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<p>6</p><p>Vale ressaltar que a modalidade solo do speedball não se adéqua a</p><p>nenhum dos critérios de participação, pois o participante assume</p><p>uma intervenção solitária, golpeando uma bola, presa por uma corda</p><p>elástica, a maior quantidade de vezes no tempo de um minuto, o</p><p>que a diferencia das modalidades simples e duplas do  speedball.</p><p>(ABURACHID; JIMÉNEZ, 2021).</p><p>NOTA</p><p>A maioria dos Esportes de Raquete, em suas ações motoras, exige a participação</p><p>de outros indivíduos, sejam companheiros ou adversários. Diante disso, deve-se</p><p>considerar para a ação motora de jogo essa interação, denominda por Aburachid</p><p>e Jiménez (2021), como situações sociomotoras. Ao considerar essas as situações</p><p>sociomotoras, um novo rol de critérios se abre para subclassificações, sendo:</p><p>Situações de cooperação ou comunicação motora: a cooperação</p><p>nesses esportes é visível dada a participação de pelo menos um</p><p>companheiro na tentativa de alçar o objetivo comum. Como único caso,</p><p>temos o frescobol, chamado de matkot em Israel, seu país de origem.</p><p>Situações de oposição ou contra comunicação motora:  a</p><p>interação se dá perante um adversário que se opõe ao objetivo ou</p><p>tarefa motora. Nos esportes de raquete essa oposição é instrumental,</p><p>pois se utiliza a raquete como um equipamento extracorporal e não</p><p>corporal (é o caso de vários esportes de luta). Nesse critério constam</p><p>as modalidades com jogos de simples ou individuais, por se tratar de</p><p>confrontos de 1 × 1.</p><p>Situações de cooperação-oposição: nestas situações configuram-</p><p>se as modalidades de duplas (2 × 2) presentes em vários esportes de</p><p>raquete. Os jogadores contam com a colaboração de seu companheiro</p><p>e sofrem pressão da oposição de dois adversários. Porém, ressalta-</p><p>se que existem vários esportes em que há modalidades de simples,</p><p>assim como de duplas. Contido nesse critério está o ball badminton,</p><p>criado na Índia, que é praticado, além de duplas, também entre duas</p><p>equipes compostas por cinco participantes, dispostas em cada campo</p><p>separado pela rede (5 × 5), lembrando a ideia de um badminton por</p><p>equipe (sua forma mais habitual de disputa) (ABURACHID; JIMINEZ,</p><p>2021, p. 60).</p><p>Por mais que os Esportes com Raquete, em sua maioria, apresentem variabilidade</p><p>na prática, devido à interação com companheiros e adversários, as modalidades nesta</p><p>classificação esportiva, quanto aos critérios de incerteza, são consideradas com</p><p>situações em meio estável. Isso porque os jogos são executados em um meio sem</p><p>incerteza, pois o campo de jogo (marcações) e a rede são fixos. Sendo assim, Aburachid</p><p>e Jiménez (2021) analisam os esportes de raquete quanto aos critérios companheiro-</p><p>adversário-incerteza, apostatando quatro categorias que enquadram os Esportes de</p><p>Raquete: (1) Esportes de situações psicomotoras, com ausência de companheiros/</p><p>adversários e estabilidade do meio físico, (2) Esportes de situações sociomotoras</p><p>7</p><p>de cooperação, com a presença de companheiro(s) e estabilidade do meio físico; (3)</p><p>Esportes de situações sociomotoras de oposição, com a presença de adversário(s) e</p><p>estabilidade do meio físico; (4) Esportes de situações sociomotoras de cooperação/</p><p>oposição, com a presença de companheiro(s) e adversário(s), e estabilidade do meio</p><p>físico (Figura 2).</p><p>FIGURA 2 – CLASSIFICAÇÃO DOS ESPORTES DE RAQUETE CONFORME A INTERAÇÃO ENTRE</p><p>COMPANHEIRO-ADVERSÁRIO-INCERTEZA</p><p>FONTE: Aburachid e Jiméne (2021, p. 63)</p><p>FONTE: Aburachid e Jiméne (2021, p. 63)</p><p>Importante frisar que as modalidades existentes em cada esporte</p><p>podem ser praticadas conforme o gênero, sendo masculino,</p><p>feminino ou misto. Também pode-se considerar os implementos</p><p>de equipamentos utilizados nas modalidades. Outro indicador</p><p>que permitiria uma classificação mais precisa é a identificação</p><p>do objetivo motor prioritário em cada esporte (ABURACHID;</p><p>JIMÉNEZ, 2021). Esses fatores serão apresentados de forma mais</p><p>precisa ao longo dos próximos Tópicos e Unidades.</p><p>ESTUDOS FUTUROS</p><p>8</p><p>3 ESPORTES DE RAQUETE E SUAS CONCEPÇÕES</p><p>ESPORTIVAS</p><p>O esporte é um fenômeno histórico-cultural considerado com elemento</p><p>integrador do tecido social, devido aos seus significados atribuídos frente as suas</p><p>manifestações sociais. O esporte pode ser considerado a atividade humana a qual as</p><p>pessoas mais se dedicam de maneira espontânea e descompromissada, sendo um</p><p>fenômeno remoto (KREBS et al., 2011). Com a ascensão dos meios de comunicação,</p><p>o fenômeno esportivo assumiu novos papeis, com funções atreladas desde o praticante</p><p>ao espectador, gerando maior consumo de esporte e elevando sua representação frente</p><p>à economia mundial (MARQUES, 2015).</p><p>Os grandes eventos esportivos passaram a ser acompanhados por bilhões de</p><p>pessoas por todo o mundo. Isso fez com que em grande parte desses espectadores se</p><p>desperte a necessidade e o direito de participação na prática esportiva. Sendo assim,</p><p>no Brasil, em 1985, Manuel Tubino buscou ampliar a perspectiva do esporte. Desde</p><p>então foi incorporada na realidade esportiva as concepções e manifestações: Esporte</p><p>Performance, Esporte Participação e Esporte Educação (TUBINO, 2010). Com base</p><p>nas concepções propostas por Tubino, em 1998, ao ser instaurada a Lei nº 9.615/98 na</p><p>Constituição Brasileira, em seu Capítulo III artº 3º, inclui também como manifestação</p><p>esportiva o Esporte Formação. Entretanto, como aplicar essas concepções esportivas</p><p>no Esportes de Raquete? É sobre isso que vamos discorrer nos tópicos a seguir.</p><p>Você pode acessar a Lei nº 9.615/98 na Constituição Brasileira no link:</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9615consol.htm.</p><p>DICA</p><p>3.1 ESPORTE EDUCACIONAL</p><p>Segundo Manuel Tubino (2001), o esporte educacional representa a dimensão</p><p>socioeducacional do esporte. Para o autor, essa concepção é entendida no processo</p><p>educacional, de formação pessoal, devendo considerar a utilização do esporte para o</p><p>exercício pleno da cidadania no futuro do indivíduo das pessoas. Por isso, o Esporte</p><p>Educacional é “praticado nos sistemas de ensino e em formas assistemáticas de</p><p>educação, evitando-se a seletividade, a hiper competitividade de seus praticantes, com</p><p>a finalidade de alcançar o desenvolvimento integral do indivíduo e a sua formação para</p><p>o exercício da cidadania e a prática do lazer” (BRASIL, 1998).</p><p>9</p><p>O esporte educacional tem seu principal eixo no âmbito escolar.</p><p>Diante disso, não vamos nos aprofundar sobre essa concepção</p><p>neste caderno didática. Todavia, independente a área de formação,</p><p>e de suma importância reconhecer como o esporte educacional</p><p>é fundamental para o desenvolvimento tanto das modalidades</p><p>esportivas quanto da sociedade em geral.</p><p>IMPORTANTE</p><p>3.2 ESPORTE PARTICIPAÇÃO</p><p>Segundo a Lei nº 9.615/98 da Constituição brasileira, o esporte participação</p><p>compreende nas “modalidades desportivas praticadas com a finalidade de contribuir</p><p>para a integração dos praticantes na plenitude da vida social, na promoção da saúde</p><p>e educação e na preservação do meio ambiente”. Essa perspectiva esportiva reforça a</p><p>ideia de que estimular o movimento do corpo, pensar em seus significados, entender e</p><p>aceitar as relações entre o indivíduo e as instituições, são diretrizes da prática esportiva</p><p>(STUCCH, 2021).</p><p>O esporte participação engloba atividades com características formais ou</p><p>informais. A participação é deliberada a população em geral, sem o compromisso da</p><p>competição e tende a estar diretamente relacionado ao uso do tempo livre e ao conceito</p><p>de bem-estar físico e psicológico. Nesse sentido, muitos profissionais defendem o</p><p>esporte participação como um importante componente para a saúde pública. Portanto,</p><p>se tem como objetivo a diversão, o relaxamento, a desconcentração, a interação social</p><p>e mais recentemente a interação com a natureza, despertando a consciência ecológica</p><p>na população (BUENO, 2008).</p><p>O esporte participação tem como seus princípio a prática deliberada. Nessa</p><p>perspectiva, os fatores que levam a tal prática permeiam por fatores históricos, sociais,</p><p>econômicos, ambientais e culturais relacionados ao esporte. Por exemplo, o Beach</p><p>Tennis é uma modalidade</p><p>que iniciou no Brasil nas Praias do Rio de Janeiro, e teve</p><p>uma expansão rápida por todo o litoral brasileiro, uma vez que a modalidade depende</p><p>de um solo arenoso para sua prática. Não há local melhor que a praia, para ambientar</p><p>a pratica da modalidade. Com o aumento do interesse de prática na região litorânea, a</p><p>modalidade acabou sendo expandida para outras regiões e sendo criados clubes para a</p><p>prática de Beach Tennis.</p><p>Outro exemplo da prática esportiva ter referência social foi a vitória de Gustavo</p><p>Kuerten, no Master Cup, em 2000, que levou ao topo do ranking mundial do tênis. A</p><p>visibilidade do atleta na modalidade fez com que as quadras de tênis pelo Brasil se</p><p>10</p><p>multiplicassem, assim como o interesse pela modalidade. Em uma entrevista, realizada</p><p>em 2020, Guga afirmou que seus feitos no esporte foi um divisor de águas para a</p><p>modalidade, uma vez que pessoa começaram a jogar tênis em todas as partes do país</p><p>e de todas as classes sociais.</p><p>Para saber mais da entrevista mencionada, você pode encontrá-la no link:</p><p>https://ge.globo.com/tenis/noticia/guga-exalta-importancia-de-numero-1</p><p>-para-o-tenis-brasileiro-foi-um-divisor-de-aguas.ghtml.</p><p>INTERESSANTE</p><p>3.3 ESPORTE RENDIMENTO</p><p>O Esporte Rendimento é “praticado segundo normas gerais e regras de prática</p><p>desportiva, nacionais e internacionais, com a finalidade de obter resultados e integrar</p><p>pessoas e comunidades do País e estas com as de outras nações” (BRASIL, 1998). O</p><p>propósito fundamental do esporte de rendimento é a busca pela superação, recorde</p><p>e vitória, o que exige muita dedicação. Nessa classificação esportiva, se exige muita</p><p>dedicação do atleta, isso implica na busca pelo profissionalismo, contando geralmente</p><p>com atletas com remuneração.</p><p>O interesse pela competitividade do alto rendimento é entendido como</p><p>maior fator responsável pela expansão do fenômeno esportivo e de sua crescente</p><p>popularização em todo o mundo. Desta forma, essa classificação esportiva tem o</p><p>sustendo baseado no espetáculo comercial produzido pelos atletas. Isso faz com que</p><p>seja seletivo e excludente, tanto em termo de prática como e seu consumo. Sendo</p><p>assim, o movimento olímpico é o mais completo paradigma desta categoria esportiva,</p><p>fazendo com que tenha importância política na esfera das relações internacionais</p><p>(BUENO, 2008).</p><p>O esporte de alto rendimento é produzido, gerenciado, organizado e desenvolvido</p><p>por estruturas internacionais e nacionais, hierarquizadas em comitês, confederações,</p><p>federações e ligas que juntas constituem o sistema esportivo dos países, regiões,</p><p>estados e mesmo municípios. Nessa perspectiva, são estruturadas as Federações,</p><p>Confederações ou Associações Esportiva, que representam as organizações não</p><p>governamentais, recebidas pela entidade maior do esporte, muitos casos o Comitê</p><p>Olímpico Internacional. Essas entidades têm como responsabilidade administrar e</p><p>monitorar os esportes que representam.</p>

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