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humildade e vaidade 3

Texto sobre humildade e vaidade na Maçonaria: aborda a frase sic transit gloria mundi na iniciação, a exigência de humildade, os riscos da vaidade, o papel do Venerável Mestre e ilustra com o caso do Presidente do México.

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Francisco

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<p>HUMILDADE E VAIDADE</p><p>“SIC TRANSIT GLORIA MUNDI!”</p><p>(Como são passageiras as glórias do mundo !)</p><p>Esta frase dita pelo Venerável Mestre é o ponto alto de uma Iniciação Maçónica. Ela encerra uma das maiores verdades e que quase sempre é ignorada por todos nós. Julgamo-nos eternos e pouco fazemos para vencer as nossas paixões. Os cargos, o poder e a vaidade impedem-nos muitas vezes de aparar a pedra bruta que somos, e, esquecemos então um dos princípios mais importantes da Maçonaria que é a humildade.</p><p>Já, como neófito, é-lhe dito que ele acabou de morrer para a vida profana (Era Vulgar) e renasceu para a Verdadeira Luz. Isto quer dizer que tudo que o aviltava, quando profano, deverá ser desvestido, inclusive a VAIDADE. E, tudo que lhe faltava como virtudes, deverá ser incorporado, inclusive a HUMILDADE. Uma vez Iniciado, o postulante torna-se Maçon, e, como tal, estará sob vigilância da sua própria consciência e dos demais Maçons.</p><p>Comandado pelo Venerável Mestre a Loja dará guarida ao novo Irmão orientando e ensinando o caminho a ser trilhado, agora como Maçon, imbuído de humildade e destituído de ostentação.</p><p>A figura do Venerável Mestre, das Luzes ou de qualquer outra autoridade, numa Loja Maçónica, reflecte sempre a bondade e as suas acções que são comparadas as de um pai que aconselha o filho ou do irmão mais velho que o protege. É por esta razão que a jóia do Venerável Mestre (o esquadro) tem um significado tão profundo para todos nós, pois ela representa a rectidão das suas atitudes além da confiança que todos os irmãos nele depositam. No nosso meio não há lugar para jactância do mundo profano. Aquele Maçon que porventura não se</p><p>Ser humilde significa seguir esta postura e quando perguntado: “Que vindes fazer aqui?” , responder com convicção e com orgulho: “ Vencer as minhas paixões, submeter a minha vontade e fazer novos progressos na Maçonaria !”</p><p>Aquele Maçon que se deixa contaminar pelo sonho passageiro de poder, seja na vida profana ou até mesmo dentro da Ordem infelizmente não entendeu a beleza e a profundidade dos nossos ensinamentos.</p><p>Conta-se um caso de que no México, há muitos anos, um Maçon foi condenado injustamente à morte. O caso teve grande repercussão dentro e fora da Maçonaria. O Presidente do México era Maçon e um dia estando em Loja, ocupando o humilde cargo de Guarda do Templo ouviu quando os Maçons indignados discutiam a condenação do Irmão. Foi então que um dos presentes sugeriu que o Presidente do México poderia comutar a pena do referido Irmão.</p><p>Arguido pelo Venerável Mestre a resposta foi a seguinte:</p><p>– “Venerável Mestre este guarda do Templo que vos fala nada pode fazer, mas se o Venerável permitir a minha saída, quem sabe o Presidente do México possa fazê-lo!”</p><p>O Irmão condenado foi salvo. Esta pequena narrativa mostra, primeiro, aquilo que dizíamos anteriormente que a Maçonaria nivela a todos sem distinções de cargos e de títulos; e, em segundo lugar, a humildade do Presidente do México que sem dúvida entendeu muito bem a frase “sic transit gloria mundi”.</p><p>Ser humilde é desbastar esta pedra bruta que somos e com tolerância, bondade e amor tratar não só os seus irmãos, mas também aqueles com os quais convive na vida profana. Não somos perfeitos e assim sendo, dentro da Maçonaria, encontraremos exemplos de irmãos que pela sua postura e pelas suas atitudes são exemplos a serem seguidos, todavia outros existirão que mesmo tendo chegado aos graus mais elevados da Ordem parece que nada entenderam e continuam pedras brutas a serem lapidadas.</p><p>Devemos ter sempre em mente que a Maçonaria é perfeita nos seus ensinamentos e naquilo que tenta modificar dentro de cada um de nós, porém nem todos os Maçons entendem desta forma e alguns permitem que o falso brilho das coisas possa ofuscar estas verdades.</p><p>Pior que a falta de humildade é a vaidade.</p><p>O Maçon tem o dever de constantemente policiar os seus procedimentos para evitar que a vaidade possa fazê-lo esquecer dos ensinamentos recebidos, que somos todos iguais e que na Maçonaria não existem distinções de títulos e de cargos.</p><p>A vaidade, literalmente falando, é a qualidade do que é vão, vanglória, ostentação, presunção malformada de si. Nos dicionários, soberba, orgulho, arrogância são palavras muito próximas de vaidade. Homens tomados por esses sentimentos são os que olham para si como dignos de admiração pelos outros. Imaginam que estão acima das demais pessoas.</p><p>Infelizmente, muitos Maçons não conseguem desenvencilhar-se desse vício, pavoneando a sua condição de algum cargo recebido, por menor que seja, exigindo tapete vermelho e deixando ao largo a modéstia.</p><p>Ainda bem que estes tipos são poucos!</p>

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