Logo Passei Direto
Buscar

Apostila em PDF de conhecimentos bancários para o concurso do Banpará, complemento às videoaulas do Prof. Renan Duarte. Contém explicações sobre documentos comerciais e títulos de crédito (nota promissória, duplicata, fatura, nota fiscal), cheques e questões antigas com respostas e comentários.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Prezado(a) Aluno(a), 
É com grande satisfação que apresento a você a apostila do concurso do Banpará, elaborada 
pelo Prof. Renan Duarte, do canal Retorno Interno. Este material em formato PDF é um com-
plemento às videoaulas disponíveis no Youtube. 
Nesta apostila, você encontrará todo o conteúdo necessário para sua preparação, abrangendo 
todos os tópicos de conhecimentos bancários presentes no edital. Além disso, as questões pre-
sentes neste material são cuidadosamente selecionadas, com base em provas anteriores, e to-
das elas estão devidamente respondidas e comentadas pelo Prof. Renan Duarte. 
Caso você esteja acessando apenas o conteúdo gratuito, gostaria de convidá-lo(a) a conhecer 
o restante do material completo através do link logo abaixo: 
CURSO COMPLETO 
Aproveite ao máximo este material e esteja preparado(a) para fazer a sua prova. Desejo a 
você um excelente estudo e sucesso em sua jornada rumo à aprovação. 
Bons estudos! 
Atenciosamente, 
Prof. Renan Duarte. 
 
 
 
O Professor Renan Duarte é Auditor Federal de Controle Externo do Tri-
bunal de Contas da União (TCU), aprovado em primeiro lugar no concurso 
do Banrisul (2018). É formado em Economia pela Universidade de Caxias 
do Sul, pós-graduado em Educação Financeira e Especialista em Investi-
mento pela ANBIMA (CEA). 
 
https://go.hotmart.com/E93596090B?dp=1
 
 
 
2 Página 
 
SUMÁRIO 
3 DOCUMENTOS COMERCIAIS E TÍTULOS DE CRÉDITO .................................................................................. 3 
3.1 NOTA PROMISSÓRIA ...................................................................................................................................................... 3 
3.2 DUPLICATA .................................................................................................................................................................. 4 
3.3 FATURA ....................................................................................................................................................................... 6 
3.4 NOTA FISCAL ................................................................................................................................................................ 6 
3.5 QUESTÕES ................................................................................................................................................................... 8 
4 CHEQUES ..................................................................................................................................................................... 14 
4.1 QUESTÕES ................................................................................................................................................................. 18 
 
 
 
 
 
 
3 Página 
3 DOCUMENTOS COMERCIAIS E TÍTULOS DE CRÉDITO 
3.1 NOTA PROMISSÓRIA 
A nota promissória é um título de crédito que contém uma promessa de pagamento, feita por uma 
pessoa (emitente) em favor de outra (beneficiário), de uma determinada quantia, em uma data futura 
especificada. 
Assim, há duas partes principais nesse título: o emitente e o beneficiário. 
O emitente, também conhecido como promitente, é a pessoa que emite a nota promissória, compro-
metendo-se a pagar a quantia determinada ao beneficiário na data especificada. Ele assina o docu-
mento, assumindo a obrigação de efetuar o pagamento conforme os termos descritos na nota. O emi-
tente é o devedor principal e sua responsabilidade é semelhante à de um aceitante de uma letra de 
câmbio. 
O beneficiário é a pessoa a quem a quantia prometida deve ser paga. Ele é o credor da nota promis-
sória, tendo o direito de receber o pagamento na data de vencimento indicada no título. O beneficiário 
é o principal destinatário da promessa de pagamento feita pelo emitente. 
A legislação determina que a nota promissória deve ter algumas informações que são requisitos es-
senciais de validade. Esses requisitos são: 
• Denominação "nota promissória" inserta no próprio texto do título e expressa na língua empre-
gada para a redação desse título; 
• A promessa pura e simples de pagar uma quantia determinada; 
• A época do pagamento; 
• A indicação do lugar em que se efetuar o pagamento; 
• O nome da pessoa a quem ou à ordem de quem deve ser paga; 
• A indicação da data em que e do lugar onde a nota promissória é passada; 
• A assinatura de quem passa a nota promissória (subscritor). 
Por regra geral, a falta de qualquer dos requisitos mencionados acima invalida o título como nota 
promissória, mas há exceções. Se a nota não indicar a data de vencimento, será considerada como 
pagável à vista. Caso não seja informado o local de pagamento, considera-se que o pagamento deve 
ocorrer no local onde a nota foi emitida, que também será considerado o domicílio do subscritor 
(emitente). Se a nota não mencionar o local de emissão, presume-se que foi emitida no local indicado 
ao lado do nome do subscritor. 
Além disso, a nota promissória pode ser transferida para outra pessoa por meio de endosso. O endosso 
é o ato pelo qual o beneficiário ou portador da nota promissória transfere a titularidade do título a 
outra pessoa. Para isso, o endossante (quem transfere) assina no verso da nota, transferindo assim os 
 
 
 
 
4 Página 
direitos de recebimento do valor para o endossatário (quem recebe). Existem dois tipos de endosso: 
o endosso: 
• Endosso em branco: não especifica o nome do endossatário, transferindo o título ao portador; 
• Endosso em preto: especifica o nome do beneficiário, indicando claramente quem tem o direito 
de receber a quantia prometida. 
3.2 DUPLICATA 
A duplicata é um título de crédito que configura uma ordem de pagamento emitida pelo vendedor ao 
entregar mercadorias ou prestar serviços ao comprador. Este documento formaliza a obrigação do 
comprador de pagar ao vendedor a quantia acordada em uma data futura específica. 
Existem duas partes principais envolvidas na duplicata: o emitente e o sacado. O emitente é o ven-
dedor, que emite a duplicata após fornecer as mercadorias ou prestar os serviços. O vendedor assume 
o papel de credor na transação, esperando receber o pagamento conforme os termos estabelecidos. O 
sacado é o comprador, que ao receber a duplicata, confirma a sua obrigação de pagar pela compra ou 
pelo serviço. Ao aceitar a duplicata, o sacado reconhece formalmente a dívida e se compromete a 
pagar o valor especificado na data de vencimento. 
A legislação estipula como requisitos essenciais da nota promissória: 
• A denominação "duplicata", a data de sua emissão e o número de ordem; 
• O número da fatura; 
• A data certa do vencimento ou a declaração de ser a duplicata à vista; 
• O nome e domicílio do vendedor e do comprador; 
• A importância a pagar, em algarismos e por extenso; 
• A praça de pagamento; 
• A cláusula à ordem; 
• A declaração do reconhecimento de sua exatidão e da obrigação de pagá-la, a ser assinada pelo 
comprador, como aceite, cambial; 
• A assinatura do emitente. 
O aceite da duplicata é um ato pelo qual o comprador reconhece a existência da dívida e se compro-
mete a pagar o valor estipulado na data de vencimento. O aceite é realizado pelo comprador ao assinar 
a duplicata, concordando com os termos e valores especificados pelo vendedor. A aceitação é funda-
mental, pois transforma a duplicata em um título de crédito completo, que pode ser utilizado pelo 
vendedor para obter crédito junto a instituições financeiras ou para negociar o título no mercado se-
cundário. 
 
 
 
 
5 Página 
No entanto, o comprador pode recusar o aceite da duplicata em algumas situações específicas. A 
recusa pode ocorrer devido a problemas relacionados às mercadorias, como avarias ou não recebi-
mento, vícios, defeitos ou diferenças na qualidade ou quantidade das mercadorias devidamente com-
provados, ou divergências nos prazos ou preços ajustados. No caso de prestação de serviços, a recusa 
pode ocorrer por não correspondência com osserviços efetivamente contratados, vícios ou defeitos 
na qualidade dos serviços prestados, ou divergências nos prazos ou preços ajustados. Essas situações 
de recusa são importantes para garantir que o comprador não seja obrigado a pagar por mercadorias 
ou serviços que não foram entregues conforme o acordado. 
Vale colocar que o comprador tem a opção de resgatar a duplicata, ou seja, pagar a dívida, antes do 
aceite ou antes da data de vencimento. O resgate antecipado pode ser vantajoso, pois pode evitar 
eventuais custos adicionais ou complicações. Ao realizar o pagamento antecipado, o comprador re-
cebe um recibo que comprova a quitação da dívida. 
Já o protesto é o ato formal que comprova a inadimplência do devedor, podendo ocorrer por falta de 
aceite, devolução ou pagamento da duplicata. Se o comprador não aceita a duplicata sem motivos 
legais válidos, não devolve a duplicata ao vendedor ou não paga a duplicata na data de vencimento, 
o vendedor pode levar o título a protesto. O protesto deve ser realizado mediante a apresentação do 
título original da duplicata ou por simples indicação do credor no cartório do local previsto no título. 
 
Além disso, a duplicata é um título executivo extrajudicial, o que significa que, se não for paga, 
pode ser cobrada por meio de uma ação de execução. A ação de cobrança pode ser iniciada tanto para 
duplicatas ou triplicatas que tenham sido aceitas, mesmo que não tenham sido protestadas. No en-
tanto, se a duplicata não for aceita, ela deve ser protestada e acompanhada do comprovante de entrega 
das mercadorias, além de não ter sido recusada por motivos legais, para que a cobrança judicial possa 
ser realizada. 
Triplicata: é a segunda via da duplicata, em caso de perda ou extravio do documento, a lei permite 
que o emitente faça a emissão de uma triplicata que valerá nos mesmos termos da duplicata original 
 
Os prazos de prescrição para a cobrança da duplicata variam conforme a relação entre os envolvidos: 
• 3 anos: Contra o sacado e seus avalistas, contados a partir do vencimento da duplicata; 
Protesto
• Falta de aceite: o comprador não aceita a duplicata 
sem motivos legais válidos.
• Falta de devolução: o comprador não devolve a 
duplicata ao vendedor.
• Falta de pagamento: a duplicata não é paga no 
vencimento
 
 
 
 
6 Página 
• 1 ano: Contra endossantes e seus avalistas, contados a partir do protesto; 
• 1 ano: Contra coobrigados, contados a partir do pagamento do título por algum dos coobrigados. 
3.3 FATURA 
A fatura é um documento comercial emitido pelo vendedor ao comprador, detalhando os produtos ou 
serviços fornecidos, suas quantidades e valores. Ela serve como um pedido de pagamento e é a base 
para a emissão de duplicatas. A fatura é importante no controle e registro das transações comerciais, 
assegurando que ambas as partes tenham um registro da operação realizada. 
A fatura deve conter informações essenciais para garantir a transparência da transação. As principais 
características incluem: 
• Identificação das partes: inclui informações do vendedor (emitente) e do comprador (destinatá-
rio), como nome, endereço e número de identificação fiscal; 
• Descrição dos produtos ou serviços: detalha os itens vendidos ou os serviços prestados, com 
especificações como quantidade, preço unitário e valor total; 
• Valor total: soma dos valores individuais dos produtos ou serviços, incluindo possíveis descontos 
e acréscimos; 
• Impostos: especifica os tributos incidentes sobre a operação, como ICMS, IPI, ISS, entre outros; 
• Condições de Pagamento: informa a data de vencimento e as condições de pagamento, podendo 
incluir prazo, forma de pagamento (à vista, parcelado, etc.) e juros por atraso; 
• Número de fatura: identificação única da fatura, para controle e referência futura. 
É importante notar que a fatura, embora detalhe a venda de bens ou serviços, não possui caráter 
negociável e serve apenas para registro e controle das transações comerciais. A duplicata, por outro 
lado, é um título de crédito emitido pelo vendedor após uma venda, representando a dívida do com-
prador e podendo ser negociada ou descontada antes do vencimento. 
Assim, a fatura detalha a operação e estabelece a base para a emissão de duplicatas, enquanto a du-
plicata formaliza a obrigação de pagamento, podendo ser utilizada para obter crédito ou garantir a 
execução judicial em caso de inadimplência. 
3.4 NOTA FISCAL 
A nota fiscal é um documento fiscal obrigatório que formaliza a venda de produtos ou a prestação de 
serviços, assegurando a arrecadação de tributos e permitindo o controle fiscal pelo governo. 
Ela contém informações detalhadas sobre as partes envolvidas, como o emitente (vendedor) e o des-
tinatário (comprador), incluindo nome, endereço e CNPJ/CPF. Além disso, fornece uma descrição 
detalhada dos produtos ou serviços, especificando quantidade, unidade, valor unitário e valor total. 
As informações fiscais são claramente delineadas, incluindo os impostos incidentes sobre a operação, 
como ICMS, IPI, ISS, entre outros, e seus respectivos valores. 
 
 
 
 
7 Página 
Assim, podemos elencar as suas principais características: 
• Identificação das partes envolvidas: contém informações detalhadas sobre o emitente (vende-
dor) e o destinatário (comprador), incluindo nome, endereço e CNPJ/CPF; 
• Descrição detalhada dos produtos ou serviços: lista detalhada dos itens vendidos ou serviços 
prestados, especificando quantidade, unidade, valor unitário e valor total; 
• Informações fiscais: detalha os impostos incidentes sobre a operação, como ICMS, IPI, ISS, 
entre outros, bem como seus respectivos valores; 
• Data e local da emissão: indica a data em que a nota fiscal foi emitida e o local onde a transação 
ocorreu; 
• Chave de acesso: código único de 44 dígitos que permite a consulta e validação da Nota Fiscal 
Eletrônica (NF-e) no sistema da Secretaria da Fazenda (SEFAZ); 
• Natureza da operação: especifica o tipo de operação realizada, como venda, transferência, de-
volução, exportação, entre outros; 
• Assinatura digital: utiliza um certificado digital para garantir a autenticidade e a integridade do 
documento eletrônico, assegurando que a nota fiscal não foi alterada após a emissão. 
Vale colocar que empresas que possuem CNPJ são obrigadas a emitir notas fiscais, sendo que mi-
croempreendedores individuais (MEI) devem emitir a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) ao 
vender para outras empresas, mas não são obrigados a fazê-lo para vendas a pessoas físicas, a menos 
que o consumidor solicite. 
Em seguida, vamos ver os principais tipos de notas fiscais e suas camerísticas: 
Principais Tipos 
Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) Documento eletrônico que substitui a nota fiscal em papel, 
utilizado para registrar operações de circulação de mercado-
rias e serviços entre empresas 
Documento Auxiliar de Nota 
Fiscal Eletrônica (DANFE) 
É a representação gráfica simplificada da NF-e, contendo a 
chave de acesso para consulta da NF-e 
Nota Fiscal de Consumidor Ele-
trônica (NFC-e) 
Documento eletrônico que substitui o cupom fiscal em papel 
nas transações comerciais de venda ao consumidor final, 
usado principalmente no varejo 
Nota Fiscal de Serviços Eletrô-
nica (NFS-e) 
Documento eletrônico que registra a prestação de serviços, fa-
cilitando a fiscalização e arrecadação do ISS pelos municípios 
 
 
 
 
8 Página 
Conhecimento de Transporte 
Eletrônico (CT-e) 
Documento eletrônico que registra operações de transporte de 
cargas, substituindo documentos em papel utilizados anterior-
mente 
Manifesto de Documentos Fis-
cais Eletrônicos (MDF-e) 
Integra diferentes documentos em uma única unidade de 
carga para transporte rodoviário interestadual ou intermunici-
pal 
Nota Fiscal de Exportação Nota fiscal utilizada para documentar a saída de mercadorias 
para o exterior, atendendo às exigências fiscais e aduaneiras 
para exportação 
Nota Fiscal de Devolução Documento emitido para registrar a devoluçãode mercadorias 
ao fornecedor, por motivos como defeitos ou desistência da 
compra 
Nota Fiscal Complementar Emitida para ajustar valores ou informações de uma NF-e pre-
viamente emitida, como correção de tributos ou quantidades 
 
3.5 QUESTÕES 
CONSULPLAN – 2023 – TJ AC 
Sobre o protesto de duplicatas previsto na Lei nº 5.474/1968, assinale a afirmativa correta: 
a) A duplicata não será protestável por falta de aceite de devolução 
b) A duplicata é protestável por falta de aceite de devolução ou pagamento 
c) O protesto da duplicata será tirado na praça de pagamento constante do título, desde que haja 
decisão judicial 
d) O protesto da duplicata será tirado mediante apresentação de requerimento do portador do ins-
trumento de protesto, ainda que não haja a comprovação do pagamento do título, com base no 
princípio da boa-fé 
Comentários 
Resposta correta: b) A duplicata é protestável por falta de aceite de devolução ou pagamento, 
porque a duplicata pode ser protestada por falta de aceite, falta de devolução ou falta de pagamento, 
garantindo assim a segurança do crédito e a possibilidade de cobrança judicial. 
Demais alternativas: 
a) está incorreta porque a duplicata é sim protestável por falta de aceite e devolução. 
 
 
 
 
9 Página 
c) está incorreta porque o protesto não depende de decisão judicial, mas da vontade do portador e 
das condições legais previstas. 
d) está incorreta porque o protesto não pode ser feito apenas com base no princípio da boa-fé sem 
comprovação do pagamento do título. 
AVANÇA-SP – 2023 – Pref. SL da Serra 
É um título de crédito que representa uma promessa de pagamento feita pelo próprio devedor em 
favor de um credor. Equivale a uma promessa unilateral de pagamento, que deverá ocorrer à vista 
ou a prazo, envolvendo certo montante. Pela sua característica de ser emitido pelo devedor, este 
título não costuma ser utilizado em operações comerciais de venda. 
O enunciado está a se referir à: 
a) Ação Preferencial 
b) Debênture 
c) Nota Promissória 
d) Letra Hipotecária 
e) Letra Imobiliária 
Comentários 
Resposta correta: c) Nota Promissória. A nota promissória é um título de crédito que representa 
uma promessa unilateral de pagamento feita pelo devedor ao credor, podendo ser à vista ou a prazo. 
É emitida pelo próprio devedor e, por isso, não é comum em operações comerciais de venda. 
Demais alternativas: 
a) está incorreta porque a ação preferencial é um título de participação societária e não uma pro-
messa de pagamento. 
b) está incorreta porque a debênture é um título de dívida emitido por empresas para captar recursos 
no mercado. 
d) está incorreta porque a letra hipotecária é um título garantido por hipoteca e não uma promessa 
de pagamento. 
e) está incorreta porque a letra imobiliária é semelhante à letra hipotecária. 
 
 
 
 
10 Página 
AVANÇA-SP – 2023 – Pref. SL da Serra 
Acerca dos títulos de crédito, é correto afirmar que ____________ é um título de crédito represen-
tativo de uma transação de compra e venda mercantil, ou prestação de serviços. Este título é emitido 
pelo sacador, ou seja, o vendedor, contra o sacado (o comprador). 
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna: 
a) o hot Money 
b) a duplicata 
c) a nota fiscal 
d) o cheque cruzado 
e) o factoring 
Comentários 
Resposta correta: b) a duplicata. A duplicata é um título de crédito representativo de uma tran-
sação de compra e venda mercantil ou prestação de serviços, emitido pelo vendedor (sacador) con-
tra o comprador (sacado). Ela serve como uma ordem de pagamento com base na venda realizada. 
Demais alternativas: 
a) está incorreta porque hot money refere-se a empréstimos de curto prazo e não é um título de 
crédito. 
c) está incorreta porque a nota fiscal é um documento fiscal e não um título de crédito. 
d) está incorreta porque o cheque cruzado é um tipo de cheque com restrições para pagamento. 
e) está incorreta porque factoring é uma operação financeira de compra de recebíveis, não um título 
de crédito específico para uma transação de compra e venda. 
CEBRASPE/CESPE – 2022 – TCE PB 
O comprador poderá resgatar a duplicata antes de aceitá-la ou antes da data do vencimento. 
Certo 
Errado 
Comentários 
Certo. O comprador pode resgatar a duplicata antes de aceitá-la ou antes da data do vencimento. 
Isso significa que o comprador pode pagar o valor devido antes desses eventos, liquidando a dívida 
antecipadamente. 
VUNESP– 2022 – TJ SP 
 
 
 
 
11 Página 
Assinale a alternativa que apresenta formalidade dispensável à caracterização de um título de cré-
dito do tipo Nota Promissória: 
a) Inscrição do nome da pessoa a quem deve ser paga a Nota Promissória 
b) Inscrição da data de vencimento do título 
c) Denominação no título de ‘Nota Promissória’ 
d) Assinatura do emitente da Nota Promissória 
Comentários 
Resposta correta: b) Inscrição da data de vencimento do título, porque a inscrição da data de 
vencimento é uma formalidade dispensável para a caracterização de uma nota promissória. Se a 
data de vencimento não for indicada, a nota promissória é considerada pagável à vista. 
As demais alternativas são necessárias. 
FUNDATEC– 2019 – Pref. S das Missões 
O título de crédito que constitui ordem de pagamento emitida pelo vendedor de determinada mer-
cadoria ou prestador de um serviço a terceiro é o que se denomina: 
a) Cheque pré-datado 
b) Duplicata 
c) Fatura 
d) Letra de Câmbio 
e) Nota Promissória 
Comentários 
Resposta correta: b) Duplicata. A duplicata é um título de crédito que constitui uma ordem de 
pagamento emitida pelo vendedor de mercadorias ou prestador de serviços ao comprador. Ela for-
maliza a transação e permite a cobrança do valor devido. 
a) está incorreta porque o cheque pré-datado é uma ordem de pagamento à vista que pode ser des-
contado na data futura indicada. 
c) está incorreta porque a fatura é um documento comercial que detalha a venda, mas não é um 
título de crédito. 
d) está incorreta porque a letra de câmbio é uma ordem de pagamento emitida por uma pessoa para 
outra, que não necessariamente envolve uma venda de mercadorias ou serviços específicos. 
 
 
 
 
12 Página 
e) está incorreta porque a nota promissória é uma promessa de pagamento e não uma ordem de 
pagamento emitida pelo vendedor ao comprador. 
CEBRASPE/CESPE – 2018 – BNB 
Na nota promissória, é requisito essencial o nome do credor no título, não se admitindo nota pro-
missória ao portador. 
Certo 
Errado 
Comentários 
Certo. Na nota promissória, é requisito essencial que conste o nome do credor no título, pois ela é 
uma promessa de pagamento feita a uma pessoa específica. Não se admite a emissão de nota pro-
missória ao portador, pois isso eliminaria a identificação do beneficiário. 
CEBRASPE/CESPE – 2018 – BNB 
A triplicata é extraída em caso de haver extravio ou perda da duplicata. 
Certo 
Errado 
Comentários 
Certo. A triplicata é emitida em caso de perda ou extravio da duplicata original. Ela serve como 
uma segunda via da duplicata, mantendo os mesmos termos e condições do título original. 
CONSULPLAN– 2018 – TJ MG 
A respeito da nota promissória, assinale a alternativa correta: 
a) É obrigatória a indicação alternativa de local de pagamento 
b) A denominação “nota promissória” não é requisito essencial do título 
c) Pode ser emitida “ao portador” porém não pode ser omitido o nome a quem deve ser paga 
d) É um título de crédito que representa uma promessa de pagamento feita pelo devedor em favor 
do credor 
Comentários 
Resposta correta: d). A nota promissória é, de fato, um título de crédito que contém uma promessa 
de pagamento feita pelo devedor em favor do credor. Essa definição é fundamental para sua carac-
terização. 
Demais alternativas: 
 
 
 
 
13 Página 
a) está incorreta porque a indicação alternativa de local de pagamento não é obrigatória; se não 
especificado, o pagamento é considerado no local de emissão. 
b) está incorreta porquea denominação "nota promissória" é um requisito essencial do título. 
c) está incorreta porque a nota promissória não pode ser emitida ao portador; deve sempre identi-
ficar o beneficiário. 
QUADRIX – 2015 – BBTS 
Assinale a opção que contém a asserção incorreta: 
a) Em uma operação mercantil, o sacado é a empresa que realiza as compras a prazo de mercado-
rias 
b) A triplicata é a segunda via da duplicata emitida no caso de perda ou extravio desta 
c) A duplicata é um título de crédito utilizado em operações financeiras emitida pelo credor 
d) A nota promissória é utilizada em operações financeiras e representa uma promessa de paga-
mento 
e) A duplicata deve conter a denominação “duplicata”, o número da fatura e a importância a pagar 
por extenso 
Comentários 
Resposta correta: c). A duplicata não é um título de crédito utilizado em operações financeiras 
em geral; ela é específica para transações comerciais de compra e venda de mercadorias (mercantil) 
ou prestação de serviços. 
Demais alternativas: 
a) está correta porque, em uma operação mercantil, o sacado é realmente a empresa que compra as 
mercadorias a prazo. 
b) está correta porque a triplicata é, de fato, a segunda via da duplicata emitida em caso de perda 
ou extravio. 
d) está correta porque a nota promissória é usada em operações financeiras e representa uma pro-
messa de pagamento. 
e) está correta porque a duplicata deve conter a denominação "duplicata", o número da fatura e a 
importância a pagar por extenso. 
 
 
 
 
 
14 Página 
4 CHEQUES 
O cheque é uma ordem de pagamento à vista, em que o emissor dá uma ordem para o banco fazer 
o pagamento de um determinado valor ao beneficiário. Assim, quando alguém escreve um cheque, 
está basicamente dando uma ordem para que seu banco pague um valor específico à pessoa ou à 
empresa que é beneficiária do cheque. Essa é uma forma tradicional de realizar pagamentos, que 
diminuiu consideravelmente nos últimos anos. 
A dinâmica do cheque envolve três figuras principais: 
• Emitente (sacador): é a pessoa que emite o cheque, ou seja, quem assina e entrega o cheque 
como forma de pagamento; 
• Beneficiário (emissário): é quem recebe o cheque. Pode ser uma pessoa física ou jurídica que irá 
receber o valor especificado no cheque; 
• Sacado: é o banco onde o emitente tem conta e que será responsável por pagar o valor do cheque 
ao beneficiário. 
 
Para que um cheque seja válido, ele deve atender a certos requisitos essenciais: 
• A denominação ‘’cheque’’ inscrita no contexto do título e expressa na língua em que este é redi-
gido; 
• A ordem incondicional de pagar quantia determinada; 
• Nome do banco ou da instituição financeira que deve pagar (sacado); 
• A indicação do lugar de pagamento; 
• A indicação da data e do lugar de emissão; 
• A assinatura do emitente (sacador), ou de seu mandatário com poderes especiais. 
O modelo padrão do cheque é convencionado pelas instituições financeiras, em conformidade com 
os requisitos legais. Além disso, o cheque não admite aceite, pois é uma ordem de pagamento à vista, 
devendo ser pago quando apresentado ao banco. 
Além disso, se houver divergência entre o valor escrito em algarismos e o valor por extenso, prevalece 
o valor por extenso (exceto os centavos). Se forem preenchidos mais de um valor, prevalece o de 
menor valor. Essa regra é importante porque o valor por extenso é considerado menos suscetível a 
alterações fraudulentas do que o valor em algarismos. Por exemplo, se um cheque contém "R$ 
1.000,00" em algarismos e "mil reais" por extenso, o banco deve considerar o valor por extenso como 
o valor correto. No entanto, se houver divergência nos centavos, o valor em algarismos será conside-
rado. 
Partes
• Emitente (sacador)
• Beneficiário (emissário)
• Sacado (banco do emitente)
 
 
 
 
15 Página 
Pagamento e Apresentação 
Outra característica importante do cheque é que ele é uma ordem de pagamento à vista, ou seja, deve 
ser pago quando apresentado ao banco. 
O prazo para a apresentação do cheque é de 30 dias a contar do dia de emissão quando emitido no 
lugar onde deve ser pago (mesma praça) e 60 dias quando emitido em outro lugar do país ou no 
exterior (praça diferente). O prazo para ação de execução do cheque é de 6 meses contados da expi-
ração do prazo de apresentação. 
Apresentação 
• 30 dias, a contar do dia de emissão quando emitido no lugar onde houver de ser pago (mesma 
praça); 
• 60 dias, quando emitido em outro lugar do país ou no exterior (praça diferente). 
 
Prescrição 
O prazo para ação de execução do cheque é de 6 mês, contados da expiração do 
prazo de apresentação 
 
O cheque pré-datado é uma modalidade em que o emitente coloca uma data futura no cheque, indi-
cando quando ele gostaria que o cheque fosse descontado pelo beneficiário. Embora seja uma prática 
comum, é importante saber que, legalmente, o banco pode descontar um cheque pré-datado antes da 
data indicada. Se isso acontecer e o emitente se sentir prejudicado, ele pode buscar indenização por 
danos morais. Contudo, essa prática de pré-datamento depende muito da confiança entre o emitente 
e o beneficiário, já que não há garantias legais que impeçam o desconto antecipado do cheque. 
Os cheques podem ser emitidos de várias formas: 
• Ao portador: quando o beneficiário não é indicado. Nesse caso, o cheque não pode ter valor 
superior a R$ 100,00 e pode ser sacado por qualquer pessoa no banco; 
• Nominal (ou nominativo) à ordem: quando o emissor indica o nome do beneficiário, 
mas não escreve, após o nome do beneficiário, a expressão "não à ordem", ou "não-transferível", 
ou "proibido o endosso", ou outra equivalente. Esse cheque só pode ser apresentado ao banco pelo 
beneficiário indicado no cheque e ser transferido por endosso do beneficiário; 
• Nominal não à ordem: quando o emissor indica o nome do beneficiário e escreve, após o nome 
do beneficiário, a expressão "não à ordem", ou "não-transferível", ou "proibido o endosso", ou 
outra equivalente. Esse cheque somente pode ser apresentado ao banco pelo beneficiário indicado 
no cheque e não pode ser transferido por ele; 
 
 
 
 
16 Página 
• Cruzado: quando o emissor faz duas linhas paralelas. Significa que o cheque deve ser obrigato-
riamente depositado; 
• Visado: é quando o banco coloca um visto atestando que há saldos suficientes para o cheque 
emitido. 
Sobre os cheques cruzados, vale colocar que eles podem ser gerais, com dois traços paralelos indi-
cando que o cheque deve ser obrigatoriamente depositado, ou especiais, com dois traços paralelos e 
a indicação de um banco específico, indicando que o cheque deve ser obrigatoriamente depositado 
naquele banco. 
Além disso, o cheque pode ser emitido: 
• À ordem do próprio sacador; 
Nesta modalidade, o cheque é emitido pelo sacador em seu próprio favor. Isso significa que o emitente do 
cheque é também o beneficiário. Esse tipo de cheque é utilizado, por exemplo, para transferir fundos entre 
contas do mesmo titular em bancos diferentes ou para facilitar a movimentação de dinheiro sem o envol-
vimento de terceiros. 
• Por conta de terceiro; 
Modalidade mais comum, em que o emitente emite o cheque para um terceiro que é o beneficiário do 
cheque. 
• Contra o próprio banco sacador, desde que não ao portador (cheque administrativo). 
O cheque administrativo é emitido pelo banco contra ele mesmo. Esse tipo de cheque não pode ser ao 
portador, ou seja, deve sempre indicar o nome do beneficiário. Ele é usado principalmente em transações 
que requerem uma garantia extra de pagamento, pois, sendo emitido pelo próprio banco, assegura que há 
fundos disponíveis para a liquidação do cheque. 
Aval 
O cheque pode ser garantido por aval, que é uma modalidade de garantia pessoal. O aval pode repre-
sentar a totalidade do valor do cheque ou, ainda, ser parcial. Além disso, o avalizado (pessoa que 
recebe a garantia) deve ser indicado, na falta de indicação, considera-se avalizado o emitente do che-que. 
Compensação 
A compensação de cheques é o processo que envolve o ajuste e a liquidação das obrigações financei-
ras entre os bancos. Este mecanismo garante que as transações realizadas com cheques sejam finali-
zadas de maneira segura, assegurando que o beneficiário receba os fundos devidos. 
A compensação funciona através de uma rede interbancária regulada pelo Banco Central do Brasil 
(BACEN) e operacionalizada pelo Banco do Brasil (BB) por meio da Centralizadora da Compensação 
 
 
 
 
17 Página 
de Cheques (Compe). Este sistema facilita a transferência de fundos entre diferentes instituições fi-
nanceiras, ajustando as obrigações financeiras de cada banco com precisão. 
Em uma transação típica, os bancos participantes, como Banco A e Banco B, enviam suas respectivas 
informações de cheque para a Compe. A Compe verifica e ajusta os saldos necessários, assegurando 
que o valor do cheque seja debitado do banco sacado (Banco A) e creditado no banco beneficiário 
(Banco B). Observe o exemplo a seguir para entender como funciona o processo de compensação: 
• Emissão do Cheque: o processo começa quando um cliente emite um cheque. Por exemplo, João, 
que tem uma conta no Banco A, emite um cheque de R$ 50.000 para pagar Maria, que tem uma 
conta no Banco B; 
• Depósito do Cheque: Maria deposita o cheque no Banco B, que é sua instituição financeira aco-
lhedora; 
• Envio à Compe: o Banco B envia as informações do cheque à Compe. A Compe verifica a vali-
dade do cheque e confirma se a conta de João no Banco A tem fundos suficientes para cobrir o 
valor do cheque; 
• Ajuste dos Saldos: uma vez confirmada a suficiência de fundos na conta de João, a Compe debita 
o valor do cheque da conta de João no Banco A e credita o mesmo valor na conta de Maria no 
Banco B. Este ajuste é essencial para garantir que os fundos sejam transferidos corretamente entre 
os bancos envolvidos na transação. 
Atualmente, os cheques são compensados em um dia útil contado do dia útil seguinte ao dia do de-
pósito, independentemente do valor do cheque. Este prazo reduzido é resultado de avanços tecnoló-
gicos e melhorias nos processos interbancários, que permitem uma compensação mais rápida do que 
era praticado em anos anteriores. 
Devolução de Cheques 
A devolução de cheques é um procedimento que acontece quando, por algum motivo, o banco não 
consegue compensar o cheque e precisa retorná-lo ao beneficiário. Esse processo é regulado por uma 
série de códigos que identificam o motivo específico da devolução. Vamos dar uma olhada nesses 
motivos: 
• 11: Cheque sem fundos - 1ª apresentação: significa que, na primeira vez que o cheque foi apre-
sentado ao banco, não havia saldo suficiente na conta para cobrir o valor; 
• 12: Cheque sem fundos – 2ª Apresentação: ocorre quando o cheque, após ser devolvido pela 
primeira vez por falta de fundos, é apresentado novamente e ainda assim não há saldo disponível; 
• 13: Conta encerrada: o cheque foi emitido em uma conta que já foi fechada pelo emitente; 
• 14: Prática espúria: esse código é um pouco mais específico e se aplica em duas situações. A 
primeira é quando mais de três cheques de até R$3,41, sem fundos, são apresentados no mesmo 
dia contra a mesma conta. A segunda situação ocorre quando três ou mais cheques de até R$3,41, 
 
 
 
 
18 Página 
também sem fundos, foram pagos em datas diferentes devido a um "compromisso de pronto aco-
lhimento”; 
• 22: Divergência ou insuficiência de assinaturas: isso acontece quando a assinatura no cheque 
não confere com a assinatura cadastrada no banco ou quando falta assinatura; 
• 24: Bloqueio judicial ou determinação do BACEN: o cheque está ligado a uma conta que foi 
bloqueada por ordem judicial ou por uma determinação do Banco Central; 
• 31: Erro de preenchimento: se refere a qualquer erro no preenchimento do cheque, como datas 
erradas, valores por extenso e numérico que não batem, entre outros. 
O Cadastro de Cheques sem Fundos (CCF) registra os usuários que tiveram cheques devolvidos 
por motivos específicos. Um cliente pode ser incluído neste cadastro sob determinadas condições: 
• Tiver o mesmo cheque devolvido em duas datas diferentes por falta de fundos; 
• Emitir cheque referente a conta de depósitos encerrada; 
• Incidir em prática espúria. 
Antes de efetivamente inscrever o nome do cliente no CCF, a instituição financeira sacada (ou seja, 
o banco onde o cheque foi emitido) precisa tomar algumas ações importantes: 
Ø Comunicar por escrito ao emitente sobre a inclusão de seu nome no cadastro: isso garante 
que o emitente esteja ciente da situação e possa tomar medidas para resolver o problema. 
Ø Informar os canais disponíveis para o cancelamento do registro no banco de dados: oferece 
ao cliente a oportunidade de sanar a pendência e limpar seu nome do cadastro. 
Quanto à exclusão dos dados dos clientes do CCF, isso pode acontecer em algumas situações: 
• Automaticamente, após decorridos 5 anos da inclusão do cheque sem fundo; 
• Caso a inclusão tenha ocorrido por erro comprovado; 
• A qualquer tempo, a pedido do estabelecimento sacado, desde que o cliente comprove o paga-
mento que deu origem à ocorrência; 
• Por determinação do Banco Central. 
4.1 QUESTÕES 
CEBRASPE/CESPE – 2021 – BANESE 
É proibida a abertura de conta-corrente para agente com inscrição no Cadastro de Emitentes de 
Cheques sem Fundos (CCF). 
 
 
 
 
19 Página 
Certo 
Errado 
Comentários 
Errado. A abertura de conta-corrente não é proibida para agentes com inscrição no Cadastro de 
Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF), mas os bancos podem impor restrições e condições 
especiais para a abertura e manutenção dessas contas 
CONSULPLAN – 2020 – Pref. Capanema 
Os responsáveis pelo controle dos recursos financeiros e, principalmente, o fiscal de tributos de 
uma entidade pública, devem ter conhecimento sobre o funcionamento do Sistema Financeiro Na-
cional, mais especificamente sobre cheques. Existe uma legislação específica sobre cheques: Lei a 
nº 7357/85. Quanto à emissão, pagamentos e tipos de cheques, analise as afirmativas a seguir. 
I. O cheque é uma ordem condicional de se pagar a quantia nele expressa 
II. O cheque admite aceite 
III. Quando um cheque é emitido com cláusula “não à ordem” significa que ele não pode ser 
endossado 
Está correto o que se afirma apenas em: 
a) I 
b) II 
c) III 
d) I e II 
e) I e III 
Comentários 
Está correto o que se afirma apenas em: c) III. A cláusula “não à ordem” no cheque realmente 
significa que ele não pode ser endossado, ou seja, não pode ser transferido a terceiros por endosso. 
Demais alternativas: 
a) Incorreta porque o cheque é uma ordem incondicional de pagar uma quantia certa. 
b) Incorreta porque o cheque não admite aceite. 
d) Incorreta porque tanto I quanto II estão incorretas. 
e) Incorreta porque I está incorreta 
 
 
 
 
20 Página 
FUNDATEC – 2020 – Pref. Imbé 
Em relação ao cheque, analise as afirmações abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas: 
( ) Feita a indicação da quantia em números e por extenso, em caso de divergência prevalecerá a 
descrita por extenso 
( ) O cheque com cruzamento geral só pode ser pago pelo banco mediante crédito em conta 
( ) Deve ser apresentado para pagamento, a contar do dia da emissão, no prazo de 45 dias, quando 
emitido no lugar de pagamento e 90 dias, quando emitido em outro lugar do País ou no exterior 
( ) Prescrevem em seis meses, contados da expiração do prazo de apresentação 
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
a) V – F – V – V 
b) F – V – F – V 
c) V – F – V – F 
d) F – F – V – F 
e) V – V – F – V 
Comentários 
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: V, V, F, V. 
Verdadeira: Feita a indicação da quantia em números e por extenso, em caso de divergência pre-
valecerá a descrita por extenso. 
Verdadeira: O cheque com cruzamento geral só pode ser pago pelo banco mediante crédito em 
conta.Falsa: Deve ser apresentado para pagamento, a contar do dia da emissão, no prazo de 30 dias, 
quando emitido no lugar de pagamento e 60 dias, quando emitido em outro lugar do País ou no 
exterior. 
Verdadeira: Prescrevem em seis meses, contados da expiração do prazo de apresentação. 
FCC – 2019 – TJ AL 
Em pagamento de serviços que lhe foram prestados, Antônio emitiu cheque nominal em favor de 
Bianca, que o endossou a Carlos, que, por sua vez, o endossou a Débora. Após, Eduardo lançou 
aval no cheque, porém sem indicar quem seria o avalizado. Nesse caso, de acordo com a Lei do 
Cheque (Lei no 7.357/1985) 
a) consideram-se avalizados Antônio, Bianca e Carlo 
 
 
 
 
21 Página 
b) considera-se avalizado Antônio, somente 
c) considera-se avalizado Carlos, somente 
d) considera-se avalizada Bianca, somente 
e) o aval é nulo, pois a indicação do avalizado é requisito essencial de validade 
Comentários 
Resposta correta: b) considera-se avalizado Antônio, somente. Isso porque, conforme a Lei do 
Cheque, quando não há indicação do avalizado, considera-se que o aval foi dado ao emitente. 
CEBRASPE/CESPE – 2018 – BNB 
O prazo de apresentação de um cheque para pagamento é de seis meses, a contar da data de sua 
emissão. 
Certo 
Errado 
Comentários 
Errado. O prazo de apresentação de um cheque para pagamento é de 30 dias, se emitido no mesmo 
lugar de pagamento, e 60 dias, se emitido em outro lugar do país ou no exterior. A confusão comum 
é com o prazo de prescrição do cheque, que é de seis meses a partir do término do prazo de apre-
sentação. 
CEBRASPE/CESPE – 2018 – BNB 
Caso um cheque seja apresentado para pagamento em data anterior à que nele esteja estipulada, ele 
deverá ser devolvido pela instituição financeira, mesmo que a conta sacada disponha de saldo su-
ficiente para honrá-lo. 
Certo 
Errado 
Comentários 
Errado. Um cheque pós-datado (ou pré-datado) pode ser pago pela instituição financeira antes da 
data estipulada se for apresentado para pagamento, desde que haja saldo suficiente na conta do 
emitente. A prática do cheque pré-datado não tem amparo legal para impedir o pagamento antes da 
data. 
CONSULPLAN– 2018 – TJ MG 
Sendo o endosso “em branco” inserido no cheque, assinale a alternativa correta: 
 
 
 
 
22 Página 
a) Ao endossante é vedado proibir novo endosso 
b) Ao portador é proibido transferir o cheque a um terceiro 
c) Ao endossante é proibido endossar novamente o cheque 
d) Ao portador é permitido endossar novamente o cheque, em branco ou a outra pessoa 
Comentários 
Resposta correta: d) Ao portador é permitido endossar novamente o cheque, em branco ou a 
outra pessoa. Isso porque, no caso de endosso "em branco", o cheque se torna ao portador, permi-
tindo ao portador atual endossá-lo novamente, seja em branco ou em favor de outra pessoa. 
IDECAN – 2017 – CM Natividade 
Mesmo estando em desuso, o cheque ainda é um instrumento utilizado no mercado e na Adminis-
tração Pública para pagamentos diversos. Sobre o cheque, assinale a afirmativa correta: 
a) É um título de crédito a prazo 
b) É uma ordem de pagamento à vista 
c) Não pode ser utilizado como caução 
d) Uma vez emitido em favor de um terceiro, não pode ser endossado 
Comentários 
Resposta correta: b) É uma ordem de pagamento à vista. O cheque é caracterizado como uma 
ordem de pagamento à vista, conforme definido na legislação, devendo ser pago no momento de 
sua apresentação. 
Demais alternativas: 
a) Está incorreta porque o cheque não é um título de crédito a prazo; ele deve ser pago à vista. 
c) Está incorreta porque o cheque pode ser utilizado como caução, embora essa prática seja menos 
comum. 
d) Está incorreta porque o cheque pode ser endossado, exceto se contiver uma cláusula específica 
proibindo o endosso. 
Com. Exam. – 2016 – TRT 2ª Região 
Assinale a assertiva INCORRETA quanto aos requisitos essenciais de validade que o cheque deve 
conter: 
a) Indicação do lugar do pagamento e da época do vencimento 
b) Ordem incondicional para pagamento de quantia determinada 
 
 
 
 
23 Página 
c) Expressão “cheque” 
d) Nome do sacado, data e lugar da emissão 
e) Assinatura do emitente ou de seu mandatário com poderes especiais 
Comentários 
Resposta incorreta: a) Indicação do lugar do pagamento e da época do vencimento. O cheque 
não necessita indicar a época do vencimento, pois é uma ordem de pagamento à vista e deve ser 
pago no momento de sua apresentação. 
Demais alternativas: 
b) Ordem incondicional para pagamento de quantia determinada é um requisito essencial do che-
que. 
c) A expressão “cheque” é necessária para identificar o título como cheque. 
d) Nome do sacado, data e lugar da emissão são requisitos essenciais para a validade do cheque. 
e) Assinatura do emitente ou de seu mandatário com poderes especiais é imprescindível para a 
validade do cheque. 
Makiyama – 2015 – Banestes 
No que diz respeito ao cheque, tendo em vista a sua natureza de título de crédito, assinale a alter-
nativa INCORRETA: 
a) A operação com cheque envolve três agentes: o sacado, que é aquele que emite o cheque; o 
beneficiário, que é a pessoa a favor de quem o cheque é emitido; e o sacador, que é o banco em 
que está depositado o dinheiro do emitente 
b) O serviço de compensação de cheques é regulado pelo Banco Central do Brasil e executado 
pelo Banco do Brasil 
c) O cheque é uma ordem de pagamento à vista e um título de crédito 
d) O serviço de compensação de cheques é realizado entre bancos, na câmara de compensação do 
Banco do Brasil, permitindo a cobrança de cheques, a transferência de fundos, o pagamento de 
títulos e outras obrigações 
e) O cruzamento do cheque pode ser geral, quando não indica o nome do banco, ou especial, 
quando o nome do banco aparece entre os traços de cruzamento 
Comentários 
Resposta incorreta: a). Isso porque, a operação com cheque envolve o sacador, que é aquele que 
emite o cheque; o beneficiário, que é a pessoa a favor de quem o cheque é emitido; e o sacado, que 
é o banco em que está depositado o dinheiro do emitente. 
 
 
 
 
24 Página 
As demais alternativas estão corretas. 
VUNESP– 2014 – Pref. Atibaia 
O cheque é uma ordem de pagamento à vista, porque deve ser pago pelo _________ no momento 
de sua apresentação, e é também um título de crédito, porque pode ser _________ em juízo. 
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas da frase: 
a) beneficiário … protestado ou executado 
b) emitente … devolvido 
c) emitente … sustado, 
d) banco sacado … cancelado 
e) banco sacado … protestado ou executado 
Comentários 
Resposta correta: e) banco sacado … protestado ou executado. O cheque deve ser pago pelo 
banco sacado no momento de sua apresentação, e é também um título de crédito, porque pode ser 
protestado ou executado em juízo se não for pago.

Mais conteúdos dessa disciplina