Prévia do material em texto
Página | 121 ALVENARIA: TÉCNICAS CONSTRUTIVAS Página | 122 APRESENTAÇÃO Tendo em vista a necessidade de minimizar o efeito de trocas térmicas, de garantir a massa suficiente para o isolamento acústico e, simultaneamente, permitir a execução dos pormenores construtivos para a correta adequação ao sistema estrutural optado para um edifício, deve-se, inicialmente, definir a técnica construtiva e não apenas a escolha do tipo de bloco que será usado na fase de construção das alvenarias. Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai entender que uma técnica construtiva racionalizada baseia-se em uma família de diferentes tipologias, procedimentos e dimensões de blocos, que no seu todo se tornam essenciais para o adequado desempenho em utilização de paredes e de prazos de execução, representando o caminho para a obtenção da qualidade. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Relacionar as etapas de execução de paredes em alvenaria. Expressar as técnicas para a obtenção das espessuras necessárias de paredes. Dimensionar estruturas complementares para o reforço na alvenaria. INFOGRÁFICO Você sabia que é importante o pedreiro manter prumo e nível perfeitos na disposição das diversas fiadas? Calcular as fiadas e montar uma régua fazem com que o prumo se torne quase "automático", mas ainda é recomendado conferi-lo a cada duas ou três fiadas, no caso de tijolo comum, ou a cada fiada, no caso de peças maiores, como tijolo baiano ou bloco de concreto. Deve-se iniciar com a marcação da parede no plano horizontal - a primeira fiada -, seguida da marcação no plano vertical, com o levantamento dos cantos. As juntas devem ser desencontradas e no formato de amarração escolhido para cada parede. A espessura ideal da junta é de 1 cm, mas é aceitável que ela fique com até 1,5 cm. Variações devem ocorrer única e exclusivamente para ajustar a quantidade de fiadas à cota de respaldo da parede, ou para compensar eventuais diferenças nas medidas dos tijolos, mas sempre mantendo o nível e o prumo. Confira no Infográfico! Página | 123 INTRODUÇÃO Tendo em conta a necessidade de minimizar o efeito de trocas térmicas, de garantir a massa suficiente para isolamento acústico e simultaneamente permitir a execução de pormenores construtivos que permitam a correta adequação ao sistema estrutural escolhido para um edifício, inicialmente devemos definir a técnica construtiva e não apenas a escolha do tipo de bloco que será usado na fase de construção das alvenarias. Uma técnica construtiva racionalizada baseia-se em uma família de diferentes tipologias, procedimentos e dimensões de blocos, que, no seu todo, se tornam essenciais para o adequado desempenho em utilização de paredes e de prazos de execução, literalmente representando o caminho para obtenção da qualidade. PAREDES EM ALVENARIA: ETAPAS A construção de parede em alvenaria é feita basicamente em três etapas: a marcação, a elevação e o encunhamento. Já as paredes podem ser classificadas de acordo com a forma de colocação dos tijolos, que são: de cutelo, de meio tijolo, de um tijolo, de um tijolo e meio, de dois tijolos e oca. A técnica construtiva é fundamental no desempenho da estrutura. Tipos de alvenaria segundo sua construção Você vai ver agora mais detalhes sobre a classificação dos tipos de alvenaria segundo sua construção. Parede de 10 cm ou parede de cutelo Este tipo de parede é empregado na subdivisão de compartimentos onde as vezes não é necessário levar a parede até o teto, como banheiros coletivos (ginásios de esportes, lojas, fábricas etc.), armários, entre outros. São paredes com altura em torno de 2,5 m, podendo até encostar na base superior, porém com função apenas de vedação. É comum não serem feitas fundações para paredes de 10 cm. São utilizados tijolos maciços ou de 21 furos, todos de cutelo. Veja no Quadro 1 algumas especificações e na Figura 1 os detalhamentos desse tipo de parede. Largura nominal da parede 10 cm Largura real da parede Varia conforme o revestimento utilizado. Revestimento de argamassa: acrescenta 1,5 cm (de cada lado) Revestimento de azulejos: 2,5 cm. Argamassa 1:5, 1:6, 1:8 – de cimento e areia, sendo que não há preocupação com a resistência da argamassa e, sim, com a sua aderência, utilizando plastificantes (naturais como a cal – com traço 1:2:8 ou 1:2:9 de cimento, cal e areia) ou um plastificante químico, como a “alvenarite”. Quantidade de material Estimada em torno de 36 tijolos/m2, com juntas de argamassa de 1,0 cm de espessura (6,0 l/m2 de argamassa). No cálculo da quantidade total de tijolos, os vãos com menos de 2,5 m2 não são descontados. Acrescenta-se ainda 5% a mais de tijolos devido à quebra. Página | 124 Peso Parede sem revestimento: tijolo maciço = 120 kg/m2; bloco vazado = 97 kg/m2. Parede revestida em um lado: tijolo maciço = 158 kg/m2; bloco vazado = 135 kg/m2. Parede revestida nos dois lados: tijolo maciço = 196 kg/m2; bloco vazado = 173 kg/m2. Parede de 15 cm – ou meio tijolo – ou frontal É utilizada em paredes internas em geral, com função de vedação ou estrutural, devendo, neste último caso, ser feita de material resistente (maciço, 2 furos ou 21 furos). Os blocos utilizados são os tijolos de 4, 6 ou 8 furos, de cutelo, tijolo maciço ou tipo maciço de 2, 18 e 21 furos, desde que todos tenham aproximadamente 11 cm de largura. Veja no Quadro 2 algumas especificações e na Figura 2 os detalhamentos desse tipo de parede. Largura nominal da parede 15 cm Largura real da parede Varia conforme o revestimento utilizado Argamassa Pode ser de 1:2:9 (cimento, cal e areia) ou fazemos uma mistura de cal e areia (1:5), chamada massa branca. Depois, misturamos com o cimento na proporção de 1:8. Para tijolos maciços à vista, usamos o traço de 1:6 a 1:8 de cimento e areia mais plastificante. Quantidade de material Varia com o tipo de tijolo utilizado: maciço, 21 furos ou 2 furos = 60 tijolos/m2; 4 furos = 36 tijolos/m2; 6 furos = 26 tijolos/m2; 8 furos = 18 tijolos/m2. Consome cerca de 21 l/ m2 de argamassa. Peso Parede sem revestimento: tijolo maciço = 205 kg/m2; bloco vazado = 170 kg/m2. Parede revestida em um lado: tijolo maciço = 234 kg/m2; bloco vazado = 198 kg/m2. Parede revestida nos dois lados: tijolo maciço = 262 kg/m2; bloco vazado = 226 kg/m2. Página | 125 Parede de 20 cm Utilizada em paredes internas em geral ou paredes externas com restrições. Os tijolos utilizados são os de 6 furos com dimensão de 15 cm na horizontal, podendo-se também fazer uma composição com um tijolo maciço de cutelo e dois tijolos deitados, conforme a Figura 3. Veja no Quadro 3 algumas características das paredes de 20 cm. Largura nominal da parede 20 cm Largura real Variável conforme o revestimento utilizado. Argamassa 1:5 a 1:7 de cimento e areia mais alvenarite. Traço 1:8 de cimento mais massa branca. Função Vedação ou estrutural Quantidade de material 6 furos = 36 tijolos/m2; maciço = 90 tijolos/m2. Consome de argamassa cerca de 32 l/m2. Parede de 25 cm ou parede de um tijolo Pode ser portante ou somente de vedação, normalmente usada como parede externa. Os tijolos empregados são o maciço, 8 furos (deitado), 21 furos. Veja no Quadro 4 algumas características e na Figura 4 os detalhamentos desse tipo de parede, no qual é possível ter vários tipos de composição de tijolos, por exemplo: Página | 126 Uma parede tipo tição, que utiliza os tijolos maciços na sua maior dimensão no sentido da largura da parede. É o tipo indicado para paredes sujeitas a empuxo. Uma parede tipo placa, na qual são utilizados dois tijolos maciços, um ao ladodo outro, para dar a largura nominal da parede. Este tipo é utilizado em alvenarias de tijolos à vista. Uma disposição mista, que consiste na mistura das duas anteriores. Cada camada é uma camada das anteriores, colocada de forma alternada, proporcionando uma boa amarração. Argamassa 1:5 cal e areia; 1:8 cimento e massa branca; 1:6 cimento e areia mais alvenarite; 1:2:9 cimento, cal e areia. Consumo de aproximadamente 52 l/m2 Quantidade de material 8 furos = 36 tijolos/m2; maciço = 120 tijolos/m2. Peso Parede sem revestimento: tijolo maciço = 325 kg/m2; bloco vazado = 267 kg/m2. Parede revestida em um lado: tijolo maciço = 363 kg/m2; bloco vazado = 305 kg/m2. Parede revestida em dois lados: tijolo maciço = 392 kg/m2; bloco vazado = 333 kg/m2. Paredes com maior largura Para obter paredes com maior largura, fazemos uma composição de duas oumais paredes (veja a Figura 5). Argamassa: mesma das anteriores; Peso: somatório dos pesos das anteriores; Consumo: somatório dos consumos das anteriores. Página | 127 Paredes especiais Estão nesta classificação as paredes que devem possuir isolamento térmico, acústico, etc., por exemplo, as paredes de salas de aula. São feitas duas paredes separadas por um pequeno espaço (5,0 cm) que, dependendo da finalidade da parede, pode ficar vazio ou ser preenchido com lã de vidro, isopor, etc. Veja na Figura 6 os detalhamentos desse tipo de parede. Paredes de tijolos à vista Como o próprio nome indica, nas paredes de tijolos à vista o tipo de tijolo utilizado é o maciço, desde que seja selecionado, ou prensado, ou de 21 furos (tijolos mais caros). A disposição dos tijolos deve ser feita em placas, com dois tijolos colocados paralelos. Para a amarração destes tijolos, a cada duas fiadas coloca-se um ferro na argamassa de assentamento. Quando utilizar ferro argamassado, tome cuidado de não colocar cal na argamassa. Argamassa: traço 1:6 ou 1:5, adicionando ainda um plastificante químico. No caso de o tijolo ser vitrificado, deve-se usar “Sika 1” e, para paredes com tijolos de 21 furos, a argamassa precisa ser mais seca do que o habitual. Juntas: são função da altura a ser vencida. As espessuras usuais são: Juntas verticais – de 6 a 9 mm; Juntas horizontais – de 7 a 10 mm. Página | 128 A espessura das juntas em paredes à vista também está relacionada com a estética, podendo ser um pouco maiores. Para determinar a espessura da junta, arbitramos um valor qualquer (junta horizontal, por exemplo) e somamos com a altura do tijolo. Dividimos o pé-direito pelo valor encontrado (tijolo + junta) e verificamos se o número encontrado (número de camadas) é inteiro. Caso isso não ocorra, mudamos a espessura da junta até conseguir um número de fiadas inteiro. Por exemplo: para a marcação das fiadas, fazemos um gabarito com duas réguas verticais, marcando nelas a altura das fiadas, e esticamos uma linha entre as réguas, de fiada em fiada. Função: podem ser de vedação ou portantes de carga, funcionando muito bem para esta última finalidade. Proteção: os melhores elementos de proteção são os silicones, que devem ser renovados a cada dois anos. Lembre-se de que o silicone deve cobrir o tijolo e a argamassa. Acabamento: pode ser feito com pintura em verniz ou tinta PVA, sendo que, no último caso, não é necessário o uso de silicone. Limpeza: deve ser feita com esponja, para retirar as manchas de argamassa dos tijolos. Também pode ser utilizada uma solução de 1:7 (1:10) de ácido muriático e água. Cavar as juntas: usamos um taco de madeira para empurrar a argamassa para dentro, ou limpamos com gabarito. Também é possível deixar a argamassa nivelada com o tijolo, somente limpando com esponja para retirar o excesso. Paredes divisórias Os materiais mais utilizados nestas paredes são: aglomerados; vidro; tela argamassada; lambri; plástico; madeira; e fibra de madeira aglomerada com cimento. As paredes divisórias mais usadas são em forma de painéis de 8,0 x 2,10 m, que podem ser lisos, com iluminação e com ventilação. Seu custo é 7 a 8 vezes superior ao da alvenaria comum, porém possuem uma série de vantagens: são leves; podem ser facilmente montadas e desmontadas; possuem pequena espessura; não são inflamáveis; são decorativas. TÉCNICAS DE EXECUÇÃO DE UMA ALVENARIA Definição do alinhamento da parede O alinhamento em geral é determinado pelos pilares. Em edifícios residenciais, o alinhamento é feito pela face externa do pilar, isto é, externamente, a parede deve coincidir com o pilar. O alinhamento precisa considerar também a ocupação interna ou externa do edifício, bem como a divisa (em uma obra na divisa, a marcação deve ser sempre na face externa). Página | 129 Marcação inicial das paredes Para a marcação inicial das paredes, no plano horizontal, que deve ocorrer após a impermeabilização da viga (quando esta fica em contato com o solo), fazemos a primeira fiada. No caso de uso de tijolos maciços, é recomendada a disposição tipo tição para paredes externas, e a disposição tipo placa para paredes internas. A argamassa aconselhada é com traço 1:5 (cimento e areia). Salpique ou chapisco A argamassa fluida de cimento e areia (1:5 ou 1:6) será lançada no pilar onde a alvenaria deve encostar. Esperas Em prédios estruturados, para a amarração das paredes, devem ser deixadas esperas de ferro nos pilares a cada 3 ou 4 fiadas de tijolos da alvenaria. A bitola das esperas pode ser de 4,2 ou 5,0 mm, e a distância entre elas de 35 a 40 cm. Execução da alvenaria (elevação) Feita a marcação (primeira fiada), o levantamento da alvenaria inicia pelos cantos, ou junto aos pilares, em uma média de 5 a 6 fiadas. Estes cantos precisam ser prumados. A partir do levantamento dos cantos, colocamos um fio de nylon amarrado em ambas as extremidades, para o nivelamento das camadas, executando-as em seguida. É recomendável verificar o nivelamento e o prumo a cada 3 fiadas levantadas (veja a Figura 7). A parede deve ser levantada até uns 20,0 cm antes da viga (em prédios estruturados). Deixamos, então, curar por 7 dias, para depois fazer o encunhamento. O encunhamento serve para evitar o surgimento de fissuras na ligação da alvenaria com a estrutura, e é executado com tijolos maciços inclinados, assentados com argamassa de cimento e areia (1:5). A argamassa é colocada apenas entre os tijolos encunhados, e não entre os tijolos e a alvenaria, nem entre os tijolos encunhados e a viga. No caso de paredes de maior largura, colocamos duas camadas de tijolos encunhados, paralelas entre si. Caso não queiramos fazer o encunhamento, deixamos 2,0 ou 3,0 cm entre a alvenaria e a viga e preenchemos este espaço com argamassa com expansor. Página | 130 SISTEMAS DE DISTRIBUIÇÃO DE CARGA SOBRE A ALVENARIA Coxim Também chamado travesseiro, o coxim é uma pequena viga colocada na alvenaria de prédios não estruturados para diminuir as tensões que atuam nesta alvenaria, causadas, por exemplo, por uma tesoura de telhado. Os coxins podem ser de madeira ou de concreto. Por exemplo: carga de uma viga descarregando sobre uma parede de um prédio não estruturado (veja Figuras 8 e 9): σ = R / A Onde: R = reação de apoio da viga sobre a parede; A = área de contato da viga apoiada sobre a parede; σ = tensão provocada pela viga sobre a parede. Se a tensão “T” calculada for maior que a tensão admissível da alvenaria, poderá ocorrer o esmagamento da parede. A solução para que não ocorra o esmagamento é colocar um pilar para apoiar a viga ou aumentar a área de contato da viga com a alvenaria por meio de um coxim (viga curta). Página | 131 Vergas São elementos estruturais utilizados para resistir às cargas provenientes das laterais de portase janelas. Existem vergas superiores e inferiores. Conforme o tipo de material, temos (veja a Figura 10): Vergas em ferro argamassado: usamos duas barras de 6,3 mm, em argamassa de cimento e areia (1:5). Esta argamassa não deve ter cal, pois ela ataca o aço. As barras são colocadas entre a primeira e a segunda camadas de tijolos, ultrapassando a lateral do vão em, no mínimo, 20 cm de cada lado. Este sistema só é válido para vãos menores que 2,0m. Para a verga inferior, que evita o surgimento de trincas, devemos colocar duas barras de 4,6 mm entre a penúltima e a última camada de tijolos. Na soleira, a verga deve ser colocada de forma saliente, para a água não penetrar na residência. Verga em concreto: empregada para vãos maiores que 2,0 m. Na verga superior usamos duas barras de 10 mm, o que equivale à viga de cintamento superior. Para vergas inferiores, usamos duas barras de 5 mm. Para o dimensionamento de uma verga de concreto, a tratamos como uma viga biapoiada. A altura máxima para uma verga é de 1/7 do pé-direito. Verga de madeira: é usada em obras de madeira. Vergas metálicas: são usadas quando, em reformas de obras, for necessário abrir um vão (porta, janela). São constituídas por um perfil de aço, que deve ultrapassar em 20 cm o vão. Verga em arco: no caso de janelas e portas em arco, as vergas poderão ser feitas com tijolo de cutelo e duas barras de aço de 6,3 mm acima deles, quando o vão não ultrapassar 3 m. Quando o vão ultrapassar 3 m, a verga é feita em concreto armado, tratada como uma viga de seção variável, que é dimensionada pela menor seção. Página | 132 Particularidades em muros Em muros de arrimo, caso o empuxo que atua na alvenaria (de pedra, geralmente) seja maior que a resistência desta alvenaria, devemos ter reforços ao (veja a Figura 11): Fazer vigas intermediárias: com quatro barras de 12,5 mm localizadas a 1/3 da altura do muro. Fazer duas paredes de pedra até 1/3 da altura do muro, onde temos o maior empuxo. Intercalar pilares de vigas de cintamento, o que é feito deixando os vãos para os pilares quando da execução de camadas horizontais. Ao atingir a altura da viga, colocamos a armadura e concretamos. Página | 133 DESAFIO Você vai construir uma viga para o apoio de uma tesoura de cobertura (conforme esquema anexado), que irá descarregar em duas paredes de tijolos 06 furos. A tesoura de cobertura pesará em torno de 3,0 toneladas, e o tijolo que compõe a parede tem resistência equivalente a 2,0 kgf/cm2. As paredes irão suportar as estruturas em questão? Faça a verificação quanto ao esmagamento e, caso a alvenaria não suporte, indique e dimensione uma solução para o problema. Página | 134 Padrão de resposta esperado 1. Carga da tesoura = 3 ton. = 3.000,00 kg 2. Vão da viga = 6 m + (0,20 m/2) + (0,20 m/2) = 6,20 m 3. Peso específico do concreto armado = 2.500,00 kgf/m3 4. Peso da viga = 0,20 m X 0,35 m X 6,20 m X 2500,00 kgf/m3 ---> 1.085,00 kgf 5. Carga (R) sobre as paredes = (1.085,00 kgf / 2) + (3.000,00 kgf / 2) ---> R = 2.042,50 kgf 6. Tensão de compressão (T) = R / área contato ---> 2.042,50 kgf / (20 cm X 20 cm) ---> 5,11 kgf/cm2 7. Resistência do tijolo da parede = 2,0 kgf/cm2 haverá esmagamento da parede! Deve-se executar um coxim! Dimensionamento do coxim: uma viga curta, com "L" de comprimento, "H" de altura e espessura igual à da parede (e = 0,20 cm): 8. Tadm = R / área contato = 2,0 kgf/cm2 = 2.042,50 kgf / (L X 20 cm) L = 2.042,50 / (2,0 X 20) L = 51,06 cm (adotar 55 cm) 9. tg. 45o = H / [(L - Largura da viga) / 2] 1 = H / [(55 cm - 20 cm) / 2] H = 17,5 cm (adotar 18 cm). Resposta: A parede não aguenta a carga da viga; deve-se executar um coxim com, no mínimo, 55 cm de comprimento e 18 cm de altura. NA PRÁTICA Além de tudo que foi visto, as boas práticas da engenharia recomendam mais algumas regras importantes, mas que, infelizmente, nem sempre são seguidas: