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<p>Cuidados Paliativos</p><p>Um conceito a desmistificar</p><p>CP – Um conceito a desmistificar</p><p>Objetivo Geral:</p><p>Definir a filosofia de CP.</p><p>CP – Um conceito a desmistificar</p><p>Objetivos específicos:</p><p>Identificar os principais mitos sobre CP;</p><p>Definir conceito de CP;</p><p>Definir princípios de CP;</p><p>Classificar a dor.</p><p>Mitos sobre Cuidados Paliativos</p><p>Os CP aceleram a Morte;</p><p>Os CP são apenas para pessoas que estão a morrer de cancro;</p><p>Os CP são apenas prestados nos hospitais;</p><p>Os CP significam que o meu médico desistiu e não há mais esperança;</p><p>A dor faz parte do processo de morte;</p><p>A morfina é administrada para acelerar a morte;</p><p>Pessoas em CP que deixam de comer morrem à fome;</p><p>É preciso proteger as crianças (adultos) de assistir à deterioração do doente e da morte.</p><p>CUIDADOS PALIATIVOS</p><p>O termo “paliativo” deriva do vocábulo latino pallium, que significa manta ou coberta.</p><p>Proteger</p><p>Cuidar</p><p>Acomodar</p><p>Aconchegar</p><p>…..</p><p>CONFORTO</p><p>CUIDADOS PALIATIVOS</p><p>Em Portugal, desde 2012 que está definida a responsabilidade do Estado em matéria de Cuidados Paliativos, pela Lei de Bases dos Cuidados Paliativos (LBCP) (Lei nº 52/2012 de 5 de setembro). Com esta legislação, estabeleceu-se a Rede Nacional de Cuidados Paliativos (RNCP), sob a tutela do Ministério da Saúde e definiu-se que a Coordenação da RNCP fica assegurada pela Comissão Nacional de Cuidados Paliativos (CNCP), em articulação com as Administrações Regionais de Saúde, através dos respetivos Coordenadores Regionais da RNCP.</p><p>CUIDADOS PALIATIVOS</p><p>Lei n.º 52/2012 de 5 de setembro Lei de Bases dos Cuidados Paliativos Para efeitos da presente lei, entende -se por:</p><p>«Cuidados paliativos» (BASE II)</p><p>os cuidados ativos, coordenados e globais, prestados por unidades e equipas específicas, em internamento ou no domicílio, a doentes em situação de sofrimento decorrente de doença incurável ou grave, em fase avançada e progressiva, assim como às suas famílias, com o principal objetivo de promover o seu bem -estar e a sua qualidade de vida, através da prevenção e alívio do sofrimento físico, psicológico, social e espiritual, com base na identificação precoce e do tratamento rigoroso da dor e outros problemas físicos, mas também psicossociais e espirituais;</p><p>O que são cuidados paliativos</p><p>Os Cuidados Paliativos procuram melhorar a qualidade de vida dos doentes, das suas famílias e cuidadores pela prevenção e alívio do sofrimento, através da identificação precoce, diagnóstico e tratamento adequado da dor e de outros problemas, sejam estes físicos, psicológicos, sociais ou espirituais .</p><p>CUIDADOS PALIATIVOS</p><p>«Obstinação diagnóstica e terapêutica» os procedimentos diagnósticos e terapêuticos que são desproporcionados e fúteis, no contexto global de cada doente, sem que daí advenha qualquer benefício para o mesmo, e que podem, por si próprios, causar sofrimento acrescido.</p><p>CUIDADOS PALIATIVOS</p><p>Princípios (BASE IV)</p><p>Os cuidados paliativos regem -se pelos seguintes princípios:</p><p>a) Afirmação da vida e do valor intrínseco de cada pessoa, considerando a morte como processo natural que não deve ser prolongado através de obstinação terapêutica;</p><p>b) Aumento da qualidade de vida do doente e sua família;</p><p>c) Prestação individualizada, humanizada, tecnicamente rigorosa, de cuidados paliativos aos doentes que necessitem deste tipo de cuidados;</p><p>d) Multidisciplinaridade e interdisciplinaridade na prestação de cuidados paliativos;</p><p>e) Conhecimento diferenciado da dor e dos demais sintomas;</p><p>f) Consideração pelas necessidades individuais dos pacientes;</p><p>g) Respeito pelos valores, crenças e práticas pessoais, culturais e religiosas;</p><p>h) Continuidade de cuidados ao longo da doença.</p><p>CUIDADOS PALIATIVOS</p><p>BASE V</p><p>Direitos dos doentes</p><p>O doente tem direito a:</p><p>Receber cuidados paliativos adequados à complexidade da situação e às necessidades da pessoa, incluindo a prevenção e o alívio da dor e de outros sintomas;</p><p>Doente tem direito a CP não porque está a morrer mas porque está a sofrer.</p><p>CUIDADOS PALIATIVOS/OMS</p><p>Ainda de acordo com a OMS, os CP são tanto mais eficazes quanto mais precocemente integrados no curso das doenças, não só melhorando a qualidade de vida dos doentes e suas famílias, como reduzindo hospitalizações desnecessárias e a (sobre) utilização de serviços de saúde.</p><p>Os CP especializados são um dos componentes do Serviço Nacional Saúde (SNS), que se pretende sustentável, de qualidade e acessível. Integram-se nos cuidados de saúde primários (CSP), cuidados de saúde hospitalares (CSH) e cuidados continuados integrados (CCI).</p><p>De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os CP são cuidados de saúde especializados para pessoas com doenças graves, avançadas e progressivas, qualquer que seja a sua idade, diagnóstico ou estadio da doença.</p><p>CUIDADOS PALIATIVOS/OMS</p><p>São cuidados baseados nas necessidades dos doentes e famílias e destinam-se ao acompanhamento de doentes com situações complexas,</p><p>como:</p><p>Doenças cardiovasculares;</p><p>DPOC;</p><p>Insuficiência renal;</p><p>Doença hepática crónica;</p><p>Esclerose múltipla;</p><p>Doença Parkinson;</p><p>Malformações congénitas;</p><p>Artrite reumatoide;</p><p>Doenças neurológicas;</p><p>Doença de Alzheimer e outras demências;</p><p>Doenças infecciosas como HIV e tuberculose resistente ao tratamento;</p><p>Cancro.</p><p>Cuidados Paliativos</p><p>INTEGRATIVOS</p><p>PROMOÇÃO DA SAÚDE</p><p>PREVENÇÃO</p><p>TRATAMENTO E CUIDADOS E SUPORTE</p><p>Desmistificação</p><p>Os CP aceleram a Morte;</p><p>Os CP são apenas para pessoas que estão a morrer de cancro;</p><p>Os CP são apenas prestados nos hospitais;</p><p>Os CP significam que o meu médico desistiu e não há mais esperança;</p><p>A dor faz parte do processo de morte;</p><p>A morfina é administrada para acelerar a morte;</p><p>Pessoas em CP que deixam de comer morrem de fome;</p><p>É preciso proteger as crianças (adultos) de assistir a deterioração do doente e da morte.</p><p>Desmistificação</p><p>Os CP aceleram a Morte;</p><p>Desmistificação</p><p>Os CP são apenas para pessoas que estão</p><p>a morrer de cancro;</p><p>Desmistificação</p><p>Os CP são apenas prestados nos hospitais;</p><p>Desmistificação</p><p>Os CP significam que o meu médico desistiu e não há mais esperança;</p><p>Os Cuidados Paliativos oferecem melhor qualidade de vida para aqueles diagnosticados com uma doença avançada. A esperança torna-se menos relacionada com a cura e mais em viver da maneira mais plena possível.</p><p>Desmistificação</p><p>Porque a borboleta é um dos símbolos de Cuidados Paliativos?</p><p>A borboleta vive por pouco tempo. Mas nesse pouco tempo ela poliniza as plantas, embeleza a natureza e deixa as pessoas felizes.</p><p>É um exemplo que a vida não se mede só em tempo. A vida também se mede em intensidade.</p><p>Os cuidados paliativos pretendem dar valor, sentido, conforto, qualidade… a cada segundo de vida…</p><p>“ cuidado paliativo não é uma alternativa de tratamento, e sim uma parte complementar e vital de todo acompanhamento do doente”</p><p>Cicely Saunders</p><p>Desmistificação</p><p>A dor faz parte do processo de morte;</p><p>Desmistificação</p><p>A morfina é administrada para acelerar a morte;</p><p>Desmistificação</p><p>Pessoas em CP que deixam de comer morrem de fome;</p><p>Desmistificação</p><p>É preciso proteger as crianças (adultos)</p><p>de assistir a deterioração do doente e a morte.</p><p>Em CP fala-se de morte porque somos sensíveis à vida e ao que a influência negativamente.</p><p>Preocupação com o que condiciona a vida/sofrimento.</p><p>Falamos de morte porque respeitamos a vida.</p><p>Conspiração do Silêncio</p><p>No seu livro "Sobre a morte e o morrer", Kübler – Ross (1998, p.166) partilha um relato muito interessante neste contexto:</p><p>Entrevistamos um marido que estava para morrer, e ele disse: sei que tenho muito pouco tempo de vida, mas não contem isso à minha mulher, por que ela não suportaria isto. Quando conversamos com sua mulher num encontro casual, ela repetiu praticamente as mesmas palavras. Ambos sabiam, mas nenhum deles tinha coragem de comunicar isto ao outro – e já tinham trinta anos de casados.</p><p>Conspiração do Silêncio</p><p>“(…)ninguém pretende terminar a sua vida na indiferença, nem ser enviado para outro mundo sem o saber.”</p><p>Hennezel (2001)</p><p>Conspiração do Silêncio e o direito a ser informado</p><p>Artigo 19.º</p><p>Esclarecimento</p><p>do médico ao doente</p><p>1 - O doente tem direito a receber e o médico o dever de prestar esclarecimento sobre o diagnóstico, a terapêutica e o prognóstico da sua doença.</p><p>2 - O esclarecimento deve ser prestado previamente e incidir sobre os aspetos relevantes de atos e práticas, dos seus objetivos e consequências funcionais, permitindo que o doente possa consentir em consciência.</p><p>3 - O esclarecimento deve ser prestado pelo médico com palavras adequadas, em termos compreensíveis, adaptados a cada doente, realçando o que tem importância ou o que, sendo menos importante, preocupa o doente.</p><p>4 - O esclarecimento deve ter em conta o estado emocional do doente, a sua capacidade de compreensão e o seu nível cultural.</p><p>5 - O esclarecimento deve ser feito, sempre que possível, em função dos dados probabilísticos e facultando ao doente as informações necessárias para que possa ter uma visão clara da situação clínica e tomar uma decisão consciente.</p><p>UTENTE DECIDE COMO QUER VIVER</p><p>Conspiração do Silêncio</p><p>A conspiração do silêncio pode ser definida como um “acordo tácito ou explícito para manter o secretismo acerca de qualquer situação ou acontecimento”, ou ainda como uma “tendência para o encobrimento de uma situação incómoda, é a omissão da verdade, desenvolvendo-se na cultura da mentira e/ou da omissão”</p><p>(Almeida & Almeida, 2007, p. 25)</p><p>Conspiração do Silêncio</p><p>Dinâmica</p><p>Onde todos sentem, mas ninguém fala, e neste “ninguém” inclui-se os profissionais que acabam por compactuar com este silêncio, protegendo desta forma a sua vulnerabilidade emocional exposta em momentos em que a cura não é o produto final.</p><p>Conspiração do Silêncio</p><p>Diante das inúmeras formas de expressão e comunicação existentes no universo das relações humanas, uma delas mostra-se peculiar, ruidosa e instiga o entendimento. Trata-se do silêncio. Trata-se da enunciação de algo que vai além das palavras; algo que vai além do visível; algo que toca o sujeito no mais profundo de seu ser.</p><p>Conspiração do Silêncio</p><p>Doente</p><p>Família</p><p>Profissionais de Saúde</p><p>Conspiração do Silêncio - Doente</p><p>Controlo insatisfatório dos sintomas:</p><p>Diminui a confiança nos profissionais de saúde;</p><p>Sentimento de isolamento;</p><p>Idas recorrentes ao hospital e consequentes internamentos ;</p><p>Menos possibilidade de poder planear o seu Fim De Vida, porque não conseguem compreender realmente o seu prognóstico</p><p>PRINCIPIO DA AUTONOMIA</p><p>Conspiração do Silêncio - Doente</p><p>Os doentes por vezes também têm situações pendentes para resolver e devem ser devidamente informados, sobre o seu diagnostico/prognóstico, de modo a que se consiga organizar no sentido de resolver conflitos anteriores, ou mesmo expressar sentimentos que facilitam o processo posterior de luto para os que ficam.</p><p>AUMENTO DOS ESTADOS DE AGONIA</p><p>A VERDADE PERMITE UMA MORTE TRANQUILA</p><p>Planear assuntos importantes, diretrizes antecipatórias de vontade;</p><p>Melhor compreensão do diagnóstico permite uma abordagem terapêutica mais eficaz;</p><p>Negação fase inicial… PROCESSO</p><p>PROCESSO LUTO</p><p>Conspiração do Silêncio</p><p>A diretiva antecipada de vontade (DAV) em matéria de cuidados de saúde, designadamente sob a forma de testamento vital (TV), é o documento onde uma pessoa maior de idade e capaz, que não se encontre interdita ou inabilitada por anomalia psíquica, pode, de forma livre e esclarecida, registar antecipadamente os cuidados de saúde que quer ou que não quer receber caso, por alguma razão, se encontre incapaz de expressar a sua vontade pessoal e autonomamente, ou seja, numa situação de quase morte ou de incapacidade física ou mental.</p><p>Lei n.º 25/2012, de 16 de julho - A presente lei estabelece o regime das diretivas antecipadas de vontade (DAV) em matéria de cuidados de saúde, designadamente sob a forma de testamento vital (TV), regula a nomeação de procurador de cuidados de saúde e cria o Registo Nacional do Testamento Vital (RENTEV).</p><p>Conspiração do Silêncio</p><p>Artigo 2.º</p><p>Definição e conteúdo do documento</p><p>1 - As diretivas antecipadas de vontade, designadamente sob a forma de testamento vital, são o documento unilateral e livremente revogável a qualquer momento pelo próprio, no qual uma pessoa maior de idade e capaz manifesta antecipadamente a sua vontade consciente, livre e esclarecida no que concerne aos cuidados de saúde que deseja receber ou não deseja receber, no caso de, por qualquer razão, se encontrar incapaz de expressar a sua vontade pessoal e autonomamente.</p><p>Conspiração do Silêncio</p><p>2 - Podem constar do documento de diretivas antecipadas de vontade as disposições que expressem a vontade clara e inequívoca do outorgante, nomeadamente:</p><p>a) Não ser submetido a tratamento de suporte artificial das funções vitais;</p><p>b) Não ser submetido a tratamento fútil, inútil ou desproporcionado no seu quadro clínico e de acordo com as boas práticas profissionais, nomeadamente no que concerne às medidas de suporte básico de vida e às medidas de alimentação e hidratação artificiais que apenas visem retardar o processo natural de morte;</p><p>c) Receber os cuidados paliativos adequados ao respeito pelo seu direito a uma intervenção global no sofrimento determinado por doença grave ou irreversível, em fase avançada, incluindo uma terapêutica sintomática apropriada;</p><p>d) Não ser submetido a tratamentos que se encontrem em fase experimental;</p><p>e) Autorizar ou recusar a participação em programas de investigação científica ou ensaios clínicos.</p><p>Procurador de Cuidados de Saúde</p><p>ERS - Diretiva Antecipada de Vontade em cuidados de saúde</p><p>Mitos e referenciação tardia</p><p>A referenciação tardia</p><p>origina perdas a nível da prestação de cuidados, uma vez que atrasam a decisão acerca do diagnóstico e permitem a obstinação terapêutica;</p><p>não preparação da família e do doente para o seu fim de vida;</p><p>comunicação de más notícias ao doente e famílias;</p><p>cultura de negação da morte;</p><p>impacto que os CP podem ter nas fases mais precoces da doença.</p><p>Mitos Geram Mitos</p><p>Referenciação tardia</p><p>Errada perceção de CP</p><p>BARREIRA ao acesso</p><p>declínio gradual, com múltiplos episódios de deterioração aguda, com admissão hospitalar seguida de melhoria, mas sem retornar aos padrões iniciais.</p><p>UM CAMINHO….</p><p>Em Portugal continental os Cuidados Paliativos já percorreram um importante caminho com os Planos Estratégicos para o Desenvolvimento dos Cuidados Paliativos estabelecendo conceitos e distribuindo recursos no território nacional. No entanto, embora já se assista a uma distribuição geográfica alargada destes, muitos portugueses com necessidades paliativas ainda não têm facilidade de acesso a CP.</p><p>Defende-se hoje que o acesso aos cuidados paliativos deve ser determinado pelas necessidades da pessoa e família e não apenas pelo prognóstico e é nessa linha que a evolução futura deve prosseguir.</p><p>Pilares dos Cuidados Paliativos</p><p>Controlo sintomático</p><p>O correto tratamento de um sintoma desde logo tem por base a sua correta avaliação e valorização pela equipa interdisciplinar, numa abordagem centrada no doente.</p><p>A avaliação do sintoma é o passo crucial para o bom tratamento e faz-se com base numa eventual check-list em que se caracterizam, entre outros fatores, a: intensidade,</p><p>a localização;</p><p>os fatores de agravamento;</p><p>a medicação em curso (com as respetivas doses) e o;</p><p>impacto nas atividades de vida diária.</p><p>Controlo sintomático</p><p>Resumo dos Princípios do controlo sintomático</p><p>Avaliar corretamente os sintomas (“avaliar, avaliar, avaliar”);</p><p>Monitorizar regularmente os sintomas, de preferência com recurso a escalas;</p><p>Delinear um plano terapêutico misto (com medidas farmacológicas e não farmacológicas);</p><p>Incentivar uma atitude preventiva, construindo plano terapêutico com medicação regular e pautada, e deixando também prescrição em sos;</p><p>Adequar a via de administração, privilegiando a via menos invasiva;</p><p>Estabelecer planos de cuidados com o doente e a família;</p><p>Estar atento aos detalhes do plano de tratamento.</p><p>Controlo sintomático</p><p>O controlo sintomático detém um papel imprescindível e central na intervenção global no sofrimento das pessoas com doença avançada e incurável. Essa intervenção</p><p>dos Cuidados Paliativos deve integrar-se num plano mais alargado que se destina às diferentes dimensões afetadas da pessoa doente.</p><p>Deve fazer-se a correta valorização dos sintomas e estabelecer os objetivos de cuidados adequados, com particular ênfase para a obtenção do conforto.</p><p>A intervenção a delinear deve conter medidas</p><p>farmacológicas e</p><p>não farmacológicas e ser regularmente monitorizada com instrumentos devidamente validados e adaptados a esse fim.</p><p>Controlo sintomático</p><p>Controlo sintomático</p><p>DOR EM CUIDADOS PALIATIVOS</p><p>Dor Total</p><p>O conceito de dor total foi elaborado por Cicely Saunders, na Inglaterra. De formação multiprofissional - enfermeira, médica e assistente social - dedicou sua vida aos doentes fora de possibilidade de cura. Para ela, quando não era mais possível curar, era possível cuidar.</p><p>No cuidado da dor, Saunders percebeu a presença de um estado complexo de sentimentos dolorosos no doente terminal:</p><p>dor física;</p><p>dor psíquica (medo do sofrimento e da morte, tristeza, raiva, revolta, insegurança, desespero, depressão);</p><p>dor social (rejeição, dependência, inutilidade);</p><p>dor espiritual (falta de sentido na vida e na morte, medo do pós-morte).</p><p>DEFINIÇÃO de DOR</p><p>IASP 2020 (International Association for the Study of Pain)</p><p>DOR</p><p>Uma experiência sensorial e emocional desagradável;</p><p>Associada (ou semelhante à associada) a um dano tecidual real ou potencial.</p><p>Com 6 Considerações Adicionais</p><p>Dor, consiste numa experiência sensorial e emocional</p><p>desagradável, associada a lesão tecidular real ou</p><p>potencial ou descrita em termos de tal lesão. 1979- 2020</p><p>DEFINIÇÃO de DOR</p><p>Notas</p><p>A dor é sempre uma experiência subjetiva, que é influenciada, em graus variáveis, por fatores biológicos, psicológicos e sociais.</p><p>Dor e nocicepção são fenômenos diferentes; a experiência de dor não pode ser deduzida pela atividade nas vias sensoriais.</p><p>Através das suas experiências de vida, as pessoas aprendem o conceito de dor e suas aplicações.</p><p>O relato de uma pessoa sobre uma experiência de dor deve ser aceito como tal e respeitado.</p><p>Embora a dor geralmente cumpra um papel adaptativo, ela pode ter efeitos adversos na função e no bem-estar social e psicológico.</p><p>A descrição verbal é apenas um dos vários comportamentos para expressar a dor; a incapacidade de comunicação não invalida a possibilidade de um ser humano ou um animal sentir dor.</p><p>DOR</p><p>O Dor ensina a não repetir a atitude que provocou a dor, funcionando como uma proteção a nível evolutivo.</p><p>De maneira geral, a dor é o principal motivo de consultas médicas no mundo, sendo que sua maior prevalência está relacionada às lombalgias e as dores de cabeça. Além disso, é uma das razões frequentes para faltas no trabalho, e uma importante causa de suicídios.</p><p>Dor</p><p>A dor é tudo o que a Pessoa diz que é, e existe sempre que ela o diz.</p><p>DEFINIÇÃO de DOR</p><p>Classificação da Dor</p><p>Classificação da Dor</p><p>Duração</p><p>Região anatómica</p><p>Intensidade</p><p>Fisiopatologia</p><p>Classificação da Dor - TEMPO</p><p>Sinal de ALARME</p><p>Sobrevivência</p><p>Classificação da Dor - FISIOPATOLOGIA</p><p>Psicossomática</p><p>É uma alteração na perceção da dor, comum em pacientes com transtornos psicológicos ou psiquiátricos e acionada por determinados gatilhos.</p><p>Dor</p><p>DOR NOCICEPTIVA</p><p>DOR NEUROPÁTICA</p><p>Somática</p><p>Visceral</p><p>Periférica</p><p>Central</p><p>Dor</p><p>Mista</p><p>Classificação da Dor - FISIOPATOLOGIA</p><p>Dor nociceptiva</p><p>Resulta da estimulação de receptores da dor.</p><p>Ela é causada por uma lesão nos tecidos do corpo.</p><p>Dor nociceptiva</p><p>Dor somática</p><p>Em moedeira, bem localizada ( mais intensa e precisa);</p><p>Dor visceral</p><p>Em aperto, mal localizada ou referida (difusa e difícil localização).</p><p>É o resultado da ativação de nociceptores nas vísceras.</p><p>Dor Somática/Dor Visceral</p><p>Dor Referida</p><p>Por exemplo, a dor provocada por um enfarte do miocárdio pode parecer originária do braço, visto que as informações sensoriais do coração e do braço convergem nas mesmas células nervosas da medula espinhal.</p><p>A dor referida é um fenômeno muitas vezes confuso na prática clínica, onde a fonte de desconforto não está localizada no mesmo local onde o doente a sente.</p><p>1 Raiz Nervosa</p><p>Abordagem da DOR</p><p>Estratégias não farmacológicas</p><p>Suplementam o tratamento</p><p>Dor</p><p>Fármacos</p><p>Não- opióides</p><p>Opióides</p><p>Métodos Físicos</p><p>Remover causa</p><p>Analgesia Regional</p><p>Abordagem psicológica</p><p>Social</p><p>Tratamento Farmacológico</p><p>Analgésicos</p><p>Não Opióides</p><p>Paracetamol</p><p>AAS e derivados</p><p>AINEs e Coxibs</p><p>Metamizol</p><p>Opióides Minor</p><p>Tramadol</p><p>Paracetamol+codeína</p><p>Paracetamol+Tramadol</p><p>Opióides Major</p><p>Anestésicos locais</p><p>Fármacos adjuvantes</p><p>Morfina</p><p>Buprenorfina</p><p>Fentanil</p><p>Petidina</p><p>Lidocaína</p><p>Bupivacaína</p><p>Anti-depressivos</p><p>Anti-convulsivantes</p><p>Bifosfonatos</p><p>Escada Analgésica</p><p>Escada Analgésica</p><p>Segundo a orientação da OMS, temos a escada analgésica , que orienta sobre a escolha do tratamento farmacológico da dor:</p><p>Três grandes classes de drogas (não opioides , opioides fracos e opioides fortes) são utilizadas sozinhas ou em combinação.</p><p>Em ordem crescente, como os degraus de uma escada.</p><p>De acordo com a intensidade e tipo de dor.</p><p>Escada Analgésica</p><p>Dor Oncológica</p><p>A dor relacionada com a doença oncológica é fonte de intenso sofrimento físico e psicológico para o doente e para a família e interfere na qualidade de vida da Pessoa levando a situações de exaustão.</p><p>O seu impacto estende-se para além do doente, afetando os membros da família e cuidadores.</p><p>Pensam que é um aspeto menor, podendo causar distração do que é importante: o tratamento do cancro. Também temem ser consideradas “doentes difíceis”. Outras pensam que a dor implica um avançar da doença oncológica.</p><p>Dor Oncológica</p><p>Classificação</p><p>Classificação da Dor</p><p>Duração</p><p>Região anatómica</p><p>Intensidade</p><p>Fisiopatologia</p><p>Dor Oncológica</p><p>Dor</p><p>DOR NOCICEPTIVA</p><p>DOR NEUROPÁTICA</p><p>Somática</p><p>Visceral</p><p>Periférica</p><p>Central</p><p>Dor</p><p>Mista</p><p>Dor Oncológica</p><p>A dor irruptiva oncológica (DIO) é definida como uma exacerbação transitória da dor que ocorre quer espontaneamente quer desencadeada por um fator específico (previsível ou imprevisível), apesar do relativamente estável e adequado controlo da dor basal. É fundamental identificar claramente que se trata de um episódio de DIO e não de dor crónica basal mal controlada.</p><p>Medicação de resgate</p><p>DIO</p><p>É essencial que os enfermeiros saibam realizar uma avaliação adequada da DIO, saibam ensinar o doente a gerir o esquema terapêutico e saibam reavaliar.</p><p>Os objetivos da reavaliação são determinar a eficácia e tolerabilidade do tratamento da DIO e se houve ou não alguma alteração da sua natureza. Uma reavaliação inadequada pode levar à continuação de um tratamento ineficaz e/ou inapropriado.</p><p>Dor Oncológica</p><p>A Pessoa com dor tem um papel central na avaliação e tratamento e é o melhor juiz de sua própria dor levando os médicos e enfermeiros a encontrar os tratamentos mais adequados.</p><p>Descrição com a maior precisão possível.</p><p>Definir um diário da dor (p. ex. à semelhança do diário das tensões arteriais ou do guia do diabético) registando regularmente a intensidade, as características e os aspetos relacionados com a dor.</p><p>Dor Oncológica</p><p>Como descrever e explicar este sintoma:</p><p>Onde é a dor? (Identificar as localizações do corpo onde sente a dor: Está presente numa única área ou em várias partes do corpo? É uma dor difusa ou localizada?);</p><p>Há quanto tempo se iniciou? Como se manifesta a dor ao longo do dia? Como apareceu? De repente ou gradualmente?</p><p>Como carateriza a dor? Descrição das características (p. ex. “tipo penetrante”, “sensação de queimadura”, “tipo facada”, “sensação de formigueiro”, “moedeira”, “tipo cólica”, “sensação de cão a ferrar”);</p><p>Como classifica a intensidade da dor? É ligeira, moderada, intensa ou máxima.</p><p>Exemplo, a Escala numérica de 0 a 10 ou a Escala das faces;</p><p>Dor Oncológica</p><p>O que agrava a dor? (p. ex. caminhar, arrumar a casa, o exercício físico);</p><p>O que alivia a dor? (p. ex. o calor, a massagem);</p><p>Que impacto tem a dor nas atividades de vida diárias (p. ex. no sono, no apetite, no autocuidado) e no quotidiano? 8 Grupo Dor da Associação de Enfermagem Oncológica Portuguesa</p><p>Que impacto tem na qualidade de vida?</p><p>Que impacto tem no humor e estado de espírito?</p><p>Como a dor afeta as relações e a vida social?</p><p>Qual a medicação em curso e a medicação experimentada? (Quais são os analgésicos? Durante quanto tempo foram tomados? Qual o alívio obtido? Quais os efeitos adversos?);</p><p>Foram ensaiadas terapias complementares? (por ex. acupuntura, massagem, fisioterapia, outras).</p><p>Esta descrição deve ser efetuada tendo em conta a “dor basal”, ou seja, a dor que de certa forma está sempre presente.</p><p>Insuficiência Cardíaca e CP</p><p>Sintomatologia variada;</p><p>Necessidades não atendidas;</p><p>Elevada carga sintomas;</p><p>Nível funcional reduzido;</p><p>Múltiplas hospitalizações;</p><p>Necessidade de informação;</p><p>Suporte emocional;</p><p>- Preocupações existenciais; PROJETO DE VIDA.</p><p>“Tu és importante porque és tu e importas até ao fim da tua vida”.</p><p>“Você é importante porque você é você. Você é importante até o último momento de sua vida, por isso, nós faremos tudo que pudermos para ajudá-lo não só a morrer pacificamente, mas também a ter a melhor vida possível até o fim”.</p><p>“O que destrói o Homem não é o sofrimento, é o sofrimento sem sentido”</p><p>Viktor Frankl</p><p>cd093db311ac28d7469047363d31b161.pdf (aeop.pt)</p><p>c11ffc911e4883e2dc075e02a3312a75.pdf (aeop.pt)</p><p>10-mitos-sobre-cuidados-paliativos.pdf</p><p>Desmistificar-os-cuidados-paliativos.pdf</p><p>0511905124.pdf (dre.pt)</p><p>image6.jpeg</p><p>image7.png</p><p>image8.png</p><p>image9.png</p><p>image10.png</p><p>image11.png</p><p>image12.png</p><p>image13.png</p><p>image14.png</p><p>image15.png</p><p>image16.png</p><p>image17.jpeg</p><p>image18.png</p><p>image19.jpeg</p><p>image20.png</p><p>image21.png</p><p>image22.png</p><p>image23.jpeg</p><p>image24.jpeg</p><p>image25.png</p><p>image26.png</p><p>image27.png</p><p>image28.png</p><p>image29.png</p><p>image30.png</p><p>image31.png</p><p>image32.png</p><p>image33.png</p><p>image34.jpeg</p><p>image35.png</p><p>image36.png</p><p>image37.png</p><p>image38.png</p><p>image39.jpeg</p><p>image40.jpeg</p><p>image41.png</p><p>image42.png</p><p>image43.png</p><p>image44.png</p><p>image45.png</p><p>image46.png</p><p>image47.png</p><p>image48.png</p><p>image49.png</p><p>image50.png</p><p>image51.png</p><p>image52.png</p><p>image53.png</p><p>image54.jpeg</p><p>image55.jpeg</p><p>image56.png</p><p>image2.png</p><p>image3.png</p><p>image4.png</p><p>image5.png</p>

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