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Hepatite A Conceitos iniciais Manifestações clínicas Partícula viral 🔬Vírus da hepatite A (VHA): vírus de RNA de fita simples pertencente à família dos Picornavírus, com tropismo pelo tecido hepático (hepatotrópico) Capsídeo de formato icosaédrico compostos por proteínas estruturais VP1, VP2 e VP3 1 único sorotipo existente → imunidade permanente após o contato ou vacinação ‘’teve uma vez não tem mais’’ Hepatite A não evolui para hepatite crônica. Período de incubação: 15 a 45 dias, sendo o período de viremia de 7 dias Transmissão Fecal-oral, por contato inter-humano ou por meio de água e/ou alimentos contaminados ↓ Aglomerados humanos (asilos, escolas e creches) são mais propensas a surtos. ❗Via parenteral é rara, devido ao seu curto período de viremia (7 dias), ocorrendo somente se o paciente estiver na fase de viremia do período de incubação. Epidemiologia A infecção é mais comum em regiões com baixa infraestrutura de saneamento básico e condições de higiene precárias. Ex. países em desenvolvimento. Brasil: Norte e Nordeste (+ comum) → incidência está diminuindo devido às melhores condições sanitárias e por vacinação. Países em desenvolvimentos → infecção em idades mais precoces, gerando formas assintomáticas ou anictéricas→ melhor ‘’pegar’’ a doença quando criança, pois é mais branda Países desenvolvidos→ infecção em idades mais avançadas (adultos) → formas sintomáticas e ictéricas, mais graves e com resolução lenta Evolução clínica Doença autolimitada e de caráter benigno, na maior parte dos casos, a insuficiência hepática 1. Fase prodrômica (pré-icterícia): fadiga, mal-estar, náuseas, vômitos, anorexia, febre, mialgia, diarreia (em crianças), fraqueza, astenia,coriza ( sintomas inespecíficos). Duração de 1 a 2 semanas. Pode ocorrer em decorrência de imunocomplexos artralgias, púrpuras, glomerulites e manifestações dermatológicas (rash cutâneo) → manifestações extra-hepáticas ↓ 2. Fase ictérica: - Icterícia, - Prurido, - Acolia fecal, - Colúria, ❗São características da síndrome colestática que decorre da obstrução/ impedimento do fluxo biliar, sendo a hepatite A com mais características colestáticas. - Outras: dor abdominal, hepatomegalia dolorosa e esplenomegalia. - Achados sistêmicos da fase prodrômica reduzem e o paciente sente-se melhor. aguda grave ocorre em 50 anos (idosos) e outras hepatopatias associadas (ex. doença hepática crônica). ❗Posterior a fase de convalescença os vírus de hepatite podem seguir dois caminhos: cronificação ou cura. Sendo que os vírus B, C e D podem cronificar, já o A não cronifica. Marcadores sorológicos Achados laboratoriais 1. Anti-HAV IgM É um anticorpo específico para hepatite A indicado na suspeita de infecção, Indica fase aguda da infecção → 1º que fica positivo Desaparece após 3 meses Positivo traduz infecção recente Janela diagnóstica: detectável a partir de 5-10 dias após a infecção e se mantêm até 4-6 meses 2. Anti-HAV IgG Anticorpo indicativo de infecção passada (teve a infecção) surgindo na fase de convalescência ou por vacinação. Mantém-se positivo indefinitivamente 3. Anti-HAV total (IgM + IgG) Resultado reagente: indica que IgM e/ou IgG estão presentes, não sendo possível definir se é uma infecção anterior ou é atual, necessitando de pedir Anti-HAV IgM para definir se está na fase aguda. ↓ Logo, podem permanecer reagentes após infecção ou imunização durante toda a vida do paciente, pois também representa a presença de IgG. Resultados sorológicos 1. Elevação das aminotransferases 10x acima da normalidade, sendo valores maiores para TGP (ALT-alanina-aminotransferase) em relação ao TGO (AST) → ALT > AST → marcadores de lesão hepática, mas não possuem relação com a gravidade da doença. Começam a se elevar no período de incubação (3 a 4 semanas antes dos sintomas) + 2. Hemograma: neutropenia e linfocitose (aumento de linfócitos e neutrófilos) + 3. Aumentos das enzimas canaliculares: fosfatase alcalina e gama-GT → marcadores lesão nos ductos hepáticos e colestase (síndrome colestática) isso ocorre pois a hepatite A é a que mais cursa com síndrome colestática + 4. Hiperbilirrubinemia: bilirrubina total geralmente 20mg/dl, com predomínio da bilirrubina direta → lesão no hepatócito compromete a etapa de excreção (icterícia hepatocelular) 🚨As elevações de fosfatase alcalina, gama GT e bilirrubina são indicativos de síndrome colestática, ou seja, obstrução das vias biliares, sendo mais comum na hepatite A. ❗As alterações laboratoriais são comuns a todas as hepatites virais. Sendo a elevação persistente das aminotransferases (>6 meses) é indicado de hepatite crônica. 🚨Hepatite A evolui com curso clínico e benigno na maior parte das vezes, contudo o alargamento do tempo de protrombina e a diminuição de albumina são indicativos de uma hepatite fulminante (rara). ❗Lembrando: as hepatites virais, incluindo a hepatite A, são doenças de notificação compulsórias devendo ser realizadas em até 7 dias. Tratamento Prevenção O tratamento consiste no suporte sintomático, já que na maioria das vezes o curso é autolimitado e com melhora espontânea. Não há medicação específica. - Manter repouso, - Suspensão de medicações hepatotóxicas, como paracetamol, - Evitar ingestão de bebidas alcoólicas (alguns locais colocam até 6meses-1 ano), - Não necessita de uma dieta especial, devendo ser nutritiva, respeitando a tolerância do paciente ❗Afastamento das atividades é indicado para crianças que frequentam creches por 1 semanas após início dos sintomas (alguns locais colocam como 2 semanas), no geral, não é indicado, pois o período de maior viremia ocorre durante o período de incubação (quando não tem sintomas). Medidas gerais ● Lavar bem as mãos, incluindo após usar o sanitário e antes de preparar os alimentos, ● Lavar e desinfetar bem as frutas e verduras ● Cozinhar bem os alimentos antes de consumir ● Melhores condições sanitárias ● Consumo de bebida de água tratada ● Locais de aglomerados humanos (creches, escolas e asilos) adotar medidas de higiene rígidas Vacinação Vacina de vírus inativado e administrada por via IM ou subcutânea (crianças com coagulopatias) 💉Esquema vacinal ● Dose única aos 15 meses (podendo ser administrada até os 5 anos incompletos) ● Pessoas acima de 1 ano de idade com as seguintes condições recebem esquema de duas doses (intervalo de 6 meses) - profissionais da saúde, que cuidar do lixo ou água contaminada, - hepatopatias crônicas, - imunodeprimidos (medicamentos ou HIV) - outras Hepatite B Conceitos iniciais Marcadores sorológicos Partícula viral 🔬Vírus da hepatite B (VHB):é um vírus de DNA de fita dupla pertencente à família Hepdnaviridae, com trofismo pelos hepatócitos (hepatotrópico). ❗A presença de transcriptase reversa permite que ocorra mutações em seu genoma, conferindo grande diversidade genética. ❗Único vírus de DNA dentre as hepatites virais → consequência é a incorporação de seu genoma no DNA do hospedeiro, levando a episódios de reativação. Complicações: 🦀VHB possui risco de evolução para carcinoma hepatocelular (CHC), mesmo sem fibrose avançada ou cirrose hepática + Hepatite B possui evolução para forma crônica. Transmissão 1. Transmitida por via sexual (principal)→ Hepatite B é uma IST 2. Contato com sangue ou fluidos contaminado, incluindo: - Via parenteral: compartilhamento de agulhas e seringas, tatuagens, piercings, lâminas de barbear, e alicates de unha ou procedimentos cirúrgicos, drogas injetáveis, transfusão de sangue (principalmente antes de 1993) - Via percutânea - Via vertical: da mãe infectada para o bebê durante a gestação ou parto, sendo mais comum no momento do parto, a intrauterina é rara. Risco é maior quando a infecção aguda ocorre no 2º ou 3º trimestre. ❗Em caso de mãe portadora crônica, se HBsAg positivo possui 90% de chance, na sua negatividade a chance é bem reduzida. ❗Não há risco de transmissão pelo leite materno, portanto, aleitamento materno 1. HBsAg (1º reagente) É o antígeno de superfície (s) do VHB Primeiro marcador a aparecer Positividade é indicativo de infecção pelo VHB ou caso permaneça positivo por mais de 6 meses (ou 24 semanas) correlaciona-se com infecção crônica → Marcador da presença de VHB no corpo de forma ativa ou não 2. Anti-HBc IgM É um anticorpo contra o antígeno do core (HBcAg) presente no interior do vírus, logo, não é secretado no plasma e não é capaz de ser medido → o contato selvagem com o antígeno HBcAg estimula a secreção de anti-HBc (tanto o IgM quanto o IgG) → portanto, só é produzido quando em contato com vírus selvagem e não com vacinação. Primeiro anticorpo a tornar-se reagente Marcador de infecção aguda ou de agudização de infecção crônica. ❗A persistência de sua positividade por longos períodos é fator preditivo de maior gravidade. 3. Anti-HBc IgG Marcador de cicatriz sorológica, ou seja, indica que já entrou em contato com o vírus selvagem anteriormente (infecção anterior), mantendo-se positivo por toda a vida, mas não confere imunidade. Na infecção crônica ele está reagente. 4. HBeAg Indicativo de altas taxas de replicação viral e infecção atual → logo, indica alta infecciosidade ❗A persistência de sua positividade por mais de 3-6 semanas é indicativo de maior risco de cronificar. ❗Mutação pré-core: não produz proteína HBeAg, logo, é não reagente, mesmo com a presença de replicação viral. pode continuar. Patogênese VHB possui tropismo pelos hepatócitos e ao entrarem em contato com a sua superfície, são internalizados, migram para o núcleo onde ligam-se ao DNA do hospedeiro, replicando-se e podendo permanecer ligado ao DNA do hospedeiro. VHB não é um vírus diretamente citopático, a lesão hepatocelular decorre da reação imunológica do hospedeiro ao hepatócitos infectados (antígenos virais são expressos pelos hepatócitos) mediado por linfócitos T, B e citocinas. Evolução clínica O risco de cronificação (persistência do vírus por mais de 6 meses) é inversamente proporcional a idade de exposição dos pacientes → quanto mais cedo entrou em contato com o vírus, maior a chance de cronificação ↓ Logo, em RN que adquiriam por via vertical possui elevada chance de cronificação (90%) de cronificação ao contrário de um adulto que possui de 5-10% (baixa). ↓ RN são mais propensos a cronificar, pois a exposição intrauterina ao antígeno E das mães HBsAg positivas (é lipossolúvel e ultrapassa a barreira placentária) induz um estado de imunotolerância ao vírus, assim, quando é infectado no momento do 5. Anti-HBe Anticorpo contra o antígeno HBeAg que marca o fim da replicação viral Surge após o desaparecimento de HBeAg. 6. Anti-HBs Anticorpo contra o antígeno de superfície (s) do vírus da hepatite B (HBsAG), indicando imunidade contra o vírus, único anticorpo que confere imunidade, surgido a partir de contato com vírus selvagem ou vacinação. Resultados sorológicos parto não o reconhece como estranho e permite sua replicação durante anos a décadas. Fases clínicas As mesmas que na hepatite A e com os mesmos sintomas. 🚨Hepatite B crônica: HBsAg reagente por > 6 meses e presença de anti-HBc IgM não reagente é sugestivo da doença crônica. ● Quais marcadores devem ser pedidos para confirmação diagnóstica de infecção pelo HBV? Pelo menos dois testes: - Preferencial: HBsAG reagente + HBV-DNA detectável - Alternativo: HBsAG reagente + anti-HBc total reagente ou HBeAg reagente História natural da infecção crônica pelo HBV Manifestações clínicas 1. HBsAg reagente-Infecção ou fase imunotolerante: - HBsAg reagente - Valores normais de ALT (aminotransferases): não há lesão de hepatócitos e a histologia hepática está preservada - Altos níveis de HBV-DNA - HBeAg positivo: intensa replicação viral → grande risco de transmissão - Fase frequente nos indivíduos infectados nos primeiros anos de vida (transmissão vertical), podendo durar de 10-40 anos ↓ 2. HBeAg reagente-Hepatite ou fase imunorreativa: - Elevação das aminotransferases (ALT): indica lesão hepatocelular, podendo progredir para fibrose, devido ao esgotamento da tolerância imunológica - Redução da carga viral (HBV-DNA) - HBeAg positivo ↓ 3. HBeAg não reagente-Infecção ou fase de portador inativo: - Fase de baixa replicação viral: HBeAg não reagente e soroconversão em anti-HBeAg reagente - Valores normais de ALT: resolução do quadro necroinflamatório do fígado→ bom prognóstico se ficar nessa fase - HBV-DNA indetectável - Pode permanecer durante toda vira ou reativar devido estado imunodepressivo ou mutações em genoma ↓ 4. HBeAg não reagente-Hepatite ou fase de reativação: - Fase de retorno da replicação viral pois o vírus conseguiu evadir da resposta imune do hospedeiro, geralmente por mutação pré-core e/ou core-promoter. - HBeAg não reagente (geralmente anti-HBe reagente) - Valores flutuantes e alterados de ALT e HBV-DNA - Elevação da progressão fibrótica, baixa chance de remissão espontânea e chance de cirrose e carcinoma hepatocelular (CHC) ↓ 5. HBsAg não reagente ou fase de cura funcional - HBsAg negativo, com ou sem anti-HBs e/ou anti-HBC reagentes - Valores de ALT e HBV-DNA indetectável ou muito baixo Depende da idade: crianças possuem quadro mais brando, porém risco maior de cronicidade, já adultos possuem formas sintomáticas, com menor risco de cronicidade. No geral, apresenta formas diversas de apresentação clínica na hepatite B aguda: - Assintomática (maior parte dos casos): diagnóstico ao acaso - Anictérica: sintomas inespecíficos (fadiga, anorexia, mal-estar, náuseas) - Ictérica - Colestática: prurido intenso, acolia fecal, colúria e icterícia. Aumento das enzimas colestáticas( fosfatase alcalina e gama-GT) e da bilirrubina. Pouco comum na hepatite B. ❗As fases de manifestações clínicas na fase aguda em todas as hepatites são iguais (parte de hepatite A está escrito) ❗A hepatite B aguda pode ter evolução aguda grave para hepatite fulminante (rara), sendo inclusive o tipo de hepatite em que mais há ocorrência dessa complicação. - A hepatite crônica é assintomática na maioria dos casos até o aparecimento dos sintomas de doença avançada: cirrose hepática, fibrose e carcinoma hepatocelular. - Manifestações extra-hepáticas: comuns na forma crônica e ocorrem devido aos imunocomplexos: poliarterite nodosa, doença de gianotti e glomerulonefrite. Insuficiência hepática aguda (hepatite fulminante) Mutantes É uma lesão hepática aguda que evolui para encefalopatia hepática e insuficiência hepática, com prolongamento do tempo de protrombina (RNI) > ou = 1,5, em um período de 8 semanas. Ocorre evolução para falência múltipla dos órgãos e óbito→ possui alta mortalidade Mais comum em casos de coinfecçãopor HIV, portadores de doença hepática crônica e idade > 50 anos Causas 1. Hepatites virais: entre elas, a principal causa é a hepatite B. 2. Uso de paracetamol (acetaminofeno) em doses altas, pois ocorre saturação das enzimas hepáticas para sua conjugação e consequente aumento dos seus metabolitos tóxicos que produzem lesão hepática. Quadro clínico 1. Encefalopatia hepática: ocorre pelo comprometimento de metabolização da amônia, com aumentos dos seus níveis séricos, ocasionando alterações no sistema nervoso central. - Alterações no nível de consciência: letargia, confusão, estupor e até coma - Alterações na função intelectual: déficit de atenção, dificuldade em cálculos Mutante pré-core Falha na expressão de HBeAg→ não tem HBeAg mesmo com replicação alta na infecção→ gera replicação exagerada mesmo na presença de anti-Hbe Sorologia: + aumento das transaminases → (acalculia) e desorientação temporal - Alterações de comportamento: irritabilidade, euforia, comportamento inapropriado e alterações de personalidade - Anormalidades neuromusculares: incoordenação muscular, ataxia, nistagmo, rigidez, hiperreflexia e flapping. - Edema cerebral e aumento da pressão intracraniana (>30 mmHg) : sintomas são hipertensão arterial, bradicardia e ritmo respiratório irregular. Flapping: movimentos assincrônicos das mãos como ‘’asas de borboleta’’ desencadeados por dorsiflexão. 2. Ascite 3. Insuficiência hepática caracterizada por alargamento do tempo de protrombina > ou = 1,5 ❗A falência múltipla de órgão e o edema cerebral são as principais complicações que levam ao óbito nos pacientes. Tratamento inflamação crônica A sorologia é igual a de um portador crônico inativo o que diferencia é a replicação viral que está elevada no mutante pré-core que pode ser expressa por carga viral acima de 2.000 Ui/ml, já o portador crônico o HBV-DNA é indetectável. Consequências: O vírus replica-se muito levando a ocorrência de uma hepatite fulminante ou exacerbar a hepatite crônica, sendo muito agressiva. Mutante por escape É uma alteração no HBsAg que impede sua neutralização por anti-HBs, ou seja, ficam resistentes → HBsAg positivo mesmo com altos níveis de anti-HBs Vacinação (vírus inativo) Profilaxia pós-exposição Esquema vacinal (4 doses) 1ª dose: 12 horas ao nascer (monovalente) Vacina pentavalente aos 2,4 e 6 meses de vida Crianças (>7 anos), adultos e idosos não vacinados: 3 doses (0,1 e 6 meses) Revacinação: -imunodeprimidos, profissionais da saúde após exposição, pacientes em hemodiálise e os pacientes que não tiveram produção de anti-HBs ( se após 2 esquemas completos ele ainda não produzir, considera-se não responsivo e não aplica mais nenhuma dose complementar) Imunoglobulina (IGHAB) é aplicada preferencialmente nas primeiras 24 horas, contudo, até 14 dias para exposição sexual e 7 dias para percutânea, mucosas (incluindo perinatal) Profilaxia da transmissão vertical Tratamento A via de parto escolhida depende do obstetra, apesar da transmissão ocorrer principalmente durante a passagem do bebê pelo canal vaginal, não há evidências de benefício da cesariana. Aleitamento materno não é contraindicado → liberado 🚨Todos os RN de mães HBsAg positivo devem receber imunoglobulina + vacina nas primeiras 12 horas de vida. Caso o HBsAg da mãe seja desconhecido deve-se aplicar a vacina no RN, fazer a sorologia da mãe e caso seja positivo, aplicar a imunoglobulina no RN até o 7 º dia de vida. 🚨Gestante com alta carga viral: HBsAg e HBeAg positivo ou HBV-DNA > 200.000 Ui/ml utiliza-se tenofovir a partir do terceiro trimestre (28 semanas) ou pelo menos 30 dias antes do parto. 🚨Interferon é contraindicado, pois é teratogênico. Objetivos Evitar a progressão da doença e seus desfechos: carcinoma hepatocelular, cirrose, insuficiência hepática e o óbito. Indicações 1. Níveis de ALT 1,5 vezes o limite da normalidade (ou seja, 52 para homens e 37 para mulheres) e HBeAg reagente 2. HBV-DNA > ou = 2.000 Ui/ml (independente do status do HBeAG) e níveis elevados de ALT 1,5 vezes 3. HBeAg reagente > 30 anos Análogos nucleotídeos Tenofovir (primeira linha) → fumarato de tenofovir desoproxila (TDF) Uso inclusive na gestação. Mecanismo de ação: inibição da síntese de DNA do HBV, ao inibir todas as etapas da atividade da transcriptase reversa. Entecavir (alternativo) Primeira escolha para o tratamento de pacientes com cirrose Contraindicado na gestação e amamentação e disfunção renal Inibe a atividade da transcriptase reversa. Alfapeginterferona Citocina com ação antiviral, antiproliferativas e imunomoduladora, uso por 48 semanas. Contraindicações: gestação, hepatite aguda, insuficiência hepática grave e cirrose descompensada.