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(Exame de Ordem – FGV/OAB – XXIV Exame) Após anos de defasagem salarial, milhares de trabalhadores que integravam o mesmo segmento profissional reuniram-se na sede do Sindicato W, legalmente constituído e em funcionamento há vinte anos, que representava os interesses da categoria, em assembleia geral convocada especialmente para deliberar a respeito das medidas a serem adotadas pelos sindicalizados. Ao fim de ampla discussão, decidiram que, em vez da greve, que causaria grande prejuízo à população e à economia do país, iriam se encontrar nas praças da capital do Estado Alfa, com o objetivo de debater publicamente os interesses da categoria de forma organizada e ordeira, e ainda fariam passeatas semanais pelas principais ruas da capital. Em situações dessa natureza, a lei dispõe que seria necessária a prévia comunicação ao comandante da Polícia Militar. 
No mesmo dia em que recebeu a comunicação dos encontros e das passeatas semanais, que teriam início em dez dias, o comandante da Polícia Militar, em decisão formalmente comunicada ao Sindicato W, decidiu indeferi-los, sob o argumento de que atrapalhariam o direito ao lazer nas praças e a tranquilidade das pessoas, os quais são protegidos pela ordem jurídica. Inconformado com a decisão do comandante da Polícia Militar, o Sindicato W procurou um advogado e solicitou o manejo da ação judicial cabível, que dispensasse instrução probatória, considerando a farta prova documental existente, para que os trabalhadores pudessem cumprir o que foi deliberado na assembleia da categoria, no prazo inicialmente fixado, sob pena de esvaziamento da força do movimento. (Valor: 5,00). Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de direito que possam ser utilizados para dar respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere pontuação. 
5.1 - Modelo de Resolução 
EXCELENTISSÍMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA __ VARA CIVEL DA COMARCA X 
Perceba que, nesse caso, a competência é do juízo cível de 1º grau, tendo em vista que a autoridade coatora (Comandante da Polícia Militar) não possui foro por prerrogativa de função. 
SINDICATO W, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o número ____, com sede à Rua ____, vem, respeitosamente à presença de Vossa Excelência, por intermédio de seu advogado ao final assinado, constituído nos termos do instrumento de procuração em anexo, com fulcro no artigo 5º, inciso LXIX, da Constituição Federal e no artigo 1º, da Lei nº 12.016/2009, impetrar o presente MANDADO DE SEGURANÇA COM PEDIDO LIMINAR 
Não se esqueça de já indicar o pedido liminar. 
Em face de ato abusivo perpetrado pelo COMANDANTE DA POLÍCIA MILITAR, autoridade impetrada que poderá ser notificada no endereço _____, consoante os fatos e fundamentos a seguir aduzidos. 
DOS FATOS 
Usualmente não pontuam no espelho, portanto, o aluno deverá ser objetivo e preciso quando relatar os fatos. 
DA LEGITIMIDADE 
Neste tópico é essencial que o aluno aponte que o sindicato possui legitimidade para representar seus associados, nos termos do artigo 21 da Lei n. 12.016/2009. 
	Art. 21. O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por partido político com representação no Congresso Nacional, na defesa de seus interesses legítimos relativos a seus integrantes ou à finalidade partidária, ou por organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há, pelo menos, 1 (um) ano, em defesa de direitos líquidos e certos da totalidade, ou de parte, dos seus membros ou associados, na forma dos seus estatutos e desde que pertinentes às suas finalidades, dispensada, para tanto, autorização especial. 
Conforme disposto no artigo 21 da Lei 12.016/09, o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por entidade sindical, na defesa dos direitos líquidos e certos dos seus membros. 
Desta forma, tem-se que o Sindicato W é parte legítima para a impetração da presente ação constitucional. 
DO DIREITO 
DO DIREITO À REUNIÃO PACÍFICA 
A Constituição Federal, em seu artigo 5º, inciso XVI, prevê o direito fundamental dos indivíduos de se reunirem pacificamente em locais abertos ao público, independente de autorização. 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: 
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente; 
Conforme se depreende do referido dispositivo constitucional, os únicos requisitos ao exercício desse direito são que a reunião seja pacífica, sem armas e que não frustre outra reunião anteriormente convocada. 
Além disso, a Constituição exige apenas comunicação prévia à autoridade competente. 
Desta forma, tem-se que o ato do Comandante da Polícia Militar que indefere o pedido realizado pelos indivíduos é ilegal e inconstitucional, por restringir um direito fundamental, devendo, portanto, ser anulado. 
 	 	 
1 
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DO PEDIDO LIMINAR 
O fundamento relevante do direito restou demonstrado pela agressão ao direito fundamental de reunião dos representados. Já o perigo da demora consiste no fato de que a impossibilidade de realizar as manifestações impede a realização das passeatas, o que pode acarretar na deflagração de movimento grevista. 
Assim, presentes os requisitos autorizadores, requer-se, nos termos do artigo 7º, III, da Lei nº 12.016/2009, seja concedida MEDIDA LIMINAR para SUSPENDER a licitação até o julgamento final do presente mandado de segurança. 
DOS PEDIDOS 
Deferida e cumprida a liminar pleiteada, requer-se: 
a) A notificação da Autoridade impetrada para prestar informações (art. 7º, I, Lei nº 12.016/2009). 
b) Seja cientificada ao ESTADO, através do seu órgão de representação judicial, para que, querendo, ingresse no presente feito (art. 7º, II, Lei nº 12.016/2009). 
c) A concessão da segurança para, confirmando a liminar deferida. 
d) A intimação do membro do Ministério Público para que traga aos autos o seu parecer (art. 12, Lei nº 12.016/2009). 
e) Requer-se, sejam acostados os documentos hábeis a provar os fatos alegados. 
ATENÇÃO: não há protesto por provas, tendo em vista a necessidade de prova préconstituída. 
Dá-se à causa o valor de ____. 
Nestes Termos, 
Pede Deferimento. 
Local/DATA. 
Advogado - OAB/ N. 
(Exame de Ordem – FGV/OAB – XXII – Direito Constitucional) Servidores públicos do Estado Beta, que trabalham no período da noite, procuram o Sindicato ao qual são filiados, inconformados por não receberem adicional noturno do Estado, que se recusa a pagar o referido benefício em razão da inexistência de lei estadual que regulamente as normas constitucionais que asseguram o seu pagamento. 
O Sindicato resolve, então, contratar escritório de advocacia para ingressar com o adequado remédio judicial, a fim de viabilizar o exercício em concreto, por seus filiados, da supramencionada prerrogativa constitucional, sabendo que há a previsão do valor de vinte por cento, a título de adicional noturno, no Art. 73 da Consolidação das Leis do Trabalho. 
Considerando os dados acima, na condição de advogado(a) contratado(a) pelo Sindicato, utilizando o instrumento constitucional adequado, elabore a medida judicial cabível. 
5.1 - Modelo de Resolução 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO BETA 
No caso do enunciado, a competência é do Tribunal de Justiça, uma vez que: 
Presidente da República -> Competência STF 
Governador do Estado -> Competência TJ local 
O Sindicato, entidade sindical dos servidores públicos do Estado Beta, com sede na…, por meio de seu advogado constituído, conforme procuração anexa, vem, perante V.Exa, com fundamento no art. 5º, LXXI da Constituição Federal, e nos termos da Lei. 13.300/2016, impetrar 
MANDADODE INJUNÇÃO COLETIVO 
No caso do MI coletivo, escrever MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO + abrir tópico 2. “LEGITIMIDADE ATIVA” e fundamentar com base art. 12 da Lei. 13.300/16 
em virtude da omissão do Governador do Estado Beta, que poderá ser encontrado na sede funcional, que está impedindo o exercício de direito previsto no art. art. 7º, IX, e no art. 39, § 3º, ambos da CRFB/88, nos termos que seguem: 
I – DOS FATOS 
Descrever objetivamente os fatos narrados na questão, deixando claro qual a autoridade cometeu a omissão legislativa. Cuidado para não inventar matéria de fato não fornecida pela banca. Isso pode caracterizar identificação de peça, ok? 
II - DA LEGITIMIDADE 
	Art. 12. O mandado de injunção coletivo pode ser promovido: 
III - por organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos 1 (um) ano, para assegurar o exercício de direitos, liberdades e prerrogativas em favor da totalidade ou de parte de seus membros ou associados, na forma de seus estatutos e desde que pertinentes a suas finalidades, dispensada, para tanto, autorização especial;. 
Conforme disposto no artigo 12 da Lei 13.300/16, o mandado de injunção coletivo pode ser impetrado por entidade sindical, para assegurar o exercício de direitos, liberdades e prerrogativas em favor da totalidade ou de parte de seus membros. 
Desta forma, tem-se que o Sindicato é parte legítima para a impetração da presente ação constitucional. 
III - DA FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA 
	Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: 
IX - remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; 
A omissão do Governado do Estado Beta em elaborar proposta de lei instituindo o adicional noturno aos Servidores Públicos do Estado Beta está inviabilizando o exercício de direito previsto no art. 7º, IX, da CF/88, sendo necessária a intervenção do Poder Judiciário para sanar essa inconstitucionalidade. 
	Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, no âmbito de sua competência, regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta, das autarquias e das fundações públicas: 
§ 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. 7º, IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir. 
É certo que o dispositivo acima tem como destinatários os trabalhadores da iniciativa privada. Ocorre que o artigo 39, §3º, da CF/88 estende aos servidores públicos referido direito social. 
O preceito constitucional é uma norma de eficácia limitada, não autoaplicável, sendo assim para que possa ter a sua aplicabilidade integral é necessária a edição de norma infraconstitucional. 
Aqui fica evidente a necessidade da aplicação da lei 13.300/16, para fixar prazo razoável para que seja sanada a referida omissão inconstitucional, para que seja viabilizado o exercício do direito constitucional pretendido. 
Por fim, caso não seja sanada a obrigação, é de rigor que sejam fixadas as condições para o exercício do direito ao adicional noturno. 
	Art. 8º Reconhecido o estado de mora legislativa, será deferida a injunção para: 
I - determinar prazo razoável para que o impetrado promova a edição da norma regulamentadora; 
II - estabelecer as condições em que se dará o exercício dos direitos, das liberdades ou das prerrogativas reclamados ou, se for o caso, as condições em que poderá o interessado promover ação própria visando a exercê-los, caso não seja suprida a mora legislativa no prazo determinado. 
IV - DOS PEDIDOS E REQUERIMENTOS 
Diante do exposto, requer a V.Exa: 
I. Notificação da autoridade coatora para apresentar informações, nos termos do artigo 5º, I, da lei 
13.300/16; 
II. Ciência do ajuizamento da ação ao órgão de representação judicial da pessoa jurídica interessada; 
III. Intimação do Representante do Ministério Público, para opinar em 10 dias; 
IV. A procedência da ação, para fixação de prazo razoável para que a omissão normativa seja sanada e, em não sendo sanada, a fixação das condições para o exercício do direito; 
V. A condenação ao pagamento de honorários advocatícios, custas e despesas processuais; 
VI. Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidas. Dá-se à causa o valor de R$… 
Nestes termos, pede deferimento. 
Local e data 
Advogado - OAB N. 
(Exame de Ordem – FGV/OAB – Exame 2010.3 – Direito Constitucional) Tício, brasileiro, casado, engenheiro, na década de setenta, participou de movimentos políticos que faziam oposição ao Governo então instituído. Por força de tais atividades, foi vigiado pelos agentes estatais e, em diversas ocasiões, preso para averiguações. 
Seus movimentos foram monitorados pelos órgãos de inteligência vinculados aos órgãos de Segurança do Estado, organizados por agentes federais. Após longos anos, no ano de 2010, Tício requereu acesso à sua ficha de informações pessoais, tendo o seu pedido indeferido, em todas as instâncias administrativas. 
Esse foi o último ato praticado pelo Ministro de Estado da Defesa, que lastreou seu ato decisório, na necessidade de preservação do sigilo das atividades do Estado, uma vez que os arquivos públicos do período desejado estão indisponíveis para todos os cidadãos. 
Tício, inconformado, procura aconselhamentos com seu sobrinho Caio, advogado, que propõe apresentar ação judicial para acessar os dados do seu tio. 
Na qualidade de advogado contratado por Tício, redija a peça cabível ao tema, observando: a) competência do Juízo; b) legitimidade ativa e passiva; c) fundamentos de mérito constitucionais e legais vinculados; d) os requisitos formais da peça inaugural. 
5.1 - Modelo de Resolução 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA 
Perceba que o enunciado deixa claro que o último ato praticado foi do Ministro de Estado da Defesa, desta forma, a competência é do STJ, nos termos do artigo 105, I, b, da CF/88. 
Tício, nacionalidade..., estado civil (ou existência de união estável) ..., profissão..., portador do RG nº... e do CPF nº..., endereço eletrônico..., residente e domiciliado..., nesta cidade, por meio de seu advogado constituído, conforme procuração anexa, perante V.Exa, de acordo com o art. 5º, LVXXII da CRFB/88 e na Lei nº 9.507/97 impetrar 
HABEAS DATA 
contra ato do Ministro de Estado da Defesa, autoridade coatora..., com sede funcional…, nos termos que segue: 
I – DOS FATOS 
Descrever objetivamente os fatos narrados na questão, deixando claro qual a autoridade cometeu a omissão legislativa. Cuidado para não inventar matéria de fato não fornecida pela banca. Isso pode caracterizar identificação de peça, ok? 
II – DA RECUSA ADMINISTRATIVA 
	Art. 8° A petição inicial, que deverá preencher os requisitos dos arts. 282 a 285 do Código de Processo Civil, será apresentada em duas vias, e os documentos que instruírem a primeira serão reproduzidos por cópia na segunda. 
Parágrafo único. A petição inicial deverá ser instruída com prova: 
I - da recusa ao acesso às informações ou do decurso de mais de dez dias sem decisão; 
II - da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso de mais de quinze dias, sem decisão; ou 
III - da recusa em fazer-se a anotação a que se refere o § 2° do art. 4° ou do decurso de mais de quinze dias sem decisão. 
O art. 8º da Lei n° 9507/97 exige a comprovação da prévia recusa administrativa para que seja impetrado o Habeas data. 
Como apresentado, ao impetrante foi negado o direito de retificar informação pessoal administrativamente, de acordo com documento comprobatório em anexo. Desta forma, resta devidamente preenchido o requisito da prévia recusa administrativa. 
III – DOS FUNDAMENTOS JURÍDICOS 
No caso em exame, a autoridade coatora negou o acesso de Tício à sua ficha de informações pessoais, constante de banco de dados público, em flagrante violaçãoà ordem constitucional. 
Nesse sentido, a Constituição em seu art. 5º, LXXII, alínea a, estabeleceu o presente remédio constitucional e o seu cabimento. 
LXXII - conceder-se-á habeas data: 
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; 
Isto posto, cumpre destacar que no caso há de ser julgado procedente o Habeas data, promovendo a tutela jurisdicional e a satisfação do direito do impetrante ao acesso às suas informações pessoais. 
IV – DOS PEDIDOS 
Diante do exposto, requer a V.Exa: 
a) a procedência para que seja assegurado ao impetrante o acesso à informação, nos termos do art. 
5º, LXXII, c/c o art. 7º, I, da Lei n. 9.507/97); 
b) a notificação da autoridade coatora para prestar informações, nos termos do art. 9, Lei. 9.507/97; 
c) a intimação do representante do Ministério Público (art. 12, Lei. 9.507/97); 
d) a juntada dos documentos em anexo, conforme art. 8º, Lei. 9.507/97; 
e) condenação da autora ao pagamento de honorários advocatícios,. 
Atribui-se à causa o valor de R$ … 
Termos em que, pede deferimento. 
Local... e Data… Advogado OAB/N. 
	(Exame de Ordem – FGV/OAB – VII Exame) O Município Y, representado pelo Prefeito João da Silva, celebrou contrato administrativo com a empresa W – cujo sócio majoritário é Antonio Precioso, filho da companheira do Prefeito –, tendo por objeto o fornecimento de material escolar para toda a rede pública municipal de ensino, pelo prazo de sessenta meses. O contrato foi celebrado sem a realização de prévio procedimento licitatório e apresentou valor de cinco milhões de reais anuais. 
José Rico, cidadão consciente e eleitor no Município Y, inconformado com a contratação que favorece o filho da companheira do Prefeito, o procura para, na qualidade de advogado(a), identificar e minutar a medida judicial que, em nome dele, pode ser proposta para questionar o contrato administrativo. 
A medida judicial deve conter a argumentação jurídica apropriada e o desenvolvimento dos fundamentos legais da matéria versada no problema, abordando, necessariamente: 
(i) competência do órgão julgador; 
(ii) a natureza da pretensão deduzida por José Rico; e (iii) os fundamentos jurídicos aplicáveis ao caso. 
5.1 - Modelo de Resolução 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA__ VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE 
Y 
JOSÉ RICO, cidadão, eleitor do Município Y, conforme título de eleitor ora acostado (§3º, do artigo 1º, da Lei 4.717/65), portador do RG de número ___, inscrito no CPF sob o número ____, residente e domiciliado no endereço ____, por seu advogado ao final assinado, constituído nos termos do instrumento de procuração em anexo, vem, tempestiva e respeitosamente à presença de Vossa Excelência, com fulcro no artigo 5º, inciso LXXIII, da CF/88 c/c artigo 1º, da Lei 4.717/65, propor a presente 
AÇÃO POPULAR 
Em face do MUNICÍPIO Y, pessoa jurídica de direito público interno, com sede à Rua ____, de João da Silva, do PREFEITO MUNICIPAL DE Y, portador do RG de número, inscrito no CPF sob o número ___, residente e domiciliado à Rua _____, e da EMPRESA W, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ/MF sob o número _____, com sede à Rua _____, consoante os fatos e fundamentos a seguir aduzidos. 
DOS FATOS 
Descrever objetivamente os fatos narrados na questão, deixando claro qual a autoridade cometeu a omissão legislativa. Cuidado para não inventar matéria de fato não fornecida pela banca. Isso pode caracterizar identificação de peça, ok? 
DO DIREITO 
DA COMPETÊNCIA DESTE MM. JUÍZO 
Antes de discutirmos o mérito da questão, cabe-nos pontuar a competência da Justiça Comum de 1º Grau da Comarca de Y para processar e julgar a presente demanda. 
É que, nos termos do artigo 5º, da Lei 4.717/65, sendo a demanda proposta em face de ato lesivo ao Município Y no qual inexiste interesse da União Federal, esta vara será competente, ainda que manejada a demanda em face de agente detentor de foro privilegiado. 
DA AUSÊNCIA DE PROCESSO LICITATÓRIO 
	Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: 
XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. (Regulamento) 
A ausência de processo licitatório previsto na Lei nº 8.666/93 para aquisição de material escolar, caracteriza ofensa grave ao artigo 37, XXI, da CRFB/88 e ao artigo 2º, da Lei nº 8.666/93. 
Isso porque, o objeto ou o valor da contratação efetuada pelo Município não se enquadram nas hipóteses de dispensa ou de inexigibilidade do procedimento licitatório previstos na Lei 8.666/93. 
Incontestável é que R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais) é muito superior ao limite da dispensa de licitação de R$ 17.600,00 (dezessete mil e seiscentos reais) prevista no art. 24, inciso II da Lei nº 8.666/93. 
Diante da ausência de processo licitatório, a declaração de nulidade contratual é medida que se impõe. 
DA VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE E DA MORALIDADE 
Cabe-nos pontuar que a conduta perpetrada pelo Prefeito João da Silva em contratar a empresa W, cujo sócio titular é filho de sua companheira, atenta contra os princípios da moralidade e da impessoalidade que devem nortear a conduta do administrador público, conforme caput do artigo 37, da Constituição Federal. 
O administrador não pode efetivar contratações visando a beneficiar pessoas determinadas, em detrimento do interesse público que circunda a sua atuação. Trata-se de flagrante agressão ao princípio da impessoalidade que norteia a Administração, utilizar dinheiro público em benefício de interesses particulares. 
A conduta do Prefeito, portanto, também feriu o princípio da moralidade administrativa ao não seguir as regras para contratações de entes públicos previstas no artigo 37, inciso XXI, da Constituição Federal e no artigo 2º, da Lei 8.666/93. 
DA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 57, DA LEI Nº 8.666/93 
Por fim, a contratação efetuada no prazo de sessenta meses viola o disposto no artigo 57, da Lei 8.666/93 que limita a duração dos contratos à vigência dos respectivos créditos orçamentários, salvo raras exceções. No caso, observa-se também que o objeto do contrato está diretamente relacionado a um bem material (a ser comprado) e não exatamente a um serviço, reforçando a aplicação do mencionado art. 57. 
Necessária, portanto, a imediata interferência do Poder Judiciário para se evitar a grave lesão ao patrimônio público municipal, anulando-se o contrato com efeitos retroativos, bem como procedendo ao devido ressarcimento aos cofres públicos dos valores eventualmente já pagos à empresa contratada. 
DA TUTELA DE URGÊNCIA 
Os requisitos autorizadores para a concessão de tutela de urgência estão devidamente comprovados nos autos, quais sejam, a probabilidade do direito e o perigo de dano, nos termos do artigo 300, do CPC. 
A probabilidade do direito é demonstrada tanto pela violação aos princípios da impessoalidade e da moralidade, como também pelo flagrante descompasso do valor do contrato com a lei 8.666/93, visto que o valor de cinco milhões de reais é muito superior à possibilidade de dispensa de licitação. 
Já o perigo de dano demonstra-se pelo justo receio de desfalcar os cofres públicos, em prejuízo à coletividade, de forma que atinja diretamente outros setores, tais como: educação, saúde, segurança pública; problema esse agravado por se tratar de pagamento de contrato flagrantemente irregular. 
Assim, demonstradosos requisitos autorizadores, requer-se, desde já, com fulcro nos artigos 300, do CPC e 5º, parágrafo 4º, da Lei 4.717/65 a CONCESSÃO DA TUTELA DE URGÊNCIA a fim de liminarmente suspender os efeitos do contrato objeto da presente ação popular. 
DOS PEDIDOS 
Ante o exposto, requer-se: 
I. A citação do réu, para, querendo, contestar a presente ação, no prazo de 20 dias, sob pena de aplicação dos efeitos da revelia, nos termos do art. 7º da Lei n. 4.717/65; 
II. A intimação do representante do Ministério Público nos termos do art. 7º da Lei n. 4.717/65; 
III. A procedência de pretensão para decretar a invalidade do ato lesivo ao patrimônio público; 
IV. A condenação dos responsáveis ao ressarcimento dos danos causados; 
V. A juntada de documentos anexos; 
VI. A condenação da ré ao pagamento de honorários advocatícios. 
Protesta e requer provar o alegado por todos os meios de provas em direito admitidos, em especial a juntada de título de eleitor. 
Dá-se à causa o valor de ____. 
Nestes Termos, 
Pede Deferimento. 
Local/DATA. Advogado OAB/ N. 
(Exame de Ordem – FGV/OAB – XXVI Exame) A sociedade empresária Leva e Traz explora, via concessão, o serviço público de transporte de passageiros no município Sigma, conhecido pelos altos índices de criminalidade; por isso, a referida concessionária encontra grande dificuldade em contratar motoristas para seus veículos. A solução, para não interromper a prestação dos serviços, foi contratar profissionais sem habilitação para a direção de ônibus. 
Em paralelo, a empresa, que utiliza ônibus antigos (mais poluentes) e em péssimo estado de conservação, acertou informalmente com todos os funcionários que os veículos não deveriam circular após as 18 horas, dado que, estatisticamente, a partir desse horário, os índices de criminalidade são maiores. Antes, por exigência do poder concedente, os ônibus circulavam até meia-noite. 
Os jornais da cidade noticiaram amplamente a precária condição dos ônibus, a redução do horário de circulação e a utilização de motoristas não habilitados para a condução dos veículos. Seis meses após a concretização da mencionada situação e da divulgação das respectivas notícias, a associação municipal de moradores, entidade constituída e em funcionamento há dois anos e que tem por finalidade institucional, dentre outras, a proteção dos usuários de transporte público, contrata você, jovem advogado(a), para adotar as providências cabíveis perante o Poder Judiciário para compelir o poder concedente e a concessionária a regularizarem a atividade em questão. 
Há certa urgência, pois no último semestre a qualidade do serviço público caiu drasticamente e será necessária a produção de provas no curso do processo. 
Considerando essas informações, redija a peça cabível para a defesa dos interesses dos usuários do referido serviço público. 
5.1 - Modelo de Resolução 
Perceba que o enunciado prevê que é necessária a produção de provas no curso do processo. Dessa forma, o aluno pode excluir a possibilidade de manejo do mandado de segurança, restando apenas a ação de procedimento comum. 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA _ VARA DA COMARCA DE SIGMA, ESTADO __ 
ASSOCIAÇÃO MUNICIPAL DE MORADORES DO MUNICÍPIO SIGMA, pessoa jurídica de direito privado, com sede à Rua ____, vem, respeitosamente à presença de Vossa Excelência, por intermédio de seu advogado ao final assinado, constituído nos termos do instrumento de procuração em anexo, com fulcro no artigo 1º, II, da Lei nº 7.347/85, propor a presente: 
AÇÃO CIVIL PÚBLICA 
Em face da SOCIEDADE EMPRESÁRIA LEVA E TRAZ, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ___, com sede no endereço ___, e do MUNICÍPIO SIGMA, pessoa jurídica de direito público interno, com sede no endereço ___, pelas razões de fato e de direito a seguir aduzidas. 
DOS FATOS 
Descrever objetivamente os fatos narrados na questão, deixando claro qual a autoridade cometeu a omissão legislativa. Cuidado para não inventar matéria de fato não fornecida pela banca. Isso pode caracterizar identificação de peça, ok? 
DO DIREITO 
DA LEGITIMIDADE ATIVA: 
No que diz respeito à legitimidade ativa da demanda, o art. 5º, V, ‘a’ e ‘b’, da Lei nº 7.347/85, disciplina que as associações públicas são legitimadas para propor Ação Civil Pública desde que estejam constituídas há pelo menos um ano e que inclua entre suas finalidades institucionais, a proteção ao meio ambiente, ao consumidor, entre outros. 
Art. 5° Têm legitimidade para propor a ação principal e a ação cautelar: 
V - a associação que, concomitantemente: 
a) esteja constituída há pelo menos 1 (um) ano nos termos da lei civil; 
b) inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao patrimônio público e social, ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico. 
Conforme dispositivo mencionado, a Associação de Moradores do município Sigma atente ao requisito do art. 5º, V, ‘a’, da Lei nº 7.347/85, e tem pertinência temática conforme 5º, V, ‘b’, da Lei nº 7.347/85, visto que tem uma de suas finalidades é a proteção dos usuários de transporte público, portanto, possui legitimidade ativa para a propositura da presente Ação Civil Pública. 
DA IRREGULARIDADE NA CONTRATAÇÃO DOS MOTORISTAS INABILITADOS E DA VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA SEGURANÇA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS: 
A condição irregular do serviço prestado pela concessionária responsável pelo transporte público do município Sigma é clara, vez que, contratou motoristas que não possuem autorização para dirigir ônibus. 
Assim, a conduta da requerida coloca em perigo toda a coletividade que transita pelo município Sigma, sejam eles usuários ou não. Ferindo assim a segurança exigida do serviço público conforme dispõe o art. 4º, da Lei nº 13.460/17 c/c art. 6º, § 1º, da Lei nº 8.987/95. 
Lei 8.987/95 
Art. 6o Toda concessão ou permissão pressupõe a prestação de serviço adequado ao pleno atendimento dos usuários, conforme estabelecido nesta Lei, nas normas pertinentes e no respectivo contrato. 
§ 1o Serviço adequado é o que satisfaz as condições de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas. 
Desta forma, flagrante a necessidade de regularização da prestação do serviço público. 
DA VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA ATUALIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO: 
Ainda, não bastasse a contratação de profissionais inabilitados, a concessionária utiliza ônibus antigos e altamente poluentes ao meio ambiente. Novamente colocando a coletividade em risco. 
Importante frisar que é dever das concessionárias de serviço público resguardarem a prestação de serviço adequado, conforme disciplina o art. 6º, §1º, da Lei nº 8987/95, satisfazendo as condições de segurança e atualidade, entre outras. 
Sendo assim, ao fazer uso de frota de ônibus antiga a concessionária fere os princípios da segurança e da atualidade previstos no art. 6º, §1º, da Lei nº 8987/95. 
DA VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA REGULARIDADE E DA CONTINUIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO: 
Por fim, a concessionária ré violou o contrato de concessão firmado com o município Sigma, ao pactuar com seus empregados a redução nos horários de circulação do transporte público, deixando de cumprir condição imposta pelo poder concedente, qual seja, a circulação dos ônibus até a meia-noite. 
	Art. 6o Toda concessão ou permissão pressupõe a prestação de serviço adequado ao pleno atendimento dos usuários, conforme estabelecido nesta Lei, nas normas pertinentes e no respectivo contrato. 
§ 3o Não se caracteriza como descontinuidade do serviço a sua interrupção em situação de emergência ou após prévio aviso, quando: 
I - motivada por razões de ordem técnica ou de segurança das instalações; e, II - por inadimplemento do usuário, considerado o interesse da coletividade. 
§ 4º A interrupção do serviço na hipótese prevista no inciso II do § 3º deste artigo não poderá iniciar-se na sexta-feira,no sábado ou no domingo, nem em feriado ou no dia anterior a feriado. 
Ressalte-se que a lei apenas permite a suspensão dos serviços nas hipóteses previstas na lei 8.987/95. 
Diante da inexecução parcial do serviço de transporte, a requerida violou os princípios da regularidade e da continuidade do serviço público, previstos no art. 6º, §1º, da Lei nº 8987/95 e no art. 4º, da Lei nº 13.460/17. DO PEDIDO LIMINAR: 
Os requisitos autorizadores da concessão de medida liminar estão devidamente comprovados nos autos, quais sejam a probabilidade do direito e o perigo da demora, previstos no art. 300 e seguintes do CPC. 
A probabilidade do direito está fundamentada na prestação de serviço público inadequado, que não satisfaz as condições de segurança, atualidade, regularidade e continuidade. 
Já o perigo da demora decorre do fato de que o serviço de transporte público é interrompido antes do horário previsto, causando prejuízos à população, além de ser prestado em condições que colocam em risco toda a coletividade. 
Assim, presentes os requisitos autorizadores, requer-se, seja concedida MEDIDA LIMINAR para impedir a utilização de motoristas sem habilitação, obrigar os réus à renovação da frota de ônibus e obrigar os réus à circulação dos ônibus novos até meia-noite. 
DOS PEDIDOS FINAIS 
Ante o exposto, requer-se: 
a) A concessão da liminar pleiteada para impedir a utilização de motoristas sem habilitação, obrigar os réus à renovação da frota de ônibus e obrigar os réus à circulação dos ônibus novos até meianoite. 
b) A citação dos réus para integrar a relação processual. 
c) A intimação do Ministério Público para intervir no processo (Art. 5º, § 1º, da Lei nº 7.347/81). 
d) A procedência do pedido, obrigando-se o réu ao cumprimento das obrigações de fazer e de não fazer indicadas na alínea ‘a’. 
e) A condenação do réu ao pagamento de custas e honorários; 
Protesta e requer provar o alegado por meio de todas as provas em direito admitidas. 
Dá-se à causa o valor de ____. 
Nestes Termos, 
Pede Deferimento. 
Local/DATA. Advogado OAB/ N. 
(Exame de Ordem – FGV/OAB – VI Exame) Francisco de Tal é proprietário de uma área de 2.000m2 situada bem ao lado da sede da Prefeitura do Município de Bugalhadas. 
Ao se aposentar, no ano de 2003, cansado da agitada vida da cidade de São Paulo, onde reside, Francisco resolveu viajar pelo mundo por ininterruptos três anos. 
Ao retornar, Francisco descobre que o Município de Bugalhadas iniciou em 2004, sem sua autorização, obra em seu terreno para a construção de um prédio que servirá de apoio às atividades da Prefeitura. A obra já se encontra em fase bem adiantada, com inauguração prevista para o início do próximo mês. 
Francisco procura-o, na qualidade de advogado(a), para identificar e minutar a medida judicial que pode ser adotada para tutelar seus direitos. 
A medida judicial deve conter argumentação jurídica apropriada e desenvolvimento dos fundamentos legais do instituto jurídico contido no problema, abordando necessariamente: (i) competência do órgão julgador; (ii) a natureza da pretensão a ser deduzida por Francisco; (iii) a observância do prazo prescricional; e (iv) incidência de juros. 
5.1 - Modelo de Resolução 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA _ VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE BUGALHADAS, ESTADO __ 
FRANCISCO DE TAL, nacionalidade, estado civil, profissão, inscrito no CPF sob o número__, portador do RG de número ___, residente e domiciliado à Rua ____, vem, respeitosamente à presença de Vossa Excelência, por intermédio de seu advogado ao final assinado, constituído nos termos do instrumento de procuração em anexo, com fulcro no artigo 319 e 320 do Código de Processo Civil c/c art. 1º do Decreto-Lei 3.365/41, propor: 
AÇÃO DE DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA 
em face do MUNICÍPIO DE BUGALHADAS, pessoa jurídica de direito público interno, inscrita no CNPJ___, que poderá ser cientificada, através da sua procuradoria geral, pelas razões de fato e de direito a seguir aduzidas. 
DOS FATOS 
Descrever objetivamente os fatos narrados na questão, deixando claro qual a autoridade cometeu a omissão legislativa. Cuidado para não inventar matéria de fato não fornecida pela banca. Isso pode caracterizar identificação de peça, ok? 
DO DIREITO 
DA NÃO OCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO: 
	Tema 1019, STJ: O prazo prescricional aplicável à desapropriação indireta, na hipótese em que o Poder Público tenha realizado obras no local ou atribuído natureza de utilidade pública ou de interesse social ao imóvel, é de 10 anos, conforme parágrafo único do art. 
1.238 do CC. 
No caso em concreto, a prescrição não ocorre, visto que segundo a jurisprudência do STJ, elencada no verbete da súmula 119, interpretado à luz do disposto no art. 1.238 do Código Civil, o prazo prescricional da ação de desapropriação indireta é o mesmo que o da usucapião extraordinária, ou seja, de 10 (dez) anos. 
Lembrando que não se aplica o prazo prescricional do art. 10, do Decreto-Lei 3.365/41 pelos fatos acima elucidados. 
APOSSAMENTO SEM A OBSERVÂNCIA DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E A CARACTERIZAÇÃO DA DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA: 
O devido processo legal é uma garantia fundamental da pessoa humana, devendo ser respeitado inclusive no âmbito administrativo, devendo, por decorrência lógica, ser garantido o contraditório e a ampla defesa, conforme o art. 5º, inc. LV, da CF/88. 
Acontece que a prefeitura, fere o devido processo legal quando se apossa do imóvel do autor sem o prévio procedimento elencado no decreto-lei 3.365/41 para efetuar a desapropriação. 
Portanto, cabível a presente ação, já que fora afastado qualquer ação possessória ou reivindicatória, em decorrência do bem imóvel estar afetado à utilização pública, conforme art. 35, do Decreto-Lei 3.365/41. Daí porque a pretensão do autor ser indenizatória. 
DO DIREITO À INDENIZAÇÃO PELA PERDA DA PROPRIEDADE: 
Conforme o art. 5º, inc. XXIV, da CF, cabe o direito de indenização em dinheiro, de forma justa e prévia, no mesmo sentido do art. 32 do Decreto-Lei 3.365/41 nos casos de desapropriação. 
Portanto, após ser afastada qualquer ação possessória ou reivindicatória, visto que o bem imóvel do autor se incorporou ao patrimônio da prefeitura, conforme o artigo 35, do Decreto-Lei 3.365/41, cabe apenas, pleitear as perdas e danos em decorrência dessa situação fática. 
Desta forma, deverá ser julgada procedente a ação, devendo o autor ser indenizado para recompor seu patrimônio. 
DA INCIDÊNCIA DE JUROS COMPENSATÓRIOS E MORATÓRIOS: 
Cabe também a incidência de juros compensatórios e moratórios, visto que atendidos os preceitos do art. 15-A, §3º do Decreto-Lei 3.365/41, os quais garantem tais juros nos casos de desapropriação indireta. 
	Súmula 114, STJ: Os juros compensatórios, na desapropriação indireta, incidem a partir da ocupação, calculados sobre o valor da indenização, corrigido monetariamente. 
Portanto, requer-se a aplicação do citado artigo para atribuir-lhe o valor correto da indenização. 
DOS PEDIDOS 
Ante o exposto, requer-se: 
a) A citação do Município, na pessoa do Procurador-Geral, para se quiser, responder a demanda. 
b) A procedência do pedido para condenar o município ao pagamento da indenização ao autor, pela perda da sua propriedade, de acordo com os parâmetros do art. 27, do Decreto-Lei 3.365/41. 
c) A condenação da parte Ré em custas e honorários sucumbenciais. 
d) Protesta e requer provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos, em especial__. 
Dá-se à causa o valor de ____. 
Nestes Termos, 
Pede Deferimento. 
Local/DATA. 
 
Advogado OAB/ N.