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1 CURSO DE ODONTOLOGIA DISCIPLINA DE HISTOLOGIA E EMBRIOLOGIA ODONTOLÓGICA ROTEIRO DE ATIVIDADES PRÁTICAS 2024 2 INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE A DISCIPLINA Na disciplina de Histologia e Embriologia Odontológica teremos não somente aulas teóricas, mas também aulas práticas. Esta é uma forma bastante interativa e interessante de trabalhar os temas, mas depende de um estudo prévio do assunto. Nesse roteiro de estudos serão fornecidas questões orientadoras para o estudo de cada assunto previamente à aula. É indispensável ter em mãos atlas de Histologia para as aulas práticas; a seguir disponibilizamos o endereço para acesso a atlas de Histologia disponíveis online. Professores responsáveis: João Zielak e Adriane Siqueira Aulas práticas: I. Serão realizadas nos laboratórios de microscopia, localizados no Bloco Azul (salas 201 e 204). II. O aluno deve apresentar-se às aulas práticas com: • Jaleco (USO OBRIGATÓRIO – NÃO SERÁ PERMITIDA A PERMANÊNCIA DO ALUNO NO LABORATÓRIO DE AULA PRÁTICA SEM JALECO) • Roteiro de atividades práticas • Livro texto e/ou Atlas de Histologia (vocês podem encontrar a bibliografia recomendada no plano de ensino da disciplina) • Caixa de lápis de cor. III. Perguntas para auxiliar no estudo da aula: estão discriminadas em cada tema de aula a ser ministrada, e são para orientar o estudo prévio da aula. Estas questões NÃO VALEM NOTA, E NÃO SÃO PARA ENTREGAR. IV. Links de sites que disponibilizam atlas de histologia: Além dos livros/atlas de Histologia, vocês podem consultar imagens de preparos histológicos nos seguintes endereços eletrônicos: https://mol.icb.usp.br/ https://www.histologyguide.com//slidebox/slidebox.html https://histobuco.paginas.ufsc.br/ https://www.anatomicum.com/en/?articleid=58 V. Avaliações práticas: Os alunos devem entregar, ao fim das aulas práticas, desenhos esquemáticos mostrando as estruturas/células observadas naquele dia. A ESTES DESENHOS, SERÃO ATRIBUÍDAS NOTAS QUE IRÃO COMPOR A MÉDIA BIMESTRAL DO ALUNO. Os desenhos deverão obrigatoriamente ser realizados nos espaços destinados a eles contidos neste roteiro. Não serão aceitos desenhos entregues em outras folhas de papel. Se os seus desenhos não forem considerados satisfatórios pelos professores, você poderá refazê-los e entregá-los na aula seguinte, utilizando os espaços extras para desenho disponíveis ao final deste roteiro. Caso o aluno falte no dia das avaliações práticas, poderá entregar os desenhos na aula seguinte, valendo até 50% da nota. A entrega de atividades pendentes não poderá ultrapassar o fechamento do bimestre (data da prova). Após essa data, os desenhos não serão mais aceitos. https://mol.icb.usp.br/ https://www.histologyguide.com/slidebox/slidebox.html https://histobuco.paginas.ufsc.br/ https://www.anatomicum.com/en/?articleid=58 3 ROTEIRO DE ATIVIDADES PRÁTICAS DA DISCIPLINA DE HISTOLOGIA E EMBRILOGIA ODONTOLÓGICA AULA PRÁTICA 1: Introdução Ao Laboratório De Microscopia MICROSCÓPIO DE LUZ - MANUSEIO E CUIDADOS ESPECIAIS 1º - Ligando o microscópio: • Retire a capa do microscópio e ligue-o na tomada. • Este tipo de microscópio apresenta iluminação embutida, isto é, uma lâmpada montada dentro da base; ligue o microscópio (botão dianteiro/lateral, na base) e certifique-se que o sistema de iluminação está funcionando (controle de iluminação, na base, no lado direito). 2º - Colocação da lâmina: • Antes de colocar a lâmina no microscópio, certifique-se de que é a objetiva de menor aumento (4X) que está voltada para a platina. • Coloque a lâmina sobre a platina, com a LAMÍNULA olhando para cima, fazendo coincidir o centro da preparação com o centro do orifício da platina. • Fixe a lâmina com as pinças. 3º - Estudo do Preparado: • Comece sempre pela objetiva de menor aumento (panorâmica, 4X). Não há exceções a esta regra. • Colocada a preparação, movimente o charriot até fazer coincidir o feixe luminoso sobre o preparado e focalize utilizando o parafuso macrométrico. • As demais objetivas são parafocais, isto é, a altura do tubo necessita apenas de uma fração de milímetro para conseguir-se nova focalização. ISTO QUER DIZER QUE: após focalizar com a objetiva de menor aumento, pode-se conseguir o foco nas objetivas de maiores magnitudes (objetiva de pequeno aumento, 10X; objetiva de médio aumento, 40X) através de um delicado movimento no parafuso MICROMÉTRICO. Não use o MACROMÉTRICO, certamente quebrará a lâmina. IMPORTANTE: Aumento final do observado = aumento da objetiva x aumento da ocular (10x) • Para segurar o microscópio, faça-o pelo braço-suporte para transporte, NUNCA pelo tubo ou platina. • APÓS A UTILIZAÇÃO DO MICROSCÓPIO, NÃO ESQUEÇA DE: 1) Remover a lâmina e devolver ao professor. 2) Retornar a platina à posição original. 3) Deixar a objetiva de 4x voltada para a platina. 4 4) Reduzir a intensidade da iluminação e desligar o interruptor do microscópio. 5) Desligar o microscópio da tomada e cobri-lo com a capa protetora. Fonte: Roteiro de Atividades Práticas – ICB/USP 5 COLORAÇÃO POR H&E As lâminas propostas para o estudo prático em nossa disciplina foram processadas de acordo com as técnicas histológicas convencionais e os cortes corados com hematoxilina e eosina (H&E). Esta é uma técnica tintorial empregada para facilitar o estudo dos tecidos sob microscopia. A hematoxilina é um corante natural obtido da casca de pau Campech, e cora os tecidos em azul-púrpura. A eosina é um corante sintético e produz uma coloração vermelha. Nas células coradas com HE, os ácidos nucléicos presentes no núcleo são corados pela hematoxilina, dando ao núcleo um tom azul-púrpura. A eosina é atraída pelos elementos básicos da proteína do citoplasma da célula, corando-o de róseo a vermelho. Os componentes dos tecidos que se coram prontamente com os corantes básicos são chamados basófilos; os que têm afinidade pelos corantes ácidos são chamados acidófilos. A hematoxilina comporta-se como um corante básico e cora o núcleo que possui estruturas ácidas (ácidos nucléicos) e portanto é basófilo. A eosina é um corante ácido e cora os elementos básicos da proteína do citoplasma, ou seja, estruturas básicas e portanto acidófilas. Existem outros métodos de corar cortes histológicos (tricrômio Mallory, coloração de Weigert, impegnação por prata, etc) mas, durante nossas aulas, observaremos predominantemente lâminas coradas pela técnica HE. PREPARO DE TECIDOS POR DESGASTE Tecidos mineralizados, como dentes e ossos, podem ser analisados no microscópio utilizando-se os chamados preparos por desgaste. Neste caso, transforma-se um fragmento de osso ou dente secos em uma placa muito delgada por meio de um disco-esmeril, de modo que a pequena placa possa ser colocada em uma lâmina e coberta com lamínula. ANÁLISE DOS CORTES HISTOLÓGICOS A análise de preparações histológicas deve ser iniciada pelo exame geral das secções, de modo a obter uma perspectiva de conjunto registrando todos os detalhes importantes. É importante observar não apenas as células, mas outros componentes dos tecidos que estejam presentes. Para isso devemos fazer um uso adequado de todas as objetivas, aumentando ou diminuindo de ampliação sempre que necessário. Por outro lado, devemos ter sempre em atenção o tipo de corte (transversal, longitudinal, etc.) que muito provavelmente deu origem às estruturas/imagens que está sendo observada. Além disso, é fundamental desenvolver uma estratégia integrada que combine o reconhecimento estrutural com o conhecimento funcional fornecido e discutido durante as aulas teóricas. 6 AULAS PRÁTICAS 2 e 3: ESMALTE E DENTINA OBJETIVO • Caracterizar as principais estruturas encontradas no esmalte e na dentina. Perguntas para auxiliar no estudoda aula: 1. Em que região do dente está localizado o esmalte dental? 2. Que células são responsáveis pela formação e mineralização do esmalte dental? 3. Quais são as principais características deste tecido? 4. O que são prismas de esmalte e qual seu principal componente? 5. O que são estrias de Retzius e periquimácias? 6. Diferencie tufos, fusos e lamelas. 7. Conceitue junção amelodentinária. 8. Em que região (regiões) do dente está localizada a dentina? 9. Que células são responsáveis pela formação e mineralização da dentina? 10. Quais são as principais características da dentina? 11. Diferencie dentina primária, dentina secundária e dentina terciária. 12. Existem dois tipos de dentina terciária. Descreva qual a principal diferença entre eles. 13. O que é a dentina do manto? 14. O que é a pré-dentina? 15. Que componentes podemos encontrar no interior dos túbulos dentinários? 16. Explique quais as diferenças entre os túbulos dentinários localizados próximo ao esmalte e próximo à polpa dental. 17. Diferencie dentina peritubular e dentina intertubular. 18. O que é a dentina esclerótica? 19. O que é dentina interglobular? LÂMINA HISTOLÓGICA 1) DENTE (PREPARO POR DESGASTE) A olho nu, vocês poderão observar que a lâmina apresenta um corte muito fino com formato de um dente. Nesta primeira observação, já será possível identificar duas estruturas diferentes: a coroa (menor, e revestida por um tecido de aspecto esbranquiçado) e a raiz. No centro do corte, em algumas lâminas, vocês poderão observar uma cavidade, que representa a câmara pulpar e/ou conduto radicular. Em um dente vital, é neste local que se localizada a polpa. No preparo por desgaste, este tecido é perdido. A seguir, coloquem a lâmina no microscópio e a observem com a objetiva de 4x. Posicionem a região da coroa no centro da platina. Neste momento, será possível distinguir dois diferentes tecidos. O mais interno, de coloração cinza e que apresenta diversos canalículos muito finos e de aspecto linear representa a dentina, que será estudada em nossa próxima aula prática. O tecido mais externo, que coloração castanho-marrom, representa o esmalte dentário. Percorram a lâmina e observem que o esmalte recobre toda a superfície da coroa dental. 7 Cortes de esmalte, quer longitudinais quer transversais, mostram linhas escuras, de largura e intensidade variáveis. São chamadas estrias ou linhas de Retzius. Elas são comuns a todos os prismas e podem ser interpretadas como perturbações no ciclo de mineralização, mas sua natureza exata não é conhecida. Em cortes longitudinais elas circundam a ponta da dentina e nas porções cervicais seu trajeto é oblíquo e atinge a superfície do esmalte onde formam as periquimácias. Observe também a região de contato entre esmalte e dentina que se apresenta ondulada. Esta estrutura representa a junção amelodentinária. Na porção do esmalte localizado próximo à junção amelodentinária, é possível observar (especialmente na região das pontas das cúspides) a presença de estruturas chamadas de fusos. Estes são terminações dos prolongamentos dos odontoblastos, e formados antes da mineralização do esmalte. Note que eles se apresentam como finas e curtas estruturas lineares que saem da dentina em direção ao esmalte. Outras estruturas que podemos observar no esmalte são os tufos e lamelas. Os tufos são prismas de esmalte e substância interprismática hipocalcificados, e a imagem observada ao microscópio representa a superposição de diversos prismas devido à espessura do corte. Iniciam-se na junção amelodentinária e avançam dentro do esmalte, mas não atingem a superfície externa, e possuem aspecto ramificado. Já as lamelas são estruturas hipomineralizadas que chegam à superfície externa. Aparecem nos cortes histológicos com o aspecto de “rachaduras” no esmalte. Já a dentina está presente tanto na coroa quanto na raiz dental, e tem uma coloração acinzentada. Note que toda a dentina é percorrida por numerosos túbulos dentinários, delicados cilindros preenchidos por um líquido tecidual e ocupados em parte - ou totalmente em seu comprimento – pelos prolongamentos odontoblásticos. Calcula-se que na dentina existam aproximadamente 20.000 túbulos por mm² junto ao esmalte (JAD) e 45.000 por mm² próximo à polpa. Os túbulos têm diâmetro maior junto à polpa e se afilam à medida que se aproximam da periferia, mas não conseguimos visualizar este fenômeno neste preparado histológico. Estrias de Retzius Junção amelodentinária Fusos Fonte: histologiaoraluff.blogspot.com 8 A calcificação da matriz dentinária ocorre com o aparecimento de cristais com aspecto de agulhas. Os pontos onde se inicia a calcificação vão se expandindo pelo crescimento periférico e se juntam formando verdadeiros glóbulos de dentina (padrão de mineralização globular). Quando estes glóbulos de mineralização de dentina se unem, podem ocorrer falhas que geram o aparecimento de regiões menos calcificadas chamadas de dentina interglobular. Essas áreas são observadas como “manchas” na dentina e são mais evidentes nas regiões coronárias, embora possam se apresentar também na raiz. Em alguns cortes histológicos, especialmente na região próximo às cúspides do dente, podemos observar ainda a presença de túbulos dentinários mais escuros, caracterizando a dentina esclerótica. Essa dentina forma-se a partir obliteração total ou parcial dos túbulos dentinários pela produção de dentina peritubular. AVALIAÇÃO PRÁTICA: ESMALTE E DENTINA Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas (não esqueça de identificá-las!): 1) Esmalte, 2) Dentina, 3) Junção amelodentinária, 4) Fusos, 5) Tufos, 6) Lamelas, 7) Estrias de Retzius, 8) Túbulos dentinários, 9) Dentina interglobular, 10) Dentina esclerótica. 9 AULA PRÁTICA 4: TECIDOS CONJUNTIVOS TÍPICOS E TECIDO ADIPOSO OBJETIVO • Caracterizar as principais células e constituintes da matriz extracelular do tecido conjuntivo propriamente dito e do tecido adiposo. Perguntas para auxiliar no estudo da aula: 1. Quais as células encontradas no tecido conjuntivo? Quais as funções dessas células? 2. Qual a organização que o tecido conjuntivo apresenta? Isto é, como estão dispostas suas células em relação à matriz do tecido conjuntivo? 3. O que é a matriz extracelular? 4. Quais as fibras do tecido conjuntivo? Quais as funções das mesmas? 5. O que é a substância fundamental? 6. Descreva as principais características e funções do tecido adiposo. LÂMINA HISTOLÓGICA 1) TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO E TECIDO ADIPOSO - LÍNGUA (HE) A língua é essencialmente um órgão musculoso revestido por uma mucosa (tecido epitelial com papilas+ tecido conjuntivo). O tecido muscular encontrado na língua apresenta feixes de músculos cortados em várias direções, o que já dá ideia da mobilidade do órgão. No corte longitudinal da língua mostrado na página seguinte, observamos o dorso da língua com as papilas e o ventre da mesma. Entre as duas regiões predominam feixes musculares, que serão estudados em uma próxima aula. Fonte: Roteiro de Atividades Práticas – ICB/USP Abaixo das papilas linguais, encontramos uma camada de tecido conjuntivo propriamente dito, formado por fibroblastos, fibras colágenas e vasos sanguíneos. Neste tecido podemos observar alguns núcleos celulares corados em roxo pela hematoxilina. Com aumento médio, conseguimos observar melhor estas células, cuja grande maioria é representada por fibroblastos. Os fibroblastos possuem núcleos alongados e seu o citoplasma que não pode ser distinguido do material intercelular que encontramos entre estas células. Observe ainda que existe um predomínio de material intercelular (corado em róseo pela eosina) em relação ao númerode células. Este material é formado predominantemente por fibras 10 colágenas. Os espaços claros entre as fibras colágenas são ocupados por outros componentes da matriz extracelular, os quais normalmente não se coram por HE, sendo inclusive parcialmente extraídos. Esses componentes representam a substância fundamental. Note ainda que no tecido conjuntivo encontramos diversos vasos sanguíneos (artérias e veias), que reforçam a função de suporte e nutrição deste tecido. Na porção mais profunda da língua podemos encontrar tecido adiposo. Nesta preparação o tecido adiposo aparece como uma delicada rede de malhas vazias. Isto ocorre já que o xilol empregado na preparação da lâmina solubiliza o material lipídico contido nas células adiposas. Portanto, observamos a imagem negativa da gotícula de gordura (ou seja, o espaço que era ocupado por ela) circundada pelo citoplasma. Note que as células adiposas são poliédricas ou irregulares, em decorrência de compressão mútua. O núcleo da célula, achatado, encontra-se em posição periférica. O citoplasma está limitado a um anel (no corte), onde ocorre o núcleo (quando for seccionado). Frequentemente essa delgada camada de citoplasma pode aparecer rompida. Entre uma célula e outra há pouca quantidade de material intercelular e/ou outras células. Os lóbulos do tecido adiposo, constituídos por agrupamentos de células adiposas, são separados por septos de tecido conjuntivo, ricamente vascularizados. AVALIAÇÃO PRÁTICA: TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO E TECIDO ADIPOSO (LÍNGUA) Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas (não esqueça de identificá-las!): 1) Tecido epitelial; 2) Tecido conjuntivo com fibroblastos, fibras colágenas e vasos sanguíneos (localizado próximo ao dorso lingual), 3) Adipócitos. 11 AULA PRÁTICA 5: POLPA DENTAL OBJETIVOS • Determinar as características e funções da polpa dental • Verificar que componentes fazem parte da polpa dental; • Analisar a composição da matriz extracelular da polpa dental; • Estudar as células que fazem parte da polpa dental Perguntas para auxiliar no estudo da aula: 1. A polpa dental é formada por que tipo de tecido? 2. Quais os componentes da matriz extracelular da polpa dental? 3. O que é a substância fundamental? Qual sua função? 4. Cite os principais tipos celulares encontrados na polpa dental, bem como a principal função de cada um deles. 5. De acordo com sua organização celular, a polpa dental é dividida em camadas. Que camadas são essas e quais suas principais características? 6. Quais as principais funções da polpa dental? 7. Explique com suas palavras que mecanismos estão relacionados à sensibilidade dentinária. AVALIAÇÃO PRÁTICA: POLPA Faça um desenho esquemático da polpa (pesquisar em livros/atlas de Histologia) que contenha as seguintes estruturas (não esqueça de identificá-las!): 1) Zona odontoblástica; 2) Zona pobre em células, 3) Zona rica em células; 4) Região Central da Polpa; 5) Odontoblastos; 6) Fibroblastos; 7) Vasos sanguíneos. 12 AULA PRÁTICA 6: MUCOSAS: REVESTIMENTO DA BOCA E TRATO RESPIRATÓRIO OBJETIVOS • Apontar as características e funções de um tecido epitelial de revestimento; • Entender os critérios para classificação do tecido epitelial de revestimento; • Classificar um tecido epitelial de revestimento; • Distinguir os subtipos de tecido epitelial observados num corte histológico. Perguntas para auxiliar no estudo da aula: 1. Cite as principais funções do tecido epitelial. 2. Descreva as principais características de um tecido epitelial de revestimento. 3. O que são junções celulares? Quais os tipos de junções celulares que podemos encontrar no tecido epitelial? 4. Como os epitélios de revestimento são caracterizados de acordo com o número de camadas? E de acordo com o formato das células? 5. Quais camadas ou estratos formam o epitélio que reveste a cavidade bucal e que forma a pele? 6. Quais as características do epitélio que reveste a traqueia e os seios maxilares? LÂMINAS HISTOLÓGICAS 1) PELE ESPESSA (HE) A pele é composta basicamente por: A) Epiderme: Devido ao número de camadas e morfologia, dizemos que a epiderme é um tecido epitelial do tipo estratificado pavimentoso queratinizado. Lembre-se que a camada que classifica a morfologia do tecido é a mais externa! Existem quatro camadas distintas na epiderme: - Camada basal: também conhecida como camada germinativa, pois, através de intensa atividade mitótica, é responsável pela renovação das células da epiderme. O formato das células nesta camada é prismático ou cubóide. Esta camada encontra-se mais próxima do tecido conjuntivo subjacente. -Camada espinhosa: apresenta um sistema de adesão (formado principalmente por desmossomos) que dá um formato espinhoso às células nela presentes. - Camada granulosa: nela, o núcleo das células é central. Nessa camada, através da secreção uma substância intercelular impermeabilizante, não ocorre a passagem de água. As células dessa camada apresentam vários grânulos de secreção. - Camada córnea: as células não possuem mais núcleos e organelas, e o seu citoplasma está cheio de uma proteína denominada queratina. A epiderme possui espessura variável, de acordo com a parte do corpo estudada. Na planta do pé e na palma da mão, a epiderme alcança a sua espessura máxima (pele espessa). 13 1 2 3 4 1 – Camada córnea 2 – Camada granulosa 3 – Camada espinhosa 4 – Camada basal B) Derme: a derme é composta por tecido conjuntivo, e é o tecido sobre o qual a epiderme está apoiada. Na derme observam-se saliências que acompanham as reentrâncias da epiderme, permitindo maior adesão. Essas saliências são chamadas papilas dérmicas. C) Hipoderme: é formada por tecido conjuntivo frouxo. Nesta zona observa-se uma camada de tecido gorduroso, que varia de acordo com o grau de adiposidade do indivíduo. Não faz parte da pele; sua função é permitir a junção entre a derme e os órgãos subjacentes. Fonte: ICBIM/UFU Fonte: ICBIM/UFU AVALIAÇÃO PRÁTICA: PELE ESPESSA Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas (não esqueça de identificá-las!): 1) Tecido epitelial estratificado pavimentoso queratinizado, 2) Tecido Conjuntivo com fibroblastos e vasos sanguíneos, 3) Camada basal, 4) Camada espinhosa, 5) Camada granulosa; 6) Camada córnea. Epiderme Derme Hipoderme 14 E – Epitélio CC – Cílios LT – Luz da traqueia GC – Célula caliciforme N – Núcleo VS – Vaso Sanguíneo TC – Tecido Conjuntivo 2) TRAQUÉIA (HE) No menor aumento observe que este corte contém uma estrutura arredondada com uma estreita e irregular abertura central, que representa a luz ou lúmen da traqueia. A superfície que reveste essa parte interna refere-se ao tecido epitelial de revestimento. Utilizando a objetiva de 10X, focalize a região do epitélio da traqueia e note a distribuição dos núcleos. Quantas camadas você observa? Porém, quando este tecido foi estudado em microscopia eletrônica verificou-se que todas as células atingem a lâmina basal, sendo que os núcleos é que estão dispostos em vários níveis. Assim este tecido foi chamado epitélio pseudoestratificado. Observe que neste epitélio a maioria das células é cilíndrica, tem núcleo oval, e possuem projeções na superfície apical, que são denominadas cílios. Note ainda que entre as células cilíndricas observamos células em forma de gota com citoplasma sem coloração e núcleo na porção basal, conhecidas como células caliciformes. Por conta de suas características peculiares, o epitélio da traqueia é classificado com epitélio pseudoestratificado cilíndrico ciliado com células caliciformes. Fonte: Histologiade Ross 15 AVALIAÇÃO PRÁTICA: TRAQUÉIA Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas (não esqueça de identificá-las!): 1) Tecido epitelial pseudoestratificado cilíndrico, 2) Cílios, 3) Células caliciformes, 4) Tecido Conjuntivo com fibroblastos e vasos sanguíneos. AULA PRÁTICA 7: TECIDO EPITELIAL GLANDULAR - GLÂNDULAS SALIVARES OBJETIVOS • Entender as diferenças entre tecido epitelial de revestimento e tecido epitelial glandular; • Classificar os tipos de epitélio glandular; • Citar as principais diferenças entre glândulas exócrinas e endócrinas; • Identificar glândulas serosas, mucosas e mistas em cortes histológicos. Perguntas para auxiliar no estudo da aula: 1. Qual a função do epitélio glandular? 2. Diferencie glândulas endócrinas de glândulas exócrinas. 3. Como as células glandulares são classificadas de acordo com a maneira como eliminam seu produto de secreção? 4. Conceitue parênquima e estroma. Como o parênquima das glândulas salivares está dividido? 5. Diferencie células serosas e células mucosas. 6. Diferencie ductos intercalar, estriado e excretor. 7. Classifique a porção secretora das glândulas salivares parótida, submandibular e sublingual. 16 LÂMINAS HISTOLÓGICAS 1) GLÂNDULA PARÓTIDA (HE) A glândula parótida faz parte das glândulas salivares maiores. É dividida em lóbulos por septos de tecido conjuntivo ricos em fibras colágenas. O tecido conjuntivo representa o estroma das glândulas salivares em geral. O parênquima é composto pela unidade morfofuncional da glândula, formada por epitélio do tipo glandular. Este é constituído pelos seguintes componentes: a) Porção secretora (ácinos): são compostos por células piramidais de cor roxa e agrupadas em torno de uma luz central. O núcleo dessas células é esférico e localiza-se no pólo basal das células. O produto da secreção é seroso e fica acumulado em grânulos no pólo apical da célula. b) Ductos intercalares: são a continuação da luz dos ácinos. Formados por células cúbicas baixas com núcleo esférico, realizam a condução e produção de muco. c) Ductos estriados: são formados por epitélio simples prismático ou cilíndrico. Suas células apresentam mitocôndrias na porção basal, dando o aspecto de que esta porção da célula apresenta estriações. d) Ductos excretores: são circundados por uma quantidade de tecido conjuntivo superior à dos outros ductos. São formados por epitélio pseudoestratificado; porém, nas áreas em que os ductos se aproximam do epitélio oral, os ductos são constituídos por epitélio estratificado pavimentoso. Fonte: www.studyblue.com Porção secretora Ducto Ducto intercalar Ducto estriado Ducto excretor Fonte: courses.md.huji.ac.il Fonte: www.lab.anhb.uwa.edu.a 17 AVALIAÇÃO PRÁTICA: GLÂNDULA PARÓTIDA Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas (não esqueça de identificá-las!): 1) Porção secretora da glândula parótida (células serosas); 2) Ducto intercalar; 3) Ducto estriado, 4) Ducto excretor; 5) Estroma (tecido conjuntivo). 2) GLÂNDULA SUBLINGUAL (HE) O parênquima da glândula sublingual é formado por epitélio glandular exócrino misto, pois contém tanto células mucosas quanto células serosas. Na glândula submandibular podemos observar uma porção secretora mista, formada por uma porção mucosa e uma porção serosa com forma semelhante a uma meia-lua. Os ácinos da glândula sublingual, embora mistos, possuem um predomínio de células mucosas. A célula mucosa pode ser facilmente observada, pois seus grânulos não se coram pelo HE, fazendo com que seu citoplasma seja bastante claro. O núcleo fica achatado na base da célula. As células serosas formam uma estrutura semicircular (meia-lua) ao redor das células mucosas. Ainda pode ser observado um sistema de ductos bastante desenvolvido, encarregado de eliminar a saliva, e semelhante ao da glândula parótida. Fonte: http://www.pathologyoutlines.com 18 AVALIAÇÃO PRÁTICA: GLÂNDULA SUBLINGUAL Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas (não esqueça de identificá-las!): 1) Porção secretora da glândula submandibular (células mucosas + semi-lua serosa); 2) Ducto intercalar; 3) Ducto estriado, 4) Ducto excretor; 5) Estroma (tecido conjuntivo). AULA PRÁTICA 8: TECIDO ÓSSEO OBJETIVOS • Caracterizar constituintes do tecido ósseo (tipo de tecido conjuntivo de suporte); • Classificar macroscópica e microscopicamente o tecido ósseo; • Analisar o osso maduro com sistemas de Havers; • Observar as células do tecido ósseo (osteoblastos, osteócitos, osteoclastos). Perguntas para auxiliar no estudo da aula: 1. Quais as funções do tecido ósseo? 2. Quais células encontramos no tecido ósseo? Qual a função de cada uma delas? 3. Quais os principais componentes da matriz do tecido ósseo? 4. Macroscopicamente, como é classificado o tecido ósseo? 5. O que é sistema de Havers ou ósteon? 6. Diferencie canais de Havers de canais de Volkman 7. Diferencie periósteo de endósteo. 19 LÂMINAS HISTOLÓGICAS 1) TECIDO ÓSSEO (CORTE POR DESGASTE) Para se obter um corte por desgaste de qualquer tecido mineralizado (osso ou dente por exemplo) devemos cortar um fragmento desse tecido como ilustrado na figura ao lado. Em seguida deve-se transformar esse fragmento de osso seco em uma placa muito delgada por meio de um disco- esmeril. Desse modo, essa placa de tecido fica tão fina que pode ser colocada em uma lâmina e coberta com lamínula. O corte por desgaste mantém a estrutura mineralizada, mas as células são perdidas no preparo. Nesta lâmina, o corte por desgaste mostra, em pequeno aumento, grande número de estruturas que são circulares ao corte transversal - são sistemas de Havers ou ósteons. Sistemas de Havers possuem canal vascular ou de Havers central (também chamado de canal primário). Em aumento maior observe os sistemas de Havers com lamelas concêntricas. Nem os osteócitos nem seus prolongamentos são visíveis neste tipo de preparado. O que se vê são lacunas e canalículos preenchidos por ar e que devido à refração da luz se tornam escuros. Observe as lacunas onde osteócitos estariam presentes. Verifique os prolongamentos deixados pelos osteócitos, formando rede de comunicação celular (CANALÍCULOS). Identifique no preparado canais perpendiculares aos canais de Havers, que são os canais de Volkmann (ou canal secundário). Fo n te : R o te ir o d e A ti vi d ad e s P rá ti ca s – IC B /U SP 20 AVALIAÇÃO PRÁTICA – TECIDO ÓSSEO (PREPARO POR DESGASTE) Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas (não esqueça de identificá-las!): 1) Sistema de Havers (ósteon), 2) Canal de Havers (canal primário), 3) Canal de Volkman (canal secundário), 4) Lamelas, 5) Lacunas, 6) Canalículos. AULA PRÁTICA 9: PERIODONTO OBJETIVOS • Definir periodonto e apontar suas principais características histológicas; • Distinguir as estruturas que fazem parte do periodonto de inserção e do periodonto de proteção; • Reconhecer as principais características microscópicas e componentes da gengiva, sulco gengival, ligamento periodontal, cemento e osso alveolar. Perguntas para auxiliar no estudo da aula: 1. O que é o periodonto? Como ele está dividido? 2. Quais as estruturas que fazem parte o periodonto de inserção? E do periodonto de proteção? 3. Classifique histologicamente os tecidos que compõem as gengivas marginal livre e inserida. 4. Que tipo de epitélio é observadono sulco gengival? 5. O que é o epitélio juncional? 6. Quais as principais características histológicas do cemento? 7. Que tipo de tecido forma o ligamento periodontal? 21 8. O que são fibras de Sharpey? 9. Que células podem ser observadas no osso alveolar? LÂMINA HISTOLÓGICA 1) PERIODONTO (HE) Nesta lâmina, podemos observar a presença de um dente associado às estruturas do periodonto. A estrutura dental é basicamente representada pela dentina (corada em rosa). Na região da coroa, entre a dentina e as estruturas do periodonto de proteção (gengiva e sulco gengival) observamos um espaço em branco que representa o espaço ocupado anteriormente pelo esmalte dental (como esta lâmina foi preparada com técnicas de desmineralização, e o esmalte é formado por 97% de componente mineral, sua estrutura acaba sendo perdida durante o preparo). Observe a figura ao lado e identifique alguns componentes do periodonto de proteção. O periodonto de proteção é formado basicamente pela gengiva, porção da mucosa bucal que se localiza ao redor do colo dos dentes, estendendo-se apicalmente sobre o osso alveolar, terminando na junção mucogengival. A gengiva é formada por epitélio pavimentoso estratificado queratinizado, e pode ser dividida em duas zonas: a zona marginal ou livre, que circunda o dente e define o sulco gengival; e a zona inserida, que está aderida ao dente por um epitélio juncional e que se encontra firmemente inserida no osso alveolar subjacente. Frequentemente a gengiva livre é separada da gengiva inserida por um minúsculo sulco gengival livre. A gengiva livre, clinicamente, apresenta cor rósea, superfície opaca e consistência firme. Ela compreende ao tecido gengival das partes vestibulares, linguais ou palatinas e interproximais dos dentes, representando toda a faixa gengival localizada acima do epitélio juncional. O epitélio que cobre a gengiva livre pode ser diferenciado em: a) epitélio da vertente externa (voltado para a cavidade oral) = formado por tecido epitelial estratificado pavimentoso queratinizado. b) epitélio do sulco gengival (fica voltado para o dente sem íntimo contato) = constituído de epitélio pavimentoso estratificado não queratinizado c) epitélio juncional (está em contato direto com o dente) = mais espesso em sua porção mais coronária e mais delgado na porção da junção amelocementária; corresponde ao fundo do sulco gengival, sendo que apresenta um alto turn-over (renovação) como mecanismo para eliminação de toxinas e outros agentes agressores que eventualmente ali se instalam. Já a gengiva inserida, clinicamente, apresenta textura consistente, coloração rosa-fosco e sua superfície apresenta um pontilhado que lhe confere aspecto de casca de laranja devido à sua firme aderência ao osso alveolar subjacente e ao cemento por meio de fibras colágenas, que além da aderência da gengiva inserida conferem também suporte para a gengiva livre. 22 O periodonto de sustentação, por sua vez, é formado pelo ligamento periodontal, cemento e osso alveolar. O ligamento periodontal é um tecido conjuntivo frouxo interposto entre os dois constituintes mineralizados do periodonto de sustentação (cemento e osso alveolar), estabelecendo, desta maneira, a articulação entre o dente e seu respectivo alvéolo. Por esta razão, o espaço preenchido por este ligamento é chamado de espaço periodontal. As células mais abundantes no ligamento periodontal são os fibroblastos, e neste tecido ocorre rápida renovação (turnover) e remodelação dos constituintes da matriz. Outros tipos celulares também estão presentes, como células indiferenciadas, restos epiteliais de Malassez e células que margeiam os dois tecidos adjacentes (osteoblastos, cementoblastos e odontoclastos). Os principais constituintes da matriz extracelular do ligamento periodontal são as fibras colágenas. Já o cemento é um tipo de tecido conjuntivo mineralizado que recobre a dentina radicular tendo como principal função a inserção das fibras do ligamento periodontal na raiz do dente. Embora muitas vezes seja considerado como parte do dente, o cemento NÃO É UMA ESTRUTURA DENTÁRIA, pois se desenvolve a partir do folículo dentário, uma estrutura que não faz parte do germe dentário propriamente dito. Uma vez depositado sobre a dentina radicular, sofre mineralização, aderindo-se firmemente a ela. O cemento assemelha ao tecido ósseo em sua constituição, porém é avascular e depende do ligamento periodontal para se nutrir. A porção celular do cemento em seres humanos é composta por cementoblastos e cementócitos, sendo as primeiras precursoras das segundas, as quais se encontram aprisionadas em lacunas. Os cementócitos comunicam-se através de canalículos e através destes recebem os nutrientes provenientes do ligamento periodontal. A porção cervical do cemento é acelular pois não apresenta cementócitos, diferentemente das outras porções radiculares inferiores (terço apical, região de furca), que são celulares. Em nossa lâmina não conseguimos observar todos estes componentes do cemento, pois o dente utilizado para o preparo da mesma é de um roedor. Os processos alveolares são as porções da maxila e mandíbula que suportam as raízes dentárias. O processo alveolar pode ser dividido em osso alveolar propriamente dito (radiograficamente conhecido como lâmina dura, que reveste internamente o alvéolo) e osso do processo alveolar (reveste o processo alveolar externamente). Quanto as estruturas microscópicas dos processos alveolares, a cortical é exatamente igual a qualquer osso compacto do corpo humano, contendo canais de Havers e lamelas concêntricas. Já a porção de osso trabeculado do processo alveolar é mais pesada que os outros ossos esponjosos do corpo, devido ao fato de estar constantemente submetido aos esforços mastigatórios. 23 AVALIAÇÃO PRÁTICA: PERIODONTO Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas (não esqueça de identificá-las!): 1) Dentina, 2) Cemento, 3) Gengiva livre, 4) Gengiva inserida, 5) Sulco gengival, 6) Epitélio do Sulco Gengival, 7) Epitélio Juncional, 8) Ligamento periodontal, 9) Osso Alveolar. AULA PRÁTICA 10: CARTILAGEM OBJETIVOS • Caracterizar constituintes do tecido cartilaginoso: Células (condroblastos e condrócitos) e a sua matriz extracelular; • Analisar a classificação e as funções do tecido cartilaginoso Perguntas para auxiliar no estudo da aula: 1. Quais as principais características e funções do tecido cartilaginoso? 2. Onde o tecido cartilaginoso pode ser encontrado? 3. Como pode ser classificado o tecido cartilaginoso? 4. Quais são as células do tecido cartilaginoso? 5. De modo geral, quais componentes podem ser encontrados na matriz extracelular da cartilagem? 6. O que é pericôndrio e quais são funções? Onde é encontrado? 7. Onde se localiza a cartilagem elástica? Quais suas principais características? 24 8. Onde se localizada a cartilagem fibrosa? Quais suas principais características? LÂMINAS HISTOLÓGICAS 1) TRAQUÉIA (HE) - CARTILAGEM HIALINA A lâmina mostra um corte transversal de traqueia. Em pequeno aumento observamos a luz (cavidade) da estrutura, que é revestido por um tipo de epitélio (você lembra qual a classificação deste epitélio?). Na parte mais profunda da amostra observamos cartilagem hialina, corada fortemente em azul. Essa cartilagem é revestida por uma camada de células e fibras denominada pericôndrio. No pericôndrio encontramos condroblastos bem próximos da matriz cartilaginosa. À medida que os condroblastos secretam a matriz eles passam a ser englobados por essa matriz. Essas células englobadas pela matriz denominam-se condrócitos. O local da matriz onde o condrócito fica alojado se chama lacuna. Na cartilagem hialina a matriz é bastante homogênea ese cora em azul/roxo pela hematoxilina. Frequentemente há um acúmulo de matriz de coloração diferente em torno de condrócitos isolados ou em torno de grupos isógenos (provavelmente resultantes da divisão de uma única célula). Possivelmente se trata de matriz recentemente secretada pelos condrócitos. AVALIAÇÃO PRÁTICA: CARTILAGEM HIALINA Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas (não esqueça de identificá-las!): 1) Pericôndrio, 2) Condrócitos, 3) Condroblastos; 4) Matriz Extracelular. 25 2) PAVILHÃO AUDITIVO (WEIGERT) - CARTILAGEM ELÁSTICA Corte de pavilhão auditivo (orelha), onde são observadas pele, tecido subcutâneo e cartilagem elástica. A pele é representada por epiderme (epitélio) e derme (tecido conjuntivo). Importante: Nesse método histoquímico (Weigert), o epitélio cora-se em castanho, diferente do verificado em cortes corados por hematoxilina-eosina (HE). Observem na derme fibras elásticas delgadas (com coloração escura), geralmente próximas de vasos e/ou células adiposa (células de citoplasma claro e núcleo achatado). Na profundidade do tecido temos cartilagem elástica. A característica mais importante dessa cartilagem é a presença em sua matriz de material elástico, principalmente sob a forma de fibras elásticas, além de quantidades variáveis de colágeno. Esta peculiaridade fornece às peças de cartilagem elástica uma elasticidade maior que a encontrada em peças de cartilagem hialina. É encontrada, por exemplo, na laringe e orelha. Seu aspecto em cortes corados por hematoxilina e eosina pode ser muito semelhante ao da cartilagem hialina. Isto porque as fibras elásticas não costumam ser coradas por esta combinação de corantes. Para se diagnosticar adequadamente a cartilagem elástica é muito útil utilizar corantes que demonstrem material elástico, como é o caso do corante de Weigert dessa lâmina. A distribuição dos condrócitos é menos regular na cartilagem elástica em comparação à cartilagem hialina. Tanto a cartilagem hialina quanto a elástica são revestidas por pericôndrio. AVALIAÇÃO PRÁTICA: CARTILAGEM ELÁSTICA Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas (não esqueça de identificá-las!): 1) Pericôndrio, 2) Condrócitos, 3) Condroblastos; 4) Lacuna, 5) Matriz Extracelular; 6) Fibras elásticas. 26 AULA PRÁTICA 11: OSSIFICAÇÃO OBJETIVOS • Caracterizar processos de ossificação que ocorrem nos ossos longos (endocondral) e chatos (intra-membranosa) Perguntas para auxiliar no estudo da aula: 1. Conceitue ossificação intramembranosa. 2. Conceitue ossificação endocondral 3. O que é disco epifisário? Quais seus componentes? 4. Em que ossos ocorre a ossificação intramembranosa? 5. Em que ossos ocorre a ossificação endocondral? 6. Compare ossificação intramembranosa e endocondral LÂMINA HISTOLÓGICA 1) ARTICULAÇÃO - OSSIFICAÇÃO ENDOCONDRAL (HE) A ossificação endocondral ocorre sobre um molde de tecido cartilaginoso. A matriz extracelular desta cartilagem é usada como suporte para deposição de tecido ósseo. As principais etapas da formação destes ossos são as seguintes: 1) No molde de cartilagem, o pericôndrio localizado na região da futura diáfise se transforma em periósteo e, portanto, modifica sua potencialidade. 2) Neste periósteo se inicia produção de osso. Este osso se forma em uma membrana de tecido conjuntivo e, portanto, é de origem intramembranosa. A porção superficial do osso da diáfise é, então, de origem intramembranosa. 3) No interior da cartilagem, na região da futura diáfise, os condrócitos sofrem hipertrofia e sua matriz se torna calcificada. 4) A partir do periósteo penetram vasos sanguíneos e células mesenquimais no tecido cartilaginoso calcificado. 5) As células mesenquimais originam osteoblastos que depositam matriz óssea sobre os restos de matriz cartilaginosa calcificada. 6) A matriz óssea envolve os osteoblastos e se torna calcificada. Os osteoblastos são aprisionados na matriz óssea e são agora chamados osteócitos. Este osso, formado sobre matriz cartilaginosa, é de origem endocondral. 7) A ossificação se iniciou no centro da futura diáfise, em um local chamado centro de ossificação. Deste local a ossificação se irradia em direção às epífises. 9) Durante a progressão da ossificação para as epífises, as primeiras espículas ósseas que se formaram no centro de ossificação são reabsorvidas por osteoclastos, originando a cavidade que será o futuro canal medular. 27 10) Centros de ossificação podem se formar nos locais das futuras epífises e o processo se repete formando o osso das epífises. A lâmina que veremos hoje mostra articulação de dois ossos longos, com a presença de um disco epifisário em cada osso (figura a seguir). Observe nos discos epifisários que a zona superior é formada por condrócitos praticamente sem alteração de morfologia no interior de lacunas. Essas células compõem a zona de repouso. Logo abaixo se acham presentes numerosos condrócitos achatados, empilhados um sobre outros, como se fossem pilhas de moedas. Essa zona é chamada de zona proliferativa. Em seguida, estão presentes numerosos condrócitos volumosos, hipertróficos, caracterizando a zona de cartilagem hipertrófica. Logo abaixo dessa zona encontramos as zonas de cartilagem calcificada e de ossificação. Formam-se pequenas e delgadas lâminas de osso denominadas espículas ósseas. Abaixo das espículas acham-se presentes trabéculas ósseas, entre as quais se encontram espaços medulares. Em algumas lâminas podemos também identificar todas as células ósseas. AVALIAÇÃO PRÁTICA: OSSIFICAÇÃO ENDOCONDRAL Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas (não esqueça de identificá-las!): 1) Cartilagem epifisária, 2) Zona de repouso, 3) Zona de proliferação, 4) Zona de cartilagem hipertrófica, 5) Zona de Cartilagem calcificada, 6) Zona de ossificação. Fo n te : R o te ir o d e A ti vi d ad e s P rá ti ca s – IC B /U SP 28 AULA PRÁTICA 12: CÉLULAS DO SANGUE OBJETIVO • Identificar hemácias, leucócitos e plaquetas. Perguntas para auxiliar no estudo da aula: 1. O que é leucócito granulócito? 2. O que é leucócito agranulócito? 3. Qual a morfologia e a função do neutrófilo? 4. Qual a morfologia e a função do eosinófilo? 5. Qual a morfologia e a função do basófilo? 6. Qual a morfologia e a função do linfócito? 7. Qual a morfologia e a função do monócito? 8. Qual a morfologia e a função dos eritrócitos ou hemácias? LÂMINA HISTOLÓGICA 1) EXTENSÃO OU ESFREGAÇO DE SANGUE A maneira mais usada para se estudar as células do sangue ao microscópio de luz envolve inicialmente a obtenção de um preparado da seguinte maneira: - sangue é obtido por punção ou perfurando-se a pele com uma agulha ou estilete. - uma gota de sangue é colocada sobre uma lâmina de vidro, encosta-se uma lamínula na gota e puxa-se esta lamínula arrastando o sangue e produzindo uma película muito delgada de células sanguíneas. Um preparado assim obtido é denominado esfregaço ou extensão. a película é deixada secar ao ar para depois ser corada. A figura ao lado ilustra a preparação. O sangue é formado por plasma, que corresponde a 55% de sua composição, e pelos elementos figurados: eritrócitos, plaquetas e leucócitos. Os eritrócitos, ou hemácias, são células anucleadas, bicôncavas, flexíveis, cuja função é realizar transporte de gases, principalmente oxigênio. As plaquetas representam corpúsculos anucleados em forma de disco que são derivados de megacariócitos (células da medula óssea). Sua função está relacionada à coagulação do sangue e reparação da parede dos vasos sanguíneos. Osleucócitos ou glóbulos brancos são subdivididos em: 29 A) Granulócitos ou polimorfonucleares: Seus núcleos têm cromatina densa e são divididos em pequenas porções unidas por filamentos delgados de cromatina. O número destas porções pode variar e por esta razão são denominados polimorfonucleares. O citoplasma das células deste grupo possui grânulos de diferente composição química, coloração e funções, denominados grânulos específicos. De acordo com suas várias características os leucócitos granulócitos podem ser: • Neutrófilos - Quando jovens seus núcleos têm a forma de um bastão em forma da letra C ou U. Esta forma de neutrófilo também é denominada bastonete. Quando maduros seus núcleos são subdivididos em várias porções (geralmente de três a cinco) unidas por filamentos de cromatina. Esta forma é chamada neutrófilo segmentado. • Eosinófilos - seus núcleos costumam ter dois segmentos, porém é possível encontrar eosinófilos com mais de três segmentos. A grande característica dos eosinófilos está no seu citoplasma: possui um grande número de grânulos grandes corados em laranja ou avermelhada. • Basófilos - seus núcleos quase nunca são segmentados, sendo esféricos ou ovais e ocupam a maior parte do citoplasma. Os núcleos são frequentemente obscurecidos por pequenos grãos azuis e púrpura. São as células mais raras dentre os leucócitos e as mais escassas de serem encontradas em esfregaços. Seu citoplasma azul ou basófilo justifica a denominação. B) Agranulócitos ou mononucleares. Estas células têm núcleos esféricos, ovais ou endentados e não segmentados. Seu citoplasma não possui grânulos específicos (daí o nome agranulócitos). Há dois tipos de agranulócitos: • Linfócitos - são células geralmente pequenas, um pouco maiores que as hemácias. Seu núcleo esférico tem cromatina densa. O citoplasma se resume a uma delgada camada levemente basófila ao redor do núcleo. • Monócitos - são células grandes, as maiores do grupo dos leucócitos. Seu núcleo, de cromatina frouxa, é indentado e excêntrico (se situa fora do centro da célula). Possui bastante citoplasma, levemente basófilo. AVALIAÇÃO PRÁTICA: CÉLULAS DO SANGUE Com base na lâmina histológica observada, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas (não esqueça de identificá-las!): 1) Eritrócitos, 2) Plaquetas, 3) Neutrófilos, 4) Basófilos, 5) Eosinófilos, 6) Linfócitos, 7) Monócitos. 30 AULA PRÁTICA 13: TECIDOS LINFÁTICOS OBJETIVO • Identificar tecido linfóide frouxo, denso e nodular. Reconhecer a estrutura histológica das tonsilas palatinas. Perguntas para auxiliar no estudo da aula: 1. Qual a função do sistema linfóide? 2. Quais órgãos representam o sistema linfático? 3. Quais os componentes celulares que participam das respostas imunológicas? 4. Que características diferenciam os dois tipos principais de linfócitos? 5. O que são células apresentadoras de antígenos? 6. Quais são os tipos de tecidos linfoides? 7. O que são linfonodos? 8. Conceitue tecido linfóide tipo MALT. LÂMINA HISTOLÓGICA 1) TONSILA PALATINA (HE) 31 Tonsilas são órgãos constituídos por aglomerados de tecido linfático incompletamente encapsulados, encontradas no trato digestivo inicial. As tonsilas representam um componente do MALT (tecido linfóide associado a mucosas). Há três tipos de tonsilas: tonsilas linguais, tonsilas faríngeas e tonsilas palatinas (antigamente denominadas "amígdalas"). A lâmina mostra uma tonsila palatina, revestida pelo epitélio estratificado pavimentoso. Este epitélio se continua com o epitélio que reveste o restante da cavidade oral. Abaixo deste epitélio existe tecido linfóide constituído de nódulos linfóides esféricos e tecido linfóide difuso - linfócitos infiltrados no tecido conjuntivo. Um componente característico das tonsilas palatinas são as criptas da sua mucosa, invaginações do epitélio que em casos de infecção podem ficar cheias de pus. AVALIAÇÃO PRÁTICA: TONSILA PALATINA Com base na lâmina histológica observada, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas (não esqueça de identificá-las!): 1) Cripta, 2) Epitélio pavimentoso estratificado, 3) Nódulos Linfáticos. Fonte: www.icb.usp.br 32 AULA PRÁTICA 14: TECIDO MUSCULAR OBJETIVO • Identificar células musculares do tipo liso, do tipo estriado esquelético e do tipo cardíaco, bem como observar a organização de cada tecido. Perguntas para auxiliar no estudo da aula: 1. Quais as principais funções do tecido muscular? 2. Quais são os tipos de filamentos citoplasmáticos encontrados nas células musculares? 3. Quais são as características histológicas da fibra muscular estriada esquelética? 4. Conceitue epimísio, perimísio e endomísio, citando suas principais funções. 5. Como se organizam os feixes de fibras musculares em um músculo estriado esquelético? Qual o papel do tecido conjuntivo nessa organização? 6. O que é o sarcômero, e como este está organizado? 7. Descreva, de maneira resumida, como ocorre a contração muscular no músculo estriado esquelético. 8. Quais são as características histológicas da fibra muscular estriada cardíaca? 9. Explique a estrutura do disco intercalar. 10. Quais são as características histológicas da célula do músculo liso? LÂMINAS HISTOLÓGICAS 1) LÍNGUA (HE) A língua é essencialmente um órgão musculoso revestido por uma mucosa (epitélio com as papilas e conjuntivo). O tecido muscular apresenta feixes de músculos cortados em várias direções, o que já dá ideia da mobilidade do órgão. Observe corte longitudinal da língua. A figura a seguir mostra o dorso da língua com as papilas e o ventre da mesma. Entre as duas regiões predominam feixes musculares estriados esqueléticos a serem estudados. Em aumento pequeno focalize uma região e passe para aumento médio, procurando individualizar as células: cilíndricas, longas e multinucleadas, com núcleos localizados perifericamente. Em algumas áreas, olhando cuidadosamente o HE, é possível observar estriações transversais. É possível observar que grupos de fibras são envolvidos por tecido conjuntivo denominado perimísio. Nesta mesma lâmina, na região de tecido conjuntivo localizada abaixo do epitélio, procure por vasos sanguíneos (artérias e veias). Você poderá observar que ao redor destes vasos observa-se Fo n te : R o te ir o d e A ti vi d ad e s P rá ti ca s – IC B /U SP 33 uma camada de células musculares lisas, que auxiliam no transporte de sangue por estas estruturas. As células musculares lisas possuem núcleo fusiforme e são bastante semelhantes aos fibroblastos, mas apresentam um citoplasma mais avermelhado. AVALIAÇÃO PRÁTICA: TECIDO MUSCULAR ESTRIADO ESQUELÉTICO, TECIDO MUSCULAR LISO (LÍNGUA) Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas (não esqueça de identificá-las!): 1) Tecido epitelial (papilas linguais), 2) Tecido conjuntivo, 3) Vasos sanguíneos (com camada de músculo liso ao redor dos mesmos), 4) Tecido muscular estriado esquelético (células com estriações transversais e núcleos periféricos) – inclua em seu desenho fibras musculares em cortes longitudinais e em cortes transversais. 2) CORAÇÃO (HE) As fibras musculares estriadas cardíacas têm a forma de curtos cilindros que têm um ou dois núcleos no centro da célula. Seu citoplasma possui estriações transversais, como a do músculo esquelético. As fibras aderem umas às outras pelas suas extremidades, através de junções intercelulares. Cada conjunto de junções é denominado disco intercalar. Às vezes este disco parece ser formado por uma série de traços organizados como degraus de uma escada. 34 AVALIAÇÃO PRÁTICA: TECIDO MUSCULARESTRIADO CARDÍACO (CORAÇÃO) Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas (não esqueça de identificá-las!): 1) Tecido muscular estriado cardíaco (células com estriações transversais e núcleos centrais); 2) Discos intercalares. AULA PRÁTICA 15: TECIDO NERVOSO OBJETIVOS • Identificar substância cinzenta e branca, e principais componentes de cada uma - cinzenta: corpos celulares de neurônios e células da glia, branca: fibras nervosas e células da glia. Perguntas para auxiliar no estudo da aula: 1. Quais as principais funções do tecido nervoso? 2. Como o sistema nervoso está organizado? 3. Quais os componentes celulares do sistema nervoso? 4. Quais as principais características e funções dos neurônios? 5. De acordo com a morfologia e com a função, como os neurônios são classificados? 6. O que são sinapses? 7. Quais as principais características das células da glia? 8. Cite as principais funções de astrócitos, micróglia, células ependimárias, oligodendrócitos, e células de Schwann. 35 9. Diferencie substância branca e substância cinzenta. 10. Conceitue fibras nervosas 11. Conceitue gânglios. LÂMINA HISTOLÓGICA 1) MEDULA ESPINHAL (HE) A figura a seguir ilustra o preparado histológico de medula espinal. São identificadas as regiões dorsais e ventrais, bem como a substância branca e a cinzenta. A seta mostra gânglio sensitivo. Com pequeno aumento note que o corte apresenta duas regiões bem distintas: uma região central, mais corada (em róseo) com a forma grosseira da letra H, e uma região externa mais clara (figura a seguir). A região central é a substância cinzenta, formada pelos corpos celulares dos neurônios, pelos seus prolongamentos (axônios e dendritos), e por células da glia. A região externa é constituída por axônios mielinizados e por células da glia, não contendo corpos celulares de neurônios, e é chamada de substância branca. Note que no centro do preparado há o canal do epêndima, revestido por células ependimárias, e por onde circula o líquido cefalorraquidiano ou liquor. Com aumento médio identifique: Na substância cinzenta: Os corpos celulares de neurônios ou pericários: grandes, com núcleo volumoso e cromatina descondensada, e com nucléolo evidente; o pericário exibe manchas escuras chamadas corpúsculos de Nissl, que o microscópio eletrônico revelou ser ribossomos e retículo endoplasmático rugoso. Núcleos de células da glia: maioria dos demais núcleos presentes (pequenos), cujo citoplasma não pode ser visto neste preparado. Na substância branca: Fibras nervosas: centenas delas estão posicionadas ao longo da medula espinhal (portanto foram seccionadas transversalmente), e são formadas por um axônio revestido por várias camadas de mielina. Como a mielina não foi preservada, o que se vê é um espaço vazio, contendo em seu interior um corpúsculo irregular, que é o axônio seccionado transversalmente. Núcleos de células da glia: núcleos pequenos, cujo citoplasma não pode ser visto neste preparado. Fo n te : R o te ir o d e A ti vi d ad e s P rá ti ca s – IC B /U SP 36 AVALIAÇÃO PRÁTICA: MEDULA ESPINHAL Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas (não esqueça de identificá-las!): 1) Substância branca, 2) Substância cinzenta, 3) Neurônios (corpo celular); 4) Células da Glia, 5) Fibras nervosas. 37 AULA PRÁTICA 16: CABEÇA EMBRIONÁRIA OBJETIVOS • Caracterizar processos de formação das estruturas da face e dos dentes. Perguntas para auxiliar no estudo da aula: 1. Quais são as principais causas hereditárias de malformações congênitas? 2. Quais são as principais causas ambientais de malformações congênitas? 3. Quais são as principais fases do desenvolvimento pré-natal? 4. Quais são os folhetos embrionários? A que estruturas esses folhetos dão origem? 5. O que são arcos branquiais ou faríngeos? 6. Quais os derivados do primeiro arco faríngeo? A que estruturas eles dão origem? 7. Como ocorre a formação do palato? 8. Quais as principais fases da odontogênese? Descreva suscintamente o que ocorre em cada uma delas. 9. Como ocorre a formação da dentina (dentinogênese)? 10. Como ocorre a formação do esmalte (amelogênese)? LÂMINA HISTOLÓGICA 1) CABEÇA EMBRIONÁRIA (HE) A imagem a seguir mostra um corte coronal de uma cabeça embrionária. Use esta imagem como base para identificar as estruturas em sua lâmina no microscópio. Neste corte, podemos observar: 1) Língua: revestida por tecido epitelial e sendo formada por tecido muscular em sua parte mais central. 2) Cartilagem de Meckel – cartilagem do tipo hialina que serve de molde para formação da mandíbula. 3) Germe dentário em formação – o germe dentário origina-se a partir de um espessamento do epitélio que reveste a cavidade oral. Observe se existem germes dentários em suas lâminas e em qual fase estes germes se apresentam. 4) Cavidade oral 5) Palato – no início da formação das estruturas da cabeça, os processos palatinos, que formarão o palato, encontram-se separadas. Na imagem em questão, podemos observar que já ocorreu a 38 fusão dos processos palatinos. Note ainda que, acima da região do palato, encontramos a cavidade e o septo nasais. AVALIAÇÃO PRÁTICA: CABEÇA EMBRIONÁRIA Com base no corte histológico observado, faça um desenho que contenha as seguintes estruturas (não esqueça de identificá-las!): 1) Cavidade nasal, 2) Septo nasal, 3) Cavidade oral, 4) Língua, 5) Cartilagem de Meckel, 6) Palato, 7) Germes dentários (se houver). 39 CORREÇÃO DE DESENHOS AULA PRÁTICA _____ TEMA: __________________________________________________ LÂMINA/TECIDO:____________________________________________________________ AULA PRÁTICA _____ TEMA: __________________________________________________ LÂMINA/TECIDO:____________________________________________________________ 40 AULA PRÁTICA _____ TEMA: __________________________________________________ LÂMINA/TECIDO:____________________________________________________________ AULA PRÁTICA _____ TEMA: __________________________________________________ LÂMINA/TECIDO:____________________________________________________________ 41 AULA PRÁTICA _____ TEMA: __________________________________________________ LÂMINA/TECIDO:____________________________________________________________ AULA PRÁTICA _____ TEMA: __________________________________________________ LÂMINA/TECIDO:____________________________________________________________ 42 AULA PRÁTICA _____ TEMA: __________________________________________________ LÂMINA/TECIDO:____________________________________________________________ AULA PRÁTICA _____ TEMA: __________________________________________________ LÂMINA/TECIDO:____________________________________________________________ 43 AULA PRÁTICA _____ TEMA: __________________________________________________ LÂMINA/TECIDO:____________________________________________________________ AULA PRÁTICA _____ TEMA: __________________________________________________ LÂMINA/TECIDO:____________________________________________________________