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<p>FINANÇAS CORPORATIVAS</p><p>2</p><p>Sumário</p><p>INTRODUÇÃO........................................................................................................ 5</p><p>CONCEITO -----------------------------------------------------------------------------------------7</p><p>CONCEITO HISTÓRICO ........................................................................................ 9</p><p>PRINCIPAIS TERMINOLOGIAS........................................................................... 11</p><p>Ciclo Econômico ............................................................................................... 11</p><p>Ciclo Operacional .............................................................................................. 11</p><p>Ciclo Financeiro ou Ciclo de Caixa ................................................................... 11</p><p>Giro de Caixa .................................................................................................... 11</p><p>Custos, despesas ou investimentos? ................................................................... 12</p><p>Custos ............................................................................................................... 12</p><p>Despesas .......................................................................................................... 12</p><p>Investimentos .................................................................................................... 12</p><p>A IMPORTÂNCIA DO CONTROLE DAS FINANÇAS ........................................... 14</p><p>COMO AS FINANÇAS COPORATIVAS SÇÃO TRABALHADAS ........................ 15</p><p>PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO ...................................................................... 16</p><p>ANÁLISE DE RENTABILIDADE ........................................................................... 16</p><p>A importância das decisões financeiras .................................................................. 18</p><p>PLANEJAMENTO E CONTROLE FINANCEIRO .............................................. 19</p><p>GESTÃO DE ATIVOS E PASSIVOS .................................................................... 20</p><p>COMO MEDIR A SAÚDE FINANCEIRA DO NEGÓCIO ...................................... 21</p><p>Faturamento ...................................................................................................... 21</p><p>Recebimentos ................................................................................................... 21</p><p>Custos fixos e variáveis .................................................................................... 22</p><p>Índice de endividamento ................................................................................... 22</p><p>Ticket médio ...................................................................................................... 23</p><p>Ponto de equilíbrio ............................................................................................ 23</p><p>Demonstração do resultado do exercício .......................................................... 23</p><p>CONCLUSÃO ....................................................................................................... 25</p><p>3</p><p>REFERÊNCIAS .................................................................................................... 26</p><p>4</p><p>NOSSA HISTÓRIA</p><p>A nossa história inicia-se com a ideia visionária e da realização do sonho de um grupo</p><p>de empresários na busca de atender à crescente demanda de cursos de Graduação</p><p>e Pós-Graduação. E assim foi criado o Instituto, como uma entidade capaz de</p><p>oferecer serviços educacionais em nível superior.</p><p>O Instituto tem como objetivo formar cidadão nas diferentes áreas de conhecimento,</p><p>aptos para a inserção em diversos setores profissionais e para a participação no</p><p>desenvolvimento da sociedade brasileira, e assim, colaborar na sua formação</p><p>continuada. Também promover a divulgação de conhecimentos científicos, técnicos</p><p>e culturais, que constituem patrimônio da humanidade, transmitindo e propagando</p><p>os saberes através do ensino, utilizando-se de publicações e/ou outras normas de</p><p>comunicação.</p><p>Tem como missão oferecer qualidade de ensino, conhecimento e cultura, de forma</p><p>confiável e eficiente, para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base</p><p>profissional e ética, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no</p><p>atendimento e valor do serviço oferecido. E dessa forma, conquistar o espaço de</p><p>uma das instituições modelo no país na oferta de cursos de qualidade.</p><p>5</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Você já deve ter ouvido falar ou lido em algum lugar que a gestão financeira é o</p><p>coração de um empreendimento. Que é por meio dela que se fornece o suprimento</p><p>para todas as áreas, e que seu mau funcionamento pode comprometer gravemente</p><p>o desempenho dos negócios. E é muito provável que você já tenha percebido, na</p><p>prática, o quanto a analogia é verdadeira: cuidar bem das finanças corporativas da</p><p>sua empresa equivale a mantê-la sempre saudável, e pronta para os desafios que o</p><p>mercado impuser.</p><p>Sim, o assunto finanças corporativas é tão importante assim. É fundamental que</p><p>você, como o principal responsável pela gestão do seu negócio, esteja devidamente</p><p>capacitado para mantê-las em ordem. É indispensável que, na qualidade de cérebro,</p><p>você consiga promover o funcionamento perfeito do coração – ou que ao menos tenha</p><p>alguém de confiança para fazer isso. E o objetivo deste artigo é te ajudar nesta tarefa</p><p>vital.</p><p>Manter as finanças corporativas em ordem é uma tarefa importante para qualquer</p><p>negócio. Apesar dessa frase ser uma premissa básica no ambiente organizacional,</p><p>realizar uma projeção minuciosa com dados consistentes e uni-los de uma maneira</p><p>que permita uma análise completa não é algo simples.</p><p>As empresas de serviços, por exemplo, lidam com um “produto” intangível. Isso faz</p><p>com que os cálculos financeiros sejam bem diferentes de uma indústria de produtos.</p><p>Cria-se, assim, a necessidade dos serviços de um profissional com conhecimento</p><p>apurado sobre finanças corporativas, desde o seu conceito até a forma como são</p><p>feitas as medições da saúde financeira. Além disso, fornece dados e dicas que</p><p>ajudam a manter a sustentabilidade do empreendimento.</p><p>Conhecer os principais fundamentos de finanças corporativas é essencial para</p><p>o contador se desenvolver no mercado, conseguir mais clientes e adquirir mais</p><p>conhecimento. Isso tudo não só para executar com qualidade as principais tarefas do</p><p>http://portal.blbbrasilescoladenegocios.com.br/6-filmes/?utm_source=blog&utm_campaign=rc_blogpost</p><p>6</p><p>dia a dia. Mas também para tomar decisões estratégicas embasadas e assessorar</p><p>empresas e gestores da melhor forma possível.</p><p>Para ingressar no mundo financeiro, é preciso, antes de tudo, entender o conceito de</p><p>finanças corporativas e outros fundamentos relacionados ao assunto.</p><p>(Fonte: https://www.ibe.edu.br/financas-corporativas-como-fazer-uma-gestao-eficiente/)</p><p>https://www.ibe.edu.br/financas-corporativas-como-fazer-uma-gestao-eficiente/</p><p>7</p><p>CONCEITO</p><p>A definição formal de Finanças Corporativas diz que a área é responsável por tomar</p><p>todas as decisões financeiras a respeito de um negócio, utilizando as ferramentas e</p><p>análises necessárias para isto. Tem como principais objetivos maximizar a</p><p>valorização da empresa e, simultaneamente, administrar os riscos financeiros</p><p>existentes.</p><p>Para muitas pessoas o surgimento das empresas teria ocorrido junto do nascimento</p><p>do capitalismo moderno, em meados do século XVI. No entanto, a história empresarial</p><p>começou bem antes, sendo uma criação medieval. Desde então, as finanças</p><p>corporativas fazem parte do dia a dia de empreendedores e colaboradores. Mas,</p><p>afinal, como podemos definir esse termo?</p><p>As finanças corporativas estão ligadas aos estudos realizados sobre as decisões</p><p>ligadas ao dinheiro de um negócio, o que, basicamente, envolve tudo que é decidido</p><p>dentro do empreendimento, não importa a área.</p><p>O conceito é embasado</p><p>no princípio de maximização do valor de uma empresa. Por</p><p>meio das finanças corporativas, serão decididas questões como os investimentos a</p><p>serem realizados, a necessidade de financiamento de projetos por terceiros, o correto</p><p>estabelecimento dos dividendos, pagamentos de contas, separação de gastos fixos</p><p>e variáveis, entre outras ações.</p><p>Em termos corporativos, finanças representam o conjunto de atividades que definem</p><p>a destinação, o controle e a administração dos meios financeiros inerentes à empresa</p><p>a seus proprietários ou a seus investidores no âmbito do negócio. Representam os</p><p>esforços para obter o melhor proveito dos recursos de valor e seu principal objetivo é</p><p>elevar a cotação da empresa e promover o equilíbrio adequado entre rentabilidade,</p><p>risco e liquidez.</p><p>O processo de definição da melhor alternativa de captação ou aplicação de recursos</p><p>não constitui tarefa simples se levarmos em conta, por exemplo, a complexidade e o</p><p>dinamismo do ambiente econômico-financeiro em que o negócio está imerso, questão</p><p>8</p><p>que se torna ainda mais decisiva ante as pressões incrementadas pelo fenômeno da</p><p>globalização dos mercados.</p><p>Em última análise, tais dificuldades e o expressivo crescimento do setor financeiro</p><p>acabam ocasionando impactos significativos na economia de modo geral quando</p><p>algumas organizações entram em colapso por recorrer a expedientes ou instrumentos</p><p>aleatórios de gestão financeira sem avaliar adequadamente a repercussão sobre seus</p><p>objetivos, estratégias e resultados. A consequência, de maneira lúdica, seria como se</p><p>uma máquina já a todo vapor por ter recebido novos componentes, de súbito, por</p><p>motivo de defeito ou inadequação dos mesmos, tivesse que reaproveitar os antigos.</p><p>9</p><p>CONCEITO HISTÓRICO</p><p>Voltando ao túnel do tempo em 1929/30 tivemos um dos maiores abalos mundiais</p><p>que contaminou o mundo empresarial; naquele momento vivia-se a sede pelo rápido</p><p>crescimento industrial e o modelo desenvolvido a época foi o modelo de gestão</p><p>empresarial direcionado a captação de recursos; e assim os investidores foram os</p><p>holofotes da época; imagina que a sede ao crescimento foi tanta que o valor dos</p><p>papeis (títulos negociados) descolaram-se do real da valor de geração de riqueza da</p><p>empresa; ou seja a empresa tinha uma valor de R$ 10,00 e os seus papeis passaram</p><p>a ser negociados por R$ 100,00.</p><p>Como o ágio foi superior ao real valor de criação de riqueza da empresa; costumamos</p><p>dizer que de vez em quando a música para e aquele que estiver mais distante da</p><p>cadeira é excluído da brincadeira. A música é o mercado e em momentos de crise a</p><p>tendência é que o valor de mercado do título busque o valor real do ativo e todo aquele</p><p>ágio construído se derrete da “noite para o dia”.</p><p>Então, após o período do alto crescimento de 1919/30 tivemos a “grande depressão”</p><p>e a preocupação a época dos acadêmicos voltaram-se ao estudo da liquidez e da</p><p>solvência empresarial; e diversos indicadores da análise financeira surgiram, tais</p><p>como: Liquidez corrente, liquidez seca; liquidez imediata entre outros e permanecem</p><p>como ricas fontes de estudo até o dia de hoje.</p><p>Na década de 40 e 50; passada a depressão de 1929 retomou-se o crescimento e</p><p>investimento; mas agora com um pouco mais de cautela e a empresa passou a ser</p><p>avaliada como uma aplicadora de recursos no objetivo de remunerar adequadamente</p><p>os seus provedores de capital e a ênfase nos investimentos e os modelo desta época</p><p>foram: Conceitos de valor presente líquido, tempo de recuperação de capital</p><p>(payback); Taxa interna de retorno de um projeto (TIR); entre outros tais como</p><p>rentabilidade dos ativos (ROI) e modelos de precificação dos ATIVOS (CAPM) na</p><p>aplicação da teoria de Keynes com investimento agregado como a preocupação</p><p>central das nações e das organizações.</p><p>10</p><p>No final da década de 50, Modigliani e Miller dão início à moderna teoria de</p><p>finanças com estudos sobre a irrelevância da estrutura de capital na linha de</p><p>pensamento que o valor de um ativo não deve ser analisado pela sua estrutura de</p><p>financiamentos (participação do capital de terceiros provenientes dos Bancos em</p><p>relação ao capital dos acionistas) e sim no foco em conhecer se o ativo é bom o</p><p>suficiente para gera lucro antes das despesas financeiras; pois muitas empresas</p><p>geram prejuízo não pela falha operacional; mas decorrente de um erro de capitação</p><p>bancária a um custo superior a rentabilidade da empresa; resumindo: O ativo que</p><p>deve ser analisado não no modelo de como ele é financiado.</p><p>Na década de 90, devido a globalização o mundo passou a conviver com uma cesta</p><p>de moeda diferenciadas no seu sistema financeiro; imagina uma empresa brasileira</p><p>que compra matéria prima em dólar, produz internamente em real e vende para um</p><p>país asiático. Assim surgiram metodologias da proteção cambial tais como: Evolução</p><p>da gestão de risco com estratégias de derivativos, opções, swaps, hedges etc.</p><p>Nos nossos dias estamos vivendo o fortalecimento dos mercados de capitais, onde</p><p>as empresas têm a oportunidade de buscar na bolsa de valores recursos para</p><p>financiar o seu crescimento e alguns modelos passam a ser necessário as que</p><p>almejam, tais como: governança corporativa; avaliação do real valor de um ativo e</p><p>entender o pensamento dos acionistas.</p><p>Como verificamos os acontecimentos são cíclicos e quando comparamos os períodos</p><p>os reflexos dos acontecimentos se repetem; quando analisamos abaixo a crise de</p><p>1929 e seus efeitos verificamos uma semelhança profunda do a de 2008.</p><p>11</p><p>PRINCIPAIS TERMINOLOGIAS</p><p>As finanças corporativas têm algumas terminologias próprias. Para compreender os</p><p>conceitos fundamentais da área, é essencial saber quais são.</p><p>Ciclo Econômico</p><p>O ciclo econômico compreende o período em que o produto ou bem que será vendido</p><p>permanece no estoque até sua venda. É equivalente ao Prazo Médio de Estoque</p><p>(PME).</p><p>Ciclo Operacional</p><p>É o período entre a data da compra e a data do recebimento do valor obtido com a</p><p>venda do produto. Para calcular o ciclo operacional, é preciso somar o ciclo</p><p>econômico com o Prazo Médio de Recebimento das Vendas (PMR).</p><p>Ciclo Financeiro ou Ciclo de Caixa</p><p>Período entre a data do pagamento de uma compra até a data do recebimento da</p><p>venda da mercadoria. Calcule o ciclo financeiro ou de caixa subtraindo o ciclo</p><p>operacional do Prazo Médio de Pagamento (PMP).</p><p>Giro de Caixa</p><p>O giro de caixa é o resultado da divisão do ciclo de caixa ou financeiro por 360 dias.</p><p>Esse é o chamado ano comercial.</p><p>12</p><p>Custos, despesas ou investimentos?</p><p>Depois de conhecer o conceito e algumas das principais terminologias das finanças</p><p>corporativas, o ponto essencial para quem quer compreender o básico sobre o</p><p>assunto é saber como diferenciar o que é custo, despesa ou investimento. Apesar de,</p><p>à primeira vista, parecerem termos similares, na prática, são bem diferentes para uma</p><p>empresa. Entenda o que quer dizer cada um deles:</p><p>Custos</p><p>São considerados custos todos os gastos que são feitos pela empresa na aquisição</p><p>de bens e/ou serviços que são usados na produção de outros bens e/ou serviços. A</p><p>compra de uma matéria-prima, por exemplo, é considerada um custo para a empresa.</p><p>Também entram nesta categoria salários, encargos e benefícios pagos para o quadro</p><p>de funcionários de chão de fábrica e aluguel do espaço em que a fábrica funciona.</p><p>A depreciação de máquinas e equipamentos usados na produção também entra na</p><p>categoria custos. Tendo isso em mente, é importante entender que os gastos que não</p><p>estão diretamente relacionados à produção, não devem ser chamados de custos.</p><p>Despesas</p><p>Se os custos estão relacionados à produção, as despesas são aqueles gastos que a</p><p>empresa tem para manter sua estrutura organizacional e, também, para ter receitas.</p><p>Aluguel do escritório; seguro do escritório; salário, encargos e benefícios pagos para</p><p>os funcionários administrativos; comissões de venda e luz, água e gás consumidos</p><p>pelo escritório. Todos esses, por exemplo, são considerados despesas.</p><p>Investimentos</p><p>13</p><p>São considerados investimentos todos os gastos ou aplicações de recursos que são</p><p>feitos com a expectativa de, no futuro, ter algum retorno financeiro. Os gastos que a</p><p>empresa tem com a aquisição de bens patrimoniais, como instalações e máquinas,</p><p>por exemplo são considerados investimentos. A compra de um imóvel para ser a sede</p><p>da empresa também é considerada investimento.</p><p>Tenha em mente que custos, despesas e investimentos são tipos de gastos.</p><p>Conceitualmente, para as finanças corporativas, pode ser considerado um gasto toda</p><p>a compra de produto ou serviço que gere sacrifício financeiro para a empresa</p><p>(desembolso). Esse sacrifício é feito por conta da entrega – ou, então, da promessa</p><p>de entrega – de ativos, geralmente dinheiro.</p><p>É muito importante não confundir gasto com desembolso, que é toda saída de</p><p>dinheiro do caixa corporativo ou das contas bancárias do negócio. São exemplos de</p><p>desembolso: pagamentos feitos a fornecedores; pagamentos de contas de consumo,</p><p>como água, luz, gás etc. Como exemplos de gastos pode-se citar as matérias-primas</p><p>que são usadas no processo produtivo, a água utilizada na área de produção de bens</p><p>que serão vendidos etc.</p><p>Além de custo, despesa e investimento, há, ainda, a perda, que é o gasto que a</p><p>companhia realiza quando um serviço ou bem tem consumo que foge do normal. Por</p><p>exemplo, em casos de incêndios, greves, inundações, desmoronamentos e similares.</p><p>14</p><p>A IMPORTÂNCIA DO CONTROLE DAS FINANÇAS</p><p>Ao controlar as finanças, a empresa tem consciência sobre a sua real situação</p><p>financeira. Ou seja, sabe exatamente quanto tem em caixa, os valores que podem ser</p><p>investidos, entre outras variáveis.</p><p>Ter esse tipo de administração de recursos também é importante para os estudos da</p><p>viabilidade de projetos, a necessidade de fontes de crédito, estabelecimento de</p><p>estratégias para captar a confiança de credores, além da promoção do uso eficaz e</p><p>racional dos recursos disponíveis.</p><p>Enfim, conhecer os pormenores financeiros ajuda no processo de sinergia entre os</p><p>setores. Assim, a organização tem controle sobre as necessidades financeiras de</p><p>cada um, alocando os recursos de acordo com as demandas.</p><p>15</p><p>COMO AS FINANÇAS COPORATIVAS SÇÃO TRABALHADAS</p><p>Como foi visto até aqui, as finanças são muito mais do que uma conceitualização que</p><p>envolve o pagamento de contas e investimentos. Dada a explicação do tópico</p><p>anterior, agora, é preciso saber como trabalhá-las corretamente como um serviço.</p><p>Vale lembrar que uma empresa de produtos e uma de serviços se diferenciam em</p><p>alguns pontos. Um deles é na abrangência de sua atuação. Por exemplo, um negócio</p><p>de serviços atua de maneira mais local. Dessa maneira, os empreendedores precisam</p><p>atentar para a realidade econômica local, como formação de preços.</p><p>Assim, as dicas serão úteis e ajudarão você a trabalhar com maior consistência nos</p><p>diferentes tipos de negócio.</p><p>16</p><p>PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO</p><p>O primeiro aspecto trabalhado quando se fala sobre finanças corporativas é o</p><p>planejamento estratégico. Ele compreende uma série de etapas, como orçamento,</p><p>estratégias, cenários, políticas diversas e ferramentas de controle orçamentário.</p><p>No caso do orçamento, serão projetados receitas, despesas, custos e investimentos</p><p>de cada um dos setores da empresa. O ideal é que ele seja realizado anualmente,</p><p>sempre projetando os custos obtidos, para alinhar as estratégias da empresa.</p><p>Na fase de elaboração de estratégias, a organização deverá alinhar as suas metas e</p><p>objetivos. Para isso, será preciso levar em consideração a projeção de vendas dos</p><p>serviços, custos que eles terão, investimentos e a situação financeira. Assim, será</p><p>possível ter um cenário base para que o orçamento seja o mais fiel possível.</p><p>Já no processo de elaboração de cenários, deverão ser considerados os cenários</p><p>otimista, neutro e pessimista. Em cada um deles, deve ser feita uma projeção</p><p>financeira, levando em consideração relatórios financeiros anteriores de operação e</p><p>considerando percentuais de inflação, mercado, entre outros detalhes.</p><p>O planejamento financeiro de empresas de serviços também precisa considerar</p><p>algumas políticas, como recebimento (quais os meios de pagamento serão aceitos,</p><p>prazos, entre outros), mas também de pagamento, formas de quitação dos seus</p><p>fornecedores etc.</p><p>Por último, o plano considera as ferramentas de controle que farão com que todas as</p><p>atividades citadas sejam realizadas com eficácia, ou seja, softwares e planilhas, que</p><p>ajudarão a manter as finanças em dia.</p><p>ANÁLISE DE RENTABILIDADE</p><p>https://gerencianet.com.br/blog/nova-ferramenta-de-relatorios/</p><p>17</p><p>Saber qual é a viabilidade econômica e financeira de um negócio ajuda a delimitar o</p><p>valor cobrado pelo produto ou serviço, equilibrando as finanças, a fim de entender se</p><p>o retorno sobre o investimento será algo positivo. Com isso,</p><p>os empreendedores conseguem eliminar aqueles serviços ou produtos que não são</p><p>vantajosos para a empresa, ou até mesmo reformulá-los para que se tornem mais</p><p>atraentes para os consumidores.</p><p>Para que essa análise seja eficaz, é preciso atentar a alguns passos, como:</p><p>• projeção de vendas para cada um dos serviços oferecidos;</p><p>• projeção de custos, despesas e investimentos;</p><p>• projeção de fluxo de caixa mensal.</p><p>Após as projeções de custos e vendas, o que ajuda na obtenção do fluxo de caixa,</p><p>entra uma nova fase do processo: a análise de indicadores, que colabora com</p><p>o processo de definição da viabilidade dos serviços oferecidos.</p><p>Entre eles, está a Taxa Mínima de Atratividade (TMA), que representa o retorno</p><p>mínimo esperado do investimento em um projeto, por exemplo. Para isso, leva em</p><p>consideração variáveis como o capital disponível e a margem de lucro esperada.</p><p>Outro indicador é o payback, referente ao tempo que o projeto levará para ser pago.</p><p>Por exemplo, se foram investidos R$ 200 mil no negócio e, mensalmente, ele tem um</p><p>retorno de R$ 20 mil, o payback será de 10 meses.</p><p>https://gerencianet.com.br/blog/empreendedorismo-no-brasil-experiencias-inspiradoras/</p><p>18</p><p>A importância das decisões financeiras</p><p>Tomar decisões financeiras acertadas deve ser um dos principais objetivos de</p><p>qualquer profissional que trabalhe na área. Toda pessoa envolvida com a</p><p>administração financeira de uma empresa deve entender que as decisões tomadas</p><p>pelos gestores das finanças corporativas não são só importantes como, até mesmo,</p><p>capitais para a sobrevivência da empresa, independentemente do setor de atuação.</p><p>O processo de tomada de decisão nas finanças corporativas, a cada ano ganha risco</p><p>e complexidade cada vez maiores no ambiente empresarial. São vários os pontos que</p><p>devem ser considerados pelos profissionais que atuam na gestão das finanças.</p><p>Dentre eles: taxas de juros cobradas, carga tributária, volume de crédito de longo</p><p>prazo e variações inflacionárias. Além de possíveis alterações nas regras do</p><p>mercado, que exigem flexibilidade dos contadores.</p><p>Para tomar as melhores decisões financeiras, é fundamental entender as funções de</p><p>um administrador das finanças e como executá-las da melhor forma. Confira:</p><p>19</p><p>PLANEJAMENTO E CONTROLE FINANCEIRO</p><p>O gestor das finanças deve ser apto para identificar quais são os desafios e problemas</p><p>futuros, Além de selecionar quais são os ativos realmente rentáveis da empresa e</p><p>estabelecer uma rentabilidade mínima para cada ativo. Ele também deve saber como</p><p>evidenciar a necessidade de crescimento do negócio com base em dados e</p><p>informações contábeis.</p><p>Tomar as melhores decisões financeiras passa também por acompanhar e avaliar o</p><p>desempenho das finanças do negócio. Fazer uma análise de possíveis</p><p>desvios dos</p><p>indicadores financeiros, realizando uma comparação do que foi previsto no</p><p>planejamento e do que foi efetivamente realizado. Também é responsabilidade do</p><p>profissional que atua ligado às finanças corporativas definir medidas corretivas,</p><p>implementá-las e verificar se elas atingiram o resultado esperado.</p><p>20</p><p>GESTÃO DE ATIVOS E PASSIVOS</p><p>A gestão de ativos e passivos também faz parte do dia a dia das empresas, e é</p><p>importante que você esteja atento quando for oferecer esse serviço em seu portfólio.</p><p>Os ativos são os bens em posse da organização, como caixa, estoque e valores a</p><p>receber. Podemos defini-los como os valores que poderão ser investidos e gerar fluxo</p><p>de caixa.</p><p>Enquanto isso, os passivos são as dívidas, ou seja, valores que precisam pagar ao</p><p>longo do tempo. A administração desses bens prevê o uso de ferramentas que</p><p>ajudem o investidor (empreendedor) a tomar decisões, criando a consciência sobre</p><p>os riscos, o que aumenta as chances de sucesso.</p><p>Para isso, é utilizada a técnica de Asset Liability Management (ALM), que auxilia no</p><p>gerenciamento de riscos, evitando que haja a desintegração dos ativos e passivos.</p><p>Ela permitirá ao empreendedor variar seu portfólio de investimentos, por exemplo.</p><p>O trabalho da sua parte será administrar como isso será feito, visando à rentabilidade</p><p>máxima e considerando variáveis. Algumas dessas são os fundos de pensão e</p><p>também investimentos de acordo com as instituições financeiras.</p><p>21</p><p>COMO MEDIR A SAÚDE FINANCEIRA DO NEGÓCIO</p><p>O controle financeiro empresarial é imprescindível, como pudemos ver até aqui. Logo,</p><p>é preciso aprender a medir a saúde financeira do negócio. No tópico anterior, até</p><p>mencionamos os indicadores de desempenho. A seguir, mostraremos mais alguns</p><p>que podem ter um impacto significativo nas finanças, sendo essenciais para o seu</p><p>trabalho.</p><p>Faturamento</p><p>O faturamento é o resultado da soma das vendas realizadas pelas empresas em</p><p>determinado período, tanto de produtos quanto de serviços. Ele pode (e deve) ser</p><p>feito mensalmente e anualmente.</p><p>Esse aspecto ajuda a ter um panorama sobre o desempenho financeiro do</p><p>empreendimento. Vale lembrar que é preciso considerar não só o faturamento bruto,</p><p>como também o líquido. Enquanto o primeiro leva em conta todo o montante recebido,</p><p>o segundo, por sua vez, considera o total recebido menos os impostos pagos em cada</p><p>venda.</p><p>Recebimentos</p><p>É preciso destacar que recebimento e faturamento não são a mesma coisa. Imagine</p><p>que a empresa está vendendo uma grande quantidade de produtos, mas pode não</p><p>ter recebimentos proporcionais. Isso se dá quando a opção de parcelamento e vendas</p><p>a prazo é mais comum.</p><p>O recebimento precisa estar próximo do faturamento — esse é o ideal. Por isso, é</p><p>importante medir o índice de recebimentos, a fim de avaliar se há inadimplência alta,</p><p>as principais causas, bem como o estabelecimento de estratégias para fazer</p><p>as cobranças. No último caso, como o serviço é oferecido por você, é importante estar</p><p>atento aos tipos de ações ideais para os diferentes negócios.</p><p>https://gerencianet.com.br/blog/controle-financeiro-empresarial-melhores-praticas/</p><p>https://gerencianet.com.br/blog/como-acompanhar-a-saude-financeira-do-seu-negocio-131/</p><p>https://gerencianet.com.br/blog/clientes-inadimplentes-aprenda-a-lidar/</p><p>https://gerencianet.com.br/blog/sistema-de-cobranca-facilidades-tecnologia/</p><p>22</p><p>Custos fixos e variáveis</p><p>Os custos podem ser classificados de diferentes maneiras, como você já deve saber.</p><p>Para medir a saúde financeira de uma empresa, um dos primeiros passos ao qual</p><p>você deve ter atenção é o custo fixo. Esse tipo de despesa não muda, mesmo que a</p><p>produção aumente ou diminua, e está ligado diretamente à manutenção estrutural e</p><p>operacional do negócio, como aluguel, serviços de segurança e limpeza, entre outros.</p><p>Apesar da mudança constante, o conhecimento sobre os custos variáveis é</p><p>igualmente importante. Eles variam de acordo com o aumento ou diminuição da</p><p>produção. No caso de empresas de serviços, elas dependem da demanda por eles,</p><p>abrangendo desde a matéria-prima, energia elétrica até as comissões por vendas</p><p>realizadas.</p><p>Ambos são essenciais para elaborar o planejamento financeiro, principalmente, no</p><p>que diz respeito às políticas de descontos, como redução de preço final cobrado do</p><p>cliente, além de serem cruciais para manter um registro de contas e categorizá-las, o</p><p>que contribui para o processo de sustentabilidade do empreendimento.</p><p>Índice de endividamento</p><p>Outro indicador que ajuda na verificação da saúde financeira de uma empresa é o</p><p>seu índice de endividamento. Esse parâmetro deve ser utilizado na identificação da</p><p>proporção de ativos da empresa que foram financiados por recursos de terceiros. Em</p><p>outras palavras, aquelas dívidas que precisam ser liquidadas pelo negócio no futuro.</p><p>É fundamental que seja feito o acompanhamento desse índice quando a empresa</p><p>começa a contrair dívidas de financiamento. Entender sobre a evolução desse</p><p>montante ajudará a garantir que as contas estejam sob controle.</p><p>O cálculo é simples: o total de capital oriundo de terceiros (passivos de curto e longo</p><p>prazos) é somado, e o número obtido é dividido pelo total de ativos em posse da</p><p>empresa. Vale lembrar que um índice de endividamento insatisfatório não significa</p><p>que o empreendimento não é sustentável e nem o contrário, sendo preciso considerar</p><p>outras variáveis nesse cálculo.</p><p>23</p><p>Ticket médio</p><p>O ticket médio tem um grande impacto sobre as finanças de um negócio. Ele é um</p><p>indicador que corresponde ao valor médio das vendas, sendo embasado no volume</p><p>de vendas realizadas em um período.</p><p>O cálculo ajuda na identificação das necessidades de adaptação estratégica, reforço</p><p>nos investimentos e também na equipe de vendas. Além disso, mostra o quanto a</p><p>empresa vende, o impacto dos custos de produção e interferências na escolha de</p><p>compra.</p><p>Ponto de equilíbrio</p><p>O chamado Break Even Point ou ponto de equilíbrio financeiro (PEF) é um ponto que</p><p>diz respeito à paridade financeira de receitas totais e despesas em um período</p><p>determinado. Esse indicador permite um cálculo sobre o faturamento mínimo mensal</p><p>necessário para um negócio cobrir os gastos. Portanto, esse valor serve tanto para</p><p>gastos fixos quanto variáveis, além de quanto é necessário para começar a lucrar.</p><p>Para avaliá-lo, é necessário considerar as atividades desenvolvidas e o setor de</p><p>atuação do empreendimento. Por meio dele, também será possível definir as</p><p>necessidades de um capital de giro maior, mas também a possibilidade de</p><p>investimento dos recursos que sobram, para evitar paradas de caixa.</p><p>Demonstração do resultado do exercício</p><p>Uma das melhores maneiras de entender sobre as finanças de um negócio é por meio</p><p>de sua DRE. Esse relatório financeiro conta com dados sobre receita bruta</p><p>operacional, custos de vendas, despesas e lucro líquido. Tudo isso serve de base</p><p>para que você possa trabalhar nas finanças de um negócio, tendo a correta visão</p><p>24</p><p>sobre como ele investe o seu dinheiro, mas também como e quais são os custos</p><p>embutidos nele, bem como o que pode ser feito para diminui-los.</p><p>Aliás, por ser um documento obrigatório e oficial, os dados precisam estar indicados</p><p>com o máximo de fidelidade. Logo, essa será a base de todo o seu trabalho, visto</p><p>que, para fazer o uso de qualquer indicador acima, é preciso ter informações</p><p>consistentes.</p><p>25</p><p>CONCLUSÃO</p><p>Dominar os principais fundamentos de finanças corporativas é muito importante para</p><p>contadores se destacarem no mercado. Ter o conhecimento necessário para elaborar</p><p>estratégias e planos para o negócio faz toda a diferença e valoriza o</p><p>profissional perante às empresas.</p><p>Para evoluir ainda mais na profissão, não deixe de conhecer as principais</p><p>terminologias das finanças corporativas. Sempre se atualize</p><p>em relação aos principais</p><p>conceitos da área que, assim como o mercado, está em constante evolução.</p><p>Procure não ficar restrito apenas aos aspectos contábeis. Busque sempre</p><p>informações também sobre finanças corporativas para conseguir prestar o melhor</p><p>serviço possível aos seus clientes. Aliada às finanças corporativas, a contabilidade se</p><p>torna estratégica para negócios de todos os portes e segmentos. Capacite-se, sempre</p><p>leia sobre o assunto e os resultados não demorarão a aparecer.</p><p>26</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ABREU, P. F. S. P. e STEPHAN, C., Análise de Investimentos, Rio de Janeiro, Editora</p><p>Campus, 1982.</p><p>ASSAF NETO, A., Matemática Financeira e suas Aplicações, São Paulo, Editora</p><p>Atlas, 1994.</p><p>ASSAF NETO, A., Mercado Financeiro, São Paulo, Editora Atlas, 1999.</p><p>COSTA, P. H. S. e ATTIE, E. V., Análise de Projetos de Investimento, Rio de Janeiro,</p><p>Fundação Getúlio Vargas, 1990.</p><p>BREALEY, R. A. e MYERS, S. C., Princípios de Finanças Empresariais, Portugal,</p><p>McGraw-Hill de Portugal, 1992.</p><p>CLEMENTE, A. et alli, Projetos Empresariais e Públicos, São Paulo, Atlas, 1998.</p><p>FLEISCHER, G. A., Teoria da Aplicação do Capital: Um Estudo das Decisões de</p><p>Investimento, São Paulo, Ed. Edgard Blücher, 1973.</p><p>GUERRA, M. J. e DONAIRE, D., Estatística Indutiva, São Paulo, Liv. Ciência e</p><p>Tecnologia, 1982.</p><p>HIRSCHFELD, H., Engenharia Econômica, São Paulo, Atlas, 1984.</p><p>LAPPONI, J. C., Análise de Projetos de Investimento - Modelos em EXCEL, São</p><p>Paulo, Lapponi Treinamento e Editora, 1996.</p><p>MERRILL, W. C. e FOX, K. A., Estatística Econômica: Uma Introdução, São Paulo,</p><p>Editora Atlas, 1980.</p><p>OLIVEIRA, J. A. N., Engenharia Econômica: Uma Abordagem às Decisões de</p><p>Investimento, São Paulo, Mc Graw-Hill do Brasil, 1982.</p><p>ROSS, S. A, WESTERFIELD, R. W. e JAFFE, J. F., Administração Financeira:</p><p>Corporate Finance, São Paulo, Editora Atlas, 1995.</p><p>THUESEN, H.G., Engeneering Economy, New Jersey, Prentice Hall, 1977.</p><p>27</p><p>WANNACOTT, P. e WANNACOTT, R., Economia, São Paulo, Mc Graw-Hill do Brasil,</p><p>1982.</p><p>WOILER, S. e MATHIAS, W. F., Projetos: Planejamento, Elaboração e Análise, São</p><p>Paulo, Editora Atlas, 1987.</p>

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