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<p>Christine Ott - TXIII</p><p>OBJETIVOS TUTORIA (UC8) ʹ CHRISTINE OTT LIMA</p><p>Problema 1</p><p>1. Entender as escalas de avaliação no nível neurológico (RASS e Glasgow de 2018).</p><p>Escala de Glasgow</p><p>Avalia situações de trauma, permitindo: identificar problemas neurológicos, avaliar nível de</p><p>consciência, prever prognóstico.</p><p>Variáveis: Abertura Ocular, Resposta Verbal e Resposta Motora.</p><p>Escala de RASS</p><p>A ESCALA DE AGITAÇÃO E SEDAÇÃO DE RICHMOND é utilizada para avaliar o grau de sedação</p><p>e agitação de um paciente que necessite de cuidados críticos ou esteja sob agitação</p><p>psicomotora.</p><p>Significado das Pontuações:</p><p>3 - 8: coma ou lesão cerebral grave.</p><p>9 - ϭϮ͗�͞ůĞƐĆŽ�ŵŽĚĞƌĂĚĂ͘͟</p><p>13 - ϭϱ͗�͞ůĞƐĆŽ�ůĞǀĞ͘͟�</p><p>Pontuação:</p><p>0 ʹ Doente Alerta, sem aparente</p><p>agitação ou sedação.</p><p>0 ʹ Doente apresenta algum grau</p><p>de agitação.</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>2. Compreender as regiões de encéfalo com suas subdivisões e anatofisiologias destacando</p><p>seu funcionamento de interconexões (FRA e SARA).</p><p>Ciclo Circadiano</p><p>Esse ciclo é gerado pelos núcleos supraquiasmáticos (função sensitiva) que fazem uma</p><p>comunicação, quase que direta, com a área pré-óptica. Esses núcleos fazem uma manutenção</p><p>fisiológica para garantir o funcionamento do nosso ciclo circadiano.</p><p>A vigília é nosso estado de alerta (consciência) e as suas principais características são: ativação</p><p>cortical, dessincronização e ativação sensorial motora. A manutenção da vigília depende de</p><p>estruturas neurais que vão constituir redes, tanto ascendentes (aferentes) que vão atingir o</p><p>córtex cerebral, como descendentes (eferentes) que podem se comunicar medula,</p><p>estimulando a ativação sensorial e motora. Essa manutenção da fisiologia do sono e vigília</p><p>envolve vários elementos que estão no tronco encefálico (tálamo, hipotálamo, prosencéfalo</p><p>basal), moduladores, neurotransmissores, mediadores químicos.</p><p>Um dos sistemas de ativação da vigília se encontra no tronco encefálico. Nessa região, nós</p><p>temos o SARA (Sistema Ativador Reticular Ascendente).</p><p>FORMAÇÃO RETICULAR</p><p>É uma agregação difusa de neurônios de tamanhos e tipos diferentes, separados por uma rede</p><p>de fibras nervosas que ocupa a parte central do tronco encefálico. Possui grupos mais ou</p><p>menos definidos de neurônios com diferentes tipos de neurotransmissores, como as</p><p>monoaminas: noradrenalina, serotonina, dopamina. A sua principal função é ativar o córtex</p><p>cerebral.</p><p>FUNÇÕES DA FR</p><p>Controle eferente da sensibilidade e da dor; Controle da motricidade somática e postura</p><p>(manutenção da postura, motricidade voluntaria da musculatura axial e apendiculares</p><p>proximais); Controle do SNA; Controle neuroendócrino (provoca a liberação de ACTH, de</p><p>hormônio antidiurético e de hormônios adeno-hipofisáriorelacionados a mecanismos</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>noradrenérgicos e serotoninérgicos); Integração de reflexos (centro respiratório e vasomotor);</p><p>Controle da atividade elétrica cortical (ciclo vigília e sono SARA).</p><p>SISTEMA ATIVADOR DA VIGÍLIA - SAV</p><p>�� ŵĂŝŽƌŝĂ� ĚŽƐ� ŶĞƵƌƀŶŝŽƐ� ƋƵĞ� ǀĆŽ� ĐŽŶƐƚŝƚƵŝƌ� Ž� ^�Z�� ǀĆŽ� ƵƚŝůŝnjĂƌ� ��͛Ɛ� ĞdžĐŝƚĂƚſƌŝŽƐ�</p><p>(neurotransmissores), como: glutamato (principalmente), aspartato. A maioria das células do</p><p>SARA vão sintetizar e liberar glutamato em grande quantidade durante a vigília. Um número</p><p>menor de células desse sistema (projeções gabaérgicas) vão sintetizar e liberar o GABA (ácido</p><p>gama-aminoburitico), que vão promover e deprimir a ativação cortical e a atividade sensorial</p><p>motora, promovendo o sono. No SARA também temos neurônios colinérgicos mesopontinos,</p><p>sendo a acetilcolina um dos principais indutores da ativação cortical. No tálamo e hipotálamo</p><p>ƚĂŵďĠŵ�ŚĄ�^�s͛Ɛ�;^ŝƐƚĞŵĂ��ƚŝǀĂĚŽƌ�ĚĂ�sŝŐşůŝĂͿ�ƋƵĞ�ǀĆŽ�ƵƚŝůŝnjĂƌ͕�ƉƌŝŶĐŝƉĂůŵĞŶƚĞ͕�Ă�ŚŝƐƚĂŵŝŶĂ͘��Ɛ�</p><p>hipocretinas ou orexinas vão ser neuropeptídeos que vão estar vinculadas à processos mais</p><p>complexos, como: comportamento alimentar, estão de vigilância, ativação motora, funções</p><p>neuroendócrinas.</p><p>o SARA se divide em um ramo dorsal (termina no tálamo-núcleos intralaminares projeta</p><p>impulsos ativadores para todo o córtex) e outro ventral (dirige-se ao hipotálamo lateral e</p><p>recebe fibras histaminérgicas do núcleo tuberolaminar do hipotamo posterior, e sem passar no</p><p>tálamo, este ramo dirige se diretamente ao córtex, sobre o qual tem ação ativadora).</p><p>FUNÇÕES DO SARA</p><p>Manutenção da consciência; Controle do estado de vigília-sono; Manutenção da atenção</p><p>(concentração) e vigilância; Evita sobrecargas sensitivas (filtra informações insignificantes);</p><p>Tem função sensitiva (SARA); Tem função motora (parte descendente); Pode ser ativada por</p><p>estímulos visuais, auditivos, de pressão, tato e dor.</p><p>� O SARA está ativo durante o despertar (acordar do sono).</p><p>� A inativação do SARA causa: Sono (estado parcial de consciência no qual o indivíduo</p><p>pode ser despertado).</p><p>� Lesões no SARA podem causar coma (estado de inconsciência que o indivíduo não</p><p>pode ser despertado).</p><p>SONO REM E NREM</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>DURANTE O SONO</p><p>Aumenta produção de: Melatonina, Prolactina e Células T.</p><p>Reduz produção de: Células NK, Cortisol e Temperatura (principalmente na Fase 4 do Sono</p><p>NREM e no Sono REM.</p><p>SISTEMA DE FEEDBACK</p><p>3. Desenvolvimento embrionário do SNC e SNP.</p><p>Desenvolvimento do SNC</p><p>O sistema nervoso é constituído de três partes principais:</p><p>� Sistema nervoso central (SNC), que inclui o encéfalo e a medula espinhal.</p><p>� Sistema nervoso periférico (SNP), que inclui neurônios fora do SNC e nervos cranianos</p><p>e espinhais, que unem o encéfalo e a medula espinhal às estruturas periféricas</p><p>(glânglios e nervos).</p><p>� Sistema nervoso autônomo (SNA), que possui partes tanto no SNC como no SNP, e</p><p>consiste em neurônios que inervam músculo liso, músculo cardíaco ou epitélios</p><p>glandulares ou uma combinação desses tecidos.</p><p>O SN se origina se origina do ectoderma, que se espessa acima da notocorda formando a</p><p>placa neural por volta do 20 dia de gestação (3 semanas). A placa neural cresce</p><p>progressivamente, torna-se mais espessa e adquire um sulco longitudinal chamado: Sulco</p><p>neural, que se aprofunda para formar a goteira neural que se funde e forma o TUBO NEURAL.</p><p>O ectoderma não-diferenciado se fecha sobre o tubo neural isolando-o do meio externo. No</p><p>ponto onde esse ectoderma encontra os lábios da goteira neural, se forma uma lâmina que</p><p>origina a CRISTA NEURAL, situada dorsolateralmente ao tubo neural. O TUBO NEURAL dá</p><p>origem a elementos do SNC e a CRISTA NEURAL origina o SNP, gânglios e nervos.</p><p>• •</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>1ª Fase: Diferenciação dos folhetos embrionários (Ectoderma, Mesoderma e Endoderma).</p><p>2ª Fase: Espessamento da ectoderme formando a placa neural.</p><p>3ª Fase: A placa neural cresce se dobra formando 2 pregas e 1 sulco, denominado sulco</p><p>neural.</p><p>4ª Fase: As 2 pregas se unem formando o tubo neural.</p><p>5ª Fase: À medida que o tubo neural se separa da superfície do ectoderma, as células da crista</p><p>neural migram, dorsal e lateralmente, em cada lado do tubo neural. Elas formam uma massa</p><p>achatada, irregular, a crista neural, situada entre o tubo neural e a epiderme.</p><p>SNC ʹ FORMAÇÃO DO ENCÉFALO E DA MEDULA ESPINHAL</p><p>3ª Semana</p><p>� Neurulação: Processo de formação do tubo neural (origina SNC) e das cristas neurais</p><p>(origina SNP) ʹ 20 a 23 dias.</p><p>� No final da 3ª semana, as dobras neurais começam a se mover em conjunto e a se</p><p>fusionar, convertendo a placa neural em tubo neural: o primórdio das vesículas do</p><p>cérebro e da medula espinal.</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>Formação do Tubo Neural</p><p>A formação da placa neural é induzida pela notocorda em desenvolvimento. Por volta do 18°</p><p>dia, a placa neural se invagina ao longo do eixo central, formando o sulco neural mediano,</p><p>com pregas neurais em cada lado. No fim da terceira semana, as pregas neurais começam a</p><p>aproximar-se e a se fundir, formando o tubo neural, primórdio do SNC. Este logo se separa do</p><p>ectoderma da superfície, se diferencia e forma a epiderme da pele. A fusão das pregas neurais</p><p>e pode digerir até 30% dos triglicerídios da dieta. Outras glândulas salivares menores de</p><p>secreção mucosa dispersas pela cavidade oral atuam da mesma maneira que as glândulas</p><p>serosas associadas às papilas circunvaladas, auxiliando a função de botões gustativos</p><p>encontrados em outras partes da cavidade oral, como, por exemplo, na porção anterior da</p><p>língua. Existem pelo menos cinco qualidades na percepção humana de sabor: salgado, azedo,</p><p>doce, amargo e o saboroso (umami, termo japonês para o sabor do glutamato</p><p>monossódico). Todas essas qualidades podem ser percebidas em todas as regiões da língua</p><p>que contêm botões gustativos. Esses botões são estruturas em forma de cebola (Figura 15.3),</p><p>cada uma contendo 50 a 100 células. O botão repousa sobre uma lâmina basal e, em sua</p><p>porção apical, as células gustativas têm microvilosidades que se projetam por uma abertura</p><p>denominada poro gustativo. Muitas das células têm função gustativa, enquanto outras têm</p><p>função de suporte. Células basais indiferenciadas são responsáveis pela reposição de todos os</p><p>tipos celulares.</p><p>Figura 15.3 Fotomicrografia e esquema de um botão gustativo. O esquema ilustra diversos tipos celulares (células basais,</p><p>gustativas e de suporte) e fibras nervosas aferentes que, após estímulo, transmitirão a informação sensorial aos neurônios</p><p>centrais associados à gustação. (Coloração: hematoxilina-eosina. Grande aumento.) (Imagem de M.F. Santos.)</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>As papilas fungiformes assemelham-se a cogumelos, tendo uma base estreita e uma porção</p><p>superior mais superficial dilatada e lisa. Essas papilas, que contêm poucos botões gustativos na</p><p>sua superfície superior, estão irregularmente distribuídas entre as papilas filiformes.</p><p>As papilas foliadas são pouco desenvolvidas em humanos, porém encontradas em macacos e</p><p>coelhos. Elas consistem em duas ou mais rugas paralelas separadas por sulcos na superfície</p><p>dorsolateral da língua, contendo muitos botões gustativos.</p><p>As papilas circunvaladas são 7 a 12 estruturas circulares grandes, cujas superfícies achatadas</p><p>se estendem acima das outras papilas. Elas estão distribuídas na região do V lingual, na parte</p><p>posterior da língua. Numerosas glândulas serosas (glândulas de von Ebner) secretam seu</p><p>conteúdo no interior de uma profunda depressão que circunda cada papila. Esse arranjo</p><p>similar a um fosso possibilita um fluxo contínuo de líquido sobre uma grande quantidade de</p><p>botões gustativos ao longo das superfícies laterais dessas papilas. Este fluxo é importante na</p><p>remoção de partículas de alimentos da adjacência dos botões gustativos, para que eles possam</p><p>receber e processar novos estímulos. As glândulas serosas também secretam uma lipase que</p><p>provavelmente previne a formação de uma camada hidrofóbica sobre os botões gustativos, o</p><p>que poderia prejudicar sua função. Além deste papel local, a lipase lingual é ativa no estômago</p><p>e pode digerir até 30% dos triglicerídios da dieta. Outras glândulas salivares menores de</p><p>secreção mucosa dispersas pela cavidade oral atuam da mesma maneira que as glândulas</p><p>serosas associadas às papilas circunvaladas, auxiliando a função de botões gustativos</p><p>encontrados em outras partes da cavidade oral, como, por exemplo, na porção anterior da</p><p>língua. Existem pelo menos cinco qualidades na percepção humana de sabor: salgado, azedo,</p><p>doce, amargo e o saboroso (umami, termo japonês para o sabor do glutamato</p><p>monossódico). Todas essas qualidades podem ser percebidas em todas as regiões da língua</p><p>que contêm botões gustativos. Esses botões são estruturas em forma de cebola (Figura 15.3),</p><p>cada uma contendo 50 a 100 células. O botão repousa sobre uma lâmina basal e, em sua</p><p>porção apical, as células gustativas têm microvilosidades que se projetam por uma abertura</p><p>denominada poro gustativo. Muitas das células têm função gustativa, enquanto outras têm</p><p>função de suporte. Células basais indiferenciadas são responsáveis pela reposição de todos os</p><p>tipos celulares.</p><p>Figura 15.3 Fotomicrografia e esquema de um botão gustativo. O esquema ilustra diversos tipos celulares (células basais,</p><p>gustativas e de suporte) e fibras nervosas aferentes que, após estímulo, transmitirão a informação sensorial aos neurônios</p><p>centrais associados à gustação. (Coloração: hematoxilina-eosina. Grande aumento.) (Imagem de M.F. Santos.)</p><p>avança em direção cefálica e caudal, permanecendo abertas na extremidade cranial -</p><p>neuroporo rostral - até o 25º dia e na extremidade caudal - neuroporo caudal - até o 27º dia.</p><p>Concomitante a esse processo, as células da crista neural migram e formam uma massa entre</p><p>o ectoderma e o tubo neural, a crista neural. Logo, a crista se separa em duas partes, direita e</p><p>esquerda, e origina os gânglios espinhais e os gânglios do sistema autônomo e as meninges.</p><p>As meninges são formadas pela dura-máter, pia-máter e aracnoide. A dura-máter é</p><p>proveniente do mesênquima que circunda o tubo neural. E a Pia-máter e a aracnoide são</p><p>derivadas das células da crista neural.</p><p>Os glânglios dos nervos cranianos V, VII, IX e X são parcialmente derivados de células da</p><p>crista neural. As células da crista neural também formam as bainhas dos nervos periféricos, a</p><p>pia máter e a aracnoidea.</p><p>4ª semana</p><p>� Ocorre formação das vesículas primárias (Prosencéfalo, Mesencéfalo e Rombencéfalo).</p><p>� A neurulação inclui a formação da placa neural e das dobras neurais, e o fechamento</p><p>dessas dobras para formar o tubo neural. Esses processos são concluídos até o final da</p><p>quarta semana, quando ocorre o fechamento do neuroporo caudal.</p><p>� À medida que o tubo neural se separa da superfície do ectoderma, as células da crista</p><p>neural migram, dorsal e lateralmente, em cada lado do tubo neural. Elas</p><p>formam uma massa achatada, irregular, a crista neural, situada entre o tubo neural e a</p><p>epiderme.</p><p>5ª semana</p><p>O líquido cerebroespinhal (LCE) embrionário começa a se formar durante a 5ª semana,</p><p>produzido pela tela corióide dos ventrículos laterais, 4º ventrículo e 3º ventrículo. Através das</p><p>aberturas mediana e lateral, o LCE passa para o espaço subaracnóide. É absorvido pelas</p><p>vilosidades aracnóideas, que são protusões da aracnóide nos seios venosos da dura-máter.</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>4. Discorrer sobre as manifestações clínicas nas afecções neurológicas e exame</p><p>complementares.</p><p>Sensibilidade: Esse teste verifica sua capacidade de sentir as coisas. Isso pode ser feito usando</p><p>diferentes instrumentos: agulhas, diapasões, compressas com álcool ou outros objetos. O</p><p>profissional de saúde pode tocar as pernas, braços ou outras partes do corpo do paciente e</p><p>fazer com que ele identifique a sensação (por exemplo, quente ou frio, forte ou fraco).</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>Problema 2</p><p>1. Compreender as fisiologias das vias nervosas envolvidas na dor, propriocepção e</p><p>equilíbrio.</p><p>Ao entrar na medula espinhal, os sinais dolorosos tomam duas vias para o encéfalo, pelos (1)</p><p>do trato neoespinotalâmico e (2) do trato paleoespinotalâmico.</p><p>Via da Dor Rápida ou Neoespinotalâmica:</p><p>1. Os sinais dolorosos pontuais rápidos são transmitidos pelos nervos periféricos até a</p><p>medula espinhal por meio das fibras AÔ.</p><p>2. Estas fibras entram na medula na região da lâmina I (lâmina marginal) dos cornos dorsais e</p><p>ativam os neurônios de segunda ordem.</p><p>3. Os neurônios de segunda ordem originam então as fibras longas que cruzarão para o lado</p><p>oposto da medula espinhal para então ascender para o encéfalo pela região anterolateral</p><p>da medula.</p><p>4. As fibras provenientes do trato neoespinotalâmico seguem então até o tálamo.</p><p>5. O tálamo recebe os estímulos vindos do sistema nervoso periférico, modulando esses</p><p>estímulos e os transmite ao córtex sensorial, para que informações nociceptiva seja</p><p>interpretada.</p><p>6. É relacionada à dor localizada.</p><p>7. Possui fibras mielínicas finas (A-delta) e mielínicas grossas (A-alfa e A-beta) ʹ responde a</p><p>(sensibilidade) de pressão, tato, posição e vibração.</p><p>8. Neurotransmissor: Glutamato.</p><p>9. Ex: dor dentária, picada, corte...</p><p>Via da Dor Lenta ou Paleoespinotalâmica:</p><p>1. Essa via transmite a dor por fibras periféricas lentas do tipo C.</p><p>2. Essas fibras terminam na medula nas lâminas II e III dos cornos dorsais.</p><p>3. A partir daí, os neurônios dão origem a axônios longos que se unem às fibras de dor</p><p>rápida, passam pela comissura anterior para o lado oposto da medula e ascendem para o</p><p>encéfalo pela porção ântero-lateral da medula.</p><p>4. O término da via paleoespinotalâmica ocorre no tronco cerebral.</p><p>5. Somente entre 10 a 25% das fibras ascende até o tálamo, a maioria das fibras terminam</p><p>nos núcleos reticulares do tronco.</p><p>6. Quando o estímulo chega ao córtex cerebral, ocorre a percepção desse estímulo doloroso</p><p>e a interpretação da qualidade da dor.</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>7. É relacionada à dor difusa e de difícil localização.</p><p>8. Possui fibras amielínicas (C) e mielínicas finas (A-delta)</p><p>9. Neurotransmissor: Substância P.</p><p>A percepção da dor compreende três mecanismos: transdução, transmissão e modulação.</p><p>Transdução: A sensaĕĆo dolorosa tem inşcio pela estimulaĕĆo de receptores sensitivos ou</p><p>nociceptores. Os estşmulos nocivos podem ser fşsicos ou quşmicos. Tais estşmulos ativam os</p><p>nociceptores, representados por fibras sensoriais perifĠricas existentes na pele, músculos e</p><p>articulações, em sua maioria na forma de terminações nervosas livres.</p><p>Tanto os nociceptores tĠrmicos, como os mecânicos, ativados por pressão direta, são</p><p>compostos por ĨŝďƌĂƐ� �ɷ (fibra rápida) de pequeno diâmetro, finamente mielinizadas, que</p><p>conduzem os impulsos elétricos na velocidade entre 12 e 30 m/s. Estas estruturas representam</p><p>cerca de 20% das fibras nociceptivas e são responsáveis pela dor aguda.</p><p>Os nociceptores polimodais são compostos por fibras C de pequeno diąmetro, nĆo</p><p>mielinizadas, que conduzem os impulsos elétricos na velocidade entre 0,5 a 2 m/s.</p><p>Representam cerca de 80% das fibras nociceptivas e são responsáveis pela dor de longa</p><p>duraĕĆo e difusa e pelo prurido, sendo ativados por pressão, estímulos, térmicos ou</p><p>químicos.</p><p>Fibras Aɴ, de grande diâmetro, mielinizadas, compõem o sistema tátil e não participam do</p><p>sistema de nocicepĕĆo, mas podem modificar a percepção da dor, atenuando-a. No caso de</p><p>uma degeneração neuronal, este tipo de fibras pode sofrer modificação, passando a funcionar</p><p>como fibras nociceptivas.</p><p>A conversĆo do estímulo nociceptivo por substâncias proteicas em potencial elétrico</p><p>despolarizante denomina-se transduĕĆo, mecanismo inicial de sensação dolorosa.</p><p>Transmissão: Por intermédio do neurônio sensorial de primeira ordem, o potencial elétrico</p><p>despolarizante conduz o estşmulo ao sistema nervoso central, com sinapse no corno dorsal da</p><p>medula espinal (a maioria) ou no tronco cerebral, estando os corpos das cĠlulas nervosas</p><p>localizados no gânglio da raiz dorsal e no gânglio trigeminal. Este processo, denominado</p><p>transmissĆo, Ġ possível graças ao conjunto de vias e mecanismos que possibilitam que o</p><p>impulso nervoso, gerado ao nível dos nociceptores das estruturas somáticas (pele, músculos,</p><p>articulações) e viscerais, atinjam estruturas nervosas centrais onde ocorre o reconhecimento</p><p>da dor.</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>Modulação: O cérebro manda uma informação para baixo para a medula, e essa informação</p><p>pode diminuir a mensagem que está subindo para o cérebro. O cérebro modula a experiência</p><p>de dor. A modulação, que envolve o mecanismo de supressão da dor, Ġ desencadeada pelas</p><p>próprias vias nociceptivas.</p><p>As vias descendentes que modulam a transmissão nociceptiva se iniciam originalmente no giro</p><p>do cíngulo anterior, amígdala e hipotálamo e são repassadas para a medula espinal através de</p><p>núcleos do tronco encefálico como a substąncia cinzenta periaquedutal e o rostroventral. Os</p><p>transmissores inibitórios nestes percursos incluem norepinefrina, 5-hidroxitriptamina</p><p>(serotonina) e opiſides endógenos. Portanto, o sistema de analgesia consiste do complexo</p><p>inibitſrio da dor localizado nas colunas posteriores da medula espinal, da Ąrea periventricular</p><p>e da substancia cinzenta periaquedutal do mesencĠfalo.</p><p>PROPRIOCEPÇÃO: É o termo utilizado para nomear a capacidade em reconhecer a localização</p><p>espacial do corpo, sua posição e orientação, a força exercida pelos músculos e a posição de</p><p>cada parte do corpo em relação às demais.</p><p>Proprioceptores: São</p><p>órgãos sensitivos localizados nos músculos, tendões e ligamentos. Eles ض</p><p>recebem e transportam para o sistema nervoso central informações sobre tensões, pressões</p><p>ou distensões nas variadas partes do corpo, para que o cérebro decida como reagir e manter o</p><p>equilíbrio.</p><p>EQUILÍBRIO: Condição de um sistema em que as forças que sobre ele atuam se compensam,</p><p>anulando-se mutuamente. Posição estável de um corpo, sem oscilações ou desvios.</p><p>Fisiologia das vias nervosas envolvidas no equilíbrio: O vestibulocerebelo é composto em sua</p><p>maioria pelos pequenos lobos floculonodulares que se encontram sob o cerebelo posterior e</p><p>nas porções adjacentes do verme. Proporciona circuitos neurais para a maioria dos</p><p>movimentos associados ao equilíbrio do corpo. Os sinais da periferia dizem ao cérebro com</p><p>que rapidez e em que direções as partes do corpo estão se movimentando;</p><p>ͻ� � �͕� ĞŶƚĆŽ͕� ĨƵŶĕĆŽ� ĚŽ� ǀĞƐƚŝďƵůŽĐĞƌĞďĞůŽ� ĐĂůĐƵůĂƌ� ĂŶƚecipadamente, a partir dessas</p><p>velocidades e direções, onde as diferentes partes estarão durante os próximos milissegundos.</p><p>Os resultados desses cálculos são a chave para a progressão do cérebro para o próximo</p><p>movimento sequência;</p><p>ͻ� �ĞƐƐĞ� ŵŽĚŽ͕� ĚƵƌĂŶƚĞ� Ž� ĐŽntrole do equilíbrio, supõe-se que a informação da</p><p>periferia do corpo e do sistema vestibular seja usada por circuito de controle por feedback</p><p>típico, para fornecer correção antecipatória dos sinais motores posturais, necessários para</p><p>manter o equilíbrio, mesmo durante a movimentação extremamente rápida, incluindo alterar,</p><p>rapidamente, as direções do movimento.</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>2. Explicar os tipos de Neuropatias Periféricas, os quadros clínicos, os tratamentos e as</p><p>causas (Hanseníase, alcoólica e Guillain-Barret).</p><p>As neuropatias periféricas são subclassificadas como axonais ou desmielinizantes.</p><p>Neuropatias Axonais</p><p>São causadas por insultos que lesionam diretamente o axônio.</p><p>Neuropatias Desmielinizantes</p><p>São caracterizadas por danos às células de Schwann ou à mielina com relativa preservação</p><p>axonal, resultando em velocidades de condução nervosa anormalmente lentas, mas com</p><p>amplitude preservada.</p><p>AS NEUROPATIAS PERIFÉRICAS EXIBEM VÁRIOS PADRÕES ANATÔMICOS</p><p>� As polineuropatias geralmente afetam os nervos periféricos de forma simétrica e</p><p>dependente do comprimento. A perda axonal é tipicamente mais pronunciada nos</p><p>segmentos distais dos nervos mais longos.</p><p>� A mononeurite múltipla, o dano afeta aleatoriamente os nervos individuais.</p><p>� Uma mononeuropatia simples envolve apenas um único nervo e, mais comumente, é o</p><p>resultado de uma lesão traumática, aprisionamento (p. ex., síndrome do túnel do</p><p>carpo) ou certas infecções, como a doença de Lyme.</p><p>Neuropatias Periféricas</p><p>ͻ� EĞƵƌŽƉĂƚŝĂƐ� periféricas podem resultar em fraqueza e/ou déficits sensitivos em padrões</p><p>descritos como polineuropatia, mononeurite múltipla e mononeuropatia.</p><p>ͻ��Ɛ�ŶĞƵƌŽƉĂƚŝĂƐ�ƉĞƌŝĨĠƌŝĐĂƐ�ĂdžŽŶĂŝƐ�Ğ�ĚĞƐŵŝĞůŝŶŝnjĂŶƚĞƐ�ƉŽĚĞŵ�ƐĞƌ�ĚŝĨĞƌĞŶĐŝĂĚĂƐ�ĐŽŵ�ďĂƐĞ�Ğŵ�</p><p>características clínicas e patológicas. Alguns distúrbios estão associados a um padrão misto de</p><p>lesão.</p><p>ͻ��ŝĂďĞƚĞƐ�Ġ�Ă�ĐĂƵƐĂ�ŵĂŝƐ�ĐŽŵƵŵ�ĚĞ�ŶĞƵƌŽƉĂƚŝĂ�ƉĞƌŝĨĠƌŝĐĂ͘</p><p>ͻ� �� ƐşŶĚƌŽŵĞ� ĚĞ� 'ƵŝůůĂŝŶ-Barré e a polineuropatia desmielinizante idiopática crônica são</p><p>doenças desmielinizantes imunomediadas que apresentam evolução aguda e crônica,</p><p>respectivamente.</p><p>ͻ��ŽĞŶĕĂƐ�ŵĞƚĂďſůŝĐĂƐ͕� ĨĄƌŵĂĐŽƐͬĚƌŽŐĂƐ͕�ƚŽdžŝŶĂƐ͕�ĚŽĞŶĕĂƐ�ĚŽ�ƚĞĐŝĚŽ�ĐŽŶũƵŶƚŝǀŽ͕�ǀĂƐĐƵůŝƚĞƐ�Ğ�</p><p>infecções podem resultar em neuropatia periférica.</p><p>ͻ� sĄƌŝĂƐ� ŵƵƚĂĕƁĞƐ� ĐĂƵƐĂŵ� ŶĞƵƌŽƉĂƚŝĂ� ƉĞƌŝĨérica. Muitas destas são doenças de início no</p><p>adulto que podem imitar as adquiridas.</p><p>Hanseníase</p><p>É uma infecção granulomatosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, que resulta em</p><p>perda da capacidade motora e sensorial, provocando deformidades. O dano neural provoca</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>alterações de sensibilidade, que, por sua vez, trazem consequências, como traumas e fraqueza</p><p>muscular, gerando deformidades físicas.</p><p>Dentre as manifestações da neuropatia está a forma silenciosa da doença, que pode estar</p><p>relacionada com a deterioração da função nervosa sem sinais ou sintomas de neurite franca</p><p>e/ou decorrente de lesões das células de Schwann, fibrose do nervo, reação imunológica</p><p>mediada por células e eritema nodoso hansênico intraneural. A detecção precoce dos sinais e</p><p>monitoramento dessa neuropatia periférica por teste sensorial e teste da função dos músculos</p><p>voluntários pode permitir uma intervenção precoce, que limitará o dano nervoso e, em última</p><p>instância, evitar incapacidades e deformidades. As alterações sensitivas são bem distais e</p><p>assimétricas</p><p>Alcoolismo</p><p>É um transtorno sensitivo motor distal e simétrico ocasionada por lesão do Sistema Nervoso</p><p>Periférico (SNP), que apresenta alterações das sensibilidades superficial e profunda, quadros</p><p>progressivos de dores, fraqueza, apresenta também parestesia e paraparesia dos membros</p><p>inferiores e superiores. A eletroneuromiografia (ENMG) serve para confirmar o diagnóstico,</p><p>topografar as alterações, definir a fisiopatologia, a gravidade, evolução, estágio e prognóstico,</p><p>excluir outras condições, além de identificar doença subclínica. São geralmente encontrados</p><p>nas extremidades inferiores e podem afetar tanto os sistemas sensoriais (dormência,</p><p>parestesia, perda de vibração e sentido de posição) quanto motores (fraqueza).</p><p>A polineuropatia alcoólica é caracterizada pelo envolvimento axonal simétrico generalizado</p><p>em conjunto com sintomas sensoriais e motores. O transtorno corresponde ao padrão de</p><p>axonopatia distal onde as alterações axonais envolvem principalmente o trato distal das fibras</p><p>mais longas com o maior diâmetro dos membros inferiores, e, em menor grau, dos membros</p><p>superiores.</p><p>A patogênese da polineuropatia relacionada ao álcool, contribui com:</p><p>� Neurotoxidade do etanol ou seus metabólitos.</p><p>� Deficiências nutricionais. Principalmente Deficiência de tiamina</p><p>� Possivelmente, predisposição genética.</p><p>Síndrome de Guillain-Barré</p><p>É uma doença desmielinizante aguda rapidamente progressiva que afeta os axônios motores.</p><p>.</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>3. Descrever a Neuropatia diabética (epidemiologia, quadro clínico, fatores de risco,</p><p>tratamento).</p><p>Neuropatia diabética (ND) constitui um grupo heterogêneo de manifestações clínicas ou</p><p>subclínicas, que acometem o sistema nervoso periférico (SNP) como complicação do diabetes</p><p>mellitus (DM). Pode apresentar-se de diferentes formas clínicas, mecanismos fisiopatológicos,</p><p>instalação e evolução.</p><p>MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS</p><p>Sensitivos: parestesias e dor, dormência, formigamento, desequilíbrio e quedas, choques,</p><p>picadas e principalmente queimação, perda da sensibilidade. Distribuem-se nas extremidades</p><p>dos MMII, relatam piora noturna. Hipoestesia/hiperestesia (respostas exageradas aos</p><p>estímulos táteis), hiperalgesia (sensibilidade exagerada a estímulos dolorosos), hiperpatia</p><p>(persistência da dor mesmo após a remoção do estímulo doloroso), alodínea (sensação</p><p>dolorosa causada por estímulos não dolorosos).</p><p>Motores: raramente aparecem, mais em fase avançada da doença (atrofia da musculatura das</p><p>extremidades de MMII e MMSS).</p><p>PATOGÊNESE</p><p>1) Via Metabólica:</p><p>Acúmulo da glicose nos nervos periféricos Æ sorbitol e frutose destroem a bainha de mielina</p><p>Æ diminui bomba de sódio e potássio Æ aumento de sódio intracelular Æestresse oxidativo</p><p>Æ diminuição de condução nervosa Æ diminuição de neurotransmissores Æ neuropatia</p><p>Hiperglicemia Æ formação de produtos finais de glicosilação avançada (PFGA)Æ alterações de</p><p>funções intracelularesÆ estresse oxidativo + secreção de citocinas + degradação da matriz</p><p>extracelular Æ apoptose Æ neuropatia Æ Hiperglicemia Æ ativação excessiva da proteína C</p><p>reativa quinase Æ produção de óxido nítrico Æ lesão isquêmicaÆ neuropatia.</p><p>2) Via Vascular:</p><p>Diminuição do fluxo sanguíneo Æ diminuição de O2 Æ formação do trombo plaquetário Æ</p><p>isquemia Æ neuropatia Æ Pé mais frio.</p><p>3) Via Neurodegenerativa:</p><p>Diminuição da insulina Æ diminuição parcial da atividade</p><p>do fator LIKE1 e do fator de</p><p>crescimento neural Æ neutrofismo Æ Pé mais quente.</p><p>4) Via Inflamatória:</p><p>Aumento de células inflamatórias Æ diminuição do fluxo sanguíneo Æ hipóxia do nervo.</p><p>FORMAS ASSIMÉTRICAS OU FOCAL E MULTIFOCAL</p><p>Radiculoplexoneuropatias (RPNP)</p><p>Dor, perdas motoras e reflexos tendíneos anormais. São autolimitadas, Duração de 6-8</p><p>semanas. Dor aguda e intensa na região afetada.</p><p>FORMAS SIMÉTRICAS OU DIFUSAS</p><p>Neuropatia motora proximal</p><p>Mais comum em idosos com DM2 e em homens. Dor bilateral nas coxas, quadris, nádegas e</p><p>atrofia.</p><p>Neuropatia autonômica (NA)</p><p>Tem prognóstico ruim. É menos comum. Causa distúrbios do fluxo sanguíneo.</p><p>Polineuropatia simétrica distal (PSD)</p><p>Envolve todos os nervos somáticos. Mais comuns nos nervos sensomotores distais dos pés e</p><p>ŵĆŽƐ͘�&ŝďƌĂƐ�ƐĞŶƐŽƌŝĂŝƐ��͕���Ğ��͘��ĞƐĐƌĞǀĞŵ�ĚŽƌŵġŶĐŝĂ�Ğ�ĨŽƌŵŝŐĂŵĞŶƚŽ͕�͞ůƵǀĂƐ�Ğ�ďŽƚĂƐ͘͟�WĞƌĚĂ�</p><p>sensitiva, simétrica, insidiosa, parestesia, astenia, reflexo Aquileu afetado.</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>A) Polineuropatia simétrica distal, B) Radiculoplexopatias, C) Neuropatias focais compressivas, D) Neuropatia autonômica.</p><p>4. Conhecer o mecanismo do sono e vigília (fisiologia, estágios do sono e importância do</p><p>sono). Falar das vias aminérgicas e colinérgicas.</p><p>Ciclo Sono-Vigília</p><p>O circuito tálamo-cortical e projeções aminérgicas-colinérgicas são responsáveis pela</p><p>dessincronização do eletroencefalograma na vigília. A atividade aminérgica elevada durante a</p><p>vigília ativa os circuitos tálamo-corticais mas diminui durante o sono NREM, sendo ausente</p><p>no sono REM. Os neurônios aminérgicos são denominados de "wake-on-and-sleep-off". O</p><p>córtex cérebral durante o sono REM está aminérgicamente desmodulado pela ausência do</p><p>tônus aminérgico. Os sistemas aminérgicos se projetam para o hipotálamo anterior inibindo as</p><p>células gabaérgicas e galaninérgicas do núcleo pré-óptico ventro-lateral do hipotálamo</p><p>anterior (VLPO). Os núcleos colinérgicos pontinos látero-dorsais, tegmento pedúnculo-pontino</p><p>e núcleo colinérgico do prosencéfalo basal fazem conexões excitatórias nos núcleos reticulares</p><p>talâmicos, projeções tálamo- límbicas (córtex e amigdala) e projeções corticais diretas e estão</p><p>sob o controle inibitório do sistema NDR e LC. Essas projeções colinérgicas tálamo-corticais e</p><p>tálamo-límbicas são fundamentais para a dessincronização eletroencefalográfica durante a</p><p>vigília e para dessincronização eletroencefalográfica durante sono REM. Em contraste com a</p><p>atividade aminérgica que é ausente em sono REM, a atividade colinérgica dos núcleos pontinos</p><p>látero-dorsais, tegumento pedúnculo-pontino e do prosencéfalo basal é máxima durante o</p><p>sono REM e vigília, sendo mínima ou ausente durante o sono NREM. Portanto, os núcleos</p><p>colinérgicos ativam-se durante a vigília e durante o sono REM com dessincronização do EEG.</p><p>As células colinérgicas são denominadas de "REM-and-wake-on".</p><p>A falta de sono afeta as funções do SNC. O estado de vigília prolongado está relacionado ao</p><p>funcionamento anormal do processo do pensamento pode causar atividades comportamentais</p><p>anormais, provocando lentidão dos pensamentos. Além disso, as seguintes funções foram</p><p>atribuídas ao sono: maturação neural, facilitação do aprendizado e da memória, cognição,</p><p>conservação de energia metabólica.</p><p>O sono é definido como o estado de inconsciência do qual a pessoa pode ser despertada por</p><p>estímulo sensorial ou por outro estímulo. Existem 2 Tipos de Sono Ͷ Sono de Ondas Lentas e</p><p>com Movimentos Rápidos dos Olhos (REM).</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>Sono REM e NREM.</p><p>Sono REM Sono NREM</p><p>Sono com movimentos rápidos dos olhos. Sono de ondas lentas.</p><p>Sono Paradoxal, Sono Dessincronizado. Sono Sincronizado, sem movimentos oculares rápidos.</p><p>Duração de 5 a 30 minutos. Vários parâmetros fisiológicos permanecem estáveis em um</p><p>nível de funcionamento mínimo.</p><p>Aparece em média a cada 90 minutos. Sono leve e profundo.</p><p>Quando a pessoa está extremamente sonolenta, cada</p><p>episódio de sono REM é curto, e pode até estar ausente. Por</p><p>sua vez, à medida que a pessoa vai ficando mais descansada,</p><p>com o passar da noite, a duração dos episódios de sono REM</p><p>aumenta.</p><p>Ondas cerebrais com grande amplitude e baixa frequência.</p><p>É a forma ativa de sono, geralmente associada a sonhos e a</p><p>movimentos musculares corporais ativos.</p><p>*Nele acontece a maior parte dos sonhos.</p><p>Esse sono é excepcionalmente relaxante.</p><p>É mais difícil despertar o indivíduo por estímulo sensorial do</p><p>que durante o sono de ondas lentas, e as pessoas em geral</p><p>despertam espontaneamente pela manhã, durante episódio</p><p>de sono REM.</p><p>Está associado às diminuições do tônus vascular periférico.</p><p>O tônus muscular está excessivamente reduzido, indicando</p><p>forte inibição das áreas de controle da medula espinhal.</p><p>Ocorre diminuição de 10% a 30% da pressão arterial, da</p><p>frequência respiratória e no metabolismo basal.</p><p>Comumente, as frequências cardíaca e respiratória ficam</p><p>irregulares, o que é característica dos sonhos.</p><p>�ŚĂŵĂĚŽ�ĚĞ�͞ƐŽŶŽ�ƐĞŵ�ƐŽŶŚŽƐ͘͟</p><p>Obs.: Contudo, sonhos e até mesmo pesadelos podem ocorrer</p><p>durante esse estágio.</p><p>*Nele acontece a menor parte dos sonhos.</p><p>Apesar da inibição extrema dos músculos periféricos,</p><p>movimentos musculares irregulares podem ocorrer. Isso</p><p>ocorre além dos movimentos rápidos oculares.</p><p>Usualmente não são lembrados, pois não ocorre a consolidação</p><p>dos sonhos na memória.</p><p>O encéfalo fica muito ativo no sono REM, e o metabolismo</p><p>encefálico global pode estar aumentado por até 20%.</p><p>Esse tipo de sono por isso é também chamado sono</p><p>paradoxal, porque é um paradoxo que a pessoa possa ainda</p><p>estar dormindo, apesar dessa grande atividade encefálica.</p><p>É o tipo de sono em que o encéfalo está bem ativo.</p><p>Entretanto, a atividade cerebral não está canalizada para a</p><p>direção apropriada, de tal forma que a pessoa fique</p><p>totalmente consciente em relação ao ambiente, e, portanto,</p><p>a pessoa está na verdade adormecida.</p><p>O eletroencefalograma (EEG) mostra padrão de ondas</p><p>cerebrais semelhante ao que ocorre durante o estado de</p><p>vigília.</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>5. Elucidar os principais distúrbios do sono (definição, causa, diagnóstico, consequência,</p><p>tipos e tratamento geral). Ex: Bruxismo, pesadelo, apneia, terror noturno, sonambulismo,</p><p>narcolepsia, insônia, síndrome da perna inquieta, enurese noturna, hipersonia, distúrbio do</p><p>ritmo circadiano.</p><p>DISTÚRBIOS DO SONO</p><p>NREM: Bruxismo, Enurese Noturna, Sonambulismo, Síndrome das pernas inquietas.</p><p>REM: Insônia, Apneia, Terror Noturno, Narcolepsia (dorme em qualquer lugar).</p><p>INSÔNIA: Dificuldade de iniciar ou manter o sono, resultando em sintomas diurnos, físicos e</p><p>emocionais, com impacto nas funções sociais e cognitivas.</p><p>APNÉIA OBSTRUTIVA DO SONO: É um distúrbio no qual a pessoa para de respirar por 10</p><p>segundos ou mais. A AOS é fator de risco para um número de condições cardiovasculares,</p><p>como: HAS, IC, AVC, doença coronariana, síndrome metabólica e arritmias cardíacas.</p><p>NARCOLEPSIA: é um transtorno neurodegenerativo crônico caracterizado por sonolência</p><p>excessiva, Sono REM não inibido, alucinações.</p><p>TERROR NOTURNO: despertar confusional súbito nas primeiras horas da noite, acompanhado</p><p>de sentar na cama, há um grito estridente e agudo compatível com reação de fuga ou luta, há</p><p>intensa ativação do sistema nervoso autonômico (taquicardia, taquipneia, vermelhidão de</p><p>pele, sudorese, midríase, aumento do tônus muscular) e fácies de extremo terror.</p><p>PESADELOS: ocorre o REM, onde sonhamos. O pesadelo é um sonho ruim durante o sono.</p><p>SÍNDROME DAS PERNAS INQUIETAS: É uma doença neurológica sensório-motora, que se</p><p>caracteriza por urgência em mover, sobretudo as pernas (raramente os braços) e por</p><p>sensações desagradáveis (disestesias/parestesias) em regiões profundas das pernas.</p><p>SONAMBULISMO: transtorno do despertar com episódios semelhantes em adultos e crianças.</p><p>Os episódios de sonambulismo caracterizam-se por comportamentos motores iniciando-se</p><p>abruptamente com confusão mental e amnésia.</p><p>BRUXISMO:</p><p>movimento rítmico de atrito dos dentes durante o sono com produção de ruídos.</p><p>Ocorre por despertar parcial durante o estágio 2 do sono NREM ou durante o sono REM.</p><p>ENERUSE NOTURNA: micção recorrente involuntária durante o sono.</p><p>HIPERSONIA: é um distúrbio do sono caracterizado por sonolência excessiva durante o dia</p><p>e/ou sono prolongado a noite. E ao contrário de problemas de sono causados por noites mal</p><p>dormidas, dormir durante o dia não diminui a sonolência.</p><p>Os DISTÚRBIOS do sono ligados ao RITMO CIRCADIANO ocorrem quando o horário interno das</p><p>pessoas de dormir e acordar (relógio) não alinha com o ciclo de claro (dia) e escuro (noite) da</p><p>Terra. Os fusos horários e trabalho por turnos comumente perturbam os ritmos normais de</p><p>dormir e acordar.</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>Problema 3</p><p>1. Explicar a anatomofisiologia do Sistema Límbico (Circuito de Papez - Relacionando as</p><p>emoções e sentimentos humanos).</p><p>SISTEMA LÍMBICO</p><p>É um conjunto de estruturas corticais e subcorticais interligadas morfologicamente e</p><p>funcionalmente, relacionadas com as emoções e a memória.</p><p>ESTRUTURAS DO SISTEMA LÍMBICO: CIRCUITO DE PAPEZ + AMIGDALA + HIPOTÁLAMO</p><p>CIRCUITO DE PAPEZ: é composto pelo hipocampo, fórnice, corpo mamilar, trato</p><p>mamilotalâmico, núcleos anteriores do tálamo, capsula interna, giro do cíngulo, giro para-</p><p>hipocampo, novamente o hipocampo, fechando o circuito. com exceção da parte anterior do</p><p>giro do cíngulo, está relacionado com a memória e não com as emoções.</p><p>O centro do sistema límbico é a amígdala.</p><p>HIPOTÁLAMO: regulação dos processos emocionais (coordenador das manifestações</p><p>periféricas das emoções), através de suas conexões com o SN autônomo. ex: prazer.</p><p>AMIGDALA: é o componente mais importante do sist. límbico. A amigdala tem grande</p><p>diversidade de neurotransmissores, como: acetilcolina, GABA, serotonina, noradrenalina,</p><p>subst. P e encefalinas. A via direta é mais rápida e permite resposta imediata ao perigo. A</p><p>indireta é mais lenta, mas permite ao córtex pré-frontal analisar as informações recebidas e</p><p>seu contexto. Se não houver perigo a reação de alarme é desativada.</p><p>HIPOCAMPO: recebe fibras da amigdala que reforçam a memória de eventos associados a</p><p>situações emocionais. Transmissão de memórias de curto e médio prazo para longo prazo. O</p><p>grau de consolidação da memória pelo hipocampo é modulado pelas aferências que ele recebe</p><p>da amigdala; esta consolidação é maior quando a informação a ser memorizada está associada</p><p>a um episódio de grande impacto emocional, que pode ser + ou -. Ele também é responsável</p><p>pela memória espacial ou topográfica, relacionada a localização no espaço, configurações ou</p><p>rotas que nos permite navegar ou seja, encontrar o caminho que leva a um determinado lugar.</p><p>Estímulos sensoriais ou pensamentos que causem dor ou aversão excitam os centros límbicos</p><p>de punição, e os estímulos que causem prazer, felicidade ou sensação de recompensa,</p><p>excitam os centros límbicos de recompensa. Todos eles juntos fornecem o humor básico e as</p><p>motivações da pessoa. Entre essas motivações, está a força motriz do cérebro para lembrar as</p><p>experiências e pensamentos que são agradáveis ou desagradáveis.</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>O QUE É A FUNÇÃO COGNITIVA ʹ MEMÓRIA AFETIVA</p><p>2. Descrever anatomofisiologia do hipocampo relacionando com a memória de curto e longo</p><p>prazo com a relação à aprendizagem (Declarativa e não declarativa).</p><p>ANATOMIA DO HIPOCAMPO</p><p>O hipocampo consiste em duas finas camadas de neurônios, dobradas uma sobre a outra. Uma</p><p>dessas camadas e denominada giro denteado, e a outra e o corno de Ammon. O corno de</p><p>Ammon tem quatro divisões, das quais nos preocuparemos apenas com duas: CA3 e CA1.</p><p>Situada medialmente ao ventrículo lateral, o nome hipocampo͕� ƐŝŐŶŝĨŝĐĂ� ͞ĐĂǀĂůŽ-ŵĂƌŝŶŚŽ͕͟�</p><p>uma semelhança que você pode observar na Figura 24.13.</p><p>Ventralmente ao hipocampo, estão três importantes regiões corticais que cercam o sulco rinal;</p><p>o córtex entorrinal, que ocupa a margem medial do sulco rinal; o córtex perirrinal, na margem</p><p>lateral; e o córtex para-hipocampal, que se situa lateralmente ao sulco rinal.</p><p>O cortéx entorrinal envia informações ao hipocampo através de um feixe de axônios, chamado</p><p>de via perforante. Os axônios da via perforante estabelecem sinapses em neurônios do giro</p><p>denteado. Os neurônios do giro denteado projetam axônios (chamados de fibras musgosas)</p><p>que estabelecem sinapses em células de CA3. As células de CA3 projetam axônios que se</p><p>ramificam. Um ramo deixa o hipocampo através do fórnice. O outro ramo, chamado de</p><p>colateral de Schaffer, estabelece sinapses em neurônios de CA1. Essas conexões, resumidas na</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>Figura 25.5, são, às vezes, chamadas de circuito trissináptico, pois três conjuntos de conexões</p><p>sinápticas estão envolvidos:</p><p>1. Córtex entorrinal ї�giro denteado (via perforante)</p><p>2. Giro denteado ї�CA3 (fibras musgosas)</p><p>3. CA3 ї�CA1 (colaterais de Schaffer)</p><p>Devido a sua estrutura e a sua organização bastante simples, o hipocampo é o lugar ideal para</p><p>estudar a transmissão sináptica no encéfalo de mamíferos.</p><p>A região lobo temporal do encéfalo é importante para o registro de eventos passados. A</p><p>porção medial do lobo temporal contém o neocórtex temporal, que pode ser um sítio para o</p><p>armazenamento da memória de longo prazo, e um grupo de estruturas interconectadas com o</p><p>neocórtex, que são críticas para a formação de memórias declarativas. As estruturas-chave são</p><p>o hipocampo, as áreas corticais próximas e as vias que conectam essas estruturas com outras</p><p>partes do encéfalo (Figura 24.12).</p><p>MEMÓRIA</p><p>É definida por ser a capacidade de reter e armazenar informações adquiridas, possibilitando</p><p>alteração no comportamento com base na experiência ao longo da vida. A memória humana</p><p>possui duas amplas categorias - a declarativa (ou explícita) e a não declarativa (ou implícita).</p><p>A memória declarativa, está associada à rememoração consciente de fatos, conceitos e</p><p>eventos; a não-declarativa opera no inconsciente. Fisiologicamente, é possível dividir essa</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>memória declarativa em duas formas, de acordo como a informação foi armazenada,</p><p>temporariamente (memória de curto prazo) ou por um tempo mais prolongado (memória de</p><p>longo prazo). Essa divisão é uma difícil questão de estabelecimento, já que o limite temporal</p><p>entre as memórias de curta e longa duração é impreciso; a primeira pode ser estabilizada</p><p>algumas vezes, sob a forma mais duradoura de longa duração, um processo chamado</p><p>consolidação.</p><p>Memória declarativa (ou explícita), são aquelas que você pode recordar dias, meses ou anos</p><p>após terem sido originalmente armazenadas. Está associada à rememoração consciente de</p><p>fatos, conceitos e eventos. Exemplos: jantar de ontem à noite ou a data de um acontecimento</p><p>histórico, recordar a primeira bicicleta que tivemos ou a cor do cabelo do professor de música.</p><p>É possível dividir essa memória declarativa em duas formas, de acordo como a informação foi</p><p>armazenada, temporariamente (memória de curto prazo) ou por um tempo mais prolongado</p><p>(memória de longo prazo).</p><p>Memória não-declarativa (ou implícita) são, normalmente, memórias de procedimentos ou</p><p>associativas em sua natureza e frequentemente são adquiridas de forma inconsciente. É um</p><p>conhecimento de procedimento que depende do aprendizado de habilidades motoras</p><p>específicas e normalmente requerem múltiplas repetições.</p><p>Exemplos: aprender a andar de bicicleta ou tocar um instrumento musical.</p><p>FIGURA 24.4: Consolidação da memória. A informação sensorial pode ser armazenada temporariamente na memória de curto</p><p>prazo, que é sensível a perturbações. Memórias estáveis de longo prazo são formadas por consolidação. Um outro tipo de</p><p>ŵĞŵſƌŝĂ͕�Ă�ŵĞŵſƌŝĂ�ĚĞ�ƚƌĂďĂůŚŽ͕�Ġ�ƵƚŝůŝnjĂĚĂ�ƉĂƌĂ�ŵĂŶƚĞƌ�Ă�ŝŶĨŽƌŵĂĕĆŽ�͞ŶĂ�ŵĞŶƚĞ͘͟</p><p>3. Compreender os principais transtornos de comportamento na infância (TDAH, TDO,</p><p>Deficiência Intelectual).</p><p>TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO COM HIPERATIVIDADE - TDAH</p><p>O Transtorno do Déficit</p><p>de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno</p><p>neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o</p><p>indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude</p><p>(hiperatividade) e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de</p><p>Atenção).</p><p>Pacientes com TDAH tem: dificuldade de se relacionar, dificuldades com regras e limites, tem</p><p>dificuldade em avaliar seu próprio comportamento, são frequentemente considerados</p><p>͞ĞŐŽşƐƚĂƐ͟, tem uma grande frequência de outros problemas associados (ex: uso de drogas e</p><p>álcool, ansiedade e depressão).</p><p>Tratamento: Deve ser multimodal, ou seja, uma combinação de medicamentos, orientação aos</p><p>pais e professores, além de técnicas específicas que são ensinadas ao portador. A medicação,</p><p>na maioria dos casos, faz parte do tratamento. É necessário acompanhamento psicoterápico,</p><p>com fonoaudiólogo (dislexia).</p><p>TRANSTORNO DESAFIADOR DE OPOSIÇÃO - TOD</p><p>Transtorno infantil caracterizado por comportamento desafiador e desobediente a figuras de</p><p>autoridade. A causa do transtorno desafiador de oposição é desconhecida, mas provavelmente</p><p>envolve uma combinação de fatores genéticos e ambientais.</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>Os sintomas geralmente começam antes de uma criança completar oito anos de idade. Eles</p><p>incluem humor irritável, comportamento argumentativo e desafiador, agressividade e índole</p><p>vingativa que duram mais de seis meses e causam problemas significativos em casa ou na</p><p>escola.</p><p>O tratamento envolve terapia individual e familiar.</p><p>DEFICIÊNCIA INTELECTUAL</p><p>Caracterizada por uma função intelectual significativamente abaixo da média (frequentemente</p><p>expresso como quociente de inteligência 2 dos</p><p>seguintes: comunicação, orientação, habilidades sociais, autoproteção, uso de recursos</p><p>comunitários e manutenção de segurança pessoal. A conduta envolve educação,</p><p>aconselhamento familiar e apoio social.</p><p>Deficiência intelectual deve envolver o início precoce na infância de déficits em ambos dos</p><p>seguintes:</p><p>Função intelectual (p. ex., de raciocínio, planejamento e resolução de problemas, pensamento</p><p>abstrato, aprendizagem na escola ou com a experiência).</p><p>Função adaptativa (i.e., capacidade de atender os padrões apropriados à idade e condição</p><p>sociocultural para o funcionamento independente nas atividades de vida diária).</p><p>Questão:</p><p>Considerando a importância dos transtornos comportamentais envolvendo crianças e</p><p>adolescentes no cenário atual de saúde pública, avalie as afirmações a seguir.</p><p>I. As principais características do transtorno desafiador opositivo são: frequente impaciência,</p><p>discussões com adultos, desafio, recusa a obedecer a solicitações ou regras, comportamento</p><p>opositivo, indisciplina, perturbação e implicância com as pessoas, podendo responsabilizá-las</p><p>pelos próprios erros. Ele se aborrece com facilidade e comumente se apresenta enraivecido,</p><p>irritado, ressentido, mostrando-se rancoroso e com ideias de vingança.</p><p>II.O transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) é um dos transtornos</p><p>comportamentais com maior incidência na infância e na adolescência. O diagnóstico do TDAH</p><p>é essencialmente clínico. Mas alguns cientistas sugerem que exames de imagem podem</p><p>auxiliar no diagnóstico (F).</p><p>III. O desenvolvimento de transtornos ansiosos em crianças e adolescentes é resultado da</p><p>interação de múltiplos fatores, como herança genética, grau de ansiedade paterna,</p><p>temperamento, tipo de relação com os pais e estilo de criação oferecido por eles, além das</p><p>próprias experiências vivenciadas pela criança.</p><p>IV. O transtorno de pânico caracteriza-se por períodos de intenso medo ou desconforto</p><p>acompanhados de sintomas somáticos, como palpitações, sudorese, falta de ar, tremores das</p><p>mãos, dores no peito e na barriga. Os pacientes também podem apresentar sensações</p><p>subjetivas de desconforto e frequentemente relatam medo de estar morrendo. Esses sintomas</p><p>relacionados ao ataque de pânico duram cerca de trinta minutos e não há risco de morte.</p><p>V. Deficiência intelectual compreende um número significativo de pessoas com habilidades</p><p>intelectuais abaixo da média, e esse déficit de inteligência tem início antes dos 18 anos de</p><p>idade. Essas limitações causam diversos problemas no funcionamento diário, na comunicação,</p><p>na interação social, em habilidades motoras, cuidados pessoais e na vida acadêmica.</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>4. Conceituar as principais funções cognitivas (Consolidação da Memória, aquisição de</p><p>memória, atenção e consciência, linguagem).</p><p>Sistema Cognitivo: Cognição, expressão relacionada ao conhecimento. Processa informações</p><p>relativas ao ambiente envolvido (perceber e compreender). A pessoa recebe um estímulo</p><p>(olfato, tato, visual), através dos receptores sensoriais, que geram um potencial de ação que se</p><p>propaga até a medula espinhal e encéfalo, através dos neurotransmissores colinérgicos</p><p>mediados pela acetilcolina. Quando esse potencial de ação atinge o córtex cerebral, surgem as</p><p>sensações, levando a percepção da informação, onde o cérebro efetua uma seleção,</p><p>organizando e interpretando-a (seleciona a informação que será armazenada ou não).</p><p>Portanto, cognição é uma expressão que está relacionada com processo de aquisição de</p><p>conhecimento.</p><p>Funções cognitivas: Conexões Aferentes, informações visuais, auditivas, somestésicas ou</p><p>olfatórias que sinalizem perigo podem despertar medo.</p><p>Linguagem: Pode se referir tanto à capacidade especificamente humana para aquisição e</p><p>utilização de sistemas complexos de comunicação (escrita, verbal, gestual...) quanto a uma</p><p>instância específica de um sistema de comunicação complexo. Em geral, é o hemisfério</p><p>esquerdo que estaria relacionado à articulação e compreensão da linguagem, assim como no</p><p>reconhecimento da palavra; e o direito, com aspectos prosódicos e afetivo emocionais da</p><p>linguagem.</p><p>o cerebelo, responsável pelo sequenciamento dos movimentos na fala e pela monitoração da</p><p>fonação; o córtex motor (porção posterior do lobo frontal), que estaria associado aos atos</p><p>motores de fonação; os nervos motores, que controlam a motricidade dos músculos faciais e</p><p>órgãos fonoarticulatórios; e os núcleos da base, responsáveis pelo controle do automatismo</p><p>motor. a área de Broca com papel fundamental no planejamento motor da linguagem, na</p><p>articulação e produção da fala.</p><p>Atenção: requer foco e é essencial para a memorização. Existe a: Atenção Seletiva/Sustentada:</p><p>quando a pessoa escolhe o estímulo que deseja prestar atenção (envolvida com o tálamo e o</p><p>córtex frontal anterior); Atenção Dividida: capacidade de prestar atenção em mais de um</p><p>estímulo (ativada pelo córtex parietal anterior, córtex pré-frontal e pelo tálamo).</p><p>Sensação e percepção: Base para a formação de todo nosso conhecimento acerca do mundo</p><p>externo e interno, através dos órgãos dos sentidos e as células; A sequência de eventos</p><p>resultantes na percepção de estímulos se inicia nos receptores periféricos e vias aferentes, até</p><p>o córtex, passando pela medula, tronco e tálamo.</p><p>Percepção: É uma função cognitiva onde o indivíduo é capaz de formar e distinguir os</p><p>estímulos vindos de um ambiente através dos órgãos sensoriais e poder dar um significado</p><p>para eles.</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>Consciência: Nosso fluxo contínuo de alerta, tanto de nossos arredores quanto de nossos</p><p>pensamentos sequenciais.</p><p>Memória: são armazenadas no cérebro pela variação da sensibilidade básica da transmissão</p><p>sináptica, entre neurônios, como resultado de atividade neural prévia.</p><p>É composta de três fases ou elementos básicos: Fase de registro (percepção, gerenciamento e</p><p>início da fixação); Fase de conservação (retenção/armazenamento); Fase de evocação</p><p>(também denominada de lembranças, recordações ou recuperação); caracteriza-se pelo</p><p>acesso a traços já adquiridos e armazenados. A memória surge, então, quando uma</p><p>ĞdžƉĞƌŝĞŶĐŝĂ�Ġ�͞ŐƵĂƌĚĂĚĂ͟�;ŵĞŵŽƌŝnjĂĕĆŽͿ͕�ŽƌŐĂŶŝnjĂĚĂ�;ĂƌŵĂnjĞŶĂŵĞŶƚŽͿ�Ğ�ƌĞĐŽƌĚĂĚĂ͘���ŶŽƐƐĂ�</p><p>capacidade</p><p>de recordar parte de um processo de memória realizado com sucesso, depende do</p><p>contexto em que a memória foi adquirida, e é maior para memórias de longo prazo.</p><p>Consolidação da memória: A informação sensorial pode ser armazenada temporariamente na</p><p>memória de curto prazo, que é sensível a perturbações. Memórias estáveis de longo prazo são</p><p>formadas por consolidação. Um outro tipo de memória, a memória de trabalho, é utilizada</p><p>ƉĂƌĂ�ŵĂŶƚĞƌ�Ă�ŝŶĨŽƌŵĂĕĆŽ�͞ŶĂ�ŵĞŶƚĞ͘͟</p><p>AQUISIÇÃO DA MEMÓRIA</p><p>É útil considerarmos o aprendizado e a memória como ocorrendo em dois estágios: (1) a</p><p>aquisição de uma memória de curta duração e (2) a consolidação de uma memória de longa</p><p>duração. Nesse contexto, a aquisição da memória (aprendizado) ocorre por uma modificação</p><p>física do encéfalo, causada pela entrada de informação sensorial. Isso é distinto da memória de</p><p>trabalho, a qual é vulnerável e pode ser eliminada pela distração e tem capacidade muito</p><p>limitada (pense em manter na mente um número de telefone). A memória de trabalho ocorre</p><p>pela manutenção da atividade neural com o ensaio contínuo e não requer quaisquer</p><p>alterações físicas duradouras no encéfalo. Em contrapartida, a memória de curto prazo</p><p>sobrevive à distração, tem grande capacidade e pode durar de minutos a horas sem esforço</p><p>consciente. Você lembra o que comeu esta manhã em seu desjejum ou ontem à noite no</p><p>jantar? Essas memórias persistem por algum tempo sem ensaio, mas são consideradas de</p><p>͞ĐƵƌƚŽ�ƉƌĂnjŽ͕͟�ƉŽŝƐ�ƐĞƌĆŽ�ĞƐƋƵĞĐŝĚĂƐ͕�Ă�ŵĞŶŽƐ�ƋƵĞ�ƐĞũĂŵ�ĐŽŶƐŽůŝĚĂĚĂƐ�ŶĂ�ŵĞŵſƌŝĂ�ĚĞ� ůŽŶŐŽ�</p><p>prazo. Assim, você provavelmente não lembra rapidamente o que comeu no jantar duas</p><p>semanas atrás, em uma terça-feira, pois as mudanças encefálicas que codificavam essa</p><p>informação já se desvaneceram.</p><p>Atenção ʹ Esta é uma função muito complexa e o nível dela é determinado pelo</p><p>comportamento. Para que a atenção seja bem advinda é importante que o foco seja mantido.</p><p>A atenção é essencial para os processos existentes para a memorização. Sempre vamos</p><p>apontar a nossa atenção para algo que avaliamos ser mais importante em determinados</p><p>momentos dos nossos dias. Porém, diferentes estímulos fazem parte de todo este processo,</p><p>sendo eles:</p><p>Atenção dividida ʹ é uma capacidade que a pessoa possui de prestar atenção em mais de um</p><p>estímulo. Exemplo: ouvir música e falar ao telefone, andar de bicicleta enquanto conversa com</p><p>outra pessoa que também está pedalando;</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>Atenção seletiva ʹ ocorre quando uma pessoa escolhe um estímulo que ela deseja prestar</p><p>atenção. Exemplo: ler uma revista, mesmo quando a televisão esteja ligada e fazendo ruídos</p><p>de fundo.</p><p>5. Discorrer os transtornos de ansiedade (Agorafobia, Síndrome do Pânico e Estresse pós-</p><p>traumático), humor envolvendo suas manifestações, bases biológicas e tratamentos mais</p><p>comuns (Bipolaridade e depressão).</p><p>Transtorno do Pânico Agorafobia Estresse pós-traumático</p><p>Conceito É caracterizada por ataques de pânico</p><p>recorrentes, aparentemente não</p><p>provocados, seguidos de uma</p><p>preocupação persistente acerca da</p><p>possibilidade de sofrer novos ataques.</p><p>Mais comum em mulheres do que em</p><p>homens. Sua manifestação inicial</p><p>ocorre comumente após a</p><p>adolescência e antes dos 50 anos.</p><p>A agorafobia (do grego,</p><p>͞ŵĞĚŽ� ĚĞ� ƉƌĂĕĂƐ� ĂďĞƌƚĂƐ͟Ϳ�</p><p>caracteriza-se por uma</p><p>grave ansiedade com</p><p>respeito a estar em</p><p>situações das quais parece</p><p>difícil ou embaraçoso</p><p>escapar.</p><p>o termo refere-se a</p><p>ferimentos psicológicos</p><p>resultantes de viver ou</p><p>testemunhar um ou mais</p><p>eventos chocantes</p><p>Manifestações clínicas</p><p>Os sintomas incluem palpitação,</p><p>sudorese, tremor, dispneia, dores no</p><p>peito, náusea, tonturas, sensação de</p><p>formigamento e calafrios ou</p><p>͞ĐĂůŽƌƁĞƐ͘͟� �� ŵĂŝŽƌŝĂ� ĚĂƐ� ƉĞƐƐŽĂƐ�</p><p>reporta um medo opressivo de estar</p><p>morrendo ou enlouquecendo, fogem</p><p>do local onde o ataque começou. Os</p><p>ataques têm curta duração,</p><p>geralmente durando menos de 30</p><p>minutos. Ataques de pânico podem</p><p>ocorrer em resposta a estímulos</p><p>específicos. Eles podem ser uma</p><p>característica de uma série de</p><p>transtornos de ansiedade, mas</p><p>também podem ocorrer</p><p>espontaneamente.</p><p>A ansiedade leva os</p><p>pacientes a evitar situações</p><p>percebidas irracionalmente</p><p>como ameaçadoras, como</p><p>ficar sozinho fora de casa,</p><p>em uma multidão, em um</p><p>carro ou avião, em uma</p><p>ponte ou em um elevador.</p><p>Os sintomas incluem</p><p>aumento na ansiedade,</p><p>memórias intrusivas, sonhos</p><p>ou lampejos de memórias das</p><p>experiências traumáticas,</p><p>irritabilidade e embotamento</p><p>emocional.</p><p>Conduta: Psicoterapia, Medicações Ansiolíticas.</p><p>Bipolaridade Depressão</p><p>Manifestações clínicas Os sintomas comuns incluem:</p><p>ͻ��ƵƚŽĞƐƚŝŵĂ�ŝŶĨůĂĚĂ�ŽƵ�ŐƌĂŶĚŝŽƐŝĚĂĚĞ͘�</p><p>ͻ�ZĞĚƵĕĆŽ�ĚĂ�ŶĞĐĞƐƐŝĚĂĚĞ�ĚĞ�ƐŽŶŽ͘</p><p>ͻ� >ŽƋƵĂĐŝĚĂĚĞ� ĂƵŵĞŶƚĂĚĂ� ŽƵ�</p><p>sentimento de pressão para continuar</p><p>falando.</p><p>ͻ� &ƵŐĂ�ĚĞ� ŝĚĞŝĂƐ� ŽƵ� ƐĞŶƐĂĕĆŽ�ĚĞ� ƋƵĞ�ŽƐ�</p><p>pensamentos passam rápido.</p><p>ͻ��ŝƐƚƌĂĕĆŽ͘�</p><p>ͻ� �ƵŵĞŶƚŽ� ĚĂ� ĂƚŝǀŝĚĂĚĞ� ĚŝƌĞĐŝŽŶĂĚĂ� Ă�</p><p>objetivos.</p><p>Outro sintoma é o julgamento</p><p>inadequado. Comportamentos como</p><p>compras excessivas, comportamento</p><p>desinibido ou ofensivo, promiscuidade</p><p>sexual e outros comportamentos</p><p>temerários são comuns.</p><p>O transtorno bipolar tipo I é</p><p>caracterizado pelos episódios maníacos</p><p>descritos acima (com ou sem crises de</p><p>depressão. O transtorno bipolar tipo II é</p><p>caracterizado por hipomania, uma forma</p><p>mais leve de mania, que não está</p><p>associada a ocorrência de julgamentos</p><p>ou desempenho inadequados.</p><p>Os principais sintomas são o humor</p><p>deprimido e a diminuição do interesse</p><p>ou prazer em todas as atividades. Para</p><p>se fazer o diagnóstico de depressão</p><p>maior, esses sintomas devem estar</p><p>presentes todos os dias durante um</p><p>período de pelo menos 2 semanas, sem</p><p>qualquer relação óbvia com situações de</p><p>luto. Outros sintomas também podem</p><p>ocorrer, incluindo:</p><p>ͻ� WĞƌĚĂ� ĚĞ� ĂƉĞƚŝƚĞ� ;ŽƵ� ĂƵŵĞŶƚŽ� ĚŽ�</p><p>apetite).</p><p>ͻ�/ŶƐƀŶŝĂ�;ŽƵ�ŚŝƉĞƌƐƀŶŝĂͿ͘�</p><p>ͻ�&ĂĚŝŐĂ͘</p><p>Sentimento de inutilidade e de culpa.</p><p>ͻ� ZĞĚƵĕĆŽ� ŶĂ� ĐĂƉĂĐŝĚĂĚĞ� ĚĞ�</p><p>concentração.</p><p>ͻ�WĞŶƐĂŵĞŶƚŽƐ�ƌĞĐŽƌƌĞŶƚĞƐ�ĚĞ�ŵŽƌƚĞ͘</p><p>Condutas: Eletroconvulsoterapia, Psicoterapia, Antidepressivos, Lítio, Estimulação encefálica</p><p>profunda.</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>Problema 4</p><p>1. Explicar a anatomofisiologia do órgão da visão (formação da imagem, estruturas do olho).</p><p>FORMAÇÃO DA VISÃO</p><p>Córnea: recebe e refrata a luz. Esclera: formato e proteção das partes internas. Íris: regula a</p><p>quantidade de luz que entra no bulbo do olho. Corpo Ciliar: secreta humor aquoso e promove</p><p>acomodação visual. Corioide: fornece suprimento sanguíneo e absorve luz difusa. Retina:</p><p>transforma estímulos luminosos em nervosos. Papila óptica: inervação sanguínea. Cones: zona</p><p>central (mácula), luz de alta intensidade, cores. Bastonetes: zona periférica, pouca luz. Cápsula</p><p>da lente: refrata a luz. Pupila: abertura que controla a quantidade que entra no globo ocular.</p><p>Controle do SNA. Cavidade anterior: contem humor aquoso e ajuda a manter a retina ligada</p><p>ao corioide. Músculos ciliares: distendem a lente alterando a distância focal. Inervação: Nervo</p><p>óptico (II); Nervo Oculomotor (III); Nervo Troclear (IV); Nervo abducente (VI).</p><p>fonte de luz que emite os fotáns que</p><p>botem e devolvem pelos objetos sabidos</p><p>ao atingir o olho nossa reflexão</p><p>Õbiongeo o olhão atravessa o- correa</p><p>e chega na íris que regula a</p><p>quarto . de luz recebida pela pupila . Img</p><p>chega ao cristalino e foca sobre aretha</p><p>a lente do olho produz ing invertidos e o</p><p>cerebro converte. Na retina + soo milhões</p><p>de céls fotorreceptores transforma onda luminosos em impulsos</p><p>eletroquímicos decodificados. pelo cerebro formando a IMG!</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>2. Como é formada a imagem nas patologias (glaucoma, catarata, miopia, hipermetropia,</p><p>astigmatismo, presbiopia).</p><p>MIOPIA</p><p>HIPERMETROPIA</p><p>divergente</p><p>convergido</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>Queixa: Dificuldade de leitura, podendo ser acompanhada de sintomas astenopéicos, na</p><p>tentativa de formar a imagem na retina. Fator de risco para presbiopia.</p><p>ASTIGMATISMO</p><p>Queixa: visão borrada em diferentes distâncias. Sua prevalência aumenta com a</p><p>idade.</p><p>PRESBIOPIA</p><p>Obs.: Não é considerado ametropia, mas uma condição em que a função fisiológica do</p><p>cristalino foi perdida.</p><p>Queixa: borramento visual para perto.</p><p>GLAUCOMA</p><p>Grupo de patologias que atingem o nervo óptico e envolvem a perda de células ganglionares</p><p>da retina num padrão característico de neuropatia óptica. O glaucoma normalmente é</p><p>assintomático, sendo a perda da visão percebida pelo paciente em fases avançadas da doença.</p><p>Envolve: 1. aumento da pressão intra-ocular (13-21 normal); 2. aumento da escavação e</p><p>atrofia de nervo óptico; 3. perdas campimétricas características.</p><p>Fatores de risco: PIO, idade, história familiar, etnia, pressão de perfusão ocular diminuída,</p><p>DM2, ametropias, genético.</p><p>Causas: nível da pressão intra-ocular aumentado - determinado pelo equilíbrio entre produção</p><p>e escoamento do humor aquoso.</p><p>ulmária</p><p>convergente</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>CATARATA</p><p>Os sinais objetivos encontrados no exame oftalmológico de rotina são: perda da acuidade,</p><p>mensurada geralmente pela Tabela de Snellen e alteração da transparência do cristalino na</p><p>biomicroscopia do segmento anterior em midríase, em exame realizado em lâmpada de fenda.</p><p>O único tratamento curativo da catarata é o cirúrgico e consiste em substituir o cristalino</p><p>opaco por prótese denominada de lente intraocular (LIO).</p><p>3. Mecanismo da formação do som.</p><p>As ondas sonoras são recebidas primeiramente na orelha externa (concha) e são transmitidas,</p><p>através do meato acústico externo, até a membrana timpânica que, por sua vez, forma o limite</p><p>com a orelha média. A membrana timpânica passa a oscilar mecanicamente e transmite as</p><p>vibrações, por meio dos ossículos da audição, localizados na orelha média, até a janela do</p><p>vestíbulo (janela oval), o limite com a orelha interna. As vibrações da membrana da janela do</p><p>vestíbulo induzem a oscilação de uma coluna de líquido no interior da orelha interna que, por</p><p>sua vez, movimenta as células receptoras. A transformação de ondas sonoras em impulsos</p><p>elétricos ocorre na orelha interna (mecanotransdução), o órgão da audição propriamente dito.</p><p>Esses impulsos nervosos vão alcançar o sistema nervoso central, via nervo acústico</p><p>(Vestibulococlear ʹ Nervo VIII).</p><p>4. Compreender a anatomofisiologia da audição.</p><p>Orelha Externa: Pavilhão auricular (orelha), meato acústico externo, membrana timpânica.</p><p>Orelha Média: Ossículos (martelo, bigorna e estribo), cavidade timpânica, tuba auditiva, janela</p><p>oval e redonda.</p><p>Orelha Interna: Canais semicirculares (anterior, posterior e lateral), cóclea, aqueduto da</p><p>cóclea, vestíbulo.</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>OUVIDO INTERNO</p><p>Também chamado labirinto, é uma estrutura complexa formada por sacos membranosos</p><p>cheios de líquido (labirinto ósseo ʹ perilinfa e labirinto membranoso ʹ endolinfa), que se</p><p>encontram alojados dentro de cavidades na porção pétrea do osso temporal. O conjunto de</p><p>cavidades e canais limitados por tecido ósseo chama-se labirinto ósseo. Dentro desse labirinto</p><p>ósseo encontram-se estruturas membranosas que ocupam parcialmente as cavidades ósseas,</p><p>seguindo geralmente ʹ mas não sempre ʹ a sua forma. É o labirinto membranoso, que, apesar</p><p>de em certas regiões se ligar à parede óssea, na maioria de sua extensão apresenta-se</p><p>separado do osso. Existe, pois, um espaço entre o labirinto membranoso e o ósseo. Esse</p><p>espaço é uma continuação do espaço subaracnóideo das meninges e se apresenta cheio de um</p><p>fluido, a perilinfa, de composição semelhante à do líquido cefalorraquidiano. Além da</p><p>perilinfa, existem delgadas traves de tecido conjuntivo contendo vasos, os quais unem o</p><p>periósteo que reveste o labirinto ósseo às estruturas membranosas. O interior das estruturas</p><p>membranosas é cheio de um líquido, a endolinfa, de composição e origem diferentes da</p><p>perilinfa.</p><p>O labirinto ósseo é constituído por uma cavidade central de forma irregular: o vestíbulo, onde</p><p>desembocam, de um lado, os canais semicirculares e, de outro, a cóclea. O vestíbulo contém</p><p>duas estruturas distintas, o sáculo e o utrículo. No utrículo desembocam os canais</p><p>semicirculares. Cada um desses canais apresenta uma dilatação em uma das suas</p><p>extremidades, as ampolas. O sáculo apresenta-se também dentro do vestíbulo e está unido ao</p><p>utrículo e à cóclea por estreitos canais. Os ductos que ligam o utrículo ao sáculo reúnem-se</p><p>com a forma de um Y ʹ o ducto endolinfático.</p><p>ÓRGÃO DE CORTI</p><p>Apoiando-se sobre a lâmina espiral óssea e a lâmina espiral membranosa encontra-se uma</p><p>estrutura complexa sensível às vibrações induzidas pelas ondas sonoras, o órgão de Corti. O</p><p>órgão de Corti repousa sobre uma camada de material extracelular, a membrana basilar,</p><p>produzida pelas células do órgão de Corti e pelas células mesoteliais que revestem a escala</p><p>timpânica.</p><p>Questão:</p><p>I ʹ O órgão de Corti, apoiado na membrana basilar, possui as células receptoras auditivas, que</p><p>convertem energia mecânica em alteração na polarização da membrana.</p><p>II- A cóclea é um órgão espiral, em sua porção interna é dividida em escalas, que são</p><p>preenchidas por fluido. A membrana basilar separa a escala timpânica da escala média e a</p><p>membrana de Reissner separa a média da escala vestibular.</p><p>III- A onda sonora que chega até a membrana timpânica, transmite os movimentos para os</p><p>ossículos, estes promovem diretamente o movimento do fluido da cóclea que provoca uma</p><p>resposta nos neurônios sensoriais.</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>IV- A membrana timpânica e os ossículos constituem o ouvido médio. O martelo está</p><p>diretamente conectado à membrana timpânica e se conecta à bigorna e estribo, que se</p><p>conecta à janela oval.</p><p>V- O ouvido externo é constituído pelas estruturas presentes do pavilhão auditivo até a</p><p>membrana timpânica, e o ouvido interno se constitui pelas estruturas desde a membrana</p><p>timpânica até a janela oval (F).</p><p>Problema 5</p><p>1. Compreender a anatomofisiologia do olfato/cavidade nasal (olfato).</p><p>FOSSAS NASAIS</p><p>São revestidas por mucosa com diferentes estruturas, segundo a região considerada.</p><p>Distinguem-se nas fossas nasais três regiões: o vestíbulo, a área respiratória e a área olfatória.</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>VESTÍBULO</p><p>O vestíbulo é a porção mais anterior e dilatada das fossas nasais; sua mucosa é continuação da</p><p>pele do nariz, porém o epitélio estratificado pavimentoso da pele logo perde sua camada de</p><p>queratina e o tecido conjuntivo da derme dá origem à lâmina própria da mucosa. Os pelos</p><p>curtos (vibrissas) e a secreção das glândulas sebáceas e sudoríparas existentes no vestíbulo</p><p>constituem uma barreira à penetração de partículas grosseiras nas vias respiratórias.</p><p>1. Vestíbulo: porção mais anterior e dilatada. Formado por epitélio pavimentoso estratificado não queratinizado, lâmina</p><p>própria de tecido conjuntivo, glândulas sebáceas e sudoríparas e vibrissas (pelos curtos).</p><p>ÁREA RESPIRATÓRIA</p><p>A área respiratória compreende a maior parte das fossas nasais. A mucosa dessa região é</p><p>recoberta por epitélio pseudoestratificado colunar ciliado, com muitas células caliciformes</p><p>(epitélio respiratório, já descrito). Nesse local a lâmina própria contém glândulas mistas</p><p>(serosas e mucosas), cuja secreção é lançada na superfície do epitélio. O muco produzido pelas</p><p>glândulas mistas e pelas células caliciformes prende microrganismos e partículas inertes,</p><p>sendo deslocado ao longo da superfície epitelial em direção à faringe, pelo batimento ciliar.</p><p>Esse deslocamento do muco protetor, na direção do exterior, é importante para proteger o</p><p>aparelho respiratório. A superfície da parede lateral de cada cavidade nasal apresenta-se</p><p>irregular, em razão da existência de três expansões ósseas chamadas conchas ou cornetos. Nos</p><p>cornetos inferior e médio, a lâmina própria contém um abundante plexo venoso. Ao passar</p><p>pelas fossas nasais, o ar é aquecido, filtrado e umedecido, atribuindo-se ao plexo venoso</p><p>função importante nesse aquecimento.</p><p>2. Área respiratória: A maior parte das fossas nasais. Mucosa de epitélio respiratório e lâmina própria com glândulas</p><p>mistas.</p><p>Apresenta expansões ósseas chamadas conchas ou cornetos com plexo venoso.</p><p>ÁREA OLFATÓRIA</p><p>A área olfatória é uma região situada na parte superior das fossas nasais, sendo responsável</p><p>pela sensibilidade olfatória. Essa área é revestida pelo epitélio olfatório, que contém os</p><p>quimiorreceptores da olfação. O epitélio olfatório é um neuroepitélio colunar</p><p>pseudoestratificado, formado por três tipos celulares (Figura 17.5). As células de sustentação</p><p>são prismáticas, largas no seu ápice e mais estreitas na sua base; apresentam, na sua</p><p>superfície, microvilos que se projetam para dentro da camada de muco que cobre o epitélio</p><p>(Figura 17.5). Essas células têm um pigmento acastanhado que é responsável pela cor amarelo-</p><p>castanha da mucosa olfatória.</p><p>As células basais são pequenas, arredondadas, e situam-se na região basal do epitélio, entre as</p><p>células olfatórias e as de sustentação; são as células-tronco (stem cells) do epitélio olfatório. As</p><p>células olfatórias são neurônios bipolares que se distinguem das células de sustentação porque</p><p>seus núcleos se localizam em uma posição mais inferior. Suas extremidades (dendritos)</p><p>apresentam dilatações elevadas, de onde partem 6 a 8 cílios, sem mobilidade, que são</p><p>quimiorreceptores excitáveis pelas substâncias odoríferas. A existência dos cílios amplia</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>enormemente a superfície receptora. Os axônios que nascem nas porções basais desses</p><p>neurônios sensoriais reúnem-se em pequenos feixes, dirigindo-se para o sistema nervoso</p><p>central. Na lâmina própria dessa mucosa, além de abundantes vasos e nervos, observam-se</p><p>glândulas ramificadas tubuloacinosas alveolares, as glândulas de Bowman (serosas). Os</p><p>ductos dessas glândulas levam a secreção para a superfície epitelial, criando uma corrente</p><p>líquida contínua, que limpa os cílios das células olfatórias, facilitando o acesso de novas</p><p>substâncias odoríferas.</p><p>Figura 17.5 Este esquema do epitélio olfatório mostra os três tipos de células (de sustentação, olfatórias e basais) e uma glândula</p><p>de Bowman.</p><p>3. Área olfatória: Responsável pela sensibilidade olfatória. É revestida por epitélio olfatório: neuroepitélio colunar</p><p>pseudoestratificado formado por células olfatórias (neurônios bipolares), de sustentação e basais/fontes (regeneração). Sua</p><p>lâmina própria é rica em vasos, nervos e glândulas ramificadas túbulo acinosas alveolares (glândulas de Bowman).</p><p>2. Doenças que levam a perda do olfato.</p><p>Covid-19, Gripe, Sinusite, Rinite, Traumatismo Craniano, Infecção das Vias Superiores,</p><p>Envelhecimento, Doenças Neurológicas ʹ Meningioma e Alzheimer.</p><p>3. Explicar a fisiopatologia da Síndrome de Bell (Sinais e sintomas).</p><p>A paralisia de Bell é uma condição neurológica, idiopática, que consiste na paralisia do VII</p><p>nervo craniano (nervo facial), provido de raízes motoras e sensitivas. O quadro clínico é súbito,</p><p>decorrente da inflamação e do edema do nervo facial, encarcerando o nervo no canal ósseo</p><p>facial. A PB pode apresentar-se com diferentes graus de severidade, desde perda parcial a</p><p>completa dos movimentos da hemiface afetada.</p><p>*Sinais Clínicos: Paralisia facial (Grau I ʹ VI), redução da lubrificação do olho, dificuldade</p><p>para fechar os olhos, perda de olfato, lacrimejamento, otalgia (dor no ouvido), dor</p><p>retroauricular, alterações gustativas, xeroftalmia, hiperacusia (excitação auditiva,</p><p>sensibilidade dolorosa e confusa de certos sons, principalmente os agudos), algicusia</p><p>(sensibilidade à ruídos de alta intensidade).</p><p>*Tratamento: Corticosteroides (prednisolona) ʹ Único tratamento aprovado.</p><p>*O grau de extensão da paralisia é determinado pela escala de House-Brackmann (HB)</p><p>(Quadro I) e pela eletromiografia, que produz informações.</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>4. Explicar a fisiopatologia da Síndrome de Kallmann (Sinais e sintomas).</p><p>A síndrome de Kallmann (SK) é caracterizada como a associação entre hipogonadismo</p><p>hipogonadotrófico (HHI) e distúrbio olfatório (anosmia ou hiposmia).</p><p>A fisiopatologia se dá por defeito na formação do bulbo e do trato olfatório, que</p><p>desorientam a migração e diferenciação dos neurônios secretores do hormônio liberador das</p><p>gonadotrofinas (GnRH).</p><p>O HHI é definido como a ausência parcial ou completa de desenvolvimento puberal,</p><p>consequência de um defeito na produção ou na secreção hipotalâmica de GnRH, o que ocorre</p><p>na SK, ou pela resistência hipofisária à ação desse hormônio.</p><p>A anosmia está relacionada à deficiência de GnRH porque a migração e diferenciação dos</p><p>neurônios secretores de GnRH dependem da formação do bulbo olfatório (Figura 2). Tanto os</p><p>neurônios do bulbo olfatório quanto os neurônios secretores de GnRH se originam no epitélio</p><p>nasal embrionário e migram em direção às meninges, cruzando a placa cribiforme. Logo após,</p><p>os corpos dos neurônios GnRH dirigem-se para a área pré-óptica do hipotálamo, guiando-se</p><p>pelas projeções hipotalâmicas dos neurônios do bulbo as quais constituem o trato olfatório.</p><p>Assim, defeitos na formação do bulbo e trato olfatórios desorientam a migração e a</p><p>diferenciação dos neurônios GnRH.</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>*Sinais e Sintomas: Atraso puberal (ausência de telarca até os 13 anos, amenorreia primária</p><p>aos 15 anos nas meninas e volume testicular menor que 4mL aos 14 anos nos meninos),</p><p>criptorquidia (testículos não descidos, ou a ausência de um ou dos dois testículos na bolsa</p><p>testicular (saco escrotal) e/ou micropênis, além de malformações como fenda palatina,</p><p>agenesia renal, perda auditiva neurossenssorial, daltonismo e outros.</p><p>*Tratamento: O tratamento é baseado na reposição de esteroides sexuais, visando a</p><p>ocorrência de desenvolvimento puberal normal, incluindo tentativa de restaurar a</p><p>fertilidade com administração de hormônio liberador de gonadotrofina. O tempo de início</p><p>de tratamento é importante não apenas para estabelecer o equilíbrio metabólico, ósseo e</p><p>sexual, como também para minimizar os efeitos psicossociais relacionados à SK.</p><p>5. Papilas gustativas e função do sabor.</p><p>PAPILAS LINGUAIS</p><p>Papilas são elevações do epitélio oral e lâmina própria que assumem diversas formas e</p><p>funções. Existem quatro tipos (ver Figura 15.2): filiformes, fungiformes, foliadas e</p><p>circunvaladas.</p><p>Figura 15.2 Superfície da língua na região próxima ao V lingual, entre as porções anterior e posterior.</p><p>As papilas filiformes têm um formato cônico alongado, são numerosas e estão sobre toda a</p><p>superfície dorsal da língua; têm a função mecânica de fricção. Seu epitélio de revestimento,</p><p>que não contém botões gustativos, é queratinizado.</p><p>Christine Ott - TXIII</p><p>As papilas fungiformes assemelham-se a cogumelos, tendo uma base estreita e uma porção</p><p>superior mais superficial dilatada e lisa. Essas papilas, que contêm poucos botões gustativos na</p><p>sua superfície superior, estão irregularmente distribuídas entre as papilas filiformes.</p><p>As papilas foliadas são pouco desenvolvidas em humanos, porém encontradas em macacos e</p><p>coelhos. Elas consistem em duas ou mais rugas paralelas separadas por sulcos na superfície</p><p>dorsolateral da língua, contendo muitos botões gustativos.</p><p>As papilas circunvaladas são 7 a 12 estruturas circulares grandes, cujas superfícies achatadas</p><p>se estendem acima das outras papilas. Elas estão distribuídas na região do V lingual, na parte</p><p>posterior da língua. Numerosas glândulas serosas (glândulas de von Ebner) secretam seu</p><p>conteúdo no interior de uma profunda depressão que circunda cada papila. Esse arranjo</p><p>similar a um fosso possibilita um fluxo contínuo de líquido sobre uma grande quantidade de</p><p>botões gustativos ao longo das superfícies laterais dessas papilas. Este fluxo é importante na</p><p>remoção de partículas de alimentos da adjacência dos botões gustativos, para que eles possam</p><p>receber e processar novos estímulos. As glândulas serosas também secretam uma lipase que</p><p>provavelmente previne a formação de uma camada hidrofóbica sobre os botões gustativos, o</p><p>que poderia prejudicar sua função. Além deste papel local, a lipase lingual é ativa no estômago</p>

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