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Planejamento e controle da qualidade Prevenção e recuperação de falhas 1 CONCEITOS A QUALIDADE não tem uma definição clara e única, uma vez que pode ser vista sob 5 abordagens, conforme o autor David Garvin (1984): • A abordagem transcendental; • A abordagem baseada em manufatura; • A abordagem baseada no usuário; • A abordagem baseada no produto; • A abordagem baseada no valor. 2 A ABORDAGEM TRANSCENDENTAL Nesta abordagem, a qualidade é definida como absoluta, ou seja, o melhor possível em termos da especificação do produto ou serviço; 3 A ABORDAGEM BASEADA EM MANUFATURA Nesta abordagem, a qualidade é definida como produtos ou serviços que sejam livres de erro; 4 A ABORDAGEM BASEADA NO USUÁRIO Nesta abordagem, a qualidade existe quando o produto ou serviço está adequado ao seu propósito; 5 A ABORDAGEM BASEADA NO PRODUTO Nesta abordagem, a qualidade existe quando existe um conjunto mensurável e preciso de características que são requeridas para satisfazer o consumidor; 6 A ABORDAGEM BASEADA NO VALOR Nesta abordagem, a qualidade significa que a manufatura oferece um valor adequado ao produto ou serviço. 7 VISÕES A qualidade, pode ser tratada em duas visões, na manufatura: • A visão da operação – onde a qualidade é a consistente conformidade com as expectativas dos consumidores; • A visão do cliente – referindo-se a percepção do cliente quanto ao que ele define como qualidade, ou seja, a sua percepção de qualidade. 8 CONCEITOS A partir destas duas visões, é possível traçar um conceito para qualidade que seja unificada: “Qualidade é o grau de adequação entre as expectativas do consumidor e a sua percepção do produto ou serviço” 9 LACUNAS Tanto as expectativas quanto as percepções, podem ser afetadas por inúmeros fatores, sendo que alguns deles podem ser controlados, e outros, gerenciados. Assim, entre as expectativas e as percepções existirão sempre lacunas a serem preenchidas com soluções a fim de que a qualidade seja gerenciada. 10 LACUNAS Lacuna 1 – A lacuna entre as especificações do consumidor e as especificações da operação; 11 LACUNAS Lacuna 2 – A lacuna conceito-especificação; 12 LACUNAS Lacuna 3 – A lacuna especificação de qualidade- qualidade real; 13 LACUNAS Lacuna 4 – A lacuna entre a qualidade real x imagem anunciada; 14 LACUNAS 15 A existência de qualquer uma destas lacunas cause um descasamento entre as expectativas e as percepções, gerando uma qualidade percebida pobre! Por isso, os gestores devem tomar algumas medidas para tentar minimizar estes descasamentos: LACUNAS 16 Lacuna 1 – Garantir que haja consistência entre a especificação interna de qualidade do produto ou serviço e a expectativa dos consumidores; Lacuna 2 - Garantir que a especificação interna de qualidade do produto ou serviço atenda a seu conceito pretendido ou projeto; Lacuna 3 – Garantir que o produto ou serviço real esteja conforme com seu nível de qualidade especificado internamente; Lacuna 4 – Garantir que as promessas feitas aos consumidores em relação ao produto ou serviço possam, na realidade, ser proporcionadas pela operação. PLANEJAMENTO E CONTROLE DA QUALIDADE Segundo Slack, Chambers e Johnston, para que seja possível planejar e controlar a qualidade, são necessários 6 passos: 1. Definir as características de qualidade do produto ou serviço; 2. Definir como medir cada característica de qualidade; 3. Estabelecer padrões de qualidade para cada característica de qualidade; 4. Controlar qualidade em relação a estes padrões; 5. Encontrar e corrigir causas de má qualidade; 6. Continuar a fazer melhoramentos. 17 Prevenção e recuperação de Falhas. 18 FALHAS NAS OPERAÇÕES Sempre existe a possibilidade de acontecerem falhas nos processos, e isso leva a uma busca pela redução das probabilidades de que uma falha aconteça. Para tanto, primeiramente faz-se necessária a discriminação das falhas para posteriormente dar atenção aquela definida como crítica, ou seja, que pode ser catastróficas! 19 POR QUE AS COISAS FALHAM? As principais causas de falhas nos sistemas produtivos são ocasionadas por: • Falhas de projeto; • Falhas de instalações; • Falhas de pessoal (erros, ou enganos de julgamentos e, violações, ou atos contrários ao procedimento operacional definido); • Falhas de fornecedores; • Falhas de clientes; • Falhas relacionadas à rupturas no ambiente. 20 CUIDADO COM O CULPADO 21 Na maioria dos casos, as falhas são processos provenientes de alguma atividade humana, apesar de sua classificação recém vista. No entanto, as pessoas tem a infeliz ideia de que achando o culpado, as falhas não irão mais acontecer... MEDINDO AS FALHAS Para que seja possível medir uma falha, podem ser utilizadas três formas: • Taxa de falhas – com que frequência uma falha ocorre; • Confiabilidade – a probabilidade de uma falha ocorrer; • Disponibilidade – o período de tempo útil disponível para a operação. 22 TAXA DE FALHAS 23 A taxa de falhas (TF) é calculada de duas maneiras, sendo em porcentagem ou em tempo: 𝑇𝑇𝑇𝑇 = 𝑁𝑁𝑁𝑁𝑁𝑁𝑁𝑁𝑁𝑁𝑁 𝑑𝑑𝑁𝑁 𝑓𝑓𝑓𝑓𝑓𝑓𝑓𝑓𝑓𝑓𝑓 𝑁𝑁𝑁𝑁𝑁𝑁𝑁𝑁𝑁𝑁𝑁 𝑡𝑡𝑁𝑁𝑡𝑡𝑓𝑓𝑓𝑓 𝑑𝑑𝑁𝑁 𝑝𝑝𝑁𝑁𝑁𝑁𝑑𝑑𝑝𝑝𝑡𝑡𝑁𝑁𝑓𝑓 𝑡𝑡𝑁𝑁𝑓𝑓𝑡𝑡𝑓𝑓𝑑𝑑𝑁𝑁𝑓𝑓 × 100 𝑇𝑇𝑇𝑇 = 𝑁𝑁𝑁𝑁𝑁𝑁𝑁𝑁𝑁𝑁𝑁 𝑑𝑑𝑁𝑁 𝑓𝑓𝑓𝑓𝑓𝑓𝑓𝑓𝑓𝑓𝑓 𝑇𝑇𝑁𝑁𝑁𝑁𝑝𝑝𝑁𝑁 𝑑𝑑𝑁𝑁 𝑁𝑁𝑝𝑝𝑁𝑁𝑁𝑁𝑓𝑓𝑜𝑜𝑁𝑁 FALHA NO TEMPO Para a maioria das partes da operação, as falhas se dão em função do tempo, onde através de um gráfico denominado “curva da banheira”, podem ser visualizadas as probabilidades de falha em função de algumas etapas: • Mortalidade infantil; • Vida normal; • Desgaste. 24 FALHA NO TEMPO 25 TEMPO MÉDIO ENTRE FALHAS Para se calcular o tempo médio entre as falhas, utiliza-se: 𝑇𝑇𝑀𝑀𝑀𝑀𝑇𝑇 = 𝐻𝐻𝑁𝑁𝑁𝑁𝑓𝑓𝑓𝑓 𝑑𝑑𝑁𝑁 𝑁𝑁𝑝𝑝𝑁𝑁𝑁𝑁𝑓𝑓𝑜𝑜𝑁𝑁 𝑁𝑁𝑁𝑁𝑁𝑁𝑁𝑁𝑁𝑁𝑁 𝑑𝑑𝑁𝑁 𝑓𝑓𝑓𝑓𝑓𝑓𝑓𝑓𝑓𝑓𝑓 26 DISPONIBILIDADE Uma operação não estará disponível se ela acabou de falhar ou está sendo consertada após uma falha. Para se calcular disponibilidade, utiliza-se: 𝐷𝐷𝐷𝐷𝑓𝑓𝑝𝑝𝑁𝑁𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝑓𝑓𝐷𝐷𝑑𝑑𝑓𝑓𝑑𝑑𝑁𝑁 = 𝑇𝑇𝑀𝑀𝑀𝑀𝑇𝑇 𝑇𝑇𝑀𝑀𝑀𝑀𝑇𝑇 + 𝑇𝑇𝑀𝑀𝐷𝐷𝑇𝑇 Onde TMDR é o tempo médio de reparo. 27 PREVENÇÃO E RECUPERAÇÃO DE FALHAS Em uma gestão de produção, os gerentes tem 3 conjuntos de atividades a serem desempenhadas, relacionadas as falhas: • Detecção e análise da falha – o que está saindo errado e por quê; • Melhorar a confiabilidade do sistema – fazer as coisas pararem de dar errado; • Recuperação – lidar com a situação quando algo dá errado. 28 DETECÇÃO E ANÁLISE Alguns mecanismos podem ser utilizados para detectar uma falha: • Verificações no processo; • Diagnósticos de máquinas; • Entrevistas na saída; • Pesquisas telefônicas; • Grupos de foco; • Fichas de reclamações. 29 ANÁLISE DE FALHAS Para entender por que uma falha ocorreu, pode-se: • Investigar o acidente; • Rastrear a falha; • Analisar as queixas. 30 FMEA (Failure Mode and Effect Analysis) (Análise dos Modos de Falha e Efeito) 31 A Análise dos Modos de Falha e Efeitos (FMEA) é uma técnica muito utilizada por organizações que tem o objetivo de identificar problemas, executar projetos, processos ou serviços novos, além de servir como um registro dos projetos, processos ou serviços. FMEA 32 A construção do FMEA se dá a partir de quatro fases: planejamento, análise de falha em potencial, avaliação dos riscos e melhoria, devendo atender a cinco elementos básicos: FMEA 33https://www.youtube.com/watch?v=NAPAnmVkI84 https://www.youtube.com/watch?v=NAPAnmVkI84 FMEA 34 Após preencher o cabeçalho, deve-se incluir na primeira coluna, chamada de ‘função’, o que este projeto, processo ou serviço deve fazer para satisfazer o cliente; Na segunda coluna demanda a relação de ‘modos de falha’, ou como este projeto, processo ou serviço deixa de desempenhar todas as funções que se esperam dele; Na terceira coluna, insere-se a descrição do ‘efeito’ do modo defalha, ou seja, qual o impacto de cada modo de falha no cliente; FMEA 35 Na quarta, sexta e oitava coluna, devem ser colocados os graus de acordo com as análises da equipe, em relação às escalas de severidade, ocorrência e detecção, as quais serão detalhadas mais adiante. Estes graus devem ser multiplicados para se obter o valor do RPN, localizado na nona coluna; FMEA 36 Na quinta coluna, as causas que possibilitaram a ocorrência dos modos de falha devem ser descritas, enquanto que na sétima coluna, as formas de controle são descritas, como elas existem no momento para identificar e eliminar os modos de falha; As ações recomendadas para prevenir os problemas potenciais são descritas na décima coluna, enquanto que na décima primeira coluna, coloca-se o status das ações recomendadas. FMEA 37 FMEA 15/10/2024 38 FMEA 15/10/2024 39 FMEA 40 Após lançar as informações na planilha FMEA, e efetuar a multiplicação das escalas de severidade, ocorrência e detecção, coloca-se o valor na coluna RPN, “risk priority number” (numero de prioridade de Risco) posicionando os valores mais altos como os modos de falha prioritários para serem tratados. EXEMPLO FMEA 41 PREVENINDO A FALHA 42 Alguns dispositivos, conceituados como poka-yoke, (a prova de falhas) surgido nos métodos japoneses de melhoria de produção. • Sensores de posicionamento; • Gabaritos em máquinas; • Contadores digitais; • Listas de verificação; • Feixes de luz; • Etc. MANUTENÇÃO 43 A manutenção pode ser classificada em: • Corretiva; consiste em substituir peças ou componentes que se desgastaram ou falharam e que levaram a máquina ou o equipamento a uma parada, por falha ou pane em um ou mais componentes. • Preventiva; é responsável pela checagem periódica dos componentes das máquinas. • Preditiva. é usada para acompanhar parâmetros capazes de indicar a necessidade de ajustes e até a troca das peças. RECUPERANDO UMA FALHA 44 A recuperação de falhas deve abordar as seguintes etapas: • Descobrir o que aconteceu e suas consequências; • Agir, informando, contendo e acompanhando; • Aprender, descobrindo as causas e eliminando-as do projeto; • Planejar, a partir da análise das falhas, a recuperação. ATIVIDADE: 1 45 Escolha um tipo de equipamento, e descreva dois exemplos de cada tipo de manutenção que podem ou devem ser realizados no mesmo, e seus respectivos motivos. ATIVIDADE: 2 46 A partir dos dados anteriores, construa uma planilha FMEA, inserindo 4 dos problemas citados anteriormente, preenchendo as lacunas, até descobrir qual a falha que deve ser tratada antes. Número do slide 1 CONCEITOS A ABORDAGEM TRANSCENDENTAL A ABORDAGEM BASEADA EM MANUFATURA A ABORDAGEM BASEADA NO USUÁRIO A ABORDAGEM BASEADA NO PRODUTO A ABORDAGEM BASEADA NO VALOR VISÕES CONCEITOS LACUNAS LACUNAS LACUNAS LACUNAS LACUNAS LACUNAS LACUNAS PLANEJAMENTO E CONTROLE DA QUALIDADE Número do slide 18 FALHAS NAS OPERAÇÕES POR QUE AS COISAS FALHAM? CUIDADO COM O CULPADO MEDINDO AS FALHAS TAXA DE FALHAS FALHA NO TEMPO FALHA NO TEMPO TEMPO MÉDIO ENTRE FALHAS DISPONIBILIDADE PREVENÇÃO E RECUPERAÇÃO DE FALHAS DETECÇÃO E ANÁLISE ANÁLISE DE FALHAS FMEA�(Failure Mode and Effect Analysis)�(Análise dos Modos de Falha e Efeito) FMEA FMEA FMEA FMEA FMEA FMEA FMEA FMEA FMEA EXEMPLO FMEA PREVENINDO A FALHA MANUTENÇÃO RECUPERANDO UMA FALHA ATIVIDADE: 1 ATIVIDADE: 2