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Aluna: Adrielle Fernandes de Jesus Professor: Flávio Moraes Relatório da Aula Prática no Bloco Cirúrgico - 13/09/2024 Objetivo: A aula prática realizada no dia 13/09 na clínica veterinária da faculdade Anhaguera teve como foco a familiarização dos alunos com a estrutura física do bloco cirúrgico e a sequência de procedimentos realizados durante a preparação para cirurgias em animais, desde a tricotomia até a medicação pré-anestésica (MPA) e a anestesia. Também foram abordadas as funções de cada sala envolvida no processo, garantindo que os alunos compreendessem a importância de cada etapa para o sucesso da cirurgia e o bem-estar do animal. Estrutura Física do Bloco Cirúrgico O bloco cirúrgico é composto por diversas áreas interligadas, cada uma com uma função específica para garantir a segurança e o fluxo adequado dos procedimentos. As principais áreas observadas foram: 1. Sala de Preparo Finalidade: Nesta sala, o animal passa pela tricotomia, ou seja, a retirada dos pelos na área onde será realizada a cirurgia. O procedimento é fundamental para reduzir o risco de contaminação e infecção durante a intervenção cirúrgica. Procedimentos Realizados: A tricotomia pode ser feita na sala de preparo, dependendo do temperamento do animal e da espécie. Em alguns casos, se o animal apresentar maior agitação ou desconforto, já é administrada a medicação pré-anestésica (MPA) ainda nesta fase, visando acalmar o paciente e facilitar a sequência do processo. 2. Sala de Anestesia Finalidade: A sala de anestesia é onde o animal recebe a medicação pré-anestésica, caso não tenha sido administrada na sala de preparo, e é preparado para a anestesia geral. Procedimentos Realizados: Aqui são realizados procedimentos como a canulação, que consiste na inserção de cateteres intravenosos, permitindo a administração de anestésicos e medicamentos durante a cirurgia. O monitoramento dos sinais vitais do animal também tem início nessa fase, garantindo que ele esteja em condições adequadas para seguir ao procedimento cirúrgico. 3. Vestiário Finalidade: O vestiário é a área destinada à troca de roupas dos profissionais. Antes de adentrarem a sala cirúrgica, eles devem vestir trajes esterilizados, incluindo aventais, luvas, máscaras e toucas. Essa medida é essencial para manter a assepsia do ambiente cirúrgico, evitando a introdução de contaminantes externos que possam comprometer a cirurgia. 4. Sala de Paramentação Antes de iniciar qualquer cirurgia, é essencial que toda a equipe envolvida siga rigorosamente as normas de paramentação e assepsia para garantir um ambiente estéril e seguro. A sala de paramentação é onde os profissionais de saúde se preparam antes de adentrarem o centro cirúrgico. A seguir, detalho o passo a passo dos procedimentos executados. · Retirada de acessórios pessoais Objetivo: Evitar contaminações cruzadas e a retenção de microrganismos. Ação: O profissional deve retirar joias, relógios, anéis, pulseiras, brincos, piercing e qualquer outro adorno. · Colocação do propé Objetivo: Impedir que impurezas dos calçados sejam levadas para o ambiente cirúrgico. Ação: Colocar o propé descartável sobre os sapatos antes de entrar na sala de cirurgia. · Colocação da touca descartável Objetivo: Evitar a queda de cabelos no ambiente estéril. Ação: Cobrir todo o cabelo e as orelhas com a touca, garantindo que não fiquem fios expostos. · Colocação da máscara cirúrgica Objetivo: Proteger o ambiente cirúrgico de gotículas emitidas pela respiração e fala. Ação: Posicionar a máscara cobrindo completamente o nariz e a boca, ajustando o clipe nasal e amarrando ou fixando os elásticos nas laterais do rosto. · Degermação das mãos e antebraços Objetivo: Eliminar completamente os microrganismos presentes nas mãos e nos antebraços. Passo a passo: Abertura da torneira sem contato manual: na demonstração a torneira foi aberta acionando os pedais. Molhar as mãos e antebraços: Passar água corrente até os cotovelos. Aplicação do antisséptico: Usar sabão antisséptico, como clorexidina ou álcool degermante. Esfregação minuciosa: 1. Esfregar as palmas das mãos com movimentos circulares. 2. Esfregar o dorso das mãos. 3. Limpar os espaços interdigitais, incluindo polegares e unhas. 4. Esfregar os antebraços até os cotovelos. Enxágue: Sempre deixar a água escorrer das mãos para os cotovelos (nunca o contrário). Devendo dura no mínimo 5 minutos. Secagem: Usar uma toalha estéril para secar mãos e antebraços. O movimento deve ser da ponta dos dedos para o cotovelo. · Colocação das luvas estéreis Objetivo: Manter as mãos protegidas de possíveis contaminações e garantir a integridade do campo cirúrgico estéril. Ação: Após a secagem completa, vestir as luvas cirúrgicas estéreis sem tocar a parte externa delas. A técnica deve garantir que as mãos não toquem superfícies contaminadas. · Vestir o avental cirúrgico Objetivo: Proteger o corpo e as roupas pessoais do ambiente cirúrgico. Ação: O profissional coloca o avental estéril, com a ajuda de outro membro da equipe, de forma que ele seja vestido sem comprometer a esterilidade. 5. Sala de Cirurgia Finalidade: A sala de cirurgia é o local onde o procedimento cirúrgico propriamente dito é realizado. Este ambiente é mantido estéril, com monitoramento rigoroso para assegurar a segurança tanto do paciente quanto da equipe. Equipamentos e Procedimentos: A sala é equipada com mesas cirúrgicas, monitores de sinais vitais, aparelhos de anestesia, e todo o instrumental cirúrgico necessário. O animal, já anestesiado e devidamente preparado, é posicionado na mesa, e a equipe cirúrgica, devidamente paramentada, inicia o procedimento. Em relação aos instrumentais cirúrgicos foi apresentado uma caixa devidamente esterilizada e lacrada contendo 28 peças, dentre elas: pinça hemostática, pinça de kelly (curva e reta), pinça de kocher, pinça de allis, porta agulha, cabo para bisturi, pinça de Rochester (curva e reta), pinça de backaus, pinça halstead (mosquito), pinça anatômica, tesouras (mayo hegar fina fina/ romba fina) e afastadores. Conclusão A visita prática ao bloco cirúrgico foi de grande importância para compreender o fluxo dos procedimentos e a função de cada área. Cada etapa, desde a preparação do animal até a cirurgia, é essencial para garantir um procedimento seguro e bem-sucedido.