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18/08/2021 1 FUNDAÇÃO EDUCACIONAL ROSEMAR PIMENTEL CENTRO UNIVERSITÁRIO GERALDO DI BIASE MECÂNICA DOS SOLOS CURSO: Engenharia Civil DOCENTE: Marcos Antonio da Silva TENSÕES NOS SOLOS Capilaridade 2 1 2 18/08/2021 2 Capilaridade Franja de capilaridade: é a região mais próxima ao nível d’água do lençol freático, onde a umidade é maior devido à presença da zona saturada logo abaixo. 3 Ascensão da água acima do nível freático do terreno, através dos espaços intersticiais do solo, em um movimento contrário à gravidade. A altura capilar que a água alcança em um solo se determina, considerando sua massa como um conjunto de tubos capilares, formados pelo seus vazios, sendo que estes tubos são irregulares e informes. Conjunto de tubos capilares (Caputo, 2000) 4 Capilaridade 3 4 18/08/2021 3 5 Capilaridade Segundo Milton Vargas, em solos arenosos é comum a ascensão capilar atingir alturas da ordem de 30 cm a 50 cm. Porém, em terrenos argilosos, a capilaridade pode alcançar até 80 m de elevação. Segundo Souza Pinto (2003), a altura de ascensão capilar máxima é de poucos centímetros para pedregulhos, 1 a 2 m para areias, 3 a 4 metros para os siltes e dezenas de metros para as argilas. 6 Capilaridade 5 6 18/08/2021 4 No exemplo ao lado vemos que o solo superficial é uma areia fina, cuja a ascensão capilar foi igual a um metro. A água tende a subir por capilaridade e toda faixa superior ao N.A. poderá estar saturada, com água em estado capilar. A relação geral entre a tensão total, tensão efetiva e poropressão é dada por: 𝜎′ = 𝜎 − 𝑢 A poropressão em um ponto de solo saturado pela ascensão capilar é igual a: 𝑢 = −𝛾𝑤. ℎ Onde: h = altura do ponto considerado, medida a partir do lençol freático. Tensões no subsolo, considerando as tensões capilares (PINTO, 2000) 7 Capilaridade -4 -3 -2 -1 0 𝜎′ 19 10 NA 37 𝜎𝑉0 = 19 × 0 = 0 𝑢0 = −𝛾𝑤. 𝑧𝑤 = −10 × 1 = −10𝑘𝑁/𝑚2 𝜎′𝑉0 = 0 − (−10) = 10𝐾𝑁/𝑚2 𝜎𝑉1 = 19 × 1 = 19𝐾𝑁/𝑚2 𝑢1 = 𝛾𝑤. 𝑧𝑤 = 10 × 0 = 0 𝜎′𝑉1 = 19 − (0) = 19𝐾𝑁/𝑚2 𝜎𝑉3 = 19 × 3 = 57𝐾𝑁/𝑚2 𝑢3 = 10 × 2 = 20𝐾𝑁/𝑚2 𝜎′𝑉3 = 57 − 20 = 37𝐾𝑁/𝑚2 Neste caso, ocorre aumento da tensão efetiva na camada acima do Nível D’água. 8 Capilaridade TENSÕES NO NÍVEL DO TERRENO (Z=0) TENSÕES NO NÍVEL D’ÁGUA (Z=1m) TENSÕES NA DIVISA ENTRE AREIA E SILTE (Z=3m) 7 8 18/08/2021 5 Como podemos ver a pressão neutra varia linearmente, desde zero na cota do nível d’água até o valor negativo na superfície, correspondente à diferença de cota. Portanto a camada superior, de 1 m, não está seca, a tensão efetiva passa a ser de 10kN/m2 e não nula. Como a resistência das areias é diretamente proporcional à tensão efetiva, a capilaridade confere a este terreno uma sensível resistência na superfície. 9 Capilaridade -4 -3 -2 -1 0 𝜎′ 19 10 NA 37 ▰ Considere o perfil geotécnico abaixo. A. 13 − 69 − 181. B. 53 − 69 − 101. C. 13 − 29 − 101. D. 53 − 0 − 181. E. -33 − 69 − 141. Sabendo-se que a argila siltosa encontra-se saturada por capilaridade acima do nível da água (NA), os valores das tensões efetivas nos pontos A, B e C são, respectivamente, em kPa, 10 Exercício sobre Capilaridade 9 10 18/08/2021 6 11 Exercício sobre Capilaridade gsat= 18 kN/m³ gsat= 19 kN/m³ gd= 10 kN/m³Peso Específico Seco do Silte Arenoso = Umidade do Silte Arenoso = w = 60% Cálculo do Peso Específico Natural do Silte Arenoso 𝛾𝑛𝑎𝑡 = 𝛾𝑑 × 1 + 𝑤 = 10 × 1 + 0,6 = 16 𝑘𝑁/𝑚³ gnat= 16 kN/m³ CÁLCULO DAS TENSÕES - Ponto A 𝜎𝑣𝑎 =𝛾 × ℎ = 1,5 × 16 + 0,5 × 18 = 24 + 9 = 33𝑘𝑁/𝑚² 𝑢 = −𝛾𝑤 × ℎ𝑐 = −10 × 2 = −20 𝑘𝑁/𝑚² 𝜎′𝑣𝑎 = 𝜎𝑣𝑎 − u = 33 − −20 = 53 kN/m² - Ponto B 𝜎𝑣𝑏 =𝛾 × ℎ = 1,5 × 16 + 2,5 × 18 = 24 + 45 = 69𝑘𝑁/𝑚² 𝑢 = −𝛾𝑤 × ℎ𝑐 = 10 × 0 = 0 𝑘𝑁/𝑚² 𝜎′𝑣𝑏 = 𝜎𝑣𝑏 − u = 69 − 0 = 69 kN/m² A. 13 − 69 − 181. B. 53 − 69 − 101 Resposta C. 13 − 29 − 101. D. 53 − 0 − 181. E. -33 − 69 − 141. 12 ENCONTRO PELO APLICATIVO MICROSOFT TEAMS 11 12 18/08/2021 7 E fique por dentro de tudo o que acontece no UGB/FERP @ugbferp 13 13