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1 
 
 
 
CURSO DE ODONTOLOGIA 
DISCIPLINA DE HISTOLOGIA E EMBRIOLOGIA ODONTOLÓGICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ROTEIRO DE 
ATIVIDADES PRÁTICAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2024 
2 
 
INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE A DISCIPLINA 
Na disciplina de Histologia e Embriologia Odontológica teremos não somente aulas teóricas, mas 
também aulas práticas. Esta é uma forma bastante interativa e interessante de trabalhar os 
temas, mas depende de um estudo prévio do assunto. Nesse roteiro de estudos serão fornecidas 
questões orientadoras para o estudo de cada assunto previamente à aula. É indispensável ter em 
mãos atlas de Histologia para as aulas práticas; a seguir disponibilizamos o endereço para acesso 
a atlas de Histologia disponíveis online. 
Professores responsáveis: João Zielak e Adriane Siqueira 
Aulas práticas: 
I. Serão realizadas nos laboratórios de microscopia, localizados no Bloco Azul (salas 201 e 204). 
II. O aluno deve apresentar-se às aulas práticas com: 
• Jaleco (USO OBRIGATÓRIO – NÃO SERÁ PERMITIDA A PERMANÊNCIA DO ALUNO NO 
LABORATÓRIO DE AULA PRÁTICA SEM JALECO) 
• Roteiro de atividades práticas 
• Livro texto e/ou Atlas de Histologia (vocês podem encontrar a bibliografia recomendada 
no plano de ensino da disciplina) 
• Caixa de lápis de cor. 
III. Perguntas para auxiliar no estudo da aula: estão discriminadas em cada tema de aula a ser 
ministrada, e são para orientar o estudo prévio da aula. Estas questões NÃO VALEM NOTA, E 
NÃO SÃO PARA ENTREGAR. 
IV. Links de sites que disponibilizam atlas de histologia: Além dos livros/atlas de Histologia, 
vocês podem consultar imagens de preparos histológicos nos seguintes endereços eletrônicos: 
https://mol.icb.usp.br/ 
https://www.histologyguide.com//slidebox/slidebox.html 
https://histobuco.paginas.ufsc.br/ 
https://www.anatomicum.com/en/?articleid=58 
V. Avaliações práticas: Os alunos devem entregar, ao fim das aulas práticas, desenhos 
esquemáticos mostrando as estruturas/células observadas naquele dia. A ESTES DESENHOS, 
SERÃO ATRIBUÍDAS NOTAS QUE IRÃO COMPOR A MÉDIA BIMESTRAL DO ALUNO. Os desenhos 
deverão obrigatoriamente ser realizados nos espaços destinados a eles contidos neste roteiro. 
Não serão aceitos desenhos entregues em outras folhas de papel. Se os seus desenhos não forem 
considerados satisfatórios pelos professores, você poderá refazê-los e entregá-los na aula 
seguinte, utilizando os espaços extras para desenho disponíveis ao final deste roteiro. 
Caso o aluno falte no dia das avaliações práticas, poderá entregar os desenhos na aula seguinte, 
valendo até 50% da nota. A entrega de atividades pendentes não poderá ultrapassar o 
fechamento do bimestre (data da prova). Após essa data, os desenhos não serão mais aceitos. 
https://mol.icb.usp.br/
https://www.histologyguide.com/slidebox/slidebox.html
https://histobuco.paginas.ufsc.br/
https://www.anatomicum.com/en/?articleid=58
3 
 
ROTEIRO DE ATIVIDADES PRÁTICAS DA DISCIPLINA DE HISTOLOGIA E 
EMBRILOGIA ODONTOLÓGICA 
AULA PRÁTICA 1: Introdução Ao Laboratório De Microscopia 
MICROSCÓPIO DE LUZ - MANUSEIO E CUIDADOS ESPECIAIS 
1º - Ligando o microscópio: 
• Retire a capa do microscópio e ligue-o na tomada. 
• Este tipo de microscópio apresenta iluminação embutida, isto é, uma lâmpada montada 
dentro da base; ligue o microscópio (botão dianteiro/lateral, na base) e certifique-se que o 
sistema de iluminação está funcionando (controle de iluminação, na base, no lado direito). 
2º - Colocação da lâmina: 
 • Antes de colocar a lâmina no microscópio, certifique-se de que é a objetiva de menor aumento 
(4X) que está voltada para a platina. 
 • Coloque a lâmina sobre a platina, com a LAMÍNULA olhando para cima, fazendo coincidir o 
centro da preparação com o centro do orifício da platina. 
 • Fixe a lâmina com as pinças. 
3º - Estudo do Preparado: 
 • Comece sempre pela objetiva de menor aumento (panorâmica, 4X). Não há exceções a esta 
regra. 
 • Colocada a preparação, movimente o charriot até fazer coincidir o feixe luminoso sobre o 
preparado e focalize utilizando o parafuso macrométrico. 
 • As demais objetivas são parafocais, isto é, a altura do tubo necessita apenas de uma fração de 
milímetro para conseguir-se nova focalização. ISTO QUER DIZER QUE: após focalizar com a 
objetiva de menor aumento, pode-se conseguir o foco nas objetivas de maiores magnitudes 
(objetiva de pequeno aumento, 10X; objetiva de médio aumento, 40X) através de um delicado 
movimento no parafuso MICROMÉTRICO. Não use o MACROMÉTRICO, certamente quebrará a 
lâmina. 
IMPORTANTE: Aumento final do observado = aumento da objetiva x aumento da ocular (10x) 
• Para segurar o microscópio, faça-o pelo braço-suporte para transporte, NUNCA pelo tubo ou 
platina. 
 
• APÓS A UTILIZAÇÃO DO MICROSCÓPIO, NÃO ESQUEÇA DE: 
1) Remover a lâmina e devolver ao professor. 
2) Retornar a platina à posição original. 
3) Deixar a objetiva de 4x voltada para a platina. 
4 
 
4) Reduzir a intensidade da iluminação e desligar o interruptor do microscópio. 
5) Desligar o microscópio da tomada e cobri-lo com a capa protetora. 
 
Fonte: Roteiro de Atividades Práticas – ICB/USP 
 
5 
 
COLORAÇÃO POR H&E 
As lâminas propostas para o estudo prático em nossa disciplina foram processadas de 
acordo com as técnicas histológicas convencionais e os cortes corados com hematoxilina e eosina 
(H&E). Esta é uma técnica tintorial empregada para facilitar o estudo dos tecidos sob 
microscopia. A hematoxilina é um corante natural obtido da casca de pau Campech, e cora os 
tecidos em azul-púrpura. A eosina é um corante sintético e produz uma coloração vermelha. 
Nas células coradas com HE, os ácidos nucléicos presentes no núcleo são corados pela 
hematoxilina, dando ao núcleo um tom azul-púrpura. A eosina é atraída pelos elementos básicos 
da proteína do citoplasma da célula, corando-o de róseo a vermelho. Os componentes dos 
tecidos que se coram prontamente com os corantes básicos são chamados basófilos; os que têm 
afinidade pelos corantes ácidos são chamados acidófilos. A hematoxilina comporta-se como um 
corante básico e cora o núcleo que possui estruturas ácidas (ácidos nucléicos) e portanto é 
basófilo. A eosina é um corante ácido e cora os elementos básicos da proteína do citoplasma, ou 
seja, estruturas básicas e portanto acidófilas. 
Existem outros métodos de corar cortes histológicos (tricrômio Mallory, coloração de 
Weigert, impegnação por prata, etc) mas, durante nossas aulas, observaremos 
predominantemente lâminas coradas pela técnica HE. 
 
PREPARO DE TECIDOS POR DESGASTE 
Tecidos mineralizados, como dentes e ossos, podem ser analisados no microscópio utilizando-se 
os chamados preparos por desgaste. Neste caso, transforma-se um fragmento de osso ou dente 
secos em uma placa muito delgada por meio de um disco-esmeril, de modo que a pequena placa 
possa ser colocada em uma lâmina e coberta com lamínula. 
 
ANÁLISE DOS CORTES HISTOLÓGICOS 
A análise de preparações histológicas deve ser iniciada pelo exame geral das secções, de 
modo a obter uma perspectiva de conjunto registrando todos os detalhes importantes. É 
importante observar não apenas as células, mas outros componentes dos tecidos que estejam 
presentes. Para isso devemos fazer um uso adequado de todas as objetivas, aumentando ou 
diminuindo de ampliação sempre que necessário. Por outro lado, devemos ter sempre em 
atenção o tipo de corte (transversal, longitudinal, etc.) que muito provavelmente deu origem às 
estruturas/imagens que está sendo observada. Além disso, é fundamental desenvolver uma 
estratégia integrada que combine o reconhecimento estrutural com o conhecimento funcional 
fornecido e discutido durante as aulas teóricas. 
 
 
 
6 
 
AULAS PRÁTICAS 2 e 3: ESMALTE E DENTINA 
OBJETIVO 
• Caracterizar as principais estruturas encontradas no esmalte e na dentina. 
Perguntas para auxiliar no estudoda aula: 
1. Em que região do dente está localizado o esmalte dental? 
2. Que células são responsáveis pela formação e mineralização do esmalte dental? 
3. Quais são as principais características deste tecido? 
4. O que são prismas de esmalte e qual seu principal componente? 
5. O que são estrias de Retzius e periquimácias? 
6. Diferencie tufos, fusos e lamelas. 
7. Conceitue junção amelodentinária. 
8. Em que região (regiões) do dente está localizada a dentina? 
9. Que células são responsáveis pela formação e mineralização da dentina? 
10. Quais são as principais características da dentina? 
11. Diferencie dentina primária, dentina secundária e dentina terciária. 
12. Existem dois tipos de dentina terciária. Descreva qual a principal diferença entre eles. 
13. O que é a dentina do manto? 
14. O que é a pré-dentina? 
15. Que componentes podemos encontrar no interior dos túbulos dentinários? 
16. Explique quais as diferenças entre os túbulos dentinários localizados próximo ao esmalte e 
próximo à polpa dental. 
17. Diferencie dentina peritubular e dentina intertubular. 
18. O que é a dentina esclerótica? 
19. O que é dentina interglobular? 
 
LÂMINA HISTOLÓGICA 
1) DENTE (PREPARO POR DESGASTE) 
A olho nu, vocês poderão observar que a lâmina apresenta um corte muito fino com formato de 
um dente. Nesta primeira observação, já será possível identificar duas estruturas diferentes: a 
coroa (menor, e revestida por um tecido de aspecto esbranquiçado) e a raiz. No centro do corte, 
em algumas lâminas, vocês poderão observar uma cavidade, que representa a câmara pulpar 
e/ou conduto radicular. Em um dente vital, é neste local que se localizada a polpa. No preparo 
por desgaste, este tecido é perdido. 
A seguir, coloquem a lâmina no microscópio e a observem com a objetiva de 4x. Posicionem a 
região da coroa no centro da platina. Neste momento, será possível distinguir dois diferentes 
tecidos. O mais interno, de coloração cinza e que apresenta diversos canalículos muito finos e de 
aspecto linear representa a dentina, que será estudada em nossa próxima aula prática. O tecido 
mais externo, que coloração castanho-marrom, representa o esmalte dentário. Percorram a 
lâmina e observem que o esmalte recobre toda a superfície da coroa dental. 
 
7 
 
 
Cortes de esmalte, quer longitudinais quer transversais, 
mostram linhas escuras, de largura e intensidade 
variáveis. São chamadas estrias ou linhas de Retzius. Elas 
são comuns a todos os prismas e podem ser interpretadas 
como perturbações no ciclo de mineralização, mas sua 
natureza exata não é conhecida. Em cortes longitudinais 
elas circundam a ponta da dentina e nas porções cervicais 
seu trajeto é oblíquo e atinge a superfície do esmalte onde 
formam as periquimácias. Observe também a região de 
contato entre esmalte e dentina que se apresenta 
ondulada. Esta estrutura representa a junção 
amelodentinária. 
 
Na porção do esmalte localizado próximo à junção amelodentinária, é 
possível observar (especialmente na região das pontas das cúspides) a 
presença de estruturas chamadas de fusos. Estes são terminações dos 
prolongamentos dos odontoblastos, e formados antes da mineralização 
do esmalte. Note que eles se apresentam como finas e curtas estruturas 
lineares que saem da dentina em direção ao esmalte. 
 
Outras estruturas que podemos observar no esmalte são os tufos 
e lamelas. Os tufos são prismas de esmalte e substância 
interprismática hipocalcificados, e a imagem observada ao 
microscópio representa a superposição de diversos prismas devido 
à espessura do corte. Iniciam-se na junção amelodentinária e 
avançam dentro do esmalte, mas não atingem a superfície externa, 
e possuem aspecto ramificado. Já as lamelas são estruturas 
hipomineralizadas que chegam à superfície externa. Aparecem nos 
cortes histológicos com o aspecto de “rachaduras” no esmalte. 
 
Já a dentina está presente tanto na coroa quanto na raiz dental, e tem uma coloração 
acinzentada. Note que toda a dentina é percorrida por numerosos túbulos dentinários, delicados 
cilindros preenchidos por um líquido tecidual e ocupados em parte - ou totalmente em seu 
comprimento – pelos prolongamentos odontoblásticos. Calcula-se que na dentina existam 
aproximadamente 20.000 túbulos por mm² junto ao esmalte (JAD) e 45.000 por mm² próximo à 
polpa. Os túbulos têm diâmetro maior junto à polpa e se afilam à medida que se aproximam da 
periferia, mas não conseguimos visualizar este fenômeno neste preparado histológico. 
Estrias de Retzius 
Junção 
amelodentinária 
Fusos 
Fonte: histologiaoraluff.blogspot.com 
8 
 
A calcificação da matriz dentinária ocorre com o aparecimento 
de cristais com aspecto de agulhas. Os pontos onde se inicia a 
calcificação vão se expandindo pelo crescimento periférico e se 
juntam formando verdadeiros glóbulos de dentina (padrão de 
mineralização globular). Quando estes glóbulos de 
mineralização de dentina se unem, podem ocorrer falhas que 
geram o aparecimento de regiões menos calcificadas chamadas 
de dentina interglobular. Essas áreas são observadas como 
“manchas” na dentina e são mais evidentes nas regiões 
coronárias, embora possam se apresentar também na raiz. 
Em alguns cortes histológicos, especialmente na região próximo às cúspides do dente, podemos 
observar ainda a presença de túbulos dentinários mais escuros, caracterizando a dentina 
esclerótica. Essa dentina forma-se a partir obliteração total ou parcial dos túbulos dentinários 
pela produção de dentina peritubular. 
AVALIAÇÃO PRÁTICA: ESMALTE E DENTINA 
Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas 
(não esqueça de identificá-las!): 1) Esmalte, 2) Dentina, 3) Junção amelodentinária, 4) Fusos, 5) 
Tufos, 6) Lamelas, 7) Estrias de Retzius, 8) Túbulos dentinários, 9) Dentina interglobular, 10) 
Dentina esclerótica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
 
AULA PRÁTICA 4: TECIDOS CONJUNTIVOS TÍPICOS E TECIDO ADIPOSO 
OBJETIVO 
• Caracterizar as principais células e constituintes da matriz extracelular do tecido 
conjuntivo propriamente dito e do tecido adiposo. 
Perguntas para auxiliar no estudo da aula: 
1. Quais as células encontradas no tecido conjuntivo? Quais as funções dessas células? 
2. Qual a organização que o tecido conjuntivo apresenta? Isto é, como estão dispostas suas 
células em relação à matriz do tecido conjuntivo? 
3. O que é a matriz extracelular? 
4. Quais as fibras do tecido conjuntivo? Quais as funções das mesmas? 
5. O que é a substância fundamental? 
6. Descreva as principais características e funções do tecido adiposo. 
 
LÂMINA HISTOLÓGICA 
1) TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO E TECIDO ADIPOSO - LÍNGUA (HE) 
A língua é essencialmente um órgão musculoso revestido por uma mucosa (tecido epitelial com 
papilas+ tecido conjuntivo). O tecido muscular encontrado na língua apresenta feixes de 
músculos cortados em várias direções, o que já dá ideia da mobilidade do órgão. No corte 
longitudinal da língua mostrado na página seguinte, observamos o dorso da língua com as papilas 
e o ventre da mesma. Entre as duas regiões predominam feixes musculares, que serão estudados 
em uma próxima aula. 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Roteiro de Atividades Práticas – ICB/USP 
Abaixo das papilas linguais, encontramos uma camada de tecido conjuntivo propriamente dito, 
formado por fibroblastos, fibras colágenas e vasos sanguíneos. Neste tecido podemos observar 
alguns núcleos celulares corados em roxo pela hematoxilina. Com aumento médio, conseguimos 
observar melhor estas células, cuja grande maioria é representada por fibroblastos. Os 
fibroblastos possuem núcleos alongados e seu o citoplasma que não pode ser distinguido do 
material intercelular que encontramos entre estas células. 
Observe ainda que existe um predomínio de material intercelular (corado em róseo pela eosina) 
em relação ao númerode células. Este material é formado predominantemente por fibras 
10 
 
colágenas. Os espaços claros entre as fibras colágenas são ocupados por outros componentes da 
matriz extracelular, os quais normalmente não se coram por HE, sendo inclusive parcialmente 
extraídos. Esses componentes representam a substância fundamental. 
Note ainda que no tecido conjuntivo encontramos diversos vasos sanguíneos (artérias e veias), 
que reforçam a função de suporte e nutrição deste tecido. 
Na porção mais profunda da língua podemos encontrar tecido adiposo. Nesta preparação o 
tecido adiposo aparece como uma delicada rede de malhas vazias. Isto ocorre já que o xilol 
empregado na preparação da lâmina solubiliza o material lipídico contido nas células adiposas. 
Portanto, observamos a imagem negativa da gotícula de gordura (ou seja, o espaço que era 
ocupado por ela) circundada pelo citoplasma. Note que as células adiposas são poliédricas ou 
irregulares, em decorrência de compressão mútua. O núcleo da célula, achatado, encontra-se em 
posição periférica. O citoplasma está limitado a um anel (no corte), onde ocorre o núcleo (quando 
for seccionado). Frequentemente essa delgada camada de citoplasma pode aparecer rompida. 
Entre uma célula e outra há pouca quantidade de material intercelular e/ou outras células. Os 
lóbulos do tecido adiposo, constituídos por agrupamentos de células adiposas, são separados por 
septos de tecido conjuntivo, ricamente vascularizados. 
AVALIAÇÃO PRÁTICA: TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO E TECIDO ADIPOSO 
(LÍNGUA) 
Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas 
(não esqueça de identificá-las!): 1) Tecido epitelial; 2) Tecido conjuntivo com fibroblastos, fibras 
colágenas e vasos sanguíneos (localizado próximo ao dorso lingual), 3) Adipócitos. 
 
 
 
11 
 
AULA PRÁTICA 5: POLPA DENTAL 
OBJETIVOS 
• Determinar as características e funções da polpa dental 
• Verificar que componentes fazem parte da polpa dental; 
• Analisar a composição da matriz extracelular da polpa dental; 
• Estudar as células que fazem parte da polpa dental 
Perguntas para auxiliar no estudo da aula: 
1. A polpa dental é formada por que tipo de tecido? 
2. Quais os componentes da matriz extracelular da polpa dental? 
3. O que é a substância fundamental? Qual sua função? 
4. Cite os principais tipos celulares encontrados na polpa dental, bem como a principal função 
de cada um deles. 
5. De acordo com sua organização celular, a polpa dental é dividida em camadas. Que 
camadas são essas e quais suas principais características? 
6. Quais as principais funções da polpa dental? 
7. Explique com suas palavras que mecanismos estão relacionados à sensibilidade dentinária. 
AVALIAÇÃO PRÁTICA: POLPA 
Faça um desenho esquemático da polpa (pesquisar em livros/atlas de Histologia) que contenha 
as seguintes estruturas (não esqueça de identificá-las!): 1) Zona odontoblástica; 2) Zona pobre 
em células, 3) Zona rica em células; 4) Região Central da Polpa; 5) Odontoblastos; 6) 
Fibroblastos; 7) Vasos sanguíneos. 
 
 
 
12 
 
AULA PRÁTICA 6: MUCOSAS: REVESTIMENTO DA BOCA E TRATO RESPIRATÓRIO 
OBJETIVOS 
• Apontar as características e funções de um tecido epitelial de revestimento; 
• Entender os critérios para classificação do tecido epitelial de revestimento; 
• Classificar um tecido epitelial de revestimento; 
• Distinguir os subtipos de tecido epitelial observados num corte histológico. 
Perguntas para auxiliar no estudo da aula: 
1. Cite as principais funções do tecido epitelial. 
2. Descreva as principais características de um tecido epitelial de revestimento. 
3. O que são junções celulares? Quais os tipos de junções celulares que podemos encontrar no 
tecido epitelial? 
4. Como os epitélios de revestimento são caracterizados de acordo com o número de 
camadas? E de acordo com o formato das células? 
5. Quais camadas ou estratos formam o epitélio que reveste a cavidade bucal e que forma a 
pele? 
6. Quais as características do epitélio que reveste a traqueia e os seios maxilares? 
 
LÂMINAS HISTOLÓGICAS 
1) PELE ESPESSA (HE) 
A pele é composta basicamente por: 
A) Epiderme: Devido ao número de camadas e morfologia, dizemos que a epiderme é um tecido 
epitelial do tipo estratificado pavimentoso queratinizado. Lembre-se que a camada que 
classifica a morfologia do tecido é a mais externa! 
Existem quatro camadas distintas na epiderme: 
- Camada basal: também conhecida como camada germinativa, pois, através de intensa atividade 
mitótica, é responsável pela renovação das células da epiderme. O formato das células nesta 
camada é prismático ou cubóide. Esta camada encontra-se mais próxima do tecido conjuntivo 
subjacente. 
-Camada espinhosa: apresenta um sistema de adesão (formado principalmente por 
desmossomos) que dá um formato espinhoso às células nela presentes. 
- Camada granulosa: nela, o núcleo das células é central. Nessa camada, através da secreção uma 
substância intercelular impermeabilizante, não ocorre a passagem de água. As células dessa 
camada apresentam vários grânulos de secreção. 
- Camada córnea: as células não possuem mais núcleos e organelas, e o seu citoplasma está cheio 
de uma proteína denominada queratina. 
A epiderme possui espessura variável, de acordo com a parte do corpo estudada. Na planta do 
pé e na palma da mão, a epiderme alcança a sua espessura máxima (pele espessa). 
13 
 
1 
2 
3 
4 
1 – Camada córnea 
2 – Camada granulosa 
3 – Camada espinhosa 
4 – Camada basal 
B) Derme: a derme é composta por tecido conjuntivo, e é o tecido sobre o qual a epiderme está 
apoiada. Na derme observam-se saliências que acompanham as reentrâncias da epiderme, 
permitindo maior adesão. Essas saliências são chamadas papilas dérmicas. 
C) Hipoderme: é formada por tecido conjuntivo frouxo. Nesta zona observa-se uma camada de 
tecido gorduroso, que varia de acordo com o grau de adiposidade do indivíduo. Não faz parte da 
pele; sua função é permitir a junção entre a derme e os órgãos subjacentes. 
 
Fonte: ICBIM/UFU 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: ICBIM/UFU 
 
AVALIAÇÃO PRÁTICA: PELE ESPESSA 
Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas 
(não esqueça de identificá-las!): 1) Tecido epitelial estratificado pavimentoso queratinizado, 2) 
Tecido Conjuntivo com fibroblastos e vasos sanguíneos, 3) Camada basal, 4) Camada 
espinhosa, 5) Camada granulosa; 6) Camada córnea. 
 
 
 
 
Epiderme 
Derme 
Hipoderme 
14 
 
E – Epitélio 
CC – Cílios 
LT – Luz da traqueia 
GC – Célula caliciforme 
N – Núcleo 
VS – Vaso Sanguíneo 
TC – Tecido Conjuntivo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2) TRAQUÉIA (HE) 
No menor aumento observe que este corte contém uma estrutura arredondada com uma 
estreita e irregular abertura central, que representa a luz ou lúmen da traqueia. A superfície que 
reveste essa parte interna refere-se ao tecido epitelial de revestimento. Utilizando a objetiva de 
10X, focalize a região do epitélio da traqueia e note a distribuição dos núcleos. Quantas camadas 
você observa? 
Porém, quando este tecido foi estudado em microscopia eletrônica verificou-se que todas as 
células atingem a lâmina basal, sendo que os núcleos é que estão dispostos em vários níveis. 
Assim este tecido foi chamado epitélio pseudoestratificado. 
Observe que neste epitélio a maioria das células é cilíndrica, tem núcleo oval, e possuem 
projeções na superfície apical, que são denominadas cílios. Note ainda que entre as células 
cilíndricas observamos células em forma de gota com citoplasma sem coloração e núcleo na 
porção basal, conhecidas como células caliciformes. Por conta de suas características peculiares, 
o epitélio da traqueia é classificado com epitélio pseudoestratificado cilíndrico ciliado com 
células caliciformes. 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: Histologiade Ross 
15 
 
AVALIAÇÃO PRÁTICA: TRAQUÉIA 
Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas 
(não esqueça de identificá-las!): 1) Tecido epitelial pseudoestratificado cilíndrico, 2) Cílios, 3) 
Células caliciformes, 4) Tecido Conjuntivo com fibroblastos e vasos sanguíneos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA PRÁTICA 7: TECIDO EPITELIAL GLANDULAR - GLÂNDULAS SALIVARES 
OBJETIVOS 
• Entender as diferenças entre tecido epitelial de revestimento e tecido epitelial glandular; 
• Classificar os tipos de epitélio glandular; 
• Citar as principais diferenças entre glândulas exócrinas e endócrinas; 
• Identificar glândulas serosas, mucosas e mistas em cortes histológicos. 
Perguntas para auxiliar no estudo da aula: 
1. Qual a função do epitélio glandular? 
2. Diferencie glândulas endócrinas de glândulas exócrinas. 
3. Como as células glandulares são classificadas de acordo com a maneira como eliminam seu 
produto de secreção? 
4. Conceitue parênquima e estroma. Como o parênquima das glândulas salivares está dividido? 
5. Diferencie células serosas e células mucosas. 
6. Diferencie ductos intercalar, estriado e excretor. 
7. Classifique a porção secretora das glândulas salivares parótida, submandibular e sublingual. 
 
16 
 
LÂMINAS HISTOLÓGICAS 
1) GLÂNDULA PARÓTIDA (HE) 
A glândula parótida faz parte das glândulas salivares maiores. É dividida em lóbulos por septos 
de tecido conjuntivo ricos em fibras colágenas. O tecido conjuntivo representa o estroma das 
glândulas salivares em geral. 
O parênquima é composto pela unidade morfofuncional da glândula, formada por epitélio do 
tipo glandular. Este é constituído pelos seguintes componentes: 
a) Porção secretora (ácinos): são compostos por células piramidais de cor roxa e agrupadas em 
torno de uma luz central. O núcleo dessas células é esférico e localiza-se no pólo basal das células. 
O produto da secreção é seroso e fica acumulado em grânulos no pólo apical da célula. 
 
 
 
 
 
 
b) Ductos intercalares: são a continuação da luz dos 
ácinos. Formados por células cúbicas baixas com núcleo 
esférico, realizam a condução e produção de muco. 
c) Ductos estriados: são formados por epitélio simples prismático ou cilíndrico. Suas células 
apresentam mitocôndrias na porção basal, dando o aspecto de que esta porção da célula 
apresenta estriações. 
d) Ductos excretores: são circundados por uma quantidade de tecido conjuntivo superior à dos 
outros ductos. São formados por epitélio pseudoestratificado; porém, nas áreas em que os 
ductos se aproximam do epitélio oral, os ductos são constituídos por epitélio estratificado 
pavimentoso. 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: www.studyblue.com 
 
Porção secretora 
Ducto 
Ducto intercalar Ducto estriado Ducto excretor 
Fonte: courses.md.huji.ac.il 
Fonte: www.lab.anhb.uwa.edu.a 
17 
 
AVALIAÇÃO PRÁTICA: GLÂNDULA PARÓTIDA 
Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas 
(não esqueça de identificá-las!): 1) Porção secretora da glândula parótida (células serosas); 2) 
Ducto intercalar; 3) Ducto estriado, 4) Ducto excretor; 5) Estroma (tecido conjuntivo). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2) GLÂNDULA SUBLINGUAL (HE) 
O parênquima da glândula sublingual é formado por epitélio glandular exócrino misto, pois 
contém tanto células mucosas quanto células serosas. Na glândula submandibular podemos 
observar uma porção secretora mista, formada por uma porção mucosa e uma porção serosa 
com forma semelhante a uma meia-lua. Os ácinos da glândula sublingual, embora mistos, 
possuem um predomínio de células mucosas. A célula mucosa pode ser facilmente observada, 
pois seus grânulos não se coram pelo HE, fazendo com que seu citoplasma seja bastante claro. O 
núcleo fica achatado na base da célula. As células serosas formam uma estrutura semicircular 
(meia-lua) ao redor das células mucosas. Ainda pode ser observado um sistema de ductos 
bastante desenvolvido, encarregado de eliminar a saliva, e semelhante ao da glândula parótida. 
 
Fonte: http://www.pathologyoutlines.com 
18 
 
AVALIAÇÃO PRÁTICA: GLÂNDULA SUBLINGUAL 
Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas 
(não esqueça de identificá-las!): 1) Porção secretora da glândula submandibular (células 
mucosas + semi-lua serosa); 2) Ducto intercalar; 3) Ducto estriado, 4) Ducto excretor; 5) 
Estroma (tecido conjuntivo). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA PRÁTICA 8: TECIDO ÓSSEO 
OBJETIVOS 
• Caracterizar constituintes do tecido ósseo (tipo de tecido conjuntivo de suporte); 
• Classificar macroscópica e microscopicamente o tecido ósseo; 
• Analisar o osso maduro com sistemas de Havers; 
• Observar as células do tecido ósseo (osteoblastos, osteócitos, osteoclastos). 
Perguntas para auxiliar no estudo da aula: 
1. Quais as funções do tecido ósseo? 
2. Quais células encontramos no tecido ósseo? Qual a função de cada uma delas? 
3. Quais os principais componentes da matriz do tecido ósseo? 
4. Macroscopicamente, como é classificado o tecido ósseo? 
5. O que é sistema de Havers ou ósteon? 
6. Diferencie canais de Havers de canais de Volkman 
7. Diferencie periósteo de endósteo. 
 
 
19 
 
LÂMINAS HISTOLÓGICAS 
1) TECIDO ÓSSEO (CORTE POR DESGASTE) 
 Para se obter um corte por desgaste de qualquer tecido 
mineralizado (osso ou dente por exemplo) devemos cortar 
um fragmento desse tecido como ilustrado na figura ao 
lado. 
Em seguida deve-se transformar esse fragmento de osso 
seco em uma placa muito delgada por meio de um disco-
esmeril. Desse modo, essa placa de tecido fica tão fina que 
pode ser colocada em uma lâmina e coberta com lamínula. 
O corte por desgaste mantém a estrutura mineralizada, mas 
as células são perdidas no preparo. 
Nesta lâmina, o corte por desgaste mostra, em pequeno 
aumento, grande número de estruturas que são circulares 
ao corte transversal - são sistemas de Havers ou ósteons. 
Sistemas de Havers possuem canal vascular ou de Havers central (também chamado de canal 
primário). 
Em aumento maior observe os sistemas de Havers com lamelas concêntricas. Nem os osteócitos 
nem seus prolongamentos são visíveis neste tipo de preparado. O que se vê são lacunas e 
canalículos preenchidos por ar e que devido à refração da luz se tornam escuros. Observe as 
lacunas onde osteócitos estariam presentes. Verifique os prolongamentos deixados pelos 
osteócitos, formando rede de comunicação celular (CANALÍCULOS). 
Identifique no preparado canais perpendiculares aos canais de Havers, que são os canais de 
Volkmann (ou canal secundário). 
 
 
 
 
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AVALIAÇÃO PRÁTICA – TECIDO ÓSSEO (PREPARO POR DESGASTE) 
Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas 
(não esqueça de identificá-las!): 1) Sistema de Havers (ósteon), 2) Canal de Havers (canal 
primário), 3) Canal de Volkman (canal secundário), 4) Lamelas, 5) Lacunas, 6) Canalículos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA PRÁTICA 9: PERIODONTO 
OBJETIVOS 
• Definir periodonto e apontar suas principais características histológicas; 
• Distinguir as estruturas que fazem parte do periodonto de inserção e do periodonto de 
proteção; 
• Reconhecer as principais características microscópicas e componentes da gengiva, sulco 
gengival, ligamento periodontal, cemento e osso alveolar. 
 
Perguntas para auxiliar no estudo da aula: 
1. O que é o periodonto? Como ele está dividido? 
2. Quais as estruturas que fazem parte o periodonto de inserção? E do periodonto de 
proteção? 
3. Classifique histologicamente os tecidos que compõem as gengivas marginal livre e inserida. 
4. Que tipo de epitélio é observadono sulco gengival? 
5. O que é o epitélio juncional? 
6. Quais as principais características histológicas do cemento? 
7. Que tipo de tecido forma o ligamento periodontal? 
21 
 
8. O que são fibras de Sharpey? 
9. Que células podem ser observadas no osso alveolar? 
 
LÂMINA HISTOLÓGICA 
1) PERIODONTO (HE) 
Nesta lâmina, podemos observar a presença de um 
dente associado às estruturas do periodonto. A 
estrutura dental é basicamente representada pela 
dentina (corada em rosa). Na região da coroa, entre 
a dentina e as estruturas do periodonto de proteção 
(gengiva e sulco gengival) observamos um espaço em 
branco que representa o espaço ocupado 
anteriormente pelo esmalte dental (como esta 
lâmina foi preparada com técnicas de 
desmineralização, e o esmalte é formado por 97% de 
componente mineral, sua estrutura acaba sendo 
perdida durante o preparo). Observe a figura ao lado e identifique alguns componentes do 
periodonto de proteção. 
O periodonto de proteção é formado basicamente pela gengiva, porção da mucosa bucal que se 
localiza ao redor do colo dos dentes, estendendo-se apicalmente sobre o osso alveolar, 
terminando na junção mucogengival. A gengiva é formada por epitélio pavimentoso estratificado 
queratinizado, e pode ser dividida em duas zonas: a zona marginal ou livre, que circunda o dente 
e define o sulco gengival; e a zona inserida, que está aderida ao dente por um epitélio juncional 
e que se encontra firmemente inserida no osso alveolar subjacente. Frequentemente a gengiva 
livre é separada da gengiva inserida por um minúsculo sulco gengival livre. 
A gengiva livre, clinicamente, apresenta cor rósea, superfície opaca e consistência firme. Ela 
compreende ao tecido gengival das partes vestibulares, linguais ou palatinas e interproximais dos 
dentes, representando toda a faixa gengival localizada acima do epitélio juncional. O epitélio que 
cobre a gengiva livre pode ser diferenciado em: 
a) epitélio da vertente externa (voltado para a cavidade oral) = formado por tecido epitelial 
estratificado pavimentoso queratinizado. 
b) epitélio do sulco gengival (fica voltado para o dente sem íntimo contato) = constituído de 
epitélio pavimentoso estratificado não queratinizado 
c) epitélio juncional (está em contato direto com o dente) = mais espesso em sua porção mais 
coronária e mais delgado na porção da junção amelocementária; corresponde ao fundo do sulco 
gengival, sendo que apresenta um alto turn-over (renovação) como mecanismo para eliminação 
de toxinas e outros agentes agressores que eventualmente ali se instalam. 
Já a gengiva inserida, clinicamente, apresenta textura consistente, coloração rosa-fosco e sua 
superfície apresenta um pontilhado que lhe confere aspecto de casca de laranja devido à sua 
firme aderência ao osso alveolar subjacente e ao cemento por meio de fibras colágenas, que 
além da aderência da gengiva inserida conferem também suporte para a gengiva livre. 
22 
 
O periodonto de sustentação, por sua 
vez, é formado pelo ligamento 
periodontal, cemento e osso alveolar. O 
ligamento periodontal é um tecido 
conjuntivo frouxo interposto entre os dois 
constituintes mineralizados do 
periodonto de sustentação (cemento e 
osso alveolar), estabelecendo, desta 
maneira, a articulação entre o dente e seu 
respectivo alvéolo. Por esta razão, o 
espaço preenchido por este ligamento é 
chamado de espaço periodontal. 
 As células mais abundantes no ligamento 
periodontal são os fibroblastos, e neste 
tecido ocorre rápida renovação (turnover) e remodelação dos constituintes da matriz. Outros 
tipos celulares também estão presentes, como células indiferenciadas, restos epiteliais de 
Malassez e células que margeiam os dois tecidos adjacentes (osteoblastos, cementoblastos e 
odontoclastos). Os principais constituintes da matriz extracelular do ligamento periodontal são 
as fibras colágenas. 
Já o cemento é um tipo de tecido conjuntivo mineralizado que recobre a dentina radicular tendo 
como principal função a inserção das fibras do ligamento periodontal na raiz do dente. Embora 
muitas vezes seja considerado como parte do dente, o cemento NÃO É UMA ESTRUTURA 
DENTÁRIA, pois se desenvolve a partir do folículo dentário, uma estrutura que não faz parte do 
germe dentário propriamente dito. Uma vez depositado sobre a dentina radicular, sofre 
mineralização, aderindo-se firmemente a ela. O cemento assemelha ao tecido ósseo em sua 
constituição, porém é avascular e depende do ligamento periodontal para se nutrir. 
A porção celular do cemento em seres humanos é composta por cementoblastos e cementócitos, 
sendo as primeiras precursoras das segundas, as quais se encontram aprisionadas em lacunas. 
Os cementócitos comunicam-se através de canalículos e através destes recebem os nutrientes 
provenientes do ligamento periodontal. A porção cervical do cemento é acelular pois não 
apresenta cementócitos, diferentemente das outras porções radiculares inferiores (terço apical, 
região de furca), que são celulares. Em nossa lâmina não conseguimos observar todos estes 
componentes do cemento, pois o dente utilizado para o preparo da mesma é de um roedor. 
Os processos alveolares são as porções da maxila e mandíbula que suportam as raízes dentárias. 
O processo alveolar pode ser dividido em osso alveolar propriamente dito (radiograficamente 
conhecido como lâmina dura, que reveste internamente o alvéolo) e osso do processo alveolar 
(reveste o processo alveolar externamente). Quanto as estruturas microscópicas dos processos 
alveolares, a cortical é exatamente igual a qualquer osso compacto do corpo humano, contendo 
canais de Havers e lamelas concêntricas. Já a porção de osso trabeculado do processo alveolar é 
mais pesada que os outros ossos esponjosos do corpo, devido ao fato de estar constantemente 
submetido aos esforços mastigatórios. 
 
 
23 
 
 AVALIAÇÃO PRÁTICA: PERIODONTO 
Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas 
(não esqueça de identificá-las!): 1) Dentina, 2) Cemento, 3) Gengiva livre, 4) Gengiva inserida, 
5) Sulco gengival, 6) Epitélio do Sulco Gengival, 7) Epitélio Juncional, 8) Ligamento periodontal, 
9) Osso Alveolar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA PRÁTICA 10: CARTILAGEM 
OBJETIVOS 
• Caracterizar constituintes do tecido cartilaginoso: Células (condroblastos e condrócitos) 
e a sua matriz extracelular; 
• Analisar a classificação e as funções do tecido cartilaginoso 
Perguntas para auxiliar no estudo da aula: 
1. Quais as principais características e funções do tecido cartilaginoso? 
2. Onde o tecido cartilaginoso pode ser encontrado? 
3. Como pode ser classificado o tecido cartilaginoso? 
4. Quais são as células do tecido cartilaginoso? 
5. De modo geral, quais componentes podem ser encontrados na matriz extracelular da 
cartilagem? 
6. O que é pericôndrio e quais são funções? Onde é encontrado? 
7. Onde se localiza a cartilagem elástica? Quais suas principais características? 
24 
 
8. Onde se localizada a cartilagem fibrosa? Quais suas principais características? 
LÂMINAS HISTOLÓGICAS 
1) TRAQUÉIA (HE) - CARTILAGEM HIALINA 
A lâmina mostra um corte transversal de traqueia. Em pequeno aumento observamos a luz 
(cavidade) da estrutura, que é revestido por um tipo de epitélio (você lembra qual a classificação 
deste epitélio?). Na parte mais profunda da amostra observamos cartilagem hialina, corada 
fortemente em azul. Essa cartilagem é revestida por uma camada de células e fibras denominada 
pericôndrio. No pericôndrio encontramos condroblastos bem próximos da matriz cartilaginosa. 
À medida que os condroblastos secretam a matriz eles passam a ser englobados por essa matriz. 
Essas células englobadas pela matriz denominam-se condrócitos. O local da matriz onde o 
condrócito fica alojado se chama lacuna. Na cartilagem hialina a matriz é bastante homogênea 
ese cora em azul/roxo pela hematoxilina. Frequentemente há um acúmulo de matriz de 
coloração diferente em torno de condrócitos isolados ou em torno de grupos isógenos 
(provavelmente resultantes da divisão de uma única célula). Possivelmente se trata de matriz 
recentemente secretada pelos condrócitos. 
AVALIAÇÃO PRÁTICA: CARTILAGEM HIALINA 
Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas 
(não esqueça de identificá-las!): 1) Pericôndrio, 2) Condrócitos, 3) Condroblastos; 4) Matriz 
Extracelular. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
25 
 
2) PAVILHÃO AUDITIVO (WEIGERT) - CARTILAGEM ELÁSTICA 
Corte de pavilhão auditivo (orelha), onde são observadas pele, tecido subcutâneo e cartilagem 
elástica. 
A pele é representada por epiderme (epitélio) e derme (tecido conjuntivo). Importante: Nesse 
método histoquímico (Weigert), o epitélio cora-se em castanho, diferente do verificado em 
cortes corados por hematoxilina-eosina (HE). 
Observem na derme fibras elásticas delgadas (com coloração escura), geralmente próximas de 
vasos e/ou células adiposa (células de citoplasma claro e núcleo achatado). 
Na profundidade do tecido temos cartilagem elástica. A característica mais importante dessa 
cartilagem é a presença em sua matriz de material elástico, principalmente sob a forma de fibras 
elásticas, além de quantidades variáveis de colágeno. Esta peculiaridade fornece às peças de 
cartilagem elástica uma elasticidade maior que a encontrada em peças de cartilagem hialina. É 
encontrada, por exemplo, na laringe e orelha. 
Seu aspecto em cortes corados por hematoxilina e eosina pode ser muito semelhante ao da 
cartilagem hialina. Isto porque as fibras elásticas não costumam ser coradas por esta combinação 
de corantes. Para se diagnosticar adequadamente a cartilagem elástica é muito útil utilizar 
corantes que demonstrem material elástico, como é o caso do corante de Weigert dessa lâmina. 
A distribuição dos condrócitos é menos regular na cartilagem elástica em comparação à 
cartilagem hialina. Tanto a cartilagem hialina quanto a elástica são revestidas por pericôndrio. 
AVALIAÇÃO PRÁTICA: CARTILAGEM ELÁSTICA 
Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas 
(não esqueça de identificá-las!): 1) Pericôndrio, 2) Condrócitos, 3) Condroblastos; 4) Lacuna, 5) 
Matriz Extracelular; 6) Fibras elásticas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
26 
 
AULA PRÁTICA 11: OSSIFICAÇÃO 
OBJETIVOS 
• Caracterizar processos de ossificação que ocorrem nos ossos longos (endocondral) e 
chatos (intra-membranosa) 
Perguntas para auxiliar no estudo da aula: 
1. Conceitue ossificação intramembranosa. 
2. Conceitue ossificação endocondral 
3. O que é disco epifisário? Quais seus componentes? 
4. Em que ossos ocorre a ossificação intramembranosa? 
5. Em que ossos ocorre a ossificação endocondral? 
6. Compare ossificação intramembranosa e endocondral 
 
LÂMINA HISTOLÓGICA 
1) ARTICULAÇÃO - OSSIFICAÇÃO ENDOCONDRAL (HE) 
A ossificação endocondral ocorre sobre um molde de tecido cartilaginoso. A matriz extracelular 
desta cartilagem é usada como suporte para deposição de tecido ósseo. 
As principais etapas da formação destes ossos são as seguintes: 
1) No molde de cartilagem, o pericôndrio localizado na região da futura diáfise se transforma em 
periósteo e, portanto, modifica sua potencialidade. 
2) Neste periósteo se inicia produção de osso. Este osso se forma em uma membrana de tecido 
conjuntivo e, portanto, é de origem intramembranosa. A porção superficial do osso da diáfise é, 
então, de origem intramembranosa. 
3) No interior da cartilagem, na região da futura diáfise, os condrócitos sofrem hipertrofia e sua 
matriz se torna calcificada. 
4) A partir do periósteo penetram vasos sanguíneos e células mesenquimais no tecido 
cartilaginoso calcificado. 
5) As células mesenquimais originam osteoblastos que depositam matriz óssea sobre os restos 
de matriz cartilaginosa calcificada. 
6) A matriz óssea envolve os osteoblastos e se torna calcificada. Os osteoblastos são aprisionados 
na matriz óssea e são agora chamados osteócitos. Este osso, formado sobre matriz cartilaginosa, 
é de origem endocondral. 
7) A ossificação se iniciou no centro da futura diáfise, em um local chamado centro de 
ossificação. Deste local a ossificação se irradia em direção às epífises. 
9) Durante a progressão da ossificação para as epífises, as primeiras espículas ósseas que se 
formaram no centro de ossificação são reabsorvidas por osteoclastos, originando a cavidade que 
será o futuro canal medular. 
27 
 
10) Centros de ossificação podem se formar nos locais das futuras epífises e o processo se repete 
formando o osso das epífises. 
A lâmina que veremos hoje mostra articulação de dois ossos longos, com a presença de um disco 
epifisário em cada osso (figura a seguir). 
 
 
 
 
 
 
 
Observe nos discos epifisários que a zona superior é formada por condrócitos praticamente sem 
alteração de morfologia no interior de lacunas. Essas células compõem a zona de repouso. Logo 
abaixo se acham presentes numerosos condrócitos achatados, empilhados um sobre outros, 
como se fossem pilhas de moedas. Essa zona é chamada de zona proliferativa. Em seguida, 
estão presentes numerosos condrócitos volumosos, hipertróficos, caracterizando a zona de 
cartilagem hipertrófica. Logo abaixo dessa zona encontramos as zonas de cartilagem calcificada 
e de ossificação. Formam-se pequenas e delgadas lâminas de osso denominadas espículas 
ósseas. Abaixo das espículas acham-se presentes trabéculas ósseas, entre as quais se encontram 
espaços medulares. Em algumas lâminas podemos também identificar todas as células ósseas. 
AVALIAÇÃO PRÁTICA: OSSIFICAÇÃO ENDOCONDRAL 
Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas 
(não esqueça de identificá-las!): 1) Cartilagem epifisária, 2) Zona de repouso, 3) Zona de 
proliferação, 4) Zona de cartilagem hipertrófica, 5) Zona de Cartilagem calcificada, 6) Zona de 
ossificação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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AULA PRÁTICA 12: CÉLULAS DO SANGUE 
OBJETIVO 
• Identificar hemácias, leucócitos e plaquetas. 
Perguntas para auxiliar no estudo da aula: 
1. O que é leucócito granulócito? 
2. O que é leucócito agranulócito? 
3. Qual a morfologia e a função do neutrófilo? 
4. Qual a morfologia e a função do eosinófilo? 
5. Qual a morfologia e a função do basófilo? 
6. Qual a morfologia e a função do linfócito? 
7. Qual a morfologia e a função do monócito? 
8. Qual a morfologia e a função dos eritrócitos ou hemácias? 
 
LÂMINA HISTOLÓGICA 
1) EXTENSÃO OU ESFREGAÇO DE SANGUE 
A maneira mais usada para se estudar as células do sangue ao microscópio de luz envolve 
inicialmente a obtenção de um preparado da seguinte maneira: 
- sangue é obtido por punção ou perfurando-se a pele com uma 
agulha ou estilete. 
- uma gota de sangue é colocada sobre uma lâmina de vidro, 
encosta-se uma lamínula na gota e puxa-se esta lamínula 
arrastando o sangue e produzindo uma película muito delgada de 
células sanguíneas. Um preparado assim obtido é denominado 
esfregaço ou extensão. a película é deixada secar ao ar para 
depois ser corada. A figura ao lado ilustra a preparação. 
 
O sangue é formado por plasma, que corresponde a 55% de sua composição, e pelos elementos 
figurados: eritrócitos, plaquetas e leucócitos. 
Os eritrócitos, ou hemácias, são células anucleadas, bicôncavas, flexíveis, cuja função é realizar 
transporte de gases, principalmente oxigênio. 
As plaquetas representam corpúsculos anucleados em forma de disco que são derivados de 
megacariócitos (células da medula óssea). Sua função está relacionada à coagulação do sangue 
e reparação da parede dos vasos sanguíneos. 
Osleucócitos ou glóbulos brancos são subdivididos em: 
29 
 
A) Granulócitos ou polimorfonucleares: Seus núcleos têm cromatina densa e são divididos em 
pequenas porções unidas por filamentos delgados de cromatina. O número destas porções pode 
variar e por esta razão são denominados polimorfonucleares. O citoplasma das células deste 
grupo possui grânulos de diferente composição química, coloração e funções, denominados 
grânulos específicos. De acordo com suas várias características os leucócitos granulócitos podem 
ser: 
• Neutrófilos - Quando jovens seus núcleos têm a forma de um bastão em forma da letra C ou 
U. Esta forma de neutrófilo também é denominada bastonete. Quando maduros seus núcleos 
são subdivididos em várias porções (geralmente de três a cinco) unidas por filamentos de 
cromatina. Esta forma é chamada neutrófilo segmentado. 
• Eosinófilos - seus núcleos costumam ter dois segmentos, porém é possível encontrar 
eosinófilos com mais de três segmentos. A grande característica dos eosinófilos está no seu 
citoplasma: possui um grande número de grânulos grandes corados em laranja ou avermelhada. 
• Basófilos - seus núcleos quase nunca são segmentados, sendo esféricos ou ovais e ocupam a 
maior parte do citoplasma. Os núcleos são frequentemente obscurecidos por pequenos grãos 
azuis e púrpura. São as células mais raras dentre os leucócitos e as mais escassas de serem 
encontradas em esfregaços. Seu citoplasma azul ou basófilo justifica a denominação. 
B) Agranulócitos ou mononucleares. Estas células têm núcleos esféricos, ovais ou endentados e 
não segmentados. Seu citoplasma não possui grânulos específicos (daí o nome agranulócitos). 
Há dois tipos de agranulócitos: 
• Linfócitos - são células geralmente pequenas, um pouco maiores que as hemácias. Seu núcleo 
esférico tem cromatina densa. O citoplasma se resume a uma delgada camada levemente 
basófila ao redor do núcleo. 
• Monócitos - são células grandes, as maiores do grupo dos leucócitos. Seu núcleo, de cromatina 
frouxa, é indentado e excêntrico (se situa fora do centro da célula). Possui bastante citoplasma, 
levemente basófilo. 
 
AVALIAÇÃO PRÁTICA: CÉLULAS DO SANGUE 
Com base na lâmina histológica observada, faça um desenho que contenha as seguintes 
estruturas (não esqueça de identificá-las!): 1) Eritrócitos, 2) Plaquetas, 3) Neutrófilos, 4) 
Basófilos, 5) Eosinófilos, 6) Linfócitos, 7) Monócitos. 
 
 
 
 
 
 
30 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA PRÁTICA 13: TECIDOS LINFÁTICOS 
OBJETIVO 
• Identificar tecido linfóide frouxo, denso e nodular. Reconhecer a estrutura histológica das 
tonsilas palatinas. 
Perguntas para auxiliar no estudo da aula: 
1. Qual a função do sistema linfóide? 
2. Quais órgãos representam o sistema linfático? 
3. Quais os componentes celulares que participam das respostas imunológicas? 
4. Que características diferenciam os dois tipos principais de linfócitos? 
5. O que são células apresentadoras de antígenos? 
6. Quais são os tipos de tecidos linfoides? 
7. O que são linfonodos? 
8. Conceitue tecido linfóide tipo MALT. 
 
LÂMINA HISTOLÓGICA 
1) TONSILA PALATINA (HE) 
31 
 
Tonsilas são órgãos constituídos por aglomerados de 
tecido linfático incompletamente encapsulados, 
encontradas no trato digestivo inicial. As tonsilas 
representam um componente do MALT (tecido linfóide 
associado a mucosas). Há três tipos de tonsilas: tonsilas 
linguais, tonsilas faríngeas e tonsilas palatinas 
(antigamente denominadas "amígdalas"). 
A lâmina mostra uma tonsila palatina, revestida pelo 
epitélio estratificado pavimentoso. Este epitélio se 
continua com o epitélio que reveste o restante da 
cavidade oral. Abaixo deste epitélio existe tecido linfóide constituído de nódulos linfóides 
esféricos e tecido linfóide difuso - linfócitos infiltrados no tecido conjuntivo. 
Um componente característico das tonsilas palatinas são as criptas da sua mucosa, invaginações 
do epitélio que em casos de infecção podem ficar cheias de pus. 
AVALIAÇÃO PRÁTICA: TONSILA PALATINA 
Com base na lâmina histológica observada, faça um desenho que contenha as seguintes 
estruturas (não esqueça de identificá-las!): 1) Cripta, 2) Epitélio pavimentoso estratificado, 3) 
Nódulos Linfáticos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: www.icb.usp.br 
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AULA PRÁTICA 14: TECIDO MUSCULAR 
OBJETIVO 
• Identificar células musculares do tipo liso, do tipo estriado esquelético e do tipo cardíaco, 
bem como observar a organização de cada tecido. 
Perguntas para auxiliar no estudo da aula: 
1. Quais as principais funções do tecido muscular? 
2. Quais são os tipos de filamentos citoplasmáticos encontrados nas células musculares? 
3. Quais são as características histológicas da fibra muscular estriada esquelética? 
4. Conceitue epimísio, perimísio e endomísio, citando suas principais funções. 
5. Como se organizam os feixes de fibras musculares em um músculo estriado esquelético? 
Qual o papel do tecido conjuntivo nessa organização? 
6. O que é o sarcômero, e como este está organizado? 
7. Descreva, de maneira resumida, como ocorre a contração muscular no músculo estriado 
esquelético. 
8. Quais são as características histológicas da fibra muscular estriada cardíaca? 
9. Explique a estrutura do disco intercalar. 
10. Quais são as características histológicas da célula do músculo liso? 
 
LÂMINAS HISTOLÓGICAS 
1) LÍNGUA (HE) 
A língua é essencialmente um órgão musculoso revestido por uma mucosa (epitélio com as 
papilas e conjuntivo). O tecido muscular apresenta feixes de músculos cortados em várias 
direções, o que já dá ideia da mobilidade do órgão. 
Observe corte longitudinal da língua. A figura a seguir mostra o dorso da língua com as papilas e 
o ventre da mesma. Entre as duas regiões predominam feixes musculares estriados esqueléticos 
a serem estudados. 
Em aumento pequeno focalize uma 
região e passe para aumento médio, 
procurando individualizar as células: 
cilíndricas, longas e multinucleadas, 
com núcleos localizados 
perifericamente. Em algumas áreas, 
olhando cuidadosamente o HE, é 
possível observar estriações 
transversais. 
É possível observar que grupos de fibras são envolvidos por tecido conjuntivo denominado 
perimísio. 
Nesta mesma lâmina, na região de tecido conjuntivo localizada abaixo do epitélio, procure por 
vasos sanguíneos (artérias e veias). Você poderá observar que ao redor destes vasos observa-se 
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uma camada de células musculares lisas, que auxiliam no transporte de sangue por estas 
estruturas. As células musculares lisas possuem núcleo fusiforme e são bastante semelhantes 
aos fibroblastos, mas apresentam um citoplasma mais avermelhado. 
 AVALIAÇÃO PRÁTICA: TECIDO MUSCULAR ESTRIADO ESQUELÉTICO, TECIDO MUSCULAR LISO 
(LÍNGUA) 
Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas 
(não esqueça de identificá-las!): 1) Tecido epitelial (papilas linguais), 2) Tecido conjuntivo, 3) 
Vasos sanguíneos (com camada de músculo liso ao redor dos mesmos), 4) Tecido muscular 
estriado esquelético (células com estriações transversais e núcleos periféricos) – inclua em seu 
desenho fibras musculares em cortes longitudinais e em cortes transversais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2) CORAÇÃO (HE) 
As fibras musculares estriadas cardíacas têm a forma de curtos cilindros que têm um ou dois 
núcleos no centro da célula. Seu citoplasma possui estriações transversais, como a do músculo 
esquelético. As fibras aderem umas às outras pelas suas extremidades, através de junções 
intercelulares. Cada conjunto de junções é denominado disco intercalar. Às vezes este disco 
parece ser formado por uma série de traços organizados como degraus de uma escada. 
 
 
 
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AVALIAÇÃO PRÁTICA: TECIDO MUSCULARESTRIADO CARDÍACO (CORAÇÃO) 
Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas 
(não esqueça de identificá-las!): 1) Tecido muscular estriado cardíaco (células com estriações 
transversais e núcleos centrais); 2) Discos intercalares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA PRÁTICA 15: TECIDO NERVOSO 
OBJETIVOS 
• Identificar substância cinzenta e branca, e principais componentes de cada uma - 
cinzenta: corpos celulares de neurônios e células da glia, branca: fibras nervosas e células 
da glia. 
Perguntas para auxiliar no estudo da aula: 
1. Quais as principais funções do tecido nervoso? 
2. Como o sistema nervoso está organizado? 
3. Quais os componentes celulares do sistema nervoso? 
4. Quais as principais características e funções dos neurônios? 
5. De acordo com a morfologia e com a função, como os neurônios são classificados? 
6. O que são sinapses? 
7. Quais as principais características das células da glia? 
8. Cite as principais funções de astrócitos, micróglia, células ependimárias, oligodendrócitos, e 
células de Schwann. 
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9. Diferencie substância branca e substância cinzenta. 
10. Conceitue fibras nervosas 
11. Conceitue gânglios. 
 
LÂMINA HISTOLÓGICA 
1) MEDULA ESPINHAL (HE) 
A figura a seguir ilustra o preparado histológico de medula espinal. São identificadas as regiões 
dorsais e ventrais, bem como a substância branca e a cinzenta. A seta mostra gânglio sensitivo. 
Com pequeno aumento note que o corte apresenta duas regiões bem distintas: uma região 
central, mais corada (em róseo) com a 
forma grosseira da letra H, e uma 
região externa mais clara (figura a 
seguir). 
A região central é a substância 
cinzenta, formada pelos corpos 
celulares dos neurônios, pelos seus 
prolongamentos (axônios e dendritos), 
e por células da glia. 
A região externa é constituída por 
axônios mielinizados e por células da glia, não contendo corpos celulares de neurônios, e é 
chamada de substância branca. Note que no centro do preparado há o canal do epêndima, 
revestido por células ependimárias, e por onde circula o líquido cefalorraquidiano ou liquor. 
Com aumento médio identifique: 
Na substância cinzenta: 
Os corpos celulares de neurônios ou pericários: grandes, com núcleo volumoso e cromatina 
descondensada, e com nucléolo evidente; o pericário exibe manchas escuras chamadas 
corpúsculos de Nissl, que o microscópio eletrônico revelou ser ribossomos e retículo 
endoplasmático rugoso. 
Núcleos de células da glia: maioria dos demais núcleos presentes (pequenos), cujo citoplasma 
não pode ser visto neste preparado. 
Na substância branca: 
Fibras nervosas: centenas delas estão posicionadas ao longo da medula espinhal (portanto foram 
seccionadas transversalmente), e são formadas por um axônio revestido por várias camadas de 
mielina. Como a mielina não foi preservada, o que se vê é um espaço vazio, contendo em seu 
interior um corpúsculo irregular, que é o axônio seccionado transversalmente. 
Núcleos de células da glia: núcleos pequenos, cujo citoplasma não pode ser visto neste 
preparado. 
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AVALIAÇÃO PRÁTICA: MEDULA ESPINHAL 
Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas 
(não esqueça de identificá-las!): 1) Substância branca, 2) Substância cinzenta, 3) Neurônios 
(corpo celular); 4) Células da Glia, 5) Fibras nervosas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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AULA PRÁTICA 16: CABEÇA EMBRIONÁRIA 
OBJETIVOS 
• Caracterizar processos de formação das estruturas da face e dos dentes. 
 
Perguntas para auxiliar no estudo da aula: 
1. Quais são as principais causas hereditárias de malformações congênitas? 
2. Quais são as principais causas ambientais de malformações congênitas? 
3. Quais são as principais fases do desenvolvimento pré-natal? 
4. Quais são os folhetos embrionários? A que estruturas esses folhetos dão origem? 
5. O que são arcos branquiais ou faríngeos? 
6. Quais os derivados do primeiro arco faríngeo? A que estruturas eles dão origem? 
7. Como ocorre a formação do palato? 
8. Quais as principais fases da odontogênese? Descreva suscintamente o que ocorre em 
cada uma delas. 
9. Como ocorre a formação da dentina (dentinogênese)? 
10. Como ocorre a formação do esmalte (amelogênese)? 
 
LÂMINA HISTOLÓGICA 
1) CABEÇA EMBRIONÁRIA (HE) 
A imagem a seguir mostra um corte coronal de uma cabeça embrionária. Use esta imagem como 
base para identificar as estruturas em sua lâmina no microscópio. Neste corte, podemos 
observar: 
1) Língua: revestida por tecido epitelial e sendo formada por tecido muscular em sua parte mais 
central. 
2) Cartilagem de Meckel – cartilagem do tipo hialina que serve de molde para formação da 
mandíbula. 
3) Germe dentário em formação – o germe dentário origina-se a partir de um espessamento do 
epitélio que reveste a cavidade oral. Observe se existem germes dentários em suas lâminas e em 
qual fase estes germes se apresentam. 
4) Cavidade oral 
5) Palato – no início da formação das estruturas da cabeça, os processos palatinos, que formarão 
o palato, encontram-se separadas. Na imagem em questão, podemos observar que já ocorreu a 
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fusão dos processos palatinos. Note ainda que, acima da região do palato, encontramos a 
cavidade e o septo nasais. 
 
AVALIAÇÃO PRÁTICA: CABEÇA EMBRIONÁRIA 
Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas 
(não esqueça de identificá-las!): 1) Cavidade nasal, 2) Septo nasal, 3) Cavidade oral, 4) Língua, 
5) Cartilagem de Meckel, 6) Palato, 7) Germes dentários (se houver). 
 
 
 
 
 
 
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CORREÇÃO DE DESENHOS 
AULA PRÁTICA _____ TEMA: __________________________________________________ 
LÂMINA/TECIDO:____________________________________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA PRÁTICA _____ TEMA: __________________________________________________ 
LÂMINA/TECIDO:____________________________________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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AULA PRÁTICA _____ TEMA: __________________________________________________ 
LÂMINA/TECIDO:____________________________________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA PRÁTICA _____ TEMA: __________________________________________________ 
LÂMINA/TECIDO:____________________________________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
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AULA PRÁTICA _____ TEMA: __________________________________________________ 
LÂMINA/TECIDO:____________________________________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA PRÁTICA _____ TEMA: __________________________________________________ 
LÂMINA/TECIDO:____________________________________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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AULA PRÁTICA _____ TEMA: __________________________________________________ 
LÂMINA/TECIDO:____________________________________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA PRÁTICA _____ TEMA: __________________________________________________ 
LÂMINA/TECIDO:____________________________________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
43 
 
AULA PRÁTICA _____ TEMA: __________________________________________________ 
LÂMINA/TECIDO:____________________________________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AULA PRÁTICA _____ TEMA: __________________________________________________ 
LÂMINA/TECIDO:____________________________________________________________

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