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Contabilidade de
Custos
08
AULA
Maxwell dos Santos Celestino, Prof. Dr.
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Centro de Ciências Sociais Aplicadas
Departamento de Ciências Contábeis
1
Capítulo 5
ESQUEMA BÁSICO DA 
CONTABILIDADE DE CUSTOS (I)
MARTINS, Eliseu. Contabilidade de custos. 11. ed. – [2. Reimpr.]. – São Paulo: Atlas, 2019.
 
 
 
SUMÁRIO
BALANÇO PATRIMONIAL – GRUPO DE CONTAS
Introdução
Conceito de curto e longo prazos na contabilidade
Ativo
Passivo
Principais deduções do ativo e do patrimônio líquido
Balanço patrimonial – um resumo
ESQUEMA BÁSICO DA CONTABILIDADE DE CUSTOS (I) 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM 
INTRODUÇÃO 
PROCESSO DE CUSTEAMENTO 
1o passo: a separação entre custos e despesas 
2o passo: a apropriação dos custos diretos aos produtos 
3o passo: a alocação dos custos indiretos aos produtos 
Ilustração do esquema básico 
Contabilização dos custos
5.1 OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
COMPREENDER a importância do esquema básico da Contabilidade de Custos para sua posterior contabilização, de acordo com o fluxo de produção.
DESCREVER as etapas do esquema básico da Contabilidade de Custos em diferentes situações.
DISTINGUIR os critérios simples e complexos de contabilização de custos.
5.2 INTRODUÇÃO
SISTEMAS DE CUSTEIO
SISTEMAS DE CUSTOS
A análise de um sistema de custos pode ser efetuada sob dois pontos de vista.
PRINCÍPIO DE CUSTEIO
Primeiro, podemos ver se o tipo de informação gerada é adequado às necessidades da empresa e quais seriam as informações importantes que deveriam ser fornecidas. Essa discussão está intimamente relacionada com os objetivos do sistema, pois a relevância das informações depende de sua finalidade. Assim, o que é importante para uma decisão pode não ser válido para outra. À análise do sistema, sob este enfoque, será dada a denominação princípio de custeio.
MÉTODO DE CUSTEIO
A outra visão no estudo do sistema diz respeito à parte operacional do mesmo, ou seja, a como os dados são processados para a obtenção das informações. A expressão método de custeio será empregada para se referir ao sistema encarado sob esse prisma. 
É a forma pela qual a empresa atribui custos aos seus produtos. De forma que a diferença entre os métodos está na alocação ou não de determinados custos aos produtos ou serviços.
Bornia (2010)
SISTEMA
“É um conjunto integrado de componentes (preceitos) regularmente inter-relacionados e interdependentes criados para realizar um objetivo definido, com relações definidas e mantidas entre seus componentes e cuja produção e operação como um todo é melhor que a simples soma de seus componentes” (Oliveira, 2002, Grifo nosso).
5.2 INTRODUÇÃO
SISTEMAS DE CUSTEIO
SISTEMA = PRINCÍPIO + MÉTODO
PRINCÍPIOS DE CUSTEIO
POR ABSORÇÃO
Total ou integral
Considera que todos os custos fixos e variáveis devem ser repassados aos produtos, inclusive as PERDAS. 
Ideal
Considera que todos os custos fixos e variáveis devem ser alocados aos produtos, exceto aqueles relacionados às PERDAS.
VARIÁVEL
Considera que os custos fixos não devem ser inseridos no custo dos produtos ou serviços ofertados, considerando que apenas os custos variáveis incidem na elaboração do produto.
MÉTODOS DE CUSTEIO
CUSTEIO POR ABSORÇÃO
(Derivado do RKW)
CUSTEIO VARIÁVEL OU MARGINAL E O DIRETO
INTEGRAL, GLOBAL
(Full Costing)
ABC – CUSTEIO BASEADO EM ATIVIDADES
CUSTO PADRÃO
A palavra padrão significa, entre outras coisas, base de comparação. Em gestão e mensuração de custos, custo padrão é um custo-base, estabelecido para ser comparado, depois, ao custo real (custo histórico).
POR QUE SISTEMAS?
Porque o mundo atual preconiza de análises multidimensionais, onde com elas as organizações podem modelar, analisar e fazer simulações com muita flexibilidade, segurança, e o melhor, com todos os dados integrados aos sistemas corporativos da organização.
Sim e daí?
E com isso, temos a visão do todo. Assim, ao empregarmos um sistema como solução de processamento e performance, buscamos entregar mais agilidade as capacidades de gestão de atividades e custos de qualquer organização. Os sistemas são desenvolvidos para atender às especificidades de cada porte de negócio e proporcionam a alocação de recursos em análise multidimensionais que contemplam todas as atividades relevantes da empresa, adequando-se a todos os níveis de complexidade e propiciando uma evolução constante dos modelos de custeio.
5.2 INTRODUÇÃO
SISTEMAS DE CUSTEIO: CUSTEIO POR ABSORÇÃO
MÉTODOS DE CUSTEIO
CUSTEIO POR ABSORÇÃO
Os custos de bens e serviços produzidos devem absorver todos os custos, sejam eles diretos, indiretos, de comportamento fixo ou variável.
INTEGRAL OU TOTAL
A totalidade de custos de produção (prestação) deve ser absorvida pelo produto (serviço).
IDEAL
A totalidade de custos de produção (prestação) sem os custos dos insumos utilizados de forma não eficiente (desperdícios).
PLENO
A totalidade de custos de produção (prestação) e também os gastos fixos de administração e vendas devem ser absorvidos pelo produto (serviço).
Sinteticamente, vamos tomar conhecimento que o Custeio pleno ou Método das seções homogêneas (RKW - Reichskuratoriun fur Wirtschaftlichtkeit) é um processo de fixação de preço do produto que aloca além dos custos fixos e variáveis, também as despesas a ele relacionadas.
Esse método não é muito utilizado no Brasil, pois FERE os princípios da contabilidade, mas esse seu conceito é bastante explorado em provas.
Outrossim, ressalta-se que existe o método do Custeio Direto, em que se aloca ao preço do produto seus Custos Fixos e Variáveis, diretos ou indiretos, de forma direta, SEM CRITÉRIOS DE RATEIO.
Entretanto, em provas de concursos, é comum usarem a denominação “custeio direto” em referência ao custeio variável. 
5.2 INTRODUÇÃO
SISTEMAS DE CUSTEIO: CUSTEIO VARIÁVEL (OU DIRETO?)
MÉTODOS DE CUSTEIO
CUSTEIO VARIÁVEL OU MARGINAL
A filosofia do Método, considera atribui aos produtos somente os CUSTOS DIRETOS e/ou indiretos de comportamento variável, bem como as despesas variáveis.
Por outro lado, nesse método os CUSTOS FIXOS são considerados DIRETAMENTE NO RESULTADO do exercício como despesa. Dessa forma, ele fornece menor necessidade de rateios arbitrários, além de ser melhor para tomada de decisão, pois facilita a obtenção dos dados necessários para a análise das relações custo/volume/lucro, como a Margem de Contribuição.
Mas o Custeio Variável é indicado somente para USO GERENCIAL, uma vez que a sua aplicação não segue os princípios da contabilidade (em especial o da competência) e não é aceito pela legislação fiscal.
Sua importância se destaca, pois é possível, através desse método, informar e analisar quais produtos, linhas, segmentos são lucrativos e quais as mudanças ocorridas nas quantidades produzidas e vendidas, nos preços e nos custos e despesas, proporcionando a decisão de adicionar ou suprimir algum produto ou linha de produtos..
Por fim, uma informação importante, que já caiu em provas, é que se a quantidade de mercadoria produzida em determinado período for maior que a quantidade vendida (isto é, se houver aumento do estoque) o Lucro Operacional apurado com base no Custeio Variável será MENOR que Lucro Operacional apurado com base no Custeio por Absorção. Nesse contexto, sabe-se que o lucro inferior resulta em menor cobrança de Imposto de Renda (IR). Não é por acaso que o fisco não aceita tal método!!!
Esquema do Método de Custeio Direto
Esquema do Método de Custeio Variável
A literatura da área de custos também denomina o método de CUSTEIO VARIÁVEL como método de CUSTEIO MARGINAL e, mais especificamente, como método de CUSTEIO DIRETO. Porém, cabe ressaltar que existe diferença entre o Custeio Variável e o Direto, tornando-os distintos. 
A filosofia do Custeio Variável propõe que apenas os custos variáveis devem ser repassados aos produtos, sendo que as decisões administrativas visam maximizar a contribuição total dos produtos. Então, pode-se mencionar que o Método de Custeio Variável atribui aosprodutos somente os custos diretos e/ou indiretos variáveis e as despesas variáveis.
Leone (1997, p. 322), define que o critério do método de custeio variável fundamenta-se na ideia de que os custos e as despesas que devem ser inventariáveis (debitados aos produtos em processamento e acabados) serão apenas aqueles diretamente identificados com a atividade produtiva e que sejam variáveis em relação a uma medida (referência, base, volume) dessa atividade. 
Vartanian (2000) destaca que o método de Custeio Variável é aquele que leva aos objetos de custeio somente os custos e despesas variáveis, custos e despesas fixas são levados integralmente ao resultado. 
Vartanian (2000, p. 72) sustenta que “Custeio Variável não é a mesma coisa que Custeio Direto, pois, neste último, custos fixos que porventura sejam diretamente identificáveis com os objetos de custeio (outros que não sejam as unidades de produto, tais como a linha de produto, o centro de custos, o departamento), a estes são levados, o que jamais deve ocorrer no Custeio Variável”.
Iudícibus (1998, p.199), se refere ao custeamento misto ou intermediário, o qual é o método de Custeio Direto: “(...) custeamento misto ou intermediário é bastante razoável. Evita os rateios de custos que podem levar a absurdos, mas considera como custo do produto aquela parte de custo fixo que pode ser identificada diretamente no departamento produtivo”.
Diante desses conceitos percebe-se que o Custeio Direto leva ao objeto de custeio, além dos custos e despesas variáveis, os custos fixos que o são próprios. 
Os custos fixos gerais (que não são próprios aos produtos).
12
Esquema do Método de Custeio Direto
Esquema do Método de Custeio Variável
A Margem de Contribuição oferece a informação de quanto cada produto ou linha de produto contribui para a cobertura dos custos e despesas fixas gerais e específicas da empresa.
Tanto a Margem de Contribuição como o Ponto de Equilíbrio auxiliam os gestores a analisarem a relação entre custo-volume-lucro, demonstram a Margem de Contribuição por produto, por departamento, por região. Dentro desses aspectos também é possível analisar o resultado caso o nível de atividade altere (aumente ou diminua) e os custos variáveis por produto aumentem. 
A apresentação da Teoria das restrições (Theory of Constraints - TOC), cuja base também se dá pela filosofia de custeio variável e se baseia no princípio de que existe uma causa comum para muitos efeitos e que isso nos leva a uma visão sistêmica da empresa, ou seja, a empresa é um conjunto de elementos entre os quais há alguma relação de interdependência. Cada elemento depende um do outro de alguma forma, e o desempenho global do sistema depende dos esforços conjuntos de todos os elementos. 
A Margem Direta permite ao gestor analisar quanto cada produto contribui para a cobertura dos custos e despesas fixas gerais da empresa, sendo valiosa à medida que contribui com mais informações.
No mundo atual as empresas contratam seus empregados por tempo (trabalhado ou não) e não por produção, caracterizando a mão de obra não mais como custo variável, mas sim como fixa.
Bornia (2002) manifesta-se sobre o assunto ao identificar a mão de obra paga por produção como variável, porém a folha de pagamento e encargos como fixa por ser constante, ou seja, em um mês é variável e em um ano pode ser considerada fixa. Nesse aspecto, a identificação do custo direto ao produto é relevante para a tomada de decisão. 
Como desvantagem específica aponta-se a dificuldade da separação dos custos fixos próprios, podendo incorrer em problemas de identificação dos elementos de custeio.
5.2 INTRODUÇÃO
SISTEMAS DE CUSTEIO: ABC (CUSTEIO BASEADO EM ATIVIDADES)
Temos o terceiro método mais importante, o CUSTEIO ABC. Distintamente, ele considera que não são os produtos e serviços que consomem os recursos, mas sim, que os recursos são consumidos pelas atividades, nas quais resultam o produto final. Dessa forma, os recursos consumidos são apropriados às atividades, antes de serem alocados aos produtos - Teoria dos Recursos da Firma (Barney, 1991).
Nesse sentido, com o uso do custeio ABC há menor necessidade de rateios arbitrários. Outrossim, recomenda-se esse método até aos Custos Diretos, mas isso seria pouco relevante se comparado sua aplicação aos custos indiretos.
Outra vantagem é que o ABC identifica quais as atividades consomem mais recursos e as que não agregam ao produto, fornecendo então informações gerenciais úteis. Ademais, ele fornece outros benefícios semelhantes ao custeio variável.
Entretanto, é um sistema complexo e que demanda a necessidade de revisão constante. Além disso, o custeio ABC também não é aceito pela legislação brasileira, haja vista que sua alocação inclui, por vezes, despesas relacionadas às atividades (não apenas os custos). Ressalta-se, todavia, que da mesma forma que o custeio variável, o ABC também pode ser adaptado aos princípios da contabilidade, mas em essência não há obediência a tais princípios.
5.2 INTRODUÇÃO
SISTEMAS DE CUSTEIO: ABSORÇÃO COM DEPARTAMENTALIZAÇÃO
Para aplicação do Custeio ABC, usa-se a departamentalização, que é o agrupamento de atividades organizadas administrativamente em unidades especializadas (departamentos). 
A finalidade é racionalizar a distribuição dos custos indiretos aos centros de custos e posteriormente aos objetos de custo. E, assim, reduzir as arbitrariedades da alocação.
Em complemento, evidencia-se que OBJETO DE CUSTO é unidade em que os custos são acumulados e a qual se deseja mensurar seu custo. Ao passo que CENTROS DE CUSTOS são as menores unidades acumuladoras de custos, podendo ou não ser organizadas administrativamente. Se o centro de custos for organizado administrativamente será, na verdade, um departamento.
Posto esses conceitos, destaca-se que a departamentalização também pode ser usada em outros sistemas de custeio (custeio por absorção, por exemplo), com o mesmo objetivo de reduzir arbitrariedades da alocação de custos. Assim, essa não é uma técnica exclusiva do Custeio Baseado em Atividades.
5.2 INTRODUÇÃO
SISTEMAS DE CUSTEIO: CUSTO PADRÃO
CUSTO PADRÃO
O Custo Padrão, é uma metodologia de gestão e controle dos custos que pode ser adotado em qualquer sistema de apropriação de custos, seja o custeio por Absorção, Direto, ABC ou qualquer outro.
O Sistema de custo padrão tem como principal propósito, auxiliar acumulação visando o controle de custos dos processos.
Custos para controle fornece um padrão de comportamento para os custos, que possibilita a comparação entre os custos previstos e os custos realizados.
O Custo Padrão é uma ferramenta de gerencial para que a empresa possa estar sempre caminhando na direção da máxima eficiência. 
Existem predominantemente três tipos de Custo Padrão: 
O Custo Padrão IDEAL é um custo a ser obtido considerando que a fabrica seja “quase perfeita“, isto é, materiais ideais, pessoal de alta eficiência, perdas seriam as mínimas inerentes aos processos;
O custo Padrão CORRENTE é um custo factível de ser atingido pois considera as ineficiências da empresa, entretanto considera que elas podem ser superadas, o Custo CORRENTE não é apenas teórico, ele leva em consideração as ineficiências; e o
O custo ESTIMADO é um tipo de Custo que é o que se vai atingir, é o custo da acomodação ou o da ineficiência. Sabemos, que estamos perdendo em materiais, pessoal e processos. É o mais próximo do REAL.
5.2 INTRODUÇÃO
Vamos exemplificar o esquema básico da Contabilidade de Custos, lembrando ser esta Parte (os primeiros 14 capítulos) relativa à utilização de Custos para Avaliação de Estoques para fins legais (fiscais e societários); por essa razão trabalhamos inicialmente com o
CUSTEIO POR ABSORÇÃO.
Por ser o único método de acordo com os princípios da contabilidade, é o único sistema aceito pela legislação brasileira para a apresentação de relatórios contábeis, como a DRE (Demonstração do Resultados do Exercício).
CUSTEIO POR ABSORÇÃO, CUSTEIO PLENO OU CUSTO INTEGRAL
O método do custeio porabsorção tem esse nome porque podemos dizer que ele “ABSORVE” ou “INTEGRALIZA” todos os custos ao custo unitário de cada PRODUTO VENDIDO. 
Sua principal característica é que todos os gastos diretos ou indiretos da fabricação são considerados na hora de definir o custo final da venda. Ou seja, toda a quantia desembolsada, mesmo que se relacione de forma indireta com o produto, irá influenciar no seu custo final.
Para sua utilização é fundamental que se faça a correta distinção entre CUSTOS e DESPESAS. Apenas os desembolsos relativos aos produtos vendidos (diretos ou indiretos) deverão ser alocados no custo desses produtos. Todos os demais valores desembolsados (despesas administrativas, despesas financeiras, investimentos etc.) devem ficar de fora da composição do custo total.
A maior VANTAGEM do método de custeio por absorção é que ele facilita a averiguação do custo total de cada produto. Porém, a sua DESVANTAGEM é que dependendo de como é feito o rateio dos custos, ele pode distorcer a margem real de cada produto.
Esse método de custeio é derivado do sistema RKW, desenvolvido na Alemanha, no início do século XX, que significa “Conselho Administrativo do Império para a Eficiência Econômica”, é uma espécie de custeio pleno, que consiste no rateio não só dos CIF como também de todas as despesas da empresa, inclusive financeiras, a todos os produtos; porém fere os Princípios Contábeis, só podendo ser utilizado no campo gerencial para fixação de preços de venda.
CUSTEIO POR ABSORÇÃO
RKW - Reichskuratorium für Wirtschaftlichkeit
Conselho Interministerial de Preços
17
5.3 PROCESSO DE CUSTEAMENTO
O esquema básico do Custeio por Absorção
Para facilitar a aplicação do custeio por absorção, podemos seguir alguns passos, conforme sugerido por Martins (2019):
1º Passo
Separar
custos de despesas
2º Passo
Lançar
despesas diretamente p/o resultado
3º Passo
Separar
custos diretos / 
indiretos
Atribuir
os custos indiretos
aos produtos
via rateio.
4º Passo
Alocar os
custos diretos
aos produtos
5º Passo
5.3 PROCESSO DE CUSTEAMENTO
Suponhamos que estes sejam os gastos de determinado período da Empresa X:
5.3.1 1º passo: a SEPARAÇÃO entre custos e despesas
	GASTOS	Valor $
	Comissões de Vendedores	80.000
	Salários de Fábrica	120.000
	Matéria- prima Consumida	350.000
	Salários da Administração	90.000
	Depreciação da Fábrica	60.000
	Seguros da Fábrica	10.000
	Despesas Financeiras	50.000
	Honorários da Diretoria	40.000
	Materiais Diversos – Fábrica	15.000
	Energia Elétrica – Fábrica	85.000
	Manutenção – Fábrica	70.000
	Despesas de Entrega	45.000
	Correios, Telefone e Telex	5.000
	Material de Consumo - Escritório	5.000
	Total gastos/Abril	1.025.000
5.3 PROCESSO DE CUSTEAMENTO
A primeira tarefa é a separação dos Custos de Produção. Teremos então a seguinte distribuição dos gastos:
5.3.1 1º passo: a SEPARAÇÃO entre custos e despesas
As despesas, que não entraram no custo de produção, as quais totalizam $ 315.000, vão ser descarregadas diretamente no Resultado do período (DRE), sem serem alocadas aos produtos; essa é a lógica do Custeio por Absorção.
	Salários de Fábrica	120.000
	Matéria- prima Consumida	350.000
	Depreciação da Fábrica	60.000
	Seguros da Fábrica	10.000
	Materiais Diversos – Fábrica	15.000
	Energia Elétrica – Fábrica	85.000
	Manutenção – Fábrica	70.000
	Total	710.000
	Salários da Administração	90.000
	Honorários da Diretoria	40.000
	Correios, Telefone e Telex	5.000
	Material de Consumo – Escritório	5.000
	Total	140.000
	Comissão de Vendedores	80.000
	Despesas de Entrega	45.000
	Total	125.000
	Despesas Financeiras	50.000
Custos de Produção
Despesas 
Administrativas
Despesas de Vendas
DF
	$
	Gastos
Estes custos, os quais totalizam $ 710.000, integrarão os Custos dos Produtos
5.3 PROCESSO DE CUSTEAMENTO
Digamos que essa empresa elabore três produtos diferentes, chamados A, B e C. 
O passo seguinte é o de se DISTRIBUÍREM os custos diretos de produção aos três itens. 
Suponhamos ainda que nessa empresa, além da Matéria-prima, sejam também custos diretos parte da Mão de Obra e parte da Energia Elétrica. 
O problema agora é saber quanto da Matéria-prima total utilizada, de $ 350.000, quanto de Mão de Obra Direta e quanto da Energia Elétrica direta foi aplicado em A, em B e em C. 
Para o consumo de Matéria-prima, a empresa mantém um sistema de requisições manual ou informatizado de tal forma a saber sempre para qual produto foi utilizado o material retirado do Almoxarifado. E, a partir desse dado, conhece-se a seguinte distribuição:
5.3.2 2º passo: a APROPRIAÇÃO dos custos diretos aos produtos
	Matéria-prima Consumida	$	%
	Produto A	75.000	21,43
	Produto B	135.000	38,57
	Produto C	140.000	40,00
	Total	350.000	100,00
5.3 PROCESSO DE CUSTEAMENTO
Para a Mão de Obra, a situação é um pouco mais complexa, já que é necessário verificar do total de $ 120.000 quanto diz respeito à Mão de Obra Direta e quanto é a parte pertencente à Mão de Obra Indireta.
A empresa, para poder conhecer bem esse detalhe, mantém um apontamento (verificação manual ou informatizada) de quais foram os operários que trabalharam em cada produto no mês e por quanto tempo. Conhecidos tais detalhes e calculados os valores, conclui:
5.3.2 2º passo: a APROPRIAÇÃO dos custos diretos aos produtos
Logo, os $ 90.000 serão atribuídos diretamente aos produtos, enquanto os $ 30.000 serão adicionados ao rol dos custos indiretos. 
5.3 PROCESSO DE CUSTEAMENTO
A verificação da Energia Elétrica evidencia que, após anotado o consumo na fabricação dos produtos durante o mês, $45.000 são diretamente atribuíveis e $40.000 só alocáveis por critérios de rateio, já que existem medidores apenas em algumas máquinas.
5.3.2 2º passo: a APROPRIAÇÃO dos custos diretos aos produtos
Temos, então, resumidamente:
5.3 PROCESSO DE CUSTEAMENTO
Temos, então, resumidamente:
5.3.2 2º passo: a APROPRIAÇÃO dos custos diretos aos produtos
Do total de Custos de Produção
$ 225.000 precisam ainda ser alocados.
$ 485.000 são diretos e já estão apropriados e
5.3 PROCESSO DE CUSTEAMENTO
Vamos agora analisar a forma ou as formas de ALOCAR os custos indiretos que totalizam, neste exemplo, $ 225.000. 
Uma alternativa simplista seria a alocação aos produtos A, B e C proporcionalmente ao que cada um já recebeu de custos diretos. Esse critério é relativamente usado quando os custos diretos são a grande porção dos custos totais, e não há outra maneira mais objetiva de visualização de quanto dos indiretos poderia, de forma menos arbitrária, ser alocado a A, B e C. Teríamos então:
5.3.3 3º passo: a ALOCAÇÃO dos custos indiretos aos produtos
A última coluna do Quadro 5.2 nos fornece então o custo total de cada produto, e a penúltima a parte que lhes foi imputada dos custos indiretos.
5.3 PROCESSO DE CUSTEAMENTO
Suponhamos, entretanto, que a empresa resolva fazer outro tipo de alocação. Conhecendo o tempo de produção de cada um, pretende fazer a distribuição dos custos indiretos proporcionalmente a ele, e faz uso dos próprios valores em reais da Mão de Obra Direta, por ter sido esta calculada com base nesse mesmo tempo. Teríamos, dessa maneira:
5.3.3 3º passo: a ALOCAÇÃO dos custos indiretos aos produtos
O custo total de cada produto seria:
Esses valores de custos indiretos diferentes e consequentes custos totais também diferentes para cada produto podem não só provocar análises distorcidas, como também diminuir o grau de credibilidade com relação às informações de Custos. Não há, entretanto, forma perfeita de se fazer essa distribuição; podemos, no máximo, procurar entre as diferentes alternativas a que traz consigo menor grau de arbitrariedade.
5.3 PROCESSO DE CUSTEAMENTO
Por enquanto, o esquema básico é:
SEPARAÇÃO entre Custos e Despesas;
APROPRIAÇÃO dos Custos Diretos - CD aos produtos ou serviços;
ALOCAÇÃO (rateio) dos Custos Indiretos - CI dos produtos e serviços.
5.3.4 Ilustração do esquema básico
5.3 PROCESSO DE CUSTEAMENTO
Vantagens e Desvantagens do Custeio por Absorção
4.3 Conceitos
4.3.1Demonstração de resultados da indústria
Prof. Dr. Eliseu Martins
VOCÊ SABIA?
Os custos incorridos num período só irão integralmente para o Resultado desse mesmo período caso toda a produção elaborada seja vendida, não havendo, portanto, estoques finais. Já as despesas – de Administração, de Vendas, Financeiras etc. – sempre são debitadas ao Resultado do período em que são incorridas: assim é que funciona o Custeio por Absorção.
A seguir, estão contemplados os principais assuntos discorridos:
O esquema básico da Contabilidade de Custos consiste, dentro do visto até o momento, em: a)separação de Custos e Despesas; b)apropriação dos Custos Diretos aos produtos; e c)alocação mediante rateio dos Custos Indiretos aos produtos.
A contabilização dos Custos pode ir de um extremo de simplificação, com a Contabilidade Financeira separando Custos de Despesas e registrando diretamente a passagem dos Custos aos Produtos.
Na prática, quanto mais simples for o sistema de contabilização melhor, desde que a empresa mantenha um adequado sistema de arquivamento dos mapas, eletrônicos ou não.
Resumindo...
Bibliografia
Referências
BARNEY, Jay. Firm resources and sustained competitive advantage. Journal of management, v. 17, n. 1, p. 99-120, 1991.
BORNIA, Antônio Cezar. Análise gerencial de custos: aplicação em empresas modernas. 3ª edição . Grupo GEN, 2010. 
IUDÍCIBUS, Sérgio de. Contabilidade Gerencial. 6 ed. São Paulo: Atlas, 1998.
LEONE, George S. G. Curso de Contabilidade de Custos. São Paulo: Atlas, 1997
MARTINS, Eliseu. Contabilidade de custos. 11. ed. – [2. Reimpr.]. – São Paulo: Atlas, 2019.
OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de. Sistemas, organizações e métodos: uma abordagem gerencial. 13. ed. São Paulo, 2002.
REGINATO, Luciane; COLLATTO, Dalila Cisco. Método de Custeio Variável, Custeio Direto e Teoria das Restrições no contexto da Gestão Estratégica de Custos: um estudo aplicado ao instituto de idiomas unilínguas. In: Anais do Congresso Brasileiro de Custos-ABC. 2005.
VARTANIAN, Grigor Haig. O método de custeio pleno: uma análise conceitual e empírica. São Paulo: 2000. Dissertação de mestrado em Controladoria e contabilidade – Departamento de Contabilidade e Atuaria da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo. 
https://myabcm.com/pt-br/custeio-baseado-em-atividades-metodologia-abc/ 
https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/tce-sc-resumo-de-contabilidade-de-custos-metodos-de-custeio/#:~:text=Em%20contrapartida%2C%20o%20custeio%20por,IR%20maior%2C%20em%20regra). 
31
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