DIREITO CIVIL ESQUEMATIZADO - Pedro Lenza

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e III.
 c) II e III.
 d) II e IV.

Resposta: “d”.

11. (TRT/2ª Reg./Juiz do Trabalho/2005) À luz do ordenamento vigente, pode-se afirmar que:
 I. A lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito 

adquirido e a coisa julgada.
 II. Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que 

se efetuou.
 III. Consideram-se adquiridos assim o direito que o seu titular ou alguém por ele, possa 

exercer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou condição pre-
estabelecida inalterável, a árbitrio de outrem.

 IV. Chama-se coisa julgada ou caso julgado a decisão judicial de que já não caiba mais 
recurso.

 V. A lei nova, que estabeleça disposições gerais a par das já existentes, revoga a lei anterior, 
salvo disposição em contrário.

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95   Parte Geral

 Assinale a alternativa CORRETA:
 a) As alternativas I, II, III e IV estão corretas e a alternativa V está incorreta.
 b) Apenas a alternativa III é incorreta.
 c) As alternativas III e V estão incorretas e as alternativas I, II e IV estão corretas.
 d) Todas as alternativas estão corretas.
 e) Todas as alternativas estão incorretas.

Resposta: “a”.

12. (Procurador/Faz. Nac./2007/ESAF) Assinale a opção correta:
 a) Os meios probatórios regular-se-ão pela lex fori por pertencerem à ordem processual e o 

modo de produção dessas provas reger-se-á pela norma vigente no Estado onde ocorreu 
o fato;

 b) A nossa Lei de Introdução ao Código Civil não contém qualquer proibição expressa e 
categórica do retorno; assim, o juiz poderá ater-se às normas de direito internacional 
privado do país em que ocorreu o fato interjurisdicional sub judice;

 c) A interpretação teleológica é também axiológica e conduz o intérprete-aplicador à con-
figuração do sentido normativo em dado caso concreto, já que tem como critério o fim 
prático da norma de satisfazer as exigências sociais e a realização dos ideais de justiça 
vigentes na sociedade atual;

 d) Às coisas in transitu aplicar-se-á a lex rei sitae;
 e) A locus regit actum é uma norma de direito internacional privado para indicar a lei apli-

cável à forma intrínseca do ato.

Resposta: “c”.

13. (Procurador/Faz. Nac./2007/ESAF) As obrigações convencionais e as decorrentes de atos 
unilaterais, se interjurisdicionais, desde que efetuadas entre presentes, reger-se-ão:
 a) Quanto à forma intríseca pela ius loci actus e quanto à capacidade das partes pela lei da 

nacionalidade;
 b) Quanto à forma intrínseca e extrínseca pela locus regit actum e quanto à capacidade das 

partes pela lex fori;
 c) Pela lex fori;
 d) Quanto à forma ad probationem tantum e ad solemnitatem pela lei do local de sua consti-

tuição e quanto à capacidade pela lei domiciliar das partes;
 e) Quanto à forma extrínseca pela lex fori e quanto à capacidade das partes pela locus regit 

actum. 

Resposta: “d”.

14. (PGE/SP/2009/Fundação Carlos Chagas) No que diz respeito à vigência da norma jurídica,
 a) a ab-rogação é a supressão parcial da norma anterior, enquanto a derrogação vem a ser 

a supressão total da norma anterior.
 b) os efeitos da lei revogada poderão ser restaurados se houver previsão expressa na lei 

revogadora.
 c) a revogação de uma lei opera efeito repristinatório automático em caso de lacuna 

normativa.
 d) a lei não pode ter vigência temporária.
 e) a lei começa a vigorar em todo país, salvo disposição contrária, 40 (quarenta) dias depois 

de oficialmente publicada, denominando-se período de vacatio legis.

Resposta: “b”.

15. (TJSP/Juiz de Direito/2009/182º Concurso/VUNESP) O denominado efeito represtinatório 
da lei
 a) Segundo entendimento majoritário, foi adotado como regra geral no direito brasileiro 

e implica restauração da lei revogada, se extinta a causa determinante da revogação.

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 b) Segundo entendimento majoritário, não foi adotado como regra geral no direito brasilei-
ro e implica restauração da lei revogada, se extinta a causa determinante da revogação.

 c) Foi adotado como regra geral no direito brasileiro, não comporta exceção e implica 
restauração da lei revogada, se extinta a causa determinante da revogação.

 d) Foi adotado no direito brasileiro como regra geral e implica incidência imediata da lei 
revogadora.

Resposta: “b”.

16. (Procurador/BACEN/2009/12º Concurso/CESPE/UnB) Considerando o âmbito do direito ci-
vil, assinale a opção correta quanto a vigência, aplicação, integração e interpretação da lei.
 a) Entende-se por retroatividade mínima a aplicação de uma norma revogada à relação 

jurídica consolidada durante a sua vigência.
 b) A lei nova não pode reger efeitos futuros gerados por contratos a ela anteriormente 

celebrados.
 c) Analogia juris consiste em processo de aplicação de disposição relativa a caso idêntico a 

uma hipótese não prevista em lei.
 d) Admite-se a aplicação da lei nova aos fatos pretéritos quando esta for mais benéfica que 

a anterior.
 e) Caso falte texto em algum dispositivo de lei publicada e em vigor, poderá o juiz corrigir 

a falta por processo interpretativo.

Resposta: “b”.

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4
DAS PESSOAS NATURAIS

 4.1. DA PERSONALIDADE E DA CAPACIDADE

 4.1.1. Introdução

O Código Civil de 2002 cuida, no Livro I da Parte Geral concernente às pessoas, 
em três títulos:

Das pessoas 
naturais

Da personalidade 
e da capacidade

Dos direitos da 
personalidade

Da ausência
Das pessoas 

jurídicas

Do domicílio

Títulos

 4.1.2. Personalidade jurídica

O conceito de personalidade está umbilicalmente ligado ao de pessoa. Todo 
aquele que nasce com vida torna-se uma pessoa, ou seja, adquire personalidade. Esta 
é, portanto, qualidade ou atributo do ser humano. Pode ser definida como aptidão 
genérica para adquirir direitos e contrair obrigações ou deveres na ordem civil. 
É pressuposto para a inserção e atuação da pessoa na ordem jurídica. A personalida-
de é, portanto, o conceito básico da ordem jurídica, que a estende a todos os homens, 
consagrando-a na legislação civil e nos direitos constitucionais de vida, liberdade e 
igualdade1. Clóvis Beviláqua a define como “a aptidão, reconhecida pela ordem 
ju  rídica a alguém, para exercer direitos e contrair obrigações”2.

1 Haroldo Valladão, Capacidade de direito, in Enciclopédia Saraiva do Direito, v. 13, p. 34.
2 Clóvis Beviláqua, Código Civil dos Estados Unidos do Brasil comentado, v. 1, obs. 1 ao art. 2º do 

CC/1916.

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Nem sempre, porém, foi assim. No direito romano, o escravo era tratado como 
coisa3. O reconhecimento, hoje, dessa qualidade a todo ser humano representa, pois, 
uma conquista da civilização jurídica. O Código Civil de 2002 reconhece os atributos 
da personalidade com esse sentido de universalidade ao proclamar, no art. 1º, que 
“toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil”.

 4.1.3. Capacidade jurídica 

O art. 1º do novo Código entrosa o conceito de capacidade com o de personalida-
 de, ao declarar que toda “pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil”. 
Afirmar que o homem tem personalidade é o mesmo que dizer que ele tem capaci-
dade para ser titular de direitos4. Todavia, embora se interpenetrem, tais atributos 
não se confundem, uma vez que a capacidade pode sofrer limitação. “Enquanto a 
personalidade é um valor, a capacidade é a projeção desse valor que se traduz em 
um quantum. Pode-se ser mais ou menos capaz, mas não se pode ser mais ou me-
nos pessoa.”5

 4.1.3.1. Capacidade de direito

Costuma-se dizer que a capacidade é a medida da personalidade, pois, para al-
guns, ela é plena e, para outros, limitada6. A que todos têm, e adquirem ao nascer 
com vida, é a capacidade de direito ou de