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<p>PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS</p><p>CCHSA-CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS APLICADAS</p><p>FACULDADE DE DIREITO</p><p>BÁRBARA COSTA CURTA - 22002046</p><p>CATARINA ELIAS DE ALMEIDA - 22003748</p><p>FELIPE DE ARAUJO - 22001977</p><p>RELATÓRIO 2 - BAGATELA</p><p>PROFESSOR ARNALDO LEMOS FILHO</p><p>CAMPINAS</p><p>2022</p><p>SUMÁRIO</p><p>1. INTRODUÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1</p><p>2. DESENVOLVIMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2</p><p>3. CONCLUSÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4</p><p>4. BIBLIOGRAFIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .5</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>O presente trabalho busca analisar os casos apresentados no documentário “Bagatela”,</p><p>expondo os erros judiciais e evidenciando uma crítica sobre a forma que o ordenamento</p><p>jurídico lida com esses ilícitos especificamente. Além disso, será feito uma análise sobre a</p><p>perspectiva sociológica, tendo como base o texto “Abordagem sociológica do sistema</p><p>jurídico”, correlacionando a perspectiva dos juristas com o conteúdo presente no texto.</p><p>Ademais, será feito um estudo conectando o conteúdo do documentário, do texto da autora</p><p>Ana Lúcia Sabadell e o texto complementar que tem por seu título "Despacho inusitado de</p><p>um juiz". Por fim, será feita uma conclusão, retomando os pontos principais, juntamente à</p><p>interpretação crítica, evidenciando o posicionamento dos autores diante desses atos, também</p><p>será relacionado com os fatos que permeiam a sociedade contemporânea.</p><p>2. DESENVOLVIMENTO</p><p>Em primeiro plano, é necessário ter em vista o que significa o termo bagatela para o</p><p>Direito Penal Brasileiro. Nesse sentido, o princípio da insignificância, ou também chamado</p><p>de bagatela, foi aceito no ordenamento jurídico pois segue a ideia que o direito penal não</p><p>deve punir um crime que gere uma ofensa irrelevante ao bem jurídico tutelado.</p><p>Entretanto, sabemos que não é bem o que ocorre. Após assistir ao documentário</p><p>“Bagatela”, acompanhamos os casos de Sueli, que ficou dois anos presa por furtar um queijo</p><p>e duas bolachas; Maria Aparecida, que tem problemas mentais, foi presa e torturada por furtar</p><p>um pote de shampoo e um de condicionador. Além delas, também tem a Vânia, que é</p><p>dependente química e está presa pela décima vez por um pequeno furto. Como elas não têm</p><p>dinheiro para pagar alguém para defendê-las, a advogada Sônia atendeu-as gratuitamente, e</p><p>Sueli e Maria Aparecida já saíram da penitenciária. O documentário expõe a fragilidade que</p><p>se encontra grande parte da população do país, mas também é esclarecedor, visto que mostra</p><p>a opinião de muitos especialistas no assunto.</p><p>O documentário aponta diferentes opiniões tanto de juristas quanto das pessoas</p><p>envolvidas. Duas das três mulheres entrevistadas demonstraram indignação ao serem presas</p><p>por tão pouco, enquanto a terceira, ainda presa, admite que deveria mesmo ter sido presa e</p><p>aceita as consequências de seus atos. Apenas um de todos os juristas pensa que foi certo</p><p>prendê-las, mesmo que tenham roubado coisas baratas.</p><p>Após ler o texto “Abordagem Sociológica do Sistema Jurídico”, podemos perceber</p><p>que a jurista mulher usou a abordagem evolucionista, demonstrando suas visões de mundo e</p><p>seus valores, julgando as mulheres inocentes por roubarem tão pouco, enquanto tem gente</p><p>que rouba milhões e ninguém faz nada. Ela aplica de fato o princípio da bagatela, dizendo</p><p>que o shampoo e o condicionador roubados, no valor de 12 reais cada (sendo 24 no total), não</p><p>fez mal nenhum à farmácia. Foi insignificante.</p><p>Já o jurista que era homem, o desembargador Airton Vieira, que na época do</p><p>documentário era Juiz, começa o julgamento dizendo que é escravo da lei, ou seja, utiliza da</p><p>abordagem positiva e se baseia inteiramente na lei, sem considerar fatores sociais e valores</p><p>próprios. Ele diz que a prisão foi correta pois violou um bem jurídico e complementa sua fala</p><p>dizendo que não contrataria um preso para trabalhar na empresa dele.</p><p>O mesmo desembargador absolveu um homem que estuprou uma menina de 13 anos.</p><p>No acórdão, diz que “é provável que o réu tenha se enganado quanto à idade real da vítima”</p><p>já que com 13 anos ela bebia, usava drogas e mantinha relações sexuais com “diversos</p><p>homens”. Além disso, ele ainda diz que levando esses fatores em consideração, não era</p><p>possível que ela fosse uma “jejuna” na prática sexual e que não era possível dizer que a</p><p>vítima tinha menos de 14 anos. Ele mostrou seus valores e sua visão de mundo, que por sinal</p><p>são completamente deturpados, visto que ele supõe esse tanto de coisa sobre uma menina que</p><p>na época tinha menos de 14 anos.</p><p>Contrariando todas as suas falas acima, no documentário, diz que é preciso punir</p><p>quem rouba pouco pois se um dia ela rouba um queijo, no outro pode roubar um quilo de</p><p>carne. O Desembargador disse o seguinte: “Por outro lado, se você não punir quem faz desse</p><p>tipo de ação o seu dia a dia, ou ainda que seja uma vez isolada, você há de convir comigo o</p><p>seguinte: todos nós estaremos legitimados a entrar em qualquer supermercado e subtrair algo</p><p>na faixa de 5, 10, 20 reais. (…) Vejam o prejuízo que isso causa”. Não sei de que prejuízo ele</p><p>fala, já que mercados e farmácias faturam milhares de reais por dia, e 24 reais, valor de um</p><p>shampoo e um condicionador, não fariam, na realidade, falta alguma.</p><p>Após ler o texto “Despacho Inusitado de um Juiz em uma sentença judicial</p><p>envolvendo 2 pobres”, podemos notar que haveriam várias razões para que as mulheres do</p><p>documentário não fossem presas. O texto, que na verdade é uma sentença judicial, inocenta 2</p><p>pobres por terem roubado 2 melancias.</p><p>O juiz escolheu não dar motivos pessoais, mas exprimiu várias razões do porque</p><p>roubar 2 melancias, ou nesses casos, roubar tão pouco, não deveria prender ninguém. Como</p><p>primeira razão, duas melancias não empobrecem nem enriquecem ninguém; a segunda, 95%</p><p>dos brasileiros vivem com o mínimo necessário, apesar da promessa do presidente. Como</p><p>última, bilhões de dólares são jogados em forma de bombas na cabeça de iraquianos,</p><p>enquanto bilhões de pessoas passam fome no mundo. Ele também cita ser óbvio que não é</p><p>necessário prender alguém por tentar sobreviver roubando apenas duas melancias, que não</p><p>deveriam valer nem trinta reais no total.</p><p>Alguns juízes precisam de mais empatia, como é o caso de Airton Vieira. Um juiz que</p><p>inocenta um homem por estuprar uma menina de 13 anos, mas acha certo prenderem</p><p>mulheres que roubaram o equivalente a 24 reais, não deveria estar na posição de juiz. É</p><p>completamente contraditório e não leva em consideração nenhum dos princípios do direito</p><p>penal na hora de julgar. Não tirando o mérito dos juízes boca da lei, claro, mas eles não</p><p>deixariam um estuprador preso por 40 dias e uma mulher que furtou menos de 50 presa por 2</p><p>anos, isso com certeza.</p><p>3. CONCLUSÃO</p><p>Portanto, é possível notar que muitas pessoas são presas por atos irrelevantes à toda</p><p>sociedade, enquanto pessoas que cometem crimes horríveis acabam não sofrendo nenhuma</p><p>consequência, muitas vezes. É o que podemos observar no documentário da “bagatela” em</p><p>que pessoas são presas porque não têm condições e furtam um leite para dar à seus filhos,</p><p>“furtam por necessidade”, não que não seja algo errado e que deveria ser aceito pela</p><p>sociedade, mas essas pessoas não deveriam ser punidas severamente. Até porque existe o</p><p>princípio da Bagatela, do direito penal, em que diz que o direito penal não deve punir crimes</p><p>irrelevantes ao bem jurídico tutelado.</p><p>Nos textos lidos apresentados no desenvolvimento, é apresentada a visão de alguns</p><p>juristas sobre a bagatela, muitos juízes estão de acordo que não devem ser punidas as pessoas</p><p>que furtam sem gerar grande impacto na sociedade, por exemplo, por falta de necessidade</p><p>básica. Enquanto, há juízes, chamados “boca da lei”, que tudo que está previsto nas leis têm</p><p>que ser aplicado na vida real,</p><p>portanto todas essas pessoas devem ser presas. Um juiz que</p><p>defende que defende que todas as leis devem ser cumpridas, acredita que essas pessoas que</p><p>furtam por necessidade devem ser presas, mas uma pessoa que estuprou uma menina de 13</p><p>anos, não deve estar presa.</p><p>Com isso, é notável a grande divisão de opiniões. E deveríamos levar o princípio da</p><p>bagatela em consideração nas audiências, porque mais da metade da população brasileira</p><p>passa por necessidade, não tendo o mínimo para sobreviver. Devido a falta de recursos, o país</p><p>não dá nem metade do dinheiro que promete para essa população.</p><p>4. BIBLIOGRAFIA</p><p>PAULA, Rafael Gonçalves. Despacho inusitado de um juiz. Despacho pouco comum,</p><p>[S. l.], p. 3, 9 mar.2011.</p><p>Encontrado: https://www.sociologialemos.pro.br/textos-sobre-sociologia-do-direito/</p><p>SABADELLI, Ana Lucia. Abordagem Sociológica do Sistema jurídico. Manual de</p><p>Sociologia Jurídica, [S. l.], p. 1-6, 1 jan. 2003.</p><p>Encontrado: https://www.sociologialemos.pro.br/textos-sobre-sociologia-do-direito/</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=dKoZAqP20Hg DOCUMENTÁRIO DA BAGATELA</p><p>https://www.sociologialemos.pro.br/textos-sobre-sociologia-do-direito/</p><p>https://www.sociologialemos.pro.br/textos-sobre-sociologia-do-direito/</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=dKoZAqP20Hg</p>