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CENTRO UNIVERSITÁRIO DAFNE BENTO DA SILVA DE OLIVEIRA FAVENI PRÁTICA PROFISSIONAL GUARULHOS 2024 https://ava.unifaveni.com.br/membros/33992116867/ CENTRO UNIVERSITÁRIO DAFNE BENTO DA SILVA DE OLIVEIRA ELABORAÇÃO DA PRÁTICA PROFISSIONAL GUARULHOS 2024 https://ava.unifaveni.com.br/membros/33992116867/ CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI DAFNE BENTO DA SILVA DE OLIVEIRA PRÁTICA PEDAGÓGICAPROFISSIONAL Trabalho apresentado a disciplina Prática Profissional, do Centro Universitário FAVENI, no Curso de Segunda Licenciatura em Biologia, como pré- requisito para aprovação. GUARULHOS 2024 https://ava.unifaveni.com.br/membros/33992116867/ ORIENTAÇÕES PARA O PROJETO DE INTERVENÇÃO 1. EXPERIMENTOS CIENÍFICOS DESTINADOS A ECONOMIA DOMESTICA A presente produção didático-pedagógica é parte integrante e condição obrigatória para o cumprimento das exigências estabelecidas pelo Programa de Desenvolvimento Educacional – PDE 2024. Consequentemente, ela se refere a formação continuada de professores da rede Estadual de Educação do Estado de Guarulhos, que tem como propósito a qualificação dos profissionais da Educação. Com esse intento, tal produção parte de estudos teóricos que são aliados ao desenvolvimento da prática, no intento de buscar soluções para problemas recorrentes na escola pública que, em tempos de desemprego e inflação alta, também podem favorecer a economia doméstica. Portanto, a proposta é unir o saber ao fazer, para estimular a experimentação, que faz parte da vida dos seres humanos desde muito cedo, ou seja, propor atividades práticas que visam despertar o interesse dos alunos dos anos finais do Ensino Fundamental, a partir da elaboração de uma Feira de Ciencias com experimentos quimicos destinados tanto ao aprendizado da disciplina quanto a economia doméstica. Há um porquê para essa opção: a Educação vive momentos de transformações, mas enquanto percebemos várias mudanças que visam tornar o ensino da maioria das disciplinas mais significativo, também é comum encontrarmos na prática do ensino de Ciências, Fisica e Química, como frisa ALVES (2020), os modelos tradicionalistas, que descontextualizam os significados e priorizam a reprodução do conhecimento tanto pela memorização quanto pela exemplificação. Diante desse contexto, constatamos que a Feira de Ciencias, principalmente a que prioriza experimentos quimicos na escola, é primordial para a alfabetização científica, compreensão e propagação de conceitos intrinsecos a Ciencias da Natureza e até para a economia doméstica, o que também ajuda atrair os pais à escola, como veremos a seguir. 2. APRESENTAÇÃO Estimular atividades práticas na disciplina de Biologia em especial com alunos do Ensino Médio, é uma forma de elevar o interesse pela elaboração de Feiras de Ciências, atividade que, devido a diversos fatores e dificuldades conceituais, históricase de implementação, perdeu o ímpeto, a ponto de ser desativadas em várias escolas. De certa forma, em decorrência da ausência delas, muitos professores também passaram a trabalhar mais com a teorica, minimizando a realização de experimentos. Porém, graças a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), sabemos que é de responsabilidade docente desafiar os alunos, para que eles manifestem suas curiosidades e anseios em relação aos conteúdos do currículares. . Além disso, conforme Barcelos et al. (2010), a Feira de Ciências é um evento institucional que implica a mobilidade de toda a comunidade escolar e como qualquer atividade de ensino e aprendizagem, envolve criatividade e investigação na busca de soluções para uma situação problema que, por sua vez, requer apontamentos e, em contrapartida, formece contribuições para o entendimento das Ciencias da Natureza. Somasse a essa cosntatação, o fato de que muitos experimentos simples de quimica, que resultam em misturas que nada mais são que a junção de duas ou mais substâncias, compostas ou simples, conceitos que os alunos já devem ter aprendido na respectiva fase escolar que elegemos para trabalhar, também podem favorecer a econômica doméstica. Portanto, o aprendizado se torna mais prático e, ao mesmo tempo, mais signifiativo, inclusive para os pais que, assim, inserem-se na escolar e até podem dar sugestões, no intento de cooperar com a produção de mais experimentos. 3. OBJETIVOS Objetivo geral Propor atividades práticas, que envolvam demonstração, investigação e verificação, bem como limites, possibilidades e estratégias necessárias para motivar e despertar a atenção dos alunos que, além de transpor conceitos abstratos para a concretude, ainda poderão ajudar na economia doméstica. Objetivos específicos Promover o desenvolvimento da capacidade de trabalhar em grupo; Incentivar a tomada de decisões; Estimular a criatividade; Aprimorar a capacidade de observação; Estimular o registro de informações e a análise de dados; Propor hipóteses para os fenômenos; Identificar a natureza da Ciência e o papel do cientista em uma investigação. 4. METODOLOGIA Os experimentos químicos devem ser consequências do aprendizado dos conceitos científicos adquiridos, de forma gradativa, nas aulas regulares de Ciências da Natureza e, nesse caso especifíco, nas aulas de quimica. Logo, em contribuição propiciada pelo Programa de Desenvolvimento Educacional – PDE, antes do evento em si e para o desenvolvimento da unidade didática previamente selecionada, devem ser previstas aulas práticas no laboratório de Ciências ou na sala de aula, com vistas a realização dos experimentos que, por sua vez, devem ser acessíveis aos alunos que promoverão o evento em data prevista, referencialmente ao fim do segundo bimestre, de acordo com o Plano de Trabalho Docente – PTD, seus conteúdos estruturantes, básicos e específicos. 5. CRONOGRAMA O que fazer? Quando Fazer? (datas): Responsável: Pesquisa bibliográfica sobre e para a Feira de Ciencias voltada aos experimentos quimicos que podem cooperar com a economia domestica. 04 a 08/04/2024 Prof Dafne Organização estratégica da Feira 12 e 13/04/2024 Prof Dafne Preparo do material necessário aos experimentos. 16 e 17/05/2024 Prof Dafne Roda de conversa com os alunos para apresentação tanto da proposta quanto dos possveis experiementos, bem como dos materiais. Logo após, formação de grupos e escolha das experimentos quimicos para a Feira de Ciências, de acordo com o conteúdo trabalhado em sala de aula, de acordo com a série deles. 18 e 19/05/2024 Prof Dafne Revisão de conteúdo e realização dos experimentos para testagem e aperfeiçoamente, antes da exibição final no evento. 23 a 25/05/2024 Prof Dafne Realização da Feira de Ciências. 26 a 30/05/2024 Prof Dafne Considerações finais sobre o evento. 31/05/2024 Prof Dafne 6. RECURSOS NECESSÁRIOS Além do espaço destinado propriamente a Feira de Ciências, os demais recursos utilizados tendem a variar de acordo com os experimentos eleitos em consenso pela turma e o professor. Porém, não podem faltar cartolinas e pincéis usados.atômicos para a produção de cartazes que devem trazer o titulo da experiencia, a listagem dos materias, o resumo dos conceitos envolvido em cada experimento e respectivas imagens deles (que tanto podem ser fotos captadas pelos celulares dos alunos quanto ilustrações feitas por eles mesmos). 6.1 Sugestões de experimentos quimicos para a Feira de Ciências Eles podem servir de base ao professor, para que ele orienteos alunos tanto em relacão aos conceitos, as reações, causas e efeitos, quanto em termos de pesquisas correspondentes, pois o mais importante é que todos saibam o que estão fazendo conforme a proposta inicial. Aromatizador ambiental – 50 ml de água; 50 ml de vinagre branco; casca de 1 limão; e 2 ramos de alecrim. Misture muito bem os ingredientes, coloque em um borrifador e deixe descansar por alguns dias em local escuro e fresco. Depois, basta espalhar pelo ambiente, para purificar o ar. Essa mistura elimina até o cheiro do cigarro. Limpa tudo - 300 ml de água quente; 4 colheres (sopa) de bicarbonato de sódio; e 2 colheres (café) de sal. Misture tudo muito bem e, mesmo com a fervura resultante, aplique com uma esponja seca aonde for preciso, esfregue e deixe reagir por uns 2 minutos. Depois, retire a mistura com um pano úmido e observe o resultado. Lenços umedecidos caseiros para limpeza de objetos delicados - Papel toalha; óleo de coco e óleo essencial de lavanda; saco plástico; sabão liquido neutro; e água morna. De início, dobre os papéis toalha na diagonal e recorte ao meio. Coloque-os em um saco plástico, mas não um em cima do outro. Depois, ainda dentro do saco, adicione de uma a duas colheres (sopa) de óleo de coco e uma colher (sopa) de água morna. Mexa o saco suavemente, para impregnar os papéis com a mistura. .Em seguida, adicione algumas gotas do óleo essencial de lavanda, repita o movimento e, por fim, adicione duas colheres (sopa) de sabonete neutro ou sabão de coco líquido.Mantenha os lenços umedicidos no saco fechado até serem usados, pois assim, os odores irão se concentrar nos papéis que ficaram mais perfumados. Partindo da apresentação desses exemplos e dos conceitos intrinsecos a essas misturas, os alunos já saberam o que buscar, inclsuive poderão ter ajuda dos pais para isso, porque quse todo mundo tem uma receita caseira, embora não entenda os principios quimicos dela. 7. RESULTADOS ESPERADOS A realização de Feiras de Ciências, com experimentos químicos voltados a economia doméstica no ambiente escolar, propicia tanto a demonstração de aprendizagens quanto a produção, divulgação e propagação de novos conhecimentos em relação as Ciências Naturais. Consequentemente, ela também vai exigir a interação constante entre professor e alunos e a troca de ambos com a comunidade escolar, a partir do empenho dos discentes para aprender e transmitir na prática todo o processo de descoberta e criação. Portanto, é esperado o protagonismo de cada aluno como construtor e promotor de conhecimento, bem como o senso crítico em relação a corrente negacionista que minimiza o papel da Ciências diante da sociedade. 8. REFERÊNCIAS ALVES, T. R. S. Os objetos de aprendizagem no ensino de Química: um levantamento exploratório junto a professores do ensino médio. In Scientia Naturalis, v. 2, nº 2, p. 508-524, 2020. Disponivel em: file:///C:/Users/Trabalho/Downloads/3820-Texto%20do%20artigo-11663-2-10- 20201109.pdf. Acesso em 04/01/2023. BARCELOS, N. N. S; JACOBUCCI, G. B; JACOBUCCI, D. F. C. Quando o cotidiano pede espaço na escola, o projeto da Feira de Ciências “vida em sociedade” se concretiza. In Ciência & Educação, v.16, p.215-233, 2010. 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Em consequência do horário escolhido, os demais discentes da unidade escolar, bem como alguns paise outros adultos do entorno, puderam apreciar e se empolgaram com as demonstrações, fato que revelou o esforço dos participantes em manipular os materiais e expor os conceitos envolvidos em cada experimento. Note que, a aprendizagem já havia começado bem antes, mas a chance de realizar a Feira de Ciências, uma atividade nova ba escola, estimulou as pesquisas entre os alunos, a vontade saber mais e a participação de cada um deles. Logo, houve a assimilação dos conhecimentos essenciais das Ciências da Natureza e, em especial, da Quimica, Por sua vez, a roda de conversa que se deu nos dias 18 e 19 de maio, foi decisiva tanto para que a revisão de conteúdo fosse eficaz quanto para a escolha, testagem e aperfeiçoamente dos experimentos. Nessas etapas, que ocorreram entre 23 e 25 de maio, o protagonismo e participarção dos alunos tornaram-se bem visiveis em relação aos procedimentos que precisavam ser tomados, tanto que eles mesmos determinaram o melhor espaço da escola para feira e, no final do período da tarde, os alunos do respectivo turno, junto a alguns do matutino, começaram a fixar os cartazes produzidos anteriormente. O cuidado que tiveram foi tanto, que alguns desses cartazes chegaram a receber retoques finais, mas todos foram recobertos por folhas de jornal, porque os alunos queriam surpreender os colegas. No dia seguinte, conforme eles mesmos combinaram, foi o momento de deslocar as mesas das salas de aula para o espaço determinado. Esse trabalho, realizado em conjunto pelos alunos da manhã e tarde, começou as 8h30 e as 10h tudo já estava disposto em seu devido lugar, o que evidenciou um grande espíríto de equipe para se atingir a meta, conforme haviam traçado por si mesmos . Durante todo esse processo, como professor, concedi a liberdade para que agissem assim, mas ao mesmo tempo, assumi o papel de mediador, no intento de organizar a problematização das observações, destacando aspectos que puderiam passar despercebidos pelos alunos. Dessa forma, ainda promovi uma troca de conhecimento, a partir da comunicação que é imprescindível para a construção do aprendizado mútuo, entre todos os envolvidos na realização da feira. Em paralelo, também deixei claro que as práticas experimentais relacioandas a Qumica iriam proporcionar discussões e interpretações. Portanto, eles teriam que ficar atentos aos conteúdos estruturantes trabalhados em sala de aula. Nesse momento, os alunos entenderam que tanto a feira quanto as demonstrações não deveriam ser apenas momentos de comprovação de leis e teorias ou de ilustração de aulas teóricas, mas de propagação de conhecimentos fundamentados e contextualizados de acordo com os conteúdos que assimilaram, bem como com a história da Ciência e a divulgação científica, mas de maneira independente das possíveis relações conceituais e interdisciplinares. De maneira resumida, a feira que se estendeu de 26 a 30 de maior foi um verdadeiro sucesso, principalmente porque contagiou os visitantes que descovriram várias maneiras de economizat, tanto que os demais alunos se empolgaram com as possibilidades de se aprender as Ciências da Natureza na prática e em consenso expressaram a vontade de repetir a feira no último bimestre do ano e até de incorporá- lo ao curriculo da escola, atitude que sensibilizou a corrdenadora pedagogica e os dmais festore da escola, que ficaram de pensar nessa possibilidade. Portanto, em termos de considerações finais, que realizei em 31 de maio, percebi realmente que alcancei tanto o objetivo geral, ao propor atividades práticas de demonstração, investigação e verificação para despertar a atenção dos alunos, quanto em relação aos objetivos especificos, pois a capacidade de trabalhar em grupo, tomar decisões, usar a criatividade, exercer a observação, registrar informações, analisar dados e propor hipóteses para os fenômenos, evidenciaram-se de forma espontanea e natural entre os participantes da feira e os demais alunos e adultos presentes no evento. Botadamente, todos passaram a identificar a natureza e a importancia da Ciência, bem como do papel do cientista em uma investigação. Para concluir, romper com os moldes tradicionalistas que priorizam a reprodução do conhecimento apenas por memorização e exemplificação, é algo sempre muito bem- vindo no ensino das Ciências, pois a prática é a única capaz de levar os alunos a transpor a abstralidade dos conceitos para a concretude, por ressaltar a importância do conhecimento, que pode começar pelo individual, mas, gradualmente, sempre atinge o coletivo, como nos provou despretenciosamente a feira realizada na E.E. MÁRIO BOMBASSEI FILHO PROFESSOR, que tem tudo para se repetir, com o intento de propagar o papel e a importancia das Ciências no dia a dia de todos nós. Mas antes de encerrar ainda quero deixar uma frase atribuida ao fisíco e quimico britânico Michael Faraday (1791 – 1867) e qual não tenho mais referências, para reflexão dos profissionais da Educação, que evidencia ainda mais a importância da produção didático-pedagógica, no contexto da Feiras de Ciências voltada aos experimentos quimicos: “a química é necessariamente uma ciência experimental: as conclusões são extraídas de dados e seus princípios são apoiados pela evidência dos fatos”. REFERÊNCIAS ALVES, T. R. S. Os objetos de aprendizagem no ensino de Química: um levantamento exploratório junto a professores do ensino médio. In Scientia Naturalis, v. 2, nº 2, p. 508-524, 2020. Disponivel em: file:///C:/Users/Trabalho/Downloads/3820-Texto%20do%20artigo-11663-2-10- 20201109.pdf. Acesso em 04/01/2023. BARCELOS, N. N. S; JACOBUCCI, G. B; JACOBUCCI, D. F. C. Quando o cotidiano pede espaço na escola, o projeto da Feira de Ciências “vida em sociedade” se concretiza. 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