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Relação de Contingência na Psicologia

Notas de aula de Psicologia Comportamental: explica relação de contingência (ex.: rato pressiona barra → recebe água; tríplice S–R–C), apresenta behaviorismo (Watson, Skinner; metodológico e radical), operacionismo, reflexos condicionados, monismo e seleção natural.

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Bia Melo

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NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 1
📓
NP1 PSICOLOGIA 
COMPORTAMENTAL
Relação de Contingência
Eventos que dependem de um do outro para acontecer. São expressos pela
forma ‘ʼse... então...̓ .̓
 Exemplo: se o rato pressionado a barra, então ele recebe água.
No comportamento operante são três contingências, também chamadas de
tríplice contingência
S  R  C
1. Estímulo antecedente e resposta.
2. Resposta e consequência.
3. Consequência e resposta.
Behaviorismo radical (proposto por Skinner 19041990
💡 “O behaviorismo não é a ciência do comportamento humano, mas, sim, a filosofia 
dessa ciênciaˮ
NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 2
EUA 󾓦  Final do século XIX
Duas escolas de pensamento eram fortes na psicologia:
Funcionalismo de William James
💡 No Funcionalismo, a adaptação ao ambiente é o âmago da mente funcional, 
de modo que a consciência é um instrumento do organismo para se adaptar 
às demandas do ambiente.
Estruturalismo de Edward Tichener
💡 O estruturalismo de Titchener era baseado na ideia de que a mente era uma 
soma de processos estruturais e que a consciência e a mente eram 
resultados dessa estruturação
Ambos tinham como objeto de estudo a consciência
Havia uma falta de consenso entre os psicólogos em relação ao:
Valor da introspecção
Existência dos elementos mentais
Psicologia devia ser ciência pura
Consolidação dos estudos em psicologia
Behaviorismos
Objeto de estudo: Comportamento (definido como interação do organismo com o 
ambiente)
Psicologia: Ciência empírica baseada nos moldes das ciências naturais
Uniformidade do procedimento experimental
Experimentos dos psicólogos devem ser replicados em qualquer laboratório (assim 
como os físicos e químicos)
NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 3
Behaviorismo metodológico
Positivismo (necessidade de comprovação e dados para chamar-se ciência)
Objeto de estudo: comportamento (não propôs uma nova ciência, apenas redefiniu o 
objeto de estudo)
Psicologia empírica  Prática
Busca generalização do comportamento
Evento público vs privado
Watson não estuda pensamentos, emoções pois ainda não era possível de se observar 
(porém ele não nega a existência desses aspectos)
Buscava mensurar, criticava os estudos introspectivos  Watson foi muito criticado
Reflexos (estudos que deram certo)
Uso de animais para generalizar comportamento humano 🐁
Têm ênfase no método científico
Operacionismo: investigar fenômenos que são passíveis de observação (mais de um) e 
experimentação
NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 4
Inferência do que existe dentro do organismo (variáveis que intervém)
Não ignora processos mentais ou subjetivos: são inacessíveis cientificamente (ainda) e 
não são entidade ou composto por outra substância.
Catalisador do movimento behaviorista
Fatos com evidências científicas = reflexos e reflexos condicionados → causalidade 
mecânica HOMEM COMO MÁQUINA 🤖)
Afirmações ofensivas e menos baseadas em dados de Watson foram responsáveis por 
preconceitos com o behaviorismo até hoje
Escassez de fatos acerca de hipóteses levantadas por Watson = simplificadas e 
ingênuas
Interpretações apressadas do comportamento complexo (intenções, criatividade)
Behaviorismo Radical
Dois “Skinnerˮ
Primeiro Skinner 19301938  Marcado por uma forte influência das ciências físicas, 
sobretudo a mecânica newtoniana e da filosofia do reflexo
Segundo Skinner 19801990  Comprometido com o modelo causal das ciências 
biológicas, influenciado pela teoria da evolução das espécies por seleção natural, de 
Charles Darwin
O behaviorismo radical nega a visão dualista e apoia a monista “mente e corpo não se 
separamˮ
NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 5
A visão monista é que somos uma coisa só
Ex: Estou triste  Choro
A funcional
Ex: Lembrar de uma perda → lembrar de momentos felizes com aquela pessoa → ficar 
triste → chorar (regularidade naquele comportamento, fatores envolvidos, probabilidade de 
ocorrer novamente)
Contingências (relação entre eventos antecedentes, comportamentos e consequências)
Causalidade mecanicista
Se uma coisa segue a outra, aquela provavelmente foi causada por esta
Princípio mecanicista: post hoc, ergo propter hoc → depois disto, logo causado por 
isso
Relações entre eventos imediatamente antecedentes (visto como as causas) e o 
comportamento (visto como efeito) → foram mais facilmente identificáveis logo 
manipuláveis
NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 6
Controle do comportamento
💡 Noção da causalidade mecanicista: “a pessoa com a qual nós estamos mais 
familiarizados somos nós mesmos, muitas das coisas que observamos 
exatamente antes de nos comportarmos ocorrem dentro de nosso corpo e é fácil 
tomá-las como causas do nosso comportamentoˮ
Teoria da seleção natural  Charles Darwin
Paralelo entre os princípios da seleção natural e o comportamento aqui no 
Behaviorismo
Dois processos básicos: variação e seleção
Se houver mudanças no ambiente da espécie, aqueles indivíduos cujas características 
mostrarem-se mais adequadas ao novo ambiente terão mais chances de sobreviver e 
passar seus genes adiante (prole).
Ambiente selecionou uma característica é o mesmo que dizer que ela se tornou mais 
frequente.
Mentalista (o behaviorismo é antimentalista)
NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 7
Ambientalista
Coisas que estão fora que interferem no que está dentro
Modelo de seleção por consequências
Seleção natural produz diferenças entre espécies, mudanças ao longo de milhares de anos, 
seleção operante estabelece diferenças comportamentais individuais e mudanças 
comportamentais
Ontogênese 📜
Variabilidade nos comportamentos individuais → faz com que novos 
comportamentos sejam selecionados pelo ambiente (seleção ontogênese)
Filogênese 🫀
Variabilidade nas características (anatômicas, fisiológicas e comportamentais) → 
leva a seleção de novas características mais adequadas a um ambiente (seleção 
filogênese)
Cultura �
Variabilidade nas práticas culturais de um grupo → permite o surgimento de novas 
práticas culturais, isto é, mudança na cultura
O comportamento é determinado
Desafios filosóficos
Como prever o que uma pessoa fará?
NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 8
💡 Descobrir causas mentais do seu comportamento
Como produzir os sentimentos e os estados mentais que a induzirão a se comportar de 
determinada maneira?
As maiores dificuldades são de ordem prática
“Não podemos observar o que uma pessoa fará observando-lhe diretamente os 
sentimentos ou o sistema nervoso. Tampouco podemos mudar seu comportamento 
modificando-lhe a mente ou o cérebro .ˮ
O behaviorismo radical → considera possível o estudo de eventos privados
O que é sentido ou introspectivamente observado não é nenhum mundo imaterial da 
mente ou consciência
Próprio corpo do observador
💡 Por exemplo, alguém pode relatar dor (evento privado), e esse relato pode ser 
estudado em relação aos comportamentos que o acompanham e às condições 
ambientais que influenciam sua ocorrência.
Eventos privados  Produtos colaterais da história genética e ambiental da pessoa
Comportamento (qualquer que seja ele) → interação organismo e ambiente, o 
comportamento atual é uma interação e é ao mesmo tempo produto de relações anteriores
NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 9
As causas do comportamento estão no ambiente
O ambiente deve ser entendido de forma ampla, não reduzido àquele que está presente 
quando uma resposta ocorre
Visão de homem: ativo, histórico e social
Método de estudo
Previsão e controle do comportamento
Previsão: identificar ordem, regularidade e torná-las explícitas
Controle: influência, identificar, o que influencia ocorrência do comportamento
Científico com ênfase no experimental
O mundo dentro da pele
NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 10
Descrição completa não é satisfatória  Fisiologia e neurociências
💡 “Nós a sentimos e, num certo sentido, a observamos e seria loucura negligenciar 
tal fonte de informação só por ser a própria pessoa a única capaz de estabelecer 
contato com seu mundo interior, não obstante, nossocomportamento, ao 
estabelecer esse contato, precisa ser examinadoˮ
Os sentimentos, emoções e pensamentos ajudam a entender o ambiente daquela 
pessoa
Surgimento do COMPORTAMENTO VERBAL
Questões como “você está com fome?ˮ
“onde você vai amanhã?ˮ
“como você se sente?ˮ
São úteis pois permitem antecipar o comportamento da pessoa questionada, ou para 
obter informações sobre algo que não está diretamente acessível
Pessoas questionadas são levadas a discriminar seus estados internos: podem 
responder de maneira adequada a serem reforçadas (ou corrigidas)
Consciência
Uma pessoa está consciente quando “vê o que está vendo :ˮ pessoa observa e se 
observa ao mesmo tempo, podendo então descrever não só o que vê → mas como se 
sente ou o que faz enquanto vê
NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 11
É produto social: contingências responsáveis pela aquisição e manutenção dos 
comportamentos requeridos de auto-observação e de descrição não estão disponíveis 
no ambiente não social
💡 É um produto social pois a habilidade de observar e relatar o que sentimos, 
nossos comportamentos e pensamentos é aprendida através da interação com o 
outro → pode ser reforçado em situações sociais (moldado por contingências)
Havendo necessidade de uma comunidade verbal que as estabeleça
Estar consciente é um modo de reagir ao próprio comportamento e também é um 
produto social.
Comportamento descritivo
Existência de uma comunidade verbal
💡 Essa comunidade inclui pais, professores, colegas, amigos e outros membros da 
sociedade que ensinam e reforçam o uso da linguagem.
Pessoas passam a falar de si mesmas e podem falar de aspectos aos quais só elas tem 
acesso, incluindo ai seu mundo privado
De certa forma soluciona o problema da privacidade (o que só a pessoa pode acessar)
Falar sobre me ajuda a acessar (falar é ter consciência)
NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 12
Porém, a comunidade não faz isso com precisão (descrever os estados do próprio 
corpo) porque não dispõe de informações necessárias para poder elogiar ou corrigir
Autoconhecimento
Autoconhecimento é de origem social
É a consciência a respeito de si mesmo: o individuo é capaz de discriminar e 
descrever eventos que ocorrem no próprio organismo ou relações estabelecidas entre 
esse organismo e o mundo
É mediado por outros (comunidade verbal)
É a comunidade quem ensina o individuo a ‘conhecer a si mesmoʼ
Como a comunidade verbal “acessaˮ verbalmente o mundo privado?
� Reforçamento contingente a respostas verbais que acompanham eventos públicos 
vinculados a eventos privados ou ensinar repostas descritivas usando condições 
públicas correlatas
Ex: A criança sofre golpe ou corte forte (evento público) correlacionado com os estímulos 
privados gerados por ele. A criança pode dizer "Dóiˮ quando responde apenas ao 
acontecimento privado. Ela aprendeu a descrever um estímulo privado com uma precisão 
que depende do grau de concordância entre os acontecimentos públicos e privados.
� Comunidade ensina o indivíduo a falar sobre eventos privados, a partir de respostas 
colaterais, geralmente incondicionadas, não verbais (mão no maxilar, expressões 
faciais, gemidos)
� Comunidade modela o indivíduo a falar sobre seus comportamentos públicos, abertos, 
observáveis.
O indivíduo pode descrever os mesmos comportamentos quando eles ocorrerem no 
nível privado (num sonho por exemplo)
Palavras usadas para descrever comportamento encoberto são palavras adquiridas por 
ocasião do comportamento público (podem ser corrigidas)
“estou com dor aqui, vontade de comerˮ
“isso é fomeˮ
NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 13
� Por indução, uma resposta adquirida e mantida em conexão com estímulos públicos 
pode ser emitida em resposta a eventos privados
Eventos públicos e privados tem propriedades em comum
Eventos privados são descritos por meio de metáforas
Autocontrole
Descrição das relações entre pessoa e ambiente
Discriminar variáveis que controlam (influenciam) o comportamento: estímulos 
antecedentes, respostas e consequências 
Ao identificar as relações funcionais é possível alterá-las
Consciência é necessária mas não suficiente
Muitas vezes é necessário regras dadas por outra pessoa (psicoterapeuta)
Comportamento inconsciente
Todos os nossos comportamentos são inconscientes: descrição acontece a posteriori e 
é estabelecida pela comunidade.
💡 Só se torna consciente quando falo sobre
O problema não é o inconsciente, mas sim como adquirir consciência
Outro problema é o próprio relato passa a produzir auto estimulação aversiva, que é 
cancelada ou evitada por outros comportamentos (falar sobre o que sente causa 
reações negativas) 😞
Consciência: Envolve a capacidade de relatar a própria ação ou sentimentos que a 
antecedem e, em um nível bem mais elaborado e mais difícil de atingir, o dar-se conta da 
das razões do próprio comportamento
Importância da psicoterapia
A comunidade verbal:
Pode não estabelecer contingências necessárias para produzir 
autoconhecimento
NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 14
Práticas coercitivas podem eliminar autoconhecimento em alguns aspectos
Falta de repertório de autoconhecimento dificulta autocontrole
Na psicoterapia
Um dos principais objetivos é estabelecer um repertório de autoconhecimento no 
cliente
Espaço para aumentar a auto-observação, trazer à consciência aquilo que é feito e 
suas razões
A punição e seus efeitos
Controle coercitivo ou coerção  3 relações entre resposta e consequência
Punição positiva
Punição negativa
Reforço negativo (fuga e esquiva)
💡 Na psicologia comportamental, a coerção é definida como o uso de ameaças, 
punições ou restrições para controlar o comportamento de um indivíduo, 
levando-o a agir de maneira a evitar consequências aversivas. 
A punição funciona?
Por que punimos?
Remoção de reforçadores positivos Punição Negativa)
Aplicação de reforçadores negativos Punição Positiva)
Parar ou impedir quaisquer ações que machucam, privam, insultam ou desagradam: 
controlar outras pessoas ou nos controlar
Ninguém gosta de ser punido. Apesar disso, prontamente usamos ou toleramos 
punições
NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 15
 Questão excessivamente complexa
 Punição capital, extermina aquele que se comporta
 Prisão impede as pessoas de cometerem assassinatos, fraude, estupro depois que são 
libertadas? (nem sempre)
A análise do comportamento pode contribuir - estudos no laboratório: ambiente mais 
controlado
Como se estuda punição?
Linha de base de atividade estável:
Sujeito executando atividade previsível e regular
Instrumento de medida confiável
Reforçamento como instrumento para produzir linha de base
Alimento: reforçador positivo
Choque elétrico: punidor comumente usado
Exemplo de experimento que estuda punição
NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 16
Com a repetição de choque moderado o animal continua pressionando a barra
Ele voltará a pressionar a barra mesmo levando choque pois sabe que terá o alimento
Relacionamentos abusivos, prisões
Um estímulo punidor perde a sua característica como punidor?
R Depende
Reforçamento positivo vs punição
Quando pressionar a barra produzia só alimento, o alimento era o estímulo reforçador 
que mantinha o comportamento de pressionar a barra - reforçamento positivo.
Quando pressionar a barra passa a produzir duas consequências: alimento + choque. 
Choques impediram o animal de pressionar a barra temporariamente, mas não eliminou 
o comportamento.
O reforçador positivo (alimento) tornou-se mais poderoso que a punição (choque).
💡 “Não deveria ser surpreendente que os “choquesˮ que a sociedade dá em seus 
delinquentes não punam eficientementeˮ SIDMAN, p.86.
Porque eventos dolorosos moderados podem perder a sua efetividade como punidores 
quando são colocados em competição com reforçadores positivos poderosos.
Nestas situações, a privação do estímulo reforçador é mais poderosa do que a punição.
NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 17
Eventos desagradáveis e dolorosos podem perder sua efetividade como punidores 
quandocolocados em competição com reforçadores poderosos.
É possível transformar a dor e sofrimento em reforçadores positivos?
O rato espera o choque porque quer o reforço (alimento)
Comunidade coercitiva recorre à punição em primeiro lugar
Comportamentos patológicos: tendências autodestrutivas
Exemplo: punir uma criança e depois recompensar com carinho
Objetivo mais razoável da punição:
Parar comportamento indesejável
Impedir pessoas de fazerem coisas que são perigosas, assustadoras ou consideradas 
inadequadas, desvantajosas, imorais ou anormais
Comportamento inadequado persiste a despeito da punição porque também é 
reforçado
Algumas vezes o comportamento inadequado é tão forte que impede o indivíduo de 
tentar qualquer outra coisa
Supressão temporária do ato punido: oportunidade de ensinar ao indivíduo outra maneira 
de obter mesmos reforçadores.
Modo novo, mas ainda indesejável, de obter reforçadores pode ser aprendido.
Formas de usar punição
A punição é utilizada para cessar um comportamento e podemos alcançar esse objetivo de 
dois modos:
Administrar punições muito fortes “bater até fazer o gato morto miarˮ
Ter habilidade para apresentar punições suaves para provocar a ruptura temporária do 
comportamento punido e aproveitar essa “brechaˮ para ensinar um modo alternativo de 
alçai
NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 18
Tornando-se um choque
Além de suprimir as condutas indesejadas, a punição faz muitas coisas = efeitos 
negativos e sem justificativa
Efeitos colaterais:
Consequências não pretendidas e supostamente pouco importantes ou improváveis
Longe de serem secundários, frequentemente tem significado comportamental 
consideravelmente maior que os efeitos principais esperados
São consequências da punição que cancelam seus “benefíciosˮ e são responsáveis 
por muito do que está em nossos sistemas sociais
De mal a pior: como novos punidores são construídos.
Determinados eventos agirão como punidores:
Consequências que ameaçam a vida
São dolorosas
Provocam extremo calor ou frio
Barulhos extremamente altos ou irritantes
Luzes ofuscantes
Punidores naturais: não dependem de outra circunstância ou de intervenção de outras 
pessoas, acontecem automaticamente como resultado direto de um comportamento
Exemplo: Uma pessoa toca numa panela quente e queima a mão, a dor sentida é um 
punidor natural 😣
(que vai reduzir a probabilidade dela tocar na panela novamente)
Exceto sob circunstâncias extraordinárias, qualquer estimulação excessiva, incomum, 
dolorosa ou perigosa pode servir como punidor.
Punidores condicionados: punidores que foram condicionados, não naturais
Alguns aspectos do ambiente também podem funcionar como punidores
NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 19
Eventos usualmente neutros podem se tornar punidores
Exemplo: Palavra “nãoˮ e “0ˮ
Mesmo reforçadores punitivos naturais podem se tornar punidores condicionados
Essa habilidade para nos fazer parar de fazer algo é condicionada à outras 
circunstâncias
Controle ambiental
Ambiente físico e social presente: obtenção ou não de reforçadores e punidores
Controle ambiental: “aprendemos quais situações levam e quais situações suspendem 
contingências de reforçamento e puniçãoˮ
Quando os gatos saem os ratos se divertem
Avós deixarem os netos fazerem coisas que seus pais não deixam
Exemplos: guarda na rodovia, palavrão na frente de adultos
💡 “A nossa sensibilidade ao controle ambiental torna possível adaptarmo-nos a 
contingências de reforçamento e punição variadas e em constante mudançaˮ
⚠ Um evento que sinalizou punição torna-se ele mesmo um punidor
Esse é o primeiro efeito tóxico da punição
Se já tivermos batido em uma criança, só o ato de levantar a mão ou olhar de forma 
severa podem ser suficientes para suspender seu comportamento
Ambientes inteiros se tornam punitivos
NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 20
Ambientes em que somos punidos tornam-se eles mesmos punitivos e reagimos a eles 
como a punidores naturais.
Ambiente social: parte particularmente importante de nosso ambiente é uma fonte 
importante de punição condicionada.
Pessoas que usam coerção tornam-se elas punidores condicionados: sua presença 
produzirá medo e ansiedade.
Pais que batem nos seus filhos por exemplo
Ao punirmos outras pessoas nos tornamos nós mesmos punidores
⚡ QUALQUER UM QUE USE CHOQUE TORNASE UM CHOQUE
Reforçamento negativo: Fuga e esquiva
3 tipos de relações controladoras de comportamento
Controle não coercitivo = reforço positivo
Controle coercitivo  Punição positiva e negativa e reforço negativo (fuga e esquiva)
Estão interligados
� Punição �
� Fuga �
Para que o término de um evento seja reforçador, primeiro o evento tem de ocorrer.
O choque tem que ocorrer antes que possamos desligá-lo.
Mesmo evento funcionando de formas diferentes → Ciclo vicioso
Choque do qual fugimos pune o que tenhamos feito antes
Reforçará o que quer que façamos para desligá-lo ou escapar
Agente punidor: fazer o punido escapar pode ser um resultado não esperado 
Nós estamos fugindo ou estão fugindo de nós?
NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 21
FUGA Controle por reforçamento negativo também tornará o ambiente coercitivo
Se pudermos, fugiremos de ambos, lugares e pessoas: objetos de aversão.
Nos tornamos objetos de aversão quando utilizamos práticas coercitivas
Esquiva
💡 “Uma vez atingidos pela punição, faremos o que puder para desligá-la ou ir 
embora. [... Não sofreríamos menos se, em vez de esperar receber um choque 
para então fugir, pudéssemos impedir o recebimento do choque? Não faríamos 
melhor esquivando-nos de choques?ˮ (p. 135.
Uma pitada de prevenção
Comportamento negativo reforçado:
Sustentado pela prevenção em vez da cessação dos choques da vida
NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 22
💡 “Crianças usualmente não esperam pelo tapa ou pela bronca dos pais, 
esperando para fugir depois que a punição tenha começado. Em vez disso, 
elas se escondem, correm dão desculpas ou imploram por perdão. Poucos 
motoristas esperam que seus
carros morram no meio da estrada antes de encher o tanque de gasolinaˮ(p. 
135.
Como a fuga, esquiva é bastante generalizada entre as espécies.
� Punição
� Fuga
� Esquiva
As causas da esquiva
Ambiente: sinaliza iminência da punição (ˮa punição virá, melhor me prepararˮ)
Qualquer um que pune também há de se tornar um sinal de aviso condicionado: 
esquiva-se deles
Ajustamento mais adaptativo à punição do que a fuga: Faz mais sentido impedir um 
choque do que escapar depois que ele começa
Esquiva não é sempre ruim, frequentemente é útil
💡 “Aprendemos muitos tipos de esquiva útil, não por meio da experiência real com 
os choques que evitamos, mas por meio do controle verbal de pais, professores e
parceirosˮ (p. 143.
Aprendendo por meio da esquiva:
Emitimos uma quantidade impressionante de esquiva (se esquiva não for possível, a 
fuga é regra, mas esquiva predomina)
NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 23
Coerção por meio de esquiva (modo mais comum de fazer com que as pessoas façam 
o que queremos)
“Faça o que eu digo, ou então…ˮ
Análise de contingências
Muitas pessoas encontram reforçamento positivo cada vez mais raramente
História de coerção de cada um:
Tem predominância, aumento de demanda de profissionais da saúde mental 
(psicólogos, psiquiatras)
Particularmente se intenso e contínuo, pode restringir interesses, “visão ‘de túnelˮ 
que impede de atentar para qualquer coisa (😔)
Reforçamento negativo e positivo: ambos podem ensinar novo comportamento
Incapaz de relaxar a vigilância
Efetivamente ensinarão o que as contingências especificam, mas também ensinarão 
outras coisas
O que mais vem com a esquiva?
Mantenha seu nariz longe de problemas:
Avisos explícitos de punição dão ao sujeito mais liberdade
NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 24
Aprendizagem por esquiva: Confinar ao seguro e previsível, incapazes de 
experimentar oportunidades de livrar-se do estabelecido
Pessoas envolvidas nesse tipo de coerção aprendem apenas a sobreviver.
Não balance a canoa:
Indivíduosque levam uma vida de esquiva se tornam negativos e inflexíveis
Esquivadores raramente fazem o inesperado: ter opções os amedronta
Contingências de esquiva criam especialistas em esquiva
Qualquer aprendizagem que atravessa o caminho da esquiva bem sucedida é perigosa
Fuga da esquiva
Imediaticidade da fuga nos controla muito mais efetivamente do que indicadores 
atrasados de esquiva bem-sucedida 
Exemplo: Sistema de saúde = mais cura que prevenção, construir escolas depois do 
aumento da população infantil, crise hídrica (foco mais em fugir do que prevenir)
A fuga automaticamente ainda se torna mais reforçadora que a esquiva. Se for possível 
para eles ir embora, eles irão
Paradoxo da esquiva
Próprio sucesso da esquiva garante que ela enfraquecerá e cessará
É necessária a punição para conseguir que comecemos a nos esquivar e, mais tardem 
um lapso ocasional, com uma retomada de punição, para manter esquiva funcionando.
Só vamos nos esquivar daquilo que já conhecemos
NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 25
💡 a pessoa evita algo que, na prática, nunca mais a atinge, mas o comportamento 
de esquiva ainda persiste.
Mesmo que o estímulo aversivo não se manifeste, o reforço negativo mantém o 
comportamento, pois ao evitar um estímulo aversivo são reforçados para continuar se 
esquivando
estudo antecipado → notas boas (esquiva leva a um reforçamento positivo) → evitar pode 
ter consequências boas
Reforçamento negativo: Imagine uma pessoa que tem um forte medo de cachorros. Toda 
vez que ela vê um cachorro à distância, ela imediatamente atravessa a rua para evitar 
passar perto dele. A esquiva atravessar a rua é reforçado negativamente pela evitação do 
desconforto.
Efeitos colaterais da punição
Punição condicionada
Fuga
Esquiva
Eliciação de sentimentos negativos, tais como, medo, ansiedade, frustração, raiva, 
estresse intenso
Contra controle Para saber mais ler capítulo 14

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