Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

R E M É D I O S 
C O N S T I T U C I O N A I S
DIREITO CONSTITUCIONAL III
Profa. Ma. Ana Carla Melo
O QUE SÃO OS REMÉDIOS 
CONSTITUCIONAIS?
• De acordo com o Ministro Luís Roberto Barroso “Os Remédios
constitucionais são garantias instrumentais destinadas à proteção dos
direitos fundamentais previstos na Constituição Federal. Servem
como instrumentos à disposição das pessoas para reclamarem, em
juízo, uma proteção a seus direitos, motivo pelo qual são também
conhecidos como ações constitucionais”.
• Mecanismos que garantem aos cidadãos os direitos fundamentais
previstos na Constituição Federal quando o Estado não cumpre seu
dever, seja por despreparo, ilegalidade ou abuso de poder.
• A terminologia “remédios constitucionais” é uma construção
doutrinária e não legal, pois a legislação contempla cada
remédio com nome específico.
https://www.politize.com.br/constituicao-de-1988/
https://www.politize.com.br/lei-4898-abuso-de-autoridade-reforma/
1) HABEAS CORPUS
• Primeira garantia de direitos fundamentais, concedida por “João Sem
Terra”, monarca inglês, na Magna Carta, em 1215, e formalizada,
posteriormente, pelo Habeas Corpus Act, em 1679;
• No Brasil, foi garantido constitucionalmente a partir de 1891,
permanecendo nas Constituições subsequentes, inclusive na de 1988,
que, em seu art. 5º, LXVIII, estabelece: “conceder-se-á habeas corpus
sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência
ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de
poder”.
• Ação que visa à tutela jurisdicional da liberdade.
1.1) REGRAS GERAIS
• Âmbito de proteção→ prevenir ou reprimir prisões ilegais;
• Art. 5º:
• LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e
fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão
militar ou crime propriamente dito militar, definidos em lei;
• LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados
imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele
indicada;
• LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer
calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado;
• LXIV - o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por
seu interrogatório policial;
• LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a
liberdade provisória, com ou sem fiança;
• LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade
judiciária→ em caso de desobediência a estes preceitos constitucionais
• Código de Processo Penal
• “Dar-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar na
iminência de sofrer violência ou coação ilegal na sua liberdade de ir e vir,
salvo nos casos de punição disciplinar” (art. 647)
• Art. 648. A coação considerar-se-á ilegal:
• I - quando não houver justa causa;
• II - quando alguém estiver preso por mais tempo do que determina a lei;
• III - quando quem ordenar a coação não tiver competência para fazê-lo;
• IV - quando houver cessado o motivo que autorizou a coação;
• V - quando não for alguém admitido a prestar fiança, nos casos em que a
lei a autoriza;
• VI - quando o processo for manifestamente nulo;
• VII - quando extinta a punibilidade.
1.2) 
TITULAR
IDADE
1.3) COMPETÊNCIA
Competência →
Constituição Federal (art. 
102, I, d, i, II, a; 105, I, c, II, a; 
108, I, d, II; 109, VII; 114, 
IV) e no Código de 
Processo Penal (art. 650);
Eficácia Mandamental →
obter ordem judicial que 
tenha o condão de 
impedir ou fazer cessar a 
coação ilegal à liberdade 
do paciente;
1.4) ESPÉCIES
1.5) CURIOSIDADES
• O art. 142, § 2.o, estabelece não caber habeas corpus em relação a
punições disciplinares militares. trata-se da impossibilidade de se
analisar o mérito de referidas punições, não abrangendo, contudo, os
pressupostos de legalidade (hierarquia, poder disciplinar, ato ligado à
função e pena suscetível de ser aplicada disciplinarmente — HC
70.648, Moreira Alves, e, ainda, RE 338.840-RS, Rel. Min. Ellen Gracie,
19.08.2003). Essa regra também se aplica aos militares dos Estados, do
Distrito Federal e dos territórios, por força do art. 42, § 1.o, na
redação dada pela EC n. 18/98.
• “Habeas corpus” e trancamento do processo de “impeachment”?
Conforme afirmou o STF, de maneira correta, o habeas corpus não é
instrumento adequado para o trancamento de processo de
impeachment. Isso porque o remédio constitucional em análise não se
destina à defesa de direitos desvinculados da liberdade de locomoção,
“como é o caso do processo de impeachment pela prática de crime
de responsabilidade, que configura sanção de índole político-
administrativa, não pondo em risco a liberdade de ir, vir e permanecer
do Presidente da República” (HC 70.055/DF, Rel. Ilmar Galvão,
tribunal Pleno, DJ de 16.04.1993, e entendimento reafirmado no HC
134.315 AgR/DF, Rel. Min.Teori Zavascki, j. 16.06.2016).
• (STJ,HC 149.146/SP, rel.Og Fernandes, j. Em 5/04/2011)
• ʺEngoli cápsulas de cocaína e fui preso, o que fazer?ʺ Fácil, entrar com
um habeas corpus para impedir o exame de raio-X que
logicamente iria comprovar a materialidade do delito!
• Foi o que aconteceu quando quatro angolanos foram presos por
narcotráfico internacional em São Paulo. O habeas corpus alegava
que poderia impedir o exame de raio-x pois ninguém pode
ser compelido a produzir prova contra si (nemo tenetur se detegere).
• A Turma denegou o pedido e os quatro angolanos foram presos.
https://ww2.stj.jus.br/processo/jsp/revista/abreDocumento.jsp?componente=ATC&sequencial=14714318&num_registro=200901918430&data=20110419&tipo=5&formato=PDF
• (STJ, 5ª Turma, HC 140.861/SP, rel. Arnaldo Esteves Lima, j.
Em 13/04/2010)
• Todo mundo sabe que não se deve dirigir após a ingestão de bebidas
alcoólicas. Mas se um dia eu for pego conduzindo meu veículo sob
efeito de álcool, não gostaria de passar pelo etilômetro. Foi o que
pensou o elaborador de um habeas corpus preventivo para
impedir a submissão do motorista à realização de bafômetro. Quase
uma licença para dirigir embriagado!
• O pedido foi obviamente rejeitado.
http://www.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/doc.jsp?livre=habeas+corpus+baf%F4metro&&b=ACOR&p=true&t=&l=10&i=26
• (TJ/RJ, 2ª Câmara Criminal, HC 2637-70.2010.8.19.0000, rel.
José Muiños Piñeiro Filho, j. Em 05/11/2010)
• “Jimmy” um chimpanzé enjaulado no zoológico de Niterói não
aguentava mais viver em cativeiro, mas seu pedido de habeas
corpus não foi reconhecido, apesar disso o habeas corpus animal
suscita importantes reflexões no campo do Direito Animal.
http://www1.tjrj.jus.br/gedcacheweb/default.aspx?UZIP=1&GEDID=0004E164C7F5BA0C4F3C3D56853A3CF5FD40D4C4212E3E3B
• Em fevereiro do ano passado, julgamento histórico aconteceu na 2ª turma: HC coletivo
(HC 143.641) garantiu a conversão para prisão domiciliar a todas as gestantes e mães
de crianças e deficientes em território nacional que estivessem em prisão provisória. O
voto condutor do julgamento foi o do relator, ministro Lewandowski, elogiadíssimo
pelos colegas.
• Preliminarmente, os ministros decidiram, de forma unânime, que é possível a
impetração do HC coletivo.
• O ministro lembrou que o Estado brasileiro não é capaz de garantir estrutura mínima
de cuidado pré-natal e para maternidade às mulheres que sequer estão presas. "Nós
estamos transferindo a pena da mãe para a criança, inocente. Me lembro da sentença
de Tiradentes, as penas passaram a seus descendentes."
• Foram excetuados os casos de crimes praticados por elas mediante violência ou grave
ameaça, contra seus descendentes ou, ainda, em situações excepcionalíssimas.
• Decano da Casa, Celso de Mello categoricamente afirmou que o voto do relator
entrará para os anais da história da Corte: "É um voto brilhante e histórico porque vai
representar um marco significativo na evolução do tratamento que esta Corte tem dispensado
aos direitos fundamentais das pessoas. Este processo tratade um gravíssimo drama humano.“
http://www.migalhas.com.br/arquivos/2018/7/art20180726-04.pdf
2) HABEAS DATA
• O habeas data é um remédio constitucional, previsto no artigo 5º, inciso
LXXII, destinado a assegurar que um cidadão tenha acesso a dados e
informações pessoais que estejam sob posse do Estado brasileiro, ou de
entidades privadas que tenham informações de caráter público. Ou seja, é
o direito de saber o que o governo sabe (ou afirma saber) sobre você.
Ele também pode ser acionado para corrigir dados pessoais que estejam
inexatos.
• O habeas data surgiu no ordenamento jurídico brasileiro com a Constituição de
1988. Foi inspirado pelas legislações de Portugal, Espanha e Estados Unidos, que
desde os anos 1970 passaram a incluir o direito de cidadãos acessarem dados
pessoais em bancos de entidades governamentais. Segundo Arnoldo Wald e
Rodrigo Fonseca, a inclusão do habeas data na Constituição foi motivada por um
fator político: o Sistema Nacional de Informações (SNI), banco de dados mantido
pelo regime militar (1964-1985), reunia diversas informações sobre os cidadãos
brasileiros. O remédio facilitou o acesso aos dados do SNI.
https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/357/r137-28.pdf?sequence=4
2.1) REGRAS 
GERAIS
• Lei nº 9.507, de 12 de novembro de 1997
(DOU 13.11.97), sancionada pelo Presidente
Fernando Henrique Cardoso com alguns
poucos vetos, que “regula o direito de acesso
a informações e disciplina o rito processual
do habeas data” ;
• Súmula nº 2 do Superior Tribunal de Justiça,
segundo a qual não será cabível a ação de
habeas data se não houver a prévia recusa de
informações por parte da autoridade
administrativa (Art.8º, único, I, II e III da Lei
9.507/97);
• Gratuidade da ação → Art. 5º, LXXVII, CF/88
e Art. 12 da Lei 9.507/97;
• Prioridade de julgamento → exceto HC e MS
(art. 19 da Lei 9.507/97).
• NÃO há qualquer prazo, seja ele prescricional
ou decadencial, para impetração do referido
remédio constitucional, podendo, assim, ser
proposto em qualquer tempo.
2.2) O ACESSO EXTRAJUDICIAL
• A lei disciplinou um rito extrajudicial, estabelecendo que o interessado
apresentará o seu requerimento de fornecimento de informações ao órgão
ou entidade depositária do registro ou banco de dados, o qual deverá ser
apreciado em 48 horas (art. 2º, caput). A decisão deverá ser comunicada ao
requerente em 24 horas (art. 2º, parágrafo único), sendo que, em caso de
deferimento, marcar-se-á dia e hora para a divulgação das informações (art.
3º, caput);
• O art. 4º da Lei do Habeas Data disciplina a retificação de dados inexatos. O
interessado deverá pedir a retificação em petição acompanhada de
documentos comprobatórios da inexatidão (art. 4º, caput), a qual deverá ser
efetuada e comunicada ao requerente em 10 dias (art. 4º, § 1º);
• em toda a fase extrajudicial, quando o banco de dados ou o registro for de
órgão ou entidade integrante da Administração Pública, serão cabíveis os
recursos administrativos ordinários às autoridades hierarquicamente
superiores em caso de indeferimento de quaisquer requerimentos.
2.2) TITULARIDADE
• Pode ser impetrado por pessoa física, jurídica, nacional ou estrangeira;
• Ação PERSONALÍSSIMA;
• Admite-se impetração de habeas data pelos herdeiros ou sucessores 
da pessoa, inclusive cônjuge supérstite;
2.4) CABIMENTO
• 1) assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do
impetrante, constantes de registros ou banco de dados de entidades
governamentais ou de caráter público;
• II) a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo
sigiloso, judicial ou administrativo;
• III) a anotação nos assentamentos do interessado, de contestação ou
explicação sobre dados verdadeiro mas justificável e que esteja sob
pendência judicial ou amigável.
✓ ) RECEBER INFORMAÇÕES
A) Para assegurar o conhecimento de informações relativas à
pessoa do impetrante, constantes de registros ou banco de
dados de entidades governamentais ou de caráter público
(art. 7º, I, da Lei 9.507/97)
1) Informações pessoais;
2) Relativos ao impetrante;
3) Constante de registro ou banco de dados de entidades
governamentais (administração direta ou indireta) ou de caráter
público (pessoa jurídica de direito privado);
4) Recusa ou omissão da autoridade administrativa (art. 8º, único, da
Lei 9.507/97)
✓ ) RETIFICAR (CORRIGIR) INFORMAÇÕES
A) Para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por acesso
sigiloso, judicial ou administrativo; (art. 7º, II, da Lei 9.507/97)
1) Já se tem posse das informações;
2) Objetiva-se corrigi-las fundamentadamente.
✓ ) FAZER ANOTAÇÕES JUSTIFICÁVEIS
A) Para anotação nos assentamentos do interessado, de contestação
ou explicação sobre dados verdadeiro mas justificável e que
esteja sob pendência judicial ou amigável. (art. 7º, III, da Lei
9.507/97)
1) Dados pessoais do impetrante;
2) Verdadeiros, mas justificáveis;
3) Sob pendência judicial ou amigável.
✓ ) FINALIDADE DE ACORDO COM O STF
“AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS DATA. ART. 5º, LXXII, DA CF. ART.
7º, III, DA LEI 9.507/97. PEDIDO DE VISTA DE PROCESSO
ADMINISTRATIVO. INIDONEIDADE DO MEIO. RECURSO
IMPROVIDO. 1. O habeas data, previsto no art. 5º, LXXII, da
Constituição Federal, tem como finalidade assegurar o conhecimento
de informações constantes de registros ou banco de dados e ensejar
sua retificação, ou de possibilitar a anotação de explicações nos
assentamentos do interessado (art. 7º, III, da Lei 9.507/97). 2. A ação
de habeas data visa à proteção da privacidade do indivíduo
contra abuso no registro e/ou revelação de dados pessoais
falsos ou equivocados. 3. O habeas data não se revela meio idôneo
para se obter vista de processo administrativo. 4. Recurso improvido”
(HD nº 90/DF-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Ellen Gracie,
DJe de 19/3/10 ).
2.5) COMPETÊNCIA
3) MANDADO DE SEGURANÇA
• Ele se destina a proteger o indivíduo de violação – ou ameaça de violação –
de outros direitos que não sejam protegidos por habeas corpus ou habeas data.
Está previsto no artigo 5º, inciso LXIX da Constituição.
• Quais direitos seriam esses? A Constituição e a Lei 12.016/2009 (que
regulamenta o mandado de segurança) não especificam: apenas dizem que o
direito deve ser líquido e certo. Segundo juristas como Hely Lopes Meirelles e
Maria Helena Diniz, para ser considerado líquido e certo, o direito precisa ser
claramente determinado, sem controvérsias e de forma que possa ser exercido
imediatamente. Ou seja, se o direito está expresso na lei, é líquido e certo.
• Um dos remédios mais utilizados atualmente.
• É uma ação constitucional de viés civil, independente da natureza do ato
impugnado, seja ele administrativo, jurisdicional, criminal, eleitoral ou trabalhista.
https://www.politize.com.br/constituicao-de-1988/
https://leandropaulelli.jusbrasil.com.br/artigos/133011589/o-direito-liquido-e-certo
• Direito líquido e certo — é aquele que se prova,
documentalmente, logo na petição inicial. Uma pesquisa na
jurisprudência do STF mostra que a terminologia está ligada à prova
pré-constituída, a fatos documentalmente provados na exordial.
• O que se exige é o fato apresentar-se claro e induvidoso, pois o
direito é certo se o fato que lhe corresponder também o for. Mas, se
os fatos forem controversos, será descabido o mandado, pois
inexistirá a convicção de sua extrema plausibilidade. Portanto, meras
conjecturas, suposições infundadas, argumentos que dependam de
comprovação, não dão suporte ao mandado de segurança.
• Prática de ato comissivo ou omissivo — a autoridade pública
(titular do poder decisório) ou a pessoa jurídica no exercício de
atribuições do Poder Público (União, Estados, Distrito Federal,
Municípios, autarquias), podem praticar ato comissivo ou omissivo,
ensejando a impetração do mandado de segurança quando: (i) inexistir
balizamento legal para sua consecução; (ii) contrariar lei expressa,
regulamento ou princípios constitucionais positivos; (iii) usurpar ou
invadirfunções; (iv) calcar-se em desvios de competência, forma,
objeto, motivo e finalidade; e (v) manter-se em desconformidade com
norma legal ou em conformidade com norma ilegal ou
inconstitucional.
• Ilegalidade ou abuso de poder — ilegal é o ato que não se
submete à lei (lato sensu) e aos princípios cardeais do ordenamento.
O abuso de poder, por sua vez, contém-se na ideia de ilegalidade.
Basta que a autoridade, no exercício de suas atribuições, transcenda
ou distorça os limites de sua competência, alegando agir com
fundamento nela, para configurar a hipótese.
• Lesão ou ameaça de lesão — lesão é o dano concretizado a um
bem, comportando mandado de segurança repressivo. Ameaça de
lesão, por sua vez, é a possibilidade de consumação do dano,
ensejando mandado de segurança preventivo. Nesta hipótese, a
liquidez e certeza do direito deve ser comprovada, demonstrando-se
o justo receio, os indícios razoáveis de que ele se encontra prestes a
ser lesionado.
3.1 LEGITIMIDADE
• Art. 1o Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido
e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que,
ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa física ou jurídica
sofrer violação (REPRESSIVO) ou houver justo receio de sofrê-la
(PREVENTIVO) por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam
quais forem as funções que exerça.
• § 1o Equiparam-se às autoridades, para os efeitos desta Lei, os
representantes ou órgãos de partidos políticos e os
administradores de entidades autárquicas, bem como os
dirigentes de pessoas jurídicas ou as pessoas naturais no exercício
de atribuições do poder público, somente no que disser respeito a
essas atribuições.
• § 2o Não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão
comercial praticados pelos administradores de empresas públicas, de
sociedade de economia mista e de concessionárias de serviço público.
ATIVA (IMPETRANTE) → pessoas físicas (brasileiras ou não, residentes ou não,
domiciliadas ou não), jurídicas, órgãos públicos despersonalizados, porém com capacidade
processual (Chefias dos Executivos, Mesas do Legislativo), universalidades de bens e direitos
(espólio, massa falida, condomínio), agentes políticos (governadores, parlamentares), o
Ministério Público etc;
PASSIVA (IMPETRADO) → a autoridade coatora, responsável pela ilegalidade ou
abuso de poder, autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de
atribuições do Poder Público.
- Súmula 333 do STJ: “Cabe mandado de segurança contra ato praticado em
licitação promovida por sociedade de economia mista ou empresa pública.”
SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL →
ART. 1º, § 3o Quando o direito ameaçado ou violado couber a várias pessoas, qualquer delas poderá requerer o 
mandado de segurança.
Art. 3o O titular de direito líquido e certo decorrente de direito, em condições idênticas, de terceiro poderá 
impetrar mandado de segurança a favor do direito originário, se o seu titular não o fizer, no prazo de 30 (trinta) 
dias, quando notificado judicialmente.
- Súmula 628 do STF: “Integrante de lista de candidatos a determinada vaga da composição de tribunal é parte 
legítima para impugnar a validade da nomeação de concorrente.”
3.3 CASOS DE NÃO 
CABIMENTO DE MS
• Art. 5o Não se concederá mandado de segurança quando se tratar:
• I - de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo,
independentemente de caução;
• II - de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo;
• III - de decisão judicial transitada em julgado.
• Toda vez que se puder evitar a consumação de lesão ou da ameaça pelos
mecanismos previstos no sistema processual civil e pela dinâmica do
efeito suspensivo dos recursos, interpretando-os de modo que eles, por si
próprios, independentemente de qualquer outra medida judicial, tenham
aptidão para evitar a consumação de dano irreparável ou de difícil
reparação para o recorrente, descabe o Mandado de Segurança contra
ato judicial, à míngua de interesse jurídico na impetração (Cássio
Scarpinella)
3.4 A AUTORIDADE COATORA
• Art. 6º, § 3o Considera-se autoridade coatora aquela que tenha
praticado o ato impugnado ou da qual emane a ordem para a sua
prática.
• Faz-se necessário que ela tenha poder decisório ou deliberativo sob a
prática do ato ou da abstenção de praticá-lo. O mero executor do ato
não pode ser considerado autoridade coatora.
• Indicação errada da autoridade coatora: pode ser corrigida de ofício
pelo juiz e não incorre na extinção do processo sem resolução de
mérito.
3.5 MS COLETIVO
• Art. 21. O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por partido
político com representação no Congresso Nacional, na defesa de seus interesses
legítimos relativos a seus integrantes ou à finalidade partidária, ou por
organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente
constituída e em funcionamento há, pelo menos, 1 (um) ano, em defesa de
direitos líquidos e certos da totalidade, ou de parte, dos seus membros ou
associados, na forma dos seus estatutos e desde que pertinentes às suas
finalidades, dispensada, para tanto, autorização especial. Parágrafo único. Os
direitos protegidos pelo mandado de segurança coletivo podem ser:
I - coletivos, assim entendidos, para efeito desta Lei, os transindividuais, de natureza
indivisível, de que seja titular grupo ou categoria de pessoas ligadas entre si ou com a
parte contrária por uma relação jurídica básica;
II - individuais homogêneos, assim entendidos, para efeito desta Lei, os decorrentes
de origem comum e da atividade ou situação específica da totalidade ou de parte dos
associados ou membros do impetrante.
4) MANDADO DE INJUNÇÃO
• Art. 5º, LXXI, da CF: “conceder-se-á mandado de injunção sempre que
a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos
direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à
nacionalidade, à soberania e à cidadania”.
• Relação de causalidade entre a falta ou insuficiência de lei e o
exercício de direito.
• Fiscalização concreta da inconstitucionalidade por omissão.
• Introduzido na CF/88.
• Regulamentado pela Lei 13.300/16.
• Visa coibir a síndrome de inefetividade das normas
constitucionais, vale dizer, normas constitucionais que, de imediato,
no momento em que a Constituição entra em vigor não têm o
condão de produzir todos os seus efeitos, necessitando de ato
normativo integrativo e infraconstitucional.
• normas constitucionais de eficácia limitada, aplicabilidade mediata e
reduzida:
a) normas de eficácia limitada, declaratórias de princípios institutivos
ou organizativos: normalmente criam órgãos (art. 91, CF)
b) normas declaratórias de princípios programáticos: veiculam
programas a serem implementados pelo Estado (art. 196, CF)
4.1) MANDADO DE INJUNÇÃO 
X ADIN POR OMISSÃO
• 1) O mandado de injunção é uma ação de natureza subjetiva
concebida como instrumento de controle concreto ou incidental de
constitucionalidade da omissão, voltado à tutela de direitos subjetivos. Já
a ação direta de inconstitucionalidade por omissão é uma ação de
natureza objetiva ideada como instrumento de
controle abstrato ou principal de constitucionalidade da omissão,
empenhado na defesa objetiva da Constituição. Isso significa que o
mandado de injunção é uma ação constitucional de garantia de Direitos,
tanto que está previsto no art. 5º, LXXI; enquanto a ação direta de
inconstitucionalidade por omissão é uma ação constitucional de garantia
da Constituição, uma vez que se encontra estabelecida no art. 103, § 2º.
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10686845/artigo-103-da-constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-de-1988
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10686168/par%C3%A1grafo-2-artigo-103-da-constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-de-1988• 2) Consequentemente, o mandado de injunção destina-se a tornar
imediatamente viável o exercício de direitos fundamentais, ao passo
que a ação direta de inconstitucionalidade por omissão presta-
se a tornar efetiva uma norma constitucional, independentemente de
o enunciado definir um direito ou não. Quanto a essa distinção,
percebe-se que a atividade normativa supletiva do Poder Judiciário, no
mandado de injunção, é um meio para a garantia de viabilidade e
exercício do direito, enquanto na ação direta de inconstitucionalidade
por omissão é o próprio fim para a concretização da norma
constitucional.
• 3) No mandado de injunção, a omissão inconstitucional obstaculiza
o exercício de um direito fundamental. Já na ação direta de
inconstitucionalidade por omissão, a omissão impede a
efetividade de qualquer norma constitucional, quer diga respeito a um
direito fundamental ou não.
4.2) FINALIDADE
• Art. 2º Conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta total
ou parcial de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos
direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à
nacionalidade, à soberania e à cidadania.
• Parágrafo único. Considera-se parcial a regulamentação quando
forem insuficientes as normas editadas pelo órgão legislador
competente.
4.3) LEGITIMIDADE
• Art. 3º São legitimados para o mandado de injunção, como
impetrantes, as pessoas naturais ou jurídicas que se afirmam
titulares dos direitos, das liberdades ou das prerrogativas referidos no
art. 2º e, como impetrado, o Poder, o órgão ou a autoridade com
atribuição para editar a norma regulamentadora.
• Art. 4º A petição inicial deverá preencher os requisitos estabelecidos
pela lei processual e indicará, além do órgão impetrado, a pessoa
jurídica que ele integra ou aquela a que está vinculado.
• MI 725 → destacando que as pessoas jurídicas de direito público
podem ser titulares de direitos fundamentais, “parece bastante razoável
a hipótese em que o município, diante de omissão legislativa
inconstitucional impeditiva do exercício desse direito, se veja
compelido a impetrar mandado de injunção” (cf. Inf. 466/STF — j.
10.05.2007, DJ de 28.05.2007).
• STF → particular não pode ser legitimado passivo.
• MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO (LMI, art. 12, I a IV):
• Ministério Público: quando a tutela requerida for especialmente
relevante para a defesa da ordem jurídica, do regime democrático ou dos
interesses sociais ou individuais indisponíveis;
• Partido político com representação no Congresso Nacional:
para assegurar o exercício de direitos, liberdades e prerrogativas de seus
integrantes ou relacionados com a finalidade partidária;
• Organização sindical, entidade de classe ou associação
legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos 1
ano: para assegurar o exercício de direitos, liberdades e prerrogativas em
favor da totalidade ou de parte de seus membros ou associados, na
forma de seus estatutos e desde que pertinentes a suas finalidades,
dispensada, para tanto, autorização especial;
• Defensoria Pública: quando a tutela requerida for especialmente
relevante para a promoção dos direitos humanos e a defesa dos direitos
individuais e coletivos dos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art.
5º da Constituição Federal.
4.4) COMPETÊNCIA
• 102, I, “q”: compete ao STF, quando a elaboração da norma regulamentadora for
atribuição do Presidente da República, do Congresso Nacional, da Câmara dos
Deputados, do Senado Federal, das Mesas de uma dessas Casas Legislativas, do
tribunal de Contas da União, de um dos tribunais Superiores ou do próprio STF;
• 102, II, “a”: compete ao STF processar e julgar em recurso ordinário o mandado de
injunção decidido em única instância pelos tribunais Superiores, se denegatória a
decisão;
• 105, I, “h”: compete ao STJ processar e julgar, originariamente, o mandado de
injunção, quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição de órgão,
entidade ou autoridade federal, da administração direta ou indireta, excetuados os
casos de competência do STF e dos órgãos da Justiça Militar, da Justiça Eleitoral, da
Justiça do trabalho e da Justiça Federal;
• 121, § 4.o, V: competência atribuída ao TSE para julgar em grau de recurso mandado
de injunção denegado pelo TER;
• 125, § 1.o: estabelece que os Estados organizarão sua Justiça, observados os
princípios estabelecidos na CF, sendo a competência dos tribunais definida na
Constituição do Estado.
4.5) DEFERIMENTO DA 
INJUNÇÃO
• Art. 8º Reconhecido o estado de mora legislativa, será deferida a injunção para:
• I - determinar prazo razoável para que o impetrado promova a edição da
norma regulamentadora;
• II - estabelecer as condições em que se dará o exercício dos direitos, das
liberdades ou das prerrogativas reclamados ou, se for o caso, as condições em que
poderá o interessado promover ação própria visando a exercê-los, caso não seja
suprida a mora legislativa no prazo determinado.
• Parágrafo único. Será dispensada a determinação a que se refere o inciso I
do caput quando comprovado que o impetrado deixou de atender, em mandado
de injunção anterior, ao prazo estabelecido para a edição da norma.
4.6) EFEITOS DA DECISÃO
• Art. 9º A decisão terá eficácia subjetiva limitada às partes e produzirá
efeitos até o advento da norma regulamentadora.
• § 1º Poderá ser conferida eficácia ultra partes ou erga omnes à
decisão, quando isso for inerente ou indispensável ao exercício do
direito, da liberdade ou da prerrogativa objeto da impetração.
• § 2º Transitada em julgado a decisão, seus efeitos poderão ser
estendidos aos casos análogos por decisão monocrática do
relator.
• § 3º O indeferimento do pedido por insuficiência de prova não
impede a renovação da impetração fundada em outros elementos
probatórios.
POSIÇÃO
CONCRETISTA 
DIRETA
CONCRETISTA 
INTERMEDIÁRIA
GERAL
COLETIVA
INDIVIDUAL
NÃO 
CONCRETISTA
5) AÇÃO POPULAR
• Primeiro meio para a tutela de direitos transindividuais no direito
brasileiro;
• Aparece na Constituição pela primeira vez na Carta de 1824, e
posteriormente, somente em 1934;
• Regulamentado pela Lei 4.717/65;
• Anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado
participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio
histórico e cultural (arts. 5º, LXXIII, da CF e 1º da Lei 4.717/65);
• Mecanismo que permite a qualquer cidadão, no pleno gozo de seus
direitos políticos, invocar a tutela jurisdicional de interesses difusos;
• Visa resguardar a coisa pública, a coisa do povo → impessoalidade;
• A sentença proferida em ação popular é desconstitutiva (anula o ato
lesivo) e, também, condenatória (condena os responsáveis e beneficiários
por perdas e danos).
5.1) FINALIDADE
• Proteger interesses difusos.
• Invalidar atos ilegais e lesivos ao patrimônio histórico ou cultural da
União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, bem como
salvaguardar o princípio da moralidade administrativa e o meio
ambiente.
• Pode ser usada de forma preventiva (ajuizada antes de os efeitos
lesivos serem consumados) ou repressiva (ajuizada para ressarcir o
dano causado), inclusive em sede de medida liminar, desde que
estejam presentes o perigo da mora e a fumaça do bom direito.
• Não é preciso se esgotarem todos os meios jurídicos e
administrativos de prevenção ou repressão dos atos lesivos ao
patrimônio público.
5.2) OBJETO
• O objeto da ação popular é a impugnação de atos lesivos e ilegais, praticados contra:
- entes estatais e seus órgãos paraestatais e autarquias; patrimônio público, histórico e
cultural; meio ambiente; moralidade administrativa.
• a ação popular não serve para tutelar direito líquido e certo → Súmula 101 do STF: “O
mandado de segurança não substitui a ação popular”.
• atos imorais, comissivos, omissivos, viciados, desmotivados, defeituosos, ilícitos quanto ao
objeto, exercidos por autoridades incompetentes, podem ser atacados via ação popular
(Lei n. 4.717/65,art. 1º). Precedente do STF: qualquer do povo pode impetrar ação
popular, com a finalidade de desconstituir ato lesivo à moralidade administrativa (STF, RE
167.137, Rel. Min. Paulo Brossard, DJ de 25-11-1994).
• Presente a lesividade ou, apenas, a ilegalidade, já é possível ajuizá-la. Precedentes: STF, RTJ,
95:1121 e 96:1370; RT, 503:65.
• A mera presunção de ilegalidade ou lesividade do ato já enseja a sua propositura (Lei n.
4.717/65, art. 4º).
• O essencial é que o ato ilícito ou lesivo afetem, obrigatoriamente, o patrimônio público.
• Os atos jurisdicionais — sujeitos a recursos específicos e à ação rescisória — não
podem ser atacados via ação popular, a qual não constitui meio apropriado para esse fim,
e tampouco foi criada com esse intuito.
5.3) LEGITIMIDADE ATIVA
• Apenas o cidadão, seja brasileiro nato, seja naturalizado, no pleno
gozo de seus direitos políticos, tem legitimidade ativa para propor
a ação popular.
• O autor popular deve possuir legitimidade processual para ingressar
em juízo → substituto processual.
• Não podem:
• pessoas jurídicas; Súmula 365 do STF: “Pessoa jurídica não tem
legitimidade para propor ação popular”.
• brasileiros natos ou naturalizados, sem alistamento eleitoral;
• brasileiros, natos ou naturalizados, que tiveram suspensos ou
declarados perdidos seus direitos políticos (CF, art. 15);
• membros do Ministério Público : podem opinar sobre a procedência
da ação
5.4) LEGITIMIDADE PASSIVA
• Sujeito passivo na ação popular é o agente que praticou o ato, a
entidade lesada e os beneficiários do ato ou contrato lesivo ao
patrimônio público (Lei n. 4.717/65, art. 6º, § 2º).
• Assim, podem ocupar o polo passivo na ação popular: • titulares das
pessoas jurídicas da Administração direta e indireta, das empresas
públicas ou privadas, das sociedades de economia mista; e
• autoridades, funcionários, administradores, agentes que autorizaram,
aprovaram, ratificaram e até praticaram atos comissivos ou omissivos,
lesivos ao patrimônio público.
6) AÇÃO CIVIL PÚBLICA
• Constituição Federal: Art. 129 - São funções institucionais do
Ministério Público:
III - promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção
do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses
difusos e coletivos;
§ 1º - A legitimação do Ministério Público para as ações civis previstas
neste artigo não impede a de terceiros, nas mesmas hipóteses, segundo
o disposto nesta Constituição e na lei.
• LEI nº 7.347, DE 24 DE JULHO DE 1985. Disciplina a ação civil pública
de responsabilidade por danos causados ao meio- ambiente, ao
consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico,
turístico e paisagístico e dá outras providências.
6.1) CONCEITO E FINALIDADE
• O conceito de ação civil pública apresentado por Kalleo Castilho Costa (2011)., deixa
claro até mesmo a finalidade desta ação, qual seja:
• [...] A ação civil pública é o instrumento processual adequado para o exercício do
controle popular sobre os atos dos poderes públicos, [...]
• [...]o instrumento processual adequado para reprimir ou impedir danos ao meio
ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico
e paisagístico e por infrações de ordem econômica, protegendo, assim, interesses difusos
da sociedade.
• Nesse mesmo escopo Arnoldo Wald apresenta que “a ação civil pública é um dos meios
processuais modernos e democráticos de maior importância [...] constituindo-se [...] uma
das técnicas mais relevantes de defesa dos direitos individuais e coletivos sendo utilizada
nos mais variados campos de atividade[...]”
• Destaca-se que esse instrumento processual de defesa dos direitos difusos e coletivos
visa coibir atos que atentem contra o meio ambiente, já que se trata de bem de uso
comum do povo e que é declarado na própria Carta Magna em seu art. 225, contra a
Administração Pública, e todos aqueles previstos no art.1º da Lei 7347/85.
6.2) LEGITIMIDADE ATIVA
• a Legitimidade nestas ações de caráter metaindividual pode ser classificada
em três partes, ela é Coletiva, vez que pertence a vários titulares, Exclusiva,
pois ambos possuem autonomia para propor a demanda
independentemente de autorização e Taxativa porquanto prevista em lei.
• Os legitimados para a propositura da Ação Civil Pública são: o Ministério
Público, a Defensoria Pública, a União, os Estados, o Distrito Federal, os
Municípios, as Autarquias, Empresas Públicas, Fundações, Sociedades de
Economia Mista, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, as
Associações instituídas há pelo menos um ano, e as Entidades e órgãos da
Administração Pública Direta ou Indireta, devidamente formalizadas com tal
finalidade.
• O Ministério Público encabeça a lista dos responsáveis pela proteção dos
interesses coletivos, o parquet ganhou notoriedade porque sua atuação foi
expressamente permitida pela Constituição Federal, precipuamente no
artigo 129, §1º, III.
• Por unanimidade, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF)
julgou improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI)
3943 e considerou constitucional a atribuição da Defensoria Pública
em propor ação civil pública. Essa atribuição foi questionada pela
Associação Nacional dos Membros do Ministério Público
(Conamp) sob a alegação de que, tendo sido criada para atender,
gratuitamente, cidadãos sem condições de se defender
judicialmente, seria impossível para a Defensoria Pública atuar na
defesa de interesses coletivos, por meio de ação civil pública.
• Seguindo o voto da relatora, ministra Cármen Lúcia, os ministros
entenderam que o aumento de atribuições da instituição amplia o
acesso à Justiça e é perfeitamente compatível com a Lei
Complementar 132/2009 e com as alterações à Constituição
Federal promovidas pela Emenda Constitucional 80/2014, que
estenderam as atribuições da Defensoria Pública e incluíram a de
propor ação civil pública.
6.3) INQUÉRITO CIVIL
• Uma das mais importantes inovações da Lei de Ação Civil Pública foi o
surgimento da figura do Inquérito Civil.
• Trata-se de procedimento administrativo de colheita de elementos
probatórios necessários à propositura da ação civil pública.
• Pode requisitar de qualquer organismo público ou privado, certidões,
informações, exames ou perícias, no prazo que assinalar.
• Se o órgão do Ministério Público, esgotadas todas as diligências, se
convencer da inexistência de fundamento para a propositura da ação civil,
promoverá o arquivamento dos autos do inquérito civil ou das peças
informativas, fazendo-o fundamentadamente.
• Constitui crime a recusa, o retardamento ou a omissão de dados técnicos
indispensáveis à propositura da ação civil, quando requisitados pelo
Ministério Público.
6.4) TAC
• Os órgãos públicos legitimados poderão tomar dos interessados
compromisso de ajustamento de sua conduta às exigências legais,
mediante cominações, que terá eficácia de título executivo extrajudicial.
• A legislação prevê que o TAC pode ser celebrado a partir da iminência
ou da existência de uma ação ou omissão — potencial ou efetivamente
— violadora de direitos transindividuais.
• Por seu intermédio, o responsável pelo fato assume o compromisso de
evitar ou remover o ilícito, e/ou de reparar o dano; obriga-se
formalmente a se ajustar às disposições normativas incidentes.
• Não precisa ser homologado judicialmente se o TAC for realizado nos
autos do inquérito civil; somente será necessária sua homologação se o
acordo for realizado nos autos do processo judicial.
• Nada impede que esse acordo (TAC) venha a ser realizado após a
propositura da ACP.

Mais conteúdos dessa disciplina