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24
UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM
O Papel do Enfermeiro na Terapia Intensiva no Atendimento do Adulto e Idoso em Parada Cardiorrespiratória
JADE PRADO LEMOS
JULIANA ROQUE CARINO
THALITA MONTEZUMA VARGAS
NOVA IGUAÇU
2022
JADE LEMOS PRADO
JULIANA ROQUE CARINO
THALITA MONTEZUMA VARGAS
O Papel do Enfermeiro na Terapia Intensiva no Atendimento do Adulto e Idoso em Parada Cardiorrespiratória
Projeto apresentado no curso de graduação da Universidade Estácio de Sá do Campus de Nova Iguaçu.
Orientadora: Prof.ª Cíntia Cristina Mariano Cesar
Coorientadora: Prof.ª MSc. Márcia Cristina Marques Pereira da Silva.
NOVA IGUAÇU
2022
COMISSÃO AVALIADORA
Data da Defesa: 11/06/2022
Horário: 15:00
( ) APTO ( ) NÃO APTO
Justificativa: ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________
Prof.ª Cíntia Cristina Mariano Cesar
Orientadora
______________________________________________
Prof.ª MSc. Márcia Cristina Pereira Marques da Silva
Coorientadora
_____________________________________________
Prof.º Esp. Cristiano Saldanha Silva
Examinador
AGRADECIMENTOS
Primeiramente agradecemos à Deus, por nos dar força de vontade e coragem para superarmos todos os desafios e dificuldades até este exato momento.
Aos professores orientadores, dando o auxílio necessário para a elaboração do projeto.
Aos docentes de todo o curso de Enfermagem da Universidade Estácio de Sá do Campus de Nova Iguaçu, que através dos seus ensinamentos permitiram que pudéssemos hoje estar nessa etapa do trabalho, e desenvolveram em nós uma reflexão crítica.
Aos nossos familiares, que nunca desistiram de nós e nos incentivaram a cada momento para não desistirmos da graduação, e hoje estarmos aqui agradecendo a eles por esse apoio.
EPÍGRAFE
“A Enfermagem é uma arte; e para realizá-la como arte, requer uma devoção tão exclusiva, um preparo tão rigoroso, quanto a obra de qualquer pintor ou escultor, pois o que é tratar da tela morta ou do frio mármore comparado ao tratar do corpo vivo, o templo do espírito de Deus? É uma das artes; poder-se-ia dizer, a mais bela das artes!”
- Florence Nightingale
RESUMO
Visto que a parada cardiorrespiratória (PCR) é um episódio que ocorre com frequência dentro de uma unidade de terapia intensiva, e que população idosa tem crescido, e junto com ela a demanda por ocupações de leitos de UTI, se faz necessário que o enfermeiro esteja apto para prestar assistência a esse público. Sendo assim, o objeto da pesquisa são os saberes e as práticas do enfermeiro no contexto da terapia intensiva e consequentemente a prestação de uma melhor assistência de enfermagem ao adulto e idoso, tendo como objetivo geral a identificar e pontuação da atuação do enfermeiro frente ao paciente adulto e idoso vítima de parada cardiorrespiratória dentro de uma unidade de terapia intensiva. Trata-se de um estudo de revisão integrativa de literatura, de caráter qualitativo, exploratório e descritivo. As buscas foram realizadas na base de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando os descritores definidos e o operador booleano “AND”. Após as pesquisas, foram selecionados os artigos que abordam sobre PCR dentro da terapia intensiva e sobre os cuidados de enfermagem prestados à idosos na UTI e foram desconsiderados os artigos que fugiam da temática proposta pela pesquisa. Resultados: em construção. Conclusão: em construção.
Descritores: parada cardiorrespiratória; enfermagem; terapia Intensiva; idoso.
ABSTRACT
Since cardiorespiratory arrest (CPA) is an episode that frequently occurs within an intensive care unit, and that the elderly population has grown, and along with it the demand for ICU bed occupations, it is necessary for the nurse to be able to provide assistance to this public. Therefore, the object of the research is the knowledge and practices of nurses in the context of intensive care and, consequently, the provision of better nursing care for adults and the elderly, with the general objective of identifying and scoring the nurse's performance in relation to the patient adult and elderly victim of cardiorespiratory arrest inside an intensive care unit. This is an integrative literature review study, with a qualitative, exploratory and descriptive character. The searches were carried out in the Virtual Health Library (VHL) database, using the defined descriptors and the Boolean operator “AND”. After the research, articles that addressed CPA within intensive care and nursing care provided to the elderly in the ICU were selected, and articles that did not address the theme proposed by the research were disregarded. Results: under construction. Conclusion: under construction.
Descriptors: cardiorespiratory arrest; nursing; intensive therapy; elderly.
LISTA DE ABREVIATURAS
AESP – Atividade Elétrica Sem Pulso
AHA – American Heart Association 
AVC – Acidente Vascular Cerebral
BVM – Bolsa-válvula-máscara
BVS – Biblioteca Virtual em Saúde
ECG - Eletrocardiograma
EEG – Eletroencefalograma
FC – Frequência Cardíaca
FV – Fibrilação Ventricular
IAM – Infarto Agudo do Miocárdio
IO – Intraósseo
IV – Intravenoso
PCR – Parada Cardiorrespiratória
RCE – Retorno da Circulação Espontânea
RCP – Reanimação Cardiopulmonar
SAV – Suporte Avançado de Vida
SBV – Suporte Básico de Vida
TV – Taquicardia Ventricular 
TVSP – Taquicardia Ventricular Sem Pulso
UTI – Unidade de Terapia Intensiva
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO	9
2. OBJETIVOS	11
3. JUSTIFICATIVA	12
4. REFERENCIAL TEÓRICO	14
4.1 CONCEITO DE PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA E REANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR	14
4.2 CAUSAS DE UMA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA	14
4.3 RITMOS CARDÍACOS	15
4.4 SUPORTE BÁSICO DE VIDA (SBV) E SUPORTE AVANÇADO DE VIDA (SAV)	17
4.4.1 RCP de alta qualidade	20
4.4.2 Manutenção das Vias Aéreas	21
4.4.3 Desfibrilação	22
4.4.4 Acesso Venoso	22
4.4.5 Assistência ao idoso	23
4.4.6 Cuidados pós-PCR	23
4.5 ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO DURANTE A PCR	24
5. METODOLOGIA	26
6. CRONOGRAMA	29
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS	30
8
9
1. INTRODUÇÃO 
A parada cardiorrespiratória (PCR) é definida como estado súbito de falta de oxigenação por sobrestado de função respiratória e/ou circular. Para recuperar a circulação do paciente, a equipe deve conduzir uma assistência rápida, coordenada e padronizada, para que se obtenha um resultado satisfatório. É uma atividade realizada conforme sua ocorrência se extra ou intra-hospitalar. (Espíndola et al., 2017)
Segundo Espíndola et al. (2017): 
uma RCP bem-sucedida depende de uma sequência de procedimentos que pode ser sistematizada no conceito de corrente de sobrevivência, além de determinantes importantes como o conhecimento teórico e as habilidades práticas dos profissionais de saúde, pois a PCR requer ações rápidas, eficazes e integradas.
Para a contribuição de um melhor resultado da assistência à uma vítima de PCR, se faz importante uma conexão entre a estrutura, pessoas da equipe, preparo, materiais, procedimentos, regulamentações e políticas que produza um sistema que otimiza a sobrevivência e a segurança desse paciente. A equipe de saúde, em especial os integrantes que atuam prestando cuidado direto ao paciente, como os profissionais de enfermagem, precisam saber reconhecer os sinais de uma PCR, assim como proporcionar SBV e SAV e se atualizar sempre sobre o assunto. (GUSKUMA et al., 2019)
 É de grande relevância ressaltar os fatores associados à parada cardiorrespiratória (PCR) que são: saturação de oxigênio, nível de consciência e gravidade, infarto agudo do miocárdio, hemorragia, choque elétrico, infecção, acidentes vasculares e arritmias cardíacas. Além dos fatores associados, asestatísticas levantadas sobre as vítimas de uma PCR é que o sexo masculino vem liderando esse ranking e a idade varia entre 18 a 90 anos (PULZE et al., 2019; SILVA et al., 2019).
Pulze et al. (2019, p.195) relata que
os resultados baseados na análise de nove UTIs especializadas pertencentes a um Hospital universitário de grande porte na cidade de São Paulo apontaram que: 1) A incidência de PCR nas primeiras 24 horas de internação na UTI foi de 3,6%; 2) O número de eventos por paciente variou de 1 a 5; 3) O ritmo inicial mais frequente foi a AESP revertida quimicamente; 4) O retorno à circulação espontânea ocorreu em menos da metade dos casos; 5) Algumas condições clínicas admissionais estiveram associadas à ocorrência do evento e que 6) A gravidade admissional foi um preditor independente de PCR, nas primeiras 24h de internação na UTI.
A demanda por internações em UTI tem crescido nos últimos anos, e um, entre vários fatores que contribuem para esse aumento, é o envelhecimento populacional. Entre os anos de 2001 e 2008, houve um aumento na ocupação de leitos na UTI por pacientes idosos, estimando-se um aumento de 5,6% ao ano. (FERRETTI-REBUSTINI et al., 2019)
Com o crescimento da população idosa, o profissional de enfermagem precisa estar preparado para prestar assistência também ao paciente idoso em situação crítica, focando principalmente em uma assistência humanizada, conhecendo a realidade e o cliente a ser atendido. Portanto, os profissionais devem possuir as habilidades e conhecimento necessário para assistir esse público em especial. (ROSA et al., 2021)
Entre as intercorrências clínicas dos idosos internados em UTI estão destacadas as complicações cardiopulmonares e neurológicas, manifestadas por meio de infecções, acidente vascular encefálico, lesão renal aguda, hipotensão, choque, ansiedade, aumento do estresse e suscetibilidade a incidente sem danos e evento adverso. Porém, a idade, de forma isolada, não está diretamente relacionada à um pior prognóstico, mas outros fatores, como a gravidade da doença, comorbidades existentes e o estado funcional desse paciente. (SANTOS et al., 2018)
2. OBJETIVOS 
O principal objeto dessa pesquisa são os saberes e as práticas do enfermeiro no contexto da terapia intensiva e consequentemente a prestação de uma melhor assistência de enfermagem ao adulto e idoso.
Durante a escolha e pesquisa do tema, diante dos resultados encontrados, surgiu a seguinte questão norteadora: “Qual a atribuição do enfermeiro frente a uma parada cardiorrespiratória no público adulto e idoso dentro da terapia intensiva? ”. Portanto, o estudo tem como objetivo geral: Identificar e descrever a atuação do enfermeiro frente ao paciente adulto e idoso vítima de parada cardiorrespiratória dentro de uma unidade de terapia intensiva.
E sendo os objetivos específicos: Identificar as causas de uma parada cardiorrespiratória e doenças associadas a ela; descrever os sinais identificados pelo enfermeiro durante a detecção da PCR; caracterizar os componentes para a realização de uma RCP de qualidade dentro da terapia intensiva e descrever a importância da atuação do enfermeiro no atendimento ao adulto e idoso vítima de parada cardiorrespiratória dentro da terapia intensiva. 
3. JUSTIFICATIVA 
Esse projeto de pesquisa nasce a partir da curiosidade de um grupo de alunas na graduação de Enfermagem, nas aulas de Alta Complexidade. Percebendo a importância do tema e a relevância do profissional dentro de uma unidade de cuidados intensivos, começam a compreender que a necessidade de profissionais Enfermeiros em situações que demandam alto nível de conhecimento científico se faz necessária, a fim de prestar uma assistência padrão ouro.
E prestar uma assistência de qualidade, exige muitas pesquisas e aprofundamento na literatura para não ferir os preceitos éticos da profissão nem os cuidados a serem prestados, de modo que, todos os protocolos de segurança sejam cumpridos.
Com isso, se faz premente a imersibilidade nos temas mais discutidos na terapia intensiva acerca da PCR, e como consequência, como deve ser a atuação do Enfermeiro nesse contexto
Pulze et al. (2019, p.196) realizou estudo em um Hospital universitário em São Paulo, constatando que os fatores associados à PCR são: “[...] alteração na frequência respiratória, dispneia, alteração no pulso, diminuição da PA, alteração de temperatura, diminuição da saturação de oxigênio e dor torácica”.
Entre muitas causas de internação de idosos em uma unidade de terapia intensiva, estão: rebaixamento do nível de consciência, dispneia, manifestações infecciosas com hipotermia e dor precordial. Além de suspeitas diagnósticas, com evidência em pacientes acometidos de AVC, IAM, sepse, infecção respiratória e choque séptico (SILVA et al., 2018).
Considerando as informações supracitadas, é possível observar que se faz necessário que a equipe de enfermagem esteja atenta aos sinais e sintomas que um paciente internado em uma UTI apresenta, que possam estar ligados a uma possível ocorrência de PCR e possua o conhecimento técnico-científico e autonomia para atuar frente à essa situação.
Em relevância social, este estudo demonstra que quando se tem profissionais de enfermagem devidamente qualificados e competentes, há um aumento da probabilidade de sucesso na reversão de PCRs dentro da UTI, assim como também se torna possível que seja evitado que muitos casos evoluam para PCR, quando sinais e sintomas significativos são reconhecidos e assistidos, proporcionando assim um atendimento melhorado e qualificado aos pacientes.
Em relevância acadêmica, o estudo aponta para a implementação de programas de educação permanente nas instituições de saúde com a finalidade de qualificação das equipes e também estímulo nos profissionais de saúde para o desejo de procurar abastecer seu conhecimento em relação ao assunto, melhorando o cuidado prestado ao paciente adulto e idoso hospitalizado em UTI. Além disso, contribui ressaltando sobre a importância da abordagem do tema dentro dos cursos de graduação em enfermagem, formando profissionais competentes e capazes de assistir à um paciente vítima de PCR.
Em relevância cientifica, o estudo contribui para futuros estudos e pesquisas sobre a temática, visto que ainda é escassa a quantidade de artigos científicos que abordam a assistência do profissional de enfermagem à pacientes adultos e idosos dentro de uma unidade de terapia intensiva. Colaborando assim para que a sistematização da assistência de enfermagem, em relação à pacientes vítimas de PCR na UTI, seja favorecida e qualificada através do conhecimento dos manejos de RCP e as demais intervenções necessárias.
4. REFERENCIAL TEÓRICO 
4.1 CONCEITO DE PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA E REANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR
Segundo Viana, Whitaker e Zanei (2020, p. 513) “a parada cardiorrespiratória é a cessação da atividade mecânica cardíaca, confirmada pela ausência de pulso detectável, não responsividade e apneia, ou respiração agônica”. 
A PCR é um problema de saúde pública e está entre as principais causas de morte em todo o mundo, uma vez que a chance de sobrevivência está ligada a prestação de um pronto e efetivo atendimento (BECCARIA, et al., 2017).
Dentro de uma Unidade de Terapia Intensiva, a chance da condição de um paciente piorar é maior quando comparada a outros setores, justamente pela condição crítica desses pacientes. Quando uma pessoa está em PCR, a Reanimação Cardiopulmonar deve ser feita dentro de 4 a 6 minutos, para que se aumento a chance de sobrevivência do indivíduo, caso contrário, o paciente sofrerá lesão cerebral irreversível (MORTON e FONTAINE, 2019, p. 337).
É preciso iniciar com prontidão as manobras de reanimação e, concomitantemente, aproximar o carro de emergência, providenciar o material para a realização de via aérea definitiva, preparar e ministrar drogas, manipular desfibrilador e realizar punção de acesso venoso periférico calibroso, na ausência de acesso venoso central. Além da agilidade na execuçãodesses procedimentos, a comunicação entre os integrantes da equipe de saúde deve ser realizada de forma efetiva, para que as atribuições de cada profissional sejam realizadas de forma correta, rápida e organizada, a fim de garantir o RCE e melhorar o prognóstico do paciente. (FERREIRA et al., 2018).
Uma RCP de alta qualidade garante ao paciente uma melhor chance de sobrevivência. O cuidado para PCR em pacientes adultos é classificado em três níveis pela AHA: suporte básico de vida (SBV), suporte avançado de vida (SAV) e cuidado posterior à parada cardíaca (MORTON e FONTAINE, 2019, p. 337).
4.2 CAUSAS DE UMA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA
De acordo com Morton e Fontaine (2019), quando ocorre um episódio de PCR, após a realização da reanimação, é de extrema importância que se realize a detecção da causa da parada para que possa ser corrigida. A AHA destaca algumas causas tratáveis, sendo elas: 
Causas cardíacas: arritmia, infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca, espasmos da artéria coronária e tamponamento cardíaco.
Causas pulmonares: insuficiência respiratória devido a depressão respiratória, obstrução das vias aéreas, troca gasosa e ventilação prejudicadas e embolia pulmonar.
Distúrbios eletrolíticos: hipercalemia, hipomagnesemia e hipercalcemia ou hipocalcemia.
Causas provenientes dos procedimentos: cateterismo da artéria pulmonar, cateterismo cardíaco e cirurgia
Mistos: intoxicação e efeitos colaterais de medicamentos e traumatismo (contusão miocárdica ou laceração da aorta).
4.3 RITMOS CARDÍACOS
Segundo Pastore et al. (2016, p. 1), “o ritmo sinusal é ritmo fisiológico do coração que se origina no átrio direito alto, observado no ECG de superfície pela presença de ondas P positivas nas derivações D1, D2 e aVF”.
A cada dois minutos de RCP posteriormente a desfibrilação, deve ser realizada, rapidamente, uma pausa para checar a presença do pulso e o ritmo cardíaco (VIANA et al., 2011).
O ECG é um exame simples, de baixo custo e não invasivo, que permite um parecer do estado cardíaco do paciente, podendo identificar circunstâncias de risco de morte súbita. Algumas diretrizes apontam a indicação da realização desse exame em indivíduos assintomáticos, mas também em pessoas com diabetes e/ou hipertensão (Pastore et al., 2016).
Ainda de acordo com Pastore et al. (2016), existem dois tipos de laudos eletrocardiográficos, sendo eles laudo descritivo e conclusivo. O laudo descritivo é composto pela análise do ritmo e avaliação da FC, análise de duração, amplitude e morfologia da onda P e duração do intervalo PR, determinação do eixo elétrico de P, QRS e T e análise de repolarização ventricular e descrição das alterações do ST, QT e U quando presentes. Já o laudo conclusivo, deve apresentar a síntese dos diagnósticos.
Fibrilação ventricular (FV) e taquicardia ventricular sem pulso (VT) são ritmos cardíacos potencialmente fatais que resultam em contrações ventriculares ineficazes. VF é um rápido tremor das paredes ventriculares que os impede de bombeamento. O movimento ventricular de VF não está sincronizado com contrações atriais. VT é uma condição na qual os ventrículos se contraem mais do que 100 vezes por minuto. A condição de emergência, TV sem pulso, ocorre quando a contração ventricular é tão rápida que não há tempo para o coração para reabastecer, resultando em pulso indetectável. (DISQUE, 2020, p. 42)
De acordo com Disque (2020), na FV, há constância do complexo QRS, porque a atividade elétrica é completamente desorganizada, a taxa aparenta estar rápida, mas a desorganização da atividade elétrica não permite que o coração bombeie, não há presença de ondas P e de intervalos PR e o complexo ventrículo é variável.
Figura 1. Fibrilação Ventricular
 
Fonte: https://quizlet.com/br/500885857/ecg-antonio-nascimento-flash-cards/
Na TV, os intervalos RR são em geral regulares, a taxa comumente está entre 150 e 250 bpm, não existem ondas P precedendo os complexos QRS e dificilmente consegue-se observar separação entre os complexos QRS e ondas T. (DISQUE, 2020).
Figura 2. Taquicardia Ventricular
Fonte: https://blog.jaleko.com.br/direto-ao-ponto-taquicardia-ventricular-tv/tv-monomorfica/ 
Já a atividade elétrica sem pulso (AESP) e assistolia são ritmos cardíacos não chocáveis. A assistolia se apresenta como uma linha plana no ECG, onde não há atividade elétrica cardíaca perceptível. É sempre importante verificar se a assistolia apresentada no ECG não é fruto de um erro técnico. Nos casos de AESP e assistolia, no ECG a linha será quase plana, não há presença de onda P presente, ausência de complexos QRS (DISQUE, 2020).
Figura 3. Atividade Elétrica Sem Pulso
Fonte: https://www.sanarmed.com/uso-da-adrenalina-na-pcr-quando-comecar-a-adrenalina-em-uma-parada-cardiorrespiratoria-colunistas-3
Figura 4. Assistolia
Fonte: https://www.sanarmed.com/uso-da-adrenalina-na-pcr-quando-comecar-a-adrenalina-em-uma-parada-cardiorrespiratoria-colunistas-3
4.4 SUPORTE BÁSICO DE VIDA (SBV) E SUPORTE AVANÇADO DE VIDA (SAV)
SBV, SAV e cuidados pós-parada cardíaca são habilidades e conhecimentos aplicados em sequência durante o socorro à pacientes vítimas de parada cardíaca (LINK et al., 2015).
A sobrevivência e a recuperação de um paciente adulto após uma parada cardíaca dependem de um trabalho em conjunto para garantir o melhor atendimento e resultado para a vítima. Os focos principais em casos de parada cardíaca em pacientes adultos são o reconhecimento rápido da parada, a ativação do serviço de emergência, a realização imediata de RCP de qualidade, a desfibrilação precoce dos ritmos chocáveis, intervenções de suporte avançado de vida, os cuidados pós parada e suporte durante a recuperação do paciente. (PANCHAL et al., 2020).
A AHA desenvolveu cadeias de sobrevivência com os processos de cuidados para SBV, SAV e SAV pediátrica. As causas, ações adotadas e resultados da RCP se diferem entre a Parada Cardiorrespiratória Intra-hospitalar (PCRIH) e Extra-hospitalar (PCREH), constituindo assim suas Cadeias de Sobrevivência. (LINK et al., 2015; PANCHAL et al., 2020).
Em 2020 as Cadeias de Sobrevivência de Adultos sofreram atualizações, onde foi inserido o link de “recuperação”, que salienta a etapa de recuperação e sobrevivência para os pacientes vítimas de PCR, assim como para as famílias desses. Reconhecendo assim como é necessário que os profissionais de saúde apoiem a recuperação desses pacientes, discutam expectativas e providenciem estratégias de tratamento, cuidado e reabilitação para eles e seus cuidadores, para que possam ser capazes de fazer a transição desses cuidados prestados no ambiente hospitalar para casa e retornar à seus papéis e funções sociais. (PANCHAL et al., 2020).
Figura 5. Cadeias de Sobrevivência da AHA para PCRIH e PCREH em adultos.
Fonte: American Heart Association, 2020.
Quando ocorre uma PCR dentro de uma unidade hospitalar, existe uma abordagem multiprofissional, onde os profissionais realizam a RCP, efetuam a desfibrilação prontamente e prestam os cuidados pós-PCR (PANCHAL et al., 2020).
De acordo com Berg et al. (2020), no ambiente hospitalar, a primeira etapa inclui a identificação e resposta precoce ao paciente que necessita de RCP, equipes de resposta rápida e o devido treinamento para os profissionais e equipes de ressuscitação. A segunda etapa inclui o acionamento da equipe de RCP. Uma RCP de alta qualidade, que caracteriza uma reanimação com o menor número de interrupções possíveis e acompanhamento contínuo da sua qualidade, juntamente com a desfibrilação precoce estão diretamente relacionadas a melhores resultados de ressuscitação.
Entre as intervenções de ressuscitação avançada estão a farmacoterapia, intubação endotraqueal ou uso de dispositivos supraglóticos e RCP extracorpórea, que podem ser utilizados em situações específicas para melhorar os resultados da ressuscitação. Os cuidados pós-PCR incluem a oferta de cuidados intensivos, como por exemplo ventilação mecânica, administração de vasopressores intravenosos e controle direcionado da temperatura. As diretrizesatuais recomendam a não suspenção do suporte de vida por no mínimo 72 horas após a reanimação e reaquecimento de hipotermias. A recuperação da PCR continua por um longo tempo após a alta do ambiente hospitalar. Conforme o resultado obtido, os componentes a serem considerados durante a recuperação podem ser: abordar a causa implícita da PCR, reabilitação cardiovascular no contexto de prevenção secundária, reabilitação neurológica e assistência psicológica para o paciente e sua família (BERG et al., 2020).
4.4.1 RCP de alta qualidade
Segundo Hinkle e Cheever (2020, p. 838): “A reanimação cardiopulmonar (RCP) proporciona o fluxo sanguíneo para os órgãos vitais até que a circulação efetiva possa ser restabelecida”.
As compressões são realizadas com o paciente sobre uma superfície firme, como o chão ou uma maca cardíaca. O profissional, de frente para a lateral do paciente, posiciona uma das mãos no centro do tórax, sobre a metade inferior do esterno, e a outra mão sobre a primeira mão. O tórax é comprimido em 5 cm a uma frequência de 100 a 120 vezes por minuto. É permitida a reexpansão completa do tórax entre as compressões. As interrupções na RCP para a substituição dos profissionais ou a verificação em relação a um pulso são minimizadas. Recomenda-se que os profissionais sejam substituídos a cada 2 minutos em virtude do esforço das compressões efetivas. (HINKLE; CHEEVER, 2020, p. 838).
Os indicativos dos componentes que constituem uma RCP de alta qualidade estão em constante evolução conforme a pesquisa se desenvolve. Até o momento diversos fatores foram indicados como constituintes de uma RCP de alta qualidade, sendo eles minimizar as interrupções nas compressões torácicas, realizar compressões com frequência e profundidade adequadas, evitar apoio no tórax do paciente entre as compressões e evitar o fornecimento de oxigênio excessivo. Contudo, os estudos sobre o assunto são relativamente escassos, além disso, é de grande complexidade a avaliação de intervenções de qualidade na RCP pelo fato da maioria delas ocorrerem simultaneamente, havendo uma interação em seus efeitos. À medida que mais e mais centros e sistemas de EMS estão usando dispositivos de feedback e coletando dados sobre medidas de RCP, como profundidade de compressão e fração de compressão torácica, esses dados permitirão atualizações contínuas dessas recomendações (PANCHAL et al., 2020).
4.4.2 Manutenção das Vias Aéreas
A oferta de suporte ventilatório eficiente durante as manobras de RCP, é de extrema relevância, pois possui como propósito manter uma apropriada oxigenação do paciente. Toda a equipe deve ser capaz de fornecer oxigenação e ventilação com o dispositivo bolsa-válvula-máscara (BVM). Porém, existem situações em que o uso do BVM não é adequado, então se faz necessário que os profissionais também sejam treinados quanto a inserção de via aérea avançada, sendo obrigatória sua realização somente em casos de hipóxia/afogamento, PCR em assistolia ou AESP e nos casos que as ventilações com BVM são consideradas ineficazes. Geralmente, se garante o controle da via aérea através intubação orotraqueal, entretanto, existem outros métodos como alternativas, sendo eles os dispositivos de inserção supraglótica: máscara laríngea, combitubo e tubo laríngeo, inseridos por profissionais capacitados (VIANA; WHITAKER; ZANEI, 2020).
A interrupção das compressões torácicas por motivo da intubação orotraqueal deverá ser minimizada ao extremo, e a intubação deverá ser feita somente em momento oportuno, quando não for interferir com as outras manobras de ressuscitação. Durante uma parada cardiorrespiratória, o procedimento deve ser, preferivelmente, realizado sem a interrupção das compressões torácicas ou, então, com interrupção das compressões por até 10 segundos, para permitir a visualização das cordas vocais. (VIANA; WHITAKER; ZANEI, 2020, p. 522).
Após a intubação, deve-se checar a via aérea através da ausculta pulmonar e posteriormente pela capnografia em forma de onda, caso disponível. (VIANA; WHITAKER; ZANEI, 2020). É preciso ter atenção ao posicionamento da via respiratória avançada para que não haja uma hiperinflação dos pulmões do paciente, pois a pressão excedente pode ocasionar a abertura do esôfago, provocando inflação gástrica, com possibilidade de regurgitação do conteúdo gástrico e consecutiva aspiração. Quando confirmada a posição correta, as compressões podem ser realizadas e as ventilações providas a cada 6 segundos. Ademais, deve-se evitar a hiperventilação, visto que causa o aumento da pressão intratorácica e a diminuição do retorno venoso, o que leva à diminuição do débito cardíaco (MORTON; FONTAINE, 2019).
4.4.3 Desfibrilação
A desfibrilação precoce, junto com a RCP é essencial para a sobrevivência do paciente quando a PCR é causada por FV ou TVSP. (PANCHAL, 2020)
Quando se utiliza um desfibrilador externo automático (DEA), após ligar o dispositivo, deve-se colocar as pás sobre o tórax do paciente, o desfibrilador analisa ritmo para definir se é indicado a aplicação do choque. Quando revelado FV ou TVSP pelo eletrocardiograma (ECG), realiza-se a desfibrilação imediata. Após a desfibrilação, é retomada a RCP (HINKLE; CHEEVER, 2020).
4.4.4 Acesso Venoso
Nos casos de pacientes em PCR com ritmo chocáveis, prioriza-se a desfibrilação e RCP, primeiramente, e a administração da epinefrina se as primeiras tentativas de RCP e desfibrilação forem malsucedidas. Os profissionais devem, primeiro, tentar realizar o acesso IV para administração de medicação em PCR, caso não obtenha sucesso ou a tentativa não for viável, o acesso IO deve ser considerado. (AHA, 2020)
O medicamento vasopressor usado durante a RCP é a epinefrina (ou adrenalina) na dose de 1 mg, IV/IO, em bólus seguido de flush de 20 mL de SF e elevação do membro (se for via IV) com intervalo de 3 a 5 minutos. É o primeiro fármaco administrado em todos os ritmos de parada cardiorrespiratória. A epinefrina deve ser aplicada assim que houver uma via de acesso para a administração de medicamentos na assistolia/AESP e após a segunda desfibrilação na FV/TVSP (VIANA; WHITAKER; ZANEI, 2020).
Apesar da epinefrina ser o medicamento de primeira escolha durante uma PCR, a equipe de Enfermagem deve avaliar a relevância de outras medicações. Durante o episódio, podem ainda ser utilizados outros fármacos como a amiodarona e lidocaína. (ESPÍNDOLA et al., 2017).
Caso não haja a reversão do ritmo cardíaco, pode-se intercalar a amiodarona ou a lidocaína com a epinefrina. Optando pela administração da amiodarona, sua primeira dose deve ser de 300 mg em bolus, IV/IO e a segunda dose de 150 mg em bolus, IV/IO. Caso o profissional opte pela lidocaína, sua primeira dose deve ser de 1 a 1,5 mg/kg, IV/IO e a segunda dose de 0,5 a 0,75 mg/kg, IV/IO. (VIANA; WHITAKER; ZANEI, 2020).
4.4.5 Assistência ao idoso
Existem algumas particularidades para cuidar de um idoso, por exemplo, o profissional deve conhecer a anatomia e fisiologia do paciente idoso, que se difere do paciente adulto e ter ciência do desencadeamento da doença e o motivo de ter sido desencadeada. Além disso, é de grande importância considerar que o processo de envelhecimento causa modificações orgânicas e psíquicas no indivíduo. (ROSA et al., 2021).
Segunda Rosa et al. (2021), os profissionais de enfermagem possuem pouco conhecimento acerca dessas especificidades que existem no cuidado a ser prestado aos pacientes idosos. Sendo assim, é de grande relevância a abordagem da saúde do idoso durante o processo da graduação de enfermagem, além de ações educativas acerca do assunto aos já profissionais de enfermagem, refletindo de forma positiva na assistência prestada ao público idoso.
Durante a PCR em um paciente crítico idoso, é de grande importância que o enfermeiro avalie se ocorreu fratura de esterno após a RCP, porém continue com a realização da mesma ainda que ocorra a fratura e tenha consciência de que os medicamentos possuem efeito alterado por conta da resposta metabólica que é alterada no indivíduo idoso e daclearance tardia (MORTON; FONTAINE, 2019).
4.4.6 Cuidados pós-PCR
	
Após o paciente reanimado e atingido o retorno da circulação espontânea (RCE), dá-se início ao cuidado pós PCR. (MORTON; FONTAINE, 2019). O enfermeiro junto ao médico precisa monitorizar de forma rigorosa os sinais vitais e a hemodinâmica deste paciente, assim como se atentar a possíveis sinais de complicação. (BECCARIA et al., 2017)
A oferta adequada de oxigênio e a via aérea adequada no RCE é essencial. A equipe deve avaliar se o paciente está respirando de maneira apropriada, com saturação de oxigênio maior ou igual a 94%. Caso o paciente ainda não possua via aérea avançada, providencia-se a colocação do tubo endotraqueal por profissional capacitado, após isso, deve-se realizar a checagem primária através da ausculta e posteriormente a checagem secundaria através do monitoramento da capnografia em forma de onda. (VIANA; WHITAKER; ZANEI, 2020).
A manutenção da pressão arterial sistólica maior do que 90 mmHg e pressão arterial média maior que 65 mmHg também é de extrema importância e para isso utiliza-se a administração de cristaloides e/ou vasopressores ou inotrópicos, de acordo com a clínica do paciente. Em seguida, solicita-se um eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações, após a obtenção do mesmo, em casos de IAM com supra desnivelamento de ST, choque cardiogênico instável ou quando um suporte circulatório mecânico se fizer necessário, deve-se considerar intervenção cardíaca de urgência. (AHA, 2020; VIANA; WHITAKER; ZANEI, 2020)
De acordo com AHA (2020), caso o paciente esteja comatoso, é iniciado o controle direcionado de temperatura, mantendo a temperatura entre 32ºC e 36ºC durante 24 horas. São realizadas também outras intervenções, como a realização de tomografia computadorizada do cérebro, manutenção da respiração, pressão arterial e glicemia, monitoramento por eletroencefalograma (EEG) e ventilação mecânica protetora dos pulmões. Por fim, a equipe deve avaliar e tratar causas reversíveis rapidamente e solicitar consultas de especialistas para acompanhamento.
4.5 ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO DURANTE A PCR
Como aponta Viana, Whitaker e cols. (2011), o enfermeiro tem um papel de suma importância durante uma PCR. Uma de suas funções é definir o que cada um dos seus liderados deverá realizar para que assim não ocorra desorganização durante o socorro. Deve-se ter um profissional responsável pela ventilação e que auxilie na intubação orotraqueal, dois encarregados da massagem cardíaca, um da obtenção do acesso venoso, preparo e administração dos medicamentos e controle do tempo, assim como um enfermeiro incumbindo do desfibrilador e do gerenciamento dos acontecimentos. É de extrema importância que toda equipe seja treinada e passe por simulações para que assim todos saibam como desempenhar seu papel quando necessário.
 
A visualização rápida e sucinta do suporte básico e avançado de vida em cardiologia permite refletir sobre o quanto o enfermeiro intensivista pode proporcionar excelência nesse processo. A ele cabe organizar e direcionar sua equipe na busca da efetividade. No entanto, isso só será possível com estudos que demonstrem o quanto sua prática é importante (VIANA, WHITAKER E COLS, 2011).
O enfermeiro deve adotar condutas que facilitem o atendimento durante uma PCR. Além da organização do ambiente, é de responsabilidade do mesmo o provimento dos materiais que serão utilizados e a capacitação da sua equipe para uma melhor assistência. Em razão disso, o enfermeiro deve ser rápido, eficiente, possuir conhecimento técnico-científico e habilidade técnica, diminuindo assim erros na assistência e garantindo a segurança do paciente. (BECCARIA et al., 2017).
Em concordância com Beccaria et al. (2017), o profissional da saúde tem que estabelecer sempre um conhecimento aprimorado sobre uma PCR, os conceitos mudam várias vezes e o enfermeiro independente de sua área necessita desse conhecimento. Todos devem ter o conhecimento da RCP contínua, da monitorização do ritmo cardíaco e dos sinais vitais, da administração de medicamentos prescritos pelo médico, do registro dos eventos, entre outros.
5. METODOLOGIA 
Trata-se de um estudo de revisão integrativa de literatura, de caráter qualitativo, exploratório e descritivo. De acordo com GIL (2022), o desenvolvimento da pesquisa bibliográfica é baseado em materiais já publicados, e tem como propósito de prover fundamentação teórica ao trabalho, assim como detectar a fase atual do conhecimento em relação ao tema.
“As pesquisas exploratórias têm como principal finalidade desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e ideias, tendo em vista a formulação de problemas mais precisos ou hipóteses a serem testadas em estudos posteriores”. (GIL, 2019, p. 26).
Conforme Richardson (2017), a pesquisa descritiva tem por objetivo apresentar de forma sistemática uma condição, complicação, acontecimento ou programa para indicar o comportamento de um fenômeno.
Para a construção desta pesquisa foi seguido um planejamento, sendo ele constituído por: definição de objeto de pesquisa e pergunta norteadora, busca por literaturas e evidências, revisão e seleção de estudos e artigos, análise dos estudos encontrados, e seleção criteriosa do material a ser utilizado.
As buscas foram realizadas na base de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando os descritores “Parada cardiorrespiratória”, “Enfermagem”, “Terapia Intensiva” e “Idoso” combinados entre si através do operador booleano “AND”, abrangendo estudos publicados nos últimos 5 anos (2017-2022), nos idiomas português e inglês e disponíveis em texto completo.
Foram realizadas duas buscas na BVS. Na primeira, os descritores utilizados foram: Terapia intensiva AND Enfermagem AND Parada cardiorrespiratória, com os filtros: texto completo; idiomas inglês e português e últimos 5 anos. A busca resultou em 20 artigos publicados nas bases de dados: BDENF – Enfermagem, LILACS, MEDLINE e CUMED (Tabela 2).
Na segunda busca, utilizou-se os descritores: Idoso AND Terapia intensiva AND Enfermagem, aplicando os filtros: texto completo, idioma português e últimos 5 anos. Resultando em 76 publicações nas bases de dados: BDENF – Enfermagem, LILACS, MEDLINE e Sec. Est. Saúde SP (Tabela 3).
Foram pré-selecionados 15 artigos, 6 na primeira busca e 9 na segunda. Após a leitura dos títulos e resumos desses, foram selecionados 10 artigos, utilizando como critério de inclusão aqueles que abordassem sobre parada cardiorrespiratória dentro da terapia intensiva e sobre os cuidados de enfermagem prestados à idosos na UTI e como critério de exclusão os artigos que fugissem da temática proposta pela pesquisa (Tabela 1).
 
Tabela 1. Cruzamento dos descritores 
	Descritores
	Total
	Após os filtros
	Pré-seleção
	Seleção
	Terapia intensiva; Enfermagem; Parada cardiorrespiratória
	166
	20
	6
	5
	Idoso; Terapia intensiva; Enfermagem
	2378
	76
	9
	5
Fonte: Elaborada pelas autoras (2022).
Tabela 2. 1ª busca na BVS: artigos coletados e suas respectivas bases de dados.
	1ª busca realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS)
	Terapia intensiva AND Enfermagem AND Parada cardiorrespiratória
	Bases de Dados
	Total
	Após aplicação dos filtros
	Artigos pré-selecionados
	Artigos selecionados
	BDENF – Enfermagem
	25
	13
	5
	4
	Coleciona SUS
	1
	0
	0
	0
	CUMED
	1
	1
	0
	0
	IBECS
	2
	0
	0
	0
	LILACS
	24
	11
	3
	3
	MEDLINE
	132
	6
	0
	0
	Sec. Est. Saúde SP
	1
	0
	0
	0
Fonte: Elaborada pelas autoras (2022).
Tabela 3. 2ª busca na BVS: artigos coletados e suas respectivas bases de dados.
	2ª busca realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS)
	Idoso AND Terapia intensiva AND Enfermagem
	Bases de Dados
	Total
	Após aplicação dos filtros
	Artigos pré-selecionados
	Artigos selecionados
	BDENF – Enfermagem
	185
	54
	8
	4
	BINACIS
	1
	0
	0
	0
	CUMED
	8
	0
	0
	0
	IBECS
	26
	0
	0
	0
	Index Psicologia – Periódicos
	2
	0
	0
	0
	LILACS
	186
	40
	3
	2
	LIPECS
	5
	0
	0
	0
	MEDLINE
	2117
	15
	0
	0
	Sec. Est. Saúde SP
	2
	1
	00
Fonte: Elaborada pelas autoras (2022).
6. CRONOGRAMA 
Em construção. 
	MES/ETAPAS
	03/2022
	04/2022
	05/2022
	06/2022 
	07/2022 
	08/2022 
	09/2022 
	10/2022 
	11/2022
	12/2022
	Escolha do tema
	X
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	Levantamento bibliográfico
	
	X
	
	
	
	
	
	
	
	
	Elaboração do anteprojeto
	
	X
	
	
	
	
	
	
	
	
	Apresentação do projeto
	
	
	
	X
	
	
	
	
	
	
	Coleta de dados
	
	X
	
	
	
	
	
	
	
	
	Análise dos dados
	
	 X
	
	
	
	
	
	
	
	
	Organização do roteiro/partes
	X
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	Redação do trabalho
	
	
	 X
	
	
	
	
	
	
	
	Revisão e redação final
	
	
	
	 
	
	
	
	
	
	
	Entrega da monografia
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	Defesa da monografia
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
American Heart Association. Destaques das diretrizes de RCP e ACE de 2020 da American Heart Association. Disponível em: https://cpr.heart.org/-/media/CPR-Files/CPR-Guidelines-Files/Highlights/Hghlghts_2020ECCGuidelines_Portuguese.pdf Acesso em: 10 de maio de 2022.
BECCARIA, L. M., SANTOS, K. F., TROMBETA J. C., RODRIGUES A. M. S., BARBOSA T. P., JACON, J. C. Conhecimento teórico da enfermagem sobre parada cardiorrespiratória e reanimação cardiocerebral em unidade de terapia intensiva. CuidArte Enfermagem, v. 11, n. 1, p. 51-58, jan.-jun. 2017. Disponível em: http://www.webfipa.net/facfipa/ner/sumarios/cuidarte/2017v1/7%20Artigo%20Conhecimento%20Enfermagem%20Parada%20cardiorrespirat%C3%B3ria%20PCR.pdf. Acesso em: 05 de maio de 2022.
BERG, K. M. et al. Part 7: Systems of Care: 2020 American Heart Association Guidelines for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care. Circulation [Internet]. 2020 Oct; 142 (16_suppl_2):S580 – S604. Disponível em: https://www.ahajournals.org/doi/epub/10.1161/CIR.0000000000000899. Acesso em: 12 de maio de 2022.
DISQUE, K. ACLS - Suporte Avançado de Vida em Cardiologia. Satori Continuum Publishing, 2020. 73 p. Disponível em: http://www.saude.ufpr.br/portal/medintegrada/wp-content/uploads/sites/40/2021/01/ACLS-2020.pdf. Acesso em: 19 de maio de 2022.
ESPÍNDOLA, M. C., ESPÍNDOLA, M. M., MOURA, L. T.; LACERDA., L. C. (2017). Parada cardiorrespiratória: conhecimento dos profissionais de enfermagem em uma unidade de terapia intensiva. Revista de Enfermagem UFPE on line, v. 11, n. 7, p. 2773-2778, julho. 2017. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/viewFile/23452/19162. Acesso em:14 de abril de 2022.
FERREIRA F. S. et al. Uso do metrônomo na ressuscitação cardiopulmonar em uma unidade de terapia intensiva. Rev. Baiana Enferm. v. 32, 2018. Disponível em: . Acesso em: 10 de maio de 2022.
FERRETTI-REBUSTINI R. E. L. et al. Nível de agudização, gravidade e intensidade do cuidado de adultos e idosos na admissão em Unidade de Terapia Intensiva. Rev. Esc. Enferm. USP, v. 53, 2019. Disponível em: https://www.scielo.br/j/reeusp/a/Y3JhXbsMwV8P7TsxLkCcfBw/?lang=pt. Acesso em: 06 de maio de 2022.
GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2019. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597020991/epubcfi/6/10[%3Bvnd.vst.idref%3Dcopyright]!/4/42/1:20[098%2C-4]. Acesso em: 23 de maio de 2022.
GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 7. Ed. São Paulo: Atlas, 2022. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786559771653/epubcfi/6/10[%3Bvnd.vst.idref%3Dhtml5]!/4/34/2. Acesso em: 21 de maio de 2022.
GUSKUMA, E.M. et al. Conhecimento da equipe de enfermagem sobre ressuscitação cardiopulmonar. Rev. Eletr. Enferm. Goiânia, v. 21p. 52253, dez. 2019. Disponível em: https://doi.org/10.5216/ree.v21.52253. Acesso em: 14 de abril de 2022.
HINKLE, J. L.; CHEEVER, K. H. Brunner & Suddarth: Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2020. 2270 p. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527736954/pages/recent. Acesso em: 10 de maio de 2022.
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MORTON, P. G.; FONTAINE, D. K. Cuidados críticos em enfermagem: uma abordagem holística. Tradução: Mariana Villanova Vieira, et al. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. 1135 p. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527735766/pages/recent. Acesso em: 14 de maio de 2022.
PANCHAL, A. R. et al. Part 3: Adult Basic and Advanced Life Support: 2020 American Heart Association Guidelines for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care. Circulation [Internet]. 2020 Oct; 142 (16_suppl_2):S366 - S468. Disponível em: https://www.ahajournals.org/doi/epub/10.1161/CIR.0000000000000916. Acesso em: 10 de maio de 2022
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