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Aula 01 - eBook da Unidade 01 - Empreendedorismo - Ebook

Unidade didática de Empreendedorismo (David Stephen) que traz iconografia explicativa, introdução e competências da Unidade 01; define empreendedor e empreendedorismo, compara empreendedor/administrador/empresário, aborda intraempreendedorismo, lógica e processo do empreendedorismo e atividades.

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<p>Empreendedorismo</p><p>2</p><p>AUTORIA</p><p>David Stephen</p><p>Olá. Meu nome é David Stephen. Sou Empresário há 27 anos. Fundei faculdades e</p><p>escolas técnicas em várias cidades do nordeste brasileiro, com destaque para o</p><p>Ibratec (1994) e Unibratec (2001). Empreendi vários projetos inovadores na área de</p><p>educação a distância, tendo sido um dos pioneiros no ensino telepresencial interativo</p><p>(2005). Atualmente, dirijo a Editora Telesapiens e presto consultoria a instituições de</p><p>ensino superior na área de marketing e novas tecnologias educacionais. Estou muito</p><p>feliz em poder ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte comigo!</p><p>Empreendedorismo</p><p>3</p><p>ICONOGRAFIA</p><p>Estes iconográficos irão aparecer toda vez que:</p><p>OBJETIVO</p><p>uma nova unidade</p><p>letiva estiver sendo</p><p>iniciada, indicando que</p><p>competências serão</p><p>desenvolvidas ao seu</p><p>término;</p><p>VOCÊ SABIA</p><p>curiosidades e indagações</p><p>lúdicas sobre o tema em</p><p>estudo forem necessárias;</p><p>DEFINIÇÃO</p><p>houver necessidade de</p><p>se apresentar um novo</p><p>conceito;</p><p>REFLITA</p><p>houver necessidade de se</p><p>chamar a atenção sobre</p><p>algo a ser refletido ou</p><p>discutido sobre;</p><p>NOTA</p><p>forem necessárias</p><p>observações ou</p><p>complementação para</p><p>o conhecimento;</p><p>ACESSE</p><p>for preciso acessar um ou</p><p>mais sites para fazer</p><p>download, assistir a um</p><p>vídeo, ler um texto, ouvir</p><p>um podcast, etc.;</p><p>IMPORTANTE</p><p>as observações</p><p>escritas tiverem que ser</p><p>priorizadas;</p><p>RESUMINDO</p><p>for preciso se fazer um</p><p>resumo acumulativo das</p><p>últimas abordagens;</p><p>EXPLICANDO</p><p>MELHOR</p><p>algo precisar ser</p><p>melhor explicado ou</p><p>detalhado;</p><p>SAIBA MAIS</p><p>um texto, referências</p><p>bibliográficas e links para</p><p>fontes de aprofundamento</p><p>se fizerem necessários;</p><p>ATIVIDADES</p><p>quando alguma</p><p>atividade de</p><p>autoaprendizagem for</p><p>aplicada;</p><p>TESTANDO</p><p>chegar o momento ideal</p><p>para o aluno responder ao</p><p>enunciado de algumas</p><p>questões do banco, ou</p><p>mesmo de forma</p><p>intempestiva, em meio ao</p><p>livro didático;</p><p>Assim vai ficar mais fácil nos comunicarmos. Basta olhar para um desses ícones e você saberá</p><p>exatamente o que virá logo em seguida.</p><p>Empreendedorismo</p><p>4</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Empreender, durante muitos anos, foi encarado pela sociedade como uma mística.</p><p>Algo como um dom, que já nasce com a pessoa. Antigamente, pensava-se que as</p><p>pessoas já nasciam rotuladas como empreendedoras ou não empreendedoras. Tudo</p><p>isso foi por água abaixo quando a comunidade científica começou a estudar os</p><p>inúmeros casos de empreendedorismo. Atualmente, as bases de dados e de pesquisa</p><p>das universidades e institutos de pesquisa estão abarrotadas de artigos e dissertações</p><p>provenientes de pesquisas bastante reveladoras a esse respeito. Decerto que são</p><p>necessários alguns requisitos comportamentais para se ter sucesso em um projeto</p><p>empreendedor, mas nada que não possa ser desenvolvido por qualquer um. Vontade,</p><p>determinação e estudo são ingredientes determinantes para transformar qualquer</p><p>pessoa em um empreendedor de sucesso. Ao longo desta unidade iremos estudar</p><p>justamente o aspecto comportamental do empreendedor. Preparado para uma viagem</p><p>rumo ao conhecimento? Então, aperte o cinto e boa viagem.</p><p>Empreendedorismo</p><p>5</p><p>Competências</p><p>Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 01. Nosso objetivo é auxiliar você no</p><p>desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o término desta etapa</p><p>de estudos:</p><p>1. Entender o conceito e o real sentido do que é ser um empreendedor.</p><p>2. Compreender a lógica de um projeto de empreendedorismo.</p><p>3. Entender o perfil de um empreendedor.</p><p>4. Aplicar as ferramentas do empreendedor.</p><p>Empreendedorismo</p><p>6</p><p>Empreendedorismo</p><p>7</p><p>SUMÁRIO</p><p>ICONOGRAFIA ............................................................................................................................. 3</p><p>INTRODUÇÃO .............................................................................................................................. 4</p><p>COMPETÊNCIAS .......................................................................................................................... 5</p><p>1. FUNDAMENTOS DE EMPREENDEDORISMO ................................................................. 8</p><p>1.1 O que é ser empreendedor ....................................................................................... 9</p><p>1.2 O que é empreendedorismo? ................................................................................. 10</p><p>Empreendedor X Administrador .............................................................. 12</p><p>Empreendedor X Empresário .................................................................. 14</p><p>1.3 Intraempreendedorismo .......................................................................................... 14</p><p>2. A LÓGICA DO EMPREENDEDORISMO .......................................................................... 18</p><p>2.1 O processo do empreendedorismo ........................................................................ 18</p><p>Oportunidade ........................................................................................... 19</p><p>Ideia ......................................................................................................... 22</p><p>Ação ........................................................................................................ 24</p><p>3. O PERFIL DE UM EMPREENDEDOR ............................................................................. 26</p><p>3.1 Comportamentos empreendedores ........................................................................ 26</p><p>Ambição ................................................................................................... 27</p><p>Atitude ..................................................................................................... 28</p><p>Coragem .................................................................................................. 29</p><p>Resiliência ............................................................................................... 29</p><p>Persuasão ............................................................................................... 30</p><p>Organização ............................................................................................ 30</p><p>4. AS FERRAMENTAS DO EMPREENDEDOR ................................................................... 33</p><p>4.1 Principais ferramentas ............................................................................................ 33</p><p>Pesquisa de mercado .............................................................................. 33</p><p>Planejamento estratégico ........................................................................ 35</p><p>Liderança ................................................................................................. 36</p><p>Marketing pessoal ................................................................................... 36</p><p>Gerenciamento de projetos ..................................................................... 37</p><p>4.2 Outras ferramentas ................................................................................................. 38</p><p>REFERÊNCIAS ........................................................................................................................... 41</p><p>Empreendedorismo</p><p>8</p><p>1. Fundamentos de empreendedorismo</p><p>OBJETIVO</p><p>Ao término deste capítulo você será capaz de entender o conceito</p><p>e o real sentido do que é ser um empreendedor. Isto será</p><p>fundamental para o exercício de sua profissão. E então? Motivado</p><p>para desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante!</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>O empreendedorismo não é uma arte, técnica ou ciência restrita a poucos, mas é</p><p>inegável admitir a existência de pessoas que já nascem com esta predisposição.</p><p>Estamos falando de um perfil comportamental não muito comum entre as pessoas de</p><p>uma população. Essas pessoas já nascem com uma programação mental diferente</p><p>das outras, mas nem sempre têm a oportunidade de despertar e desenvolver esse</p><p>potencial em prol de um projeto empreendedor. Muitas vezes é necessário um evento</p><p>insólito, como a perda de um emprego ou de um arrimo de família, para que o</p><p>empreendedor em potencial comece a demonstrar suas habilidades e agir rumo à</p><p>construção de um empreendimento.</p><p>Ao longo deste capítulo estudaremos alguns conceitos e debateremos alguns</p><p>fundamentos sobre o que é ser empreendedor, intraempreendedor, empresário e</p><p>administrador.</p><p>Figura 1 – Ilustração de um empreendimento</p><p>Fonte: Freepik</p><p>Empreendedorismo</p><p>9</p><p>1.1 O que é ser empreendedor</p><p>Em que pese o fato de o empreendedorismo ter se desenvolvido bastante nas últimas</p><p>décadas enquanto ciência, ainda há muitos conceitos difusos sobre o que</p><p>verdadeiramente significa ser um empreendedor.</p><p>Vamos analisar algumas definições?</p><p>DEFINIÇÃO</p><p>Empreendedor: Para Schumpeter (1949 apud DORNELAS, 2005,</p><p>p. 39), empreendedor é como: “aquele que destrói a ordem</p><p>econômica existente pela introdução de novos produtos e serviços,</p><p>pela criação de novas formas de organização ou pela exploração</p><p>de novos recursos e materiais”.</p><p>Figura 2 - Joseph Shumpeter (1863-1950).</p><p>Fonte: Wikipedia</p><p>Essa definição de empreendedor é bastante abrangente e, porque não dizer,</p><p>completa! Quando Shumpeter (1949) falava em destruir a ordem econômica existente,</p><p>ele já previa o que aconteceria décadas mais tarde em um ritmo alucinante. A cada</p><p>ano vemos novos produtos e serviços simplesmente acabarem com negócios e</p><p>transforarem hábitos seculares, como pegar um táxi, por exemplo. E quanto a esse</p><p>hábito, a Uber simplesmente destruiu a ordem econômica do mercado de transportes</p><p>urbanos de passageiros das grandes cidades ao introduzir um novo serviço e, ao</p><p>mesmo tempo, uma nova forma de organização de um processo existente desde o</p><p>início do século XX.</p><p>Empreendedorismo</p><p>10</p><p>Mas, retomando o conceito de empreendedor, perceba que, em nenhum momento,</p><p>foram utilizadas palavras como empresas e negócios, por exemplo. Para Shumpeter</p><p>(1949), empreender não estava restrito a fundação de uma empresa, mas a qualquer</p><p>movimento no sentido de inovar.</p><p>E por falar em inovar, acabamos de mencionar uma palavra intimamente associada ao</p><p>empreendedorismo. Quem inova empreende, mas, será que todos os que</p><p>empreendem estão inovando?</p><p>DEFINIÇÃO</p><p>Inovação: Ato ou efeito de inovar. Produzir ou tornar algo novo.</p><p>Renovar. Restaurar. (DICIO, 2017).</p><p>Para muitos autores, o limiar entre esses dois termos é tênue, quase inexistente. Mas,</p><p>a rigor, podemos afirmar que é possível empreender sem necessariamente inovar. Por</p><p>exemplo, se levamos uma franquia de perfumes de um local para outro, não podemos</p><p>dizer propriamente que inovamos, pois, o serviço já existia.</p><p>Mas existiu um movimento criador de um novo serviço para um determinado local,</p><p>tendo exigido uma atitude empreendedora de quem o fez.</p><p>Bem, inovando ou empreendendo, o responsável por um projeto dessa natureza é um</p><p>realizador, que produz novas ideias através da congruência entre criatividade e</p><p>imaginação.</p><p>1.2 O que é empreendedorismo?</p><p>Bem. Vimos o que é ser empreendedor. Mas o que realmente significa</p><p>empreendedorismo?</p><p>DEFINIÇÃO</p><p>Empreendedorismo: É a disposição para identificar problemas e</p><p>oportunidades e investir recursos e competências na criação de</p><p>um negócio, projeto ou movimento que seja capaz de alavancar</p><p>mudanças e gerar um impacto positivo. (ENDEAVOR, 2015).</p><p>Empreendedorismo</p><p>11</p><p>Pela definição acima percebemos que empreendedorismo é o ato ou disposição de</p><p>empreender. Sendo assim, todos nós podemos nos apropriar dessa disposição, que</p><p>vem se transformando cada vez mais em uma ciência ou área de conhecimento da</p><p>administração.</p><p>Mas, por que é importante estudar empreendedorismo?</p><p>Figura 3 - Gráfico da taxa de mortalidade das empresas segundo pesquisa da</p><p>Neoway (2017) em parceria com a GS&MD, 2017.</p><p>Fonte: Bittencourt Consultoria</p><p>Somente no Estado de São Paulo, a taxa de fechamento de empresas atingiu 9%, a</p><p>mais alta desde 2009, que era de 2,9%. E isso aconteceu em quase todos os</p><p>segmentos de atuação, como mostra o gráfico extraído da pesquisa da Neoway</p><p>(2017), em parceria com a GS&MD.</p><p>Empreendedorismo</p><p>12</p><p>Além disso, pesquisa realizada em 2018 pelo SEBRAE (Serviço de Apoio às Micro e</p><p>Pequenas Empresas), aponta que mais de 80% das empresas brasileiras não chegam</p><p>ao segundo ano de funcionamento.</p><p>O que isso quer dizer para você? Por que nossas empresas morrem tão jovens?</p><p>Sem dúvida, a explicação está na qualificação de nossos empreendedores. Via de</p><p>regra, quem decide montar um negócio no Brasil é normalmente motivado por uma</p><p>contingência qualquer, como pela perda de um emprego.</p><p>SAIBA MAIS</p><p>Interessado em saber mais sobre a mortalidade e outras</p><p>informações sobre os empreendedores brasileiros?</p><p>Acesse e leia, na íntegra, Sobrevivência e mortalidade de</p><p>empresas no site do SEBRAE. Publicado em 1916 e atualizado em</p><p>2019 apresenta uma série de pesquisas sobre a sobrevivência e a</p><p>mortalidade das empresas.</p><p>Empreendedor X Administrador</p><p>O empreendedor deve ter a consciência de que existem substanciais diferenças entre</p><p>empreender e administrar. Vivemos em um país que todo mundo acha que é bom</p><p>empresário, marqueteiro e técnico de futebol. Se administrar uma empresa fosse fácil,</p><p>não seria necessário haver cursos de administração com 4 anos de duração, não é</p><p>mesmo? O fato de você ter sido capaz de empreender um negócio, não o qualifica a</p><p>administrá-lo. Claro que, muitas vezes, não há outra opção. Mas é importante que se</p><p>entenda que estamos falando de dois perfis profissionais completamente diferentes. O</p><p>trabalho do empreendedor inicia na concepção do negócio e finda na implantação.</p><p>Depois disso, ele tem que assumir as posturas e comportamentos inerentes ao</p><p>administrador, deixando um pouco de lado o entusiasmo excessivo e todas as</p><p>características impulsionadoras que o levaram ao êxito no seu empreendimento inicial.</p><p>Apesar de várias dessas características comportamentais serem comuns aos dois</p><p>perfis, ao contrário do empreendedor, o administrador tem que ser mais frio, calculista,</p><p>enfim: “pé no chão”. O empreendedor, por sua vez, se tivesse fincado seus dois pés</p><p>no chão, provavelmente não teria conseguido empreender seu negócio. Então, qual é</p><p>o melhor cenário para o sucesso de um negócio? Contratar um administrador para</p><p>gerir nosso empreendimento recém-criado? Absorver os conhecimentos,</p><p>https://bit.ly/2UGScsV</p><p>Empreendedorismo</p><p>13</p><p>competências e habilidades de um administrador? Enfim, o que é mais seguro e</p><p>eficaz?</p><p>Mais uma vez afirmamos – não há receita de bolo – mas, se você está à frente de um</p><p>negócio recém-nascido (startup), procure um sócio com perfil administrador, que</p><p>possa contrabalancear sua impulsividade, criatividade e ousadia.</p><p>Não tem um sócio assim? Então procure formar um colaborador, em seu staff, capaz</p><p>de lhe ajudar a gerir sua empresa, e que tenha um perfil eminentemente gestor.</p><p>Não tem recursos para contratar alguém assim? Então invista na sua qualificação</p><p>profissional na área de gestão (desenvolvimento gerencial), o que, aliás, deve ser feito</p><p>em qualquer situação.</p><p>VOCÊ SABIA?</p><p>Você pode buscar ferramentas para selecionar pessoas com este</p><p>perfil. Recomendamos, para isso, um portal de identificação de</p><p>perfil comportamental, como o e-Talent, por exemplo. Esses</p><p>portais oferecem um questionário para ser aplicado ao candidato e</p><p>devolvem um relatório extenso contendo o perfil profissiográfico da</p><p>pessoa em avaliação. Clique aqui.</p><p>Outro questionamento importante para se fazer neste momento:</p><p>Um bom administrador tem que ser um empreendedor?</p><p>Decerto que todos nós devemos trazer, em nossa conduta comportamental, muito do</p><p>perfil empreendedor. Isto nos ajuda a superar vários obstáculos e a empreender</p><p>nossa própria carreira. Mas, a história tem demonstrado diversos</p><p>casos de sucesso</p><p>de gestores com comportamento bastante diferente do que estudaremos ao longo</p><p>desta disciplina. Talvez isto responda a esta pergunta: um administrador não tem que</p><p>ser um empreendedor, necessariamente. Ele deve, sim, ser um intraempreendedor, ou</p><p>seja, um profissional com liderança e muitas das características positivas de um</p><p>empreendedor.</p><p>O empreendedor precisa de um contrapeso na gestão de seu negócio. Logo, é de</p><p>suma importância que um empreendimento já seja iniciado com alguém que possa</p><p>administrar o negócio, juntamente com o fundador que o empreendeu.</p><p>http://www.etalent.com.br/</p><p>Empreendedorismo</p><p>14</p><p>Empreendedor X Empresário</p><p>Vamos a mais um questionamento intrigante?</p><p>Um empresário de sucesso tem que ser um bom administrador</p><p>e um bom empreendedor?</p><p>Perceba que estamos falando de um terceiro perfil: o empresário. Por definição:</p><p>DEFINIÇÃO</p><p>É todo aquele que empresaria um negócio, ou seja, é legalmente e</p><p>financeiramente responsável por uma empresa.</p><p>Imagine uma situação em que um empreendimento foi concebido e implantado por um</p><p>empreendedor e, na sequência, administrado por um administrador. Após alguns anos</p><p>alguém vislumbrou a possibilidade de ganhar dinheiro com este negócio e o adquiriu</p><p>para revendê-lo após um determinado tempo. Estamos falando de um empresário, ou</p><p>seja, alguém que, não necessariamente, precisa ser um empreendedor ou um</p><p>administrador. Simplesmente um empresário.</p><p>Acreditamos que isto responde claramente a esta pergunta, porém, é muito comum</p><p>que um empreendedor seja, ao mesmo tempo, o administrador e o empresário de seu</p><p>próprio negócio. Você deve estar se perguntando: para que toda essa elucubração</p><p>conceitual? A que estas reflexões irão nos levar?</p><p>Mais uma vez chamamos a atenção de que o conhecimento claro desses conceitos</p><p>pode ser decisivo na recuperação de um negócio que não vai muito bem das pernas</p><p>por conta da inexperiência administrativa de seu empreendedor, ou ainda devido à</p><p>falta de empreendedorismo de seu administrador. Há também aqueles negócios que,</p><p>tendo um excelente empreendedor a sua frente, guarnecido por um exímio</p><p>administrador, carece ainda da presença de um empresário que aposte e invista</p><p>naquela ideia.</p><p>1.3 Intraempreendedorismo</p><p>Você pode ser um empreendedor de sucesso sem nunca ter tido um CNPJ ou vendido</p><p>um produto ou serviço. Estamos falando do Intraempreendedor.</p><p>Empreendedorismo</p><p>15</p><p>DEFINIÇÃO</p><p>Intraempreendedorismo: É uma modalidade de</p><p>empreendedorismo praticada por funcionários dentro da empresa</p><p>em que trabalham. São profissionais que possuem uma</p><p>capacidade diferenciada de analisar cenários, criar ideias, inovar e</p><p>buscar novas oportunidades para essas empresas. (PERIARD,</p><p>2010).</p><p>Já se foi o tempo em que as empresas gostavam de contratar funcionários que não</p><p>pensassem, mas apenas cumprissem ordens. Este tipo de profissional morreu com a</p><p>Era da Revolução Industrial, quando pessoas faziam o trabalho que hoje é feito pelas</p><p>máquinas.</p><p>De fato, naqueles tempos, pensar demais poderia comprometer um trabalho</p><p>mecânico, podendo causar, inclusive, sérios acidentes de trabalho ou queda da</p><p>produção.</p><p>Com a Era Digital, as empresas perceberam que poderiam substituir boa parte do</p><p>trabalho manual e repetitivo pelos computadores e máquinas computadorizadas. Ao</p><p>contrário do que se pensava, a Era da Informação não acarretou desemprego, mas</p><p>sim uma releitura ocupacional, destruindo uma série de cargos e funções, criando</p><p>novos postos de trabalho, com atribuições mais nobres e criativas. O medo do</p><p>desemprego foi surpreendido pelo altíssimo valor agregado aos salários que não</p><p>param de subir para quem usa mais a cabeça do que as mãos para trabalhar.</p><p>Um novo conceito se estabeleceu no mercado: a mão de obra cedeu lugar às mentes</p><p>de obra. Centenas de novas profissões foram criadas, com cursos de formação antes</p><p>inimagináveis, como Gastronomia, Cachaçologia, Enologia, Esteticista, Designer, entre</p><p>tantas outras.</p><p>Mas, quem é este novo profissional da Era da Informação? Qual o seu perfil? Que</p><p>comportamentos e habilidades são desejáveis pelas empresas?</p><p>O profissional almejado pelas empresas deve desenvolver o seu comportamento</p><p>empreendedor, aplicando as mesmas ferramentas e perfil dos empreendedores,</p><p>porém, para dentro da organização. Daí o nome Intraempreendedor: Intra (dentro) +</p><p>Empreendedor.</p><p>Empreendedorismo</p><p>16</p><p>A característica mais marcante deste novo profissional é, sem dúvida, a sua</p><p>capacidade de criar e inovar. Empresas como a Microsoft e a Google, por exemplo,</p><p>têm nos ensinado a lidar com este novo perfil. Nessas empresas não é incomum</p><p>presenciar funcionários sem horário rígido de trabalho, podendo passar dias em casa,</p><p>porém conectados ao fluxo de trabalho da empresa. Bermudas e camisetas</p><p>estampadas substituem os velhos e formais fardamentos. Decisões são</p><p>compartilhadas entre a alta gestão e o mais simplório técnico. Salários relativamente</p><p>baixos, no entanto, com participações expressivas nos resultados da empresa. Essas</p><p>são algumas das marcas eminentes desta nova ambiência laboral.</p><p>Mas será que isso dá resultado? Há como controlar a produtividade dessas pessoas</p><p>dentro dos projetos? A resposta é simples: Gestão por Resultados.</p><p>Os colaboradores da Google e da Microsoft não são medidos por indicadores lineares</p><p>como frequência ou assiduidade, mas pelo resultado concreto que eles conseguem</p><p>produzir para os desafios propostos pela organização.</p><p>Empresas como essas contratam pessoas perfeitamente capazes de empreender</p><p>outras empresas similares, mas que, pela proposta de trabalho e perspectivas de</p><p>ganhos financeiros sempre crescentes, deixam esses desejos em forma latente,</p><p>direcionando todo seu potencial empreendedor para dentro da própria organização</p><p>onde trabalham.</p><p>Para as empresas modernas, essas pessoas são seus verdadeiros ativos. São</p><p>tratados com mais cuidado e zelo do que os próprios sócios acionistas, porque elas</p><p>sabem que se encontra adormecido dentro da mente de cada uma delas um</p><p>concorrente em potencial. Essas gigantes têm a consciência de que elas começaram</p><p>pequenas como seus próprios funcionários, e imprimem todo esforço em motivá-los a</p><p>fazer parte de seus times.</p><p>Este é o perfil do Intraempreendedor. E você? Está preparado para formar sua</p><p>equipe de intraempreendedores para alavancar o seu negócio? Ou você prefere ser</p><p>um intraempreendedor na empresa onde trabalha ou pretende trabalhar?</p><p>Empreendedorismo</p><p>17</p><p>SAIBA MAIS</p><p>Quer se aprofundar nos temas desta competência?</p><p>Recomendamos o acesso às seguintes fontes de consulta e</p><p>aprofundamento:</p><p>Artigo: “Empreendedorismo em rede: o poder do give back”,</p><p>acessível pelo link: http://bit.ly/37YUV5i. Acesso em: 13 jan. 2021.</p><p>Artigo: “Intraempreendedorismo – Guia completo”, acessível pelo</p><p>link: http://bit.ly/3hv6Pqx. Acesso em: 13 jan. 2021.</p><p>RESUMINDO</p><p>E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo</p><p>tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente</p><p>entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o</p><p>que vimos. Você deve ter aprendido que O tema estudado</p><p>apresentou os fundamentos básicos da teoria que embasa</p><p>empreendedorismo, no que se refere ao que é ser um</p><p>empreendedor, um intraempreendedor, um empresário e/ou um</p><p>administrador. Importante ressaltar que, para empreender, não</p><p>basta apenas ter uma predisposição, mas sim compreender toda a</p><p>literatura já elaborada sobre o tema, para assim diminuir os riscos</p><p>de erros a caminhar rumo ao sucesso.</p><p>http://bit.ly/3hv6Pqx</p><p>Empreendedorismo</p><p>18</p><p>2. A lógica do empreendedorismo</p><p>OBJETIVO</p><p>Ao término deste capítulo você será capaz de compreender a</p><p>lógica de um projeto de empreendedorismo. Isto será fundamental</p><p>para o exercício de sua profissão. E então? Motivado para</p><p>desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante!</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Empreender</p><p>é um processo dividido em etapas. Tudo começa com uma oportunidade</p><p>de negócio, que pode ser identificada ou criada. Uma vez mapeada e analisada, o</p><p>empreendedor constrói uma ideia de negócio em cima dessa oportunidade. Mas</p><p>atenção! Ideia não enche barriga! Ela tem que ser transformada em Ação! Só assim</p><p>podemos dizer que temos um projeto empreendedor nas mãos. Vamos entender</p><p>melhor a lógica desse processo?</p><p>Figura 4 – Representação de um processo interno de uma indústria</p><p>Fonte: Freepik</p><p>2.1 O processo do empreendedorismo</p><p>Empreendedorismo</p><p>19</p><p>O processo do empreendedorismo pode ser representado por um fluxograma que</p><p>consiste em três fases distintas, podendo ser recorrentes, ou seja, uma vez avaliada</p><p>uma ideia de forma negativa, por exemplo, pode-se retornar à etapa de reavaliação da</p><p>oportunidade, e assim por diante.</p><p>• Oportunidade;</p><p>• Ideia;</p><p>• Ação.</p><p>Vejamos cada fase a seguir.</p><p>Oportunidade</p><p>Para identificar uma oportunidade tudo o que você precisar ter é VISÃO. Mas o que é</p><p>ter visão? Para as organizações, visão (ou visão corporativa) pode ser definida da</p><p>seguinte maneira.</p><p>DEFINIÇÃO</p><p>Visão corporativa: Para Vieira (2020), visão é como a</p><p>Organização se vê no futuro. A visão é a Organização aspirando a</p><p>algo (o que será alcançado?) e inspirando partes interessadas (por</p><p>que esse algo merece ser alcançado?). A visão de uma</p><p>Organização traduz um conjunto de intenções e aspirações para o</p><p>futuro, mas não detalha o modo de alcançá-las.</p><p>Perceba que a visão de uma organização está relacionada a algo que ela almeja para</p><p>seu futuro. Mas, será que é esta a visão que norteia um empreendedor?</p><p>A visão empreendedora pode ser classificada entre visão objetiva (restrita a uma área</p><p>de atuação) ou ampla (como um radar ou rede de pesca – o que cair é peixe). Em</p><p>outras palavras, para alguém que sabe o que quer, sua visão será concentrada em um</p><p>tipo específico de negócio. Ele andará nas ruas e praças farejando algo que possa</p><p>servir de oportunidade para seu intento. Já para alguém que possua uma visão ampla,</p><p>ele não estará limitado a um tipo de negócio, podendo literalmente fisgar qualquer</p><p>oportunidade que apareça e que possa ser transformada em um negócio.</p><p>Empreendedorismo</p><p>20</p><p>No mercado, podemos identificar empreendedores de sucesso em ambos os casos.</p><p>Há empresários que conseguiram erguer fortunas montando ou adquirindo negócios</p><p>nas mais variadas áreas de atuação. Essas pessoas têm a capacidade de enxergar</p><p>oportunidades de riqueza em outros empresários que iniciaram pequenos negócios.</p><p>Normalmente elas adquirem esses negócios e multiplicam seu valor de mercado.</p><p>Como exemplo deste perfil, temos o Marcus Lemonis, empresário, consultor e</p><p>idealizador do famoso programa de TV: “O Sócio” (The Profit, em inglês) do History</p><p>Channel.</p><p>Figura 5 – Exemplo de um empreendedor de sucesso: Marcus Lemonis</p><p>Fonte: Wikimedia Commos</p><p>Já outros empresários escolheram um segmento para exercitarem suas visões de</p><p>negócio, e também conseguiram obter bastante sucesso, como Steve Jobs, que focou</p><p>a área de Tecnologia da Informação para fazer história.</p><p>Empreendedorismo</p><p>21</p><p>Figura 6 - Steve Jobs, fundador da Apple Computers.</p><p>Fonte: Pixabay</p><p>Steve Jobs fundou a Apple, na década de 1970. Passou toda a sua vida tendo visões</p><p>de como a vida das pessoas poderia ser melhor com o uso da tecnologia. Muito à</p><p>frente de seu tempo, Jobs enxergou inúmeras lacunas no mercado, como a</p><p>necessidade de se utilizar dispositivos móveis integrados, unindo ligações telefônicas</p><p>a músicas, filmes e outras funcionalidades. Foi assim que surgiu o iPhone em 2007,</p><p>sua última grande invenção. O iPhone rendeu à Apple a liderança no mercado de</p><p>telefonia celular durante muitos anos, além da hegemonia em um nicho de mercado</p><p>extremamente fiel, que são os usuários do iOS.</p><p>Tanto este perfil quanto o primeiro devem exercer uma lei universal do</p><p>empreendedorismo, conhecida como a lei da visão:</p><p>Pense fora da caixa!</p><p>Empreendedorismo</p><p>22</p><p>Para exercitar a sua Visão de Negócio, comece tentando enxergar o mercado de outro</p><p>ângulo. Faça a você mesmo as seguintes perguntas:</p><p>a) O que é feito de um jeito há muito tempo, mas poderia ser de um jeito</p><p>diferente? Melhor? Mais rápido? Mais barato?</p><p>b) O que não é feito para atender a uma necessidade, mas, se o fosse, poderia</p><p>ajudar muita gente e gerar lucro para quem o fizesse?</p><p>c) O que é feito há muito tempo e, se simplesmente deixasse de sê-lo, poderia</p><p>funcionar do mesmo jeito?</p><p>d) O que poderia ser substituído por alguma tecnologia?</p><p>e) O que falta ou é escasso em um lugar que poderia ser trazido de outro?</p><p>O hábito de questionar e se questionar pode ajudá-lo a construir, em sua tela mental,</p><p>um processo contínuo de construção de ideias e, assim, fazê-lo enxergar</p><p>oportunidades que, muitas vezes, batem na sua porta.</p><p>As oportunidades sempre nos são sinalizadas a partir de velhos problemas. Um bom</p><p>exemplo disso é o sistema de sinalização de vagas em estacionamentos de shopping</p><p>centers, recentemente implantado nas principais capitais do Brasil.</p><p>Ideia</p><p>Você já sentiu na pele o incômodo de ter que circular durante minutos, e às vezes</p><p>horas, em estacionamentos lotados de shopping centers, aeroportos e demais</p><p>complexos de grande aglomeração demográfica? Este problema foi transformado em</p><p>uma oportunidade de negócio para a PARKHELP, uma empresa que teve a seguinte</p><p>IDEIA:</p><p>Sinalizar previamente todas as vagas disponíveis em um andar de estacionamento,</p><p>evitando assim que o motorista tenha de entrar em um recinto sem qualquer chance</p><p>de encontrar uma vaga para seu automóvel, reduzindo assim o fluxo intenso de</p><p>veículos e o tempo de espera para estacionar o carro.</p><p>Empreendedorismo</p><p>23</p><p>Figura 7 – Estacionamento</p><p>Fonte: Pixabay</p><p>Temos aqui um exemplo de uma IDEIA surgida a partir de uma OPORTUNIDADE, ou</p><p>seja, um problema (oportunidade) gerou uma necessidade (ideia).</p><p>Para a obtenção de uma ideia, existe uma ferramenta fundamental para todo e</p><p>qualquer empreendedor:</p><p>Criatividade: é uma habilidade que, embora presente em algumas pessoas desde que</p><p>nasceram, pode ser desenvolvida por qualquer um. A literatura está repleta de bons</p><p>livros de autoajuda que podem auxiliar neste estudo. Existem muitos vídeos no</p><p>Youtube, e outros mediacenters, que podem ajudar nesse processo de busca do</p><p>desenvolvimento de sua criatividade.</p><p>Para Gun, (2017), existem 7 dicas para ser mais criativo:</p><p>• Como ter ideias novas com criatividade;</p><p>• Como o ócio criativo ajuda a ter novas ideias;</p><p>• Como as charadas ajudam a ser mais criativo;</p><p>• Como funciona um cérebro criativo;</p><p>Empreendedorismo</p><p>24</p><p>• Como usar a criatividade para resolver problemas;</p><p>• Como utilizar o humor para ser mais criativo;</p><p>• Como treinar a criatividade e a sua imaginação.</p><p>SABIA MAIS</p><p>Para compreender melhor o assunto, leia na íntegra o artigo: “9</p><p>Dicas de como ser mais Criativo”, de Murilo Gun", disponível no</p><p>link: http://keeplearningschool.com/dicas/. Acesso em: 13 jan.</p><p>2021.</p><p>Ação</p><p>Se alguém não tivesse tomado a iniciativa de transformar a ideia de sinalização de</p><p>estacionamentos em uma AÇÃO, não teríamos uma empresa chamada PARKHELP</p><p>(www.parkhelp.com) oferecendo este serviço em diversos lugares do mundo e,</p><p>certamente, obtendo bastante lucro com seu empreendimento bem-sucedido. Ao</p><p>contrário da PARKHELP, muitas pessoas e empresas desperdiçam oportunidades</p><p>identificadas ou deixam de materializar suas ideias. Esta é a sutil, porém</p><p>determinante, diferença de uma mente empreendedora. O Empreendedor FAREJA</p><p>oportunidades, formula IDEIAS e não descansa até transformá-las em AÇÃO. Esta</p><p>capacidade de fazer ideias acontecerem é conhecida como:</p><p>Proatividade: sem este perfil comportamental é impossível se tornar um empreendedor</p><p>de sucesso. Ideias são ideias, nada mais que ideias. A todo tempo, algumas centenas</p><p>de milhares de pessoas estão</p><p>tendo a mesma ideia ao mesmo tempo. Então, porque</p><p>centenas de milhares de novos projetos empreendedores não são implementados</p><p>simultaneamente, o tempo todo? Poucas dessas ideias conseguem ser transformadas</p><p>em ação.</p><p>SABIA MAIS</p><p>Quer se aprofundar no tema desta competência? Recomendamos</p><p>o acesso à seguinte fonte de consulta e aprofundamento: “O Sócio</p><p>(The Profit) - Temporadas Completas Download”, disponível em:</p><p>http://bit.ly/38GpZai. Acesso em: 13 jan. 2021.</p><p>http://keeplearningschool.com/dicas/</p><p>http://www.parkhelp.com/</p><p>Empreendedorismo</p><p>25</p><p>RESUMINDO</p><p>E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo</p><p>tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente</p><p>entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o</p><p>que vimos. Você deve ter aprendido queIdeias não têm pai, nem</p><p>mãe. Em que pese o fato de haver meios de se patentear ideias</p><p>inovadoras, se elas não conseguem ser implementadas,</p><p>rapidamente o serão por alguém. Portanto, a alma do negócio</p><p>atualmente não é mais o segredo, como se pensava até o final do</p><p>século XX, mas tão somente a velocidade com que esses</p><p>“segredos” são transformados em ação. Para se ter sucesso como</p><p>empreendedor, é preciso identificar uma oportunidade, criar uma</p><p>ideia e transformá-la em ação. Para isto você precisa pensar fora</p><p>da caixa para ser mais criativo. Construiu uma ideia? Seja proativo</p><p>e transforme-a rapidamente em uma ação.</p><p>Empreendedorismo</p><p>26</p><p>3. O perfil de um empreendedor</p><p>OBJETIVO</p><p>Ao término deste capítulo você será capaz de entender o perfil de</p><p>um empreendedor. Isto será fundamental para o exercício de sua</p><p>profissão. E então? Motivado para desenvolver esta competência?</p><p>Então vamos lá. Avante!</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>O empreendedor é um ser inquieto. Não se enquadra em rotinas e sempre questiona</p><p>se há um jeito melhor, mais simples ou mais eficiente de fazer a mesma coisa.</p><p>Normalmente não são muito bons com rotinas e controladoria, ou seja, desempenham</p><p>mal tudo aquilo que exige um comportamento detalhista e repetitivo. É criativo por</p><p>natureza e necessariamente um líder, ou seja, exerce sobre as outras pessoas um</p><p>poder de liderança natural, um magnetismo que contagia e acaba por gerar o mesmo</p><p>desejo de criar e inovar. Ao contrário do que muita gente pensa, o empreendedor não</p><p>vive de ideias. Ele tem a habilidade e a capacidade de pô-las em prática. Ele não é</p><p>utópico e não tem apego às suas próprias ideias. Se algo não dá para ser implantado,</p><p>ele o descarta e tenta de outro jeito. Mas de uma coisa pode ter certeza – ele nunca</p><p>desiste. Vai fundo e em frente até atingir seus objetivos. E aí? Você está gostando</p><p>deste perfil? Está achando que ser empreendedor é a melhor coisa do mundo?</p><p>Cuidado. A felicidade nem sempre está do lado deles. Esse perfil focado, persistente</p><p>e aguerrido dos empreendedores, muitas vezes os levam a sérios erros. Alguns</p><p>equívocos são muito comuns entre os empreendedores e, pode ter certeza, todos eles</p><p>têm muitas histórias de sucesso e de fracasso para contar. Ao longo desta</p><p>competência vamos conhecer as características e erros mais marcantes na</p><p>personalidade empreendedora.</p><p>3.1 Comportamentos empreendedores</p><p>Reunimos aqui algumas características comuns ao perfil dos maiores empreendedores</p><p>da história da humanidade.</p><p>Empreendedorismo</p><p>27</p><p>Figura 8 – Perfil empreendedor</p><p>Fonte: Freepik</p><p>Sem citar nomes, vamos discorrendo sobre cada um dos indicadores comportamentais</p><p>identificados nestes empreendedores:</p><p>Ambição</p><p>A ambição é a mola propulsora do empreendedor de sucesso. Quer seja o dinheiro, a</p><p>fama ou o altruísmo, algo tem que movê-lo rumo a seus objetivos. Mas aqui vale a</p><p>pena salientar o lado obscuro da ambição: A GANÂNCIA. Tentar ir em busca de seus</p><p>objetivos, passando por cima de seus princípios éticos, causando dor e prejuízo ao</p><p>seu próximo, pode transformar uma mola propulsora em um engodo que o levará,</p><p>certamente, a um grande tombo, com perdas irreparáveis à sua imagem, reputação e,</p><p>até mesmo, em seus resultados financeiros.</p><p>Vivemos em uma sociedade cada vez mais globalizada, onde as fronteiras são</p><p>rompidas a cada ano e as pessoas ficam cada vez mais próximas umas das outras.</p><p>Não dá mais para aplicar a velha lei do “Gerson”, onde o que importa é levar vantagem</p><p>em tudo. Em contraposição a esta lei existe a Lei do Retorno, onde BATEU-LEVOU. E</p><p>em pleno século 21, não é mais possível ganhar sozinho. Os ganhos em rede,</p><p>impulsionados pelas parcerias, são cada vez mais lucrativos. Atualmente, é comum se</p><p>Empreendedorismo</p><p>28</p><p>ouvir falar que: UM NEGÓCIO SÓ É BOM QUANDO É BOM PARA TODOS OS</p><p>ENVOLVIDOS.</p><p>Em um mundo globalizado, a palavra “TODOS” ganha um novo sentido, transpondo os</p><p>limites de uma sociedade e, até mesmo, dos funcionários da empresa, abarcando</p><p>clientes, fornecedores e a sociedade civil organizada. Todos, sem exceção, devem</p><p>ser encarados como atores de seu negócio.</p><p>Atitude</p><p>Assim como vimos no exemplo da PARKHELP, sem atitude não conseguimos</p><p>transformar ideias em ação. Mas os grandes empreendedores da história não são</p><p>conhecidos apenas por terem tido a atitude de iniciar seus negócios. Atitude é uma</p><p>característica marcante e recorrente na história desses vencedores. A vida</p><p>empresarial é um constante processo de tomadas de decisões. O sucesso no mundo</p><p>dos negócios é o somatório das decisões acertadas subtraído do somatório das</p><p>decisões equivocadas. Mas, lembre-se: uma decisão não tomada, ou simplesmente</p><p>protelada por um longo tempo, pode pesar como ponto negativo nessa balança, de</p><p>sorte que: entre acertar ou errar, o melhor a fazer é simplesmente tentar.</p><p>Mas, por outro lado, é importante registrarmos aqui a enorme diferença entre atitude e</p><p>INCONSEQUÊNCIA. Muitos empreendedores, movidos pelo impulso, tendem a tomar</p><p>decisões precipitadas, ignorando importantes ferramentas e recursos como a</p><p>pesquisa, o aconselhamento (ouvir mais do que falar) e, o mais importante: utilizar</p><p>TODO O TEMPO DISPONÏVEL antes de tomar aquela decisão.</p><p>Para ilustrar essa diferença, vamos recorrer ao Basquetebol. Quem curte esse</p><p>esporte conhece bem o drama de se estar a 30 segundos do final do jogo, com a</p><p>posse de bola, e ter que fazer uma cesta salvadora para ganhar por, apenas, um</p><p>ponto de diferença.</p><p>Qual o segredo tático que um técnico pode utilizar nesta situação de jogo? Simples:</p><p>pedir tempo para orientar a equipe e traçar o plano de ataque e de defesa. E o time?</p><p>Qual o comportamento esperado? Gastar todo o tempo de 30 segundos sem perder a</p><p>posse de bola e, nos últimos 5 segundos a que tem direito, tentar a cesta de dois</p><p>pontos.</p><p>Mesmo aqueles que curtem esse esporte ignoram este importante recurso de que</p><p>dispõem: o TEMPO. No mundo dos negócios, decisão é algo que se deve tomar com</p><p>tempo suficiente para dissipar as pressões e dar chance às oportunidades de se</p><p>Empreendedorismo</p><p>29</p><p>nutrirem da pesquisa e do aconselhamento necessários. Sem utilizar bem o TEMPO,</p><p>uma atitude pode se transformar em um ato INCONSEQUENTE e, consequentemente,</p><p>acarretar duras perdas para o seu negócio.</p><p>Coragem</p><p>Mas, muitas vezes, ter atitude requer bem mais que tempo, aconselhamento e</p><p>pesquisa.</p><p>É necessário um requisito fundamental para o empreendedor: CORAGEM. Este é um</p><p>atributo que passa, necessariamente, pela confiança que você tem nos seus</p><p>conselheiros, sócios e, principalmente, em você mesmo.</p><p>Mais uma vez é importante não confundir CORAGEM com INCONSEQUÊNCIA.</p><p>Algumas vezes, por orgulho ou vaidade, o empreendedor é levado a tomar decisões</p><p>apenas para mostrar que tem coragem.</p><p>Esqueça essa ideia. Esses sentimentos devem ser banidos do vocabulário de um</p><p>empreendedor de sucesso. Baixar a guarda, em alguns momentos, faz parte do jogo</p><p>no mundo dos negócios. Mais uma vez, o remédio para se precaver contra a</p><p>inconsequência é o mesmo tratado no item anterior:</p><p>TEMPO.</p><p>Este fundamental recurso também serve para avaliar melhor se uma atitude é fruto do</p><p>coração (EGO) ou da razão. Portanto, não confunda Coragem com IMPULSIVIDADE.</p><p>Resiliência</p><p>Costuma-se dizer que empreender é um ato agridoce. No início tudo são flores. A</p><p>expectativa de ganhar dinheiro. A empolgação da construção da marca, da escolha</p><p>do ponto, enfim, a cada nova conquista, uma nova comemoração. Mesmo após a</p><p>inauguração, o empresário vive um momento de lua de mel com o seu</p><p>empreendimento, até advirem as primeiras barreiras: falta de recursos, pressão da</p><p>concorrência, questões trabalhistas, entre uma infinidade de problemas.</p><p>Boa parte das empresas fecham nos primeiros dois anos de funcionamento por conta</p><p>de, entre outros fatores, falta de RESILIÊNCIA de seus empreendedores. Mas a final</p><p>de contas, o que é RESILIÊNCIA? Ser resiliente é ser perseverante, sem ser</p><p>insistente. É persistir em seus ideais sem se revoltar com os tropeços. É se alimentar</p><p>dos erros, levando em conta apenas os ensinamentos. É vibrar com os acertos, sem</p><p>elevar a soberba.</p><p>Empreendedorismo</p><p>30</p><p>Muita gente confunde RESILIÊNCIA com PERSISTÊNCIA. A persistência, por si só,</p><p>insiste em bater na mesma tecla, mesmo sabendo que não é a tecla correta. E</p><p>parafraseando um velho adágio popular: errar é humano – insistir no erro é burrice. O</p><p>empreendedor de sucesso é resiliente porque não desiste de seus ideais. E quando</p><p>percebe que está no caminho errado, não hesita em tomar outro rumo, contanto que o</p><p>leve ao mesmo local.</p><p>A resiliência é, sem dúvida alguma, um dos comportamentos mais nobres, não apenas</p><p>do empreendedor, mas do administrador, do gerente e de todo e qualquer profissional</p><p>que deseja construir uma carreira de sucesso.</p><p>VOCÊ SABIA?</p><p>O termo resiliência, amplamente utilizado e difundido na área de</p><p>gestão e negócios, foi tomado por empréstimo da física. A</p><p>resiliência é uma propriedade apresentada por alguns materiais</p><p>sólidos que se caracterizam por resgatar a sua forma original após</p><p>uma deformação forçada. Isso ocorre com o aço. Até o seu ponto</p><p>de resiliência, um vergalhão de aço pode ser dobrado e ter a sua</p><p>forma original perfeitamente retomada após cessar a tensão que o</p><p>mantém dobrado. Ao passar desse ponto, ele se deforma e não</p><p>mais consegue retomar sua forma original.</p><p>Persuasão</p><p>É um ledo engano achar que se pode desenvolver um novo empreendimento sozinho.</p><p>Empreender é, antes de qualquer coisa, vender ideias; convencer pessoas a embarcar</p><p>em nosso projeto. Ainda que você disponha de recursos próprios o suficiente para</p><p>não precisar de sócios investidores, ou capital de terceiros, você precisa persuadir</p><p>funcionários, fornecedores, parceiros e, principalmente, clientes a comprar o seu</p><p>peixe.</p><p>Mas, como todo comportamento tem seu lado obscuro, é importante não confundir</p><p>PERSUASÃO com ENGANAÇÃO. Persuadir é convencer alguém a comungar de</p><p>suas ideias, sem omitir fatos ou vender falsas ilusões. Este é o grande desafio do</p><p>empreendedor: construir seu negócio em bases sólidas é conquistar o maior número</p><p>de seguidores para embarcar em seu projeto.</p><p>Organização</p><p>Empreendedorismo</p><p>31</p><p>Engana-se quem diz que o empreendedor não precisa ser organizado. Que basta ter</p><p>um sócio organizado ou contratar um administrador com este perfil para ter êxito em</p><p>seus negócios. A organização é uma cultura que deve ser cultivada e desenvolvida de</p><p>cima para baixo. Sem organização você até consegue elaborar um projeto e até</p><p>mesmo implantá-lo com algum índice de sucesso, mas, dificilmente irá muito longe</p><p>sem aguçar essa habilidade, cada vez mais indispensável em um mercado</p><p>extremamente competitivo.</p><p>Empreendedorismo</p><p>32</p><p>SAIBA MAIS</p><p>Quer se aprofundar no tema desta competência? Recomendamos</p><p>o acesso à seguinte fonte de consulta e aprofundamento: Artigo:</p><p>“A relação entre o jeitinho brasileiro e o perfil empreendedor:</p><p>possíveis interfaces no contexto da atividade empreendedora no</p><p>Brasil”, acessível pelo link: http://bit.ly/3pyzUV1. Acesso em: 13</p><p>jan. 2021.</p><p>RESUMINDO</p><p>E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo</p><p>tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente</p><p>entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o</p><p>que vimos. Você deve ter aprendido que o tema discorreu sobre</p><p>algumas características comuns ao perfil dos maiores</p><p>empreendedores da história da humanidade, sendo elas: ambição;</p><p>atitude; coragem; resiliência; persuasão; organização. Ser</p><p>empreendedor é ser criativo por natureza e necessariamente um</p><p>líder, ou seja, exercer sobre as outras pessoas um poder de</p><p>liderança natural, um magnetismo que contagia e acaba por gerar</p><p>o mesmo desejo de criar e inovar.</p><p>http://bit.ly/3pyzUV1</p><p>Empreendedorismo</p><p>33</p><p>4. As ferramentas do empreendedor</p><p>OBJETIVO</p><p>Ao término deste capítulo você será capaz de utilizar as</p><p>ferramentas do empreendedor. Isto será fundamental para o</p><p>exercício de sua profissão. E então? Motivado para desenvolver</p><p>esta competência? Então vamos lá. Avante!</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Aprendemos anteriormente quais condutas e comportamentos são desejáveis para um</p><p>empreendedor. Ao longo deste tópico, iremos estudar que ferramentas devem ser</p><p>utilizadas dentro de um projeto exitoso de empreendedorismo. Tais ferramentas são</p><p>extremamente necessárias e não devem ser prescindidas, considerando-se, contudo,</p><p>a aplicabilidade de cada uma delas. São essas as principais ferramentas das quais</p><p>você poderá lançar mão em diversos momentos de seu projeto empreendedor:</p><p>• Pesquisa;</p><p>• Planejamento Estratégico;</p><p>• Liderança;</p><p>• Marketing Pessoal;</p><p>• Gerência de Projetos.</p><p>Vamos discorrer sobre cada uma dessas ferramentas, sem a pretensão de nos</p><p>aprofundarmos demais, pois cada uma delas se constitui em um universo de</p><p>informações.</p><p>4.1 Principais ferramentas</p><p>Nesta sessão, vamos discorrer sobre as cinco principais ferramentas do</p><p>empreendedor. Não estamos falando de softwares ou instrumentos, mas sim de</p><p>metodologias úteis para o desenvolvimento de projetos empreendedores.</p><p>Pesquisa de mercado</p><p>Empreendedorismo</p><p>34</p><p>Figura 9 – Pesquisa de mercado</p><p>Fonte: Freepik</p><p>Existe um preconceito muito grande dos empreendedores brasileiros em relação à</p><p>pesquisa. Já se ouviu várias piadas pondo em xeque a necessidade de se fazer</p><p>pesquisa para iniciar um empreendimento ou se lançar um produto no mercado, como</p><p>por exemplo: “Se Steve Jobs tivesse feito uma pesquisa antes de lançar o iPad, talvez</p><p>ele jamais o tivesse lançado”.</p><p>De fato, algumas pesquisas são demasiadamente intangíveis, como aquelas que</p><p>visam auscultar o mercado quanto ao lançamento de um produto muito inovador. Mas</p><p>é inegável a eficácia de uma boa pesquisa para nos livrar de alguns desastres, como</p><p>levantar o perfil do público consumidor para um produto a ser comercializado em uma</p><p>região, ou mesmo mapear a distribuição do mercado entre seus concorrentes.</p><p>Mais adiante veremos como trabalhar com pesquisa de mercado dentro de um estudo</p><p>de caso. Por hora, podemos seguramente adiantar o seguinte: um pequeno</p><p>investimento em pesquisa pode nos livrar de uma pequena fortuna em prejuízo. A</p><p>negligência quanto ao uso desta importante ferramenta é um dos motivos da alta taxa</p><p>de mortalidade das empresas brasileiras, sobretudo as start-ups.</p><p>Empreendedorismo</p><p>35</p><p>Planejamento estratégico</p><p>Como uma ideia se transforma em uma ação? Por qual processo ela passa? Quais</p><p>as ferramentas necessárias para planejá-la e executá-la a contento? A resposta para</p><p>todas essas dúvidas passa por uma ciência intitulada: Planejamento Estratégico.</p><p>Em linhas gerais, planejamento estratégico é um documento, elaborado principalmente</p><p>pelo empreendedor do negócio, que delineia, no tempo e no espaço, como o projeto</p><p>de implantação de seu negócio será conduzido.</p><p>Alguns indicadores são determinantes para o planejamento estratégico do</p><p>empreendimento, tais como:</p><p>• Objetivo;</p><p>• Missão;</p><p>• Visão;</p><p>• Valores;</p><p>• Público-Alvo;</p><p>• Mercado; e</p><p>• Concorrentes.</p><p>Muita gente pensa que Planejamento Estratégico é algo que só se elabora para</p><p>angariar investidores. Outro engano clássico. Iniciar um negócio sem um</p><p>planejamento estratégico, por mais simples que seja, é como entrar em um avião sem</p><p>um plano de voo definido. Imagine só decolar em uma aeronave sem saber a</p><p>distância a ser percorrida e quanto combustível será necessário para a navegação? O</p><p>destino deste voo é líquido e certo: “um Desastre Aéreo”.</p><p>Mas, pasme: é exatamente assim que ocorre com a maioria dos pequenos negócios</p><p>montados no Brasil. As empresas abrem as portas sem saber o que querem e onde</p><p>desejam chegar. Batem as portas dos bancos atrás de recursos de curto prazo sem</p><p>saber se irão poder cumprir com os acordos no longo prazo.</p><p>IMPORTANTE</p><p>Empreendedorismo</p><p>36</p><p>Mais adiante teremos uma sequência de unidades dedicadas exclusivamente ao</p><p>planejamento estratégico de um negócio, inclusive o econômico-financeiro.</p><p>Liderança</p><p>Se você pensa que liderança é um dom que já nasce com a pessoa, acertou. Mas,</p><p>felizmente, esta ferramenta é algo que se pode desenvolver em qualquer perfil</p><p>comportamental. Nunca se escreveu tanto sobre liderança quanto nos últimos 50</p><p>anos. De Peter Drucker para cá, o mundo dos negócios vem se voltando, cada vez</p><p>mais, para o desenvolvimento gerencial de seus executivos.</p><p>Termos como Coaching, Executive Head Hunter, entre outros, enchem as bibliotecas</p><p>no afã de encontrar o jeito ideal para desenhar a mente do executivo perfeito. Mas, de</p><p>uma coisa fique certo: a Liderança é uma das ferramentas mais necessárias e</p><p>determinantes para o sucesso de um empreendimento, tanto para o empreendedor,</p><p>quanto para seus liderados.</p><p>Marketing pessoal</p><p>O empreendedor tem que ter a consciência de que a imagem da sua empresa passa</p><p>pela sua própria imagem. E a construção de sua marca empresarial é o resultado do</p><p>esforço de construção da linha de comunicação institucional da empresa como um</p><p>todo, perpassando os funcionários e dirigentes.</p><p>Para vender bem a imagem de seu negócio, você precisa trabalhar a sua imagem</p><p>pessoal, lançando mão das ferramentas do Marketing Pessoal. Essa imagem pessoal</p><p>será naturalmente transmitida a todos os seus liderados, fornecedores e, em alguns</p><p>casos, até mesmo seus clientes.</p><p>A história recente mostra muitas empresas se perderem em seu marketing institucional</p><p>por conta da má conduta de seus gestores. O empreendedor de sucesso sabe que</p><p>ele se tornará uma pessoa pública, e esta publicidade tende a aumentar na medida em</p><p>que seus negócios vão ganhando visibilidade e obtendo sucesso.</p><p>Hoje, por exemplo, vemos grandes corporações cuja imagem se confunde com a de</p><p>seus fundadores, como é o caso do Grupo Pão de Açúcar (Abílio Diniz), Votorantim</p><p>(Antônio Hermínio de Morais), SBT (Sílvio Santos), Grupo Bompreço (João Carlos</p><p>Paes Mendonça), entre muitos outros.</p><p>Empreendedorismo</p><p>37</p><p>Gerenciamento de projetos</p><p>Outra ferramenta da administração importantíssima para o empreendedor é o</p><p>gerenciamento de projetos. Existem, inclusive, algumas certificações nesta área, como</p><p>a PMP (Project Management Professional), entre outras.</p><p>Claro que, se sua intenção é tão somente elaborar e implantar o seu projeto de</p><p>empreendedorismo, não se faz necessário tirar esta ou qualquer outra certificação,</p><p>porém, não é uma má ideia conhecer todos os fundamentos do PMBOK (Project</p><p>Management Body Of Knowledge), conhecido como a cartilha do gerenciamento de</p><p>projetos, segundo o PMI (Project Management Institute).</p><p>Mas, o que vem a ser gerenciamento de projetos?</p><p>DEFINIÇÃO</p><p>Gerenciamento de projetos: Gerenciamento de projetos é o</p><p>conjunto de técnicas, conceitos e boas práticas que auxilia o</p><p>profissional a gerenciar projetos. Gerenciar um projeto, por sua</p><p>vez, consiste em planejar, executar, monitorar, controlar e encerrar</p><p>um ciclo de atividades que tem começo, meio e fim. A este ciclo de</p><p>atividades dá-se o nome de projeto.</p><p>Mas o que é necessário para gerenciar um projeto?</p><p>Gerenciar um projeto nada mais é do que articular habilidades nas seguintes áreas de</p><p>conhecimento:</p><p>Escopo: O que realmente você vai fazer? Estamos falando do objetivo do projeto e</p><p>das entregas que serão realizadas.</p><p>Tempo: Em quanto tempo você vai desenvolver cada etapa e atividade de seu projeto,</p><p>e em que ordem de precedência? Como acompanhar, monitorar e controlar os</p><p>tempos realizados em função dos prazos planejados? Como compactar o cronograma</p><p>de um projeto em meio a sua execução?</p><p>Custo: Quanto vai lhe custar cada atividade de seu projeto? Como racionalizar os</p><p>custos em meio a imprevistos como falta de verba ou estouro de orçamento?</p><p>Empreendedorismo</p><p>38</p><p>Qualidade: Quais os indicadores que você irá definir para medir a qualidade de seu</p><p>produto? Que plano você tem para acompanhar esta qualidade ao longo da execução</p><p>de seu projeto?</p><p>Riscos: Quais os riscos que você terá que mitigar ou eliminar ao longo da implantação</p><p>de seu projeto? Como você irá administrá-los?</p><p>Comunicações: De que maneira você pretende assegurar a boa comunicação entre</p><p>você e sua equipe de projeto? Que ferramentas e softwares você irá utilizar? De que</p><p>maneira?</p><p>Recursos Humanos: Quem são as pessoas e qual a dedicação que elas terão ao</p><p>projeto, de modo que você possa mensurar?</p><p>Aquisições: Que itens materiais você terá que adquirir e que serviços deverão ser</p><p>contratados para viabilizar a implantação de seu projeto?</p><p>Partes interessadas: Quem são as pessoas direta e indiretamente envolvidas com o</p><p>seu projeto? Essas pessoas devem se constituir em ponto de atenção permanente do</p><p>gerente de projetos. O termo técnico mais utilizado para esta área de conhecimento</p><p>vem do inglês: stakeholders.</p><p>Integração: Como as nove áreas anteriormente citadas irão se integrar?</p><p>Não temos a pretensão de lhe ensinar as técnicas de gerenciamento de projetos, mas</p><p>sim a conscientização de sua importância para o êxito de seu empreendimento, além</p><p>de várias dicas sobre como gerenciar a implantação de seu empreendimento. Assim,</p><p>recomendamos que você faça estude de forma aprofundada esta ciência, não</p><p>esquecendo que o seu empreendimento passa necessariamente por um projeto de</p><p>implantação.</p><p>4.2 Outras ferramentas</p><p>As ferramentas que vimos no item anterior referem-se especificamente à fase de</p><p>projeto do empreendimento. Mas você não deve esquecer de que o empreendedor de</p><p>hoje será o administrador de amanhã. Portanto, antes ou durante o seu projeto de</p><p>empreendedorismo, recomendamos que você invista na sua educação empresarial,</p><p>complementando sua formação empreendedora com áreas de conhecimento de</p><p>Administração como um todo.</p><p>Empreendedorismo</p><p>39</p><p>Neste sentido, elencamos ferramentas importantíssimas para você utilizar na fase de</p><p>administração de sua empresa:</p><p>• Gestão do Marketing;</p><p>• Gestão de Recursos Humanos;</p><p>• Gestão Financeira;</p><p>• Gestão Contábil;</p><p>• Gestão de Contratos;</p><p>• Gestão da Tecnologia da Informação (TI);</p><p>• Gestão de Processos.</p><p>Dependendo da especificidade de sua área de atuação, outras ferramentas poderão</p><p>ser importantes, tais como:</p><p>• Gestão Logística;</p><p>• Gestão de Compras e Suprimentos; e</p><p>• Gestão da Produção Industrial.</p><p>Outras ferramentas ainda mais específicas podem ser necessárias à gestão de seu</p><p>negócio. Fique atento a elas e não deixe de investir em seu conhecimento.</p><p>SAIBA MAIS</p><p>Quer se aprofundar no tema desta competência? Recomendamos</p><p>o acesso à seguinte fonte de consulta e aprofundamento: Artigo:</p><p>“A importância do gerenciamento de projetos no desenvolvimento</p><p>empresarial”, acessível pelo link: https://bit.ly/2Mc9z0w. Acesso</p><p>em: 13 jan. 2021.</p><p>https://bit.ly/2Mc9z0w</p><p>Empreendedorismo</p><p>40</p><p>RESUMINDO</p><p>E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo</p><p>tudinho? Agora, só para</p><p>termos certeza de que você realmente</p><p>entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o</p><p>que vimos. Você deve ter aprendido sobre as ferramentas que</p><p>devem ser utilizadas dentro de um projeto exitoso de</p><p>empreendedorismo. São elas: pesquisa; planejamento estratégico;</p><p>liderança; marketing pessoal; gerência de projetos. Tais</p><p>ferramentas são extremamente necessárias e não devem ser</p><p>prescindidas, considerando-se, contudo, a aplicabilidade de cada</p><p>uma delas.</p><p>Empreendedorismo</p><p>41</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>DICIO. Inovação. Disponível em: Dicionário Online de Português:</p><p>https://www.dicio.com.br/inovacao/. Acesso em: 13 jan. 2021.</p><p>ENDEAVOR. Empreendedorismo em rede: o poder do “give back”. Disponível em:</p><p>http://bit.ly/37YUV5i. Acesso em: 13 jan. 2021.</p><p>GUN, M. 7 dicas de como ser mais criativo. Keep Learning School. Disponível em:</p><p>http://bit.ly/3hrjhYH. Acesso em: 13 jan. 2021.</p><p>MIYATAKE, Anderson Katsumi. et al. Empreendedorismo. Unicesumar: Maringá, Pr,</p><p>2016. Disponível em: https://brainly.com.br/tarefa/14830623. Acesso em: 27 jul. 2021.</p><p>O SÓCIO (The Profit) – Temporadas Completas Download. (13 jan. 2021). The</p><p>Carvalho. Disponível em: http://bit.ly/38GpZai. Acesso em: 13 jan. 2021.</p><p>PEDROSO, J. P., MASSUKADO-NAKATANI, M. S., & MUSSI, F. B. (jul-ago. 2009). A</p><p>Relação entre o Jeitinho Brasileiro e o Perfil Empreendedor: Possíveis Interfaces no</p><p>Contexto da Atividade Empreendedora no Brasil. RAM - Revista de Administração</p><p>Mackenzie. Disponível em: http://bit.ly/3pyzUV1. Acesso em: 13 jan. 2021.</p><p>PERIARD, G. Intraempreendedorismo - Guia completo. Sobre Administração.</p><p>Disponível em: http://bit.ly/3hv6Pqx. Acesso em: 13 jan. 2021.</p><p>SCHUMPETER, Joseph (1949). In: DIAS, Renato. Falando sobre</p><p>empreendedorismo. (13 jan. 2016). Disponível em: https://bit.ly/38Gbaod. Acesso</p><p>em: 13 jan. 2021.</p><p>Taxa de mortalidade de empresas no país. Notícias. Disponível em:</p><p>https://bit.ly/2WSzbSm. Acesso em: 13 jan. 2021.</p><p>VIEIRA, P. O que é visão para uma empresa? Administradores.com. Disponível em:</p><p>https://bit.ly/3pBhzql. Acesso em: 13 jan. 2021.</p><p>XAVIER, W. A importância do gerenciamento de projetos no desenvolvimento</p><p>empresarial. Administradores.com. Disponível em: Acesso em: 30/12/2020</p><p>https://www.dicio.com.br/inovacao/</p><p>https://brainly.com.br/tarefa/14830623</p><p>Empreendedorismo</p><p>42</p>

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