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Istituto Europeo di Design – São Paulo ESCOLA DE SOMMELIERS Novembro 2011 2 ESCOLA DE SOMMELIERS ORIENTADORES Alexandre Salles Fabiano Pereira Carlos Machado Eliana Zmyslowski Andrea Macruz COORDENAÇÃO Prof. Cristine Stuermer Coli Trabalho de conclusão do curso de Design de Interiores apresentado à banca de avaliação em novembro de 2011. RENATA QUINTO ROSSI NOVEMBRO/2011 32 «O sucesso nasce do querer, da determinação e persistência em se chegar a um objetivo. Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo fará coisas admiráveis.» José de Alencar 4 Este trabalho final de graduação desenvolvido para o curso de Design de Interiores apresenta como tema de desenvolvimento o projeto de uma Escola de Sommeliers que tem como parceria estabelecida o Grupo Mancini. 54 SUMÁRIO FASE DE FUNDAMENTAÇÃO APRESENTAÇÃO Tema: O Vinho Escola de Sommeliers ANÁLISE DO BRIEFING Escola de Sommeliers para o Bairro do Bixiga HISTÓRICO Contextualização: Bairro do Bixiga Famiglia Mancini PROBLEMATIZAÇÃO Análise das Necessidades Programa de Necessidades Objetivos do Projeto Hipóteses FASE DE CONCEITUAÇÃO Conceito Painel Semântico Paleta Cromática Partido Arquitetônico Referências Cases Pré-requisitos dimensionais VALOR COMPETITIVO Mercado Consumidor e Comportamento Segmento de Atuação Sommelier e Enólogo VALOR CRIATIVO Linguagem e Inovacão Aplicada ao Design Desenhos Preliminares VALOR SOCIAL Tendência e Comportamento Análise Simbólica VALOR TECNOLÓGICO Materiais e Propriedades Normas Proposta Conceitual FASE DE VALIDAÇÃO Apresentação Final do Projeto CONCLUSÃO BIBLIOGRAFIA 6 08 40 10 42 12 44 44 13 4616 46 17 17 48 17 49 18 49 19 71 20 72 21 22 74 23 27 33 PROJETO ESCOLA DE SOMMELIERS Decorrente da parceria entre o Grupo Mancini e o Istituto Europeo di Design São Paulo, o Curso de Graduação em Interior Design apresenta como tema para o trabalho de conclusão de curso o projeto Escola de Sommeliers, que consiste em um modelo único de escola atuante no país, englobando ensino, espaço de convívio, design e otimização do espaço público urbano. O VINHO A história do vinho tem grande impor- tância histórica, pois o seu surgimento em tempos remotos tornou-o um pro- duto que acompanhou grande parte da evolução econômica e sócio-cultural de várias civilizações ocidentais e orientais. APRESENTAÇÃO DO TEMA 7 VALOR COMPETITIVO Mercado Consumidor e Comportamento Segmento de Atuação Sommelier e Enólogo VALOR CRIATIVO Linguagem e Inovacão Aplicada ao Design Desenhos Preliminares VALOR SOCIAL Tendência e Comportamento Análise Simbólica VALOR TECNOLÓGICO Materiais e Propriedades Normas Proposta Conceitual FASE DE VALIDAÇÃO Apresentação Final do Projeto CONCLUSÃO BIBLIOGRAFIA 6 O Vinho: Generalidades O vinho possui uma longínqua importância histórica e religiosa e remonta diversos perío- dos da humanidade. Cada cultura conta seu surgimento de uma forma diferente. Há inúmeras lendas sobre a origem da produção de vinhos e a primeira delas está no Velho Testamento. O capítulo 9 do Gênesis diz que Noé, após ter desembarcado os animais, plantou um vinhedo do qual fez vinho, bebeu e se embriagou. Entre outros as- pectos interessantes sobre a história de Noé, está o Monte Ararat, onde a Arca ancorou durante o dilúvio. Essa montanha de 5.166m de altura é o ápice dos Cáucasos e fica entre a Armênia e a Turquia. Entre as muitas expedições que subiram o monte a procura dos restos da Arca, apenas uma, em 1951, encontrou uma peça de madeira. A questão mais complicada é onde morou Noé antes do dilúvio. Onde quer que ele tenha construído a Arca, ele tinha vinhedos e já sabia fazer o vinho. Uma especulação interessante é que Noé teria sido um dos muitos sobreviventes da submersão de Atlântida. Uma lenda basca celebra um herói chamado Ano que teria trazido a videira e outras plantas num barco. Curiosamente, o basco é uma das mais antigas línguas ocidentais e "ano", em basco, também significa vinho. Na Galícia também existe uma figura legendária denominada Noya que os sumérios da Mesopotâmia diziam ser uma espécie de deus do mar denominado Oannes. Também interessante é que, na mitologia grega, Dionísio, deus do vinho, foi criado por sua tia Ino, uma deusa do mar, e a palavra grega para vinho é "oinos". O épico babilônico Gilgamesh, o mais antigo trabalho literário conhecido (1800 a.C.) também conta uma história de Upnapishtim, a versão babilônica de Noé. Esse homem também construiu uma Arca, encheu-a de animais, atracou-a numa montanha, soltou sucessivamente três pássaros sobre as águas e finalmente sacrificou um animal em ofe- renda aos deuses. No entanto, Upnapishtim não fez vinho. APRESENTAÇÃO 8 O vinho aparece em outra parte dos escritos, na qual o herói Gilgamesh entra no reino do sol e lá encontra um vinhedo encantado de cujo vinho obteria, se lhe fosse permitido bebê-lo, a imortalidade que ele procurava. Não se pode apontar precisamente o local e a época em que o vinho foi feito pela pri- meira vez, do mesmo modo que não sabemos quem foi o inventor da roda. O vinho não teve que esperar para ser inventado: ele estava lá, onde quer que uvas fossem colhidas e armazenadas em um recipiente que pudesse reter seu suco. Há 2 milhões de anos já coexistiam as uvas e o homem que as podia colher. Seria, por- tanto, estranho se o «acidente» do vinho nunca tivesse acontecido ao homem nômade primitivo. Antes da última Era Glacial houve seres humanos cujas mentes estavam longe de serem primitivos como os povos Cro-Magnon que pintaram obras primas nas caver- nas de Lascaux, na França, onde os vinhedos ainda crescem selvagem. Esses fatos fazem supor que, mesmo não existindo evidências claras, esses povos conheceram o vinho. Os arqueologistas aceitam acúmulo de sementes de uva como evidência (pelo menos de probabilidade) de elaboração de vinhos. Escavações em CatalHüyük (talvez a primeira das cidades da humanidade) na Turquia, em Damasco na Síria, Byblos no Líbano e na Jordânia revelaram sementes de uvas da Idade da Pedra (Período Neolítico B), cerca de 8000 a.C. As mais antigas sementes de uvas cultivadas foram descobertas na Geórgia (Rússia) e datam de 7000 - 5000 a.C. (datadas por marcação de carbono). Certas características da forma são peculiares a uvas cultivadas e as sementes descobertas são do tipo de transição entre a selvagem e a cultivada. As sementes encontradas na Geórgia foram classificadas como Vitisvinifera variedade sativa, o que serve de base para o argumento de que as uvas eram cultivadas e o vinho presumivelmente elaborado. 98 Escola de Sommeliers: O Enólogo, o Enófilo e o Sommelier. O Enófilo Algumas pessoas confundem o significado da palavra enófilo, o amante do vinho, com a de enólogo, o elaborador do vinho. Enófilo tem um sentido mais amplo e significa «pessoa que gosta do vinho», mas que não tem responsabilidade sobre sua elaboração O Enólogo Enólogo é o profissional responsável pela elaboração dos vinhos. A rigor, também é um enófilo, por gostar do vinho. As legislações específicas de todos os países estabelecem os níveis de preparação e o título que devem ter os profissionais que são responsáveis pela elaboração dos vinhos e derivados. No Chile, os engenheiros agrônomos são facultados a responder pela ela- boração dos vinhos, não existindo nenhum curso de nível médio ou univer- sitário de enologia. Na Argentina, existe um Curso de Nível Médio e uma Faculdade onde se formam Enólogos Técnicos em Frutiolivicultura e Licenciados em Enologia. São os únicos habilitados para responder por uma cantina. No Uruguai, a escola é de Nível Médio e os Enólogos formandos são os únicos habilitados. No Brasil, existe em Bento Gonçalves a Escola de Enologia, de nível médio e a Faculdade onde se formam os Tecnólogos de nível superior. O Sommelier O sommelier é o profissional que desempenha suas funções em restau- rantes é conhecido como «o maitre dasbebidas e dos charutos». Ou seja, o sommelier deve conhecer, para poder orientar seu cliente, sobre todo tipo de bebida, desde água, café, chás e muito especialmente bebidas alcoólicas. Atualmente, com o advento da fase dos charutos, voltou e fazer parte de suas atribuições. «Na civilização grega, este personagem era conhecido como «arconte» ou «simposiarca», encontrado nos «simpósios» onde cumpria as funções de administrar o serviço e escolher os jarros e taças para o vinho. Na época da Roma Imperial, localiza-se o mesmo indivíduo atuando du- rante os «prandii» (banquetes) com o nome de «Rexbibendi». Nos séculos seguintes, , principalmente na época do Renascimento, todos os nobres tinham um «copeiro» auxiliado por um «garrafeiro». Já em 1700, aparece citado nos editos do duque de Savóia, com a deno- minação de «Somegliere di bocca e di corte» e, portava um anel com as iniciais ducais para lacrar os barris sob os seus cuidados. Seguem-se notí- cias e detalhes da atividade desta personagem em todos os banquetes nas cortes européias, até chegarmos à época da grande cozinha francesa, que impôs ao mundo toda uma terminologia própria- «maitre, chef de cui- sine, chef de rang» - sempre utilizada na língua original. Assim nasceu a expressão «sommelier», usada para designar o profissional encarregado do serviço do vinho». Enólogo: Indivíduo que perante o vinho toma decisões. Enófilo: Indivíduo que perante as decisões toma vinho. A idade dessas coincide com a passagem das culturas avançadas da Eu- ropa e do Oriente Próximo de uma vida nômade para uma vida sedentária, começando a cultivar tanto quanto caçavam. Nesse período começam também a surgir, além da pedra, utensílios de cobre e as primeiras cerâmi- cas nas margens do Mar Cáspio. O kwervri (um jarro de argila), existente no museu de Tbilisi, na Geórgia, datado de 5000 - 6000 a.C é outra evidência desse período. No mesmo museu existem pequenos segmentos e galhos de videiras, datadas de 3000 a.C., e que parecem ter sido parte dos adornos de sepultamento, talvez com significado místico de serem transportadas para o mundo da morte onde poderia ser plantada e dar novamente prazer. 10 Além das regiões ao norte dos Cáucasos (Geórgia e Armênia), a videira também era nativa na maioria das regiões mais ao sul, existindo na Anatólia (Turquia), na Pérsia (Irã) e no sul da Mesopotâmia (Iraque), nas montanhas de Zagros, entre o Mar Cáspio e o Golfo Pérsico. É possível que as videi- ras da região dos Cáucasos, tenham sido levadas pelos fenícios da região onde hoje é o Líbano para toda a Europa e seriam as ancestrais de várias das atuais uvas brancas. Recentemente, foi encontrada no Irã (Pérsia), uma ânfora de 3.500 anos contendo em seu interior uma mancha residual de vinho. Do ponto de vista histórico, sua origem precisa é impossível, pois o vinho nasceu antes da escrita. Os enólogos dizem que a bebida surgiu por aca- so, talvez por um punhado de uvas amassadas esquecidas num recipiente, que sofreram posteriormente os efeitos da fermentação. Mas o cultivo das videiras para a produção do vinho só foi possível quando os nômades se tornaram sedentários. 1110 ESCOLA DE SOMMELIERS PARA O BAIRRO DO BIXIGA Para atender os objetivos plenamente, o referido projeto deverá atender os padrões de melhoria e transformação que o bairro do Bixiga vem recebendo. A Escola deverá ser projetada em um espaço público e deverá ser de baixo impacto urbano visto o excesso de empreendimentos em fase de construção. ANÁLISE DO BRIEFING 12 CONTEXTUALIZAÇÃO O Bixiga O bairro do Bixiga, localizado na região da Bela Vista, nasceu por volta de 1870, quando Antônio José Leite Braga resolveu lotear parte de sua chácara. O local foi, então, povoado por imigrantes italianos recém-chegados ao Brasil e o bairro assumiu as características de seus moradores, que mantiveram vivas a tradição e a religiosidade. Semelhante às aldeias da Itália, o Bixiga tem ruas estreitas e ladeiras, onde se instalaram aos poucos cantinas, quitandas, sapatarias e lojas de artesanato. O Bixiga é entendido como um dos mais tradicionais bairros da cidade de São Paulo, em bora na divisão administrativa da cidade ele não exista oficialmente como tal. É de senso comum que corresponda à região localizada entre as ruas Rui Barbosa, Avenida Nove de Julho e a Rua dos Franceses, embora sua delimitação possa ser motivo de polêmica dependendo da fonte. Formado por imigrantes italianos, ganhou importância histórica e turística na capital paulista. O primeiro registro de ocupação da área é de 1559, como Sítio do Capão, de pro- priedade do português Antônio Pinto, e mais tarde passou a chamar-se Chácara das Jabuticabeiras, por causa do alto número de árvores dessa espécie. Nos anos 1820 um homem conhecida como Antônio Bexiga, por causa de suas cicatrizes de varíola (popular- mente conhecidacomo «bexiga»), comprou as terras, o que é a explicação para o nome do bairro. Por volta de 1870 Antônio José Leite Braga decidiu lotear parte de sua «Chácara do Bexiga». O loteamento já estava anunciado em 23 de junho de 1878 e foi inaugurado em 1 de outubro do mesmo ano, com a presença do imperador Pedro II, lançando a pedra fundamental de um hospital que, no entanto, jamais foi construído. Lotes pequenos e baratos interessaram aos imigrantes italianos, pobres e recém-chegados ao Brasil, a maior parte deles vindos da Calábria, que não se interessavam por dirigir-se aos cafezais do interior do estado. HISTÓRICO 1312 Com o intuito de afastar o sentido pejorativo do apelido dado ao bairro, seus moradores passaram a mudar a grafia de Bexiga para Bixiga. Outra explicação para a grafia seria uma adaptação ao jeito coloquial de se falar. Hoje, o Bixiga é reduto de intelectuais, artistas, amantes de cultura e gastro- nomia. Foi ali que o industrial italiano Franco Zampari fundou o extintoTeatro Brasileiro de Comédia (TBC), por onde passaram Cacilda Becker, Paulo Autrane Sérgio Cardoso, que emprestao nome a um dos mais importantes teatros da cidade, instalado no Bixiga. Outros badala dos teatros estão no entorno, como o Abril, o Brigadeiro, o Bibi Ferreira, o Ruth Escobar e o Cultura Artística. Complementam a esfera cultural do Bixiga o Museu dos Óculos Giocon da Gianninie a Feira de Antiguidades da Praça Dom Orione, esta última com cerca de 300 barracas que dispõem de artigos diversos, obras de arte, comida e outras curiosidades. A bela Escadaria do Bixiga une a parte alta do bairro, na rua dos Ingleses, a parte baixa, na rua Treze de Maio, e dão acesso ao polo cultural de um lado e às cantinas e à feira do outro. Outro ícone do bairro é o Hotel Ca’D’Oro, primeiro hotel cinco estrelas da cidade de São Paulo que fez muito sucesso na década de 50, que agora fecha as suas portas para começar uma sua nova fase, uma das maiores incorporadoras do País, lança, no mesmo terreno onde o hotel operou por quase seis décadas, o Ca’D’Oro São Paulo, empreendimento mixed-use que será composto por uma torre residencial e outra de uso misto, com unidades comerciais e a nova edição do hotel. José Lucena assina o projeto arquitetônico, Benedito Abbud elaborou o projeto paisagístico e Patricia Anastassiadis desenvolveu a arquitetura de interiores, prometendo valorizar ainda mais a região. A entrada principal, localizada na rua Martinho Prado, leva ao quarto andar (considerado o tér- reo), onde funciona o salão dos homens. Acima dele, está a ala destinada às mulheres. Esses dois últimos pisos constituem uma construção em estilo bizantino que guarda uma curiosidade: vários aspectos arquitetônicos do local estão ligados ao número sete, que, para Roder, tinha um significado especial. O próprio formato em que foram construídos o prédio e as torres, por exem- plo, é heptagonal. No primeiro semestre de 2011, Marcelo Rosenbaum e Guto Requena foram convidados pela WZarzur para assinar o projeto de design e fachada de seu novo empreendimento no Centro de São Paulo,o Edifício Brasil. Dessa parceria surge a reflexão com toque de brasilidade integrante da revitalização da área. Levando em consideração os serviços oferecidos pelo entorno, o tamanho e tipologia dos apartamentos, os estúdios de arquite- tura direcionam-se ao comportamento de novos grupos familiares. Bangalôs, cinema, wi-fi e plantas mutáveis constróem a identidade do pro- jeto. Parte da cobertura do edifício foi reservada como mirante com vista privilegia da para o centro histórico, retomando a cultura dos terraços cole- tivos característico dos anos 60 e 70. Priorizando o uso contemporâneo de materiais tradicionais, o design conta com cobogó, granilite, cimento queimado, concreto aparente, madeira e fulgê. 14 Ainda no tema das revitalizações, com cerca de 2 km de extensão, se encontra a rua Frei Caneca, que interliga a Avenida Paulista à região cen- tral da cidade de São Paulo. Reproposta em um concurso que sugeria aos participantes que repensassem o conflito entre carros e pedestres e reavaliassem, de forma mais sustentável, a conectividade da rua com seu entorno. Após a análise do fluxo de veículos na via, o projeto a dividiu em três partes. O livre acesso de veículos predomina os dois extremos da Frei Caneca, próximos a eixos importantes, como a Avenida Paulista e a rua Augusta. Na porção central, será adotada a circulação mista, com a adequação das dimensões dos passeios. A intenção é privilegiar a circulação do pedestre em relação aos carros, reforçando a identidade residencial e comercial da via. O projeto também propõe intervenções em quatro áreas da rua. Próximo à avenida Paulista, sugere a criação de um pequeno parque. Alguns quar- teirões abaixo, propõe a transformação do jardim cercado de uma igreja «na Praça da Igreja, como nos povoados». Próximo ao mercado, o atual esta- cionamento seria realocado no subsolo para dar lugar a uma praça solar coberta por uma grande pérgola. O final da rua, onde hoje há uma esca- daria íngreme que desce para a rua Avanhandava, seria reformado para abrigar «um espaço dedicado à cultura» e um pequeno mirante. O local fica próximo a um shopping e a um teatro. 1514 Grupo Mancini Foi vizinho do Mercado Municipal que Walter Mancini aprendeu a apreciar os diferentes sabores da culinária paulistana. De lá também veio a inspiração para criar o ambiente no seu mais famoso restaurante, na simpática Rua Avanhandava, que abre caminho em meio aos inúmeros prédios da cidade e apesar de ser abraçada pelas buzinas, motores e seus roncos, passos e pressas, a rua consegue destoar de todo o resto e se apresenta como um refúgio para o bem estar, nos prospectanto em uma outra realidade. A rua faz lembrar um leito de rio penetrando o centro paulistano – exibe-se feito moça formosa com suas curvas sinuosas até o seu encontro com a Avenida Nove de Julho, uma das principais artérias desse coração intitulado São Paulo, que pulsa sem perder o fôlego. Estreita e aconchegante, essa rua não se impõe pelo seu tamanho, mas- pela história e pelo charme. A Rua surgiuem 1929 e na década de 30 surgiram as primeiras cantinas. Há pouco tempo, após passar por uma revi- talização promovida pelo próprio Walter Mancini, ganhou fontes, calçadas amplas e coloridas, fios foram aterrados e há ainda a melhoria voltada para os deficientes físicos, além de o título de primeira rua revitalizada do centro de São Paulo. A rua, enfim, ganhou fôlego novo, novos contornos e ficou ainda mais charmosa. Empreendimentos Rua Avanhandava 16 ANÁLISE DAS NECESSIDADES Transformar um espaço público debaixo do viaduto da Av. Radial Leste- Oeste em uma Escola de Sommeliers. OBJETIVOS DO PROJETO O Projeto deverá resgatar, através do design, os tradicionais costumes culturais da população do Bairro do Bixiga, tornando-o um espaço de aprendizado, cultura e convívio. PROGRAMA DE NECESSIDADES Área mínima piso: 140 m2 Número de pisos (sugerido): 03 = Térreo + 02 Altura (sugerida): até 15 m total Nível genérico: 0,0 m (plano) Térreo: Recepção + lounge Loja WC’s Área serviços: vestiário (12 m2), mat. limpeza (4 m2), copa (15 m2 com mesa p/ 4 pessoas), lixo (4 m2), depósito (6 m2). Estoque (20 m2) Administração Cargas/descarga Jardim/setorização externa Loja (30 m2) Sala de reuniões PROBLEMATIZAÇÃO 1716 1º Pavimento: Salas de aula (50 m2) -Técnica -Aula -Harmonização Biblioteca Cozinha (Harmonização) Adega (ponto forte do espaço) WC’s (12 m2 + PNE) 2º Pavimento: Auditório/eventos - área de apoio WC’s (12 m2) Copa Área técnica (10 m2) HIPÓTESES Edificar o espaço aplicando os conceitos do projeto de forma que o espaço seja funcional, estético e condizente com a logística atual. 18 CONCEITO Minimalista Urbano O Minimalismo é a sofisticação na forma, a atem- poralidade, a tecnologia, a cartela de cores redu- zida e uma estética clean. As peças apresentam uma cartela de cores neu- tras, estética definida, onde o menos é mais. FASE DE CONCEITUAÇÃO 1918 PAINEL SEMÂNTICO 20 Essencial 20 PALETA CROMÁTICA Cinza e Marrom A cor Cinza foi utilizada pelos povos primitvos para marcar as paredes das cavernas e reclamar seus domínios. É uma cor sombria, e foi utilizada pelas pessoas comuns durante o tempo de Carlos Magno, no século VIII.. Mo- dernamente, o cinza é uma cor neutra mas que também pode ser usada para significar elegância, humildade, res- peito, reverência e sutileza. Marrom (castanho) Nas culturas orientais acredita‐se que o marrom incorpore toda a força natural do elemento terra. Na Idade Média era a cor designada aos camponeses, e portanto é associada à humildade. Nos ambientes, dà a impressão de algo sólido, seguro e calmo. Também pode ser associada a idéias de natureza, rusticidade, estabilidade, estagnação, peso e aspereza. Uma simples mudança de cor pode alterar totalmente um ambiente, um humor, uma ação e, consequentemente, a vida das pessoas que frequentam aquele local. Para cada finalidade, uma cor. Além do sentido figurado e oculto das cores, existem refe- rências científicas ao que cada uma causa nas reações humanas. O uso de cores neutras utilizado nos elementos arquitetônicos neutraliza o “fundo” da composição, ou seja, o espaço compositivo. Deixam os ambientes com uma atmosfera refinada e elegante. É uma excelente opção para ambientes onde são expostas obras de artes, ou mercadorias de cores vibrantes, como é o caso do vinho, já que acentua as pe- ças. 21 PARTIDO ARQUITETÔNICO Geometria, transparência, concreto e madeira. O volume foi pensado para interagir com o terreno proposto para a sua realização. Sendo um terreno inclinado, e sua superfície sendo aproveitada totalmente, o uso de rampas era de suma importância para a acessibilidade. Os materiais escolhidos doam conforto e bem estar. Embora o concreto, considerado um material frio, esteja bastante presente, o jogo de luzes e sombras aquecem o ambiente aliados à madeira. 22 22 REFERÊNCIAS 23 REFERÊNCIAS 24 24 REFERÊNCIAS 25 REFERÊNCIAS 26 26 CASES Os cases escolhidos trazem uma mistura de loja de vinhos, locais técnicos para a degustação e design. São todos cases fora do Brasil que investiram no design para propiciar ao consumidor uma experiên- cia estética, funcional e sensorial diretamente ligada ao produto. 27 Bodega Prado Rey, Rueda, Espanha, 2008 Fonte: http://www.guillegarciahoz.com/bodega-pradorey-rueda/ 28 28 http://www.contemporist.com/2010/11/17/the-albert-reichmuth-wine-store-by-oos/ The Albert Reichmuth Wine Store, Zurique, Suíça, 2010. 29 The Albert Reichmuth Wine Store, Zurique, Suíça, 2010. http://www.contemporist.com/2010/11/17/the-albert-reichmuth-wine-store-by-oos/ 30 30 fonte: http://www.ppow.com.br/portal/2010/12/16/clos-apalta-no-chile-uma-das-mais-completas-wine-destinations-do-mundo/ Bodega Clos Apalta, Santa Cruz, Chile, 1997. 31 Fonte: http://homeinspiring.com/contemporary-press-club-interior-design-by-bcv-architects ThePresClub, SanFrancisco, EUA, 2010. ThePresClub, San Francisco, EUA, 2010. Fonte: http://homeinspiring.com/contemporary-press-club-interior-design-by-bcv-architects 32 PRÉ REQUISITOS DIMENSIONAIS A ergonomia tem sido definida como sendo o estudo da adaptação do trabalho ao homem. O objeto central do es- tudo é o ser humano, suas habilidades, capacidades e limi- tações. Os resultados da pesquisa em ergonomia são aplicados nos mais variados ambientes de trabalho, aumentando a eficiên- cia da produção do ser humano, fornecendo dados para que este nosso trabalho possa ser dimensionado de acordo com as reais capacidades e necessidades do organismo, contribuindo não só para o bem estar humano, mas também para o estado emocional como um todo. Outro ponto cada vez mais considerado é a questão da acessibilidade. Na arquitetura e no urbanismo, a acessibilidade tem sido uma preocupação constante nas últimas décadas. Atualmente estão em andamento obras e serviços de ade- quação do espaço urbano e dos edifícios às necessidades de inclusão de toda população. Construções adaptadas e equipadas para garantir o máximo conforto e segurança aos moradores da terceira idade, por exemplo, têm tido estudos recentes no Brasil, mas já permitem referências suficientes para a concepção de espaços adequados à dinâmica de vida doméstica de todos. Incentivar a sociabilização, proteger a saúde e a integridade fisica promovendo o seu bem estar são alguns dos objetivos alcançados quando se leva em consideração a questão de acessibilidade nos projetos. 3332 34 34 35 MESA DE RECEPÇÃO / ALTURA DE BALCÃO ESPAÇOS LIVRES COM LAVATÓRIOS DUPLOS 36 36 37 38 CAFÉ DA MANHA / MESA DE COZINHA / QUATRO LUGARESMESA RETANGULAR / COMPRIMENTO E LARGURA ÓTIMAL / SEIS LUGARES 38 39 CORREDOR DE SERVIÇO / ESPAÇO ENTRE MESASESPAÇO MINIMO SEM CIRCULAÇÃO VALOR COMPETITIVO MERCADO CONSUMIDOR E COMPORTAMENTO A empresa brasileira Two of Us, através do seu site Vinho Virtual (www.vinhovirtual.com.br), realizou uma interessante pesquisa com 1 mil consumidores brasileiros de vinho para revelar seu perfil, hábito e preferências. Perfil Dos consultados, 79% são homens e 21% mulheres. A grande parte dos consumidores encontra-se na região sudeste, seguido pela região sul. Cerca de 40% dos consumidores de vinho encontram-se no estado de SP. SUDESTE..........................................67% SUL.................................................17% NORDESTE.........................................8% CENTRO‐OESTE..................................6% NORTE...............................................2% A faixa etária entre 30 e 50 anos representa 62% dos consumidores de vinho. Sendo que a faixa entre 18‐29 já consome mais do que entre 50‐59 anos. 18 - 29 anos.....................................17% 30 - 39 anos.....................................32% 40 - 49 anos.....................................30% 50 - 59 anos.....................................15% 60 ou mais.........................................6% 40 40 Hábito Boa parte dos consumidores (43%) costuma beber vinho de 2 a 3 vezes por semana. E 16%, uma ou mais vezes ao dia. Mais de uma vez por dia......................3% Uma vez por dia...............................13% 4-6 dias por semana.........................13% 2-3 dias por semana.........................43% 1 dia por semana ou menos...............26% Raramente.........................................2% Entre aqueles que consomem vinho com maior freqüência, a pesquisa revelou que este público mora nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, e tem idade média de 46 anos. Já os mais jovens costumam beber vinho com menos freqüência do que os de mais idade. 12% dos entrevistados revelaram fazer parte de uma confraria de vinho (grupo de pessoas – confrades - que se reúne para degustar, estudar e comentar diferentes tipos de vinhos). Preferências Quanto à preferência por tipo de vinho, os tintos lideram com folga. Depois vem os brancos e espumantes quase juntos, com pequena vantagem para os brancos. Após os rosés e, por último, os licorosos. Tinto...................................41% Branco.................................26% Espumante...........................24% Rose:....................................6% DesXlado/Licoroso...................3% Por fim, a pesquisa também revelou um dado curioso. Apesar de toda a fama dos importados, o Brasil foi o mais citado como o país produtor preferido, seguido pelo Chile, França, Argentina e Itália. Brasil...................................20% Chile....................................16% França..................................13% Argentina..............................12% Itália....................................11% Portugal...............................11% Espanha.................................7% Austrália.................................3% África do Sul...........................2% Alemanha...............................1% Outros...................................4% A produção vinícola segue o ritmo da economia brasileira e cresce a cada dia. Só no ano passado, foram comercializados 247 milhões de litros de vinho no país. O número caiu, em comparação com os anos anteriores, devido à entrada dos importados - beneficiados pelos pequenos impostos, no caso dos vinhos argentinos, por exemplo, ou isentos de taxas, como os chilenos. Mesmo assim, o ritmo da produção cresceu. Segundo a Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), surgiram 300 novas vinícolas nos últimos oito anos, só no Rio Grande do Sul. O total de hectares dedicados ao cultivo de uvas para a bebida é hoje de 82.000 no país. Vaga é o que não falta na área, dizem os especialistas. 41 SEGMENTO DE ATUAÇÃO DO SOMMELIER E ENÓLOGO Aquele que cursa Enologia – disciplina que se dedica ao estudo do vinho forma-se como Enólogo. Com a habilitação acadê- mica, este profissional torna-se responsável pela produção e todas as etapas da fabricação de um vinho em uma vinícola. Já o Sommelier é o profissional com formação técnica em vinhos, que atua no setor hoteleiro, restaurantes, bares e lojas especia- lizadas. Este profissional é o responsável pela cadeia comercial do vinho, começando pela seleção e elaboração da carta de vinhos, seguida dos cuidados com estocagem e armazenamento. E, finalmente, auxiliando o consumidor em suas escolhas e também sugerindo harmonizações enogastronômicas. Resumindo: o Sommelier é o elo entre o Enólogo e o Enófilo, termo que define todas as pessoas que apreciam e estudam vinhos. 42 42 O Enólogo é responsável pela “assinatura” do produto, o enólogo é quem vai decidir a “receita” da bebida. Se o vinho elaborado será feito com apenas um tipo de uva, como no caso dos varietais; se será um corte (mistura de mais de uma uva); qual a proporção de cada uma das cepas escolhidas para a bebida que será criada; o método utilizado e o tempo de fermentação, até a época ideal para a vindima (a colheita das uvas) e o engarra- famento.Para isso, ele precisa conhecer desde o terroir (o mircroclima necessário para o cultivo de uvas viníferas) adequado à gestão comercial do produto. Segundo Oscar Ló, presidente da Cooperativa Vinícola Garibaldi, «enólogo com boa qualificação está em falta no país». Nos grandes centros, faltam conhecedores da bebida para orientar os consumidores finais em restaurantes e lojas especializadas. Há carência de sommeliers até em supermercados. Gustavo Andrade, da ABS (Associa- ção Brasileira de Sommeliers), conta que a procura por cursos para se especializar na área tem aumentado na intituição mais respeitada da área no país. Muitos que já trabalham na área, como garçons e barmens, por exemplo, procuram aumentar a chance de melhores salários com o curso [de sommelier]. Hoje temos uma fila de espera para as próximas turmas. Um sommelier ganha em média de R$ 2.000 a R$ 10 mil mensais, de acordo com o restaurante em que trabal- har. A vantagem para esse profissional são as gorjetas – em algumas casas, os clientes são generosos e o orçamentopode até dobrar com o dinheiro extra. Tudo depende de conhecimento para dar a dica certa para o cliente. Estudo e dedicação sempre. 43 VALOR CRIATIVO LINGUAGEM E INOVAÇÃO APLICADA AO DESIGN Os projeto foi pensado prezando o aproveitamento máximo dos espaços de circu- lação, com grandes espaços englobando diversas funções nos mesmos. As cores são neutras prevalecendo o cinza e o marrom da madeira. ESTUDO PRELIMINAR A idéia inicial para a fachada do volume foi inspirada no efeito de luz que a sobrepo- sição das folhas da Parreira produzem. Criando assim um efeito de penetração da luz de forma delicada e agradável, provocando a nossa parte sensorial e valorizando as sombras, transformando-as geométricamente. 44 44 Sombra projetadas pelas folhas da Parreira Fonte: Acervo pessoal 45 VALOR SOCIAL O valor social faz a análise do usuário, como, seus desejos, necessidades, comporta- mento. Já a análise simbólica está diretamente ligada aos aspectos emocionais e psi- cológicos. TENDÊNCIA E COMPORTAMENTO Podemos identificar um padrão de comportamento singular no consumidor regular de vinhos. Ele tende a não se satisfazer em apenas tomar a bebida, mas procura conhecer mais sobre o vinho: sua história, Tipos, técnicas de plantio e de produção, conservação, degustação, harmonização, etc. As pessoas com esse perfil são chamadas de enófilos, e têm hábitos de compra peculiares: por consumirem vinho quase diariamente, com- pram vinhos em quantidade (5 a 10 garrafas de cada vez); parte da compra é de vinhos conhecidos, e parte de vinhos (produtores, tipos ou safras) desconhecidos os enófilos adoram apresentar vinhos novos, com boa relação custo-benefício. Por isso, tendem a passar horas em uma loja bem montada, buscando informações sobre vinhos, safras e produtores. Nossa sociedade apresentou diferentes idéias do que seria algo luxuoso através dos tem- pos. Hoje com todas as transformações que vivemos, Katia Castilho (2006) consegue apontar os cinco elementos tidos como luxuoso para a sociedade ocidental contempo- rânea; o primeiro deles seria o tempo; o segundo, a autonomia; o terceiro, o silêncio; o quarto a beleza; o quinto o espaço. Pode-se dizer que o mundo das idéias e do saber se manifestam na essência do luxo contemponâneo. Tais elementos conside- rados ‘luxuosos’ levam Castilho a verificar em nossa sociedade a exata proporção dos elementos contrários, ou seja, a falta de tempo, a falta de autonomia, o enorme barulho em nossas casas e cidades, a carência de beleza e a falta de espaço. 46 46 Assim é possível compreender a ansiedade dos indivíduos em gerenciar seu próprio tempo, sua própria vida e dotá-la de qualidades (todas subjetivas, diferente da era industrial, quando a realização estava centralizada, por exemplo, no consumo de carros ou eletrodomésticos). Nessa busca pelos pequenos prazeres, as pessoas encontram no consumo a principal forma de se auto-agradar (autoindulgência do consumidor). Pequenas extravagâncias são percebidas como recompensas e se tornam um mer- cado lucrativo nos dias de hoje. Assim como roupas de grife, um dia de SPA, peque- nas viagens, o vinho também é encarado por uma boa parte de consumidores como uma forma de auto‐indulgência. 47 VALOR TECNOLÓGICO MATERIAIS E PROPRIEDADES Trata-se da edificação de uma nova área que será construída, sob três pavimentos e um mezanino. A seguir serão descritos os principais acabamentos. 1. Subsolo Áreas de serviço Piso e Rampa: O contrapiso deverá ser nivelado para receber Tecno- cimento na cor Platina (efeito cimento). Paredes: As paredes deverão ser niveladas e preparadas para rece- ber pintura cor Branco Gelo, Suvinil. Nos vestiários deverão ser nivela- das e preparadas para receber tinta epóxi na cor Branco. Bancadas vestiários: Todas as bancada serão produzidas em már- more Piguês, Cia. Do Mármore. Louças: Vasos sanitários série Cubo, Deca. Válvula descarga série Slim. Chuveiro de parede série Quadrado Metais: Torneiras de parede e duchas higiênicas série Dream, Deca Auditório Paredes: As paredes deverão ser ‘queimadas’ para evitar a passa- gem de umidade e depois receber o revestimento de MDF e folha de madeira Freijó na parte superior e placas Cimentícias nas parte inferior. Piso: O contrapiso deverá ser nivelado para receber Tecnocimento na cor Platina (efeito cimento) . A parte central do auditório receberá o carpete modular InterfaceFloor série Línea cor Black (9660). 48 48 2. 1º Pavimento Piso e Rampa: O contrapiso deverá ser nivelado para receber Tecno- cimento na cor Platina (efeito cimento). Paredes: As paredes deverão ser ‘queimadas’ para evitar a passa- gem de umidade e depois receber o revestimento de MDF e folha de madeira Freijó. Portas de Correr: As portas deverão ser feitas em MDF com acaba- mento em folha de Freijó. Balcão de atendimento: Realizado com madeira Pequiá, Tora Brasil. Bancadas banheiros: Todas as bancada serão produzidas em már- more Piguês, Cia. Do Mármore. Louças: Vasos sanitários série Cubo e série Conforto (PNE), Deca. Metais: Torneiras de parede e duchas higiênicas série Dream, Deca. Válvula descarga série Slim. Chuveiro de parede série Quadrado. 3. 2º Pavimento Piso: O contrapiso deverá ser nivelado para receber Tecnocimento na cor Platina (efeito cimento). Paredes: As paredes deverão ser ‘queimadas’ para evitar a passa- gem de umidade e depois receber o revestimento de MDF e folha de madeira Freijó. As paredes das lousas nas salas de aula também receberão a aplicação de Tecnocimento na cor Platina. Escada: escada chumbada na parede com estrutura em ferro e ma- deira Cumaru. Portas Batente: As portas terão estrutura em MDF e acabamento em Freijó e batente invisível. Portas de Correr: As portas deverão ser feitas em MDF com acaba- mento em folha de Freijó. Bancadas banheiros: Todas as bancada serão produzidas em már- more Piguês, Cia. Do Mármore. Louças: Vasos sanitários série Cubo e série Conforto (PNE), Deca. Metais: Torneiras de parede e duchas higiênicas série Dream, Deca. Válvula descarga série Slim. Chuveiro de parede série Quadrado. 4. Mezanino Piso: O contrapiso deverá ser nivelado para receber Tecnocimento na cor Platina (efeito cimento). Paredes: As paredes deverão ser ‘queimadas’ para evitar a passa- gem de umidade e depois receber o revestimento de MDF e folha de madeira Freijó. Metais: Torneira para cozinha com filtro série Twin, Deca. 5. Fachada e portas externas Aço Corten cortado a laser sob projeto gráfico. 49 NORMAS Projeto foi desenvolvido de acordo com os decretos e normas abaixo relacionados: NBR 6492: Representação de projetos de arquitetura NBR 14724: Elaboração de Trabalhos Acadêmicos NBR 15575: Edifícios habitacionais de até cinco pavimentos. Desempenho. ABNT: Rio de Janeiro, 2008. NBR 9050: Acessibilidade e edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. ABNT: Rio de Janeiro, 2004. NBR 10152: Níveis de ruído para conforto acústico. ABNT: Rio de Janeiro, 1987. PROPOSTA CONCEITUAL 50 50 PLANTA DE SITUAÇÃO 51 N av en id a no ve d e ju lh o pa ss ei o edificação existente -4,00m 18 19 17 - Saída de emergência = 7,0 m2 18 - Depósito materias limpeza = 2,0 m2 19 - Depósito lixo = 2,0 m2 -3,60m 17 1,24m 0,00 m 18 ,4 3, 95 16 1 Depósito materiais de limpeza/ Armários em aço inox projetado Depósito com lixeiras para coleta seletiva 1,17 Porta corta-fogo saída de emergência Planta Layout - sem escala 0 m 1 m 2 m 5 m 10 m DEPÓSITO SUBSOLO 52 N 52 DEPÓSITO SUBSOLO av en id a no ve d e ju lh o pa ss ei o edificação existente -4,00m -3,60m 1,24m 0,00 m 16 14,8 8,08 0,8 0,151,2 1 18 ,4 17 ,1 5 6, 1 1, 93 0, 95 1, 1 1, 93 0, 95 1, 45 1, 11 1, 48 1 LEGENDA Ponto de Luz na Laje Ponto de Luz no Forro Ponto de Luz na Pare de Ponto de Luz no Piso Sequência d e ponto de luz no Piso Cordão de LED Planta Pontos Iluminação - Sem Escala 53 N aven id a no ve d e ju lh o pa ss ei o edificação existente 10 11 12 13 14 15 10 - Auditório = 116,3 m2 11 - Sala diretor = 12,7 m2 12 - Sanitários = 8,4 m2 13 e 14 - Vestiários = 8,7 m2 15 - Copa e despensa = 14,3 m2 -1,66m-3,60m -4,00m 0,0m Marcenaria auditório/ MDF com acabamento em Freijó Banco vestiários Nelson Platform Bench/ Herman Miller Armários em aço inox projetado Marcenaria sala diretoria/ MDF com acabamento em Freijó Sofá auditório projetado sob medida/ pés de alumínio e estofamento em sarja preta Parte baixa parede auditório/ revestimento de placas cimentícia Piso com acabamento em Tecnocimento cor Platino Piso com acabamento em Tecnocimento cor Preto 18 ,4 6, 25 16 9, 82 11,9 Planta Layout - sem escala 0 m 1 m 2 m 5 m 10 m SUBSOLO 54 N 54 SUBSOLO av en id a no ve d e ju lh o pa ss ei o edificação existente 15 -1,66m-3,60m -4,00m 0,0m 16 15,8 12,84 0,8 9,49 11,9 0,15 2,75 1,95 -3,80m -3,60m 18 ,3 9 17 ,6 5 17 ,1 7 0, 15 2, 35 3 2 3 3 1, 82 0, 5 16 14,8 8,08 3,22 1,49 1,5 18 ,4 17 ,4 4 12 ,9 5 1, 8 2, 5 3 2 3 2 3 1, 95 1, 18 1, 18 1, 38 1, 38 0,94 1,2 LEGENDA Ponto de Luz na Laje Ponto de Luz no Forro Ponto de Luz na Pare de Ponto de Luz no Piso Sequência d e ponto de luz no Piso Cordão de LED Planta Pontos Iluminação - Sem Escala AC AC 55 N 18 ,4 21 8 5,77 1 2 3 4 1 - Recepção/loja/biblioteca = 215,0 m2 2 - Adega = 7,25 m2 3 - Sanitários = 16,4 m2 4 - Depósito atendimento = 13,0 m2 1,24m 0,0m 3,16m Marcenaria biblioteca/ madeira com acabamento em laca branca fosca Balcão recepção/ madeira Pequiá Estante exposição de vinhos para vendas/ vidro colado a laser Poltrona preta Serie Up 2000/ BB Italia Mesa de apoio Saarinen Coffee Table branca/ Knoll Luminária Spun Light T2 White & White/ Flos Sofá Extrasoft Composition/ Living Divani 2, 5 18,5 2,5 Parede e teto revestidos em madeira Freijó Tela metálica de acabamento da fachada em Aço Corten 0 m 1 m 2 m 5 m 10 m 2,75 Piso com acabamento em Tecnocimento cor Platino Planta Layout - sem escala 1 º PAVIMENTO 56 N 56 1 º PAVIMENTO 1,24m 0,0m 3,16m A A' B B' AC AC AC AC 18,5 18,1 15,35 3 0,15 11,89 0,15 2,75 1,95 18 ,4 18 17 ,8 3 2, 37 0, 15 5, 53 0, 15 1, 41 3, 19 2, 1 2, 32 0, 15 21 18,5 18,3 0,8 0,38 0,82,5 9,071,24 2,56 0,75 18 ,4 17 ,6 4 12 ,9 5 2, 5 3 2 3 2 3 1, 95 LEGENDA Ponto de Luz na Laje Ponto de Luz no Forro Ponto de Luz na Pare de Ponto de Luz no Piso Sequência d e ponto de luz no Piso Cordão de LED Planta Pontos Iluminação - sem escala 2,5 57 N 5 6 7 8 5 - Sanitários = 9,9 m2 6 - Sala técnica = 64,0 m2 7 - Sala harmonização = 64,0 m2 8 - Cozinha = 17,5 m2 1,24m3,16m 4,94m 0,0m 18 ,4 21 2, 5 18,5 2,5 Marcenaria em MDF com acabamento em Freijó e bancada em Corian Marcenaria em MDF com acabamento em Formica branca Cadeira Hi Pad/ Cappellini Paredes revestidas com madeira Freijó Escada em madeira Cumaru Paredes com acabamento em Tecnocimento cor Platino Cozinha industrial projetada Piso com acabamento em Tecnocimento cor Platino 2, 5 Planta Layout - sem escala 0 m 1 m 2 m 5 m 10 m 18,5 2 º PAVIMENTO 58 N 58 1,24m3,16m 4,94m 0,0m 18,5 AC AC AC AC 18,1 15,3 2,75 2,5 0,8 5,23 3,9 2,93 0,45 0,9 1,1 0,92,05 0,5 18 ,4 18 2, 5 0, 15 3 2 3 0, 5 1, 48 3 2, 5 0, 4 1, 95 1, 2 0, 15 18,5 18,3 14 0,86,92 0,15 6,930,82,5 LEGENDA Ponto de Luz na Laje Ponto de Luz no Forro Ponto de Luz na Pare de Ponto de Luz no Piso Sequência d e ponto de luz no Piso Cordão de LED 18 ,4 12 ,9 5 3 10 ,4 5 2, 5 2 3 2 3 1, 95 Planta Pontos Iluminação - sem escala 2 º PAVIMENTO 59 N 0,0m 9 - Lounge professores = 14,5 m2 1,24m3,16m 4,94m 9 18 ,4 21 3, 7 18,5 2,5 5,2 Mesa lateral confeccionada com caixas de vinho usadas Marcenaria em MDF com acabamento em Freijó Poltrona Sacco/ Zanotta Piso com acabamento em Tecnocimento cor Platino Planta Layout - sem escala 0 m 1 m 2 m 5 m 10 m 18,5 2 º PAVIMENTO MEZANINO 60 N 60 2 º PAVIMENTO MEZANINO 0,0m 1,24m3,16m 4,94m 9 18 ,4 21 3, 7 18,5 2,5 5,2 1, 2 2, 5 3,77 1,41 0, 7 0, 45 LEGENDA Ponto de Luz na Laje Ponto de Luz no Forro Ponto de Luz na Pare de Ponto de Luz no Piso Sequência d e ponto de luz no Piso Cordão de LED Planta Pontos Iluminação - Sem Escala Area técnica 61 N PRINCIPAL MOBILÍA USADA Poltrona Sacco, Zanotta Poltrona Serie Up 2000, B&B Italia Mesa lateral Saarinen Coffee Table, Knoll Cadeira Hi Pad, Cappellini Fonte: Acervo pessoal 62 62 Luminária Spun Light 72, Flos Banco Nelson Platform, Herman Miller Sofá Extrasoft, Living Divani 63 Cortes Auditório 1/100 64 64 Cortes Auditório 1/100 65 14 ,9 5 4, 85 14 ,6 5 3, 55 0, 25 0, 15 3, 97 0, 25 1, 78 0, 15 0, 15 2, 15 0, 15 CORTE AA' - SEM ESCALA 1, 92 0, 97 Cortes 66 66 0, 4 0, 25 0, 25 0, 15 3, 35 5, 88 5, 08 2, 75 1, 24 3, 55 3, 95 CORTE BB' - SEM ESCALA Cortes 67 PERSPECTIVA RECEPÇÃO/ BIBLIOTECA/ LOJA 68 PERSPECTIVA RECEPÇÃO/ BIBLIOTECA/ LOJA 68 PERSPECTIVA AUDITÓRIO 69 VISTA AV. NOVE DE JULHO 70 70 FICHA MEMORIAL Tema: Escola de Sommeliers Objetivo: O Projeto deverá resgatar, através do design, os tradicionais cos- tumes culturais da população do Bairro do Bixiga, tornando-o um espaço de aprendizado, cultura e convívio. Conceito: Minimalista Urbano Projeto final: O projeto foi pensado prezando o aproveitamento máximo dos espaços de circulação, com grandes espaços englobando diversas funções nos mesmos. As cores são neutras prevalecendo o cinza e o marrom da madeira. O volume foi pensado para interagir com o terreno proposto para a sua reali- zação. Sendo um terreno inclinado, e sua superfície sendo aproveitada total- mente, o uso de rampas era de suma importância para a acessibilidade. Os materiais escolhidos doam conforto e bem estar. Embora o concreto, considerado um material frio, esteja bastante presente, o jogo de luzes e sombras aquecem o ambiente aliados à madeira. A idéia inicial para a fachada do volume foi inspirada no efeito de luz que a sobreposição das folhas da Parreira produzem. Criando assim um efeito de penetração da luz de forma uma delicada e agradável, provocando a nossa parte sensorial e valorizando as sombras, transformando-as geometricamente. APRESENTAÇÃO FINAL DO PROJETO 71 CONCLUSÃO Uma vez apresentado o briefing, e posteriormente aplicados os instrumentos de pesquisa, processadas e analisadas as informações, chegamos à resposta projetual apresentada que trouxe ao ambiente edificado a otimização de um espaço público, cultura, além de uma estética discreta. O conceito Minimalista se mistura na paisagem urbana, solução que vai encontro à requalificação do Bairro do Bixiga. 72 A HISTÓRIA DO PEQUENO CAULE DE PARREIRA Certa vez, há muito tempo atrás, um pequeno caule de parreira estava muito alegre por estar vivo. Bebia água e minerais da terra e cresceu e cresceu. Era jovem e forte e pode se arranjar bem... tudo por conta própria. Mas então, o vento foi cruel, a chuva foi hostil, com a neve não tinha nenhum acordo, e o pequeno caule de parreira sofreu. Ele ficou caído, frágil e sofrido. Seria bem mais fácil parar de tentar crescer, parar de tentar viver. E o caule de parreira estava infeliz! O inverno seria longo e o caule estava cansado. Mas então o pequeno caule de parreira ouviu uma voz. Era outro caule de parreira chamando por ele... - Aqui, estique-se... pendure em mim. Mas o caule hesi- tou. - O que isto queria dizer? Ele pensou. Pois veja você, o pequeno caule sempre tinha se virado bem... tudo por conta própria. Mas então, muito cautelosamente, se esticou em direção do outro caule de parreira. Veja, posso ajudá-lo, o outro disse. Apenas se enrosque em mim e eu o aju- darei a se levantar. E o pequeno caule confiou...e repentinamente pode ficar reto outra vez. O vento veio... e a chuva... e a neve, mas quando vieram, o pequeno caule de parreira se agarrava a muitos outros caules. E embora os caules fossem sacudidos pelo vento e congelados pela neve, eles se mantinham fortemente unidos um ao outro. E em sua incansável força... puderam sorrir e crescer. E então, um dia, o pequeno caule de parreira olhou para baixo e viu um minúsculo caule, oscilando, as- sustado. E nosso pequeno caule de parreira disse, - Aqui, pendure-se em mim... Eu o ajudarei. E o outro caule alcançou nosso caule de parreira, e junto todos os caules cresceram. Folhas brotaram... flores sur- giram... e finalmente, uvas se formaram. E as uvas alimentaram a muitos. Foi preciso apenas que os caules se ajudassem. Assim como os caules, espero, nessa nova etapa da minha vida, encontrar pessoas e colegas tanto quanto altruístas. Agradeço a todos que participaram deste processo, direta ou indiretamente pois vocês me deram a oportunidade de hoje, me sentir reali- zada. 7872 73 BIBLIOGRAFIA http://www.contemporist.com/2010/11/17/the-albert-reichmuth-wine-store-by-oos/ http://www.academiadovinho.com.br/biblioteca/historia.htm http://www.thecoolhunter.com.au/article/detail/992/design-wine http://pt.wikipedia.org/wiki/História_do_vinho http://www.overmundo.com.br/banco/historia-do-vinho http://osvinhos.com.br/historia_do_vinho.html http://www.guillegarciahoz.com/bodega-pradorey-rueda/ http://santucci.blogspot.com/2006/06/enlogo-enfilo-sommelier.html http://revistaadega.uol.com.br/adega/sumarios/sumario_926.asp http://www.designrestaurants.com/ http://www.thecoolhunter.net/article/detail/1975/concrete-blonde--sydney http://www.luxury24.ilsole24ore.com/ArchitetturaDesign/2011/01/vino-design-san-francisco_1.php http://homehagler.com/restaurant-design/contemporary-tabu-lounge-bar-and-restaurant-by-guilherme-torres.html https://acidadecomoeuquero.wordpress.com/tag/revitalizacao-do-centro/ http://www.ctav.gov.br/tecnica/arquitetura-de-salas-de-exibicao/ http://design-crisis.com/?p=260 http://www.arquitecturadecasas.info/2010/03/casa-de-metal-y-madera/ http://picasaweb.google.com/ImagenesDeArquitectura/Formosa_1140_Lorcan_Oherlihy_ArchitectsLOHA#5311808755595549794 http://www.architizer.com/en_us/projects/pictures/40r-laneway-house/29682/253603/ http://plusmood.com/2011/09/eco-cube-lorenveien-68-a-lab/ http://www.meuvinho.com.br/news/default.asp?id=225 http://paulooliveira.wordpress.com/2007/07/16/acessibilidade-e-sua-importancia-nos-projetos-de-hoje-e-do-futuro/ http://www.zonasulatende.com.br/Dica/Qual_e_a_diferenca_entre_enologo_enofilo_e_sommelier--8 http://noticias.r7.com/vestibular-e-concursos/noticias/sobram-vagas-de-trabalho-para-especialistas-em-vinho-20110509.html http://www.mattareassociados.com.br/mmn/boletim06/pesquisa.htm http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/25559/000754306.pdf?sequence=1 http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=4&Cod=54 http://www.eadstrong.com/nourau2/document/?view=38 74