Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Istituto Europeo di Design – São Paulo
ESCOLA DE SOMMELIERS 
Novembro 2011
2
ESCOLA DE SOMMELIERS
ORIENTADORES
Alexandre Salles
Fabiano Pereira
Carlos Machado
Eliana Zmyslowski
Andrea Macruz
COORDENAÇÃO
Prof. Cristine Stuermer Coli
Trabalho de conclusão do curso de Design de Interiores apresentado à 
banca de avaliação em novembro de 2011.
RENATA QUINTO ROSSI
NOVEMBRO/2011
32
«O sucesso nasce do querer, da determinação e persistência em se chegar a um 
objetivo. Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo 
fará coisas admiráveis.»
 José de Alencar
4
Este trabalho final de graduação desenvolvido para o curso de 
Design de Interiores apresenta como tema de desenvolvimento 
o projeto de uma Escola de Sommeliers que tem como parceria 
estabelecida o Grupo Mancini. 
54
SUMÁRIO FASE DE FUNDAMENTAÇÃO
APRESENTAÇÃO
Tema: O Vinho
Escola de Sommeliers
ANÁLISE DO BRIEFING
Escola de Sommeliers para o Bairro do Bixiga
HISTÓRICO
Contextualização: Bairro do Bixiga
 Famiglia Mancini
PROBLEMATIZAÇÃO
Análise das Necessidades
Programa de Necessidades
Objetivos do Projeto
Hipóteses
FASE DE CONCEITUAÇÃO
Conceito
Painel Semântico
Paleta Cromática
Partido Arquitetônico
Referências
Cases
Pré-requisitos dimensionais
VALOR COMPETITIVO
Mercado Consumidor e Comportamento
Segmento de Atuação Sommelier e Enólogo
VALOR CRIATIVO
Linguagem e Inovacão Aplicada ao Design
Desenhos Preliminares
VALOR SOCIAL
Tendência e Comportamento
Análise Simbólica
VALOR TECNOLÓGICO
Materiais e Propriedades
Normas
Proposta Conceitual
FASE DE VALIDAÇÃO
Apresentação Final do Projeto
CONCLUSÃO
BIBLIOGRAFIA
6
08 40
10 42
12 44
44
13
4616
46
17
17 48
17 49
18 49
19
71
20 72
21
22 74
23
27
33
PROJETO ESCOLA DE SOMMELIERS
Decorrente da parceria entre o Grupo 
Mancini e o Istituto Europeo di Design 
São Paulo, o Curso de Graduação em 
Interior Design apresenta como tema 
para o trabalho de conclusão de curso 
o projeto Escola de Sommeliers, que 
consiste em um modelo único de escola 
atuante no país, englobando ensino, 
espaço de convívio, design e otimização 
do espaço público urbano. 
O VINHO
A história do vinho tem grande impor-
tância histórica, pois o seu surgimento 
em tempos remotos tornou-o um pro-
duto que acompanhou grande parte da 
evolução econômica e sócio-cultural de 
várias civilizações ocidentais e orientais.
APRESENTAÇÃO DO TEMA
7
VALOR COMPETITIVO
Mercado Consumidor e Comportamento
Segmento de Atuação Sommelier e Enólogo
VALOR CRIATIVO
Linguagem e Inovacão Aplicada ao Design
Desenhos Preliminares
VALOR SOCIAL
Tendência e Comportamento
Análise Simbólica
VALOR TECNOLÓGICO
Materiais e Propriedades
Normas
Proposta Conceitual
FASE DE VALIDAÇÃO
Apresentação Final do Projeto
CONCLUSÃO
BIBLIOGRAFIA
6
O Vinho: Generalidades
O vinho possui uma longínqua importância histórica e religiosa e remonta diversos perío-
dos da humanidade. Cada cultura conta seu surgimento de uma forma diferente. 
Há inúmeras lendas sobre a origem da produção de vinhos e a primeira delas está no 
Velho Testamento. O capítulo 9 do Gênesis diz que Noé, após ter desembarcado os 
animais, plantou um vinhedo do qual fez vinho, bebeu e se embriagou. Entre outros as-
pectos interessantes sobre a história de Noé, está o Monte Ararat, onde a Arca ancorou 
durante o dilúvio. Essa montanha de 5.166m de altura é o ápice dos Cáucasos e fica 
entre a Armênia e a Turquia. Entre as muitas expedições que subiram o monte a procura 
dos restos da Arca, apenas uma, em 1951, encontrou uma peça de madeira.
A questão mais complicada é onde morou Noé antes do dilúvio. 
Onde quer que ele tenha construído a Arca, ele tinha vinhedos e já sabia fazer o vinho. 
Uma especulação interessante é que Noé teria sido um dos muitos sobreviventes da 
submersão de Atlântida. Uma lenda basca celebra um herói chamado Ano que teria 
trazido a videira e outras plantas num barco. Curiosamente, o basco é uma das mais 
antigas línguas ocidentais e "ano", em basco, também significa vinho. 
 Na Galícia também existe uma figura legendária denominada Noya que os sumérios da 
Mesopotâmia diziam ser uma espécie de deus do mar denominado Oannes. Também 
interessante é que, na mitologia grega, Dionísio, deus do vinho, foi criado por sua tia Ino, 
uma deusa do mar, e a palavra grega para vinho é "oinos". 
O épico babilônico Gilgamesh, o mais antigo trabalho literário conhecido (1800 a.C.) 
também conta uma história de Upnapishtim, a versão babilônica de Noé. Esse homem 
também construiu uma Arca, encheu-a de animais, atracou-a numa montanha, soltou 
sucessivamente três pássaros sobre as águas e finalmente sacrificou um animal em ofe-
renda aos deuses. No entanto, Upnapishtim não fez vinho.
APRESENTAÇÃO
8
O vinho aparece em outra parte dos escritos, na qual o herói Gilgamesh entra no reino 
do sol e lá encontra um vinhedo encantado de cujo vinho obteria, se lhe fosse permitido 
bebê-lo, a imortalidade que ele procurava.
Não se pode apontar precisamente o local e a época em que o vinho foi feito pela pri-
meira vez, do mesmo modo que não sabemos quem foi o inventor da roda. O vinho não 
teve que esperar para ser inventado: ele estava lá, onde quer que uvas fossem colhidas 
e armazenadas em um recipiente que pudesse reter seu suco. 
 
Há 2 milhões de anos já coexistiam as uvas e o homem que as podia colher. Seria, por-
tanto, estranho se o «acidente» do vinho nunca tivesse acontecido ao homem nômade 
primitivo. Antes da última Era Glacial houve seres humanos cujas mentes estavam longe 
de serem primitivos como os povos Cro-Magnon que pintaram obras primas nas caver-
nas de Lascaux, na França, onde os vinhedos ainda crescem selvagem. Esses fatos 
fazem supor que, mesmo não existindo evidências claras, esses povos conheceram o 
vinho. 
Os arqueologistas aceitam acúmulo de sementes de uva como evidência (pelo menos 
de probabilidade) de elaboração de vinhos. 
Escavações em CatalHüyük (talvez a primeira das cidades da humanidade) na Turquia, 
em Damasco na Síria, Byblos no Líbano e na Jordânia revelaram sementes de uvas da 
Idade da Pedra (Período Neolítico B), cerca de 8000 a.C. As mais antigas sementes de 
uvas cultivadas foram descobertas na Geórgia (Rússia) e datam de 7000 - 5000 a.C. 
(datadas por marcação de carbono). Certas características da forma são peculiares a 
uvas cultivadas e as sementes descobertas são do tipo de transição entre a selvagem e 
a cultivada.
As sementes encontradas na Geórgia foram classificadas como Vitisvinifera variedade 
sativa, o que serve de base para o argumento de que as uvas eram cultivadas e o vinho 
presumivelmente elaborado. 
98
Escola de Sommeliers: O Enólogo, o Enófilo e o Sommelier.
 
O Enófilo
Algumas pessoas confundem o significado da palavra enófilo, o amante do 
vinho, com a de enólogo, o elaborador do vinho.
Enófilo tem um sentido mais amplo e significa «pessoa que gosta do vinho», 
mas que não tem responsabilidade sobre sua elaboração
O Enólogo
Enólogo é o profissional responsável pela elaboração dos vinhos. A rigor, 
também é um enófilo, por gostar do vinho.
As legislações específicas de todos os países estabelecem os níveis de 
preparação e o título que devem ter os profissionais que são responsáveis 
pela elaboração dos vinhos e derivados.
No Chile, os engenheiros agrônomos são facultados a responder pela ela-
boração dos vinhos, não existindo nenhum curso de nível médio ou univer-
sitário de enologia.
Na Argentina, existe um Curso de Nível Médio e uma Faculdade onde se 
formam Enólogos Técnicos em Frutiolivicultura e Licenciados em Enologia. 
São os únicos habilitados para responder por uma cantina.
No Uruguai, a escola é de Nível Médio e os Enólogos formandos são os 
únicos habilitados.
No Brasil, existe em Bento Gonçalves a Escola de Enologia, de nível médio 
e a Faculdade onde se formam os Tecnólogos de nível superior.
O Sommelier
O sommelier é o profissional que desempenha suas funções em restau-
rantes é conhecido como «o maitre dasbebidas e dos charutos». Ou seja, 
o sommelier deve conhecer, para poder orientar seu cliente, sobre todo 
tipo de bebida, desde água, café, chás e muito especialmente bebidas 
alcoólicas. Atualmente, com o advento da fase dos charutos, voltou e fazer 
parte de suas atribuições.
«Na civilização grega, este personagem era conhecido como «arconte» ou 
«simposiarca», encontrado nos «simpósios» onde cumpria as funções de 
administrar o serviço e escolher os jarros e taças para o vinho.
Na época da Roma Imperial, localiza-se o mesmo indivíduo atuando du-
rante os «prandii» (banquetes) com o nome de «Rexbibendi». Nos séculos 
seguintes, , principalmente na época do Renascimento, todos os nobres 
tinham um «copeiro» auxiliado por um «garrafeiro».
Já em 1700, aparece citado nos editos do duque de Savóia, com a deno-
minação de «Somegliere di bocca e di corte» e, portava um anel com as 
iniciais ducais para lacrar os barris sob os seus cuidados. Seguem-se notí-
cias e detalhes da atividade desta personagem em todos os banquetes 
nas cortes européias, até chegarmos à época da grande cozinha francesa, 
que impôs ao mundo toda uma terminologia própria- «maitre, chef de cui-
sine, chef de rang» - sempre utilizada na língua original. Assim nasceu a 
expressão «sommelier», usada para designar o profissional encarregado do 
serviço do vinho».
Enólogo: Indivíduo que perante o vinho toma decisões.
Enófilo: Indivíduo que perante as decisões toma vinho.
A idade dessas coincide com a passagem das culturas avançadas da Eu-
ropa e do Oriente Próximo de uma vida nômade para uma vida sedentária, 
começando a cultivar tanto quanto caçavam. Nesse período começam 
também a surgir, além da pedra, utensílios de cobre e as primeiras cerâmi-
cas nas margens do Mar Cáspio. 
O kwervri (um jarro de argila), existente no museu de Tbilisi, na Geórgia, 
datado de 5000 - 6000 a.C é outra evidência desse período. No mesmo 
museu existem pequenos segmentos e galhos de videiras, datadas de 
3000 a.C., e que parecem ter sido parte dos adornos de sepultamento, 
talvez com significado místico de serem transportadas para o mundo da 
morte onde poderia ser plantada e dar novamente prazer. 
10
Além das regiões ao norte dos Cáucasos (Geórgia e Armênia), a videira 
também era nativa na maioria das regiões mais ao sul, existindo na Anatólia 
(Turquia), na Pérsia (Irã) e no sul da Mesopotâmia (Iraque), nas montanhas 
de Zagros, entre o Mar Cáspio e o Golfo Pérsico. É possível que as videi-
ras da região dos Cáucasos, tenham sido levadas pelos fenícios da região 
onde hoje é o Líbano para toda a Europa e seriam as ancestrais de várias 
das atuais uvas brancas. 
Recentemente, foi encontrada no Irã (Pérsia), uma ânfora de 3.500 anos 
contendo em seu interior uma mancha residual de vinho. 
Do ponto de vista histórico, sua origem precisa é impossível, pois o vinho 
nasceu antes da escrita. Os enólogos dizem que a bebida surgiu por aca-
so, talvez por um punhado de uvas amassadas esquecidas num recipiente, 
que sofreram posteriormente os efeitos da fermentação. Mas o cultivo das 
videiras para a produção do vinho só foi possível quando os nômades se 
tornaram sedentários.
1110
ESCOLA DE SOMMELIERS PARA O BAIRRO DO BIXIGA
Para atender os objetivos plenamente, o referido projeto deverá atender 
os padrões de melhoria e transformação que o bairro do Bixiga vem 
recebendo.
A Escola deverá ser projetada em um espaço público e deverá ser de 
baixo impacto urbano visto o excesso de empreendimentos em fase de 
construção.
ANÁLISE DO BRIEFING
12
CONTEXTUALIZAÇÃO
O Bixiga
O bairro do Bixiga, localizado na região da Bela Vista, nasceu por volta de 1870, quando 
Antônio José Leite Braga resolveu lotear parte de sua chácara. O local foi, então, povoado 
por imigrantes italianos recém-chegados ao Brasil e o bairro assumiu as características de 
seus moradores, que mantiveram vivas a tradição e a religiosidade. Semelhante às aldeias 
da Itália, o Bixiga tem ruas estreitas e ladeiras, onde se instalaram aos poucos cantinas, 
quitandas, sapatarias e lojas de artesanato.
O Bixiga é entendido como um dos mais tradicionais bairros da cidade de São Paulo, em 
bora na divisão administrativa da cidade ele não exista oficialmente como tal. É de senso 
comum que corresponda à região localizada entre as ruas Rui Barbosa, Avenida Nove 
de Julho e a Rua dos Franceses, embora sua delimitação possa ser motivo de polêmica 
dependendo da fonte. 
Formado por imigrantes italianos, ganhou importância histórica e turística na capital paulista.
O primeiro registro de ocupação da área é de 1559, como Sítio do Capão, de pro-
priedade do português Antônio Pinto, e mais tarde passou a chamar-se Chácara das 
Jabuticabeiras, por causa do alto número de árvores dessa espécie. Nos anos 1820 um 
homem conhecida como Antônio Bexiga, por causa de suas cicatrizes de varíola (popular-
mente conhecidacomo «bexiga»), comprou as terras, o que é a explicação para o nome 
do bairro.
Por volta de 1870 Antônio José Leite Braga decidiu lotear parte de sua «Chácara do 
Bexiga». O loteamento já estava anunciado em 23 de junho de 1878 e foi inaugurado em 
1 de outubro do mesmo ano, com a presença do imperador Pedro II, lançando a pedra 
fundamental de um hospital que, no entanto, jamais foi construído. Lotes pequenos e 
baratos interessaram aos imigrantes italianos, pobres e recém-chegados ao Brasil, a maior 
parte deles vindos da Calábria, que não se interessavam por dirigir-se aos cafezais do 
interior do estado.
HISTÓRICO
1312
Com o intuito de afastar o sentido pejorativo do apelido dado ao bairro, 
seus moradores passaram a mudar a grafia de Bexiga para Bixiga. Outra 
explicação para a grafia seria uma adaptação ao jeito coloquial de se falar. 
Hoje, o Bixiga é reduto de intelectuais, artistas, amantes de cultura e gastro-
nomia. Foi ali que o industrial italiano Franco Zampari fundou o extintoTeatro 
Brasileiro de Comédia (TBC), por onde passaram Cacilda Becker, Paulo 
Autrane Sérgio Cardoso, que emprestao nome a um dos mais importantes 
teatros da cidade, instalado no Bixiga. Outros badala dos teatros estão 
no entorno, como o Abril, o Brigadeiro, o Bibi Ferreira, o Ruth Escobar e o 
Cultura Artística.
Complementam a esfera cultural do Bixiga o Museu dos Óculos Giocon da 
Gianninie a Feira de Antiguidades da Praça Dom Orione, esta última com 
cerca de 300 barracas que dispõem de artigos diversos, obras de arte, 
comida e outras curiosidades. A bela Escadaria do Bixiga une a parte alta 
do bairro, na rua dos Ingleses, a parte baixa, na rua Treze de Maio, e dão 
acesso ao polo cultural de um lado e às cantinas e à feira do outro.
Outro ícone do bairro é o Hotel Ca’D’Oro, primeiro hotel cinco estrelas da 
cidade de São Paulo que fez muito sucesso na década de 50, que agora 
fecha as suas portas para começar uma sua nova fase, uma das maiores 
incorporadoras do País, lança, no mesmo terreno onde o hotel operou por 
quase seis décadas, o Ca’D’Oro São Paulo, empreendimento mixed-use 
que será composto por uma torre residencial e outra de uso misto, com 
unidades comerciais e a nova edição do hotel.
José Lucena assina o projeto arquitetônico, Benedito Abbud elaborou o 
projeto paisagístico e Patricia Anastassiadis desenvolveu a arquitetura de 
interiores, prometendo valorizar ainda mais a região. A entrada principal, 
localizada na rua Martinho Prado, leva ao quarto andar (considerado o tér-
reo), onde funciona o salão dos homens. Acima dele, está a ala destinada 
às mulheres.
Esses dois últimos pisos constituem uma construção em estilo bizantino 
que guarda uma curiosidade: vários aspectos arquitetônicos do local estão 
ligados ao número sete, que, para Roder, tinha um significado especial. O 
próprio formato em que foram construídos o prédio e as torres, por exem-
plo, é heptagonal. No primeiro semestre de 2011, Marcelo Rosenbaum e 
Guto Requena foram convidados pela WZarzur para assinar o projeto de 
design e fachada de seu novo empreendimento no Centro de São Paulo,o Edifício Brasil. 
Dessa parceria surge a reflexão com toque de brasilidade integrante da 
revitalização da área. Levando em consideração os serviços oferecidos pelo 
entorno, o tamanho e tipologia dos apartamentos, os estúdios de arquite-
tura direcionam-se ao comportamento de novos grupos familiares. 
Bangalôs, cinema, wi-fi e plantas mutáveis constróem a identidade do pro-
jeto. Parte da cobertura do edifício foi reservada como mirante com vista 
privilegia da para o centro histórico, retomando a cultura dos terraços cole-
tivos característico dos anos 60 e 70. Priorizando o uso contemporâneo 
de materiais tradicionais, o design conta com cobogó, granilite, cimento 
queimado, concreto aparente, madeira e fulgê.
14
Ainda no tema das revitalizações, com cerca de 2 km de extensão, se 
encontra a rua Frei Caneca, que interliga a Avenida Paulista à região cen-
tral da cidade de São Paulo. Reproposta em um concurso que sugeria 
aos participantes que repensassem o conflito entre carros e pedestres e 
reavaliassem, de forma mais sustentável, a conectividade da rua com seu 
entorno.
Após a análise do fluxo de veículos na via, o projeto a dividiu em três partes. 
O livre acesso de veículos predomina os dois extremos da Frei Caneca, 
próximos a eixos importantes, como a Avenida Paulista e a rua Augusta. 
Na porção central, será adotada a circulação mista, com a adequação das 
dimensões dos passeios. A intenção é privilegiar a circulação do pedestre 
em relação aos carros, reforçando a identidade residencial e comercial da 
via. 
O projeto também propõe intervenções em quatro áreas da rua. Próximo 
à avenida Paulista, sugere a criação de um pequeno parque. Alguns quar-
teirões abaixo, propõe a transformação do jardim cercado de uma igreja «na 
Praça da Igreja, como nos povoados». Próximo ao mercado, o atual esta-
cionamento seria realocado no subsolo para dar lugar a uma praça solar 
coberta por uma grande pérgola. O final da rua, onde hoje há uma esca-
daria íngreme que desce para a rua Avanhandava, seria reformado para 
abrigar «um espaço dedicado à cultura» e um pequeno mirante. O local fica 
próximo a um shopping e a um teatro.
1514
Grupo Mancini 
Foi vizinho do Mercado Municipal que Walter Mancini aprendeu a apreciar os 
diferentes sabores da culinária paulistana. De lá também veio a inspiração 
para criar o ambiente no seu mais famoso restaurante, na simpática Rua 
Avanhandava, que abre caminho em meio aos inúmeros prédios da cidade 
e apesar de ser abraçada pelas buzinas, motores e seus roncos, passos 
e pressas, a rua consegue destoar de todo o resto e se apresenta como 
um refúgio para o bem estar, nos prospectanto em uma outra realidade. 
A rua faz lembrar um leito de rio penetrando o centro paulistano – exibe-se 
feito moça formosa com suas curvas sinuosas até o seu encontro com a 
Avenida Nove de Julho, uma das principais artérias desse coração intitulado 
São Paulo, que pulsa sem perder o fôlego.
Estreita e aconchegante, essa rua não se impõe pelo seu tamanho, mas-
pela história e pelo charme. A Rua surgiuem 1929 e na década de 30 
surgiram as primeiras cantinas. Há pouco tempo, após passar por uma revi-
talização promovida pelo próprio Walter Mancini, ganhou fontes, calçadas 
amplas e coloridas, fios foram aterrados e há ainda a melhoria voltada para 
os deficientes físicos, além de o título de primeira rua revitalizada do centro 
de São Paulo. A rua, enfim, ganhou fôlego novo, novos contornos e ficou 
ainda mais charmosa.
Empreendimentos Rua Avanhandava 16
ANÁLISE DAS NECESSIDADES
Transformar um espaço público debaixo do viaduto da Av. Radial Leste-
Oeste em uma Escola de Sommeliers.
OBJETIVOS DO PROJETO
O Projeto deverá resgatar, através do design, os tradicionais costumes 
culturais da população do Bairro do Bixiga, tornando-o um espaço de 
aprendizado, cultura e convívio.
PROGRAMA DE NECESSIDADES
Área mínima piso: 140 m2
Número de pisos (sugerido): 03 = Térreo + 02
Altura (sugerida): até 15 m total
Nível genérico: 0,0 m (plano)
 
Térreo:
Recepção + lounge
Loja
WC’s
Área serviços: vestiário (12 m2), mat. limpeza (4 m2), 
copa (15 m2 com mesa p/ 4 pessoas), lixo (4 m2), depósito (6 m2).
Estoque (20 m2)
Administração
Cargas/descarga
Jardim/setorização externa
Loja (30 m2)
Sala de reuniões
PROBLEMATIZAÇÃO
1716
1º Pavimento:
Salas de aula (50 m2)
-Técnica
-Aula
-Harmonização
Biblioteca
Cozinha (Harmonização)
Adega (ponto forte do espaço)
WC’s (12 m2 + PNE)
 
2º Pavimento:
Auditório/eventos - área de apoio
WC’s (12 m2)
Copa
Área técnica (10 m2)
HIPÓTESES
Edificar o espaço aplicando os conceitos do projeto de forma que 
o espaço seja funcional, estético e condizente com a logística atual.
18
CONCEITO
Minimalista Urbano
O Minimalismo é a sofisticação na forma, a atem-
poralidade, a tecnologia, a cartela de cores redu-
zida e uma estética clean.
As peças apresentam uma cartela de cores neu-
tras, estética definida, onde o menos é mais.
FASE DE CONCEITUAÇÃO
1918
PAINEL SEMÂNTICO
20
Essencial
20
PALETA CROMÁTICA
Cinza e Marrom
A cor Cinza foi utilizada pelos povos primitvos para marcar 
as paredes das cavernas e reclamar seus domínios. É 
uma cor sombria, e foi utilizada pelas pessoas comuns 
durante o tempo de Carlos Magno, no século VIII.. Mo-
dernamente, o cinza é uma cor neutra mas que também 
pode ser usada para significar elegância, humildade, res-
peito, reverência e sutileza. 
Marrom (castanho) Nas culturas orientais acredita‐se que 
o marrom incorpore toda a força natural do elemento terra. 
Na Idade Média era a cor designada aos camponeses, 
e portanto é associada à humildade. Nos ambientes, dà 
a impressão de algo sólido, seguro e calmo. Também 
pode ser associada a idéias de natureza, rusticidade, 
estabilidade, estagnação, peso e aspereza.
Uma simples mudança de cor pode alterar totalmente um 
ambiente, um humor, uma ação e, consequentemente, a 
vida das pessoas que frequentam aquele local. Para cada 
finalidade, uma cor. 
Além do sentido figurado e oculto das cores, existem refe-
rências científicas ao que cada uma causa nas reações 
humanas. O uso de cores neutras utilizado nos elementos 
arquitetônicos neutraliza o “fundo” da composição, ou seja, 
o espaço compositivo.
Deixam os ambientes com uma atmosfera refinada e 
elegante. É uma excelente opção para ambientes onde 
são expostas obras de artes, ou mercadorias de cores 
vibrantes, como é o caso do vinho, já que acentua as pe-
ças.
21
PARTIDO ARQUITETÔNICO
Geometria, transparência, concreto e madeira.
 O volume foi pensado para interagir com o terreno proposto para a 
sua realização. Sendo um terreno inclinado, e sua superfície sendo 
aproveitada totalmente, o uso de rampas era de suma importância 
para a acessibilidade.
 Os materiais escolhidos doam conforto e bem estar. Embora o 
concreto, considerado um material frio, esteja bastante presente, o 
jogo de luzes e sombras aquecem o ambiente aliados à madeira. 
22
22
REFERÊNCIAS
23
REFERÊNCIAS
24
24
REFERÊNCIAS
25
REFERÊNCIAS
26
26
CASES
Os cases escolhidos trazem uma mistura de loja de 
vinhos, locais técnicos para a degustação e design. 
São todos cases fora do Brasil que investiram no 
design para propiciar ao consumidor uma experiên-
cia estética, funcional e sensorial diretamente ligada 
ao produto.
27
Bodega Prado Rey, Rueda, Espanha, 2008
Fonte: http://www.guillegarciahoz.com/bodega-pradorey-rueda/
28
28
http://www.contemporist.com/2010/11/17/the-albert-reichmuth-wine-store-by-oos/
The Albert Reichmuth Wine Store, Zurique, Suíça, 2010.
29
The Albert Reichmuth Wine Store, Zurique, Suíça, 2010.
http://www.contemporist.com/2010/11/17/the-albert-reichmuth-wine-store-by-oos/
30
30
fonte: http://www.ppow.com.br/portal/2010/12/16/clos-apalta-no-chile-uma-das-mais-completas-wine-destinations-do-mundo/
Bodega Clos Apalta, Santa Cruz, Chile, 1997.
31
Fonte: http://homeinspiring.com/contemporary-press-club-interior-design-by-bcv-architects
ThePresClub, SanFrancisco, EUA, 2010.
ThePresClub, San Francisco, EUA, 2010.
Fonte: http://homeinspiring.com/contemporary-press-club-interior-design-by-bcv-architects
32
PRÉ REQUISITOS DIMENSIONAIS
A ergonomia tem sido definida como sendo o estudo da 
adaptação do trabalho ao homem. O objeto central do es-
tudo é o ser humano, suas habilidades, capacidades e limi-
tações. 
Os resultados da pesquisa em ergonomia são aplicados nos 
mais variados ambientes de trabalho, aumentando a eficiên-
cia da produção do ser humano, fornecendo dados para 
que este nosso trabalho possa ser dimensionado de acordo 
com as reais capacidades e necessidades do organismo, 
contribuindo não só para o bem estar humano, mas também 
para o estado emocional como um todo. Outro ponto cada 
vez mais considerado é a questão da acessibilidade. Na 
arquitetura e no urbanismo, a acessibilidade tem sido uma 
preocupação constante nas últimas décadas.
Atualmente estão em andamento obras e serviços de ade-
quação do espaço urbano e dos edifícios às necessidades 
de inclusão de toda população. Construções adaptadas e 
equipadas para garantir o máximo conforto e segurança aos 
moradores da terceira idade, por exemplo, têm tido estudos 
recentes no Brasil, mas já permitem referências suficientes 
para a concepção de espaços adequados à dinâmica de 
vida doméstica de todos.
Incentivar a sociabilização, proteger a saúde e a integridade 
fisica promovendo o seu bem estar são alguns dos objetivos 
alcançados quando se leva em consideração a questão de 
acessibilidade nos projetos.
3332
34
34 35
MESA DE RECEPÇÃO / ALTURA DE BALCÃO ESPAÇOS LIVRES COM LAVATÓRIOS DUPLOS
36
36 37
38
CAFÉ DA MANHA / MESA DE COZINHA / QUATRO LUGARESMESA RETANGULAR / COMPRIMENTO E LARGURA ÓTIMAL / 
SEIS LUGARES
38 39
CORREDOR DE SERVIÇO / ESPAÇO ENTRE MESASESPAÇO MINIMO SEM CIRCULAÇÃO
VALOR COMPETITIVO
MERCADO CONSUMIDOR E COMPORTAMENTO
A empresa brasileira Two of Us, através do seu site Vinho Virtual
(www.vinhovirtual.com.br), realizou uma interessante pesquisa
com 1 mil consumidores brasileiros de vinho para revelar seu
perfil, hábito e preferências.
Perfil
Dos consultados, 79% são homens e 21% mulheres. A grande
parte dos consumidores encontra-se na região sudeste, seguido
pela região sul. Cerca de 40% dos consumidores de vinho
encontram-se no estado de SP.
SUDESTE..........................................67%
SUL.................................................17%
NORDESTE.........................................8%
CENTRO‐OESTE..................................6%
NORTE...............................................2%
A faixa etária entre 30 e 50 anos representa 62% dos
consumidores de vinho. Sendo que a faixa entre 18‐29 já
consome mais do que entre 50‐59 anos.
18 - 29 anos.....................................17%
30 - 39 anos.....................................32%
40 - 49 anos.....................................30%
50 - 59 anos.....................................15%
60 ou mais.........................................6% 
40
40
Hábito
Boa parte dos consumidores (43%) costuma beber vinho de 2
a 3 vezes por semana. E 16%, uma ou mais vezes ao dia.
Mais de uma vez por dia......................3%
Uma vez por dia...............................13%
4-6 dias por semana.........................13%
2-3 dias por semana.........................43%
1 dia por semana ou menos...............26%
Raramente.........................................2%
Entre aqueles que consomem vinho com maior freqüência, a
pesquisa revelou que este público mora nos estados de São
Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, e tem idade média
de 46 anos. Já os mais jovens costumam beber vinho com
menos freqüência do que os de mais idade.
12% dos entrevistados revelaram fazer parte de uma confraria
de vinho (grupo de pessoas – confrades - que se reúne para
degustar, estudar e comentar diferentes tipos de vinhos).
Preferências
Quanto à preferência por tipo de vinho, os tintos lideram com
folga. Depois vem os brancos e espumantes quase juntos,
com pequena vantagem para os brancos. Após os rosés e, por
último, os licorosos.
Tinto...................................41%
Branco.................................26%
Espumante...........................24%
Rose:....................................6%
DesXlado/Licoroso...................3%
Por fim, a pesquisa também revelou um dado curioso. Apesar de
toda a fama dos importados, o Brasil foi o mais citado como o
país produtor preferido, seguido pelo Chile, França, Argentina e
Itália.
Brasil...................................20%
Chile....................................16%
França..................................13%
Argentina..............................12%
Itália....................................11%
Portugal...............................11%
Espanha.................................7%
Austrália.................................3%
África do Sul...........................2%
Alemanha...............................1%
Outros...................................4%
A produção vinícola segue o ritmo da economia brasileira e
cresce a cada dia. Só no ano passado, foram comercializados 247
milhões de litros de vinho no país. O número caiu, em
comparação com os anos anteriores, devido à entrada dos
importados - beneficiados pelos pequenos impostos, no caso dos
vinhos argentinos, por exemplo, ou isentos de taxas, como os
chilenos.
Mesmo assim, o ritmo da produção cresceu. Segundo a Ibravin
(Instituto Brasileiro do Vinho), surgiram 300 novas vinícolas nos
últimos oito anos, só no Rio Grande do Sul. O total de hectares
dedicados ao cultivo de uvas para a bebida é hoje de 82.000 no
país. Vaga é o que não falta na área, dizem os especialistas.
41
SEGMENTO DE ATUAÇÃO DO SOMMELIER E ENÓLOGO
Aquele que cursa Enologia – disciplina que se dedica ao estudo do vinho forma-se como Enólogo. Com a habilitação acadê-
mica, este profissional torna-se responsável pela produção e todas as etapas da fabricação de um vinho em uma vinícola. Já 
o Sommelier é o profissional com formação técnica em vinhos, que atua no setor hoteleiro, restaurantes, bares e lojas especia-
lizadas. Este profissional é o responsável pela cadeia comercial do vinho, começando pela seleção e elaboração da carta de 
vinhos, seguida dos cuidados com estocagem e armazenamento. E, finalmente, auxiliando o consumidor em suas escolhas 
e também sugerindo harmonizações enogastronômicas. Resumindo: o Sommelier é o elo entre o Enólogo e o Enófilo, termo 
que define todas as pessoas que apreciam e estudam vinhos.
42
42
O Enólogo é responsável pela “assinatura” do produto, o enólogo é quem vai decidir a “receita” da bebida. Se o 
vinho elaborado será feito com apenas um tipo de uva, como no caso dos varietais; se será um corte (mistura 
de mais de uma uva); qual a proporção de cada uma das cepas escolhidas para a bebida que será criada; o 
método utilizado e o tempo de fermentação, até a época ideal para a vindima (a colheita das uvas) e o engarra-
famento.Para isso, ele precisa conhecer desde o terroir (o mircroclima necessário para o cultivo de uvas viníferas) 
adequado à gestão comercial do produto. Segundo Oscar Ló, presidente da Cooperativa Vinícola Garibaldi, 
«enólogo com boa qualificação está em falta no país». 
Nos grandes centros, faltam conhecedores da bebida para orientar os consumidores finais em restaurantes e 
lojas especializadas. Há carência de sommeliers até em supermercados. Gustavo Andrade, da ABS (Associa-
ção Brasileira de Sommeliers), conta que a procura por cursos para se especializar na área tem aumentado na 
intituição mais respeitada da área no país. 
Muitos que já trabalham na área, como garçons e barmens, por exemplo, procuram aumentar a chance de 
melhores salários com o curso [de sommelier]. Hoje temos uma fila de espera para as próximas turmas. Um 
sommelier ganha em média de R$ 2.000 a R$ 10 mil mensais, de acordo com o restaurante em que trabal-
har. A vantagem para esse profissional são as gorjetas – em algumas casas, os clientes são generosos e o 
orçamentopode até dobrar com o dinheiro extra. Tudo depende de conhecimento para dar a dica certa para o 
cliente. Estudo e dedicação sempre.
43
VALOR CRIATIVO
LINGUAGEM E INOVAÇÃO APLICADA AO DESIGN
Os projeto foi pensado prezando o aproveitamento máximo dos espaços de circu-
lação, com grandes espaços englobando diversas funções nos mesmos. As cores 
são neutras prevalecendo o cinza e o marrom da madeira.
ESTUDO PRELIMINAR
A idéia inicial para a fachada do volume foi inspirada no efeito de luz que a sobrepo-
sição das folhas da Parreira produzem. Criando assim um efeito de penetração da 
luz de forma delicada e agradável, provocando a nossa parte sensorial e
valorizando as sombras, transformando-as geométricamente.
44
44
Sombra projetadas pelas folhas da Parreira
Fonte: Acervo pessoal
45
VALOR SOCIAL O valor social faz a análise do usuário, como, seus desejos, necessidades, comporta-
mento. Já a análise simbólica está diretamente ligada aos aspectos emocionais e psi-
cológicos.
TENDÊNCIA E COMPORTAMENTO
Podemos identificar um padrão de comportamento singular no consumidor regular de 
vinhos. Ele tende a não se satisfazer em apenas tomar a bebida, mas procura conhecer 
mais sobre o vinho: sua história, Tipos, técnicas de plantio e de produção, conservação, 
degustação, harmonização, etc. As pessoas com esse perfil são chamadas de enófilos, 
e têm hábitos de compra peculiares: por consumirem vinho quase diariamente, com-
pram vinhos em quantidade (5 a 10 garrafas de cada vez); parte da compra é de vinhos 
conhecidos, e parte de vinhos (produtores, tipos ou safras) desconhecidos os enófilos 
adoram apresentar vinhos novos, com boa relação custo-benefício. Por isso, tendem a 
passar horas em uma loja bem montada, buscando informações sobre vinhos, safras e 
produtores. 
Nossa sociedade apresentou diferentes idéias do que seria algo luxuoso através dos tem-
pos. Hoje com todas as transformações que vivemos, Katia Castilho (2006) consegue 
apontar os cinco elementos tidos como luxuoso para a sociedade ocidental contempo-
rânea; o primeiro deles seria o tempo; o segundo, a autonomia; o terceiro, o 
silêncio; o quarto a beleza; o quinto o espaço. Pode-se dizer que o mundo das idéias e 
do saber se manifestam na essência do luxo contemponâneo. Tais elementos conside-
rados ‘luxuosos’ levam Castilho a verificar em nossa sociedade a exata proporção dos 
elementos contrários, ou seja, a falta de tempo, a falta de autonomia, o enorme barulho 
em nossas casas e cidades, a carência de beleza e a falta de espaço.
46
46
Assim é possível compreender a ansiedade dos indivíduos em gerenciar seu próprio 
tempo, sua própria vida e dotá-la de qualidades (todas subjetivas, diferente da era 
industrial, quando a realização estava centralizada, por exemplo, no consumo de 
carros ou eletrodomésticos). Nessa busca pelos pequenos prazeres, as pessoas 
encontram no consumo a principal forma de se auto-agradar (autoindulgência do 
consumidor). 
Pequenas extravagâncias são percebidas como recompensas e se tornam um mer-
cado lucrativo nos dias de hoje. Assim como roupas de grife, um dia de SPA, peque-
nas viagens, o vinho também é encarado por uma boa parte de consumidores como 
uma forma de auto‐indulgência.
47
VALOR TECNOLÓGICO
MATERIAIS E PROPRIEDADES
Trata-se da edificação de uma nova área que será construída, sob 
três pavimentos e um mezanino. A seguir serão descritos os principais 
acabamentos. 
1. Subsolo
Áreas de serviço
Piso e Rampa: O contrapiso deverá ser nivelado para receber Tecno-
cimento na cor Platina (efeito cimento).
Paredes: As paredes deverão ser niveladas e preparadas para rece-
ber pintura cor Branco Gelo, Suvinil. Nos vestiários deverão ser nivela-
das e preparadas para receber tinta epóxi na cor Branco. 
Bancadas vestiários: Todas as bancada serão produzidas em már-
more Piguês, Cia. Do Mármore. 
Louças: Vasos sanitários série Cubo, Deca.
 Válvula descarga série Slim.
 Chuveiro de parede série Quadrado
Metais: Torneiras de parede e duchas higiênicas série Dream, Deca
Auditório
Paredes: As paredes deverão ser ‘queimadas’ para evitar a passa-
gem de umidade e depois receber o revestimento de MDF e folha de 
madeira Freijó na parte superior e placas Cimentícias nas parte inferior.
Piso: O contrapiso deverá ser nivelado para receber Tecnocimento 
na cor Platina (efeito cimento) . A parte central do auditório receberá o 
carpete modular InterfaceFloor série Línea cor Black (9660).
48
48
2. 1º Pavimento 
Piso e Rampa: O contrapiso deverá ser nivelado para receber Tecno-
cimento na cor Platina (efeito cimento).
Paredes: As paredes deverão ser ‘queimadas’ para evitar a passa-
gem de umidade e depois receber o revestimento de MDF e folha de 
madeira Freijó.
Portas de Correr: As portas deverão ser feitas em MDF com acaba-
mento em folha de Freijó.
Balcão de atendimento: Realizado com madeira Pequiá, Tora Brasil.
Bancadas banheiros: Todas as bancada serão produzidas em már-
more Piguês, Cia. Do Mármore. 
Louças: Vasos sanitários série Cubo e série Conforto (PNE), Deca.
Metais: Torneiras de parede e duchas higiênicas série Dream, Deca. 
 Válvula descarga série Slim.
 Chuveiro de parede série Quadrado. 
3. 2º Pavimento
Piso: O contrapiso deverá ser nivelado para receber Tecnocimento na 
cor Platina (efeito cimento).
Paredes: As paredes deverão ser ‘queimadas’ para evitar a passa-
gem de umidade e depois receber o revestimento de MDF e folha 
de madeira Freijó. As paredes das lousas nas salas de aula também 
receberão a aplicação de Tecnocimento na cor Platina.
Escada: escada chumbada na parede com estrutura em ferro e ma-
deira Cumaru.
Portas Batente: As portas terão estrutura em MDF e acabamento em 
Freijó e batente invisível.
Portas de Correr: As portas deverão ser feitas em MDF com acaba-
mento em folha de Freijó.
Bancadas banheiros: Todas as bancada serão produzidas em már-
more Piguês, Cia. Do Mármore. 
Louças: Vasos sanitários série Cubo e série Conforto (PNE), Deca.
Metais: Torneiras de parede e duchas higiênicas série Dream, Deca. 
 Válvula descarga série Slim.
 Chuveiro de parede série Quadrado. 
4. Mezanino
Piso: O contrapiso deverá ser nivelado para receber Tecnocimento na 
cor Platina (efeito cimento).
Paredes: As paredes deverão ser ‘queimadas’ para evitar a passa-
gem de umidade e depois receber o revestimento de MDF e folha de 
madeira Freijó.
Metais: Torneira para cozinha com filtro série Twin, Deca.
5. Fachada e portas externas
Aço Corten cortado a laser sob projeto gráfico.
49
NORMAS
Projeto foi desenvolvido de acordo com os decretos e normas 
abaixo relacionados: 
NBR 6492: Representação de projetos de arquitetura
NBR 14724: Elaboração de Trabalhos Acadêmicos
NBR 15575: Edifícios habitacionais de até cinco pavimentos. 
Desempenho. ABNT: Rio de Janeiro, 2008.
NBR 9050: Acessibilidade e edificações, mobiliário, espaços e 
equipamentos urbanos. ABNT: Rio de Janeiro, 2004.
NBR 10152: Níveis de ruído para conforto acústico. ABNT: Rio 
de Janeiro, 1987.
PROPOSTA CONCEITUAL
50
50
PLANTA DE SITUAÇÃO
51
N
av
en
id
a 
no
ve
 d
e 
ju
lh
o
pa
ss
ei
o
edificação existente
-4,00m
18
19
17 - Saída de emergência = 7,0 m2
18 - Depósito materias limpeza = 2,0 m2
19 - Depósito lixo = 2,0 m2
-3,60m
17
1,24m
0,00 m
18
,4
3,
95
16
1
Depósito materiais de limpeza/ 
Armários em aço inox projetado
Depósito com lixeiras para 
coleta seletiva
1,17
Porta corta-fogo saída de 
emergência
Planta Layout - sem escala 
0 m 1 m 2 m 5 m 10 m
DEPÓSITO SUBSOLO
52
N
52
DEPÓSITO SUBSOLO
av
en
id
a 
no
ve
 d
e 
ju
lh
o
pa
ss
ei
o
edificação existente
-4,00m
-3,60m 1,24m
0,00 m
16
14,8
8,08
0,8
0,151,2
1
18
,4
17
,1
5
6,
1
1,
93
0,
95
1,
1
1,
93
0,
95
1,
45
1,
11
1,
48
1
LEGENDA
Ponto de Luz na Laje
Ponto de Luz no Forro
Ponto de Luz na Pare de
Ponto de Luz no Piso
Sequência d e ponto de luz no Piso 
Cordão de LED
Planta Pontos Iluminação - Sem Escala 
53
N
aven
id
a 
no
ve
 d
e 
ju
lh
o
pa
ss
ei
o
edificação existente
10
11
12
13
14
15
10 - Auditório = 116,3 m2
11 - Sala diretor = 12,7 m2
12 - Sanitários = 8,4 m2
13 e 14 - Vestiários = 8,7 m2
15 - Copa e despensa = 14,3 m2
-1,66m-3,60m
-4,00m
0,0m
Marcenaria auditório/ MDF 
com acabamento em Freijó
Banco vestiários Nelson 
Platform Bench/ Herman Miller
Armários em aço inox 
projetado
Marcenaria sala diretoria/ MDF 
com acabamento em Freijó
Sofá auditório projetado sob 
medida/ pés de alumínio e 
estofamento em sarja preta
Parte baixa parede 
auditório/ revestimento de 
placas cimentícia
Piso com acabamento em 
Tecnocimento cor Platino
Piso com acabamento em 
Tecnocimento cor Preto
18
,4
6,
25
16
9,
82
11,9
Planta Layout - sem escala 
0 m 1 m 2 m 5 m 10 m
SUBSOLO
54
N
54
SUBSOLO
av
en
id
a 
no
ve
 d
e 
ju
lh
o
pa
ss
ei
o
edificação existente
15
-1,66m-3,60m
-4,00m
0,0m
16
15,8
12,84
0,8
9,49
11,9
0,15
2,75
1,95
-3,80m
-3,60m
18
,3
9
17
,6
5
17
,1
7
0,
15
2,
35
3
2
3
3
1,
82
0,
5
16
14,8
8,08
3,22
1,49 1,5
18
,4
17
,4
4
12
,9
5
1,
8
2,
5
3
2
3
2
3
1,
95
1,
18
1,
18
1,
38
1,
38
0,94 1,2
LEGENDA
Ponto de Luz na Laje
Ponto de Luz no Forro
Ponto de Luz na Pare de
Ponto de Luz no Piso
Sequência d e ponto de luz no Piso 
Cordão de LED
Planta Pontos Iluminação - Sem Escala 
AC
AC
55
N
18
,4
21
8
5,77
1
2
3
4
1 - Recepção/loja/biblioteca = 215,0 m2
2 - Adega = 7,25 m2
3 - Sanitários = 16,4 m2
4 - Depósito atendimento = 13,0 m2
1,24m
0,0m
3,16m
Marcenaria biblioteca/ 
madeira com acabamento 
em laca branca fosca
Balcão recepção/ madeira 
Pequiá
Estante exposição de 
vinhos para vendas/ vidro 
colado a laser
Poltrona preta Serie Up 
2000/ BB Italia
Mesa de apoio Saarinen 
Coffee Table branca/ Knoll
Luminária Spun Light T2 
White & White/ Flos
Sofá Extrasoft 
Composition/ Living Divani
2,
5
18,5
2,5
Parede e teto revestidos 
em madeira Freijó
Tela metálica de 
acabamento da fachada 
em Aço Corten
0 m 1 m 2 m 5 m 10 m
2,75
Piso com acabamento em 
Tecnocimento cor Platino
Planta Layout - sem escala 
1 º PAVIMENTO 
56
N
56
1 º PAVIMENTO 
1,24m
0,0m
3,16m
A
A'
B B'
AC
AC
AC
AC
18,5
18,1
15,35
3
0,15
11,89
0,15
2,75
1,95
18
,4 18
17
,8
3
2,
37
0,
15
5,
53
0,
15
1,
41
3,
19
2,
1
2,
32
0,
15
21
18,5
18,3
0,8
0,38
0,82,5 9,071,24 2,56
0,75
18
,4
17
,6
4
12
,9
5
2,
5
3
2
3
2
3
1,
95
LEGENDA
Ponto de Luz na Laje
Ponto de Luz no Forro
Ponto de Luz na Pare de
Ponto de Luz no Piso
Sequência d e ponto de luz no Piso
Cordão de LED
Planta Pontos Iluminação - sem escala 
2,5
57
N
5
6 7
8
5 - Sanitários = 9,9 m2
6 - Sala técnica = 64,0 m2
7 - Sala harmonização = 64,0 m2
8 - Cozinha = 17,5 m2
1,24m3,16m
4,94m
0,0m
18
,4
21
2,
5
18,5
2,5
Marcenaria em MDF com 
acabamento em Freijó e 
bancada em Corian
Marcenaria em MDF com 
acabamento em Formica 
branca
Cadeira Hi Pad/ Cappellini
Paredes revestidas com 
madeira Freijó
Escada em madeira 
Cumaru
Paredes com acabamento 
em Tecnocimento cor 
Platino
Cozinha industrial 
projetada
Piso com acabamento em 
Tecnocimento cor Platino
2,
5
Planta Layout - sem escala 
0 m 1 m 2 m 5 m 10 m
18,5
2 º PAVIMENTO 
58
N
58
1,24m3,16m
4,94m
0,0m
18,5
AC
AC
AC
AC
18,1
15,3 2,75
2,5 0,8 5,23 3,9 2,93
0,45 0,9 1,1 0,92,05 0,5
18
,4 18
2,
5
0,
15
3
2
3
0,
5
1,
48
3
2,
5
0,
4
1,
95
1,
2
0,
15
18,5
18,3
14
0,86,92
0,15
6,930,82,5
LEGENDA
Ponto de Luz na Laje
Ponto de Luz no Forro
Ponto de Luz na Pare de
Ponto de Luz no Piso
Sequência d e ponto de luz no Piso
Cordão de LED
18
,4
12
,9
5
3
10
,4
5
2,
5
2
3
2
3
1,
95
Planta Pontos Iluminação - sem escala 
2 º PAVIMENTO 
59
N
0,0m
9 - Lounge professores = 14,5 m2
1,24m3,16m
4,94m
9
18
,4
21
3,
7
18,5
2,5
5,2
Mesa lateral confeccionada 
com caixas de vinho usadas
Marcenaria em MDF com 
acabamento em Freijó
Poltrona Sacco/ Zanotta
Piso com acabamento em 
Tecnocimento cor Platino
Planta Layout - sem escala 
0 m 1 m 2 m 5 m 10 m
18,5
2 º PAVIMENTO MEZANINO
60
N
60
2 º PAVIMENTO MEZANINO
0,0m
1,24m3,16m
4,94m
9
18
,4
21
3,
7
18,5
2,5
5,2
1,
2
2,
5
3,77 1,41
0,
7
0,
45
LEGENDA
Ponto de Luz na Laje
Ponto de Luz no Forro
Ponto de Luz na Pare de
Ponto de Luz no Piso
Sequência d e ponto de luz no Piso 
Cordão de LED
Planta Pontos Iluminação - Sem Escala 
Area técnica
61
N
PRINCIPAL MOBILÍA USADA
Poltrona Sacco, Zanotta Poltrona Serie Up 2000, B&B Italia
Mesa lateral Saarinen Coffee Table, Knoll Cadeira Hi Pad, Cappellini
Fonte: Acervo pessoal
62
62
Luminária Spun Light 72, Flos Banco Nelson Platform, Herman Miller
Sofá Extrasoft, Living Divani
63
Cortes Auditório 1/100
64
64
Cortes Auditório 1/100
65
14
,9
5
4,
85
14
,6
5
3,
55
0,
25
0,
15
3,
97
0,
25
1,
78
0,
15
0,
15
2,
15
0,
15
CORTE AA' - SEM ESCALA
1,
92
0,
97
Cortes 
66
66
0,
4
0,
25
0,
25
0,
15
3,
35
5,
88
5,
08
2,
75
1,
24
3,
55
3,
95
CORTE BB' - SEM ESCALA
Cortes
67
PERSPECTIVA RECEPÇÃO/ BIBLIOTECA/ LOJA
68
PERSPECTIVA RECEPÇÃO/ BIBLIOTECA/ LOJA
68
PERSPECTIVA AUDITÓRIO
69
VISTA AV. NOVE DE JULHO
70
70
FICHA MEMORIAL
Tema: Escola de Sommeliers
Objetivo: O Projeto deverá resgatar, através do design, os tradicionais cos-
tumes culturais da população do Bairro do Bixiga, tornando-o um espaço de 
aprendizado, cultura e convívio.
Conceito: Minimalista Urbano
Projeto final: O projeto foi pensado prezando o aproveitamento máximo dos 
espaços de circulação, com grandes espaços englobando diversas funções 
nos mesmos. As cores são neutras prevalecendo o cinza e o marrom da 
madeira.
O volume foi pensado para interagir com o terreno proposto para a sua reali-
zação. Sendo um terreno inclinado, e sua superfície sendo aproveitada total-
mente, o uso de rampas era de suma importância para a acessibilidade.
 Os materiais escolhidos doam conforto e bem estar. Embora o concreto, 
considerado um material frio, esteja bastante presente, o jogo de luzes e 
sombras aquecem o ambiente aliados à madeira.
A idéia inicial para a fachada do volume foi inspirada no efeito de luz que a 
sobreposição das folhas da Parreira produzem. Criando assim um efeito de 
penetração da luz de forma uma delicada e agradável, provocando a nossa 
parte sensorial e valorizando as sombras, transformando-as geometricamente.
APRESENTAÇÃO FINAL 
DO PROJETO
71
CONCLUSÃO
Uma vez apresentado o briefing, e posteriormente aplicados os instrumentos 
de pesquisa, processadas e analisadas as informações, chegamos à resposta 
projetual apresentada que trouxe ao ambiente edificado a otimização de um 
espaço público, cultura, além de uma estética discreta. O conceito Minimalista 
se mistura na paisagem urbana, solução que vai encontro à requalificação do 
Bairro do Bixiga. 
72
A HISTÓRIA DO PEQUENO CAULE DE PARREIRA
Certa vez, há muito tempo atrás, um pequeno 
caule de parreira estava muito alegre por estar 
vivo. Bebia água e minerais da terra e cresceu 
e cresceu. Era jovem e forte e pode se arranjar 
bem... tudo por conta própria. Mas então, o vento 
foi cruel, a chuva foi hostil, com a neve não tinha 
nenhum acordo, e o pequeno caule de parreira 
sofreu. Ele ficou caído, frágil e sofrido. Seria bem 
mais fácil parar de tentar crescer, parar de tentar 
viver. E o caule de parreira estava infeliz! O inverno 
seria longo e o caule estava cansado. Mas então 
o pequeno caule de parreira ouviu uma voz. Era 
outro caule de parreira chamando por ele... - Aqui, 
estique-se... pendure em mim. Mas o caule hesi-
tou. - O que isto queria dizer? Ele pensou. Pois 
veja você, o pequeno caule sempre tinha se virado 
bem... tudo por conta própria. Mas então, muito 
cautelosamente, se esticou em direção do outro 
caule de parreira. Veja, posso ajudá-lo, o outro 
disse. Apenas se enrosque em mim e eu o aju-
darei a se levantar. E o pequeno caule confiou...e 
repentinamente pode ficar reto outra vez.
O vento veio... e a chuva... e a neve, mas quando 
vieram, o pequeno caule de parreira se agarrava a 
muitos outros caules. E embora os caules fossem 
sacudidos pelo vento e congelados pela neve, eles 
se mantinham fortemente unidos um ao outro. E em 
sua incansável força... puderam sorrir e crescer. E 
então, um dia, o pequeno caule de parreira olhou 
para baixo e viu um minúsculo caule, oscilando, as-
sustado. E nosso pequeno caule de parreira disse, 
- Aqui, pendure-se em mim... Eu o ajudarei. E o outro 
caule alcançou nosso caule de parreira, e junto todos 
os caules cresceram. Folhas brotaram... flores sur-
giram... e finalmente, uvas se formaram. E as uvas 
alimentaram a muitos. Foi preciso apenas que os
caules se ajudassem.
Assim como os caules, espero, nessa nova etapa 
da minha vida, encontrar pessoas e colegas tanto 
quanto altruístas. Agradeço a todos que participaram 
deste processo, direta ou indiretamente pois vocês 
me deram a oportunidade de hoje, me sentir reali-
zada.
7872 73
BIBLIOGRAFIA
http://www.contemporist.com/2010/11/17/the-albert-reichmuth-wine-store-by-oos/
http://www.academiadovinho.com.br/biblioteca/historia.htm
http://www.thecoolhunter.com.au/article/detail/992/design-wine
http://pt.wikipedia.org/wiki/História_do_vinho
http://www.overmundo.com.br/banco/historia-do-vinho
http://osvinhos.com.br/historia_do_vinho.html
http://www.guillegarciahoz.com/bodega-pradorey-rueda/
http://santucci.blogspot.com/2006/06/enlogo-enfilo-sommelier.html
http://revistaadega.uol.com.br/adega/sumarios/sumario_926.asp
http://www.designrestaurants.com/
http://www.thecoolhunter.net/article/detail/1975/concrete-blonde--sydney
http://www.luxury24.ilsole24ore.com/ArchitetturaDesign/2011/01/vino-design-san-francisco_1.php
http://homehagler.com/restaurant-design/contemporary-tabu-lounge-bar-and-restaurant-by-guilherme-torres.html
https://acidadecomoeuquero.wordpress.com/tag/revitalizacao-do-centro/
http://www.ctav.gov.br/tecnica/arquitetura-de-salas-de-exibicao/
http://design-crisis.com/?p=260
http://www.arquitecturadecasas.info/2010/03/casa-de-metal-y-madera/
http://picasaweb.google.com/ImagenesDeArquitectura/Formosa_1140_Lorcan_Oherlihy_ArchitectsLOHA#5311808755595549794
http://www.architizer.com/en_us/projects/pictures/40r-laneway-house/29682/253603/
http://plusmood.com/2011/09/eco-cube-lorenveien-68-a-lab/
http://www.meuvinho.com.br/news/default.asp?id=225
http://paulooliveira.wordpress.com/2007/07/16/acessibilidade-e-sua-importancia-nos-projetos-de-hoje-e-do-futuro/
http://www.zonasulatende.com.br/Dica/Qual_e_a_diferenca_entre_enologo_enofilo_e_sommelier--8
http://noticias.r7.com/vestibular-e-concursos/noticias/sobram-vagas-de-trabalho-para-especialistas-em-vinho-20110509.html
http://www.mattareassociados.com.br/mmn/boletim06/pesquisa.htm
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/25559/000754306.pdf?sequence=1
http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=4&Cod=54
http://www.eadstrong.com/nourau2/document/?view=38
74

Mais conteúdos dessa disciplina