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ALVENARIA: 
TÉCNICAS CONSTRUTIVAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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APRESENTAÇÃO 
 
Tendo em vista a necessidade de minimizar o efeito de trocas térmicas, de 
garantir a massa suficiente para o isolamento acústico e, simultaneamente, 
permitir a execução dos pormenores construtivos para a correta adequação ao 
sistema estrutural optado para um edifício, deve-se, inicialmente, definir a técnica 
construtiva e não apenas a escolha do tipo de bloco que será usado na fase de 
construção das alvenarias. 
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai entender que uma técnica 
construtiva racionalizada baseia-se em uma família de diferentes tipologias, 
procedimentos e dimensões de blocos, que no seu todo se tornam essenciais para o 
adequado desempenho em utilização de paredes e de prazos de execução, 
representando o caminho para a obtenção da qualidade. 
 
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes 
aprendizados: 
 Relacionar as etapas de execução de paredes em alvenaria. 
 Expressar as técnicas para a obtenção das espessuras necessárias de paredes. 
 Dimensionar estruturas complementares para o reforço na alvenaria. 
 
 
INFOGRÁFICO 
Você sabia que é importante o pedreiro manter prumo e nível perfeitos na 
disposição das diversas fiadas? Calcular as fiadas e montar uma régua fazem com 
que o prumo se torne quase "automático", mas ainda é recomendado conferi-lo a 
cada duas ou três fiadas, no caso de tijolo comum, ou a cada fiada, no caso de 
peças maiores, como tijolo baiano ou bloco de concreto. Deve-se iniciar com a 
marcação da parede no plano horizontal - a primeira fiada -, seguida da marcação 
no plano vertical, com o levantamento dos cantos. As juntas devem ser 
desencontradas e no formato de amarração escolhido para cada parede. 
A espessura ideal da junta é de 1 cm, mas é aceitável que ela fique com até 
1,5 cm. Variações devem ocorrer única e exclusivamente para ajustar a quantidade 
de fiadas à cota de respaldo da parede, ou para compensar eventuais diferenças 
nas medidas dos tijolos, mas sempre mantendo o nível e o prumo. Confira no 
Infográfico! 
 
 
 
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INTRODUÇÃO 
 
Tendo em conta a necessidade de minimizar o efeito de trocas térmicas, de 
garantir a massa suficiente para isolamento acústico e simultaneamente permitir a 
execução de pormenores construtivos que permitam a correta adequação ao 
sistema estrutural escolhido para um edifício, inicialmente devemos definir a 
técnica construtiva e não apenas a escolha do tipo de bloco que será usado na fase 
de construção das alvenarias. 
Uma técnica construtiva racionalizada baseia-se em uma família de 
diferentes tipologias, procedimentos e dimensões de blocos, que, no seu todo, se 
tornam essenciais para o adequado desempenho em utilização de paredes e de 
prazos de execução, literalmente representando o caminho para obtenção da 
qualidade. 
 
 
PAREDES EM ALVENARIA: ETAPAS 
A construção de parede em alvenaria é feita basicamente em três etapas: a 
marcação, a elevação e o encunhamento. Já as paredes podem ser classificadas de 
acordo com a forma de colocação dos tijolos, que são: de cutelo, de meio tijolo, de 
um tijolo, de um tijolo e meio, de dois tijolos e oca. A técnica construtiva é 
fundamental no desempenho da estrutura. 
 
Tipos de alvenaria segundo sua construção 
Você vai ver agora mais detalhes sobre a classificação dos tipos de alvenaria 
segundo sua construção. 
 
Parede de 10 cm ou parede de cutelo 
Este tipo de parede é empregado na subdivisão de compartimentos onde as 
vezes não é necessário levar a parede até o teto, como banheiros coletivos (ginásios 
de esportes, lojas, fábricas etc.), armários, entre outros. São paredes com altura em 
torno de 2,5 m, podendo até encostar na base superior, porém com função apenas 
de vedação. É comum não serem feitas fundações para paredes de 10 cm. São 
utilizados tijolos maciços ou de 21 furos, todos de cutelo. Veja no Quadro 1 
algumas especificações e na Figura 1 os detalhamentos desse tipo de parede. 
 
 
Largura nominal 
da parede 
10 cm 
Largura real da 
parede 
Varia conforme o revestimento utilizado. Revestimento de 
argamassa: acrescenta 1,5 cm (de cada lado) Revestimento de 
azulejos: 2,5 cm. 
Argamassa 
1:5, 1:6, 1:8 – de cimento e areia, sendo que não há preocupação 
com a resistência da argamassa e, sim, com a sua aderência, 
utilizando plastificantes (naturais como a cal – com traço 1:2:8 ou 
1:2:9 de cimento, cal e areia) ou um plastificante químico, como a 
“alvenarite”. 
Quantidade de 
material 
Estimada em torno de 36 tijolos/m2, com juntas de argamassa de 
1,0 cm de espessura (6,0 l/m2 de argamassa). 
No cálculo da quantidade total de tijolos, os vãos com menos de 2,5 
m2 não são descontados. Acrescenta-se ainda 5% a mais de tijolos 
devido à quebra. 
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Peso 
Parede sem revestimento: tijolo maciço = 120 kg/m2; bloco vazado 
= 97 kg/m2. Parede revestida em um lado: tijolo maciço = 158 
kg/m2; bloco vazado = 135 kg/m2. 
Parede revestida nos dois lados: tijolo maciço = 196 kg/m2; bloco 
vazado = 173 kg/m2. 
 
 
 
 
 
Parede de 15 cm – ou meio tijolo – ou frontal 
 
É utilizada em paredes internas em geral, com função de vedação ou 
estrutural, devendo, neste último caso, ser feita de material resistente (maciço, 2 
furos ou 21 furos). Os blocos utilizados são os tijolos de 4, 6 ou 8 furos, de cutelo, 
tijolo maciço ou tipo maciço de 2, 18 e 21 furos, desde que todos tenham 
aproximadamente 11 cm de largura. Veja no Quadro 2 algumas especificações e na 
Figura 2 os detalhamentos desse tipo de parede. 
 
Largura nominal 
da parede 
15 cm 
Largura real da 
parede 
Varia conforme o revestimento utilizado 
Argamassa 
Pode ser de 1:2:9 (cimento, cal e areia) ou fazemos uma 
mistura de cal e areia (1:5), chamada massa branca. 
Depois, misturamos com o cimento na proporção de 1:8. 
Para tijolos maciços à vista, usamos o traço de 1:6 a 1:8 
de cimento e areia mais plastificante. 
Quantidade de 
material 
Varia com o tipo de tijolo utilizado: maciço, 21 furos ou 
2 furos = 60 tijolos/m2; 4 furos = 36 tijolos/m2; 6 furos 
= 26 tijolos/m2; 8 furos = 18 tijolos/m2. Consome cerca 
de 21 l/ m2 de argamassa. 
Peso 
Parede sem revestimento: tijolo maciço = 205 kg/m2; 
bloco vazado = 170 kg/m2. Parede revestida em um 
lado: tijolo maciço = 234 kg/m2; bloco vazado = 198 
kg/m2. 
Parede revestida nos dois lados: tijolo maciço = 262 
kg/m2; bloco vazado = 226 kg/m2. 
 
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Parede de 20 cm 
Utilizada em paredes internas em geral ou paredes externas com restrições. 
Os tijolos utilizados são os de 6 furos com dimensão de 15 cm na horizontal, 
podendo-se também fazer uma composição com um tijolo maciço de cutelo e dois 
tijolos deitados, conforme a Figura 3. Veja no Quadro 3 algumas características das 
paredes de 20 cm. 
 
Largura nominal da 
parede 
20 cm 
Largura real Variável conforme o revestimento utilizado. 
Argamassa 
1:5 a 1:7 de cimento e areia mais alvenarite. 
Traço 1:8 de cimento mais massa branca. 
Função Vedação ou estrutural 
Quantidade de material 
6 furos = 36 tijolos/m2; maciço = 90 tijolos/m2. 
Consome de argamassa cerca de 32 l/m2. 
 
 
 
Parede de 25 cm ou parede de um tijolo 
Pode ser portante ou somente de vedação, normalmente usada como parede 
externa. Os tijolos empregados são o maciço, 8 furos (deitado), 21 furos. Veja no 
Quadro 4 algumas características e na Figura 4 os detalhamentos desse tipo de 
parede, no qual é possível ter vários tipos de composição de tijolos, por exemplo: 
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Uma parede tipo tição, que utiliza os tijolos maciços na sua maior dimensão 
no sentido da largura da parede. É o tipo indicado para paredes sujeitas a empuxo. 
Uma parede tipo placa, na qual são utilizados dois tijolos maciços, um ao 
ladodo outro, para dar a largura nominal da parede. Este tipo é utilizado em 
alvenarias de tijolos à vista. 
Uma disposição mista, que consiste na mistura das duas anteriores. Cada 
camada é uma camada das anteriores, colocada de forma alternada, 
proporcionando uma boa amarração. 
 
Argamassa 
1:5 cal e areia; 
1:8 cimento e massa branca; 
1:6 cimento e areia mais alvenarite; 1:2:9 
cimento, cal e areia. 
Consumo de aproximadamente 52 l/m2 
Quantidade 
de material 
8 furos = 36 tijolos/m2; maciço = 120 tijolos/m2. 
Peso 
Parede sem revestimento: tijolo maciço = 325 
kg/m2; bloco vazado = 267 kg/m2. 
Parede revestida em um lado: tijolo maciço = 
363 kg/m2; bloco vazado = 305 kg/m2. 
Parede revestida em dois lados: tijolo maciço = 
392 kg/m2; bloco vazado = 333 kg/m2. 
 
 
 
 
 
Paredes com maior largura 
Para obter paredes com maior largura, fazemos uma composição de duas 
oumais paredes (veja a Figura 5). 
 
 Argamassa: mesma das anteriores; 
 Peso: somatório dos pesos das anteriores; 
 Consumo: somatório dos consumos das anteriores. 
 
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Paredes especiais 
Estão nesta classificação as paredes que devem possuir isolamento térmico, 
acústico, etc., por exemplo, as paredes de salas de aula. São feitas duas paredes 
separadas por um pequeno espaço (5,0 cm) que, dependendo da finalidade da 
parede, pode ficar vazio ou ser preenchido com lã de vidro, isopor, etc. Veja na 
Figura 6 os detalhamentos desse tipo de parede. 
 
 
 
 
Paredes de tijolos à vista 
Como o próprio nome indica, nas paredes de tijolos à vista o tipo de tijolo 
utilizado é o maciço, desde que seja selecionado, ou prensado, ou de 21 furos 
(tijolos mais caros). A disposição dos tijolos deve ser feita em placas, com dois 
tijolos colocados paralelos. Para a amarração destes tijolos, a cada duas fiadas 
coloca-se um ferro na argamassa de assentamento. Quando utilizar ferro 
argamassado, tome cuidado de não colocar cal na argamassa. 
 
 Argamassa: traço 1:6 ou 1:5, adicionando ainda um plastificante químico. No 
caso de o tijolo ser vitrificado, deve-se usar “Sika 1” e, para paredes com tijolos 
de 21 furos, a argamassa precisa ser mais seca do que o habitual. 
 Juntas: são função da altura a ser vencida. As espessuras usuais são: 
 Juntas verticais – de 6 a 9 mm; 
 Juntas horizontais – de 7 a 10 mm. 
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A espessura das juntas em paredes à vista também está relacionada com a 
estética, podendo ser um pouco maiores. Para determinar a espessura da junta, 
arbitramos um valor qualquer (junta horizontal, por exemplo) e somamos com a 
altura do tijolo. Dividimos o pé-direito pelo valor encontrado (tijolo + junta) e 
verificamos se o número encontrado (número de camadas) é inteiro. Caso isso não 
ocorra, mudamos a espessura da junta até conseguir um número de fiadas inteiro. 
Por exemplo: para a marcação das fiadas, fazemos um gabarito com duas réguas 
verticais, marcando nelas a altura das fiadas, e esticamos uma linha entre as 
réguas, de fiada em fiada. 
 
 Função: podem ser de vedação ou portantes de carga, funcionando muito bem 
para esta última finalidade. 
 Proteção: os melhores elementos de proteção são os silicones, que devem ser 
renovados a cada dois anos. Lembre-se de que o silicone deve cobrir o tijolo e a 
argamassa. 
 Acabamento: pode ser feito com pintura em verniz ou tinta PVA, sendo que, no 
último caso, não é necessário o uso de silicone. 
 Limpeza: deve ser feita com esponja, para retirar as manchas de argamassa 
dos tijolos. Também pode ser utilizada uma solução de 1:7 (1:10) de ácido 
muriático e água. 
 Cavar as juntas: usamos um taco de madeira para empurrar a argamassa 
para dentro, ou limpamos com gabarito. Também é possível deixar a 
argamassa nivelada com o tijolo, somente limpando com esponja para retirar o 
excesso. 
 
Paredes divisórias 
Os materiais mais utilizados nestas paredes são: aglomerados; vidro; tela 
argamassada; lambri; plástico; madeira; e fibra de madeira aglomerada com 
cimento. 
As paredes divisórias mais usadas são em forma de painéis de 8,0 x 2,10 m, 
que podem ser lisos, com iluminação e com ventilação. Seu custo é 7 a 8 vezes 
superior ao da alvenaria comum, porém possuem uma série de vantagens: 
 são leves; 
 podem ser facilmente montadas e desmontadas; 
 possuem pequena espessura; 
 não são inflamáveis; 
 são decorativas. 
 
 
 
 
TÉCNICAS DE EXECUÇÃO DE UMA ALVENARIA 
 
Definição do alinhamento da parede 
O alinhamento em geral é determinado pelos pilares. Em edifícios 
residenciais, o alinhamento é feito pela face externa do pilar, isto é, externamente, 
a parede deve coincidir com o pilar. O alinhamento precisa considerar também a 
ocupação interna ou externa do edifício, bem como a divisa (em uma obra na 
divisa, a marcação deve ser sempre na face externa). 
 
 
 
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Marcação inicial das paredes 
Para a marcação inicial das paredes, no plano horizontal, que deve ocorrer 
após a impermeabilização da viga (quando esta fica em contato com o solo), 
fazemos a primeira fiada. No caso de uso de tijolos maciços, é recomendada a 
disposição tipo tição para paredes externas, e a disposição tipo placa para paredes 
internas. A argamassa aconselhada é com traço 1:5 (cimento e areia). 
 
Salpique ou chapisco 
A argamassa fluida de cimento e areia (1:5 ou 1:6) será lançada no pilar onde 
a alvenaria deve encostar. 
 
Esperas 
Em prédios estruturados, para a amarração das paredes, devem ser deixadas 
esperas de ferro nos pilares a cada 3 ou 4 fiadas de tijolos da alvenaria. A bitola das 
esperas pode ser de 4,2 ou 5,0 mm, e a distância entre elas de 35 a 40 cm. 
 
Execução da alvenaria (elevação) 
Feita a marcação (primeira fiada), o levantamento da alvenaria inicia pelos 
cantos, ou junto aos pilares, em uma média de 5 a 6 fiadas. Estes cantos precisam 
ser prumados. A partir do levantamento dos cantos, colocamos um fio de nylon 
amarrado em ambas as extremidades, para o nivelamento das camadas, 
executando-as em seguida. É recomendável verificar o nivelamento e o prumo a 
cada 3 fiadas levantadas (veja a Figura 7). 
 
 
 
A parede deve ser levantada até uns 20,0 cm antes da viga (em prédios 
estruturados). Deixamos, então, curar por 7 dias, para depois fazer o 
encunhamento. O encunhamento serve para evitar o surgimento de fissuras na 
ligação da alvenaria com a estrutura, e é executado com tijolos maciços inclinados, 
assentados com argamassa de cimento e areia (1:5). A argamassa é colocada 
apenas entre os tijolos encunhados, e não entre os tijolos e a alvenaria, nem entre 
os tijolos encunhados e a viga. 
No caso de paredes de maior largura, colocamos duas camadas de tijolos 
encunhados, paralelas entre si. Caso não queiramos fazer o encunhamento, 
deixamos 2,0 ou 3,0 cm entre a alvenaria e a viga e preenchemos este espaço com 
argamassa com expansor. 
 
 
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SISTEMAS DE DISTRIBUIÇÃO DE CARGA SOBRE A ALVENARIA 
Coxim 
 
Também chamado travesseiro, o coxim é uma pequena viga colocada na 
alvenaria de prédios não estruturados para diminuir as tensões que atuam nesta 
alvenaria, causadas, por exemplo, por uma tesoura de telhado. Os coxins podem 
ser de madeira ou de concreto. 
Por exemplo: carga de uma viga descarregando sobre uma parede de um 
prédio não estruturado (veja Figuras 8 e 9): σ = R / A 
 
Onde: 
R = reação de apoio da viga sobre a parede; 
A = área de contato da viga apoiada sobre a parede; 
σ = tensão provocada pela viga sobre a parede. 
 
Se a tensão “T” calculada for maior que a tensão admissível da alvenaria, 
poderá ocorrer o esmagamento da parede. A solução para que não ocorra o 
esmagamento é colocar um pilar para apoiar a viga ou aumentar a área de contato 
da viga com a alvenaria por meio de um coxim (viga curta). 
 
 
 
 
 
 
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Vergas 
São elementos estruturais utilizados para resistir às cargas provenientes das 
laterais de portase janelas. Existem vergas superiores e inferiores. Conforme o tipo 
de material, temos (veja a Figura 10): 
 
 Vergas em ferro argamassado: usamos duas barras de 6,3 mm, em 
argamassa de cimento e areia (1:5). Esta argamassa não deve ter cal, pois ela 
ataca o aço. As barras são colocadas entre a primeira e a segunda camadas de 
tijolos, ultrapassando a lateral do vão em, no mínimo, 20 cm de cada lado. 
Este sistema só é válido para vãos menores que 2,0m. Para a verga inferior, 
que evita o surgimento de trincas, devemos colocar duas barras de 4,6 mm 
entre a penúltima e a última camada de tijolos. Na soleira, a verga deve ser 
colocada de forma saliente, para a água não penetrar na residência. 
 
 Verga em concreto: empregada para vãos maiores que 2,0 m. Na verga 
superior usamos duas barras de 10 mm, o que equivale à viga de cintamento 
superior. Para vergas inferiores, usamos duas barras de 5 mm. Para o 
dimensionamento de uma verga de concreto, a tratamos como uma viga 
biapoiada. A altura máxima para uma verga é de 1/7 do pé-direito. 
 
 Verga de madeira: é usada em obras de madeira. 
 
 Vergas metálicas: são usadas quando, em reformas de obras, for necessário 
abrir um vão (porta, janela). São constituídas por um perfil de aço, que deve 
ultrapassar em 20 cm o vão. 
 
 Verga em arco: no caso de janelas e portas em arco, as vergas poderão ser 
feitas com tijolo de cutelo e duas barras de aço de 6,3 mm acima deles, 
quando o vão não ultrapassar 3 m. Quando o vão ultrapassar 3 m, a verga é 
feita em concreto armado, tratada como uma viga de seção variável, que é 
dimensionada pela menor seção. 
 
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Particularidades em muros 
Em muros de arrimo, caso o empuxo que atua na alvenaria (de pedra, 
geralmente) seja maior que a resistência desta alvenaria, devemos ter reforços ao 
(veja a Figura 11): 
 
 Fazer vigas intermediárias: com quatro barras de 12,5 mm localizadas a 1/3 
da altura do muro. 
 Fazer duas paredes de pedra até 1/3 da altura do muro, onde temos o maior 
empuxo. 
 Intercalar pilares de vigas de cintamento, o que é feito deixando os vãos para 
os pilares quando da execução de camadas horizontais. Ao atingir a altura da 
viga, colocamos a armadura e concretamos. 
 
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DESAFIO 
Você vai construir uma viga para o apoio de uma tesoura de cobertura 
(conforme esquema anexado), que irá descarregar em duas paredes de tijolos 06 
furos. A tesoura de cobertura pesará em torno de 3,0 toneladas, e o tijolo que 
compõe a parede tem resistência equivalente a 2,0 kgf/cm2. 
As paredes irão suportar as estruturas em questão? Faça a verificação 
quanto ao esmagamento e, caso a alvenaria não suporte, indique e dimensione uma 
solução para o problema. 
 
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Padrão de resposta esperado 
1. Carga da tesoura = 3 ton. = 3.000,00 kg 
2. Vão da viga = 6 m + (0,20 m/2) + (0,20 m/2) = 6,20 m 
3. Peso específico do concreto armado = 2.500,00 kgf/m3 
4. Peso da viga = 0,20 m X 0,35 m X 6,20 m X 2500,00 kgf/m3 ---> 1.085,00 kgf 
5. Carga (R) sobre as paredes = (1.085,00 kgf / 2) + (3.000,00 kgf / 2) ---> R = 
2.042,50 kgf 
 
6. Tensão de compressão (T) = R / área contato ---> 2.042,50 kgf / (20 cm X 20 
cm) ---> 5,11 kgf/cm2 
7. Resistência do tijolo da parede = 2,0 kgf/cm2 haverá 
esmagamento da parede! 
 Deve-se executar um coxim! 
 Dimensionamento do coxim: uma viga curta, com "L" de comprimento, "H" de 
altura e espessura igual à da parede (e = 0,20 cm): 
 
8. Tadm = R / área contato = 2,0 kgf/cm2 = 2.042,50 kgf / (L X 20 cm) 
L = 2.042,50 / (2,0 X 20) 
L = 51,06 cm (adotar 55 cm) 
 
9. tg. 45o = H / [(L - Largura da viga) / 2] 
1 = H / [(55 cm - 20 cm) / 2] 
H = 17,5 cm (adotar 18 cm). 
 
Resposta: A parede não aguenta a carga da viga; deve-se executar um coxim com, 
no mínimo, 55 cm de comprimento e 18 cm de altura. 
 
 
NA PRÁTICA 
Além de tudo que foi visto, as boas práticas da engenharia recomendam mais 
algumas regras importantes, mas que, infelizmente, nem sempre são seguidas:

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