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ANEX OS NÃO PREENCHER NÃO PREENCHER NÃO PREENCHER NÃO PREENCHER NÃO PREENCHER NÃO PREENCHER NÃO PREENCHER NÃO PREENCHER CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIFAVENI ANDRÉIA DE SOUZA BRITO RELATÓRIO FINAL DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO CAMPINAS 2024 CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIFAVENI ANDRÉIA DE SOUZA BRITO RELATÓRIO FINAL DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO Relatório final do Estágio Supervisionado apresentado ao curso de 2ª Graduação em Educação Especial. Campinas 2024 1.INTRODUÇÃO Neste trabalho é apresentado o Relatório de Estágio realizado na Educação Infantil, no Ensino Fundamental I e na Educação Especial (participação e regência). O estágio é o período de exercício pré-profissional, em que ainda como alunos temos a oportunidade de estar em contato direto com o ambiente de trabalho, vivenciar atividades profissionais. Por meio do estágio supervisionado são oferecidas condições para o aluno planejar e executar atividades, aprofundar os conhecimentos teórico-práticos de campo específico de trabalho e praticar a vivência efetiva de situações reais de vida e trabalho num campo profissional. As experiências vividas do estágio demonstram a importância desta etapa para a formação do aluno visto que alia experiência e prática, além de possibilitar a interação com outras instituições e mostrar na prática as competências e habilidades necessárias aos professores em relação à demanda presente na região. A importância do estágio está ligada às novas exigências e desafios que surgem na sociedade, fazendo com que os profissionais desenvolvam, além das capacidades técnicas, atitudes de liderança, criatividade, ética e adaptabilidade perante rápidas mudanças, sejam elas informacionais, sociais ou de cenários. O Estágio Supervisionado é uma disciplina de extrema importância, sendo indispensável para a formação docente. É a vivência da prática, podendo ser considerado um mediador entre teoria e prática, uma vez que os próprios formandos praticam a regência e refletem sobre o ensino, construindo e reconstruindo saberes. Ao vivenciar a rotina escolar, como foi o caso neste trabalho, o futuro profissional poderá preparar-se melhor para compreendê-la em seu contexto complexo. Consegue-se efetuar uma contextualização mais próxima, tornando menos técnica e fria a análise, sendo uma aproximação da atividade real nesta Instituição. Há que se reconhecer a contribuição do estágio na construção das identidades, dos saberes e das posturas dos futuros profissionais, que muitas vezes se espelham nos profissionais que acompanham. Representa também um período que poderá contribuir para a apropriação de conhecimentos e a elaboração de saberes, em que a reflexão sobre a prática constitui o movimento de busca do conhecimento teórico que venha possibilitar ao aluno, futuro profissional, novas escolhas. 2.DESENVOLVIMENTO O estágio foi realizado em uma única unidade de educação, visto que essa possibilita o acesso e vivencias em todas as competências solicitadas para a pratica pedagogia do estágio. A escolhida para a execução das atividades foi a escola Lar Pequeno Paraíso localizada na Rua Santa Ernestina, número 243, na cidade de Campinas – SP. Esta escola atende a Educação Infantil e Ensino Fundamental I, sendo assim, foi realizado nesta escola os estágios da Educação Infantil, Ensino Fundamental I e da Educação Especial. EDUCAÇÃO INFANTIL A escola dispõe de um espaço físico que atende as necessidades dos alunos que nela estão matriculados: biblioteca; cozinha; oito salas de aula; berçário, uma sala para direção, supervisão e secretaria; refeitório; despensa para mantimentos; lavanderia; banheiro para professores; banheiros para os alunos, masculino e feminino, com chuveiro, um banheiro adaptado. Em sua área externa tem um canteiro de plantas, parque infantil, pátio com área coberta, quadra coberta. As crianças sempre têm uma rotina para seguir, a semana é dividida em atividades pedagógicas para serem realizadas. Alguns dias as aulas são mais extrovertidas, com bastantes brincadeiras educativas e conversas. Outros as aulas são mais envolvidas com brinquedos, ou está liberado para recreação. Também ocorre apresentação de projetos que envolva a higienização das crianças, preservação dos ambientes e ações contra a violência. Além disso, fica a exposição de filmes educativos e religiosos. Todos os dias a professora envolve atividades com assuntos novos e sempre revisando os assuntos já estudados sempre na mesma ordem sem sair da rotina. Abaixo, foi demonstrado o planejamento de aulas que utilizei para trabalhar com as crianças. ENSINO FUNDAMENTAL I A escola dispõe de um espaço físico que atende as necessidades dos alunos que nela estão matriculados: biblioteca; cozinha; onze salas de aula; uma sala para atendimento especializado; uma sala para professores; uma sala para direção, supervisão e secretaria; refeitório; despensa para mantimentos; lavanderia; uma sala para abrigar os materiais usados nas aulas de educação física e banheiro para professores; banheiros para os alunos, masculino e feminino, um banheiro adaptado. Em sua área externa tem um canteiro de plantas, com um pequeno parque infantil no pátio. As famílias atendidas possuem situação socioeconômica baixa, uma parcela de alunos com sérios problemas sociais, econômicos, culturais e familiares. A composição familiar gira em torno de um a três filhos, e as crianças, na maioria das vezes, moram com os pais, avós ou, em alguns casos, com responsáveis legais. No que se refere à organização das turmas a escola atende um total de 125 alunos, divididos em 7 classes da Educação Infantil até o Ensino Fundamental I. Os alunos portadores de necessidades especiais, que pertencem à comunidade, buscam a inclusão no ensino regular e são recebidos com carinho e atenção, sendo que a escola tem procurado ofertar o melhor do ensino básico, visando otimizar a aprendizagem dessas e das demais crianças. As atividades de regência foram desenvolvidas na turma do 1º ano, e ocorriam em todos os dias da semana, mas não de forma consecutiva, e com o planejamento da professora regente. Durante as aulas de regência foram trabalhados conteúdos de português, matemática, criatividade e senso crítico, observação e conhecimento, artes, ciências, a natureza e o meio em que vivemos. Todas as atividades e o planejamento das aulas foram pensados considerando o que é proposto pela BNCC para esta fase. Foram cumpridas 25 horas de regência. Durante o estágio procurei desenvolver um trabalho dinâmico e prazeroso, estimulando o envolvimento das crianças no processo de ensino e aprendizagem de forma que se sentissem capazes de buscar e construir algo novo e diferente. Com as mais diversas estratégicas educativas busca-se oportunizar aos alunos situações desafiadoras que os levam a compreender melhor as atividades propostas respeitando o ritmo de cada educando. EDUCAÇÃO ESPECIAL Como dito anteriormente, as 50 horas de estágio na modalidade Educação Especial também foram cumpridas na Escola Lar Pequeno Paraíso, sendo realizado o total 25 horas na modalidade participação e 25 horas na modalidade regência. O estágio foi realizado do dia 01/08 ao dia 19/08. O processo educacional da modalidade de educação especial e educação inclusiva é um processo democrático, e inclusivo por parte dos educadores e da escola, sendo um processo ético, de valor a diversidade humana. Alguns educadores relatam que a escola é eticamente inclusiva, e tem sua proposta curricular voltada a atender seu público alvo, onde as pessoas com necessidade educacionais especiais são incluídas com democracia no ambiente escolar, e que a escola junto com professores, pais, a comunidade em geral, é capaz de desenvolver as funções cognitivas, as habilidadesmotoras e o potencial de seus educandos gradativamente. Como eu já havia conhecido a escola pela experiência do estágio na Educação Infantil e Ensino Fundamental, eu já conhecia os alunos da turma do 1º ano da modalidade especial. Nesta classe tinham dois alunos com necessidades especiais. Um tinha TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, e o outro dificuldades de locomoção e em investigação com o Neuropediatra. Na sala havia duas professoras, uma professora regente e uma professora de apoio para auxiliar esses alunos no acompanhamento e realização das atividades. Durante a fase de participação, observei como era a rotina da professora regente e da professora de apoio que ficava por conta dos alunos especiais. Observei que o aluno que tinha TDAH apresentava alguns comportamentos diferenciados, então ele caminhava muito pela sala, batia palmas e pés no chão, às vezes saía da sala sem pedir permissão a professora. Então questionei as professoras sobre esses comportamentos e elas relataram que mesmo que essas atitudes não fossem apropriadas elas permitiam porque depois que esse aluno liberava essa energia ele se acalmava e conseguia se concentrar o suficiente para realizar as atividades pedagógicas propostas. Durante esse processo observei que esse aluno apresentou um avanço pedagógico e permitiu que ele superasse a fase crítica de seu problema. Oferecer uma educação inclusiva não é apenas permitir a matrícula e a presença da criança com limitações à escola. É necessário haver qualidade na educação oferecida, ela deve de fato respeitar o direito de todos a educação, e ensinar as crianças em igualdade de condições. Portanto, é necessário que haja uma transformação na escola, para que a diferença seja reconhecida como um valor. Por isso, exige a transformação da escola a partir do reconhecimento da diferença como um valor profundamente humano e do direito de cada um ser como é. Almejar a educação inclusiva é buscar uma cidadania absoluta, no seu conjunto de direitos e deveres do indivíduo que vive em sociedade, é cumprir com a responsabilidade de colaborar e aprender com os outros ativamente. A instrução inclusiva admite uma escola inclusiva, que encontra maneiras de receber todos os alunos, de todas as idades, da sua cidade, torna o currículo menos rígido e faz adaptações para que ele atenda a todos, reorganiza as normas de organização e funcionamento, para trabalhar com a diversidade dos seus alunos, acreditando na mudança de mentalidade, valorizando e dividindo a responsabilidade com todos os participadores no processo educativo. Quanto à aprendizagem, percebi que o aluno com TDAH demonstrava mais interesse com atividades pedagógicas que envolviam a Língua Portuguesa. Ele necessitava de um apoio para realizar atividades, pois tinha dificuldades de interpretação de texto, ler livros literários sozinho. O aluno em investigação, percebi que era inteligente e tinha autonomia, porém quando era instigado a relatar sobre o que foi lido, não conseguia, por causa da timidez que afetava o seu desenvolvimento em sala de aula, porém se relacionava bem com a professora da sala de aula regular e com a professora de apoio. No período de regência, ao realizar o planejamento eu ia, sempre que possível, em busca de uma estratégia que possibilitasse o envolvimento de todos os alunos e na hora de fazer os registros pensava na melhor maneira de atender o aluno em processo de inclusão. Numa aula da disciplina de Português havia uma atividade que deveria ser realizada no livro didático. O objetivo era estudar um novo gênero textual que é Tirinhas em quadrinhos e suas características tais como o uso de balões para indicar diálogos, fala de narrador, expressões dos personagens etc. Para que houvesse maior envolvimento do aluno, eu trouxe para a classe uma cestinha com vários gibis da Turma da Mônica, cujos personagens faziam parte da tirinha do livro. Proporcionei um tempo para que todas as crianças escolhessem um gibi, fossem para o fundo da classe, se espalhassem pelo chão e se divertissem com sua leitura. Esperei que o aluno em questão escolhesse uma delas, visse sozinho a história e depois pedisse que alguém lhe contasse. Em seguida alguns contaram suas histórias, inclusive ele e depois retornamos às carteiras para fazer as atividades propostas pelo livro. Oralmente fui fazendo adaptações das atividades do livro, solicitei que as respostas fossem dadas de acordo com as histórias dos gibis eles haviam lido no gibi. Dessa forma, foi mais interessante para o aluno em processo de inclusão, que se envolveu e deu respostas adequadas levando-se em conta suas dificuldades, e para toda classe que ficou mais interessada. A leitura dos gibis proporcionou um envolvimento maior. Os objetivos propostos para essa atividade foram atingidos, o aluno participou, envolveu-se e trabalhou com o conteúdo apresentado. Interagiu com todos os seus colegas, pois todos leram e compartilharam suas histórias e conteúdos com os demais. Para promover a inclusão usei bastante atividades em duplas e em trios, sempre variando os grupos para que os alunos com necessidades especiais pudessem conviver harmoniosamente com todas as crianças. No geral todas eles demonstraram bastante carinho com os alunos especiais. 3- CONCLUSÃO Este estágio foi de importância ímpar, pois proporcionou chances de refletir sobre a realidade do sistema educacional e com ele pude ter uma base para minha formação profissional, possibilitando um desempenho melhor do meu papel com educadora na decadência da educação brasileira. A vivência no estágio proporcionou reconhecer sua importância para o ingresso na carreira docente. A partir dele percebeu-se a sala de aula como um local prazeroso, mas muito desafiador, visto a necessidade de se ter ações a decorrerem na ampliação do conhecimento pelos alunos. Para isso é preciso superar práticas produtivistas, por ações que propiciem a participação ativa dos alunos, tendo em vista que a ampliação do conhecimento advenha da vivência das situações, ultrapassando a mera memorização de conteúdos, fruto de uma aprendizagem mecânica. Para isso, foi contemplado, nos planos de aula, a abordagem dos conteúdos a partir da postura interdisciplinar, por favorecer a construção de novos conhecimentos de uma maneira mais integrada. Favoreceu essa atuação a liberdade proporcionada pela escola onde se deu o estágio e as orientações da professora do estágio, a supervisora do campo, que, devido à sua experiência pode adicionar conhecimentos indispensáveis à formação e atuação das futuras professoras. Destaca-se, portanto, a relevância do estágio, por proporcionar aprendizagens do fazer docente e desencadear a reflexão sobre as próprias ações, enquanto essas acontecem ou posteriormente à sua efetivação, tendo em vista ressignificá-las, se necessário, para atender à diversidade dos alunos que compõe o cenário da sala de aula. 4. REFERÊNCIAS BRASIL. Base Nacional Comum Curricular: Educação Infantil e Ensino Fundamental. Brasília: MEC/Secretaria de Educação Básica, 2017. FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. MACEDO, L. . Pátio. Revista Desafios à prática reflexiva na escola Pedagógica (Porto Alegre), Porto Alegre, v. 23, p. 12-15, 2002. 2 17 image3.png image4.png image5.png image6.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image19.png image20.png image21.png image22.png image23.png image24.png image25.png image26.png image27.png image28.png image29.png image30.png image31.png image32.png image33.png image34.png image35.png image36.png image37.png image38.png image39.png image7.png image1.png image2.png