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Web Jornalismo-Livro Texto - Unidade III

Trecho de livro-texto (Unidade III) sobre webjornalismo e mídias sociais que analisa práticas jornalísticas no Twitter, YouTube, Facebook, Instagram e TikTok; apresenta histórico e estatísticas de uso; discute reconfiguração de redações na pandemia e problemas como fake news e jornalismo caça‑cliques.

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<p>133</p><p>WEBJORNALISMO E MOBILIDADE</p><p>Unidade III</p><p>Nesta última unidade de nosso livro-texto estudaremos alguns conceitos relacionados às últimas</p><p>mudanças que alteraram o webjornalismo e como as redações têm se reconfigurado para abarcar cada</p><p>uma das constantes novidades do ciberespaço.</p><p>Aqui vocês encontrarão informações para ajudá-los a entender um pouco sobre como funciona o</p><p>jornalismo nas redes sociais, principalmente as mais acessadas pelos usuários, por isso estudaremos as</p><p>práticas jornalísticas no Twitter, YouTube, Facebook, Instagram e TikTok.</p><p>Além disso, nesta unidade estudaremos sobre as reconfigurações que as redações sofreram,</p><p>principalmente durante o período pandêmico, bem como analisaremos algumas das expectativas para o</p><p>jornalismo no cenário pós-pandemia.</p><p>Temos a preocupação também em discutir sobre um problema atual do jornalismo, a proliferação</p><p>das fake news e a adoção do jornalismo caça-cliques, entendendo que são duas práticas que acabam</p><p>por minar a credibilidade dos jornais, além de contribuir para a desinformação da sociedade.</p><p>Esperamos que esta unidade lance luz sobre ações e problemas contemporâneos da prática jornalística</p><p>e que você termine a leitura mais consciente para uma atuação ética e capacitada para o mundo digital.</p><p>7 JORNALISMO E MÍDIAS SOCIAIS</p><p>Quando falamos sobre mídias sociais, nos referimos a comunidades que utilizam os dispositivos</p><p>eletrônicos como computadores e smartphones para suporte e estão hospedadas na internet, presentes</p><p>no ciberespaço, sendo parte integrante da cibercultura.</p><p>Elas funcionam como redes sociais, mas cabe ressaltar que redes sociais sempre existiram, uma vez</p><p>que, para se ter uma rede social, não é preciso necessariamente estar no ambiente virtual, elas funcionam</p><p>como estruturas formadas por pessoas com interesses em comum, que compartilham informações e</p><p>desenvolvem relações. As mídias sociais são novas formas de redes sociais, estruturadas de maneira a</p><p>responderem a lógica do mundo online e parte integrante desse mesmo universo.</p><p>A SixDegrees, criada em 1997, é considerada a primeira rede social a habitar o ciberespaço, em que</p><p>os usuários podiam fazer seu perfil e adicionar amigos. Em 2002 nasceu o Fotolog e o Friendster. Já em</p><p>2004, temos um aumento maior de novas redes, surgindo o Flickr, Orkut e Facebook.</p><p>No Brasil, o Orkut foi a primeira rede social a realmente fazer sucesso entre os brasileiros. Ela perdeu</p><p>sua posição de número um dos brasileiros para o Facebook.</p><p>134</p><p>Unidade III</p><p>As estatísticas apontadas pelo site de pesquisa Dream Grow informam que o Facebook é a mídia</p><p>social com mais usuários ativos em todo o mundo, contando, em 2021, com 2,7 bilhões de usuários,</p><p>seguido pelo YouTube, com 2,2 bilhões de usuários e WhatsApp, com 2 bilhões de usuários.</p><p>No Brasil, esse top 3 não muda, temos o Facebook em primeiro lugar, contando com 130 milhões de</p><p>usuários, seguido pelo YouTube, com 127 milhões de usuários, WhatsApp, com 120 milhões de usuários,</p><p>Instagram, com 110 milhões de usuários, Facebook Messenger, com 77 milhões de usuários, classificando</p><p>as cinco mídias digitais com mais adeptos entre os internautas brasileiros.</p><p>Sendo a atualidade e a relevância suas características primordiais, o jornalismo sempre se preocupou</p><p>em levar as informações ao público de maneira mais rápida e eficaz, inclusive para não perder seu status</p><p>de atual. Assim, quando as mídias sociais dominaram o cotidiano das pessoas inseridas no ciberespaço,</p><p>o jornalismo criou perfis e ações que respondessem à lógica das redes sociais online.</p><p>As mídias sociais tonaram-se novas plataformas para produzir, distribuir e consumir notícias e</p><p>informações, aumentando ainda mais as formas de participação dos usuários e as características de</p><p>convergência.</p><p>Kuyucu (2020) afirma que as mídias sociais desempenham um importante papel nesse novo</p><p>jornalismo mais rápido e responsivo. É uma nova forma de coletar, produzir, distribuir e desenvolver</p><p>notícias e informações. O novo jornalismo engloba uma variedade de aplicativos e utiliza as tecnologias</p><p>das plataformas para desenvolver conteúdos sobre diferentes tópicos e compartilhá-los no Twitter,</p><p>Instagram, Facebook etc.</p><p>Uma das grandes vantagens do jornalismo para mídias sociais é seu impacto imediato na divulgação</p><p>de notícias, além do seu crescimento como primeira fonte de informação para muitas pessoas. Inúmeras</p><p>pesquisas se esforçam para metrificar o consumo de notícias pela internet e consequentemente pelas</p><p>mídias sociais.</p><p>O Instituto Reuters, da Universidade de Oxford, divulgou seu relatório Reuters Digital News 2020,</p><p>que aponta que o consumo de notícias online só vem aumentando: 91% dos brasileiros entrevistados</p><p>afirmaram utilizar a internet para se informar.</p><p>Outra pesquisa, publicada pela Agência Kaspersky, afirmou que a grande maioria, 72% dos usuários</p><p>brasileiros, com idade entre 20 e 65 anos, utilizaram as mídias sociais para se informar.</p><p>As pesquisas do Instituto Reuters afirmam que o Instagram possui um enorme crescimento no</p><p>consumo de notícias, quase alcançando o Twitter. Isso acontece porque o Instagram conquistou enorme</p><p>popularidade entre o público mais jovem. A pesquisa ainda relata que mundialmente 36% dos internautas</p><p>preferem consumir notícias pelo Facebook, 21% pelo YouTube, 16% pelo WhatsApp, 12% pelo Twitter e</p><p>11% pelo Instagram.</p><p>Esses dados são relevantes porque nos mostram o quanto as mídias sociais são importantes</p><p>para o consumo e compartilhamento de informações, e como o jornalismo não pode estar alheio</p><p>135</p><p>WEBJORNALISMO E MOBILIDADE</p><p>a esse crescimento, mas deve entender a demanda do usuário e criar estratégias que se adequem a</p><p>essa realidade.</p><p>Além disso, Kuyucu (2020) afirma que editores-chefes em diferentes partes do mundo concordam</p><p>que as mídias sociais são ferramentas valiosas para direcionar o tráfego para sites de notícias.</p><p>O novo modelo de jornalismo através das mídias sociais é capaz de conectar os usuários globalmente</p><p>através de plataformas gratuitas de acesso, publicação e divulgação de conteúdo, ele desafia as</p><p>noções tradicionais de jornalismo, deixando as notícias mais abertas e menos lineares e exige que os</p><p>jornalistas estejam alertas para encontrar informações em tempo real e que tenham a capacidade de</p><p>processar conteúdos gerados pelos usuários, coletar informações e criar materiais capazes de engajar</p><p>(KUYUCU, 2020).</p><p>Observação</p><p>Existem alguns desafios que se impõem ao jornalismo através das mídias</p><p>sociais. Regulação e colaboração são peças-chave para um fortalecimento da</p><p>profissão na rede. Novos modelos devem surgir conforme as pessoas</p><p>se inserem em novas mídias e, a partir delas, novas práticas acontecem,</p><p>o importante é estar conectado e aberto para o novo e entender que</p><p>adaptação é característica básica para o jornalista do futuro.</p><p>Saiba mais</p><p>Para saber mais sobre as mídias sociais, leia o livro:</p><p>FIALHO, J. et al. Redes sociais. Como compreendê-las?: Uma introdução</p><p>à análise de redes sociais. Lisboa: Silabo, 2020.</p><p>7.1 Trending topics</p><p>Trending topics, que em português significa “tópicos em alta”, são uma seleção dos tópicos mais</p><p>comentados no Twitter, considerados os temas do momento. Funciona como uma ferramenta dessa</p><p>mídia social que reúne as palavras-chave mais divulgadas em um período determinado.</p><p>O Twitter é uma mídia social, classificada como microblog, livre para todos os usuários, em que o</p><p>internauta pode enviar e receber atualizações, além de publicar textos com no máximo 280 caracteres</p><p>(no início o limite era 140). De acordo com sua própria descrição, o “Twitter é o lugar certo para saber</p><p>mais sobre o que está acontecendo e sobre o que as pessoas estão falando agora”. Entre seus princípios,</p><p>pretende promover conversas saudáveis, entendendo que liberdade de expressão é um direito humano.</p><p>O microblog prega a transparência, trabalha para ganhar a confiança das pessoas e unir o lucro a um</p><p>propósito, sendo ainda ágil, livre e divertido. O Twitter possui hoje 326 milhões de usuários ativos em</p><p>Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2011.</p><p>Disponível em: https://bit.ly/37Haa5k. 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De acordo com a plataforma Statista (2021), a projeção</p><p>é que alcance 18 milhões de usuários até 2026.</p><p>Para o jornalismo, o Twitter funciona como um sistema em que as notícias são relatadas, disseminadas e</p><p>compartilhadas online, através de mensagens curtas, rápidas e frequentes (HERMIDA, 2010, p. 301).</p><p>Para Bruns (2018), o Twitter é a mídia social mais importante quando pensamos em engajamento</p><p>de notícias, principalmente porque, diferentemente das outras mídias sociais, mais de 95% das contas</p><p>dos usuários são públicas (enquanto 72% dos usuários do Facebook definem suas postagens para o</p><p>modo privado), você pode seguir qualquer usuário sem a necessidade de autorização. Isso permite uma</p><p>transmissão mais rápida e generalizada das mensagens.</p><p>Eltringham (2010) afirma que o Twitter se tornou uma ferramenta essencial para divulgar histórias,</p><p>hoje uma notícia aparece primeiro no Twitter antes de ser publicada “minutos depois” em uma agência</p><p>tradicional.</p><p>Para Bell (2015), há jornalismo antes do Twitter e jornalismo depois do Twitter, uma vez que nenhuma</p><p>empresa teve o poder de relatar e divulgar eventos com a mesma velocidade e alcance geográfico que</p><p>a plataforma.</p><p>Bruns (2018, p. 66) afirma que o Twitter tem sido ainda a plataforma mais elogiada (mais atacada</p><p>também), por seu papel de impulsionar as transformações nos processos jornalísticos. Entre as principais</p><p>mídias sociais, o Twitter é a que encontra maior instabilidade financeira, entretanto, para o jornalismo,</p><p>é a que mais facilitou o processo de publicação, divulgação e discussão de conteúdo.</p><p>Jack Dorsey, fundador do Twitter, afirma que os jornalistas foram uma das principais razões para</p><p>o sucesso do Twitter e um dos grandes responsáveis pela plataforma ter crescido tão rapidamente</p><p>(BRUNS, 2018, p. 64).</p><p>O Twitter possibilita uma maior participação das pessoas no debate público, através das hashtags, as</p><p>pessoas podem acompanhar discussões e conversas públicas como nunca antes, aumentando o acesso</p><p>à informação (BRUNS, 2018).</p><p>Para Bruns (2018), o maior desafio nesse contexto é a velocidade em que as informações se tornam</p><p>disponíveis na plataforma, o tradicional ciclo de notícias de 24 horas já foi rompido pelas mídias sociais.</p><p>No Twitter isso se torna um pouco mais problemático devido a seu código, que privilegia ativamente o</p><p>aqui e agora.</p><p>Hermida (2010) relata que o Twitter facilita a disseminação e a recepção instantânea de informações</p><p>criando fluxos de consciência social e fornecendo uma representação ao vivo e constantemente</p><p>atualizada de experiências e interesses para os usuários.</p><p>Assim, o Twitter se converteu em um espaço central através do qual todos os atores se interconectam,</p><p>funcionando como uma reintermediação das notícias. Isso significa que o jornalismo não tem mais um</p><p>137</p><p>WEBJORNALISMO E MOBILIDADE</p><p>privilégio incontestável de apresentar o primeiro esboço de uma história e deixou de ser o único a</p><p>apresentar uma curadoria em tempo real dos eventos (BRUNS, 2018).</p><p>Uma das características mais marcantes do Twitter é sua ferramenta de trending topics, por isso</p><p>mesmo assim nomeia-se este capítulo. O algoritmo da plataforma mapeia o fluxo de tweets publicados</p><p>e elenca os principais assuntos daquele momento, elencando as principais pautas da rede. Além disso, a</p><p>ferramenta possibilita agrupar os assuntos através das hashtags marcadas nas publicações.</p><p>Sendo assim, para que se acompanhe o assunto mais comentado do momento, basta buscar os</p><p>trending topics do Twitter e estará minimamente informado sobre os principais acontecimentos.</p><p>Os tweets precisam ainda se adequar às regras de uso propostas pela plataforma, sendo sua finalidade</p><p>proporcionar o diálogo público. Sua política é contrária a qualquer tipo de “violência, assédio e outros</p><p>tipos de comportamentos semelhantes que impeçam as pessoas de se expressarem e diminuem o valor</p><p>do diálogo público global” (TWITTER, 2022).</p><p>Logo, não é possível promover e glorificar a violência, exploração sexual, se envolver em assédio,</p><p>propagação de ódio, suicídio, automutilação, produtos ou serviços ilegais, publicar informações privadas</p><p>de outras pessoas, além de nudez não consensual.</p><p>O Twitter oferece aos usuários a possibilidade de criar perfis profissionais com objetivo de alavancar</p><p>suas publicações. Para ser elegível, o usuário não poder ter histórico de violações repetidas, seu perfil</p><p>precisa estar completo e a identidade real do usuário deve estar bem clara. Com a conta profissional, o</p><p>usuário pode fazer parte do programa Amplify Publisher Program e monetizar sua conta.</p><p>Para o jornalismo, o Twitter funciona como plantão de notícias, ele aumenta o engajamento e facilita</p><p>o compartilhamento de informações de maneira mais rápida e abrangente.</p><p>Muitos jornalistas consideram o Twitter a mídia social das notícias e, para auxiliar os profissionais, o</p><p>Twitter lançou o #TfN, Twitter for Newsrooms, um guia para jornalistas que visa auxiliar os processos de</p><p>produção da informação. De acordo com o site, o objetivo desse manual é tornar as ferramentas fáceis</p><p>de usar, de maneira que o profissional possa se concentrar em seu trabalho, como encontrar fontes,</p><p>verificar fatos e publicar histórias.</p><p>Esse guia fornece as melhores práticas para auxiliar os jornalistas e as redações a aprimorarem os</p><p>tweets. De maneira resumida, o manual fornece as seguintes dicas:</p><p>• Atualize os fatos na medida em que a história se desenvolve, anexando fotos, vídeos e arquivos,</p><p>lembrando que as histórias se desenrolam rapidamente.</p><p>• Utilize um fio condutor para contar a história, sem se limitar apenas aos tweets.</p><p>• Apresente os bastidores das notícias.</p><p>• Estabeleça conexões entre os tweets para contar uma história longa.</p><p>138</p><p>Unidade III</p><p>São dicas simples, mas que podem facilitar o trabalho do jornalista pelo Twitter, entendendo que</p><p>ele não precisa ser a principal plataforma do jornalista ou da redação, mas precisa funcionar como um</p><p>auxiliar no trabalho jornalístico.</p><p>Saiba mais</p><p>Para saber mais, acesse o guia do Twitter para jornalistas:</p><p>TWITTER. How journalists and newsrooms can utilize threads to enhance</p><p>their reporting, [s.d.]. Disponível em: https://bit.ly/3q9pSwm. Acesso em:</p><p>15 mar. 2022.</p><p>7.2 Jornalismo no YouTube</p><p>Sendo uma plataforma exclusiva para postagens de vídeos, o YouTube foi criado por Steven</p><p>Chen, Jawed Karim e Chad Hurley em 2005. Nessa época existia uma maior dificuldade para assistir</p><p>e compartilhar vídeos pela internet, uma vez que sempre foram arquivos muito grandes para serem</p><p>enviados via e-mail. Assim, os fundadores perceberam a necessidade de uma plataforma que facilitasse</p><p>o compartilhamento desse formato de informação e por isso registraram o domínio youtube.com para</p><p>sanar essa demanda. Em 2006 a plataforma foi comprada pelo Google.</p><p>Hoje o YouTube conta com mais de 2 bilhões de usuários ativos, sendo 83 milhões de brasileiros.</p><p>O Brasil ocupa a terceira posição no ranking de usuários da plataforma, que se consolidou como a</p><p>principal mídia para compartilhamento de vídeos no mundo e a segunda maior mídia social do mundo.</p><p>Ainda que seja uma plataforma de vídeo, seu negócio vai além:</p><p>Seu negócio é, mais precisamente, a disponibilização de uma plataforma</p><p>conveniente e funcional para o compartilhamento de vídeos on-line:</p><p>os usuários (alguns deles parceiros de conteúdo premium) fornecem o</p><p>conteúdo que, por sua vez, atrai novos participantes e novas audiências</p><p>(BURGESS; GREEN, 2009, p. 21).</p><p>Queiroz (2015) afirma que a plataforma é utilizada para todo tipo de divulgação, programas de</p><p>televisão, marketing, publicidade, política e também conteúdos jornalísticos.</p><p>A plataforma se baseia na cultura participativa, mas, ao contrário de outras empresas como a</p><p>Wikipedia, que não oferece nenhuma remuneração para a colaboração no site, o YouTube cresceu</p><p>monetizando os usuários que alcançassem uma grande quantidade de visualizações, trazendo o potencial</p><p>de transformar qualquer pessoa</p><p>comum em celebridade.</p><p>139</p><p>WEBJORNALISMO E MOBILIDADE</p><p>A monetização no YouTube mudou ao longo dos anos, e, após inúmeros problemas, em 2018</p><p>passou-se a adotar posturas mais rígidas em relação à monetização na plataforma. Hoje, para ser</p><p>remunerado, o usuário ou empresa precisa ter um canal com no mínimo mil inscritos e pelo menos 4 mil</p><p>horas de exibição pública válidas nos últimos 12 meses. Além disso, é preciso fazer parte do Programa</p><p>de Parcerias do YouTube (YPP), que analisa o canal e o conteúdo publicado. Tópicos como tema principal</p><p>do canal, vídeos mais assistidos, vídeos recentes, proporção de tempo de exibição e os metadados dos</p><p>vídeos são analisados.</p><p>É preciso também seguir as políticas de monetização do YouTube disponíveis na página da</p><p>plataforma, elas incluem as diretrizes da comunidade e as políticas do programa Google AdSense,</p><p>uma vez que o YouTube é uma plataforma do Google.</p><p>O sucesso da plataforma e a “facilidade” de monetização criou aquilo que podemos chamar de</p><p>“boom dos youtubers”, milhares de pessoas de diferentes idades e segmentos, viram na mídia social uma</p><p>oportunidade para ganhar dinheiro e destaque com seus vídeos.</p><p>Burgess e Green (2009, p. 33) afirmam que o site representa uma “ruptura cultural e econômica”, ele</p><p>representa uma “coevolução aliada a uma coexistência desconfortável entre antigas e novas aplicações,</p><p>formas e práticas de mídia”.</p><p>O YouTube foi abraçado pelos jornalistas, que reconheceram seu potencial informativo, seja por</p><p>jornalistas independentes – que perceberam na plataforma uma forma de criar e compartilhar conteúdos,</p><p>os quais, além de informar, poderiam ser monetizados –, seja pelas empresas jornalísticas que também</p><p>entenderam seu potencial.</p><p>Os conteúdos produzidos e distribuídos por jornalistas no YouTube são considerados notícias.</p><p>Percebe-se uma combinação da prática estabelecida pelos blogs, com questões sociais, políticas e</p><p>informativas, lidando principalmente com a interatividade propiciada pela plataforma. Existe um</p><p>esforço consciente em atrair o público jovem de forma amigável, compartilhando informações,</p><p>contribuindo para a formação de opinião e estimulando o engajamento (LICHTENSTEIN; HERBERS;</p><p>BAUSE, 2022).</p><p>Lichtenstein, Herbers e Bause (2022) entrevistaram vários jornalistas acerca de seu trabalho</p><p>informativo através do YouTube, e todos acreditam que seu trabalho contribui para a modernização</p><p>do jornalismo, que passa a ter como público-alvo pessoas mais jovens. Eles enfatizam os benefícios do</p><p>jornalismo específico para cada geração, sendo o YouTube um complemento às formas mais tradicionais</p><p>de se fazer jornalismo.</p><p>7.3 Jornalismo no Facebook</p><p>O Facebook é a mídia social mais famosa na atualidade. Fundada em 2004 por Mark Zuckerberg,</p><p>Dustin Moskovitz e Chris Hughes, a plataforma conta hoje com 2,7 bilhões de usuários ativos, sendo 150</p><p>milhões de brasileiros, o que representa incríveis 69% de nossa população.</p><p>140</p><p>Unidade III</p><p>Em outubro de 2021, a empresa, que é dona também das plataformas Instagram e WhatsApp, adotou</p><p>o nome Meta, mas, de acordo com sua página, continua oferecendo os mesmos produtos e serviços.</p><p>O objetivo da plataforma é criar tecnologias e serviços que possam conectar pessoas.</p><p>Jurno (2020) afirma que o jornalismo também tem sido um impulsionador para o sucesso do</p><p>Facebook, principalmente através dos esforços que a empresa fez para trazer conteúdos jornalísticos</p><p>para a plataforma. A autora afirma que esses esforços tiveram um aumento expressivo a partir de 2012</p><p>através de parcerias com diferentes empresas de notícias, como a CNN.</p><p>O Facebook funciona como intermediário para a divulgação de informações, direcionando tráfego</p><p>para os sites das empresas jornalísticas ou mesmo para páginas ou blogs pessoais de jornalistas</p><p>autônomos. Assim, a plataforma é uma grande vitrine para as publicações, que são entregues para os</p><p>usuários seguindo algoritmos específicos, ligados ao próprio comportamento do usuário, mas também</p><p>a possibilidades de anúncios que potencializam essa entrega.</p><p>Lembrete</p><p>O Facebook possui interesse em postagens de cunho informativo</p><p>e jornalístico e por isso oferece aos jornalistas ferramentas que os</p><p>auxiliam nas postagens.</p><p>A principal ferramenta é a criação de uma inscrição específica para jornalistas oferecida pelo site,</p><p>para isso, o usuário precisa ser um jornalista ou colaborador freelancer que trabalhe com funções</p><p>editoriais e pode também utilizar sua página pessoal para realizar essa inscrição.</p><p>Ao realizar a inscrição, o usuário passa a ter acesso a “recursos de segurança mais avançados criados</p><p>para proteger ainda mais as suas contas”, que podem também qualificar outros benefícios, inclusive de</p><p>monetização (FACEBOOK, s.d.a).</p><p>Para realizar essa inscrição é necessário comprovar a filiação com organizações de notícias que</p><p>estejam registrada como Página de notícias no Facebook e enviar cinco artigos de notícias assinados</p><p>pelo usuário como autor ou colaborador. É preciso também enviar um link com biografia e endereço de</p><p>e-mail profissional (FACEBOOK, s.d.a).</p><p>Uma vez registrada, a página passa a aparecer no Facebook News, fica habilitada para enviar</p><p>mensagens sobre notícias pelo Messenger, integrar o WhatsApp Business API (aplicativo para facilitar</p><p>a comunicação entre empresas e clientes), utilizar o botão de contexto e obter isenção no processo de</p><p>autorização para anúncios sobre temas sociais, eleições ou políticas (Facebook, s.d.a).</p><p>Ainda não disponível no Brasil, o Facebook News é um espaço para acompanhar manchetes, notícias</p><p>e tópicos de interesse do usuário através do aplicativo do Facebook, recurso disponível apenas para os</p><p>Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Austrália, mas a expectativa é que logo esteja funcionando</p><p>para outros países.</p><p>141</p><p>WEBJORNALISMO E MOBILIDADE</p><p>O objetivo do botão de contexto é “fornecer mais informações e contexto sobre as publicações e</p><p>links que aparecem no Feed de Notícias”, de maneira a facilitar a seleção do usuário para aquilo que</p><p>deseja consumir e compartilhar.</p><p>Outra forma de incentivar e melhorar o trabalho dos jornalistas é através de cursos oferecidos</p><p>gratuitamente pela plataforma através do “projeto de jornalismo do Facebook”, que tem como objetivo</p><p>“facilitar o uso do Facebook e do Instagram no trabalho diário dos jornalistas”, para auxiliar jornalistas</p><p>a dominarem os produtos e as melhores práticas em ambas as plataformas.</p><p>Temos, ainda, a ferramenta Instant Article (artigos instantâneos em tradução livre), que oferece aos</p><p>produtores mais uma maneira para criar histórias rápidas e interativas no Facebook, eles carregam os</p><p>artigos de maneira mais rápida porque estão hospedados na própria plataforma, principalmente em</p><p>dispositivos móveis.</p><p>Para configurar seus Instant Articles, é necessário certo conhecimento técnico, uma vez que o</p><p>usuário precisa acessar o código HTML de sua página. É preciso também criar um logotipo para a</p><p>publicação, um arquivo gráfico em alta resolução.</p><p>A empresa também é responsável pelo Meta Journalism Project, que tem como objetivo “fortalecer</p><p>a conexão entre jornalistas e as comunidades em que eles atuam. O objetivo do programa é ajudar o</p><p>setor de notícias a enfrentar os principais desafios de negócios por meio de treinamentos, programas e</p><p>parcerias” (Facebook, s.d.b).</p><p>Observação</p><p>Percebemos que o Facebook se esforça em oferecer ao jornalista</p><p>ferramentas que auxiliem a criação e divulgação de informações pela</p><p>plataforma. Hoje todas as grandes empresas de notícias possuem páginas</p><p>ativas na plataforma e as alimentam até com maior frequência do que seus</p><p>sites originais.</p><p>Saiba mais</p><p>Para compreender melhor como exercer a prática jornalística no</p><p>Facebook, acesse a plataforma que a empresa oferece gratuitamente de</p><p>guias e cursos para jornalistas:</p><p>FACEBOOK. Cursos do Facebook para jornalistas. s.d.a. Disponível em:</p><p>https://bit.ly/3tg6RKB. Acesso em: 16 mar. 2022.</p><p>142</p><p>Unidade III</p><p>7.4 Jornalismo no Instagram</p><p>O Instagram é uma mídia social que tem como principal</p><p>objetivo o compartilhamento de fotos e</p><p>vídeos. Criada em 2010 por Kevin Systrom e Mike Krieger, foi primeiramente disponibilizada apenas</p><p>para IOs (iPhones e iPads), e em 2012, para Androids, mesmo ano em que a empresa foi comprada pelo</p><p>Facebook. Hoje a plataforma conta com 1,39 bilhão de usuários ativos em todo mundo, dos quais são</p><p>99 milhões de brasileiros. O lema da empresa é “nós aproximamos você das pessoas e coisas que ama”.</p><p>Com o sucesso do Instagram, tanto jornalistas independentes como grandes empresas de notícias</p><p>adotaram a plataforma para compartilhamento de informações; a grande diferença desta para outras</p><p>plataformas é o foco na imagem, que funciona como chamariz para a informação.</p><p>A plataforma oferece diferentes formas de postagens, como recursos para potencializar as</p><p>visualizações que possuem características próprias e ajudam a impulsionar o perfil. Até hoje a plataforma</p><p>apresenta quatro principais formas de postagens: stories, reels, IGTV e feed.</p><p>O feed é a página principal do perfil do usuário, considerado uma vitrine, pois é o primeiro contato</p><p>que os outros usuários têm com a conta. É por ali que a pessoa explora aquele perfil, por isso é muito</p><p>importante ter um cuidado maior com as postagens dessa parte.</p><p>As legendas nas fotos podem conter textos de até 2.200 caracteres, lembrando que as hashtags</p><p>também contam como caracteres. Vale a pena chamar atenção para o fato de que as legendas não</p><p>permitem que se insiram links clicáveis, por isso não vale a pena gastar seus caracteres colocando</p><p>um link de direcionamento. O Instagram permite até 30 hashtags por publicação, mas o ideal é que</p><p>se insiram cinco por post, uma vez que, quando há muitas hashtags, o algoritmo da plataforma pode</p><p>identificar como spam e bloquear a publicação.</p><p>Ainda que tenham sido consagradas no Twitter, a utilização das hashtags é fundamental para as</p><p>postagens no Instagram, sua função é direcionar o usuário para a postagem e também categorizar os</p><p>conteúdos sobre o mesmo tópico. Para utilizar o recurso você deve inserir # seguindo de uma palavra</p><p>ou frase corrida sobre o assunto, sem espaços ou acentos.</p><p>O reels corresponde a vídeos de até 30 segundos que podem ser criados pelo aplicativo ou</p><p>carregados pelo seu dispositivo. Eles permanecem em uma aba lateral e podem ficar permanentemente</p><p>à disposição do usuário. Esse recurso chamou atenção principalmente no começo porque sua entrega</p><p>para outros usuários era maior do que através dos outros recursos, potencializando a visualização da</p><p>publicação e trazendo mais engajamento para o perfil.</p><p>O IGTV permite o compartilhamento de vídeos mais longos que os stories ou o reels, com duração</p><p>que pode variar entre 60 segundos e 15 minutos. Você pode gravar um vídeo pela plataforma ou carregar</p><p>vídeos prontos de seu dispositivo. É considerada uma ferramenta para aprofundar assuntos diversos.</p><p>143</p><p>WEBJORNALISMO E MOBILIDADE</p><p>Os stories são uma ferramenta criada para compartilhar momentos do dia a dia, com uma permanência</p><p>de 24 horas “no ar”. Permitem a postagem de vídeos de 15 segundos, fotos, gifs, textos e músicas. Eles têm</p><p>sido o recurso de maior utilização e visualização dos usuários, representando uma estratégia dominante</p><p>nessa mídia social. A plataforma afirma que mais de 70% dos usuários assistem aos stories diariamente.</p><p>É possível também fixar suas postagens favoritas no perfil após terem sido postadas nos stories.</p><p>Você pode utilizar os stories para gerar mais leads e aumentar o tráfego em sua página pessoal,</p><p>principalmente porque eles permitem que você compartilhe um link clicável, que direciona o usuário</p><p>para o site pretendido. Entretanto o recurso de link clicável só está disponível para contas com mais de</p><p>dez mil seguidores. Ainda assim esse recurso é mais eficaz do que o link disponível na bio do perfil.</p><p>Durante a pandemia, um recurso que ganhou destaque foram as lives. Ele permite que sejam feitas</p><p>transmissões ao vivo com até 60 minutos de duração. Você pode incluir outras pessoas na mesma live, o</p><p>que aumenta a capacidade de engajamento. Para o jornalismo elas funcionam como ótima opção para</p><p>transmissão de notícias ao vivo.</p><p>Para Zimermann e Guidotti (2021, p. 4), o jornalista tem se apropriado dos recursos oferecidos pelo</p><p>Instagram e utiliza os stories para “se aproximar do público e criar conteúdos interativos”, criando</p><p>narrativas jornalísticas para interagir de diferentes formas com o público. As autoras analisaram</p><p>postagens em três perfis jornalísticos diferentes, @bbbrasil, @uoloficioal e @estadao, e chegou</p><p>à conclusão que os veículos utilizam a ferramenta de maneira muito parecida; eles se apropriaram</p><p>das ferramentas disponíveis e têm como objetivo estreitar as relações entre os jornalistas e o público,</p><p>apostando em recursos interativos no intento de engajar mais o público e aumentando o alcance da</p><p>relação interpessoal (ZIMERMANN; GUIDOTTI, 2020).</p><p>Lembrete</p><p>O Instagram não é uma plataforma para textos longos, seu foco são</p><p>fotos e vídeos curtos, e é isso que os usuários buscam quando estão nessa</p><p>mídia social. Assim, o jornalista precisa criar conteúdos que utilizam as</p><p>imagens de maneira prioritária e direcionem o leitor para a página com a</p><p>publicação completa.</p><p>7.5 A vez do TikTok</p><p>O TikTok é uma plataforma de mídia social criada para o compartilhamento de vídeos curtos,</p><p>alcançando rápida popularidade entre o público mais jovem. Criado pela empresa chinesa Bytedance,</p><p>em setembro de 2021, conseguiu atingir um bilhão de usuários ativos.</p><p>De acordo com a página da empresa, o TikTok é o principal destino para o vídeo móvel no formato</p><p>curto. A missão da empresa é “inspirar criatividade e trazer alegria”.</p><p>144</p><p>Unidade III</p><p>A plataforma afirma priorizar a segurança, diversidade, inclusão e autenticidade, e se esforça para</p><p>cultivar um ambiente para interações genuínas e conteúdos autênticos. Seus algoritmos excluem</p><p>vídeos identificados como spam ou que sejam considerados perturbadores.</p><p>A plataforma pretende se tornar uma referência em jornalismo, por isso tem apostado em atrair</p><p>profissionais para a mídia através de recursos e treinamentos direcionados a esse público. Em parceria</p><p>com a Universidade de São Paulo, o TikTok mapeou as principais dificuldades sobre a atuação dos</p><p>veículos jornalísticos no TikTok e desenvolveu um material que aborda os principais desafios para</p><p>ingressar na plataforma: diferentes possibilidades para o uso da rede, exemplos de vídeos de outras</p><p>contas jornalísticas e indicações de perfis de jornais.</p><p>O site também apresenta temas que abrangem a adequação da linguagem, manutenção da função</p><p>jornalística, abordagem de temas sérios, a justificativa da adesão e a temporalidade das postagens.</p><p>Segundo a plataforma, se o jornalismo é a primeira coisa que nos vem à cabeça quando pensamos em</p><p>TikTok, por que não torná-lo também a segunda?</p><p>A plataforma aponta “alguns caminhos para a utilização do TikTok por veículos jornalísticos”,</p><p>divisões feitas a partir de pesquisas prévias que mostram possíveis formas de utilização da plataforma</p><p>para publicações jornalísticas. São elas:</p><p>• Extensão de outros conteúdos do jornal: fazendo referência a outros conteúdos do jornal</p><p>através da adaptação de matérias, chamadas com o conteúdo completo, reciclagem de conteúdos</p><p>de outras redes sociais ou ainda inserindo trechos de falas de personalidades importantes.</p><p>• Criação de conteúdos direcionados: visualização de dados, adaptação de conteúdos, tendências</p><p>da plataforma, um apresentador conversando com o espectador utilizando a tela verde.</p><p>• Construção de marca: gestão de comunidade, história do jornal, dia a dia da redação.</p><p>• Educação midiática: vídeos que combatam as fake news e promovam educação midiática.</p><p>A empresa ressalta que os jornais precisam ter seus objetivos bem definidos quando produzem</p><p>conteúdo para a plataforma para não desperdiçar tempo e recursos nessa criação.</p><p>Saiba mais</p><p>Para saber mais, acesse conteúdo sobre jornalismo para o TikTok:</p><p>JORNALISMO E TIKTOK. Jornalismo para TikTok.</p><p>Disponível em:</p><p>https://bit.ly/3waHdsq. Acesso em: 16 mar. 2022.</p><p>145</p><p>WEBJORNALISMO E MOBILIDADE</p><p>8 PERSPECTIVAS DO JORNALISMO</p><p>No decorrer dos capítulos, percebemos que o webjornalismo sofreu muitas adaptações desde a</p><p>criação da www, e a tendência é que este seja um caminho sem fim, uma vez que a rede é dinâmica e</p><p>funciona a partir de uma lógica colaborativa e criativa dos usuários que a integram.</p><p>Mesmo sendo um objeto em constante mutação, podemos identificar algumas características que</p><p>continuarão presentes no futuro do jornalismo, como: foco em mobilidade, a convergência noticiosa,</p><p>fragmentação da notícia, interatividade e o jornalismo ubíquo.</p><p>Camargo (2017) afirma que o grande foco do mercado de comunicação passou a ser a mobilidade e que</p><p>as empresas jornalísticas também estão interessadas em uma produção voltada à mobilidade, assim o</p><p>futuro do jornalismo é ter sua produção focada nos dispositivos móveis em primeiro lugar, favorecendo</p><p>a estratégia mobile first.</p><p>Dantas e Rocha (2017) apontam que os dispositivos móveis são responsáveis por uma das maiores</p><p>mudanças na história do jornalismo, antes as matérias passavam por complexos processos logísticos e</p><p>demandavam muito tempo para edição; hoje, com os dispositivos móveis, temos uma aceleração no</p><p>processo de publicação, além da participação de outras pessoas que presenciam os acontecimentos e</p><p>compartilham as informações e da produção de conteúdos.</p><p>A participação dos usuários é tida como uma das características que “redefinem os processos de</p><p>produção e recepção da webnotícia devido a suas características intrínsecas, como a multimidialidade,</p><p>interatividade e a atualização contínua” (DANTAS; ROCHA, 2017, p. 63).</p><p>Os dispositivos móveis são responsáveis por aproximar a notícia da ubiquidade. Ubiquidade é a</p><p>capacidade de estar em todos os lugares, uma onipresença. O jornalismo ubíquo é possível através da</p><p>facilidade em compartilhar e receber informação em qualquer lugar e o tempo todo, uma tendência do</p><p>mundo cada vez mais conectado.</p><p>A interatividade é uma das principais características do meio digital, e o jornalismo também é afetado</p><p>por ela, assim, identificamos um crescimento dessa característica pelos próximos anos. Dantas (2017)</p><p>afirma que nesse cenário em que produtores e consumidores influenciam o conteúdo da comunicação,</p><p>as empresas jornalísticas tendem a perder o controle da distribuição do conteúdo, uma ruptura muito</p><p>grande com o papel dos tradicionais meios de comunicação de massa, e exatamente por isso percebemos</p><p>uma fragmentação da informação, que passa a ser compartilhada com e por qualquer usuário.</p><p>Pellanda et al. (2017, p. 198) afirmam que as novas tecnologias interferem nas formas de visualização</p><p>e acesso aos conteúdos noticiosos e que o “jornalismo para dispositivos móveis adapta-se aos novos</p><p>cenários tecnológicos e culturais”. Desse modo, as novas tecnologias também moldam a maneira como</p><p>a notícia é acessada pelo público.</p><p>146</p><p>Unidade III</p><p>Os avanços tecnológicos interferem diretamente nas perspectivas jornalísticas:</p><p>Os últimos avanços no âmbito da robótica e da internet das coisas apontam</p><p>exatamente nessa direção: tanto o consumo como a produção de conteúdos</p><p>jornalísticos se realizará num sistema interconectado de dispositivos que</p><p>permitirá uma comunicação cada vez mais corpórea com a informação –</p><p>através da voz, dos gestos, do movimento dos olhos ou, quem sabe, pelo</p><p>poder da mente (SALAVERRÍA, 2016, p. 259).</p><p>Outra nova característica é o uso cada vez mais recorrente das push messages (serviços de</p><p>notificação), que podem ser habilitadas pelos usuários e aceleram o processo de visualização, buscando</p><p>“capturar a atenção do usuário” (PELLANDA et al., 2017, p. 208).</p><p>A realidade virtual também se apresenta como uma nova ferramenta para o jornalismo imersivo, Baccin</p><p>et al. (2017, p. 265) afirmam que ela “pode ser considerada um formato promissor para reportagens”.</p><p>Essa tecnologia possui a potencialidade de aproximar os acontecimentos do usuário de uma maneira</p><p>nunca antes vista e sem a necessidade do deslocamento, mas, para que isso ocorra, é necessário um</p><p>“engajamento no relato jornalístico”, pois essa capacidade imersiva fornece ao usuário uma nova forma</p><p>de experienciar a narrativa (BACCIN et al., 2017, p. 269).</p><p>Baccin et al. (2017, p. 284) afirmam que “o nível mais profundo de imersão ainda não foi atingido”,</p><p>mas podemos identificar a realidade virtual como uma oportunidade de se construírem novos modelos</p><p>jornalísticos.</p><p>Para Pellanda et al. (2017), é muito difícil prever os próximos passos do jornalismo digital, as pistas que</p><p>existem podem sugerir que as conexões móveis ficarão cada vez mais rápidas, interfaces mais intuitivas</p><p>e integradas, informações distribuídas em diferentes plataformas e a ubiquidade da informação terá um</p><p>papel cada vez mais central na sociedade.</p><p>8.1 Reconfiguração das redações</p><p>Com tantas transformações tecnológicas, é evidente que o trabalho do jornalista se modificou no</p><p>decorrer dos últimos anos e que as empresas jornalísticas precisaram se reinventar, adaptando suas</p><p>redações para novas formas de produzir, compartilhar e engajar.</p><p>Dantas e Rocha (2017, p. 78) afirmam que a prática jornalística sofreu um grande impacto pelas</p><p>novas tecnologias e passou a ter a “exigência de novos conhecimentos e desempenho de várias funções”</p><p>na produção da notícia.</p><p>Existe uma demanda para o jornalista multitarefa e a necessidade da polivalência midiática, o</p><p>contexto em que “o jornalista trabalha simultaneamente para diversos suportes” (DANTAS; ROCHA,</p><p>2017, p. 78). Percebemos um avanço na integração das redações e um modelo parcialmente convergente.</p><p>147</p><p>WEBJORNALISMO E MOBILIDADE</p><p>Lembrete</p><p>Para entender a convergência, retomamos o conceito de Jenkins</p><p>(2008), que explica os novos paradigmas da informação na cibercultura,</p><p>um sistema que permite a fluidez de conteúdos multiplataformas, que</p><p>se complementam através de vários canais em uma interdependência de</p><p>sistemas de comunicação.</p><p>As empresas jornalísticas mudaram a maneira como o conteúdo é produzido e comercializado. Existe</p><p>sempre uma expectativa do retorno financeiro, e, por isso, as mudanças no mundo digital preocupam</p><p>gestores. Assim, torna-senecessário saber como captar a audiência que está cada vez mais dinâmica</p><p>(SANTOS et al., 2019).</p><p>Barbosa (2013, p. 34) pontua que:</p><p>as atuais rotinas de produção pressupõem o emprego de softwares, de</p><p>bases de dados, algoritmos, linguagens de programação e de publicação,</p><p>sistemas de gerenciamento de informações, técnicas de visualização,</p><p>metadados semânticos etc.</p><p>Santos et al. (2019) afirmam que a rotina da redação é diretamente afetada pela dimensão</p><p>empresarial, sendo esta o principal suporte para o ciclo jornalístico e responsável pelo modelo adotado</p><p>nas redações jornalísticas.</p><p>Ainda vivemos em um mundo em que os jornais digitais convivem com jornais impressos, mas</p><p>percebemos que o jornal impresso tende a trilhar um caminho que logo chegará ao fim. Por isso a rotina</p><p>produtiva, que hoje ainda se divide nesses dois nichos, será convertida em um modelo de produção</p><p>exclusivamente digital.</p><p>Para Santos et al. (2019, p. 121), a rotina de produção é influenciada por diferentes questões ligadas</p><p>à integração, convergência e tecnologia, mas ainda assim o fluxo de trabalho nas redações permanece</p><p>como “dorsal nas empresas jornalísticas e os impactos das mudanças recaem diretamente sobre ele”.</p><p>Os autores apontam que ainda existe uma resistência de alguns profissionais em romper com modelos</p><p>antigos de produção, o que “provoca também uma comunicação ineficiente entre as equipes”.</p><p>Assim, muitas redações continuam seguindo rotinas produtivas tradicionais com reunião de pauta,</p><p>produção e publicação, entretanto o modelo online não possui um “fechamento” como identificamos no</p><p>jornalismo televisivo ou impresso, já que funciona numa lógica de atualização contínua.</p><p>Belochio, Rocha e Arruda (2018) realizaram um estudo comparativo entre 25 franquias jornalísticas</p><p>para entender suas estratégias de mídia móvel e concluíram que as empresas ainda possuem uma</p><p>visão conservadora quando pensamos em mobilização das redações para se adaptarem e aprimorarem</p><p>148</p><p>Unidade III</p><p>habilidades na realização de movimentações multiplataformas, ao mesmo tempo que é cobrado do</p><p>jornalista um pensamento estratégico para adequação dos conteúdos para cada plataforma. Perceberam</p><p>também a falta de ações mais ambiciosas para produções exclusivas para aplicativos móveis.</p><p>Gonçalves (2018, p. 1) analisou as mudanças nas redações jornalísticas contemporâneas e</p><p>identificou uma transformação em “ecossistemas adaptáveis com fluxos de trabalho tecnológicos”,</p><p>mudanças essas diretamente influenciadas pela convergência. O autor identificou também uma</p><p>tendência de unificação das redações e uma mudança no foco de trabalho e cita uma reportagem</p><p>publicada pelo jornal O Globo, que afirma:</p><p>A mudança na estrutura e nos processos de trabalho amplia o foco nos</p><p>ambientes digitais, especialmente por meio de smartphones. Durante</p><p>todo o dia, as principais notícias serão aprofundadas e enriquecidas com</p><p>análises, vídeos e infográficos em tempo real. O objetivo é conquistar uma</p><p>audiência cada vez mais qualificada e acompanhar as transformações</p><p>que uma sociedade conectada impõe ao jornalismo (O GLOBO apud</p><p>GONÇALVES, 2018, p. 3).</p><p>Entretanto, o que podemos afirmar frente às novas possibilidades é que as mudanças têm ocorrido</p><p>em um ritmo cada vez mais acelerado e que os jornais que não se adaptarem e integrarem em suas</p><p>rotinas práticas que promovam a convergência, os conteúdos multiplataformas com foco em dispositivos</p><p>móveis dificilmente sobreviverão por muito mais tempo.</p><p>É preciso ainda adotar medidas que garantam a sobrevivência financeira das redações. Se está cada</p><p>vez mais difícil converter os usuários em assinantes, as empresas precisam adotar estratégias comerciais</p><p>diferentes, mas de maneira que não prejudique ou altere peças basilares do jornalismo como a ética, a</p><p>busca pela verdade e a transparência.</p><p>8.2 Jornalismo “caça-cliques”</p><p>O termo “caça-cliques” ou ainda “clickbaits” designa uma técnica comumente utilizada no ambiente</p><p>digital para atrair interações através de cliques dos usuários em páginas com informações diversas,</p><p>geralmente enganosas ou sensacionalistas. Essa tática tem como objetivo gerar tráfego para os sites</p><p>que a utilizam e que pode ser utilizado para atrair anunciantes para a página, que passa a contar com</p><p>muito acesso.</p><p>O dicionário Oxford definiu o termo “clickbait” em 2017 como atividade utilizada “para designar</p><p>conteúdos da internet que encoraja os usuários a seguir um link para uma página de baixa qualidade”</p><p>(CLICKBAIT, s.d.). Lischka e Garz (2021) definem o clickbait como uma estratégia linguística para articular</p><p>uma mensagem de forma que desperte a curiosidade e atraia leitores.</p><p>A verdade é que adequar as redações jornalísticas ao modelo de negócios digital continua sendo</p><p>um desafio para as empresas, muitas enfrentam verdadeiras crises econômicas, que precisam gerar</p><p>lucros para continuarem ativas no mercado. Com a crescente diminuição de assinaturas dos clientes</p><p>149</p><p>WEBJORNALISMO E MOBILIDADE</p><p>e a mudança na venda dos espaços publicitários, muitas empresas passaram a utilizar práticas</p><p>questionáveis, como o caso das notícias caça-cliques, para aumentarem sua audiência e conseguirem</p><p>novos recursos publicitários.</p><p>A utilização do Web Analytics pode também contribuir com o chamado caça-cliques. Essa tática</p><p>consiste em utilizar ferramentas que mensuram dados qualitativos e quantitativos gerados pelos</p><p>usuários e auxiliam a pensar estratégias com uma orientação preditiva. Essa ferramenta é ofertada</p><p>por diversas empresas, e as mais famosas são: Google Analytics, Adobe Analytics, AT Internet, Aidax</p><p>e a Navegg. Quando os dados analisados por essas ferramentas apontam que determinado tipo de</p><p>conteúdo chama mais a atenção do usuário, muitas empresas passam a investir nesse tipo de conteúdo,</p><p>sem necessariamente se importar com a veracidade ou ética do conteúdo produzido, mas com um fim</p><p>meramente instrumental para alcançar maior quantidade de visualizações e interações.</p><p>Xavier e Lucena (2019) afirmam que muitos sites de notícias fazem uso desses softwares para</p><p>entender melhor seu leitor e garantir a publicação de conteúdos que aumentem a visibilidade e, por</p><p>conseguinte, atraiam maior publicidade.</p><p>O meio digital é uma verdadeira disputa para captar a atenção do leitor e, por isso, o fenômeno</p><p>caça-cliques acaba modificando ou manipulando títulos para deixá-los mais atrativos e estimular a</p><p>curiosidade do leitor. Com o desafio econômico, muitos sites passaram a “definir estratégias de captação</p><p>de cliques com base no acompanhamento das chamadas métricas, que são dados de audiências</p><p>oferecidas em tempo real” (XAVIER; LUCENA, 2019, p. 40).</p><p>Para Chamorro (2018), as mídias sociais contribuíram para o crescimento desse fenômeno,</p><p>principalmente através da possibilidade de compartilhamento de informações, assim, os jornalistas</p><p>que estão conscientes das possibilidades econômicas geradas acabam produzindo mais conteúdo</p><p>desse tipo.</p><p>Apesar de ser bastante comum, o chamado caça-cliques é um desafio a ser combatido no meio</p><p>digital, principalmente porque prioriza o tráfego em vez da informação de qualidade. Por isso, empresas</p><p>de mídias sociais têm desenvolvido estratégias para combater essa prática.</p><p>Xavier e Lucena (2019) afirmam que o Facebook é a rede social com “maior propagação de clickbait”</p><p>e já anunciou em três momentos diferentes que estava trabalhando para que seus algoritmos mostrassem</p><p>com menos frequência os conteúdos que seguem essa lógica. Esse trabalho começou em 2014, quando</p><p>implementou duas atualizações para reduzir manchetes de cliques, posteriormente desenvolvendo</p><p>um sistema que identifica frases caça-cliques. Esse trabalho é contínuo, permanecendo até os</p><p>dias de hoje.</p><p>Apesar de ser considerada perigosa em jornais sérios, que podem colocar sua reputação em risco,</p><p>perdendo a confiança do usuário, a prática de utilização de caça-cliques continua sendo amplamente</p><p>aplicada, para se obter “sucesso em um ambiente de curadoria algorítmica de alta escolha de mídia</p><p>social” (LISCHKA; GARZ, 2021, p. 3).</p><p>150</p><p>Unidade III</p><p>Lischka e Garz (2021) desenvolveram uma pesquisa durante 54 meses com 37 veículos de notícias</p><p>alemães e chegaram à conclusão que, após a intervenção reguladora do Facebook, a utilização dessa</p><p>técnica caiu. Outra variável dessa utilização é o perfil do público, definido como “elitista” pelos</p><p>autores, como jornalistas, políticos, ou ainda amantes de notícias. Estes são menos atraídos por títulos</p><p>caça-cliques por terem uma demanda por notícias de maior qualidade. Outra constatação é que esse</p><p>tipo de conteúdo é mais produzido por canais de fofoca, que possuem um público com maior aceitação</p><p>para notícias mais sensacionalistas.</p><p>Percebemos que o jornalismo caça-cliques não é bem aceito por empresas jornalísticas mais</p><p>tradicionais e também não é bem visto pelo público mais exigente com a qualidade das informações</p><p>que consome.</p><p>8.3 O desafio das fake news</p><p>Se não bastassem os desafios que a tecnologia e o ambiente digital impõem ao jornalismo e as</p><p>necessidades de adaptação e reinvenção da atividade jornalística, nos deparamos ainda com um</p><p>crescimento exponencial do compartilhamento de notícias falsas. Estamos vivendo uma avalanche de</p><p>desinformação, que infelizmente acaba por depor contra a atividade jornalística de maneira generalizada,</p><p>uma vez que muitas pessoas (por falta de informação adequada e formação com foco em educação</p><p>midiática) passam a duvidar de qualquer notícia ou informação postada no ciberespaço, ou muitas</p><p>vezes no jornalismo impresso.</p><p>Existem diferenças conceituais entre os termos desinformation, misinformatiom e fake news, mas, para</p><p>facilitar a compreensão, utilizaremos fake news e sua tradução, notícias falsas, como conceito abrangente</p><p>que abarca informações falsas fabricadas deliberadamente</p><p>para causar danos e aquelas baseadas na</p><p>realidade, mas distorcidas. Percebemos uma convergência conceitual no termo desinformação.</p><p>Como notícias falsas podemos apontar algumas categorias diferentes como: falso contexto, falsas</p><p>conexões, manipulação dos contextos ou ainda informações totalmente fabricadas. Essa disseminação</p><p>crescente encontra inúmeras motivações, vindas da perda da confiança nos veículos tradicionais, além</p><p>da mercantilização do processo noticiosos.</p><p>Para Lucia Santaella (2019, p. 27), as notícias falsas “visam influenciar as crenças das pessoas,</p><p>manipulá-las politicamente ou causar confusões em prol de interesses escusos”.</p><p>As notícias falsas configuram-se como um novo tipo de desinformação. Para Allcott e Gentzkow</p><p>(2017), trata-se de artigos noticiosos intencionalmente falsos e aptos a serem verificados como tal, que</p><p>podem enganar os leitores. A maneira como entendemos esse fenômeno está diretamente ligada ao</p><p>crescimento das mídias sociais e da sociedade em rede, dentro da lógica da cibercultura.</p><p>151</p><p>WEBJORNALISMO E MOBILIDADE</p><p>É importante saber que os problemas relativos às notícias falsas não são uma exclusividade nem um</p><p>mal do novo milênio. Como Burke afirma:</p><p>François La Mothe Le Vayer, escritor francês do século XVII, por exemplo,</p><p>argumentou que as obras de história não eram confiáveis porque os mesmos</p><p>acontecimentos pareciam diferentes de diferentes pontos de vista, tanto</p><p>nacionais como religiosos. O problema, segundo La Mothe, era essencialmente</p><p>o da parcialidade, a dos espanhóis ou dos católicos, por exemplo, destacando</p><p>os sucessos e minimizando os fracassos de seu próprio lado. Pierre Bayle</p><p>concordava, e chegou a afirmar que lia os historiadores modernos para se</p><p>informar de seus preconceitos e não sobre os fatos. De fato, o problema da</p><p>parcialidade, interesse ou “viés” era um dos principais problemas discutidos</p><p>em tratados sobre a escrita da história no século XVII (BURKE, 2003, p. 154).</p><p>Entretanto, é inegável que, com o aumento da circulação da informação possibilitado pelas novas</p><p>tecnologias, esse problema tomou novas dimensões, sendo incontestável a proporção que essa prática</p><p>ganhou nos últimos anos. A internet e as mídias sociais configuram-se como terreno fértil e propício,</p><p>impulsionadas pelo crescimento das redes sociais, para influenciar de maneira decisiva nossa vida</p><p>cotidiana, nossa economia, chegando inclusive ao sistema democrático.</p><p>Essa preocupação ganhou força principalmente após as eleições presidenciais americanas em 2016,</p><p>em que houve um debate sobre quanto a disseminação das notícias falsas pode ter influenciado no</p><p>processo eleitoral. No Brasil o mesmo cenário se repetiu no processo eleitoral de 2018.</p><p>O combate às fake news passa principalmente por três grandes frentes: leis que punam os produtores</p><p>e divulgadores dessas notícias, responsabilização das empresas privadas na disseminação desses</p><p>conteúdos e uma verdadeira educação midiática.</p><p>Embora a tecnologia já possibilite rastrear e identificar produtores e disseminadores de notícias</p><p>falsas, ainda não temos um conjunto de leis bem estabelecidas que punam os responsáveis. Nesse</p><p>sentido, de 2018 para cá já foram apresentadas mais de 80 propostas inseridas nessa temática à Câmara</p><p>dos Deputados.</p><p>Em dezembro de 2021, o Projeto de Lei n. 2.630/2020, referente à liberdade, responsabilidade e</p><p>transparência na internet, conhecido como “PL das Fake News”, foi aprovado pelo Senado, e, depois de</p><p>passar pela Câmera, voltará ao Senado, já que sofreu alterações.</p><p>Entre os principais pontos abordados, vale a pena ressaltar a proibição do disparo em massa, a</p><p>criminalização de fake news por meio de contas-robô, punição a plataformas e relatório de</p><p>transparência emitido pelas redes sociais sobre medidas aplicadas contra usuário. Apesar de tocar</p><p>em pontos importantes, o projeto está sendo muito criticado por diversos setores da sociedade</p><p>que esperam posições mais duras e legislações mais punitivas para quem for responsável por criar e</p><p>disseminar conteúdos que promovam a desinformação.</p><p>152</p><p>Unidade III</p><p>Nesse cenário, precisamos pensar qual o papel do jornalista e quais estratégias podem ser</p><p>adotadas para contribuir com o combate à desinformação, principalmente porque as notícias falsas</p><p>são construídas utilizando técnicas e estruturas do próprio jornalismo, o que faz com que sejam</p><p>confundidas com notícias verdadeiras, minando a credibilidade dos jornalistas.</p><p>Uma saída encontrada por grupos de jornais tem sido a ampla divulgação de canais de checagem de</p><p>informação para que as pessoas consultem quando receberem algo de caráter duvidoso. Em sua maioria,</p><p>esses sites são produzidos por jornalistas que utilizam pesquisas e rotinas de checagem de informações</p><p>para confirmar ou refutar alguma notícia.</p><p>Saiba mais</p><p>Para saber mais, consulte o manual Jornalismo, fake news &</p><p>desinformação: manual para educação e treinamento em jornalismo,</p><p>elaborado pela Unesco (2019), parte da “Iniciativa Global pela Excelência</p><p>na Educação em Jornalismo”:</p><p>IRETON, C.; POSETTI, J. (ed.). Jornalismo, fake news & desinformação:</p><p>manual para educação e treinamento em jornalismo. Paris: Unesco, 2019.</p><p>Disponível em: https://bit.ly/3iaGQWT. Acesso em: 16 mar. 2022.</p><p>8.4 Jornalismo e pandemia</p><p>A pandemia ocasionada pela covid-19 teve início no começo de 2020 no mundo todo e persiste até</p><p>início de 2022, enquanto este livro-texto é produzido. Foi no dia 30 de janeiro de 2020 que a Organização</p><p>Mundial da Saúde (OMS), declarou que o surto do novo coronavírus constituía uma emergência de</p><p>saúde pública global, e, no dia 11 de março de 2020, declarou que o mundo vivia uma pandemia</p><p>de coronavírus. Para a OMS, uma pandemia acontece quando há a disseminação mundial de uma</p><p>doença infecciosa.</p><p>No Brasil o primeiro caso confirmado aconteceu no dia 23 de fevereiro de 2020; em março as capitais</p><p>de Rio de Janeiro e São Paulo indicaram transmissão comunitária do vírus e os estados passaram a</p><p>declarar situação de emergência; e em 20 de março de 2020 o Ministério da Saúde reconheceu a</p><p>transmissão comunitária em todo o território nacional.</p><p>Os resultados dessa situação todos vivemos na pele, tivemos nossa rotina transformada pelo</p><p>isolamento imposto pela situação sanitária, práticas cotidianas foram quase integralmente convertidas</p><p>para o meio digital, falamos sobre trabalhos remotos, aulas online e reuniões familiares que precisaram</p><p>migrar para o ciberespaço, a fim de preservar a saúde e a vida das pessoas. Até 31 de dezembro de</p><p>2021 o Brasil havia perdido 619.109 vidas para o coronavírus. Não há como relatar essa tragédia de</p><p>maneira impessoal sem ressaltar que milhares de famílias perderam seus entes queridos em todo o globo</p><p>terrestre, certamente uma situação que deixará marcas em todos nós, que a estamos vivenciando.</p><p>153</p><p>WEBJORNALISMO E MOBILIDADE</p><p>Para os estudantes de jornalismo, é preciso olhar a maneira como a pandemia alterou as rotinas</p><p>de trabalho e como trouxe uma nova valorização ao profissional, que também foi fundamental nesse</p><p>período, realizando um serviço essencial: trazer informações seguras para as pessoas, auxiliando a</p><p>entender a situação e a se proteger.</p><p>A imprensa desenvolveu um sério trabalho trazendo dados diários a espectadores sobre o vírus,</p><p>número de infectados, de vítimas e de curados, além de formas de se proteger da doença.</p><p>O jornalismo profissional conseguiu trazer informações claras e seguras sobre os acontecimentos,</p><p>o que nesse momento foi fundamental para auxiliar as pessoas que estavam em isolamento, e, assim,</p><p>cumpriu seu papel de exercer utilidade pública a todas as pessoas.</p><p>O jornalista Carlos Castilho escreveu um artigo para o site Observatório da Imprensa refletindo sobre</p><p>as mudanças e o papel do jornalismo durante a pandemia de covid-19, ele afirma que “o jornalismo</p><p>tornou-se ainda mais importante durante a pandemia porque o grande volume de dúvidas sobre a</p><p>doença levou as pessoas a uma ávida busca por notícias” (2020). O jornalismo tornou-se essencial</p><p>para</p><p>auxiliar a população a interpretar e filtrar a quantidade de informações que todos recebem diariamente.</p><p>Castilho (2020) aponta que é preciso repensar a prática social do jornalismo uma vez que a pandemia</p><p>alterou a nossa “ecologia informativa de forma irreversível”. Para o jornalista, a situação pandêmica</p><p>trouxe algumas mudanças urgentes que precisam ser trabalhadas pelo jornalismo, principalmente a</p><p>desigualdade informacional entre as regiões metropolitanas e cidades menores. Outro desafio é repensar</p><p>as rotinas pré-concebidas e fundamentar-se em dados para transmissão da informação.</p><p>Castilho (2020) levanta também uma agenda de reflexões sobre os novos desafios que a pandemia</p><p>trouxe ao jornalismo, sendo eles:</p><p>• Substituição das pesquisas de opinião pelo engajamento com o público como forma de identificar</p><p>necessidades, dúvidas e desejos dos leitores.</p><p>• Integração de narrativas através das diferentes plataformas multimídia.</p><p>• Agravamento da crise financeira dos veículos de comunicação.</p><p>• Combate à desigualdade informativa entre ricos e pobres.</p><p>• Aumento da internacionalização dos fluxos de informação.</p><p>• Necessidade de redefinir o jornalismo como uma prática social com foco no interesse público.</p><p>Os apontamentos levantados por Castilho são de extrema relevância, uma vez que repensar as práticas</p><p>jornalísticas é entender o papel central do jornalismo nas sociedades democráticas, e sua função social</p><p>em todos os tempos, principalmente quando o mundo enfrenta momentos de dificuldades e incertezas</p><p>como acontece agora.</p><p>154</p><p>Unidade III</p><p>A pandemia trouxe também mudanças nas rotinas das redações, flexibilizando o trabalho remoto</p><p>e naturalizando entrevistas por videoconferência. Isso não significa que o trabalho do jornalista tenha</p><p>sofrido grandes alterações; repórteres continuaram realizando coberturas nas ruas e trabalharam</p><p>exaustivas horas para conseguir trazer informações atualizadas sobre a situação no mundo, entretanto</p><p>algumas práticas que antes aconteciam somente presencialmente passaram a funcionar também no</p><p>modelo online.</p><p>Além disso, as pautas foram reduzidas para sobrar mais tempo e espaço para abordar as questões</p><p>relacionadas à pandemia, uma vez que este era o assunto de máxima urgência. Tivemos noticiários que</p><p>se debruçaram dias inteiros a relatar a evolução da doença e os acontecimentos que se desdobravam</p><p>em decorrência dela.</p><p>A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) realizou uma reportagem em que ouviu</p><p>dez jornalistas diferentes refletirem sobre a maneira como a pandemia afetou as rotinas de produção.</p><p>Esse trabalho foi realizado pelos jornalistas Caê Vatieiro, Paula Neiva e Bruna Lima, e trouxe reflexões</p><p>importantes sobre as adaptações necessárias e a vivência prática desses jornalistas. Vejamos algumas</p><p>das declarações.</p><p>Paulo Mário Martins, da TV Globo, disse que foram dias de “intenso malabarismo emocional: um</p><p>exercício diário de informar sem deixar a peteca cair, ser forte para encarar tão de perto esse cenário</p><p>trágico” (apud VATIERO; NEIVA; LIMA, 2021), o jornalista afirmou que a pandemia reforçou a importância</p><p>do jornalismo televisivo e que a distância tem sido um obstáculo, afinal realizar as entrevistas por</p><p>chamada de vídeo humanizando as conversas não é um desafio fácil.</p><p>Cristina Tardáguila, da Rede Internacional de Checagem aos Fatos, afirmou que “finalmente o</p><p>planeta entendeu que a checagem pode salvar vidas” (apud VATIERO; NEIVA; LIMA, 2021), enfatizando a</p><p>necessidade da verificação da informação. A jornalista também ressaltou a importância de saber acessar</p><p>bases de dados, por exemplo.</p><p>Marina Atoji, da Transparência Brasil, foi categórica ao ressaltar o papel da imprensa em pressionar o</p><p>governo federal: “os dados disponíveis pelo governo federal atualmente só existem por causa da pressão</p><p>da imprensa e da sociedade civil” (apud VATIERO; NEIVA; LIMA, 2021).</p><p>Nataly Simões, da agência Alma Preta, refletiu sobre o sentimento de impotência enquanto fazia as</p><p>coberturas e percebia a maneira como a pandemia afetava a população negra, sobretudo na periferia.</p><p>Paula Guimarães, cofundadora do Portal Catarinas, afirmou que não poder ir a campo afetou</p><p>diretamente o trabalho do jornalista. A jornalista também criticou o fato de que, mesmo o jornalismo</p><p>sendo considerado uma atividade essencial, os profissionais não tendo parado seu trabalho e muitos</p><p>precisando ficar na linha de frente, a profissão não foi considerada prioritária na campanha de vacinação.</p><p>Bibiana Garrido, editora do Jornal Dois, relatou que os jornalistas tiveram de adaptar sua prática,</p><p>fazer o que fosse possível a distância e se paramentar com máscaras de proteção para ir às ruas. Além</p><p>disso, os profissionais tiveram a “incumbência profissional de apresentar informações contextualizadas</p><p>155</p><p>WEBJORNALISMO E MOBILIDADE</p><p>sobre a evolução do vírus” (apud VATIERO; NEIVA; LIMA, 2021) e também sobre as dificuldades que</p><p>inúmeras famílias vêm enfrentando nesse período.</p><p>É evidente que, como o trabalho dos jornalistas foi e continua sendo fundamental, ao entender a</p><p>seriedade e necessidade do bom jornalismo, os profissionais se dediquem a construir informações de</p><p>qualidade, sempre pautadas na ética e na verdade, ancoradas nos princípios do jornalismo profissional.</p><p>Saiba mais</p><p>Para saber mais, leia o e-book:</p><p>SIQUEIRA, F.; MONTEIRO, P. (org.). Jornalismo em tempos de pandemia:</p><p>reconfigurações na TV e na internet. João Pessoa: Editora UFPB, 2020.</p><p>Outra dica é o livro:</p><p>ODRI, C. Como a pandemia mudou o jornalismo. São Paulo: CdClip, 2021.</p><p>156</p><p>Unidade III</p><p>Resumo</p><p>Nesta última unidade nos debruçamos sobre as últimas mudanças</p><p>que o webjornalismo vem enfrentando, começamos a estudar sobre o</p><p>funcionamento do jornalismo nas mídias sociais mais acessadas pelo público</p><p>brasileiro, entendendo um pouco melhor sobre quais são as ferramentas</p><p>que estão disponíveis para os profissionais e como o jornalismo tem se</p><p>reinventado nesses meios.</p><p>As mídias sociais tonaram-se novas plataformas para produzir, distribuir</p><p>e consumir notícias e informações, aumentando ainda mais as formas de</p><p>participação dos usuários e as características de convergência.</p><p>O Twitter é considerado a mídia social “queridinha” por grande parte dos</p><p>jornalistas. No jornalismo ele funciona como plantão de notícias, aumenta</p><p>o engajamento e facilita o compartilhamento de informações.</p><p>O YouTube é a segunda mídia social mais acessada pelos usuários</p><p>em todo o mundo. O jornalismo faz uso dessa plataforma para criar e</p><p>compartilhar conteúdos, realizar lives em um formato de plantão noticioso,</p><p>além de criar canais de notícias e informação que oferecem a possibilidade</p><p>de remuneração através de anúncios na plataforma.</p><p>O Facebook é a mídia social com maior quantidade de usuários ativos</p><p>no Brasil e em todo mundo. Jornais e jornalistas possuem suas páginas</p><p>ativas na plataforma, que funciona como intermediária da informação,</p><p>uma forma de levar o leitor até o site onde a informação está hospedada.</p><p>O Instagram faz parte do mesmo grupo do Facebook. Com foco na</p><p>imagem, os jornais também têm se apropriado dessa linguagem para</p><p>interagir com o usuário e compartilhar informações. Nessa mídia o segredo</p><p>é investir em imagens que contem histórias e criar vídeos curtos para os</p><p>stories com o intuito de manter engajamento.</p><p>O TikTok é a mídia social mais nova que abordamos neste livro-texto, seu</p><p>foco está em produção de conteúdo em vídeos curtos. Ainda que muitos</p><p>acreditem que essa rede é apenas para entretenimento, essa plataforma</p><p>tem especial interesse em produção informativa e jornalística e por isso tem</p><p>criado meios de ajudar os jornalistas a criarem conteúdos específicos.</p><p>As mídias sociais estão presentes ativamente no cotidiano das</p><p>pessoas desde 2003, não há indícios de que esse hábito esteja chegando</p><p>157</p><p>WEBJORNALISMO E MOBILIDADE</p><p>ao fim, ao contrário, percebemos um forte movimento de crescimento</p><p>dessas plataformas, que têm se inovado e mantido seus usuários ativos</p><p>no ciberespaço. Por isso</p><p>mesmo o jornalismo precisa estar atento e se</p><p>renovando, entendendo as dinâmicas de funcionamento dessas mídias.</p><p>No tópico 8 discutimos um pouco sobre o que se espera para o futuro</p><p>do webjornalismo, abordamos conceitos da reconfiguração das redações,</p><p>que passaram a adotar uma perspectiva mais convergente, integrando as</p><p>diferentes mídias e construindo narrativas que circulam de uma para a</p><p>outra complementando as informações.</p><p>Tratamos da polêmica que envolve o jornalismo caça-cliques, a adoção</p><p>dessa prática questionável por muita gente, que envolve a criação de</p><p>títulos sensacionalistas para atrair leitores ao site, aumentando o tráfego e</p><p>consequentemente os anúncios publicitários.</p><p>Falamos também sobre o desafio das fake news que têm proliferado através</p><p>das mídias sociais e que depõem contra o jornalismo ético e profissional.</p><p>Finalizamos este livro-texto trazendo um pouco sobre como a rotina</p><p>do jornalismo foi afetada pela pandemia. Foram adotadas rotinas mais</p><p>dinamizadas e aderidos modelos de teletrabalho, como entrevistas que</p><p>passaram a acontecer através de videoconferência.</p><p>Através de depoimentos de jornalistas, identificamos que o jornalismo</p><p>ganhou um novo reconhecimento para muitas pessoas, que perceberam seu</p><p>papel crucial no compartilhamento de informações durante a pandemia.</p><p>É impossível esgotar um assunto tão abrangente como o webjornalismo,</p><p>ainda assim esperamos que este livro-texto tenha oferecido subsídios para</p><p>que você conheça um pouco mais essa prática que está em permanente</p><p>construção.</p><p>158</p><p>Unidade III</p><p>Exercícios</p><p>Questão 1. Leia o texto a seguir.</p><p>Qual é a importância de se fazer jornalismo nas redes sociais?</p><p>O jornalismo é um trabalho essencial para a sociedade, pois é por meio da atuação desses profissionais</p><p>que a população pode se manter bem-informada a respeito de diversos assuntos de grande importância</p><p>em seu cotidiano, como política, economia, segurança etc. No entanto, o modo como as pessoas</p><p>consomem conteúdo mudou drasticamente nos últimos anos, especialmente com a popularização da</p><p>internet e, ainda mais, com o uso cada vez mais frequente das plataformas de redes sociais, nas</p><p>quais a maioria das pessoas passa o seu tempo livre. Isso significa que o conteúdo jornalístico não</p><p>é mais consumido da mesma forma de anos atrás, quando seu foco principal era chegar ao público</p><p>por meio da televisão ou das mídias impressas. Até mesmo os sites próprios de muitos jornais têm</p><p>sofrido uma queda vertiginosa em seus acessos, o que aumenta a importância de se fazer jornalismo</p><p>de um modo diferente, voltado para as redes sociais. Assim, da mesma forma que profissionais de</p><p>marketing e publicidade passaram por uma grande mudança no modo de realizar o seu trabalho com</p><p>o avanço das redes sociais, os jornalistas também devem se adaptar a essa nova maneira de consumo</p><p>do público. A informação precisa ser o mais democrática possível, para alcançar a todos.</p><p>Adaptado de: https://bit.ly/3tg5740. Acesso em: 16 mar. 2022.</p><p>Com base no exposto e em seus conhecimentos, avalie as afirmativas a seguir e a relação proposta</p><p>entre elas.</p><p>I – O novo modelo de jornalismo, por meio das mídias sociais, tem a capacidade de conectar os</p><p>usuários de modo global, por meio das plataformas gratuitas de acesso, publicação e divulgação</p><p>de conteúdo.</p><p>porque</p><p>II – Ele deve se limitar às noções tradicionais de jornalismo, em que o jornalista deve se ater à</p><p>linearidade das notícias e processar o conteúdo de modo a prender a atenção do leitor no ambiente virtual.</p><p>É correto afirmar que:</p><p>A) As duas afirmativas são verdadeiras, e a segunda afirmativa justifica a primeira.</p><p>B) As duas afirmativas são verdadeiras, e a segunda afirmativa não justifica a primeira.</p><p>C) A primeira afirmativa é verdadeira, e a segunda afirmativa é falsa.</p><p>D) A primeira afirmativa é falsa, e a segunda afirmativa é verdadeira.</p><p>E) As duas afirmativas são falsas.</p><p>Resposta correta: alternativa C.</p><p>159</p><p>WEBJORNALISMO E MOBILIDADE</p><p>Análise da questão</p><p>A primeira afirmativa é verdadeira, pois as mídias sociais são importantes canais para a divulgação</p><p>de notícias, além de possibilitar o direcionamento de tráfego para sites jornalísticos.</p><p>A segunda afirmativa é falsa, pois o novo modelo de jornalismo se distancia dos processos</p><p>tradicionais, que perdem cada vez mais leitores para as versões digitais, que oferecem maior interação,</p><p>menor linearidade e maior diversidade de mídias em um único meio.</p><p>Questão 2. O webjornalismo passou por várias etapas de transformação desde o advento da internet e,</p><p>ao que parece, continuará se modificando, visto que a rede mundial tem dinâmica própria e estabelece</p><p>novas fronteiras tecnológicas a cada novo ciclo. Com base no exposto e em seus conhecimentos sobre</p><p>o tema, avalie as afirmativas.</p><p>I – Os dispositivos móveis têm papel central no âmbito da evolução do jornalismo; eles possibilitaram</p><p>redução radical nos processos logísticos de produção de matérias jornalísticas.</p><p>II – Os constantes avanços tecnológicos impulsionaram e continuam a impulsionar de modo</p><p>significativo a atividade jornalística, tanto é que a realidade virtual pode se configurar como novo</p><p>artefato a ser utilizado pelo jornalismo digital.</p><p>III – O modelo jornalístico digital deve se sobrepor à rotina produtiva dos jornais impressos, visto que</p><p>tal forma, apesar da resistência de alguns profissionais, ainda se submete a um “fechamento”, que deixa</p><p>de fazer sentido no modelo digital.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>A) I, apenas.</p><p>B) III, apenas.</p><p>C) I e II, apenas.</p><p>D) II e III, apenas.</p><p>E) I, II e III.</p><p>Resposta correta: alternativa E.</p><p>Análise das afirmativas</p><p>I – Afirmativa correta.</p><p>Justificativa: uma das facilidades permitidas pelos dispositivos móveis foi a redução do processo</p><p>de produção de matérias jornalísticas que experimentavam longos períodos de edição e de publicação,</p><p>além de possibilitar a participação efetiva de outras pessoas na produção de conteúdo.</p><p>160</p><p>II – Afirmativa correta.</p><p>Justificativa: o jornalismo digital deverá ser impactado pelas inovações tecnológicas que estão</p><p>despontando, como conexões móveis mais rápidas, novas plataformas, interfaces mais intuitivas e</p><p>outras, a exemplo da realidade virtual.</p><p>III – Afirmativa correta.</p><p>Justificativa: o jornalismo digital ainda convive com as publicações impressas. No entanto, isso</p><p>deverá ser convertido para o modelo plenamente digital. Dessa forma, a lógica de funcionamento será</p><p>de atualização ininterrupta, o que dispensa as rotinas de “fechamento”.</p><p>161</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>Audiovisuais</p><p>PIRATAS do Vale do Silício. Direção: Martyn Burke. Estados Unidos: Haft Entertainment, 1999. 97 min.</p><p>A REDE Social. Direção: David Fincher. Estados Unidos: Columbia Pictures, 2010. 121 min.</p><p>THE SQUARE. Direção: Jehane Noujaim. Estados Unidos: Netflix, 2013. 108 min.</p><p>Textuais</p><p>ABBATE, J. Inventing the internet. Cambridge, MA: MIT Press, 1999.</p><p>AFONSO, C. A internet no Brasil: alguns desafios a enfrentar. Informática pública, v. 4, n. 2, p. 169-184, 2002.</p><p>AGAHEI, S.; NEMATBAKHSH, M. A.; FARSANI, H. K. Evolution of the world wide web: from web 1.0 to</p><p>web 4.0. International Journal of Web & Semantic Technology (IJWesT), v. 3, n. 1, jan. 2012.</p><p>ALBERTOS, M. Curso general de redacción periodística. Madri: Paraninfo, 1993.</p><p>ALCÂNTARA, L. Ciberativismo e movimentos sociais: mapeando discussões. Aurora: revista de arte,</p><p>mídia e política, v. 8, n. 23, p. 73-97, jun./set. 2015.</p><p>ALI, A. What happens in an internet minute in 2020? Visual Capitalist, 15 set. 2020. Disponível em:</p><p>https://bit.ly/3q7q3Ij. Acesso em: 16 mar. 2022.</p><p>ALLCOTT, H.; GENTZKOW, M. Social media and fake news in the 2016 election. Journal of Economic</p><p>Perspectives, v. 31, n. 2, p. 211-236, 2017.</p><p>ALMEIDA, F. Concept and dimensions of web 4.0. International Journal of Computers & Technology,</p><p>v. 16, n. 7, 2017. Disponível em: https://bit.ly/36p8vQV. Acesso em: 16 mar. 2022.</p><p>ALVAREZ, B. Z. Cartilha de recomendações de SEO para jornalistas. 2011. Monografia (MBA em</p><p>Jornalismo Digital) – Pontifícia</p>

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