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NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 1 📓 NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL Relação de Contingência Eventos que dependem de um do outro para acontecer. São expressos pela forma ‘ʼse... então...̓ .̓ Exemplo: se o rato pressionado a barra, então ele recebe água. No comportamento operante são três contingências, também chamadas de tríplice contingência S R C 1. Estímulo antecedente e resposta. 2. Resposta e consequência. 3. Consequência e resposta. Behaviorismo radical (proposto por Skinner 19041990 💡 “O behaviorismo não é a ciência do comportamento humano, mas, sim, a filosofia dessa ciênciaˮ NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 2 EUA Final do século XIX Duas escolas de pensamento eram fortes na psicologia: Funcionalismo de William James 💡 No Funcionalismo, a adaptação ao ambiente é o âmago da mente funcional, de modo que a consciência é um instrumento do organismo para se adaptar às demandas do ambiente. Estruturalismo de Edward Tichener 💡 O estruturalismo de Titchener era baseado na ideia de que a mente era uma soma de processos estruturais e que a consciência e a mente eram resultados dessa estruturação Ambos tinham como objeto de estudo a consciência Havia uma falta de consenso entre os psicólogos em relação ao: Valor da introspecção Existência dos elementos mentais Psicologia devia ser ciência pura Consolidação dos estudos em psicologia Behaviorismos Objeto de estudo: Comportamento (definido como interação do organismo com o ambiente) Psicologia: Ciência empírica baseada nos moldes das ciências naturais Uniformidade do procedimento experimental Experimentos dos psicólogos devem ser replicados em qualquer laboratório (assim como os físicos e químicos) NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 3 Behaviorismo metodológico Positivismo (necessidade de comprovação e dados para chamar-se ciência) Objeto de estudo: comportamento (não propôs uma nova ciência, apenas redefiniu o objeto de estudo) Psicologia empírica Prática Busca generalização do comportamento Evento público vs privado Watson não estuda pensamentos, emoções pois ainda não era possível de se observar (porém ele não nega a existência desses aspectos) Buscava mensurar, criticava os estudos introspectivos Watson foi muito criticado Reflexos (estudos que deram certo) Uso de animais para generalizar comportamento humano 🐁 Têm ênfase no método científico Operacionismo: investigar fenômenos que são passíveis de observação (mais de um) e experimentação NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 4 Inferência do que existe dentro do organismo (variáveis que intervém) Não ignora processos mentais ou subjetivos: são inacessíveis cientificamente (ainda) e não são entidade ou composto por outra substância. Catalisador do movimento behaviorista Fatos com evidências científicas = reflexos e reflexos condicionados → causalidade mecânica HOMEM COMO MÁQUINA 🤖) Afirmações ofensivas e menos baseadas em dados de Watson foram responsáveis por preconceitos com o behaviorismo até hoje Escassez de fatos acerca de hipóteses levantadas por Watson = simplificadas e ingênuas Interpretações apressadas do comportamento complexo (intenções, criatividade) Behaviorismo Radical Dois “Skinnerˮ Primeiro Skinner 19301938 Marcado por uma forte influência das ciências físicas, sobretudo a mecânica newtoniana e da filosofia do reflexo Segundo Skinner 19801990 Comprometido com o modelo causal das ciências biológicas, influenciado pela teoria da evolução das espécies por seleção natural, de Charles Darwin O behaviorismo radical nega a visão dualista e apoia a monista “mente e corpo não se separamˮ NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 5 A visão monista é que somos uma coisa só Ex: Estou triste Choro A funcional Ex: Lembrar de uma perda → lembrar de momentos felizes com aquela pessoa → ficar triste → chorar (regularidade naquele comportamento, fatores envolvidos, probabilidade de ocorrer novamente) Contingências (relação entre eventos antecedentes, comportamentos e consequências) Causalidade mecanicista Se uma coisa segue a outra, aquela provavelmente foi causada por esta Princípio mecanicista: post hoc, ergo propter hoc → depois disto, logo causado por isso Relações entre eventos imediatamente antecedentes (visto como as causas) e o comportamento (visto como efeito) → foram mais facilmente identificáveis logo manipuláveis NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 6 Controle do comportamento 💡 Noção da causalidade mecanicista: “a pessoa com a qual nós estamos mais familiarizados somos nós mesmos, muitas das coisas que observamos exatamente antes de nos comportarmos ocorrem dentro de nosso corpo e é fácil tomá-las como causas do nosso comportamentoˮ Teoria da seleção natural Charles Darwin Paralelo entre os princípios da seleção natural e o comportamento aqui no Behaviorismo Dois processos básicos: variação e seleção Se houver mudanças no ambiente da espécie, aqueles indivíduos cujas características mostrarem-se mais adequadas ao novo ambiente terão mais chances de sobreviver e passar seus genes adiante (prole). Ambiente selecionou uma característica é o mesmo que dizer que ela se tornou mais frequente. Mentalista (o behaviorismo é antimentalista) NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 7 Ambientalista Coisas que estão fora que interferem no que está dentro Modelo de seleção por consequências Seleção natural produz diferenças entre espécies, mudanças ao longo de milhares de anos, seleção operante estabelece diferenças comportamentais individuais e mudanças comportamentais Ontogênese 📜 Variabilidade nos comportamentos individuais → faz com que novos comportamentos sejam selecionados pelo ambiente (seleção ontogênese) Filogênese 🫀 Variabilidade nas características (anatômicas, fisiológicas e comportamentais) → leva a seleção de novas características mais adequadas a um ambiente (seleção filogênese) Cultura � Variabilidade nas práticas culturais de um grupo → permite o surgimento de novas práticas culturais, isto é, mudança na cultura O comportamento é determinado Desafios filosóficos Como prever o que uma pessoa fará? NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 8 💡 Descobrir causas mentais do seu comportamento Como produzir os sentimentos e os estados mentais que a induzirão a se comportar de determinada maneira? As maiores dificuldades são de ordem prática “Não podemos observar o que uma pessoa fará observando-lhe diretamente os sentimentos ou o sistema nervoso. Tampouco podemos mudar seu comportamento modificando-lhe a mente ou o cérebro .ˮ O behaviorismo radical → considera possível o estudo de eventos privados O que é sentido ou introspectivamente observado não é nenhum mundo imaterial da mente ou consciência Próprio corpo do observador 💡 Por exemplo, alguém pode relatar dor (evento privado), e esse relato pode ser estudado em relação aos comportamentos que o acompanham e às condições ambientais que influenciam sua ocorrência. Eventos privados Produtos colaterais da história genética e ambiental da pessoa Comportamento (qualquer que seja ele) → interação organismo e ambiente, o comportamento atual é uma interação e é ao mesmo tempo produto de relações anteriores NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 9 As causas do comportamento estão no ambiente O ambiente deve ser entendido de forma ampla, não reduzido àquele que está presente quando uma resposta ocorre Visão de homem: ativo, histórico e social Método de estudo Previsão e controle do comportamento Previsão: identificar ordem, regularidade e torná-las explícitas Controle: influência, identificar, o que influencia ocorrência do comportamento Científico com ênfase no experimental O mundo dentro da pele NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 10 Descrição completa não é satisfatória Fisiologia e neurociências 💡 “Nós a sentimos e, num certo sentido, a observamos e seria loucura negligenciar tal fonte de informação só por ser a própria pessoa a única capaz de estabelecer contato com seu mundo interior, não obstante, nossocomportamento, ao estabelecer esse contato, precisa ser examinadoˮ Os sentimentos, emoções e pensamentos ajudam a entender o ambiente daquela pessoa Surgimento do COMPORTAMENTO VERBAL Questões como “você está com fome?ˮ “onde você vai amanhã?ˮ “como você se sente?ˮ São úteis pois permitem antecipar o comportamento da pessoa questionada, ou para obter informações sobre algo que não está diretamente acessível Pessoas questionadas são levadas a discriminar seus estados internos: podem responder de maneira adequada a serem reforçadas (ou corrigidas) Consciência Uma pessoa está consciente quando “vê o que está vendo :ˮ pessoa observa e se observa ao mesmo tempo, podendo então descrever não só o que vê → mas como se sente ou o que faz enquanto vê NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 11 É produto social: contingências responsáveis pela aquisição e manutenção dos comportamentos requeridos de auto-observação e de descrição não estão disponíveis no ambiente não social 💡 É um produto social pois a habilidade de observar e relatar o que sentimos, nossos comportamentos e pensamentos é aprendida através da interação com o outro → pode ser reforçado em situações sociais (moldado por contingências) Havendo necessidade de uma comunidade verbal que as estabeleça Estar consciente é um modo de reagir ao próprio comportamento e também é um produto social. Comportamento descritivo Existência de uma comunidade verbal 💡 Essa comunidade inclui pais, professores, colegas, amigos e outros membros da sociedade que ensinam e reforçam o uso da linguagem. Pessoas passam a falar de si mesmas e podem falar de aspectos aos quais só elas tem acesso, incluindo ai seu mundo privado De certa forma soluciona o problema da privacidade (o que só a pessoa pode acessar) Falar sobre me ajuda a acessar (falar é ter consciência) NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 12 Porém, a comunidade não faz isso com precisão (descrever os estados do próprio corpo) porque não dispõe de informações necessárias para poder elogiar ou corrigir Autoconhecimento Autoconhecimento é de origem social É a consciência a respeito de si mesmo: o individuo é capaz de discriminar e descrever eventos que ocorrem no próprio organismo ou relações estabelecidas entre esse organismo e o mundo É mediado por outros (comunidade verbal) É a comunidade quem ensina o individuo a ‘conhecer a si mesmoʼ Como a comunidade verbal “acessaˮ verbalmente o mundo privado? � Reforçamento contingente a respostas verbais que acompanham eventos públicos vinculados a eventos privados ou ensinar repostas descritivas usando condições públicas correlatas Ex: A criança sofre golpe ou corte forte (evento público) correlacionado com os estímulos privados gerados por ele. A criança pode dizer "Dóiˮ quando responde apenas ao acontecimento privado. Ela aprendeu a descrever um estímulo privado com uma precisão que depende do grau de concordância entre os acontecimentos públicos e privados. � Comunidade ensina o indivíduo a falar sobre eventos privados, a partir de respostas colaterais, geralmente incondicionadas, não verbais (mão no maxilar, expressões faciais, gemidos) � Comunidade modela o indivíduo a falar sobre seus comportamentos públicos, abertos, observáveis. O indivíduo pode descrever os mesmos comportamentos quando eles ocorrerem no nível privado (num sonho por exemplo) Palavras usadas para descrever comportamento encoberto são palavras adquiridas por ocasião do comportamento público (podem ser corrigidas) “estou com dor aqui, vontade de comerˮ “isso é fomeˮ NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 13 � Por indução, uma resposta adquirida e mantida em conexão com estímulos públicos pode ser emitida em resposta a eventos privados Eventos públicos e privados tem propriedades em comum Eventos privados são descritos por meio de metáforas Autocontrole Descrição das relações entre pessoa e ambiente Discriminar variáveis que controlam (influenciam) o comportamento: estímulos antecedentes, respostas e consequências Ao identificar as relações funcionais é possível alterá-las Consciência é necessária mas não suficiente Muitas vezes é necessário regras dadas por outra pessoa (psicoterapeuta) Comportamento inconsciente Todos os nossos comportamentos são inconscientes: descrição acontece a posteriori e é estabelecida pela comunidade. 💡 Só se torna consciente quando falo sobre O problema não é o inconsciente, mas sim como adquirir consciência Outro problema é o próprio relato passa a produzir auto estimulação aversiva, que é cancelada ou evitada por outros comportamentos (falar sobre o que sente causa reações negativas) 😞 Consciência: Envolve a capacidade de relatar a própria ação ou sentimentos que a antecedem e, em um nível bem mais elaborado e mais difícil de atingir, o dar-se conta da das razões do próprio comportamento Importância da psicoterapia A comunidade verbal: Pode não estabelecer contingências necessárias para produzir autoconhecimento NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 14 Práticas coercitivas podem eliminar autoconhecimento em alguns aspectos Falta de repertório de autoconhecimento dificulta autocontrole Na psicoterapia Um dos principais objetivos é estabelecer um repertório de autoconhecimento no cliente Espaço para aumentar a auto-observação, trazer à consciência aquilo que é feito e suas razões A punição e seus efeitos Controle coercitivo ou coerção 3 relações entre resposta e consequência Punição positiva Punição negativa Reforço negativo (fuga e esquiva) 💡 Na psicologia comportamental, a coerção é definida como o uso de ameaças, punições ou restrições para controlar o comportamento de um indivíduo, levando-o a agir de maneira a evitar consequências aversivas. A punição funciona? Por que punimos? Remoção de reforçadores positivos Punição Negativa) Aplicação de reforçadores negativos Punição Positiva) Parar ou impedir quaisquer ações que machucam, privam, insultam ou desagradam: controlar outras pessoas ou nos controlar Ninguém gosta de ser punido. Apesar disso, prontamente usamos ou toleramos punições NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 15 Questão excessivamente complexa Punição capital, extermina aquele que se comporta Prisão impede as pessoas de cometerem assassinatos, fraude, estupro depois que são libertadas? (nem sempre) A análise do comportamento pode contribuir - estudos no laboratório: ambiente mais controlado Como se estuda punição? Linha de base de atividade estável: Sujeito executando atividade previsível e regular Instrumento de medida confiável Reforçamento como instrumento para produzir linha de base Alimento: reforçador positivo Choque elétrico: punidor comumente usado Exemplo de experimento que estuda punição NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 16 Com a repetição de choque moderado o animal continua pressionando a barra Ele voltará a pressionar a barra mesmo levando choque pois sabe que terá o alimento Relacionamentos abusivos, prisões Um estímulo punidor perde a sua característica como punidor? R Depende Reforçamento positivo vs punição Quando pressionar a barra produzia só alimento, o alimento era o estímulo reforçador que mantinha o comportamento de pressionar a barra - reforçamento positivo. Quando pressionar a barra passa a produzir duas consequências: alimento + choque. Choques impediram o animal de pressionar a barra temporariamente, mas não eliminou o comportamento. O reforçador positivo (alimento) tornou-se mais poderoso que a punição (choque). 💡 “Não deveria ser surpreendente que os “choquesˮ que a sociedade dá em seus delinquentes não punam eficientementeˮ SIDMAN, p.86. Porque eventos dolorosos moderados podem perder a sua efetividade como punidores quando são colocados em competição com reforçadores positivos poderosos. Nestas situações, a privação do estímulo reforçador é mais poderosa do que a punição. NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 17 Eventos desagradáveis e dolorosos podem perder sua efetividade como punidores quandocolocados em competição com reforçadores poderosos. É possível transformar a dor e sofrimento em reforçadores positivos? O rato espera o choque porque quer o reforço (alimento) Comunidade coercitiva recorre à punição em primeiro lugar Comportamentos patológicos: tendências autodestrutivas Exemplo: punir uma criança e depois recompensar com carinho Objetivo mais razoável da punição: Parar comportamento indesejável Impedir pessoas de fazerem coisas que são perigosas, assustadoras ou consideradas inadequadas, desvantajosas, imorais ou anormais Comportamento inadequado persiste a despeito da punição porque também é reforçado Algumas vezes o comportamento inadequado é tão forte que impede o indivíduo de tentar qualquer outra coisa Supressão temporária do ato punido: oportunidade de ensinar ao indivíduo outra maneira de obter mesmos reforçadores. Modo novo, mas ainda indesejável, de obter reforçadores pode ser aprendido. Formas de usar punição A punição é utilizada para cessar um comportamento e podemos alcançar esse objetivo de dois modos: Administrar punições muito fortes “bater até fazer o gato morto miarˮ Ter habilidade para apresentar punições suaves para provocar a ruptura temporária do comportamento punido e aproveitar essa “brechaˮ para ensinar um modo alternativo de alçai NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 18 Tornando-se um choque Além de suprimir as condutas indesejadas, a punição faz muitas coisas = efeitos negativos e sem justificativa Efeitos colaterais: Consequências não pretendidas e supostamente pouco importantes ou improváveis Longe de serem secundários, frequentemente tem significado comportamental consideravelmente maior que os efeitos principais esperados São consequências da punição que cancelam seus “benefíciosˮ e são responsáveis por muito do que está em nossos sistemas sociais De mal a pior: como novos punidores são construídos. Determinados eventos agirão como punidores: Consequências que ameaçam a vida São dolorosas Provocam extremo calor ou frio Barulhos extremamente altos ou irritantes Luzes ofuscantes Punidores naturais: não dependem de outra circunstância ou de intervenção de outras pessoas, acontecem automaticamente como resultado direto de um comportamento Exemplo: Uma pessoa toca numa panela quente e queima a mão, a dor sentida é um punidor natural 😣 (que vai reduzir a probabilidade dela tocar na panela novamente) Exceto sob circunstâncias extraordinárias, qualquer estimulação excessiva, incomum, dolorosa ou perigosa pode servir como punidor. Punidores condicionados: punidores que foram condicionados, não naturais Alguns aspectos do ambiente também podem funcionar como punidores NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 19 Eventos usualmente neutros podem se tornar punidores Exemplo: Palavra “nãoˮ e “0ˮ Mesmo reforçadores punitivos naturais podem se tornar punidores condicionados Essa habilidade para nos fazer parar de fazer algo é condicionada à outras circunstâncias Controle ambiental Ambiente físico e social presente: obtenção ou não de reforçadores e punidores Controle ambiental: “aprendemos quais situações levam e quais situações suspendem contingências de reforçamento e puniçãoˮ Quando os gatos saem os ratos se divertem Avós deixarem os netos fazerem coisas que seus pais não deixam Exemplos: guarda na rodovia, palavrão na frente de adultos 💡 “A nossa sensibilidade ao controle ambiental torna possível adaptarmo-nos a contingências de reforçamento e punição variadas e em constante mudançaˮ ⚠ Um evento que sinalizou punição torna-se ele mesmo um punidor Esse é o primeiro efeito tóxico da punição Se já tivermos batido em uma criança, só o ato de levantar a mão ou olhar de forma severa podem ser suficientes para suspender seu comportamento Ambientes inteiros se tornam punitivos NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 20 Ambientes em que somos punidos tornam-se eles mesmos punitivos e reagimos a eles como a punidores naturais. Ambiente social: parte particularmente importante de nosso ambiente é uma fonte importante de punição condicionada. Pessoas que usam coerção tornam-se elas punidores condicionados: sua presença produzirá medo e ansiedade. Pais que batem nos seus filhos por exemplo Ao punirmos outras pessoas nos tornamos nós mesmos punidores ⚡ QUALQUER UM QUE USE CHOQUE TORNASE UM CHOQUE Reforçamento negativo: Fuga e esquiva 3 tipos de relações controladoras de comportamento Controle não coercitivo = reforço positivo Controle coercitivo Punição positiva e negativa e reforço negativo (fuga e esquiva) Estão interligados � Punição � � Fuga � Para que o término de um evento seja reforçador, primeiro o evento tem de ocorrer. O choque tem que ocorrer antes que possamos desligá-lo. Mesmo evento funcionando de formas diferentes → Ciclo vicioso Choque do qual fugimos pune o que tenhamos feito antes Reforçará o que quer que façamos para desligá-lo ou escapar Agente punidor: fazer o punido escapar pode ser um resultado não esperado Nós estamos fugindo ou estão fugindo de nós? NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 21 FUGA Controle por reforçamento negativo também tornará o ambiente coercitivo Se pudermos, fugiremos de ambos, lugares e pessoas: objetos de aversão. Nos tornamos objetos de aversão quando utilizamos práticas coercitivas Esquiva 💡 “Uma vez atingidos pela punição, faremos o que puder para desligá-la ou ir embora. [... Não sofreríamos menos se, em vez de esperar receber um choque para então fugir, pudéssemos impedir o recebimento do choque? Não faríamos melhor esquivando-nos de choques?ˮ (p. 135. Uma pitada de prevenção Comportamento negativo reforçado: Sustentado pela prevenção em vez da cessação dos choques da vida NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 22 💡 “Crianças usualmente não esperam pelo tapa ou pela bronca dos pais, esperando para fugir depois que a punição tenha começado. Em vez disso, elas se escondem, correm dão desculpas ou imploram por perdão. Poucos motoristas esperam que seus carros morram no meio da estrada antes de encher o tanque de gasolinaˮ(p. 135. Como a fuga, esquiva é bastante generalizada entre as espécies. � Punição � Fuga � Esquiva As causas da esquiva Ambiente: sinaliza iminência da punição (ˮa punição virá, melhor me prepararˮ) Qualquer um que pune também há de se tornar um sinal de aviso condicionado: esquiva-se deles Ajustamento mais adaptativo à punição do que a fuga: Faz mais sentido impedir um choque do que escapar depois que ele começa Esquiva não é sempre ruim, frequentemente é útil 💡 “Aprendemos muitos tipos de esquiva útil, não por meio da experiência real com os choques que evitamos, mas por meio do controle verbal de pais, professores e parceirosˮ (p. 143. Aprendendo por meio da esquiva: Emitimos uma quantidade impressionante de esquiva (se esquiva não for possível, a fuga é regra, mas esquiva predomina) NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 23 Coerção por meio de esquiva (modo mais comum de fazer com que as pessoas façam o que queremos) “Faça o que eu digo, ou então…ˮ Análise de contingências Muitas pessoas encontram reforçamento positivo cada vez mais raramente História de coerção de cada um: Tem predominância, aumento de demanda de profissionais da saúde mental (psicólogos, psiquiatras) Particularmente se intenso e contínuo, pode restringir interesses, “visão ‘de túnelˮ que impede de atentar para qualquer coisa (😔) Reforçamento negativo e positivo: ambos podem ensinar novo comportamento Incapaz de relaxar a vigilância Efetivamente ensinarão o que as contingências especificam, mas também ensinarão outras coisas O que mais vem com a esquiva? Mantenha seu nariz longe de problemas: Avisos explícitos de punição dão ao sujeito mais liberdade NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 24 Aprendizagem por esquiva: Confinar ao seguro e previsível, incapazes de experimentar oportunidades de livrar-se do estabelecido Pessoas envolvidas nesse tipo de coerção aprendem apenas a sobreviver. Não balance a canoa: Indivíduosque levam uma vida de esquiva se tornam negativos e inflexíveis Esquivadores raramente fazem o inesperado: ter opções os amedronta Contingências de esquiva criam especialistas em esquiva Qualquer aprendizagem que atravessa o caminho da esquiva bem sucedida é perigosa Fuga da esquiva Imediaticidade da fuga nos controla muito mais efetivamente do que indicadores atrasados de esquiva bem-sucedida Exemplo: Sistema de saúde = mais cura que prevenção, construir escolas depois do aumento da população infantil, crise hídrica (foco mais em fugir do que prevenir) A fuga automaticamente ainda se torna mais reforçadora que a esquiva. Se for possível para eles ir embora, eles irão Paradoxo da esquiva Próprio sucesso da esquiva garante que ela enfraquecerá e cessará É necessária a punição para conseguir que comecemos a nos esquivar e, mais tardem um lapso ocasional, com uma retomada de punição, para manter esquiva funcionando. Só vamos nos esquivar daquilo que já conhecemos NP1 PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL 25 💡 a pessoa evita algo que, na prática, nunca mais a atinge, mas o comportamento de esquiva ainda persiste. Mesmo que o estímulo aversivo não se manifeste, o reforço negativo mantém o comportamento, pois ao evitar um estímulo aversivo são reforçados para continuar se esquivando estudo antecipado → notas boas (esquiva leva a um reforçamento positivo) → evitar pode ter consequências boas Reforçamento negativo: Imagine uma pessoa que tem um forte medo de cachorros. Toda vez que ela vê um cachorro à distância, ela imediatamente atravessa a rua para evitar passar perto dele. A esquiva atravessar a rua é reforçado negativamente pela evitação do desconforto. Efeitos colaterais da punição Punição condicionada Fuga Esquiva Eliciação de sentimentos negativos, tais como, medo, ansiedade, frustração, raiva, estresse intenso Contra controle Para saber mais ler capítulo 14