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<p>MODULO 3</p><p>Defeitos dos negócios jurídicos - primeira parte</p><p>Os defeitos dos negócios jurídicos maculam a manifestação de vontade das partes, a qual, como</p><p>regra, deve ser livre e espontânea, requisitos estes de validade de todos os negócios jurídicos.</p><p>O Código Civil prevê seis espécies de vícios do consentimento: erro, dolo, coação, estado de perigo,</p><p>lesão (estes cinco são também chamados de vícios do consentimento) e fraude contra credores.</p><p>Os vícios do consentimento provocam uma manifestação de vontade que não corresponde com a</p><p>vontade íntima do agente.</p><p>O negócio jurídico eivado de tais defeitos é anulável, a teor do que dispõe o art. 171, II CC.</p><p>1. Erro ou ignorância</p><p>Consiste numa falsa representação da realidade.</p><p>O agente engana-se sozinho, sem a interferência de terceiros.</p><p>O Código Civil equipara os efeitos do erro à ignorância.</p><p>Erro = ideia falsa da realidade</p><p>Ignorância= completo desconhecimento da realidade</p><p>1.2 – Espécies</p><p>1) Erro substancial ou essencial: recai sobre circunstâncias e aspectos relevantes do negócio.</p><p>Deve ser determinante à realização do negócio jurídico, isto é, se o agente conhecesse a realidade</p><p>não praticaria o ato.</p><p>- Erro acidental: oposto ao essencial, ou seja, refere-se à circunstância não determinante,</p><p>secundária. Se conhecida a realidade, mesmo assim o negócio seria realizado.</p><p>- Características do erro substancial:</p><p>a) erro sobre a natureza do negócio (error in negotio): quanto à categoria jurídica. Ex: a intenção é</p><p>de alugar, mas no contrato está escrito vender. O agente quer praticar um ato, mas pratica outro.</p><p>b) erro sobre o objeto principal da declaração (error in corpore): a manifestação da vontade recai</p><p>sobre objeto diverso do desejado. Ex: o agente adquire quadro pensando ser de pintor famoso,</p><p>porém é de seu aprendiz.</p><p>c) erro sobre algumas das qualidades essenciais do objeto principal (error in substantia ou error in</p><p>qualitate): a razão determinante do negócio jurídico é a suposição de que o objeto possui uma</p><p>qualidade, que depois se descobre inexistir. Ex: o agente adquire um relógio dourado, imaginando</p><p>ser de ouro maciço, mas na realidade é apenas folheado a ouro.</p><p>d) erro quanto à identidade ou à qualidade da pessoa (error in persona): negócios jurídicos intuitu</p><p>personae, negócios de liberalidade, e casamento. Deve influir na manifestação de vontade de modo</p><p>17/10/2024, 10:27 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.</p><p>https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 1/15</p><p>relevante, e somente será considerado essencial quando não se puder identificar a pessoa ou a</p><p>coisa a que se refere a declaração de vontade. Ex: doação à pessoa que o doador pensa ser seu</p><p>filho.</p><p>e) erro de direito (error juris): é o falso conhecimento, ou interpretação errada, da norma jurídica (art.</p><p>139, III, CC). O Código Civil permite a alegação de erro de direito quando não implicar na recusa à</p><p>aplicação da lei, e for o único motivo da realização do negócio jurídico.</p><p>- Erro substancial e Vício Redibitório</p><p>Vício redibitório é erro objetivo sobre a coisa, que contém um defeito oculto (artigos 441 a 446 CC).</p><p>O agente que aliena um objeto deve garantir que este sirva para a utilização a que se destina. Uma</p><p>vez comprovado a existência de um defeito oculto, cabem ações edilícias, visando à rescisão do</p><p>contrato ou pedir o abatimento do preço.</p><p>O erro substancial quanto às qualidades essenciais do objeto é subjetivo, pois recai na manifestação</p><p>da vontade do agente. A ação anulatória é a solução para estes casos, visando anular o negócio</p><p>jurídico viciado.</p><p>2-) Erro escusável</p><p>É o erro justificável, desculpável.</p><p>Há um critério padronizado de “homem-médio” para aferição da escusabilidade, comparando-se a</p><p>conduta do agente com a média das pessoas (senso comum).</p><p>3-) Erro real</p><p>O erro deve ser efetivo, causando prejuízo concreto para o interessado.</p><p>4-) Erro obstativo ou impróprio</p><p>É aquele que tem relevância ao ponto de obstar o negócio jurídico, inviabilizando-o.</p><p>A doutrina equipara o erro obstativo aos vícios do consentimento, dando-lhes o mesmo tratamento</p><p>(anulação do negócio jurídico).</p><p>1.3 - Falso motivo</p><p>O art. 140 CC trata do erro sobre os motivos.</p><p>Motivos = razões subjetivas, consideradas irrelevantes para a apreciação da validade do negócio</p><p>jurídico (elemento acidental).</p><p>Em regra, o erro sobre os motivos não vicia o ato, exceto quando houver previsão expressa quanto</p><p>aos mesmos, os quais passam a caracterizar elementos essenciais do negócio.</p><p>1.4 – Transmissão errônea da vontade</p><p>Ocorre quando o agente declarante não se encontra na presença do declaratário, e se vale de</p><p>interposta pessoa para a transmissão de vontade. Se houver divergência entre o pretendido e o que</p><p>foi transmitido, caracteriza-se vício, e consequente anulação do negócio jurídico.</p><p>Deve ser apurado se houve culpa (in eligendo ou in vigilando) por parte do emitente da declaração.</p><p>Caso afirmativo o erro será inescusável, não podendo ser o ato anulado.</p><p>17/10/2024, 10:27 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.</p><p>https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 2/15</p><p>1.5 - Convalescimento do erro</p><p>Se a parte que seria prejudicada se propõe a executar o ato conforme a vontade real do</p><p>manifestante, o erro deixa de ser real, pois ausente o prejuízo, não havendo que se falar em</p><p>anulabilidade do negócio jurídico (art. 144 CC). Diz-se, nestes casos, que houve o convalescimento</p><p>do erro.</p><p>2 - Coação</p><p>Coação é a ameaça ou pressão injusta, que o agente coator exerce sobre alguém, visando a forçá-</p><p>lo a praticar ato ou realizar um negócio jurídico.</p><p>A coação torna defeituosa a manifestação de vontade, devido ao temor que ela inspira.</p><p>2.1 – Requisitos da coação</p><p>a) Causa determinante do ato: significa que deve haver, necessariamente, uma relação de</p><p>causalidade entre a coação e o ato praticado pela vítima, ou seja, o negócio somente foi praticado</p><p>devido à ameaça grave ou violência, que incutiu à vítima fundado receio de dano à sua pessoa, sua</p><p>família ou a seus bens.</p><p>b) Deve ser grave: para constituir vício de consentimento a coação há de ser de tal gravidade que</p><p>chegue a causar na vítima um fundado temor de dano (moral ou patrimonial) a bem relevante. O</p><p>critério para aferição da intensidade da gravidade não é o do homem médio, mas sim o caso</p><p>concreto (condições particulares da vítima – art. 152 CC).</p><p>Art. 153 CC – não se considera ameaça o simples temor reverencial</p><p>c) Deve ser injusta: ilícita, contrária ao direito, abusiva. Não se considera coação a ameaça do</p><p>exercício normal de um direito, por exemplo, o locador quando ameaça propor a competente ação</p><p>de despejo contra o locatário inadimplente.</p><p>d) Deve o dano temido ser atual ou iminente: atual e inevitável. Aquele prestes a se consumar, pois</p><p>se o dano for evitável, ou mesmo impossível, não há que se falar em coação.</p><p>e) Ameaça de prejuízo à pessoa ou a bens da vítima, ou à pessoas de sua família: sofrimento físico,</p><p>cárcere privado, incêndio,etc.</p><p>Art. 151, parágrafo único: o juiz decidirá conforme as circunstâncias.</p><p>2.2 – Espécies</p><p>a) Coação absoluta ou física e coação relativa ou moral</p><p>- Coação absoluta: não há qualquer consentimento ou manifestação de vontade. Há emprego de</p><p>força física. O Código Civil não reconhece como vício de consentimento, pois o negócio praticado</p><p>sem qualquer manifestação de vontade seria inexistente.</p><p>- Coação relativa ou moral: constitui vício de vontade, pois a vítima pratica o ato para não correr o</p><p>risco de sofrer as conseqüências, havendo, portando, manifestação de vontade.</p><p>b) Coação principal e coação acidental</p><p>- Coação principal: quando é a causa determinante do negócio</p><p>17/10/2024, 10:27 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.</p><p>https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 3/15</p><p>- Coação acidental: é a que influencia as condições da avença, mas sem ela o negócio assim</p><p>mesmo se realizaria, em condições menos desfavoráveis. Não constitui causa</p><p>de anulação do</p><p>negócio, mas sim obriga o ressarcimento do prejuízo sofrido.</p><p>2.3 – Coação exercida por terceiro</p><p>Só vicia o negócio jurídico permitindo sua anulação se a outra parte, que se beneficiou, conhecia ou</p><p>deveria ter conhecimento da coação. Deve haver cumplicidade entre o beneficiário e o terceiro,</p><p>autor da coação. Tanto o beneficiário como o terceiro responderão pelas perdas e danos (art. 154</p><p>CC).</p><p>Exercício 1:</p><p>Quanto aos vícios de consentimento, assinale a alternativa incorreta:</p><p>A)</p><p>Os vícios de consentimento provocam uma manifestação da vontade não</p><p>correspondente ao íntimo e verdadeiro querer do indivíduo que a manifestou.</p><p>B)</p><p>Há discrepância entre a vontade manifestada e a real intenção.</p><p>C)</p><p>Os vícios de consentimento provocam a nulidade absoluta do negócio jurídico.</p><p>D)</p><p>Os vícios de consentimento provocam a nulidade relativa dos negócios jurídicos.</p><p>E)</p><p>O erro é um dos vícios do consentimento.</p><p>O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)</p><p>Exercício 2:</p><p>Quanto ao erro, assinale a alternativa correta:</p><p>A)</p><p>Todo erro é capaz de viciar o negócio jurídico.</p><p>17/10/2024, 10:27 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.</p><p>https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 4/15</p><p>B)</p><p>O erro é a falsa percepção da realidade.</p><p>C)</p><p>O erro é induzido por outra pessoa.</p><p>D)</p><p>O erro acidental é suficiente para viciar o negócio jurídico.</p><p>E)</p><p>O erro não ocorre em negócios jurídicos gratuitos, como a doação.</p><p>O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)</p><p>Exercício 3:</p><p>Quanto ao erro substancial, assinale a alternativa correta:</p><p>A)</p><p>Todo erro pode levar à anulação do ato ou negócio jurídico.</p><p>B)</p><p>O erro relacionado a alguma circunstância acessória do objeto é capaz de viciar o</p><p>negócio jurídico.</p><p>C)</p><p>O erro substancial pode recair sobre uma das qualidades essenciais de uma pessoa.</p><p>D)</p><p>O erro substancial deve recair sobre todo o objeto do negócio jurídico e não pode incidir</p><p>sobre apenas uma de suas qualidades essenciais.</p><p>E)</p><p>O erro torna nulo o negócio jurídico.</p><p>17/10/2024, 10:27 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.</p><p>https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 5/15</p><p>O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)</p><p>Exercício 4:</p><p>Assinale a alternativa incorreta:</p><p>A)</p><p>O falso motivo não vicia o negócio jurídico, salvo se nele figurar, expressamente, como</p><p>razão determinante da sua celebração.</p><p>B)</p><p>O erro pode ocorrer de forma pessoal ou através de outros meios de comunicação.</p><p>C)</p><p>O erro de cálculo autoriza apenas a retificação da declaração da vontade.</p><p>D)</p><p>O erro é hipótese legal de vício social.</p><p>E)</p><p>O erro deve ser escusável e substancial.</p><p>O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)</p><p>Exercício 5:</p><p>Quanto ao erro de Direito, assinale a alternativa correta:</p><p>A)</p><p>O erro de Direito é inadmissível em nosso ordenamento jurídico.</p><p>B)</p><p>O erro de Direito é admissível em nosso ordenamento jurídico.</p><p>C)</p><p>17/10/2024, 10:27 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.</p><p>https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 6/15</p><p>O erro de Direito é admissível em nosso ordenamento jurídico, desde que não implique</p><p>recusa à aplicação da lei e seja o único ou principal motivo do negócio jurídico.</p><p>D)</p><p>O erro de Direito é inadmissível, uma vez que ninguém pode se escusar do</p><p>cumprimento da Lei, alegando o seu desconhecimento.</p><p>E)</p><p>Nenhuma das anteriores.</p><p>Exercício 6:</p><p>Assinale a alternativa correta:</p><p>A)</p><p>A coação de terceira pessoa nunca vicia negócio jurídico.</p><p>B)</p><p>A coação por conta de terceira pessoa é suficiente para viciar o negócio jurídico,</p><p>independentemente do conhecimento da parte que aproveita da coação.</p><p>C)</p><p>A terceira pessoa não responde civilmente pela prática da coação.</p><p>D)</p><p>Para viciar negócio jurídico a coação da terceira pessoa precisa ser de conhecimento da</p><p>parte que aproveita da coação.</p><p>E)</p><p>A coação de terceiro torna nulo o negócio jurídico.</p><p>O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)</p><p>Exercício 7:</p><p>A coação:</p><p>A)</p><p>17/10/2024, 10:27 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.</p><p>https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 7/15</p><p>física é causa de invalidade do negócio jurídico.</p><p>B)</p><p>pode ser caracterizada pela ameaça de um exercício regular de direito.</p><p>C)</p><p>pode recair sobre a pessoa que celebra o negócio jurídico, sua família ou seus bens.</p><p>D)</p><p>É causa de nulidade absoluta do negócio jurídico.</p><p>E)</p><p>Nenhuma das alternativas anteriores está correta.</p><p>O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)</p><p>Exercício 8:</p><p>Sobre as espécies de erros, assinale a alternativa incorreta:</p><p>A)</p><p>Erro substancial ou essencial é aquele que recai sobre circunstâncias e aspectos relevantes do</p><p>negócio.</p><p>B)</p><p>Erro acidental é o oposto ao essencial, ou seja, refere-se à circunstância não determinante,</p><p>secundária.</p><p>C)</p><p>Erro escusável é o erro injustificável, ao qual não se pode desculpar.</p><p>D)</p><p>Erro real é aquele erro efetivo, causando prejuízo concreto para o interessado.</p><p>E)</p><p>Erro obstativo ou impróprio é aquele que tem relevância ao ponto de obstar o negócio jurídico,</p><p>inviabilizando-o.</p><p>17/10/2024, 10:27 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.</p><p>https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 8/15</p><p>O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)</p><p>Exercício 9:</p><p>Quanto aos defeitos dos negócios jurídicos, assinale a alternativa correta</p><p>A)</p><p>A manifestação de vontade não subsiste, mesmo que o seu autor haja feito a reserva</p><p>mental de não querer o que manifestou e se dela o destinatário tinha conhecimento.</p><p>B)</p><p>No negócio jurídico celebrado com a cláusula de não valer sem instrumento público,</p><p>este não é da substância do ato.</p><p>C)</p><p>São anuláveis os negócios jurídicos quando as declarações de vontade emanarem de</p><p>erro substancial que poderia ser percebido por pessoa de diligência normal, em face das</p><p>circunstâncias do negócio.</p><p>D)</p><p>O erro é substancial quando concerne à identidade ou à qualidade essencial da pessoa a</p><p>quem se refira a declaração de vontade, mesmo que não tenha influído na vontade de</p><p>modo relevante.</p><p>E)</p><p>O menor, de 16 (dezesseis) e 18 (dezoito) anos, pode, para eximir-se de uma</p><p>obrigação, invocar a sua idade se dolosamente a ocultou quando inquirido pela outra</p><p>parte, ou se, no ato de obrigar-se, declarou-se maior.</p><p>O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)</p><p>Exercício 10:</p><p>Considere as proposições abaixo:</p><p>I. O dolo do representante legal só obriga o representado a responder</p><p>civilmente até a importância do proveito que teve.</p><p>II. Diante de dolo do representante convencional (contrato de mandato), o</p><p>representado responde solidariamente com o representante.</p><p>III. Em caso de dolo bilateral, nenhuma das partes pode alegar o dolo da outra</p><p>para anular o ato, ou reclamar indenização.</p><p>17/10/2024, 10:27 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.</p><p>https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 9/15</p><p>Pode-se afirmar que:</p><p>A)</p><p>Somente I e II são corretas.</p><p>B)</p><p>Somente II e III são corretas.</p><p>C)</p><p>Somente I e III são corretas.</p><p>D)</p><p>Nenhuma das proposições é correta.</p><p>E)</p><p>Todas as proposições são corretas.</p><p>O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)</p><p>Exercício 11:</p><p>Quanto ao dolo, assinale a alternativa incorreta:</p><p>A)</p><p>O dolo principal é aquele que se revela como sendo a causa determinante do ato.</p><p>B)</p><p>O dolo acidental é aquele que, a despeito de sua existência, o ato seria</p><p>praticado.</p><p>C)</p><p>O dolo apto a gerar a anulabilidade do negócio jurídico deve ser o malus e</p><p>principal.</p><p>D)</p><p>O dolo acidental, quando muito, pode gerar o dever de indenizar por perdas e</p><p>danos.</p><p>E)</p><p>17/10/2024, 10:27 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.</p><p>https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 10/15</p><p>O dolo acidental torna anulável o negócio jurídico.</p><p>O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)</p><p>Exercício 12:</p><p>A coação de terceiro:</p><p>A)</p><p>torna nulo o negócio</p><p>jurídico.</p><p>B)</p><p>torna anulável o negócio jurídico, sempre.</p><p>C)</p><p>não abala o negócio jurídico, que persiste válido.</p><p>D)</p><p>torna anulável o negócio jurídico se a parte beneficiada sabia ou deveria saber</p><p>da coação de terceiro.</p><p>E)</p><p>não ocorre nos atos da vida civil.</p><p>O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)</p><p>Exercício 13:</p><p>O temor reverencial:</p><p>A)</p><p>Torna anulável o negócio jurídico por coação.</p><p>B)</p><p>Causa a nulidade absoluta do negócio jurídico.</p><p>C)</p><p>17/10/2024, 10:27 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.</p><p>https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 11/15</p><p>Torna anulável o negócio jurídico por erro.</p><p>D)</p><p>Não acarreta anulação do negócio jurídico, porque não gera, em regra, a coação.</p><p>E)</p><p>Nenhuma das anteriores.</p><p>O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)</p><p>Exercício 14:</p><p>Considere as proposições seguintes e assinale a alternativa correta:</p><p>I. O ato que vicia a vontade pode ser do próprio interessado em viciá-la ou por conta de</p><p>terceira pessoa.</p><p>II. Assim como ocorre no caso de dolo, a coação de terceiro só vicia o ato se a pessoa a</p><p>quem aproveita sabe que a anuência ou manifestação de vontade é viciada por coação.</p><p>III. A fraude contra credores somente ocorre em negócios onerosos.</p><p>IV. A simulação é um vício social que torna anulável o negócio jurídico.</p><p>São corretas:</p><p>A)</p><p>Somente I e II.</p><p>B)</p><p>Somente II e III.</p><p>C)</p><p>Somente I e III.</p><p>D)</p><p>Somente III e IV.</p><p>E)</p><p>Todas as proposições.</p><p>17/10/2024, 10:27 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.</p><p>https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 12/15</p><p>O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)</p><p>Exercício 15:</p><p>Quanto à fraude contra credores, assinale a alternativa incorreta:</p><p>A)</p><p>A fraude contra credores ocorre quando devedor insolvente, ou na iminência de tornar-</p><p>se insolvente, pratica atos suscetíveis de diminuir seu patrimônio, reduzindo desse</p><p>modo a garantia para resgate de suas dívidas.</p><p>B)</p><p>A legislação brasileira exige para a caracterização da fraude contra credores, oriunda de</p><p>atos de transmissão a título oneroso, a presença de um ato capaz de prejudicar o</p><p>credor, quer por levar o devedor ao estado de insolvência, quer por ter sido praticado</p><p>quando tal estado já existia. Deve, ainda, existir, a má-fé, ou seja, a intenção de</p><p>afastar os efeitos da cobrança.</p><p>C)</p><p>A doação pura é negócio jurídico gratuito e a compra e venda é negócio jurídico</p><p>oneroso. Se o negócio jurídico é gratuito, pode ser anulado por fraude contra credores</p><p>ainda que o donatário esteja de boa-fé.</p><p>D)</p><p>Em se tratando de compra e venda – negócio jurídico oneroso, é necessária a presença</p><p>de dois requisitos: requisito subjetivo, má fé – o devedor e a terceira pessoa</p><p>(comprador) devem ter a intenção de prejudicar os credores; e requisito objetivo –</p><p>qualquer ato prejudicial ao credor por tornar o devedor insolvente ou por ter sido</p><p>praticado num estado de insolvência.</p><p>E)</p><p>Em se tratando de doação pura, negócio jurídico gratuito, são necessários dois</p><p>requisitos: requisito subjetivo, má fé – o devedor e a terceira pessoa (comprador)</p><p>devem ter a intenção de prejudicar os credores; e requisito objetivo – qualquer ato</p><p>prejudicial ao credor por tornar o devedor insolvente ou por ter sido praticado num</p><p>estado de insolvência.</p><p>O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)</p><p>Exercício 16:</p><p>São vícios do consentimento, exceto:</p><p>17/10/2024, 10:27 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.</p><p>https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 13/15</p><p>A)</p><p>estado de perigo</p><p>B)</p><p>erro</p><p>C)</p><p>coação</p><p>D)</p><p>dolo</p><p>E)</p><p>representação falsa</p><p>O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)</p><p>Exercício 17:</p><p>São espécies de coação, exceto:</p><p>A)</p><p>coação absoluta</p><p>B)</p><p>coação acidental</p><p>C)</p><p>coação principal</p><p>D)</p><p>coação moral</p><p>E)</p><p>coação voluntária</p><p>17/10/2024, 10:27 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.</p><p>https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 14/15</p><p>O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)</p><p>Exercício 18:</p><p>Os defeitos dos negócios jurídicos maculam a manifestação de vontade das partes, a qual, como</p><p>regra, deve ser livre e espontânea, requisitos estes de validade de todos os negócios jurídicos.</p><p>Nesse sentido, é correto afirmar que:</p><p>A)</p><p>O Código Civil prevê seis espécies de vícios: erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão (estes</p><p>cinco são também chamados de vícios do consentimento) e fraude contra credores.</p><p>B)</p><p>Os vícios do consentimento provocam uma manifestação de vontade que corresponde com a</p><p>vontade íntima do agente.</p><p>C)</p><p>O negócio jurídico eivado de tais defeitos é inexistente, a teor do que dispõe o art. 171, II CC.</p><p>D)</p><p>O Código Civil prevê quatro espécies de vícios do consentimento: erro, dolo, coação e estado de</p><p>perigo.</p><p>E)</p><p>A lesão e fraude contra credores são vícios de atos jurídicos, mas não fazem parte dos defeitos dos</p><p>negócios jurídicos, tendo tratamento próprio em legislação extravagante.</p><p>O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)</p><p>17/10/2024, 10:27 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.</p><p>https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 15/15</p>