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AULA 4 Paleontologia_3 parte

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Paleontologia 
Profª. Mírian Costa
Agosto/2013
 
Estratigrafia
Cronoestratigrafia
A parte da estratigrafia que trata da idade dos estratos e de suas 
relações geocronológicas. 
A cronoestratigrafia refere-se a rochas ao passo que a geocronologia 
ao tempo geológico. 
 
Estratigrafia
 Unidades Cronoestratigráficas
Uma unidade cronoestratigráfica é um corpo de rocha estabelecido para 
 servir como referência material para todas as rochas formadas durante 
O mesmo espaço de tempo. Seus limites são superfícies isócronas. 
Esse corpo de rocha serve também como referência para um intervalo 
de tempo específico, ou unidade geocronológica.
 
Estratigrafia
 Unidades Cronoestratigrafia
 
Estratigrafia
 Unidades Cronoestratigráficas
Teoricamente, todas as unidades cronoestratigráficas deveriam ter 
extensão universal, uma vez que reúnem, por definição, as rochas 
formadas, onde quer que seja, no decorrer de um mesmo intervalo de 
tempo. 
Na realidade isso somente ocorre com as unidades de posição 
hierárquica superior. As demais unidades possuem carater local ou 
regional. Além do mais esta continuidade universal é muito relativa 
porque enquanto se processa, por exemplo, uma sedimentação 
extensiva nos mares, muitas áreas continentais mantem-se elevadas e 
expostas a exposição
 
Estratigrafia
Unidades Cronoestratigráficas
Assim, seguem-se os vários tipos de unidades cronoestratigráficas:
EONOTEMA - unidade representativa de um Éon;
ERATEMA - unidade representativa de uma Era;
SISTEMA - unidade representativa de um Período;
ÉRIE - unidade representativa de uma Época;
ANDAR - unidade representativa de uma Idade.
CRONOZONA - Crono, menor unidade geocronológica.
 
 
Estratigrafia
Unidades Cronoestratigráficas
CRONOZONA f (UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA)⇒
Um crono é um intervalo de tempo que pode ser determinado 
localmente com base no Tempo representado pela sedimentação de uma 
unidade Litoestratigráfica ou bioestratigráfica, uma cronozona baseada 
em uma unidade litoestratigráfica. 
Por exemplo, a Cronozona baseada nas rochas vulcânicas do 
arquipélago de abrolhos incluiria todos os estratos formados em 
qualquer parte, durante o intervalo de tempo representado pelas rochas 
vulcânicas de abrolhos, sejam elas vulcânicas ou não.
 
Estratigrafia
Unidades Cronoestratigráficas
CRONOZONA f (UNIDADE BIOESTRATIGRÁFICA)⇒
A biozona, por exemplo de amplitude de taxon, limita-se aos estratos 
que contenham exemplares do taxon, enquanto que a cronozona, 
definida com base na mesma amplitude, inclui todos os estratos, em 
todas partes, equivalentes em idade a representada pela amplitude 
vertical total do Taxon.
 
Estratigrafia
Unidades Cronoestratigráficas
CRONOZONA 
A distribuição geográfica de uma cronozona é universal embora, na 
prática, restringe-se à área onde é possível identificar sua duração 
através de estratos.
 
Estratigrafia
 Unidades Cronoestratigráficas
ANDAR 
Corpo de rochas formado em um tempo equivalente a uma idade 
(unidade geocronológica). 
Elemento básico da cronoestratigrafia regional, útil em correlações 
interregionais e em alguns casos possui reconhecimento mundial. 
 
Estratigrafia
 Unidades Cronoestratigráficas
ANDAR 
Quase sempre o nome dos andares é de origem geográfica. Em geral 
termina em iano. Exemplo: Andar Cenomaniano (CENOMAN É O 
NOME LATINIZADO DA CIDADE LE MANZ, NA FRANÇA). 
A espessura pode variar de poucos a milhares de metros. A duração 
situa-se em média entre 3 a 10 milhões de anos (isg, 1976), com 
excessão feita aos andares do quaternário.
 
Estratigrafia
 Unidades Cronoestratigráficas
ANDAR 
Quase sempre o nome dos andares é de origem geográfica. Em geral 
termina em iano. Exemplo: Andar Cenomaniano (CENOMAN É O 
NOME LATINIZADO DA CIDADE LE MANZ, NA FRANÇA). 
A espessura pode variar de poucos a milhares de metros. A duração 
situa-se em média entre 3 a 10 milhões de anos (isg, 1976), com 
excessão feita aos andares do quaternário.
 
Estratigrafia
 Unidades Cronoestratigráficas
ANDAR 
O andar alagoas constitui um dos vários exemplos de andares usados no 
brasil. 
Corresponde a uma successão de rochas marinhas e não marinhas 
ocorrentes na bacia de sergipe-alagoas e sua idade é considerada neo-
aptiano.
 
Estratigrafia
 Unidades Cronoestratigráficas
Exemplos de outros andares usados no brasil (unidades 
cronoestratigráficas locais) 
ANDARES ANDARES IDADES IDADES 
Andar Alagoas Neo-Aptiano 
Andar Jiquiá Eoaptiano/Neobarremian
Andar Buracica Eobarremiano 
Andar Aratu Hauteriano-Neovalangiano 
Andar Rio Da Serra Eovalingiano-Berriasiano 
Andar Dom João Neojurássico
 
Estratigrafia
 
Estratigrafia
 
Estratigrafia
 
Estratigrafia
 
Estratigrafia
 
Estratigrafia
 
Estratigrafia
 
Bioestratigrafia
 Unidades Bioestratigráficas
Objetivo - dividir uma seção rochosa em unidades, utilizando-se para 
tal o seu conteúdo fossilífero.
Classificação bioestratigráfica tem como unidade fundamental a 
ZONA, que é um pacote de rocha definido ou caracterizado por seu 
conteúdo fóssil. 
Conteúdo bem característico permitir a diferenciação daquelas que lhes 
são imediatamente sobre- e subjacentes.
 
Bioestratigrafia
 Unidades Bioestratigráficas
 
Bioestratigrafia
 Unidades Bioestratigráficas
As unidades bioestratigráficas (biozonas) são corpos de estratos 
definidos ou caracterizados com no seu conteúdo fossilífero. 
 As unidades bioestratigráficas só existem onde tenha sido identificada 
a feição ou atributo diagnóstico específico em que a unidade é baseada.
 
Bioestratigrafia
 Unidades Bioestratigráficas
Unidades bioestratigráficas, portanto, são unidades objetivas baseadas 
na identificação da taxa fóssil. 
O seu reconhecimento depende da identificação dos seus atributos 
definidores ou caracterizadores. 
 
Bioestratigrafia
 Unidades Bioestratigráficas
TÁXON, plural Taxa , qualquer unidade usada na ciência biológica de 
classificação, ou taxonomia. 
São organizados em uma hierarquia do reino a subespécie, um dado 
táxon geralmente incluindo vários táxons de classificação mais baixa. 
 
Bioestratigrafia
 Unidades Bioestratigráficas
 
Unidades bioestratigráficas podem ser ampliadas com vistas a incluir 
uma fatia maior do registro estratigráfico, tanto verticalmente quanto 
geograficamente, sempre forem obtidos dados adicionais. E ainda, elas 
dependem da prática taxonômica, e por isso mudanças na sua base 
taxonômica podem aumentar ou reduzir o corpo de estratos incluídos 
em uma unidade bioestratigráfica específica.
 
Bioestratigrafia
 Unidades Bioestratigráficas
 
Uma zona pode ser dividida em subzonas e um conjunto de zonas pode ser 
agrupado em uma superzona.
Zônula - menor unidade bioestratigráfica.
Ex.: biorizonte. marco azul da bacia de campos.
Uma unidade bioestratigráfica qualquer (superzona, zona, subzona ou zônula) 
pode ser denominada genericamente de biozona.
 
Bioestratigrafia
 Unidades 
Bioestratigráficas
 
Zônula - menor 
unidade 
bioestratigráfica.
Ex.: biorizonte. 
marco azul da bacia 
de campos.
 
Bioestratigrafia
 Unidades Bioestratigráficas
 
 
Bioestratigrafia
 Unidades Bioestratigráficas
 
A uma sucessão de zonas definidas em um ou mais pacotes rochosos dá-se o 
nome de zoneamento, biozoneamento ou arcabouço bioestratigráfico.
Zoneamentos - estabelecidos principalmente em rochas sedimentares Em 
rochas que sofreram metamorfismo (de baixo grau) alguns resquícios de 
espécies fósseis podem permanecer preservados
 
Bioestratigrafia
 Unidades Bioestratigráficas
 
Unidades bioestratigráficas - são unidades materiais, objetivas.
Para o estabelecimento de unidades bioestratigráficas leva-se em conta 
somente os fósseis que são contemporâneos à deposição dos sedimentos.
Fósseis retrabalhados – não. 
Fósseis intromissos – não.
 
Bioestratigrafia
 Unidades 
Bioestratigráficas