p>41) A</p><p>42) E</p><p>43) D</p><p>44) A</p><p>45) D</p><p>46) B</p><p>47) C</p><p>48) B</p><p>49) E</p><p>50) D</p><p>51) B</p><p>52) B</p><p>79</p><p>Tendências da Literatura Brasileira</p><p>Contemporânea</p><p>1) (UFV-MG 2010) O texto a seguir é a primeira estrofe do</p><p>poema “ovonovelo”, do poeta concretista Augusto de</p><p>Campos.</p><p>ovo</p><p>novelo</p><p>novo no velho</p><p>o filho em folhos</p><p>na jaula dos joelhos</p><p>infante em fonte</p><p>feto feito</p><p>dentro do</p><p>centro</p><p>CAMPOS, Augusto de. Apud. In: CLÜVER, Claus.</p><p>Iconicidade e isomorfismo em poemas concretos</p><p>brasileiros. O eixo e a roda. Revista de literatura brasileira,</p><p>Belo Horizonte, v. 13, p. 26, jul.- dez. 2006.</p><p>É CORRETO afirmar que o poema:</p><p>a) enfatiza a subjetividade do poeta moderno.</p><p>b) faz uso construtivo dos espaços brancos da página.</p><p>c) emprega o verso tradicional.</p><p>d) produz um lirismo intimista.</p><p>2) (UFES – Adaptado)</p><p>Texto I</p><p>ra terra ter</p><p>rat erra ter</p><p>rate rra ter</p><p>rater ra ter</p><p>Décio Pignatari</p><p>Texto II</p><p>Retocai o céu de anil</p><p>Bandeirolas no cordão</p><p>Grande festa em toda a nação</p><p>Despertai com orações</p><p>O avanço industrial</p><p>Vem trazer nossa redenção</p><p>[…]</p><p>Pois temos o sorriso engarrafado</p><p>Já vem pronto e tabelado</p><p>É somente requentar e usar</p><p>É somente requentar e usar</p><p>O que é made, made, made</p><p>Made in Brazil</p><p>Texto III</p><p>Espero aprender inglês vendo</p><p>tv em cores. sou um pinta de</p><p>direita com vontade de poder</p><p>um baiano faminto baiano é</p><p>como papel higiênico: tão</p><p>sempre na merda. eficácia da linguagem na linha Pound</p><p>Tsé-tung. sou um reaça tento puxar tudo para trás: li retrato</p><p>do artista quando jovem na tradução brasileira</p><p>Waly Salomão</p><p>Os poemas anteriores se referem aos movimentos da Poesia</p><p>Concreta, do Tropicalismo e da Poesia Marginal.</p><p>Considere as seguintes afirmativas:</p><p>I. No texto I, podemos observar um jogo de palavras</p><p>produzido através da concentração gráfica, processo bem</p><p>explorado pelo concretismo, que remete para um bem social</p><p>importante, concentrado economicamente e causador de</p><p>conflitos políticos.</p><p>II. O texto II apresenta, na 1ª estrofe, uma relação</p><p>contraditória entre a modernização do país e a concepção de</p><p>nossa beleza natural e tradição religiosa, ao mesmo tempo</p><p>que ironiza a industrialização como salvadora da pátria.</p><p>III. O texto III, com frases curtas e com</p><p>a pontuação seguindo a norma gramatical, junta uma</p><p>pequena nota biográfica do poeta a um olhar mal-humorado</p><p>sobre a condição de existência do povo, além de seguir e</p><p>cultivar uma forma inusitada de linguagem poética.</p><p>IV. Os três textos são exemplos de que os movimentos</p><p>descritos podem ser reunidos sob o rótulo, ainda que</p><p>incômodo para seus realizadores, de vanguardas artísticas, e</p><p>de que tinham como fundamento político o nacionalismo</p><p>desenvolvimentista.</p><p>V. Os três textos são exemplos de que tais movimentos</p><p>pautavam-se em modernizar a cultura brasileira, assim</p><p>como em enfrentar a estagnação das artes, criticar o atraso</p><p>econômico e recusar a concepção de copiar o exterior como</p><p>o melhor a ser feito entre nós.</p><p>Das afirmativas anteriores:</p><p>a) apenas uma é correta.</p><p>b) apenas duas são corretas.</p><p>c) apenas três são corretas.</p><p>d) apenas quatro são corretas.</p><p>e) todas são corretas.</p><p>3) (FCC-SP) O concretismo brasileiro caracteriza-se por:</p><p>a) renovação de temas, privilegiando a revelação</p><p>expressionista dos estados psíquicos do poeta.</p><p>b) exploração poética do som, da letra impressa, da linha,</p><p>dos espaços brancos da página.</p><p>c) preocupação com a correção sintática, desinteresse pela</p><p>exploração dos campos semânticos novos.</p><p>d) descaso pelos aspectos formais do poema.</p><p>e) preferência pela linguagem formalmente correta.</p><p>4) (PUC-SP) Leia atentamente a letra da música.</p><p>Geléia Geral</p><p>Um poeta desfolha a bandeira</p><p>e a manhã tropical se inicia</p><p>resplandecente candente fagueira</p><p>num calor girassol com alegria na geléia geral brasileira</p><p>que o jornal do brasil anuncia</p><p>ê bumba-iê-iê-boi</p><p>ano que vem mês que foi</p><p>ê bumba-iê-iê-iê</p><p>é a mesma dança meu boi […]</p><p>(é a mesma dança na sala</p><p>no canecão na tv</p><p>e quem não dança não fala</p><p>assiste a tudo e se cala</p><p>não vê no meio da sala</p><p>as relíquias do Brasil:</p><p>doce mulata malvada</p><p>um LP do Sinatra</p><p>maracujá mês de abril</p><p>santo barroco baiano</p><p>superpoder de paisano</p><p>formiplac e céu de anil</p><p>três destaques da portela</p><p>carne seca na janela</p><p>alguém que chora por mim</p><p>um carnaval de verdade</p><p>80</p><p>hospitaleira amizade</p><p>brutalidade jardim) […]</p><p>GIL, Gilberto; NETO, Torquato. Geléia Geral.</p><p>(Fragmento).</p><p>Sobre o movimento cultural que teve lugar no Brasil, na</p><p>década de 60 e que se manifestou sobretudo na música</p><p>popular com autores como Gilberto Gil, Caetano Veloso,</p><p>Tom Zé e outros, é CORRETO afirmar que:</p><p>a) tinha orientações políticas preciosas, direcionadas ao</p><p>combate da ditadura militar vigente no país, o que era</p><p>explícito em suas canções.</p><p>b) criticava a influência cultural estrangeira em nosso país,</p><p>que envolvia cinema, literatura, televisão, rock.</p><p>c) afirmava o valor exclusivo da musicalidade intimista,</p><p>não admitindo, assim, o emprego de instrumentos</p><p>elétricos em suas apresentações.</p><p>d) buscava problematizar a cultura por meio da</p><p>recombinação do tradicional, do erudito, do moderno,</p><p>do nacional e do global, numa atitude antropofágica.</p><p>e) questionava o papel da mídia como instrumento de</p><p>alienação, ausentando-se, assim, dos festivais da canção</p><p>promovidos pelas emissoras de TV brasileiras.</p><p>5) (FDV) Acerca da poesia marginal dos anos 70, é</p><p>INCORRETO afirmar que:</p><p>a) ela se desenvolveu em pleno regime militar, porém não</p><p>ousou contestar quaisquer valores impostos pela</p><p>ditadura.</p><p>b) nasceu do interesse de jovens escritores pela poesia</p><p>justamente após o AI-5 que, dentre outros</p><p>procedimentos, impôs uma censura severa aos textos</p><p>escritos, falados ou cantados.</p><p>c) Ana Cristina César, Chacal, Antônio Carlos Brito, Paulo</p><p>Leminski são alguns de seus representantes.</p><p>d) foi considerada "marginal", dentre outros motivos, pela</p><p>forma como os textos eram distribuídos, ou seja, à</p><p>margem da política editorial vigente.</p><p>e) alguns textos eram mimeografados, outros xerocopiados</p><p>ou impressos em antigas tipografias suburbanas.</p><p>6) (UFSC 2013)</p><p>As aparências revelam</p><p>Afirma uma Firma que o Brasil</p><p>confirma: “Vamos substituir o</p><p>Café pelo Aço”.</p><p>Vai ser duríssimo descondicionar</p><p>o paladar</p><p>Não há na violência</p><p>que a linguagem imita</p><p>algo da violência</p><p>propriamente dita?</p><p>CACASO. As aparências revelam. In: WEINTRAUB,</p><p>Fabio (Org). Poesia marginal. São Paulo: Ática, 2004. p.</p><p>61. Para gostar de ler 39.</p><p>Com base na leitura do poema, assinale a(s) proposição</p><p>(ões) correta (s) acerca da Poesia Marginal:</p><p>I. Entre as temáticas das quais se ocupou a poesia marginal</p><p>da década de 1970, havia espaço para painéis sociais, para a</p><p>memória afetiva e a pesquisa poética e para o registro</p><p>literário da intimidade. Sem grandes exageros, a única regra</p><p>era atender aos princípios da norma padrão da língua.</p><p>II. Os versos “Vai ser duríssimo descondicionar / o</p><p>paladar” podem ser entendidos metaforicamente como uma</p><p>referência a sacrifícios impostos à população, obrigada a</p><p>acomodar-se a uma nova ordem econômica.</p><p>III. Nos poemas reunidos em Poesia marginal, os autores</p><p>enfocam a denúncia e a crítica social de uma maneira</p><p>sisuda, sem apelar para o humor, pois visam conferir</p><p>credibilidade ao que é dito.</p><p>IV. A frase “Vamos substituir o Café pelo Aço” pode ser</p><p>interpretada como uma referência à abertura do país para a</p><p>exportação de minérios, defendida por empresários e pelo</p><p>Governo à época da Ditadura Militar.</p><p>V. No primeiro e segundo versos, no jogo de palavras</p><p>“Afirma”, “Firma” e “confirma”, repete-se o segmento</p><p>firma; isso pode ser interpretado como uma referência à</p><p>influência das grandes empresas nas políticas estatais.</p><p>VI. Na estrofe final, observa-se como Cacaso procura</p><p>desvincular a linguagem das práticas sociais, ao propor que</p><p>não há violência nas palavras em si, mas apenas na</p><p>realidade a que elas se referem.</p><p>a) II, IV e V.</p><p>b) I, III e V.</p><p>c) II, V e VI.</p><p>d) I, II e IV.</p><p>e) Apenas VI.</p><p>7) (CESPE/ CEBRASPE 2018) Assinale a opção que</p><p>apresenta corretamente duas tendências da literatura</p><p>contemporânea.</p><p>a) autoficção; narrador onisciente</p><p>b) poesia periférica; modo elegíaco</p><p>c) literatura marginal; fluxo de consciência</p><p>d) autoficção; discurso indireto livre</p><p>e) literatura marginal; autoficção</p><p>8) (UNESPAR 2010) Sobre a poesia concreta é correto</p><p>afirmar que:</p><p>a) tende para a adjetivação, o que a faz subjetiva.</p><p>b) despreza a configuração visual e enfatiza o som.</p><p>c) valoriza o espaço, a letra e a cor.</p><p>d) há uma ruptura entre a comunicação verbal e a não-</p><p>verbal.</p><p>e) existe harmonia entre a sintaxe tradicional e a</p><p>construção das sentenças.</p><p>9) (ENEM 2004) O poema a seguir pertence à poesia concreta</p><p>brasileira. O termo latino de seu título significa</p><p>"epitalâmio", poema ou canto em homenagem aos que se</p><p>casam.</p><p>Considerando que símbolos e sinais são utilizados</p><p>geralmente para demonstrações objetivas,</p><p>ao serem</p><p>Incorporados no poema "Epithalamium - II",</p><p>a) adquirem novo potencial de significação.</p><p>b) eliminam a subjetividade do poema.</p><p>c) opõem-se ao tema principal do poema.</p><p>d) invertem seu sentido original.</p><p>e) tornam-se confusos e equivocados.</p><p>81</p><p>10) (UFRGS 1998) Considere as seguintes afirmações sobre o</p><p>Concretismo.</p><p>I - Buscou na visualidade um dos suportes para atingir</p><p>rupturas radicais com a ordem discursiva da língua</p><p>portuguesa.</p><p>II - Teve como integrantes fundamentais Haroldo de</p><p>Campos, Augusto de Campos e Décio Pignatari.</p><p>III - Foi um projeto de renovação formal e estética da</p><p>poesia brasileira, cuja importância fica restrita à década de</p><p>1950.</p><p>Quais estão corretas?</p><p>a) Apenas I</p><p>b) Apenas II</p><p>c) Apenas III</p><p>d) Apenas I e II</p><p>e) I, Il e III</p><p>11) (CFTMG 2006) No Concretismo, vertente da poesia</p><p>contemporânea surgida a partir dos anos 50, a característica</p><p>essencial é a (o)</p><p>a) emprego de aliterações.</p><p>b) apreço pela musicalidade.</p><p>c) exploração do significante.</p><p>d) uso de versos tradicionais.</p><p>12) (UFRGS 2006) Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso)</p><p>as afirmações a seguir sobre o movimento tropicalista.</p><p>( ) Constituiu um movimento contracultural do final dos</p><p>anos 60, liderado pelos músicos Caetano Veloso e Gilberto</p><p>Gil.</p><p>( ) A sua estética compreendia o estilhaçamento da</p><p>linguagem discursiva, a miscigenação de sons, ritmos e</p><p>instrumentos diferenciados, a valorização do corpo e o tom</p><p>parodístico das composições.</p><p>( ) Em 1968, a apresentação da canção "É Proibido</p><p>Proibir", por Caetano Veloso, no Festival Internacional da</p><p>Canção, foi a primeira manifestação desse movimento e</p><p>teve uma recepção calorosa por parte do público e da</p><p>crítica.</p><p>( ) As canções tropicalistas afinavam-se e davam</p><p>continuidade a chamada "canção de protesto", da década de</p><p>60, por priorizarem o conteúdo sociopolítico.</p><p>( ) Além das obras musicais, são consideradas</p><p>manifestações do tropicalismo no Brasil a encenação da</p><p>peça 'O Rei da Vela', de Oswald de Andrade, pelo</p><p>dramaturgo Celso Martinez Corrêa, e os filmes de Glauber</p><p>Rocha.</p><p>A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de</p><p>cima para baixo, é</p><p>a) V-V-F-F-V</p><p>b) F-V-V-F-F</p><p>c) V-F-V-F-V</p><p>d) F-F-V-V-F</p><p>e) V-F-F-V-V</p><p>13) (PUC-PR 2001) A história da poesia brasileira no século</p><p>XX pode ser dividida em cinco momentos:</p><p>I- A coexistência do Parnasianismo e do Simbolismo.</p><p>II- O Modernismo, iniciado oficialmente com a Semana de</p><p>Arte Moderna.</p><p>III- A Geração de 45.</p><p>IV- O Concretismo.</p><p>V- A poesia contemporânea.</p><p>Numere as características abaixo de acordo com essa</p><p>divisão e assinale a alternativa que contém a sequência</p><p>encontrada:</p><p>( ) Incorporação do espaço gráfico.</p><p>( ) Ruptura com o formalismo da estética anterior.</p><p>( ) O culto da forma, seja na técnica de composição, seja</p><p>na expressividade sonora.</p><p>( ) Misticismo e retomada da tradição formal.</p><p>( ) Metapoética e experimentalismo.</p><p>a) II, III, IV, I e V.</p><p>b) IV, V, II, I e III.</p><p>c) II, III, V, I e IV.</p><p>d) IV, II, I, III e V.</p><p>e) V, IV, II, I e III.</p><p>14) (ENEM 2010) Eu não tenho hoje em dia muito orgulho do</p><p>Tropicalismo. Foi sem dúvida um modo de arrombar a</p><p>festa, mas arrombar a festa no Brasil é fácil. O Brasil é uma</p><p>pequena sociedade colonial, muito mesquinha, muito fraca.</p><p>VELOSO, C. In: HOLLANDA, H. B.; GONÇALVES, M.</p><p>A. Cultura e participação nos anos 60. São Paulo:</p><p>Brasiliense, 1995 (adaptado)</p><p>O movimento tropicalista, consagrador de diversos músicos</p><p>brasileiros, está relacionado historicamente</p><p>a) à expansão de novas tecnologias de informação, entre as</p><p>quais, a Internet, o que facilitou imensamente a sua</p><p>divulgação mundo afora.</p><p>b) ao advento da indústria cultural em associação com um</p><p>conjunto de reivindicações estéticas e políticas durante</p><p>os anos 1960.</p><p>c) à parceria com a Jovem Guarda, também considerada</p><p>um movimento nacionalista e de crítica política ao</p><p>regime militar brasileiro.</p><p>d) ao crescimento do movimento estudantil nos anos 1970,</p><p>do qual os tropicalistas foram aliados na crítica ao</p><p>tradicionalismo dos costumes da sociedade brasileira.</p><p>e) à identificação estética com a Bossa Nova, pois ambos</p><p>os movimentos tinham raízes na incorporação de ritmos</p><p>norte-americanos, como o blues.</p><p>15) (IBFC 2017) “O Tropicalismo botou guitarra na música</p><p>brasileira e a fez dialogar com o que havia de mais</p><p>revolucionário na cultura fora do país – com os Beatles, os</p><p>Rolling Stones, o cinema francês, a cultura pop.(...)” diz o</p><p>cantor, compositor e performer baiano Tom ZÉ sobre o</p><p>movimento tropicália do fim da década de 60. A arte</p><p>moderna e a sociedade industrial estavam recebendo os</p><p>valores contemporâneos da sociedade urbana com</p><p>comunicação de massa. Analise as afirmativas abaixo e</p><p>assinale a alternativa correta.</p><p>I. A tropicália retomava princípios ligados ao conceito de</p><p>Antropofagia na visão de Oswald de Andrade.</p><p>II. Artistas se manifestavam politicamente através de suas</p><p>obras.</p><p>III. Os destaques do movimento eram principalmente</p><p>músicos com Caetano Veloso e Gilberto Gil.</p><p>IV. Tinha postura contestatória, bem-humorada e</p><p>irreverente.</p><p>V. Queriam quebrar as barreiras entre o tradicional e o</p><p>moderno.</p><p>Estão corretas as afirmativas:</p><p>a) I, III, VI apenas</p><p>b) II, IV, V apenas</p><p>c) III, IV, V, VI apenas</p><p>82</p><p>d) I, II, III, IV, V</p><p>e) IV, V, VI apenas</p><p>16) (CONSULPLAN 2018)</p><p>(Disponível em:</p><p>http://caetanocompleto.blogspot.com.br/2012/07/1969-</p><p>tropicalia-ou-panis-et-circensis.html.)</p><p>Ao lado de Gilberto Gil, Tom Zé e Torquato Neto, Caetano</p><p>Veloso lançou as bases do movimento tropicalista. Sobre</p><p>este movimento é correto afirmar que:</p><p>a) Apoiava a intervenção governamental localizada e</p><p>desvinculava a política das questões cotidianas e</p><p>culturais.</p><p>b) O movimento foi idolatrado pela maioria dos jovens</p><p>esquerdistas da época, que o adotaram como única</p><p>bandeira revolucionária.</p><p>c) Com o foco central na Revolução Social, a proposta do</p><p>movimento era substituir a Ditadura Militar pela</p><p>ditadura do proletariado preconizada por Marx.</p><p>d) Não possui como objetivo principal utilizar a música</p><p>como “arma” de combate político à ditadura militar que</p><p>vigorava no Brasil e nem liderar uma Revolução Social.</p><p>17) (ENEM 2010)</p><p>Reclame</p><p>Se o mundo não vai bem</p><p>a seus olhos, use lentes</p><p>... ou transforme o mundo</p><p>ótica olho vivo</p><p>agradece a preferência</p><p>CHACAL et al. Poesia marginal. São Paulo: Ática, 2006.</p><p>Chacal é um dos representantes da geração poética de 1970.</p><p>A produção literária dessa geração, considerada marginal e</p><p>engajada, de que é representativo o poema apresentado,</p><p>valoriza</p><p>a) o experimentalismo em versos curtos e tom jocoso.</p><p>b) a sociedade de consumo, com o uso da linguagem</p><p>publicitária.</p><p>c) a construção do poema, em detrimento do conteúdo.</p><p>d) a experimentação formal dos neossimbolistas.</p><p>e) o uso de versos curtos e uniformes quanto à métrica.</p><p>18) (UERJ 2018)</p><p>O álbum de músicas Tropicália ou Panis et circensis foi</p><p>lançado em 1968. A fotografia que estampou sua capa foi</p><p>realizada na casa de Oliver Perroy, fotógrafo da Editora</p><p>Abril, em São Paulo. Cada um levou seus apetrechos, até</p><p>um penico, comicamente usado por Rogério Duprat como</p><p>se fosse uma xícara. A imagem ficou tão famosa que se</p><p>tornou uma espécie de cartão-postal do movimento</p><p>tropicalista.</p><p>Adaptado de f508.com.br.</p><p>No contexto do final da década de 1960, o Tropicalismo,</p><p>que causou polêmicas com produções como a do álbum</p><p>citado, tornou-se símbolo de:</p><p>a) purismo estético</p><p>b) extremismo político</p><p>c) tradicionalismo artístico</p><p>d) experimentalismo cultural</p><p>19) (ENEM 2021) No Brasil, após a eclosão da Bossa Nova, no</p><p>fim dos anos 1950 — quando efetivamente a canção</p><p>popular começou a ser objeto de debate e análise por parte</p><p>das elites culturais — desenvolveram-se duas principais</p><p>vertentes interpretativas da nossa música: a vertente da</p><p>tradição e a vertente da modernidade, dualismo que não</p><p>surgiu nesta época e nem se restringe ao tema da produção</p><p>musical. Desde pelo menos 1922, a tensão entre</p><p>“tradicional” e “moderno” ocupa o centro do debate</p><p>político-cultural no país, refletindo o dilema de uma elite</p><p>em busca da identidade brasileira.</p><p>ARAÚJO, P. C. Eu não sou cachorro, não. Rio de Janeiro:</p><p>Record, 2013.</p><p>A manifestação cultural que, a partir da década de 1960,</p><p>pretendeu sintetizar o dualismo apresentado no texto foi:</p><p>a) Jovem Guarda, releitura do rock anglófono com letras</p><p>em português.</p><p>b) Samba-canção, combinação de ritmos africanos com</p><p>tons de boleros.</p><p>c) Tropicália, junção da música pop internacional com</p><p>ritmos nacionais.</p><p>d) Brega, amostra do dia a dia dos setores populares com</p><p>temas românticos.</p><p>e) Cancioneiro caipira, retrato do cotidiano do homem do</p><p>campo com melodias tristes.</p><p>83</p><p>20) (CEPERJ 2013) A Bossa Nova, com uma proposta</p><p>diferente na poética, na rítmica, na harmonia e na forma de</p><p>cantar, foi um movimento artístico musical que projetou a</p><p>MPB no exterior.</p><p>De uma perspectiva histórica, a Bossa Nova foi criada por:</p><p>a) Vinicius de Moraes, Carlos Lyra e Tom Jobim</p><p>b) João Gilberto, Tom Jobim e Caetano Veloso</p><p>c) Elizeth Cardoso, Tom Jobim e Edu Lobo</p><p>d) João Gilberto, Tom Jobim e Vinicius de Moraes</p><p>e) Tom Jobim, Baden Powell e João Gilberto</p><p>Gabarito</p><p>1) B</p><p>2) C</p><p>3) B</p><p>4) D</p><p>5) A</p><p>6) A</p><p>7) E</p><p>8) C</p><p>9) A</p><p>10) D</p><p>11) C</p><p>12) A</p><p>13) D</p><p>14) B</p><p>15) D</p><p>16) D</p><p>17) A</p><p>18) D</p><p>19) C</p><p>20) D</p><p>84</p><p>Identificar qual é a Escola Literária</p><p>1) (EsSA 2011) Em "A arte _______________ é a expressão</p><p>das contradições e do conflito espiritual do homem da</p><p>época.", qual a alternativa que completa corretamente a</p><p>lacuna?</p><p>a) clássica</p><p>b) barroca</p><p>c) romântica</p><p>d) árcade</p><p>e) parnasiana</p><p>2) (EsSA 2014) Marque a alternativa que apresenta</p><p>informação correta sobre autor e obra representativos da</p><p>literatura brasileira</p><p>a) Aluísio de Azevedo escreveu “O Cortiço”, obra em que</p><p>fica evidente a zoomorfização das personagens.</p><p>b) Machado de Assis escreveu “Dom Casmurro”, romance</p><p>idealista sobre a experiência do amor inacessível.</p><p>c) Raul Pompéia escreveu “Lira dos Vinte Anos”, e é um</p><p>representante do mal-do-século no Romantismo.</p><p>d) Gregório de Matos escreveu peças teatrais populares e</p><p>de conteúdo religioso para catequizar os indígenas.</p><p>e) Olavo Bilac escreveu “Navio Negreiro” e “Vozes da</p><p>África”, poemas com evidentes intenções abolicionistas.</p><p>3) (EsSA 2015) O movimento literário que caracterizou-se</p><p>pelo pioneirismo na busca pela nacionalização da literatura</p><p>por meio da valorização da paisagem e da cultura da nossa</p><p>terra, opondo-se ao neoclassicismo foi o:</p><p>a) Clacissismo.</p><p>b) Arcadismo.</p><p>c) Romantismo.</p><p>d) Parnasianismo.</p><p>e) Simbolismo.</p><p>4) (EsSA 2016) Interesse pelas zonas profundas da mente e</p><p>pela loucura; desejo de transcendência e integração</p><p>cósmica; linguagem vaga, fluida que busca sugerir em vez</p><p>de nomear. Essas são características que identificam as</p><p>obras de autores</p><p>a) naturalistas.</p><p>b) parnasianistas.</p><p>c) simbolistas.</p><p>d) quinhentistas.</p><p>e) realistas.</p><p>5) (EsSA 2019) Leia os versos a seguir, e assinale a</p><p>alternativa que os analisa corretamente:</p><p>Vozes veladas, veludosas vozes,</p><p>Volúpias dos violões, vozes veladas,</p><p>Vagam nos velhos vórtices de vozes</p><p>Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.</p><p>a) os versos decassílabos apresentam os paradoxos</p><p>característicos do Barroco.</p><p>b) a expressão objetiva aponta para a racionalidade dos</p><p>poetas do Realismo.</p><p>c) a linguagem dos versos materializa no texto a visão</p><p>bucólica do Arcadismo.</p><p>d) as metáforas insólitas traduzem a crítica social própria</p><p>do Modernismo.</p><p>e) a combinação vocabular provoca a ênfase na sonoridade</p><p>típica do Simbolismo.</p><p>6) (EsPCEx 2010) “É o período que caracteriza</p><p>principalmente a segunda metade do século XVIII, tingindo</p><p>as artes de uma nova tonalidade burguesa. Vive-se o Século</p><p>das Luzes, o Iluminismo burguês, que prepara o caminho</p><p>para a Revolução Francesa.”</p><p>O texto acima refere-se ao</p><p>a) Romantismo.</p><p>b) Simbolismo.</p><p>c) Barroco.</p><p>d) Realismo.</p><p>e) Arcadismo.</p><p>7) (EsPCEx 2010) Quanto à Literatura Brasileira, assinale a</p><p>alternativa correta.</p><p>a) Os escritores românticos, contrários aos árcades,</p><p>buscavam uma forma mais objetiva de descrever a</p><p>realidade, revelando os costumes, as relações sociais, a</p><p>crise das instituições etc.</p><p>b) O racionalismo é uma característica presente tanto no</p><p>Arcadismo, quanto no Realismo, em contraposição ao</p><p>Barroco e ao Romantismo, respectivamente.</p><p>c) A publicação de “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, em</p><p>1881, marca oficialmente o início do Realismo no</p><p>Brasil.</p><p>d) A linguagem objetiva, a perfeição formal e o</p><p>universalismo são características presentes na poesia</p><p>barroca.</p><p>e) Amor, solidão, pátria, índio, medievalismo são temas</p><p>igualmente presentes na poesia épica de Gonçalves Dias</p><p>e Castro Alves.</p><p>8) (EsPCEx 2011)</p><p>“Ao velho coitado</p><p>De penas ralado,</p><p>Já cego e quebrado,</p><p>Que resta? — Morrer.</p><p>Enquanto descreve</p><p>O giro tão breve</p><p>Da vida que teve,</p><p>Deixai-me viver!</p><p>Não vil, não ignavo,</p><p>Mas forte, mas bravo,</p><p>Serei vosso escravo:</p><p>Aqui virei ter.</p><p>Guerreiros, não coro</p><p>Do pranto que choro:</p><p>Se a vida deploro,</p><p>Também sei morrer.”</p><p>Sobre os versos acima, é correto afirmar que são de um</p><p>poema</p><p>a) indianista, caracterizado pelas cargas lírica, dramática,</p><p>épica e pela perfeita utilização dos vários recursos da</p><p>métrica, da musicalidade e do ritmo.</p><p>b) que é exemplo da melhor poesia barroca, quer na forma</p><p>(decassílabos rimados), quer na temática desenvolvida</p><p>(os estados contraditórios da condição humana).</p><p>c) byroniano, impregnado de egocentrismo, negativismo,</p><p>pessimismo e dúvida.</p><p>d) parnasiano, que manifesta uma postura anti-romântica,</p><p>impassível e impessoal.</p><p>e) simbolista, que expressa a purificação, por meio da qual</p><p>o espírito atinge as regiões etéreas, o espaço infinito.</p><p>85</p><p>9) (EsPCEx 2011) Sobre a Literatura Brasileira, é correto</p><p>afirmar que</p><p>a) A Moreninha apresenta uma descrição dos costumes do</p><p>Rio de Janeiro imperial, à semelhança da maioria dos</p><p>romances românticos urbanos.</p><p>b) o artista barroco não só reproduz um fragmento da vida,</p><p>de acordo com suas inclinações pessoais, mas também o</p><p>reproduz tal como viu, isto é, desfigurado.</p><p>c) Machado de Assis trabalha alguns adjetivos e imagens</p><p>típicos da idealização da mulher, como bem representa a</p><p>personagem Virgília.</p><p>d) a sátira constitui a parte mais original da prosa de</p><p>Gregório de Matos ao criticar a sociedade carioca da</p><p>época.</p><p>e) os trovadores portugueses, por sua origem provençal,</p><p>limitaram-se à mera imitação.</p><p>10) (EsPCEx 2011) Assinale a alternativa correta, quanto à</p><p>Literatura Brasileira</p><p>a) A primeira geração poética do Romantismo está voltada</p><p>para a expressão dos próprios sentimentos e frustrações.</p><p>b) A fase de maturidade de Machado de Assis é</p><p>essencialmente problematizadora; trata da questão</p><p>existencialista.</p><p>c) Canaã é um romance de tese e integra a literatura dos</p><p>jesuítas.</p><p>d) O Simbolismo é uma afirmação do Naturalismo</p><p>(linguagem) e do Parnasianismo (estética).</p><p>e) O Barroco explora o antropocentrismo, resgatando</p><p>características renascentistas: culto à forma e linguagem</p><p>rebuscada.</p><p>11) (EsPCEx 2011) Assinale a alternativa correta, quanto à</p><p>Literatura Brasileira</p><p>a) No final do séc. XIX e início do séc. XX, três</p><p>tendências literárias caminhavam paralelas: o</p><p>Romantismo, o Simbolismo e o Pré-Modernismo.</p><p>b) Em Os Lusíadas, o herói Bartolomeu Dias canta as</p><p>glórias daqueles que conquistaram as Índias e</p><p>edificaram o Império Português no Oriente.</p><p>c) No romance naturalista, o narrador não interfere na ação</p><p>nem faz um</p><p>julgamento das personagens: ele se limita a</p><p>uma descrição objetiva da realidade.</p><p>d) O Simbolismo, por ser um movimento antilógico e</p><p>antirracional, valoriza os aspectos interiores e pouco</p><p>conhecidos da alma e da mente humana.</p><p>e) Os escritores brasileiros do Arcadismo se rebelaram</p><p>contra as rígidas normas da tradição clássica e</p><p>apresentaram em suas obras aspectos totalmente</p><p>diferentes daqueles preconizados pelas academias</p><p>literárias.</p><p>12) (EsPCEx 2012) Considerando a imagem da mulher nas</p><p>diferentes manifestações literárias, pode-se afirmar que</p><p>a) nas cantigas de amor, originárias da Provença, o eu-</p><p>lírico é feminino, mostrando o outro lado do</p><p>relacionamento amoroso.</p><p>b) no Arcadismo, a louvação da mulher é feita a partir da</p><p>escolha de um aspecto físico em que sua beleza se</p><p>iguale à perfeição da natureza.</p><p>c) no Realismo, a mulher era idealizada como misteriosa,</p><p>inatingível, superior, perfeita, como nas cantigas de</p><p>amor.</p><p>d) a mulher moderna é inferiorizada socialmente e utiliza a</p><p>dissimulação e a sedução, muitas vezes desencadeando</p><p>crises e problemas.</p><p>e) a mulher barroca foi apresentada como arquétipo da</p><p>beleza, evidenciando o poder por ela conquistado,</p><p>enquanto os homens viviam uma paz espiritual.</p><p>13) (EsPCEx 2012) Leia a estrofe que segue e assinale a</p><p>alternativa correta, quanto às suas características.</p><p>“Visões, salmos e cânticos serenos</p><p>Surdinas de órgãos flébeis, soluçantes...</p><p>Dormências de volúpicos venenos</p><p>Sutis e suaves, mórbidos, radiantes...”</p><p>a) valorização da forma como expressão do belo e a busca</p><p>pela palavra mais rara – Parnasianismo.</p><p>b) linguagem rebuscada, jogos de palavras e jogos de</p><p>imagens, característica do cultismo – corrente do</p><p>Barroco.</p><p>c) incidência de sons consonantais (aliterações)</p><p>explorando o caráter melódico da linguagem –</p><p>Simbolismo.</p><p>d) pessimismo da segunda geração romântica, marcada por</p><p>vocábulos que aludem a uma existência mais depressiva</p><p>– Romantismo.</p><p>e) lírica amorosa marcada pela sensualidade explícita que</p><p>substitui as virgens inacessíveis por mulheres reais,</p><p>lascivas e sedutoras – Naturalismo.</p><p>14) (EsPCEx 2013) Leia o fragmento abaixo:</p><p>“AO LEITOR</p><p>Que Stendhal confessasse haver escrito um de seus livros</p><p>para cem leitores, cousa é que admira e consterna. O que</p><p>não admira, nem provavelmente consternará é se este outro</p><p>livro não tiver os cem leitores de Stendhal, nem cinquenta,</p><p>nem vinte, e quando muito, dez. Dez? Talvez cinco. Trata-</p><p>se, na verdade, de uma obra difusa, na qual eu, Brás Cubas,</p><p>se adotei a forma livre de um Sterne, ou de um Xavier de</p><p>Maistre, não sei se lhe meti algumas rabugens de</p><p>pessimismo. Pode ser. Obra de finado. Escrevi-a com a</p><p>pena da galhofa e a tinta da melancolia, e não é difícil</p><p>antever o que poderá sair desse conúbio. Acresce que a</p><p>gente grave achará no livro umas aparências de puro</p><p>romance, ao passo que a gente frívola não achará nele o seu</p><p>romance usual, ei-lo aí fica privado da estima dos graves e</p><p>do amor dos frívolos, que são as duas colunas máximas da</p><p>opinião.”</p><p>O fragmento acima é parte da obra “Memórias Póstumas de</p><p>Brás Cubas”, publicada em folhetim em 1880 e editada em</p><p>livro em 1881. Essa obra, de autoria de</p><p>a) Machado de Assis, é uma das mais conhecidas do</p><p>Naturalismo no Brasil.</p><p>b) Guimarães Rosa, é tida como a mais importante</p><p>produção do Modernismo no Brasil.</p><p>c) Aluísio Azevedo, lançou no Brasil o movimento</p><p>denominado Naturalismo.</p><p>d) Machado de Assis, é apontada como o marco inicial do</p><p>Realismo no Brasil.</p><p>e) Aluísio Azevedo, encerra o Romantismo e inicia o</p><p>Realismo brasileiro.</p><p>86</p><p>15) (EsPCEx 2014) O texto a seguir refere-se a qual poeta</p><p>brasileiro?</p><p>“Em sua obra, o drama da existência revela uma provável</p><p>influência das ideias pessimistas do filósofo alemão</p><p>Schopenhauer, que marcaram o final do século XIX. Além</p><p>disso, certas posturas verificadas em sua poesia – o desejo</p><p>de fugir da realidade, de transcender a matéria e integrar-se</p><p>espiritualmente no cosmo – parecem originar-se não apenas</p><p>do sentimento de opressão e mal-estar produzido pelo</p><p>capitalismo, mas também do drama racial e pessoal que o</p><p>autor vivia.”</p><p>a) Gregório de Matos</p><p>b) Castro Alves</p><p>c) Machado de Assis</p><p>d) Cruz e Souza</p><p>e) Lima Barreto</p><p>16) (EsPCEx 2015) Leia o trecho do conto “O Peru de Natal” e</p><p>responda.</p><p>“O nosso primeiro Natal em família, depois da morte de</p><p>meu pai, acontecida cinco meses antes, foi de</p><p>consequências decisivas para a felicidade familiar. Nós</p><p>sempre fôramos familiarmente felizes, nesse sentido muito</p><p>abstrato da felicidade: gente honesta, sem crimes, lar sem</p><p>brigas internas nem graves dificuldades econômicas. Mas,</p><p>devido principalmente à natureza cinzenta de meu pai, ser</p><p>desprovido de qualquer lirismo, duma exemplaridade</p><p>incapaz, acolchoado no medíocre, sempre nos faltara aquele</p><p>aproveitamento da vida, aquele gosto pelas felicidades</p><p>materiais, um vinho bom, uma estação de águas, aquisição</p><p>de geladeira, coisas assim. Meu pai fora de um bom errado,</p><p>quase dramático, o puro-sangue dos desmancha-prazeres.</p><p>Morreu meu pai sentimos muito, etc. Quando chegamos</p><p>nas proximidades do Natal, eu já estava que não podia mais</p><p>pra afastar aquela memória obstruente do morto, que</p><p>parecia ter sistematizado pra sempre a obrigação de uma</p><p>lembrança dolorosa em cada almoço, em cada gesto da</p><p>família... A dor já estava sendo cultivada pelas aparências, e</p><p>eu, que sempre gostara apenas regularmente de meu pai,</p><p>mais por instinto de filho que por espontaneidade de amor,</p><p>me via a ponto de aborrecer o bom do morto.</p><p>Foi decerto por isso que me nasceu, esta sim,</p><p>espontaneamente, a ideia de fazer uma das minhas</p><p>chamadas “loucuras”. Essa fora, aliás, e desde muito cedo,</p><p>a minha esplêndida conquista contra o ambiente familiar.</p><p>Desde cedinho, desde os tempos de ginásio, em que</p><p>arranjava regularmente uma reprovação todos os anos;</p><p>desde o beijo às escondidas, numa prima, aos dez anos...eu</p><p>consegui no reformatório do lar e vasta parentagem, a fama</p><p>conciliatória de “louco”. “É doido coitado!” (…)</p><p>Foi lembrando isso que arrebentei com uma das minhas</p><p>“loucuras”:</p><p>– Bom, no Natal, quero comer peru</p><p>Houve um desses espantos que ninguém não imagina.”</p><p>Nesse fragmento, o universo ficcional constitui</p><p>a) o ponto de vista externo do narrador, que valoriza a</p><p>célula dramática das novelas românticas.</p><p>b) característica da primeira geração modernista, que</p><p>repudiava o conservadorismo.</p><p>c) a temática da prosa de costumes, enaltecendo a primeira</p><p>geração romântica.</p><p>d) uma temática nacionalista ao exaltar o conservadorismo.</p><p>e) a valorização do sistema patriarcal.</p><p>17) (EsPCEx 2017) O projeto desse movimento literário</p><p>baseava-se na crença de que a função essencial da arte era</p><p>produzir o belo, e o lema escolhido para traduzir essa ideia</p><p>foi “a arte pela arte”. É possível observar, nesse contexto,</p><p>características como a preocupação com a técnica (metro,</p><p>ritmo e rima) e o resgate de temas da Antiguidade clássica</p><p>(referências à mitologia e a personagens históricas). Essa</p><p>escola literária é conhecida como</p><p>a) Neoclassicismo.</p><p>b) Arcadismo.</p><p>c) Classicismo.</p><p>d) Expressionismo.</p><p>e) Parnasianismo.</p><p>18) (EsPCEx 2019) Leia as estrofes a seguir e responda o que</p><p>se pede.</p><p>Quando Ismália enlouqueceu</p><p>Pôs-se na torre a sonhar…</p><p>Viu uma lua no céu,</p><p>Viu outra lua no mar.</p><p>(...)</p><p>As asas que Deus lhe deu</p><p>Ruflaram de par em par…</p><p>Sua alma subiu ao céu,</p><p>Seu corpo desceu ao mar…</p><p>Quanto às estrofes apresentadas é correto afirmar que</p><p>a) as antíteses articulam-se em torno de desejos</p><p>contraditórios e dividem-se entre a realidade espiritual e</p><p>concreta, atingindo o desejo simbolista de</p><p>transcendência espiritual.</p><p>b) o pessimismo constitui-se em torno do desejo de morrer,</p><p>característica da segunda geração romântica, marcada</p><p>pelo “mal do século”.</p><p>c) se registra a dicotomia do homem</p><p>do século XVII, crise</p><p>espiritual (teocentrismo) e paganismo</p><p>(antropocentrismo), característica barroca.</p><p>d) há um resgate do racionalismo e do equilíbrio do</p><p>Classicismo como forma de combater a influência do</p><p>Barroco, por isso a presença de opostos: lua no céu, lua</p><p>no mar, alma e céu, corpo e mar.</p><p>e) há uma preocupação formal, própria dos parnasianos</p><p>que resgatam a poesia clássica, cultivando, por exemplo,</p><p>o soneto, forma fixa da estrutura desta poesia.</p><p>19) (EsPCEx 2020) “Indefiníveis músicas supremas,</p><p>Harmonias da Cor e do Perfume...</p><p>Horas do Ocaso, trêmulas, extremas,</p><p>Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume...”</p><p>Nos versos acima, há um exemplo de “imagem</p><p>plurissensorial”, uma figura de linguagem conhecida pelo</p><p>nome de _____________ e característica marcante da</p><p>estética literária ___________.</p><p>Assinale a alternativa que completa os espaços.</p><p>a) silepse / romântica</p><p>b) polissíndeto / parnasiana</p><p>c) aliteração / simbolista</p><p>d) eufemismo / romântica</p><p>e) sinestesia / simbolista</p><p>20) (EsPCEx 2021) “Eu bem sei que, para titilar-lhe os nervos</p><p>da fantasia, devia padecer um grande desespero, derramar</p><p>algumas lágrimas, e não almoçar (…). A realidade é que eu</p><p>almocei, como os demais dias.”</p><p>Nesse trecho de Memórias Póstumas de Brás Cubas,</p><p>Machado de Assis dirige-se ao leitor e informa como a</p><p>87</p><p>história deveria ser contada, mas prefere dizer a verdade.</p><p>Com isso, o autor faz uma crítica ao seguinte estilo de</p><p>época da literatura:</p><p>a) Realismo, por imprimir uma realidade distorcida apenas</p><p>para agradar o leitor.</p><p>b) Simbolismo, por recorrer à “fantasia” e apresentar um</p><p>conflito falso entre matéria e espírito.</p><p>c) Barroco, por apresentar uma linguagem rebuscada e</p><p>usar figura de linguagem em “titilar-lhe os nervos da</p><p>fantasia”.</p><p>d) Naturalismo, por apresentar a necessidade animalesca</p><p>do homem diante de uma fome irônica.</p><p>e) Romantismo, por insinuar que os românticos</p><p>simulariam padecimentos em vez de contar a verdade.</p><p>21) (EsPCEx 2021) Qual alternativa apresenta uma associação</p><p>correta?</p><p>a) Barroco / Iluminismo</p><p>b) Arcadismo / Contrarreforma</p><p>c) Romantismo / Revolução Industrial</p><p>d) Barroco / Belle Époque</p><p>e) Arcadismo / Positivismo</p><p>22) (EsPCEx 2021) Leia os versos a seguir.</p><p>As armas e os barões assinalados</p><p>Que da ocidental praia lusitana,</p><p>Por mares nunca dantes navegados</p><p>Passaram ainda além da Taprobana</p><p>Quanto à estrofe apresentada, é correto afirmar que</p><p>a) a presença da sinestesia evoca a bravura decorrente do</p><p>espírito expansionista dos navegadores lusitanos.</p><p>b) pertence à terceira fase do Romantismo: o</p><p>Condoreirismo, como ocorrem em Castro Alves no</p><p>Navio Negreiro.</p><p>c) se trata de um resgate ao Classicismo pelos poetas</p><p>árcades, ao retomar a medida nova, versos decassílabos.</p><p>d) se trata de uma epopeia camoniana, ao cantar os feitos</p><p>heroicos dos portugueses durante o expansionismo</p><p>marítimo.</p><p>e) aborda a crise espiritual do Barroco: o paganismo</p><p>decorrente do expansionismo marítimo; e a</p><p>religiosidade decorrente de uma retomada ao</p><p>teocentrismo medieval.</p><p>23) (EsPCEx 2022) Leia o fragmento a seguir e marque a</p><p>alternativa correta.</p><p>Que auroras, que sol, que vida,</p><p>que noites de melodia</p><p>Naquela doce alegria,</p><p>Naquele ingênuo folgar!</p><p>O céu bordado d’estrelas,</p><p>A terra de aromas cheia,</p><p>As ondas beijando a areia</p><p>E a lua beijando o mar!</p><p>Quanto à estrofe transcrita, é correto afirmar que</p><p>a) faz parte de um poema de Olavo Bilac, evidenciando a</p><p>complexidade do fazer poético.</p><p>b) é construída por antíteses, evocando a realidade</p><p>espiritual e a realidade concreta, respectivamente, “céu”</p><p>e “terra”- e pertence ao poeta simbolista Alphonsus de</p><p>Guimaraens.</p><p>c) exalta, com liberdade formal, a natureza brasileira,</p><p>espaço em que se desenvolvem os temas indianistas –</p><p>poesia indianista de Gonçalves Dias.</p><p>d) explora o tema saudosismo e pertence ao poeta</p><p>ultrarromântico Casimiro de Abreu.</p><p>e) expressa a proposta nacionalista da primeira geração</p><p>modernista - Manifestos pau-brasil e Nhengaçu verde-</p><p>amarelo – e pertence a Cassiano Ricardo.</p><p>24) (FEI-SP) Leia, com atenção, as declarações seguintes.</p><p>(1) Seus traços de relevo: o gosto pela descrição nítida,</p><p>concepções tradicionalistas sobre metro, ritmo e rima e, no</p><p>fundo, o ideal da impessoalidade que partilha com os</p><p>realistas do tempo.</p><p>(2) A Arte é o reflexo de todo o luxo que caracteriza a</p><p>escultura e a pintura das igrejas.</p><p>(3) Os poetas recebem o nome de "nefelibatas", ou seja, "os</p><p>que vivem nas nuvens". Revaloriza-se o sonho.</p><p>(4) O herói, ao contrário da concepção dos truculentos</p><p>heróis medievais e antigos, é o pastor pacato e honrado,</p><p>respirando a brisa balsâmica dos campos e vivendo</p><p>tranquilos idílios.</p><p>Tais declarações referem-se, respectivamente, à correntes</p><p>estéticas:</p><p>a) barroca; pré-modernista; romântica e simbolista.</p><p>b) pré-modernista; simbolista; romântica e parnasiana.</p><p>c) parnasiana; romântica; simbolista e pré-modernista.</p><p>d) arcádica; romântica; pré-modernista e barroca.</p><p>e) parnasiana; barroca; simbolista e arcádica.</p><p>25) (FGV 2021)</p><p>TEXTO IV</p><p>Postam-se em forma de crescente os bravos:</p><p>Ávida turba mulheril no entanto</p><p>O rito sacro impaciente aguarde.</p><p>Brincam na relva os folgazões1 meninos,</p><p>Em quanto os mais crescidos, contemplando</p><p>O aparato elétrico das armas,</p><p>Enlevam-se2; e, mordidos pela inveja,</p><p>Discorrem lá consigo: – Quando havemos,</p><p>Nós outros, d’empunhar daqueles arcos,</p><p>E quando levaremos de vencida</p><p>a As hostes3 vis do pérfido Gamela!</p><p>DIAS, Gonçalves. Os Timbiras, 1857. Disponível em:</p><p>http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv0001</p><p>17.pdf. Acesso em 28/07/2020.</p><p>1 aquele que tem bom gênio, que gosta de divertir-se,</p><p>brincalhão.</p><p>2 deleitar-se, deliciar-se, encantar-se.</p><p>3 inimigo, adversário.</p><p>De acordo com a escola literária a que pertence e com as</p><p>características de tal escola, assinale a opção que</p><p>corretamente classifica o Texto IV.</p><p>a) Realismo, marcado por um objetivismo e um apego à</p><p>forma e pela reflexão sobre a realidade social (neste</p><p>caso, a indígena).</p><p>b) Romantismo (primeira fase), caracterizado pelo</p><p>compromisso nacionalista e pela busca por uma</p><p>identidade linguística que distanciasse a realidade</p><p>brasileira da portuguesa.</p><p>c) Romantismo (segunda fase), em que se verificam</p><p>excessos sentimentalistas, como um saudosismo</p><p>exacerbado, e uma estética rígida.</p><p>d) Arcadismo, evidenciado pela simplicidade do poema,</p><p>em que o autor recorre a elementos da natureza,</p><p>configurando o que se chama de bucolismo.</p><p>88</p><p>http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000117.pdf.%20Acesso%20em%2028/07/2020</p><p>http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000117.pdf.%20Acesso%20em%2028/07/2020</p><p>e) Simbolismo, com predominância de uma vagueza na</p><p>linguagem, em que as questões psicológicas das</p><p>personagens ganham prioridade.</p><p>26) (VUNESP 2010) Leia o texto para responder à questão.</p><p>Cada um é suas ações, e não é outra coisa. Oh que grande</p><p>doutrina esta para o lugar em que estamos! Quando vos</p><p>perguntarem quem sois, não vades revolver o nobiliário*</p><p>de vossos avós, ide ver a matrícula** de vossas ações. O</p><p>que fazeis, isso sois, nada mais. Quando ao Batista lhe</p><p>perguntaram quem era não disse que se chamava João,</p><p>nem que era filho de Zacarias; não se definiu pelos pais,</p><p>nem pelo apelido. Só de suas ações formou a sua</p><p>definição: Ego vox clamantis (Eu sou a voz que clama).</p><p>(Padre Antônio Vieira. Sermão da Terceira Dominga do</p><p>Advento, 1655.)</p><p>* Nobiliário: livro ou registro das famílias nobres.</p><p>** Matrícula: rol.</p><p>O texto de Vieira exemplifica a prosa</p><p>a) renascentista, notadamente marcada pela ligação com a</p><p>religiosidade, como o comprova a referência a João</p><p>Batista.</p><p>b) barroca, na sua vertente conceptista, marcada pelo jogo</p><p>de ideias na construção da argumentação, ilustrada pela</p><p>passagem bíblica.</p><p>c) neoclássica, marcada pelo uso de linguagem simples,</p><p>em enunciados</p><p>claros, enaltecendo-se os aspectos</p><p>ligados à religião.</p><p>d) romântica, marcada pelo nacionalismo e a idealização</p><p>do ser humano, tendo a religião como fundamento das</p><p>relações humanas.</p><p>e) realista, marcada por uma visão objetiva e racional,</p><p>definindo-se a necessidade de os homens explicarem a</p><p>religião por meio da ciência.</p><p>27) (FUMARC 2013) A relação contexto histórico/estilo de</p><p>época NÃO está correta em:</p><p>a) Guerras Napoleônicas; Independência do Brasil; Vinda</p><p>da corte portuguesa para o Brasil (Naturalismo)</p><p>b) Revolução francesa; Conjuração mineira; Apogeu do</p><p>ciclo de mineração no Brasil (Arcadismo)</p><p>c) Reforma católica ou Contrarreforma; Educação</p><p>controlada pela Companhia de Jesus; Fortalecimento do</p><p>tribunal do Santo Ofício da Inquisição (Barroco)</p><p>d) Segunda Guerra Mundial; Deposição de Getúlio Vargas;</p><p>Governo ditatorial e centralizador (Segundo tempo</p><p>modernista)</p><p>28) (FUNDEP 2016) Estilo de época remete ao conjunto de</p><p>características comuns a vários escritores quanto ao modo</p><p>de utilizar a língua, a explorar temas e a refletir uma visão</p><p>de mundo em determinados períodos da história.</p><p>Considerando os estilos de época (do Barroco ao</p><p>Modernismo no Brasil), é INCORRETO afirmar que</p><p>a) o artista barroco deseja conciliar céu e terra, por isso</p><p>recorre a temas opostos que se misturam, ressaltando o</p><p>bizarro, lembrando que a morte é comum a todas as</p><p>aspirações humanas.</p><p>b) o autor simbolista quer cantar, evocar suas emoções e</p><p>trazê-las de uma forma mais palpável para o texto, para</p><p>que possam ser sentidas em sua plenitude. Por isso, o</p><p>uso da sinestesia é amplo.</p><p>c) o escritor realista-naturalista destaca-se por combater</p><p>ferozmente os valores sociais. A ambientação dos seus</p><p>romances se dá, preferencialmente, em locais</p><p>miseráveis, localizados com precisão.</p><p>d) o poeta romântico utiliza o soneto em que a vida é</p><p>cantada em toda sua glória, sobressaindo-se a alegria, a</p><p>sensualidade, o conhecimento do mal. A imaginação é</p><p>dominada pela realidade objetiva.</p><p>29) (FUNDEP 2016) A literatura brasileira apresenta dois</p><p>grandes períodos, o colonial e o nacional, divididos pela</p><p>Proclamação da Independência do Brasil em 1822.</p><p>Assinale a alternativa em que se apresenta o autor de</p><p>destaque do movimento literário identificado entre</p><p>parênteses.</p><p>a) Cláudio Manuel da Costa (Romantismo – período</p><p>nacional).</p><p>b) Euclides da Cunha (Simbolismo – período nacional).</p><p>c) Machado de Assis (Realismo – período nacional).</p><p>d) Pero Vaz de Caminha (Barroco – período colonial).</p><p>30) (FUMARC 2014) O texto NÃO exemplifica corretamente</p><p>o estilo de época em:</p><p>a) “Goza, goza da flor da mocidade,</p><p>Que o tempo trata a toda ligeireza,</p><p>e imprime em toda a flor sua pisada.”</p><p>(BARROCO)</p><p>b) “Se se pudesse, o espírito que chora,</p><p>Ver através da máscara da face,</p><p>Quanta gente, talvez que inveja agora</p><p>Nos causa, então piedade nos causasse!”</p><p>(ROMANTISMO)</p><p>c) “Alguns anos vivi em Itabira</p><p>Principalmente nasci em Itabira</p><p>Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro</p><p>... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...</p><p>Tive ouro, tive gado, tive fazendas.</p><p>Hoje sou funcionário público.</p><p>Itabira é apenas uma fotografia na parede.</p><p>Mas como dói.”</p><p>(MODERNISMO)</p><p>d) “Quem deixa o trato pastoril amado,</p><p>Pela ingrata, civil correspondência1,</p><p>Ou desconhece o rosto da violência,</p><p>Ou do retiro a paz não tem provado.”</p><p>(ARCADISMO)</p><p>(1) cidade</p><p>31) (Quadrix 2018) Assinale a alternativa correta com relação</p><p>à produção poética de diferentes períodos da literatura</p><p>brasileira.</p><p>a) O verso livre é um elemento essencial da poesia</p><p>parnasiana.</p><p>b) O gênero épico foi predominante na poesia da primeira</p><p>fase modernista.</p><p>c) Na poesia pastoral árcade, o eu‐lírico culto é</p><p>identificado a uma rusticidade simulada.</p><p>d) A poesia romântica abriu mão de todo subjetivismo em</p><p>favor da figuração concreta do indígena.</p><p>e) Na poesia barroca, a unidade de sentido é garantida pela</p><p>recusa das formas labirínticas e alegóricas.</p><p>32) (CETREDE 2019) Analise as afirmativas a seguir sobre</p><p>literatura e assinale a INCORRETA.</p><p>a) O Trovadorismo é o período da literatura que ocorreu</p><p>entre 1189 e 1434.</p><p>89</p><p>b) O Brasil não teve a fase literária do Classicismo, mas</p><p>um momento influenciado por ele, chamado</p><p>Quinhentismo.</p><p>c) O Arcadismo brasileiro tem início com a publicação de</p><p>“Obras Poéticas” de Tomaz Antônio Gonzaga.</p><p>d) O Romantismo brasileiro data de 1836 com Suspiros</p><p>Poéticos e Saudades de Gonçalves de Magalhães.</p><p>e) Marco inicial do Naturalismo brasileiro, 1881, é O</p><p>Mulato de Aluisio Azevedo.</p><p>33) (MS CONCURSOS 2018) Relacione as duas colunas de</p><p>acordo com a característica e o período literário e assinale a</p><p>alternativa correta:</p><p>A) Barroco.</p><p>B) Arcadismo.</p><p>C) Simbolismo.</p><p>D) Romantismo</p><p>E) Parnasianismo.</p><p>F) Modernismo.</p><p>1 - Regionalismo.</p><p>2 - Oposições.</p><p>3 - Bucolismo.</p><p>4 - Busca da perfeição poética.</p><p>5 - Condoreirismo.</p><p>6 - Introspecção, mergulho nas profundezas do eu.</p><p>a) A (2) – B (3) – C (6) – D (5) – E (4) – F (1).</p><p>b) A (2) – B (3) – C (1) – D (6) – E (5) – F (4).</p><p>c) A (2) – B (3) – C (5) – D (6) – E (4) – F (1).</p><p>d) A (1) – B (3) – C (2) – D (4) – E (5) – F (6).</p><p>34) (CESPE/ CEBRASPE 2021) Eu, Marília, não sou algum</p><p>vaqueiro, Que viva de guardar alheio gado; De tosco trato,</p><p>de expressões grosseiro, Dos frios gelos, e dos sóis</p><p>queimado. Tenho próprio casal, e nele assisto; Dá-me</p><p>vinho, legume, fruta, azeite; Das brancas ovelhinhas tiro o</p><p>leite, E mais as finas lãs, de que me visto. Graças, Marília</p><p>bela, Graças à minha Estrela!</p><p>Eu vi o meu semblante numa fonte, Dos anos inda não está</p><p>cortado: Os pastores, que habitam este monte, Respeitam o</p><p>poder do meu cajado. Com tal destreza toco a sanfoninha,</p><p>Que inveja até me tem o próprio Alceste: Ao som dela</p><p>concerto a voz celeste; Nem canto letra, que não seja</p><p>minha, Graças, Marília bela, Graças à minha Estrela!</p><p>Tomás Antônio Gonzaga. Lira I. In: Domício Proença</p><p>Filho. A poesia dos inconfidentes. Rio de Janeiro: Nova</p><p>Aguilar, 1996. p. 573.</p><p>Considerando-se as características do poema apresentado, é</p><p>correto afirmar que ele pertence ao</p><p>a) pós-modernismo, por utilizar técnicas como a sátira e o</p><p>pastiche.</p><p>b) parnasianismo, por tratar de objetos poéticos de forma</p><p>distanciada.</p><p>c) barroco, por explorar dualidades na alma do eu lírico.</p><p>d) arcadismo, por representar o poeta e sua amada em um</p><p>ambiente pastoril e idílico.</p><p>e) modernismo, por quebrar as tradições do verso em</p><p>língua portuguesa.</p><p>35) (MS CONCURSOS 2020) Em se tratando de período</p><p>literário, leia os comentários e assinale a alternativa correta.</p><p>Nasceu em decorrência da crise do Renascimento,</p><p>ocasionada, principalmente, pelas fortes divergências</p><p>religiosas e imposições do catolicismo e pelas dificuldades</p><p>econômicas, decorrentes do declínio do comércio com o</p><p>Oriente. Todo o rebuscamento presente na arte e literatura é</p><p>reflexo dos conflitos dualistas entre o terreno e o celestial, o</p><p>homem (antropocentrismo) e Deus (teocentrismo), o pecado</p><p>e o perdão, a religiosidade medieval e o paganismo presente</p><p>no período renascentista.</p><p>A ideologia é fornecida pela Contrarreforma. Em nenhuma</p><p>outra época se</p><p>nas</p><p>cantigas de amor galego-portuguesas.</p><p>6) (ESPM) O amor cortês foi um gênero praticado desde os</p><p>trovadores medievais europeus. Nele a devoção masculina</p><p>por uma figura feminina inacessível foi uma atitude</p><p>constante. A opção cujos versos confirmam o exposto é:</p><p>a) Eras na vida a pomba predileta</p><p>(...) Eras o idílio de um amor sublime.</p><p>Eras a glória, - a inspiração, - a pátria,</p><p>O porvir de teu pai!</p><p>b) Carnais, sejam carnais tantos desejos,</p><p>Carnais sejam carnais tantos anseios,</p><p>Palpitações e frêmitos e enleios</p><p>Das harpas da emoção tantos arpejos...</p><p>c) Quando em meu peito rebentar-se a fibra,</p><p>Que o espírito enlaça à dor vivente,</p><p>Não derramem por mim nenhuma lágrima</p><p>Em pálpebra demente.</p><p>d) Em teu louvor, Senhora, estes meus versos</p><p>E a minha Alma aos teus pés para cantar-te,</p><p>E os meus olhos mortais, em dor imersos,</p><p>Para seguir-lhe o vulto em toda a parte.</p><p>e) Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar?</p><p>amar e esquecer amar e malamar, amar,</p><p>desamar, amar?</p><p>7) (UNIFESP) Leia a cantiga seguinte, de Joan Garcia de</p><p>Guilhade.</p><p>Un cavalo non comeu</p><p>á seis meses nen s’ergueu</p><p>mais prougu’a Deus que choveu,</p><p>creceu a erva,</p><p>e per cabo si paceu,</p><p>e já se leva!</p><p>Seu dono non lhi buscou</p><p>cevada neno ferrou:</p><p>mai-lo bon tempo tornou,</p><p>creceu a erva,</p><p>e paceu, e arriçou,</p><p>e já se leva!</p><p>Seu dono non lhi quis dar</p><p>cevada, neno ferrar;</p><p>mais, cabo dum lamaçal</p><p>creceu a erva,</p><p>e paceu, e arriç’ar,</p><p>e já se leva!</p><p>(CD Cantigas from the Court of Dom Dinis. harmonia</p><p>mundiusa, 1995.)</p><p>A leitura permite afirmar que se trata de uma cantiga de</p><p>a) escárnio, em que se critica a atitude do dono do cavalo,</p><p>que dele não cuidara, mas graças ao bom tempo e à</p><p>chuva, o mato cresceu e o animal pôde recuperar-se</p><p>sozinho.</p><p>b) amor, em que se mostra o amor de Deus com o cavalo</p><p>que, abandonado pelo dono, comeu a erva que cresceu</p><p>graças à chuva e ao bom tempo.</p><p>c) escárnio, na qual se conta a divertida história do cavalo</p><p>que, graças ao bom tempo e à chuva, alimentou-se,</p><p>recuperou-se e pôde, então, fugir do dono que o</p><p>maltratava.</p><p>d) amigo, em que se mostra que o dono do cavalo não lhe</p><p>buscou cevada nem o ferrou por causa do mau tempo e</p><p>da chuva que Deus mandou, mas mesmo assim o cavalo</p><p>pôde recuperar-se.</p><p>12</p><p>e) mal-dizer, satirizando a atitude do dono que ferrou o</p><p>cavalo, mas esqueceu-se de alimentá-lo, deixando-o</p><p>entregue à própria sorte para obter alimento.</p><p>8) (UNIFESP)</p><p>TEXTO I</p><p>Ao longo do sereno</p><p>Tejo, suave e brando,</p><p>Num vale de altas árvores sombrio,</p><p>Estava o triste Almeno</p><p>Suspiros espalhando</p><p>Ao vento, e doces lágrimas ao rio.</p><p>(Luís de Camões, Ao longo do sereno.)</p><p>TEXTO II</p><p>Bailemos nós ia todas tres, ay irmanas,</p><p>so aqueste ramo destas auelanas</p><p>e quen for louçana, como nós, louçanas,</p><p>se amigo amar,</p><p>so aqueste ramo destas auelanas</p><p>uerrá baylar.</p><p>(Aires Nunes. In Nunes, J. J., Crestomatia arcaica.)</p><p>TEXTO III</p><p>Tão cedo passa tudo quanto passa!</p><p>morre tão jovem ante os deuses quanto</p><p>Morre! Tudo é tão pouco!</p><p>Nada se sabe, tudo se imagina.</p><p>Circunda-te de rosas, ama, bebe</p><p>E cala. O mais é nada.</p><p>(Fernando Pessoa, Obra poética.)</p><p>TEXTO IV</p><p>Os privilégios que os Reis</p><p>Não podem dar, pode Amor,</p><p>Que faz qualquer amador</p><p>Livre das humanas leis.</p><p>mortes e guerras cruéis,</p><p>Ferro, frio, fogo e neve,</p><p>Tudo sofre quem o serve.</p><p>(Luís de Camões, Obra completa.)</p><p>TEXTO V</p><p>As minhas grandes saudades</p><p>São do que nunca enlacei.</p><p>Ai, como eu tenho saudades</p><p>Dos sonhos que não sonhei!...)</p><p>(Mário de Sá Carneiro, Poesias.)</p><p>A alternativa que indica texto que faz parte da poesia</p><p>medieval da fase trovadoresca é</p><p>a) I.</p><p>b) II.</p><p>c) III.</p><p>d) IV.</p><p>e) V.</p><p>9) (MACKENZIE) Assinale a afirmativa correta com relação</p><p>ao Trovadorismo.</p><p>a) Um dos temas mais explorados por esse estilo de época</p><p>é a exaltação do amor sensual entre nobres e mulheres</p><p>camponesas.</p><p>b) Desenvolveu-se especialmente no século XV e refletiu a</p><p>transição da cultura teocêntrica para a cultura</p><p>antropocêntrica.</p><p>c) Devido ao grande prestígio que teve durante toda a</p><p>Idade Média, foi recuperado pelos poetas da</p><p>Renascença, época em que alcançou níveis estéticos</p><p>insuperáveis.</p><p>d) Valorizou recursos formais que tiveram não apenas a</p><p>função de produzir efeito musical, como também a</p><p>função de facilitar a memorização, já que as</p><p>composições eram transmitidas oralmente.</p><p>e) Tanto no plano temático como no plano expressivo, esse</p><p>estilo de época absorveu a influência dos padrões</p><p>estéticos greco-romanos.</p><p>10) (FUVEST) Interpretando historicamente a relação de</p><p>vassalagem entre homem amante/mulher amada, ou mulher</p><p>amante/homem amado, pode-se afirmar que:</p><p>a) o Trovadorismo corresponde ao Renascimento.</p><p>b) o Trovadorismo corresponde ao movimento humanista.</p><p>c) o Trovadorismo corresponde ao Feudalismo.</p><p>d) o Trovadorismo e o Medievalismo só poderiam ser</p><p>provençais.</p><p>e) tanto o Trovadorismo como o Humanismo são</p><p>expressões da decadência medieval.</p><p>11) (FUVEST) O Trovadorismo, quanto ao tempo em que se</p><p>instala:</p><p>a) tem concepções clássicas do fazer poético.</p><p>b) é rígido quanto ao uso da linguagem que, geralmente, é</p><p>erudita.</p><p>c) estabeleceu-se num longo período que dura 10 séculos.</p><p>d) tinha como concepção poética a epopeia, a louvação dos</p><p>heróis.</p><p>e) reflete as relações de vassalagem nas cantigas de amor.</p><p>12) (FUVEST) Sobre o Trovadorismo em Portugal, é correto</p><p>afirmar que:</p><p>a) sua produção literária está escrita em galego ou galaico-</p><p>português e divide-se em: poesia (cantigas) e prosa</p><p>(novelas de cavalaria).</p><p>b) utilizou largamente o verso decassílabo porque sua</p><p>influência é clássica.</p><p>c) a produção poética daquela época pode ser dividida em</p><p>lírico-amorosa e prosa doutrinária.</p><p>d) as cantigas de amigo têm influência provençal.</p><p>e) a prosa trovadoresca tinha claro objetivo de divertir a</p><p>nobreza, por isso têm cunho satírico.</p><p>13) (MACKENZIE) Assinale a alternativa INCORRETA a</p><p>respeito das cantigas de amor.</p><p>a) O ambiente é rural ou familiar.</p><p>b) O trovador assume o eu-lírico masculino: é o homem</p><p>quem fala.</p><p>c) Têm origem provençal.</p><p>d) Expressam a "coita" amorosa do trovador, por amar uma</p><p>dama inacessível.</p><p>e) A mulher é um ser superior, normalmente pertencente a</p><p>uma categoria social mais elevada que a do trovador.</p><p>14) (MACKENZIE) Sobre a poesia trovadoresca em Portugal,</p><p>é INCORRETO afirmar que:</p><p>a) refletiu o pensamento da época, marcada pelo</p><p>teocentrismo, o feudalismo e valores altamente</p><p>moralistas.</p><p>b) representou um claro apelo popular à arte, que passou a</p><p>ser representada por setores mais baixos da sociedade.</p><p>c) pode ser dividida em lírica e satírica.</p><p>d) em boa parte de sua realização, teve influência</p><p>provençal.</p><p>e) as cantigas de amigo, apesar de escritas por trovadores,</p><p>expressam o eu-lírico feminino.</p><p>13</p><p>15) (UFRS) Assinale a alternativa incorreta com respeito ao</p><p>Trovadorismo em Portugal:</p><p>a) nas cantigas de amigo, o trovador escreve o poema do</p><p>ponto de vista feminino.</p><p>b) nas cantigas de amor, há o reflexo do relacionamento</p><p>entre senhor e vassalo na sociedade feudal: distância e</p><p>extrema submissão.</p><p>c) a influência dos trovadores provençais é nítida nas</p><p>cantigas de amor galego-portuguesas.</p><p>d) durante o trovadorismo, ocorre a separação entre poesia</p><p>e música.</p><p>e) muitas cantigas trovadorescas foram reunidas em livros</p><p>ou coletâneas que receberam o nome de cancioneiros</p><p>16) (UFMG) Nas mais importantes novelas de cavalaria que</p><p>circularam na Europa medieval, principalmente</p><p>produziu tamanha quantidade de igrejas,</p><p>capelas, estátuas de santos e monumentos sepulcrais. As</p><p>obras de arte deviam falar aos fiéis com a maior eficácia</p><p>possível, mas em momento algum descer até eles. A arte</p><p>tinha que convencer, conquistar e impor admiração.</p><p>O Renascimento definiu-se pela valorização do profano,</p><p>pondo em voga o gosto pelas satisfações mundanas. Os</p><p>intelectuais deste período, no entanto, não alcançam</p><p>tranquilidade agindo de acordo com essa filosofia. A</p><p>influência da Contrarreforma fez com que houvesse</p><p>oposição entre os ideais de vida eterna em contraposição</p><p>com a vida terrena e do espírito em contraposição à carne.</p><p>Na visão, não há possibilidade de conciliar essas antíteses:</p><p>ou se vive a vida sensualmente, ou se foge dos gozos</p><p>humanos e se alcança a eternidade. A tensão de elementos</p><p>contrários causa no artista uma profunda angústia: após</p><p>arrojar-se nos prazeres mais radicais, ele se sente culpado e</p><p>busca o perdão divino. Assim, ora ajoelha-se diante de</p><p>Deus, ora celebra as delícias da vida.</p><p>O homem assume consciência integral no que se refere à</p><p>fugacidade da vida humana (efemeridade): o tempo, veloz e</p><p>avassalador, tudo destrói em sua passagem. Por outro lado,</p><p>diante das coisas transitórias 6 (instabilidade), surge a</p><p>contradição: vivê-las, antes que terminem, ou renunciar ao</p><p>passageiro e entregar-se à eternidade?</p><p>O estilo apresenta forma conturbada, decorrente da tensão</p><p>causada pela oposição entre os princípios renascentistas e a</p><p>ética cristã. Daí a frequente utilização de antíteses,</p><p>paradoxos e inversões, estabelecendo uma forma</p><p>contraditória, dilemática. Além disso, a utilização de</p><p>interrogações revela as incertezas do homem, frente ao seu</p><p>período, a inversão de frases, a sua tentativa na conciliação</p><p>dos elementos opostos.</p><p>a) Barroco</p><p>b) Arcadismo</p><p>c) Realismo</p><p>d) Simbolismo</p><p>e) Modernismo</p><p>36) (FUNDATEC 2018) Associe as obras da Literatura</p><p>Brasileira aos períodos literários a que pertencem.</p><p>Coluna 1</p><p>1. Prosopopeia (Bento Teixeira).</p><p>2. Macunaíma (Mário de Andrade).</p><p>3. Cartas Chilenas (Tomás Antônio Gonzaga).</p><p>4. A Moreninha (Joaquim Manoel de Macedo).</p><p>5. Menino do Engenho (José Lins do Rego).</p><p>Coluna 2</p><p>( ) Romantismo (Prosa).</p><p>( ) Modernismo (Romance de 30).</p><p>( ) Modernismo (1ª Fase).</p><p>( ) Barroco.</p><p>( ) Arcadismo.</p><p>A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima</p><p>para baixo, é</p><p>a) 4 – 3 – 5 – 2 – 1.</p><p>b) 4 – 5 – 2 – 1 – 3.</p><p>c) 5 – 4 – 1 – 2 – 3.</p><p>90</p><p>d) 4 – 2 – 5 – 1 – 3.</p><p>e) 3 – 2 – 4 – 5 – 1.</p><p>37) (FEPESE 2018) Associe as colunas 1 e 2 abaixo:</p><p>Coluna 1 Escola Literária</p><p>1. Barroco</p><p>2. Arcadismo</p><p>3. Romantismo</p><p>4. Modernismo</p><p>Coluna 2 Característica</p><p>( ) A linguagem quanto ao conteúdo enfatiza o</p><p>bucolismo, o Carpe Diem e o Fugere urbem.</p><p>( ) Há uma idealização, com extrema valorização da</p><p>subjetividade. A linguagem faz uso de descrições</p><p>minuciosas, com constantes comparações e ampla</p><p>metaforização.</p><p>( ) Figuras de linguagem que melhor definem o estado de</p><p>alma do homem é a antítese e o paradoxo.</p><p>( ) Surgem os poetas condoreiros que defendem a justiça</p><p>social e a liberdade.</p><p>( ) Fragmentação e flashes cinematográficos. Ironia,</p><p>humor, piada e paródia com temas extraídos do cotidiano.</p><p>( ) O homem sente-se dilacerado e angustiado diante da</p><p>alteração de valores, dividindo-se entre o mundo espiritual</p><p>e o mundo material.</p><p>( ) Vocabulário e sintaxe mais simples, irregularidade</p><p>estrófica e gosto por métricas populares.</p><p>( ) Quebra de valores artísticos e tradicionais e busca de</p><p>técnicas e meios de expressão capazes de traduzir a nova</p><p>realidade. A ordem é: “Todos os ritmos sobretudo os</p><p>inumeráveis”; “Todas as palavras sobretudo os barbarismos</p><p>universais”.</p><p>Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de</p><p>cima para baixo.</p><p>a) 1 • 3 • 2 • 3 • 2 • 2 • 4 • 3</p><p>b) 2 • 3 • 1 • 3 • 4 • 1 • 3 • 4</p><p>c) 3 • 2 • 1 • 4 • 1 • 3 • 2 • 4</p><p>d) 3 • 3 • 4 • 4 • 2 • 2 • 1 • 1</p><p>e) 4 • 3 • 3 • 2 • 1 • 1 • 2 • 2</p><p>38) (FUNCERN 2017) Considere os excertos:</p><p>(I)</p><p>[...] no Brasil, contribuiu de maneira importante pelo fato</p><p>de ter dado posição privilegiada ao meio e à raça como</p><p>forças determinantes. Ora, meio e raça eram conceitos que</p><p>correspondiam a problemas reais e a obsessões profundas,</p><p>pesando nas concepções dos intelectuais e constituindo uma</p><p>força impositiva em virtude das teorias científicas do</p><p>momento [...].</p><p>Fonte: CANDIDO, A. O discurso e a cidade. São Paulo:</p><p>Duas Cidades, 1993. p. 152.</p><p>(II)</p><p>[...] o homem ocidental não mais se conformava em abrir</p><p>mão das virtualidades da vida terrena que o humanismo [...]</p><p>e o alargamento espacial da Terra lhe revelaram. Por isso, o</p><p>conflito entre o ideal de fuga e renúncia do mundo e as</p><p>atrações e solicitações terrenas. Diante do dilema, em vez</p><p>da impossível destruição, tentou a conciliação, a</p><p>incorporação, a absorção.</p><p>Fonte: COUTINHO, A. Introdução à literatura no Brasil.</p><p>Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 1990. p. 99.</p><p>(III)</p><p>[...] A interação familiar, a educação da infância, as</p><p>relações homem-mulher e homem-paisagem, a vida em</p><p>sociedade, as instituições políticas e religiosas, tudo vai</p><p>mudando de imagem e de significado no nível da</p><p>consciência. Estilhaça-se o espelho em que esta reflete e</p><p>prolonga a cultura recebida. E os cacos, ainda não</p><p>rejuntados por uma nova ideologia explícita, vão-se</p><p>dispondo em mosaico quando os apanha o andamento de</p><p>uma prosa solta, rápida, impressionista.</p><p>Fonte: BOSI, A. Céu, inferno. São Paulo: Duas Cidades,</p><p>2010. p. 212-213.</p><p>(IV)</p><p>A fluência ardorosa do tempo, o gosto pelo nebuloso e</p><p>antigo, a busca de consolidação da identidade nacional, o</p><p>rosto pátrio, a afirmação de seus primeiros habitantes, [...],</p><p>o uso da canção de verso breve, o folhetim, a comédia,</p><p>certa tendência declamatória e a exploração fremente do</p><p>sentimento sobre a razão.</p><p>Fonte: NEJAR, C. História da literatura brasileira: da</p><p>carta de Caminha aos contemporâneos. São Paulo: Leya,</p><p>2011. p. 93.</p><p>Tendo em vista os estilos de época da literatura brasileira,</p><p>os excertos destacados abordam, respectivamente,</p><p>a) (I) o Realismo-Naturalismo, (II) o Barroco, (III) o</p><p>Modernismo e (IV) o Romantismo.</p><p>b) (I) o Realismo-Naturalismo, (II) o Neoclassicismo, (III)</p><p>o Romantismo e (IV) o Modernismo.</p><p>c) (I) o Pré-Modernismo, (II) o Barroco, (III) o</p><p>Romantismo e (IV) o Modernismo.</p><p>d) (I) o Pré-Modernismo, (II) o Neoclassicismo, (III) o</p><p>Modernismo e (IV) o Romantismo.</p><p>39) (AOCP 2018) Assinale a alternativa que apresenta as</p><p>características da escola literária mencionada entre</p><p>parênteses.</p><p>a) Enquanto no mundo havia uma crise do homem com a</p><p>igreja, essa escola literária apareceu com a intenção de</p><p>reconciliar o homem com a fé. Era comum encontrar o</p><p>uso de imagens contrastantes como o crepúsculo</p><p>(dia/noite) e a aurora (noite/dia) – (Barroco).</p><p>b) Essa escola literária se caracteriza pelo tema do amor</p><p>constante e do sofrimento e, também, a subjetividade e a</p><p>liberdade formal. Muitos autores desse período eram</p><p>jovens e morreram cedo – (Arcadismo).</p><p>c) O mundo romântico é substituído pelo desencanto e pela</p><p>crença no material e no racional. O escritor vira apenas</p><p>um observador da vida das personagens –</p><p>(Romantismo).</p><p>d) Nessa escola literária, começa a surgir um olhar crítico</p><p>aos problemas sociais do Brasil e um nacionalismo</p><p>crítico começa a aparecer – (Realismo).</p><p>e) Há a desmistificação da poesia, sinestesia,</p><p>musicalidade, preferência pela cor branca, sensualismo,</p><p>dor e revolta – (Modernismo).</p><p>40) (ESPM 2019) Para desvirginar o labirinto Do velho e</p><p>metafísico Mistério, Comi meus olhos crus no</p><p>cemitério, Numa antropofagia de faminto!</p><p>A digestão desse manjar funéreo Tornado sangue</p><p>transformou-me o instinto De humanas impressões visuais</p><p>que eu sinto, Nas divinas visões do íncola¹ etéreo²!</p><p>Vestido de hidrogênio incandescente, Vaguei um século,</p><p>como</p><p>propaganda das Cruzadas, sobressaem-se:</p><p>a) as namoradas sofredoras, que fazem bailar para atrair o</p><p>namorado ausente.</p><p>b) os cavaleiros medievais, concebidos segundo os padrões</p><p>da Igreja Católica (por quem lutam).</p><p>c) as namorada castas, fiéis, dedicadas, dispostas a</p><p>qualquer sacrifício para ir ao encontro do amado.</p><p>d) os namorados castos, fiéis, dedicados que, entretanto,</p><p>são traídos pelas namoradas sedutoras.</p><p>e) os cavaleiros sarracenos, eslavos e infiéis, inimigos da</p><p>fé cristã.</p><p>17) (UFGD 2014) Sobre as principais características do</p><p>Trovadorismo, estão corretas:</p><p>I. Primeiro movimento literário da língua portuguesa, o</p><p>Trovadorismo surgiu em um período no qual a escrita era</p><p>pouco difundida, por esse motivo, os poetas transmitiam</p><p>suas poesias oralmente, na maioria das vezes cantando-as.</p><p>II. Foi marcado pela transição do mundo medieval para o</p><p>mundo moderno, conduzindo as artes ao Renascimento</p><p>cultural. Na literatura, deu-se a consolidação da prosa</p><p>historiográfica, do teatro e da poesia palaciana.</p><p>III. Os primeiros textos da literatura portuguesa receberam</p><p>o nome de cantigas, tradicionalmente divididas em cantigas</p><p>de amor, de amigo, escárnio e maldizer, representadas por</p><p>nomes como Dom Duarte, Dom Dinis, Paio Soares de</p><p>Taveirós, João Garcia de Guilhade, Aires Nunes, entre</p><p>outros.</p><p>IV. Inspirado na cultura clássica greco-latina, o</p><p>Trovadorismo foi marcado pela introdução de novos</p><p>gêneros literários, entre eles os romances de cavalaria e a</p><p>literatura de viagens.</p><p>V. Os poetas do Trovadorismo pertenciam normalmente à</p><p>nobreza e, além da letra, criavam também a música das</p><p>composições que executavam, muitas vezes, para o seleto</p><p>público das cortes.</p><p>a) III e IV.</p><p>b) I, II e V.</p><p>c) III, IV e V.</p><p>d) I, III e V.</p><p>18) (UEG 2015)</p><p>Senhora, que bem pareceis!</p><p>Se de mim vos recordásseis</p><p>que do mal que me fazeis</p><p>me fizésseis correção,</p><p>quem dera, senhora, então</p><p>que eu vos visse e agradasse.</p><p>Ó formosura sem falha</p><p>que nunca um homem viu tanto</p><p>para o meu mal e meu quebranto!</p><p>Senhora, que Deus vos valha!</p><p>Por quanto tenho penado</p><p>seja eu recompensado</p><p>vendo-vos só um instante.</p><p>De vossa grande beleza</p><p>da qual esperei um dia</p><p>grande bem e alegria,</p><p>só me vem mal e tristeza.</p><p>Sendo-me a mágoa sobeja,</p><p>deixai que ao menos vos veja</p><p>no ano, o espaço de um dia.</p><p>Rei D. Dinis</p><p>CORREIA, Natália. Cantares dos trovadores galego-</p><p>portugueses. Seleção, introdução, notas e adaptação de</p><p>Natália Correia. 2. ed. Lisboa: Estampa, 1978. p. 253.</p><p>Quem te viu, quem te vê</p><p>Você era a mais bonita das cabrochas dessa ala</p><p>Você era a favorita onde eu era mestre-sala</p><p>Hoje a gente nem se fala, mas a festa continua</p><p>Suas noites são de gala, nosso samba ainda é na rua</p><p>Hoje o samba saiu procurando você</p><p>Quem te viu, quem te vê</p><p>Quem não a conhece não pode mais ver pra crer</p><p>Quem jamais a esquece não pode reconhecer</p><p>[...]</p><p>Chico Buarque</p><p>A cantiga do Rei D. Dinis, adaptada por Natália Correia, e a</p><p>canção de Chico Buarque de Holanda expressam a seguinte</p><p>característica trovadoresca:</p><p>a) a vassalagem do trovador diante da mulher amada que</p><p>se encontra distante.</p><p>b) a idealização da mulher como símbolo de um amor</p><p>profundo e universal.</p><p>c) a personificação do samba como um ser que busca a</p><p>plenitude amorosa.</p><p>d) a possibilidade de realização afetiva do trovador em</p><p>razão de estar próximo da pessoa amada.</p><p>19) (IFSP 2013) Leia atentamente o texto abaixo.</p><p>Com'ousará parecer ante mi</p><p>o meu amigo, ai amiga, por Deus,</p><p>e com'ousará catar estes meus</p><p>olhos se o Deus trouxer per aqui,</p><p>pois tam muit'há que nom veo veer</p><p>mi e meus olhos e meu parecer?</p><p>(Com'ousará parecer ante mi de Dom Dinis. Fonte:</p><p>http://pt.wikisourceorg/wiki/Com%270usar%03%Ai.parece</p><p>r.ante. mi. Acesso em: 05.12.2012.)</p><p>per = por</p><p>tam = tão</p><p>nom = não</p><p>veer = ver</p><p>mi = mim,</p><p>me parecer = semblante</p><p>Sobre o fragmento anterior, pode-se afirmar que pertence a</p><p>uma cantiga de</p><p>a) amor, pois o eu lírico masculino declara a uma amiga o</p><p>sentimento de amor que tem por ela.</p><p>14</p><p>b) amigo, pois o eu lírico feminino expressa a uma amiga a</p><p>falta de seu amigo por quem sente amor.</p><p>c) amor, pois o eu lírico é feminino e acha que seu amor</p><p>não deve voltar para os seus braços.</p><p>d) amigo, pois o eu lírico masculino entende que só Deus</p><p>pode trazer de volta sua amiga a quem não vê há muito</p><p>tempo.</p><p>e) amor, pois o eu lírico feminino não consegue enxergar o</p><p>amor que sente por seu amigo.</p><p>20) (IFSP 2012)</p><p>Cantiga de Amor</p><p>Afonso Fernandes</p><p>Senhora minha, desde que vos vi,</p><p>lutei para ocultar esta paixão</p><p>que me tomou inteiro o coração;</p><p>mas não o posso mais e decidi</p><p>que saibam todos o meu grande amor,</p><p>a tristeza que tenho, a imensa dor</p><p>que sofro desde o dia em que vos vi.</p><p>Já que assim é, eu venho-vos rogar</p><p>que queirais pelo menos consentir</p><p>que passe a minha vida a vos servir</p><p>(...)(www.caestamosnos.org/efemerides/118. Adaptado</p><p>Uma caracteristica desse fragmento, também presente em</p><p>outras cantigas de amor do Trovadorismo, é</p><p>a) a certeza de concretização da relação amorosa.</p><p>b) a situação de sofrimento do eu lírico.</p><p>c) a coita de amor sentida pela senhora amada.</p><p>d) a situação de felicidade expressa pelo eu lírico.</p><p>e) o bem-sucedido intercâmbio amoroso entre pessoas de</p><p>camadas distintas da sociedade.</p><p>21) (FAAP 1996) SONETO DE SEPARAÇÃO</p><p>De repente do riso fez-se o pranto</p><p>Silencioso e branco como a bruma</p><p>E das bocas unidas fez-se a espuma</p><p>E das mãos espalmadas fez-se o espanto.</p><p>De repente da calma fez-se o vento</p><p>Que dos olhos desfez a última chama</p><p>E da paixão fez-se o pressentimento</p><p>E do momento imóvel fez-se o drama.</p><p>De repente, não mais que de repente</p><p>Fez-se de triste o que se fez amante</p><p>E de sozinho o que se fez contente</p><p>Fez-se do amigo próximo o distante</p><p>Fez-se da vida uma aventura errante</p><p>De repente, não mais que de repente.</p><p>(Vinícius de Morais)</p><p>Releia com atenção a última estrofe:</p><p>"Fez-se de amigo próximo o distante</p><p>Fez-se da vida uma aventura errante</p><p>De repente, não mais que de repente".</p><p>Tomemos a palavra AMIGO. Todos conhecem o sentido</p><p>com que esta forma linguística é usualmente empregada no</p><p>falar atual. Contudo, na Idade Média, como se observa nas</p><p>cantigas medievais, a palavra AMIGO significou:</p><p>a) Colega</p><p>b) Companheiro</p><p>c) Namorado</p><p>d) Simpático</p><p>e) Acolhedor</p><p>22) (CETREDE 2021)</p><p>Camelôs</p><p>Abençoado seja o camelô dos brinquedos de tostão:</p><p>O que vende balõezinhos de cor</p><p>O macaquinho que trepa no coqueiro</p><p>O cachorrinho que bate com o rabo</p><p>Os homenzinhos que jogam boxe</p><p>A perereca verde que de repente dá um pulo, que</p><p>engraçada!</p><p>E as canetas-tinteiro que jamais escreverão coisa alguma!</p><p>Alegria das calçadas. Uns falam pelos cotovelos:</p><p>– “O cavalheiro chega em casa e diz: Meu Filho, vai buscar</p><p>um</p><p>pedaço de banana para eu acender o charuto.</p><p>Naturalmente o menino pensará: Papai está malu...”</p><p>Outros, coitados, têm a língua atada.</p><p>Todos porém sabem mexer nos cordéis com tino ingênuo de</p><p>demiurgos de inutilidade.</p><p>E ensinam no tumulto das ruas os mitos heroicos da</p><p>meninice ...</p><p>E dão aos homens que passam preocupados ou tristes uma</p><p>lição de infância.</p><p>Manuel Bandeira</p><p>Sobre o Trovadorismo é INCORRETO afirmar que</p><p>a) os poemas devem ser recitados sem acompanhamento</p><p>musical.</p><p>b) as cantigas são sua principal manifestação.</p><p>c) foi a primeira manifestação literária da Língua</p><p>Portuguesa.</p><p>d) uma das obras que o marcaram foi a Cantiga da</p><p>Ribeirinha.</p><p>e) normalmente os trovadores eram artistas de origem</p><p>nobre.</p><p>Texto para as questões 23 – 25</p><p>Quero eu na maneira de um provençal</p><p>fazer agora um cantar de amor</p><p>e quererei muito aí louvar minha senhora,</p><p>a quem boas qualidades e formosura não faltam,</p><p>nem bondade, e ainda vos direi isto:</p><p>tanto a fez Deus perfeita de bem</p><p>que mais que todas as do mundo vale.</p><p>(Dom Diniz. In: Poesia e prosa medievais. Lisboa:</p><p>Ulisseia,</p><p>s/d)</p><p>23) (VUNESP 2012) A alternativa em que todas as</p><p>características referem-se ao poema é</p><p>a) cantiga de amor, louvação da mulher amada, métrica</p><p>irregular.</p><p>b) cantiga de amigo, proximidade entre os amantes, rimas</p><p>alternadas.</p><p>c) cantiga trovadoresca, vassalagem amorosa, versos</p><p>decassílabos.</p><p>d) cantiga de escárnio, coita de amor, redondilha menor.</p><p>e) cantiga de amor cortês, vassalagem amorosa, redondilha</p><p>maior.</p><p>15</p><p>24) (VUNESP 2012) O verso que vincula o eu lírico à origem</p><p>do trovadorismo é</p><p>a) tanto a fez Deus perfeita de bem</p><p>b) e quererei muito aí louvar minha senhora,</p><p>c) fazer agora um cantar de amor</p><p>d) a quem boas qualidades e formosura não faltam,</p><p>e) Quero eu na maneira de um provençal</p><p>25) (VUNESP 2012) Sobre o amor cortês no Trovadorismo,</p><p>afirma-se que era</p><p>I. um código amoroso composto de regras;</p><p>II. idealizado, e a dama constituía um ser inalcançável;</p><p>III. manifestado por um vassalo que submetia a dama a seus</p><p>caprichos.</p><p>Está correto o que se afirma em</p><p>a) I, apenas.</p><p>b) I e II, apenas.</p><p>c) II, apenas.</p><p>d) III, apenas.</p><p>e) I, II e III.</p><p>Gabarito</p><p>1) C</p><p>2) B</p><p>3) D</p><p>4) D</p><p>5) A</p><p>6) D</p><p>7) A</p><p>8) B</p><p>9) D</p><p>10) C</p><p>11) E</p><p>12) A</p><p>13) A</p><p>14) B</p><p>15) D</p><p>16) B</p><p>17) D</p><p>18) A</p><p>19) B</p><p>20) B</p><p>21) C</p><p>22) A</p><p>23) A</p><p>24) E</p><p>25) B</p><p>16</p><p>Humanismo</p><p>1) (PUC-SP) Considerando a peça Auto da Barca do Inferno</p><p>como um todo, indique a alternativa que melhor se adapta à</p><p>proposta do teatro vicentino.</p><p>a) Preso aos valores cristãos, Gil Vicente tem como</p><p>objetivo alcançar a consciência do homem, lembrando-</p><p>lhe que tem uma alma para salvar.</p><p>b) As figuras do Anjo e do Diabo, apesar de alegóricas,</p><p>não estabelecem a divisão maniqueísta do mundo entre</p><p>o Bem e o Mal.</p><p>c) As personagens comparecem nesta peça de Gil Vicente</p><p>com o perfil que apresentavam na terra, porém apenas o</p><p>Onzeneiro e o Parvo portam os instrumentos de sua</p><p>culpa.</p><p>d) Gil Vicente traça um quadro crítico da sociedade</p><p>portuguesa da época, porém poupa, por questões</p><p>ideológicas e políticas, a Igreja e a Nobreza.</p><p>e) Entre as características próprias da dramaturgia de Gil</p><p>Vicente, destaca-se o fato de ele seguir rigorosamente as</p><p>normas do teatro clássico.</p><p>2) (Fuvest-SP) Caracteriza o teatro de Gil Vicente:</p><p>a) A revolta contra o cristianismo.</p><p>b) A obra escrita em prosa.</p><p>c) A elaboração requintada dos quadros e cenários</p><p>apresentados.</p><p>d) A preocupação com o homem e com a religião.</p><p>e) A busca de conceitos universais.</p><p>3) (URCA) São características do Humanismo, EXCETO:</p><p>a) Momento em que o antropocentrismo ocupa o lugar do</p><p>teocentrismo.</p><p>b) É o período entre a Idade Média e o Renascimento.</p><p>c) Tem em Fernão Lopes o grande cronista.</p><p>d) Predomina o teocentrismo.</p><p>e) Cancioneiro Geral é uma coletânea desta época.</p><p>4) (FAMEMA) Leia o texto para responder a questão</p><p>Vem um Sapateiro com seu avental e carregado de formas,</p><p>chega ao batel infernal, e diz:</p><p>Hou da barca!</p><p>Diabo – Quem vem aí?</p><p>Santo sapateiro honrado, como vens tão carregado?</p><p>Sapateiro – Mandaram-me vir assi...</p><p>Mas para onde é a viagem?</p><p>Diabo – Para a terra dos danados.</p><p>Sapateiro – E os que morrem confessados onde têm sua</p><p>passagem?</p><p>Diabo – Não cures de mais linguagem! que esta é tua barca,</p><p>esta!</p><p>Sapateiro – Renegaria eu da festa e da barca e da barcagem!</p><p>Como poderá isso ser, confessado e comungado?</p><p>Diabo – Tu morreste excomungado, não no quiseste dizer.</p><p>Esperavas de viver; calaste dez mil enganos, tu roubaste</p><p>bem trinta anos o povo com teu mister.</p><p>Embarca, pobre de ti, que há já muito que te espero!</p><p>Sapateiro – Pois digo-te que não quero! Diabo – Que te</p><p>pese, hás de ir, si, si!</p><p>(Gil Vicente. Auto da Barca do Inferno. Adaptado.)</p><p>batel: pequena embarcação.</p><p>O texto transcrito de Gil Vicente assume caráter</p><p>a) Moralizante, uma vez que traz explícita crítica aos</p><p>costumes do personagem.</p><p>b) Educativo, pois o personagem reconhece seu erro e, ao</p><p>final, é perdoado.</p><p>c) Humorístico, com intenção de entreter mais do que</p><p>condenar comportamentos.</p><p>d) Doutrinário, considerando a devoção do personagem à</p><p>religião quando em vida.</p><p>e) Edificante, já que o comportamento do personagem se</p><p>torna exemplo a seguir.</p><p>Texto para as questões 5 e 6</p><p>Para responder as questões a seguir, leia o excerto de Auto da</p><p>Barca do Inferno do escritor português Gil Vicente (1465?-</p><p>1536?). A peça prefigura o destino das almas que chegam a um</p><p>braço de mar onde se encontram duas barcas (embarcações):</p><p>uma destinada ao Paraíso, comandada pelo anjo, e outra</p><p>destinada ao Inferno, comandada pelo diabo.</p><p>Vem um Frade com uma Moça pela mão […]; e ele mesmo</p><p>fazendo a 1baixa começou a dançar, dizendo</p><p>Frade: Tai-rai-rai-ra-rã ta-ri-ri-rã;</p><p>Tai-rai-rai-ra-rã ta-ri-ri-rã;</p><p>Tã-tã-ta-ri-rim-rim-rã, huha!</p><p>Diabo: Que é isso, padre? Quem vai lá?</p><p>Frade: 2Deo gratias! Sou cortesão.</p><p>Diabo: Danças também o 3tordião?</p><p>Frade: Por que não? Vê como sei.</p><p>Diabo: Pois entrai, eu 4tangerei</p><p>e faremos um serão.</p><p>E essa dama, porventura?</p><p>Frade: Por minha a tenho eu,</p><p>e sempre a tive de meu.</p><p>Diabo: Fizeste bem, que é lindura!</p><p>Não vos punham lá censura</p><p>no vosso convento santo?</p><p>Frade: E eles fazem outro tanto!</p><p>Diabo: Que preciosa 5clausura!</p><p>Entrai, padre reverendo!</p><p>Frade: Para onde levais gente?</p><p>Diabo: Para aquele fogo ardente</p><p>que não temestes vivendo.</p><p>Frade: Juro a Deus que não te entendo!</p><p>E este 6hábito não me 7val?</p><p>Diabo: Gentil padre 8mundanal,</p><p>a Belzebu vos encomendo!</p><p>Frade: Corpo de Deus consagrado!</p><p>Pela fé de Jesus Cristo,</p><p>que eu não posso entender isto!</p><p>Eu hei de ser condenado?</p><p>Um padre tão namorado</p><p>e tanto dado à virtude?</p><p>Assim Deus me dê saúde,</p><p>que eu estou maravilhado!</p><p>Diabo: Não façamos mais 9detença</p><p>embarcai e partiremos;</p><p>tomareis um par de remos.</p><p>Frade: Não ficou isso na 10avença.</p><p>Diabo: Pois dada está já a sentença!</p><p>Frade: Por Deus! Essa seria ela?</p><p>Não vai em tal caravela</p><p>minha senhora Florença?</p><p>Como? Por ser namorado</p><p>e folgar c’uma mulher?</p><p>Se há um frade de perder,</p><p>com tanto salmo rezado?!</p><p>Diabo: Ora estás bem arranjado!</p><p>Frade: Mas estás tu bem servido.</p><p>Diabo: Devoto padre e marido,</p><p>haveis de ser cá 11pingado…</p><p>(Auto da Barca do Inferno, 2007.)</p><p>17</p><p>1baixa: dança popular no século XVI.</p><p>2Deo gratias: graças a Deus.</p><p>3tordião: outra dança popular no século XVI.</p><p>4tanger: fazer soar um instrumento.</p><p>5clausura: convento.</p><p>6hábito: traje religioso.</p><p>7val: vale.</p><p>8mundanal: mundano.</p><p>9detença: demora.</p><p>10avença: acordo.</p><p>11ser pingado: ser pingado com gotas de gordura fervendo</p><p>(segundo o imaginário popular, processo de tortura que ocorreria</p><p>no inferno).</p><p>5) (Unesp 2017) No excerto, o escritor satiriza, sobretudo,</p><p>a) a compra do perdão para os pecados cometidos.</p><p>b) preocupação do clero com a riqueza material.</p><p>c) o desmantelamento da hierarquia eclesiástica.</p><p>d) a concessão do perdão a almas pecadoras.</p><p>e) o relaxamento dos costumes do clero.</p><p>6) (IFSP 2016) Leia o texto, um trecho do Auto da Barca do</p><p>Inferno, de Gil Vicente, para assinalar a alternativa</p><p>correta no que se refere à obra desse autor e ao Humanismo</p><p>em Portugal.</p><p>a) O destino do frade é exemplar no que se refere à</p><p>principal característica da obra de Gil Vicente: a crítica</p><p>severa, de sabor renascentista, à Igreja Católica, de cuja</p><p>moral se distancia a obra do dramaturgo.</p><p>b) A proposta do teatro vicentino</p><p>alegórico –</p><p>especialmente a Trilogia das Barcas – era a montagem</p><p>de peças complexas, de linguagem rebuscada, distante</p><p>do falar popular, para criticar, nos termos da moral</p><p>medieval, os homens do povo.</p><p>c) A imagem cômica, mas condenável, de um frade que</p><p>canta, dança e namora, trazendo consigo uma dama, é</p><p>exemplo cabal do pressuposto das peças de Gil Vicente</p><p>de que, rindo, é possível corrigir os costumes.</p><p>d) O frade terá como destino o inferno porque é homem</p><p>“mundanal”, ligado aos gozos do mundo material, em</p><p>cujo pano de fundo percebe-se o sistema de valores do</p><p>homem medieval, para o qual não há salvação após a</p><p>morte.</p><p>e) O sistema de valores que pode ser entrevisto nas peças</p><p>de Gil Vicente, e especialmente no Auto da Barca do</p><p>Inferno, revela uma mentalidade avessa aos valores da</p><p>Idade Média.</p><p>7) (IFSP 2016) Considere o trecho para responder à questão.</p><p>No final do século XV, a Europa passava por grandes</p><p>mudanças provocadas por invenções como a bússola, pela</p><p>expansão marítima que incrementou a indústria naval e o</p><p>desenvolvimento do comércio com a substituição da</p><p>economia de subsistência, levando a agricultura a se tornar</p><p>mais intensiva e regular. Deu-se o crescimento urbano,</p><p>especialmente das cidades portuárias, o florescimento de</p><p>pequenas indústrias e todas as demais mudanças</p><p>econômicas do mercantilismo, inclusive o surgimento da</p><p>burguesia.</p><p>Tomando-se por base o contexto histórico da época e os</p><p>conhecimentos a respeito do Humanismo, marque (V) para</p><p>verdadeiro ou (F) para falso e assinale a alternativa correta.</p><p>( ) O Humanismo é o nome que se dá à produção escrita</p><p>e literária do final da Idade Média e início da moderna, ou</p><p>seja, parte do século XV e início do XVI.</p><p>( ) Fernão Lopes é um importante prosador do</p><p>Humanismo português. Destacam-se entre suas obras:</p><p>Crônica Del-Rei D. Pedro I, Crônica Del-Rei Fernando e</p><p>Crônica de El-Rei D. João.</p><p>( ) Gil Vicente é um importante autor do teatro</p><p>português e suas principais obras são: Auto da Barca do</p><p>Inferno e Farsa de Inês Pereira.</p><p>( ) Gil Vicente é um autor não reconhecido em Portugal,</p><p>em virtude de sua prosa e documentação histórica não</p><p>participarem da cultura portuguesa.</p><p>a) V, V, V, F.</p><p>b) V, F, V, V.</p><p>c) F, V, V, F.</p><p>d) V, V, F, F.</p><p>e) V, F, F, V.</p><p>8) (Pucsp 2008) Gil Vicente, criador do teatro português,</p><p>realizou uma obra eminentemente popular. Seu Auto da</p><p>Barca do Inferno, encenado em 1517, apresenta, entre</p><p>outras características, a de pertencer ao teatro</p><p>religioso alegórico. Tal classificação justifica-se por</p><p>a) ser um teatro de louvor e litúrgico em que o sagrado é</p><p>plenamente respeitado.</p><p>b) não se identificar com a postura anticlerical, já que</p><p>considera a igreja uma instituição modelar e virtuosa.</p><p>c) apresentar estrutura baseada no maniqueísmo cristão,</p><p>que divide o mundo entre o Bem e o Mal, e na</p><p>correlação entre a recompensa e o castigo.</p><p>d) apresentar temas profanos e sagrados e revelar-se</p><p>radicalmente contra o catolicismo e a instituição</p><p>religiosa.</p><p>e) aceitar a hipocrisia do clero e, criticamente, justificá-la</p><p>em nome da fé cristã.</p><p>9) (PUC-SP 2008) Gil Vicente, criador do teatro português,</p><p>realizou uma obra eminentemente popular. Seu Auto da</p><p>Barca do Inferno, encenado em 1517, apresenta, entre</p><p>outras características, a de pertencer ao teatro religioso</p><p>alegórico. Tal classificação justifica-se por</p><p>a) ser um teatro de louvor e Iitúrgico em que o sagrado é</p><p>plenamente respeitado.</p><p>b) não se identificar com a postura anticlericaI, já que</p><p>considera a igreja uma instituição modelar e virtuosa.</p><p>c) apresentar estrutura baseada no maniqueísmo cristão,</p><p>que divide o mundo entre o Bem e o Mal, e na</p><p>correlação entre a recompensa e o castigo.</p><p>d) apresentar temas profanos e sagrados e revelar-se</p><p>radicalmente contra o catolicismo e a instituição</p><p>religiosa.</p><p>e) aceitar a hipocrisia do clero e, criticamente, justificá-Ia</p><p>em nome da fé cristã.</p><p>18</p><p>10) (PUC-SP 2006) A farsa revela surpreendente domínio da</p><p>arte teatral. Segundo seus estudiosos, Gil Vicente utiliza-se</p><p>de processos dramáticos que se tornarão típicos em suas</p><p>criações cômicas. São características de seu teatro,</p><p>a) o rigoroso respeito à categoria tempo, delineado na justa</p><p>sucessão do transcorrer cronológico das ações.</p><p>b) a não preparação de cenas e entrada de personagens, o</p><p>que provoca a precipitação de certos quadros e</p><p>situações.</p><p>c) o realismo na caracterização social, psicológica e</p><p>linguística de seus personagens.</p><p>d) o perfeito domínio do diálogo e grande poder de</p><p>exploração do cômico.</p><p>e) o pouco aparato cênico, limitado ao necessário para</p><p>sugerir o ambiente em que decorre a peça.</p><p>11) (PUC-SP 2007) Considerando a peca "Auto da Barca do</p><p>Inferno" como um todo, indique a alternativa que melhor se</p><p>adapta à proposta do teatro Vicentino.</p><p>a) Preso aos valores cristãos, Gil Vicente tem como</p><p>objetivo alcançar a consciência do homem, lembrando-</p><p>lhe que tem uma alma para salvar.</p><p>b) As figuras do Anjo e do Diabo, apesar de alegóricas,</p><p>não estabelecem a divisão maniqueísta do mundo entre</p><p>o Bem e o Mal.</p><p>c) As personagens comparecem nesta peça de Gil Vicente</p><p>com o perfil que apresentavam na terra, porém apenas o</p><p>Onzeneiro e o Parvo portam os instrumentos de sua</p><p>culpa.</p><p>d) Gil Vicente traça um quadro crítico da sociedade</p><p>portuguesa da época, porém poupa, por questões</p><p>ideológicas e políticas, a Igreja e a Nobreza.</p><p>e) Entre as características próprias da dramaturgia de Gil</p><p>Vicente, destaca-se o fato de ele seguir rigorosamente as</p><p>normas do teatro clássico.</p><p>12) (MACKENZIE 1996) Na passagem da Idade Média para o</p><p>Renascimento, dois escritores portugueses se destacaram,</p><p>por apresentar características que já previam uma nova</p><p>tendência filosófica e artística.</p><p>Trata-se de:</p><p>a) Fernão Lopes e Gil Vicente.</p><p>b) Camões e Bocage.</p><p>c) D. Dinis e Paio Soares de Taveirós.</p><p>d) Pe. Vieira e Gregório de Matos.</p><p>e) Garcia de Resende e Aires Teles.</p><p>13) (URCA 2015)</p><p>“Então se despediu da Rainha, e tomou o Conde pela mão,</p><p>e saíram ambos da câmara a uma grande casa que era</p><p>diante, e os do Mestre todos com ele, e Rui Pereira e</p><p>Lourenço Martins mais acerca. E chegando-se o Mestre</p><p>com o Conde acerca duma fresta, sentiram os seus que o</p><p>Mestre lhe começava a falar passo, e estiveram todos</p><p>quedos. E as palavras foram entre eles tão poucas, e tão</p><p>baixo ditas, que nenhum por então entendeu quejandas</p><p>eram. Porém afirmam que foram desta guisa:</p><p>- Conde, eu me maravilho muito de vós serdes homem a</p><p>que eu bem queira, e trabalhardes-vos de minha desonra e</p><p>morte!</p><p>- Eu, Senhor? Quem vos tal coisa disse, mentiu-vos mui</p><p>grande mentira.</p><p>O Mestre, que mais tinha vontade de o matar, que de</p><p>estar com ele em razões, tirou logo um cutelo comprido e</p><p>enviou-lhe um golpe à cabeça; porém não foi a ferida</p><p>tamanha que dela morrera, se mais não houvera. Os outros</p><p>todos, que estavam de arredor, quando viram isto, lançaram</p><p>logo as espadas fora, para lhe dar; e ele movendo para se</p><p>acolher à câmara da Rainha, com aquela ferida; e Rui</p><p>Pereira, que era mais acerca, meteu um estoque de armas</p><p>por ele. De que logo caiu em terra, morto.</p><p>Os outros quiseram-lhe dar mais feridas, e o Mestre disse</p><p>que estivessem quedos, e nenhum foi ousado em mais dar.”</p><p>O texto transcrito é de Fernão Lopes e pertence à Crônica</p><p>de D. João I. As crônicas de Fernão Lopes caracterizam-se</p><p>por tentarem reproduzir a verdade histórica como se esta</p><p>tivesse sido testemunha. Por outro lado, é com este cronista</p><p>que a língua portuguesa inicia o percurso de sua</p><p>modernidade. Nestes termos, assinale a opção que melhor</p><p>caracteriza a crônica acima transcrita:</p><p>a) Narração realista e dinâmica que quase nos faz</p><p>visualizar os acontecimentos;</p><p>b) Fidelidade absoluta aos acontecimentos históricos;</p><p>c) Utilização de uma linguagem elevada, de acordo com a</p><p>reprodução dos</p><p>fatos históricos;</p><p>d) Preocupação em mencionar os nomes de todos os</p><p>personagens presentes na cena da morte do Conde;</p><p>e) Exaltação do feito heroico do Mestre ao matar o inimigo</p><p>do Reino.</p><p>14) Sobre a poesia palaciana, assinale a alternativa falsa:</p><p>a) É mais espontânea que a poesia trovadoresca, pela</p><p>superação da influência provençal, pela ausência de</p><p>normas para a composição poética e pelo retorno à</p><p>medida velha.</p><p>b) A poesia, que no trovadorismo era canto, separa-se da</p><p>música, passando a ser fala. Destina-se à leitura</p><p>individual ou à recitação, sem o apoio de instrumentos</p><p>musicais.</p><p>c) A diversidade métrica da poesia trovadoresca foi</p><p>praticamente reduzida a duas medidas: os versos de 7</p><p>sílabas métricas (redondilhas menores).</p><p>d) A utilização sistemática dos versos redondilhas</p><p>denominou-se medida velha, por oposição à medida</p><p>nova, denominação que recebemos os versos</p><p>decassílabos, trazidos da Itália por Sá de Miranda, em</p><p>1527.</p><p>e) A poesia palaciana foi compilada em 1516, por Garcia</p><p>de Resende, no Cancioneiro Geral, antologia que reúne</p><p>880 composições, de 286 autores, dos quais 29</p><p>escreviam em castelhano. Abrange a produção poética</p><p>dos reinados de D. Afonso V (1438-1481), de D. João II</p><p>(1481-1495) e de D. Manuel I – O Venturoso (1495-</p><p>1521).</p><p>15) (UNEMAT 2009) O teatro de Gil Vicente faz parte de uma</p><p>importante manifestação do Humanismo português do</p><p>século XVI.</p><p>Com relação à característica básica da sátira vicentina, assinale</p><p>a alternativa incorreta.</p><p>a) Enfoque na nobreza representada pelo fidalgo decadente.</p><p>b) Retomada da análise do comportamento social do clero e</p><p>do povo.</p><p>c) Denúncia do comportamento dos frades que se entregavam</p><p>a amores proibidos.</p><p>d) Demonstração das atitudes do clero como uma solução</p><p>para a decadência moral dos costumes.</p><p>e) Mostra da desagregação dos costumes a partir da</p><p>simplicidade da forma de composição.</p><p>19</p><p>Gabarito</p><p>1) A</p><p>2) D</p><p>3) D</p><p>4) A</p><p>5) E</p><p>6) C</p><p>7) A</p><p>8) C</p><p>9) C</p><p>10) A</p><p>11) A</p><p>12) A</p><p>13) A</p><p>14) A</p><p>15) D</p><p>20</p><p>Classiscismo</p><p>1) (EsPCEx 2013) Epopeia é uma longa narrativa em versos</p><p>que ressalta os feitos de um herói, protagonista de fatos</p><p>históricos ou maravilhosos. A maior das epopeias da</p><p>Língua Portuguesa é “Os Lusíadas”, de Camões, em que o</p><p>grande herói celebrado é</p><p>a) Diogo Álvares Correia.</p><p>b) Fernão de Magalhães.</p><p>c) O Gigante Adamastor.</p><p>d) Vasco da Gama.</p><p>e) Cristóvão Colombo.</p><p>2) (EsPCEx 2016) Leia o soneto a seguir e marque a</p><p>alternativa correta quanto à proposição apresentada</p><p>Se amor não é qual é este sentimento?</p><p>Mas se é amor, por Deus, que cousa é a tal?</p><p>Se boa por que tem ação mortal?</p><p>Se má por que é tão doce o seu tormento?</p><p>Se eu ardo por querer por que o lamento</p><p>Se sem querer o lamentar que val?</p><p>Ó viva morte, ó deleitoso mal,</p><p>Tanto podes sem meu consentimento.</p><p>E se eu consinto sem razão pranteio.</p><p>A tão contrário vento em frágil barca,</p><p>Eu vou por alto-mar e sem governo.</p><p>É tão grave de error, de ciência é parca</p><p>Que eu mesmo não sei bem o que eu anseio</p><p>E tremo em pleno estio e ardo no inverno.</p><p>O artista do Classicismo, para revelar o que está no</p><p>universo, adota uma visão</p><p>a) subjetiva.</p><p>b) idealista.</p><p>c) racionalista.</p><p>d) platônica.</p><p>e) negativa.</p><p>3) (EsPCEx 2019) Em relação ao Classicismo, que se</p><p>desenvolveu durante o século XVI, marque a alternativa</p><p>correta.</p><p>a) Esse movimento literário possibilita a expressão da</p><p>condição individual, da riqueza interior do ser humano</p><p>que se defronta com sua inadequação à realidade.</p><p>b) A poesia dessa época adota convenções do bucolismo</p><p>como expressão de um sentimento de valorização do ser</p><p>humano.</p><p>c) Os poetas pertencentes a esse período literário</p><p>perseguiam uma expressão equilibrada, sóbria, capaz de</p><p>transmitir o domínio que a razão exercia sobre a emoção</p><p>individual, colocando o homem como centro de todas as</p><p>coisas.</p><p>d) Os autores dessa estética literária procuraram retratar a</p><p>vida como é e não como deveria ou poderia ser.</p><p>Perseguem a precisão nas descrições, principalmente</p><p>pela harmonização de detalhes que, somados, reforçam</p><p>a impressão de realidade.</p><p>e) A poesia desse período passa a ser considerada um</p><p>esforço de captação e fixação das sutis sensações</p><p>produzidas pela investigação do mundo interior de cada</p><p>um e de suas relações com o mundo exterior.</p><p>4) (EsPCEx 2022) Leia a estrofe a seguir e marque a</p><p>alternativa correta</p><p>Mas esta linda e pura semideia,</p><p>Que, como o acidente em seu sujeito,</p><p>Assim com a alma minha se conforma,</p><p>Está no pensamento como ideia;</p><p>E o vivo e puro amor de que sou feito,</p><p>Como a matéria simples busca a forma.</p><p>Quanto aos versos camonianos acima, é correto afirmar que</p><p>a) integrando o Classicismo, giram em torno da temática</p><p>amorosa (em que o eu lírico manifesta um amor puro,</p><p>de absoluta devoção à mulher amada, dona de uma</p><p>beleza perfeita (linda e pura) – gênero lírico.</p><p>b) o “carpe diem” constitui a temática desta estrofe,</p><p>trazendo as reflexões a respeito do impacto da passagem</p><p>do tempo sobre o ser humano e a natureza – gênero</p><p>lírico.</p><p>c) se trata de uma epopeia, exaltação aos feitos heroicos</p><p>dos portugueses. Os versos cantam as grandes</p><p>navegações, o expansionismo marítimo português,</p><p>envolto de seres mitológicos, ninfas, deuses e monstros</p><p>– gênero épico.</p><p>d) a temática aborda o sofrimento dos poetas</p><p>ultrarromânticos, por considerar a mulher amada</p><p>inatingível; idealiza-a, então, como uma deusa,</p><p>restando-lhe, apenas, o amor platônico – mal do século</p><p>– Romantismo.</p><p>e) encerram a vassalagem amorosa, em que o trovador não</p><p>devia revelar, em sua cantiga, o nome da dama a quem</p><p>dirige elogios. Fala, entretanto, de mesura (mérito,</p><p>valor) de sua dama e pede que ela reconheça sua</p><p>cortesia e lhe garanta o galardam (o prêmio) –</p><p>Trovadorismo.</p><p>5) (Fuvest) Na Lírica de Camões:</p><p>a) O verso usado para a composição dos sonetos é o</p><p>redondilho maior;</p><p>b) Encontram-se sonetos, odes, sátiras e autos;</p><p>c) Cantar a pátria é o centro das preocupações;</p><p>d) Encontra-se uma fonte de inspiração de muitos poetas</p><p>brasileiros do século XX;</p><p>e) A mulher é vista em seus aspectos físicos, despojada de</p><p>espiritualidade.</p><p>6) (URCA) São os principais representantes, na literatura</p><p>portuguesa, do Classicismo:</p><p>a) Gregório de Matos, Augusto dos Anjos, Padre José de</p><p>Anchieta e Almeida Garret.</p><p>b) Luiz de Camões, Gregório de Matos, Augusto dos</p><p>Anjos e Antero de Quental.</p><p>c) Luiz de Camões, Sá de Miranda, Antônio Ferreira e</p><p>Bernardim Ribeiro.</p><p>d) Almeida Garret, Florbela Espanca, Eça de Queiroz e</p><p>Antônio Ferreira.</p><p>e) Antero de Quental, Ricardo Reis, Padre Antônio Vieira.</p><p>7) (UFRGS 2000) Leia o soneto a seguir, de Luís de Camões.</p><p>Um mover de olhos, brando e piedoso,</p><p>sem ver de qué; um riso brando e honesto,</p><p>quase forçado, um doce e humilde gesto,</p><p>de qualquer alegria duvidoso;</p><p>um despejo quieto e vergonhoso;</p><p>um desejo gravíssimo e modesto;</p><p>uma pura bondade manifesto</p><p>indício da alma, limpo e graciosa;</p><p>um encolhido ousar, uma brandura;</p><p>um medo sem ter culpa, um ar sereno;</p><p>um longo e obediente sofrimento:</p><p>21</p><p>Esta foi a celeste formosura</p><p>da minha Circe, e o mágico veneno</p><p>que pôde transformar meu pensamento.</p><p>Em relação ao poema acima, considere as seguintes</p><p>afirmações.</p><p>I - O poeta elabora um modelo de mulher perfeita e</p><p>superior, idealizando a figura feminina.</p><p>II - O poeta não se deixa seduzir pela beleza feminina,</p><p>assumindo uma atitude de insensibilidade.</p><p>III - O poeta sugere o desejo erótico ao se referir à figura</p><p>mitológica de Circe.</p><p>Quais estão corretas?</p><p>a) Apenas I.</p><p>b) Apenas III.</p><p>c) Apenas I e II.</p><p>d) Apenas I e III.</p><p>e) I, II e III.</p><p>8) (PUC-SP 2001)</p><p>Tu só, tu, puro amor, com força crua</p><p>Que os corações humanos tanto obriga,</p><p>Deste causa à moiesta morte sua,</p><p>Como se fora pérfida inimiga.</p><p>Se dizem, fero Amor, que a sede tua</p><p>Nem com lágrimas tristes se mitiga,</p><p>E porque</p>